16/09/2026
09:38

Gosto das pesquisas Metadata. São bem elaboradas e vejo rigor técnico em todos os seus processos.

Segundo a Metadata, o candidato Allyson Bezerra deu um grande salto nas intenções de voto no último levantamento, realizado na semana passada. Pulou de 34% para 43% das intenções de voto. Tenho buscado entender esse salto.

A principal explicação que tenho ouvido é que se trata do eleitor de Álvaro Dias fazendo um movimento do chamado “voto útil”, deixando Álvaro e migrando para Allyson com o objetivo de derrotar o petismo.

Vamos dar uma olhada nessa explicação. Em agosto, 46,4% dos eleitores de Flávio Bolsonaro declaravam voto em Álvaro Dias, enquanto 32,5% diziam votar em Allyson Bezerra. Estou usando dados do próprio Instituto Metadata.

Agora, 49,4% dos eleitores de Flávio dizem votar em Álvaro e 48,9% dizem votar em Allyson.

Considerando que Álvaro também cresceu, passando de 46,4% para 49,4% entre os eleitores de Flávio, não se trata, então, de um caso de derretimento. Está claro que foi o eleitor bolsonarista que estava indeciso que migrou para Allyson.

Vamos fazer esse mesmo recorte sobre o eleitor de Lula no RN. Em agosto, 35% desses eleitores diziam votar em Allyson. Agora são 48,2%. Com relação a Cadu Xavier, em agosto, 28,5% dos eleitores de Lula diziam votar nele. Agora são 42,1%.

O dado numérico é que Allyson Bezerra avançou 16,4 pontos entre os eleitores de Flávio Bolsonaro e 13,2 pontos entre os eleitores de Lula. Esse avanço está vindo do eleitor que estava indeciso.

A conclusão lógica é que o crescimento de Allyson não se deve ao derretimento de Álvaro junto ao eleitor bolsonarista. Se fosse essa a explicação, pela lógica poderia se atribuir também derretimento a Cadu, coisa que não faz sentido nesse momento.

A segunda conclusão é que, a partir desses dados, não existe um argumento lógico que explique, por si só, o salto de Allyson na pesquisa. Por qual motivo Allyson teria avançado tanto no eleitor de Lula também? Alguém sabe a resposta?

Por isso mesmo, reforço a ideia de aguardar pesquisas de outros institutos para verificar se esse mesmo salto será identificado e também a próxima rodada da Metadata para saber se estamos, de fato, diante de uma tendência.

Blog Neto Queiroz***

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:32

Kassio Nunes Marques

Conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que uma mulher identificada como Rayanna tratou com ele de um encontro com mulheres e, dias depois, afirmou que uma delas “ficou com o kassio”.

O contexto das mensagens aponta que seria uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo. O ministro negou à coluna encontro com essa mulher.

 

 

Em 28 de fevereiro de 2025, Rayanna pergunta a Vorcaro: “Qual o endereço, Dani?”. Na sequência, avisa: “As meninas estão prontas”.

Vorcaro responde indicando um endereço na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, no Itaim Bibi, em São Paulo.

Uma semana depois, em 7 de março, Rayanna volta a falar com o banqueiro sobre o que havia ocorrido naquele dia.

“A minha amiga lá aquele dia! Deu certo né?”, pergunta.

Em seguida, afirma: “Ela disse que ficou com o kassio” e “Ela tá me cobrando aqui”.

Vorcaro responde pedindo as informações para o pagamento: “Me manda aqui” e “Dados e valor”.

“10 né!”, responde Rayanna. Depois, acrescenta: “Ela ficou com ele” e envia um endereço de e-mail.

“MINISTRO KASSIO”

 

Em outro trecho do material extraído do celular de Vorcaro, sem relação estabelecida com a conversa de Rayanna, aparece o número de telefone do ministro Kassio Nunes Marques.

Em mensagem enviada em dezembro de 2024, o ministro pede ajuda para organizar uma viagem de cerca de dez dias para cinco pessoas.

“Bom dia Leo. Ministro Kassio. Preciso da sua ajuda para formatar uma viagem de uns 10 dias, entre 8 e 18 de janeiro, para 5 pessoas”, diz.

Na mensagem, ele afirma preferir destinos onde se fale português ou espanhol, mas também menciona cidades como Budapeste, Graz e Salzburgo, além do Peru.

Em outra mensagem, o operador de viagens de Vorcaro, Leonardo Serrano Giunchetti, o Leo, aparece perguntando a Vorcaro se ele deve cobrar do banqueiro pela viagem de um cliente. “Dani…Veio de vc esse?”, pergunta.

Depois, questiona: “E se sim, é pra atender ele independente ou faço e faturo pra vc?”. A mensagem é do dia 5 de dezembro de 2024.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:30

Foto: reprodução

Por Portal da 98 fm

Pesquisa Metadata/Grupo Dial divulgada nesta segunda-feira (14) mostra Styvenson Valentim (Podemos) com 18,4% das intenções de voto para o Senado Federal, considerando conjuntamente o primeiro e o segundo votos dos eleitores do Rio Grande do Norte na pesquisa estimulada.

Zenaide Maia (PSD) aparece em seguida, com 14,4%, enquanto Samanda de Lula (PT) registra 11%. Rafael Motta (PDT) tem 9,6% e Coronel Hélio (PL), 6,5%.

Na sequência aparecem Tércio Tinoco (União), com 2,2%; Sandro Pimentel (PSOL), com 1,8%; Rosália Fernandes (PSTU) e Professor Guilherme (UP), ambos com 1,1%.

O resultado consolidado considera as 3.072 respostas possíveis, correspondentes às duas intenções de voto de cada um dos 1.536 entrevistados. Na eleição de 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, já que duas das três cadeiras do Rio Grande do Norte estarão em disputa.

Na soma das duas escolhas, 15,1% das respostas correspondem a eleitores que não souberam ou não responderam. Outros 10,8% indicam que o eleitor não votaria em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 5,8% correspondem a votos brancos ou nulos.

Metodologia

A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026, referente às disputas no Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:29

Foto: Cedida/Bruno Barreto***

Em análise divulgada no dia 13 de setembro de 2026 pela empresa de inteligência política Arko Advice, principal consultoria política brasileira, a eleição para o Governo do Rio Grande do Norte foi projetada como uma das disputas estaduais que devem ser decididas em segundo turno, apontando Cadu de Lula (PT) como um dos nomes consolidados para a etapa final do pleito.

A projeção integra um estudo abrangente de conjuntura que avalia a disputa eleitoral e política em âmbito nacional. No mapeamento dos Executivos estaduais pelo país, o Rio Grande do Norte figura no grupo das 12 estados, além do Distrito Federal, onde a eleição para o governo tende a não ser resolvida no primeiro turno, demandando uma segunda votação.

O levantamento confirma a relevância do projeto político de Cadu de Lula no Rio Grande do Norte e sua competitividade diante do panorama eleitoral brasileiro. Com a indicação no afunilamento decisivo, a campanha ganha novo impulso no diálogo com a população e na apresentação de propostas para o estado.

Os dados confirmam o que pesquisas e, principalmente, as ruas já têm mostrado: o crescimento da preferência pelo candidato Cadu, apoiado pelo presidente Lula e pela governadora Fátima Bezerra.

“Essa projeção confirma o fortalecimento da nossa caminhada em todo o Rio Grande do Norte. O eleitor potiguar quer debate qualificado e propostas reais para o desenvolvimento do nosso estado, e é isso que continuaremos apresentando até a vitória”, afirmou Cadu de Lula.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:28

Foto: cedida/Bruno Barreto***

A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado começa a ganhar um novo desenho. Samanda de Lula é disparadamente a candidata que mais cresce na série histórica da pesquisa Metadata/Grupo Dial, passando de 4,8% para 11% em quatro rodadas do levantamento.

O avanço de 6,2 pontos percentuais significa que Samanda mais que dobrou sua intenção de voto no período. O movimento coloca a candidata de Lula cada vez mais próxima da faixa de eleição e consolida uma trajetória de crescimento que contrasta com a queda de adversários.

Na pesquisa mais recente, Styvenson Valentim aparece com 18,4%, Zenaide Maia com 14,4%, Samanda com 11% e Rafael Motta com 9,6%.

A evolução dos números deixa evidente a mudança de cenário. Samanda saiu de 4,8% para 11%; Styvenson caiu de 21,9% para 18,4%; Rafael Motta recuou de 12,4% para 9,6%; e Zenaide oscilou de 15% para 14,4%. Entre os cinco nomes acompanhados pela pesquisa, Samanda foi, de longe, quem mais avançou.

A distância entre Samanda e Styvenson também despencou: de 17,1 pontos percentuais na primeira rodada para 7,4 pontos na pesquisa atual. Em relação a Zenaide, que ocupa hoje a segunda posição, a diferença é de apenas 3,4 pontos.

“Essa pesquisa mostra aquilo que a gente está vendo nas ruas. A nossa candidatura é a que mais cresce, e cresce de verdade. Saímos de 4,8% para 11% e estamos cada vez mais perto de conquistar uma das duas vagas. A eleição está aberta e nós estamos chegando”, afirmou Samanda.

Para a candidata, o crescimento reflete o avanço da campanha em todas as regiões do estado e o aumento do conhecimento sobre sua trajetória política.

“Eu tenho percorrido o Rio Grande do Norte, conversado com as pessoas e apresentado o nosso projeto. Cada vez mais gente conhece a nossa história e entende por que Lula precisa de uma senadora que esteja ao lado dele no Senado. A nossa caminhada está crescendo, ganhando força e chegando muito perto da vitória”, disse.

A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:27

Foto: divulgação/Bruno Barreto***

Durante participação de 30 minutos na sabatina do Inter 1, na Inter TV RN, na manhã desta terça-feira (15), o candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), mostrou mais uma vez seu preparo e maturidade política e de gestão ao abordar os rumos do estado. Transitando com naturalidade por pautas essenciais como segurança, saúde, educação e finanças públicas, o candidato defendeu as conquistas da gestão Fátima Bezerra e apresentou propostas concretas para expandir a capacidade de investimento do governo potiguar nos próximos quatro anos.

No campo das finanças públicas, Cadu utilizou sua bagagem técnica de ex-secretário de Fazenda para detalhar os caminhos de reestruturação do estado. Ele argumentou de forma articulada como pretende ampliar os investimentos públicos por meio da atração de novos negócios, da simplificação tributária e do controle dos gastos públicos, garantindo a sustentabilidade das contas sem comprometer a prestação de serviços essenciais à população.

“Assumimos o Estado – enquanto secretário do governo Fátima – com a folha comprometida em 64% da receita e conseguimos reduzir para 53%. Mostramos na prática que é possível equilibrar as contas com gestão séria, sem tirar direitos dos servidores e garantindo a saúde financeira do RN”, explicou Cadu, que completou: “responsabilidade fiscal não se faz vilanizando o servidor público. A receita do nosso plano é simples: controle rígido do gasto com pessoal atrelado ao crescimento da arrecadação para fechar a conta no limite seguro e abrir espaço para o desenvolvimento do Estado”.

Ao responder aos questionamentos sobre a segurança e a saúde, o candidato falou sobre propostas de forma concreta, evitando discursos genéricos. Ele falou sobre a expansão da regionalização da saúde com a ampliação de cirurgias eletivas em hospitais regionais e o uso de telemedicina, além de um planejamento integrado para o fortalecimento das forças de segurança estaduais.

Na ocasião, o futuro governador voltou a defender a UERN, garantindo a autonomia da instituição. “Por que a UERN incomoda tanto a elite? Essa discussão vem da elite, porque os filhos deles não estudam na UERN. Como eu disse aqui, 80% dos alunos da UERN são filhos de motoristas de ônibus, de agricultores. A UERN está na Zona Norte, a UERN está em Caicó, em Pau dos Ferros… Não está aqui no Tirol, não está na Zona Sul de Natal. Talvez por isso incomode tanto parte da sociedade. A UERN é uma ferramenta de transformação social, e nós vamos conectar a UERN cada vez mais com as potencialidades econômicas do nosso estado. É isso que vai trazer para o nosso estado o desenvolvimento, mas com redução da desigualdade social. A UERN é uma ferramenta pra isso”, destacou Cadu de Lula.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:26

A declaração de Lula foi dada em entrevista à Record, na qual foi questionado sobre a sessão realizada mais cedo (Foto: cedida)

Por Mariana Brasil, da Folhapress

O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (15) que o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicado à corte por Jair Bolsonaro (PL), vazava trechos das investigações relatadas por ele conforme interesse próprio e sugeriu a abertura completa das informações.

“Aquilo que o André Mendonça tinha guardado como segredo de Estado e só soltando o que interessava a ele, agora pode ser aberto para toda a sociedade saber quem tava metido nisso. [Saber] por que o [Dias] Toffoli não votou, por que que o Kássio [Nunes Marques] não votou, quem participou dessa trama do Vorcaro. Porque o Vorcaro é uma quadrilha que moveu muita gente de várias instâncias do Poder Judiciário e da classe política.”

A declaração de Lula foi dada em entrevista à Record, na qual foi questionado sobre a sessão realizada mais cedo pelos ministros do STF para decidir se abririam investigação contra Alexandre de Moraes, integrante da corte. Relatório da Polícia Federal apontou o ministro como interlocutor do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O sigilo das mensagens entre Moraes e Vorcaro foi retirado por Mendonça.

Os ministros Dias Toffli e Kássio Nunes Marques, citados por Lula na entrevista, se declararam impedidos de julgar o tema. Toffoli alegou motivações de “foro íntimo”, enquanto Kássio alegou conflito por ser presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O nome dos dois e de familiares também já apareceram no decorrer das investigações do caso Master.

“Chegamos a um momento determinante na história deste país. Não há ninguém que possa fugir do julgamento quando tem suspeita ou acusação contra ele”, disse ainda. “A Suprema Corte precisa ser exemplo e não contribuir com a desconfiança da sociedade”, afirmou.

“O Fachin tem agora a faca e o queijo na mão pra abrir tudo e saber quem fez o quê na Suprema Corte. E quem fez o quê tem que ser punido, julgado”, disse. ” Não há como o povo brasileiro ficar vendo uma Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da justiça brasileira precisa ser exemplo, então que se apure com todo o rigor, abra-se o sigilo de telefone de todo mundo.”

Reforma do Judiciário

A sessão encerrou sem decisão tomada, com pedido de vistas (mais tempo para análise) do ministro Flávio Dino e após uma série de bate-bocas e embates entre os ministros ao longo de mais de seis horas.

A crise dentro do STF vem sendo utilizada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), principal rival de Lula na corrida eleitoral, para tentar associar o presidente a Moraes, um dos principais nomes da corte envolvido nas investigações. A equipe do petista, por sua vez, busca descolar a imagem do presidente do caso, com manifestações oficiais do presidente e de aliados e com cobranças por investigações totais.

Ainda ao comentar a crise, Lula voltou a defender uma reforma do Judiciário, proposta que está entre os planos apresentados por sua campanha, e definição de novos critérios a serem cumpridos por magistrados.

“Não tem trégua. É preciso investigar a todos, sem distinção”, declarou. “É preciso criar critérios de moralização do Judiciário brasileiro. Porque veja, se as instâncias que vão julgar a sociedade padecem de desconfiança da sociedade, que mundo a gente vai criar?”

“A Suprema Corte tem que ser o exemplo magnânimo desse país. Na Suprema Corte ninguém pode ficar sob suspeita. É importante apurar e quem tiver cometido erro que pague o preço que o povo brasileiro exige.”

Reforço na PF

Nas falas, Lula também falou de segurança pública, área que sua campanha tenta dar destaque nessa reta final da disputa. O presidente prometeu fazer uma ação experimental contra o tráfico de drogas e armas na sexta-feira (18), no Rio de Janeiro. “O ministro da Fazenda vai ter que se preparar porque vai ter que dobrar o efetivo da Polícia Federal”, disse.

Lula também foi questionado sobre o porquê de não se referir a facções criminosas como terroristas, debate levantado pelos Estados Unidos, que propõe incluir organizações como PCC e CV na categoria de terrorismo.

“Não é verdade que não chamo de terroristas. São terroristas para o povo brasileiro mas não terroristas que o [Donald] Trump fala, que é terrorista de Estado”, disse.

O petista já havia se manifestado sobre a crise do Supremo em entrevista ao SBT, na semana passada. Ao ser questionado, ele afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, colocou “um pouco de ordem na casa”, mas disse esperar que o chefe do Supremo tomasse mais medidas e investigasse todos.

“Eu acho que o Fachin tomou a atitude correta. Não terminou de tomar as atitudes, espero que ele faça mais coisa para colocar ordem na casa e devolva a credibilidade que o povo brasileiro sempre teve na Suprema Corte, é assim que eu espero”, disse Lula em entrevista ao SBT.

Em suas falas, Lula criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” e interesses políticos dentro da corte. “Quando um juiz tem uma informação que é sigilosa, cabe a ele juiz tomar a decisão de não permitir que a informação vaze ao interesse de uma ou outra pessoa.”

“Falta apurar. Quem é culpado de verdade? Se o [Alexandre de] Moraes é o culpado, tem que pagar, se o [André] Mendonça é o culpado, tem que pagar, se o Fachin é culpado, tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da Constituição. A lei acima de tudo e a verdade soberana.”

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
09:10

Daniel Vorcaro e André Mendonça

247 – O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a adoção de uma série de providências para esclarecer indícios de irregularidades na concessão de serviços funerários, cemiteriais e de cremação no município de São Paulo e suas conexões com apurações relativas ao Banco Master, segundo decisão proferida no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.196. Na decisão, o relator elencou que o voto divergente proferido pelo ministro André Mendonça — contrário ao estabelecimento de teto para as tarifas e favorável às empresas concessionárias — atendeu diretamente a interesses de fundos vinculados ao Banco Master e coincidiu temporalmente com a ascensão profissional de seu irmão, Alexandre de Almeida Mendonça, no órgão municipal encarregado de fiscalizar o setor.

Entre as providências ordenadas por Flávio Dino estão a intimação do Município de São Paulo e da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula) para prestarem esclarecimentos sobre a concessionária Cortel SP. Além disso, a decisão exige o envio de informações e documentos por parte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), além do encaminhamento de cópia dos autos ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para instruir apurações sobre as condutas de André Mendonça.

O histórico do processo e a divergência aberta no STF

A controvérsia em relação à privatização dos cemitérios municipais paulistanos teve início em 24 de novembro de 2024, quando o ministro Flávio Dino proferiu decisão liminar determinando que a Prefeitura de São Paulo restabelecesse a comercialização e a cobrança dos serviços funerários com base no teto de valores praticado imediatamente antes das concessões, atualizado pela inflação. A medida cautelar foi adotada perante evidências de que os preços cobrados pelas concessionárias privadas se mostravam abusivos e incompatíveis com a natureza pública dos serviços prestados.

Posteriormente, em 13 de março de 2025, o relator emitiu decisão complementar impondo o reforço da transparência, a obrigatoriedade de divulgação das tabelas de preços e gratuidades, a ampliação dos canais de atendimento aos usuários, o aprimoramento da estrutura de fiscalização e a revisão das multas contratuais. Ao submeter a medida cautelar ao referendo do Plenário do STF em 14 de março de 2025, o julgamento acabou suspenso no dia 15 em razão de pedido de vista formulado pelo ministro André Mendonça.

Com a devolução dos autos, a sessão virtual foi retomada em 4 de abril de 2025, momento em que André Mendonça inaugurou a divergência no julgamento e votou contra o referendo da decisão de Dino, atendendo integralmente aos pleitos das empresas privadas do setor funerário.

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
09:00

Neto Queiroz**

Tenho escutado muitos comentários de que a campanha de Álvaro Dias (PL) ao Governo do RN estaria em pleno processo de desidratação. A justificativa é o derretimento nas pesquisas e o enfrentamento direto com Cadu de Lula, que vem em uma linha de crescimento nas intenções de voto.

Minha análise sobre isso é que, de fato, a campanha de Álvaro não está em um bom momento. Não há como esconder o que as pesquisas mostram a toda hora: uma estagnação com tendência de queda.

Há vários fatores que explicam isso. Posso enumerar três de imediato.

Primeiro: a falta de carisma de Álvaro, que não tem conseguido empolgar a militância.

Segundo: a dificuldade da campanha em cumprir compromissos assumidos com aliados. Há muitas informações de aliados que se queixam de não receber retorno nas tentativas de contato. A postura resulta em apoiadores desmobilizados.

Terceiro: a queda na expectativa de um resultado positivo. Com os números mais recentes das pesquisas e a aproximação de Cadu, houve uma redução na expectativa de vitória, e isso acaba gerando certo desânimo.

É péssimo para Álvaro Dias aceitar a entrega dos pontos antes que a partida acabe. A tarefa agora é evitar que essa sensação negativa prospere. É cedo demais para permitir essa quebra de expectativa ou mesmo aceitar a desidratação da campanha.

Álvaro está no páreo, com chances de ir para o segundo turno. Todos acreditam que a disputa caminha para um segundo turno, quando o jogo começa novamente e o resultado é incerto.

Não há, portanto, nada perdido. Mas o que mais preocupa é a falta de cumprimento dos compromissos assumidos.

No momento em que os apoiadores associarem a ideia de que Álvaro é um candidato pesado aos compromissos não cumpridos, aí a campanha desce a ladeira. Cabe a Álvaro reverter isso.

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
08:57

Neto Queiroz**
Foi divulgada mais uma rodada da pesquisa do Instituto Metadata, contratada pelo Grupo Dial/FM98. Foram entrevistados 1.536 eleitores em 63 municípios do RN, entre os dias 10 e 12 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. O registro é o RN-02543/2026 no TRE/RN.

Vamos ao resultado da pergunta estimulada sobre o voto para governador do Estado.

Allyson Bezerra – 43,0% (tinha 34,2% em agosto e 34,8% em junho)

Cadu de Lula – 20,1% (tinha 17,1% em agosto e 8,7% em junho)

Álvaro Dias – 17,5% (tinha 24,0% em agosto e 22,8% em junho)

Outros – 2,6%

Nenhum – 8,2%

Não sabe – 8,2%

Olhando esses números, eu diria que a pesquisa traz três movimentos muito fortes: disparada de Allyson, consolidação do crescimento de Cadu e desidratação de Álvaro.

Allyson é o grande vencedor da rodada. Ele estava praticamente estável entre junho (34,8%) e agosto (34,2%), mas agora salta para 43%, um crescimento de 8,8 pontos em relação a agosto. É um avanço enorme para uma única rodada. Não há uma explicação clara que justifique o tamanho desse salto.

Cadu apresenta a trajetória mais consistente. Talvez esse seja, politicamente, o dado mais interessante da série. Ele tinha apenas 8,7% em junho, foi a 17,1% em agosto e agora chega a 20,1%. Em três meses, cresceu 11,4 pontos e mais que dobrou sua intenção de voto.

Álvaro é, claramente, o grande derrotado desta rodada. Ele havia crescido de 22,8% para 24,0% entre junho e agosto. Agora cai para 17,5%, uma perda de 6,5 pontos em relação a agosto. E há um agravante: enquanto Álvaro perde 6,5 pontos, Cadu ganha 3. Isso produz uma inversão. Álvaro estava 6,9 pontos à frente de Cadu em agosto; agora está 2,6 pontos atrás. É uma virada de 9,5 pontos na distância entre os dois em apenas uma rodada.

Pela fotografia desta pesquisa, a eleição passa a apresentar duas disputas diferentes: a primeira é de Allyson contra a possibilidade de segundo turno; a segunda é entre Cadu e Álvaro pela sobrevivência e por uma eventual vaga nesse segundo turno.

DISPUTA PARA O SENADO

Vamos agora aos números para o Senado, considerando a soma do voto 1 com o voto 2, na base de 100% do eleitorado.

Styvenson Valentim – 18,4% (tinha 19,6% em agosto e 20,0% em junho)

Zenaide Maia – 14,4% (tinha 13,6% em agosto e 12,2% em junho)

Samanda de Lula – 11,0% (tinha 8,7% em agosto e 3,9% em junho)

Rafael Motta – 9,6% (tinha 10,3% em agosto e 9,3% em junho)

Coronel Hélio – 6,5% (tinha 7,0% em agosto e 5,9% em junho)

Tércio Tinôco – 2,2%

Sandro Pimentel – 1,8%

Outros – 4,2%

Nenhum – 10,8%

Não sabe – 15,1%

Styvenson continua líder, mas sua trajetória merece atenção. Ele passa de 20,0% em junho para 19,6% em agosto e agora chega a 18,4%. São 1,6 ponto a menos desde junho. Não é um desabamento, mas são três medições formando uma linha descendente. Ao mesmo tempo, continua com uma vantagem relevante e, sobretudo, permanece dentro das duas vagas.

Zenaide faz exatamente o movimento contrário. Sai de 12,2% para 13,6% e chega a 14,4%. Cresceu nas duas rodadas e acumula 2,2 pontos de avanço desde junho. Mais importante: reduziu a distância para Styvenson de 7,8 para apenas 4 pontos. A senadora aparece cada vez mais consolidada no grupo da frente.

Mas o dado que mais chama minha atenção é Samanda. A evolução é muito forte: foi de 3,9% em junho para 11,0% agora em setembro. Ela praticamente triplicou seu percentual. É, de longe, a maior evolução proporcional e absoluta entre esses cinco candidatos. Em junho, estava 8,3 pontos atrás de Zenaide. Agora, a distância é de apenas 3,4 pontos.

E há outro movimento importante: Samanda ultrapassa Rafael Motta. Em junho, Rafael tinha 9,3% contra 3,9% dela, uma diferença de 5,4 pontos. Agora, Samanda aparece com 11,0% contra 9,6%. Ou seja, houve uma inversão de 6,8 pontos na distância entre os dois.

Eu enxergaria os números assim: Styvenson (18,4%) e Zenaide (14,4%) ocupam atualmente as duas vagas; Samanda (11,0%) é quem mais ameaça romper essa dupla; Rafael (9,6%) ainda está completamente no jogo; e Coronel Hélio (6,5%) precisa produzir um movimento de crescimento para se aproximar do primeiro pelotão.

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
08:52

Pesquisa Metadata aponta Samanda de Lula em crescimento e empatada tecnicamente no segundo lugar para o Senado do RN
A mais recente pesquisa Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta segunda-feira (14) pela Rádio 98 FM, aponta Samanda de Lula em trajetória consistente de crescimento na disputa por uma vaga no Senado Federal pelo Rio Grande do Norte. No cenário espontâneo, a candidata registra 4%, empatando tecnicamente com o segundo lugar. No cenário estimulado, Samanda aparece com 14,8%, encostando no segundo lugar da disputa. Na soma dos dois votos para o Senado, a candidata aparece em terceiro lugar com 11%, registrando crescimento em relação aos levantamentos anteriores.
Os números reforçam a trajetória ascendente de Samanda na reta final da campanha, consolidando sua candidatura como uma das mais competitivas na disputa por uma vaga no Senado. O levantamento ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 10 e 12 de setembro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026.

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
08:50

Em sabatina na 96 FM, Cadu de Lula defende potencialidades do RN e reafirma compromisso com honestidade e gestão conectada com as pessoas

O candidato ao governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula participou nesta segunda-feira (14) de sabatina no Jornal das 6, da Rádio 96 FM, onde apresentou sua visão de governo e reafirmou o compromisso com uma gestão honesta e comprometida com o desenvolvimento do estado. Cadu destacou o potencial do Rio Grande do Norte e a disposição do seu governo em transformar as potencialidades do estado em emprego e renda para o povo potiguar, aliando serviços públicos de qualidade nas áreas de saúde, educação e segurança.
O candidato também falou sobre sua trajetória de 21 anos como servidor público e sete anos e três meses à frente de funções de gestão pública, destacando a honestidade como um dos seus principais valores. “Tenho as mãos limpas, nunca tive problema de investigação de corrupção. Todo mundo sabe que tenho um zelo pelo recurso público durante toda essa trajetória. O nosso projeto é o que tem mais consistência e maior conexão com a realidade do nosso povo. Não vou fazer propostas que não sejam conectadas com a realidade e com as condições que temos de realizar melhorias nas políticas públicas para o povo do nosso estado”, afirmou Cadu de Lula.

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
08:47

Foto: Redes sociais/Isamel Medeiros***

O deputado estadual e candidato à reeleição, Nelter Queiroz (Progressistas), apareceu novamente em primeiro lugar geral em maus uma pesquisa para deputado estadual no Rio Grande do Norte. Desta vez, o parlamentar lidera a pesquisa espontânea Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta segunda-feira (14), com 2,01% das citações. Com o novo resultado, Nelter chega à oitava liderança em levantamentos eleitorais realizados em 2026, consolidando uma sequência de desempenhos de destaque na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa.

Na pesquisa espontânea, os entrevistados indicam livremente o nome de sua preferência, sem a apresentação de uma lista prévia de candidatos. O resultado coloca Nelter à frente dos demais nomes citados no levantamento e reforça a presença do deputado entre os candidatos mais lembrados pelo eleitorado potiguar. “Recebo esse resultado com muita gratidão e, principalmente, com muita responsabilidade. Ser lembrado e aparecer novamente em primeiro lugar mostra que o nosso trabalho está chegando às pessoas. Mas pesquisa não ganha eleição. Vamos continuar trabalhando, ouvindo o povo e mostrando tudo o que fizemos e ainda podemos fazer pelo Rio Grande do Norte”, afirmou.

A pesquisa Metadata/Grupo Dial ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do Rio Grande do Norte, com entrevistas realizadas entre os dias 10 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A distribuição das entrevistas contempla municípios de diferentes portes e regiões do estado. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RN-02543/2026 e BR-03830/2026, referentes às disputas eleitorais no Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
08:41

Agora RN

A vereadora de Natal, presidente estadual do PT e candidata ao Senado, Samanda de Lula (PT), cobrou nesta segunda-feira 14 uma posição do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) sobre os mais de R$ 4 milhões que, segundo ela, foram destinados por ele ao deputado estadual e candidato à reeleição Luiz Eduardo Bento da Silva (PL). A manifestação ocorreu após a Polícia Federal apreender mais de R$ 1,5 milhão em espécie na Operação Sem Lastro.

“E agora, senador, o que o senhor vai fazer com essa informação? Vai pedir de volta ao deputado os mais de R$ 4 milhões que destinou para ele, inclusive ele foi ao seu gabinete lhe agradecer?”, questionou Samanda.

Samanda e Styvenson
Samanda e Styvenson em vídeos divulgados nas redes sociais – Fotos: Reprodução

A petista dirigiu a cobrança a Styvenson porque Luiz Eduardo é aliado político do senador na eleição deste ano. O deputado declarou apoio à reeleição do parlamentar e integra o grupo que reúne as candidaturas do PL ao Governo do Rio Grande do Norte, à Presidência da República e à segunda vaga do Estado no Senado.

Samanda afirmou que os R$ 1,5 milhão apreendidos seriam destinados a caixa dois e compra de votos. Essas acusações não foram confirmadas pela Polícia Federal e representam a interpretação política da candidata sobre a investigação. “Um milhão e meio para caixa dois, viu?”, declarou.

A candidata também questionou se Styvenson manteria contra o próprio aliado a mesma postura adotada ao acusar adversários. “Vai chamar o seu aliado deputado de ladrão? Vai explicar de onde é que veio o dinheiro, o caixa dois, um milhão e meio de dinheiro vivo para compra de voto? Ou vai continuar por trás do seu celular, dando uma de moralista sem moral?”, perguntou.

A cobrança explora um vídeo publicado pelo próprio Styvenson antes da confirmação da ligação de Luiz Eduardo com o dinheiro. Sem saber quem era o envolvido, o senador afirmou que a quantia seria destinada a caixa dois e compra de votos. Ele também chamou o responsável pelo dinheiro de “safado”, “bandido”, “ladrão” e “vagabundo”.

“Para quem era esse dinheiro? Se ia comprar voto de quem?”, questionou Styvenson. Em outro trecho, afirmou que seria fácil vencer uma eleição dessa maneira. “Além de falar mal dos outros, ainda fica comprando voto, bando de vagabundo”, declarou.

O senador pediu que a PF revelasse a identidade do investigado e examinasse as mensagens armazenadas no celular apreendido. “Espalha o vídeo, que eu estou doido para saber de quem foi esse safado aí, esse bandido que está comprando voto”, disse. Styvenson ainda se apresentou como político de “mão limpa”, afirmou não responder a processos e declarou que já havia denunciado várias pessoas.

Depois da divulgação do nome de Luiz Eduardo, a defesa do deputado reconheceu que os valores sacados estavam guardados na residência dele. A nota afirma que o dinheiro saiu de contas bancárias do próprio parlamentar e classifica a movimentação como “lícita, declarada e de origem plenamente comprovada”.

A defesa sustenta que os recursos não foram gastos e, por isso, não teriam finalidade eleitoral. Também informou que apresentará às autoridades os documentos capazes de demonstrar a origem do dinheiro. A manifestação não esclarece por que a quantia foi retirada do sistema bancário, quanto tempo permaneceu em espécie nem qual seria sua destinação.

A Operação Sem Lastro cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Natal por determinação da Justiça Eleitoral. Além dos mais de R$ 1,5 milhão, a PF recolheu celulares, documentos e equipamentos eletrônicos. A investigação apura indícios de falsidade ideológica eleitoral e a possível utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha.

O comunicado público da Polícia Federal não identifica Luiz Eduardo, não informa quanto foi apreendido em cada endereço nem afirma que todo o montante estava na residência do deputado. A ligação dele com a operação foi reconhecida pela própria defesa ao confirmar os saques e a manutenção de dinheiro vivo no imóvel.

O valor superior a R$ 4 milhões foi apresentado por Samanda sem detalhamento das emendas, dos beneficiários formais e das datas dos repasses. Existe registro público de uma reunião realizada em abril deste ano no gabinete de Styvenson, quando Luiz Eduardo solicitou R$ 3 milhões para obras de infraestrutura urbana na Zona Norte de Natal. Esse episódio, isoladamente, não comprova a composição integral da quantia mencionada pela candidata.

Até a conclusão desta apuração, Styvenson não havia respondido à cobrança de Samanda nem esclarecido se mantém as acusações de caixa dois e compra de votos depois da identificação de Luiz Eduardo como seu aliado. A investigação da PF ainda está em andamento e não há indiciamento, denúncia do Ministério Público ou decisão judicial reconhecendo a prática de crime pelo deputado.

Publicado por: Chico Gregorio


15/09/2026
08:40

Agora RN

A defesa do deputado estadual e candidato à reeleição Luiz Eduardo Bento da Silva (PL) afirmou que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal (PF) não foi gasto nem teve finalidade eleitoral. A nota reconhece que os valores foram sacados de contas do próprio parlamentar e permaneciam guardados na residência dele, mas não explica por que o dinheiro foi retirado do sistema bancário e mantido em espécie.

O documento também não informa durante quanto tempo o numerário ficou na residência, em quantas operações foi sacado, qual seria sua destinação nem quanto do total apreendido estava no imóvel do deputado. A defesa classificou a movimentação como “lícita, declarada e de origem plenamente comprovada” e informou que apresentará a documentação às autoridades competentes. Os comprovantes não foram divulgados publicamente.

Deputado estadual Luiz Eduardo durante atividade na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
Deputado estadual Luiz Eduardo durante atividade na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Foto: João Gilberto/Assembleia

A manifestação ocorreu após a deflagração da Operação Sem Lastro, nesta segunda-feira 14, em Natal. Por determinação da Justiça Eleitoral, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão e recolheu celulares, documentos, equipamentos eletrônicos e mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro.

Segundo a PF, a operação apura indícios de falsidade ideológica eleitoral e a possível utilização de recursos financeiros não declarados em atividades de campanha. A investigação identificou saques em espécie realizados por um servidor do Rio Grande do Norte em circunstâncias que indicariam possível incompatibilidade entre os recursos movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral.

O comunicado oficial da PF não identifica Luiz Eduardo, não informa os endereços das buscas e não diz que todo o dinheiro foi apreendido na residência dele. A corporação também não menciona suspeita de compra de votos. Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre prisões ou mandados de prisão.

A ligação do parlamentar com a investigação foi inicialmente publicada por veículos locais e depois reconhecida pela própria defesa, ao confirmar que os saques partiram de contas de Luiz Eduardo e que os valores estavam em sua residência. A nota sustenta que a ausência de gasto afastaria a existência de caixa dois e afirma que não houve arrecadação à margem da prestação de contas nem aplicação do dinheiro em despesas eleitorais.

Informações atribuídas à PF indicam que os mais de R$ 1,5 milhão correspondem à soma do dinheiro encontrado com dois investigados. O segundo alvo não foi identificado. Esse detalhamento não aparece no comunicado público da corporação, que informa apenas o cumprimento de dois mandados e o total apreendido durante as diligências.

Os dados apresentados à Justiça Eleitoral mostram que Luiz Eduardo declarou patrimônio de R$ 1.343.782,02 nesta eleição. A maior parcela corresponde a R$ 719.951,51 aplicados em Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), modalidade de previdência privada. Também aparecem na declaração dois apartamentos, contas bancárias e um consórcio.

Informações com base em fontes não identificadas, apontam que o dinheiro apreendido teria sido retirado da previdência privada do parlamentar. A informação não foi confirmada pela PF nem mencionada na nota da defesa. Também não há documento público demonstrando que o dinheiro encontrado durante a operação saiu da aplicação em VGBL declarada à Justiça Eleitoral.

Como a PF não revelou quanto foi apreendido em cada um dos dois mandados, não é possível comparar todo o montante de mais de R$ 1,5 milhão com o patrimônio declarado por Luiz Eduardo. A nota do deputado reconhece a existência de valores em sua residência, mas não atribui a ele a totalidade da quantia divulgada pela corporação.

Na prestação de contas da campanha, atualizada até domingo 13, Luiz Eduardo declarou R$ 389,5 mil em receitas. Desse total, R$ 350 mil foram repassados pela Direção Nacional do PL. A prestação registra R$ 39,5 mil em doações de pessoas físicas e nenhum recurso próprio aplicado na campanha. As despesas contratadas somavam R$ 676.230,99, das quais R$ 131.015,99 estavam pagas. O limite autorizado para a campanha é de R$ 1.270.629,01.

Esses dados não comprovam, isoladamente, relação entre o dinheiro apreendido e a campanha. A investigação busca justamente esclarecer a origem dos recursos, o motivo dos saques e sua possível destinação eleitoral. Não há, até agora, denúncia apresentada pelo Ministério Público, indiciamento divulgado ou decisão judicial reconhecendo a prática de crime.

A Justiça Eleitoral não revelou o número do processo, a zona eleitoral responsável, o magistrado que autorizou as buscas nem o prazo para a conclusão da investigação. O PL também não havia divulgado manifestação própria sobre o caso. A próxima etapa será a análise dos documentos, celulares e equipamentos recolhidos e o rastreamento da origem e da destinação do dinheiro.

Publicado por: Chico Gregorio