
O festejo da governadora Fátima Bezerra a São Sebastião neste 20 de janeiro foi no município de Parelhas, onde o santo é o padroeiro.
Acompanhada do secretário e pré-candidato ao governo, Cadu Xavier, Fátima entregou as obras de recuperação da Barragem Boqueirão. Um investimento de R$ 1,2 milhão que garante o abastecimento de Parelhas, Jardim do Seridó e Carnaúba dos Dantas.
“São 14 barragens recuperadas”, afirmou Cadu, se referindo ao programa de recuperação de barragens da Secretaria de Recursos Hídricos.
“Somamos a isso a perfuração de 18 poços na região e o avanço de obras como o Projeto Seridó e a Transposição”, contabilizou a governadora.


Meia página do jornal O Globo desta quarta-feira, 21, e matéria de destaque em sites nacionais mostram o rompimento do vice-governador Walter Alves com a governadora Fátima Bezerra, do PT.
A dificuldade do governo manter maioria na Assembleia e emplacar o sucessor no mandato tampão de oito meses é mote da reportagem do jornal carioca.
Heitor Gregório*
O senador Rogério Marinho (PL) ainda insiste para o senador Styvenson Valentim (PSDB) aceitar ser o candidato a governador do grupo.
Não conseguiu convencer até esse momento.
Não sendo Styvenson o candidato, Rogério vai cuidar da campanha de Flávio Bolsonaro e deixa o RN totalmente em segundo plano?

Do blog CG:
Ao não aceitar a indicação, o senador Styvenson Valentim (PSDB) deixou o bolsonarismo potiguar numa situação de dificuldade, pois não tem nome competitivo para enfrentar Allyson Bezerra e o candidato de Lula Cadu Xavier, correndo sério risco de ficar fora até do segundo turno, se a eleição não for decidida no primeiro turno, uma tendência hoje forte do atual prefeito de Mossoró liquidar à fatura.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2023/3/I/9z1hZxRMiH9xpgBw8uTg/49521845928-c92e103e3b-o.jpg)
Foto ilustrativa blog CG*
O senador Rogério Marinho (PL), um dos principais líderes da oposição no Rio Grande do Norte, convidou a imprensa para uma entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira 21, para anunciar qual será o seu posicionamento no processo eleitoral de 2026. O encontro acontecerá na Casa do PL-RN, em Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal.
Durante a coletiva, a expectativa é que Rogério anuncie a retirada de sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Nos últimos dias, ele foi convidado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para coordenar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República – o que afastará da disputa no RN.
Nesta terça-feira 20, Rogério Marinho tinha conversas agendadas com o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e com o senador Styvenson Valentim (PSDB). Os dois são cotados para assumir a candidatura ao governo em nome do grupo. Quem não for escolhido deverá disputar o Senado, com o PL indicando o outro candidato da chapa. Em 2026, serão eleitos dois senadores por estado. Álvaro é o principal cotado para ser o candidato da direita.
Diante da movimentação do vice-governador Walter Alves, a governadora Fátima Bezerra decidiu, por ora, não receber os cargos colocados à disposição pelo MDB. A orientação do governo é aguardar a abertura de um diálogo político mais amplo, mediado pelas direções nacionais do MDB e do PT, antes de qualquer deliberação administrativa. A estratégia busca reduzir tensões, preservar canais institucionais e construir uma solução pactuada, enquanto o Executivo mantém o funcionamento regular da máquina pública e evita decisões precipitadas em meio ao atual cenário de indefinição política.
A vinda do ministro dos Transportes, Renan Filho, ao Rio Grande do Norte, na próxima quinta-feira (22), para anunciar o início da duplicação da BR-304 em Assú, ocorre em meio a um momento delicado da política estadual e levanta questionamentos sobre o comportamento do vice-governador Walter Alves. Filiado ao MDB, mesmo partido do ministro, Walter ainda não indicou se participará do evento, que acontece dias após ele anunciar que não pretende assumir o governo e declarar apoio ao prefeito Allyson Bezerra para 2026. A eventual presença — ou ausência — de Walter, assim como um possível palanque compartilhado com Allyson, deve ser interpretada politicamente e pode sinalizar como o MDB potiguar pretende se posicionar, na prática, diante do novo rearranjo de forças em curso no estado.
O Potiguar*
Foto: Adobe Stock
O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (19) o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), prova que passou a medir a qualidade dos cursos de Medicina no Brasil. O levantamento analisou 351 graduações em todo o país e acendeu um alerta: 107 cursos receberam conceitos considerados insatisfatórios (notas 1 e 2) e poderão sofrer sanções. No Rio Grande do Norte, as instituições tiveram desempenhos variados, com destaque positivo para universidades públicas.
Veja a lista das faculdades do RN

A decisão do vice-governador Walter Alves de não assumir o governo em abril romper com o PT, e apoiar a pré-candidatura de Allyson Bezerra ao governo do RN, juntamente com a posição do presidente da Assembleia do estado, Ezequiel Ferreira de apoia o bolsonarismo, deixou a governadora Fátima Bezerra emparedada, com poucas opções, se renunciar ao mandato em abril, correndo o risco de entregar o governo a uma adversário, pois a escolha do sucessor será numa eleição indireta na assembleia, onde o governo tem apenas oito deputados – Isolda Dantas (PT), Francisco do PT, Divaneide Basílio (PT), Vivaldo Costa (PV), Dr Bernardo (PSDB), Eudiane Macedo (Rep), Ivanilson Oliveira e Ubaldo Fernandes (PV) dos 24 que compõem o legislativo.
Para conquistar uma vitória a governador precisará de conquistar votos de deputados independentes, como Nelter Queiroz (PSDB), Kleber Rodrigues (PSDB-PP), Hermano Morais (PV-MDB), Taveira Junior (União Brasil), Neílton Diógenes (PP), Galeno Torquato (PSDB-UB), o que seria um risco enorme.
O grupo bolsonarista conta com os deputados Adjuto Dias (MDB), Cel Azevedo (PL), Gustavo Carvalho (PL), José Dias (PL), Tomba Farias (PL), Cristiane Dantas (Solidariedade), Dr Kerginaldo (PL), Terezinha Maia (PL) e Luiz Eduardo (SDD-PL), em um total de 9, faltando apenas três para conseguir maioria e eleger o governador para mandato tampão.

A eventual ( e anunciada) realização de uma eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) para escolher um governador com mandato de apenas oito meses colocaria o Legislativo no centro do jogo político estadual.
Com a Casa de 24 deputados estaduais dividida em três blocos equilibrados, o processo tende a ser marcado por negociações intensas e alto grau de imprevisibilidade.
O primeiro grupo, formado por deputados alinhados ao governo Fátima Bezerra (PT), contaria hoje com aproximadamente oito deputados – Isolda Dantas (PT), Francisco do PT, Divaneide Basílio (PT), Vivaldo Costa (PV), Dr Bernardo (PSDB), Eudiane Macedo (Rep), Ivanilson Oliveira e Ubaldo Fernandes (PV) uma base que enfrenta desgaste natural da gestão e dificuldades para assegurar coesão total em uma disputa sem voto popular.
O segundo bloco, liderado pelo senador Rogério Marinho (PL), articula a oposição e busca transformar a eleição indireta em um movimento estratégico de fortalecimento para o campo conservador e para a disputa majoritária de 2026. São eles Adjuto Dias (MDB), Cel Azevedo (PL), Gustavo Carvalho (PL), José Dias (PL), Tomba Farias (PL), Cristiane Dantas (Solidariedade), Dr Kerginaldo (PL), Terezinha Maia (PL) e Luiz Eduardo (SDD-PL)
O terceiro grupo, mais recente na conexão política com foco em perceptivas futuras, reúne parlamentares ligados ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao governo nas próximas eleições diretas, e hoje se comporta parecido com o Centrão do Congresso Nacional com viés ideológico sem radicalismo. São eles Nelter Queiroz (PSDB), Kleber Rodrigues (PSDB-PP), Hermano Morais (PV-MDB), Taveira Junior (União Brasil), Neílton Diógenes (PP), Galeno Torquato (PSDB-UB).

Ao longo da história política recente do Nordeste, alguns governadores optaram por abrir mão de projetos eleitorais pessoais para concluir seus mandatos e atuar diretamente na construção da sucessão dentro de seus grupos políticos.
Foi o caso dos ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, na Bahia, e de Ricardo Coutinho, na Paraíba.