Ferramentas desenvolvidas para Saúde, energia, tributação, frota e meio ambiente mudaram rotinas administrativas e ampliaram o uso da tecnologia nos serviços municipais
São José do Seridó, no coração da região Seridó do Rio Grande do Norte, construiu sua história econômica a partir de atividades como a cultura do algodão mocó e a pecuária. Décadas depois, a cidade mantém parte dessa tradição, mas incorporou um novo elemento à sua realidade: a tecnologia aplicada à administração pública.
Nos últimos anos, o município passou a desenvolver sistemas próprios para solucionar demandas específicas de diferentes setores da Prefeitura. As ferramentas não têm como objetivo apenas informatizar procedimentos, mas modificar a maneira como determinadas informações são acompanhadas, serviços são prestados e recursos públicos são administrados.
Entre os sistemas estão o SISMEDI, voltado para a Farmácia Básica; o SINERGIA, destinado ao acompanhamento do consumo e dos gastos com energia; o EMITER, utilizado em procedimentos da Tributação; o SISFROTA, para controle dos veículos municipais; e o GEOA, direcionado à gestão ambiental.
Medicamentos: informação antes do deslocamento
Na área da Saúde, o SISMEDI passou a facilitar o acesso às informações sobre a disponibilidade de medicamentos na Farmácia Básica.
A mudança é simples, mas interfere diretamente na rotina do usuário. Em vez de precisar se deslocar até a unidade apenas para verificar se determinado medicamento está disponível, o cidadão pode acompanhar a informação por meio da ferramenta.
Além da comodidade para quem utiliza o serviço, o sistema proporciona ao setor responsável uma forma mais organizada de trabalhar com as informações sobre os medicamentos.
É um exemplo de como uma solução tecnológica pode atuar em duas pontas: facilitar o acesso do cidadão e melhorar o controle interno do serviço público.
Energia: tecnologia para enxergar onde estão os problemas
Se no SISMEDI o impacto é percebido principalmente pelo usuário, no SINERGIA a tecnologia atua diretamente sobre o controle administrativo.
O sistema foi desenvolvido para acompanhar o consumo e os gastos com energia elétrica do município. Com a ferramenta, tornou-se possível observar informações que ajudam a identificar inconsistências e problemas no funcionamento do sistema energético.
Um dos resultados apontados com a utilização do SINERGIA foi a identificação de falhas relacionadas à geração de energia solar.
Nesse caso, a tecnologia passa a cumprir uma função estratégica: produzir informação para que a administração possa tomar decisões e evitar desperdícios ou perdas de eficiência.
EMITER reduz etapas e concentra processos
Outra frente de digitalização está no setor de Tributação, onde o EMITER reúne procedimentos relacionados à emissão e gestão de guias de sepultamento e aforamentos, além de operações envolvendo pagamentos via Pix e geração de documentos.
A mudança interfere diretamente na rotina dos servidores, reduzindo a dependência de procedimentos manuais e tornando as informações mais organizadas.
Para a população, a consequência é a possibilidade de realizar determinados processos com maior agilidade. Para o município, a ferramenta representa maior controle sobre documentos, pagamentos e informações tributárias.
SISFROTA transforma informação em controle da frota
O gerenciamento de veículos públicos também ganhou uma ferramenta específica.
O SISFROTA foi desenvolvido para organizar o controle da frota municipal, permitindo à administração reunir informações necessárias ao acompanhamento dos veículos.
Em uma estrutura pública que depende de carros, máquinas e outros veículos para executar serviços, ter informações organizadas é fundamental para planejar utilização, manutenção e demais despesas relacionadas à frota.
A ferramenta, portanto, atua em uma área diretamente relacionada ao uso de recursos públicos e ao funcionamento cotidiano dos serviços municipais.
Meio ambiente também entra na transformação digital
A tecnologia chegou ainda à área ambiental com o GEOA, sistema desenvolvido como instrumento de apoio à gestão ambiental.
A ferramenta permite organizar informações e auxiliar o acompanhamento das demandas relacionadas ao setor, ampliando a capacidade de gestão e de tomada de decisão.
A presença do GEOA também revela uma característica desse processo: os sistemas não foram concentrados em uma única secretaria ou área administrativa. A proposta alcança diferentes setores da estrutura municipal.
O que muda quando a Prefeitura passa a produzir seus próprios sistemas?
A experiência de São José do Seridó chama atenção justamente por partir de uma realidade comum a muitos municípios pequenos: estruturas administrativas enxutas e necessidades específicas que nem sempre encontram soluções prontas adequadas.
Em vez de depender exclusivamente de plataformas genéricas, o município passou a desenvolver ferramentas direcionadas aos próprios problemas.
Isso permite que o sistema seja pensado de acordo com a rotina de cada setor e possa ser ajustado conforme novas necessidades aparecem.
Na prática, a mudança envolve três pontos: mais informação para a tomada de decisões, maior controle dos processos e serviços potencialmente mais acessíveis ao cidadão.
De uma economia tradicional para uma administração conectada
A transformação tecnológica ocorre em uma cidade que continua tendo na pecuária e nas oficinas de costura importantes atividades econômicas.
A diferença é que, paralelamente a esses setores, São José do Seridó passou a experimentar uma outra forma de desenvolvimento: a utilização da tecnologia como instrumento de gestão.
O resultado ainda não está apenas nos sistemas em si, mas na mudança de comportamento administrativo que eles provocam.
Quando informações sobre medicamentos podem ser consultadas à distância, quando o consumo de energia passa a ser monitorado por uma ferramenta própria, quando processos tributários são digitalizados e quando a frota passa a ser acompanhada por sistema específico, a tecnologia deixa de ser apenas uma estrutura de apoio e passa a fazer parte da própria gestão pública.
Uma experiência que ganha espaço no Seridó
O desenvolvimento dessas ferramentas coloca São José do Seridó em uma posição diferenciada dentro da região, especialmente pelo fato de os sistemas terem sido pensados e desenvolvidos para atender demandas concretas do próprio município.
Mais do que o número de plataformas criadas, o aspecto relevante da experiência está na tentativa de encontrar, por meio da tecnologia, respostas para problemas cotidianos da administração pública.
A cidade que um dia teve sua economia impulsionada pelo algodão mocó e que construiu sua identidade na pecuária e no trabalho passa a escrever um novo capítulo de sua história.
Desta vez, com dados, sistemas e tecnologia ocupando espaço na rotina da administração pública.
E a experiência de São José do Seridó mostra uma tendência que pode ganhar força nos pequenos municípios: a inovação não precisa necessariamente vir de grandes centros tecnológicos. Ela também pode nascer dentro de uma Prefeitura do interior, a partir da identificação dos próprios problemas e da busca por soluções para enfrentá-los.
-Todas essas ferramentas que estão fazendo a diferença em São José do Seridó tiveram como desenvolvedor o Diretor de Tecnologia da PMSJS, Railson Abreu Dantas.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira 8, o encaminhamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de um pedido de envio de forças federais para nove municípios potiguares durante as eleições de 2026. A solicitação contempla Serra Negra do Norte, Jardim de Piranhas, Alexandria, João Dias, Tibau, Boa Saúde, Sítio Novo, Serra Caiada e Ipanguaçu.
A aprovação pelo TRE-RN não significa que o efetivo será enviado automaticamente. O pedido ainda será analisado pelo TSE, a quem cabe autorizar o emprego de forças federais para reforçar a segurança e garantir o livre exercício do voto nos locais indicados pela Justiça Eleitoral.
Plenário do Tribunal Regional Eleitoral aprovou pedido por unanimidade — TRE-RN / DIVULGAÇÃO
Segundo a presidente do TRE-RN, desembargadora Martha Danyelle Santana Costa Barbosa, a solicitação foi construída a partir de consultas aos juízes eleitorais e de informações produzidas pelos setores de inteligência da Justiça Eleitoral e da Polícia Militar. Nem todos os municípios que pediram reforço foram incluídos. A relação aprovada reúne aqueles nos quais, segundo a análise apresentada à Corte, existe necessidade concreta de ampliar a estrutura de segurança durante o pleito.
O reforço federal, caso autorizado pelo TSE, deverá atuar de forma complementar às forças estaduais. O objetivo é preservar a normalidade da votação, evitar intimidações, conter eventuais conflitos e assegurar que eleitores, mesários, servidores e magistrados possam participar do processo eleitoral sem interferências.
Durante o julgamento, o desembargador João Rebouças defendeu a medida e recordou a experiência acumulada como juiz eleitoral no interior. “Quando o jipe do Exército chega, que a gente manda dar uma volta na cidade, as coisas já equilibram um pouquinho”, afirmou.
A situação de João Dias recebeu atenção específica, por causa do histórico recente de violência política no município. Em 27 de agosto de 2024, durante as eleições municipais, o então prefeito e candidato à reeleição Marcelo Oliveira, do União Brasil, foi morto a tiros ao lado do pai, Sandi Alves de Oliveira.
O crime ocorreu a menos de seis semanas da votação e agravou uma crise política que já vinha sendo acompanhada pelas forças de segurança e pela Justiça. Marcelo Oliveira também havia sido alvo de uma tentativa de homicídio em novembro de 2022.
Mesmo diante do assassinato do prefeito e candidato, o calendário eleitoral de 2024 foi mantido. Naquele ano, o TRE-RN também aprovou a requisição de forças federais para João Dias, numa tentativa de assegurar a realização da eleição municipal em ambiente de maior estabilidade. A medida foi posteriormente autorizada pelo TSE, e o município contou com segurança reforçada no dia da votação. Naquele pleito, a viúva de Marcelo, conhecida como Fatinha de Marcelo, foi eleita prefeita do município. Ela segue no cargo.
Investigações da Polícia Civil apontam que o assassinato foi parte de um conflito entre grupos familiares e políticos que disputavam o controle do município. O Ministério Público apresentou denúncias contra acusados de participação no planejamento e na execução do ataque, entre eles, a ex-vice-prefeita Damária Jácome.
Nos demais municípios, a Corte não detalhou publicamente, durante a sessão, ocorrências específicas que tenham fundamentado os pedidos. A presidente informou apenas que cada solicitação foi examinada individualmente com base nos relatos dos juízes eleitorais e nas informações dos órgãos de inteligência.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) participou de uma carreata e de um piseiro de campanha em Canguaretama, nesta segunda-feira (07).
Cadu esteve acompanhado da governadora Fátima Bezerra (PT), da candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) e do prefeito de Canguaretama, Leandro Varela.
A programação percorreu ruas da cidade e seguiu até a comunidade de Piquiri, onde foi realizado o “Piseiro do 13”, com participação de apoiadores.
Durante o ato, Cadu fez críticas a adversários e afirmou que pretende ampliar ações do Governo do Estado no município e na região Agreste.
“Eu, assim como Leandro, tenho as mãos limpas, trabalho para melhorar a vida do povo e não a minha família. E nós vamos trabalhar cada vez mais pelo povo de Canguaretama, pelo povo do Agreste, pelo povo do Rio Grande do Norte”, afirmou o candidato.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) autorizou, pela primeira vez, o uso da chamada Solução Técnica Consensual (STC) para tentar resolver dois temas complexos envolvendo o patrimônio e recursos públicos do Rio Grande do Norte: a concessão da Arena das Dunas e a situação dos imóveis da Via Costeira.
A proposta permite que Tribunal, Estado, empresas e demais envolvidos discutam conjuntamente alternativas para os problemas identificados.
No caso da Arena das Dunas, a negociação envolve questões relacionadas ao contrato de concessão, como valores pagos pelo Estado, indicadores de desempenho, receitas e outros aspectos financeiros e operacionais.
O procedimento foi solicitado pela concessionária e teve a concordância do Governo do Estado.
Já na Via Costeira, a discussão trata do regime jurídico e da destinação dos imóveis que foram objeto de concessões de direito real de uso. O TCE manteve, porém, a cautelar que suspende novas renovações e prorrogações dessas concessões. Ou seja, a abertura da negociação não significa que a medida anterior foi anulada.
A Solução Técnica Consensual funciona como uma tentativa de construir uma saída negociada para questões de alta complexidade, mas a palavra final continua sendo do próprio Tribunal de Contas.
As discussões sobre os processos relacionados aos temas submetidos à STC ficam suspensas durante a negociação.
8.set.2026 Ministro do STF André Mendonça e diretor-geral da PF Andrei Rodrigues
Imagem: Rosinei Coutinho/STF e Andressa Anholete/Agência Senado
A decisão do ministro do STF André Mendonça de afastar preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal Andrei Rodrigues apresenta vulnerabilidades, segundo juristas consultados pelo UOL.
A determinação cita relatório interno da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes para justificar o pedido de investigação contra Mendonç… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/09/09/andre-mendonca-e-andrei-rodrigues-juristas-opinam.ghtm?cmpid=copiaecola
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula participou, na manhã desta terça-feira (8), de um encontro com representantes do setor lojista de Natal para discutir propostas voltadas ao desenvolvimento econômico do Estado. A reunião foi promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) e contou com a presença de empresários de diferentes segmentos.
Durante o encontro, Cadu apresentou as diretrizes econômicas defendidas pela coligação Time que Cuida e destacou a necessidade de manter um ambiente favorável à atração de investimentos, geração de empregos e expansão das atividades empresariais no Rio Grande do Norte.
Ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu também abordou sua experiência à frente da gestão fiscal do Estado e citou políticas implementadas nos últimos anos com o objetivo de estimular a atividade econômica.
Entre elas, destacou o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (Proedi), mecanismo de incentivo fiscal destinado a empresas instaladas no Estado. Segundo os dados apresentados pela campanha, o programa alcança centenas de empresas e está associado à manutenção e geração de aproximadamente 70 mil empregos em diferentes regiões potiguares.
Cadu afirmou que, caso seja eleito, pretende avançar em medidas para ampliar a competitividade do Rio Grande do Norte, combinando incentivos fiscais, melhoria da infraestrutura, modernização da legislação e maior eficiência nos processos de licenciamento ambiental.
“A gente tem que retomar a competitividade do Estado. Como é que você faz isso? Com uma política de incentivos atraentes que a gente tem hoje e a gente vai conviver com ela por alguns anos ainda; com o tratamento da questão do licenciamento ambiental como um todo; com a modernização da legislação; e com uma infraestrutura logística adequada”, afirmou.
O encontro com a CDL Natal faz parte da agenda de diálogo de Cadu com representantes de setores econômicos do Estado durante a campanha eleitoral.
Ao afastar nesta terça-feira (8) o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues , o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou da chefia da corporação o homem cuja gestão possibilitou a investigação e prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Além disso, sob a chefia de Rodrigues a PF elucidou o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes e revelou o esquema bilionário de descontos ilegais de aposentados e pensionistas do INSS.
Andrei Rodrigues estava à frente da PF desde janeiro de 2023. Em pouco mais de três anos e meio, sua gestão acumulou algumas das investigações de maior repercussão política, econômica e criminal do país. Também conduziu apurações sobre a tentativa de golpe para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e operações contra políticos suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.
Agora, o delegado deixa o comando da corporação por determinação justamente do relator das investigações do Banco Master no Supremo.
Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, sob a alegação de irregularidades na produção de relatórios de inteligência. Segundo o ministro, documentos produzidos pela PF teriam monitorado ilegalmente sua atuação e sua relação com outras autoridades. A cúpula da corporação reagiu com indignação e classificou a decisão como “política”.
A Segunda Turma chegou a formar maioria para referendar Mendonça, com os votos de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Gilmar Mendes, no entanto, pediu vista e suspendeu o julgamento.
A PF que prendeu Vorcaro
É o caso Master que torna especialmente sensível o afastamento de Andrei.
Foi durante sua gestão que a PF deflagrou a Operação Compliance Zero e prendeu Daniel Vorcaro. O banqueiro havia tentado, antes de ser preso, acionar interlocutores com acesso ao próprio diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Mensagens posteriormente encontradas no celular de Vorcaro mostram que ele queria que Andrei e Gonet fossem procurados para evitar que seus subordinados fizessem, nas palavras atribuídas ao banqueiro, “alguma sacanagem”.
A investida não impediu a operação.
Vorcaro acabou preso e seu celular se transformou em uma espécie de mapa de suas relações com integrantes dos poderes político, econômico e Judiciário. O material encontrado pela PF está na origem da crise que hoje envolve Mendonça, Alexandre de Moraes, a Procuradoria-Geral da República e a própria direção da Polícia Federal.
A investigação sobre o Master ainda avançou sobre aplicações bilionárias feitas pela Rioprevidência em ativos ligados ao banco. Somente duas frentes da PF passaram a apurar cerca de R$ 3 bilhões transferidos pelo fundo previdenciário do Rio para produtos relacionados à instituição financeira.
Brasília (DF) 18/06/2024 O diretor geral da PF, Andrei Rodrigues. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
Caso Marielle foi elucidado sob Andrei
Outro caso que marcou a gestão de Andrei foi a investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
O crime permaneceu por quase seis anos sem que seus mandantes fossem identificados.
Com a entrada da Polícia Federal na investigação, a corporação chegou em março de 2024 a Domingos Brazão, então conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro; ao então deputado federal Chiquinho Brazão; e a Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil fluminense.
Os três foram presos na Operação Murder Inc.
A investigação da PF apontou Domingos e Chiquinho como mandantes e Rivaldo como personagem envolvido na estrutura montada em torno do crime. Andrei afirmou na ocasião que a investigação havia identificado mandantes, executores e intermediários e apontou ainda a existência de uma tentativa, durante os primeiros anos do caso, de desviar as investigações dos verdadeiros responsáveis.
Meses depois, ao fazer um balanço da Polícia Federal, o próprio diretor-geral apontaria a elucidação dos assassinatos de Marielle e Anderson como uma das principais realizações da corporação sob seu comando.
Fraude bilionária contra aposentados
Foi também durante a gestão de Andrei que a PF, em parceria com a Controladoria-Geral da União, revelou a dimensão do esquema de descontos associativos sem autorização sobre aposentadorias e pensões do INSS.
A investigação começou em 2023 e culminou, em abril de 2025, na Operação Sem Desconto.
A PF identificou R$ 6,3 bilhões em descontos realizados por associações entre 2019 e 2024. O montante não corresponde integralmente a valores considerados fraudulentos — a investigação passou a apurar qual parcela havia sido descontada sem autorização dos beneficiários.
A operação atingiu a cúpula do INSS, afastou servidores, apreendeu carros de luxo, joias e grandes quantias em dinheiro e abriu uma investigação que continuou avançando durante 2025 e 2026.
O período investigado atravessa dois governos: começa em 2019, primeiro ano da gestão Jair Bolsonaro, e segue até 2024, já no governo Lula.
Investigações de forte impacto político
A gestão de Andrei também atravessou uma das maiores investigações políticas conduzidas pela Polícia Federal desde a redemocratização.
Foi sob seu comando que a corporação investigou a articulação para impedir a posse de Lula depois das eleições de 2022 e avançou sobre militares, integrantes do governo Bolsonaro e personagens próximos ao ex-presidente.
A PF ainda ampliou operações contra lavagem de dinheiro, milícias e infiltração de organizações criminosas no poder público.
Esse conjunto de investigações ajuda a dimensionar o peso institucional do afastamento determinado por Mendonça.
Não se trata apenas da substituição de um delegado. Pela primeira vez desde que assumiu o comando da corporação em 2023, Andrei é retirado da direção enquanto algumas das principais investigações de sua gestão continuam abertas — entre elas justamente aquelas envolvendo o Banco Master.
Mendonça afirma que a medida é necessária para impedir a continuidade de irregularidades dentro da inteligência da PF. Em sua decisão, classificou como de “superlativa gravidade” os relatórios que teriam acompanhado sua atuação e determinou também a abertura de apurações criminais e disciplinares pela Corregedoria da corporação.
A direção da PF sustenta posição oposta e vê motivação política na medida.
O resultado imediato é que, em plena campanha eleitoral e no auge da crise provocada pelas descobertas feitas no celular de Daniel Vorcaro, a Polícia Federal perde o diretor que comandou justamente a investigação responsável por prendê-lo e apreender o aparelho que colocou as relações do banqueiro com algumas das autoridades mais poderosas do país sob escrutínio.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, participou, ontem (7), das comemorações do Dia da Independência do Brasil, em Brasília. Ao lado da família, Hugo acompanhou o tradicional desfile cívico-militar de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, juntamente com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e outras autoridades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a primeira-dama do Brasil, Janja Silva, acompanharam o desfile em comemoração ao 7 de Setembro, nesta segunda-feira (7/9), na Esplanada dos Ministérios, ao lado dos chefes dos Três Poderes. O evento começou às 9h e terminou por volta das 11h20, com a apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Cerca de 70 mil passaram pelo evento, segundo a Secretaria de Comunicação (Secom), da Presidência da República.
O evento foi dividido em três eixos, que focaram soberania, combate à violência contra a mulher e Copa do Mundo feminina de 2027.
A celebração teve início com o passeio de Lula e Janja pela Esplanada a bordo do Rolls-Royce presidencial. Em seguida, eles se acomodaram na tribuna das autoridades.
A cerimônia contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio à crise desencadeada na instituição após os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), também acompanham a solenidade na Esplanada, assim como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan. As autoridades chegaram por volta das 8h15.
Na tribuna das autoridades, uma cena chamou a atenção. Cinco meses após ser rejeitado para vaga no STF, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, foi visto cumprimentando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra como está o cenário da eleição presidencial no Dia da Independência do Brasil, a menos de um mês do 1º turno — que acontecerá em 4 de outubro.
Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 2 de setembro.
Veja, abaixo, os números do cenário de 1º turno sem Pablo Marçal:
Lula (PT): 36% (eram 37% em 2 de setembro)
Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 29%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 8% (eram 10%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 1%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 1%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Em branco/nulo/nenhum: 8% (eram 7%)
Indecisos: 10% (eram 11%)
Levantamento divulgado no dia 2 de setembro mostrava Lula com 37% das intenções de voto; Flávio Bolsonaro, 29%; Augusto Cury, 10%; Renan Santos, 3%; Ronaldo Caiado, 1%; Romeu Zema, 1%.
Veja, abaixo, os números do cenário de 1º turno com Pablo Marçal:
Lula (PT): 36% (eram 37% em 2 de setembro)
Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 30%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 8% (eram 10%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
Ronaldo Caiado (PSD): 3% (eram 1%)
Romeu Zema (Novo): 2% (eram 1%)
Pablo Marçal (PRTB): 1% (eram 1%)
Samara Martins (UP): 1% (era zero)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era zero)
Clariana Barão (DC): 0 (era zero)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era zero)
Indecisos: 9% (eram 10%)
Branco/nulo/não vai votar: 8% (eram 7%)
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01720/2026.
Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas vão publicar 130 pesquisas, com as disputas pelo Senado, pela Presidência da República e pelos governos de todos os estados e do Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para informar, rodada a rodada, como está a corrida eleitoral.
Grau de decisão do voto
Para 71% dos eleitores, a escolha do candidato é definitiva. Outros 29% dizem que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição, em 4 de outubro.
Lula (80%) e Flávio (78%) são os candidatos com o voto mais consolidado. Entre os eleitores de Cury, 49% consideram a escolha definitiva e 51% podem mudar.
59% dos eleitores de Renan Santos agora admitem trocar de candidato, e 61% dos eleitores de Caiado dizem o mesmo.
O que mostra a pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que a Quaest não mostra aos eleitores os nomes dos candidatos, a disputa está assim:
Lula (PT): 28% (eram 28% em 2 de setembro)
Flávio Bolsonaro (PL): 20% (eram 20%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 4% (eram 4%)
Outros somados: 5% (eram 4%)
Indecisos: 42% (eram 42%)
Branco/nulo/não vai votar: 1% (eram 2%)
Índice de rejeição dos candidatos
A Quaest consultou os eleitores sobre cada um dos candidatos em disputa: se eles conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam. Os candidatos mais rejeitados (maiores índices de “conhece e não votaria”) são Flávio Bolsonaro, com % e Lula, com %.
Veja os números de rejeição:
Flávio Bolsonaro: 55% (eram 55% em 2 de setembro)
Lula: 53% (eram 53%)
Pablo Marçal: 45% (eram 44%)
Ronaldo Caiado: 41% (eram 40%)
Romeu Zema: 39% (eram 38%)
Renan Santos: 29% (eram 28%)
Escritor Augusto Cury: 26% (eram 25%)
Rui Costa Pimenta: 23% (eram 23%)
Edmilson Costa: 11% (eram 11%)
Samara Martins: 11% (eram 11%)
Hertz Dias: 10% (eram 10%)
Veterinário Wilson Grassi: 10% (eram 10%)
Clariana Barão: 7% (eram 7%)
Aprovação e avaliação do governo
A pesquisa mostra também a percepção dos eleitores sobre o governo Lula e o desempenho da economia.
50% desaprovam o governo, enquanto 43% aprovam. Os números mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior.
247 – Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que o ministro Alexandre de Moraes possui uma vantagem estratégica significativa sobre o ministro André Mendonça na disputa interna deflagrada no tribunal, informa Bela Megale no jornal O Globo. A constatação de quatro membros da corte, contudo, não se fundamenta em um eventual juízo de valor sobre quem teria mais razão no embate, mas sim no papel central e determinante reservado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, na condução dos desdobramentos do caso.
Segundo a avaliação dos magistrados, qualquer apuração que venha a prosperar no âmbito do tribunal — envolva ela apurações direcionadas a Mendonça ou a Moraes — dependerá diretamente do posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão de cúpula do Ministério Público Federal possui a atribuição exclusiva de solicitar diligências investigativas e, em estágio posterior, apresentar uma eventual denúncia formal contra integrantes do Supremo.
Nesse contexto, os ministros afirmam não ter dúvidas de que Paulo Gonet adotará uma postura de atuação favorável a Alexandre de Moraes. O próprio procurador-geral já emitiu sinais evidentes dessa orientação processual. Gonet solicitou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que seja apurada a possível participação de André Mendonça na elaboração do relatório da Polícia Federal que aborda o conteúdo de mensagens trocadas entre o magistrado e o ex-banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro. No mesmo requerimento, a PGR defendeu expressamente a decretação de nulidade do referido documento.
A postura e as manifestações oficiais do procurador-geral ocorreram mesmo após o seu próprio nome ter sido citado no relatório da Polícia Federal que reúne o registro de mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Diante do surgimento dessas citações, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) formalizou, no sábado (5), um pedido para que Paulo Gonet se declare impedido de atuar em processos ou procedimentos nos quais seja pessoalmente mencionado. Paralelamente às cobranças dos delegados, uma ala de ministros do próprio Supremo Tribunal Federal passou a defender que o chefe do Ministério Público Federal não atue nos desdobramentos relativos às mensagens trocadas entre Moraes e o ex-banqueiro.
Um homem foi detido após arremessar um ovo e atingir com a mão o rosto do senador Rogério Marinho (PL) durante uma manifestação na tarde desta segunda-feira 7, no Largo do Atheneu, em Natal.
Seguranças do evento contiveram o homem e o entregaram à Polícia Militar, que o conduziu à delegacia. Durante a abordagem, ele afirmou que “tinha o direito de se manifestar”.
Rogério Marinho durante ato no Largo do Atheneu, em Natal; senador lamentou agressão ao deixar a manifestação — Foto: Reprodução/Internet
Não foram informados a identidade do detido nem os procedimentos adotados na delegacia. Também não há informação sobre eventuais ferimentos no senador.
Leia a nota de Rogério Marinho na íntegra
Em nota, Marinho lamentou o episódio e informou que deixava o protesto quando ocorreu a agressão. O parlamentar classificou a manifestação como pacífica e democrática.
“O senador Rogério Marinho lamenta o ocorrido na tarde desta segunda-feira, 7 de setembro, quando deixava o protesto pacífico e democrático que reuniu milhares de pessoas em Natal. A intolerância da esquerda é exatamente o que combatemos, eles não irão nos intimidar. O Brasil vai vencer.”
O ato no Largo do Atheneu reuniu manifestantes contrários ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente Lula (PT). Além de Marinho, participaram da mobilização o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias e o candidato ao Senado Coronel Hélio.
Em um vídeo postado nas redes sociais, o candidato ao Governo do RN Cadu de Lula (PT) não poupou o adversário Allyson Bezerra (UB) após conseguir retirar a propaganda negativa do ex-prefeito de Mossoró que o acusa de aumentar o próprio salário na pandemia.
“Allyson Bezerra é mentiroso, faz jogo sujo, e o TRE acaba de reconhecer. A Justiça Eleitoral tirou do ar uma propaganda mentirosa de Allyson atacando a minha honra e a minha honestidade”, frisou em referência à decisão judicial (saiba maisAQUI).
Cadu lembrou que por estar envolvido na Operação Mederi que levou a Polícia Federal a bater na porta dele em 2 de janeiro, Allyson tentado jogar todo mundo no mesmo bolo de escândalos. “Allyson tenta, desde o início da campanha, me colocar no lugar que é dele: de suspeito por corrupção, suspeito de desviar milhões da saúde de Mossoró. Ele não explica por que não exonerou ninguém, por que não abriu nenhuma investigação, e vem atacar a minha honra e a minha honestidade”, afirmou Cadu.
“Eu fui escolhido por Fátima, uma mulher que o Rio Grande do Norte conhece a sua honestidade, uma trajetória de 40 anos e nunca teve Polícia Federal batendo na porta dela”, complementou.
Cadu concluiu afirmando que o adversário não vai mais enganar o povo. “Allyson, você não vai enganar o nosso povo. O nosso povo vai fazer Cadu governador do Rio Grande do Norte porque quer um governo honesto, um governo com compromisso com o povo e não com ilusão. Aqui a gente vai continuar com verdade, com compromisso, com olho no olho. No dia 4 de outubro, o povo do nosso estado vai votar 13: Cadu governador e Lula presidente!”, finalizou.
Legenda:Médium cearense Máira Rocha durante psicografia de cartas consoladoras em São Paulo (SP).
Foto:Reprodução/YouTube.Diário do Nordeste***
Famílias que procuraram a médium cearense Máira Rocha, natural de Jati, em busca de mensagens de parentes mortos afirmam ter identificado informações disponíveis na internet em cartas apresentadas como psicografadas. Contra ela também existem acusações de ameaças, charlatanismo e estelionato.
As denúncias foram exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo (6), após mais de dois meses de investigação do jornalístico. Segundo as pessoas ouvidas pelo programa, Máira utilizaria informações obtidas em redes sociais, reportagens e outros conteúdos disponíveis na internet para elaborar as supostas mensagens. Procurada pelo programa, a médium não aceitou gravar entrevista.
Entre as pessoas ouvidas está a empresária Marina Escames, que perdeu o marido, Thiago, vítima de leucemia. Espírita kardecista, ela afirma que procurou Máira porque queria receber notícias do companheiro e também encontrar uma forma de amenizar a dor do filho caçula, Matteo, que tinha três anos quando o pai morreu.
“Eu acreditava piamente que ela seria uma ponte entre mim e o Thiago”, relatou Marina.
A comerciante Marcela Magalhães também procurou a médium depois da morte do filho Henrique, de 18 anos, vítima de um acidente de carro. Segundo ela, a situação de luto a deixou vulnerável. “É tanta dor que você acredita em qualquer coisa”, afirmou.
As duas acabaram encontrando problemas que, segundo elas, levantaram dúvidas sobre a autenticidade das cartas.
Carta de filho morto tinha informações encontradas na internet
Durante uma transmissão ao vivo, Máira teria mencionado Henrique como “um jogador de futebol que desencarnou muito cedo”. A família, porém, afirma que ele nunca foi jogador profissional.
Marcela posteriormente descobriu que uma fotografia do filho usando uniforme esportivo havia sido publicada em uma reportagem sobre o acidente. O texto jornalístico também o descrevia equivocadamente como jogador de futebol.
Outro recado aumentou a desconfiança. Máira teria associado Henrique a dois jovens que apareciam em uma montagem publicada nas redes sociais de Marcela. As três pessoas, entretanto, haviam morrido em circunstâncias e momentos diferentes.
Outra família encontrou erros em carta
Diva Mascarenhas Borges também procurou Máira após a morte de um familiar. Segundo ela, a carta recebida apresentava informações que não correspondiam à realidade da família.
Um dos trechos mencionava que o falecido queria conversar com Judite, sua esposa. O problema, segundo Diva, é que Judite havia morrido um ano antes.
A família também estranhou a utilização de nomes que não eram usados no cotidiano. Dois irmãos adotivos de Diva, por exemplo, foram registrados originalmente como Edvano e Edvani, mas posteriormente passaram a utilizar outros nomes. Segundo ela, os nomes antigos apareciam na carta.
Famílias levaram denúncias a entidades espíritas e à polícia
Legenda: Público chegou a denunciar a médium cearense Máira Rocha à Federação Espírita do Distrito Federal.
Foto: Reprodução/YouTube.
Diva procurou a Federação Espírita do Distrito Federal e, segundo o relato exibido pelo Fantástico, descobriu que outras pessoas também haviam apresentado denúncias contra Máira.
O presidente da entidade, Paulo Costa, afirmou que recebeu relatos de pessoas que procuraram as cartas em busca de consolo e posteriormente descobriram que informações apresentadas nas mensagens poderiam estar disponíveis em jornais, na internet ou nas redes sociais.
Outro denunciante, identificado como Silvano, questionou uma carta atribuída à mãe, morta em 2000. Segundo ele, a mensagem apresentava nomes de familiares, mas esquecia um dos netos e incluía como neta uma pessoa que, segundo a família, era sobrinha da cunhada.
Silvano registrou boletins de ocorrência no Distrito Federal, por suspeitas de charlatanismo e ameaça. O material da reportagem aponta ainda registros policiais contra Máira em pelo menos cinco estados, envolvendo suspeitas de estelionato, calúnia, difamação e ameaça.
Quem é Máira Rocha?
Máira Rocha é advogada, trabalha no Ministério da Saúde e ficou conhecida no meio espírita como médium. No início de 2026, fundou a própria instituição, a Casa da Caridade Inácio Daniel, voltada para atividades assistenciais e espirituais.
Segundo o Fantástico, o espaço atende cerca de 5 mil pessoas por mês e sobrevive de doações. Entre as atividades estão a distribuição de alimentos, roupas e agasalhos, além dos atendimentos espirituais e das chamadas cartas consoladoras.
A instituição também promovia leilões de roupas e objetos utilizados pela médium em sessões. A prática, entretanto, é criticada por representantes da Federação Espírita Brasileira (FEB).
O presidente da FEB, Jorge Godinho, afirmou que a doutrina espírita não autoriza nem ensina a realização de leilões desse tipo e defendeu que o trabalho mediúnico seja realizado de forma desinteressada.
Máira diz ouvir espíritos desde a primeira infância
Antes de se tornar conhecida pelas cartas psicografadas, Máira Rocha já relatava publicamente experiências mediúnicas desde a infância. Em uma palestra realizada em 31 de maio de 2019, em Franca (SP), no evento “Cartas Consoladoras”, do Recanto Espírita Maria de Nazaré, ela afirmou ter começado a se comunicar com espíritos aos sete anos.
Máira afirmou que cresceu no Interior do Ceará, em uma família dividida entre católicos e evangélicos, em uma época em que, segundo seu relato, experiências mediúnicas não eram compreendidas pelos familiares. “Desde os sete anos que eu me conheço por falar com os espíritos. Até então eu não intitulava a eles espíritos, porque eu não tinha conhecimento, eram amigos como são hoje, só que desconhecidos meus”, relatou.
Em vídeo, ela relatou diferentes episódios vividos na infância. Um deles foi na escola onde a mãe trabalhava como professora de matemática. Como não tinha com quem Máira, a mãe levava Máira para as aulas.
Durante uma prova, a menina teria começado a ditar respostas aos estudantes porque, segundo o próprio relato, os espíritos as informavam. Ela chegou a escrever respostas no quadro enquanto a mãe corrigia outras avaliações. De acordo com Máira, os alunos acabaram tirando nota 10.
Ao Fantástico, a prima Márcia Rocha afirmou que nunca havia percebido qualquer manifestação mediúnica durante a infância de Máira e disse que, em uma cidade pequena como Jati, um fenômeno desse tipo dificilmente passaria despercebido.
Márcia também contestou a origem do apelido “Lê”, que Máira relacionava a um espírito que teria lhe ensinado a ler. Segundo a prima, o apelido seria uma referência ao nome Alexandrina, de Máira Alexandrina.
Médium se defende com relatos de pessoas que receberam cartas
Apesar das denúncias, Máira Rocha também é defendida por pessoas que afirmam ter recebido cartas psicografadas com informações que, segundo elas, seriam desconhecidas pela médium. Os relatos foram publicados em vídeos no Instagram da cearense.
Um homem que perdeu o filho durante um assalto, em 2018, afirma ter recebido uma mensagem cinco anos depois com detalhes como seu apelido, um cordão de ouro presenteado pelo filho e o nome de sua loja.
Outra mulher conta que perdeu o filho, de 27 anos, para a Covid-19, em março de 2020. No mês seguinte, recebeu uma carta atribuída ao jovem e afirma que Máira revelou detalhes que somente ela e o filho conheciam.
Há ainda o relato de uma mulher que recebeu uma carta da mãe, em 2019. Segundo ela, a mensagem mencionava uma antiga fonte na Praça da Sé, no Crato (CE). A informação teria sido posteriormente confirmada por uma sobrinha que pesquisou fotografias históricas do município.
Ameaças e outras acusações
Além das suspeitas relacionadas às cartas, o material apresentado pelo Fantástico reúne acusações de ameaça, estelionato, charlatanismo, calúnia e difamação. O Ministério Público também recebeu denúncias envolvendo suposta apropriação indébita, desvio de recursos e possível rede de influência com servidores públicos. As acusações ainda são objeto de apuração.
Marcela Magalhães afirmou ter sido ameaçada após questionar a médium. Segundo ela, Máira teria dito que poderia fazer uma transmissão ao vivo para revelar informações pessoais que haviam sido confidenciadas durante um momento de fragilidade.
“Uma dor muito grande, um problema muito sério que havia acontecido comigo e que eu desabafei com ela”, relatou Marcela.
Em vídeos apresentados na reportagem, a própria Máira faz declarações em tom de advertência a pessoas que questionassem seu trabalho.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, em Brasília, do tradicional desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios. Com duração prevista de duas horas, o desfile será guiado por três eixos temáticos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além da programação tradicional das tropas das Forças Armadas — Marinha, Exército e Força Aérea.
A cerimônia é aberta ao público e começa às 9h. A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e ministros da gestão petista também estarão presentes, além de outras autoridades.
A ideia do Governo Federal é realizar um desfile “sóbrio” buscando manter a neutralidade e evitar problemas com a Justiça Eleitoral. Com isso, será explorado o uso das cores verde e amarelo como símbolos nacionais.
Com o mote “Soberania: A Força que Une o Brasil”, o desfile pretende destacar a soberania nacional, bandeira levantada pelo presidente petista após as tentativas de ingerência dos EUA no Brasil por meio dos impasses tarifários. A proposta também é pregar a união entre diferentes espectros políticos em torno de uma identidade nacional e do orgulho de ser brasileiro.
A programação prevê um pavilhão com desfile de atletas da Seleção Brasileira feminina de futebol, especialmente jogadoras que participaram da primeira equipe formada no país. Também serão espalhadas, ao longo do percurso, faixas e mensagens de combate à violência contra a mulher.
O Planalto tem submetido todos os preparativos da cerimônia à Advocacia-Geral da União (AGU), comandada por Jorge Messias, que presta suporte jurídico à Presidência da República. O temor é de que adversários acionem a Justiça Eleitoral sob o argumento de que a ocasião foi utilizada para promoção eleitoral da campanha à reeleição da chapa Lula-Alckmin.
Embora não haja uma orientação explícita nesse sentido, apoiadores do presidente Lula deverão evitar o uso de acessórios e símbolos que remetam ao Partido dos Trabalhadores, como o adesivo com o número 13 e as cores vermelhas. A organização do evento é coordenada pelas pastas da Secretaria-Geral da Presidência e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), além do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, realizadas em 7 de setembro de 2022. Com a decisão, foi declarada a inelegibilidade da chapa de Bolsonaro e do candidato a vice, Walter Braga Netto, por oito anos, ou seja, até 2030.
Antes disso, Bolsonaro e Braga Netto já tinham sido declarados inelegíveis por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante reunião realizada no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros. Como a penalidade não é cumulativa, o prazo de inelegibilidade permanece o mesmo.