16/11/2018
16:17

 

José Aldenir/ Agora Imagens

“É só especulação”. Assim, o deputado Rogério Marinho (PSBD), que não conseguiu se reeleger à Câmara Federal, respondeu ao Agora RN nesta sexta-feira, 16, às informações divulgadas inicialmente pela Revista Crusoé e replicadas por blogs de que estaria à caminho de uma função no novo governo Bolsonaro. A mesma informação foi postada no site O Antagonista.

Reconheceu a derrota ao fato de ter sido o relator da reforma trabalhista, o que motivou contra ele uma verdadeira caçada por parte de entidades sindicais e corporações de juízes sob o argumento, segundo o parlamentar, de retirada de direitos trabalhistas que não aconteceram.

Já do ponto de vista político, ao diário carioca O Globo, Rogério afirmou que faltou ao PSDB, partido dele, uma pauta mais conservadora em relação à segurança pública e atribuiu “a investigação de corrupção contra Aécio” como outro empecilho para o bom desempenho dos tucanos neste ano.

Durante a campanha eleitoral, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) criou a campanha “Se votar, não volta”, denunciando deputados e senadores que apoiaram a reforma trabalhista. Os textos mostravam fotos e organizavam as listas por estado. E, é claro, Rogério encabeçou todas elas.

Meses antes da eleição, em março, uma das corporações dos juízes do trabalho representada pela Associação dos Juízes para Democracia (AJD) criticou uma homenagem que seria feita a Rogério no âmbito do TRT 21.

Segundo a entidade, Rogério só não defendeu “açodada promulgação da nova legislação, como enfaticamente a defende”.

E as últimas declarações do deputado durante todo esse tempo confirmaram isso. “Não só fiz, como faria tudo de novo”.

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
16:10

A equipe de transição da governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), passa a ter a colaboração a partir desta sexta-feira(16) de seis policiais militares. Eles repassarão para a governadora eleita as informações relativas ao trabalho específico da Polícia Militar.  Confira a lista abaixo:

Tenente-coronel Carlos Eduardo de Medeiros Costa, Chefe de Gabinete do Comandante Geral;

Coronel Demócrito de Almeida Assis Filho, Representante do Quadro de Saúde da PM/RN;

Coronel Francisco Canindé Spinola, Diretor de Finanças;

Coronel José Francisco Pereira Júnior, Diretor de Pessoal;

Coronel Klécius Bandeira Cavalcanti, Diretor de Apoio Logístico;

Coronel Lenildo Melo da Silva, Subcomandante Geral e Chefe do Estado Maior.

Via BG

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
12:02

Foto: Lula Marques/ Agência PT

O empresário Waldir Rocha Pena, dono de um supermercado utilizado pelo grupo JBS para repassar propinas a políticos, revelou ter entregue dinheiro vivo a Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrela (MDB-MG).

De acordo com o Globo, o dinheiro era embalado em caixas de sabão em pó. O relato de Pena corrobora a delação da JBS e constitui mais uma prova de pagamento de propina aos políticos.

O depoimento foi dado por Waldir à Receita Federal e enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR). As informações prestadas por ele também foram compartilhadas com a Polícia Federal de Minas Gerais e usadas na deflagração da Operação Capitu, que apura corrupção no Ministério da Agricultura e prendeu temporariamente o dono da JBS, Joesley Batista, e outros envolvidos no caso.

Com informações de O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
11:55

Desde que foi eleito presidente, no fim de outubro, Jair Bolsonaro (PSL) voltou atrás em algumas decisões referentes à estrutura de seu governo. Em ao menos seis temas, ele disse que faria algo e, depois, mudou de ideia. A Lupa selecionou alguns desses casos.

“[Trabalho] Vai continuar com status de ministério”
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, em entrevista no dia 13.nov.2018

CONTRADITÓRIO

No dia 7 de novembro, após participar de um almoço com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Bolsonaro afirmou, em entrevista, que o Trabalho seria “incorporado a algum ministério” – mas não deu detalhes sobre à qual pasta se referia. Seis dias depois, na última terça (13), o presidente eleito voltou atrás. “O Ministério do Trabalho vai continuar com status de ministério, não vai ser secretaria. Vai ser ‘Ministério Disso, Disso e do Trabalho’”, afirmou, comparando a situação com a do Ministério da Indústria e Comércio. Procurado, Bolsonaro não retornou.


“A princípio, [o ensino superior] vai ser mantido no Ministério da Educação mesmo”
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, em entrevista no dia 13.nov.2018

CONTRADITÓRIO

No dia 1º de novembro, quatro dias depois de ser eleito, Bolsonaro disse que o Ensino Superior seria responsabilidade do Ministério de Ciência e Tecnologia. No mesmo dia, ele confirmou o astronauta Marcos Pontes como titular da pasta. Segundo o presidente eleito, a mudança na gestão do ensino superior daria um “gás muito especial” para as universidades brasileiras. Na última terça (13), pouco antes de um encontro no Tribunal Superior do Trabalho (TST), Bolsonaro recuou e afirmou que deve manter a gestão das universidades federais sob a responsabilidade do Ministério da Educação. Procurado, Bolsonaro não retornou.


“Comunico a todos a indicação do General-de-Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo de Ministro da Defesa”
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, no Twitter, no dia 11.nov.2018

CONTRADITÓRIO

Aliado de primeira hora de Bolsonaro, o general Augusto Heleno chegou a ser anunciado, ainda durante a disputa do segundo turno, como futuro ministro da Defesa. Após a eleição de Bolsonaro, em entrevista, Heleno detalhou seus planos para a pasta. Mas na última terça (13), o presidente eleito anunciou outro general para comandar o ministério. “Comunico a todos a indicação do General-de-Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo de Ministro da Defesa”, publicou em sua conta no Twitter. No dia 7 de novembro, o próprio general Heleno havia sinalizado o recuo, ao afirmar que assumiria o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). “O presidente escolheu”, disse em evento no Comando da Aeronáutica. Procurado, Bolsonaro não retornou.


“Não deve existir ministério com esse nome [Ministério da Família]”
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, em conversa com jornalistas no dia 07.nov.2018

CONTRADITÓRIO

A declaração de que não deverá ser criado um Ministério da Família foi dada um dia depois de Bolsonaro dizer que era “possível” que o senador Magno Malta (PR-ES) assumisse a pasta, que seria criada para gerenciar os programas sociais do governo federal. Malta é um dos aliados mais próximos de Bolsonaro – chegou a ser cotado como vice em sua chapa, mas preferiu disputar a reeleição para o Senado, acabou derrotado e perderá o mandato no fim de 2018. O senador esteve ao lado do presidente eleito em seu primeiropronunciamento, logo após o anúncio do resultado da eleição. Procurado, Bolsonaro não retornou.


“Pelo que está parecendo, vão ficar distintos [os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente]”
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, em entrevista no dia 1º.nov.2018

CONTRADITÓRIO

Promessa de campanha, a unificação dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente ficou pelo caminho. A proposta estava em consonância com o interesse da bancada ruralista, mas, segundo o presidente eleito, “os próprios ruralistas acharam que não era o caso, para evitar pressões internacionais entre outras coisas”. Assim, no dia 1º de novembro, Bolsonaro afirmou que manteria as duas pastas: “pelo que está aparecendo, [os ministérios] vão ficar distintos, mas eu que vou nomear os dois ministros.” Dois dias antes, o ministro extraordinário do governo de transição, Onyx Lorenzoni, havia insistido na unificação. “Ninguém recuou nada. A questão da agricultura, alimentação e meio ambiente é uma decisão desde os primeiros passos do plano de governo”, disse. Bolsonaro já anunciou a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Procurado, Bolsonaro não retornou.


“Acho que seria prematuro um país anunciar uma retaliação sobre uma coisa que não está decidida ainda [a mudança da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém”
Jair Bolsonaro, presidente eleito do Brasil, em entrevista no dia 06.nov.2018

CONTRADITÓRIO

No dia 1º de novembro, Bolsonaro indicou, em entrevista ao jornal israelense Israel Hayom, que transferiria para Jerusalém a embaixada brasileira em Israel – que hoje fica em Tel Aviv. No mesmo dia, disse no Twitter: “Como afirmado durante a campanha, pretendemos transferir a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. Israel é um Estado soberano e nós o respeitamos”. Em dezembro de 2017, os Estados Unidos reconheceram Jerusalém como a capital de Israel e informaram que mudariam para lá sua embaixada. Apesar de Israel defender que Jerusalém é sua capital, a cidade também é reivindicada como capital pelos palestinos e não há consenso sobre a situação na Organização das Nações Unidas. A declaração de Bolsonaro gerou reação negativa no Oriente Médio – o Egito chegou a cancelar uma visita do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. Em 6 de novembro, o presidente eleito negou o atrito e disse que a mudança “não estava decidida ainda”. Procurado, Bolsonaro não retornou.

Editado por: Natália Leal

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
11:49

O custo de um médico cubano para os municípios do Rio Grande do Norte equivale a menos da metade da média paga a um médico brasileiro contratado de forma direta. O cálculo foi confirmado pelo presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte José Leonardo Cassimiro de Araújo, prefeito de São Paulo do Potengi.

Com a saída de Cuba do Mais Médicos, o Estado perderá 142 médicos cubanos e, para repor, precisará desembolsar, em alguns casos, mais do que o dobro do que já paga.

Enquanto a contrapartida das cidades ao programa Mais Médicos varia entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, verba usada para custear hospedagem, alimentação e internet para um médico estrangeiro, um especialista brasileiro contratado fora do programa chega a receber entre R$ 6 mil e R$ 8 mil do município para completar um salário que varia entre R$ 12 e 14 mil.

O valor repassado pelo Ministério da Saúde aos municípios por médico contratado é de R$ 10,6 mil. No caso do programa Mais Médicos, a prefeitura fica com R$ 4,6 mil e repassa R$ 6 mil para a Organização Pan-americana da Saúde, que intermedia o acordo de cooperação entre Brasil e Cuba. Desses R$ 6 mil, parte é repassado para os médicos cubanos e uma fatia é destinada ao governo cubano.

Quando a contratação é feita de forma direta entre o médico brasileiro e o município, a prefeitura desembolsa um valor bem maior porque o profissional do Brasil exige um salário de, no mínimo, R$ 12 mil. Logo, além dos mesmos R$ 6 mil do Ministério da Saúde que o município destina à Organização, o médico local recebe uma verba que varia entre R$ 6 mil e R$ 8 mil para complementar o salário.

Via Rafael Duarte.

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
11:44

Marcelo Camargo/ABR

247 – Por meio de uma carta entregue ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) durante uma reunião realizada esta semana em Brasília, os governadores eleitos pediram a flexibilização dos critérios que regem a estabilidade dos servidores públicos; objetivo, segundo os gestores, é que uma mudança na legislação, permitindo a demissão de servidores, auxilie no cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para despesas com pessoal

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
11:32

A imagem pode conter: céu, atividades ao ar livre e natureza
A imagem pode conter: céu, nuvem, atividades ao ar livre e natureza

O prefeito de Jardim do Seridó, Amazan Silva,  publicou em rede social fotos a respeito do início da construção da Adutora que sairá do Açude Boqueirão  que fica localizado no município de Parelhas, para abastecer a cidade de Jardim do Seridó. Após sua conclusão, a adutora  beneficiará cerca de 12 mil pessoas do município e região. O investimento soma R$ 6,2 milhões com recursos do Banco Mundial.

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
10:25

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Temer e Bolsonaro se encontraram no início de novembro para tratar sobre o processo de transição – Pedro Ladeira – 7.nov.18/Folhapress

POR FOLHAPRESS

O governo Michel Temer alertou o governo de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para o forte impacto de altos salários sobre a folha de pagamento do funcionalismo federal.

A atual equipe recomendou a adequação da remuneração do serviço público à praticada pelo setor privado, além de adiar, para 2020, os reajustes programados para 2019.

As medidas buscam conter o crescimento das remunerações dos servidores nos próximos anos. Nas contas do governo, o aumento dos salários do funcionalismo custará só no próximo ano R$ 4,7 bilhões aos cofres públicos.

O Ministério do Planejamento conduz atualmente um estudo com o objetivo de “alinhar as remunerações pagas pelo setor público aos salários pagos pelo setor privado”.

Os dados e as propostas constam do documento “Transição de Governo 2018-2019 – Informações Estratégicas” e foram elaboradas pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
07:21

 

medicos indo embora - SAINDO DO MAIS MÉDICOS: 196 médicos cubanos já deixaram o Brasil nesta quinta-feiraDepois de três anos de trabalho no Brasil, um grupo de 196 médicos retornou nesta quinta-feira a Cuba, após o anúncio de Havana de sair do programa Mais Médicos devido a críticas do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Segundo a Agência Cubana de Notícias (ACN), os médicos chegaram “felizes por terem cumprido sua missão”, mas também “preocupados com a sorte do povo brasileiro com o novo presidente eleito”.

Cuba anunciou ontem que iria abandonar o programa brasileiro – do qual participa desde a sua criação, em 2013, através da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) – devido a declarações de Bolsonaro, que anunciou mudanças a partir de 1º de janeiro.

Fonte: Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
07:14

Duas freiras saíram ilesas enquanto uma teve ferimentos leves e a outra fraturou um braço (Foto: Reprodução/PRF)

Quatro freiras que haviam saído da cidade de Cajazeiras, no Sertão do Estado, com destino a Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, sobreviveram a um capotamento de carro nesta quinta-feira (15). O acidente aconteceu na BR-427, na altura da cidade de Serra Negra do Norte.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), todas as ocupantes do veículo usavam cinto de segurança. Duas freiras saíram ilesas enquanto uma teve ferimentos leves e a outra fraturou um braço.

Durante a viagem, a freira que conduzia o carro acabou perdendo o controle da direção quando tentou desviar de um buraco no meio da rodovia. Ao perder o controle da direção, uma minivan modelo Spin, o veículo acabou capotando.

As freiras haviam saído pela manhã de Cajazeiras e seguíam até Tibau do Sul. As mulheres têm entre 40 e 60 anos de idade.

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
07:09

Via Esmael Morias.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado escolheu esta semana o senador Wilder Morais (DEM-GO) para relatar a ‘Lei Onyx Lorenzoni’, cujo projeto de autoria do senador Roberto Requião (MDB-PR) prevê perdão judicial para o político que se arrepender, confessar o crime e pedir perdão em público. 

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Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
07:08

Via Esmael Morais.

A presidenta legítima Dilma Rousseff (PT), que criou o Programa Mais Médicos em 2013, classificou a decisão do presidente eleito de “unilateral e desrespeitosa, ao criticar por twitter os termos do convênio assinado no meu governo, e renovado, sem modificações, até pelo governo Temer”. 

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Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
07:02

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, aceitou nesta quarta-feira (14) a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA), os ex-deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Henrique Alves (MDB-RN) e mais 15 pessoas.

Com a decisão do juiz, eles se tornaram réus no processo e passarão a responder a uma ação penal.

A aceitação da denúncia não representa a condenação dos investigados. Isso porque eles ainda serão julgados e podem ser condenados ou absolvidos.

Vallisney deu dez dias para as defesas apresentarem respostas à acusação e deu 15 dias para a Polícia Federal apresentar um relatório “pormenorizado sobre os bens e respectivas destinações apreendidos no interesse deste processo”.

A denúncia

A denúncia foi apresentada na Operação Cui Bono, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado para investigar fraudes na liberação de crédito pela Caixa Econômica (relembre no vídeo acima).

Além de Geddel, Cunha e Henrique Alves, também se tornaram réus Lúcio Funaro, delator apontado pelas investigações como operador do MDB; e Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa.

Quando denunciou os investigados, o Ministério Público separou as acusações por operações de créditos.

Essas operações envolvem os grupos Marfrig, Bertin, J&F, BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários. Todas as empresas negam irregularidades.

Segundo as investigações, a estrutura que dava suporte à prática das irregularidades na Caixa era sustentada por três frentes: grupo empresarial; empregados públicos; grupo político e operadores financeiros.

Versões

Marcelo Leal, advogado de Henrique Alves, disse que o cliente é inocente e provará a inocência no curso do processo.

Délio Lins e Silva, advogado de Eduardo Cunha: “São acusações requentadas, sem provas, que serão afastadas pela defesa oportunamente.”

Bruno Espiñeira, advogado de Lúcio Funaro: “O Lúcio, na condição de colaborador, segue efetivamente prestando todas as informações necessárias para as autoridades, elucidando uma centena de fatos e circunstâncias relacionadas a fatos delitivos cometidos no cenário nacional e internacional. Quanto a essa ação penal da Cui Bono, do mesmo modo que ele vem procedendo, esclarecerá todos os fatos necessários, sempre se pautando pela veracidade e verdade das informações, quase sempre corroboradas com documentos e demonstrações daquilo que efetivamente ele informa aos autoridades.”

G1

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
07:01

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O economista Roberto Campos Neto, do Santander, será o presidente do Banco Central no governo de Jair Bolsonaro. O atual secretário do Tesouro, Mansueto de Almeida, continuará no cargo.

As duas informações foram confirmadas por integrantes da equipe de transição de Bolsonaro. Ambos já aceitaram o convite feito pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

O nome de Campos Neto ainda precisa passar por sabatina e aprovação do Senado.

Campos é executivo do Santander e neto do ex-ministro do Planejamento (1964-1967) e economista Roberto Campos. Figura próxima de Guedes, Campos Neto já era cotado para o cargo, mas foi confirmado nesta quinta-feira (15).

A opção por Campos Neto foi feita depois que o atual presidente do BC, Ilan Goldfajn, confirmou que deixará a instituição até o final do ano. Ele era a principal aposta da equipe econômica de Bolsonaro.

Uma pessoa da campanha disse no começo do mês que Ilan e Paulo Guedes conversaram após a eleição, mas o assunto se limitou ao projeto de independência do BC, que ambos querem aprovar no Congresso.

O argumento a favor da permanência de Ilan era que o governo Bolsonaro pretendia avançar na institucionalização da independência do BC, com mandatos fixos para presidente e diretores, o que permitiria que ele ficasse no posto até 2020.

Em relação a Mansueto, havia a dúvida se ele toparia continuar como secretário do Tesouro. O nome dele também era cotado para assumir uma nova secretaria da Fazenda, que pode ser criada na estrutura do ministério que Guedes chefiará.

Com a confirmação, a área econômica do governo Bolsonaro passa a contar com Paulo Guedes como superministro da Economia, Joaquim Levy no comando do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Tereza Cristina como ministra da Agricultura, Mansueto de Almeida como secretário do Tesouro e Roberto Campos Neto como presidente do Banco Central.

Folhapress

Publicado por: Chico Gregorio


16/11/2018
06:59

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou uma nota nesta quinta-feira (15) na qual informou que a saída de cubanos do programa Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas.

Nesta quarta (14), o presidente eleito Jair Bolsonaro informou que o governo cubano decidiu deixar o programa por não concordar com testes de capacidade.

O Ministério de Saúde Pública de Cuba, contudo, informou ter tomado a decisão em razão de “declarações ameaçadoras e depreciativas” de Bolsonaro. Em agosto, ainda em campanha, Bolsonaro declarou que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil.

“O valor do Programa Mais Médicos (PMM), ecoado nos diversos cantos do Brasil, demonstrou ser uma das principais conquistas do movimento municipalista frente à dificuldade de realizar a atenção básica, com a interiorização e a fixação de profissionais médicos em regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais”, afirmou a CNM em nota.

“Entre os 1.575 Municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”, acrescentou a entidade.

Mais cedo, nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, avaliou em entrevista à GloboNews que a decisão do governo cubano é “ruim” e “hostil”.

“Eu acho ruim [a saída], porque isso foi uma política que permitiu o atendimento para pessoas que não teriam acesso de outra forma, são 8 mil médicos. Mas nós vamos resolver essa questão de outra forma, o Ministério da Saúde está tomando já providências para suprir essa ausência”, afirmou Aloysio Nunes à GloboNews.

“É uma decisão que o governo cubano já tomou, acho uma decisão hostil, sem cabimento”, acrescentou.

Cuba enviava profissionais ao Brasil desde 2013. No Mais Médicos, pouco mais da metade dos profissionais – 8,47 mil dos mais de 16 mil profissionais – vieram de Cuba, segundo dados obtidos pelo G1.

‘Extrema preocupação’

Ainda na nota divulgada nesta quinta, a Confederação Nacional dos Municípios afirmou que a situação é de “extrema preocupação” e exige a superação “em curto prazo”.

“Acreditamos que o governo federal e de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa. Enquanto aguardamos a rápida resolução do ocorrido pelo órgão competente, estamos certos de que os gestores municipais manterão o máximo empenho para seguir o atendimento à saúde de suas comunidades”, afirmou a entidade.

G1

Publicado por: Chico Gregorio