247 – Contando já com vitória da extrema-direita, o extremista Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, fez uma publicação nas redes sociais interpretada como uma ameaça de retaliação contra o embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca de Souza. Na mensagem, Figueiredo sugere que o diplomata seja transferido de Roma para Burkina Faso, país localizado na África Ocidental, e critica sua relação com personalidades e integrantes do Judiciário brasileiro.
A declaração repercutiu e foi encarada nas reses como uma ameaça indireta ao embaixador. A publicação associa a possível transferência a uma punição política em um eventual governo Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na mensagem reproduzida pelo perfil, Figueiredo menciona nominalmente o diplomata e faz referência ao ator e humorista Fábio Porchat e aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Este é Renato, a Mosca, atualmente é o embaixador do Brasil em Roma, Itália. Aquele que gosta do hospedar Fábio Porchat, Moraes e Barroso. Espero que ele goste de Burkina Faso – ouvi dizer que é… Pitoresco. E o Porchat que se acostume com os hotéis em Roma. Não são baratos.”
Figueiredo ficou conhecido após se tornar aliado central de Eduardo Bolsonaro nos EUA para promover junto à Casa Branca diversas sabotagens e ataques contra o Brasil.
Candidato do Republicanos recebeu 47.560 votos, foi o 9º mais votado da Paraíba e alcançou 193 municípios
O médico e ex-prefeito de São Bento por dois mandatos, Dr. Jarques Lúcio, foi eleito deputado estadual da Paraíba nas eleições deste domingo (4). Candidato pelo Republicanos, ele recebeu 47.560 votos, tornando-se o 9º candidato a deputado estadual mais votado no estado.
A votação de Dr. Jarques foi registrada em 193 municípios paraibanos, alcançando diferentes regiões do estado. O resultado garantiu ao candidato uma das cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba para a próxima legislatura.
A eleição marca o primeiro mandato de Dr. Jarques Lúcio no Legislativo estadual. Antes de disputar a vaga de deputado, ele exerceu dois mandatos como prefeito de São Bento.
Enquanto era prefeito de Mossoró, a gestão Allyson Bezerra (União), hoje candidato a governador, não aplicou aos professores da rede municipal os percentuais de reajuste do piso nacional do magistério em 2023 e 2025. Nos dois anos, os índices definidos nacionalmente foram, respectivamente, de 14,95% e 6,27%, mas os percentuais não foram incorporados à remuneração da categoria.
A situação levou os professores a fazerem greve em 2023 e novamente em 2025, quando a categoria cobrava da Prefeitura tanto o reajuste de 2025 quanto a recomposição referente a 2023. O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) calculava, naquele momento, uma defasagem superior a 20% nos salários.
O histórico é relevante porque a gestão Allyson costumava apresentar o percentual acumulado de reajustes concedidos como demonstração de valorização do magistério. Em fevereiro de 2024, por exemplo, ao anunciar o reajuste de 3,62% daquele ano, aliados afirmavam que o aumento acumulado no governo chegava a 37,29%.
O número, porém, não corresponde à soma dos reajustes nacionais que deveriam ter sido aplicados no período. A própria Câmara Municipal registrou, em 2024, a divergência: enquanto a base governista destacava os 37,29% concedidos, a vereadora Marleide Cunha (PT) apontava que o acumulado deveria ser de 51,80%, considerando a ausência do reajuste de 14,95% de 2023.
2022: reajuste negociado abaixo do índice nacional
A primeira gestão de Allyson concedeu, em 2022, um reajuste escalonado aos professores: 10% em abril de 2022; 5% em julho de 2022; 5% em novembro de 2022 (20% para o ano); 3,1% em março de 2023; 3,1% em junho de 2023; 3,1% em julho de 2023 e 4,37% em novembro de 2023 — os percentuais somados de 2023 davam 13,67%.
A própria Prefeitura, em nota técnica publicada em março de 2023, afirmou que os reajustes de 20% em 2022 e 13,67% em 2023 haviam sido acordados com os professores e estavam sendo cumpridos.
Ano
Reajuste nacional do piso
O que ocorreu em Mossoró
2021
0%
Não houve reajuste nacional
2022
33,24%
Reajuste de 33,67%, mas escalonado até 2023
2023
14,95%
Não foi aplicado o percentual nacional
2024
3,62%
Aplicado 3,62%
2025
6,27%
Não foi aplicado o percentual nacional
2026
5,4%
Aplicado 5,4%
A diferença é que, em 2023, o piso nacional determinado pelo Ministério da Educação teve reajuste de 14,95%, passando para R$ 4.420,55. A gestão Allyson decidiu não conceder esse percentual adicional.
Em vez disso, a Prefeitura sustentou que o reajuste de 13,67% já previsto no acordo de 2022, somado aos demais mecanismos da carreira, fazia com que o vencimento dos professores municipais permanecesse acima do piso nacional.
Prefeitura diz que salário estava acima do piso
Em nota técnica publicada em março de 2023, a Prefeitura afirmou que o vencimento inicial dos professores de Mossoró, para 40 horas semanais, chegaria a R$ 5.338,87 em novembro daquele ano, enquanto o piso nacional era de R$ 4.420,55.
O município argumentou, por isso, que estaria cumprindo a legislação federal mesmo sem conceder os 14,95% reivindicados pelo sindicato.
A legislação federal estabelece que o piso nacional é o valor abaixo do qual União, estados e municípios não podem fixar o vencimento inicial da carreira do magistério público da educação básica para jornada de até 40 horas. O próprio Ministério da Educação afirma que o piso deve ser atualizado anualmente.
Assim, houve uma diferença entre estar com o vencimento inicial acima do piso nacional e aplicar o percentual de reajuste anunciado pelo MEC à carreira. Foi justamente essa diferença que esteve no centro da disputa entre Prefeitura e professores.
2023 terminou sem os 14,95%
Em 2023, o então prefeito não pagou o reajuste do piso salarial dos professores, cujo percentual era de 14,95%, alegando que o município já cumpria a lei do piso do Magistério. A ausência do reajuste de 2023 levou a uma greve da categoria, que durou mais de 50 dias. O movimento paredista só foi encerrado por força de liminar judicial, solicitada pela Prefeitura, sem que houvesse avanço nas negociações e sem que o executivo municipal apresentasse proposta para reajuste do piso da categoria.
Em 2024, no plenário da Câmara, a vereadora Marleide Cunha voltou a cobrar os 14,95% referentes a 2023 e afirmou que a gestão não poderia apresentar os 37,29% acumulados como se representassem todos os reajustes nacionais do período.
“E ainda diz que é o prefeito que mais valoriza os professores, o que é uma grande mentira. Primeiro que o piso é definido em portaria pelo Ministério da educação desde 2008 e que deve ser seguido pelos gestores públicos. Segundo que ele diz ter concedido reajuste de 37,29% nos últimos anos, mas que deveria ser 51,80%, porque ele não pagou o reajuste de 14,95% de 2023”, argumentou a parlamentar, na ocasião.
Em 2025, novo conflito
No ano seguinte, o MEC definiu em 6,27% o reajuste do piso nacional para 2025, elevando o valor para R$ 4.867,77 para jornada de 40 horas. A Prefeitura novamente não aplicou o percentual reivindicado pelos professores.
Em março de 2025, os profissionais da rede municipal entraram em greve. A pauta incluía justamente os 6,27% de 2025 e os 14,95% de 2023. A paralisação foi posteriormente encerrada após decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte que determinou o fim do movimento. Na ação, a gestão Allyson sustentou que já remunerava os professores acima do mínimo estabelecido pelo MEC.
A categoria, por outro lado, afirmava que havia um achatamento salarial superior a 20%, resultado justamente da ausência dos dois reajustes nacionais.
Em 2026, Prefeitura voltou a aplicar o índice
Em 2026, o piso nacional foi reajustado em 5,4%, para R$ 5.130,63. A Prefeitura de Mossoró também concedeu reajuste de 5,4% aos profissionais do magistério.
A Lei Complementar nº 237, sancionada por Allyson em 10 de março de 2026, estabeleceu o reajuste de 5,4% sobre o vencimento de cada classe e nível do plano de carreira municipal. A Câmara Municipal aprovou o projeto por unanimidade.
Mesmo com votações superiores às de candidatos eleitos, Ériko Jácome e Ubaldo Fernandes terminaram na suplência por causa das regras do sistema proporcional.
As eleições de 2026 no Rio Grande do Norte deixaram um resultado que chama a atenção na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. Ériko Jácome (PSDB) e Ubaldo Fernandes (PV) conquistaram mais votos que Adjuto Dias (PL) e Camila Araújo (PL), mas ficaram fora da lista dos eleitos.
Ériko Jácome obteve 45.883 votos, enquanto Ubaldo Fernandes conquistou 44.748 votos. Já Adjuto Dias garantiu o mandato com 37.874 votos, e Camila Araújo foi eleita com 31.438 votos.
Na prática, Ériko teve 14.445 votos a mais que Camila e 8.009 a mais que Adjuto. Ubaldo também superou os dois candidatos eleitos, mas não conseguiu renovar seu mandato.
A explicação está no quociente eleitoral e na distribuição das vagas entre partidos e federações. No sistema proporcional, não basta estar entre os candidatos mais votados do estado. É necessário que o partido ou a federação conquiste cadeiras suficientes para contemplar seus candidatos.
O PL conseguiu eleger sete deputados estaduais, beneficiando Adjuto Dias e Camila Araújo. Já as federações de Ériko Jácome e Ubaldo Fernandes não conquistaram vagas suficientes para garantir a eleição dos dois.
O resultado evidencia uma particularidade do sistema eleitoral brasileiro: candidatos com votações expressivas podem ficar sem mandato, enquanto outros, com menos votos, conseguem uma cadeira graças ao desempenho coletivo de suas legendas.
Ériko e Ubaldo saíram das urnas com mais votos que alguns eleitos, mas ficaram fora da Assembleia Legislativa em razão das regras do sistema proporcional
A orla de João Pessoa foi tomada por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (11), durante um ato pela reeleição do petista no segundo turno. A mobilização aconteceu no Busto de Tamandaré, entre Tambaú e Cabo Branco, e reuniu uma multidão que ocupou as vias da região com bandeiras, faixas e palavras de ordem.
O ato havia sido convocado para as 17h13, com o lema “João Pessoa é Lula! É 13!”, e integra a agenda de mobilizações organizadas por apoiadores do presidente em diferentes capitais do país. Entre as lideranças anunciadas para participar estavam o governador reeleito Lucas Ribeiro (PP), o senador eleito João Azevêdo (PSB), o senador reeleito Veneziano Vital do Rêgo (MDB), a presidente estadual do PT, Cida Ramos, além de parlamentares e dirigentes partidários.
A Associação Movimento Brasil Laico acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o senador e candidato à Presidência da RepúblicaFlávio Bolsonaro (PL), o bispo Samuel Ferreira e a Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério de Madureira por suposta propaganda eleitoral irregular durante um culto religioso realizado no sábado (10), no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
Na representação, a entidade pede a abertura de investigação e a adoção de medidas para impedir a repetição de atos semelhantes antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
A associação também solicita que o Ministério Público Eleitoral avalie o ajuizamento de uma ação que pode resultar na cassação do registro ou diploma de Flávio e na inelegibilidade dos responsáveis por oito anos.
O episódio ocorreu durante a celebração do centenário da Assembleia de Deus Ministério de Madureira. Segundo a representação, o bispo Samuel Ferreira conduziu os fiéis em um coro que repetiu 14 vezes a expressão “irmão vota em irmão”. Em seguida, o religioso afirmou que não poderia pedir votos durante a celebração, mas declarou que, se pudesse, faria campanha pelo candidato do PL.
“Se eu pudesse pedir voto, eu pediria. Mas eu não gosto de pedir voto aqui, porque vão falar que eu pedi voto. Mas, se eu pudesse, eu pediria. Pediria voto para o Flávio. Porque o Flávio é honesto. Pediria voto para o Flávio, porque o Flávio é sério”, disse o bispo.
Samuel Ferreira também justificou seu apoio afirmando que Flávio era “crente”, “cheio de Deus” e havia sido indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Na sequência, o senador foi chamado ao palco como “futuro presidente da República Federativa do Brasil”, enquanto parte do público gritava “É 22!”, em referência ao número eleitoral do PL.
Ao assumir o microfone, Flávio declarou: “O bispo não pediu, mas a igreja está pedindo.” O candidato também afirmou que enfrentava uma “guerra espiritual” durante a campanha e encerrou sua participação cantando o “Hino da Vitória” ao lado da cantora gospel Meire Cerqueira.
Douglas Ruas (PL), Flávio Bolsonaro (PL) e Silas Malafaia no Centenário da Assembleia de Deus. (Foto: Charles Vieira)
Entidade aponta tentativa de driblar legislação eleitoral
Para o Movimento Brasil Laico, as declarações do bispo configuram uma tentativa deliberada de contornar a proibição de propaganda eleitoral em espaços religiosos.
A associação sustenta que a expressão “se eu pudesse, pediria” representa um pedido de voto dissimulado, uma vez que o religioso mencionou repetidamente o nome do candidato e apresentou justificativas para apoiá-lo.
A representação também argumenta que a fala de Flávio Bolsonaro demonstra conhecimento da manifestação eleitoral realizada durante o culto.
Entre as possíveis irregularidades apontadas estão propaganda eleitoral em bem de uso comum, abuso de poder econômico, recebimento de benefícios de fonte vedada e realização de evento com características semelhantes às de um showmício.
A entidade cita a Lei das Eleições, que restringe a propaganda em templos religiosos e ginásios, mesmo quando são propriedades privadas. Também questiona a utilização do Maracanãzinho, equipamento público estadual, para a promoção de uma candidatura presidencial.
Flávio Bolsonaro (PL) no Centenário da Assembleia de Deus. (Foto: Charles Vieira)
Pedido de cassação e inelegibilidade
Além da investigação, o Movimento Brasil Laico pede que a Procuradoria-Geral Eleitoral solicite ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma medida urgente para impedir novos pedidos de voto, diretos ou simulados, em cultos e templos religiosos até o segundo turno.
A associação também requer a preservação das gravações e transmissões do evento, para evitar a perda de possíveis provas.
Caso sejam constatadas irregularidades, a entidade defende o ajuizamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), com pedido de cassação do registro ou diploma do candidato e declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelo prazo de oito anos.
Outro pedido é o encaminhamento do caso à Receita Federal e aos órgãos fazendários para investigar eventual desvio de finalidade da estrutura religiosa, com possível suspensão da imunidade tributária da denominação, mediante procedimento próprio.
O Movimento Brasil Laico afirma que já apresentou denúncias anteriores envolvendo o uso de espaços religiosos para promoção de candidaturas e critica o arquivamento de casos semelhantes sem investigação.
O Território Livre conta quem é Valentina, a menina que, com um exemplar da Constituição nas mãos, protagonizou uma das imagens mais compartilhadas desde o ato Lula Presidente, no Alecrim, em Natal. Em poucas horas, a fotografia ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Norte e ganhou repercussão nacional.
Em conversa com o Território Livre, a jornalista, em Natal, Cecília Batalha, irmã de Valentina, contou como tudo aconteceu. A ideia de erguer a Constituição partiu de um senhor que passava pelo local. Ninguém imaginava que o gesto espontâneo ganharia tamanha repercussão.
“Somos todos bem engajados na minha casa. Meu pai é sociólogo formado. Minha mãe é uma das pessoas mais inteligentes que conheço, então todos crescemos entendendo nosso lugar no mundo, por quem precisamos lutar”, relatou Cecília. A família tem seis filhos, todos, segundo ela, conscientes de seu papel na sociedade.
A fotografia ganhou força também pelos detalhes: o olhar de Valentina, a Constituição nas mãos e a frase estampada na camisa, Spread Kindness — espalhe bondade. Uma combinação que tocou milhares de pessoas.
A imagem ganhou ainda mais significado diante de outra fotografia, feita dias antes em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, de um menino comemorando a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno com uma arma nas mãos.
Duas crianças, dois símbolos e um contraste que provocou o debate nacional. De um lado, a arma; do outro, a Constituição. Imagens que evocam diferentes valores e ajudam a revelar as disputas presentes na sociedade brasileira.
Valentina não foi ao ato para se tornar um símbolo nacional. Estava acompanhada de uma irmã e de uma tia. A Constituição surgiu por iniciativa de um desconhecido, e a fotografia ganhou o mundo. O gesto simples encontrou um país disposto a enxergar naquela menina uma mensagem maior.
Às vezes, a história não precisa de grandes palanques. Basta uma menina, um livro nas mãos e uma frase na camisa: espalhe bondade.
O Candidato a governador do RN, Cadu de Lula, usou suas redes sociais para desmentir a imprensa amiga do candidato a governador apoiado por Robinson Faria no RN, Allysson Bezerra por estarem espalhando Feke News sobre escolha de nomes para ocupar cargos ou funções públicas de confiança em um eventual governo, o candidato afirmou que medidas judiciais serão adotadas contra todos que estão espalhando as mentiras , veja abaixo postagem :
É mentira que Cadu de Lula já esteja escolhendo secretários ou definindo cargos para um futuro governo.
Nosso foco agora é ampliar o apoio a Lula e Cadu de Lula, ouvindo o nosso povo e apresentando propostas para o Rio Grande do Norte.
Assim como no governo da professora Fátima, firmamos nosso compromisso com a valorização da categoria, ouvindo suas demandas e dando continuidade aos avanços conquistados.
A plataforma Meta – que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – alegou que “problemas técnicos” foram responsáveis pela redução do alcance de postagens ligadas à campanha do candidato à presidência da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao mesmo tempo, a plataforma sediada nos Estados Unidos (EUA) afirma que são falsas as alegações da campanha de Lula que sustenta que a Meta estaria beneficiando as postagens do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
A plataforma Meta alegou que “problemas técnicos” foram responsáveis pela redução do alcance de postagens ligadas à campanha de Lula – Foto: José Aldenir
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de dados (ANPD) foram acionadas pela campanha do PT, que alega “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.
“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.
O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula. Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.
“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6×1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.
Meta e Trump
Após o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump assumir novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que trabalharia ao lado do político republicano contra países ou governos que defendessem alguma regulação das redes sociais.
O uso ou manipulação de plataformas digitais para direcionar conteúdos e informações durante processos eleitorais tem sido alvo de processos judiciais e debates em todo o mundo.
Um dos casos mais famosos envolveu a empresa Cambridge Analytica, que colheu dados de dezenas de milhões de usuários do Facebook, para direcionar informação de campanha durante as eleições presidenciais dos EUA de 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, assim como a favor da campanha do Brexit, no Reino Unido.
Em março de 2018, o Facebook Inc., atual Meta, reconheceu “falhas” no sistema que permitiram a coleta em massa de informação usada pela Cambridge Analytica nas campanhas.
Em julho de 2019, a Meta (na época, ainda Facebook Inc), foi obrigada a pagar uma multa de US$ 5 bilhões imposta pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos EUA por supostamente “enganar” usuários sobre a capacidade de controlar a privacidade das informações.
O Rio Grande do Norte entrou na rota de uma missão cubana interessada em duas áreas que ganharam peso na transformação econômica da ilha: a expansão dos pequenos negócios privados e a transição energética. Representantes do governo de Cuba, de quatro províncias e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) passaram esta semana pelo Estado para conhecer experiências que vão de energia eólica e solar a turismo, inovação, artesanato e organização de empreendedores.
A visita integra a Segunda Missão Cuba–Brasil, realizada entre 4 e 11 de outubro, e tem no Sebrae-RN um dos principais pontos de interlocução. A comitiva começou a programação em Natal conhecendo a estrutura de atendimento aos pequenos negócios e seguiu para o Polo de Energias Renováveis, onde foram apresentadas iniciativas voltadas a financiamento, eficiência energética, inovação e competitividade no setor.
O interesse cubano aparece num momento em que o país amplia o espaço permitido para atividades econômicas fora do Estado. À frente da missão está Lázara Mercedes, presidente do Instituto Nacional de Actores Económicos No Estatales (Inaene), órgão criado para atuar justamente com o segmento privado e outras formas de atividade econômica não estatal. Segundo ela, Cuba busca referências que possam ajudar na formulação de políticas para inserir esses negócios nas estratégias de desenvolvimento de municípios e províncias.
A experiência potiguar chamou atenção também pela energia. O RN construiu nas últimas décadas uma cadeia ligada principalmente às fontes eólica e solar, que passou a envolver geração, serviços técnicos, fornecedores, pesquisa e empresas especializadas. Durante a missão, os cubanos visitaram o Instituto SENAI de Inovação, conheceram uma empresa integradora do setor e participaram de uma conversa com a Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) sobre regulação, investimentos e articulação entre empresas e poder público.
O intercâmbio ultrapassa, porém, o setor energético. A programação foi desenhada para mostrar como atividades locais podem ser organizadas em torno de pequenos empreendimentos e ganhar mercado. Até sábado (10), a delegação deverá passar por Santa Cruz e Currais Novos, conhecer iniciativas de artesanato e turismo, visitar experiências ligadas ao Geoparque Seridó, instituições como IFRN e SENAI e projetos de inovação desenvolvidos no Estado.
A rota inclui ainda a Associação de Produtores de Ostras do Rio Grande do Norte (Aproostras), em Pipa, o Metrópole Parque, pequenos negócios ligados ao turismo e a Festa do Boi. A escolha de setores tão diferentes permite aos visitantes observar modelos em que desenvolvimento econômico está associado às características de cada território, em vez de uma única atividade produtiva aplicada a diferentes regiões.
Essa discussão tem peso particular para Cuba. A missão reúne representantes do Inaene, do Instituto Nacional de Pesquisas Econômicas, do Ministério da Economia e Planejamento e do PNUD em Cuba, além de diretores responsáveis pelo desenvolvimento territorial nas províncias de Holguín, Granma, Villa Clara e Pinar del Río. São justamente estruturas que lidam com a tentativa de ampliar atividades produtivas locais num país em que a economia permaneceu durante décadas fortemente concentrada no Estado.
Para o Sebrae, a presença cubana também abre uma frente de cooperação internacional a partir de experiências acumuladas no RN. João Hélio Cavalcanti, diretor técnico da instituição no Estado, citou energias renováveis, agronegócio, turismo e desenvolvimento territorial entre as áreas que podem gerar intercâmbio entre os dois países.
A visita termina no sábado com a elaboração de uma rota de trabalho e a previsão de assinatura de um Memorando de Entendimento. O documento deverá formalizar os próximos compromissos entre as instituições envolvidas e indicar quais experiências observadas no Rio Grande do Norte poderão seguir para uma etapa de cooperação com Cuba.
A cantora Anitta declarou nesta sexta-feira 9 que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Em vídeo publicado nas redes sociais, a artista criticou o bolsonarismo e afirmou que o movimento não representa a direita.
Anitta, que estava sendo cobrada por fãs para se posicionar publicamente a favor do petista, disse que esperava uma vitória de Lula já no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, e reconheceu ter subestimado a força eleitoral do bolsonarismo.
“Por isso que eu não chamo o bolsonarismo de direita. Eu não chamo, chamo de bolsonarismo.A direita sempre existiu e as coisas não eram assim. A direita e a esquerda de verdade apresentavam propostas reais de governo e aí o cidadão escolhia um lado ou outro lado, pronto”, afirmou.
A cantora também criticou o que considera uma idolatria aos Estados Unidos e disse que o movimento estimula conflitos entre brasileiros. Outro ponto abordado foi a associação entre religião e política, que ela classificou como um dos aspectos mais graves do bolsonarismo.
“O pior mau caráter de todos, que para mim é o início do fim, é misturar religião com política, tá? É fazer o povo acreditar que partido político é uma escolha entre família e Jesus Cristo, e a promiscuidade e o capeta. Isso devia ser considerado crime”, declarou.
Ao justificar seu apoio a Lula, Anitta afirmou que as críticas ao presidente não devem desconsiderar os resultados de programas sociais implementados ao longo dos anos.
O vídeo foi publicado no Instagram e pouco mais de uma hora após a postagem, havia alcançado 6,5 milhões de visualizações. A artista também criticou o alinhamento de Flávio Bolsonaro (PL) com os Estados Unidos.
O Partido Liberal (PL) apagou, neste sábado (10), uma peça de propaganda de Flávio Bolsonaro que apresentava semelhanças visuais com um material utilizado pelo ditador fascista italiano Benito Mussolini, em 1934. A publicação havia sido divulgada no canal oficial da legenda no WhatsApp.
Procurado pelo ICL Notícias, o partido negou a intenção de fazer referência ao fascismo, informou que o conteúdo foi retirado do ar e pediu desculpas pelo que classificou como um equívoco.
A montagem exibia o rosto de Flávio em preto e branco, cercado pela expressão “Tropa do Flávio”, repetida diversas vezes. A composição visual remete a uma propaganda exposta na fachada do Palazzo Braschi, em Roma, que trazia a imagem de Mussolini rodeada pela palavra italiana “SÌ” (“sim”).
Em nota ao ICL Notícias, o PL afirmou que a peça foi produzida pelo Partido Liberal Jovem (PLJ) e inspirada em materiais gráficos antigos. A legenda negou qualquer alusão intencional à propaganda fascista.
Semelhança com propaganda de 1934
A imagem histórica utilizada na comparação foi registrada em março de 1934, durante a ditadura de Mussolini. Na época, a fachada do Palazzo Braschi, sede da federação fascista de Roma, recebeu uma composição de grandes proporções com o rosto do ditador e a repetição da palavra “SÌ”.
A peça foi utilizada no contexto de um plebiscito em que os eleitores italianos deveriam aprovar ou rejeitar uma lista única de candidatos selecionados pelo regime, em um cenário de repressão política e ausência de competição eleitoral democrática.
Para Odilon Caldeira, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e coordenador do Observatório da Extrema Direita, a semelhança entre as duas peças é evidente.
Allyson Bezerra (União Brasil) terminou o primeiro turno das eleições de 2026 para o governo do Rio Grande do Norte na liderança com 36,77% dos votos válidos, avançando para o segundo turno contra Cadu de Lula (PT), que obteve 36,31%.
Embora tenha garantido a primeira colocação e comemorado o resultado publicamente classificando a nova etapa como “uma nova campanha”, o clima nos bastidores e a reação de aliados revelaram uma mudança de postura estratégica após a votação de 4 de outubro:
Pressão por apoios nacionais: Logo após o resultado final do primeiro turno, aliados próximos conversaram com Allyson e sugeriram que ele abandonasse a postura de neutralidade adotada na primeira etapa para anunciar apoio oficial ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Aproximação com a direita: Segundo análises de seus apoiadores divulgadas pela imprensa potiguar, essa movimentação serviria para aproximar Allyson de parte dos eleitores de direita e conservadores que votaram em Álvaro Dias no primeiro turno e que ficaram sem candidato na disputa estadual.
Disputa polarizada: A preocupação de analistas e de parte da campanha de Allyson reside no “voto casado” na legenda do PT (o “13 duas vezes”). O avanço expressivo de Cadu de Lula e a forte associação do rival ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva acenderam um alerta na campanha do candidato do União Brasil, levando-o inclusive a gravar vídeos explicando fotos institucionais antigas em que aparece tanto com Lula quanto com Jair Bolsonaro.
Oficialmente, as declarações públicas de Allyson focam em buscar diálogo com prefeitos e lideranças que não o apoiaram no início, ressaltando que, em sua visão, os mais de 60% de votos que não foram para o candidato governista indicam um forte desejo de mudança administrativa no estado.
IA***
Com Cadu de Lula numa curva de crescimento, com Allysson estagnado, a mídia amiga do ex-prefeito de Mossoró entrou em Modo desespero, procurando notícias negativa contra o governo Fátima Bezerra, o mesmo que fez Álvaro Dias no primeiro turno que não ajudou em nada a sua candidatura, ficando em terceiro lugar. Na realidade o grande cabo eleitoral de Cadu tem sido o presidente Lula, não se pode deixar reconhecer uma vitória de Fátima Bezerra ao eleger Samanda senadora. Allyson vai ter administrar a insatisfação do eleitorado de Zenaide Maia que foi derrotada, com eles atribuindo a derrota ao candidato a governador que em Mossoró obteve 82 mil votos, deu 32 mil votos a esposa para deputada, mas Zenaide só teve 41 mil votos perdendo inclusive para Samanda que obteve 44 mil votos.
No primeiro turno, Lula recebeu 59,75% dos votos computados no RN, enquanto Cadu teve 36,16%. Para vencer no segundo turno, os votos de Lula precisam “casar” com Cadu. O presidente disse que o outro está o candidato do bolsonarismo (Allyson Bezerra)
Crédito da foto: ReproduçãoLula e Cadu conduzem a multidão no Alecrim, em Natal
O presidente Lula (PT) iniciou por Natal a sua campanha no segundo turno na região Nordeste. Por dois pontos importantes:
1 – O Rio Grande do Norte é o único estado Nordestino que não elegeu o governador no primeiro turno e onde o PT precisa ampliar a sua liderança na região majoritariamente lulista.
2 – Lula é o maior eleitor no estado, que pode consolidar o projeto de eleição de Cadu de Lula para governador.
No primeiro turno, Lula recebeu 59,75% dos votos computados no RN, enquanto Cadu teve 36,16% dos votos. Para vencer no segundo turno, os votos de Lula precisam “casar” com Cadu.
Como o adversário de Cadu, Allyson Bezerra (União Brasil) não assumiu o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para confundir o eleitor de Lula, o presidente da República, em seu discurso, deixou claro que “quem é Lula, vota em Cadu”.
O presidente esclareceu que não existe dois palanques de Lula no Rio Grande do Norte, deixando claro que qualquer outra informação é tentativa de confundir a cabeça do eleitor.
Cadu de Lula reforçou o discurso da polarização entre o lulismo e o bolsonarismo. O candidato disse que o seu palanque representa o avanço do projeto de Lula no Rio Grande do Norte e no Brasil, e que o outro lado, com Allyson Bezerra, representa o retrocesso.
“Tesouraço”
Lula disse que o bolsonarismo representa ameaça ao país. Ele afirmou que o “tesouraço” prometido por Flávio Bolsonaro será feito em cima de programas sociais como Bolsa Família, Farmácia Popular, Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida.
“Ninguém que é contra o povo pobre, que quer fazer tesouraço para cortar dinheiro do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, do Farmácia Popular, dos institutos federais, do Pé-de-Meia, pode voltar a governar o país”, disse Lula.
Cadu reforçou com o “tesouraço” prometido por Flávio Bolsonaro é representado no Rio Grande do Norte por Allyson Bezerra. A afirmação de Cadu acontece quando apoiadores de Bolsonaro no estado estão manifestando apoio a Allyson.
“Mas nós vamos vencer o candidato do retrocesso, o candidato do bolsonarismo, porque o povo não quer voltar ao atraso”, discursou.
Durante a passeata em Natal, Lula também pegou e beijou uma bandeira do Brasil. Na sequência, afirmou que, enquanto o seu lado beija o símbolo brasileiro, o “outro lado”, da campanha de Flávio Bolsonaro, “beija a bandeira dos Estados Unidos”.