08/10/2026
09:55

A Polícia Federal (PF) vai instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio que atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Zona Oeste do Recife, na noite dessa quarta-feira (7/10). Esse é o terceiro incêndio registrado em prédios da universidade nos últimos dias.
O prejuízo material pode ultrapassar R$ 100 milhões. Já as acadêmicas, uma “perda irreparável para a universidade e para as pesquisas”, segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes.
Em nota à imprensa, a PF informou que já mantém tratativas com o reitor e com o comandante do Corpo de Bombeiros. Uma equipe de peritos federais foi enviada à universidade para realizar os exames no local.
“O inquérito policial será instaurado a fim de apurar todas as circunstâncias e causas prováveis”, informou a corporação.
Rosalie Arruda***

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2026
09:44

Foto: Eduardo Maia/ALRN

O deputado Dr. Bernardo (PV) agradeceu, durante a sessão plenária desta quarta-feira (7), os votos recebidos nas eleições de 2026, que garantiram sua eleição para a Câmara dos Deputados. No primeiro pronunciamento após o pleito, o parlamentar relembrou parte de sua trajetória política e pessoal e agradeceu ao povo do Rio Grande do Norte pela confiança.

“Quem votou em mim não estava votando contra ninguém, estava votando em Dr. Bernardo e em Kaline”, afirmou. Dr. Bernardo contou que deixou a casa onde morava aos 15 anos com dois sonhos: seguir a trajetória política do pai e se tornar médico. Ao falar sobre sua passagem pela Assembleia Legislativa do RN, afirmou que fez história na Casa e destacou ainda a eleição de sua esposa, Kaline de Dr. Bernardo, para uma cadeira no Legislativo estadual.

O parlamentar ressaltou a dimensão da votação obtida no pleito e afirmou que ultrapassar a marca de 190 mil votos foi resultado da confiança depositada em seu trabalho. Segundo ele, os eleitores que escolheram sua candidatura não estavam votando contra outros candidatos, mas em seu nome e no de sua esposa. “Eu não sou de direita e nem de esquerda, eu sou do bem”, disse.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2026
09:40

Allyson e Bolsonaro em encontro no ano de 2020 (foto: redes sociais)

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) reagiu ao anúncio de apoio do União Brasil, partido de Allyson Bezerra, à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cadu relacionou a decisão nacional da legenda à disputa estadual e voltou a se apresentar como o candidato apoiado pelo presidente Lula no RN.

“Enquanto aqui no Rio Grande do Norte a gente vê imagens como essa aqui, lá em Brasília, o União Brasil, o partido de Allyson, declara apoio a Flávio Bolsonaro”, afirmou Cadu mostrando card que associa Allyson Bezerra, Marianna Almeida, que é prefeita de Pau dos Ferros, e o presidente Lula.

O petista aproveitou o anúncio para reforçar as críticas que vem fazendo ao posicionamento de Allyson na eleição presidencial.

“É isso que eu tenho dito. Eu não vou deixar ninguém enganar o povo do nosso Estado. O candidato de Lula sou eu”, declarou.

Na gravação, Cadu também anunciou a participação de Lula em agenda no Rio Grande do Norte no próximo sábado e convidou os apoiadores para recepcionar o presidente, às 8h, no bairro do Alecrim, em Natal.

“O presidente Lula tá vindo ao Rio Grande do Norte. Eu convido você para, às oito horas da manhã do próximo sábado, estar lá no Alecrim para receber o maior presidente da história do Brasil”, disse.

Bruno Barreto***

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2026
09:38

Foto: Vittor Sales

Por Cleber Lourenço, do ICL Notícias

O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre caminho para uma ampla revisão de decretos, portarias e outras normas que hoje regulamentam direitos trabalhistas e previdenciários, mas não informa quais regras pretende alterar ou revogar caso ele seja eleito presidente.

A proposta aparece na página 69 do programa, em um capítulo dedicado à redução da estrutura do Estado. Flávio promete fazer uma “ampla revisão normativa infralegal” na gestão pública e nas áreas tributária, previdenciária e trabalhista para eliminar o que classifica como “excesso de regras que trava a economia e encarece a máquina”.

O alcance potencial da medida vai além da reorganização administrativa. Normas infralegais são atos como decretos, portarias, instruções normativas e regulamentos editados para detalhar e executar aquilo que está previsto em lei.

Isso significa que parte dessas regras pode ser modificada pelo próprio Poder Executivo, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, sem a necessidade de aprovar uma nova lei no Congresso.

É nesse conjunto de normas que estão regulamentadas atualmente medidas relacionadas à saúde mental no ambiente de trabalho, proteção de jovens aprendizes e procedimentos para concessão de benefícios previdenciários, entre outras.

O plano de Flávio, no entanto, não apresenta uma relação dos atos considerados excessivos nem estabelece quais critérios seriam utilizados para decidir o que seria mantido, alterado ou revogado.

Saúde mental entrou nas regras em maio

Um dos exemplos está na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece regras gerais de saúde e segurança no trabalho.

Desde 26 de maio deste ano, o gerenciamento de riscos ocupacionais passou a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. A mudança foi estabelecida pela Portaria 1.419, publicada pelo Ministério do Trabalho em 2024.

Entre os fatores que devem ser considerados estão sobrecarga de trabalho, assédio e falta de suporte aos trabalhadores.

A obrigação está inserida justamente em uma norma infralegal. A NR-1 já passou por sucessivas alterações por portarias do Ministério do Trabalho ao longo dos anos e sua redação atual regulamenta dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O plano de Flávio não informa se as mudanças recentes da NR-1 serão preservadas durante a revisão prometida.

 

© Arquivo/MDS
© Arquivo/MDS

Gestantes de alto risco tiveram proteção ampliada neste ano

Na Previdência, uma mudança ainda mais recente mostra o alcance que atos administrativos podem ter sobre o acesso aos benefícios.

Em julho deste ano, uma portaria conjunta dos ministérios da Previdência e da Saúde incluiu a gestação de alto risco entre as situações que dispensam a carência mínima de 12 contribuições para a concessão de benefícios por incapacidade.

Com a mudança, uma trabalhadora que mantenha a qualidade de segurada do INSS e tenha a incapacidade reconhecida não precisa completar as 12 contribuições normalmente exigidas para ter acesso ao benefício nos casos de gestação de alto risco.

A alteração foi feita pela Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, sem necessidade de aprovação de uma nova lei pelo Congresso.

A lista atualmente inclui outras condições graves, como câncer, Parkinson, esclerose múltipla, cardiopatia grave e acidente vascular encefálico agudo. O programa de Flávio também não esclarece se essa regulamentação está entre as normas que pretende revisar.

 

trabalhador
Trabalhadores em ponto de ônibus no Largo da Carioca Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Bolsonaro fez revisão ampla de normas trabalhistas

A proposta de Flávio tem um precedente no governo de seu pai. Em novembro de 2021, Jair Bolsonaro editou o Decreto 10.854, que instituiu o Programa Permanente de Consolidação, Simplificação e Desburocratização de Normas Trabalhistas Infralegais.

O decreto reuniu em um único marco regras que alcançavam fiscalização trabalhista, saúde e segurança no trabalho, elaboração e revisão das Normas Regulamentadoras, equipamentos de proteção individual, registro eletrônico de jornada e outros temas.

Naquele processo, o governo trabalhou sobre um universo de mais de mil decretos, portarias e instruções normativas trabalhistas. O decreto estabeleceu entre as diretrizes para revisão das normas de saúde e segurança a “simplificação e desburocratização” e a intervenção “subsidiária e excepcional” do Estado sobre atividades econômicas.

O governo Bolsonaro também promoveu uma revisão das próprias Normas Regulamentadoras. A NR-1, por exemplo, passou por uma revisão iniciada em 2019. Outras normas foram alteradas ao longo do mandato. Em 2022, a NR-37, que disciplina segurança e saúde em plataformas de petróleo, teve exigências documentais retiradas e regras de treinamento flexibilizadas dentro do processo de simplificação.

A aprendizagem profissional foi outra área modificada por ato do Executivo. Em maio de 2022, Bolsonaro publicou o Decreto 11.061, que alterou a regulamentação da contratação de aprendizes.

Entre as mudanças, o decreto permitiu que determinados aprendizes fossem contabilizados em dobro para o cumprimento da cota e que jovens contratados por prazo indeterminado depois da aprendizagem continuassem sendo contabilizados por até 12 meses. Também excluiu trabalhadores intermitentes e empregados afastados por benefício previdenciário da base de cálculo da cota.

No ano seguinte, o governo Lula publicou o Decreto 11.479 e revogou esses dispositivos.

O episódio mostra o alcance de mudanças infralegais: embora a obrigação de contratação de aprendizes esteja prevista na CLT, regras que interferem na forma de calcular e cumprir essa cota foram modificadas pelo governo Bolsonaro e, posteriormente, novamente alteradas pelo governo seguinte, sem mudança da lei pelo Congresso.

Revisão não permite apagar direitos previstos em lei

A promessa feita no programa não significa que um eventual governo Flávio poderia eliminar, por decreto ou portaria, direitos assegurados diretamente pela Constituição ou por leis aprovadas pelo Congresso.

Atos infralegais precisam respeitar a legislação que regulamentam. Um presidente não poderia, por exemplo, extinguir por decreto um direito criado expressamente por lei.

A margem do Executivo está na regulamentação: critérios, procedimentos, fiscalização, enquadramentos e formas de execução de políticas podem estar estabelecidos em decretos, portarias, instruções normativas e Normas Regulamentadoras. É justamente esse conjunto que o programa coloca sob uma “ampla revisão”.

A dimensão da mudança dependeria, portanto, de quais normas seriam selecionadas e de quais dispositivos seriam modificados. Essa lista não aparece no plano de governo.

Campanha é questionada sobre alcance da revisão

O ICL Notícias procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para saber quais normas, decretos e portarias pretende revisar ou revogar.

Também questionou se a revisão poderá atingir regras sobre saúde e segurança do trabalhador, riscos psicossociais, aprendizagem profissional e benefícios previdenciários, como a dispensa de carência para gestantes de alto risco.

A campanha foi perguntada ainda se assume o compromisso de preservar as atuais proteções e direitos trabalhistas e previdenciários.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2026
09:33

Foto: cedida/Bruno Barreto***

O candidato a governador do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, liderou no fim da tarde desta terça-feira (6) o primeiro ato político do segundo turno das eleições, reunindo apoiadores e lideranças na Praça da Árvore de Mirassol, na zona sul de Natal. A plenária marcou a largada oficial da nova etapa da campanha e serviu para agradecer publicamente ao povo potiguar pela expressiva votação recebida no primeiro turno.

Ao lado da governadora Fátima Bezerra e de diversas lideranças partidárias e parlamentares, inclusive a senadora eleita Samanda Alves, a mobilização demonstrou a unidade do Time de Lula no Estado. Durante a atividade, destacou-se que a prioridade máxima das forças aliadas é expandir a votação do presidente Lula no Rio Grande do Norte, combinando forte engajamento nas ruas com presença ativa nas redes sociais.

“A campanha aqui no Rio Grande do Norte vai ser de quem tem lado contra quem fica em cima do muro, de quem tem trabalho contra quem vive de ilusão e de honestidade contra suspeitas de corrupção. No que depender de mim, a energia que eu botei no primeiro turno eu vou dobrar agora, porque a gente vai continuar trabalhando pelo e para o povo”, declarou Cadu de Lula durante a plenária.

O candidato enfatizou a relevância de dialogar com os eleitores que não estiveram com o projeto na primeira etapa da eleição, apresentando compromisso com a gestão pública, a honestidade e a melhoria dos serviços essenciais. Cadu pontuou que sua trajetória política é guiada pelo contato direto, olho no olho com a população, e pela missão de transformar a vida do povo potiguar.

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
09:13

Brazilian President Michel Temer listens to Supreme Court Judge Alexandre de Moraes during a parade on the Brazilian Army commemorative day at the...

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
09:07

No Rio Grande do Norte, os dois candidatos que usaram referências políticas no nome de urna tiveram destinos distintos.

Samanda de Lula (PT) foi eleita senadora com 635.924 votos, enquanto Cadu de Lula (PT) terminou o primeiro turno em segundo lugar na disputa pelo Governo do Estado e vai enfrentar Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno.

Já Rodrigo de Bolsonaro (PL) desistiu da candidatura ao Governo para apoiar Álvaro Dias .

O desempenho potiguar acompanhou uma tendência nacional: entre os 11 candidatos que levaram “Lula” no nome de urna, três foram eleitos, sete não conseguiram a vaga e um — Cadu de Lula — avançou para o segundo turno.

Entre os que adotaram “Bolsonaro”, fora os integrantes da própria família do ex-presidente, apenas dois dos 11 candidatos foram eleitos: Fabiana Bolsonaro, reeleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo, e Fão do Bolsonaro, eleito deputado estadual no Paraná.

Não conseguiram se eleger Bolsonaro da Shopee (Novo-MT), Bolsonaro Sergipano (PL-SE), Jean Bolsonaro (PL-RJ), Joel Bolsonaro (PL-RS), Samanta Bolsonaro (PL-SP), Freitas Bolsonaro (DC-ES), Helio Rodrigues Bolsonaro (Democrata-TO), Renata Bolsonaro (Agir-SP) e Rodrigo Bolsonaro (Agir-RN). Bolsonaro Sergipano, Jean, Joel e Samanta terminaram como suplentes.

Laurita Arruda***

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
09:03

Sábado às 14:00 horas concentração na área de lazer Panatis

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), realizou nesta terça-feira (6), em Natal, o primeiro ato político de sua campanha no segundo turno das eleições. A mobilização ocorreu na Praça da Árvore, em Mirassol, e reuniu apoiadores, parlamentares e lideranças políticas.

Cadu participou do evento ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT) e da senadora eleita Samanda Alves, além de outros integrantes da base política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.

Durante o encontro, o candidato agradeceu a votação obtida no primeiro turno e defendeu a ampliação do diálogo com os eleitores que escolheram outras candidaturas na primeira etapa da eleição. A estratégia para o segundo turno, segundo a campanha, será intensificar a presença nas ruas e nas redes sociais.

Cadu também reforçou a intenção de transformar a disputa em uma comparação entre os projetos apresentados pelos dois candidatos que avançaram para a segunda etapa. “A campanha aqui no Rio Grande do Norte vai ser de quem tem lado contra quem fica em cima do muro, de quem tem trabalho contra quem vive de ilusão e de honestidade contra suspeitas de corrupção.” O candidato afirmou ainda que pretende aumentar o ritmo da campanha nas próximas semanas.

“No que depender de mim, a energia que eu botei no primeiro turno eu vou dobrar agora, porque a gente vai continuar trabalhando pelo e para o povo.”

Na avaliação de Cadu, um dos principais desafios do segundo turno será conquistar eleitores que não votaram nele no primeiro turno. Para isso, a campanha pretende reforçar o discurso sobre gestão pública, serviços essenciais e compromisso com o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

O ato em Mirassol marcou o início da nova fase da disputa pelo Governo do Estado, agora concentrada entre Cadu de Lula e  Allyson Bezerra que avançaram para o segundo turno.

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
09:01

Do ICL – A bancada ligada a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Senado intensifica a ofensiva contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após sair fortalecida das eleições. O movimento ocorre enquanto Dino conduz processos sobre suspeitas de corrupção e desvios em emendas parlamentares que já atingiram a cúpula do PL e determinou investigações em ramificações do escândalo do Banco Master.

A pressão não se limita a declarações. Cinco senadores do PL — Magno Malta (ES), Jaime Bagattoli (RO), Carlos Portinho (RJ), Marcos Pontes (SP) e Jorge Seif (SC) — já assinaram um pedido formal de impeachment contra Dino. Nesta terça-feira (6), Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, também citou nominalmente o ministro ao falar sobre uma eventual responsabilização de integrantes do Supremo pelo Senado.

O avanço da direita na Casa após o primeiro turno deu novo peso à ofensiva. O PL ampliou sua bancada e aliados passaram a discutir mudanças nas regras internas do Senado para facilitar o andamento de pedidos de impeachment de ministros do STF. Dino, ao lado de Alexandre de Moraes, aparece entre os nomes mencionados nas articulações e declarações públicas do grupo.

A coincidência política ocorre justamente quando decisões de Dino atingem interesses e personagens ligados ao PL em diferentes frentes.

Valdemar entrou na investigação das emendas

Como relator das ações que tratam da transparência e da rastreabilidade das emendas parlamentares, Dino passou a determinar não apenas medidas para identificar o destino dos recursos, mas também providências para investigar possíveis crimes encontrados no caminho do dinheiro.

Uma dessas frentes alcançou diretamente o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Investigação da Polícia Federal apontou que Valdemar teria participado da indicação de R$ 111,8 milhões em emendas de comissão em 2024, apesar de não exercer mandato parlamentar. O dirigente partidário nega irregularidades e sustenta que sua participação se restringiu à articulação política e a sugestões feitas a integrantes da legenda.

Dino determinou o aprofundamento da investigação e autorizou medidas patrimoniais no caso. Também enviou à PF informações prestadas por dirigentes partidários sobre sua participação na definição do destino das emendas.

O ministro avançou posteriormente sobre o próprio mecanismo. Em agosto, considerou nulas indicações de emendas feitas com interferência de presidentes de partidos sem mandato ou de ex-parlamentares, reforçando que a indicação formal dos recursos deve partir de quem possui mandato no Congresso.

Operação chegou à Dark Horse

Outra investigação conduzida sob a relatoria de Dino aproximou ainda mais o caso das emendas do núcleo bolsonarista.

Em 10 de setembro, o ministro autorizou a Operação Make Up, da Polícia Federal, que investiga suspeitas de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares. Um dos alvos foi o deputado Mário Frias (PL-SP), ex-secretário especial da Cultura no governo Jair Bolsonaro.

A investigação analisa R$ 2 milhões em emendas destinadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada a pessoas que também aparecem na estrutura empresarial da Go Up Entertainment, produtora responsável por Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A PF identificou um repasse de R$ 750 mil à produtora durante o período investigado. Os investigadores, porém, registraram que os elementos reunidos até agora não permitem afirmar que o dinheiro transferido à empresa tenha origem direta nas emendas parlamentares. É justamente o percurso desses recursos que está sob investigação.

A operação provocou reação imediata de Flávio Bolsonaro, que acusou Dino de promover “interferência política”. A defesa do senador também tentou afastar o ministro dos processos relacionados ao filme e transferir a investigação para André Mendonça, sob o argumento de que havia conexão com outra apuração em andamento no Supremo.

O pedido foi rejeitado pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

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Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
08:57

Por Berenice Seara 

As eleições deste domingo (4) mexeram numa engrenagem que, durante anos, funcionou com eficiência de relógio suíço na política do Rio: a capacidade das grandes igrejas evangélicas de transformar sua força religiosa e sua estrutura institucional em votos para candidatos escolhidos pelas denominações.

Não significa que o eleitor evangélico tenha perdido peso — muito menos que tenha abandonado a política.

O que as urnas de 2026 mostram é algo diferente: algumas das igrejas que historicamente construíram bancadas próprias sofreram derrotas importantes e perderam representantes.

Na Igreja Universal do Reino de Deus, fundada pelo bispo Edir Macedo, o recado das urnas foi mais contundente.

A denominação chegou à eleição com quatro deputados federais do Rio identificados com a igreja: Rosangela Gomes, Luis Carlos Gomes, Jorge Braz e Marcelo Crivella. Todos pelo Republicanos.

Na nova bancada fluminense, a presença diminuiu. Só Luis Carlos Gomes conseguiu se eleger.

Nem a relação familiar com a Igreja Universal foi suficiente

Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo e um dos nomes de maior projeção política da história da Universal, disputou uma das duas vagas do Rio no Senado. O ex-prefeito do Rio terminou a eleição com pouco mais de 500 mil votos (cerca de 3,4%). Muito, mas muito distante dos eleitos Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, que ultrapassaram a marca dos 3,9 milhões de votos.

A votação ganha dimensão justamente pela trajetória de Crivella. Ele já ocupou uma cadeira no Senado e, em 2016, foi eleito prefeito do Rio com 1,7 milhão de votos no segundo turno.

Desta vez, nem o peso de seu sobrenome dentro da Universal nem a estrutura política construída ao longo de décadas foram suficientes para colocá-lo perto da disputa por uma das duas vagas.

Os filhos de R.R. Soares ficam sem mandato

Na Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada pelo missionário R.R. Soares, o resultado também foi ruim.

Dois filhos do líder religioso concorreram no Rio pelo PSDB e nenhum conseguiu se eleger.

Marcos R.R. Soares tentou permanecer na Câmara dos Deputados, enquanto Filipe R.R. Soares buscou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Os dois ficaram na suplência.

É uma mudança importante para uma família que, durante anos, conseguiu manter representação política associada diretamente ao nome do fundador da Igreja da Graça.

Madureira também perde uma cadeira de peso

Uma das mais tradicionais denominações do universo pentecostal fluminense, a Assembleia de Deus de Madureira também sofreu uma derrota relevante.

Otoni de Paula (PSD), pastor e um dos deputados evangélicos de maior exposição política do Rio nos últimos anos, não conseguiu renovar o mandato de deputado federal.

Otoni havia recebido apoio de lideranças da Assembleia de Deus de Madureira e chegou à eleição depois de dois mandatos na Câmara. Sua trajetória política foi marcada inicialmente pela forte identificação com o bolsonarismo, mas, nos últimos anos, o deputado se aproximou de Eduardo Paes e abriu diálogo com o governo Lula.

Mas a igreja não ficou sem representação. Rosenverg Reis (MDB) conseguiu renovar seu mandato na Assembleia Legislativa, com 139.866 votos.

Malafaia, a exceção que confirma a regra, passa praticamente ileso

Se Universal, Igreja da Graça e Madureira têm motivos para fazer as contas depois das urnas, o grupo político-religioso mais próximo de Silas Malafaia atravessou a eleição em situação diferente.

Dois nomes fortemente associados ao pastor foram eleitos.

Sóstenes Cavalcante (PL), pastor licenciado da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, igreja comandada por Malafaia, garantiu novo mandato de deputado federal. Sóstenes é uma das principais lideranças da bancada evangélica no Congresso e teve atuação destacada na articulação política do campo bolsonarista durante a campanha. A ligação política e religiosa entre os dois é antiga e continuou explícita durante o processo eleitoral de 2026.

Na Assembleia Legislativa, Alexandre Isquierdo (PL) usou até Malafaia no nome de urna — e também conquistou a sua cadeirinha.

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
08:48

Foto: reprodução

Por TCM Notícia 

 Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu, por unanimidade, pela cassação do mandato do vereador Cabo Deyvison (PL), da Câmara Municipal de Mossoró.

O julgamento da ação movida pelo MDB, que pedia a cassação do mandato do vereador por infidelidade partidária, chegou a ser interrompido no dia 22 de setembro, após pedido de vista de um magistrado. Na ocasião, já havia três votos favoráveis à cassação.

Na sessão desta terça-feira (6), o processo retornou ao Plenário e, com mais quatro votos favoráveis à ação, o TRE-RN decidiu, por unanimidade, pela cassação do mandato do vereador. A decisão determina o afastamento de Deyvison do cargo, embora ainda caiba recurso às instâncias superiores.

O vereador foi eleito em 2024 pelo MDB, mas deixou a legenda para se filiar ao PL e disputar as eleições para deputado federal. A mudança de partido, sem a anuência da legenda, levou o diretório nacional do MDB a ingressar com uma ação na Justiça Eleitoral, pedindo a cassação do mandato de Cabo Deyvison na Câmara Municipal de Mossoró por infidelidade partidária.

Cabo Deyvison disputou a eleição para deputado federal pelo PL e obteve 100.795 votos, ficando na suplência da sigla para a Câmara dos Deputados.

Com a perda do mandato, a Câmara Municipal de Mossoró deverá convocar o suplente do MDB para ocupar a cadeira no Legislativo Municipal.

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
08:46

Foto: Acervo pessoal

O resultado do primeiro turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte revela uma disputa que teve características bastante diferentes quando se observa a distribuição territorial dos votos. Embora Allyson Bezerra tenha terminado na primeira colocação no conjunto do Estado, foi Cadu de Lula quem venceu no maior número de municípios potiguares.

Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, Cadu terminou em primeiro lugar em 73 cidades, enquanto Allyson foi o candidato mais votado em 65. Já Álvaro Dias liderou a votação em 29 municípios.

Assim, a quantidade de municípios vencidos ficou distribuída da seguinte forma: Cadu, 43,7% das cidades do RN; Allyson, 38,9%; e Álvaro, 17,4%.

O dado mostra que liderança territorial e liderança no número absoluto de votos são coisas diferentes. Uma vitória expressiva em municípios mais populosos pode compensar derrotas em várias cidades pequenas. Da mesma maneira, um candidato pode conquistar um número maior de municípios sem necessariamente terminar na primeira colocação na soma estadual.

Mapa revela três áreas de força

A distribuição geográfica ajuda a explicar a configuração da disputa.

Cadu de Lula apresentou uma presença territorial ampla e terminou como vencedor do maior número de municípios. Seus 73 triunfos municipais representam quase 44% das cidades potiguares.

Allyson Bezerra, por sua vez, venceu 65 municípios. Mesmo ficando atrás de Cadu no número de cidades conquistadas, conseguiu concentrar votos suficientes para terminar à frente na votação estadual e garantir sua presença no segundo turno.

O terceiro desenho territorial é o de Álvaro Dias. Ele venceu em 29 municípios e teve como resultado politicamente mais relevante a vitória em Natal, maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte. A capital tem peso muito superior ao da maioria dos municípios do interior, o que ajuda a explicar como a votação de Álvaro se manteve competitiva mesmo com um número menor de cidades vencidas.

Interior fragmentado

O mapa também evidencia que nenhum dos três principais candidatos conseguiu monopolizar eleitoralmente o interior do Estado.

Cadu e Allyson dividiram boa parte do território potiguar, enquanto Álvaro conquistou bolsões importantes de votação. A eleição, portanto, produziu um RN eleitoralmente fragmentado, sem que um único candidato dominasse todas as regiões.

A diferença entre o mapa territorial e o resultado agregado das urnas é um dos aspectos mais interessantes do primeiro turno. Cadu venceu em oito municípios a mais que Allyson (73 contra 65), mas isso não foi suficiente para superar o adversário na votação estadual.

É uma demonstração do peso desigual dos municípios numa eleição majoritária. Vencer uma cidade não equivale a conquistar uma unidade de igual peso eleitoral: ganhar por ampla margem em grandes centros pode valer, em número de votos, mais do que sucessivas vitórias em pequenos municípios.

Segundo turno começa com geografias eleitorais diferentes

A distribuição também oferece uma primeira pista sobre a disputa do segundo turno entre Allyson e Cadu.

Cadu chega à nova etapa tendo obtido a liderança no maior número de municípios, enquanto Allyson parte da condição de primeiro colocado na votação estadual. O desafio dos dois passa, portanto, tanto pela consolidação de seus territórios quanto pela conquista dos eleitores que escolheram Álvaro Dias e os demais candidatos no primeiro turno.

Os 29 municípios vencidos por Álvaro, sobretudo Natal, tornam-se particularmente relevantes nessa nova configuração.

O primeiro turno deixou, assim, dois mapas sobrepostos: Cadu ganhou em mais cidades; Allyson ganhou mais votos. É dessa diferença entre capilaridade territorial e concentração eleitoral que começa a batalha pelo segundo turno no Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
08:44

Fotos: reprodução/Bruno Barreto***

A divisão dos resultados da eleição para governador do Rio Grande do Norte pelas antigas microrregiões do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela com mais detalhes como os votos que levaram Allyson Bezerra e Cadu Xavier ao segundo turno se distribuíram pelo território potiguar.

O levantamento do Blog do Barreto, feito a partir da votação dos 167 municípios e agrupado nas 19 microrregiões do antigo recorte do IBGE, mostra uma divisão territorial bastante equilibrada.

Cadu venceu em nove microrregiões, Allyson em oito e Álvaro Dias em duas.

Apesar de vencer em uma microrregião a menos que Cadu, Allyson terminou o primeiro turno na frente no resultado estadual, com 733.809 votos (36,94%), contra 718.300 (36,16%) de Cadu. Álvaro ficou com 530.580 votos (26,71%).

A diferença entre os dois classificados para o segundo turno foi de apenas 15.509 votos.

Mossoró foi o grande diferencial de Allyson

A maior concentração eleitoral de Allyson apareceu justamente na microrregião de Mossoró.

Foram 112.072 votos, equivalentes a 55,04% dos votos válidos da microrregião. Cadu recebeu 62.466 (30,68%) e Álvaro 28.715 (14,10%).

Assim, Allyson abriu 49.606 votos de vantagem sobre Cadu somente na microrregião de Mossoró.

O número ganha dimensão quando comparado ao resultado estadual: a vantagem obtida por Allyson sobre Cadu apenas nessa microrregião foi mais de três vezes superior aos 15.509 votos que separaram os dois em todo o Rio Grande do Norte.

Allyson também venceu no Médio Oeste, com 48,06%; Litoral Nordeste, 47,53%; Macaíba, 45,69%; Angicos, 41,28%; Agreste Potiguar, 40,77%; Litoral Sul, 39,69%; e Borborema Potiguar, 35,36%.

A microrregião de Macaíba representou outro importante saldo para Allyson: 86.125 votos contra 58.192 de Cadu, vantagem de 27.933 votos.

Cadu mostra força espalhada pelo interior

Cadu apresentou uma distribuição territorial diferente. Ele venceu nove das 19 microrregiões, sobretudo no Oeste, Central e Seridó.

Seu melhor desempenho proporcional aconteceu na Serra de São Miguel, onde alcançou 49,72%, com 19.893 votos. Allyson ficou com 13.536 (33,83%) e Álvaro com 6.537 (16,34%).

Cadu também venceu em Umarizal (47,89%), Baixa Verde (47,15%), Chapada do Apodi (46,06%), Macau (45,94%), Pau dos Ferros (45,06%), Seridó Oriental (44,55%), Vale do Açu (44,50%) e Serra de Santana (41,98%).

Em números absolutos, uma das vantagens mais importantes veio de Pau dos Ferros. Cadu somou 35.864 votos, contra 26.470 de Allyson, abrindo 9.394 votos.

No Seridó Oriental, Cadu obteve 32.087 votos, contra 21.660 de Álvaro e 18.133 de Allyson.

Álvaro vence Natal

Álvaro Dias, apesar de ter vencido somente duas microrregiões, conseguiu liderar justamente o maior contingente eleitoral do levantamento.

Na microrregião de Natal, Álvaro alcançou 219.663 votos (39,43%), contra 186.575 de Cadu (33,49%) e 148.838 de Allyson (26,72%).

A vantagem de Álvaro sobre Cadu foi de 33.088 votos.

Esse resultado ajuda a explicar por que o desempenho de Álvaro permaneceu competitivo no resultado estadual, apesar de sua presença territorial ser mais concentrada.

O recorte das microrregiões também permite enxergar uma diferença que fica escondida quando se utiliza a atual Região Geográfica Imediata de Natal. A antiga microrregião é territorialmente menor e concentra Natal, Parnamirim e Extremoz, onde o desempenho de Álvaro foi mais forte.

Disputa de 248 votos no Seridó Ocidental

A segunda vitória de Álvaro aconteceu no Seridó Ocidental, mas por uma margem mínima.

Álvaro recebeu 21.916 votos (36,95%), enquanto Cadu alcançou 21.668 (36,54%).

Foram apenas 248 votos de diferença.

Allyson teve 15.643 votos (26,38%) nessa microrregião.

Foi a disputa regional mais apertada entre primeiro e segundo colocados no levantamento.

Borborema teve disputa entre os três

Outro resultado bastante equilibrado apareceu na Borborema Potiguar.

Allyson venceu com 35,36%, seguido por Cadu, com 33,20%, e Álvaro, com 31,33%.

Em votos, foram 32.273 para Allyson, 30.308 para Cadu e 28.601 para Álvaro.

Somente 3.672 votos separaram o primeiro do terceiro colocado.

Mapa mostra três geografias eleitorais

O cruzamento deixa evidente que os três principais candidatos tiveram bases territoriais distintas.

Allyson teve seu desempenho mais expressivo no eixo de Mossoró e venceu também importantes áreas do Agreste e da Região Metropolitana. Cadu acumulou vitórias em nove microrregiões, com presença especialmente forte no Alto Oeste, Seridó e parte da região Central. Álvaro, por sua vez, concentrou seu melhor resultado na microrregião de Natal e conseguiu uma vitória apertada no Seridó Ocidental.

O resultado também ajuda a explicar como uma eleição estadual decidida por apenas 15,5 mil votos de diferença entre Allyson e Cadu foi formada por movimentos regionais muito diferentes.

Enquanto Cadu ganhou em maior número de microrregiões, Allyson compensou com margens elevadas em territórios específicos — sobretudo Mossoró e Macaíba.

Resultado por microrregião

Microrregião Allyson Cadu Álvaro Vencedor
Mossoró 55,04% 30,68% 14,10% Allyson
Chapada do Apodi 39,87% 46,06% 13,97% Cadu
Médio Oeste 48,06% 33,86% 18,00% Allyson
Vale do Açu 40,17% 44,50% 15,25% Cadu
Serra de São Miguel 33,83% 49,72% 16,34% Cadu
Pau dos Ferros 33,25% 45,06% 21,62% Cadu
Umarizal 33,90% 47,89% 18,13% Cadu
Macau 36,22% 45,94% 17,71% Cadu
Angicos 41,28% 38,05% 20,56% Allyson
Serra de Santana 35,06% 41,98% 22,85% Cadu
Seridó Ocidental 26,38% 36,54% 36,95% Álvaro
Seridó Oriental 25,18% 44,55% 30,08% Cadu
Baixa Verde 40,63% 47,15% 12,16% Cadu
Borborema Potiguar 35,36% 33,20% 31,33% Allyson
Agreste Potiguar 40,77% 31,04% 28,10% Allyson
Litoral Nordeste 47,53% 33,87% 18,52% Allyson
Macaíba 45,69% 30,87% 23,25% Allyson
Natal 26,72% 33,49% 39,43% Álvaro
Litoral Sul 39,69% 36,64% 23,56% Allyson

Placar territorial: Cadu 9 x 8 Allyson x 2 Álvaro.

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
08:42

Novas lideranças do PT/RN

Nos anos 2000, o PT potiguar se resumiu a Fátima Bezerra e Fernando Mineiro. O quadro só começou a mudar na segunda metade da década passada com o surgimento de nomes como Natália Bonavides, Francisco do PT e Isolda Dantas no cenário estadual.

Ao longo dos últimos dez anos, outros políticos fizeram a mesma trajetória saindo do plano municipal para o estadual.

Em 2022, Divaneide Basílio saiu da Câmara Municipal para a Assembleia Legislativa. Em 2026, Daniel Valença faz o mesmo trajeto.

Agora Samanda Alves sobe da Câmara para o Senado.

Cada avanço nas eleições estaduais abriu espaços para novas lideranças no plano municipal como Plúvia Oliveira em Mossoró ou Carlos Silvestre, em Natal.

O PT do RN mudou de patamar.

Bruno Barreto***

Publicado por: Chico Gregorio


07/10/2026
08:32

Foto: José Aldenir

O vice-governador Walter Alves (MDB) ao decidir não assumir o Governo do Estado no primeiro trimestre do ano tinha um plano traçado: ser eleito deputado estadual.

Para isso, ele montou uma nominata perfeita para ser o mais votado, mas as urnas deram uma outra resposta.

O MDB só conseguiu uma vaga e o mais votado foi o ex-prefeito de Serra do Mel Josivan Bibiano com 49.038 votos.

Walter foi derrotado.

A família Alves só não vai ficar sem mandato pela primeira vez em mais de 70 anos porque o primo dele, Felipe Alves (União Brasil) vai assumir o mandato de vereador em Natal com a eleição de Nina Souza (PL) para a Câmara Federal.

Bruno Barreto****

Publicado por: Chico Gregorio