O deputado estadual Francisco, candidato à reeleição para a Assembleia Legislativa em 2026 pela nominata do PT, PV e PCdoB, participou de entrevista na Rádio Bonita FM 87.9, em São José do Seridó, conduzida pelo blogueiro e radialista Alexsandro Passarinho, com participação do também blogueiro e radialista Carlos Felipe.
Durante a entrevista, Francisco fez uma prestação de contas do seu mandato e destacou ações do Governo Fátima em prol da população do Rio Grande do Norte, especialmente em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do Estado.
Entre os assuntos abordados estiveram a recuperação de estradas, melhorias no setor hídrico, a Barragem de Oiticica e a transposição do Rio São Francisco, além de outras ações voltadas para ampliar a infraestrutura e a segurança hídrica do RN.
Na condição de líder da bancada do Governo na Assembleia Legislativa, Francisco também destacou a atuação da gestão estadual e citou a manutenção dos salários dos servidores em dia entre os pontos de sua prestação de contas.
Ao longo da conversa com Alexsandro Passarinho e Carlos Felipe, o deputado também falou sobre o crescimento político do seu nome em 2026 e sobre sua candidatura à reeleição para deputado estadual, dentro da nominata formada por PT, PV e PCdoB.
A entrevista na Bonita FM reuniu prestação de contas do mandato, defesa das ações do Governo Fátima e o cenário político de 2026, com Francisco apresentando sua atuação como líder governista e candidato à continuidade do mandato na Assembleia Legisla
247 – A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classificou como de nível “crítico” o risco representado pela escalada da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil no contexto das eleições de 2026. O diagnóstico consta de um relatório confidencial encaminhado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça.
As informações foram reveladas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo o documento, a inteligência brasileira identifica uma “escalada de pressão sobre o Brasil” e uma “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”, dentro de um padrão mais amplo de influência de Washington sobre a região.
O relatório associa o movimento à política externa do segundo governo de Donald Trump, voltada à reafirmação da influência dos Estados Unidos na América Latina. Nesse contexto, Washington buscaria limitar o avanço de potências concorrentes, especialmente a China, sobre ativos estratégicos, infraestrutura e relações econômicas na região.
Brasil é apontado como alvo prioritário
Na avaliação apresentada pela Abin, o Brasil ganha importância especial nessa disputa por reunir capacidade econômica e política para manter maior autonomia internacional diante das demandas norte-americanas.
A leitura do órgão de inteligência é que a resistência brasileira a um realinhamento automático com Washington contribuiu para uma sequência de medidas econômicas, comerciais e diplomáticas contra o país.
O governo Trump já adotou sobretaxas sobre produtos brasileiros, medidas diplomáticas restritivas e sanções contra determinados alvos. Em agosto, durante uma conversa telefônica com Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para parte das medidas comerciais eram infundadas. A ligação também incluiu uma defesa, por Lula, do sistema eleitoral brasileiro.
Apesar de momentos recentes de distensão entre os dois presidentes, a avaliação registrada pela Abin é de que a pressão sobre o Brasil não foi interrompida.
Eleição entra no centro das preocupações
Um dos pontos mais sensíveis do relatório é a identificação de iniciativas norte-americanas relacionadas diretamente ao ambiente eleitoral brasileiro.
A Casa Branca chegou a propor uma declaração conjunta que buscava comprometer o Brasil com a não imposição de restrições à participação de chamados “dissidentes políticos” nas eleições. Segundo a avaliação relatada pela inteligência brasileira, a iniciativa ultrapassaria o terreno diplomático e alcançaria questões submetidas às instituições brasileiras.
Lula rejeitou a proposta e classificou o documento como “arquivo morto”.
A preocupação com uma eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições já havia aparecido no próprio diálogo entre Lula e Trump em agosto. Na ocasião, o presidente brasileiro fez uma defesa do sistema eleitoral nacional durante a conversa de mais de uma hora entre os dois chefes de Estado.
Marco Rubio aparece como personagem central
O relatório também destaca a atuação do secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Segundo a análise da Abin divulgada pela Folha, Rubio ocupa posição central na estratégia de pressão sobre o Brasil e tem direcionado críticas diretamente a Lula. O órgão interpreta a atuação do secretário dentro de uma política regional destinada a aumentar a influência de Washington e reduzir o espaço de governos menos alinhados aos Estados Unidos.
O Brasil aparece nessa disputa também por sua relação com os Brics e com a China. A política externa se tornou, inclusive, um dos pontos de divergência entre os candidatos à Presidência em 2026, com propostas distintas sobre Brics, Washington, Pequim, Mercosul e minerais estratégicos.
Sanções e crime organizado integram cenário de pressão
Outro eixo apontado pela inteligência envolve medidas norte-americanas relacionadas ao crime organizado brasileiro.
Washington ampliou sanções contra pessoas e empresas acusadas de relações financeiras com organizações criminosas, com consequências que podem atingir operações em dólar e relações com instituições financeiras internacionais.
A classificação de organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas também se tornou objeto de divergência entre os dois governos. Na ligação de agosto, Lula afirmou a Trump que o Brasil tem instrumentos próprios para enfrentar facções criminosas e sustentou que esses grupos, embora provoquem terror cotidiano, não se confundem necessariamente com organizações terroristas.
Para a Abin, medidas econômicas, diplomáticas, políticas e de segurança precisam ser analisadas em conjunto, diante do risco de produzirem efeitos sobre o ambiente político brasileiro em pleno ano eleitoral.
O alerta enviado ao governo e ao TSE transforma, assim, a possibilidade de interferência externa em uma preocupação institucional formal às vésperas da disputa presidencial de 2026.
A tragédia de Santa Cruz, onde um homem matou a tiros a companheira, a sobrinha dela e a enteada, além de ferir duas crianças antes de tirar a própria vida, expõe uma dimensão frequentemente esquecida no debate sobre armas. Segundo relatos colhidos pela Inter TV, havia conflitos no relacionamento e o autor não aceitava a separação. A arma de fogo transforma situações de violência doméstica em episódios com enorme capacidade letal.
O problema ultrapassa esse caso. Levantamento divulgado pelo R7 mostrou que mais de 12 mil armas de CACs foram perdidas, furtadas ou roubadas em três anos e meio. São armas adquiridas originalmente sob justificativas legais, como esporte e coleção, mas que podem escapar do controle de seus proprietários e alimentar outros circuitos de violência.
Há ainda um dado especialmente preocupante para as mulheres. O Instituto Fogo Cruzado registrou alta de 52% nos feminicídios e tentativas de feminicídio com armas de fogo em 2025 nas regiões metropolitanas monitoradas de Rio, Recife, Salvador e Belém. O recorte não representa todo o país, mas reforça um alerta: a arma apresentada como instrumento de defesa ou esporte também pode terminar dentro de casa, nas mãos de agressores, tornando conflitos e violência doméstica muito mais letais. A tragédia de Santa Cruz torna esse risco dolorosamente concreto.
O Hospital Municipal de Natal São Padre Pio começou a receber pacientes nesta quinta-feira (18), quase dois anos após a inauguração da unidade. Os primeiros atendimentos foram iniciados pela enfermaria pediátrica, que dispõe de 18 leitos, sendo 12 de enfermaria clínica e seis de atendimento psicossocial infantojuvenil.
A abertura dos serviços será feita de forma gradual. Nesta sexta-feira (18), começa a funcionar o centro de diagnóstico por imagem, com exames de ecocardiograma, raio-X e ultrassonografia para pacientes regulados.
Na próxima semana, está prevista a abertura de 10 leitos de UTI, seguida pela ativação de leitos de enfermaria clínica adulta e do centro cirúrgico.
Localizado na Avenida Omar O’Grady, próximo à UPA de Cidade Satélite, o hospital foi projetado para ampliar a capacidade da rede municipal e oferecer serviços de urgência, atendimento neonatal, ginecológico e obstétrico, além de procedimentos cirúrgicos e exames de diagnóstico.
Neste primeiro momento, a admissão de pacientes e a realização de exames ocorrerão exclusivamente por meio do sistema de regulação, não sendo atendimento de porta aberta.
Do blog CG:
Os pacientes precisam ser atendidos em outros serviços de saúde, caso necessita de uma internação, será por meio de regulaçao, para ser transferido para a unidade municipal.
Um projeto de lei propõe a criação do Programa Estadual de Incentivo à Energia Solar para Pequenos Produtores Rurais do Rio Grande do Norte foi sancionado pela governadora Fátima Bezerra.
A nova lei, publicada no DOE deste sábado (19/9), busca ampliar o acesso à energia solar no campo, reduzir custos de produção e aumentar a autonomia energética dos agricultores familiares.
Entre as medidas previstas estão assistência técnica gratuita, capacitação para instalação, manutenção e gestão de sistemas fotovoltaicos, além de suporte durante o primeiro ano após a instalação. O projeto também prevê parcerias com instituições financeiras para oferecer linhas de crédito com condições especiais.
A proposta incentiva ainda a formação de cooperativas e associações para geração compartilhada de energia solar, a modernização de sistemas de irrigação, poços e refrigeração e parcerias com instituições como EMPARN, IDIARN, universidades e institutos federais para ampliar a assistência técnica e a capacitação.
Pelo texto, são considerados pequenos produtores rurais aqueles que possuem até 50 hectares ou receita anual de até R$ 500 mil.
Allyson e Bolsonaro em encontro no ano de 2020 (foto: redes sociais)
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) voltou a criticar a postura de neutralidade adotada por Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa presidencial. Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (18), o petista afirmou que o adversário evita revelar seu candidato ao Palácio do Planalto por manter ligação política com o bolsonarismo.
A declaração ocorreu após Allyson não responder em quem pretende votar para presidente durante entrevista à Inter TV Cabugi.
“Mais uma vez, hoje, na entrevista da Inter TV Cabugi, Allyson Bezerra não revelou em quem vai votar para presidente”, destacou Cadu.
O petista também mencionou uma ação judicial apresentada pela campanha de Allyson para impedir que adversários o classificassem como bolsonarista. Segundo Cadu, o pedido foi rejeitado pela Justiça Eleitoral.
“Ele entrou na Justiça para evitar que a gente dissesse que ele é bolsonarista da cabeça aos pés. E a Justiça negou”, declarou.
Em seguida, Cadu afirmou que continuará associando Allyson ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação de que o ex-prefeito de Mossoró teria votado em Bolsonaro em 2022 foi apresentada pelo petista, mas não foi acompanhada de provas no vídeo.
“Como ele não revela em quem vai votar e como a gente sabe que ele vai votar em Bolsonaro, assim como votou em 2022, a gente vai continuar dizendo, com autorização da Justiça, que Allyson Bezerra é bolsonarista da cabeça aos pés”, disse.
A PontoCom-RN, associação que reúne portais, blogs e influenciadores digitais do Rio Grande do Norte, divulgou nota nesta sexta-feira (18) manifestando preocupação com o aumento de demandas judiciais envolvendo conteúdos jornalísticos e, principalmente, com decisões que, segundo a entidade, interferem nas escolhas editoriais dos veículos de comunicação durante o período eleitoral.
No documento, a associação cita casos envolvendo o Diário do RN e o Blog Sem Mordaça. De acordo com a PontoCom-RN, o Diário do RN foi alvo recentemente de uma decisão judicial que determinou a modificação de conteúdo jornalístico apresentado na capa do veículo, sob pena de multa.
A entidade argumenta que a controvérsia, nesse caso, não estaria relacionada à indicação de falsidade da informação publicada, mas à maneira como o conteúdo foi apresentado editorialmente.
Para a associação, decisões sobre manchetes, capas, chamadas e a hierarquia dada às notícias fazem parte, em regra, do exercício da atividade jornalística e da autonomia editorial dos veículos.
A nota também menciona o Blog Sem Mordaça, que, conforme a PontoCom-RN, vem enfrentando sucessivas demandas judiciais relacionadas às suas publicações, inclusive referentes a conteúdos antigos. A associação afirma que algumas dessas ações foram apresentadas em conjunto e considera que a situação merece atenção, especialmente diante do contexto eleitoral.
A PontoCom-RN sustenta que o direito de recorrer ao Judiciário deve ser preservado, mas defende que os instrumentos judiciais não sejam utilizados como forma de constrangimento ou intimidação da atividade jornalística.
“A utilização legítima dos mecanismos judiciais não deve se transformar em instrumento de constrangimento ou intimidação ao exercício da atividade jornalística”, afirma a entidade.
A associação também cita a Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre liberdade de imprensa. No julgamento da ADPF 130, o Supremo firmou entendimento contrário à censura prévia e reconheceu proteção reforçada à liberdade de informação jornalística. A própria jurisprudência da Corte ressalva, contudo, a possibilidade de responsabilização posterior por eventuais abusos ou violações de outros direitos constitucionalmente protegidos.
Para a PontoCom-RN, a garantia da autonomia dos veículos ganha importância ainda maior durante as eleições, período em que se amplia a circulação de informações e o debate sobre candidatos, propostas e assuntos de interesse público.
A entidade também reforçou que sua posição não está vinculada a partidos, candidatos ou grupos políticos.
“A defesa da liberdade de imprensa não depende do autor da crítica, o personagem da notícia ou a origem. O princípio deve valer para todos, indistintamente”, afirma a nota.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) decidiu faltar à sabatina da TV Ponta Negra na última quarta-feira, quando seria entrevistado pela dona da emissora, Micarla de Sousa.
O que ele não esperava era a reação da jornalista, que o descascou ao vivo para todo o Rio Grande do Norte assistir.
Dentre os principais pontos abordados, esteve um que é o calcanhar de Aquiles de Styvenson: a relação com as mulheres.
Ela disse que o senador tem se recusado sistematicamente a dar entrevistas em sabatinas que sejam comandadas apenas por mulheres.
O histórico do senador com as mulheres não é bom.
Em julho de 2021, ele fez uma transmissão ao vivo na qual declarou não saber o que uma mulher tinha feito para “merecer dois tapas bom (sic)” de um policial militar durante uma ocorrência de violência doméstica em Santo Antônio do Salto da Onça. “Pelo vídeo aí, eu estou vendo que ele está dando dois tapa (sic) na mulher, uns tapa (sic) bom, na mulher. Agora, eu sei lá o que essa mulher fez para merecer dois tapa. Será se ela estava calada, rezando o Pai Nosso, para levar dois tapa (sic)? Eu não sei, eu não sei”, disse na época.
Naquele mesmo ano, em outro vídeo, ao comentar a aparição da então deputada federal Joice Hasselmann com hematomas no rosto, o senador fez insinuações sobre a conduta moral da parlamentar: “Das duas uma: ou duas de quinhentos (levando as mãos à cabeça com gestos de chifres, insinuando uma traição ao marido) ou uma carreira muito grande (aspirando com força, fazendo alusão ao uso de cocaína). Aí ficou doida e pronto”, disparou.
Styvenson tem um histórico de falas lamentáveis sobre mulheres.
Um pastor identificado como Junior Melo postou um vídeo nos status do WhatsApp que acabou vazando para as redes sociais, revelando uma situação no mínimo duvidosa em que ele dá sinais de promessa de benesses de uma ONG em troca de votos nos seus candidatos.
No vídeo, ele inicia a fala se dirigindo ao “Seu Silva” informando que estava ao lado da vereadora bolsonarista Camila Araújo (PL), candidata a deputada estadual. Na legenda do vídeo, ele informa que em breve terá que escolher 50 famílias para “serem abençoadas”.
Na sequência, a parlamentar afirma ter recebido a demanda: “Olá, querido irmão! Deus abençoe e vamos juntos à vitória, viu? Recebi aqui a demanda, vou estudar e vou ver a possibilidade de atender. Vamos juntos, vamos à vitória”, declarou.
“Na medida do possível, viu? Nós vamos atender à demanda e vamos continuar a trabalhar porque ela prometeu ajudar a ONG”, concluiu Junior.
No vídeo seguinte, vem o indício de crime eleitoral: “Aí você que acabou de ver os meus status pode dizer: ‘Ai, pastor, eu quero’; ‘Ai, irmão Júnior, eu quero’. Ei, deixa eu lhe dizer: vai ser selecionado. Não vai ser para qualquer um, certo, nem qualquer uma. Vai ser para pessoas que estão nas nossas reuniões, vai ser para pessoas que eu confie que vão votar no nosso candidato, viu? Não vai ser para todo o mundo, não, viu? E eu vou… quem vai selecionar as pessoas sou eu, quem vai escolher sou eu. E quem quiser ficar com raiva, sinto muito”.
O nome da ONG não é identificado no vídeo. O Blog buscou informações na internet sobre Junior Melo, mas não encontrou perfil dele nas redes sociais nem uma informação segura sobre qual seria exatamente esta entidade.
Por que há indício de crime?
Oferecer benesses, bens ou vantagens em troca de votos é considerado crime porque compromete os pilares do sistema democrático, a igualdade na disputa eleitoral e a liberdade do cidadão.
No ordenamento jurídico brasileiro, a prática é tipificada como Corrupção Eleitoral (artigo 299 do Código Eleitoral) e Captação Ilícita de Sufrágio (artigo 41-A da Lei das Eleições).
Até aqui, a estratégia de neutralidade presidencial de Allyson Bezerra (União Brasil) vem funcionando. O ex-prefeito de Mossoró tem se recusado sistematicamente a dizer em quem vota para a Presidência da República.
Ele escolhe o silêncio entre quem criou programas sociais, gerou empregos, melhorou os índices econômicos e preservou a democracia e a soberania, e quem desmantelou o sistema de proteção social, quer entregar nossas riquezas aos EUA, tentou dar um golpe de Estado e colocou o país no mapa da fome.
Segundo ele, o foco é a gestão.
Mas a estratégia é clara: Allyson quer captar votos dos dois lados, e isso está funcionando graças à desaprovação de 60% da governadora Fátima Bezerra (PT), que atrapalha a vida de Cadu Xavier (PT), e ao desgaste de Álvaro Dias (Republicanos), que deixou a Prefeitura de Natal inaugurando um hospital que ficaria fechado por quase dois anos e destruiu o maior cartão-postal de Natal ao forçar a obra da engorda de Ponta Negra, ignorando as orientações dos órgãos ambientais.
As pesquisas mostram que, graças a esse contexto, a neutralidade está dando certo para Allyson. Na pesquisa Perfil desta semana, 58% dos seus eleitores são lulistas e 21% bolsonaristas. Na Metadata, esses números são de 52% e 26%, respectivamente.
O ex-prefeito depende majoritariamente do voto do maior cabo eleitoral do Rio Grande do Norte para chegar ao Governo do RN.
Allyson está vencendo as eleições com o voto lulista alicerçado em um palanque majoritariamente bolsonarista. Exceto pelo grupo da senadora Zenaide Maia (PSD), todos os demais aliados do ex-prefeito de Mossoró são adversários do petista, como os deputados federais João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil) e Robinson Faria (PP). Isso sem contar o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil, e tantos outros antipetistas históricos.
O Mirante da Getulio Vargas inaugurado em dezembro de 2024 pelo então Prefeito Álvaro Dias(PL) , mas não chegou a ser usado pelo público, está perto de ser concluído e entregue como novo equipamento turístico da capital.
Na cerimônia de inauguração há quase dois anos, o senador Rogério Marinho destacou o impacto das entregas e a importância da obra:
“Nós estamos aqui diante de uma obra que, ao mesmo tempo que qualifica este espaço, e que valoriza a principal atividade econômica da cidade e do estado, pode e deve ser uma semente para que haja uma continuidade na próxima gestão. Estamos diante de uma área de grande potencial e qualidade. Uma área boa para quem mora aqui, e melhor ainda para quem vem nos visitar. Essa sempre foi uma preocupação do Prefeito Álvaro Dias, e eu sou testemunha disso”, destacou.
A previsão dos trabalhadores do local é que a obra seja concluída ainda em setembro.
A Polícia Federal cumpre buscas e apreensões nesta quinta-feira (17) contra o empresário José Marcos de Moura, conhecido como o “Rei do Lixo”, com o objetivo de apurar suspeitas de direcionamento de licitações na Prefeitura de Belo Horizonte entre 2024 e 2025.
A corporação pediu busca contra ACM Neto, candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, mas o relator da apuração, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques, negou a solicitação. O pedido foi feito antes do período eleitoral.
Procurado por meio da assessoria às 7h40, ACM Neto ainda não se manifestou. A defesa de Moura também foi procurada e não se posicionou.
Neto teria indicado um secretário suspeito de cometer irregularidades em Belo Horizonte.
A operação é a 10ª fase da Operação Overclean, e trata de suspeitas relacionadas ao fornecimento de serviços e de materiais didáticos. Em fases anteriores, ela atingiu prefeitos, deputados e servidores públicos desde que foi deflagrada, em dezembro de 2024.
São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo.
Segundo nota da PF, “nos procedimentos analisados, ao menos três resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também são objeto da investigação”.
A Overclean já atingiu prefeitos, deputados e servidores públicos desde que foi deflagrada, em dezembro de 2024.
As ações resultaram em cenas de dinheiro jogado da janela, guardado em gavetas e escondido em botas.
Já foram alvos parentes do deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e os também deputados Félix Mendonça (PDT-BA), alvo de buscas, e Dal Barreto (União Brasil-BA).
247 – Conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam tratativas para acomodar um ministro identificado como “KN” em uma mansão de luxo no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2025. Segundo reportagem do Metrópoles, investigadores da Polícia Federal apontam que a referência seria ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques.
O imóvel reservado por Vorcaro pertence ao ator Márcio Garcia e fica no Joá, área nobre do Rio de Janeiro. Avaliada em R$ 250 milhões, a propriedade possui sete suítes, cerca de 6 mil metros quadrados de terreno e vista para o mar, nas proximidades da Pedra da Gávea.
De acordo com as mensagens obtidas pelo Metrópoles, a semana de hospedagem durante o Carnaval custou aproximadamente R$ 1,45 milhão.
Além do ministro identificado como “KN”, as conversas mencionam o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), amigo de Nunes Marques.
Chef, motoristas e bebidas de luxo
As mensagens revelam uma ampla estrutura preparada para receber os hóspedes. Vorcaro discutiu com seus interlocutores a contratação de chef de cozinha, garçons e motoristas, além do fornecimento de bebidas de alto padrão.
Entre os produtos mencionados nas conversas estavam whisky Macallan 12, vinho Sassicaia, Chablis, Moët & Chandon e Dom Pérignon.
A organização da hospedagem era discutida por Vorcaro com Léo Serrano Giunchetti, responsável pela logística de suas viagens. Newton Ramos, por sua vez, tratava de detalhes relacionados ao ministro e à equipe de segurança.
Em uma mensagem de 19 de fevereiro de 2025, Léo relata que Newton havia pedido informações porque precisava repassá-las ao ministro. O interlocutor também registra que havia entendido que a casa de Márcio Garcia ficaria destinada ao ministro.
As conversas indicam ainda uma preocupação específica com a acomodação e a segurança de “KN”.
Feijoada para 40 pessoas
A estrutura preparada para o Carnaval não se limitava à hospedagem. Segundo o Metrópoles, Newton Ramos também pretendia realizar uma feijoada para aproximadamente 40 pessoas na mansão.
Léo consultou Vorcaro para saber se o evento poderia ser realizado e recebeu autorização do banqueiro.
As mensagens também registram pedidos relacionados a pulseiras para uma área VIP e a uma forma diferenciada de acesso do ministro a um camarote, sem a necessidade de passar pelo procedimento normal de cadastro no aplicativo do evento.
Além disso, aparecem nas conversas referências à organização de camarotes, kits, motoristas e passeio de helicóptero.
Mansão tem estrutura de alto luxo
A propriedade de Márcio Garcia é considerada uma das residências mais luxuosas do Rio de Janeiro. Além das sete suítes, possui espaços destinados tanto ao lazer quanto ao trabalho.
A residência conta com escritório com capacidade para cerca de 20 pessoas, consultório, academia completa, piscina de 25 metros, áreas de lazer e um sistema avançado de segurança.
O projeto paisagístico é assinado por Roberto Burle Marx. A mansão está localizada a aproximadamente 100 metros de altitude e oferece vista panorâmica para o mar e para a região da Pedra da Gávea.
Investigadores apontam Nunes Marques como “KN”
A reportagem do Metrópoles ressalta que as mensagens se referem ao hóspede como “KN”. A identificação de “KN” como o ministro Kássio Nunes Marques é feita por investigadores da Polícia Federal.
O material obtido a partir do celular de Vorcaro passou a revelar uma extensa rede de contatos e relações mantidas pelo banqueiro com integrantes dos meios político, empresarial e jurídico.
Procurados pelo Metrópoles, Kássio Nunes Marques e Newton Ramos não se manifestaram sobre as tratativas relacionadas à hospedagem na mansão durante o Carnaval de 2025.
Sessão de encerramento do Ano Judiciário 2025. Foto: Rosinei Coutinho/ST247 – Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, procurou Rodrigo Fux, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, para tentar reverter uma decisão da Corte e liberar o pagamento de um precatório bilionário. O caso envolvia créditos da empresa Agro Industrial Tabu adquiridos por fundos de investimento com interesse direto do Banco Master, segundo Bela Megale, do jornal O Globo.
De acordo com os registros apreendidos no telefone celular de Vorcaro, em 6 de novembro de 2024 o ex-banqueiro enviou a Rodrigo Fux um arquivo nomeado “SLAT TABU”. O documento tratava de um processo de embargos de declaração da Agro Industrial Tabu, recurso utilizado para sanar erros ou contradições, mas que buscava alterar o resultado de uma decisão que mantinha bloqueada a liberação do crédito.
A movimentação ocorreu a apenas dois dias da inclusão do processo no plenário virtual do STF. Nas conversas, Rodrigo Fux respondeu que iria ler o material enviado e, na manhã seguinte, avisou: “Só conseguirei ver no detalhe no final de semana. Ok? Te aviso.” Vorcaro concordou: “Fechado!”. Em 9 de novembro, já com a votação em andamento, o advogado voltou a procurar o ex-banqueiro, perguntou se ele estaria no Rio de Janeiro e mencionou que viagens e compromissos impediam encontros em São Paulo ou Brasília, concluindo com: “De qualquer forma, temos tempo”.
A disputa judicial remonta a 1990, quando 27 empresas do setor sucroalcooleiro processaram a União por prejuízos decorrentes do tabelamento de preços do açúcar e do álcool nos anos 1980. A Justiça reconheceu o direito à indenização, mas determinou que os cálculos fossem executados individualmente. A parcela sob interesse de Vorcaro tratava exclusivamente da cobrança da Agro Industrial Tabu.
Em setembro de 2023, a então presidente do STF, ministra Rosa Weber, havia suspendido o pagamento do precatório da Tabu por considerar a emissão prematura. O valor atualizado da cobrança alcançava cerca de R$ 5 bilhões. Segundo estimativas da Advocacia-Geral da União (AGU), a extensão dessa tese às outras 26 execuções do setor sucroalcooleiro poderia gerar um impacto fiscal de até R$ 80 bilhões.
Na ocasião da decisão inicial em 2023, o plenário do STF confirmou a suspensão por unanimidade. O ministro Luiz Fux participou daquele julgamento e acompanhou o voto da relatora contra a liberação dos recursos. Até aquele momento, não havia registros de investidas de Vorcaro no processo. A investida sobre o filho do magistrado ocorreu mais de um ano depois, no momento em que o tribunal analisava os embargos de declaração.
O julgamento do recurso foi interrompido diversas vezes. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou para aceitar os embargos apenas para corrigir o número de um processo citado erroneamente, mantendo a suspensão do valor bilionário. O caso teve pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes e posteriormente do ministro Nunes Marques, passando por deliberações em sessões virtuais até a sua conclusão definitiva, ocorrida entre 19 e 26 de junho de 2026.
Na votação final de junho de 2026, o plenário rejeitou por unanimidade o pedido para liberar os valores. O ministro Luiz Fux seguiu o relator e votou contra a pretensão que beneficiaria os interesses do Banco Master. À época desse desfecho no STF, Daniel Vorcaro já estava preso. O ex-banqueiro havia sido detido inicialmente em 17 de novembro de 2025, na véspera da Operação Compliance Zero e da liquidação do Banco Master. Após ser libertado com uso de tornozeleira eletrônica, Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março de 2026 sob acusações de ocultação de patrimônio, interferência nas investigações e financiamento de ações de intimidação.
Por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, Rodrigo Fux afirmou que o escritório foi procurado, mas não advogou no caso e jamais celebrou qualquer contrato ou recebeu pagamentos do Banco Master ou de Daniel Vorcaro. A assessoria declarou ainda que o advogado não apresentou proposta de trabalho, não engajou profissionais no feito e não conversa com o pai sobre processos que tramitam na Corte.
O ministro Luiz Fux também se manifestou por nota, reiterando que em todas as etapas em que participou do julgamento posicionou-se contra a liberação dos valores. O magistrado afirmou que nunca foi abordado sobre o assunto e destacou que a decisão do tribunal contra a pretensão de Vorcaro foi tomada de forma unânime. A defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentará o caso.
Lula, Patrus Ananias e Marília Campos, em Montes Claro-MG
A possibilidade de uma definição da eleição presidencial já no primeiro turno não deve ser descartada. Não se trata de previsão, muito menos de resultado assegurado. Trata-se de uma hipótese que passou a fazer parte dos cenários possíveis quando se examinam com atenção os números das pesquisas mais recentes, especialmente os da CNT/MDA, a que mais se aproximou do resultado final nas eleições de 2022.
O levantamento divulgado nesta semana apresenta um quadro bastante significativo. Luiz Inácio Lula da Silva tem 40,5% das intenções de voto, contra 30,4% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 3%, Renan Santos com 2,7%, Pablo Marçal com 1,8% e Romeu Zema com 1%. Outros candidatos somam 1,1%.
Brancos e nulos são 6% e os indecisos representam 7,5%.
Quando são considerados apenas os votos válidos, retirando-se brancos, nulos e indecisos, Lula alcança aproximadamente 46,8%.
Mas esse número pode subestimar o desempenho de Lula nos votos válidos da eleição real caso Pablo Marçal, que recebeu 1,8% no cenário da CNT/MDA, não esteja na urna. Numa simples simulação matemática que também exclua os votos atribuídos a Marçal do denominador, os 40,5% de Lula equivaleriam a aproximadamente 47,8% dos votos válidos.
Ou seja: nessa hipótese, Lula estaria pouco mais de dois pontos percentuais abaixo da maioria absoluta necessária para liquidar a eleição no primeiro turno.
CNT/MDA merece atenção especial
A CNT/MDA mostra uma situação significativamente mais favorável a Lula do que outros levantamentos recentes.
A diferença para Flávio Bolsonaro no primeiro turno é de 10,1 pontos percentuais: 40,5% a 30,4%.
No segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, com 47,3%, contra 40% de Flávio, uma distância de 7,3 pontos.
É necessário registrar que outros institutos apresentam uma disputa muito mais apertada.
O Datafolha divulgado nesta quinta-feira mostra Lula com 39% e Flávio com 36% no primeiro turno. No segundo, são 46% a 44%. As diferenças estão dentro da margem de erro.
As pesquisas, portanto, não autorizam certezas sobre o resultado da eleição.
Mas a CNT/MDA revela algo que não deveria ser ignorado: existe uma fotografia recente do eleitorado em que Lula já se encontra relativamente próximo dos 50% dos votos válidos.
O problema das candidaturas alternativas
A questão central passa a ser o comportamento dos eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, além daqueles que eventualmente escolheram nomes que não estarão na urna.
Nenhuma dessas candidaturas aparece perto dos dois líderes.
Augusto Cury registra 6% na CNT/MDA. Caiado tem 3%. Renan, 2,7%. Zema, 1%.
Quanto mais a eleição for percebida como uma disputa efetivamente binária entre Lula e Flávio, maior poderá ser a pressão pelo chamado voto útil.
Essa movimentação, se ocorrer, não tem destino predeterminado. Pode beneficiar qualquer um dos dois principais candidatos.
Mas Lula parte, na CNT/MDA, de uma posição numericamente mais próxima da maioria absoluta dos votos válidos.
Lula anunciou duas medidas importantes
Existe ainda um fator temporal relevante.
A pesquisa CNT/MDA foi realizada entre 9 e 13 de setembro. Portanto, não captou qualquer eventual repercussão das medidas anunciadas por Lula nesta quinta-feira, 17.
A primeira delas foi o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio para R$ 777.
O percentual corresponde à inflação acumulada pelo INPC desde março de 2023. Trata-se, portanto, essencialmente de uma recomposição do poder de compra perdido desde o início do atual formato do programa.
A medida tem alcance direto sobre milhões de famílias, justamente num segmento em que Lula registra desempenho eleitoral mais elevado.
O Datafolha mostra, por exemplo, Lula com 53% entre os beneficiários do Bolsa Família, contra 28% de Flávio Bolsonaro.
Canetas emagrecedoras pelo SUS
A segunda iniciativa anunciada nesta quinta-feira foi a preparação da oferta das chamadas canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde.
O governo pretende incorporar medicamentos contra a obesidade de maneira controlada, com indicação médica, protocolos clínicos e prioridade para pacientes nos quais o excesso de peso esteja associado a riscos mais graves à saúde.
É uma política potencialmente importante porque trata a obesidade não como questão estética, mas como problema de saúde pública.
Novamente, não é possível antecipar qual será o efeito eleitoral dessa medida.
Mas há um dado político objetivo: Lula entra nas últimas semanas da campanha anunciando políticas públicas de impacto direto sobre a vida cotidiana, envolvendo renda, alimentação e saúde.
As medidas ainda não aparecem nas pesquisas
Este ponto é especialmente importante.
A CNT/MDA foi a campo entre 9 e 13 de setembro. O Datafolha divulgado nesta quinta-feira também realizou suas entrevistas antes dos anúncios mais recentes do governo.
Portanto, nenhuma das duas pesquisas mede eventual repercussão do reajuste do Bolsa Família ou da política de oferta das canetas contra a obesidade pelo SUS.
Os próximos levantamentos poderão mostrar se houve ou não alguma mudança posterior a essas decisões.
Há ainda dois movimentos políticos que merecem atenção nesta reta final. O primeiro é a crescente mobilização do meio artístico e cultural em torno da candidatura de Lula, com nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Malu Mader e Tony Bellotto participando do movimento. Não é possível medir antecipadamente o efeito eleitoral desse engajamento, mas a entrada de artistas de grande projeção amplia a capacidade de mobilização da campanha e pode contribuir para elevar sua presença no debate público justamente nas semanas decisivas antes da votação.
O segundo é que, até aqui, a tentativa da oposição de associar Lula à crise envolvendo o STF e às controvérsias do caso Banco Master não aparece acompanhada de uma queda relevante do presidente nas pesquisas citadas. No Datafolha, Lula permaneceu com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 35% para 36%. A estabilidade não permite estabelecer uma relação causal, mas indica que a ofensiva política em torno do Supremo não produziu, até o momento do levantamento, uma deterioração mensurável do patamar eleitoral de Lula. Somados à proximidade dos 50% dos votos válidos indicada pela CNT/MDA e à concentração crescente da disputa, esses dois elementos ajudam a explicar por que a hipótese de uma decisão no primeiro turno não deve ser retirada do radar.