23/08/2026
08:13

Nesta segunda-feira, 24, no período da noite, a Inter TV Cabugi divulgará a primeira pesquisa Quaest no Rio Grande do Norte para as disputas pelo Governo do Estado e pelo Senado. Há grande expectativa em torno do resultado.

Desde o início da pré-campanha, o eleitor potiguar convive com um ambiente constante de desconfiança em relação às pesquisas eleitorais. O Rio Grande do Norte é um dos estados que, proporcionalmente, mais tem divulgado levantamentos nesta eleição. São cerca de duas dezenas de institutos apresentando pesquisas com números que, muitas vezes, são conflitantes e difíceis de conciliar.

Não se pode dizer que a pesquisa Quaest será “a pesquisa das pesquisas” ou que terá a palavra final sobre o cenário eleitoral. Até porque outro instituto de projeção nacional, o AtlasIntel, já divulgou duas pesquisas no RN, e seus números também foram recebidos com forte desconfiança por parte do meio político e do eleitorado.

O que aumenta a expectativa em torno da Quaest é o peso do instituto no cenário nacional. Atualmente, ao lado do Datafolha, está entre os institutos de pesquisa de maior visibilidade e reconhecimento no país.

Ao mesmo tempo, a verdadeira salada de números apresentada por parte dos institutos que vêm pesquisando o eleitorado potiguar, somada às diversas decisões judiciais que suspenderam levantamentos no RN, aumentou ainda mais a procura do eleitor por dados que transmitam maior confiança.

Curiosamente, a pesquisa Quaest terá uma das menores amostras entre os levantamentos divulgados até agora no estado: serão 804 entrevistas, enquanto boa parte dos institutos locais tem trabalhado com amostras superiores a 1.500 eleitores.

Também será uma das pesquisas de maior custo: R$ 104.118,00.

As entrevistas serão presenciais, com desenho amostral que combina sorteio probabilístico de municípios e de setores censitários fornecidos pelo IBGE. O nível de confiança das estimativas é de 95%, com margem de erro máxima prevista de 3 pontos percentuais.

Além das perguntas sobre intenção de voto para presidente da República, Governo do Estado e Senado, o questionário também aborda outros temas importantes para compreender o comportamento do eleitor potiguar.

Entre eles estão a avaliação do governo Fátima Bezerra, a relação entre o voto para presidente e a escolha para governador, a percepção sobre se Fátima merece eleger seu sucessor, além de outras questões que poderão ajudar a explicar não apenas os números da corrida eleitoral, mas também os fatores que estão influenciando a decisão do eleitor.

Neto Queiroz***

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
08:08

Na manhã deste sábado (22), o prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, esteve na Feira Livre da cidade ao lado do deputado federal João Maia e do deputado estadual Nelter Queiroz. Ambos contam com o apoio político de Tadeu no município.

Durante a visita, o grupo percorreu bancas, conversou com feirantes e ouviu demandas de quem trabalha e circula pela feira.

Em seguida, os políticos fizeram um breve discurso direcionado aos presentes, destacando a importância da feira como espaço de trabalho, renda e convivência social.

O Dr. Tadeu lembrou que o atual Mercado da Carne, na área da feira, foi reconstruído com emenda de João Maia. Na mesma fala, o prefeito adiantou um pedido: que João Maia destine emenda para a construção de um novo abatedouro público, de onde saem os animais abatidos que abastecem o mercado.

Após a passagem pela feira, foi realizada uma carreata por ruas de Caicó, mantendo o tom de mobilização e de demonstração de apoio às candidaturas apoiadas pelo prefeito.

A movimentação deste sábado evidencia estratégia de aproximação com eleitores e reforça alianças políticas no município.

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
08:04

O Rio Grande do Norte ostenta uma marca que muita gente ainda desconhece: os quatro municípios que lideram a produção de melão no Brasil são potiguares — Mossoró, Baraúna, Tibau e Apodi.

Dados da Produção Agrícola Municipal do IBGE referentes a 2024 mostram a dimensão dessa força. O RN produziu 505,2 mil toneladas de melão, o equivalente a 61,9% de toda a produção brasileira.

Mossoró aparece com 218.373 toneladas, seguida por Baraúna, com 93 mil; Tibau, com 75.645; e Apodi, com 61.502 toneladas. Somados, os quatro municípios chegaram a aproximadamente 448,5 mil toneladas.

É uma liderança impressionante e que coloca o Oeste potiguar numa posição privilegiada no agronegócio nacional. Quando o assunto é melão, o Rio Grande do Norte não apenas se destaca: domina a produção brasileira.

Uma curiosidade que merece ser conhecida e valorizada pelos potiguares.

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
08:00

Jucurutu vai às ruas e reforça apoio a Cadu Xavier durante caravana do “Time que Cuida”

Carlos Felipe***

A mobilização política do grupo liderado pelo candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, ganhou força em Jucurutu neste sábado (22). Uma grande carreata percorreu as ruas do município, reunindo apoiadores e lideranças políticas durante a passagem da caravana “Time que Cuida”.

Ao lado do prefeito Iogo Queiroz, Cadu participou da mobilização e percorreu diferentes pontos da cidade, em um ato que buscou demonstrar a força do grupo político no município.

Jucurutu foi a quarta cidade visitada pela caravana ao longo do dia, ampliando a agenda de Cadu pelo interior potiguar. A movimentação levou apoiadores às ruas e transformou a passagem da comitiva em um dos momentos de maior mobilização da programação.

O ato também reforçou a estratégia de Cadu Xavier de ampliar sua presença nos municípios potiguares e aproximar sua pré-campanha das bases políticas e da população do interior.

A carreata terminou deixando uma imagem de forte mobilização política em Jucurutu e sinalizando que a disputa pelo Governo do Estado começa a ganhar cada vez mais espaço nas ruas do Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
07:58

Em agenda politica no Seridó Cadu Xavier concede entrevista a Rádio Cabugi do Seridó

Carlos Felipe

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, esteve neste sábado em Jardim do Seridó, onde participou de uma entrevista na Rádio Cabugi do Seridó. A visita fez parte da agenda do candidato durante uma caravana pelo estado.

Ao lado da governadora Fátima Bezerra, Cadu Xavier vem percorrendo diferentes municípios potiguares, fortalecendo o diálogo com lideranças políticas e a população e apresentando suas propostas para o futuro do Rio Grande do Norte.

Durante sua passagem por Jardim do Seridó, o candidato participou de uma conversa na emissora, oportunidade em que foram abordados temas relacionados ao cenário político estadual e às perspectivas para as próximas eleições.

Entre os assuntos destacados esteve uma declaração atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforçando a orientação de que seus eleitores apoiem Cadu Xavier na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

A passagem pela Rádio Cabugi do Seridó representou mais um momento de diálogo com a região do Seridó e de aproximação com a população, dentro da agenda de Cadu Xavier pelo estado.

A movimentação política ganha força com a proximidade das eleições, e a presença dos candidatos nos municípios potiguares tem sido uma estratégia importante para ampliar o diálogo, conquistar apoios e apresentar seus projetos aos eleitores.

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
07:49

Polícia Civil recupera quase 700 celulares roubados ou furtados no Rio Grande do Norte

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte recuperou 694 celulares com registro de roubo ou furto entre os dias 10 e 18 de agosto. A ação faz parte da ‘Operação Última Chamada’, uma iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Os agentes utilizaram dados do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). O sistema integra informações de aparelhos com restrições em todo o país. Isso permite identificar dispositivos roubados ou furtados que circulam por diferentes cidades e estados brasileiros.

No Rio Grande do Norte, a polícia adotou diferentes frentes de atuação. Foram enviadas notificações por canais digitais, realizadas buscas ativas e fiscalizados estabelecimentos comerciais que compram e vendem produtos eletrônicos.

Parte dos telefones foi devolvida voluntariamente por pessoas notificadas que compareceram às delegacias. Em outros casos, equipes policiais foram aos endereços de quem recebeu o aviso e não entregou o aparelho. As fiscalizações em lojas buscaram verificar a procedência dos produtos e identificar itens de origem ilícita.

A recuperação dos celulares inicia uma nova fase da investigação. A Polícia Civil vai apurar o envolvimento de suspeitos nas etapas da cadeia criminosa, que inclui crimes de receptação, desbloqueio, transporte e venda de aparelhos.

Os eletrônicos recuperados serão restituídos aos legítimos proprietários. A polícia pede que informações sobre crimes patrimoniais e receptação sejam repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
07:47

auto
Bombeiros alertam para aumento de incêndios em vegetação no Oeste, Vale do Açu e Seridó

O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) alerta para o aumento significativo de incêndios em vegetação registrado na última semana, especialmente nas regiões Oeste, Vale do Açu e Seridó. Entre os municípios com maior concentração de ocorrências estão Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros, Assú e Patu.

O cenário reforça a necessidade de atenção durante o período de estiagem, quando as condições de baixa umidade, altas temperaturas e vegetação seca favorecem a rápida propagação das chamas.

Segundo o Coronel Marcos Miranda, a prevenção é fundamental para reduzir o número de ocorrências e evitar que pequenos focos se transformem em incêndios de grandes proporções. “Neste período, qualquer descuido pode contribuir para a rápida propagação do fogo. Por isso, pedimos à população que não realize queimadas e que comunique imediatamente ao Corpo de Bombeiros qualquer princípio de incêndio”, destacou.

O aumento das ocorrências reforça a importância da prevenção e da colaboração da população para reduzir os incêndios em vegetação e os impactos ambientais e sociais provocados pelo fogo.

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
07:39

Agora RN

O ABC foi derrotado pelo Uberlândia por 1 a 0 neste sábado 22, no Estádio Parque do Sabiá, em Minas Gerais, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Brasileiro da Série D. Marcos Calazans marcou, de pênalti, o único gol da partida.

O resultado obriga o Alvinegro a vencer o confronto de volta, marcado para domingo 30, às 17h, na Arena das Dunas, em Natal. Uma vitória abecedista por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis. Se ganhar por dois ou mais gols, o ABC avança diretamente. Empate ou nova derrota classificam o Uberlândia.

Jogadores do ABC no aeroporto antes da viagem para Uberlândia
Jogadores do ABC antes da viagem para Uberlândia — Foto: Guilherme Drovas / ABC

O ABC começou a partida tentando surpreender e finalizou de fora da área logo no primeiro minuto, mas Guilherme Nogueira fez a defesa. Aos 10 minutos, Pablo Thomaz caiu dentro da área e o árbitro Gustavo Ervino Bauermann marcou o pênalti.

Marcos Calazans cobrou no alto e abriu o placar aos 12 minutos. Em desvantagem, o time potiguar tentou responder principalmente em jogadas de bola parada. Aos 22, Fabão cabeceou com força após cobrança de escanteio, mas Guilherme Nogueira realizou uma das principais defesas da partida.

O Uberlândia ainda ameaçou ampliar antes do intervalo. Samuel Alves arriscou da entrada da área aos 29 minutos, mas Wellington Carvalho bloqueou a finalização.

ABC tem gol anulado

Na segunda etapa, o ABC chegou a balançar as redes aos nove minutos. Luiz Fernando concluiu a jogada, mas o gol foi anulado por impedimento de Igor Bahia na origem do lance. Band

Depois do susto, o Uberlândia passou a encontrar espaços. Calazans desperdiçou uma oportunidade perto do gol, Samuel Alves finalizou com perigo e Max Miller acertou o travessão em uma cabeçada.

O técnico Waguinho Dias colocou Brunão e Lima nas vagas de Cayo Tenório e Rikelmi, tentando aumentar a presença ofensiva. Nos minutos finais, o ABC teve duas oportunidades claras para empatar. Lima ficou frente a frente com o goleiro aos 45 minutos, mas finalizou para fora. Na sequência, Igor Bahia recebeu nas costas da defesa e obrigou Guilherme Nogueira a salvar o time mineiro.

Decisão na Arena das Dunas

Apesar da derrota, o ABC permanece vivo na disputa. O Alvinegro terá a vantagem de decidir em casa por possuir campanha geral superior à do adversário. O clube iniciou antecipadamente a venda de ingressos para a partida na Arena das Dunas.

ABC e Uberlândia já asseguraram presença na Série C de 2027. A semifinal vale agora uma vaga na decisão nacional. Quem avançar enfrentará o vencedor do confronto entre ASA e Gama.

Ficha resumida

  • Uberlândia 1 x 0 ABC
  • Competição: Série D — semifinal, jogo de ida
  • Local: Parque do Sabiá, Uberlândia (MG)
  • Gol: Marcos Calazans, aos 12 minutos do primeiro tempo, de pênalti
  • Jogo da volta: ABC x Uberlândia, domingo 30, às 17h, na Arena das Dunas
  • Situação: vitória simples do ABC leva a decisão aos pênaltis; triunfo por dois gols ou mais classifica o Alvinegro diretamente.

 

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
07:37

Agora RN

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN) divulgou, nesta sexta-feira 21, uma lista com 257 políticos que tiveram contas públicas julgadas irregulares e que, por causa disso, podem sofrer restrições para disputar as eleições de 2026. Os dados foram encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) e ao Ministério Público Eleitoral para auxiliar na análise dos pedidos de registro de candidatura.

A presença na lista, entretanto, não torna automaticamente a pessoa inelegível. Caberá à Justiça Eleitoral examinar individualmente cada caso, caso o responsável apresente candidatura, para verificar se a irregularidade reúne os requisitos previstos na legislação para impedir a participação na eleição.

Fachada do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte
Divulgação pelo TCE-RN funciona como subsídio ao processo eleitoral — Foto: TCE-RN/Reprodução

A planilha disponibilizada pelo TCE-RN apresenta 257 nomes distintos, vinculados a 174 órgãos e entidades. A relação abrange responsáveis por contas de prefeituras, câmaras municipais, secretarias estaduais, autarquias, empresas públicas e outras instituições que administraram recursos públicos. Os exercícios financeiros mencionados vão de 1997 a 2020.

Embora parte das contas seja antiga, a relação considera decisões irrecorríveis proferidas pelo Tribunal de Contas nos últimos oito anos. Isso significa que o período levado em conta para uma eventual inelegibilidade começa a ser contado a partir da decisão definitiva, e não necessariamente do ano em que ocorreu a gestão dos recursos.

Entre os órgãos com maior número de nomes relacionados estão a Prefeitura de São Vicente, com 11 responsáveis, e a Câmara Municipal de Baía Formosa, com 9. Também aparecem na relação a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), com seis registros, além de câmaras, prefeituras e órgãos estaduais de diferentes áreas.

O documento reúne o nome do responsável, o órgão ao qual estava vinculado e o exercício das contas julgadas. Segundo o TCE-RN, as informações disponíveis no portal institucional também permitem consultar os processos, as datas dos julgamentos e os períodos alcançados pelas condenações.

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
07:32

Foto: Redes sociais

O deputado estadual Francisco do PT, candidato à reeleição, iniciou a agenda deste sábado em Parelhas, sua terra natal. Ao lado da governadora Fátima Bezerra e das candidaturas majoritárias e proporcionais, Francisco seguiu em caravana, recebendo o apoio de populares e lideranças.

Campeão de atuação no Seridó, Francisco prestou contas do seu trabalho na região, onde destinou milhões em emendas, além de ser responsável por diversas conquistas graças a parcerias firmadas com o Governo do Estado, em todas as áreas.

Agenda seguiu para Jardim do Seridó e Caicó, onde ocorreu a inauguração do seu comitê de campanha, em parceria com Odon Júnior, candidato a deputado federal pelo PT.

A Caravana do “Time Que Cuida” teve início na sexta-feira (21), em Santa Cruz, na região do Trairi. De lá, seguiu para Currais Novos, onde Francisco foi recebido pelo prefeito Lucas Galvão, que apoia sua reeleição para a Assembleia Legislativa.

Aos presentes, Francisco agradeceu o apoio e a renovação do voto de confiança em seu trabalho. Ele foi o deputado estadual mais votado em Currais Novos na eleição de 2022.

Publicado por: Chico Gregorio


23/08/2026
07:30

Foto: reprodução

Por Rogério Tadeu Romano*

O portal PODER 360, no dia 20.8.26, assim divulgou:

“O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, usou seu perfil no Instagram nesta 5ª feira (20.ago.2026) para defender que seja obrigatório ter um diploma de jornalista para o exercício do jornalismo. “

Sabe-se que o artigo 220 da Constituição garante a liberdade de imprensa e proíbe qualquer restrição ao fluxo de informações e à atividade jornalística.

Ali se disse:

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

Ensinou, para tanto, Uadi Lammêgo Bulos (Constituição federal anotada, sexta edição, pág. 1.392) que esse preceito consagra a irrestrita manifestação do pensamento, seja qual for a forma, o processo ou o veículo pela qual ela se determina.

Relembre-se que, por 8 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da primeira instância numa ação civil pública.

No recurso, o MPF e o Sertesp sustentaram que o inciso V do artigo 4º do Decreto-Lei 972/69, que estabelece a exigência do diploma para o exercício da profissão, não foi recepcionado pela Constituição de 1988.

Na verdade, citado Decreto-Lei colidia frontalmente com a Constituição, sob o aspecto formal e material.

No julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o ministro Gilmar Mendes votou pela derrubada da exigência e foi acompanhado por outros 7 ministros.  O ministro Marco Aurélio foi o único a defender a manutenção do diploma de jornalista.

Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes declarou que a formação acadêmica não funciona como uma “vacina contra o mau jornalismo” e defendeu que a regulação do setor deve ocorrer pela autorregulação dos veículos de comunicação. Sustentou também que a exigência do diploma criada na ditadura tinha o objetivo de afastar intelectuais, políticos e artistas da imprensa.
Naquela oportunidade, o ministro Ayres Britto assim disse ao comentar o tema:

“Aqui, o termo “observado” significa atentar para o disposto na Constituição, tão somente. Não na lei. Logo, “observado o disposto nesta Constituição”, mas apenas como consequência ou responsabilização, que é o plano da aferição a posteriori das coisas. Senhor Presidente, também fiz uma distinção entre matérias nuclearmente de imprensa, essencialmente de imprensa, ontologicamente de imprensa, elementarmente de imprensa, como a informação, a criação, a manifestação do pensamento, e, de outra parte, matérias apenas reflexamente de imprensa, como, por exemplo, o direito à indenização e o direito de resposta. Essas matérias apenas reflexamente de imprensa é que podem ser objeto de lei, e, ainda assim, lei específica, lei monotemática; não lei orgânica, não lei onivalente; enquanto as matérias nuclearmente de imprensa não podem ser objeto de nenhum tipo de lei. São matérias tabu para o Estado-legislador. Quem relativizou a liberdade de imprensa, no que foi seguido por alguns Ministros, dizendo que na Constituição não há direitos absolutos; quem iniciou uma relativa divergência quanto ao meu ponto de vista foi o Ministro Menezes Direito em seu belo voto. Mas eu persisti na minha ideia central de que, naquilo que é elementarmente de imprensa, a liberdade é absoluta. Tão absoluta quanto outros direitos de índole igualmente constitucionais, como, por exemplo: “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante” — direito absoluto; “liberdade de consciência” —— direito absoluto; “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado” —— direito absoluto; o direito de o brasileiro nato não ser extraditado —— direito absoluto; o caráter direto e secreto do voto popular em eleições gerais —— direito absoluto. Mas acompanho Vossa Excelência, Senhor Presidente, no sentido de que a exigência de diploma não salvaguarda a sociedade a ponto de justificar restrições à liberdade de exercício da atividade jornalística, expressão sinônima de liberdade de imprensa. Eu até diria, sem receio de incorrer em demasia nesse campo, nessa matéria objeto deste recurso: a salvaguarda das salvaguardas da sociedade, o anteparo dos anteparos sociais é não restringir nada. No caso, o que pode ocorrer é o seguinte: ou a lei não pode fazer da atividade jornalística uma profissão; ou pode. Se puder, tal profissionalização não pode operar como requisito “sine qua non” para o desempenho dos misteres jornalísticos, inteiramente livres por definição. Quem quiser se profissionalizar como jornalista, frequentando uma universidade, cumprindo a grade curricular, ganhando os créditos, prestando exames, diplomando-se, registrando o diploma em órgão competente, quem quiser pode fazê-lo. Só tem a ganhar com isso. Porém, esses profissionais —— vamos chamar assim —— não açambarcam o jornalismo. Não atuam sob reserva de mercado. A atividade jornalística, implicando livre circulação das ideias, das opiniões e das informações, sobretudo, é atividade que se disponibiliza sempre e sempre para outras pessoas também vocacionadas, também detentoras de pendor individual para a escrita, para a informação, para a comunicação, para a criação. Mesmo sem diploma específico. Então, a atividade jornalística tanto se disponibiliza para a profissionalização quanto não se disponibiliza, e nem por isso os não titulados estão impedidos de exercê-la. Sob pena de inadmissível restrição à liberdade de imprensa. Lembro-me, Senhor Presidente, de nomes como o de Otto Lara Resende, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Manuel Bandeira, Armando Nogueira, verdadeiros expoentes do vernáculo que sabiam fazer como faz Manoel de Barros: sabiam perfeitamente bem que penetrar na intimidade das palavras é tocar na própria humanidade. E não se pode fechar as portas dessa atividade comunicacional que em parte é literatura e arte, talvez mais do que ciência e técnica, para os que não têm diploma de curso superior na matéria.”

Naquela oportunidade, disse a ministra Cármen Lúcia:

“Não tenho dúvida nenhuma em que, tanto material quanto formalmente, não há recepção do Decreto-Lei nº 972 pela Constituição de 88. Eu poderia afirmar e tenho como fundamento exatamente como posto por Vossa Excelência; não há razão de ser juridicamente aceitável, constitucionalmente aceitável, em face do que dispõem os incisos IV, IX e XIII da Constituição; não há critério de proporcionalidade possível de ser acolhido, eu acho, em face do sistema constitucional brasileiro, a fixação do artigo 4a, no seu inciso V, do decreto-lei, e não há também possibilidade de compatibilizá-lo com o artigo 13 da Convenção do Tratado de São José da Costa Rica.”

Como ainda realçou o portal PODER 360, naquela oportunidade: “Desde 2009 já não há mais uma obrigatoriedade do diploma de nível superior para o exercício do jornalismo. O plenário do Tribunal entendeu que o Decreto-Lei 972 de 1969, que exigia a certificação, era incompatível com os direitos de liberdade de imprensa e livre manifestação da Constituição. “O jornalismo e a liberdade de expressão são atividades que estão imbricadas por sua própria natureza e não podem ser pensados e tratados de forma separada”.

Países como Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia e Suíça não exigem uma certificação para a atividade. Em contrapartida, o diploma é exigido por países como: África do Sul, Arábia Saudita, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia.

Lembre-se que o citado Decreto-Lei havia sido instituído no período de maior repressão da ditadura militar contra a atividade jornalística. Na ocasião, o Brasil era governado por uma junta militar com integrantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, em plana ditadura militar, em um dos períodos mais cruéis, sob os ditames do AI-5.

Foi um golpe dentro do golpe.

Sob a égide da segurança nacional, o AI 5, em sua fúria, foi usado para impor a intolerância entre os contestadores da sociedade brasileira, impondo um regime de arbitrariedades contra os adversários do governo.

Por essa razão, mister que se lembre que a apontada decisão histórica do STF, acima lembrada, é um marco na defesa das liberdades democráticas, na defesa de uma imprensa livre, essencial no regime democrático.

*É procurador da República e Procurador Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


22/08/2026
10:37

Ex-policial tenta invadir comitê de Ricardo Coutinho armado e ameaça ex-governador e assessor de morte; veja vídeo

Polêmica PB
O ex-policial Romero Andrade foi preso na noite desta sexta-feira (21), durante a inauguração do comitê de Ricardo Coutinho e Marcos Henriques, no bairro dos Bancários, em João Pessoa. Segundo informações da equipe do ex-governador, o homem teria tentado invadir o comitê antes de ser contido.

De acordo com Diego Lima, assessor de Ricardo Coutinho, o suspeito, que teria sido expulso da corporação policial, estava portando uma arma de fogo e uma faca peixeira. Ainda conforme o relato, ele teria feito ameaças de morte contra ele e o ex-governador.

Durante o episódio, o homem teria tentado entrar no comitê e, em seguida, apontado a arma na direção de Ricardo Coutinho e do integrantes de sua equipe. Diego Lima e populaes conseguiram conter o suspeito, que foi posteriormente entregue à Polícia Militar.

O homem foi preso e encaminhado para a Central de Polícia, em João Pessoa. Após a ocorrência, foi constatado que a arma utilizada era um simulacro de arma de fogo.

Após o episódio, Ricardo Coutinho deixou o local da inauguração do comitê.

Ricardo Coutinho está na Central de Polícia de João Pessoa, onde presta depoimento e deverá registrar queixa pelas ameaças. Diego Lima e o irmão do ex-governador também compareceram à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o episódio.

Nas redes sociais, Romero Andrade se identifica como bolsonarista e publica conteúdos de apoio a políticos e pautas da direita. O perfil atribuído a ele no Instagram reúne publicações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, além de outras manifestações de caráter político.

As publicações nas redes sociais são mencionadas como parte do contexto envolvendo o suspeito, mas não estabelecem, por si só, qualquer relação entre o posicionamento político dele e a ocorrência registrada durante a inauguração do comitê.

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


22/08/2026
10:29

A política realmente dá voltas. O senador Styvenson Valentim (Podemos) pediu desculpas durante agenda em Currais Novos pelas declarações feitas na campanha municipal de 2024, quando apoiava Zé Lins e classificou adversários políticos como “catrevagem”.

Entre os atingidos pelas declarações estavam Milena Galvão (PSDB) e o atual prefeito Lucas Galvão (PT). O tempo passou, as alianças mudaram e hoje Milena ocupa justamente a condição de segunda suplente na chapa de Styvenson ao Senado.

O pedido de desculpas veio publicamente e, pelo novo arranjo político, Milena já demonstrou que o episódio ficou para trás.

Quem antes fazia parte da “catrevagem”, segundo as palavras usadas pelo senador naquela campanha, agora está no mesmo projeto eleitoral. Styvenson pediu desculpas, Milena perdoou e a política tratou de fazer o restante.

Publicado por: Chico Gregorio


22/08/2026
10:24

flavio-bolsonaro-eduardo-bolsonaro-mario-frias-dark-horse

247 – O candidato Flávio Bolsonaro tenta convencer o eleitorado de que o caso Dark Horse pertence ao passado. Durante agenda de campanha em São Paulo, afirmou que a prestação de contas do projeto cinematográfico sobre Jair Bolsonaro já foi apresentada e que estaria “tudo certinho”.

A realidade, porém, é bem diferente. O caso continua sob investigação e ainda contém uma série de pontos obscuros capazes de provocar novos desgastes políticos ao candidato ao longo da campanha presidencial.

A Polícia Federal segue apurando a origem, o destino e as circunstâncias da movimentação de milhões de reais relacionados ao projeto do filme Dark Horse, que teria como personagem central o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O problema para Flávio não está apenas nos valores envolvidos. Está também na sequência de versões apresentadas desde que o episódio veio à tona e na falta de documentação pública capaz de esclarecer definitivamente como o dinheiro foi utilizado.

Prestação de contas deixa perguntas sem resposta

Uma perícia privada contratada pela defesa da produtora responsável pelo projeto aponta despesas próximas de R$ 75 milhões.

O documento, no entanto, não encerra as dúvidas.

Entre os principais questionamentos está a ausência de informações detalhadas sobre quem recebeu os pagamentos, quais serviços foram efetivamente contratados e quais documentos fiscais comprovam as despesas realizadas.

Não foram apresentados publicamente, até agora, todos os contratos, notas fiscais e comprovantes capazes de oferecer uma reconstrução completa do caminho percorrido pelo dinheiro.

Essa ausência de informações é particularmente relevante porque Flávio Bolsonaro havia prometido transparência sobre o episódio.

Quase US$ 24 milhões negociados com Vorcaro

Outro ponto central da investigação diz respeito à negociação mantida por Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Os valores discutidos chegaram a quase US$ 24 milhões.

A negociação chama atenção também porque existe uma diferença próxima de R$ 45 milhões entre o orçamento inicial atribuído ao projeto e o montante posteriormente negociado.

Até o momento, essa expansão expressiva dos valores não recebeu uma explicação pública suficientemente detalhada.

O episódio se tornou ainda mais delicado para Flávio por causa de sua reação inicial às revelações.

Quando surgiram as primeiras informações sobre a negociação, ele negou que tivesse procurado Vorcaro e classificou a versão como falsa. Posteriormente, diante da divulgação de áudios, mensagens e registros bancários, reconheceu que havia buscado o empresário para discutir o financiamento do projeto.

Essa mudança de versão ajuda a explicar por que o caso permanece politicamente sensível.

STF autorizou investigação da Polícia Federal

Em julho, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a aprofundar as investigações sobre o destino dos recursos.

A apuração procura esclarecer não apenas como o dinheiro foi utilizado na produção cinematográfica, mas também se houve irregularidades nos pagamentos ou algum tipo de contrapartida relacionada ao financiamento.

A investigação alcança ainda movimentações financeiras realizadas no exterior.

Uma das linhas de apuração busca verificar se recursos enviados aos Estados Unidos podem ter sido utilizados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro ou atividades de aliados da extrema direita naquele país.

Os envolvidos negam essa hipótese.

O ponto central é que a investigação continua aberta. Portanto, a afirmação de que o assunto estaria definitivamente encerrado não corresponde ao estágio atual das apurações.

Promessa de transparência ainda não foi cumprida

Flávio Bolsonaro também afirmou que apresentaria publicamente contratos e documentos relacionados ao financiamento do Dark Horse.

Até agora, porém, não houve divulgação integral dos elementos capazes de responder às principais dúvidas.

Quem recebeu os milhões movimentados pelo projeto?

Quais empresas foram contratadas?

Quais serviços justificaram os pagamentos?

Por que o valor negociado cresceu tão significativamente em relação ao orçamento original?

Que parcela dos recursos foi enviada para fora do Brasil?

E qual foi exatamente a utilização desse dinheiro no exterior?

Enquanto essas perguntas permanecerem sem respostas documentadas, será difícil tratar o caso como uma simples “página virada”.

Caso pode acompanhar Flávio durante a campanha

Do ponto de vista eleitoral, o Dark Horse representa um problema adicional para Flávio Bolsonaro.

Ao contrário de uma denúncia já esclarecida ou de uma investigação arquivada, trata-se de uma apuração em andamento. Isso significa que novas informações, documentos, depoimentos ou movimentações da Polícia Federal podem surgir durante a própria campanha presidencial.

Cada novidade tem potencial para recolocar o tema no centro do debate político.

Além disso, o caso atinge diretamente um dos pontos mais sensíveis para qualquer candidato: a confiança do eleitor.

Flávio precisa explicar não apenas as movimentações financeiras, mas também por que inicialmente negou uma negociação que posteriormente admitiu ter realizado.

Por isso, a tentativa de declarar o Dark Horse encerrado pode ter efeito contrário ao desejado.

Uma investigação não termina porque um candidato afirma que a página foi virada. Termina quando os fatos são esclarecidos, as movimentações financeiras são explicadas e as autoridades responsáveis concluem suas apurações.

No caso Dark Horse, esse momento ainda não chegou.

E, em uma campanha presidencial cada vez mais disputada, os milhões negociados para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro ainda podem produzir muitos danos políticos a Flávio Bolsonaro.

Publicado por: Chico Gregorio


22/08/2026
10:19

Laurita Arruda***

O ministro André Mendonça, do TSE, suspendeu os efeitos da cassação da prefeita de Maxaranguape, Professora Nira, e do vice Evanio Pedro, determinada pelo TRE-RN. A decisão é liminar e permite o retorno da chapa aos cargos enquanto o recurso ainda será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na decisão, Mendonça apontou uma possível contradição no acórdão do TRE: embora a Corte tenha considerado expressivo o número de beneficiários da distribuição de materiais de construção, a própria decisão identificaria apenas duas famílias como beneficiárias.

O ministro também considerou a diferença de quase 20 pontos percentuais obtida por Nira na eleição de 2024.

A cassação, portanto, não foi anulada, mas seus efeitos estão suspensos até o julgamento definitivo do recurso.

Publicado por: Chico Gregorio