13/09/2026
09:03

 

Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve em vigor a regra que permite o uso de carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para obtenção da CNH. A decisão é da ministra Cármen Lúcia, relatora da ação que questionava a norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A ministra arquivou o processo, porém não analisou se a regra é constitucional. Dessa forma, candidatos à Carteira Nacional de Habilitação continuam podendo utilizar veículos de terceiros nas aulas práticas e no exame, conforme as regras atualmente estabelecidas.

A decisão da ministra não representa um julgamento do STF sobre a constitucionalidade da norma. Em vez disso, Cármen Lúcia arquivou a ação que contestava a regra do Contran. Assim, o Supremo não entrou na discussão sobre a validade constitucional do dispositivo. Por isso, a decisão não cria uma nova autorização para o uso de veículos particulares. Na prática, ela mantém a situação prevista atualmente pela regulamentação do trânsito.

Como funciona a regra

A norma permite que o candidato utilize um veículo que não pertença a uma autoescola durante as aulas práticas e o exame de direção.

Além disso, o veículo não precisa necessariamente pertencer ao próprio candidato. Dessa maneira, outras pessoas podem disponibilizar seus carros para a realização das atividades, desde que o automóvel cumpra os requisitos exigidos pela regulamentação.

A regra havia sido questionada judicialmente, mas a ação não avançou para uma análise de mérito no STF.

Com o arquivamento da ação, a norma do Conselho Nacional de Trânsito permanece em vigor.Portanto, não houve mudança nas regras que permitem o uso de veículos particulares para a formação prática e para o exame de direção.

Ao mesmo tempo, a decisão de Cármen Lúcia não impede que o tema volte a ser discutido judicialmente por meio de outra ação, caso sejam apresentados novos questionamentos.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:57

Flávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair BolsonaroFlávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair Bolsonaro — Foto: Montagem feita pela Editoria de Arte

O segredo caiu. E agora começa a aparecer o que estava escondido no inquérito que investiga o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

A investigação não começou agora.

André Mendonça autorizou sua abertura em 22 de julho, atendendo a um pedido da Polícia Federal que recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

Durante quase dois meses, portanto, o país não soube que um candidato à Presidência estava formalmente sob investigação por três crimes graves — além de eventuais delitos correlatos.

E mesmo quando Mendonça, provocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, abriu uma primeira leva de documentos do caso Banco Master, o inquérito do Dark Horse continuou fechado.

A PGR reclamou.

Disse que grande parte dos procedimentos permanecia fora do material disponibilizado e pediu a abertura integral. Fachin voltou a agir, deu 24 horas para que Mendonça retirasse o sigilo, preservando exclusivamente diligências em andamento cuja publicidade pudesse prejudicar a investigação.

Na noite desta sexta-feira, Mendonça finalmente retirou o sigilo de outros 39 procedimentos.

Entre eles, o Dark Horse.

E o que começa a surgir dos documentos ajuda a explicar por que Flávio deixou de ser apenas um personagem citado na investigação para se tornar formalmente investigado.

Segundo relatório da Polícia Federal, Flávio era interlocutor direto de Daniel Vorcaro nas negociações para financiar o filme sobre seu pai.

Não se trataria, segundo a PF, de uma participação lateral.

Os investigadores registram mensagens, reuniões presenciais, acompanhamento das gravações e reiteradas cobranças feitas por Flávio para que Vorcaro realizasse os pagamentos.

O valor negociado chegaria a pelo menos US$ 24 milhões.

Documentos da investigação indicam que pelo menos US$ 12,3 milhões foram efetivamente pagos.

Outro Bolsonaro também aparece no caminho do dinheiro.

De acordo com a PF, Eduardo Bolsonaro atuava na gestão dos recursos arrecadados nos Estados Unidos e dava orientações sobre a forma como o dinheiro poderia ser administrado no país.

Parte da estrutura financeira passava pelo Havengate Development Fund, fundo ligado ao advogado Paulo Calixto, que também tem relação profissional com Eduardo.

A Polícia Federal quer saber a origem, o caminho, a destinação e, principalmente, quem foram os beneficiários finais desses recursos.

Há suspeita de que parte do dinheiro arrecadado para a produção possa ter sido utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

E há uma frente ainda mais delicada.

A Procuradoria-Geral da República pediu que sejam levantadas as proposições legislativas apresentadas por Flávio Bolsonaro e pelo deputado Mário Frias que eventualmente possam ter beneficiado Daniel Vorcaro ou o Banco Master.

É uma diligência importante para compreender por que a investigação inclui, além de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, a suspeita de corrupção.

O inquérito também se conecta a outras frentes de investigação sobre o financiamento do Dark Horse, inclusive à apuração sobre o uso de emendas parlamentares destinadas por Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, também ligada à produtora responsável pelo filme.

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

Ele reconhece que procurou Vorcaro para conseguir recursos, mas sustenta que buscava financiamento privado para a produção e que não houve qualquer contrapartida. Nesta sexta-feira, antes da abertura integral do procedimento, chegou a pedir publicamente que Mendonça retirasse todo o sigilo, afirmando que a transparência demonstraria que não havia ilegalidade.

Agora o sigilo caiu.

E o que emerge dos documentos é suficiente para mostrar por que a Polícia Federal considerou necessário abrir uma investigação específica sobre o candidato à Presidência.

A própria PF registra que Flávio não aparece simplesmente mencionado em conversas de terceiros.

Aparece como interlocutor direto de Vorcaro.

Negociando recursos.

Cobrando pagamentos.

Participando de reuniões.

Acompanhando o andamento do projeto.

Enquanto isso, Eduardo aparece na gestão do dinheiro nos Estados Unidos, e os investigadores tentam descobrir quem efetivamente recebeu e utilizou os milhões movimentados para financiar o filme.

Isso não significa que Flávio Bolsonaro tenha cometido os crimes investigados. O inquérito está em andamento, não houve condenação e o senador nega qualquer ilegalidade.

Mas uma coisa mudou.

Até ontem, o Brasil sabia que Flávio Bolsonaro era investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, mas não conhecia boa parte dos elementos que haviam levado a Polícia Federal até ele.

Depois de duas intervenções de Fachin, de uma reclamação da PGR e da retirada do sigilo por André Mendonça, essa história começou finalmente a sair dos autos.

E ela mostra que Flávio Bolsonaro não chegou ao inquérito por acaso.

Thaisa Galvão ***

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:52

Logo da SESAP

Os recursos federais destinados à média e alta complexidade da saúde no Rio Grande do Norte cresceram 120% em quatro anos. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgado pela Tribuna do Norte, o teto de recursos passou de R$ 425,3 milhões em 2022 para R$ 938,1 milhões em 2025. No período, o Estado contabilizou cerca de R$ 2,4 bilhões em despesas efetivamente pagas com recursos dessa área.

Em 2026, o volume assegurado pela União para média e alta complexidade já chega a R$ 901,7 milhões. Desse total, R$ 845,2 milhões foram empenhados e aproximadamente R$ 504,4 milhões efetivamente pagos até agora. Segundo a Sesap, a expansão dos repasses está relacionada à habilitação de novos serviços, a portarias do Governo Federal que ampliaram os recursos e também ao desempenho da produção hospitalar do Estado.

Apesar do salto no financiamento federal, entidades da área afirmam que o aumento ainda não foi suficiente para resolver problemas históricos da rede. Representantes do Conselho Regional de Medicina, do Sindicato dos Médicos e do Sindsaúde citam déficit de profissionais, carência de leitos e insumos, problemas de infraestrutura e filas para cirurgias e exames. O desafio, portanto, passa a ser transformar o crescimento expressivo dos recursos federais em ampliação efetiva da capacidade de atendimento à população potiguar.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:48

Rogério Marinho, Álvaro Dias, Flávio Bolsonaro e Babá Pereira durante encontro político

Rogério Marinho, Álvaro Dias, Flávio Bolsonaro e Babá Pereira durante encontro político — Foto: reprodução

A aproximação de Álvaro Dias com Flávio Bolsonaro revela uma estratégia cada vez mais nítida: nacionalizar a disputa pelo Governo do RN e transformar o eleitorado bolsonarista em combustível para garantir uma vaga no segundo turno. Diante do risco de ficar pelo caminho ainda na primeira etapa, Álvaro parece optar pela consolidação de um campo ideológico mais fechado, buscando reduzir a dispersão do voto da direita e converter a força nacional de Flávio em voto estadual. É uma aposta compreensível do ponto de vista eleitoral imediato: antes de pensar em vencer a eleição, Álvaro precisa sobreviver ao primeiro turno. Cadu de Lula colou nele.

O problema está justamente no dia seguinte. Quanto mais Álvaro se identifica com Flávio e transforma sua candidatura numa representação direta do bolsonarismo no RN, maior pode ser sua dificuldade para ultrapassar esse campo numa eventual disputa de segundo turno. A estratégia que pode elevar seu piso agora também pode rebaixar seu teto depois, sobretudo diante da necessidade de conquistar eleitores de centro e segmentos que rejeitam o bolsonarismo. Álvaro, portanto, joga uma partida de alto risco: prefere aumentar suas chances de chegar ao segundo turno, mesmo que o caminho escolhido possa tornar muito mais difícil vencê-lo.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:43

Vídeo: Reprodução / CNN

A produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse, negou em entrevista exclusiva à CNN Brasil qualquer vínculo direto com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ou com empresas ligadas a ele. Segundo a executiva, os recursos repassados à produção vieram do fundo Havengate Development, sediado no Texas, contratado para viabilizar o longa-metragem.

A conexão entre os investimentos na obra e o ex-dono do Banco Master é investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração avançou após a homologação da delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, que relatou ter realizado sete remessas totalizando US$ 12,333 milhões para o fundo texano entre janeiro e setembro de 2025. O delator afirma que as operações foram ordenadas por Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora a delação ainda passe por averiguação de provas.

“O Vorcaro não deu nenhum centavo para a produtora”, declarou Karina, enfatizando a ausência de transações financeiras diretas entre sua empresa e o banqueiro. Ela confirmou, contudo, que os aportes transitaram pelo fundo estrangeiro. Questionada sobre a identidade dos investidores, a produtora argumentou que os acordos comerciais são acobertados por cláusulas de sigilo e confidencialidade, ressalvando que a documentação completa está aberta e à disposição exclusiva das autoridades competentes.

Com informações da CNN Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:59

Imagem

Carlos Felipe****
A Paróquia de São Sebastião, em Parelhas/RN, realizou, no domingo, 6 de setembro, mais uma edição do Grito dos/as Excluídos/as, reafirmando seu compromisso histórico com a defesa da vida, da dignidade humana e dos direitos dos povos.
Em sua 32ª edição, o Grito trouxe, na ciranda da “Vida em Primeiro Lugar”, o tema: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
O momento reuniu padres, pastorais e serviços da Paróquia, Cáritas Diocesana de Caicó, movimentos sociais, representantes do movimento sindical rural e membros das comunidades, fortalecendo a unidade entre fé, participação popular e compromisso com a transformação da realidade.
A Paróquia de São Sebastião mantém viva essa caminhada desde a primeira edição do Grito dos/as Excluídos/as, realizando anualmente esse gesto profético de mobilização, reflexão e defesa daqueles e daquelas que têm seus direitos ameaçados ou negados.
Mais que uma manifestação, o Grito é expressão de uma Igreja que caminha com o povo e faz ecoar as vozes que clamam por justiça, paz, terra, moradia, igualdade e vida digna para todos e todas.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:54

Crise no STF

André Mendonça e Alexandre de Moraes.

247 – A crise aberta no Supremo Tribunal Federal em torno do caso Banco Master já produz desgaste público para os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que passaram a ocupar lados opostos no embate envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a condução de investigações relacionadas ao caso

Pesquisa Datafolha aponta que 34% dos brasileiros defendem o afastamento temporário de Moraes, enquanto 28% afirmam que o ministro deveria responder a um processo de impeachment. Em relação a Mendonça, 37% apoiam o afastamento temporário e 12% defendem o impeachment. As informações são da Folha de São Paulo.

Pressão sobre os ministros

O levantamento foi feito entre terça-feira (8) e quinta-feira (10), com 2.002 pessoas em 125 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela Folha e pela TV Globo, a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-01833/2026.

Os números mostram que a percepção sobre a atuação dos ministros varia de acordo com o alinhamento político dos entrevistados. Entre eleitores de Flávio Bolsonaro, 50% defendem o impeachment de Moraes. Entre apoiadores do presidente Lula (PT), esse índice cai para 9%. No caso de Mendonça, 49% dos eleitores de Lula defendem seu afastamento temporário, enquanto 23% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro concordam com essa medida.

Ainda de acordo com a pesquisa, 7% dos entrevistados afirmam não ver irregularidade na atuação de Moraes. Outros 5% dizem que não há problema porque a apuração de provas feita por Mendonça teria sido ilegal. Já 13% defendem a renúncia de Moraes. No caso de Mendonça, 25% afirmam que ele não cometeu ilegalidade, e 11% defendem sua renúncia.

Embate no caso Banco Master

A crise ganhou força depois que Mendonça revelou um relatório sigiloso com informações sobre relações atribuídas a Moraes e Daniel Vorcaro, incluindo o contrato de R$ 131 milhões firmado pelo ex-banqueiro com o escritório da mulher do ministro.

Também vieram à tona mensagens em que Vorcaro questionava Moraes sobre a possibilidade de deixar o país para escapar da prisão. Segundo o relato publicado, Vorcaro não fugiu e acabou preso sob acusação de comandar a maior fraude bancária da história brasileira. Não se sabe qual teria sido a resposta de Moraes.

Após a divulgação do material, Moraes pediu uma apuração sobre a legalidade das ações de Mendonça. Em resposta, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal e do chefe da inteligência do órgão, apontando suspeita de conluio com Moraes.

Crise chega à disputa presidencial

O embate no Supremo rapidamente ultrapassou os limites do Judiciário e passou a interferir no ambiente político-eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que aparece no cenário presidencial, passou a apoiar Mendonça, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.

O senador também passou a associar Moraes ao presidente Lula, adversário político na disputa pelo Palácio do Planalto. A movimentação ocorre em um contexto de forte tensão política, já que Jair Bolsonaro está preso em julgamento conduzido por Moraes.

A pesquisa do Datafolha captou parte desse ambiente de polarização, mas não registrou todos os capítulos mais recentes da crise, uma vez que fatos relevantes ocorreram no último dia de campo e também na sexta-feira (11).

Fachin tenta conter a escalada

Diante da disputa entre os ministros, o presidente do STF, Edson Fachin, tentou conter a escalada ao suspender medidas adotadas pelos dois lados. A iniciativa, porém, não foi suficiente para estabilizar o ambiente dentro e fora da Corte.

Na quinta-feira, o ministro Flávio Dino, aliado de Moraes, autorizou uma operação policial que recolocou em evidência o caso “Dark Horse”, filme descrito como uma cinebiografia elogiosa de Jair Bolsonaro.

A produção teria sido financiada com dinheiro de Daniel Vorcaro. Uma conversa entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro, na qual o senador cobrava recursos, foi revelada pelo site The Intercept.

Novos capítulos no Supremo

Fachin também determinou o fim do sigilo sobre o caso Banco Master. Mendonça, no entanto, inicialmente promoveu uma abertura seletiva das informações, sendo obrigado depois a garantir transparência integral sobre o material. O caso, que começou como uma disputa sobre a legalidade

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:50

Agora RN

Um dos produtores de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condicionou a entrega de documentos da empresa à Polícia Federal (PF) a uma ordem da Justiça dos Estados Unidos. Michael Davis, sócio majoritário da Go Up Entertainment LLC, afirmou que os papéis estão sob jurisdição americana e que o pedido brasileiro deverá seguir os mecanismos de cooperação jurídica entre os dois países.

Segundo o g1, a posição foi enviada por e-mail à produtora Karina Ferreira da Gama em 2 de setembro. Ela havia recebido um ofício da PF solicitando informações para a investigação e encaminhou o documento a Davis em busca de apoio para a resposta.

Pôster do filme Dark Horse mostra ator caracterizado como Jair Bolsonaro usando faixa presidencial
Pôster de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro cujo financiamento é investigado pela Polícia Federal — Foto: Divulgação

O produtor declarou que não autorizava o compartilhamento de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais mantidos nos Estados Unidos sem a observância do processo legal americano. Para ele, uma eventual entrega deverá ocorrer “somente mediante ordem emanada de juiz norte-americano”.

Davis também pediu que nenhum documento da companhia fosse enviado antes da validação dos requisitos pelos advogados da empresa. À GloboNews, Karina afirmou que o produtor solicitou o uso do caminho diplomático de cooperação e disse que a equipe pretende colaborar com as autoridades brasileiras.

O que a PF busca

A troca de mensagens foi incorporada ao inquérito que apura o financiamento do filme e se tornou pública depois da retirada do sigilo de procedimentos ligados ao caso Banco Master. Os investigadores querem identificar a origem dos recursos, o caminho percorrido pelo dinheiro e os beneficiários finais das operações.

A PF também procura contratos, comprovantes de pagamento, operações de câmbio, notas fiscais e documentos societários ligados à produção. Parte das apurações examina repasses atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o longa. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece entre os investigados nessa frente, que está sob relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF).

Outro inquérito, relatado pelo ministro Flávio Dino, investiga se emendas parlamentares destinadas a entidades e projetos culturais foram desviadas para a produção. Na quinta-feira 10, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados, entre eles o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e Karina, responsável pela produtora brasileira envolvida no projeto.

As investigações ainda estão em andamento. A inclusão de nomes nos procedimentos e o cumprimento de medidas de busca não representam condenação. As defesas poderão se manifestar e apresentar documentos durante a apuração.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:45

Agora RN

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou que o candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) suspenda, no prazo de 24 horas, oito anúncios pagos com críticas ao adversário Allyson Bezerra (União). A decisão liminar foi assinada pelo desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra na sexta-feira 11.

Os anúncios aparecem como conteúdo patrocinado na Biblioteca de Anúncios da Meta e utilizam o mesmo vídeo. Segundo a decisão, a peça critica a gestão de Allyson à frente da Prefeitura de Mossoró e também apresenta mensagem favorável à candidatura de Álvaro.

Álvaro Dias aparece sentado durante entrevista, com a mão próxima ao rosto
Álvaro Dias, candidato do PL ao Governo do RN, recebeu prazo de 24 horas para suspender anúncios pagos contra Allyson Bezerra — Foto: José Aldenir/Agora RN

Ao analisar o pedido, o relator identificou indícios de uso de “publicidade paga para ampliar o alcance de conteúdo de caráter negativo contra candidato adversário”. A legislação eleitoral permite a contratação de impulsionamento para promover ou beneficiar candidaturas e suas coligações, mas proíbe o uso da ferramenta para propaganda negativa contra concorrentes.

O magistrado ressaltou que a liminar não decide se as críticas apresentadas no vídeo são verdadeiras. Nesta fase, a análise ficou restrita ao pagamento para ampliar o alcance do conteúdo negativo. A continuidade da veiculação patrocinada, segundo a decisão, poderia aumentar rapidamente a audiência da mensagem e dificultar a reparação de eventual dano.

A ordem alcança os oito anúncios identificados no processo e impede novos impulsionamentos do mesmo vídeo ou de conteúdos que reproduzam substancialmente a narrativa questionada. A publicação original poderá continuar disponível de forma orgânica, sem pagamento para aumentar seu alcance.

A Meta também foi comunicada para suspender a veiculação patrocinada em até 24 horas e informar o cumprimento nos autos. A multa foi fixada em R$ 5 mil por descumprimento, inclusive se houver nova contratação de impulsionamento após Álvaro ser comunicado. A aplicação de eventual multa eleitoral definitiva será analisada no julgamento do mérito, depois da apresentação da defesa.

Uma imagem da prestação de contas da campanha mostra quatro lançamentos que somam R$ 115 mil em despesas com impulsionamento de conteúdo. O demonstrativo indica ainda um lançamento de R$ 40 para criação e inclusão de páginas na internet.

Álvaro terá dois dias para apresentar defesa. Em seguida, o Ministério Público Eleitoral deverá emitir parecer no prazo de um dia. O processo tramita sob o número 0600848-63.2026.6.20.0000.

Essa não é a primeira vez que o TRE-RN determina a retirada de conteúdo publicado por Álvaro sobre Allyson. Em 21 de agosto, a Justiça determinou que Álvaro e o candidato a vice, Babá Pereira, retirassem do Instagram uma publicação sobre Allyson com uma imagem sob suspeita de ter sido montada a partir de fotografias diferentes. A decisão também exigiu a apresentação do arquivo original, da fonte e da autoria do material, mas ressalvou que ainda não era possível confirmar manipulação por inteligência artificial nem concluir que o conteúdo fosse ilícito.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:31

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a relatoria do processo envolvendo Alexandre de Moraes e o Banco Master, após André Mendonça devolver os autos ao gabinete da Presidência da Corte.
Fachin também solicitou materiais relacionados às investigações do Banco Master e das fraudes no INSS, incluindo dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro.
Apesar da mudança na relatoria, Fachin manteve para a próxima terça-feira (15) a análise do caso envolvendo Moraes. O plenário deverá avaliar o relatório da Polícia Federal e decidir sobre a abertura de investigação contra o ministro. Já o caso envolvendo Mendonça foi separado e está previsto para ser analisado em 23 de setembro.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:29

Portaria do presidente do Tribunal de Justiça do RN, desembargador Ibanez Monteiro, altera as regras da carteira de identidade funcional e passa a permitir que servidores aposentados tenham o documento na condição de inativos.
A carteira deverá trazer a identificação “APOSENTADO”, junto ao cargo ocupado. A aposentadoria, portanto, não invalida automaticamente o documento, cabendo ao servidor requerer sua emissão na nova condição.
Diferentemente, nos casos de exoneração, demissão ou pedido de vacância, a carteira e o crachá tornam-se nulos e devem ser devolvidos à Secretaria de Gestão de Pessoas no prazo de até 30 dias.
COMENTÁRIO
A medida merece destaque porque, após décadas de dedicação ao serviço público, o servidor aposentado muitas vezes passa a ter restringido até mesmo o acesso ao órgão onde construiu sua trajetória profissional.
A aposentadoria encerra o exercício do cargo, mas não apaga a história nem a contribuição do servidor. A carteira funcional de “APOSENTADO” representa, assim, mais do que um documento: é uma forma de preservar a identidade funcional e demonstrar respeito, reconhecimento e valorização por uma vida dedicada ao serviço público.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:24

Foto: reprodução/Bruno Barreto***

 

O cruzamento das pesquisas DataVero, Seta e Exatus para deputado estadual no Rio Grande do Norte aponta, neste momento, para uma disputa apertada entre o PL e a Federação União Progressista pelas maiores bancadas da próxima legislatura da Assembleia Legislativa.

Pelo cenário central, o PL e a Federação União Progressista aparecem com sete cadeiras cada. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, alcançaria cinco vagas. PSDB/Cidadania ficaria com quatro, enquanto o MDB conquistaria uma cadeira.

Na projeção, o PL elegeria Tomba Farias, Adjuto Dias, Dr. Kerginaldo, Coronel Azevedo, Gustavo Carvalho, Jorge do Rosário e Luiz Eduardo.

Terezinha Maia aparece logo atrás e seria, neste cenário, um dos nomes mais próximos de entrar caso o PL alcance uma oitava cadeira.

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, teria como eleitos Cinthia de Allyson, Nelter Queiroz, Galeno Torquato, Kleber Rodrigues, Júlio César, Neilton Diógenes e Robson Carvalho.

O desempenho coletivo da nominata chama atenção por apresentar vários nomes competitivos, o que reduz a dependência de apenas um ou dois puxadores de votos.

PT, PV e PCdoB aparecem com cinco vagas no cenário central.

Os possíveis eleitos seriam Francisco do PT, Eudiane Macedo, Kaline de Dr. Bernardo, Ubaldo Fernandes e Isolda Dantas.

A disputa interna, entretanto, é uma das mais equilibradas entre todas as nominatas. Divaneide Basílio aparece muito próxima de Isolda e poderia ultrapassá-la com pequenas mudanças nas próximas pesquisas.

Ivanilson Oliveira também segue competitivo.

A Federação PSDB/Cidadania aparece com quatro vagas.

Os nomes projetados como eleitos são Dr. Gustavo Soares, Érico Jácome, Cristiane Dantas e Ezequiel Ferreira.

MDB ficaria com uma cadeira

O MDB aparece com maior dificuldade para transformar sua votação coletiva em mais de uma vaga.

Walter Alves seria o único eleito no cenário central.

Bibiano aparece praticamente empatado com Walter na estimativa individual e seria o principal beneficiado caso o MDB consiga alcançar uma segunda cadeira.

A distância entre os dois é muito pequena, o que transforma a disputa interna em uma das mais abertas desta fase da campanha.

Projeção central das bancadas

Pelo agregado das três pesquisas, o cenário ficaria da seguinte forma:

PL: 7 vagas
Tomba Farias, Adjuto Dias, Dr. Kerginaldo, Coronel Azevedo, Gustavo Carvalho, Jorge do Rosário e Luiz Eduardo.

União Progressista: 7 vagas
Cinthia de Allyson, Nelter Queiroz, Galeno Torquato, Kleber Rodrigues, Júlio César, Neilton Diógenes e Robson Carvalho.

Brasil da Esperança: 5 vagas
Francisco do PT, Eudiane Macedo, Kaline de Dr. Bernardo, Ubaldo Fernandes e Isolda Dantas.

PSDB/Cidadania: 4 vagas
Dr. Gustavo Soares, Érico Jácome, Cristiane Dantas e Ezequiel Ferreira.

MDB: 1 vaga
Walter Alves.

Projeção ainda pode mudar bastante

O levantamento não deve ser interpretado como previsão definitiva do resultado da eleição.

As pesquisas para deputado estadual são espontâneas e ainda apresentam percentuais elevados de eleitores que não sabem em quem votar. Isso torna especialmente instáveis as projeções das últimas cadeiras.

Além disso, a eleição proporcional não depende apenas do desempenho individual. A votação total de cada partido ou federação é decisiva para definir quantas vagas a nominata terá direito.

Por isso, candidatos como Terezinha Maia, Bibiano, Divaneide Basílio e Ivanilson Oliveira permanecem diretamente na disputa e podem entrar na lista de eleitos caso suas nominatas conquistem uma cadeira adicional.

A fotografia atual, entretanto, aponta para um cenário bastante definido na parte superior: PL e União Progressista brigando pela maior bancada, Brasil da Esperança em terceiro bloco, PSDB/Cidadania logo atrás e MDB tentando ampliar sua representação para além de uma cadeira.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:17

O resgate do planejamento de médio e longo prazo e a decisão que define as próximas décadas (Foto: Carlos Costa)

Por Alexandre Lima*

Há uma pergunta que o Rio Grande do Norte precisa responder, e ela não cabe em um mandato: o que queremos ser daqui a trinta ou cinquenta anos?

Por tempo demais, a economia potiguar reproduziu um padrão de origem colonial. Exportamos bem primário e importamos bem industrializado. O sal sai bruto e volta incorporado a produtos químicos fabricados em outros estados. A fruta segue fresca e o processamento acontece longe daqui. O minério do Seridó parte em caminhão e o aço é feito adiante. Em cada uma dessas cadeias, ficamos com a parte de menor valor, de menor emprego qualificado e de menor arrecadação. Vendemos matéria-prima e compramos de volta o que ela virou.

A experiência mundial é clara a esse respeito, e não há nisso novidade nem controvérsia: nenhum território se desenvolveu de forma duradoura exportando apenas commodities. O caminho para melhores salários, para emprego estável e para arrecadação capaz de financiar saúde e educação passa pela industrialização. Indústria paga mais porque exige mais qualificação, encadeia fornecedores, fixa serviços técnicos e cria uma teia produtiva que a extração pura jamais gera. Onde há indústria de transformação, há classe média. Onde há apenas extração, há enclave — riqueza que passa pelo território sem nele se enraizar.

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:16

Estela contendo as inscrições do Código de Hamurabi. Foto: Sailko

Por Marcelo Alves Dias de Souza

A história conta que o rei Hamurábi (1810-1750 a.C.) subiu ao trono do Império Babilônico, sucedendo ao pai, em 1792 a.C. Era um período de relativa paz, no qual Hamurábi pôde dedicar-se ao desenvolvimento interno do seu reino. Já as décadas de 1760 e 1750 a.C. foram marcadas por sucessivas e vitoriosas guerras com os povos vizinhos, o que fez da Babilônia, no período de Hamurábi (cujo reinado vai até 1750 a.C., ano de sua morte), indiscutivelmente, senhora de quase toda a Mesopotâmia.

Mas, certamente, o principal legado desse grande rei para as civilizações futuras reside no “código de leis” que ele promulgou para a Babilônia durante o seu reinado, por volta de 1772 a.C., e que leva o seu nome: o “Código de Hamurábi”.

Para quem não sabe, esse velhíssimo código chegou até nós em um belo monólito de pedra de diorito, achado por uma expedição francesa que, na virada dos anos 1901-1902, realizava escavações na Acrópole da cidade de Susa, no atual Irã. Essa “pedra”, mais que preciosa, encontra-se hoje no museu do Louvre, à disposição de especialistas e curiosos de ocasião.

Composto no alfabeto cuneiforme e na língua acadiana, o Código de Hamurábi contém 282 disposições (ou 281, se considerarmos que a cláusula 13, por superstição, foi omitida), organizadas, segundo informa Michael H. Roffer em “The Law Book: from Hammurabi to the International Criminal Court, 250 Milestones in the History of Law” (Sterling Publishing Co., 2015), por temática: processo, propriedade, direito de família, danos pessoais, forças armadas e por aí vai.

Com suas gravíssimas punições retributivas – a exemplo da “lex talionis” do “olho por olho, dente por dente” –, mas que podiam variar a depender do status social do ofensor e da vítima, muitas das disposições do Código de Hamurábi certamente nos parecerão hoje fora de propósito. Isso é vero

Todavia, nestes tempos tão conturbados no direito brasileiro, a história do velho Código de Hamurábi nos dá uma lição valiosíssima: a afirmação escrita e pública, exposta nos templos do reino, de um conjunto de normas, uma rule of law (mesmo que rudimentar), para regular o direito e a vida dos cidadãos.

Como lembra José Roberto de Castro Neves, quando trata do Código de Hamurábi no seu “O espelho infiel: uma história humana da arte e do direito” (Nova Fronteira, 2020): “Do ponto de vista da evolução social, observa-se um grande salto com a promulgação de leis escritas. No Egito, cabia ao faraó dizer quem tinha razão diante de determinada disputa, o que ele fazia livremente, sem prestar contas a ninguém. Com as leis escritas e previamente conhecidas, a situação se altera e iniciam-se, ainda que muito timidamente, as mais básicas garantias individuais. De alguma forma, mesmo que incipiente, limitava-se a vontade dos soberanos”.

Dizem que o nosso Supremo Tribunal Federal, nestes tempos tão conturbados, está para editar um novo código, desta vez o de ética, para resolver os BOs dos seus magistrados/ministros. Mas será que isso é mesmo necessário? Não seriam já as nossas velhas leis/códigos suficientes para evitar essa bagunça toda? Respondo afirmativamente à segunda indagação. E nem falo de ir tão longe ao tempo e às disposições do Código de Hamurábi (um “olho por olho, dente por dente” entre os envolvidos). Refiro-me simplesmente a cumprir o que está na nossa (nem tão carcomida) Constituição, que é tanto bem escrita quanto pública.

**Marcelo Alves Dias de Souza é Procurador Regional da República, Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:15

Foto: cedida/Bruno Barreto****

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) é o único que cresce pesquisa após pesquisa.

Allyson Bezerra (UB) oscila dentro da margem de erro, ora caindo, ora retornando ao patamar anterior. Está assim desde janeiro, embora resiliente na liderança.

Álvaro Dias (PL) desceu de patamar. Estava muito próximo de um terço, que corresponde ao eleitorado bolsonarista no Estado, e caiu para abaixo de um quarto.

Cadu vem crescendo em cima dos indecisos e dos eleitores lulistas que aprovam Fátima. A resiliência de Allyson passa pela compensação com bolsonaristas que largaram Álvaro por ele.

O eleitor está se movendo lentamente, mas uma coisa é fato: só Cadu cresce de forma sistemática e o segundo turno é uma realidade.

Publicado por: Chico Gregorio