01/10/2026
10:51

Agora RN

A Polícia Científica do Rio Grande do Norte ampliou de cerca de 2.500 para mais de 3.500 o número de atendimentos diários para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). O aumento de aproximadamente 40% na capacidade ocorre junto ao lançamento de um novo portal para consulta de postos e acesso às diferentes formas de agendamento disponíveis no Estado.

A expansão inclui unidades das Centrais do Cidadão e postos cooperados do projeto Identidade para Todos. Com a nova plataforma, o cidadão pode pesquisar os locais disponíveis no município onde pretende solicitar o documento e verificar previamente como funciona o atendimento em cada unidade.

Modelo da Carteira de Identidade Nacional (CIN)
Carteira de Identidade Nacional (CIN) — Foto: Reprodução Serpro gov

Para utilizar o serviço, o usuário deve acessar o portal da Polícia Científica, selecionar a opção “Emitir CIN” e informar a cidade onde deseja ser atendido. O sistema apresenta os postos existentes naquela localidade e informações sobre cada unidade.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


01/10/2026
10:44

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) decidiu, nesta quarta-feira 30, derrubar em definitivo uma pesquisa do instituto Ipsensus que colocou Álvaro Dias (PL) na liderança da disputa pelo Governo do Estado. Por unanimidade, a Corte proibiu a divulgação do levantamento e aplicou multa de R$ 53.205, de responsabilidade solidária do instituto e da empresa contratante, a Candeeiro Comunicação Integrada e Tecnologia.

O julgamento apontou inconsistências no registro, na responsabilidade técnica e na execução das entrevistas, incluindo indícios de clonagem de questionários.

Plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte
Julgamento aconteceu no plenário do TRE-RN e decisão foi por unanimidade — Foto: TRE-RN / Divulgação

O TRE-RN já havia constatado indícios de fraude nessa mesma pesquisa. Em uma decisão de 31 de julho, a desembargadora eleitoral Sulamita Pacheco determinou que a Polícia Federal (PF) abrisse um inquérito para apurar possíveis crimes na elaboração do levantamento.

Registrada sob o número RN-09520/2026, a pesquisa foi divulgada em 25 de junho. A Ipsensus informou ter entrevistado 1.500 eleitores entre os dias 18 e 22 daquele mês, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e confiança de 95%. No cenário estimulado, Álvaro apareceu com 32,5%, seguido por Allyson Bezerra (União), com 27,3%, e Cadu Xavier (PT), com 16,8%. O resultado destoava da maioria dos levantamentos estaduais, que apontavam Allyson na primeira posição.

Relator dos processos, o juiz federal Hallison Rêgo destacou que os problemas ultrapassavam falhas isoladas de preenchimento. Ele ressaltou que a distribuição da amostra por nível econômico inicialmente somava 95,9%, deixando sem classificação 4,1% dos entrevistados, aproximadamente 62 pessoas. Houve alterações posteriores ao prazo de complementação, sem esclarecimento suficiente dos critérios adotados. Também foram mencionadas a retirada de um quadro inconsistente de distribuição por município e a mudança da margem de erro de 2,5 para 3 pontos percentuais.

Outra questão foi a identificação da responsável técnica, Giovana Rillary da Silva Rocha. Uma declaração apresentou dois números de registro profissional, sendo um deles pertencente a Augusto da Silva Rocha, vinculado à Média Inteligência em Pesquisa. Augusto participou de uma reunião de fiscalização em nome da Ipsensus, enquanto Giovana não compareceu a duas videoconferências. Para o relator, as circunstâncias comprometiam a identificação do profissional efetivamente responsável pelo estudo.

Na análise dos microdados, o relator apontou que 90,1% das entrevistas estavam concentradas em apenas três códigos de entrevistador. Além disso, embora o instituto tivesse informado seis profissionais, a base continha nove códigos, além de um questionário sem identificação. Foram encontrados, também, 11 identificadores únicos repetidos em 24 questionários, situação classificada pela Procuradoria como indício tecnológico de clonagem. Faltavam registros de data, horário e geolocalização que permitissem conferir a execução do trabalho de campo.

“Essas pesquisas têm que vir com a transparência no limite do possível”, afirmou Hallison durante a apresentação do voto. O magistrado também apontou a divulgação de 0,1% de intenção de voto para um candidato ao governo sem correspondência na variável examinada da base. A responsabilidade da Candeeiro foi mantida porque a empresa figurava no registro como contratante e financiadora do levantamento.

A defesa contestou o enquadramento e sustentou que suspeitas de fraude deveriam ser examinadas em investigação criminal, com as garantias próprias desse procedimento. Atribuiu a divergência entre códigos e entrevistadores a limitações do aplicativo utilizado, que disponibilizaria nove acessos fixos. Segundo o advogado, a conferência das entrevistas era feita diretamente nos aparelhos dos profissionais, que estavam preservados e poderiam ser disponibilizados às autoridades. Outras inconsistências foram atribuídas a erros materiais e arredondamentos.

O advogado também alegou que a sucessão de ações contra institutos criava um ambiente de receio de divulgar resultados. Integrantes do tribunal rejeitaram a interpretação de perseguição e afirmaram que a fiscalização alcança pesquisas com irregularidades, independentemente dos candidatos favorecidos. O colegiado acompanhou integralmente o relator, rejeitando as questões preliminares e acolhendo as duas representações.

Publicado por: Chico Gregorio


01/10/2026
10:34

Ficheiro:UFRN.png – Wikipédia, a enciclopédia livre

Foi necessário uma nota da  UFRN para esclarecer  fake News  da imprensa bolsonaristas do estado, em sem chegar os motivos, divulgou que um veículo da Instituição estaria   conduzindo material de campanha do presidente Lula., quando na realidade, por determinação da Diretoria de Manutenção da Superintendência de Infraestrutura, estava apenas retirando  propagando colocada em locais proibidos de acordo com legislação eleitoral em área pertencente ao instituição de ensino potiguar.

Leia a nota na íntegra:

A Diretoria de Manutenção da Superintendência de Infraestrutura da UFRN informa que registrou, no entorno do Campus Central,  exposição de material político-partidário, determinando que uma camionete da Instituição efetuasse imediatamente o recolhimento do referido material, em respeito ao período de defeso eleitoral, regulamentado pela legislação vigente.

 

Publicado por: Chico Gregorio


01/10/2026
10:21

Foto: cedida/Bruno Barreto***

A avenida Rio Branco amanheceu de vermelho nesta quarta-feira de feriado em Mossoró. Hoje aconteceu a primeira edição do Corre com Lula na cidade, atividade que vem reunindo corredores e apoiadores do presidente Lula em diferentes cidades do Brasil. Em Mossoró, a mobilização foi grande: mais de 300 corredores participaram da atividade, que teve concentração às 5 horas da manhã, ao lado do Memorial da Resistência.

A iniciativa já passou por diversos cantos do país e no último sábado (26), Natal recebeu uma edição do Corre com Lula, levando a mobilização para as ruas da capital potiguar.

Em Mossoró, a proposta ganhou ainda mais força, com centenas de pessoas ocupando as ruas para correr, conversar, encontrar amigos e demonstrar apoio às candidaturas de Lula à presidência e Cadu de Lula ao governo no RN, e Isolda Dantas para deputada estadual. Também estiveram presentes Brisa Bracchi, candidata à deputada federal e Pluvia Oliveira, vereadora em Mossoró e suplente na chapa de Samanda ao Senado.

Para a deputada estadual Isolda, o evento mostrou a força da campanha do PT no estado através de uma mobilização que ultrapassa os formatos tradicionais de campanha.

“Foi bonito demais ver Mossoró acordando cedo, com mais de 300 pessoas correndo juntas. É a nossa cidade mostrando que tem disposição, energia e esperança para seguir em frente. O nosso corre com Lula vai além da corrida, e reforça o projeto de desenvolvimento que a gente quer para o Brasil e para o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Publicado por: Chico Gregorio


01/10/2026
08:35

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, multidão e texto

Depois do piseiro do time de Lula ontem em Caicó,  com presença de Cadu de Lula, Fátima , Francisco do PT, Izolda Dantas, Odon JR, os analistas políticos já admitem que aconteça na cidade a tendência que as pesquisas vem mostrando a nível estadual  com  a liderança de Allysson Bezerra seguido de Cadu de Lula com Álvaro Dias estagnado na terceira posição.

Publicado por: Chico Gregorio


01/10/2026
08:26

Foto: divulgação

Em conversa com o Blog do Barreto, a candidata ao Senado Samanda de Lula falou sobre o desafio de substituir a governadora Fátima Bezerra (PT) na corrida ao Senado, da necessidade de se fazer um trabalho parlamentar que vá além do despacho de emendas lembrando que senador não executa obras e do peso que o Senado terá nos próximos anos que torna necessário eleger nomes alinhados aos projetos do presidente Lula da Silva (PT).

 

Como tem sido substituir a governadora Fátima Bezerra nestas eleições?

Eu tenho muito orgulho de representar o projeto político que Fátima e Lula representam no Rio Grande do Norte. Fátima não pôde ser candidata nesta eleição, e eu assumi essa missão com muita responsabilidade. Trabalhei ao lado dela por mais de 20 anos, acompanhei sua atuação como deputada, senadora e governadora e participei de muitas das lutas que ela travou pelo nosso estado.

Tenho minha própria trajetória, minha forma de fazer política e os compromissos que estou apresentando ao povo potiguar, mas o que nós temos em comum é lado. É saber quem a gente representa. Fátima foi uma senadora que abriu portas em Brasília, trouxe investimentos e defendeu os trabalhadores. Fora o legado na educação. Quero levar essa capacidade de articulação de volta ao Senado e, ao lado do presidente Lula, ajudar o Rio Grande do Norte a avançar.

A senhora tem batido na tecla que um senador não pode ser apenas um despachante de emendas. Qual seria o seu diferencial?

Emenda é importante e eu vou destinar emendas. A diferença é que eu não acho que o trabalho de um senador possa começar e terminar nisso, como tem acontecido. O recurso da emenda não pertence ao parlamentar, é dinheiro público. Senador não executa obra. Senador precisa legislar, fiscalizar, votar as grandes questões do país e ter capacidade política para abrir portas e defender os grandes projetos do seu estado.

Uma duplicação como a da BR-304 não se faz apenas com emenda parlamentar. Ligar o Rio Grande do Norte à Transnordestina, viabilizar o Porto-Indústria Verde, atrair investimentos e garantir recursos para grandes equipamentos de saúde e educação exige articulação com o Governo Federal, com os ministérios e com o Congresso.

É isso que quero fazer: ter emendas transparentes, construídas ouvindo os municípios, mas usar também o peso político do mandato para trazer investimentos estruturantes e defender o Rio Grande do Norte em Brasília. Eu conheço Brasília, conheço os 167 municípios potiguares e sei abrir essas portas.

A democracia corre sérios riscos com a ameaça de vitória da extrema direita. Qual a importância de eleger nomes do campo progressista nestas eleições?

O Senado que sair das urnas vai tomar decisões fundamentais para o futuro do Brasil. É lá que passam as propostas do presidente da República, as indicações para o Supremo Tribunal Federal, mudanças constitucionais e decisões que atingem diretamente a vida das pessoas.

Por isso não basta eleger Lula presidente e mandar para o Senado pessoas que vão trabalhar contra as propostas que ele apresentar. O presidente não governa sozinho. Ele precisa de uma maioria que permita avançar em medidas como a redução da jornada de trabalho sem redução de salário, a valorização do salário mínimo, o fim das bets, os investimentos em saúde e educação e o fortalecimento das políticas sociais.

E existe uma disputa muito clara sobre o papel do Senado. Setores da extrema direita querem fazer maioria na Casa para transformar o Senado num instrumento permanente de confronto institucional. Eu quero estar lá para defender a democracia, os direitos do povo e ajudar o Brasil a avançar. É por isso que digo que tenho lado e não escondo de ninguém: sou a candidata de Lula ao Senado no Rio Grande do Norte.

No que a bancada do RN tem falhado nestes últimos anos?

Basta a gente perceber que boa parte do povo do Rio Grande do Norte não sabe quem são e nem qual o trabalho dos atuais senadores.

Eu acho que faltou atuação coletiva e articulação política em torno dos grandes interesses do Rio Grande do Norte. Nós temos uma bancada com instrumentos importantes, inclusive milhões em emendas, mas o estado precisa de muito mais do que uma soma de emendas individuais. Precisamos de uma bancada capaz de sentar junta e dizer: quais são os cinco ou dez grandes projetos que vão transformar o Rio Grande do Norte nos próximos anos? E trabalhar coletivamente para viabilizá-los.

Também sinto falta de uma presença política maior dos atuais senadores no debate público. E esta própria eleição trouxe um fato simbólico: justamente os dois senadores que estão disputando a reeleição faltaram a sabatinas e ao debate. Quem já exerce o mandato deveria estar ainda mais disposto a sentar diante da imprensa e prestar contas do que fez nesses quase oito anos.

Quais grandes projetos foram articulados por eles? Qual foi a produção legislativa? Que posições assumiram? Senador não pode aparecer apenas para anunciar recurso. Tem que prestar contas, enfrentar perguntas e assumir posições diante da sociedade.

Eu quero ajudar a construir uma bancada que tenha mais diálogo entre si, que defina prioridades para o estado e tenha força política em Brasília para fazê-las acontecer.

Qual será a sua principal bandeira no Senado?

Se eu tiver que sintetizar em uma grande bandeira, será defender quem trabalha e cuida da família. E o símbolo mais concreto disso hoje é o fim da escala 6×1, com redução da jornada e sem redução salarial.

Mas esse compromisso é mais amplo. É defender salário e poder de compra, combater fortemente as bets que estão tirando dinheiro da mesa das famílias, proteger mulheres e crianças, fortalecer a segurança pública e criar oportunidades para que nossos jovens possam trabalhar e construir a vida aqui no Rio Grande do Norte.

E existe uma segunda dimensão que anda junto com essa: fazer o RN avançar. Quero usar o mandato para garantir investimentos, acompanhar a duplicação da BR-304, trabalhar pela nossa ligação com a Transnordestina, pelo Porto-Indústria Verde e por mais recursos para saúde, educação e infraestrutura.

Quero ser uma senadora que tenha posição em Brasília e presença no Rio Grande do Norte. Uma senadora que saiba de que lado está: do lado de quem trabalha, do lado do povo potiguar e ao lado do presidente Lula.

Publicado por: Chico Gregorio


01/10/2026
08:25

Foto: cedida

Por William De Lucca, do ICL Notícias 

A decisão de Lula (PT) de não participar do debate presidencial da Globo, marcado para esta quinta-feira (1º), não foi consensual dentro do entorno do presidente.

Segundo fontes próximas a Lula ouvidas pelo ICL Notícias em reserva, havia no PT quem defendesse que o presidente fosse ao encontro. Entre os nomes que sustentavam essa posição estavam o presidente nacional do partido, Edinho Silva, e o marqueteiro Sidônio Palmeira.

A avaliação desses setores era de que Lula deveria ocupar o espaço, apresentar suas propostas e enfrentar os adversários no último grande debate antes do primeiro turno. No fim, porém, prevaleceu uma avaliação diferente.

Lula não queria participar e, segundo as fontes ouvidas pelo ICL Notícias, a primeira-dama Janja Lula da Silva também desestimulou a ida do presidente. No segundo turno – caso ele aconteça – um debate apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro é visto como favorável ao presidente por colocar os dois projetos, sem ruídos, lado a lado para avaliação dos brasileiros.

O receio era de que o debate se transformasse em uma espécie de “circo” armado pelos adversários de direita para concentrar ataques em Lula. A avaliação entre pessoas próximas ao presidente era de que, em vez de uma discussão sobre propostas, o encontro poderia ser dominado por provocações, acusações e uma sucessão de pedidos de direito de resposta.

O precedente do primeiro debate presidencial da eleição, realizado pela Band em agosto, reforçou essa preocupação. Sem Lula e Flávio Bolsonaro no palco, Renan Santos e Ronaldo Caiado fizeram críticas aos dois candidatos durante o encontro.

Renan Santos entrou na conta

Outro fator que pesou foi a possibilidade de Renan Santos participar do debate da Globo.

O candidato do Missão recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira para tentar garantir sua presença no encontro. A legenda argumenta que Renan deveria ser incluído entre os participantes.

A eventual entrada de Renan aumentava, na avaliação de aliados de Lula, o risco de o debate se transformar em uma sequência de ataques ao presidente. O entendimento era de que uma decisão judicial favorável ao candidato do Missão, tomada às vésperas do programa, tornaria ainda mais difícil prever o tom do encontro.

Havia ainda uma preocupação adicional: o que aconteceria depois do debate.

Falta de checagem preocupa

Como não haverá uma checagem em tempo real das afirmações feitas pelos candidatos, fontes próximas ao presidente temiam que adversários conservadores usassem o palco para fazer provocações e apresentar informações falsas ou distorcidas que pudessem, posteriormente, ser transformadas em cortes para as redes sociais.

A preocupação não era apenas com as duas horas de transmissão. Era com a disputa pela narrativa nas horas seguintes, quando trechos isolados do debate poderiam circular pelas redes sem o contexto da discussão ou uma contestação imediata.

Esse conjunto de fatores acabou pesando mais do que os argumentos daqueles que defendiam a presença do presidente e ele acabou confirmando à Globo que não participará do debate. No mesmo horário, estará no podcast Flow, em uma entrevista que, para seus aliados, oferece maior controle sobre o ambiente e sobre os temas que serão discutidos.

Publicado por: Chico Gregorio


01/10/2026
08:24

Foto: Humberto Sales

Mossoró aprendeu a fazer do dia 30 de setembro um marco de transformação. Em 1883, a cidade libertou seus escravizados — cinco anos antes da promulgação da Lei Áurea. Cento e quarenta e três anos depois, a mesma data volta a simbolizar um novo avanço para a região Oeste potiguar, com a liberação ao tráfego, nesta quarta-feira, dos primeiros 12 quilômetros de pista duplicada da BR-304, no trecho entre Mossoró e Assú. A entrega foi feita pela governadora Fátima Bezerra e pelo ministro dos Transportes, George Santoro, que também anunciaram o início das obras de duplicação em mais um trecho com 30 quilômetros de extensão.

A obra foi iniciada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em maio deste ano, com prazo de execução de 36 meses. O trecho entregue faz parte do lote 1-B da duplicação, que compreende 57,6 quilômetros entre Mossoró e Assú. O investimento previsto é de R$ 376 milhões.

A nova faixa de rolamento foi construída com pavimento de concreto para suportar o tráfego de veículos transportando cargas pesadas.

A governadora Fátima Bezerra lembrou que a obra atende a uma reivindicação histórica da população. “Hoje é um dia especial. Estamos celebrando em Mossoró a abolição dos escravos, que aconteceu em 1883, fato que aconteceu cinco anos antes da Lei Áurea. E agora, com a liberação dos primeiros quilômetros da duplicação, comemoramos mais um marco de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte”, celebrou.

Ela recordou que a duplicação da BR-304 foi um dos projetos incluídos entre as prioridades do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). A obra teve a ordem de serviço assinada em 22 de janeiro deste ano.

Para a governadora, a inclusão no programa federal permitiu transformar uma demanda histórica em realidade. “Foi com o Novo PAC e com a decisão política de priorizar a infraestrutura que conseguimos tirar essa obra do papel e transformá-la em realidade”, afirmou Fátima Bezerra.

O ministro George Santoro ressaltou que a BR-304 é a principal ligação rodoviária do Rio Grande do Norte. Dentro do estado, a rodovia tem 317 quilômetros e conecta áreas do Leste, Agreste, Central e Oeste. No trecho entre Mossoró e Assú, cerca de 50 mil veículos circulam diariamente, segundo aferições do DNIT.

“A rodovia está associada à melhoria da segurança viária e à circulação de pessoas e cargas em uma das áreas de maior atividade econômica do estado. Mossoró está no centro dessa dinâmica. A cidade é o maior produtor de sal do país e um dos polos de exploração de petróleo e gás da Bacia Potiguar. É, ainda, a principal via de escoamento da fruticultura irrigada e do comércio, especialmente na área do Vale do Açu”, observou o ministro.

O trecho de 12 quilômetros entregue nesta quarta-feira é apenas o primeiro segmento de uma obra ainda em execução. Até dezembro, revelou Santoro, outros 7 quilômetros serão entregues no trecho de Mossoró. Cerca de 50% da extensão já passou pela limpeza. A drenagem se aproxima de 30% de execução e a terraplenagem chega a aproximadamente 40%.

O prefeito de Assú, Lula Soares, afirmou que a duplicação da BR-304 representa desenvolvimento e reconhecimento da importância da região no contexto estadual. “O Vale do Açu esperava há 60 anos pela duplicação. É uma obra que vai transformar nossa economia e que precisava da vontade política unida à força política para se tornar realidade. A governadora Fátima Bezerra conseguiu isso. É um dia de muita felicidade e eu estou tendo o privilégio de representar os prefeitos de uma região que será totalmente mudada com essa obra”, declarou o prefeito.

Mais uma frente de trabalho

Durante a liberação do primeiro trecho duplicado ao tráfego, o ministro George Santoro anunciou o início de mais uma frente de obras na BR-304. O novo lote abrange uma extensão de 38,1 quilômetros, conectando o entroncamento da BR-226 (na Reta Tabajara) ao município de Riachuelo, localizado na região Agreste.

O anúncio ocorre em paralelo ao avanço dos trabalhos no Lote 1, entre Mossoró e Assú. “Ao todo, são 94 quilômetros de intervenções. Com relação ao trecho central, entre Açu e Lajes, os projetos estão concluídos e serão incluídos no Plano de Obras do próximo ano para que o processo licitatório seja realizado e a execução tenha início. Nossa meta é manter todas as frentes de trabalho ativas simultaneamente, incluindo a conexão com o Ceará”, detalhou o ministro.

Segundo ele, esta infraestrutura é fundamental para o Rio Grande do Norte e para toda a região Nordeste, garantindo um sistema de transporte moderno e compatível com as necessidades logísticas e econômicas da região.

A governadora Fátima Bezerra destacou que a atuação das equipes em Riachuelo consolida o cronograma estabelecido junto ao Ministério dos Transportes e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para a modernização de toda a malha da rodovia em território potiguar, graças à parceria administrativa com o Governo Federal. “Hoje, com a presença do ministro, estamos entregando 12 quilômetros, com a previsão de liberar mais sete até dezembro. O orçamento para o próximo ano já está assegurado, garantindo a continuidade das obras no trecho entre Mossoró e Assú”, pontuou.

O secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho, reforçou que a consolidação deste projeto atende a um anseio histórico da população, fruto de uma articulação firme entre o Estado e a União. “Essa é uma rodovia estrutural que conecta o Rio Grande do Norte em todas as suas regiões, fazendo a ligação com eixos estaduais e federais. É uma obra importantíssima, que vai trazer, sem dúvida, um incremento muito grande para o desenvolvimento de toda a região, além de garantir muito mais segurança viária”, afirmou o secretário.

“É uma obra imensa, de importância estratégica e que chega neste momento que temos quase 2 mil quilômetros de estradas estaduais recuperadas, e parte delas se conecta à rodovia BR 304. É o governo do estado cuidando das rodovias estaduais, e o governo federal investindo em obras estruturantes que geram desenvolvimento”, afirmou Natécia Nunes, diretora do DER -RN.

Uma estrada que atravessa o RN

Criada na década de 1960 durante a expansão da malha rodoviária federal, a BR-304 se consolidou como um dos mais importantes eixos de integração do Rio Grande do Norte. Ao longo de seus 317 quilômetros em solo potiguar, a rodovia conecta o estado ao Ceará e atravessa municípios estratégicos para a economia regional, como Mossoró, Assú, Lajes, Macaíba e Parnamirim, impulsionando setores como a fruticultura irrigada, a extração de sal marinho, o comércio e a indústria.

Para viabilizar as obras de duplicação, o projeto foi estruturado em dois grandes lotes de intervenção.

A expansão da BR-304 ocorre ao mesmo tempo em que o Rio Grande do Norte avança na recuperação da malha estadual. A segunda etapa de obras está em andamento e alcança diferentes regiões do estado. Nesta quarta-feira, o Governo do Estado também entrega os trechos da RN-016, entre Assú e Carnaubais, e da RN-404, entre Carnaubais e Porto do Mangue.

Na primeira etapa do programa de restauração de rodovias, o governo estadual investiu R$ 430 milhões e recuperou 800 quilômetros. Ao fim das duas etapas, a previsão é de que mais de 2.100 quilômetros de rodovias estaduais tenham sido recuperados, considerando as obras realizadas pelo Governo do Estado e as parcerias com o Governo Federal, por meio do DNIT. O investimento total previsto no programa de restauração é de R$ 1 bilhão.

Publicado por: Chico Gregorio


30/09/2026
11:04

TRE-RN libera propaganda de Cadu de Lula que cita Operação Mederi

Agência Saiba Mais _RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) liberou a propaganda eleitoral de Cadu de Lula (PT) que cita a Operação Mederi, investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo contratos da área da saúde. Em decisão publicada nesta segunda-feira (28), o tribunal rejeitou uma ação da coligação de Allyson Bezerra (União) que pedia a retirada definitiva do material veiculado pelo candidato no Instagram e no horário eleitoral gratuito.

A representação alegava que a propaganda apresentava conteúdo desinformativo e gravemente descontextualizado sobre a investigação e repetia uma estrutura considerada irregular em decisão anterior. O TRE-RN, porém, entendeu que Cadu havia retirado do novo material justamente o trecho que havia motivado a decisão anterior e que a propaganda passou a se limitar a mencionar fatos públicos relacionados à Operação Mederi.

A decisão é assinada pelo desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra. A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-RN) também havia se manifestado pela improcedência da ação, considerando que a peça havia sido readequada e se baseava em fatos amplamente noticiados pela imprensa.

Campanha retirou trecho considerado irregular

A ação apresentada pela coligação Esperança e Trabalho se referia a uma propaganda exibida em 25 de setembro. Segundo a representação, o material mantinha a estrutura de uma peça anteriormente questionada pela Justiça Eleitoral, atribuindo ao candidato da coligação autora acusações criminais como fatos certos.

Na decisão, entretanto, o TRE-RN destacou que Cadu havia promovido uma nova edição do material após a determinação judicial anterior. Foi retirado, especialmente, o trecho que associava de forma categórica ao candidato adversário a fala de um terceiro: “esse prefeito é ladrão”.

Com a retirada do trecho, a propaganda passou a fazer referência à existência das investigações e dos procedimentos relacionados à Operação Mederi. Para o desembargador, essas informações constituem fatos objetivos e de conhecimento público, já divulgados por veículos de imprensa locais e nacionais.

O magistrado considerou que a campanha cumpriu integralmente a determinação judicial anterior e que, portanto, não havia motivo para uma nova retirada ou aplicação de sanção.

TRE diz que investigação pode ser tema de propaganda

Ao analisar o conteúdo restante da propaganda, o TRE-RN afirmou que a simples divulgação de fatos relacionados a investigações oficiais não configura, por si só, desinformação eleitoral.

A decisão cita o princípio da intervenção mínima da Justiça Eleitoral no debate político e afirma que críticas a agentes públicos e candidatos fazem parte do processo eleitoral. Segundo o desembargador, para que uma informação seja considerada “fato sabidamente inverídico” e gere censura ou punição eleitoral, é necessária uma falsidade manifesta e evidente.

O tribunal também citou entendimento do próprio TRE-RN, firmado em julgamento de 23 de setembro, segundo o qual a divulgação de elementos relacionados à Operação Mederi, quando baseada em informações públicas e sem adulterações, pode estar inserida no campo da crítica política.

“A veiculação de elementos referentes a investigações de conhecimento público (Operação Mederi), desprovida de trucagens ou adulterações dolosas, insere-se no âmbito da crítica política legítima”, registra o acórdão citado na decisão.

A decisão ressalta ainda que eventuais versões divergentes sobre os fatos devem ser apresentadas no próprio debate eleitoral, por meio de esclarecimentos ou do horário eleitoral gratuito.

Mederi virou tema central da disputa pelo Governo

A Operação Mederi se tornou um dos principais assuntos da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte na reta final do primeiro turno. Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró e candidato ao governo, foi um dos alvos da operação quando ainda comandava o município.

Cadu e outros candidatos passaram a explorar politicamente a investigação durante a campanha. A operação também apareceu em debates, programas eleitorais e redes sociais, especialmente nas críticas dirigidas a Allyson.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas relacionadas a contratos de medicamentos e outros serviços na área da saúde.

Publicado por: Chico Gregorio


30/09/2026
10:54

Gerente de banco é presa por suspeita de desviar R$ 2 milhões e justifica o crime em vício no 'jogo do tigrinho

Uma gerente de uma agência do Banco Santander em Miguelópolis (SP) foi presa por suspeita de desviar R$ 2 milhões de contas de clientes.

As investigações apontam que Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, fez movimentações indevidas nas contas de correntistas, principalmente idosos, entre 2024 e 2026.

O namorado dela, o dentista Adilson Coelho de Paula, de 56, também foi preso por suspeita de participação no caso.

Os dois são investigados por furto mediante abuso de confiança contra idosos e pessoas vulneráveis. Segundo a Polícia Civil, há indícios de lavagem de dinheiro, com valores distribuídos em outras contas e em casas de jogos e apostas.

A defesa afirma que ela tem vício no “jogo do tigrinho”, jogo de cassino online.

Segundo o advogado, ela também tem laudos de depressão e síndrome de burnout, doença ligada ao esgotamento profissional. Ela trabalha na agência há 12 anos.

Fonte: G1

Publicado por: Chico Gregorio


30/09/2026
10:31

Cadu vence todos os debates do primeiro turno e se consolida como o mais preparado para governar o RN

Com o melhor desempenho do debate realizado nesta terça-feira (29), pela Inter TV RN, Cadu de Lula se consolida como o melhor nome de todos os confrontos do primeiro turno. A atuação de Cadu voltou a dominar o debate eleitoral, impondo sua força política e deixando clara a diferença de preparação em relação aos seus adversários. Em um dos momentos mais tensos do confronto, Cadu partiu para cima de Allyson Bezerra (União Brasil), desmascarando a postura do ex-prefeito de Mossoró e cobrando explicações diretas sobre esquemas de corrupção e desvio de verbas públicas. O petista apontou que Allyson tenta fugir de temas graves, como a Operação Mederi, que apura o desvio de R$ 13 milhões na saúde de Mossoró, além de questionar a ausência de esclarecimentos sobre outros R$ 396 milhões investigados por órgãos de controle e pelo Ministério Público.
Ao expor as alianças do adversário com figuras associadas a atrasos salariais no Estado, Cadu alertou os eleitores sobre o risco de votar em quem está à sombra de investigações judiciais e pode ser preso nos próximos meses. O petista convocou o público a acessar o site allysonderobinson.com para enxergar quem realmente está por trás dessa candidatura. Ele lembrou ainda que é servidor público e viveu na pele o drama dos salários atrasados no passado. De forma contundente, Cadu desmontou o discurso do rival ao afirmar que Allyson “não é esse personagem que fala aqui, eloquentemente, mas tem várias questões obscuras por trás dele”, denunciando ainda a postura de descaso em Mossoró, onde “massacrou os servidores públicos municipais”.
Além da firmeza no embate, Cadu garantiu o tom propositivo ao apresentar uma visão clara de futuro para o Estado, pautada pela honestidade, transparência e pelo alinhamento direto com o Governo Federal. Reafirmando sua trajetória de pé no chão e verdade ao lado do presidente Lula, o candidato destacou que o Rio Grande do Norte precisa continuar avançando com grandes entregas estruturantes viabilizadas por essa parceria. Entre as prioridades apresentadas, Cadu defendeu a continuidade e aceleração de obras fundamentais para o desenvolvimento regional, como a duplicação da BR-304 e a construção do Novo Hospital Metropolitano, ressaltando que o momento é de escolher o lado do compromisso real com a população.
Demonstrando serenidade e liderança, Cadu encerrou sua participação reforçando que o Estado não pode retroceder nem cair em discursos evasivos de quem foge dos debates reais. “O Rio Grande do Norte e o Brasil não vão retroceder”, reforçou Cadu, convocando os eleitores a irem às urnas no próximo domingo para votar 13 e consolidar um projeto de transformação e responsabilidade para o futuro dos potiguares.
Carlos Felipe***

Publicado por: Chico Gregorio


30/09/2026
10:24

ACM Neto

ACM Neto

247 – Um relatório da Polícia Federal atribui ao candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, a função de liderança de uma organização criminosa suspeita de obter recursos públicos por meio de contratos superfaturados. A investigação relaciona o político ao grupo do empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e a supostas fraudes em contratações públicas em Minas Gerais. As informações são da CNN Brasil.

Segundo relatório sigiloso produzido pela PF em novembro do ano passado, registros extraídos do celular de Marcos Moura mostram que ele e ACM Neto mantiveram 232 conversas entre agosto e dezembro de 2024, volume que, na avaliação dos investigadores, reforçaria a relação entre os dois.

“Ao analisarmos todo o conjunto probatório reunido nas oito fases da Operação Overclean, conclui-se que ACM Neto exerce a função de liderança da organização criminosa constituída para obtenção de recursos públicos a partir de contratos públicos superfaturados”, afirma o relatório da Polícia Federal, segundo a CNN.

Marcos Moura e outras 24 pessoas foram indiciados no âmbito da investigação sobre suspeitas de desvios de recursos públicos relacionados à destinação de emendas parlamentares. A PF estima que o esquema investigado tenha movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão em contratos considerados fraudulentos.

PF aponta atuação em contratos da Educação de Belo Horizonte

De acordo com os investigadores, o grupo teria buscado obter vantagens econômicas a partir de contratos fraudulentos e superfaturados celebrados pela Prefeitura de Belo Horizonte.

O relatório cita ainda “movimentações atípicas de dinheiro em espécie transportado em malas de viagens em aeronaves fretadas”.

A suspeita é de que o esquema tenha atuado em processos de contratação realizados pela Secretaria Municipal de Educação da capital mineira entre abril de 2024 e abril de 2025.

Segundo a PF, integrantes do grupo teriam sido inseridos em pontos da administração municipal para direcionar licitações e contratações a pelo menos seis empresas fornecedoras de produtos e serviços.

“Com o fim do mandato de ACM Neto na prefeitura de Salvador, e a partir de 2024, a organização criminosa ampliou sua área de atuação para a capital mineira mediante a ocupação dos seus integrantes em pontos chave da administração municipal”, afirma outro trecho do relatório divulgado pela CNN.

ACM Neto comandou a Prefeitura de Salvador entre 2013 e 2020.

Gonet apoiou medidas solicitadas pela PF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente a medidas solicitadas pela Polícia Federal durante a investigação.

Em parecer encaminhado no início de fevereiro ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet afirmou, segundo a reportagem, que os elementos reunidos pelos investigadores seriam consistentes em relação à materialidade dos fatos e à possível participação dos investigados na organização criminosa.

A Procuradoria-Geral da República também sustentou que uma nova operação poderia permitir a obtenção de documentos, registros, aparelhos eletrônicos, mídias e outros materiais considerados relevantes para o aprofundamento da apuração.

Para Gonet, os elementos apresentados pela PF indicavam ainda que o grupo investigado teria permanecido em atividade mesmo depois das primeiras etapas da Operação Overclean.

PF pediu busca contra ACM Neto e bloqueio de R$ 77,8 milhões

A Polícia Federal solicitou ao STF autorização para realizar busca e apreensão contra ACM Neto.

A corporação sustentou que o candidato teria participado da inserção de integrantes do grupo investigado na Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.

Os investigadores também pediram o bloqueio de até R$ 77,8 milhões em bens e valores de ACM Neto. Segundo a PF, o montante corresponde aos pagamentos realizados em três contratos analisados no curso da investigação.

O ministro Nunes Marques, porém, rejeitou as medidas contra o candidato.

Embora tenha autorizado outras providências na operação, o ministro considerou que os elementos apresentados não eram suficientes para justificar busca e apreensão ou bloqueio patrimonial contra ACM Neto naquele momento.

Nunes Marques permitiu medidas consideradas mais invasivas contra auxiliares e assessores investigados, com o objetivo de buscar provas que pudessem confirmar ou afastar as suspeitas apresentadas pela Polícia Federal.

A decisão judicial, portanto, não confirmou a conclusão da PF sobre ACM Neto e entendeu que as provas reunidas até então não sustentavam as medidas solicitadas diretamente contra ele.

Defesa fala em tentativa de interferência eleitoral

Em nota divulgada após a revelação do relatório, a assessoria de ACM Neto rejeitou as acusações e afirmou haver uma “tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas”.

Segundo a equipe do candidato, vazamentos seletivos estariam sendo utilizados para relacionar o nome de ACM Neto a fatos dos quais ele não participou.

“Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na eleição estadual da Bahia”, afirmou a assessoria.

Publicado por: Chico Gregorio


30/09/2026
10:17

Foto: Reprodução.

O bolsonarismo do RN,  vem travando uma luta silenciosa nos bastidores  para evitar  que a deputada federal Natália Bonavides seja novamente a mais votado na estado como aconteceu em 2022, quando a mesma obteve 157. 565 mil votos. A esposa do prefeito Paulinho Freire tem recebido apoios diariamente em vários municípios do estado, inclusive em Caicó, onde recebe o apoio do candidato a governador Álvaro Dias e de Adjuto Dias.Também apoia ela o candidato a deputado estadual Bibi Costa.

Em 2022, Paulinho Freira foi candidato a deputado  federal é obteve apenas 77.906 votos, metade dos da votação obtidos por Natália Bonavides.

Em 2024, Natália foi candidata à prefeita de Natal, obtendo no segundo turno    179.714 votos, contra Paulinho Freire que obteve com todo o apoio do prefeito Álvaro Dias, um total  222.661 votos, inclusive existem ações na Justica Eleitoral pelo uso da máquina administrativa, que ainda não foram julgadas. O bolsonarismo sabe que Natália Bonavides sendo novamente a mais votada com Lula reeleito presidente, vem disputar novamente a prefeitura da capital, com chances reais de derrotar Paulinho Freire, por isso essa guerra dos bastidores.
Relembre o caso 

Processo que pode cassar Paulinho e deixar Álvaro …


Blog do Barreto
https://blogdobarreto.com.br › processo-que-pode-cassa…
20 de fev. de 2026 — A ação trata de suposto uso sistêmico da máquina pública e abuso de poder em favor da eleição municipal. Entre os principais atingidos pela …


 

Publicado por: Chico Gregorio


30/09/2026
09:27


Parece que os precatórios resolveram sair do anonimato. O ministro Flávio Dino, do STF, pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, que sejam identificados os precatórios que possam ter sido pagos irregularmente nos últimos anos.

A movimentação ocorre no embalo das investigações envolvendo o Banco Master, que colocaram os precatórios do setor sucroalcooleiro no centro do escândalo. O CNJ já determinou o cancelamento de títulos que somam R$ 4,7 bilhões e, depois, de outros R$ 2,36 bilhões. A conta já passou dos R$ 7 bilhões.

Dino quer mais. Na avaliação do ministro, não basta cancelar alguns títulos e colocar um ponto final. É preciso descobrir quem recebeu, quem vendeu, quem comprou, por quanto, para onde o dinheiro foi e qual foi o caminho percorrido pelos créditos.

Traduzindo do juridiquês: a pergunta agora é quase de detetive, quem passou o precatório adiante e quem estava esperando na outra ponta?

O caso ganhou dimensão depois que a Polícia Federal encontrou no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro um contrato de R$ 427 milhões entre o Master e um escritório ligado à advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do TRF1. O escritório confirmou a existência do contrato, mas afirmou que não recebeu valores a título de pró-labore ou êxito.

Enquanto isso, Fachin já avisou que quer colocar transparência, segurança e rastreabilidade no mercado de precatórios. O CNJ trabalha, entre outras medidas, com um painel nacional para permitir a consulta de informações sobre cada título.

Ou seja: o precatório, que já era uma novela para quem espera anos para receber do governo, ganhou agora um novo capítulo,  o da perícia sobre quem recebeu, quem negociou e quem eventualmente se beneficiou no caminho.

E, nessa história, a pergunta que vale bilhões é simples: cadê o dinheiro?

Publicado por: Chico Gregorio


30/09/2026
09:20

Aos Fatos  e UOL – Não é verdade que o presidente Lula (PT) defendeu a pedofilia durante um discurso em Belém (PA) na última segunda-feira (28) ao dizer que “as mulheres aprendem a tomar toque desde pequenas”. O petista, na verdade, comparava os cuidados com a saúde: enquanto as mulheres realizam exames ginecológicos desde a infância, os homens fazem objeção ao exame de próstata.

Posts com o conteúdo enganoso reuniam ao menos 100 mil visualizações no X e centenas de interações nas redes da Meta.

Este imundo está normalizando a pedofilia no Brasil. Canalha, mil vezes canalha!

 

Posts enganosos têm compartilhado um trecho descontextualizado de um discurso do presidente Lula para sugerir que ele defendeu a pedofilia ou teria normalizado o assédio em crianças.

Em sua fala, na última segunda-feira (28), em Belém, o petista se referia aos cuidados de saúde e à resistência que os homens têm de fazer o exame de próstata — também conhecido como toque:

Veja a transcrição completa da fala:

“A minha mãe morreu de câncer aos 65 anos de idade, porque naquele tempo as condições de tratamento era muito precária. E hoje eu vi uma coisa que me orgulha. Eu vi uma coisa fantástica. Nós hoje fizemos a primeira operação robótica de próstata aqui no estado do Pará e no norte do país. A primeira operação robótica.

E por que que isso é importante? Porque o homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta, ele não gosta de toque, sabe? As mulheres aprendem tomar toque desde quando é pequena. O homem não, ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que quando ele tiver câncer de próstata vão dar muito toque nele.”

Em nenhum momento, portanto, ele defendeu ou normalizou o assédio contra crianças. Quando ele disse que as mulheres estão acostumadas com o toque, o petista se referia à consulta ginecológica que, de fato, é recomendada desde a infância.

Contatada pelo Aos Fatos, a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) disse que a alegação é “claramente falsa” e que “o presidente Lula historicamente condenou publicamente esse crime e sancionou leis que ampliam a proteção de crianças e adolescentes e endurecem as penas para crimes de violência e exploração sexual”.

Publicado por: Chico Gregorio