MEtrópoles – O ex-ministro da Previdência no governo de Jair Bolsonaro (PL), Ahmed Mohamad Oliveira (antigamente chamado de José Carlos Oliveira), foi indiciado pela Polícia Federal (PF) após a corporação concluir que ele recebeu R$ 550 mil em propinas por meio de empresas de fachada ligadas aos descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com os investigadores, empresas de fachada do empresário Cícero Marcelino de Souza, apontado como operador financeiro ligado à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), transferiram os R$ 550 mil em três remessas entre outubro de 2022 e fevereiro de 2023.
Além das transferências bancárias, a PF afirma que o ex-ministro também recebeu propina em dinheiro vivo. Segundo os investigadores, uma entrega de R$ 500 mil foi realizada em 10 de agosto de 2022.
De acordo com o relatório, o dinheiro foi entregue ao funcionário de confiança de Oliveira, José Laudenor da Silva, conhecido como “Dinho”, durante um encontro com o operador. Para a PF, os valores tinham como destinatário final o ex-ministro.
Segundo a corporação, Ahmed Mohamad Oliveira foi identificado nas comunicações internas e nas planilhas contábeis da organização criminosa pelos codinomes “Abou Yasser”, “Yabo”, “São Paulo” e “O Ministro”.
A PF sustenta que o então ministro recebeu propina para garantir a inação do INSS diante da fraude. Os investigadores também atribuem a Oliveira a transferência da gestão de um acordo de cooperação técnica para a Diretoria de Benefícios e a liberação de R$ 15,3 milhões que estavam retidos, sem exigir a documentação prevista em notas técnicas.
O ex-ministro era servidor de carreira e ocupava o cargo de técnico do Seguro Social no INSS, com remuneração de R$ 11.705,84. Com a aposentadoria, passou a receber integralmente esse valor.
A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) trouxe um conjunto de números que merece ser lido além da manchete óbvia – “Lula lidera todos os cenários”. Tomados em conjunto, esses dados sugerem algo mais ousado: a possibilidade real de que a eleição de 2026 seja decidida já no primeiro turno, e que os estrategas da campanha do presidente Lula já estejam desenhando essa rota como plano principal, não como cenário secundário.
Os números do primeiro turno mostram Lula com 40% das intenções de voto contra 28% de Flávio Bolsonaro, seu principal adversário – uma vantagem de 12 pontos percentuais. Todos os demais candidatos, incluindo Flávio, somam 41%. O que, dentro da margem de erro da própria pesquisa nos permite dizer que há a possibilidade de vitória de Lula na primeira volta.
No segundo turno simulado, a diferença também cresceu: de 44% a 38% em junho para 45% a 37% agora, ampliando o intervalo de 6 para 8 pontos. O movimento é duplo e coerente: Lula cresce, e o principal rival perde fôlego até dentro do seu próprio campo – a intenção de voto em Flávio entre a direita não bolsonarista recuou de 82% para 74%.
É esse tipo de trajetória, e não um salto isolado, que costuma abrir espaço para se cogitar a hipótese de resolver tudo em 4 de outubro. Vencer no primeiro turno evitaria um mês a mais de campanha, reduzindo custos, e sobretudo, tiraria da oposição o tempo que ela mais precisa: o de consolidar um nome único contra Lula. Não é implausível que os estrategistas do PT estejam, neste momento, calculando o quanto ainda falta para conquistar uma maioria – e organizando as alianças e a comunicação de Lula para acelerar esse caminho, em vez de administrar com cautela uma disputa de segundo turno já favorável.
Há, porém, um dado que passou quase despercebido e que é decisivo para entender por que esse cenário pode ser construído: uma fatia relevante do eleitorado – próxima da metade – não tomou conhecimento do vídeo em que Michelle Bolsonaro acusa Flávio de tê-la desrespeitado. Ou seja, o desgaste político do episódio ainda está em curso, não esgotado. Entre os que já formaram opinião, o resultado é extremamente desfavorável a Flávio: 42% concordam mais com Michelle, contra 18% que ficam do lado do senador. Se a repercussão continuar se espalhando nas próximas semanas – e crises familiares tendem a ganhar tração lenta, não instantânea -, a rejeição a Flávio tem mais chão para crescer do que para recuar.
O outro dado que sustenta a tese é a aprovação do governo: pela primeira vez desde dezembro de 2024, os que aprovam (48%) superam os que desaprovam (47%), invertendo o quadro dos meses anteriores. Na avaliação do trabalho de Lula, positiva e negativa empataram tecnicamente em 36%, quando antes a negativa vinha na frente com folga. Não é uma virada arrasadora, mas é o tipo de inflexão que, somada à ampliação da vantagem eleitoral, indica que o governo recuperou a iniciativa numa hora estratégica do calendário.
E há um fator que ainda não apareceu pesado nesta rodada, mas deve aparecer na próxima: o tarifaço de Trump entrando plenamente em vigor. A pesquisa mostra que o núcleo bolsonarista segue sendo associado à origem da crise tarifária. Se essa percepção se aprofundar à medida que os efeitos econômicos concretos da tarifa chegarem ao consumidor e ao exportador, é razoável esperar mais desgaste para Flávio, justamente o nome que a família e os aliados de Washington ajudaram a blindar.
Nenhum desses fatores garante, isoladamente, uma vitória no primeiro turno – Lula ainda está a 10 pontos de uma maioria absoluta e o campo de centro-direita e direita segue fragmentado, mas não anulado. Mas a combinação de crescimento eleitoral, recuperação de aprovação, crise na família Bolsonaro ainda não plenamente digerida pelo eleitorado e um cenário externo que tende a piorar para o adversário é exatamente o tipo de janela que campanhas competentes tendem a aproveitar. Não seria surpresa se, no próximo período, o discurso do Planalto passasse a soar cada vez mais ambicioso – e cada vez menos disposto a esperar pelo final de outubro.
247 – O presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência. Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do candidato do PL, abrindo oito pontos de diferença na rodada de julho da pesquisa Genial/Quaest.
Segundo o levantamento, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Outros 4% permanecem indecisos. Os dados integram a 27ª rodada da pesquisa nacional Genial/Quaest, realizada em julho de 2026.
Distância cresce de seis para oito pontos
A nova rodada indica uma ampliação da vantagem de Lula em relação ao levantamento anterior. Em junho, o presidente tinha 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 38%, uma diferença de seis pontos.
Em julho, Lula avançou um ponto percentual e chegou a 45%. Flávio, por sua vez, recuou de 38% para 37%. Com os movimentos, a distância entre os dois passou para oito pontos percentuais.
A série histórica mostra uma mudança no cenário desde abril, quando Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 42%, ante 40% de Lula. O presidente retomou a liderança em maio, com 42% contra 41%, e ampliou a diferença nas duas rodadas seguintes.
Lula avança entre eleitores independentes
O recorte por posicionamento político mostra que Lula mantém apoio quase unânime entre os entrevistados que se declaram lulistas e ampla vantagem entre os eleitores de esquerda que não se identificam diretamente com o presidente.
Entre os independentes, grupo que corresponde a 33% da amostra, Lula aparece com 40% das intenções de voto no segundo turno. Flávio Bolsonaro registra 27%, enquanto 26% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Outros 7% estão indecisos.
Flávio concentra seu melhor desempenho entre os bolsonaristas e os eleitores de direita não bolsonarista. No primeiro grupo, o senador alcança 91%; no segundo, registra 74%. Lula tem 2% e 6%, respectivamente, nesses segmentos.
Presidente também abre 12 pontos no primeiro turno
A vantagem de Lula também aparece na simulação estimulada para o primeiro turno. O presidente lidera com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 28%, uma diferença de 12 pontos percentuais.
Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais nomes não pontuaram.
Os indecisos representam 11% dos entrevistados, e 8% disseram que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar. Na rodada anterior, Lula tinha 39% e Flávio aparecia com 29%, o que mostra crescimento de um ponto para o presidente e recuo equivalente para o senador.
Lula lidera no Nordeste e entre eleitores mais velhos
No cenário de primeiro turno, Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste, onde alcança 55%, contra 24% de Flávio Bolsonaro. O presidente também lidera no Sudeste, com 35% a 28%, e no agrupamento formado por Centro-Oeste e Norte, com 39% a 24%.
Flávio fica à frente no Sul, onde registra 37%, ante 29% de Lula.
O presidente também lidera entre homens e mulheres. No eleitorado masculino, Lula tem 42%, contra 30% de Flávio. Entre as mulheres, o placar é de 38% a 25%.
Por faixa etária, Lula chega a 48% entre os brasileiros com 60 anos ou mais. Flávio tem 27% nesse segmento. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, o presidente marca 40%, contra 26% do senador. A disputa é mais equilibrada entre os jovens de 16 a 34 anos: 34% para Lula e 30% para Flávio.
Voto em Lula mostra maior consolidação
A pesquisa também perguntou aos entrevistados se a escolha para presidente era definitiva ou ainda poderia mudar. No conjunto do eleitorado que declarou um candidato, 65% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 35% admitiram a possibilidade de mudança.
Entre os eleitores de Lula, 77% dizem estar decididos e 23% ainda podem alterar a escolha. No caso de Flávio Bolsonaro, 62% consideram o voto definitivo e 37% reconhecem que podem mudar até a eleição.
Os dados sugerem que, além de liderar os cenários de primeiro e segundo turnos, Lula possui neste momento uma base eleitoral mais consolidada que a do principal adversário.
Flávio tem rejeição maior
Outro indicador favorável ao presidente aparece no levantamento sobre potencial de voto e rejeição. Lula é conhecido e teria o voto de 47% dos entrevistados, enquanto 50% afirmam conhecê-lo, mas descartam apoiá-lo.
Flávio Bolsonaro tem potencial de voto de 38%. A parcela que conhece o senador, mas não votaria nele, chega a 57%, sete pontos acima da rejeição registrada por Lula.
Na pergunta espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 26%, contra 14% de Flávio. A maioria, no entanto, ainda não definiu espontaneamente seu candidato: 54% se declararam indecisos.
Aprovação de Lula chega a 48%
O desempenho eleitoral ocorre em meio à recuperação da avaliação do presidente. A aprovação do trabalho de Lula chegou a 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%. Outros 5% não souberam ou não responderam.
Em junho, 47% aprovavam o presidente e 48% desaprovavam. A rodada de julho, portanto, registrou uma inversão numérica dos indicadores, embora os resultados estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026.
A estratégia do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) de intensificar os ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentou significativamente sua visibilidade nas redes sociais.
Levantamento da AP Exata, obtido pelo Estadão, mostra que o volume de menções ao pré-candidato cresceu 446,3% nos últimos cinco dias, sem aumento proporcional das citações negativas.
Nos últimos dias, Caiado passou a questionar diretamente Flávio Bolsonaro, comparando-o a Lula, criticando sua candidatura e defendendo que o Brasil precisa de um presidente com liderança própria, sem depender da influência do pai, Jair Bolsonaro.
Segundo a consultoria, a ofensiva colocou Caiado no centro do debate da direita e ampliou sua exposição entre eleitores conservadores insatisfeitos com o bolsonarismo, apesar das críticas da base mais fiel de Flávio, especialmente após a escolha de Gilberto Kassab como vice na chapa do PSD.
A avaliação é que a estratégia ajudou Caiado a superar um de seus principais desafios: o baixo nível de conhecimento do eleitorado sobre sua candidatura.
O prefeito Paulinho Freire continua exercitando convivência política híbrida para conciliar sua posição local com a escolha partidária, que fez para a eleição de 2024.
Mesmo com candidato próprio ao Governo, coordena a campanha de Álvaro Dias do PL em Natal, mas permanece ativo na Executiva Nacional do União Brasil.
Nem mesmo o fato de ter como prioridade em 2026 a candidatura da esposa, Nina Souza, à Câmara Federal pelo PL o afastou das reuniões e das decisões do União Brasil. Tanto que chegou a tentar, sem êxito, costurar um entendimento entre o amigo Kelps Lima e o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda.
O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), confirmou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A aliança fortalece o bloco de oposição e amplia a base política do ex-prefeito de Natal, especialmente no interior do estado.
A expectativa é que o apoio seja oficializado em um grande evento político nos próximos dias, provavelmente no Olimpo Recepções, no próximo sábado, reunindo lideranças e aliados para marcar a consolidação da aliança entre PSDB e PL na disputa estadual. Apesar da decisão da direção tucana, algumas lideranças do partido deverão seguir apoiando outros projetos políticos.
Com o apoio do Sindipetro-RN, a palavra de ordem é uma só: trazer a refinaria de volta para o guarda-chuva da Petrobras. O argumento é inconteste. Desde a privatização, dizem os defensores da proposta, o bolso do consumidor passou a sentir ainda mais os efeitos das oscilações do mercado internacional.
No tabuleiro político, a iniciativa também reposiciona um tema que promete render bons debates em ano eleitoral. Afinal, quando o assunto é combustível, ninguém fica indiferente. Basta o preço subir alguns centavos para a conversa sair da bomba e chegar, rapidinho, ao palanque.
Agora resta saber se a campanha vai abastecer apenas o debate político ou também conquistar assinaturas suficientes para ganhar força em Brasília.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito, se dependesse do Rio Grande do Norte, caso as eleições ocorressem hoje. Com 52,60% das intenções de voto, o petista lidera a corrida para a Presidência da República no Estado, segundo pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta terça-feira (14). No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula vence o segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 27,20%.
O levantamento mostra ainda ampla vantagem de Lula sobre os demais pré-candidatos. Renan Santos (Missão) aparece com 1,87%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 1,73%. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) registram 0,60% cada.
Na sequência aparecem Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,40%; Aldo Rebelo (DC), 0,27%; Joaquim Barbosa (PSB), 0,20%. Samara Martins (UP), 0,13%; e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.
Entre os entrevistados, 5,20% afirmaram não saber ou preferiram não responder, enquanto 9,20% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto.
Flávio Bolsonaro lidera a Rejeição
O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Nesse cenário, o pré-candidato Flávio Bolsonaro lidera o índice, com 38,60% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, caso as eleições ocorressem hoje. Enquanto isso, o atual presidente, Lula, aparece em seguida, com 27,53%.
Os demais nomes apresentam índices de rejeição inferiores a 2%: Samara Martins (UP) 1,40%, Cabo Daciolo (Mobiliza) 1,07%, Aldo Rebelo (DC) 0,93%, Augusto Cury (Avante) 0,60%, Renan Santos (Missão) 0,53%, Joaquim Barbosa (PSB) 0,47%, Ronaldo Caiado (PSD) 0,47%, Romeu Zema (Novo) 0,33% e Hertz Dias (PSTU) 0%.
Além disso, 16,33% dos entrevistados disseram que caso as eleições fossem realizadas hoje, não saberiam ou preferiram não responder sobre a rejeição, enquanto isso, 9,87% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados e outros 1,87% disseram que votariam em qualquer um dos candidatos apresentados.
Metodologia
A pesquisa quantitativa do Instituto DataVero foi realizada entre os dias 9 e 11 de julho de 2026, com 1.500 entrevistados em municípios do Rio Grande do Norte.
O levantamento apresenta margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026
A tendência interna Articulação de Esquerda, do Partido dos Trabalhadores (PT), grupo do qual faz parte a Deputada Federal Natália Bonavides, divulgou uma nota nesta segunda-feira (13) defendendo mudanças na composição da chapa majoritária do campo governista para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. No documento, o grupo propõe que o PSOL seja convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado e que a candidatura a vice-governador tenha um perfil de esquerda, preferencialmente uma mulher com ligação aos movimentos populares.
A manifestação é dirigida ao diretório estadual do PT e parte da avaliação de que a disputa eleitoral de 2026 será decisiva para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fortalecer o projeto político do partido nos estados.
Segundo a tendência petista, o Rio Grande do Norte reúne condições favoráveis para uma campanha unificada da esquerda. O texto afirma que, no estado, será possível votar em candidatos do PT para todos os principais cargos em disputa, “de governador a deputado estadual”, o que, na avaliação do grupo, favorece a mobilização da militância.
A Articulação de Esquerda sustenta que a consolidação de um palanque unificado é fundamental para ampliar a votação de Lula no estado e assegurar vitórias nas disputas para o Governo e o Senado. Além da composição eleitoral, a tendência defende que o programa de governo seja construído em diálogo com movimentos sociais, setoriais do PT e representantes da classe trabalhadora.
Apoio ao PSOL e defesa do legado de Fátima
Na nota, a corrente afirma que a inclusão do PSOL na chapa para o Senado permitiria oferecer ao eleitorado dois votos identificados com um projeto popular para o Rio Grande do Norte. O documento também destaca que a composição deve estar comprometida com o legado da governadora Fátima Bezerra, com a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e com o projeto nacional liderado por Lula.
Outro ponto defendido pela tendência é que a vice-governadoria seja ocupada por uma liderança de perfil progressista, preferencialmente uma mulher vinculada aos movimentos populares, como forma de fortalecer a identificação da chapa com sua base social.
Confira a nota na íntegra
NOTA AO PT DO RIO GRANDE DO NORTE
A eleição de 2026 será uma batalha duríssima em defesa de um Brasil soberano, desenvolvido, livre e justo. Essa batalha será travada nacionalmente através da campanha Lula presidente, prioridade máxima do Partido dos Trabalhadores.
Em cada estado do país, o PT tem a tarefa de fazer uma campanha mobilizadora, politizada e que coloque em primeiro lugar a defesa do nosso projeto político. O desafio de fazer isso em tempos de algoritmos favoráveis à direita e em um ambiente de desmobilização será imenso.
Por isso, entendemos que uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente.
No RN, temos um cenário melhor que em boa parte do país. Aqui poderemos votar 13 em todos os cargos em disputa, de governador à deputado estadual, e entendemos que essa é uma tática que ajuda a mobilização que precisamos para a campanha ser vitoriosa.
É nesse espírito que achamos que a unificação da esquerda é importante para a consolidação do palanque que pode ampliar a vitória do presidente Lula no RN e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. Além disso, devemos nos debruçar para apresentar um Programa de Governo que seja construído a partir do diálogo com os movimentos sociais, com as secretarias e setoriais do nosso partido e ouvindo a classe trabalhadora do RN. Isso implica envolver cada vez mais nossas candidaturas majoritárias em agendas que tenham esse perfil.
Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa.
Não mediremos esforços para eleger Lula, Cadu, Samanda, nossa bancada de deputados e deputadas e assegurar que a vitória seja além de eleitoral, política. É hora de alterar a correlação de forças no país!
Em tempos de guerra, a esperança é vermelha! Venceremos!
Analisando em profundidade os números da pesquisa Seta num comparativo entre as duas últimas sondagens divulgadas (junho e julho), é possível concluir que o prefeito Allyson Bezerra (UB) tem um perfil bem definido em seu eleitorado: 70% é lulista.
Metade aprova o governo Fátima Bezerra (PT); a outra metade desaprova. Ou seja, cada grupo representa 35% do total de eleitores de Allyson.
É justamente para o eleitor que desaprova que ele acena nas entrevistas quando bate duro na petista, mas evita se posicionar sobre o presidente Lula da Silva (PT).
Mas onde há o risco de Allyson desidratar? É que o percentual do eleitor do prefeito de Mossoró que é lulista e aprova Fátima também é de 35% das suas intenções de voto. Isso dá uma fração de 12,3% em relação aos 35,9% de intenções de voto totais de Allyson. Em tese, o eleitor lulista que aprova Fátima é o mais propenso a ceder aos apelos de Lula para votar em Cadu.
A preço de hoje, se 100% do eleitor com esse perfil migrasse para Cadu na próxima pesquisa Seta, o petista saltaria para 29% e Allyson cairia para 23,6%.
Se isso vier a acontecer, Allyson será emparedado pela polarização e, como previu Álvaro Dias, o segundo turno seria entre um petista e um bolsonarista no Rio Grande do Norte.
Cruzamento voto presidente x aprovação de governo no voto em Allyson Bezerra
Enquanto 70% dos eleitores de Allyson Bezerra (UB) estão na base lulista, com Álvaro Dias (PL) ocorre o inverso: ele praticamente abocanhou todo o eleitorado bolsonarista no Rio Grande do Norte, cujo teto chega a, no máximo, um terço dos potiguares.
Nas duas últimas pesquisas Seta, Álvaro disparou de 56,7% para 69,9% entre os bolsonaristas que desaprovam o governo Fátima Bezerra (PT).
O problema é que, à medida que ele vai radicalizando o discurso para atrair os bolsonaristas para o seu cercadinho eleitoral, vai perdendo eleitores lulistas que desaprovam o governo Fátima. Entre junho e julho, o recuo foi de 12,6% para 10,1%.
Nas intenções de votos totais, isso terminou por refletir uma oscilação positiva de 0,5 ponto percentual, dentro da margem de erro. O antipetismo de Álvaro não consegue transferir votos bolsonaristas para fora da bolha da direita.
A rota do ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), para chegar ao segundo turno está traçada: tirar os eleitores lulistas que votam no ex-prefeito Allyson Bezerra (UB).
A primeira etapa do trabalho é simples: atrair o eleitor lulista que aprova o ex-prefeito de Mossoró. Como escrevemos em outra análise, 70% dos eleitores de Allyson são lulistas, sendo metade aprova e metade desaprova a governadora Fátima Bezerra (PT). Essa metade é equivalente a 12,5 pontos percentuais. É o suficiente para inverter as posições de Cadu e Allyson na última pesquisa Seta.
A última pesquisa mostrou que 80% do eleitorado de Cadu é o lulista que aprova o governo Fátima. É nessa faixa que ele cresceu entre junho e julho. Entre os lulistas que desaprovam, ele está estagnado.
A disputa de Cadu neste momento é com Allyson, sobretudo no eleitorado lulista que aprova Fátima. Desse perfil, 47,2% estão com o ex-prefeito de Mossoró. Isso é uma fração de 12,5% dos votos totais.
A Casa de Apostas Arena das Dunas viveu uma tarde histórica neste domingo (12). Em parceria com a Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF), a campanha do Ingresso Social Gratuito levou cerca de 19 mil torcedores ao estádio, que empurraram o ABC para a classificação às oitavas de final da Série D.
Além da grande festa nas arquibancadas, a ação também fez a diferença fora de campo. A troca de ingressos por 1 kg de alimento não perecível, em parceria com o programa “Banco de Alimentos” da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), resultou na arrecadação de mais de 22 toneladas de alimentos, o maior volume já registrado pelo projeto em um único dia.
As doações beneficiarão mais de 100 instituições sociais e milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.
A campanha continua nesta segunda-feira (13), quando será a vez da torcida do América fazer sua parte, transformando novamente a Arena em um palco de futebol, emoção e solidariedade.
Ao classificar a proibição temporária de visitas de Flávio Bolsonaro ao pai como “interferência no jogo político”, Rogério Marinho ignora um aspecto relevante do caso: a medida adotada pelo ministro Alexandre de Moraes foi restrita à suspensão das visitas por 90 dias, após o entendimento de que Flávio utilizou o contato para divulgar uma carta de Jair Bolsonaro, contrariando as restrições impostas ao ex-presidente. A decisão não revogou a prisão domiciliar nem determinou medidas mais gravosas, apesar da alegação de descumprimento das cautelares.
Sob essa perspectiva, é possível sustentar que a resposta do STF foi relativamente moderada. Bolsonaro permaneceu em prisão domiciliar, regime que já havia sido concedido por razões humanitárias durante o cumprimento da pena. A nova decisão limitou-se a restringir o contato com o filho por um período determinado, sem alterar o regime de cumprimento da pena. Assim, a crítica de Rogério Marinho parte da premissa de que houve excesso judicial, mas também é possível defender a leitura oposta: diante da conclusão de que houve utilização indireta das redes sociais por meio da divulgação da carta, a Corte optou por uma providência pontual, em vez de medidas potencialmente mais severas.
Desde 1990, na Itália, uma Copa do Mundo não reunia, nas semifinais, quatro campeões mundiais. Somadas, as seleções de Argentina (três), França (dois), Espanha e Inglaterra (um cada) acumulam sete títulos. Ou seja: representam cerca de um terço das conquistas de 22 edições do evento.
O primeiro finalista será conhecido nesta terça-feira 14, no duelo entre franceses e espanhóis. A bola rola a partir de 16h (horário de Brasília), em Dallas. Na quarta-feira 15, argentinos e ingleses medem forças no mesmo horário, em Atlanta, também nos Estados Unidos.
Copa volta a reunir apenas campeões nas semifinais – Foto: Reprodução
Nas semifinais de 36 anos atrás, Argentina e Inglaterra também estavam lá. Os hermanos, campeões em 1986 e com dois títulos à época, tiveram pela frente a Itália, anfitriã que buscava o tetra. Em Nápoles, onde Diego Maradona foi ídolo, melhor para a Albiceleste (“alviceleste”, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), que venceu nos pênaltis, por 4 a 3 após empate por 1 a 1 com bola rolando.
Os ingleses chegavam a uma semifinal pela primeira vez desde o único título do país, em 1966. Do outro lado, estava uma Alemanha “ainda” Ocidental – a reunificação ocorreu três meses depois da Copa – que mirava a terceira final de Mundial seguida, algo inédito na época. O resultado foi o mesmo do outro confronto, mas a favor dos alemães, que viriam a ser tricampeões.
Dá até para dizer que as semifinais de 1990 foram as mais “pesadas”. Se o quarteto de 2026 engloba 32% dos 22 títulos mundiais, o da Copa na Itália representava mais da metade das conquistas: oito das 13 edições anteriores. As ausências eram somente Brasil (três) e Uruguai (dois).
Desgaste dos hermanos
Das seleções que seguem na briga pelo título em 2026, as que tiveram caminho menos tortuoso na fase eliminatória foram justamente as que vão a campo terça. É que França e Espanha conseguiram chegar às semifinais sem precisar de prorrogação ou pênaltis.
Os franceses tiveram 282 minutos de bola rolando contra Suécia (3×0), Paraguai (1×0) e Marrocos (2×0). Os espanhóis estiveram em campo por três minutos a mais, nas vitórias sobre Áustria (3×0), Portugal (1×0) e Bélgica (2×1).
Vale lembrar que os Bleus (“Azuis”, na tradução do francês, como é conhecida a seleção do país) levaram menos tempo que a Espanha para construir os respectivos triunfos. A Fúria (apelido do time espanhol) teve que sofrer até os instantes finais para chegar aos gols da classificação nas oitavas e nas quartas de final, ambos marcados pelo meia Mikel Merino.
A Inglaterra venceu a República Democrática do Congo (2×1) e o México (3×2) no tempo normal, mas teve de ir à prorrogação para desclassificar a Noruega (2 a1). Foram 327 minutos em campo. Quase um tempo a menos que os argentinos, que precisaram de 364 minutos para eliminar Cabo Verde (3 a 2), Egito (3 a 2) e Suíça (3 a1). Apenas a vitória sobre os egípcios não teve prorrogação.
Melhores do mundo
Curiosamente, a Argentina foi a seleção que enfrentou os adversários teoricamente menos complicados da fase eliminatória. Considerando o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Albiceleste venceu as seleções número 67 (Cabo Verde), 29 (Egito) e 19 (Suíça) da lista de 11 de junho, a última antes da Copa.
A Inglaterra teve pela frente adversários que ocupavam o 46º (República Democrática do Congo), o 14º (México) e o 31º (Noruega) lugares. A França superou seleções que apareciam na 38ª (Suécia), 41ª (Paraguai) e 7ª (Marrocos) colocações. Por fim, a Espanha foi quem encarou rivais mais bem posicionados: 24º (Áustria), 5º (Portugal) e 9º (Bélgica).
Aliás, é a primeira vez que os semifinalistas figuram nas quatro primeiras colocações do ranking da Fifa, criado em dezembro de 1992. Antes da Copa, a Argentina liderava a lista, mas foi ultrapassada pela França, que ganhou duas posições durante a competição. A Espanha caiu de segundo para terceiro, também ao longo do Mundial. A Inglaterra não saiu do quarto lugar.
Entre os “sobreviventes”, a Espanha é quem ficou mais tempo na liderança do ranking. Foram 2.154 dias na ponta, a maior parte entre 2008 e 2013, período em que a Fúria foi bicampeã europeia (2008 e 2012) e venceu a Copa de 2010.
A Argentina passou 1.697 dias em primeiro desde 1992, enquanto a França é líder pelo 554º dia, sendo que, em 35 deles, esteve empatada com a Bélgica. Entre os semifinalistas, a Inglaterra nunca ocupou o topo. O máximo que os campeões de 1966 alcançaram foi o terceiro lugar, em momentos de 2012 e 2024.