27/10/2026
09:30

Flavio Bolsonaro e Javier Milei

Revista Fórum***

O jatinho apontado como possível meio de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos pertence à Baires Fly, empresa argentina de aviação executiva que já transportou o presidente Javier Milei. A ligação entre a companhia e o mandatário argentino ganhou relevância nesta terça-feira (27), depois da divulgação de informações sobre uma possível viagem do candidato derrotado por Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

A aeronave envolvida na suspeita é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da Baires Fly desde setembro de 2020. O avião chegou a Puerto Iguazú, cidade argentina na fronteira com Foz do Iguaçu (PR), na noite de segunda-feira (26), procedente de Buenos Aires.

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
09:27

Em política, não se deve dizer nunca ou sempre quando o assunto são previsões e análises. Mas, diante do resultado das urnas, é possível constatar fatos e avaliar as consequências das escolhas feitas ao longo da campanha. Um deles diz respeito às lideranças tradicionais que saem do pleito sem mandato ou com menos espaço político.

A partir de 2027, alguns nomes terão de reorganizar seus caminhos. É o caso da senadora Zenaide Maia (PSD), que não conseguiu a reeleição; do vice-governador Walter Alves (MDB), que não conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa e declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno; do deputado estadual Hermano Morais (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra; e do deputado federal Robinson Faria (PP), que não renovou o mandato.

O ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo não disputou cargos, mas apoiou Allyson desde o início da campanha. Já o também ex-prefeito Álvaro Dias esteve na linha de frente da campanha de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte. Para ambos, o resultado impõe o desafio de encontrar espaço no novo cenário político, agora sob a liderança dos grupos vencedores.

Álvaro Dias e Allyson Bezerra têm ainda outro ponto em comum: ambos terão parentes próximos na Assembleia Legislativa. O filho de Álvaro, Adjuto Dias, foi reeleito deputado estadual, enquanto Cinthia de Allyson, mulher do ex-prefeito de Mossoró, conquistou uma cadeira na Casa.

Os dois mandatos podem ganhar importância nas articulações para a escolha da próxima presidência da Assembleia Legislativa. Em uma disputa que envolve composição de bancadas, alianças e força política, cada voto poderá ter peso nas negociações para definir o comando do Legislativo potiguar.

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
09:21

Aliado de Bolsonaro, Rogério Marinho chora ao falar de ...247 – O senador Rogério Marinho (PL-RN) negou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha deixado o Brasil após a derrota na eleição presidencial. O parlamentar, que atuou na coordenação da campanha do aliado, rebateu os relatos sobre uma suposta fuga ao exterior afirmando ao site Metrópoles que o colega “não saiu”.

A declaração surge em resposta às apurações instauradas pela Polícia Federal nos pontos de fiscalização das divisas do território nacional. Os agentes realizam monitoramento nas rotas terrestres e nos voos entre o Brasil e a Argentina para checar a movimentação do congressista. Até o momento, a verificação oficial indica que o filho de Jair Bolsonaro (PL) não registrou passagem regular pelas postos de controle da fronteira com o país vizinho.

A varredura das autoridades brasileiras teve início após o veículo argentino Infobae divulgar que Flávio teria apresentado seu documento de identidade civil para cruzar a divisa. De acordo com a publicação estrangeira, o plano do senador envolveria o embarque em uma aeronave do modelo Gulfstream a partir de Puerto Iguazú com destino aos Estados Unidos.

A checagem de fronteiras ocorre em cumprimento a ordens expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (26), um dia após o pleito vencido pelo presidente Lula (PT), o magistrado determinou a proibição de saída do país e o cancelamento de todos os documentos de viagem emitidos em nome do parlamentar.

Investigado na Suprema Corte, Flávio Bolsonaro recebeu notificação da Polícia Federal para efetuar a entrega de seus passaportes diplomático e comum no prazo de 24 horas, incluindo eventuais identificações internacionais de outros países. A resolução proíbe ainda que o congressista mantenha comunicação com o advogado Willer Tomaz, amigo investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro. A restrição de contato aplica-se “por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa”.

Em gravação veiculada nas redes digitais, Flávio relacionou a apreensão de seus documentos a declarações feitas por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Na sexta-feira (23), antes da votação, Eduardo manifestou que o senador “deveria deixar o Brasil” caso o resultado das urnas fosse desfavorável.

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
09:18

Polícia Federal já teria acionado autoridades da Argentina por possível fuga de Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal brasileira teria acionado autoridades da Argentina na manhã desta terça-feira (27) para verificar se o senador Flávio Bolsonaro (PL) deixou o país por algum aeroporto argentino, segundo Igor Gadelha, no site Metrópoles. A movimentação foi desencadeada por uma publicação do site argentino Infobae, que noticiou durante a madrugada que Flávio teria cruzado  a fronteira.

Revista Fórum **

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
09:14

Agora RN**

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier — o Cadu de Lula (PT), defendeu nesta segunda-feira 26, um dia depois de sair vitorioso das urnas, uma reestruturação do licenciamento ambiental para acelerar a análise de projetos e dar previsibilidade aos investidores. A proposta envolve mudanças na legislação, descentralização de procedimentos e uso de tecnologia no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).

“Não dá para um empresário ficar esperando 10 anos por uma licença. Ou concede a licença ou não concede. Não dá para ficar assim”, afirmou o novo governador, que tomará posse em 6 de janeiro de 2027, sucedendo a Fátima Bezerra (PT).

Cadu Xavier sentado durante entrevista na televisão
Governador eleito Cadu Xavier, o Cadu de Lula, em entrevista nesta segunda-feira, um dia após sair vitorioso das urnas — Foto: Reprodução

A demora na liberação de empreendimentos pelo Idema foi um dos temas da campanha eleitoral. O adversário de Cadu, Allyson (União), chegou a prometer que faria um mutirão para destravar licenças represadas no Idema. Agora, o governador eleito afirmou que pretende enfrentar o problema por meio de mudanças estruturais. “A gente vai discutir o marco legal do licenciamento ambiental”, declarou. “Não vou abrir mão dos cuidados ambientais. Mas a gente tem que ter celeridade. A gente tem que ter prazo certo. A gente tem que ter tecnologia”, declarou Cadu.

Ao avaliar o funcionamento da administração, o petista relacionou a lentidão dos procedimentos à procura por intermediação política. “Onde as coisas não estão funcionando, chegam os pedidos políticos. Onde tudo funciona direitinho, ninguém pede”, disse. Para ele, a estrutura precisa permitir que os processos avancem regularmente, sem depender de pedidos de intervenção para superar entraves.

O licenciamento integra uma estratégia de desenvolvimento que Cadu organiza em quatro pilares: incentivos fiscais, infraestrutura, educação e condições para implantação de empreendimentos. O objetivo declarado é aproveitar potencialidades como mineração, energias renováveis, fruticultura e turismo, além de atrair novos investimentos. “O Estado não pode criar dificuldade”, afirmou. Também defendeu a formação de trabalhadores para as oportunidades geradas: “O desenvolvimento só vem se vier junto com a redução da desigualdade social”.

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Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
09:10

Mudança prolonga o descanso para parte dos servidores federais, emendando com o fim de semana e o feriado de Finados, na segunda-feira (2). Mas atenção: estados e municípios podem ter calendários diferentes.

O ponto facultativo em comemoração ao Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, será transferido neste ano para sexta-feira, dia 30. A mudança cria um período prolongado de descanso para os servidores abrangidos pela medida, entre a sexta-feira e o feriado nacional de Finados, na segunda-feira (2 de novembro).

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a orientação se aplica aos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

O ministério ressalta que a medida não pode comprometer a continuidade dos serviços essenciais. Caberá aos dirigentes de cada órgão definir quais atividades precisam ser mantidas e adotar as providências necessárias para garantir o atendimento à população.

Atenção: o ponto facultativo federal não determina automaticamente a suspensão do expediente nos órgãos estaduais e municipais. No Rio Grande do Norte, tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Natal podem estabelecer calendários próprios. Por isso, quem precisa de atendimento em repartições públicas estaduais ou municipais deve consultar os canais oficiais antes de se deslocar.

Serviços essenciais, como atendimentos de urgência em saúde e segurança pública, devem seguir os esquemas de funcionamento definidos pelas autoridades responsáveis.

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
09:07

Após anunciar que pediria a anulação das eleições, senador muda o discurso e afirma que pretende contestar a chapa vencedora por suposto abuso de poder econômico.

O Partido Liberal (PL) reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026. A manifestação ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro afirmar que não aceitaria o resultado e que pediria a anulação do pleito.

Em nota, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou o reconhecimento do resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha defendido que os questionamentos apresentados sejam esclarecidos dentro de um debate político e democrático.

Flávio também mudou o tom. Em vídeo publicado nas redes sociais, deixou de falar em anulação das eleições e anunciou que pretende entrar com uma ação para pedir a cassação da chapa de Lula por suposto abuso de poder econômico.

“Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, declarou o senador, que, apesar de não reconhecer explicitamente a derrota no vídeo, afirmou que pretende organizar a oposição ao novo governo.

Congresso será a principal trincheira

Flávio pretende reunir deputados e senadores eleitos para estruturar a atuação da oposição no Congresso Nacional. Segundo ele, a direita conquistou maioria nas duas Casas legislativas e deverá usar essa força para fiscalizar e confrontar o governo Lula.

A mudança de estratégia teria ocorrido após conversas com integrantes da campanha e dirigentes partidários. Segundo a Folha de S.Paulo, interlocutores aconselharam o senador a abandonar a contestação genérica do resultado e concentrar eventuais questionamentos em alegações específicas de abuso de poder.

Entre os pontos que a equipe pretende questionar estão medidas e anúncios do governo durante a campanha, mensagens relacionadas a benefícios sociais e a atuação de adversários nas redes sociais. As alegações deverão ser examinadas pela Justiça Eleitoral, caso sejam formalizadas.

Da anulação à disputa judicial

A mudança de discurso é politicamente relevante. No domingo, Flávio anunciou que pediria a anulação das eleições. Nesta segunda, o PL reconheceu a vitória de Lula e o senador passou a falar em uma ação para cassar a chapa vencedora.

São estratégias juridicamente distintas: contestar a validade de toda a eleição não é o mesmo que pedir a cassação de uma candidatura por suposto abuso de poder. Em qualquer dos casos, a decisão dependerá da análise dos fundamentos e das provas apresentadas à Justiça.

O episódio também marca o início de uma nova etapa da disputa política. Com a vitória de Lula reconhecida pelo PL, a oposição deverá deslocar o embate para o Congresso e para as instâncias judiciais, onde suas alegações precisarão ser demonstradas.

Fonte: Folha de S.Paulo.

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
09:01

Site argentino diz que Flávio Bolsonaro teria fugido para os EUA de jatinho após atravessar fronteira: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de domingo (25), pode ter deixado clandestinamente o Brasil pela fronteira com a Argentina, na madrugada desta terça-feira (27), para seguir aos Estados Unidos em um avião particular. A informação foi divulgada pelo Infobae, um dos principais portais de notícias […] #revistafórum

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Site argentino diz que Flávio Bolsonaro teria fugido para os EUA de jatinho após atravessar fronteira

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
08:59

Rei da Virada", Camilo vira trunfo para Lula contra Flávio

O segundo turno de 2026 provocou uma importante reconfiguração na correlação de forças dentro do PT. O partido, historicamente marcado pela influência de suas lideranças paulistas, viu seu centro de gravidade político se deslocar para o Nordeste, com nomes como Camilo Santana e Rafael Fonteles ganhando ainda mais protagonismo. Na prática, o poder interno tende a acompanhar quem efetivamente entrega votos. E o Nordeste não decepcionou: foram impressionantes 70% contra 30% a favor de Lula na região. O resultado fortalece as lideranças nordestinas e amplia seu peso nas decisões sobre os rumos do partido e a composição do novo governo federal.

Nesse cenário, Fátima Bezerra tem tudo para sair beneficiada. A governadora do Rio Grande do Norte conseguiu eleger seu sucessor, Cadu Xavier, numa disputa apertada, demonstrando capacidade de articulação e preservação da força eleitoral do PT no estado. Com o fortalecimento do Nordeste na estrutura nacional do partido, Fátima passa a reunir condições políticas para ocupar um cargo de projeção no novo governo Lula. Seria uma forma de reconhecer tanto sua trajetória quanto o resultado eleitoral obtido no RN. A nova correlação de forças petista pode abrir para ela um espaço nacional que até agora não havia se concretizado.

O Potiguar**

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
08:48

EX-prefeito de Jardim de Piranhas-RN anuncia voto em Cadu de ...

Um fato curioso na eleição para governador do RN, na cidade de Jardim de Piranhas, deixou claro que o grupo comandado pelo empresário e ex-prefeito Antônio Macaco e seu irmão Luiz macaco, representa as maiores lideranças politica do município, pois mesmo Allyson recebendo o apoio do prefeito bolsonarista Rogério Couro Fino e da família Maia e do ex-prefeito Elídio ,  Cadu de Lula pulou de uma maioria de 1.504 votos no primeiro Turno para 4.175 votos de maioria sobre Allyson .

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
08:32

Cadu Xavier, Fátima Bezerra e Lula Foto: PT / Divulgação/Bruno Barreeto***

A governadora Fátima Bezerra (PT) alcançou um feito inédito na história política do Rio Grande do Norte. Com a vitória de Cadu Xavier (PT) nas eleições deste domingo (25), ela se tornou a primeira governadora eleita e reeleita a conseguir eleger seu sucessor no Estado.

O resultado rompe uma sequência histórica iniciada após a instituição da reeleição para cargos do Executivo, em 1997. Desde então, os governadores potiguares que conquistaram dois mandatos consecutivos não haviam conseguido assegurar a continuidade de seus grupos políticos nas urnas.

Cadu Xavier foi eleito com 50,77% dos votos válidos, derrotando o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil), que recebeu 49,23%. O petista obteve 1.073.024 votos, contra 1.040.399 do adversário, uma diferença de 32.625 votos.

Garibaldi e Wilma não conseguiram fazer sucessores, Rosalba e Robinson sequer conquistaram a reeleição. 

Antes de Fátima, dois governadores haviam tentado transferir o comando do Estado a aliados depois de conquistar a reeleição.

O primeiro foi Garibaldi Alves Filho (MDB), eleito em 1994 e reeleito em 1998. Na eleição de 2002, seu candidato à sucessão, o então governador Fernando Freire, acabou derrotado por Wilma de Faria (PSB).

Wilma, por sua vez, foi eleita em 2002 e reeleita em 2006. Quatro anos depois, tentou eleger seu vice-governador, Iberê Ferreira de Souza (PSB), que havia assumido o Governo após sua renúncia para disputar o Senado. O candidato governista foi derrotado ainda no primeiro turno por Rosalba Ciarlini (DEM).

Rosalba, em 2014, sequer conseguiu viabilizar sua candidatura a reeleição e Robinson Faria, em 2018, obteve apenas 11,85% dos votos válidos, ficando na terceria  posição.

Agora, 16 anos depois da última tentativa de um governo reeleito de fazer seu sucessor, Fátima Bezerra consegue quebrar essa sequência.

Três vitórias consecutivas do PT

A conquista também estabelece outra marca na política estadual. Pela primeira vez, o Partido dos Trabalhadores governará o Rio Grande do Norte por três mandatos consecutivos.

Fátima chegou ao Governo em 2018, ao derrotar Carlos Eduardo Alves (PDT) no segundo turno. Quatro anos depois, conquistou a reeleição ainda no primeiro turno, com 58,31% dos votos válidos.

Para sucedê-la, apostou em um nome que participou diretamente de sua administração desde o início. Auditor fiscal de carreira, Cadu Xavier assumiu a Secretaria Estadual da Tributação em 2019 e, posteriormente, comandou a Secretaria de Estado da Fazenda.

Mesmo sem experiência anterior em disputas eleitorais, Cadu conseguiu chegar ao segundo turno e reverter a vantagem obtida por Allyson Bezerra na primeira votação. O ex-prefeito de Mossoró havia terminado o primeiro turno na liderança, com 36,94% dos votos, contra 36,16% do petista.

A candidatura de Cadu contou ainda com o apoio do presidente Lula, também reeleito neste domingo, e teve como companheira de chapa a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
08:30

Foto: reprodução/Bruno Barreto

A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte em 2026 entrou para a história como a mais apertada já registrada no estado. Cadu Xavier (PT) foi eleito com 1.073.024 votos, equivalentes a 50,77% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra (União Brasil) recebeu 1.040.399 votos, ou 49,23%.

A diferença entre os dois candidatos foi de 32.625 votos, correspondente a 1,54 ponto percentual. O resultado foi confirmado no segundo turno, realizado em 25 de outubro, após uma disputa marcada pelo equilíbrio desde o primeiro turno.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Allyson terminou na liderança, com 733.809 votos (36,94%). Cadu Xavier ficou em segundo lugar, com 718.300 votos (36,16%). A vantagem do ex-prefeito de Mossoró naquele momento era de 15.509 votos.

O terceiro colocado foi Álvaro Dias (PL), que recebeu 530.580 votos, correspondentes a 26,71% dos votos válidos. Com a eliminação do candidato, os votos do primeiro turno foram decisivos para a reorganização das forças políticas na etapa final da eleição.

Virada no segundo turno

Entre os dois turnos, Allyson ampliou sua votação em 306.590 votos. Cadu Xavier, porém, conquistou 354.724 votos a mais, crescimento suficiente para reverter a vantagem inicial do adversário e assumir a liderança na apuração definitiva.

A diferença final de 32.625 votos tornou a eleição de 2026 a mais acirrada da história do Rio Grande do Norte. O resultado também consolidou a continuidade do PT no comando do Governo do Estado, após a gestão da governadora Fátima Bezerra.

Cadu Xavier disputou sua primeira eleição e chegou ao cargo depois de ter ocupado a Secretaria da Fazenda durante o governo Fátima. Allyson, por sua vez, deixou a Prefeitura de Mossoró, onde havia sido eleito em 2020 e reeleito em 2024, para tentar chegar ao Executivo estadual.

Primeiro turno de 2006 também teve diferença mínima

Uma curiosidade aproxima ainda mais as eleições de 2006 e 2026: a diferença entre os dois principais candidatos no primeiro turno foi praticamente idêntica.

Em 2006, Wilma terminou a primeira votação com 764.016 votos (49,57%), enquanto Garibaldi recebeu 749.003 (48,60%). Apenas 15.013 votos separaram os adversários.

Já em 2026, Allyson liderou o primeiro turno com 733.809 votos (36,94%), contra 718.300 de Cadu Xavier (36,16%). A vantagem foi de 15.509 votos.

A diferença entre as margens registradas no primeiro turno das duas eleições foi de somente 496 votos.

A distinção está no desfecho. Em 2006, Wilma confirmou a liderança do primeiro turno e ampliou a vantagem sobre Garibaldi. Em 2026, Cadu reverteu a desvantagem inicial e terminou eleito governador.

Entre os dois turnos deste ano, Cadu acrescentou 354.724 votos à sua votação, enquanto Allyson ganhou outros 306.590.

Disputas de 1986 e 1990 também entraram para a história

Embora 2026 tenha registrado a menor diferença já observada em um segundo turno no RN, a história eleitoral potiguar apresenta outros resultados bastante equilibrados.

Em 1990, José Agripino Maia (PDS) derrotou Lavoisier Maia (PDT) no segundo turno por 525.229 votos (52,09%) a 483.067 (47,91%). A diferença foi de 42.162 votos, ou 4,18 pontos percentuais, sendo até então a menor margem em uma disputa de segundo turno no Estado.

Já em 1986, ocorreu uma eleição ainda mais equilibrada em números absolutos. Geraldo Melo (PMDB) derrotou João Faustino (PFL) por apenas 14.071 votos. Foram 464.559 votos para Geraldo, equivalentes a 50,11%, contra 450.488 para João Faustino, ou 48,59%.

Naquela época, a disputa pelo Governo foi decidida em turno único. A diferença percentual entre os dois primeiros colocados foi de aproximadamente 1,52 ponto percentual, ligeiramente inferior aos 1,54 ponto registrados em 2026.

Publicado por: Chico Gregorio


27/10/2026
08:29

Allyson e Cadu (Fotomontagem: redes sociais)/Bruno Barreto***

O governador eleito Cadu Xavier (PT) foi o candidato mais votado em 118 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte no segundo turno das eleições de 2026. O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) venceu em 49 cidades. Os números revelam a distribuição territorial dos votos na disputa encerrada neste domingo (25), marcada pela vitória apertada do petista.

Cadu conquistou a maioria dos votos em 70,7% dos municípios potiguares, enquanto Allyson terminou à frente em 29,3% das cidades.

O contraste entre a distribuição territorial dos votos e o resultado estadual chama atenção. Apesar de vencer em mais do que o dobro de municípios, Cadu terminou a disputa com apenas 32.625 votos de vantagem.

O petista recebeu 1.073.024 votos (50,77%), contra 1.040.399 (49,23%) de Allyson.

Cadu ampliou presença nos municípios entre os dois turnos

O levantamento dos resultados mostra uma mudança importante no mapa eleitoral potiguar entre os dias 4 e 25 de outubro.

No primeiro turno, quando também disputava o Governo o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), Cadu já havia conquistado a liderança em dezenas de cidades, principalmente no interior.

No segundo turno, o petista manteve a liderança em 73 municípios e passou à frente em outras 45 cidades.

Desse total, 31 cidades haviam dado a maior votação a Allyson no primeiro turno. Outras 14 tinham Álvaro Dias como o candidato mais votado.

Allyson, por sua vez, manteve a primeira colocação em 34 municípios e conquistou a maioria dos votos em outras 15 cidades que haviam sido vencidas por Álvaro.

Areia Branca e São José de Mipibu estão entre as viradas

Entre as cidades que mudaram de lado estão Areia Branca, São José de Mipibu, Governador Dix-Sept Rosado, Alto do Rodrigues, Santo Antônio e Cerro Corá.

Em Areia Branca, Allyson havia conquistado 7.851 votos no primeiro turno, contra 4.618 de Cadu, uma vantagem de 3.233 votos.

No segundo turno, a situação se inverteu. Cadu recebeu 8.881 votos e Allyson terminou com 8.172. A vantagem passou a ser de 709 votos para o petista. Em parte, a virada se deve ao papel do prefeito Souza, que declarou apoio a Cadu na reta final da campanha.

Em São José de Mipibu, Allyson havia vencido Cadu por 2.112 votos no primeiro turno. Na votação definitiva, Cadu terminou com 1.230 votos de vantagem.

O crescimento de Cadu também foi registrado em municípios onde o resultado não chegou a mudar de lado. Em Macaíba, por exemplo, Allyson viu sua vantagem sobre o adversário cair de 8.528 votos no primeiro turno para 1.399 no segundo.

Em Touros, a diferença favorável ao ex-prefeito de Mossoró diminuiu de 6.653 para 1.483 votos.

Allyson venceu nos dois maiores colégios eleitorais

Apesar da derrota estadual, Allyson Bezerra foi o mais votado em Natal e Mossoró, os dois maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte.

Na capital, o ex-prefeito de Mossoró recebeu 236.592 votos (52,86%), enquanto Cadu conquistou 210.971 (47,14%). A vantagem foi de 25.621 votos.

Em Mossoró, cidade que administrou entre 2021 e 2026, Allyson alcançou 95.118 votos (61,29%), contra 60.085 (38,71%) de Cadu.

Mesmo com a vitória, o ex-prefeito viu sua vantagem diminuir na cidade. No primeiro turno, havia recebido 38.084 votos a mais que Cadu. No segundo, a diferença foi reduzida para 35.033 votos.

Allyson também venceu em Parnamirim, onde abriu uma diferença de 27.178 votos sobre o adversário.

Entre os municípios onde o candidato do União Brasil obteve maioria também estão Grossos, onde alcançou 71,68% dos votos válidos, e São Gonçalo do Amarante.

Cadu teve maioria no Seridó e em municípios do Oeste

A votação de Cadu Xavier apresentou resultados expressivos em municípios das regiões Oeste, Alto Oeste, Vale do Açu e Seridó.

No Seridó, o petista venceu em 22 dos 25 municípios da região. Allyson terminou à frente em apenas três: Carnaúba dos Dantas, Ipueira e Tenente Laurentino Cruz.

Em Caicó, principal cidade seridoense, Cadu recebeu 19.729 votos (53,88%), enquanto Allyson conquistou 16.886 (46,12%).

Em Pau dos Ferros, principal município do Alto Oeste, Cadu venceu com 10.253 votos (59,39%), contra 7.012 do adversário.

O petista também venceu em Assú, Apodi, Currais Novos, Ceará-Mirim, Santa Cruz e outras cidades importantes do interior.

Em Assú, a vantagem sobre Allyson cresceu de 3.991 votos no primeiro turno para 8.773 no segundo. Em Apodi, passou de 2.905 para 6.805 votos.

O mapa eleitoral explica a virada

Os dados municipais ajudam a compreender como Cadu Xavier conseguiu reverter a vantagem de Allyson Bezerra no primeiro turno.

Na primeira votação, Allyson recebeu 733.809 votos, contra 718.300 de Cadu, uma diferença de 15.509 votos.

Três semanas depois, o petista ampliou sua votação em 354.724 votos, enquanto Allyson conquistou outros 306.590.

Embora Allyson tenha conseguido vitórias em grandes colégios eleitorais, como Natal, Parnamirim e Mossoró, Cadu obteve a maioria em um conjunto muito maior de cidades, suficiente para superar as vantagens do adversário nesses municípios.

Os resultados também revelam diferenças regionais importantes. Enquanto Allyson ampliou sua votação na região de Natal, Cadu registrou crescimento expressivo em municípios do Oeste, no Vale do Açu e em outras áreas do interior.

O levantamento, porém, não permite identificar individualmente para qual candidato migraram os eleitores que haviam votado em Álvaro Dias no primeiro turno. As diferenças também refletem mudanças no comparecimento, além dos votos brancos e nulos.

O resultado final assegurou a eleição de Cadu Xavier e a continuidade do PT à frente do Governo do Rio Grande do Norte, depois de dois mandatos consecutivos da governadora Fátima Bezerra.

Publicado por: Chico Gregorio


26/10/2026
09:06

PRA FICAR NA HISTÓRIA! ⭐️ Natal recebe o Presidente Lula com multidão pra  fazer Cadu Governador. Simbora que dia 25 é 13! ❤️ 📸 @mylenasousa

Eleito governador do Rio Grande do Norte neste domingo (25), Carlos Eduardo Xavier, conhecido como Cadu de Lula, tem 48 anos, é engenheiro de computação e auditor fiscal. Ele chega ao comando do Executivo estadual após atuar como secretário da Fazenda durante o governo de Fátima Bezerra (PT), função que exerceu nos últimos oito anos. Cadu nunca ocupou um cargo eletivo e disputou sua primeira eleição.

Natural do Rio de Janeiro, Cadu vive no Rio Grande do Norte desde a infância. Ele é formado em Engenharia de Computação e tem mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Escolhido pelo grupo governista para suceder Fátima Bezerra, o novo governador teve o apoio da federação formada por PT, PCdoB e PV, além de partidos aliados. Durante a pré-campanha, destacou a experiência acumulada na administração estadual, principalmente na área econômica, como um dos principais trunfos para assumir o governo.

Na urna, o candidato foi registrado com o nome Cadu de Lula, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que integra o campo político ao qual o governador eleito está ligado.

Por g1 RN

Publicado por: Chico Gregorio


26/10/2026
09:01

O Instituto Media Inteligência em Pesquisa acertou o resultado do segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte. Divulgada na véspera da votação, no sábado (24), a pesquisa Media/O Potengi apontou Cadu de Lula (PT) com 50,7% dos votos válidos, contra 49,3% de Allyson Bezerra (União Brasil).

O resultado oficial da apuração confirmou a vitória de Cadu de Lula, com 50,77% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra obteve 49,23%.

Blog Magno**

Publicado por: Chico Gregorio