18/11/2018
08:10

Com a saída dos 8.332 médicos cubanos que integram o programa Mais Médicos, ao menos 611 cidades brasileiras podem ficar sem médicos a partir do próximo ano, de acordo com estimativa de secretarias municipais de saúde, conforme adiantou o jornal O Globo.

O alerta foi feito neste sábado, 17, por Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). Segundo ele, os médicos cubanos foram os únicos a aceitar trabalhar em unidades de saúde localizadas nas cidades mais distantes, isoladas ou pobres do País. Junqueira afirma que dificilmente será possível substituir todos os profissionais nessas localidades, tendo em vista que os médicos brasileiros preferem trabalhar nos grandes centros urbanos.

O Conasems calcula que os médicos cubanos representam mais da metade dos profissionais contratados pelo programa, que permitiu acesso à saúde a cerca de 29 milhões de brasileiros. No País, 79,5% dos municípios (3.243 de 5.570) são beneficiados pelo Mais Médicos e os cubanos representam 90% dos profissionais que aceitaram atuar em postos de saúde em aldeias indígenas. Além disso, compõem 100% do quadro em 611 cidades.

Publicado por: Chico Gregorio


18/11/2018
08:07

Um juiz criminal do Rio de Janeiro censurou a TV Globo em decisão liminar (provisória), ao proibir a divulgação do conteúdo de qualquer parte do inquérito policial que investiga os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, informa o site G1.

A determinação é do juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio, e foi feita a pedido da divisão de homicídios da Polícia Civil e do Ministério Público do estado. O magistrado diz na sentença que “o vazamento do conteúdo dos autos é deveras prejudicial, pois expõe dados pessoais das testemunhas, assim como prejudica o bom andamento das investigações, obstaculizando e retardando a elucidação dos crimes hediondos em análise”.

Ele proíbe a emissora de publicar termos de declarações mesmo que as testemunhas não sejam identificadas. Também não permite que sejam divulgados procedimentos sigilosos usados em investigações e conteúdos de gravações de áudios, emails ou mensagens de vítimas, testemunhas ou investigados.

A Globo afirma que, em suas reportagens sobre o caso, evitou divulgar algo que pudesse pôr em risco as testemunhas ou as investigações.

Em nota exibida em seus telejornais, o Grupo Globo diz que irá cumprir a decisão judicial, mas irá recorrer. “[A decisão] fere gravemente a liberdade de imprensa e o direito de o público se informar, especialmente quando se leva em conta que o crime investigado no inquérito é de alto interesse público, no Brasil e no exterior”, diz a nota.

Via BG

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
12:49

 

José Cruz\Agência Brasil

 

A Defensoria Pública da União (DPU) ajuizou ação civil pública (ACP) em que pede à União a manutenção das atuais regras do programa Mais Médicos e a abertura deste a profissionais estrangeiros de qualquer nacionalidade. O objetivo, segundo a própria defensoria, é garantir a continuidade dos serviços prestados à população.

“O pedido de tutela de urgência em caráter antecedente à ACP visa evitar que ‘a população atendida seja prejudicada com a saída abrupta de milhares de médicos sem que a União previamente promova medidas efetivas de modo a repor imediatamente o quantitativo de médicos que estão em vias de deixar o programa’”, informou o órgão, por meio de nota.

A Defensoria Pública da União alega que qualquer mudança – incluindo a não necessidade de submissão ao Revalida – deve estar condicionada à realização de prévio estudo de impacto e comprovação da eficácia imediata de medidas compensatórias que assegurem a plena continuidade dos serviços.

O Revalida reconhece os diplomas de médicos que se formaram no exterior e querem trabalhar no Brasil. O exame é feito tanto por estrangeiros formados em medicina fora do Brasil, quanto por brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em sua terra natal.

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
12:43

 

Saída dos médicos cubanos ‘vai encher estradas de ambulâncias’, avalia João

O governador eleito da Paraíba, João Azevêdo (PSB), tem demonstrado muita preocupação com a saída dos médicos cubanos do Estado. Em entrevista à CBN João Pessoa, o socialista previu a volta da “ambulancioterapia”. As declarações foram dadas em decorrência da decisão do governo cubano de retirar do Brasil todos os profissionais de saúde até o fim do ano. A decisão decorre de declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de que seriam reavaliadas as regras para a permanência dos médicos do país caribenho. Eles teriam que fazer, por exemplo, o “revalida”, exame de conhecimento para validar o diploma recebido no exterior.

“O que vai acontecer é que você vai ter ambulâncias e ambulâncias pelas estradas levando pessoas com pequenos problemas de saúde aos hospitais e vai sobrecarregar os hospitais. É claro que isso vai acontecer”, ressaltou João Azevêdo. Ele alegou que o programa viabilizou o atendimento em localidades onde antes não era possível, por se tratarem de regiões afastadas. “Eu vejo, independente de conceito, você não pode desmobilizar um programa destes, que tem mais de 8.500 profissionais da forma como está sendo anunciado. Em 40 dias não haverá reposição destes profissionais e nós teremos a população pagando um preço extremamente alto”, acrescentou.

Azevêdo disse que há no sistema de saúde como um todo um número de vagas enormes, mesmo com os médicos cubanos na ativa. “Se não houve interesse dos médicos brasileiros para ocuparem estas vagas (disponíveis), como é que nós vamos repor além das vagas abertas, as dos 8.500 profissionais que estarão saindo agora?”, destacou. “O que me preocupa é que a consequência maior será a falta de atendimento para a população. Esta vai ficar desprotegida. Eu vi na imprensa aí que tem municípios que vão perder mais de 60% a 70% dos seus profissionais na área de saúde e isso inviabiliza o atendimento”, acrescentou.

O governador eleito prevê que haverá consequências danosas nos hospitais regionais e estaduais. “Provavelmente haverá filas e mais filas de espera nos hospitais. É isso o que acontecerá, porque os médicos deixarão de atender as grandes demandas, a alta complexidade, para atender casos de uma diarreia, de um mal-estar, por exemplo. As pessoas terão que procurar um local de apoio e estes locais serão os hospitais. Vai superlotar os hospitais, não tenho dúvida nenhuma”, enfatizou o governador eleito, que assumirá o cargo a partir de 1° de janeiro.

Leia mais no Jornal da Paraíba

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
12:37

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, protocolou uma ação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo a anulação da exoneração do juiz Sérgio Moro. Também assinam a petição os deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Teixeira (PT-SP).

O desembargador federal Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o tribunal de segunda instância da Lava Jato, assinou nesta sexta-feira, 16, a exoneração do juiz federal. O magistrado deixará a toga a partir da próxima segunda-feira, 19, para assumir o ‘superministério’ de Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro em janeiro de 2019.

Para o PT, Moro não poderia ter sido exonerado porque há processos administrativos disciplinares contra ele no CNJ. De acordo com o artigo 27 da resolução 135/2011 do próprio Conselho, um juiz processado por razões disciplinares não poderia ser afastado do cargo.

“Sérgio Moro cometeu uma série de crimes na sua perseguição política contra o ex-presidente Lula e o PT. Por isso ele responde a diversos processos disciplinares junto ao Conselho Nacional de Justiça, que tem o dever de concluir o julgamento de todas as reclamações. Sérgio Moro não pode estar acima da lei, embora ele tenha sempre agido desta forma durante o seu trabalho à frente da Lava Jato”, afirma Paulo Pimenta em texto publicado no site oficial do PT.

Via Terra.

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
12:22

REUTERS/Ricardo Moraes

247- A jornalista Tereza Cruvinel destaca que “o presidente eleito Jair Bolsonaro não se deu conta de que já passou do papel de atirador ao de vidraça” e que ‘os ministros já indicados, da mesma forma, agora se tornaram alvos, a começar de Sérgio Moro, que não se vexou em pedir exoneração do cargo ontem, horas depois do depoimento do ex-presidente Lula à juíza que o substitui na vara de Curitiba. Acabou dando razão à denúncia do líder do PT, Paulo Pimenta, de que saiu de férias para continuar tendo controle sobre o processo de Lula’, diz; ‘É o início da vida de vidraça’, completa

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
11:58

Resultado de imagem para fotos do deputado vivaldo costa em atendimento medico

O médico e deputado Vivaldo Costa, em seu programa  na Rádio Caicó,  disse que os governos que antecederam Lula, foram omissos na criação de novos cursos de medicina,  enquanto a população crescia, as escolas de medicina continuavam  as mesmas. Como  achegada de Lula ao governo, com o objetivo  da assistência médica chegar onde não tinha chega, zona rural e periferia, foi necessário a criação do programa Mais Médicos, viabilizando a vinda de médicos de outros países para atuarem onde não existia o interesse dos brasileiros atuarem, incluindo um grande quantidade de cubanos.

Essa declaração do deputado Vivaldo Costa, tem sentido, mesmo sendo professor, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, não investiu em novos universidades e em novos cursos de medicina. Com a chegada de Lula ao governo em 2003, sendo eleito e reeleito, as vagas nas Universidades Federias, cresceram em torno de 74%, sendo criado inclusive 51 novos cursos de medicina pelo Brasil, incluindo o da cidade de Caicó.

 

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
11:40

 (Foto: reprodução BCS)

Em entrevista ao programa RN Acontece da Band Natal nessa sexta-feira (17), falando ao jornalista Diógenes Dantas, o médico e ex-candidato ao Senado pela Coligação Do Lado Certo, Alexandre Motta (PT), apontou a prioridade número um da gestão Fátima Bezerra (PT) no governo estadual:

– Não vai dar para pensar que o governo será eficaz e positivo, se ele não conseguir pelo menos pagar o funcionário em dia – disse.

Argumentou que “a folha é um elemento importante por várias razões; por conferir bem-estar, passar uma sensação de mudança para os trabalhadores, como segurança econômica (…) fomentando a economia”.

“Hoje, o grande dilema é fazer a economia girar”, destacou ele, enxergando o plano nacional.

O segundo grande desafio será enfrentar as graves crises na segurança e na saúde. Em terceiro ponto ele falou de investimento na educação, pelo simbolismo do trabalho da senadora Fátima Bezerra em toda sua história.

Via Blog Carlos Santos

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
11:32

Além dos mais de 8.300 cubanos que deixarão o país até o fim do ano, o Brasil corre o risco de perder outros 3.300 profissionais do Mais Médicos caso o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), cumpra a promessa de exigir revalidação do diploma de todos os médicos do programa. Esse é o número de participantes chamados de intercambistas, ou seja, brasileiros formados no exterior ou estrangeiros de outras nacionalidades que também foram dispensados da revalidação do diploma para atuar no país.

Em entrevista na quarta-feira, quando Cuba anunciou a saída do Mais Médicos, Bolsonaro afirmou que o Revalida será cobrado de todos. “(De) qualquer profissional de saúde trabalhando no Brasil, exigiremos uma prova de que realmente são competentes, conhecida como Revalida.”

Nesta sexta-feira, 16, a Defensoria Pública da União (DPU) protocolou, junto à Justiça Federal, ação civil pública em que pede ao governo federal a manutenção das atuais regras do Mais Médicos e a abertura do programa a estrangeiros de qualquer nacionalidade. Segundo a DPU, o objetivo é evitar que a população seja prejudicada.

Veja

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
11:29

Oito cidades potiguares ficarão sem nenhum médico, após a saída dos 142 profissionais cubanos que atuam no Mais Médicos no Rio Grande do Norte. A informação é da coordenadora da comissão do programa no estado. Além de perderem os serviços, os municípios também correm risco de ficar sem repasses do governo federal para as ações de saúde. Ao todo, 489,9 mil potiguares serão afetados.

As cidades que devem ficar sem médicos são Bodó, Taboleiro Grande, Timbaúba dos Batistas, Vila Flor, que têm um profissional cada; além de Jardim de Angicos, Riacho de Santana, São Francisco do Oeste e Itajá, que contam com dois médicos cubanos cada uma.

De acordo com assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde Pública, ao todo, 282 médicos estão em atividade no RN através do Programa Mais Médicos. Destes, 142 são cubanos e atuam em 67 municípios do RN.

No caso das oito cidades citadas acima, os cubanos são os únicos médicos. Com a saída deles, as equipes de enfermeiros, técnicos e agentes devem permanecer atuando nas comunidades, mas poderão ser desfeitas, caso as vagas de profissional médico não sejam preenchidas em até quatro meses.

De acordo com Ivana Fernandes, que é coordenadora da Comissão Estadual do Programa Mais Médicos no Rio Grande do Norte, conforme as regras atuais, se as cidades ficarem inconsistidas (sem médico) e não conseguirem contratar profissionais em até 90 dias, terão recursos federais bloqueados.

Caso passem quatro meses sem médicos, as cidades podem ser descredenciadas do programa Saúde da Família (onde os profissionais cubanos do Mais Médicos atuam), prejudicando toda a estrutura, como o pagamento do restante das equipes e causar a suspensão completa do atendimento à população.

Ainda não há data definida para os médicos deixarem o país, mas quando isso ocorrer, começará a valer o prazo para recomposição das equipes começaria a valer. A data ainda não é confirmada. A preocupação da comissão é justamente com a dificuldade para reposição dos profissionais.

Mesmo com a previsão de abertura de editais para reocupar as vagas, a situação é de alerta para quem acompanha o programa. Conforme Ivana, os editais são abertos inicialmente para profissionais brasileiros. Quando as vagas não são preenchidas, ele passa a acatar brasileiros que têm formação em outros países e não revalidaram diplomas.

Por fim, se ainda constinuam sem ser preenchidas, as oportunidades passam a abranger médicos estrangeiros. Os cubanos entram numa quarta etapa, quando as possibilidades do edital se esgotam e entrar em vigor a cooperação que existia entre os governos brasileiro e cubano. “Eles (cubanos) vêm para locais que outros médicos não querem vir”, explica.

População afetada

Segunda maior cidade potiguar, Mossoró vai perder 14 médicos dos 66 que estão nas equipes de Estratégia de Saúde da Família. Caicó, no Seridó potiguar, perderá um terço – oito dos 24 médicos que atuam na cidade. Pau dos Ferros, na região do Alto Oeste, ficará sem 4 dos 12 profissionais atuais.

Ao todo, 489,9 mil potiguares deverão ser afetados pela saída de médicos cubanos do Brasil. O cálculo da comissão é feito baseado no número de médicos (representam uma equipe de estratégia) multiplicado pela quantidade (teto) de pessoas que devem ser cobertas numa área por uma equipe, que é de 3.450 pessoas.

Substituição

O Ministério da Saúde informou na manhã desta sexta-feira (16) que a seleção de médicos brasileiros para ocuparem as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos do programa Mais Médicos ocorrerá ainda em novembro.

Na última quarta (14), o Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou a decisão de deixar o programa Mais Médicos, criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Cuba enviava profissionais para atuar no Brasil desde 2013.

O governo cubano atribuiu a decisão a “declarações ameaçadoras e depreciativas” de Bolsonaro. O presidente eleito afirma que Cuba não quis aceitar condições para continuar no programa.

De acordo com o Ministério da Saúde, a formulação do edital para substituição dos médicos cubanos será finalizada ainda nesta sexta, durante reunião com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

G1

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
09:31

Via Esmael Morais,

Tem males que vêm para o bem, no caso do médico cubano Richel Colazzo. Com o fim do Mais Médicos, anunciado esta semana pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ele foi convidado para ser o secretário de Saúde do município de Chapada (RS). 

Leia mais

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
09:25

Confira o anúncio do deputado:

Tá ótimo deputado Fábio Faria, nos governos Lula/Dilma, foram implantados modernos Veículos Leves sobre Trilhos em nossa capita, agora a luta é para não deixar o governo Temer tirar uma locomotiva de Natal, para servir em Brasília. A que ponto chegamos com esse governo que assumiu após golpe de 2016, apoiado pelos velhos caciques da política do pobre rio Grande do Norte.

Nota à imprensa

A Superintendência de Trens Urbanos de Natal vem prestar novos esclarecimentos a respeito das notícias que têm sido veiculadas sobre a transferência de uma das composições de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Natal para o Distrito Federal.

O Deputado Federal Fábio Faria, promoveu intensos diálogos durante toda a semana junto ao Diretor-Presidente da CBTU, José Marques, e ao Ministro das Cidades, Alexandre Baldy, que resultaram em um novo estudo e parecer técnico sobre o caso, o qual resultou na desistência da retirada da composição de VLT do sistema de Natal, uma vez que tal ação iria prejudicar consideravelmente a operação ferroviária e o atendimento à população no RN.

Além da permanência do VLT, conseguiu-se junto ao ministério das cidades a liberação de 15 milhões, que serão utilizados na ampliação de 3.4 km de via e construção de duas novas estações: Cajupiranga e Boa Esperança, no município de Parnamirim, assim como a confirmação de que a Superintendência de Natal receberá novos VLTs.

Raphael Albuquerque

Coord. Com. e Marketing

CBTU/STU-NAT

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
09:02

 

José Cruz / Agência Brasil

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos – não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC).

O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é “praticamente de escravidão” e questionou a qualidade dos serviços prestados.

“Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano”, disse Bolsonaro.

O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. “O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas”, resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos.

O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. “Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte”, afirmou.

Voa Agência Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


17/11/2018
08:55

Menos de 24 horas depois de anunciar sua saída do programa Mais Médicos, o governo cubano proporcionou uma recepção festiva para os primeiros profissionais que retornaram do Brasil. Deu-se na madrugada da última quinta-feira.

De acordo com reportagem exibida pela emissora estatal TV Cuba, desembarcaram no aeroporto de Havana 196 médicos. Estavam no Brasil havia três anos. Foram recebidos pela vice-ministra da Saúde Pública, Regla Angulo Pardo.

Em entrevista, Regla Pardo disse ter acompanhado a preparação dos médicos durante todo o tempo de duração da parceria com o Brasil, iniciada em 2013, “Durante esses cincos anos, vi eles partirem, se prepararem, compartilhei com eles a preparação do idioma, da geografia do Brasil, das características, das condições da saúde do povo brasileiro.”

Regla Pardo afagou os brasileiros: “Não continuamos no programa Mais Médicos, mas reconhecemos a maneira com que o povo brasileiro sempre tratou nossos médicos.” Para ela, a clientela humilde do Brasil reconhece o “profissionalismo” dos doutores cubanos.

Três médicos foram entrevistados. Um deles, José Ángel Véliz, fez referências poucos lisonjeiras a Jair Bolsonaro. Atribuiu a decisão de não permanecer no Brasil “às manifestações servis deste lacaio do império, o novo presidente eleito do Brasil, que não tem conhecimento nem preparo para ser presidente desse país e que não se interessa pela saúde do povo brasileiro.”

A volta dos médicos foi tratada na reportagem como ”um momento mágico de regressar à pátria com a missão cumprida.” Ao final, todos  entoaram o hino nacional de Cuba.

Durante o período em que permaneceram no Brasil, os cubanos receberam salários inferiores aos dos colegas brasileiros e de outros países que atuam no Mais Médicos. O pagamento fazia escala em Havana, que retinha 70% do valor. Isso permitiu que Bolsonaro cavalgasse sua retórica ideológica, acusando Havana de tratar seus médicos como ”escravos”.

JOSIAS DE SOUZA

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
16:28

Inicia nesta sexta-feira (16), a partir das 14h a vaquejada do Sítio Manhoso com a presença de vaqueiros de diversas regiões. A vaquejada acontece no Haras JG que fechou uma parceria com a organização do Forró do Manhoso para que o evento acontecesse em sintonia com a 17ª edição da maior Festa Rural do Planeta. A programação de shows do…

Publicado por: Chico Gregorio