07/07/2026
09:40

O Estado do Piauí deu mais um importante passo na promoção da inclusão social e da ressocialização de pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. Foi sancionada a Lei nº 9.029, de 1º de julho de 2026, que estabelece a reserva de vagas de emprego em contratos administrativos firmados pelo Estado para pessoas em regime semiaberto, aberto, em livramento condicional e egressas do sistema prisional.

A nova legislação atende às diretrizes da Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional (PNAT), instituída pelo Decreto Federal nº 9.450/2018, e do Plano Pena Justa, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a partir da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) em sede da Arguição de Descumprimento de Preceito Federal (ADPF) nº 347, que incentiva a ampliação das oportunidades de trabalho para esse público como estratégia de reintegração social, promoção do trabalho decente e redução da reincidência criminal.

A lei determina que empresas contratadas pelo Estado para a execução de serviços que demandem a partir de 25 trabalhadores reservem, no mínimo, 5% das vagas para pessoas egressas do sistema prisional, em livramento condicional ou privadas de liberdade em regime semiaberto ou aberto. Nos contratos com seis a 24 trabalhadores, deverá ser destinada pelo menos uma vaga.

Para o Ministério Público do Trabalho no Piauí, a sanção da lei representa um avanço significativo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento da cidadania.

 

O procurador do Trabalho Carlos Henrique Leite, que acompanhou as discussões sobre a proposta, destaca que a legislação é fruto de um processo de construção coletiva envolvendo instituições públicas e representantes da sociedade civil organizada. “Essa lei representa uma conquista importante para o Estado do Piauí e para toda a sociedade. O acesso ao trabalho é um dos principais instrumentos de ressocialização, pois oferece dignidade, autonomia financeira e cria oportunidades reais para que essas pessoas reconstruam suas trajetórias. O Ministério Público do Trabalho parabeniza o Estado, por meio dos poderes Executivo e Legislativo, pelo avanço e pela sensibilidade em transformar esse compromisso em política pública”, frisa.

Segundo o procurador, o texto aprovado foi resultado de um amplo diálogo institucional, construído de forma colaborativa entre os diversos órgãos que atuam na execução penal e na promoção dos direitos humanos. O próprio Ministério Público do Trabalho tem, entre seu planejamento estratégico nacional, o fomento ao Projeto de Trabalho no Sistema Prisional, cujo objetivo vem a ser justamente o cumprimento da cota de contratação de pessoas presas e egressas do sistema prisional, prevista na PNAT – Política Nacional de Trabalho do Preso.

“Essa legislação não surgiu de forma isolada. Ela é fruto de diversas reuniões e debates realizados ao longo dos últimos meses entre instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. A proposta foi construída de maneira conjunta, buscando assegurar uma norma viável, capaz de ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para pessoas em processo de ressocialização; por fim, após consolidação, a minuta do projeto foi enviada, pelo MPT e pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Piauí (GMF/TJPI), como sugestão final, ao Poder Executivo do Estado”, reforçou.

Carlos Henrique Leite ressalta ainda que a iniciativa está alinhada às diretrizes nacionais que tratam do trabalho como um direito fundamental e um instrumento de transformação social. “O Plano Pena Justa e a Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional reconhecem que o trabalho é essencial para romper ciclos de exclusão. Ao estimular a contratação de pessoas egressas e em cumprimento de pena, o Estado fortalece uma política que beneficia não apenas esses trabalhadores, mas toda a sociedade, ao contribuir para a redução da reincidência e para a construção de ambientes mais inclusivos e socialmente responsáveis”.

O procurador pontua, também, que em outros Estados, a exemplo do Rio de Janeiro, Paraná, Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Alagoas, há leis similares prevendo reserva de vagas para egressos do sistema prisional. O próprio Estado do Piauí possuía, de forma incipiente, uma norma legal específica (Lei Estadual nº 6.344/2013), que previa a cota de 5% (cinco porcento) de egressos para as empresas que executassem obras públicas estaduais. A nova lei aprovada apenas atualizou às regras ao plano nacional Pena Justa.

Ainda de acordo com o procurador, o Ministério Público do Trabalho acompanha as políticas voltadas ao cumprimento da Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional e seguirá atuando em parceria com os demais órgãos públicos para fortalecer iniciativas que promovam trabalho decente, inclusão social e respeito aos direitos fundamentais.

 Fonte/Créditos: MPT-PI

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
09:09

A 2ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) julgou irregulares os contratos firmados pelas prefeituras de Cruzeta, Jucurutu e Lagoa Nova para a contratação de um escritório de advocacia com a finalidade de ampliar as receitas provenientes da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).

Segundo o TCE, a principal irregularidade está na forma de remuneração do escritório, baseada em um percentual sobre valores futuros arrecadados pelos municípios. Esse modelo de pagamento é vedado pela legislação aplicável à administração pública, motivo pelo qual os contratos foram declarados nulos.

Apesar disso, a Corte de Contas reconheceu que os serviços foram efetivamente prestados e que a atuação do escritório contribuiu para o aumento das receitas municipais. Com isso, os pagamentos poderão ser mantidos apenas dentro dos limites legais. Os valores pagos acima do permitido deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Além da decisão, o TCE orientou que, em situações semelhantes, as prefeituras utilizem suas próprias procuradorias e equipes jurídicas, evitando a celebração de contratos com esse tipo de remuneração.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
09:02

Agência Brasil

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira 6 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas - Agora RNExército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas - Agora RN

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

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Ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.

Na última sexta-feira 3, Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:56

Trump e Infantino levaram cartão vermelho

Há momentos em que uma partida de futebol deixa de ser apenas um jogo. Ontem foi um desses dias. A Bélgica entrou em campo carregando muito mais do que sua tradição esportiva. Carregava a expectativa de milhões de pessoas que desejavam que a Copa do Mundo de 2026 não fosse definitivamente marcada pela maior vergonha de sua história recente.

Se os Estados Unidos tivessem avançado depois da polêmica reintegração de Folarin Balogun, expulso na partida anterior e liberado por uma decisão que indignou torcedores, atletas, dirigentes e especialistas, o torneio correria o risco de perder sua credibilidade. O futebol vive da imprevisibilidade, da igualdade de condições e da confiança de que as regras valem para todos. Quando essa percepção desaparece, desaparece também parte da magia do esporte.

A eliminação estadunidense, por isso, representou muito mais do que um resultado esportivo. Foi uma vitória do próprio futebol.

Desde o início desta Copa, os Estados Unidos já haviam colocado o torneio sob uma sombra preocupante. O tratamento dispensado à delegação do Irã, submetida a restrições e constrangimentos incompatíveis com o espírito universal de uma Copa do Mundo, já havia produzido uma mancha difícil de apagar. Um Mundial existe justamente para aproximar povos, não para transformar rivalidades geopolíticas em instrumentos de intimidação.

A Fifa, sob Gianni Infantino, aceitou conviver com essa realidade. Depois, ao permitir a presença de Balogun em circunstâncias extremamente controversas, revertendo um cartão vermelho a pedido de Trump, agravou ainda mais uma crise de credibilidade que ela própria criou. Em vez de proteger a autoridade das regras, passou a alimentar a percepção de que interesses políticos e econômicos podem falar mais alto do que o regulamento. A lei da selva no futebol, assim como vem acontecendo nas relações internacionais após a volta de Trump ao poder.

O mais curioso é que essa intervenção pode ter produzido exatamente o efeito contrário ao desejado.

A seleção dos Estados Unidos vinha realizando uma boa campanha. Tinha mostrado organização, intensidade e um futebol competitivo. Talvez pudesse enfrentar a Bélgica em igualdade de condições e construir sua classificação dentro das quatro linhas. Mas a vitória obtida previamente no tapetão acabou transformando a equipe em alvo da indignação mundial. A pressão tornou-se gigantesca. A cada toque na bola de Balogun e de seus companheiros, a lembrança da controvérsia reaparecia. Em vez de fortalecer o time, a manobra parece ter criado um peso psicológico adicional que nenhum treinador consegue eliminar.

O resultado foi devastador. Um delicioso chocolate belga, de 4 a 1, saboreado pelo mundo inteiro.

Há também um simbolismo interessante nesta fase da competição. Os três países anfitriões ficaram pelo caminho nas oitavas de final. O Canadá foi derrotado por Marrocos. O México sucumbiu diante da Inglaterra. E os Estados Unidos sofreram uma goleada da Bélgica. A Copa mostrou que jogar em casa não basta quando o nível técnico da competição é extraordinariamente elevado.

E este talvez seja o aspecto mais positivo deste Mundial.

Até aqui, a Copa de 2026 vem premiando as seleções que realmente apresentaram o melhor futebol. França, Argentina, Espanha, Inglaterra, Colômbia, Noruega e Marrocos confirmaram em campo suas credenciais. A Bélgica juntou-se a esse grupo ao eliminar os donos da casa de maneira contundente.

É exatamente isso que os torcedores esperam de uma Copa do Mundo: que vençam os melhores, e não os mais influentes nos corredores do poder

O futebol sobreviveu a guerras, ditaduras, boicotes e interesses econômicos gigantescos porque sempre preservou uma verdade fundamentl: quando a bola rola, ela pertence aos jogadores e não aos políticos. Sempre que essa lógica é invertida, perde o esporte, perdem os torcedores e perde a própria Fifa.

Ontem, felizmente, a bola restabeleceu uma parte dessa ordem.

O mundo inteiro parecia torcer pela Bélgica. E não porque tivesse algo contra a seleção americana ou seus jogadores, mas porque uma Copa do Mundo simplesmente não poderia ser definida por decisões tomadas fora do campo.

A Bélgica venceu. O futebol agradeceu. E o crime da dupla Trump-Infantino não compensou.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:49

Empresários brasileiros acompanham com preocupação a participação do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência que discutirá a investigação dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras.

O processo pode resultar na imposição de tarifas de até 25% sobre produtos exportados pelo Brasil.

A reunião foi  realizada nesta segunda-feira (6/7), nos Estados Unidos, e contará com representantes do governo americano, integrantes do setor produtivo e Flávio Bolsonaro, que participará na condição de testemunha.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:43

Laurita Arruda***

A decisão da Justiça atendendo a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) coloca a previdência dos servidores estaduais no centro de um problema que afeta diretamente as contas públicas do Estado. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública determinou que o Governo do RN e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern) apresentem, em até 90 dias, um plano para recuperar o equilíbrio financeiro do sistema.

Na prática, isso significa que o Estado terá que mostrar quais medidas vai adotar para evitar que a previdência continue se desequilibrando e como pretende garantir o pagamento futuro das aposentadorias.

Diante desse cenário, o tema ganha importância política imediata e precisa estar no debate público. Pré-candidatos ao governo do Estado devem explicar de forma clara o que pretendem fazer para resolver a situação da previdência: como vão enfrentar o déficit, quais mudanças defendem e como pretendem garantir que o sistema seja sustentável no longo prazo, sem comprometer outras áreas do orçamento.

Segundo o MPRN, esse problema começou a se agravar a partir de 2014, quando uma mudança na lei unificou dois fundos da previdência estadual.

Desde então, ocorreram retiradas de recursos sem a devida reposição, o que contribuiu para um rombo crescente. De lá para cá, o déficit foi aumentando e já ultrapassa a casa de centenas de milhões de reais, enquanto os repasses atuais do Estado apenas cobrem os pagamentos mensais das aposentadorias, sem resolver o problema de fundo.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:35

Exportações do Brasil avançam e saldo comercial supera US ...

As exportações brasileiras registraram alta de 40,6% na primeira semana de julho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 5,89 bilhões. No mesmo intervalo, as importações cresceram 10,4%, totalizando US$ 3,62 bilhões. Com isso, a balança comercial teve superávit de US$ 2,27 bilhões, avanço de 149%, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 9,51 bilhões, crescimento de 27,3%.

No acumulado de janeiro até a primeira semana de julho de 2026, as exportações somaram US$ 190,66 bilhões, aumento de 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações atingiram US$ 146,03 bilhões, alta de 5,4%. O resultado foi um superávit comercial de US$ 44,63 bilhões, crescimento de 39,2%, e uma corrente de comércio de US$ 336,70 bilhões, avanço de 8,9%.

Entre os setores, a agropecuária registrou crescimento de 1,5%, com US$ 950 milhões em exportações. A indústria extrativa teve alta de 81,7%, alcançando US$ 1,76 bilhão, enquanto a indústria de transformação cresceu 39,4%, com US$ 3,17 bilhões em vendas externas. O desempenho positivo desses segmentos contribuiu para o aumento geral das exportações brasileiras.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:29

Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que os presidentes de sete tribunais de justiça, entre eles o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), prestem informações, no prazo de 48 horas, sobre os pagamentos efetuados a magistrados da ativa, aposentados e pensionistas entre abril e julho de 2026.
Além do TJRN, deverão apresentar esclarecimentos os tribunais de justiça de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rondônia.
A medida busca esclarecer a composição das remunerações diante de valores que ultrapassam o teto constitucional do serviço público, atualmente fixado em R$ 46.400,00.
Com a solicitação de informações, o STF pretende verificar a natureza das parcelas pagas e assegurar que os valores acima do teto constitucional estejam respaldados pela legislação vigente.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:16

Imagem: reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte (DPERN) ajuizaram uma Ação Civil Pública contra a Companhia Energética do Rio Grande do Norte. A medida, impulsionada pela Promotoria de Justiça e Defensorias de Defesa do Consumidor, busca corrigir falhas no faturamento e cobranças abusivas impostas aos usuários do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, visando a proteção dos direitos de milhares de potiguares afetados.

A partir de novembro de 2025, órgãos de defesa do consumidor, como os Programas de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Defensoria Pública e o próprio Ministério Público, passaram a registrar diversas reclamações de titulares de unidades de micro e minigeração distribuída fotovoltaica. Os relatos indicavam uma elevação repentina e exorbitante nos valores das faturas de energia elétrica, sem comunicação prévia aos usuários sobre alterações na lógica de compensação de créditos. O problema tomou proporções alarmantes no Estado, atingindo aproximadamente centenas de famílias e empreendedores.

A atuação dos órgãos de Defesa do Consumidor foi central na investigação do caso. O MPRN instaurou um inquérito civil para apurar a retenção de créditos e a suspensão da compensação mensal, realizou audiências extrajudiciais e requisitou pareceres técnicos. Diante do esgotamento das tentativas de diálogo com a empresa, a Promotoria e a Defensoria articularam o ajuizamento da demanda coletiva para resguardar o patrimônio dos consumidores.

Lesão

O núcleo da lesão coletiva envolve a alteração unilateral do sistema de faturamento da distribuidora, que passou a faturar o consumo integral das unidades beneficiárias ignorando os saldos positivos de créditos acumulados. A ação também aponta a imposição automática de parcelamentos indevidos e a cobrança de impostos e tarifas sobre a energia compensada, desrespeitando o direito adquirido de produtores antigos com isenção garantida até 2045.

Pedidos

A judicialização do caso representa um marco institucional na defesa da segurança jurídica no setor elétrico. Na ação, as instituições exigem a condenação da empresa à restituição em dobro dos valores arrecadados indevidamente. O pedido principal requer ainda o pagamento de uma indenização por danos morais coletivos estipulada em 46 milhões de reais, valor que será revertido ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos.

Sobre a gravidade da situação fática, o documento assinado pelos promotores de justiça destaca que “a lide não repousa sobre meros descasamentos logísticos de leitura, mas sobre a subversão sistêmica de um modelo matemático e normativo criado para incentivar a sustentabilidade energética”. Além das indenizações, os autores apresentaram pedidos liminares para proibir a suspensão do fornecimento de eletricidade, impedir a negativação dos usuários afetados e exigir a adequação dos canais de atendimento ao consumidor.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:15

Foto: reprodução

Neste domingo, o presidente Lula da Silva (PT) ligou para o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) para avaliar a agenda da última quarta-feira marcada pela inauguração do Túnel Major Sales que trouxe as águas do Rio São Francisco para o Estado através da cidade de Luís Gomes.

No meio da conversa, Cadu brincou com presidente lembrando da polêmica levantada pelo presidente que ironizou o público dizendo não conhecer o próprio pré-candidato dele ao Governo do RN para driblar as limitações da legislação eleitoral.

O assunto foi amplamente explorado pela oposição, mas provocou um efeito bumerangue com as buscas pelo nome de Cadu Xavier no Google dispararem 850% em 24 horas.

“Rapaz, presidente, isso foi… isso foi uma… O senhor… O senhor é um… é um génio mesmo, viu? Foi aqui a minha… as minhas redes sociais bombando. Foi muito bacana. Foi muito bom o momento lá, presidente. Só tenho a agradecer a sua… sua presença aqui. A da Janja… de toda a equipe dos ministros e… e com uma entrega muito especial, né, presidente? Ah, a gente foi lá, fizemos vídeo, tá bombando. Tá bombando”, disse Cadu a Lula.

O presidente ainda aconselhou ele e os aliados a explorarem bastante o tema da transposição das águas do Rio São Francisco pela importância da obra para os potiguares. “Quantos séculos o povo nordestino esperava isso?”, questionou Lula.

“Exatamente. Exatamente, e é o que a gente tem dito aqui, presidente, o simbolismo de o senhor ter iniciado e ter terminado essa obra, né? Eu ainda… ainda ter lembrado que era importante fazer uma festa na bela do… Claro, e a gente ficou… ficamos lá até sete horas da manhã. Foi uma… o senhor deve ter visto as imagens. A governadora deve ter mandado para o senhor, assim os prefeitos… Aí teve um show de caboclos lá, que é uma… que é uma cultura local lá do município. Foi fantástico! Gente tá muito feliz. A governadora tá radiante”, respondeu Cadu.

Bruno Barreto***

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:14

Imagem: reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve uma decisão judicial que obriga o Estado e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado RN (Ipern) a adotarem medidas estruturantes para o resgate do equilíbrio financeiro e atuarial do regime próprio de previdência estadual. A determinação atende aos pedidos formulados pela 60º Promotoria de Justiça de Natal em ação civil pública.

A sentença proferida pela 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal julgou procedentes os pedidos do MPRN e fixou o prazo de 90 dias para a apresentação inicial do plano de reequilíbrio conjunto e das providências administrativas correlatas. O plano deve conter um cronograma de execução e indicar as medidas estruturais a serem adotadas para a recomposição do Fundo de Previdência do Estado.

Na ação, o MPRN demonstrou que o regime próprio de previdência estadual foi submetido a um desequilíbrio financeiro e atuarial após a unificação dos fundos previdenciário e financeiro realizada por lei complementar em 2014. O MPRN apontou que ocorreram sucessivos resgates de aplicações financeiras antes do vencimento sem a devida recomposição prevista na legislação estadual.

Os dados apresentados pelo MPRN indicam que a soma do valor principal dos resgates antecipados ocorridos entre 2014 e 2018 com os rendimentos projetados gerou um montante atualizado de R$ 566.696.434,13 em prejuízo ao fundo previdenciário. O MPRN ressaltou que os aportes mensais feitos pelo Tesouro Estadual servem apenas para integralizar o pagamento dos benefícios correntes e não equacionam o déficit.

Diante da atuação do MPRN, o Poder Judiciário determinou que o plano de reequilíbrio financeiro e atuarial seja formalmente contemplado nos instrumentos de planejamento do Estado. As metas e diretrizes devem constar no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária Anual, especificamente nos anexos de metas fiscais.

A decisão judicial obtida pelo MPRN também obriga o Estado a adotar providências para a desafetação, avaliação, destinação econômica e alienação de bens imóveis previstos na legislação estadual para a recomposição patrimonial do fundo. O objetivo é dar cumprimento às leis complementares que condicionaram o uso dos recursos previdenciários à devolução futura em imóveis.
O Ipern deverá promover a imediata destinação econômica dos bens imóveis que já se encontram desafetados e sob sua gestão direta. Além disso, ambos os réus devem encaminhar regularmente à Secretaria da Previdência as informações atualizadas do regime próprio e disponibilizá-las nos portais de transparência.

O descumprimento injustificado das obrigações impostas na sentença resultará em multa diária de R$ 10 mil, com limite inicial fixado em R$ 1 milhão.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:11

Imagem: reprodução//ICL

ICL Notícias

Ao mesmo tempo em que milhões de brasileiros acompanharam com frustração a eliminação da seleção brasileira, expoentes do bolsonarismo resolveram fazer ironia e politizar a situação. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), utilizou as redes sociais para ironizar o pênalti desperdiçado pela equipe aos 13 minutos e fazer uma associação política com o número do PT.

Em publicação feita nas redes, Sóstenes comentou o lance afirmando: “Praga: o pênalti foi aos 13 minutos, resultado, perdeuuuu kkkk”, em referência ao momento em que o Brasil perdeu a cobrança de pênalti diante da Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Na sequência, Sóstenes associou o episódio ao número 13, utilizado pelo Partido dos Trabalhadores, legenda do presidente Lula. Segundo o deputado, o número seria uma “praga”, insinuando que essa relação teria influenciado o resultado da cobrança.

O mesmo fez Eduardo Bolsonaro, que postou imagem para reforçar o tempo de jogo em que Bruno Guimarães desperdiçou a penalidade.

Eduardo também repetiu uma afirmação feita minutos antes por seu irmão, Flávio: ‘Desde que Lula chegou ao poder, o Brasil não ganhou mais nenhuma copa”. Os irmãos Eduardo e Flávio “esquecem” que em 2022, quando o Brasil também foi eliminado, na Copa do Catar, o presidente da República era Jair Bolsonaro.

Os dois foram rebatidos com comentários postados em suas próprias redes. “Bolsonarista entrou aos 22 e o Brasil perdeu”, escreveu um internauta no X de Sóstenes. “E se fosse 470.000 minutos, e dentro dum saco plástico em seu armário?”, perguntou outro, numa alusão aos R$ 470 mil que a Polícia Federal encontrou em um imóvel do líder do Pl e cuja origem está sendo investigada.

No perfil de Eduardo no X, chama atenção o comentário de Rafael Marques: “Isso é doença! Nunca votei 13. Fui ouvinte do True Outspeak, fui aluno do Olavo, li quase todos os livros dele. Mas… VOU MASSETAR (sic) O 13 PARA POR FIM NESSA DOENÇA. UMA FAMÍLIA SATÂNICA QUE POLITIZA ATÉ A SELEÇÃO BRASILEIRA. VÃO PRA PQP”.

As declarações foram publicada justamente no momento em que torcedores repercutiam a eliminação da seleção e expressavam decepção com o desempenho da equipe.

O lance aconteceu após Matheus Cunha ser derrubado na área. Depois da revisão do VAR, a arbitragem confirmou o pênalti. Bruno Guimarães foi para a cobrança, mas desperdiçou a oportunidade, em um dos momentos decisivos da partida disputada em Nova Jersey.

 

Publicado por: Chico Gregorio


06/07/2026
10:07

Após eliminação do Brasil na Copa, Flávio Bolsonaro liga derrota ao PT

O senador e pré-candidato à Presidência da RepúblicaFlávio Bolsonaro (PL), se manifestou, neste domingo (5/7), após a Noruega vencer o Brasil por 2 x 1, com dois gols de Haaland pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em publicação na rede social X, o parlamentar afirmou que, desde que o PT assumiu o poder, o país “nunca mais ganhou nada”.

Publicado por: Chico Gregorio


06/07/2026
09:59

capa da noticia

As mesmas mãos que aprenderam a conversar com a terra agora cuidarão de um povo em maior escala. Essa é a tônica de um projeto genuinamente cearense capaz de unir saberes indígenas, conhecimento acadêmico e política pública para consolidar a força da medicina de povos tradicionais no Sistema Único de Saúde (SUS) e, de quebra, a perpetuação de um legado passado de grão em grão, de geração em geração.

“Interculturalidade e Farmácias Vivas” tem como foco a produção de fitoterápicos – produto obtido a partir de plantas medicinais – com base em vegetais cultivados nos próprios territórios indígenas do Ceará. Os números são otimistas e dão dimensão do trabalho: são quatro territórios, 10 espécies medicinais e oito agentes indígenas de cultivo.

Chambá, babosa, capim-santo, hortelã e alecrim-pimenta, por exemplo – semeadas por comunidades Tapeba, Tremembé, Pitaguary, Tabajara e Kalabaça – agora integram uma rede formal de fabricação de fitoterápicos para a rede pública de saúde. O resultado serão 75 mil unidades de xaropes, pomadas e tinturas a partir de raízes fortes e milenares.

O ponto de partida para tudo foi perceber que temos muita riqueza dentro de nossos territórios a partir de práticas de medicina indígena e de plantas medicinais utilizadas para os mais diversos fins”, introduz Lucas Guerra.

Coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), entidade unida à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e à Universidade Federal do Ceará (UFC) no projeto, ele diz que a iniciativa busca dar visibilidade principalmente para que equipes multidisciplinares de saúde indígena e do SUS possam utilizar, com mais incidência, plantas medicinais fruto de saberes ancestrais.

Diversidade de plantas medicinais foram semeadas por comunidades Tapeba, Tremembé, Pitaguary, Tabajara e Kalabaça.

Legenda: Diversidade de plantas medicinais foram semeadas por comunidades Tapeba, Tremembé, Pitaguary, Tabajara e Kalabaça.
Foto: Arquivo pessoal./Diário do Nordeste-CE

Ao longo do processo, coube ao Dsei a indicação dos lugares e territórios onde foram estabelecidos hortos de medicina indígena; apoiar a contratação de bolsistas que atuam como agentes indígenas de cultivo; e, por fim, monitorar e acompanhar a execução do projeto.

“Desde o início de tudo, temos colaborado com o fortalecimento das ações. Alguns desses hortos de medicina indígena estão dentro de unidades básicas de saúde indígena ou em espaços comunitários. Cabe ao Dsei a articulação junto aos povos e territórios. Na fase em que estamos, temos atuado também na capacitação de todos os médicos e enfermeiros de saúde indígena que vão receitar os fitoterápicos produzidos a partir do projeto”.

 

Iniciativa busca dar visibilidade para maior uso de plantas medicinais fruto de saberes ancestrais.

Legenda: Iniciativa busca dar visibilidade para maior uso de plantas medicinais fruto de saberes ancestrais.
Foto: Arquivo pessoal.

A produção dos fitoterápicos ainda acontecerá. Neste momento, ocorre a reta final de aquisição de insumos. A previsão, conforme a Sesa, é de que, no máximo em outubro, a fabricação efetivamente aconteça para que, em dezembro, os produtos comecem a ser distribuídos em 17 municípios cearenses onde existem aldeias indígenas.

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Publicado por: Chico Gregorio


06/07/2026
09:46

Flávio Bolsonaro, o garçom de Trump

247 – O jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) publicou um duro editorial no qual sustenta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vem se transformando no principal aliado político da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a avaliação do jornal, ao atuar em defesa dos interesses do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao tentar influenciar a política comercial americana em função do calendário eleitoral brasileiro, o parlamentar acaba fortalecendo seu principal adversário.

De acordo com o editorial, a iniciativa mais recente de Flávio Bolsonaro foi encaminhar um documento de 86 páginas ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), pedindo que um eventual novo tarifaço contra produtos brasileiros fosse adiado até depois das eleições de outubro. Para o jornal, a própria justificativa apresentada pelo senador revela o fracasso político da estratégia bolsonarista: ele reconhece que uma nova rodada de tarifas tende a beneficiar eleitoralmente Lula.

Estadão argumenta que a medida expõe uma contradição profunda. Ao longo dos últimos meses, integrantes da família Bolsonaro trabalharam para convencer autoridades americanas a adotar sanções econômicas contra o Brasil em reação à situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro. Agora, diante do desgaste provocado por essas iniciativas, Flávio tenta evitar que o governo Lula capitalize politicamente os efeitos de um novo ataque comercial ao País.

Na avaliação do jornal, o episódio evidencia um comportamento incompatível com as responsabilidades de quem pretende disputar a Presidência da República. Em vez de defender os interesses nacionais perante uma potência estrangeira, o senador teria colocado seus próprios objetivos eleitorais acima dos interesses do Brasil.

O editorial é especialmente severo ao apontar que Flávio Bolsonaro chega ao ponto de sugerir que Washington ajuste sua política comercial ao calendário eleitoral brasileiro. Para o Estadão, trata-se de um convite explícito para que uma potência estrangeira interfira no processo democrático nacional, algo classificado pelo jornal como um grave atentado à soberania brasileira.

O texto também critica as promessas feitas pelo senador aos Estados Unidos caso a oposição vença as eleições. Segundo o editorial, Flávio acenou com uma “busca agressiva” de acordos comerciais que envolveria o abandono do Mercosul, além da revisão da tributação incidente sobre cartões de crédito — setor dominado por empresas americanas — e da eliminação das tarifas sobre o etanol produzido nos Estados Unidos.

Para o Estadão, esse conjunto de propostas representa um amplo programa de alinhamento aos interesses de Washington, em detrimento das prioridades brasileiras. O jornal afirma que a postura do senador demonstra submissão política ao governo Trump e falta de compromisso com a defesa dos interesses nacionais.

O editorial observa ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou politicamente o episódio. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou: “É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”, classificando a atitude como “mais uma atitude de traidores da Pátria”.

Na conclusão, o Estadão afirma que a estratégia bolsonarista produz exatamente o efeito contrário ao desejado. O jornal sustenta que será praticamente impossível dissociar um eventual tarifaço americano da atuação da família Bolsonaro junto ao governo Trump, sobretudo após o histórico de manifestações públicas de apoio às medidas adotadas por Washington contra o Brasil.

Segundo o editorial, Flávio Bolsonaro demonstra não compreender o enorme desgaste político provocado por sua atuação e termina oferecendo ao presidente Lula um poderoso argumento de campanha às vésperas da eleição. Para o jornal, a insistência do senador em buscar apoio político no exterior, mesmo quando isso implica prejuízos para o Brasil, acaba transformando-o, na prática, no mais eficiente cabo eleitoral da reeleição de Lula.

Publicado por: Chico Gregorio