12/04/2026
07:35

Foto: reprodução

Por Gutemberg Dias*

A eleição no Rio Grande do Norte já começou. E, como em todo jogo político, há quem esteja ocupando espaço — e há quem ainda esteja pensando se ocupa.

Hoje, o ex-prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, lidera com folga. O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, segue competitivo. E, correndo por fora, mas com potencial, está Cadu Xavier, candidato do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra.

Até aqui, nada de novo.

O problema começa quando se olha além dos números.

Porque eleição não é só pesquisa.

É percepção.

E percepção se constrói com movimento.

Cadu ainda não fez o movimento mais óbvio — e mais necessário.

Não tem vice.

E isso, em política, não é detalhe. É sinal.

Sinal de que a engrenagem ainda não está completa. Sinal de que a articulação ainda não fechou. Sinal de que falta algo — e o eleitor percebe isso antes mesmo de conseguir explicar.

Enquanto isso, os adversários avançam.

Avançam no discurso. Avançam na ocupação de espaço. Avançam, principalmente, na construção de uma imagem simples e poderosa: estão prontos.

E quem parece pronto, larga na frente — e continua na frente.

A pergunta que começa a ecoar nos bastidores é direta: até quando essa indefinição vai durar?

Porque, em política, o tempo não espera.

E quem demora para decidir, muitas vezes já decidiu — só não percebeu ainda.

A base aliada sabe disso. E começa a apontar o caminho. O Partido Socialista Brasileiro surge como a solução mais lógica para indicar o vice.

Mas lógica, sozinha, não resolve eleição.

É preciso estratégia.

E estratégia, neste caso, tem endereço.

Mossoró.

Se Alysson Bezerra construiu sua liderança a partir dali, ignorar esse território não é erro — é escolha. E uma escolha cara.

A resposta precisa ser direta: um nome do PSB que saia de Mossoró.

Não para “compor”.

Para enfrentar.

Para marcar presença.

Para dizer, sem rodeios, que a disputa também passa por ali.

Porque quando você entra no território do adversário com força, algo muda. O clima muda. A narrativa muda. A sensação de domínio começa a rachar.

E eleição se ganha também nessas fissuras.

Mas não basta qualquer nome.

Tem que ser alguém que o eleitor olhe e reconheça. Que tenha voz. Que tenha trânsito. Que consiga conversar com quem produz, com quem decide, com quem forma opinião.

Um nome que não peça espaço — que ocupe.

Porque vice fraco não soma. Vice irrelevante não muda jogo.

E, neste momento, o jogo precisa mudar.

Cadu Xavier ainda tem tempo.

Mas não tem todo o tempo.

E aqui está a linha que separa campanhas competitivas de candidaturas que ficam pelo caminho: a capacidade de transformar potencial em decisão.

Decidir agora não é apenas organizar a chapa.

É sinalizar força.

É mostrar comando.

É fazer o eleitor — aquele que ainda está observando em silêncio — começar a pensar:

“Agora sim, essa candidatura entrou no jogo.”

Porque, no fim, é simples.

Quem não ocupa espaço… perde espaço.

E quem não escolhe… acaba sendo escolhido pelo cenário.

*É empresário e professor.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


12/04/2026
07:33

Foto: MICHAEL MELO/METRÓPOLES

 

Por Rogério Tadeu Romano*

Observo o que foi noticiado pelo jornal O Globo, em sua edição de 7.4.26:

“O texto apresentado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) foca na criação de uma diretriz oficial para órgãos públicos, sem alterar as penas já previstas no Código Penal.

Abaixo, os principais pontos da proposta:

Definição de antissemitismo: estabelece que o antissemitismo é uma percepção sobre os judeus que se exprime como ódio, podendo ter como alvo indivíduos, bens, instituições comunitárias e instalações religiosas.

Discriminação antissemita: define como discriminação qualquer tratamento que cause constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida a uma pessoa ou grupo em razão de sua condição de judeu ou relação com a comunidade judaica.”

…..

“O projeto me parece muito genérico para fazer essa classificação, olhando sobretudo o que a Constituição fala da liberdade de expressão e de manifestação. Eu não preciso necessariamente concordar com (Benjamin) Netanyahu. Mas se eu criticar ele e as práticas genocidas, entre aspas, de Israel, posso então ser classificado como antissemita? Isso pode ser um pouco exagerado — diz Eduardo Grin, cientista político da FGV EAESP.

Já a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) avalia o PL de forma positiva e defende que a aplicação preserve a liberdade de expressão. “O projeto representa um passo importante para o fortalecimento de políticas públicas de memória, educação e enfrentamento ao antissemitismo no Brasil que está crescendo em ritmo alarmante”, diz.”

Ainda daquela reportagem acresço conduta ilícita ali divulgada:

“No Rio de Janeiro, por exemplo, o Procon Carioca multou em mais de R$ 9 mil, no último fim de semana, um bar na Lapa por exibir placa afirmando que “cidadãos dos EUA e de Israel não são bem-vindos”, prática considerada abusiva e discriminatória pelo Código de Defesa do Consumidor. Em Itacaré (BA), três homens foram detidos por desacato durante manifestação pró-Palestina após confusão com um grupo que defendia a presença de turistas israelenses.”

Cabe, ao Parquet, titular da ação penal pública incondicionada, examinar eventuais aspectos criminais com relação a esse fato.

Para Uadi Lammêgo Bulos (Constituição federal anotada, 6ª edição, pág. 260), racismo é todo e qualquer tratamento discriminador da condição humana em que o agente dilacera a autoestima e o patrimônio moral de uma pessoa ou de um grupo de pessoas, tomando como critérios raça ou cor da pele, sexo, condição econômica, origem, etc.

Há a diferença entre a discriminação e o preconceito:

O professor do curso de Direito do Centro Universitário Municipal de São Caetano (IMES) Alessandro Chiarottino esclarece: “a diferença efetiva entre discriminação e preconceito é que a primeira se configura quando você, efetivamente, trata com diferença uma pessoa de outra cor, ou deficiente físico, por exemplo. Agora o preconceito é algo que alguém carrega consigo. Uma pessoa pode ser preconceituosa e, nem por isso, praticar a discriminação”.

O Plenário do Tribunal, partindo da premissa de que não há subdivisões biológicas na espécie humana, entendeu que a divisão dos seres humanos em raças resulta de um processo de conteúdo meramente político-social. Desse processo, origina-se o racismo que, por sua vez, gera a discriminação e o preconceito segregacionista. Para a construção da definição jurídico-constitucional do termo “racismo”, o Tribunal concluiu que é necessário, por meio da interpretação teleológica e sistêmica da Constituição, conjugar fatores e circunstâncias históricas, políticas e sociais que regeram a sua formação e aplicação. Apenas desta maneira é possível obter o real sentido e alcance da norma, que deve compatibilizar os conceitos etimológicos, etnológicos, sociológicos, antropológicos e biológicos. Asseverou-se que a discriminação contra os judeus, que resulta do fundamento do núcleo do pensamento do nacional-socialismo de que os judeus e os arianos formam raças distintas, é inconciliável com os padrões éticos e morais definidos na Constituição do Brasil e no mundo contemporâneo, sob os quais se ergue e se harmoniza o Estado Democrático de Direito.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


12/04/2026
07:32

Foto: reprodução/Bruno Barreto*

Em entrevista concedida ao programa Senadinho em Debate, o pré-candidato Cadu Xavier (PT) subiu o tom contra a oposição e criticou duramente a aliança política do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), e do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL).

Para Cadu, o grupo representa um retrocesso administrativo para o Rio Grande do Norte. “Eu já desafiei os dois pré-candidatos que estão postos pela oposição, a comparar os números, né? Essa turma que está querendo voltar a governar o Rio Grande do Norte é a mesma turma que já governou, que atrasou salário. O palanque, se você olhar o palanque do ex-prefeito de Mossoró e o ex-prefeito de Natal, está toda essa turma lá. Essa turma que quer voltar a governar o Rio Grande do Norte, mas não vai voltar, é a turma que destruiu o Rio Grande do Norte”, avaliou.

Durante sua participação, provocada por um questionamento do comunicador Silvério Filho (conhecido como “Rapozinha”) sobre a baixa aprovação da gestão Fátima Bezerra (PT) em contraste com indicadores positivos, Cadu argumentou que falta à população a percepção real dos avanços alcançados. Ele aproveitou o momento para polarizar o debate com os nomes que despontam na oposição estadual.

Cadu Xavier não poupou adjetivos ao descrever o palanque adversário, associando-o diretamente a gestões que enfrentaram colapsos financeiros no passado.

O pré-candidato afirmou que os grupos que hoje se unem em Mossoró e Natal pertencem à “mesma turma” que já governou o estado e deixou um rastro de salários atrasados e destruição administrativa.

Xavier ironizou a gestão do ex-prefeito de Natal, mencionando que um dos pré-candidatos ficou famoso por inaugurar obras inacabadas, citando especificamente a situação de hospitais na capital que, segundo ele, permanecem fechados.

Em contrapartida, defendeu a atuação do governo estadual na região, citando o funcionamento do Hospital da Mulher em Mossoró como um exemplo de entrega real e eficiente à população.

“Então a gente vai fazer esse debate olhando olho no olho, desafiando qualquer um dos dois a comparar a nossa gestão, inclusive com a gestão deles. Um ficou famoso por entregar obras inacabadas, inaugurar obras inacabadas. Gosto muito de comparar, ele fala muito ‘Ah, a maior obra da saúde é o Hospital de Natal’. Prefeito, vá lá em Mossoró e veja lá o Hospital da Mulher, aquilo sim é uma obra que está beneficiando a população. Hospital pronto, funcionando, sala de parto, procedimentos, exames”, frisou.

“O hospital que ele inaugurou aqui em Natal, mas não funciona, está fechado lá em Natal. Já o prefeito de Mossoró, o ex-prefeito de Mossoró, além de problemas, né, que nós temos muito orgulho André, e aqui olhando para você de cabeça erguida, nós temos um governo de sete anos e três meses com nenhum escândalo, nunca a Polícia Federal bateu na minha porta, na porta da governadora Fátima”, complementou.

‘Ilusionismo’ x Realidade

Cadu desafiou os opositores a compararem os números de suas gestões com os indicadores atuais do governo Fátima, que ele classifica como superiores em todas as áreas.

“O debate vai ser esse: a realidade contra o coronelismo e o ilusionismo”, disparou.

O pré-candidato também enfatizou a integridade da atual gestão, destacando que, em mais de sete anos de governo, não houve escândalos de corrupção ou operações policiais envolvendo a governadora ou seu núcleo próximo. Segundo Cadu, enquanto a oposição foca no ‘Instagram e no TikTok’, os serviços públicos básicos em cidades como Mossoró enfrentam denúncias do Ministério Público por falhas na saúde e educação.

A declaração marca um momento de intensificação nas articulações para as eleições de 2026, com o governo estadual buscando retomar a narrativa política diante de uma oposição que tenta se consolidar através da união das principais máquinas municipais do estado.

Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
10:04

Caicó, RN, amanhece sob névoa
A previsão para o Rio Grande do Norte na segunda quinzena de abril de 2026 indica a manutenção do período chuvoso, com chuvas dentro ou acima do padrão normal, especialmente no interior e Alto Oeste, impulsionadas pela ZCIT. Espera-se precipitações constantes, com destaque para a região Oeste e Chapada do Apodi.
  • Regiões Oeste/Central: Abril é um dos meses mais chuvosos, com projeção de chuvas acima de 200 mm no Alto Oeste, diminuindo gradativamente em direção a maio.
  • Litoral e Agreste: Espera-se precipitações consistentes, com Climatempo indicando pancadas de chuva frequentes, típicas do outono, mantendo a umidade elevada.
  • Contexto: O cenário de 2026 é de recuperação após seca, com a EMPARN prevendo chuvas cruciais em abril, segundo a TV Ponta Negra.

Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
10:00

A tarde da última quinta-feira (08) foi marcada por um importante avanço para o esporte e o lazer em Maxaranguape. A senadora Zenaide Maia participou da solenidade de entrega do novo Complexo Esportivo do município, obra realizada por meio de recursos destinados pelo mandato da parlamentar em parceria com a Prefeitura Municipal.

O novo equipamento público oferece uma estrutura completa para atender a comunidade, contando com: Quadra de futsal; Campo de futebol; Quadra de areia e área social de convivência.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
09:56

O ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier, pré-candidato do PT ao Governo do Estado, publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira 10 em tom de provocação contra o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), que deverá ser seu adversário na disputa estadual.

Na publicação, Cadu Xavier aparece em frente ao canteiro de obras do Hospital Municipal de Natal, na Avenida Omar O’Grady, na Zona Sul, e destaca que o equipamento — oficialmente inaugurado por Álvaro Dias no fim de 2024 — é uma “obra inacabada”.

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Cadu Xavier na porta da obra do hospital; Ex-prefeito de Natal Álvaro Dias – fotos: Reprodução/Instagram e José Aldenir/Agora RN

“Estamos aqui no Hospital Municipal. Mais uma obra inacabada do ex-prefeito Álvaro Dias. Esse hospital aqui, que nem está funcionando nem está pronto, foi inaugurado há mais de um ano pelo ex-prefeito de Natal. Para de mentir, prefeito”, afirmou Cadu Xavier, na postagem.

A fala de Cadu acontece após Álvaro Dias afirmar, em entrevista à Band RN na última terça-feira 7, que o hospital depende apenas de “alguns ajustes” para abrir ao público e iniciar os atendimentos. “Não é não (obra inacabada). Estão faltando alguns ajustes. Eu falei com Paulinho Freire (atual prefeito de Natal). Ele disse que, na primeira semana de junho, estará funcionando”, afirmou o ex-prefeito.

Em 30 de dezembro de 2024, penúltimo dia de sua gestão como prefeito de Natal, Álvaro Dias realizou uma solenidade para marcar a inauguração do Hospital Municipal. Até hoje, porém, o local não abriu para atendimento ao público porque ainda está em obras. Em novembro de 2025, a vice-prefeita Joanna Guerra (PL) afirmou que são necessários R$ 110 milhões para concluir as obras do equipamento.

Na entrevista à Band, Álvaro Dias minimizou o fato e enfatizou a importância do equipamento. “É um investimento público jamais visto na história do Rio Grande do Norte. Não pode chegar e querer dizer que, porque estão faltando alguns ajustes, não é uma obra que veio para engrandecer, beneficiar a saúde pública. Ela vai desafogar as UPAs, resolver o problema da falta de internação, de leitos. É uma oba importantíssima, fundamental”, declarou o ex-prefeito de Natal.

Histórico

Não é a primeira vez que Cadu Xavier critica a inconclusão da obra do Hospital Municipal. Na última quinta-feira 9, em entrevista ao jornal O Correio de Hoje, o pré-candidato do PT enfatizou que o investimento foi inaugurado sem estar totalmente finalizado.

“O nosso governo entregou o Hospital da Mulher. Quem for lá agora vai encontrar funcionando. Comparativamente, o cidadão que for ao hospital municipal entregue pela gestão Álvaro Dias vai encontrar o hospital de portas fechadas. Entregou um hospital inacabado, entregou obra que não está pronta, fez inauguração sem estar pronta”, disse.

Além do hospital, Cadu Xavier citou outros equipamentos, como o mirante da Ladeira do Sol, o Mercado da Redinha e outras intervenções na Zona Norte, como exemplos de obras que não estão plenamente operacionais, apesar de terem sido oficialmente inauguradas pelo ex-prefeito.

“É comparar o nosso governo, que é um governo sério, com obras entregues, finalizadas e funcionando, com um governo que entregou obras inacabadas. Inaugurou e está de porta fechada”, emendou Cadu.

O pré-candidato do União Brasil ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, também tem criticado Álvaro Dias pelas obras inacabadas. Em entrevista à Band RN na quarta-feira 8, Allyson se referiu à gestão de Álvaro em Natal como a de um prefeito das “meias obras” e questionou a efetividade de entregas na capital potiguar.

Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
09:48

A deputada estadual Isolda Dantas (PT) classificou como “desonesto e mentiroso” o discurso que tenta atribuir à gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) a responsabilidade por problemas históricos da educação potiguar. A fala é um recado direto ao deputado estadual Hermano Morais (MDB), que nesta semana criticou o desempenho do Estado em indicadores nacionais de alfabetização.

O parlamentar deixou recentemente a base do Governo Fátima na Assembleia e migrou para a oposição, sendo anunciado depois como pré-candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra (União) ao Governo do Estado.

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Deputados estaduais Isolda Dantas e Hermano Morais – Fotos: Eduardo Maia/ALRN/Agora RN

Ao AGORA RN, Isolda listou o que considera avanços recentes na educação pública do Rio Grande do Norte e ressaltou que os desafios enfrentados pelo setor são estruturais e acumulados ao longo de décadas. “Tratar problemas históricos do RN como culpa do governo é desonesto e mentiroso”, declarou, citando ainda que o índice de alfabetização vem aumentando nos últimos anos.

A parlamentar também destacou que o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), avalia estudantes do ensino fundamental, cuja responsabilidade recai majoritariamente sobre os municípios. “Esse índice mede alunos do ensino fundamental — e mais de 85% estão nas redes municipais, não na estadual”, acrescentou.

Os dados mais recentes apontam que o Rio Grande do Norte elevou o percentual de crianças alfabetizadas na idade certa de 39% em 2024 para 48% em 2025 — o equivalente a uma alta de 23%. Apesar do avanço, o Estado ocupa a última posição no ranking nacional, entre os estados, e não atingiu a meta estabelecida para o período.

Isolda também elencou iniciativas da atual gestão estadual para fortalecer a educação pública. “O governo tem investido em Ierns, ampliado escolas de tempo integral, reformado quase toda a rede estadual e garantido piso salarial e plano de cargos e carreira para os servidores da educação”, afirmou.

Em discurso na Assembleia Legislativa nesta semana, Hermano Morais classificou como “lamentável” o desempenho do Rio Grande do Norte na educação e na alfabetização. Na ocasião, o parlamentar defendeu mudanças estruturais e afirmou que o Estado ocupa a “lanterna” em indicadores nacionais.

O deputado do MDB também argumentou que os desafios enfrentados pela educação refletem problemas mais amplos da administração pública e defendeu planejamento e debate qualificado para reverter o cenário. Pré-candidato a vice-governador, ele declarou que o tema fará parte do plano de governo que ele apresentará junto com Allyson.

Na resposta encaminhada ao AGORA RN, Isolda Dantas também criticou o posicionamento do parlamentar e questionou sua coerência política. “O que mais chama atenção no discurso de quem tenta culpar Fátima é a incoerência: ataca uma gestão da qual fez parte até pouco tempo, enquanto se alia ao pior ex-prefeito para a educação de Mossoró e ao pior ex-governador da história do RN nessa e em todas as áreas”, afirmou.

Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
09:45

As obras do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, em Emaús (Parnamirim), já estão em andamento e avançam na fase inicial de preparação do terreno. Com investimento superior a R$ 200 milhões, a unidade será a maior e mais moderna do estado, com capacidade para 350 leitos voltados à alta complexidade.

Integrante do Novo PAC e prioridade da gestão estadual, o hospital deve se tornar peça-chave na reorganização da rede pública de saúde, aliviando a pressão sobre unidades como o Walfredo Gurgel.

“O Hospital Metropolitano será o pilar central para reorganizar a assistência pública no RN. Vamos desafogar nossos grandes hospitais e concentrar aqui a alta complexidade”, destacou o secretário de Saúde, Alexandre Motta.

Segundo o Governo, a obra também impulsiona a economia, com geração de empregos diretos e indiretos, e tem prazo estimado de conclusão em dois anos.

O projeto integra um conjunto maior de investimentos na saúde em todo o estado.
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Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
09:11

O Teatro Alberto Maranhão foi cenário, na noite desta quinta-feira (9), de uma celebração que evidenciou a crescente afinidade entre o Rio Grande do Norte e a China. Com a presença da governadora Fátima Bezerra, o concerto da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China simbolizou mais do que um encontro musical, foi a reafirmação de uma parceria construída com base no diálogo, na cooperação e no intercâmbio cultural.
A apresentação, organizada pelo Consulado-Geral da China em Recife com apoio do Governo do Estado, integrou a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa que amplia conexões entre os dois países e encontra no RN um terreno fértil para essa aproximação.
Durante o evento, a governadora destacou o papel estratégico dessa relação para o estado. Segundo ela, o Rio Grande do Norte vem consolidando, desde 2019, um vínculo consistente com a China, que ultrapassa a cultura e avança também nas áreas educacional, turística e institucional. “Esse encontro traduz a força de duas culturas milenares que se reconhecem e se conectam por meio da arte, do respeito e da troca de experiências”, afirmou.
O cônsul-geral da China em Recife, Lan Haping, reforçou que a música funciona como ponte entre os povos, capaz de superar barreiras linguísticas e geográficas. Ele destacou ainda que o projeto do Ano Cultural amplia oportunidades de intercâmbio e fortalece a presença chinesa em regiões estratégicas como o Nordeste brasileiro.

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Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
09:09

Entre os dias 6 e 10 de abril de 2026, o município de São José do Seridó (RN) sediou um Curso de Inseminação Artificial em Bovinos, fortalecendo a qualificação técnica de produtores e trabalhadores rurais da região.

A iniciativa foi realizada por meio de uma parceria entre o Sindicato Rural de Jardim do Seridó, a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (FAERN) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), com apoio da Prefeitura Municipal de São José do Seridó, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Pesca e Recursos Hídricos (SEMAPE). Também é importante mencionar a atuação do SENAR RN, que vem promovendo capacitações estratégicas para o desenvolvimento do setor agropecuário no estado.

A capacitação foi ministrada pela técnica de campo do SENAR, Gilmara Santos, e pelo médico-veterinário e instrutor Dioge Trigueiro. O curso destacou-se pela relevância na promoção de um rebanho mais saudável e no fortalecimento da atividade pecuária local.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
09:06

Imagem gerada por IA/Bruno Brreto*

Os números das eleições de 2018 para o Senado no Rio Grande do Norte tiveram o fenômeno do ‘voto incompleto’. Um levantamento detalhado dos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, na última eleição com dois votos para o Senado, a maioria absoluta dos potiguares que foram às urnas, exatos 51,37%, não utilizou o direito de escolher dois representantes para Brasília.

Ao compararmos com o pleito de 2010, quando as mesmas duas cadeiras estavam em disputa, o contraste é brutal: saímos de uma era de engajamento quase total para um cenário onde o “Voto Nulo” tornou-se uma força política maior do que os próprios eleitos.

Em 2018, o Rio Grande do Norte possuía 2.372.548 eleitores. Destes, 1.966.450 compareceram para votar. Como cada eleitor tinha direito a dois votos para o Senado, o potencial era de 3,93 milhões de sufrágios. No entanto, a soma de brancos e nulos atingiu a marca histórica de 1.010.079.

Os votos nulos (745.686) perderam para o primeiro colocado, Capitão Styvenson (745.827), por uma diferença ínfima de apenas 141 votos. Já Zenaide Maia (660.315): A segunda senadora eleita recebeu 85.371 votos a menos do que o total de votos anulados no estado.

O Contraste Histórico: 2010 vs. 2018

Para entender a magnitude do fenômeno, basta olhar para oito anos antes. Em 2010, o eleitorado potiguar foi às urnas com um comportamento radicalmente diferente. Com 1.877.681 votantes, os brancos e nulos somaram apenas 155.563 — uma fração mínima perto do milhão registrado em 2018.

Candidato / Categoria Votos em 2010 Candidato / Categoria Votos em 2018
Garibaldi Filho 1.042.272 Capitão Styvenson 745.827
José Agripino 958.891 Zenaide Maia 660.315
Wilma de Faria 651.358 Geraldo Melo 382.249
Brancos + Nulos 155.563 Brancos + Nulos 1.010.079

Enquanto em 2010 os dois eleitos ultrapassaram (ou chegaram perto) da marca de 1 milhão de votos, em 2018 nenhum candidato atingiu esse patamar. Na verdade, quem ocupou esse espaço foi o desperdício de votos.

Por que o eleitor “desistiu” do segundo voto?

A alta taxa de anulação (18,96%) e de brancos (6,72%) em 2018 foi um sintoma de voto seletivo enquanto que em 2010, Agripino e Garibaldi trabalharam a ideia de “voto casado”, o que não aconteceu em 2018 quando Styvenson saiu em uma chapa pequena, a base governista da época só lançou Geraldo Melo e o lulismo priorizou o nome de Zenaide.

Em 2018, milhares de eleitores escolheram um nome para representar a “renovação” e, ao não encontrarem uma segunda opção que os agradasse, optaram por anular o segundo voto ou simplesmente digitar qualquer tecla para encerrar a votação.

O dado final é um alerta para as estratégias partidárias: em 2018, 51,37% dos eleitores presentes não votaram em dois nomes. O recado foi claro: o eleitor preferiu “anular a metade de sua cidadania” a endossar candidatos que não refletiam seu desejo de mudança.

Com o ciclo de duas vagas se aproximando novamente em 2026, o desafio dos partidos será convencer o eleitor potiguar a ocupar, novamente, as duas cadeiras que lhe cabem por direito, em vez de entregá-las ao vazio estatístico do voto nulo.

 

Publicado por: Chico Gregorio


11/04/2026
09:01

Imagem: reprodução/Bruno Barrerto*

A eleição para deputado seja estadual ou federal em Mossoró costuma ser uma disputa entre os políticos da cidade e este ano não será diferente.

A tendência é de uma disputa polarizada no plano local entre a deputada estadual Isolda Dantas (PT) e a ex-primeira-dama Cinthia Pinheiro (UB).

Isolda vem com uma folha de serviços prestados por meio de emendas, defesa dos servidores públicos e projetos de lei.

Por outro lado, Cinthia vem colada na popularidade do marido, o ex-prefeito Allyson Bezerra (UB), que disputa o Governo do Estado.

Correndo por fora, temos o empresário Jorge do Rosário (PL) em sua terceira tentativa de ser eleger deputado estadual e espantar a fama de “pé frio”.

Publicado por: Chico Gregorio


10/04/2026
08:38

O #tudoempatado do instituto Veritá na pesquisa para governador no Rio Grande do Norte animou ainda mais o pré-candidato Cadu Xavier.

E o grupo governista lembra que foi o Veritá que mostrou em 2024, pela primeira vez, o embolado dos números na disputa pela Prefeitura de Natal, onde o prefeito eleito Paulinho Freire, que começou a campanha bem no ‘modelo’ Cadu, lá atrás, aparecendo já na segunda colocação. Isso no mês de agosto, dois meses antes do pleito. O que anima o grupo de Cadu, apontando que ele poderá ser em 2026 o Paulinho de 2024.

 

Thaisa galvão*

Publicado por: Chico Gregorio


10/04/2026
08:35

 

O Avante é mais um partido que vai integrar a coligação do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil).

Levará mais 22 segundos de tempo de TV no horário eleitoral, e, com isso, Allyson terá em torno de 60% do horário gratuito de TV.

Integram o arco de aliança de Allyson, o União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSD, Solidariedade e Avante.

Heitor Gregorio***

Publicado por: Chico Gregorio


10/04/2026
08:31

  • Ex-prefeito rebate críticas e aponta contradições na gestão econômica do Estado

O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias reagiu com dureza às declarações do secretário estadual Cadu Xavier, que o acusou de mentir sobre a situação da saúde no Rio Grande do Norte. Em resposta, Álvaro elevou o tom e disparou: “Cadu é o rei da mentira, das contradições e do imposto”.

Na reação, Álvaro questionou diretamente a credibilidade de Cadu, relembrando promessas feitas desde que ele assumiu a área econômica do Estado, em 2023. “Qual Cadu me chamou de mentiroso? O que disse que não atrasaria os consignados quando assumiu? O que prometeu usar o dinheiro da venda antecipada da folha dos servidores ao Banco do Brasil para resolver o problema e, ainda assim, continuou atrasando os pagamentos?”, afirmou, apontando o que considera inconsistências na atuação do adversário.

Robson Pires***

Publicado por: Chico Gregorio