01/11/2026
10:27

Acompanhando as diversas análises pós-eleitorais sobre o desempenho dos candidatos, sobre quem cresceu e quem perdeu força, me deparei algumas vezes com avaliações sobre Larissa Rosado, eleita vice-governadora na chapa de Cadu Xavier.

De modo geral, essas análises apontam Larissa como uma fortíssima candidata à Prefeitura de Mossoró em 2028, sustentam que ela é uma liderança política de grande popularidade na cidade e afirmam que saiu das urnas muito maior do que entrou.

Diante deste cenário, após derrotas de Allsyon para o governo do RN, dos principais aliados como Zenaide Maia e Walter Alves ,  uma eventual candidatura de Larrisa Rosado a prefeitura de Mossoró, se torna uma preocupação para o grupo politico do ex-prefeito, talvez obrigando o mesmo ser o candidato ao invés do  atual prefeito Marcos Medeiros. Um outro fator que preocupa ainda mais  será uma eventual candidatura a prefeito do Cabo  Deyvison, que vai ajudar a dividir votos do sistema da situação,  deixando  o grupo de Larissa livre com seus seguidores.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
10:09

Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O ex-prefeito de Recife João Campos é considerado por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva um nome certo para participar do ministério do petista em seu quarto mandato

Sem mandato depois de ser derrotado por Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo governo de Pernambuco, Campos preside o PSB, principal partido aliado do PT tanto na eleição deste ano como na de 2022 — a legenda abriga Geraldo Alckmin, vice da chapa.

Segundo um auxiliar do presidente reeleito, a expectativa é que o ex-prefeito seja indicado na primeira conversa formal que o PSB tiver com Lula para discutir a composição do novo governo. Não há até o momento uma definição sobre qual pasta ele ocuparia.

O entorno do petista considera possível, porém, que o PSB pleiteie o Ministério da Ciência e Tecnologia, que foi comandado por Eduardo Campos, pai de João, entre 2004 e 2005, no primeiro mandato de Lula.

O entorno de Lula afirma que ele só deve começar a decidir a composição do ministério em seu quarto mandato depois de 16 de novembro, quando retornar de uma viagem à Turquia e às Filipinas.

Fonte: Folha PE

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
10:06

Nabor Wanderley comenta especulações sobre ministério no governo Lula e diz estar “pronto para as missões”

O ex-prefeito de Patos e ex-candidato ao Senado Federal, Nabor Wanderley, comentou, em entrevista ao programa Pode Conversar, na noite desse sábado (31), as especulações sobre a possibilidade de integrar o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a partir de 2027.

O assunto ganhou repercussão após uma publicação do jornalista Matheus Leitão, no portal Metrópoles, apontar Nabor como um dos nomes que poderiam ser considerados para assumir um ministério na próxima composição do governo federal.

Durante entrevista realizada no 4º Louva Sertão, em Patos, a equipe do Pode Conversar questionou diretamente o ex-prefeito sobre a possibilidade de receber um convite para integrar a equipe ministerial. Nabor evitou confirmar qualquer articulação e afirmou que não trabalha com base em especulações.

Na entrevista, Nabor também mencionou o resultado obtido nas eleições deste ano, quando recebeu quase 900 mil votos na disputa pelo Senado Federal. Segundo ele, a votação representa a confiança de milhares de paraibanos em seu projeto político e aumenta sua responsabilidade com a população.

“Estamos prontos para as missões. Temos uma experiência adquirida ao longo do tempo e, independentemente do cargo em que estejamos, estamos prontos para contribuir com o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.

Apesar das especulações sobre uma possível indicação para o governo federal, Nabor não confirmou ter recebido convite oficial. O ex-prefeito deixou em aberto a possibilidade de assumir novas missões na administração pública, reiterando sua disposição de continuar contribuindo com a Paraíba.

“A gente não trabalha em cima de especulação. Estou tranquilo, estou em paz, agradecendo sempre a Deus, acima de tudo”, destacou.

Na entrevista, Nabor também mencionou o resultado obtido nas eleições deste ano, quando recebeu quase 900 mil votos na disputa pelo Senado Federal. Segundo ele, a votação representa a confiança de milhares de paraibanos em seu projeto político e aumenta sua responsabilidade com a população.

“Estamos prontos para as missões. Temos uma experiência adquirida ao longo do tempo e, independentemente do cargo em que estejamos, estamos prontos para contribuir com o desenvolvimento do nosso estado”, afirmou.

Apesar das especulações sobre uma possível indicação para o governo federal, Nabor não confirmou ter recebido convite oficial. O ex-prefeito deixou em aberto a possibilidade de assumir novas missões na administração pública, reiterando sua disposição de continuar contribuindo com a Paraíba.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte-americano. A declaração foi dada a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.

Apesar de descartar a reunião, Trump prestou apoio ao parlamentar e voltou a contestar o resultado das urnas no Brasil. “Sem planos de encontrá-lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça”, declarou em entrevista ao pool de imprensa.

Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Governo norte-americano nega apoio na saída do Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída do senador do território brasileiro, embora tenha confirmado a permissão de ingresso no país.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.

(mais…) 

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:52

lula-flavio-bolsonaro

Dias depois de uma eleição que sacudiu as estruturas do país e abalou até o eixo político do planeta, o derrotado Flávio Bolsonaro escafedeu-se

Deixou o país passando pela Argentina e pelo Equador e homiziou-se nos Estados Unidos. Antes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia mandado recolher seus passaportes a partir de relatório da Polícia Federal sobre o risco de fuga no inquérito em que o ex-candidato é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A Polícia Federal viu o risco, e o ex-candidato confirmou o diagnóstico. A ordem de Moraes também o proibia de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado no mesmo caso. Tomaz também está nos Estados Unidos, para onde viajou às vésperas do segundo turno.

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:47

Filme "Úrsula" estreia neste domingo, no Curta Caicó

O 9º Festival de Cinema Curta Caicó iniciou terça-feira (27) com mostras de cinema e atividades formativas, e encerra neste domingo, dia 1° de novembro, com exibição de filmes na Praça de Sant’Ana, a partir das 20h.
Imagem
Neste domingo, serão lançados quatro curtas-metragens produzidos por participantes do 5º Laboratório de Roteiro do Curta Caicó, entre eles, o filme “Úrsula”, com direção e roteiro da jornalista, Anna Jailma, que traz Nevinha Úrsula, aos 93 anos, compartilhando memórias da família Úrsula, a partir da lembrança de sua avó Úrsula Maria da Conceição, que foi escravizada.
“As memórias de tia Nevinha Úrsula trazem sua avó Úrsula, a descoberta da mina de sheelita no sítio Quixeré, e as vivências festivas de outrora. Nos relatos, ela nos transmite a emoção, de quem fez parte da história e hoje, aos 93 anos, visita cada recanto da memória, com uma mistura de sentimentos, que prende o coração da gente” , diz Anna Jailma, que fez direção e roteiro, a partir de sua participação no 5° Laboratório de Roteiristas do Curta Caicó.
O filme “Úrsula” tem Direção e Roteiro de Anna Jailma; Assistente de Direção, Adriano Dantas; Direção de Fotografia, de Osani Silva; Som Direto, de Julhin de Tia Lica; Direção de Produção, Ed Júnior; Produção Local, Erick Fernandes; Edição e Montagem, Julhin de Tia Lica; e Still/Making Of, Hyally Carvalho.
O 9º Curta Caicó é uma produção da Agência Referência, com patrocínio da Neoenergia Cosern, Instituto Neoenergia e Sesc, por meio do Sistema Fecomércio.
O evento tem apoio do BNB Cultural, Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte, Místika, Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte (ACCIRN), InterTV Cabugi e Urbano Norte. A realização é do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Secretaria de Cultura do RN e do Programa Cultural Câmara Cascudo
 
Meu filme “Úrsula” estreia neste domingo, 20h, na Praça de Sant’Ana

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:39

Luzia Cavalcanti

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu 63 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho no Rio Grande do Norte em três dias. Em todo o País, o canal específico criado pela pasta reuniu 4.305 relatos entre quarta-feira 28 e sexta-feira 30 de outubro.

Os registros começaram a ser contabilizados três dias após o segundo turno das eleições, realizado no domingo 25, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o ministério, todas as denúncias estão em análise pela Auditoria Fiscal do Trabalho, e o recebimento de um relato não significa que a irregularidade esteja comprovada.

Imagem institucional do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ministério do Trabalho recebeu 63 denúncias de assédio eleitoral no RN entre 28 e 30 de outubro — Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O novo balanço foi divulgado em meio à circulação de relatos e publicações nas redes sociais sobre possíveis retaliações políticas depois da eleição. No Rio Grande do Norte, o MPT-RN abriu procedimento para investigar uma empresária de Macaíba que publicou um vídeo afirmando que não contrataria apoiadores do PT. Após a repercussão, ela pediu desculpas e declarou que os processos seletivos seriam orientados apenas por critérios profissionais.

MPT também apura denúncias no RN

Em levantamento separado, o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) informou ter recebido 42 denúncias até 27 de outubro. Esse número não pode ser somado nem comparado diretamente aos 63 registros do Ministério do Trabalho, porque os órgãos possuem canais próprios e consideram períodos diferentes.

O MPT-RN continua recebendo relatos, inclusive sobre possíveis demissões, ameaças e outras represálias praticadas depois da divulgação do resultado das urnas. Para o órgão, a dependência econômica do trabalhador não pode ser utilizada como instrumento de pressão política.

A repercussão dos casos também chegou ao Congresso. Os deputados federais potiguares Natália Bonavides e Fernando Mineiro, ambos do PT, estão entre os autores de uma proposta que pretende incluir no Código Penal o crime de discriminação por voto ou convicção política. O projeto ainda será analisado e não está em vigor.Nordeste concentra 784 registros

O Nordeste concentrou 784 denúncias encaminhadas ao canal do Ministério do Trabalho, o equivalente a 18,2% do total nacional. O Ceará liderou os registros na região, com 172, seguido pela Bahia, com 169; Pernambuco, com 137; Maranhão, com 99; e Rio Grande do Norte, com 63.

A Região Sudeste reuniu o maior volume de manifestações, com 2.087 registros, ou 48,5% do total. São Paulo teve 1.325 denúncias, seguido pelo Rio de Janeiro, com 354; Minas Gerais, com 345; Paraná, com 268; e Santa Catarina, com 259.

O assédio eleitoral ocorre quando o poder existente em uma relação de trabalho é utilizado para pressionar, constranger ou punir alguém por causa do voto ou de uma posição política. A prática pode acontecer antes, durante ou depois das eleições.

Entre as situações que podem ser denunciadas estão ameaças de demissão, dispensa motivada pela escolha eleitoral, pressão para votar em determinado candidato, promessa de benefícios em troca de apoio e recusa de contratação em razão do posicionamento político.

Conversas sobre política no trabalho, por si só, não caracterizam assédio. A irregularidade pode ocorrer quando há coação, humilhação, discriminação, ameaça ou tentativa de usar a hierarquia profissional para interferir na liberdade política do trabalhador.

Durante o segundo turno, o Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região manteve um plantão especial em Natal e Mossoró para receber relatos e orientar trabalhadores que se sentissem pressionados por causa de suas escolhas eleitorais.

Denúncias ainda serão apuradas

A Auditoria Fiscal do Trabalho analisa as informações recebidas e poderá realizar fiscalizações para verificar as situações relatadas. Quando uma irregularidade é identificada, podem ser adotadas medidas administrativas e feitos encaminhamentos a outros órgãos públicos.

O Ministério do Trabalho ressaltou que os números representam denúncias recebidas, e não casos já comprovados. A confirmação depende da análise de documentos, depoimentos, mensagens e outros elementos relacionados a cada situação.

As apurações podem resultar em autos de infração e encaminhamentos ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Eleitoral e a outros órgãos, conforme as circunstâncias identificadas.

Como denunciar

Quem sofreu ou presenciou assédio ou discriminação política no trabalho pode registrar a denúncia pelo canal do Ministério do Trabalho, em assedioeleitoral.trabalho.gov.br, ou pela página do MPT, em mpt.mp.br/assedio-eleitoral.

O denunciante deve informar, sempre que possível, a data, o local, a identificação do empregador e uma descrição do ocorrido. Mensagens, áudios, vídeos, capturas de tela, documentos e contatos de testemunhas podem contribuir para a apuração. Os relatos são tratados de forma sigilosa pelos órgãos responsáveis.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:30

Foto: Reprodução

O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza Oliveira, comentou a possibilidade de dobrar o efetivo da corporação, dos atuais 13 mil para aproximadamente 26 mil policiais, em meio às discussões sobre a PEC da Segurança Pública. Em entrevista ao programa Poder em Foco, o dirigente relacionou a necessidade de reforçar o quadro às novas atribuições que poderão ser assumidas pela PRF, caso a proposta seja aprovada e regulamentada.

Questionado se a PEC prevê o aumento do número de policiais rodoviários federais, Oliveira explicou que o texto constitucional não estabelece um quantitativo de servidores, mas reconheceu a necessidade de ampliação.

“O texto constitucional não desce a esse nível, mas isso vai precisar ser regulamentado”, afirmou.

Segundo o diretor-geral, a expansão do efetivo já deve ter sido considerada pelos responsáveis pela elaboração da proposta.

“E certamente isso está no cálculo de quem propôs a PEC, de que é necessário, sim, a ampliação do efetivo da PRF para que a gente consiga abarcar as novas atribuições, tanto em estrutura quanto em pessoal”, acrescentou.

Durante a entrevista, o apresentador também lembrou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a intenção de dobrar o número de policiais rodoviários federais. Oliveira confirmou que o presidente já mencionou publicamente essa possibilidade, além da ampliação do efetivo da Polícia Federal. A declaração, entretanto, não representa a autorização de um novo concurso PRF. O aumento do quadro ainda depende de decisões do Governo Federal e de medidas posteriores à eventual aprovação da PEC.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:25


A comissão de transição entre os governos de Fátima Bezerra (PT) e Cadu Xavier (PT) poderá propor mudanças na estrutura administrativa do Rio Grande do Norte, incluindo fusão de órgãos, revisão de programas e contratos. A informação foi dada pela controladora-geral do Estado, Luciana Daltro, em entrevista ao programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, nesta quinta-feira (29).

Indicada para coordenar a equipe, Luciana ressaltou que as possibilidades estão entre as atribuições da comissão, mas ponderou que isso não significa, necessariamente, a realização de uma reforma administrativa.

Os trabalhos já foram instituídos oficialmente. Nesta quinta-feira, segundo a controladora, a Controladoria-Geral do Estado deverá expedir uma instrução normativa para definir os dados que as unidades gestoras precisam fornecer à equipe.

As atividades presenciais estão previstas para começar na próxima quinta-feira (5), na Escola de Governo.

A comissão terá duas prioridades: garantir a continuidade dos serviços públicos durante a mudança de gestão e apresentar ao governo eleito um diagnóstico da situação fiscal, contábil e orçamentária do Estado, além dos projetos em andamento.

O levantamento servirá de base para as propostas que poderão orientar a nova administração, com posse prevista para 6 de janeiro.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:17

DeFato.com - Blog do Cesar Santos
Foto ilustrativa/Redes sociais;
O deputado estadual Vivaldo Costa (conhecido como “Papa Jerimum”)  comemora  que nasceu em  1º de novembro de 1939,  está  hoje completando 87 anos  de idade.  Vivaldo Costa cumpre seu último mandato na assembleia legislativa do RN, graças a uma atitude da governadora Fátima Bezerra que indicou George Soares para o TCE, o que possibilitou o Papa Jerimum assumir pois era o primeiro suplente da coligação. 
Nas eleições deste ano, deve ter sido um momento de muito sofrimento para Vivaldo Costa ao ver seus aliados abandonarem o Time de Lula nas eleições , passando a apoiar Allyson Bezerra, com o mesmo impossibilitado por limitações da idade e de um acidente doméstico que sofreu de ajudar como era seu desejo ao projeto politico da governadora Fátima Bezerra, em gratidão ao mandato recebido.

 

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
09:02

Foto: Reprodução Cornershop

Por Rosana Pinheiro Machado*

Folha de S. Paulo

As novas classes aspiracionais são fundamentais para entender o cenário político brasileiro. Elas são a base ascendente da pirâmide. Qualquer mudança de um lado ou de outro impacta as urnas.

Argumentei em artigo na Ilustríssima que o Brasil ia às urnas dividido entre aqueles que viram sua vida melhorar com políticas públicas sustentáveis dos anos lulistas, e aqueles que se ressentem e projetaram seus sonhos em projetos políticos ultraindividualistas e alinhados à extrema direita.

Em uma das minhas últimas pesquisas sobre as aspirações de quem saiu da pobreza por meio de políticas sociais, encontrei uma nova geração que rejeita o extremismo. Em um dos maiores processos de mobilização social já vistos na história do país, essas pessoas lutaram pela democracia nas últimas semanas e levaram seus avós às urnas.

Elas entendem que as aspirações alcançadas são resultado de esforço individual e de políticas públicas combinadas ao longo de gerações. Veem o Estado como aliado nessa trajetória. Sabem que as melhorias vêm com o tempo e não são garantidas. Sem essa memória viva do que significa mobilidade social na prática, não haveria André Janones que pudesse resolver a eleição.

Mas eu ainda quero falar sobre a outra metade da base ascendente da pirâmide social. Aquela que tem aspirações legítimas de ascensão, mas percebe o Estado como ausente nesse projeto. A que votou em Flávio Bolsonaro (PL) ou simplesmente não foi votar por não estar mobilizada. Essas pessoas ainda estarão no centro das disputas ideológicas nos próximos anos.

A força da mobilização política venceu. Mas a transformação da classe trabalhadora continua a avançar rapidamente, com tecnologia alienante, desagregação social e fé na meritocracia vazia. O sonho da prosperidade pelo empreendedorismo e da autonomia também cresce.

Para esses segmentos, há um ecossistema digital gigantesco de coaches e influenciadores de extrema direita que vendem sonhos e valores políticos a esses novos empreendedores e trabalhadores plataformizados

O Brasil mostrou uma força contra a extrema direita que deve ser copiada em todo o mundo, mas isso não anula o fato de que a subjetividade antidemocrática — com tendências libertárias, conservadoras e autoritárias — continua conquistando corações e mentes, ganhando espaço entre as classes trabalhadoras, ainda que silenciosamente.

Esses grupos continuam representando milhões de pessoas insatisfeitas com o governo, vendo o Estado como inimigo e abraçando narrativas autoritárias e populistas que atendem à sua raiva e aos seus sonhos de ascensão por suposto mérito próprio.

A vitória do fim da escala 6×1 foi uma das maiores conquistas da sociedade brasileira das últimas décadas. Transforma a vida de trabalhadores formais, dá dignidade e liberdade a milhões de trabalhadores. É preciso, agora, que o governo expanda seu olhar para os informais, os autônomos e os aspirantes a empreendedores.

A alternativa mais eficaz, no médio e no longo prazo, é gerar empregos bem-remunerados e gratificantes. Mas há uma multidão autônoma que quer permanecer autônoma. O perdão de dívidas e a ampliação da cobertura de MEIs (microempreendedores individuais), por exemplo, são políticas importantes e merecem ser comunicadas da forma devida.

É preciso também oferecer capacitação empreendedora, por meio de plataformas digitais governamentais, que alcance milhões de pessoas gratuitamente e transmita valores coletivos e democráticos —  não contrário do que recebem milhões de aspirantes a empreendedores, que hoje estão completamente à mercê de influenciadores alinhados à extrema direita, que cobram por cursos que prometem muito e entregam pouco.

Mas, principalmente, diferentes ministérios devem trabalhar juntos, promovendo maior diálogo entre as pastas, para criar sistemas integrados de interesses comuns que atenuem a desproteção dessa nova classe trabalhadora.

É preciso mostrar, de forma mais enfática, a esse novo trabalhador que há um governo atento às suas aspirações e que produz políticas públicas concretas, para além do discurso de raiva e das falsas promessas que coaches de internet tentam vender — e que foram reproduzidas na campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro nos debates.

A partir de minhas conversas com diversos segmentos do governo, seria injusto dizer que o governo não tem se preocupado com a transformação da classe trabalhadora, bem como com suas aspirações, sonhos e frustrações.

O PT voltou ao poder após um golpe, uma prisão injusta e um governo bolsonarista, após uma pandemia que devastou o país. Nesse meio-tempo, o Brasil se uberizou, e isso teve efeitos políticos sobre as maiorias. O PT retornou ao poder tentando olhar para esses segmentos e recuperar o tempo perdido. Mas é preciso urgência.

*É Professora titular de estudos globais da University College Dublin, na Irlanda, onde dirige o laboratório Digital Economy and Extreme Politics.

** Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
08:56

Bruno Barreto**

A maioria dos institutos de pesquisa que divulgaram levantamentos sobre o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte apontou Allyson Bezerra (UB) na liderança, mas quem venceu a eleição de 25 de outubro foi Cadu de Lula (PT), com 50,77% dos votos válidos contra 49,23% do adversário.

Um levantamento do Blog do Barreto, considerando as últimas pesquisas identificadas de 13 institutos, revela diferenças expressivas de desempenho entre as empresas. A Media/O Potengi apresentou o resultado numericamente mais próximo das urnas, seguida pela AtlasIntel e pela Mensury.

A Media/O Potengi, com entrevistas realizadas entre 19 e 23 de outubro, apontou Cadu com 50,7% e Allyson com 49,3% dos votos válidos. A diferença para o resultado oficial foi de apenas 0,07 ponto percentual para cada candidato.

A AtlasIntel ficou em segundo lugar, com diferença de 0,27 ponto percentual, seguida pela Mensury, com 0,74 ponto.

Ranking de precisão das pesquisas

O levantamento considera a diferença absoluta, em pontos percentuais, entre a votação estimada para cada candidato e o resultado das urnas. Como a disputa envolveu apenas dois candidatos, o erro absoluto é igual para ambos quando os percentuais são normalizados para votos válidos.

Posição Instituto Encerramento do campo Diferença
1º Media/O Potengi 23/10 0,07 p.p.
2º AtlasIntel 23/10 0,27 p.p.
3º Mensury 19/10 0,74 p.p.
4º Quaest 24/10 1,33 p.p.
5º Seta 24/10 1,47 p.p.
6º Affare 12/10 1,86 p.p.
7º Exatus 21/10 2,28 p.p.
8º DataTrends 21/10 2,38 p.p.
9º Real Time Big Data 19/10 2,49 p.p.
10º DataVero 24/10 3,78 p.p.
11º Item 22/10 3,88 p.p.
12º Data Capital 19/10 4,20 p.p.
13º Qualittá 20/10 5,66 p.p.

Fonte: levantamento do Blog do Barreto a partir dos percentuais de votos válidos das pesquisas e do resultado eleitoral. As datas correspondem ao último dia de aplicação dos questionários.

Oito institutos apontaram o candidato derrotado na liderança

Dos 13 institutos analisados, oito apresentaram Allyson Bezerra à frente de Cadu de Lula em suas últimas pesquisas, enquanto cinco indicaram vantagem para o petista.

Isso significa que 61,5% dos levantamentos apontaram uma liderança que não se confirmou nas urnas.

A diferença mais expressiva ocorreu na pesquisa Qualittá, que projetou Allyson com 54,89% dos votos válidos e Cadu com 45,11%. O instituto apresentou uma diferença absoluta de 5,66 pontos percentuais em relação ao resultado oficial.

A Data Capital também apresentou distância considerável, com 53,43% para Allyson e 46,57% para Cadu na modalidade espontânea, uma diferença de 4,20 pontos percentuais em relação à votação efetiva.

A Item registrou erro absoluto de 3,88 pontos, enquanto a DataVero ficou em 3,78 pontos.

Pesquisa realizada na véspera não foi garantia de precisão

Um dos aspectos mais relevantes do levantamento é a relação entre a data de aplicação dos questionários e a proximidade dos números com o resultado eleitoral.

As pesquisas Quaest, Seta e DataVero encerraram seus trabalhos de campo em 24 de outubro, apenas um dia antes da eleição.

Apesar disso, apresentaram desempenhos bastante diferentes.

A Quaest teve diferença absoluta de 1,33 ponto percentual, a Seta de 1,47 ponto e a DataVero de 3,78 pontos.

Já a Mensury, cujo trabalho de campo terminou seis dias antes da eleição, apresentou diferença de apenas 0,74 ponto percentual, sendo a terceira mais próxima das urnas.

A Affare, com entrevistas encerradas 13 dias antes da votação, registrou diferença de 1,86 ponto, desempenho melhor que o de vários institutos com levantamentos mais recentes.

Esses números mostram que a antecedência da pesquisa não explica, isoladamente, sua precisão. Fatores como metodologia de coleta, seleção da amostra, ponderação dos entrevistados, tratamento dos indecisos e mudanças na preferência dos eleitores também podem influenciar os resultados.

DataVero teve mudança expressiva entre as últimas rodadas

O desempenho da DataVero chama atenção porque uma rodada anterior do instituto, realizada entre 13 e 15 de outubro, havia apresentado números muito próximos do resultado final.

Naquela ocasião, o instituto apontava Cadu com 50,53% dos votos válidos e Allyson com 49,47%, uma diferença de apenas 0,24 ponto percentual em relação às urnas.

Entretanto, na última pesquisa, divulgada no sábado, 24 de outubro, a DataVero apresentou Allyson com 53,01% e Cadu com 46,99%.

O levantamento final ficou 3,78 pontos percentuais distante do resultado oficial para cada candidato e indicou vantagem para Allyson, que acabou derrotado.

O episódio demonstra como uma pesquisa intermediária pode se aproximar mais das urnas do que a última rodada de um mesmo instituto.

O que os números revelam

Considerando os 13 institutos, o erro absoluto médio foi de aproximadamente 2,34 pontos percentuais.

O desempenho das pesquisas não foi uniforme. Enquanto Media/O Potengi e AtlasIntel praticamente reproduziram o equilíbrio observado nas urnas, outros levantamentos projetaram vantagens mais amplas para Allyson.

É importante observar que a diferença entre uma pesquisa e o resultado eleitoral não equivale necessariamente a um erro estatístico ou metodológico. As pesquisas retratam as preferências dos entrevistados no período da coleta, enquanto a votação registra as escolhas feitas no dia da eleição.

Também é necessário distinguir a capacidade de apontar corretamente o vencedor da proximidade numérica com o resultado. Quaest e Seta, por exemplo, apresentaram diferenças relativamente pequenas em relação às urnas, mas indicaram Allyson na liderança.

Outro cuidado é a comparação entre modalidades de pesquisa. O levantamento da Data Capital utilizado neste ranking é espontâneo, enquanto outros institutos trabalharam com cenários estimulados. Essa diferença deve ser considerada na interpretação dos resultados.

O balanço do segundo turno no Rio Grande do Norte deixa uma conclusão importante: não foi simplesmente a pesquisa mais recente que apresentou o melhor desempenho, mas aquela cujos números mais se aproximaram da distribuição efetiva dos votos.

A comparação também reforça a importância de observar o conjunto dos levantamentos, as datas de campo e os procedimentos metodológicos, em vez de tratar uma pesquisa isolada como antecipação definitiva do resultado eleitoral.

Nota metodológica

O ranking utiliza os números e as datas reunidos no levantamento, incluindo a atualização da DataVero divulgada em 24 de outubro e a pesquisa espontânea da Data Capital. A classificação mede a proximidade numérica com o resultado das urnas, não a qualidade metodológica geral dos institutos. A comparação deve ser considerada preliminar até a conferência integral dos relatórios originais e dos registros eleitorais de todas as últimas rodadas.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
08:51

Foto: cedida/Bruno Barreto***

Muita gente tem se perguntado qual será o futuro do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), após a frustração nas urnas no último domingo.

Primeiro, é preciso dizer que a derrota foi eleitoral e política.

A primeira constatação dispensa explicação. A segunda exige um aprofundamento: foi uma derrota política porque Allyson é um político que vinha em uma ascensão meteórica, saindo, em oito anos, de um desconhecido presidente de sindicato a favorito ao Governo.

Durante todo o ano de 2026, a perspectiva era de vitória no primeiro turno e de que, se houvesse segundo turno, seria mera formalidade.

Eu mesmo cheguei a considerar, com base nas pesquisas, que ele só perderia se ficasse fora do segundo turno.

A derrota política advém da expectativa criada.

Mas ele está longe de estar acabado. Preserva um bom capital político em Mossoró e tudo vai depender de como vai se comportar nestes quatro anos sem mandato.

Por enquanto, a única certeza que se tem é que ele precisa se apresentar à Ufersa até o dia 5 de novembro para voltar a trabalhar como técnico de laboratório.

Publicado por: Chico Gregorio


01/11/2026
08:48

Foto:Joe Raedle/Getty Images

Por Ruy Castro*

Folha de S. Paulo

Qual você prefere? Amarelão, covarde, medroso, pusilânime, frangote, maricas, desertor, foragido, poltrão, peidão, pipoqueiro, frouxo, trêmulo, borrão, arregão? Ou, numa palavra, cagão —digo, fujão? Se você for um dos meus fiéis leitores bolsonaristas ou um dos 59.826.041 eleitores que cravaram o número de Flávio Bolsonaro na urna neste domingo (25), a escolha é farta. Todas definem o caráter do homem que, não fosse por outros 64.256.232 brasileiros, poderia ser agora o presidente da República. Derrotado e sujeito a investigação e processo por uma quantidade de acusações —a escolha também é farta—, preferiu escafeder-se a enfrentar a Justiça. Onde está o machão que ele fingia ser?

Menos de 12 horas depois de produzir um vídeo em que bateu no peito e desmentiu a possibilidade de fugir do país —ao contrário, entregaria os passaportes e ficaria para liderar a oposição, retomar o Brasil e fazer e acontecer—, meteu-se na escuridão, tomou um avião na moita ou atravessou de cócoras a fronteira e foi se esconder sob a gravata vermelha de seu chefe, Donald Trump.

Como ficaram seus seguidores que assistiram ao vídeo e acreditaram nele? Como passaram a vê-lo depois desta? Se quiserem, aqui vão sugestões: falso, embusteiro, fingido, enganador, trapaceiro, mendaz, pérfido, perjuro, desleal, simulado, charlatão, cascateiro, impostor, xavequeiro, patureba, trambiqueiro. Ou, também, em uma palavra, mentiroso.

É uma atitude decepcionante para alguém que, assim como seus adeptos, fala grosso, faz arminha, ronca motocicletas e exibe braços musculosos sob as camisetas amarelas, mas é incapaz de enfrentar uma Justiça armada apenas com fatos, números e provas. A contrapô-los com seus próprios fatos, números e provas, escolheu vazar, escapar, ciscar, dar o pira, cair fora, dar no pé, picar a mula. Em resumo, fugir.

Ao abandonar seus eleitores —na verdade, traí-los—, Flávio Bolsonaro apenas repetiu o que levou toda a campanha fazendo: mentir para eles, iludi-los, ludibriá-los, fazê-los de otários.

*É jornalista, escritor, biografo e integrante da Academia Brasileira de Letras.

** Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


31/10/2026
11:23

MP pede ao TCU suspensão do aumento do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 anunciado por Lula

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu a suspensão do reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula. A representação foi apresentada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, que questiona a previsão orçamentária para custear o aumento e aponta possíveis irregularidades na medida.

O Ministério Público argumenta que o decreto não apresenta estimativa do impacto financeiro nem indica claramente a fonte dos recursos. Também questiona se o reajuste poderia ser autorizado por decreto presidencial. O governo, por sua vez, afirma que a correção recompõe a inflação acumulada desde 2023 e que há recursos disponíveis para custear a medida.

Com o reajuste, o benefício mínimo por família passou de R$ 600 para R$ 691. O pedido de suspensão ainda depende de análise do TCU.

Portanto, não significa que o aumento tenha sido cancelado ou que os pagamentos estejam suspensos.

Publicado por: Chico Gregorio