30/08/2026
08:26

Querida companheira @nataliabonavides , hoje é dia de ...

Três partidos no Rio Grande do Norte têm maioria feminina entre as candidaturas que incluem homens e mulheres nas eleições de 2026. PT, Unidade Popular (UP) e Mobiliza registraram mais mulheres que homens em suas nominatas. O PSD aparece em uma situação diferente: lançou apenas uma candidatura, da senadora Zenaide Maia, e não registrou nenhum homem.

Agir: 8 candidaturas — 6 homens e 2 mulheres

Avante: 8 candidaturas — 5 homens e 3 mulheres

Cidadania: 4 candidaturas — 2 homens e 2 mulheres

DC: 12 candidaturas — 8 homens e 4 mulheres

MDB: 24 candidaturas — 15 homens e 9 mulheres

Missão: 11 candidaturas — 7 homens e 4 mulheres

Mobiliza: 9 candidaturas — 4 homens e 5 mulheres

Novo: 9 candidaturas — 6 homens e 3 mulheres

PCdoB: 6 candidaturas — 4 homens e 2 mulheres

PCO: 2 candidaturas — 2 homens

PDT: 11 candidaturas — 8 homens e 3 mulheres

PL: 38 candidaturas — 26 homens e 12 mulheres

Podemos: 2 candidaturas — 1 homem e 1 mulher

PP: 15 candidaturas — 9 homens e 6 mulheres

PRD: 19 candidaturas — 12 homens e 7 mulheres

PSB: 9 candidaturas — 5 homens e 4 mulheres

PSD: 1 candidatura — 1 mulher

PSDB: 32 candidaturas — 21 homens e 11 mulheres

PSOL: 23 candidaturas — 16 homens e 7 mulheres

PSTU: 10 candidaturas — 5 homens e 5 mulheres

PT: 19 candidaturas — 9 homens e 10 mulheres

PV: 10 candidaturas — 6 homens e 4 mulheres

Rede: 10 candidaturas — 7 homens e 3 mulheres

Republicanos: 1 candidatura — 1 homem

Solidariedade: 4 candidaturas — 2 homens e 2 mulheres

União: 18 candidaturas — 11 homens e 7 mulheres

UP: 9 candidaturas — 4 homens e 5 mulheres.

Agência Saiba Mais***

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
08:17

Farm Animals Cow Pig Sheep Goat and Chickens Stock Illustration ...

Foto ilustrativa? Reprodução IA

O juiz eleitoral da 58ª Zona Eleitoral de Serra Branca, Odilson de Moraes,  determinou que os responsáveis pela organização de um evento político com apoiadores do candidato ao Governo  do Estado, Cícero Lucena (MDB), estão proibidos de distribuir gratuitamente alimentos, bebidas ou outras vantagens materiais aos participantes. Conforme a decisão, o ato de campanha estava previsto para às 12h deste sábado (29) e segue autorizado, mas com algumas mudanças.

De acordo com a Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral (NIP), o material de divulgação da carreata anunciava, como atrativo do evento, “2 bois, 2 carneiros, 1 porco”, churrasco e “bebida à vontade”. De acordo com o juiz, essa oferta de comida e bebida gratuitas configura, em tese, uma vantagem material proibida pela legislação eleitoral.

Apesar da determinação, a Justiça Eleitoral não proibiu a carreata, mas apenas a distribuição dos alimentos e bebidas. Inclusive, as referências a essas atividades devem ser retiradas do material publicitário, especificamente na parte em que anuncia, como atrativo do evento eleitoral, o fornecimento de “2 bois”, “2 carneiros”, “1 porco”, “churrasco” e “bebida à vontade”. A carreata e os demais atos de campanha podem acontecer normalmente.

A Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral teve origem em uma denúncia formulada por meio do aplicativo Pardal contra Cícero Lucena, cujo objeto era a possível distribuição de bens ou vantagens em ato de campanha. A denúncia noticia a realização de evento político com divulgação de convocação popular no município de Serra Branca, programado para ocorrer no dia 29/08/2026, contendo anúncio expresso de distribuição de alimentos e bebidas para a recepção e espera de candidato ao governo do Estado. A Notícia cita, inclusive, o panfleto de divulgação.

“No caso concreto, a propaganda apresentada nos autos anuncia publicamente, como atrativo da concentração eleitoral da carreata, quantidade expressiva de alimentos — “2 bois, 2 carneiros, 1 porco” — e “bebida à vontade”, associando-os diretamente à presença popular no ato de propaganda eleitoral (carreata)” , destacou o juiz no documento.

Polêmica PB***

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
08:07

Crédito da foto: ReproduçãoO investimento do Novo PAC é de, aproximadamente, R$ 370 milhões e contempla o Lote 1B, entre Mossor

 

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

A Secretaria de Estado da Infraestrutura do Rio Grande do Norte (SIN/RN) prevê para o fim de setembro que os 10 primeiros quilômetros duplicados da BR-304 estejam integralmente liberados para o tráfego. O investimento do Novo PAC é de, aproximadamente, R$ 370 milhões e contempla o Lote 1B, no segmento compreendido entre os quilômetros 48,80 e 106,40, no trecho entre Assú e Mossoró, com extensão total de 57,60 quilômetros.

A informação foi repassada pelo titular da pasta estadual, Gustavo Coelho. Ele destaca que a duplicação da BR-304, uma rodovia estratégica para o Rio Grande do Norte, segue em ritmo avançado com metade das obras de terraplenagem concluídas.

“O cronograma da obra encontra-se em estágio avançado. Mais da metade do trecho já foi limpa e as atividades de terraplenagem alcançam cerca de 50% de execução. Atualmente, registramos aproximadamente 10 quilômetros com pavimentação definitiva em concreto, trecho que se encontra em fase de finalização. A expectativa é que, até o final de setembro, esses 10 quilômetros estejam integralmente liberados para o tráfego, beneficiando a sociedade potiguar e todos os usuários que transitam pela via, a qual conecta a BR-101 ao estado do Ceará”.

A BR-304 é uma rodovia diagonal com 418 quilômetros de extensão, que se inicia em Natal (RN) e se estende até Beberibe (CE). A via é estratégica para o desenvolvimento econômico e turístico do Rio Grande do Norte, além de representar a principal ligação entre a capital potiguar e importantes cidades do interior, como Mossoró.

O Lote 1B trata-se da implantação de plataforma com canteiro central de 7 metros, duas faixas de rolamento de 3,60 metros, e acostamentos interno de 1 metro e externo de 2,5 metros. O pavimento a ser implantado será em concreto, com largura de 20 centímetros, sub-base em Concreto Compactado a Rolo (CCR) de 10 centímetros e um reforço do subleito em macadame seco de 10 centímetros. O prazo total para conclusão das obras é de 36 meses.

A reportagem do JORNAL DE FATO entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) sobre a liberação dos primeiros quilômetros duplicados da rodovia federal.

Em nota, o órgão federal destacou que “sobre a liberação do trecho do lote 1B, entre Mossoró e Assú, o DNIT informa que está analisando todas as variáveis técnicas envolvidas na estrutura do pavimento nos segmentos concluídos para definir o melhor momento de operacionalização do tráfego”.

Em relação à porcentagem de execução dos serviços, no total, a obra está 14,66% executada. Quanto à execução específica de cada serviços, a limpeza ultrapassava os 45%, a drenagem pouco mais de 27%, a terraplenagem atingia mais de 40%, além do macadame seco está com 13% feito.

As obras de duplicação da BR-304 no Rio Grande do Norte começaram oficialmente em 21 de janeiro de 2026.

EXECUÇÃO ESPECÍFICA DE CADA SERVIÇO:

* Limpeza: 45,83%

* Drenagem: 27,08%

* Terraplenagem: 40,45%

* Macadame Seco: 13,54%

* Base em CCR: 13,54%

* Pavimento de Concreto: km 100,98 ao km 106,30 = 5,32 km / 9,24

Fonte: DNIT

 

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
08:01

Crédito da foto: ReproduçãoCandidatos Cadu de Lula, Álvaro Dias e Allyson Bezerra

COLUNA CÉSAR SANTOS / JORNAL DE FATO

Três pesquisas captaram o sentimento do eleitorado potiguar nos dez dias que antecederam o início da propaganda eleitoral no rádio e na TV. A coluna traz o levantamento das pesquisas realizadas por três institutos diferentes e a média de intenção de votos de cada candidato.

1 – Allyson Bezerra (União Brasil) apareceu com 25% na pesquisa Quaest/Intertv, 30% na Consult/Tribuna do Norte e 34,94 na Datavero/Diário do RN. Somados os três resultados ele tem uma média de 29,98% da intenção de votos.

2 – Álvaro Dias (PL) teve 19% na Quaest; 25,85% na Datavero; e 26,41% na Consult. A soma aponta uma média de 23,7%.

3 – Cadu de Lula (PT) marcou 21% na pesquisa Quaest; 23,21% na Datavero; e 16,06% na Consult. A sua média de intenção de votos é de 20,09%.

Os números das três pesquisas apresentam uma média de 30% (estimulada) do eleitorado indeciso ou que pretende votar em branco ou anular o voto.

Na média de potencial de votos Allyson aparece com 36%; Álvaro, 32%; e Cadu, 27%.

Pois bem.

Esses números deixam bem claro que a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte está em aberta, com três candidatos competitivos e uma grande margem para mudança diante do elevado índice dos eleitores que ainda não fizeram as suas escolhas.

A campanha eletrônica no rádio e na TV, certamente, apontará o rumo que levará à eleição de 4 de outubro.

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
07:35

O repasse do fundo eleitoral para os candidatos está causando muita polêmica interna nos partidos do Rio Grande do Norte. Tem queixa de tudo quanto é lado. Não faltam descontentes e questionamentos sobre os critérios adotados na divisão dos recursos.

No PSB, a nominata federal inteira deve anunciar desistência do pleito após receber a notícia de que o partido não enviaria nenhum centavo para os candidatos potiguares.

No Partido Liberal, sobram queixas entre os candidatos a deputado federal. O Sargento Gonçalves ficou com o maior quinhão, recebendo R$ 3 milhões, enquanto os outros deputados com mandato pela sigla receberam valores menores: Carla Dickson ficou com R$ 2 milhões e o General Girão, com R$ 2,79 milhões.

Nina Souza foi bastante privilegiada, mesmo sem mandato, ficou com R$ 2,4 milhões.

E as queixas entre os liberais não param por aí. Enquanto o PL enviou R$ 600 mil para o Coronel Brilhante, não houve, até agora, nenhum repasse para Cabo Deyvison e Juninho Saia Rodada. Pedro Filho é outro que permanece com a conta zerada.

O que chama atenção no PL é que o partido ainda não colocou nenhum centavo na conta do candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, mas já depositou R$ 1,5 milhão na conta do Coronel Hélio, que disputa o Senado.

No Partido dos Trabalhadores, a divisão também foi desigual. Natália Bonavides recebeu R$ 2,34 milhões, enquanto Fernando Mineiro recebeu R$ 1,8 milhão.

Na disputa para deputado estadual, quem ficou indignado foi o candidato Ivan Baron, que recebeu uma cota eleitoral de apenas R$ 24.250,00.

Também causou espanto o partido ter depositado apenas R$ 711 mil para a campanha de Cadu Xavier. O valor é considerado bem abaixo do necessário e acabou passando a impressão de que o próprio PT não deposita muita confiança na eleição de Cadu.

No União Brasil, o que já se sabe é da desistência confirmada da candidata a deputada federal Bianca Negreiros. Na disputa federal, Benes Leocádio não ficou nada satisfeito com a falta de prioridade dada pelo partido à sua candidatura. Para sua campanha de reeleição, foram destinados apenas R$ 1 milhão, enquanto seus concorrentes diretos do PP, João Maia e Robinson Faria, receberam R$ 1,5 milhão cada.

No Partido Verde, a informação é de que a sigla não enviará recursos para nenhum candidato. Mesmo com a possibilidade de eleger Thabatta Pimenta e Dr. Bernardo para a Câmara dos Deputados, além de três representantes para a Assembleia Legislativa, o PV não programou o envio de recursos para o Rio Grande do Norte.

Diante de tanta insatisfação com a divisão do fundo eleitoral, o que se espera para os próximos dias é um pacote de desistências, principalmente entre candidatos de menor porte, que ainda aguardam o cumprimento dos compromissos de apoio financeiro assumidos para suas campanhas.

Neto Queiroz***

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
07:31

Davi Alcolumbre, presidente Lula e Hugo Motta

Aos 80 anos, depois de décadas de vida pública e de uma trajetória que o colocou diante dos mais diferentes adversários, o presidente demonstrou mais uma vez que sabe evoluir em pequenos espaços quando a partida parece travada.

Nas últimas semanas, o governo conseguiu mudar a atitude de lideranças do Congresso que vinham funcionando como obstáculos à tramitação de matérias importantes. Hugo Motta, presidente da Câmara, e, principalmente, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, passaram a admitir o avanço de pautas que, até pouco tempo atrás, encontravam resistência, demora ou simplesmente permaneciam fora das prioridades das duas Casas.

Entre elas está a discussão sobre o fim da jornada de trabalho 6×1, uma reivindicação de grande alcance popular, e a PEC da Segurança Pública, iniciativa estratégica para enfrentar um dos temas que mais preocupam a população brasileira. Outras matérias de interesse do governo e da sociedade também começam a encontrar um ambiente político mais favorável.

Nada disso aconteceu por acaso.

Lula percebeu que não bastava assistir ao Congresso definir sozinho o ritmo da agenda nacional. Era preciso entrar no jogo, conversar, negociar, pressionar politicamente e, sobretudo, demonstrar que determinadas pautas possuem apoio social e podem se transformar em ativos eleitorais para quem as defende — ou em passivos para quem tenta bloqueá-las.

Foi assim que o presidente dobrou os adversários. Não pela imposição, pois Lula sabe que o presidencialismo brasileiro exige composição. Nem pela capitulação diante do Congresso. Fez o que sempre soube fazer: leu a correlação de forças, identificou os interesses de cada jogador e encontrou o ponto em que a resistência deixava de ser politicamente vantajosa. E partiu para o corpo a corpo e o diálogo.

Nesse cenário está também uma disputa de fundo que não pode ser ignorada: o questionamento de Lula e a resistência do STF à invasão, pelo Legislativo, de atribuições próprias do Executivo, expressa no gigantismo e no caráter impositivo que as emendas parlamentares assumiram sobre o Orçamento. A controvérsia envolve mecanismos que, em diferentes momentos, recorreram a expedientes de legalidade mais do que duvidosa e até escandalosamente ilegais. A reação do governo e do Supremo à transformação de parcelas crescentes do Orçamento em instrumentos de poder autônomo do Parlamento ajuda a explicar a tensão que marcou a relação entre os Poderes — e também o peso político da tentativa atual de encontrar novos pontos de acomodação.

Hugo Motta e Davi Alcolumbre não se tornaram subitamente aliados ideológicos do governo. Mas a aproximação em torno de uma agenda importante revela uma mudança no ambiente político, que precisa ser compreendida dentro da lógica do calendário eleitoral e também dos projetos de poder existentes no próprio Parlamento.

A eleição de outubro está no horizonte. Deputados e senadores sabem que terão de prestar contas aos eleitores. E poucas coisas são mais difíceis de explicar numa campanha eleitoral do que ter trabalhado para impedir medidas populares, especialmente aquelas relacionadas às condições de trabalho e à segurança pública.

Mas há um segundo fator, talvez ainda mais importante para compreender a movimentação de Motta e Alcolumbre. Ambos têm interesse direto na composição do cenário político que emergirá das urnas e na busca de apoio para seus projetos de permanecer, ou retornar, ao comando de suas respectivas Casas na nova legislatura.

As presidências da Câmara e do Senado não se decidem no vazio. Elas dependem da formação das bancadas, da correlação de forças depois das eleições e, naturalmente, das alianças que começam a ser construídas muito antes da votação que escolherá os futuros presidentes do Congresso. Nesse cálculo, a relação com o Planalto tem peso.

É difícil imaginar que Hugo Motta e, principalmente, Davi Alcolumbre possam construir projetos de comando parlamentar ignorando completamente o peso de Lula, especialmente se reeleito, e das forças políticas que apoiam seu governo. Se ambos pretendem preservar ou ampliar sua influência nas presidências das Casas, terão de levar em conta uma realidade elementar: um presidente da República reeleito e forte, com base política expressiva e capacidade de influência sobre a futura composição do Congresso, é um ator decisivo nessa disputa.

A disposição para destravar pautas importantes, portanto, pode ser também um sinal de que está em formação um ambiente parlamentar mais favorável ao presidente Lula.

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Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
07:27

A senadora Zenaide Maia ganhou um reforço importante em Caicó para a disputa pela reeleição. O vice-prefeito Toinho Santiago reuniu vereadores, suplentes e lideranças políticas do município para confirmar apoio à candidatura da senadora.

Ao lado de Toinho, declararam apoio a Zenaide os vereadores Andinho Duarte, Arthur Maynard, Fabinho da Saúde e Dr. Fernando da Farmácia, além do suplente Diogo do Doce e do coronel Walmary Costa.

O movimento mostra que Zenaide consegue formar em Caicó um grupo político com representação na Câmara Municipal e liderado pelo vice-prefeito. Toinho destacou as ações e recursos destinados pela senadora ao município e ao Seridó e defendeu a continuidade do seu mandato.

“Temos que eleger essa pessoa para continuar trabalhando e fazendo por Caicó, pelo Seridó e pelo Rio Grande do Norte”, afirmou Toinho.

A adesão coletiva coloca Caicó como um ponto importante na articulação de Zenaide no Seridó e dá musculatura à sua campanha na maior cidade da região.

Robson Pires***

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
07:20

Agora RN

O ABC recebe o Uberlândia neste domingo 30, às 17h, na Casa de Apostas Arena das Dunas, em Natal, no jogo que definirá um dos finalistas da Série D do Campeonato Brasileiro. A partida reúne expectativa de público próximo a 30 mil pessoas e terá abertura dos portões às 14h.

Derrotado por 1 a 0 no confronto de ida, no Parque do Sabiá, o Alvinegro precisa vencer por dois ou mais gols de diferença para avançar diretamente. Um triunfo por um gol leva a decisão para os pênaltis. Empate ou nova vitória mineira classificam o Uberlândia. Não existe critério de gol fora de casa.

Torcedores do ABC ocupam as arquibancadas da Arena das Dunas em Natal
Torcida do ABC na Arena das Dunas durante a campanha da Série D — Foto: José Aldenir/Agora RN

O que o ABC precisa para chegar à final

  • Vitória do ABC por dois ou mais gols: classificação direta do time potiguar;
  • Vitória do ABC por um gol: disputa de pênaltis;
  • Empate ou vitória do Uberlândia: classificação da equipe mineira.

A vantagem do Uberlândia foi construída aos 12 minutos do primeiro tempo da partida de ida. Marcos Calazans, que defendeu o ABC no início da temporada, converteu um pênalti e marcou o único gol do jogo. O Alvinegro chegou a balançar as redes na etapa final, mas o lance foi anulado por impedimento.

Edson e Wallyson voltam ao time

O técnico Waguinho Dias confirmou os retornos do zagueiro Edson e do atacante Wallyson à equipe titular. Edson ficou no banco no jogo de ida depois de apresentar uma virose. Wallyson permaneceu em Natal para tratar dores musculares.

A formação provável tem Matheus Alves; Cayo Tenório, Edson, Wellington Carvalho e Dudu Mandai; Jonathan, Jhosefer e Luiz Fernando; Rikelmi, Wallyson e Igor Bahia. Edson reassume a condição de capitão. Ele e o goleiro Matheus Alves estão pendurados com dois cartões amarelos e, em caso de nova advertência e classificação, desfalcarão o ABC no primeiro jogo da final.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
07:10

Álvaro Dias - Álvaro Dias added a new photo — at Cerro...

Foto reprodução:

Cá para nós: para o povão e, sobretudo, para o baixo clero da política, poucas pesquisas têm a repercussão da “pesquisa da Globo”. E chama atenção a sequência de acontecimentos após a divulgação da Quaest no RN: Álvaro Dias perdeu apoios de prefeitos e passou a protagonizar andanças com sinais de baixo entusiasmo e mobilização. Coincidência? Pode ser. Mas é uma hipótese política que merece ser acompanhada.

Pesquisas eleitorais costumam ter efeito pequeno sobre a decisão direta do eleitor, que forma seu voto a partir de diversas outras fontes de informação. No campo político, entretanto, seu impacto pode ser bem maior. Números mexem com o ânimo da militância, influenciam a disposição de doadores, alteram expectativas sobre quem pode vencer e entram diretamente no cálculo das lideranças que precisam decidir em qual palanque investir seu capital político.

A pergunta, portanto, não é se a Quaest fez eleitores abandonarem Álvaro Dias, mas se ajudou a mudar a percepção de viabilidade de sua candidatura entre aqueles que vivem da política. A perda de prefeitos e o aparente esvaziamento de algumas agendas depois da pesquisa podem ser os primeiros sintomas desse movimento — ou apenas uma coincidência temporal. Estaria começando um efeito manada contra Álvaro Dias? Os próximos dias dirão.

O Potiguar***

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
06:59

Foto: cedido

O candidato ao Governo do RN, Cadu de Lula (PT), iniciou a agenda deste sábado (29) com uma grande mobilização em Mossoró, na região Oeste. Acompanhado de sua candidata a vice, Larissa, do candidato ao Senado, Rafael Motta, e de candidatos a deputado estadual e federal, Cadu percorreu pontos estratégicos da cidade para dialogar com a população. O ato reuniu o “Time que Cuida” em uma das principais zonas comerciais e populares do município.

A programação teve início logo cedo na feira da Cobal, onde a comitiva conversou com feirantes e clientes, reforçando a proximidade com os trabalhadores locais. Em seguida, o grupo se reuniu para uma caminhada pelas ruas do Centro de Mossoró. O percurso foi marcado pelo contato direto com o eleitorado e por manifestações de apoio ao projeto da chapa majoritária do PT e seus aliados.

Além da chapa para o Governo e Senado, a caminhada contou com a presença de candidatos a deputado estadual e federal da coligação. A união das lideranças nas ruas de Mossoró buscou consolidar a força do grupo político no segundo maior colégio eleitoral do estado, apresentando as propostas para o Legislativo e para o Executivo Estadual de forma integrada.

A agenda em Mossoró reafirma a importância estratégica da Capital do Oeste na campanha de Cadu de Lula. A recepção calorosa durante o trajeto deste sábado sinaliza o engajamento da militância e a confiança no candidato, que já se mostrou ser o mais preparado para governar o Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
06:58

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ministro André Mendonça (esq. p/ dir.)

Rogério Tadeu Romano*

Trago o que disse Felipe Recondo, em artigo para o jornal O Globo, em 27.8.26(A responsabilidade de cada um: Gonet e Mendonça):   

André Mendonça e Paulo Gonet serão cobrados pelo resultado das investigações dos casos Master e INSS. Mas o que é de cada um? Qual a responsabilidade do relator e qual a parte que cabe ao procurador-geral da República?

À distância, parece que Gonet e Mendonça hoje são adversários ou que o relator quer tomar o comando do inquérito que compete ao procurador-geral. Mas é preciso recordar o que é o processo para que cada um seja cobrado pelo que lhe é de dever.

Foi o STF quem reforçou, no julgamento da ação referente à criação do juiz de garantias, que o nosso sistema criminal é acusatório — com a divisão entre as funções de acusar, defender e julgar. E é preciso ressaltar que o STF também delimitou a aplicação da lei do juiz de garantias, não existindo nos tribunais dois juízes para uma investigação — um que vela pela proteção às garantias dos investigados e outro que julga o processo.

Sendo assim, o relator de um processo no STF — ou no STJ ou nos tribunais — pode determinar “a realização de diligências voltadas a dirimir dúvida sobre ponto relevante”, como registrou o STF. O relator não substitui a acusação. Ele pode, no máximo, apontar eventuais omissões cometidas pelo Ministério Público.

“O PGR tem o dever de avaliar não só o mérito das investigações, mas o momento de levá-las adiante. Não é a polícia ou o juiz quem deve dizer o momento de o MP agir. E o MP está no sistema para garantir a imparcialidade dos juízes. Quando o relator passa a desconfiar que o procurador não quer fazer o seu papel (ou quando o PGR não faz o que o relator pensa que deveria ser feito), cria-se um clima de desconfiança. O relator não quer ser visto como responsável pela eventual impunidade. É nesse ponto que a biografia do juiz passa a pesar mais que os limites institucionais.”

Correta a ilação: “o relator não substitui a acusação.”

Vige no Brasil o sistema acusatório.

Repito: não cabe ao juiz dirigir os atos do procedimento investigatório. Não se aplica no Brasil o sistema inquisitório.

Ora, não cabe ao juiz dirigir e providenciar diretamente a coleta de provas no inquérito.

Isso fere o sistema acusatório e pode provocar nulidade.

É sabido que o Brasil adotou de acordo com o modelo plasmado na Constituição de 1988 o chamado sistema acusatório.

Tal modelo tem como características fundamentais a separação entre as funções de acusar, defender e julgar conferidas a personagens distintos, concedendo-se ao Ministério Público, do que se lê do artigo 129I, da Constituição o mister constitucional de ajuizar a ação penal pública. Ademais, os princípios do contraditório, da ampla defesa e da publicidade regem todo o processo e o sistema de apreciação das provas é do livre convencimento motivado.

Foge o sistema acusatório, adotado pela Constituição-Cidadã de 1988, do sistema inquisitório, caracterizado pela inexistência de contraditório e de ampla defesa, com a concentração das funções de acusar, defender e julgar na figura única do juiz, e pelo procedimento escrito e sigiloso com o início da persecução, produção da prova e prolação da decisão pelo juiz.

O modelo inquisitório vigorou durante os períodos do século XVII e XVIII, nas legislações europeias. Aliás, aqui, a repressão criminal era um primordial interesse público, sendo de interesse estatal.

No processo penal, a evolução histórica deu-se nesse sentido: o que se tinha outrora era o juiz-inquisidor. Paulatinamente, se foi liberando o juiz da função de acusar e, consequentemente, da colheita preliminar da prova, para chegar a condição de terceiro imparcial.

Vejamos o que se tem como juízo de garantias.

Juiz das Garantias controla a legalidade da investigação criminal e os direitos do investigado (fase pré-processual), enquanto o Juiz da Instrução (ou “juiz natural”) julga o mérito da ação penal após a denúncia, garantindo a imparcialidade ao evitar o contato prévio com as provas; a separação é uma inovação do “Pacote Anticrime” (Lei 13.964/2019) para assegurar um julgamento mais justo, com o primeiro atuando até o oferecimento da denúncia e o segundo após, com exceções legais (IA).

É digno de aplausos a aprovação do instituto, que já estava previsto no Projeto do Código de Processo Penal desde 2002.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a alteração no Código de Processo Penal ( CPP) que instituiu o juiz das garantias é constitucional. Ficou estabelecido que a regra é de aplicação obrigatória, mas cabe aos estados, o Distrito Federal e a União definir o formato em suas respectivas esferas ( ADI 6299, A DI 6298 e ADI 6300).

Como se observa do informado no portal de notícias do STF, em 23.8.23): “A ministra Rosa Weber, presidente do STF, afirmou que o direito ao juiz imparcial é uma garantia prevista na Constituição Federal e em convenções internacionais das quais o Brasil é signatário. Segundo a presidente, a obrigação do Estado passa pela criação de normas para inibir a atuação do magistrado em situações que comprometam ou aparentem comprometer sua imparcialidade.”

De acordo com as novas regras, o juiz das garantias deverá atuar apenas na fase do inquérito policial e será responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais dos investigados. A partir do oferecimento da denúncia, a competência passa a ser do juiz da instrução.

O tema, apesar de ser apresentado como uma novidade, nada mais é do que a bem sucedida experiência iniciada em São Paulo há mais de 30 anos, do Departamento de Inquéritos Policias (DIPO) que, obviamente, não é um mero gestor de inquéritos e, sim, um complexo que atua no inquérito velando pelo respeito à legalidade e, portanto, impedindo abusos investigatórios. Com isso, preserva-se a imparcialidade do juiz da causa, que não atuou na fase investigativa.

Explicando melhor: o juiz que na fase do inquérito autoriza medidas como escutas telefônicas e ambientais, além de buscas e apreensões e prisões; ele acaba se tornando uma espécie de protagonista da própria investigação.

Seu olhar e sentir fica profundamente comprometido com o que viu, ouviu e produziu. Esse juiz, quando sentenciar, não será imparcial. Ele está contaminado pela sua atuação na fase investigativa.

Coautor da emenda, o deputado Paulo Teixeira disse que o Brasil ainda é um dos poucos países que não adotou o juiz de garantias. “É extremamente oportuno e importante que aprovemos esse tema aqui hoje. É a reestruturação da Justiça brasileira para garantir a imparcialidade”, afirmou. Ele acrescentou que ninguém pode ser julgado por um juiz parcial.”O Parlamento inova e dá sua contribuição própria para as propostas dos dois juízes”, disse. Pelo texto aprovado, o juiz de garantia seria um magistrado que fiscalizaria a legalidade das investigações e teria o poder impedir possíveis excessos por parte do juiz que dá a sentença.”

A prisão em flagrante, seja obrigatória ou facultativa, a ele será comunicada de imediato, devendo, no prazo legal, seja para essa forma de prisão provisória ou ainda a prisão preventiva ou temporária, ser objeto de audiência própria de custódia, no prazo de 24 horas. Sabe-se que o Código de Processo Penal ainda não o havia adotado.Dele tampouco cogitou o Anteprojeto Frederico Marques.

O Juizado de garantias existe em vários países da Europa. É o próprio juiz quem ouve o pretenso culpado, as testemunhas e a vítima e, enfim, quem colhe as provas a respeito do fato infringente da norma e respectiva autoria. Concluída a instrução (que na França é inquisitiva), cumpre ao magistrado (juge d’instruction) proferir decisão (equivalente à nossa pronúncia), julgando acerca da procedência ou não do ius accusationis. Se se convencer da existência do crime e de indícios de que o réu seja o seu autor, remeterá os autos ao juiz competente, onde haverá lugar a audiência do julgamento.

A Exposição de Motivos que acompanha o CPP, no seu inciso IV, esclareceu as razões da negativa de adoção do juízo de instrução: “O preconizado juízo de instrução, que importaria limitar a função da autoridade policial a prender criminosos, averiguar a materialidade dos crimes e indicar testemunhas, só é praticável sob a condição de que as distâncias dentro do seu território de jurisdição sejam fácil e rapidamente superáveis. Para atuar proficuamente em comarcas extensas, e posto que deva ser excluída a hipótese de criação de juizados de instrução em cada sede do distrito, seria preciso que o juiz instrutor possuísse o dom da ubiquidade. De outro modo, não se compreende como poderia presidir a todos os processos nos pontos diversos da sua zona de jurisdição, a grande distância uns dos outros e da sede da comarca, demandando, muitas vezes, com os morosos meios de condução ainda praticados na maior parte do nosso hinterland, vários dias de viagem, seria imprescindível, na prática, a quebra do sistema: nas capitais e nas sedes de comarca em geral, a imediata intervenção do juiz instrutor, ou a instrução única; nos distritos longínquos, a continuação do sistema atual. Não cabe, aqui, discutir as proclamadas vantagens do juízo de instrução. Preliminarmente, a sua adoção entre nós, na atualidade, seria incompatível com o critério de unidade da lei processual. Mesmo, porém, abstraída essa consideração, há em favor do inquérito policial, como instrução provisória antecedendo a propositura da ação penal, um argumento dificilmente contestável: é ele uma garantia contra apressados e errôneos juízos, formados quando ainda persiste a trepidação moral causada pelo crime ou antes que seja possível uma exata visão de conjunto dos fatos, nas suas circunstâncias objetivas e subjetivas. Por mais perspicaz e circunspeta, a autoridade que dirige a investigação inicial, quando ainda perdura o alarma provocado pelo crime, está sujeita a equívocos ou falsos juízos a priori, ou a sugestões tendenciosas. Não raro, é preciso voltar atrás, refazer tudo, para que a investigação se oriente no rumo certo, até então despercebido. Por que, então, abolir-se o inquérito preliminar ou instrução provisória, expondo-se a justiça criminal aos azares do detetivismo, às marchas e contramarchas de uma instrução imediata e única? Pode ser mais expedito o sistema de unidade de instrução, mas o nosso sistema tradicional, com o inquérito preparatório, assegura uma justiça menos aleatória, mais prudente e serena.”

O PLS n. 156/2009 já previa a figura do chamado ¨Juiz das Garantias¨, que seria responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais, em seu art. 15. Aliás, a Exposição de Motivos no Projeto de Código de Processo Penal, em seu item III, justifica a necessidade do ¨Juiz das Garantias¨, visando a consolidação de um modelo que venha a ser orientado pelo princípio acusatório.

Manter-se-ia o distanciamento do juiz do processo, responsável pela decisão de mérito, em relação aos elementos de convicção produzidos e dirigidos ao órgão de acusação.

Assim, pela redação do artigo 17, daquele Projeto, ¨o juiz que, na fase de investigação, praticar qualquer ato incluído nas competências do art. 15, ficará impedido de funcionar no processo.¨

Vem a pergunta ao estudioso: A questão da imparcialidade objetiva do magistrado pode ser analisada a partir de algumas decisões que ele pode ser chamado a proferir ao longo do inquérito ou de outra forma de investigação preliminar?

Haverá tal parcialidade, se, na fase de investigação, o juiz proferir manifestação, com afirmações taxativas sobre a existência do crime e mesmo a autoria delitiva? Não tenho dúvidas de que se nessa decisão o juiz, de forma categórica, em sua fundamentação, afirmar que houve crime, que o investigado foi o autor, compromete a sua parcialidade para instruir e julgar o processo. Isso se distancia claramente da cognição que faz o juiz de pronúncia, funcionalmente competente para externar se há prova da materialidade de um crime doloso contra a vida e ainda de indícios de sua autoria.

A parcialidade objetiva surge mediante um forte prejulgamento que faz o juiz, em cognição, para adoção de medida cautelar na investigação: garantia real, prisão cautelar, busca e apreensão, por exemplo. Essa cognição será horizontal, sobre questões, ou ainda vertical, sobre o fundo do direito.

*É procurador da República com atuação no RN aposentado.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

 

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
06:56

Foto: redes sociais/Allyson Bezerra

Por Crispiniano Neto*

A sucessão da governadora Fátima Bezerra pode ser dividida em dois momentos: Antes e Depois da pesquisa Quaest.

Claro que tivemos momentos marcantes antes, como a desistência de Walter Alves de ficar na governadoria e ser candidato à reeleição. E, de modo especial, a desconfiança de Walter desistir de desistir, caso Fátima desistisse do cargo para ser candidata ao Senado. A extrema coragem da governadora de ficar no Governo mesmo diante da perspectiva de ficar sem cargo eletivo a partir de janeiro prevaleceu e isto abalou o cenário, porque ela teve que colocar no seu lugar de candidata ao Senado, uma vereadora jovem, naquele momento sem chances palpáveis diante dos atuais senadores Styvenson Valentin e Zenaide Maia, ambos montados numa montanha de dinheiro de emendas e com dois nomes feitos e consolidados em gigantescas listas de apoio. E como candidato a governador, um técnico: Carlos Eduardo Xavier, o Cadu, respeitado secretário de Tributação, mas que não carrega no currículo uma eleição sequer, de líder de classe no curso primário ou de líder comunitário.

A impressão daquele momento era de que Fátima Bezerra estava enterrando definitivamente o seu nome na lata do lixo da história política potiguar e nacional, até porque amargava índices chocantes de desaprovação.

Vieram as pesquisas, as articulações de apoios, uma reca de vereadores e prefeitos correndo como ratos de navio, se abrigando nas candidaturas de Alysson Bezerra e de Álvaro Dias, incluindo-se aí, prefeitos e prefeitas que devem muito ao apoio administrativo e político de Fátima Bezerra e apoio político do PT nos planos local, estadual e nacional.

Tratavam Cadu como pato morto e Fátima, como se ela fosse apenas uma governadora em fim de mandato e de carreira, como se diz no folclore político, já em tempos em que até o cafezinho lhe chega frio e só o vento lhe bate nas costas.

Calendário eleitoral em andamento, Cadu começou com um bandeiraço em Natal e uma carreata em Mossoró, ambos com uma forte presença da militância do PT e de outros partidos de esquerda acostumados a farejar de encontro aos ventos, com uma experiência que já beira o meio século, desde quando não havia eleições presidenciais, seguido das três derrotas presidenciais seguidas e de quando o Rio Grande do Norte lançava candidatos só para demarcar posição, até chegar ao ponto de não mais lançar candidaturas, apoiando nomes como Wilma e Robinson Faria, até Fátima sair senadora, ser eleita e se viabilizar para o Governo do Estado, ganhando e fazendo um governo remando contra a maré, gerindo um Estado mais “quebrado que arroz de terceira”, com Bolsonaro na Presidência e com ministros potiguares jogando contra, na base da canelada, além de uma pandemia que assustou as potências econômicas, imagine-se um estado pobre, periférico e combalido como o nosso.

Em uma semana de campanha, ainda sem programa eleitoral gratuito, quando Cadu começa mostrar quem é “Cadu de Lula” e quem é “Cadu Cadu”, o homem que, ao lado de Aldemir Freire, foi o pilar de sustentação da reanimação fiscal do elefante combalido, depois da falência múltipla de órgãos sofrida com Rosalba, Robinson, Bolsonaro e a COVID-19.

O quadro desenhado por pesquisas que traziam Cadu abaixo dos dois dígitos, diante de dois ex-prefeitos, que eram considerados “governadores de férias”, tanto pelos seus cordões de puxa-sacos, quanto pelos miquinhos amestrados, especialmente nas redes sociais movidas a propinas e a banda podre da mídia, que “confunde a chamada opinião pública com a opinião publicada”, sem base no “por quê”, mas quase sempre no “por quanto”.

Eis que chegou a pesquisa Quaest com Allyson (União) com 25%, Cadu de Lula (PT), com 21% e Álvaro Dias (PL), com 19%.

A primeira pergunta que aflora é sobre a credibilidade do Instituto Quaest. E a resposta é unânime. Trata-se de um instituto sério, sim. A outra: como estavam os três candidatos na pesquisa anterior. Não tinha pesquisa anterior desse instituto, mas que Alysson vinha surfando acima dos trinta por cento e Álvaro nadava de braçadas entre o primeiro e o segundo lugares “é com que se balança menino” na taba de Poti. E ainda, que Cadu patinava abaixo dos dez por cento, também. Mas eis que 25%, 21% e 19% assustaram a todos e todas, é consenso.

Além dos números, as tendências impressionam mais ainda. Pois os 25% de Alysson têm sabor de conquista de vice em campeonatos. O título que se ganha perdendo. Raríssimo era o levantamento com Alysson abaixo dos 30%. Aliás, se discutia até se ele havia batido no teto com 38%, nunca caindo abaixo dos 32%. Ou seja, Alysson está em primeiro lugar, mas em forte tendência de queda. Já Álvaro Dias perdeu a primazia do segundo lugar, com algumas beliscadas na condição de primeiro colocado. Ou seja, mantido esse diapasão, ele estaria fora do segundo turno.

Cadu dobrou a aposta, indo dos 8 ou 9% para os 21%, o que é um crescimento assustador, logo depois de conseguir emplacar o nome “Cadu de Lula”, questionado até na Justiça Eleitoral e a vinda de Lula para o primeiro compromisso depois do lançamento da própria candidatura. A queda da desaprovação de Fátima e do seu governo também têm muito a ver com esse resultado e o engajamento da militância, mesmo sem recursos e quase ainda sem articulação de peso nem voz de comando unificada.

Como se não bastasse, ainda vem o quadro do Senado, de anteontem pra cá, trazendo análises de que o jogo já não está tão definido quanto se achava antes.

Lula com uma maioria estupenda no RN e ainda um percentual altíssimo de eleitores do presidente ainda pensando em votar em Alysson, numa casadinha ilógica que começa a derreter com o simples e frágil início da campanha, além da identificação da candidatura de Álvaro Dias com o bolsonarismo fascista e podre, apoio que ele quer, mas tenta esconder.

*É Jornalista, engenheiro-agrônomo, escritor e poeta*

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


30/08/2026
06:55

Duplicação da BR 304 (Foto: Governo do RN)

Thiago Medeiros*

Investimentos públicos e privados ampliam os canteiros, movimentam a construção civil e criam um novo desafio: encontrar trabalhadores qualificados

Há uma cena que começa a se repetir em diferentes regiões do Rio Grande do Norte: máquinas trabalhando, estradas sendo recuperadas, casas sendo construídas e novos empreendimentos ocupando espaços nas cidades.

Por trás de cada obra existe uma cadeia econômica. Há trabalhadores contratados, empresas fornecedoras, comércio de materiais, transportadores e dinheiro circulando nos municípios.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Dados do Cadastro Nacional de Obras (CNO), da Receita Federal, apontam 5.199 registros de obras no Rio Grande do Norte, conforme levantamento atualizado em 26 de agosto.

O número precisa ser interpretado com cautela. O CNO reúne obras públicas e privadas, construções, reformas e ampliações. Não significa, portanto, que existam 5.199 grandes canteiros simultaneamente. Ainda assim, revela o tamanho da movimentação formal da construção civil no Estado.

E há um aspecto interessante nesse processo: o dinheiro que chega às obras tem várias origens.

São investimentos estaduais, federais e municipais, recursos de emendas parlamentares, programas habitacionais, Novo PAC, financiamentos e investimentos privados. O Minha Casa, Minha Vida é um exemplo de política que, além da habitação, movimenta uma cadeia inteira da construção.

No setor privado, habitação, mercado imobiliário, energia e serviços também ajudam a ampliar esse movimento.

Ou seja, seria simplista atribuir a um único governo a expansão dos canteiros. O fenômeno resulta da combinação de políticas públicas, recursos federais, capacidade de execução dos municípios, investimentos privados e condições do próprio mercado.

Mas o aumento das obras produz um efeito que merece atenção: começa a faltar trabalhador em alguns segmentos.

Pedreiros, eletricistas, soldadores, operadores de máquinas e profissionais técnicos passam a ser disputados por diferentes empresas.

Não necessariamente porque as pessoas não querem trabalhar. Pode ser o contrário: o mercado está criando oportunidades em uma velocidade maior do que a capacidade de formar profissionais.

Esse pode ser um dos principais desafios do próximo período.

IFRN, Sistema S, escolas técnicas e programas de qualificação profissional passam a ter importância estratégica. Não apenas para preencher vagas, mas para garantir que uma parcela maior dos empregos gerados pelos investimentos fique com trabalhadores potiguares.

Há, porém, outra questão.

Obra gera emprego, mas nem todo emprego permanece depois que a obra termina.

Por isso, o sucesso desse ciclo não deveria ser medido apenas pela quantidade de estradas recuperadas, casas construídas ou prédios entregues. O indicador mais importante será o que esses investimentos produzirão depois.

Uma estrada pode reduzir custos. Uma escola pode ampliar oportunidades. Uma casa pode movimentar o comércio. Um empreendimento pode atrair novos negócios.

É aí que investimento começa a se transformar em desenvolvimento.

O Rio Grande do Norte também aparece em uma posição melhor no Ranking de Competitividade dos Estados, do CLP: 15º colocado no país e terceiro do Nordeste em 2026. O dado não pode ser confundido com o número de obras, porque mede dimensões diferentes. Mas, observado junto a outros indicadores, ajuda a identificar um Estado em movimento.

Ainda existem gargalos importantes: infraestrutura, qualificação, situação fiscal e desigualdade.

Por isso, mais do que comemorar o número de canteiros, é preciso acompanhar o que ficará depois que as máquinas forem embora.

O RN pode estar vivendo um novo ciclo de investimentos.

O desafio é fazer com que ele não seja apenas um ciclo de obras, mas um ciclo de emprego, renda e desenvolvimento.

 

*Thiago Medeiros é Sociólogo

Publicado por: Chico Gregorio


29/08/2026
10:00

Agora RN

A Justiça Federal determinou, nesta sexta-feira 28, que o Governo do Rio Grande do Norte mantenha a construção da Cadeia Pública do Potengi, na Zona Norte de Natal, e dê continuidade imediata ao contrato assinado com a HB Engenharia Ltda. A decisão impede a gestão estadual de revogar, suspender ou paralisar a obra, como havia sido anunciado pela governadora Fátima Bezerra (PT) na quarta-feira 26, após protestos de moradores.

A ordem foi proferida pela juíza federal Moniky Mayara Costa Fonseca Dantas, da 5ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, em uma ação civil pública que acompanha o sistema penitenciário estadual desde 2016. A magistrada acolheu um pedido de urgência apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com adesão do Ministério Público Federal (MPF).

Cadeia Pública do Potengi, na Zona Norte de Natal
Justiça determinou a continuidade da obra de uma nova unidade prisional — José Aldenir/Agora RN

A decisão determina que o Estado dê “imediata e ininterrupta continuidade” à execução do Contrato nº 043/2026-SIN e à ordem de serviço emitida em 25 de agosto. O Governo também está proibido de adotar qualquer medida administrativa, orçamentária ou prática que provoque “sua revogação, suspensão, paralisação ou desvio de finalidade”.

Em caso de descumprimento, a Justiça prevê multa de R$ 100 mil e a possibilidade de bloqueio das verbas públicas necessárias à execução do contrato. A magistrada também ordenou a intimação pessoal e urgente do secretário estadual da Administração Penitenciária, Helton Edi Xavier, para o cumprimento da decisão.

A cadeia masculina foi projetada para receber 189 presos na Travessa Macaé, nº 2201, no bairro Potengi, onde funcionou anteriormente um Centro de Detenção Provisória (CDP). A licitação foi homologada em 20 de agosto, com proposta de R$ 7,13 milhões apresentada pela HB Engenharia. Segundo os dados orçamentários citados na decisão, o empreendimento dispõe de R$ 6,48 milhões em recursos federais e R$ 1,91 milhão em contrapartida estadual.

Ao analisar o caso, a juíza afirmou que a definição do local não foi uma decisão recente ou tomada exclusivamente pelo Governo. A construção da unidade no Potengi vinha sendo acompanhada pela Justiça desde uma audiência realizada em setembro de 2023, dentro de uma ação que busca obrigar o Estado a executar um plano de ampliação do sistema prisional.

“O local da obra não foi escolha unilateral e recente da Administração, mas fruto de pactuação processual estabilizada ao longo de quase três anos”, registrou a magistrada. Nesse período, foram acompanhadas a destinação do imóvel, a aprovação dos projetos pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), a licitação, a contratação da empresa e a emissão da ordem de serviço.

A juíza considerou que o anúncio de Fátima Bezerra rompeu uma solução construída durante anos entre o Estado, a União, o Ministério Público e o Judiciário. A revogação foi comunicada nas redes sociais sem aviso prévio às demais partes e ainda não havia sido formalizada no processo administrativo.

Para a magistrada, o anúncio constituiu um “evento surpresa, incompatível com o padrão de diálogo institucional” mantido durante a tramitação. A decisão acrescenta que não seria permitido ao Estado, depois de participar da escolha e executar os atos necessários à obra, “abandonar bruscamente o que ela própria propôs, indicou e executou”.

Outro fundamento foi a ausência de requisitos legais para cancelar uma licitação já homologada, com contrato assinado e ordem de serviço expedida. De acordo com a decisão, a legislação exige a comprovação de um fato superveniente e a manifestação prévia dos interessados, procedimentos que não teriam sido observados.

“O fundamento invocado carece de tecnicidade e deveria, se pertinente, ter sido enfrentado em momento anterior à própria indicação do local pelo Estado, não podendo justificar, em fase de execução contratual, a paralisação da obra”, afirmou a juíza.

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Publicado por: Chico Gregorio


29/08/2026
09:50

Caicó | imagenseviagens.com.br/travelandimages.com

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (28) a Estimativa da População de todos os municípios e estados brasileiros para o ano de 2026.

No Rio Grande do Norte, 57 municípios tiveram redução de população, incluindo a capital do estado, que saiu de 784.249 habitantes estimados em 2025 para 783.196 estimados em 2026, seguindo tendência observada no ano passado. Apesar do recuo, Natal continua sendo a cidade mais populosa do estado.

As Estimativas são utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos entre o Censo Demográfico. A pesquisa também considera alterações de limites territoriais que ocorreram após o Censo 2022. Os dados têm como data de referência o dia 1º de julho de 2026.

A população total do estado do Rio Grande do Norte foi estimada em 3.463.737 residentes, 8.501 pessoas a menos.

Os dados mostram ainda que os 10 municípios potiguares com maiores populações estimadas concentram mais da metade da população do estado (54,18%). Todos eles têm mais de 50 mil habitantes.

Municípios com maiores populações estimadas no RN – 2026

  • Natal – 783.196 pessoas
  • Mossoró – 279.100 pessoas
  • Parnamirim – 273.952 pessoas
  • São Gonçalo do Amarante -125.691 pessoas
  • Macaíba – 87.634 pessoas
  • Ceará-Mirim – 83.662 pessoas
  • Extremoz – 70.452 pessoas
  • Caicó – 63.338 pessoas
  • Assú – 59.278 pessoas
  • São José de Mipibu  50.386 pessoas
  • Acesse as Estimativas de População para todos os municípios e estados no link: https://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_de_Populacao/Estimativas_2026/estimativa_dou_2 026.pdf

Publicado por: Chico Gregorio