22/09/2026
08:58

Cruzeta se prepara para a Festa de Nossa Senhora dos Remédios 2026 com grandes atrações

Carlos Felipe****

A programação mais esperada do ano em Cruzeta já está chegando! A Festa de Nossa Senhora dos Remédios 2026, conhecida como a festa mais popular do Seridó, promete realizar mais uma edição memorável marcada por tradição, fé, cultura e muita emoção. De 08 a 18 de outubro, a Praça de Eventos Dr. Sílvio Bezerra de Melo será o grande palco desse encontro de devoção e entretenimento que faz parte da história e da identidade do povo cruzetense.

Impacto na Economia Local e Turismo Regional

Além da sua forte dimensão religiosa e cultural, a Festa de Nossa Senhora dos Remédios exerce um papel fundamental no desenvolvimento econômico do município. Todos os anos, o evento atrai milhares de visitantes vindos de diversas cidades do Rio Grande do Norte e até de outros estados, lotando a rede hoteleira, movimentando restaurantes, bares, o comércio formal e informal, e gerando oportunidades de emprego e renda para a população local.

A festa é um momento de reencontro de famílias e amigos que voltam à sua terra natal, transformando o mês de outubro em uma época de aquecimento financeiro e celebração coletiva para toda a região do Seridó.

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Publicado por: Chico Gregorio


22/09/2026
08:52

Crédito da foto: .Arte Congresso em Foco gerada por IAOs R$ 456 milhões repassados por pessoas físicas a candidaturas e partidos equivalem a cerca de 9% d

 

Pessoas físicas já destinaram ao menos R$ 456 milhões a candidatos e partidos nas eleições de 2026, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consultados na manhã desta segunda-feira (21). Até aquele momento, 34 doadores haviam contribuído com pelo menos R$ 1 milhão.

Para dimensionar o peso das doações privadas, até 20 de setembro as campanhas haviam declarado R$ 4,68 bilhões provenientes do Fundo Eleitoral e R$ 386,2 milhões do Fundo Partidário. Juntos, os dois fundos públicos somavam R$ 5,06 bilhões. Os R$ 456 milhões repassados por pessoas físicas equivalem a cerca de 9% desse montante.

O empresário Carlos Seabra Suarez, ligado aos setores de gás natural e energia, liderava o ranking nacional, com aproximadamente R$ 5,74 milhões. Os cinco maiores doadores somavam R$ 18,54 milhões:

– Carlos Seabra Suarez — R$ 5,74 milhões

– Alexandre Grendene Bartelle — R$ 3,9 milhões

– Rubens Ometto Silveira Mello — R$ 3,85 milhões

– Robert Carlos Lyra — R$ 2,6 milhões

– Pedro Grendene Bartelle — R$ 2,45 milhões

Alexandre e Pedro Grendene são cofundadores da fabricante de calçados Grendene. Rubens Ometto preside o conselho de administração da Cosan, e Robert Lyra, a Delta Sucroenergia.

Maiores doadores diversificam os destinos

Os maiores financiadores adotaram estratégias diferentes. Suarez concentrou quase todo o dinheiro em diretórios partidários e distribuiu recursos entre seis legendas. Alexandre Grendene, por sua vez, repassou todo o valor diretamente a cinco candidaturas, cada uma de um partido, segundo levantamento da plataforma independente 72Horas, de monitoramento de doações eleitorais.

Rubens Ometto destinou R$ 2,35 milhões diretamente a 15 candidatos de nove partidos; o restante foi repassado a diretórios partidários. Pedro Grendene distribuiu suas contribuições entre seis candidaturas de cinco siglas: PT, PL, PSB, PSDB e PSD.

2% concentram quase metade das doações

O ranking dos maiores financiadores soma doações a candidatos e partidos. Quando o recorte considera apenas os recursos destinados diretamente às candidaturas, a concentração fica mais evidente.

Dados do 72Horas mostram que 929 pessoas doaram mais de R$ 50 mil cada. Elas representam cerca de 2% dos 47,7 mil doadores identificados, mas respondem por R$ 180,27 milhões — aproximadamente 48% das doações de pessoas físicas feitas diretamente às campanhas.

Na outra ponta, 27.656 pessoas contribuíram com até R$ 2 mil. Elas representam 58% dos doadores, mas desembolsaram, juntas, R$ 20,15 milhões, equivalentes a 5,4% do total. O valor mediano das contribuições foi de R$ 100 mil entre os grandes doadores e de R$ 500 entre os pequenos.

A comparação considera os dois extremos da base. Os doadores que destinaram mais de R$ 2 mil e até R$ 50 mil não integram nenhum dos grupos.

Os grandes financiadores também tendem a apoiar mais de uma candidatura. Cerca de um em cada três doou para mais de um nome. Entre os pequenos, a proporção foi de aproximadamente um em cada 63. Mais da metade do dinheiro dos grandes doadores veio de pessoas que dividiram suas contribuições entre diferentes campanhas.

Homens brancos recebem a maior parcela

Homens brancos receberam 68% do dinheiro dos grandes doadores, embora representem 46% das candidaturas que tiveram alguma contribuição de pessoa física. Entre os pequenos doadores, a parcela destinada a esse grupo cai para 49%.

Mulheres ficaram com 24% do dinheiro dos pequenos doadores e 13% dos recursos dos grandes. Candidatos pretos e pardos receberam 37% dos valores do primeiro grupo, ante 22% do segundo.

A diferença é maior entre as mulheres negras. Elas representam 12% das candidaturas que receberam doações de pessoas físicas, ficaram com 11% do dinheiro dos pequenos doadores e com apenas 3% dos recursos dos grandes.

Grandes doadores priorizam governos e Senado

O destino do dinheiro também muda conforme o valor da contribuição. Entre os grandes doadores, 20% dos recursos foram para candidatos a governador e 13% para o Senado. Entre os pequenos, essas parcelas foram de 2% e 3%, respectivamente.

Nas eleições proporcionais, ocorre o contrário. Candidatos a deputado estadual receberam 59% das pequenas contribuições, ante 35% das grandes. Na disputa para deputado federal, os percentuais foram de 32% e 27%.

Há diferenças também entre os partidos. O PL recebeu 20% do dinheiro dos grandes doadores e 11% dos recursos dos pequenos. No PSD, as parcelas foram de 14% e 11%; no Republicanos, de 11% e 8%. No PT, a relação se inverteu: a legenda ficou com 10% das grandes contribuições e 16% das pequenas.

Como funciona o financiamento

No Brasil, empresas são proibidas de financiar campanhas eleitorais. Candidatos podem receber recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, distribuídos pelas legendas, além de doações de pessoas físicas — inclusive por financiamento coletivo — e dinheiro próprio. Pelas regras do TSE, cada pessoa pode doar até 10% dos rendimentos brutos obtidos no ano anterior, enquanto o autofinanciamento é limitado a 10% do teto de gastos do cargo disputado. Doações financeiras iguais ou superiores a R$ 1.064,10 devem ser feitas por transferência entre as contas do doador e do beneficiário ou por cheque cruzado e nominal.

O total de R$ 456 milhões e o ranking dos maiores financiadores somam doações de pessoas físicas a candidatos e partidos registradas no DivulgaCandContas. Os demais recortes, elaborados pela plataforma 72Horas, consideram registros declarados até 21 de setembro e abrangem somente doações diretas de pessoas físicas às candidaturas, sem autofinanciamento ou recursos entregues às legendas. Os valores são parciais e podem mudar com novos lançamentos ou retificações.

Fonte: Congresso em Foco

Publicado por: Chico Gregorio


22/09/2026
08:41

Publicado por: Chico Gregorio


22/09/2026
08:38

O grande objetivo da passagem de Flávio Bolsonaro pelo Rio Grande do Norte foi alcançar o eleitor que vota nele para presidente, mas não vota em Álvaro Dias para governador. Algumas pesquisas mostram que uma parcela significativa do eleitorado de Flávio também vota em Allyson Bezerra para o Governo.

Os efeitos da presença de Flávio em Natal deverão ser medidos nos próximos dias pelas pesquisas que já estão em campo, captando as impressões dos eleitores após o evento.

Assim como Álvaro tenta tirar de Allyson o voto bolsonarista, Cadu Xavier faz movimento semelhante na tentativa de conquistar o eleitor lulista que hoje vota em Allyson.

É aí que reside uma questão mais profunda.

A análise mais simples tende a afirmar que Allyson possui uma parcela expressiva dos votos de quem vota em Flávio e também de quem vota em Lula. Bastaria, portanto, Álvaro consolidar o eleitor bolsonarista e Cadu consolidar o eleitor lulista para que estivesse montada a equação capaz de provocar uma queda de Allyson.

Mas é preciso inverter a lógica da questão.

Pode não se tratar apenas do eleitor de Lula ou de Flávio que vota em Allyson. Há também o eleitor que é, prioritariamente, de Allyson e que, na disputa presidencial, escolhe Lula ou Flávio. E esse grupo pode ter um peso importante.

Essa pode ser uma das explicações para a resiliência eleitoral do ex-prefeito de Mossoró diante das investidas e apostas na polarização entre esquerda e direita. Allyson possui uma parcela do eleitorado que se identifica com sua candidatura independentemente da disputa ideológica nacional.

Os votos de Lula podem vir de diferentes perfis: do petista que vota em Lula, daquele que não se considera petista, mas gosta do presidente, e ainda do eleitor que rejeita o bolsonarismo e, por isso, escolhe Lula.

A mesma lógica pode ser aplicada aos votos de Flávio Bolsonaro. Há o bolsonarista convicto, o eleitor que não se considera bolsonarista, mas prefere Flávio, e aquele cuja escolha é motivada principalmente pela rejeição a Lula e ao PT.

Quando Álvaro faz um movimento como o de ontem, buscando reforçar sua identificação com Flávio e consolidar o eleitor bolsonarista, é razoável esperar um efeito maior entre os eleitores mais identificados com esse campo político. Isso, porém, não significa necessariamente alcançar todos aqueles que votam em Flávio, especialmente os que não se consideram bolsonaristas ou cuja escolha presidencial é motivada principalmente pela rejeição ao PT.

A mesma lógica serve para Cadu Xavier em seu esforço para conquistar o eleitor lulista que ainda está com Allyson Bezerra.

Faço essa análise para mostrar que não existe um botão que, ao ser acionado, transfere automaticamente o voto de esquerda ou de direita para os respectivos candidatos ao Governo.

Cadu avançou significativamente entre os eleitores de Lula ao longo da campanha. Mais importante do que observar apenas esse crescimento, porém, é entender onde ele ocorreu. Quanto desse avanço veio do petista identificado com o partido? E quanto veio do eleitor que vota em Lula, mas não se considera petista ou que faz essa escolha principalmente pela rejeição ao bolsonarismo?

Esse é o X da questão.

Avançar sobre o eleitor petista era um movimento esperado para Cadu. O ponto mais interessante é saber até onde ele consegue crescer entre os demais perfis que formam o eleitorado de Lula.

A passagem de Flávio Bolsonaro pelo Estado também poderá produzir algum efeito para a campanha de Álvaro. É possível que contribua para uma maior consolidação entre os bolsonaristas. O grande teste, porém, será saber se Álvaro também conseguirá avançar entre os eleitores de Flávio que não se identificam como bolsonaristas ou que votam nele principalmente por rejeição a Lula e ao PT.

As próximas pesquisas ajudarão a mostrar os efeitos desses movimentos de Álvaro e Cadu.

E as urnas darão a resposta definitiva sobre quem conseguiu avançar para além de seu próprio campo político.

Publicado por: Chico Gregorio


22/09/2026
08:31

G1 – Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados no limite da margem de erro no 1º turno, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (21). O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

Abaixo, os números do 1º turno na pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos.

  • Lula (PT): 37% (eram 36% na pesquisa anterior)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 33% (eram 31%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 6% (eram 7%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
  • Renan Santos (Missão): 3% (eram 4%)
  • Romeu Zema (Novo): 1% (eram 1%)
  • Samara Martins (UP): 1% (era zero)
  • Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
  • Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
  • Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0 (não estava na pesquisa anterior*)
  • Indecisos: 8% (eram 10%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 7%)

Quaest, 1º turno: estimulada — Foto: Arte/g1

*Leonardo Avalanche voltou a ser o candidato do PRTB após a Justiça Eleitoral barrar Pablo Marçal, que está inelegível.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06004/2026.

Grau de decisão do voto

Entre os entrevistados que indicaram um candidato, 79% dizem que a escolha é definitiva e 21% afirmam que ainda podem mudar.

Rejeição dos candidatos

A Quaest perguntou aos eleitores quais candidatos eles conheciam e não votariam. Esse é o dado da rejeição.

  • Flávio Bolsonaro (PL): 56% (eram 55%)
  • Lula (PT): 55% (eram 55%)
  • Romeu Zema (Novo): 43% (eram 40%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 40% (eram 42%)
  • Renan Santos (Missão): 35% (eram 30%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 28% (eram 26%)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 25% (eram 24%)
  • Samara Martins (UP): 13% (eram 13%)
  • Edmilson Costa (PCB): 13% (eram 12%)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 10% (eram 11%)
  • Hertz Dias (PSTU): 11% (eram 11%)
  • Clariana Barão (DC): 9% (eram 11%)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 7%

Quaest, 1º turno: rejeição — Foto: Arte/g1

O que mostra a pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados não recebem uma lista com os nomes dos candidatos, Lula tem 31%, contra 26% de Flávio.

  • Lula: 31% (eram 28%)
  • Flávio Bolsonaro: 26% (eram 23%)
  • Augusto Cury: 3% (eram 3%)
  • Outros: 3% (eram 3%)
  • Indecisos: 35% (eram 41%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 2% (eram 2%)

Quaest, 1º turno: espontânea — Foto: Arte/g1

O que dá mais medo hoje

  • Mais um mandato de Lula: 43% (eram 44%)
  • Volta da família Bolsonaro ao poder: 42% (eram 42%)
  • Tenho medo dos dois: 7% (eram 7%)
  • Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5%)
  • Não tenho medo de nenhum dos dois: 3% (eram 2%)

Cenários de 2º turno

Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 42%, contra 40% de Lula. Os números apontavam empate técnico.

Lula x Flávio Bolsonaro

  • Flávio Bolsonaro (PL): 42% (eram 42%)
  • Lula (PT): 41% (eram 40%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 13%)
  • Indecisos: 3% (eram 5%)

Quaest, 2º turno: Lula x Flávio Bolsonaro — Foto: Arte/g1

Lula x Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 41% (eram 41%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 39% (eram 39%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 16%)
  • Indecisos: 4% (eram 4%)

Quaest, 2º turno: Lula x Caiado — Foto: Arte/g1

Lula x Augusto Cury

  • Lula (PT): 39% (eram 38%)
  • Augusto Cury (Avante): 35% (eram 36%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 21% (eram 21%)
  • Indecisos: 5% (eram 5%)

Quaest, 2º turno: Lula x Cury — Foto: Arte/g1

Lula x Renan Santos

  • Lula (PT): 41% (eram 41%)
  • Renan Santos (Missão): 38% (eram 38%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 17%)
  • Indecisos: 4% (eram 4%)

Quaest, 2º turno: Lula x Renan Santos — Foto: Arte/g1

Lula x Romeu Zema

  • Lula (PT): 46% (eram 45%)
  • Romeu Zema (Novo): 32% (eram 33%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 18% (eram 18%)
  • Indecisos: 4% (eram 4%)

Quaest, 2º turno: Lula x Zema — Foto: Arte/g1

Aprovação e avaliação do governo

A pesquisa mostra que 50% desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 44% aprovam.

Aprovação

  • Desaprovam: 50% (eram 50%)
  • Aprovam: 44% (eram 43%)
  • Não sabe/não respondeu: 6% (eram 7%)

Quaest: aprovação do governo Lula — Foto: Arte/g1

Avaliação do governo Lula

  • Negativa: 42% (eram 38%)
  • Positiva: 33% (eram 32%)
  • Regular: 23% (eram 27%)
  • Não sabe/não respondeu: 2% (eram 3%)

Quaest: avaliação governo Lula — Foto: Arte/g1

Publicado por: Chico Gregorio


22/09/2026
08:24

Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Daniel VorcaroCrédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Carlos Moura/Agência Senado | Reprodução/Instagram/@danielvorcarobr | Brasil 247/DALL-E

247 – O avanço na percepção pública sobre a ligação entre o clã Bolsonaro e o escândalo envolvendo o Banco Master foi recebido com entusiasmo pelos estrategistas da campanha de reeleição do presidente Lula (PT), informa Jussara Soares, da CNN Brasil.

Levantamento feito pela pesquisa Quaest, divulgado na segunda-feira (21), revela que o percentual de eleitores que considera os Bolsonaro diretamente afetados pelos desdobramentos da crise financeira saltou de 15% para 21% no período de apenas uma semana.

Paralelamente à maior incriminação reputacional da família Bolsonaro, registrou-se uma queda expressiva no contingente de entrevistados que enxergava o escândalo como uma mancha difusa sobre o sistema político. O grupo que entendia que o episódio atingia todos os agentes e instituições de forma indistinta caiu de 46% para 37%.

Para integrantes do núcleo da campanha petista, a oscilação nos dados demonstra que o eleitorado começou a depurar os fatos e a diferenciar os níveis de envolvimento dos nomes citados nas investigações relacionadas às ações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O desgaste apurado não incide com a mesma intensidade sobre outros polos do espectro político ou instituições. As menções negativas ao Supremo Tribunal Federal (STF) variaram dentro da margem de erro, passando de 17% para 16%. Já as citações referentes ao governo Lula e aos integrantes do PT registraram uma leve oscilação, movendo-se de 9% para 11%.

A mudança na sensibilidade da opinião pública coincide diretamente com a intensificação da ofensiva política e de comunicação do PT no primeiro turno. A estratégia tem focado no fato de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) figura como o único postulante à Presidência da República formalmente investigado no âmbito das irregularidades da instituição financeira.

Flávio é o foco de um inquérito policial que apura repasses financeiros do Banco Master destinados à produção do filme “Dark Horse”, obra audiovisual que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro (PL). A investigação busca apurar a eventual prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O senador nega a prática de qualquer ilegalidade.

Diante da transição na percepção popular — que deixa de ver o caso como um desgaste generalizado para associá-lo progressivamente ao clã adversário —, a equipe do presidente Lula planeja aprofundar a exploração política da proximidade entre o senador e o ex-banqueiro Vorcaro. A abordagem eleitoral pretende acentuar o contraste ético e de postura entre as duas candidaturas principais: Lula será posicionado como o garantidor do rigor das apurações contra qualquer suspeito, sem distinção de laços políticos ou institucionais, ao passo que Flávio Bolsonaro ocupará o posto de investigado pela Justiça.

Apesar do deslocamento de imagem, os dados da Quaest evidenciam um cenário de acentuada cristalização eleitoral, em que a crise atua mais na consolidação de convicções prévias do que na migração direta de votos. Para 62% dos eleitores ouvidos, os fatos sobre o Banco Master não alteram a decisão quanto à escolha do próximo presidente. Por sua vez, 26% responderam que os acontecimentos reforçam a opção que já havia sido tomada, e uma fatia restrita de 7% admitiu que o episódio pode levá-la a mudar de candidato.

A polarização do cenário político nacional reflete-se de forma nítida na distribuição de culpa atribuída pelos eleitores de cada campo. No grupo de eleitores favoráveis a Lula, 46% cravam que o escândalo afeta negativamente a família Bolsonaro. No segmento alinhado ao bolsonarismo, a reação aponta em sentido oposto: 37% sustentam que os impactos recaem sobre o governo Lula e 22% direcionam os prejuízos ao STF.

A pesquisa Quaest foi contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo. O levantamento realizou 2.004 entrevistas pessoais com eleitores de todo o país entre os dias 17 e 20 de setembro. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, dentro de um intervalo de confiança de 95%.

Publicado por: Chico Gregorio


22/09/2026
08:20

Mais de 400 lideranças religiosas de diferentes congregações se reuniram, neste domingo (20), na Redinha, Zona Norte de Natal, para reafirmar apoio às candidaturas do time de Lula, tendo Isolda como deputada estadual, Mineiro como federal, Samanda senadora e Cadu governador. Todas essas lideranças políticas estiveram presentes.

O encontro “Evangélicos com Lula, Cadu, Samanda, Mineiro e Isolda” reuniu pastores, missionários, professores, lideranças comunitárias e representantes de organizações que atuam no movimento evangélico que destacaram a atuação social das igrejas e o diálogo entre fé, política e defesa de direitos.

Entre as organizações e lideranças envolvidas na mobilização estiveram o Instituto Beneficente Alimentando a Esperança (Ibaes), a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito (FEED), representada por seu diretor, pastor Orivaldo, além do professor Deca e José Roberto do MLST, e pastor Ilanio Silva e pastor Daniel.

A presença do segmento evangélico no debate político potiguar vem sendo construída a partir de uma agenda que entende a importância da política para o desenvolvimento de comunidades mais vulneráveis, principalmente nas grandes cidades do estado.

Em maio deste ano, mais de 100 pastores e lideranças de 96 denominações no Rio Grande do Norte já haviam manifestado apoio a Lula, Cadu, Samanda e Isolda, em uma articulação feita em conjunto com o professor Alexandre Lima, atual secretário de planejamento, destacando o combate à fome, o fortalecimento da agricultura familiar e a redução das desigualdades.

Publicado por: Chico Gregorio


22/09/2026
08:17

Por Sérgio Lirio e Vinícius Nunes

Por Sérgio Lirio e Vinícius Nunes, da Carta Capital

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no âmbito da investigação sobre o Banco Master mostram que Flávio Bolsonaro (PL) e Neymar da Silva Santos, pai do jogador do Santos, Neymar Jr., pressionavam pela liberação de recursos negociados com Daniel Vorcaro. O registro aparece em uma conversa de 11 de fevereiro de 2025, na qual o lobista e publicitário Thiago Miranda, que fazia a interlocução com o banqueiro, relata a Vorcaro que estava sendo cobrado pelos dois.

Na conversa, Miranda primeiro diz que precisava da ajuda de Vorcaro para resolver “a questão do filme e do Santos” e afirma que os dois assuntos não haviam avançado. Na sequência, escreve: “Flavio B e Neypai estão me cobrando”. Vorcaro responde chamando Miranda para conversar.

A conversa ajuda a esclarecer a conexão entre duas negociações distintas que envolviam Vorcaro no início de fevereiro de 2025: o financiamento de Dark Horse, filme-propaganda da trajetória política de Jair Bolsonaro (PL), e uma possível parceria comercial envolvendo o Santos Futebol Clube e Neymar.

Os negócios 

As mensagens mostram que, naquele período, Miranda atuava como uma espécie de intermediário entre Vorcaro e os interessados nas duas negociações. Em 1º de fevereiro de 2025, o lobista já havia procurado Vorcaro para tratar de uma “demanda do Neymar”. Na mesma conversa, afirmou que havia estado com Flávio Bolsonaro no dia anterior.

Em 3 de fevereiro, Miranda informou a Vorcaro que estava organizando uma reunião na casa do banqueiro com Neymar Pai, além de outras pessoas ligadas ao jogador. Segundo a conversa, Neymar poderia participar do encontro dependendo do horário em que deixasse o centro de treinamento do Santos.

Dois dias depois, em 5 de fevereiro, foram encaminhadas a Vorcaro cartas de intenção relacionadas ao Santos e a Neymar. Um dos documentos previa uma proposta de 15 milhões de reais pelo uso da marca do banco em três espaços do uniforme do clube.

Contrato anexado no relatório da PF sobre o Banco Master. Foto: Reprodução

No dia seguinte, 6 de fevereiro, Miranda voltou a tratar do assunto com Vorcaro e afirmou que Neymar Pai queria levar o jogador para conversar pessoalmente com o banqueiro. A mensagem também indica que Miranda deixaria a discussão sobre Neymar para uma conversa presencial, por causa dos valores envolvidos.

Na mesma época, avançavam as tratativas relacionadas ao filme Dark Horse. O projeto, produzido para contar a trajetória de Jair Bolsonaro, já havia recebido recursos de Vorcaro. Em maio de 2026, o Intercept Brasil revelou mensagens que mostram Flávio Bolsonaro cobrando do banqueiro pagamentos para a produção. Os repasses relacionados ao filme chegaram a 61 milhões de reais.

O conteúdo das mensagens sobre o patrocínio foi revelado inicialmente pelo site Fatos Online e confirmado por CartaCapital junto ao relatório da Polícia Federal que integra a investigação sobre o caso Master.

Na manhã de 11 de fevereiro, Miranda escreve a Vorcaro que precisava de sua ajuda para solucionar as pendências relativas ao filme e ao Santos. Em seguida, informa: “Flavio B e Neypai estão me cobrando.”

Na sequência, Vorcaro responde “Fala irmão” e, poucos minutos depois, envia uma mensagem de aniversário a Miranda, encerrando o trecho reproduzido no documento.

O material, porém, não permite concluir, por si só, que Neymar ou Neymar Jr. tenham efetivamente se reunido com Vorcaro, nem que as negociações tenham sido concluídas nos termos discutidos. A mensagem também não especifica qual valor estava sendo cobrado por cada uma das partes.

CartaCapital procurou a NR Sports, empresa da família de Neymar, mas não teve retorno até esta publicação. O espaço segue aberto.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2026
11:05

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução/Polêmica PB

A demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal foi oficializada nesta segunda-feira (21). O ato, publicado no Diário Oficial da União (DOU), tem como fundamento infração disciplinar de “abandono de cargo”: segundo o documento, ele acumulou trinta dias consecutivos de faltas injustificadas ao serviço.

A assinatura ficou a cargo de Wellington Lima e Silva, pelo Ministério da Justiça, na última sexta-feira (18). A publicação oficial veio apenas na segunda seguinte.

Vida nos EUA e inelegibilidade

Eduardo passou a viver nos Estados Unidos no início do ano passado, segundo declarações dele, para evitar uma suposta perseguição política e jurídica no Brasil.

Além de ter sido afastado do cargo na PF, ele também perdeu o mandato após as faltas ultrapassarem o limite de um terço das sessões deliberativas realizadas no ano.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2026
10:42

Carlos Felipe**

Uma manhã diferente tomou conta de São José do Seridó neste domingo (20).
Cavaleiros, amazonas, aboios e muita tradição percorreram comunidades e ruas da cidade.
A 15ª Cavalgada de São José voltou a ser um dos grandes momentos da festa do padroeiro.

São José do Seridó vive intensamente as festividades alusivas ao seu padroeiro. E neste domingo, a cidade testemunhou mais uma vez uma das manifestações que melhor traduzem a força da cultura sertaneja: a tradicional Cavalgada de São José, que chegou à sua 15ª edição reunindo participantes de diferentes localidades.

A movimentação começou ainda no sábado, quando vaqueiros e amazonas começaram a chegar para participar do evento. Na concentração, realizada no Balneário Vale da Bênção, na comunidade Badaruco, a programação contou com show de Vânia Marone, preparando o clima para o grande cortejo do domingo.

Na manhã deste dia 20, os participantes foram recebidos com café da manhã. Por volta das 9h, veio o momento esperado: a cavalgada deixou a concentração rumo à cidade de São José do Seridó.

O cortejo passou pelas comunidades Umbuzeiro e Cajazeiras, chegando à zona urbana pelo Rio São José. Em seguida, atravessou o bairro Beira Rio e percorreu ruas da cidade, atraindo olhares de moradores e movimentando a manhã do domingo.

Um momento de fé no coração da festa

No patamar da Igreja Matriz, cavaleiros, amazonas e animais participaram de um dos momentos mais aguardados da programação: a bênção dos animais e dos participantes, conduzida pelo padre Joaquim José.

Foi o encontro entre duas marcas fortes da festa: a fé em São José e a tradição do homem e da mulher do campo.

Depois da bênção, o cortejo seguiu até o Ginásio Poliesportivo, onde a programação continuou com o Forró do Vaqueiro, ao som de Hugo e Heitor, além do almoço oferecido aos participantes.

O aboio ecoou pelas estradas e ruas

A identidade sertaneja também esteve presente durante todo o percurso. Os aboios ficaram por conta de Zezim, Ciza, Poeta Francisco Damião e Marcelo Aboiador.

A animação e a condução do cortejo ficaram sob responsabilidade de Mosanir Gomes, conhecido pela atuação como locutor das cavalgadas.

Por trás da festa, uma grande operação

Para que a cavalgada acontecesse de forma organizada e segura, uma verdadeira força-tarefa foi mobilizada.

A estrutura contou com o apoio de diversos colaboradores e equipes envolvidas na organização, logística e segurança dos participantes durante o percurso.

O Governo Municipal também participou da estrutura de apoio, com atuação integrada das secretarias municipais, contribuindo para o acompanhamento da programação e para a organização do trajeto.

E assim, entre o som dos aboios, o passo dos animais, a devoção ao padroeiro e a alegria dos participantes, São José do Seridó viveu mais um daqueles domingos que ficam marcados na memória da Festa de São José.

A 15ª Cavalgada mostrou que, por ali, a tradição não apenas resiste: ela continua passando de geração em geração, pelas estradas, pelas comunidades e pelo coração do povo sertanejo.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2026
10:34

Agora RN

O gasto do Judiciário brasileiro chegou a R$ 164,6 bilhões em 2025, o maior valor já registrado desde 2009, quando começou a série histórica do relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Desse montante, R$ 148,5 bilhões foram para salários, benefícios e outros gastos com pessoal, o que corresponde a 90,2% de tudo o que a Justiça gastou no ano.

As verbas indenizatórias chegaram a R$ 9,8 bilhões em 2025. Nessa conta entram diárias, passagens, auxílio-moradia e outros benefícios, e parte deles pode fazer com que a remuneração de magistrados ultrapasse o teto constitucional, o limite máximo de pagamento no serviço público.

Fachada do edifício-sede do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília
Sede do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília, responsável pelo relatório Justiça em Números — CNJ

Os tribunais destinaram ainda R$ 4,4 bilhões a tecnologia, item que inclui equipamentos, sistemas e ferramentas de inteligência artificial.

Arrecadação cobre 41% do custo

No mesmo período, o Judiciário arrecadou R$ 68,2 bilhões, o equivalente a 41% do que gastou. O valor é 8,9% menor que o do ano anterior e reúne custas, taxas, emolumentos, execuções fiscais e impostos ligados a inventários.

Para dar a dimensão do peso da Justiça nas contas públicas, o custo total equivale a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de tudo o que o país produz, e a 2,7% das despesas somadas por União, estados, Distrito Federal e prefeituras.

Em nota, o conselho afirmou que a despesa com pessoal decorre da necessidade de manter a estrutura que presta o serviço judicial e que os gastos obedecem à legislação fiscal. Sobre a receita, o conselho ressaltou que o Judiciário não existe para gerar arrecadação, e sim para assegurar direitos.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2026
10:30

Agora RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou o pedido de urgência com que Álvaro Dias (PL) tentava tirar do ar a nova versão da propaganda do Trem da Alegria, inserção de rádio da campanha de Allyson Bezerra (União). A decisão foi assinada no sábado 19, às 17h01, pelo desembargador eleitoral João Afonso Morais Pordeus, que estava de plantão no tribunal. Com isso, a inserção continua podendo ser veiculada.

O pedido foi apresentado pelo candidato do PL ao Governo do Estado e pela coligação Endireita RN contra Allyson Bezerra, o candidato a vice Hermano Moraes e a coligação Esperança e Trabalho. A ação é de direito de resposta, e o que o magistrado analisou agora foi apenas a parte urgente do pedido: suspender a peça de imediato, proibir novas veiculações parecidas, oficiar as emissoras e aumentar a multa.

Álvaro Dias, de camisa azul e óculos, fala em transmissão ao vivo diante de uma estante de livros
O candidato ao Governo do RN Álvaro Dias (PL), que pediu ao TRE-RN a suspensão da propaganda do “Trem da Alegria” — Reprodução

O que diz a inserção

A peça no ar afirma que 193 pessoas foram efetivadas sem concurso público na Assembleia Legislativa, cita salários de até R$ 50 mil por mês e lista parentes e ex-auxiliares entre os beneficiados: “Irmãos, primos, esposas do primo e dos tios, ex-secretário, ex-assessor e até a ex-esposa, inclusive ele mesmo está na lista”. A propaganda diz ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já declarou essas efetivações ilegais, e termina com a frase “Mudança com Álvaro, só se for pra pior”.

Essa é a segunda versão da peça. A primeira, veiculada em 9 de setembro no rádio, na televisão e nas redes sociais, foi suspensa pelo próprio TRE-RN, que na ocasião também concedeu direito de resposta a Álvaro. Naquela decisão, o tribunal apontou dois problemas específicos: a propaganda atribuía ao Ministério Público uma conclusão que o órgão não havia apresentado e imputava pessoalmente ao candidato a prática de nepotismo.

Por que o pedido foi negado

Na nova ação, a campanha de Álvaro sustentou que a inserção reformulada manteve a mesma estrutura de acusação, apenas com outras palavras, o que configuraria descumprimento da decisão anterior. O desembargador não viu isso nos autos.

Segundo a decisão, a nova peça retirou justamente os dois pontos que haviam sido considerados irregulares: sumiram a palavra “nepotismo” e a referência ao Ministério Público. O texto passou a falar em efetivações sem concurso e a atribuir ao STF a declaração de ilegalidade.

O magistrado lembrou que a decisão anterior não proibiu de forma genérica falar do episódio nem vedou qualquer menção aos enquadramentos de servidores na Assembleia. A suspensão atingiu a peça daquele momento, na redação em que ela estava, e a obrigação de não repetir ficou limitada aos trechos apontados como irregulares. Ampliar agora esse alcance, escreveu, não é possível.

Manter o tema, os dados sobre as efetivações e as referências a vínculos familiares, acrescentou a decisão, não equivale, por si só, a repetir a acusação pessoal de nepotismo nem a falsa atribuição de conclusão ao Ministério Público.

A afirmação sobre o STF fica para depois

A frase sobre o Supremo é tratada na decisão como conteúdo novo, diferente do que foi julgado antes. Se ela é exata e se dá ou não direito de resposta são perguntas que o tribunal vai responder mais adiante, depois que os representados apresentarem defesa e as provas forem reunidas. O que o desembargador afirmou é que, numa análise rápida como a desta fase, não há base para classificar a frase como desobediência à ordem anterior e, com isso, mandar suspender a propaganda.

O tribunal também recusou o pedido para que a campanha adversária fique proibida de divulgar, “sob qualquer redação”, novas peças que liguem Álvaro Dias às efetivações ou a vínculos familiares. Uma ordem desse tamanho, diz a decisão, iria além do que foi determinado antes e restringiria de antemão manifestações que ainda nem existem, sem que se tenha demonstrado que são ilegais.

Sem a probabilidade do direito alegado, ficaram prejudicados também os outros pedidos urgentes: a suspensão da peça, a ampliação da obrigação de não fazer e o aumento da multa. O envio de ofícios às emissoras, pedido como medida instrumental, foi igualmente descartado.

O processo continua

O indeferimento vale só para esta etapa e não antecipa o resultado final. O processo segue o rito da resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trata de propaganda eleitoral: Allyson Bezerra, Hermano Moraes e a coligação Esperança e Trabalho foram citados para apresentar defesa no prazo legal, e a Procuradoria Regional Eleitoral foi comunicada. O relator do caso é o desembargador Lourinaldo Silvestre de Lima Filho.

A disputa entre os dois candidatos no Judiciário vem se acumulando. Em 11 de setembro, o TRE-RN mandou a campanha de Álvaro suspender, em 24 horas, oito anúncios pagos nas redes sociais com críticas a Allyson, sob multa de R$ 5 mil, por entender que houve impulsionamento de propaganda negativa contra adversário.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2026
10:02

Um episódio chamou atenção durante a passagem do senador Styvenson Valentim por Caicó neste sábado (19). Ao chegar para participar de uma mobilização política, o senador teria sido conduzido a um veículo que estava adesivado com a identificação do número 44, utilizado na campanha de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte.

Styvenson recusou-se a utilizar o veículo e pediu que fosse providenciado outro, sem identificação de candidato. O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, atendeu prontamente à solicitação, e a carreata seguiu pelas ruas da cidade em um carro neutro. Styvenson declarou apoio à candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado e mantém divergências políticas com Allyson Bezerra, ex-prefeito de Mossoró e também candidato ao governo.

Jair Smapaio*

Do blog CG

Mesmo recebendo apoio do prefeito de Caicó e vários vereadores, o senador Valentim com seus autoritarismo não  respeitando a posição de apoio  da lideranças   locais em apoio a Allyso Bezerra ao governo do RN, exigindo que se conseguisse um veículo  “NEUTRO”, só faltou exigir que fosse adesivado de Álvaro Dias.Engraçado que recentemente um grupo de vereadores da cidade deixou de votar em Samanda de Lula por uma briga com o vereador Artur Maynard,  mesmo com o compromisso do prefeito com a governadora Fátima Bezerra.

 

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2026
09:37

Raquel Lyra aparece em vídeo de maio de 2025 dizendo para fazer laqueadura sem mulher saber da cirurgia — Foto: Reprodução/Metrópoles

Raquel Lyra aparece em vídeo de maio de 2025 dizendo para fazer laqueadura sem mulher saber da cirurgia — Foto: Reprodução/Metrópoles

A governadora Raquel Lyra (PSD) aparece em um vídeo dizendo para ser feita uma laqueadura numa mulher sem ela saber da cirurgia. As imagens, que vieram à tona neste domingo (20), foram gravadas em maio de 2025, na inauguração da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.

O vídeo foi publicado pelo portal de notícias Metrópoles no início da tarde. Após a postagem, a candidata à reeleição em Pernambuco pediu desculpas publicamente por meio de nota e de um vídeo em sua conta no Instagram (confira mais abaixo).

Na gravação de 2025, Raquel ouve a história de uma mulher que engravidou de sete bebês e diz que essa mãe deve ser submetida a uma laqueadura, que é um processo que interrompe a ligação das trompas entre o ovário e o útero. Isso impede uma futura gravidez, já que os óvulos deixam de ter contato com o espermatozoide após uma relação sexual (entenda mais abaixo).

“Aí tem que fazer laqueadura, visse? A gente bota na fila da laqueadura. Isso eu posso fazer. [trecho inaudível] Mas faz sem ela saber”, disse Raquel Lyra no vídeo.

Confira, a seguir, a transcrição do diálogo mostrado no vídeo:

  • Mulher presente na inauguração da UTI: “Chega assim, ó, gestante. Desse tamanho. Sete meninos na barriga”.
  • Raquel Lyra: “Ai, meu Deus! Aí tem que fazer laqueadura, visse? A gente bota na fila da laqueadura. Isso eu posso fazer.”
  • Mulher: (trecho inaudível na gravação)
  • Raquel: “Mas faz sem ela saber.”

O g1 perguntou ao Hospital Regional Dom Moura e à Secretaria Estadual de Saúde se a mulher que aparece conversando com a governadora no vídeo é médica ou servidora de alguma unidade de saúde do estado e se a mãe mencionada nas imagens é paciente do hospital e passou por uma laqueadura na rede estadual de saúde, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

Pedido de desculpas

Neste domingo, a governadora publicou nas redes sociais um pedido de desculpas, dizendo que o vídeo é antigo. “Como mãe, como mulher, eu sei o desafio que é decidir sobre o planejamento familiar. Essa fala minha em nada traduz o respeito que eu tenho às mulheres. Por isso, eu peço desculpas. Foi uma fala equivocada. Eu não tenho compromisso com o erro”, afirmou a candidata.

Ainda na gravação em que pede desculpas, Raquel Lyra disse que, durante a sua trajetória política, trabalhou para que toda mulher tenha direito à informação e ao planejamento familiar por meio da rede pública de saúde.

A campanha de Raquel Lyra também divulgou uma nota neste domingo afirmando que:

  • “reconhece que a fala feita em Garanhuns foi infeliz e reafirma seu respeito às mulheres”;
  • “defende que toda mulher tenha acesso, pela rede pública, a planejamento familiar com informação e escolha, compromisso que orientou sua gestão em Pernambuco”;
  • a candidata “segue focada no que interessa aos pernambucanos: saúde, escola e emprego na vida de quem mais precisa”;
  • “a eleição deve ser decidida na apresentação de propostas, não na fabricação de ataques”;
  • “trata-se de mais uma tentativa de desviar o foco do que realmente importa, que é Pernambuco”.

Em 2022, Raquel Lyra foi a primeira mulher eleita governadora de Pernambuco. Na última pesquisa Datafolha, ela apareceu empatada com o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) dentro da margem de erro.

⬆️ Voltar ao início desta reportagem.

Entenda o que é laqueadura

A laqueadura é uma cirurgia de esterilização feita em mulheres que consiste em cortar as trompas, interrompendo o caminho entre o ovário e o útero. Isso evita a gravidez, pois impede o contato do óvulo com o espermatozoide.

A realização da laqueadura depende de cada pessoa, do seu histórico de saúde até dos seus objetivos de vida naquele momento. Isso porque é um procedimento irreversível e, apesar de ser considerado simples, há riscos como qualquer outra cirurgia.

Com a atualização da lei do planejamento familiar, novas regras para fazer uma laqueadura entraram em vigor:

  • A idade mínima passou de 25 para 21 anos;
  • Quem tem pelo menos 2 filhos vivos também está autorizada, independentemente da idade;
  • Foi dispensada a autorização do cônjuge para realizar a cirurgia;
  • Pessoas sem filhos podem fazer a esterilização, desde que tenham a idade mínima;
  • Mães podem fazer laqueadura imediatamente após o parto;
  • É necessário esperar 60 dias entre a manifestação da vontade e o ato cirúrgico.

Pessoas interessadas em fazer a laqueadura devem manifestar o interesse junto ao médico ou diretamente no posto de saúde.

O papel dos profissionais de saúde é informar e aconselhar a pessoa sobre a laqueadura e a possibilidade de adoção de outros métodos contraceptivos, com base em evidências científicas e no quadro de saúde da paciente. O médico deve orientar a paciente e a escolha deve ser pactuada entre ambos, mas a decisão final é da mulher.

Se a pessoa quiser seguir com o processo para fazer a laqueadura, é preciso assinar um termo de consentimento. No documento, a paciente confirma que recebeu todas as informações necessárias sobre o método contraceptivo e a cirurgia.

Ele também serve como uma garantia da manifestação de interesse e o cumprimento do intervalo de 60 dias até o procedimento cirúrgico, como diz a legislação.

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), ocorre o chamado planejamento familiar. A pessoa que manifestou o desejo em fazer a laqueadura participa de conversas com caráter educativo e explicativo sobre métodos contraceptivos. O bate-papo é feito com profissionais de saúde, com médicos, enfermeiros e psicólogos, entre outros.

A laqueadura pode ser feita de três formas:

  • por videolaparoscopia: quando são feitos três cortes bem pequenos na barriga para entrada do equipamento de vídeo e de instrumentos cirúrgicos para a realização da ligadura das trompas. É o procedimento menos invasivo;
  • por laparotomia: quando é feita um único corte, mas um pouco maior, no abdômen da paciente. A cirurgia é feita com a visualização direta das trompas;
  • ou via vaginal: feita sem cortes no abdômen.

O que é a laqueadura — Foto: Wagner Magalhães/Arte g1

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2026
09:31

Nova York (NY), 23/09/2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura do Debate Geral da 80.ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas

Nova York (NY), 23/09/2025 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a abertura do Debate Geral da 80.ª Sessão Ordinária da Assembleia Geral das Nações UnidasCrédito: Ricardo Stuckert/P

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assume protagonismo na abertura do debate da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), em Nova York, ao apresentar a posição brasileira sobre multilateralismo, soberania, conflitos internacionais e reforma do Conselho de Segurança. Será a 11ª participação de Lula no encontro como presidente da República.

A intervenção brasileira abrirá a sequência de discursos dos chefes de Estado, antes da fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com o Itamaraty, Lula também defenderá a negociação como instrumento para resolver disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e o princípio da não interferência nos assuntos internos de outros países.

A sessão anual da Assembleia Geral já foi formalmente instalada, mas o debate de alto nível — etapa que reúne presidentes, primeiros-ministros e representantes dos 193 países-membros — será realizado entre 22 e 28 de setembro. O tema definido pela ONU para 2026 é “Restaurar a confiança, administrar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que produza resultados para todos”, conforme a programação oficial.

A posição reservada ao Brasil no início dos discursos resulta de uma tradição consolidada desde os primeiros anos das Nações Unidas. Embora não esteja formalizada em uma regra escrita, a precedência brasileira tornou-se uma das marcas da Assembleia Geral e amplia a repercussão internacional da mensagem levada pelo país.

Neste ano, a tradição ganha peso político adicional. Lula chega ao encontro em meio à multiplicação de conflitos armados, ao enfraquecimento das instituições multilaterais e ao avanço de medidas unilaterais tomadas por grandes potências. A expectativa é que o presidente apresente o Brasil como uma voz em defesa da diplomacia e da construção de soluções negociadas.

Reforma da ONU

Os eixos da intervenção brasileira na ONU serão a defesa do multilateralismo e a reforma do Conselho de Segurança. O Brasil sustenta que a estrutura do órgão, definida no período posterior à Segunda Guerra Mundial, já não representa a distribuição contemporânea de poder nem contempla adequadamente a presença da América Latina, da África e de outras regiões em desenvolvimento.

O Conselho é formado por 15 países, mas apenas Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido ocupam assentos permanentes e têm poder de veto. Na avaliação brasileira, esse modelo reduz a legitimidade das decisões e frequentemente paralisa a atuação das Nações Unidas diante de guerras e crises humanitárias.

A defesa da reforma também será discutida no âmbito do G4, grupo composto por Brasil, Alemanha, Índia e Japão. Os quatro países reivindicam assentos permanentes em uma eventual ampliação do Conselho e coordenam posições durante as reuniões anuais em Nova York.

Soberania e conflitos internacionais

A defesa da soberania deve ocupar posição central no pronunciamento de Lula. A expectativa é que o presidente rejeite intervenções externas e medidas coercitivas unilaterais, além de reafirmar que diferenças políticas e comerciais precisam ser administradas por meio do diálogo e das instituições internacionais.

O discurso ocorrerá imediatamente antes da intervenção de Trump. Não há reunião formal confirmada entre os dois presidentes, embora a proximidade na programação permita um contato breve nos bastidores do plenário.

Lula também deverá abordar o aumento das guerras e a incapacidade do Conselho de Segurança de produzir respostas efetivas. O governo brasileiro tem defendido cessar-fogo, proteção à população civil, acesso à ajuda humanitária e negociações diplomáticas como princípios aplicáveis aos diferentes conflitos.

A delegação do Brasil participará ainda de reuniões sobre a situação na Palestina e a solução de dois Estados, o direito internacional humanitário, a consolidação da paz e a redução das desigualdades. A agenda reforça a tentativa de vincular segurança internacional, desenvolvimento econômico e combate à pobreza.

Combate à fome

Uma das principais iniciativas brasileiras durante a semana será a reunião ministerial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, marcada para quarta-feira (23). Criado durante a presidência brasileira do G20, o mecanismo busca mobilizar governos, organismos internacionais e instituições financeiras para financiar políticas públicas de segurança alimentar, proteção social e geração de renda.

O encontro será presidido por Mauro Vieira e contará com a participação do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A presença da aliança na programação da ONU permite ao Brasil projetar uma política lançada nacionalmente para o centro da agenda internacional.

Vieira também comandará, na quinta-feira (24), a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul. O Brasil ocupa a presidência do mecanismo, que reúne países sul-americanos e africanos banhados pelo Atlântico Sul e procura preservar a região como espaço de cooperação e afastado de disputas militares entre grandes potências.

Agenda em Nova York

Antes do discurso, Lula terá um encontro com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que se encontra na etapa final de seu mandato. A conversa deverá tratar dos conflitos internacionais, da reforma das Nações Unidas e das iniciativas brasileiras de combate à fome.

A agenda presidencial também inclui reuniões com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; o senador norte-americano Bernie Sanders; e o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Os compromissos ampliam a interlocução de Lula com lideranças progressistas das Américas.

A presença brasileira se estenderá a áreas como proteção social, gestão pública, igualdade racial e direitos dos povos indígenas. A comitiva inclui os ministros Mauro Vieira, Wellington Dias, Esther Dweck, Luiz Eloy Terena e Rachel Barros.

Lula deverá retornar ao Brasil ainda na terça-feira, depois do pronunciamento. Mesmo com uma permanência curta em Nova York, o lugar de primeiro chefe de Estado no púlpito e a articulação de iniciativas internacionais colocam o presidente brasileiro no centro da abertura do principal fórum diplomático mundial.

Publicado por: Chico Gregorio