Da coluna de Heitor Gregório desta sexta-feira 12 no AGORA RN
Uma cena tem se repetido na pré-campanha para o Governo do RN: os pré-candidatos tentando encontrar a melhor forma de falar com o eleitor nas redes sociais.
Allyson Bezerra, de 34 anos, encontrou naturalmente esse caminho. Seus vídeos misturam agenda política, os problemas do RN, linguagem simples, disposição e, vez por outra, alguns pulos que ajudam a reforçar a imagem de juventude e energia.
Do outro lado, Cadu Xavier, de 47 anos, também percebeu a importância desse ambiente. Já apareceu pulando em açude, piscina e em outras situações que mostram uma tentativa de conexão com um público cada vez mais acostumado ao consumo rápido de conteúdo. Sem fugir do debate técnico e político.
Álvaro Dias, aos 66 anos, ainda busca a fórmula ideal de se comunicar nesse ambiente digital tão exigente e dinâmico. Não é pular por pular e ser quem não é, mas a roupagem necessária.
Claro que ninguém vence eleição apenas por causa de vídeos criativos, pulos ou tendências de internet. O eleitor continua querendo ouvir propostas e soluções para os problemas do Rio Grande do Norte.
Mas a forma de comunicar faz diferença.
No RN e em qualquer lugar do Brasil.
Em Pernambuco, por exemplo, a governadora Raquel Lyra (PSD), de 47 anos, conseguiu encontrar um caminho mais eficiente de comunicação digital. O resultado foi o aumento da sua visibilidade política, chegando a aparecer em pesquisas à frente de João Campos (PSB), de 32 anos, considerado uma referência nacional no uso das redes sociais para a política.
A política mudou. O conteúdo continua essencial, mas a embalagem ganhou importância.
No fim das contas, cada pré-candidato precisa encontrar seu próprio estilo. E cada um terá que dar seus pulos.
A mais recente pesquisa Genial/Quaest caiu como um tiro certeiro no coração político da direita. Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro aparece atrás de Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno. Na metáfora utilizada por Mário Sabino, o “cavalo de corrida” seria o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; já o “asno manco” seria Flávio Bolsonaro.
É verdade que pesquisas retratam apenas o momento e não o resultado final da eleição. Contudo, em uma disputa voto a voto, e com o tempo avançando rumo às urnas de outubro, os números atuais acendem uma luz vermelha e bem acesa para o grupo político que aposta em Flávio.
Naturalmente, fatos novos podem alterar o cenário, tanto para um lado quanto para o outro. Escândalos, crises econômicas, decisões judiciais ou mudanças de estratégia podem redefinir a corrida eleitoral. Entretanto, se algum episódio negativo atingir diretamente Flávio Bolsonaro, sua situação poderá se tornar ainda mais delicada.
Sabino afirma que “Jair Bolsonaro resolveu não largar o osso”, preferindo manter o protagonismo político dentro da própria família. Curiosamente, Michelle Bolsonaro, apontada por muitos como um nome eleitoralmente mais forte, continua mantendo um silêncio quase sepulcral em relação à possível candidatura de Flávio.
O senador tem muito a perder caso os números permaneçam desfavoráveis. Uma derrota significaria não apenas um revés político, mas também o fim da proteção proporcionada por um cargo de grande relevância nacional. Para seus adversários, isso o deixaria mais vulnerável diante de eventuais batalhas judiciais.
Resta saber se Flávio Bolsonaro aceitará esse desafio até o fim ou se decidirá abandonar a disputa antes mesmo das convenções partidárias. Nos próximos meses, a resposta começará a aparecer.
O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado Federal, João Azevêdo (PSB), afirmou em entrevista à imprensa, na noite de ontem, durante participação na abertura do Salão do Artesanato, em Campina Grande, que acredita na eleição de toda a chapa governista nas eleições de 2026. A declaração foi dada ao defender a candidatura do governador Lucas Ribeiro (PP) à reeleição e a composição da disputa para o Senado com seu nome e o do deputado federal Nabor Wanderley (Republicanos).
Segundo João Azevêdo, a população paraibana reconhecerá o trabalho realizado pelo atual grupo político e elegerá os três principais nomes da aliança.
“Vamos eleger a chapa inteira, você vai ver. A Paraíba vai eleger a chapa inteira. Isso vai ser muito bom para a Paraíba, ter um governador e dois senadores apoiando o Estado”, declarou.
Caso a projeção do ex-governador se confirme nas urnas, o resultado representará a quebra de um tabu político que perdura há mais de duas décadas no Estado, já que há cerca de 20 anos uma chapa governista não consegue eleger simultaneamente o governador e os dois candidatos ao Senado.
A declaração reforça a confiança do grupo aliado na manutenção do projeto político atualmente no comando do Governo da Paraíba e sinaliza a estratégia de apresentar uma candidatura unificada para a disputa de 2026, apostando na força da aliança para conquistar os principais cargos majoritários em jogo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na sexta posição entre os presidentes mais populares da América Latina, segundo levantamento divulgado pela consultoria argentina CB Consultora Opinión Pública. O petista manteve a mesma colocação registrada em maio.
De acordo com a pesquisa, Lula tem 47,6% de imagem positiva e 48,1% de avaliação negativa. No levantamento anterior, os índices eram de 49,5% e 47,2%, respectivamente.
A liderança do ranking voltou a ser ocupada pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que registrou 69,1% de aprovação e 27,6% de rejeição. Em maio, o primeiro lugar era da presidente do México, Claudia Sheinbaum, que agora aparece na segunda posição, com 65,5% de imagem positiva.
Completam os cinco primeiros colocados Laura Fernández, da Costa Rica, com 56,1%; Luis Abinader, da República Dominicana, com 54,8%; e Santiago Peña, do Paraguai, com 48,3%.
Ranking dos presidentes mais populares da América Latina em junho
O levantamento ouviu 40.517 pessoas com 18 anos ou mais em 18 países da América Latina entre os dias 2 e 7 de junho. Em cada país, foram realizadas entre 1.993 e 2.671 entrevistas, com margem de erro de até 2,2 pontos percentuais.
Foi realizada nesta sexta-feira (12) a abertura oficial do II Torneio Leiteiro de São José do Seridó, evento que reúne produtores rurais, instituições parceiras e a população em uma programação voltada para o fortalecimento da agropecuária e a valorização do homem e da mulher do campo.
A solenidade aconteceu no Parque Aurino de Medeiros Costa, instalado ao lado do Ginásio de Esportes Pedro Laurentino de Medeiros, às margens da RN-288, na saída para Cruzeta. O ato de abertura contou com a presença do prefeito Jackson Dantas, que deu as boas-vindas aos produtores participantes, representantes de instituições parceiras e ao público presente.
Durante seu pronunciamento, o gestor municipal destacou a importância do torneio para o desenvolvimento do setor agropecuário local e agradeceu a participação de todos os envolvidos na realização do evento.
Após a cerimônia oficial, a programação teve sequência com o desfile e julgamento da tradicional competição “Bezerra do Futuro”, uma das atrações que integram o torneio e que busca incentivar a melhoria genética do rebanho local.
O II Torneio Leiteiro de São José do Seridó é promovido pela Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Pesca e Recursos Hídricos (SEMAPE), em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (SAPE), contando ainda com o apoio de diversas instituições comprometidas com o fortalecimento do desenvolvimento rural.
A programação segue nos dias 13 e 14 de junho com atividades culturais e musicais em frente ao Ginásio de Esportes Pedro Laurentino de Medeiros.
Neste sábado (13), será disponibilizado um telão para que a população acompanhe a partida da Seleção Brasileira. Logo após o jogo, o público poderá prestigiar os shows de Marcos Luan e Manu Arrocharme.
Já no domingo (14), a partir das 20h30, as atrações serão Augusto Dantas, Cavaleiros do Forró e Vinícius Celestino, encerrando a programação festiva do evento.
O torneio conta com patrocínio do Banco do Nordeste e apoio institucional do Governo Federal e do Governo do Rio Grande do Norte.
Crédito da foto: DivulgaçãoEspecial Arraiá Brasil apresenta shows de nomes como Zé Vaqueiro, Alok, Matheus e Kauan, entre outro
A TV Brasil leva ao público de todo o país a animação de três dos mais tradicionais festejos juninos do Nordeste, neste final de semana. A emissora exibe, nesta sexta-feira (12) e sábado (13), apresentações e atrações das celebrações de São João de Caruaru (PE), Mossoró (RN) e Assú (RN), dentro da faixa temática Arraiá Brasil.
As transmissões são realizadas em parceria com a PrefTV, de Caruaru, e a UERN TV, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A ancoragem da programação será feita diretamente do Rio de Janeiro pelos apresentadores Bruno Barros e Verônica Dalcanal, com coordenação de produção de Eduardo Gurgel e direção de Enio Puello e Carlos Colla.
Na sexta-feira (12), o especial vai ao ar das 23h às 2h. O público poderá acompanhar ao vivo atrações como Batista Lima, diretamente de Caruaru, e Mara Pavanelly, em Mossoró. A programação também inclui shows gravados de artistas como Roberto Carlos, Zezo, Henry Freitas e Michelle Andrade.
Já no sábado (13), a cobertura será ampliada, com transmissão das 21h às 3h. Entre os destaques da noite estão os shows ao vivo de Alok, em Caruaru, Márcia Fellipe e Matheus e Kauan, em Mossoró, e Israel Fernandes, em Assú. A programação ainda reúne apresentações gravadas de artistas como Zé Vaqueiro e Guilherme Ropado.
O Arraiá Brasil ganha a tela da emissora pública durante todo o mês de junho, sempre às sextas e sábados, e também nos dias 23 e 24 (noites especiais de São João).? O projeto da TV Brasil em parceria com a RNCP reforça o compromisso da comunicação pública com a valorização da cultura popular brasileira, ampliando o alcance de algumas das maiores festas juninas do país.
O que está acontecendo com as pesquisas realizadas no Rio Grande do Norte pelo Instituto Veritá?
Hoje, pela segunda vez, o Tribunal Regional Eleitoral proibiu a divulgação de uma pesquisa do instituto. Trata-se do levantamento registrado sob o número 06276/2026, protocolado em 26 de maio de 2026, com coleta realizada entre os dias 27 e 31 de maio.
O motivo da suspensão é o mesmo da pesquisa anterior. Segundo a ação apresentada pelo partido Republicanos, o Instituto Veritá não estaria respeitando os parâmetros de estratificação da população divulgados pelos órgãos oficiais. A contestação aponta que a distribuição das faixas populacionais utilizadas na amostra está desproporcional em relação à composição real da população.
Sou crítico de decisões que suspendem pesquisas eleitorais. Muitas vezes, elas se apoiam em detalhes excessivamente técnicos que não comprometem o conteúdo ou a confiabilidade dos resultados.
Neste caso, porém, a situação é diferente.
O caráter científico de uma pesquisa está diretamente ligado à rigorosa observância da estratificação da população. Sexo, renda, escolaridade e faixa etária são premissas básicas de qualquer levantamento estatístico. Se a população é composta por 48% de homens e 52% de mulheres, por exemplo, a pesquisa não pode entrevistar 60% de homens e apenas 40% de mulheres. O exemplo serve apenas para ilustrar o raciocínio.
Além disso, um erro dessa natureza demonstra, por si só, pouco zelo do instituto na condução da coleta de dados. Por essa razão, considero correta a decisão de suspender a divulgação da pesquisa.
Vale lembrar que o Veritá já teve sua primeira pesquisa barrada pelos mesmos motivos e, agravando ainda mais a situação, voltou a repetir o mesmo procedimento considerado irregular.
Penso, inclusive, que a punição poderia ser mais severa do que a simples suspensão da divulgação. Uma multa seria uma medida adequada para servir de exemplo e reforçar a necessidade de rigor técnico na realização de pesquisas eleitorais.
Por tudo isso, os números da Veritá, por enquanto não devem ser considerados como corretos.
Estão se acumulando as explicações que o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, tem dado para responder aos questionamentos sobre sua gestão e que acabam recaindo sobre o atual prefeito, Paulinho Freire. Curiosamente, Paulinho também é o coordenador político do projeto eleitoral de Álvaro para 2026.
Ao tentar se justificar, o ex-prefeito frequentemente transfere para o sucessor a responsabilidade pelos problemas apontados. Há pelo menos três situações que simbolizam esse jogo de empurra-empurra.
A primeira envolve o pagamento de artistas que se apresentaram no Natal em Natal, em dezembro de 2024. A cantora Taty Girl, por exemplo, precisou recorrer à Justiça para cobrar os R$ 350 mil referentes ao cachê contratado. Segundo Álvaro, a responsabilidade pelo pagamento não seria dele, mas da gestão seguinte. “Ela se apresentou em 31 de dezembro, último dia do meu mandato. Eu não tinha como fazer esse pagamento”, argumentou. Pela lógica apresentada, a responsabilidade pelo não pagamento seria da atual administração.
A segunda situação diz respeito ao Hospital Municipal de Natal. Inaugurado nos últimos dias da gestão Álvaro Dias, a unidade nunca entrou em funcionamento. Em sua mais recente justificativa, o ex-prefeito afirma que entregou a obra pronta e que foi Paulinho Freire quem decidiu ampliar o projeto, adiando sua abertura. Dessa forma, atribui à atual gestão a responsabilidade pelo hospital permanecer fechado.
Há ainda o debate sobre a dívida deixada pela administração anterior. Adversários políticos afirmam que o passivo se aproxima de R$ 1 bilhão. Álvaro reconhece a existência da dívida, mas sustenta que deixou recursos em caixa superiores ao valor devido, o que, segundo ele, garantiria condições para quitar todos os compromissos. Nesse raciocínio, eventuais atrasos ou inadimplências futuras também seriam de responsabilidade da gestão atual.
Como se observa, Álvaro Dias tem respondido às principais polêmicas de sua administração transferindo para o atual prefeito parte significativa das responsabilidades pelos problemas apontados.
Diante disso, restam a Paulinho Freire duas alternativas: apresentar publicamente suas versões e contrapontos ou, em nome da manutenção do projeto político do grupo, permanecer em silêncio e permitir que a narrativa do ex-prefeito prevaleça sem contestação.
247 – A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (10) revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem na corrida presidencial de 2026, enquanto a direita continua sem conseguir consolidar uma alternativa competitiva ao bolsonarismo. Os números mostram que, apesar do desgaste enfrentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nenhum outro nome do campo conservador conseguiu transformar esse enfraquecimento em crescimento eleitoral consistente. As informações são do G1.
De acordo com o levantamento, Lula lidera a disputa de primeiro turno com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%, abrindo uma diferença de dez pontos percentuais.
Lula amplia vantagem na corrida presidencial
A pesquisa indica que o cenário eleitoral permanece marcado pela polarização entre lulismo e bolsonarismo. Mesmo com a perda de fôlego de Flávio Bolsonaro, os demais nomes da direita e da centro-direita seguem distantes dos dois principais concorrentes.
Somados, os candidatos que tentam ocupar o espaço de uma terceira via dentro do campo conservador alcançam apenas 12% das intenções de voto. O resultado evidencia a dificuldade de construção de uma candidatura capaz de romper a atual polarização.
Entre os nomes avaliados, Renan Santos (Missão) aparece com 3% das intenções de voto, empatado numericamente com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o deputado federal Aécio Neves (PSDB), testado pela primeira vez pela Quaest, registram 2% cada. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, todos estão tecnicamente empatados.
Escândalos e economia influenciam cenário
A pesquisa de junho foi realizada após a divulgação de mensagens nas quais Flávio Bolsonaro solicita recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro (PL).
Segundo Felipe Nunes, diretor da Quaest, três fatores ajudam a explicar a ampliação da vantagem de Lula. Entre eles estão a repercussão negativa da atuação de Flávio no episódio envolvendo o Banco Master, os efeitos políticos decorrentes de medidas anunciadas pelos Estados Unidos após encontro do senador com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, e a melhora da avaliação do governo federal.
De acordo com o diretor da Quaest, medidas econômicas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola contribuíram para fortalecer a percepção positiva do governo entre os eleitores.
Flávio Bolsonaro lidera oposição, mas enfrenta limites
Apesar das dificuldades recentes, Flávio Bolsonaro continua sendo o principal nome da oposição nacional, segundo a pesquisa. “Flávio está tendo, sim, dificuldade de fazer isso. A pesquisa mostra que ele continua sendo o principal nome da direita, mas não conseguiu transformar isso em hegemonia dentro do campo oposicionista”, afirmou Felipe Nunes.
O diretor da Quaest avalia que o sobrenome Bolsonaro garante ao senador uma base eleitoral sólida, mas também impõe limites à sua capacidade de expansão. “O primeiro desses motivos é que ele carrega o sobrenome Bolsonaro, o que dá para ele um piso, mas também impõe para ele um teto. O segundo é que os demais nomes da direita ainda não têm força nacional suficiente nem conhecimento para substituí-lo”, disse.
Para Nunes, a direita enfrenta atualmente uma contradição estratégica. “O que a pesquisa evidencia é que a direita hoje vive um paradoxo. Flávio está enfraquecido para unificar, mas os outros são fracos demais para ocupar esse espaço”, resumiu.
Independentes migram para Lula
Os dados por segmento do eleitorado reforçam esse diagnóstico. Entre os bolsonaristas, Flávio concentra 94% das intenções de voto, herdando praticamente sozinho o capital político associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Já entre os eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo, a distribuição é mais fragmentada. Flávio lidera com 59%, enquanto Renan Santos registra 11%, superando numericamente Lula, com 10%, e Caiado, com 6%. “O bolsonarismo continua firme com Flávio, mas a direita não bolsonarista aparece bem menos adepta a ele no primeiro turno”, observou Felipe Nunes.
Entre os eleitores independentes, considerados decisivos em uma eventual eleição presidencial, Lula aparece com 28% das intenções de voto, contra 14% de Flávio Bolsonaro. Caiado registra 6%, enquanto Aécio Neves alcança 4%.
Em uma simulação de segundo turno, Lula vence Flávio entre os independentes por 37% a 24%. Além disso, 30% dos entrevistados afirmam que não votariam em nenhum dos dois candidatos. Segundo Felipe Nunes, a principal mudança observada pela pesquisa ocorreu justamente nesse grupo. “A mudança mais expressiva aconteceu nos independentes, que trocaram Flávio por Lula”, concluiu.
Em Serra Negra do Norte, não será nenhuma surpresa quando as urnas forem abertas e os candidatos apoiados pela ex-candidata a prefeita e empresária Larissa Almeida aparecerem entre os mais votados do município. Um resultado dessa natureza fortalecerá ainda mais o seu nome para a disputa pela prefeitura nas próximas eleições.
Enquanto praticamente todos os grupos adversários se uniram em torno de candidatos únicos, reunindo até antigos rivais e protagonistas de disputas e brigas políticas do passado, gerando insatisfação entre eleitores tanto de Serginho como de Acácio Brito, Larissa preferiu seguir um caminho independente, apoiando candidatos próprios e alinhados ao seu projeto político, tentando atrair para seu projeto político os descontentes do ACORDÃO.
A avaliação é de que essa união entre antigos adversários não agradou completamente os eleitores de um lado e de outro. Por isso, não será surpresa se, na hora da apuração, os candidatos de Larissa Almeida despontarem como os mais votados em Serra Negra do Norte, impulsionados pela fidelidade de seus eleitores e até pelo voto de pessoas que foram contrárias à sua candidatura a prefeita, mas que não se sentiram representadas pela aliança formada pelos seus adversários.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) condenou, por unanimidade, o pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) e seu pré-candidato a vice, Babá Pereira (PL), por prática de propaganda eleitoral antecipada. A Corte entendeu que a veiculação de um programa de rádio com um jingle exaltando a chapa majoritária extrapolou os limites permitidos para a pré-campanha e configurou promoção eleitoral em meio vedado pela legislação.
Por decisão unânime nesta quinta-feira 11, os membros do TRE-RN acompanharam o voto do relator, Daniel Maia, e aplicaram multa de R$ 15 mil a Álvaro Dias e de R$ 5 mil a Babá Pereira, com concordância da Procuradoria Regional Eleitoral.
Pré-candidatos Álvaro Dias (dir.) e Babá Pereira (esq.) em vídeo para redes sociais – Foto: Reprodução
A ação foi movida pelo Republicanos. O partido sustentou que, em 13 de abril de 2026, foi veiculado nas rádios FM Solidariedade 106 FM e Rádio Rural 102 FM, ambas do município de Caicó, o programa “RN Verdade com Álvaro Dias”, contendo um jingle de caráter eleitoral em favor da chapa formada pelos dois pré-candidatos.
Em sustentação oral no plenário do TRE, o advogado do Republicanos, Caio Vitor Barbosa, afirmou que Álvaro e Babá usaram o rádio como instrumento de promoção política antes do início oficial da campanha. “Nós descobrimos que o candidato representado está promovendo um verdadeiro programa de rádio quase que diariamente. E um programa de rádio com a finalidade de promoção eleitoral é expressamente vedado pela Lei nº 9.504”, afirmou.
Ele enfatizou que a legislação restringe a propaganda em rádio e televisão ao horário eleitoral gratuito, entendimento que, segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também se aplica ao período de pré-campanha. “O absurdo ultrapassou todos os limites, porque o programa foi realizado exclusivamente para divulgar um jingle de campanha”, declarou.
Advogado Caio Vitor Barbosa, do Republicanos, em sustentação no TRE-RN – Foto: Youtube/Reprodução
O advogado destacou ainda que a discussão ultrapassaria a existência ou não de pedido explícito de voto, pois a própria utilização do rádio como meio de divulgação eleitoral seria suficiente para caracterizar a irregularidade.
Na sustentação, Caio Vitor também rebateu a tese defensiva de desconhecimento da veiculação do conteúdo pelos representados. “O programa diz justamente no final: ‘Pessoal, nosso tempo está acabando hoje. Foi um programa alegre, alto astral e otimista sobre o futuro do Rio Grande do Norte. Até o próximo programa. Seguiremos conversando com vocês sobre as verdades do Rio Grande do Norte’. Então, como se defender dizendo que não sabia que esse programa era veiculado?”, questionou.
Segundo o advogado, a veiculação do programa comprometeu a igualdade de oportunidades entre os pré-candidatos. “Nós pedimos a procedência da representação para a condenação tanto de Álvaro Dias quanto de Babá Pereira em valor que efetivamente possa reprimir a prática ilícita perpetrada”, concluiu.
A representação do Republicanos apontou que o programa teve cerca de três minutos e meio de duração e foi praticamente dedicado à divulgação de um jingle promocional.
A música destacava realizações atribuídas à gestão de Álvaro Dias como prefeito de Natal, mencionando a engorda da praia de Ponta Negra, a construção do Hospital Municipal, a reforma do Mercado da Redinha e a revisão do Plano Diretor, além de associar essas ações à pretensão de governar o Rio Grande do Norte.
Entre os trechos citados na ação estavam frases como “É Álvaro e Babá pro RN transformar”, “Chegou a vez do nosso estado”, “Ele já fez por Natal, agora é o RN” e “É Álvaro, é Álvaro, é médico, é gestor”.
Defesa nega irregularidades
Na contestação apresentada ao TRE-RN, Álvaro Dias e Babá Pereira pediram a improcedência da representação. Entre outros argumentos, a defesa alegou ausência de prévio conhecimento dos representados acerca da veiculação do programa, afirmando não existir prova de autorização, custeio ou vínculo com as emissoras responsáveis pela transmissão.
Segundo os advogados, a própria gravação informava tratar-se de “produção independente de inteira responsabilidade de seus idealizadores”, afastando eventual responsabilidade dos pré-candidatos. Outro argumento foi o de que as rádios deveriam ser processadas na ação, por serem responsáveis pela transmissão.
A defesa informou ainda que, após tomar conhecimento da divulgação, Álvaro Dias encaminhou notificação extrajudicial às emissoras solicitando a interrupção de novas veiculações e esclarecendo que não havia autorizado a transmissão.
No mérito, sustentou que o conteúdo se limitava à exaltação de qualidades pessoais e à divulgação de realizações administrativas, hipóteses permitidas pelo artigo 36-A da Lei das Eleições durante a pré-campanha.
Os advogados Erick Pereira e Leonardo Palitot afirmaram que o jingle não continha pedido explícito de voto nem as chamadas “palavras mágicas” reconhecidas pela jurisprudência do TSE como equivalentes a esse pedido.
TRE viu propaganda antecipada
O relator da ação, Daniel Maia, argumentou que a responsabilização dos beneficiários da propaganda pode ocorrer independentemente da inclusão dos veículos de comunicação.
O juiz do TRE-RN afirmou que a jurisprudência do TSE admite a configuração da propaganda antecipada quando houver pedido explícito de voto, utilização de meio vedado ou afronta à paridade de armas entre os concorrentes.
Para ele, o programa radiofônico extrapolou os limites permitidos para a pré-campanha. Segundo o relator, a mensagem apresentava “inequívoco conteúdo promocional” em favor das pré-candidaturas de Álvaro Dias e Babá Pereira.
“A exaltação das qualidades pessoais do pré-candidato Álvaro Dias extrapolou a mera apresentação de um cidadão como pretenso postulante a cargo eletivo, passando a respaldar perante os ouvintes do programa radiofônico apologia ao seu nome como aquele que, ao lado do seu companheiro de chapa, teria chegado para transformar e fazer o RN brilhar”, afirmou.
Daniel Maia também destacou que a propaganda foi veiculada sob a forma de jingle, em programa que levava o nome do próprio pré-candidato, aproximando-se do modelo utilizado no horário eleitoral gratuito.
O relator ainda distinguiu o caso de precedentes anteriores do próprio TRE-RN citados pela defesa, ressaltando que, nas ações anteriores, não havia utilização de jingle nem propaganda semelhante à tradicionalmente veiculada no rádio e na televisão durante as campanhas.
Ao analisar a responsabilidade dos representados, Daniel Maia concluiu que o prévio conhecimento da propaganda ficou demonstrado pelas circunstâncias do caso. Segundo ele, o material possuía caráter profissional, com abertura própria, locutores, roteiro definido e execução de jingle promocional, além de estar vinculado diretamente ao programa “RN Verdade com Álvaro Dias”.
O relator ressaltou ainda que a própria defesa reconheceu que a música havia sido extraída das redes sociais do pré-candidato, circunstância que, a seu ver, reforça sua responsabilidade.
Em relação a Babá Pereira, entendeu que também houve prévio conhecimento, já que seu nome aparecia expressamente na propaganda e ele integrava a chapa majoritária em formação.
Na dosimetria da pena, Daniel Maia considerou que Álvaro Dias exerceu protagonismo muito superior, por emprestar seu nome ao programa e ser o principal destinatário da mensagem promocional. Por isso, fixou multa de R$ 15 mil para Álvaro Dias e R$ 5 mil para Babá Pereira.
O voto foi acompanhado integralmente pelos demais membros da Corte.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou, nesta quarta-feira (10), um inquérito civil para apurar supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos no evento “Mossoró Sal e Luz”, em Mossoró, na região Oeste potiguar. Em 2025, a prefeitura mossoroense utilizou mais de R$ 2,7 milhões com o pagamento de cachês para artistas religiosos.
No ano passado, ainda sob a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União), que hoje é pré-candidato ao governo do Estado, a duração do festival foi ampliada de dois para cinco dias — 17, 18, 23, 24 e 25 de julho. Utilizando o mecanismo da inexigibilidade de licitação, a prefeitura pagou valores acima de R$ 200 mil para alguns dos artistas participantes.
A investigação do Ministério Público foca justamente no volume de investimentos públicos utilizados no evento. Segundo a portaria assinada pelo promotor de justiça em substituição Fábio de Weimar Thé, o inquérito dá sequência ao procedimento preparatório 03.23.2039.0000165/2025-59, instaurado em 18 de dezembro de 2025, já com o intuito de averiguar a aplicação de recursos municipais no festival religioso.
A conversão de um procedimento administrativo em inquérito civil acontece após a coleta de indícios preliminares suficientes de irregularidades que exigem investigação mais aprofundada. Segundo a portaria, os autos agora retornam ao gabinete para análise da documentação mais recente enviada pela prefeitura de Mossoró.
A edição de 2025 do “Mossoró Sal e Luz” reuniu diversos nomes da música gospel locais, regionais e nacionais. As apresentações aconteceram na Estação das Artes, na região central de Mossoró. “Maior evento gospel do Nordeste Brasileiro”, declarou à epoca o então prefeito Allyson Bezerra.
Somente com o pagamento de cachês, a Prefeitura de Mossoró gastou R$ 2,7 milhões, segundo levantamento feito pelo NOVO a partir de informações obtidas no portal da transparência do município. O maior contrato foi para a cantora gospel Maria Marçal, de apenas 16 anos, que recebeu R$ 230 mil pela apresentação.
Além de Maria Marçal, os maiores cachês foram de Bruna Karla (R$ 220 mil), Isadora Pompeo (R$ 220 mil), Cassiane (R$ 210 mil), Thalles Roberto (R$ 200 mil) e a banda Som & Louvor (R$ 180 mil).
Para 2026, a Secretaria Municipal de Cultura de Mossoró já oficializou a contratação de artistas nacionais para a programação do Mossoró Sal & Luz. De acordo com os extratos de contratos publicados entre os dias 28 de maio e 9 de junho, o montante destinado ao pagamento de cachês já ultrapassa R$ 1,5 milhão.
As contratações foram realizadas por meio de inexigibilidade de licitação. Aline Barros e a Banda Morada detêm os maiores cachês individuais anunciados até o momento, com o valor de R$ 280 mil cada. Na sequência, figuram Thalles Roberto e Julliany Souza, com contratos de R$ 250 mil para cada apresentação artística.
A lista de atrações nacionais confirmadas inclui ainda a Banda Som & Louvor, contratada por R$ 220 mil, e o grupo Crianças Diante do Trono, com cachê fixado em R$ 150 mil. O extrato mais recente, publicado nesta terça-feira (9), oficializou a contratação do cantor Cícero Oliveira pelo valor de R$ 80 mil.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte deu início a uma nova etapa do controle concomitante da administração pública com a emissão de 89 Alertas Preliminares de Controle (APCs) voltados à fiscalização de admissões de servidores com possíveis situações de acúmulo irregular de vínculos públicos.
A ação foi realizada pela Diretoria de Controle de Pessoal e Previdência (DCP) com apoio da Plataforma de Análise de Riscos e Inteligência para o Controle Externo (ArgosTC), ferramenta criada para ampliar a capacidade de monitoramento preventivo do Tribunal. Os procedimentos seguem as diretrizes da Resolução nº 14/2026, que regulamentou o modelo de controle concomitante no âmbito da Corte de Contas.
Nesta primeira rodada de monitoramento foram encaminhados 89 alertas a 64 jurisdicionados diferentes, incluindo 52 prefeituras municipais, sete câmaras municipais e outros cinco órgãos ou entidades da administração pública estadual e municipal.
As análises identificaram 297 ocorrências de admissões de servidores que já possuíam dois vínculos públicos anteriores, situação que pode configurar acumulação irregular de cargos, empregos ou funções públicas, dependendo das características de cada caso e das exceções previstas pela Constituição Federal. A remuneração mensal associada aos vínculos identificados soma R$ 1.310.197,00.
As ocorrências referem-se ao primeiro quadrimestre de 2026. Os gestores responsáveis deverão apurar individualmente cada situação apontada, apresentar esclarecimentos ao Tribunal e adotar medidas de regularização quando forem constatadas irregularidades.
O diretor de Controle de Pessoal e Previdência do TCE-RN, Allan Ricardo Silva de Souza, destaca que a iniciativa busca fortalecer a atuação preventiva da instituição e estimular a correção tempestiva de inconsistências pelas próprias administrações públicas, antes da abertura de processos. “O objetivo do controle concomitante é permitir que os gestores identifiquem e corrijam eventuais irregularidades ainda durante a execução dos atos administrativos, reduzindo riscos e evitando a consolidação de situações que possam resultar em prejuízos à administração pública”, afirma.
Os alertas não têm caráter de punição nem equivalem à abertura de processo. Eles funcionam como um aviso para que o órgão verifique a situação apontada e adote providências quando necessário. O Tribunal ressalta, porém, que a falta de resposta ou a permanência de irregularidades poderá resultar em novas medidas de controle e eventual responsabilização dos gestores.
Tudo dentro da legalidade, ao que tudo indica. Mas nem por isso a situação deixa de chamar atenção.
O Ministério Público do Ceará autorizou o envio de três de seus integrantes para acompanhar a Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos. Os promotores Déric FunckLeite, titular da 49ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, e Wander de Almeida Timbó, titular da 15ª Promotoria de Justiça de Caucaia, receberam diárias e ajuda de custo para permanecer entre os dias 19 e 25 de junho em missão institucional ligada ao evento.
Juntos, os dois receberam R$ 29.836,98 em diárias, calculadas com base no valor de US$ 485 por dia, além de ajuda de custo. O procurador-geral de Justiça do Ceará, Herbet Gonçalves Santos, também integra a comitiva na condição de presidente da Comissão Nacional criada para acompanhar ações relacionadas à Copa do Mundo Feminina de 2027. Somadas, as despesas autorizadas alcançam R$ 44.409,39.
Segundo o MP-CE, a missão tem caráter técnico. O objetivo é acompanhar protocolos de segurança, gestão de multidões e organização de grandes eventos esportivos, além de realizar visitas institucionais a órgãos policiais norte-americanos para colher experiências que possam ser aplicadas durante o Mundial Feminino que será realizado no Brasil.
A explicação é oficial, formal e certamente encontrará respaldo administrativo.
Ainda assim, é difícil ignorar o aspecto inusitado da situação. Em um país onde o Ministério Público desempenha papel central na fiscalização do gasto público, a utilização de mais de R$ 44 mil em diárias para acompanhar uma competição internacional inevitavelmente desperta questionamentos.
Não se trata de discutir a legalidade da despesa, mas sua razoabilidade. Afinal, aqueles que diariamente cobram eficiência, economicidade e justificativas para o uso dos recursos públicos sabem melhor do que ninguém que nem toda despesa legal está automaticamente imune ao escrutínio da opinião pública.
247 – O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), divulgou nota na quinta-feira (11) para negar que tenha recebido dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, que afirmou em proposta de delação ter enviado R$ 155 milhões ao presidente do Senado, segundo a revista Veja.
A manifestação de Alcolumbre ocorreu após a revista revelar bastidores da negociação do acordo de colaboração de Vorcaro com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. O banqueiro apresentou aos investigadores acusações envolvendo o presidente do Senado, dirigentes do PT da Bahia e integrantes do Judiciário.
Em nota divulgada por sua assessoria, Alcolumbre classificou as alegações como falsas e afirmou que elas serão enfrentadas judicialmente. “As alegações publicadas pela revista VEJA envolvendo o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, são absolutamente falsas, não procedem e serão enfrentadas com a máxima firmeza”, diz o comunicado.
A Presidência do Senado também negou que o senador tenha recebido qualquer quantia no Brasil ou no exterior. “O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior”, afirmou a assessoria.
No comunicado, Alcolumbre informou que adotará medidas judiciais contra os responsáveis pelas acusações. A nota menciona ações nas esferas cível e criminal, em razão do que a assessoria classificou como danos à honra e à trajetória pública do senador.
“Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir”, diz a nota.
A manifestação termina afirmando que as acusações serão contestadas e que os responsáveis deverão responder pelo teor das declarações. “A verdade dos fatos prevalecerá e aqueles que formulam acusações irresponsáveis serão responsabilizados”, declarou a Presidência do Senado.