O Mirante da Getulio Vargas inaugurado em dezembro de 2024 pelo então Prefeito Álvaro Dias(PL) , mas não chegou a ser usado pelo público, está perto de ser concluído e entregue como novo equipamento turístico da capital.
Na cerimônia de inauguração há quase dois anos, o senador Rogério Marinho destacou o impacto das entregas e a importância da obra:
“Nós estamos aqui diante de uma obra que, ao mesmo tempo que qualifica este espaço, e que valoriza a principal atividade econômica da cidade e do estado, pode e deve ser uma semente para que haja uma continuidade na próxima gestão. Estamos diante de uma área de grande potencial e qualidade. Uma área boa para quem mora aqui, e melhor ainda para quem vem nos visitar. Essa sempre foi uma preocupação do Prefeito Álvaro Dias, e eu sou testemunha disso”, destacou.
A previsão dos trabalhadores do local é que a obra seja concluída ainda em setembro.
A Polícia Federal cumpre buscas e apreensões nesta quinta-feira (17) contra o empresário José Marcos de Moura, conhecido como o “Rei do Lixo”, com o objetivo de apurar suspeitas de direcionamento de licitações na Prefeitura de Belo Horizonte entre 2024 e 2025.
A corporação pediu busca contra ACM Neto, candidato ao Governo da Bahia pelo União Brasil, mas o relator da apuração, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques, negou a solicitação. O pedido foi feito antes do período eleitoral.
Procurado por meio da assessoria às 7h40, ACM Neto ainda não se manifestou. A defesa de Moura também foi procurada e não se posicionou.
Neto teria indicado um secretário suspeito de cometer irregularidades em Belo Horizonte.
A operação é a 10ª fase da Operação Overclean, e trata de suspeitas relacionadas ao fornecimento de serviços e de materiais didáticos. Em fases anteriores, ela atingiu prefeitos, deputados e servidores públicos desde que foi deflagrada, em dezembro de 2024.
São cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, na Bahia, em São Paulo, no Tocantins, no Paraná e no Espírito Santo.
Segundo nota da PF, “nos procedimentos analisados, ao menos três resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também são objeto da investigação”.
A Overclean já atingiu prefeitos, deputados e servidores públicos desde que foi deflagrada, em dezembro de 2024.
As ações resultaram em cenas de dinheiro jogado da janela, guardado em gavetas e escondido em botas.
Já foram alvos parentes do deputado Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e os também deputados Félix Mendonça (PDT-BA), alvo de buscas, e Dal Barreto (União Brasil-BA).
247 – Conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro revelam tratativas para acomodar um ministro identificado como “KN” em uma mansão de luxo no Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2025. Segundo reportagem do Metrópoles, investigadores da Polícia Federal apontam que a referência seria ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kássio Nunes Marques.
O imóvel reservado por Vorcaro pertence ao ator Márcio Garcia e fica no Joá, área nobre do Rio de Janeiro. Avaliada em R$ 250 milhões, a propriedade possui sete suítes, cerca de 6 mil metros quadrados de terreno e vista para o mar, nas proximidades da Pedra da Gávea.
De acordo com as mensagens obtidas pelo Metrópoles, a semana de hospedagem durante o Carnaval custou aproximadamente R$ 1,45 milhão.
Além do ministro identificado como “KN”, as conversas mencionam o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), amigo de Nunes Marques.
Chef, motoristas e bebidas de luxo
As mensagens revelam uma ampla estrutura preparada para receber os hóspedes. Vorcaro discutiu com seus interlocutores a contratação de chef de cozinha, garçons e motoristas, além do fornecimento de bebidas de alto padrão.
Entre os produtos mencionados nas conversas estavam whisky Macallan 12, vinho Sassicaia, Chablis, Moët & Chandon e Dom Pérignon.
A organização da hospedagem era discutida por Vorcaro com Léo Serrano Giunchetti, responsável pela logística de suas viagens. Newton Ramos, por sua vez, tratava de detalhes relacionados ao ministro e à equipe de segurança.
Em uma mensagem de 19 de fevereiro de 2025, Léo relata que Newton havia pedido informações porque precisava repassá-las ao ministro. O interlocutor também registra que havia entendido que a casa de Márcio Garcia ficaria destinada ao ministro.
As conversas indicam ainda uma preocupação específica com a acomodação e a segurança de “KN”.
Feijoada para 40 pessoas
A estrutura preparada para o Carnaval não se limitava à hospedagem. Segundo o Metrópoles, Newton Ramos também pretendia realizar uma feijoada para aproximadamente 40 pessoas na mansão.
Léo consultou Vorcaro para saber se o evento poderia ser realizado e recebeu autorização do banqueiro.
As mensagens também registram pedidos relacionados a pulseiras para uma área VIP e a uma forma diferenciada de acesso do ministro a um camarote, sem a necessidade de passar pelo procedimento normal de cadastro no aplicativo do evento.
Além disso, aparecem nas conversas referências à organização de camarotes, kits, motoristas e passeio de helicóptero.
Mansão tem estrutura de alto luxo
A propriedade de Márcio Garcia é considerada uma das residências mais luxuosas do Rio de Janeiro. Além das sete suítes, possui espaços destinados tanto ao lazer quanto ao trabalho.
A residência conta com escritório com capacidade para cerca de 20 pessoas, consultório, academia completa, piscina de 25 metros, áreas de lazer e um sistema avançado de segurança.
O projeto paisagístico é assinado por Roberto Burle Marx. A mansão está localizada a aproximadamente 100 metros de altitude e oferece vista panorâmica para o mar e para a região da Pedra da Gávea.
Investigadores apontam Nunes Marques como “KN”
A reportagem do Metrópoles ressalta que as mensagens se referem ao hóspede como “KN”. A identificação de “KN” como o ministro Kássio Nunes Marques é feita por investigadores da Polícia Federal.
O material obtido a partir do celular de Vorcaro passou a revelar uma extensa rede de contatos e relações mantidas pelo banqueiro com integrantes dos meios político, empresarial e jurídico.
Procurados pelo Metrópoles, Kássio Nunes Marques e Newton Ramos não se manifestaram sobre as tratativas relacionadas à hospedagem na mansão durante o Carnaval de 2025.
Sessão de encerramento do Ano Judiciário 2025. Foto: Rosinei Coutinho/ST247 – Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) revelam que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, procurou Rodrigo Fux, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, para tentar reverter uma decisão da Corte e liberar o pagamento de um precatório bilionário. O caso envolvia créditos da empresa Agro Industrial Tabu adquiridos por fundos de investimento com interesse direto do Banco Master, segundo Bela Megale, do jornal O Globo.
De acordo com os registros apreendidos no telefone celular de Vorcaro, em 6 de novembro de 2024 o ex-banqueiro enviou a Rodrigo Fux um arquivo nomeado “SLAT TABU”. O documento tratava de um processo de embargos de declaração da Agro Industrial Tabu, recurso utilizado para sanar erros ou contradições, mas que buscava alterar o resultado de uma decisão que mantinha bloqueada a liberação do crédito.
A movimentação ocorreu a apenas dois dias da inclusão do processo no plenário virtual do STF. Nas conversas, Rodrigo Fux respondeu que iria ler o material enviado e, na manhã seguinte, avisou: “Só conseguirei ver no detalhe no final de semana. Ok? Te aviso.” Vorcaro concordou: “Fechado!”. Em 9 de novembro, já com a votação em andamento, o advogado voltou a procurar o ex-banqueiro, perguntou se ele estaria no Rio de Janeiro e mencionou que viagens e compromissos impediam encontros em São Paulo ou Brasília, concluindo com: “De qualquer forma, temos tempo”.
A disputa judicial remonta a 1990, quando 27 empresas do setor sucroalcooleiro processaram a União por prejuízos decorrentes do tabelamento de preços do açúcar e do álcool nos anos 1980. A Justiça reconheceu o direito à indenização, mas determinou que os cálculos fossem executados individualmente. A parcela sob interesse de Vorcaro tratava exclusivamente da cobrança da Agro Industrial Tabu.
Em setembro de 2023, a então presidente do STF, ministra Rosa Weber, havia suspendido o pagamento do precatório da Tabu por considerar a emissão prematura. O valor atualizado da cobrança alcançava cerca de R$ 5 bilhões. Segundo estimativas da Advocacia-Geral da União (AGU), a extensão dessa tese às outras 26 execuções do setor sucroalcooleiro poderia gerar um impacto fiscal de até R$ 80 bilhões.
Na ocasião da decisão inicial em 2023, o plenário do STF confirmou a suspensão por unanimidade. O ministro Luiz Fux participou daquele julgamento e acompanhou o voto da relatora contra a liberação dos recursos. Até aquele momento, não havia registros de investidas de Vorcaro no processo. A investida sobre o filho do magistrado ocorreu mais de um ano depois, no momento em que o tribunal analisava os embargos de declaração.
O julgamento do recurso foi interrompido diversas vezes. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, votou para aceitar os embargos apenas para corrigir o número de um processo citado erroneamente, mantendo a suspensão do valor bilionário. O caso teve pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes e posteriormente do ministro Nunes Marques, passando por deliberações em sessões virtuais até a sua conclusão definitiva, ocorrida entre 19 e 26 de junho de 2026.
Na votação final de junho de 2026, o plenário rejeitou por unanimidade o pedido para liberar os valores. O ministro Luiz Fux seguiu o relator e votou contra a pretensão que beneficiaria os interesses do Banco Master. À época desse desfecho no STF, Daniel Vorcaro já estava preso. O ex-banqueiro havia sido detido inicialmente em 17 de novembro de 2025, na véspera da Operação Compliance Zero e da liquidação do Banco Master. Após ser libertado com uso de tornozeleira eletrônica, Vorcaro voltou a ser preso em 4 de março de 2026 sob acusações de ocultação de patrimônio, interferência nas investigações e financiamento de ações de intimidação.
Por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa, Rodrigo Fux afirmou que o escritório foi procurado, mas não advogou no caso e jamais celebrou qualquer contrato ou recebeu pagamentos do Banco Master ou de Daniel Vorcaro. A assessoria declarou ainda que o advogado não apresentou proposta de trabalho, não engajou profissionais no feito e não conversa com o pai sobre processos que tramitam na Corte.
O ministro Luiz Fux também se manifestou por nota, reiterando que em todas as etapas em que participou do julgamento posicionou-se contra a liberação dos valores. O magistrado afirmou que nunca foi abordado sobre o assunto e destacou que a decisão do tribunal contra a pretensão de Vorcaro foi tomada de forma unânime. A defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentará o caso.
Lula, Patrus Ananias e Marília Campos, em Montes Claro-MG
A possibilidade de uma definição da eleição presidencial já no primeiro turno não deve ser descartada. Não se trata de previsão, muito menos de resultado assegurado. Trata-se de uma hipótese que passou a fazer parte dos cenários possíveis quando se examinam com atenção os números das pesquisas mais recentes, especialmente os da CNT/MDA, a que mais se aproximou do resultado final nas eleições de 2022.
O levantamento divulgado nesta semana apresenta um quadro bastante significativo. Luiz Inácio Lula da Silva tem 40,5% das intenções de voto, contra 30,4% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 3%, Renan Santos com 2,7%, Pablo Marçal com 1,8% e Romeu Zema com 1%. Outros candidatos somam 1,1%.
Brancos e nulos são 6% e os indecisos representam 7,5%.
Quando são considerados apenas os votos válidos, retirando-se brancos, nulos e indecisos, Lula alcança aproximadamente 46,8%.
Mas esse número pode subestimar o desempenho de Lula nos votos válidos da eleição real caso Pablo Marçal, que recebeu 1,8% no cenário da CNT/MDA, não esteja na urna. Numa simples simulação matemática que também exclua os votos atribuídos a Marçal do denominador, os 40,5% de Lula equivaleriam a aproximadamente 47,8% dos votos válidos.
Ou seja: nessa hipótese, Lula estaria pouco mais de dois pontos percentuais abaixo da maioria absoluta necessária para liquidar a eleição no primeiro turno.
CNT/MDA merece atenção especial
A CNT/MDA mostra uma situação significativamente mais favorável a Lula do que outros levantamentos recentes.
A diferença para Flávio Bolsonaro no primeiro turno é de 10,1 pontos percentuais: 40,5% a 30,4%.
No segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, com 47,3%, contra 40% de Flávio, uma distância de 7,3 pontos.
É necessário registrar que outros institutos apresentam uma disputa muito mais apertada.
O Datafolha divulgado nesta quinta-feira mostra Lula com 39% e Flávio com 36% no primeiro turno. No segundo, são 46% a 44%. As diferenças estão dentro da margem de erro.
As pesquisas, portanto, não autorizam certezas sobre o resultado da eleição.
Mas a CNT/MDA revela algo que não deveria ser ignorado: existe uma fotografia recente do eleitorado em que Lula já se encontra relativamente próximo dos 50% dos votos válidos.
O problema das candidaturas alternativas
A questão central passa a ser o comportamento dos eleitores de Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, além daqueles que eventualmente escolheram nomes que não estarão na urna.
Nenhuma dessas candidaturas aparece perto dos dois líderes.
Augusto Cury registra 6% na CNT/MDA. Caiado tem 3%. Renan, 2,7%. Zema, 1%.
Quanto mais a eleição for percebida como uma disputa efetivamente binária entre Lula e Flávio, maior poderá ser a pressão pelo chamado voto útil.
Essa movimentação, se ocorrer, não tem destino predeterminado. Pode beneficiar qualquer um dos dois principais candidatos.
Mas Lula parte, na CNT/MDA, de uma posição numericamente mais próxima da maioria absoluta dos votos válidos.
Lula anunciou duas medidas importantes
Existe ainda um fator temporal relevante.
A pesquisa CNT/MDA foi realizada entre 9 e 13 de setembro. Portanto, não captou qualquer eventual repercussão das medidas anunciadas por Lula nesta quinta-feira, 17.
A primeira delas foi o reajuste de 15,04% do Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o benefício médio para R$ 777.
O percentual corresponde à inflação acumulada pelo INPC desde março de 2023. Trata-se, portanto, essencialmente de uma recomposição do poder de compra perdido desde o início do atual formato do programa.
A medida tem alcance direto sobre milhões de famílias, justamente num segmento em que Lula registra desempenho eleitoral mais elevado.
O Datafolha mostra, por exemplo, Lula com 53% entre os beneficiários do Bolsa Família, contra 28% de Flávio Bolsonaro.
Canetas emagrecedoras pelo SUS
A segunda iniciativa anunciada nesta quinta-feira foi a preparação da oferta das chamadas canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde.
O governo pretende incorporar medicamentos contra a obesidade de maneira controlada, com indicação médica, protocolos clínicos e prioridade para pacientes nos quais o excesso de peso esteja associado a riscos mais graves à saúde.
É uma política potencialmente importante porque trata a obesidade não como questão estética, mas como problema de saúde pública.
Novamente, não é possível antecipar qual será o efeito eleitoral dessa medida.
Mas há um dado político objetivo: Lula entra nas últimas semanas da campanha anunciando políticas públicas de impacto direto sobre a vida cotidiana, envolvendo renda, alimentação e saúde.
As medidas ainda não aparecem nas pesquisas
Este ponto é especialmente importante.
A CNT/MDA foi a campo entre 9 e 13 de setembro. O Datafolha divulgado nesta quinta-feira também realizou suas entrevistas antes dos anúncios mais recentes do governo.
Portanto, nenhuma das duas pesquisas mede eventual repercussão do reajuste do Bolsa Família ou da política de oferta das canetas contra a obesidade pelo SUS.
Os próximos levantamentos poderão mostrar se houve ou não alguma mudança posterior a essas decisões.
Há ainda dois movimentos políticos que merecem atenção nesta reta final. O primeiro é a crescente mobilização do meio artístico e cultural em torno da candidatura de Lula, com nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Malu Mader e Tony Bellotto participando do movimento. Não é possível medir antecipadamente o efeito eleitoral desse engajamento, mas a entrada de artistas de grande projeção amplia a capacidade de mobilização da campanha e pode contribuir para elevar sua presença no debate público justamente nas semanas decisivas antes da votação.
O segundo é que, até aqui, a tentativa da oposição de associar Lula à crise envolvendo o STF e às controvérsias do caso Banco Master não aparece acompanhada de uma queda relevante do presidente nas pesquisas citadas. No Datafolha, Lula permaneceu com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro oscilou de 35% para 36%. A estabilidade não permite estabelecer uma relação causal, mas indica que a ofensiva política em torno do Supremo não produziu, até o momento do levantamento, uma deterioração mensurável do patamar eleitoral de Lula. Somados à proximidade dos 50% dos votos válidos indicada pela CNT/MDA e à concentração crescente da disputa, esses dois elementos ajudam a explicar por que a hipótese de uma decisão no primeiro turno não deve ser retirada do radar.
A cidade parou para celebrar o seu padroeiro. Procissão, hasteamento das bandeiras, missa e o tradicional jantar movimentaram São José do Seridó nesta quinta-feira (17).E a noite ainda terminou com música e muita confraternização no tradicional Jantar de São José.
São José do Seridó entrou oficialmente no clima das festividades em homenagem ao glorioso São José, padroeiro do município. A noite desta quinta-feira (17) foi marcada por uma programação que reuniu religiosidade, tradição e participação popular.
A abertura teve início com a tradicional procissão, que saiu da Capela de Nossa Senhora da Luz em direção à Igreja Matriz. Fiéis acompanharam o cortejo em um momento de fé e devoção ao santo padroeiro.
Na chegada à Matriz, aconteceu o hasteamento das bandeiras, conduzido pelo prefeito Jackson Dantas e pelo padre Joaquim, simbolizando oficialmente a abertura das festividades.
Logo depois, os fiéis participaram de uma missa de ação de graças dedicada às famílias que acolheram a imagem de São José durante as peregrinações, encerrando a primeira parte da programação religiosa da noite.
Mas a movimentação não parou por aí.
O tradicional Jantar de São José reuniu um grande número de pessoas em clima de confraternização. A programação contou ainda com música ao vivo do Grupo Entre Amigos, de Jardim do Seridó, que animou a noite dos participantes.
A abertura mostrou que a Festa de São José mais uma vez ocupa um lugar especial no calendário do município, reunindo moradores, famílias e visitantes em torno de uma tradição que atravessa gerações.
E esse foi apenas o começo. A programação segue nos próximos dias, com novas celebrações e momentos que prometem movimentar São José do Seridó.
A festa conta com apoio cultural do Governo Municipal de São José do Seridó e do Governo do Estado do Rio Grande do Norte.
Allyson Bezerra tem aproveitado sua posição nas pesquisas para reforçar junto a prefeitos e lideranças uma leitura sobre o momento da disputa: o tempo de uma adesão também determina seu peso político. Apoiar o candidato ainda no primeiro turno, quando permanecem incertezas sobre o resultado, representa assumir uma posição e participar da construção de uma eventual vitória. Uma adesão posterior, quando o cenário já estiver definido, naturalmente terá outro significado.
É justamente aí que aparece o custo político da demora. Quanto mais a eleição avança e mais definido fica o cenário, menor é o risco assumido por quem decide aderir e, consequentemente, menor tende a ser o valor político dessa movimentação. Para prefeitos e lideranças que ainda estão com Álvaro Dias ou Cadu Xavier, portanto, existe um cálculo de timing: uma coisa é participar da construção de uma vitória; outra é aderir quando ela já estiver construída.
A inauguração prevista dos primeiros 10 quilômetros duplicados da BR-304, no trecho entre Assú e Mossoró, tende a ganhar forte dimensão eleitoral. A obra integra um lote de 57,6 quilômetros, com investimento federal de aproximadamente R$ 370 milhões pelo Novo PAC, e transforma em entrega concreta uma reivindicação histórica do Rio Grande do Norte. Politicamente, o evento oferece ao grupo de Fátima Bezerra uma oportunidade de confrontar o bolsonarismo no terreno das realizações: em vez de uma disputa apenas retórica, a comparação passa a envolver quais grandes intervenções de infraestrutura foram efetivamente iniciadas, financiadas ou entregues ao estado durante cada governo federal.
Para Fátima, o impacto pode ser ainda mais importante. A entrega permite à governadora associar sua gestão à articulação pela duplicação de uma das rodovias mais estratégicas do RN e tentar esvaziar a narrativa adversária de que seu governo termina sem grandes realizações. Além do lote Assú–Mossoró, o DNIT iniciou em maio outro trecho de 38,1 quilômetros da BR-304, entre Tabajara e Riachuelo, dentro de um pacote de R$ 282,4 milhões que inclui outras intervenções. Em plena campanha, portanto, a inauguração não será apenas a abertura de alguns quilômetros de pista: será uma vitrine para Lula e Fátima apresentarem obras físicas como argumento eleitoral e forçarem seus adversários a disputar a narrativa sobre quem efetivamente deixou investimentos estruturantes no RN.
Mesmo com recuo, estado mantém liderança nacional na produção de melão; participações da cana-de-açúcar e da banana no valor de produção aumentam (Foto: cedida)
Em 2025, a produção agrícola do Rio Grande do Norte superou a marca de R$ 3,92 bilhões em valor de produção, um aumento de 8,65% em relação ao ano anterior (R$ 3,61 bilhões). No ranking dos produtos agrícolas com maior participação no valor de produção, a cana-de-açúcar (19,36%) figurou em primeiro lugar, seguida pela banana em cacho (18,62%) e pelo melão (18,51%).
As informações são da pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os municípios potiguares, Baraúna liderou em valor de produção (R$ 415 milhões), representado principalmente pelas produções de melão, de mamão e de banana. Alto do Rodrigues veio em segundo lugar (R$ 354 milhões), com produções expressivas de banana, de mamão e de coco-da-baía. Touros completa o pódio (R$ 235 milhões), com banana, abacaxi e batata doce entre os principais produtos agrícolas.
Goianinha se destacou na produção de cana-de-açúcar, responsável por 97,96% de todo valor de produção agrícola gerado no município (R$ 191 milhões). A cultura da cana também predominou em Baía Formosa, onde 99,28% do valor de produção veio do produto (R$ 148 milhões), e em Canguaretama, onde 97,15% do valor de produção veio da cana-de-açúcar (R$ 122 milhões).
Produção de melão recua 28% no RN
O Rio Grande do Norte produziu 362.378 toneladas (t) de melão em 2025, uma redução de 28,27% em relação ao produzido em 2024 (505.212 t). No estado, 11 dos 21 municípios onde foi identificada a produção do fruto tiveram recuos no período.
A perda mais significativa ocorreu em Mossoró, que reduziu em quase metade a área plantada ou destinada à colheita de melão (de 8300 ha para 4200 ha). Como resultado, a quantidade produzida saiu de 218.373 t em 2024 para 109.200 t no ano seguinte (-49,99%).
Mesmo com o recuo, Mossoró permaneceu o maior produtor de melão do País. O fruto foi responsável por 54,98% do valor de produção agrícola do município em 2025. No ano anterior, o melão respondeu por 77,69% do valor da produção agrícola mossoroense.
Quarto maior produtor de melão do estado, Apodi também reduziu a área plantada com o fruto (de 2000 ha para 700 ha). Com isso, a produção caiu de 61.502 t em 2024 para 21.700 t em 2025 (-64,72%).
Milho verde e abóbora estão entre as novas culturas investigadas
O Rio Grande do Norte produziu 21.351 toneladas de abóbora e 14.873 t de milho verde em 2025. Os produtos estão entre as 14 novas culturas que o IBGE começou a investigar no último ano na pesquisa de Produção Agrícola Municipal. Além da abóbora e do milho verde, acerola, pimentão, alface e graviola estão na lista e foram identificadas no estado.
A cultura do milho verde foi observada em 76 municípios potiguares. Santo Antônio, na região Agreste, produziu 3.120 t, que renderam R$ 7,8 milhões em valor de produção ao município. Touros (1.282 t), Vera Cruz (1.240 t) e Baraúna (1.228 t) também tiveram produções relevantes. Em todo o estado, o milho verde gerou mais de R$ 35 milhões em valor de produção aos agricultores.
Já a abóbora apareceu em 37 municípios potiguares. Baraúna, na região Oeste, teve a maior produção: 9.055 t, que geraram mais de R$ 8,6 milhões em valor de produção. Touros (5.853 t) e Rio do Fogo (1.800 t) completam o pódio. Ao todo, a abóbora rendeu mais de R$ 30,8 milhões aos produtores do RN.
RN se destaca na castanha de caju, mas produção tem baixas
Além de ser o maior produtor nacional de melão, o Rio Grande do Norte foi segundo maior produtor de castanha de caju do Brasil, com 19.640 toneladas produzidas em 2025, que geraram mais de R$ 105 milhões para os produtores. A liderança nacional permaneceu com o Ceará e o Piauí ficou em terceiro lugar.
Entre os municípios, Serra do Mel, no Oeste Potiguar, foi o terceiro maior produtor de castanha de caju do País, com 8.512 t produzidas e R$ 53,2 milhões em valor de produção.
No Brasil, a castanha de caju sofreu baixas em 2025, com oito dos 11 estados produtores apresentando recuo na produção na comparação com 2024. Com o resultado, o valor de produção a nível nacional reduziu para R$ 572,4 milhões, uma queda de 22,60%. No RN, a redução foi de 35,76% na quantidade e 28,01% no valor de produção.
O Rio Grande do Norte também se destacou nacionalmente em outras culturas agrícolas, figurando em quarto lugar na produção de fava, de mamão e de melancia, em quinta posição na produção de maracujá e em sexto lugar na produção de batata doce e de manga.
A Companhia Potiguar de Gás (Potigás) inicia, na próxima segunda-feira (21), a edição 2026 da promoção Vai no Gás, que oferece um bônus de R$ 4 mil para proprietários de veículos que realizarem a conversão para o Gás Natural Veicular (GNV) no Rio Grande do Norte. Ao todo, poderão ser contemplados até 84 veículos, o que representa um investimento de até R$ 336 mil em bônus.
A promoção é destinada a taxistas, motoristas por aplicativos, frotistas e proprietários de veículos automotores, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Para participar, é necessário realizar a conversão do veículo para GNV durante o período da promoção, que segue até 20 de novembro de 2026, ou até o preenchimento das 84 vagas, o que ocorrer primeiro.
Para ter direito ao bônus, o participante deverá realizar a instalação em oficina registrada pelo INMETRO e com atuação no Rio Grande do Norte, utilizando kit GNV novo de 5ª ou 6ª geração e cilindro novo. Também será necessária a realização da inspeção veicular em um Organismo de Inspeção Acreditado pelo INMETRO e a regularização do veículo junto ao DETRAN/RN.
Podem participar veículos fabricados a partir de 2010, desde que estejam emplacados no Rio Grande do Norte e atendam a todos os demais requisitos estabelecidos no regulamento.
Como participar
O primeiro passo é informar a modificação do combustível ao Detran/RN e procurar uma das oficinas instaladoras homologadas pelo INMETRO no estado para realizar a conversão. Após a instalação, inspeção veicular e o recebimento do novo documento do veículo, o proprietário deverá reunir a documentação exigida e entregar o Termo de Adesão à promoção, juntamente com os documentos pessoais e do veículo.
A documentação deve ser entregue presencialmente nas sedes da Potigás em Natal ou Mossoró, de acordo com o previsto no regulamento da promoção. A contemplação seguirá a ordem cronológica de aprovação da documentação pela Potigás.
A lista de oficinas instaladoras registradas pelo INMETRO e o regulamento completo da promoção estão disponíveis no site da Potigás: potigas.com.br. Dúvidas e reclamações sobre a promoção podem ser encaminhadas para o e-mail vainogas@potigas.com.br.
Trecho da sabatina na IntertvCabugi/Bruno Barreto**
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) descartou a possibilidade de anular o voto para presidente da República, mas se recusou a revelar em quem pretende votar nas eleições deste ano. A declaração foi dada durante sabatina promovida pela InterTV Cabugi.
Questionado sobre a ausência de apoio a um dos principais candidatos à Presidência e sobre a avaliação de que estaria “em cima do muro”, Allyson rejeitou essa classificação. Ele afirmou ter uma posição clara, embora tenha reiterado que não declarará apoio político a nenhum presidenciável.
“Eu não estou em cima do muro, porque eu não fico em cima do muro. Eu tenho posição clara”, respondeu.
Ao ser novamente provocado a explicar qual seria essa posição, o candidato afirmou que sua prioridade é discutir os problemas do Rio Grande do Norte e trabalhar com quem for eleito presidente.
“A minha posição é discutir o Rio Grande do Norte, trabalhar pelo nosso estado. E aquele presidente da República que for eleito terá que conversar com o governador”, declarou.
Durante a sabatina, Allyson argumentou que, caso seja eleito, precisará manter diálogo tanto com representantes da direita quanto da esquerda e de outros campos políticos. Segundo ele, essa necessidade de articulação após as eleições justifica a decisão de não participar dos palanques presidenciais durante a campanha.
“Depois das eleições, é preciso, se eleito, conversar com direita, esquerda, com qualquer partido. É necessário fazer. Mas você não vê geralmente os políticos fazendo isso antes. Antes é palanque, a gente está na eleição”, afirmou a jornalista Larisse Neves, que ao lado de Emily Virgílio conduziu a entrevista.
Allyson respondeu que não compartilha dessa lógica.
“Pois é, mas eu não penso assim. Eu tenho a minha posição muito clara. Eu penso que o voto de presidente é um voto que o cidadão deve decidir”, disse.
Perguntado diretamente se anularia o voto para presidente, o candidato negou.
“Não. Não é que é nulo. Eu vou decidir, eu vou votar. Eu nunca anulei um voto, nunca vou anular um voto. Para mim, o voto é sagrado”, declarou.
Apesar de confirmar que escolherá um candidato, Allyson não revelou o nome nem informou quando pretende anunciar a decisão. Ele disse ainda que não tentará influenciar os eleitores potiguares a acompanharem sua escolha.
“Eu não tento induzir o eleitor a votar no meu candidato a presidente da República. O povo é livre para votar”, afirmou.
As entrevistadoras também questionaram se a neutralidade seria uma estratégia para evitar a perda de votos entre eleitores dos diferentes polos da disputa presidencial. Allyson negou e argumentou que levantamentos eleitorais estariam demonstrando que uma candidatura estadual pode obter apoio mesmo sem uma vinculação direta a um palanque nacional.
Ao concluir a resposta, o candidato afirmou que, durante suas viagens pelos municípios potiguares, os principais questionamentos recebidos são sobre saúde, educação, segurança pública e recuperação das estradas.
“Eu conheço os 167 municípios do nosso estado. E sabe o que as pessoas me questionam? Como é que eu vou melhorar a saúde, como é que eu vou melhorar a educação, como é que eu vou melhorar as estradas, como é que eu vou melhorar a segurança. É essa a minha discussão”, concluiu.
A postura sem um palanque presidencial definido já vinha sendo adotada por Allyson durante a campanha. Em agosto, reportagem da Folha de S.Paulo descreveu o candidato do União Brasil como concorrente ao Governo do RN sem vinculação pública a uma candidatura nacional.
O Instituto Iter, ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, empresa controlada pelo empresário Lucas Kallas, que manteve negócios com o banqueiro Daniel Vorcaro. O contrato de mútuo conversível foi firmado em abril de 2024 e previa R$ 5,9 milhões em repasses. As informações são de Cézar Cézar Feitoza, Fabio Serapião e Marcela Mattos do site UOL.
O Iter decidiu interromper os repasses e começar a devolver os recursos em janeiro deste ano. No mês seguinte, Mendonça foi sorteado relator das investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo o instituto, a decisão de encerrar o empréstimo ocorreu porque a entidade já havia alcançado sustentabilidade financeira.
O contrato previa que o dinheiro seria usado exclusivamente na estruturação e nas atividades do Iter. O instituto afirma que os recursos foram depositados em sua conta e que não houve distribuição de lucros, dividendos ou participações nos resultados.
A negociação foi conduzida pelo presidente do Iter, Victor Godoy Veiga, com representantes da Cedro. Segundo o instituto, Mendonça e Kallas não participaram das tratativas.
Relação com Vorcaro
Kallas manteve negócios com empresas ligadas a Vorcaro. Em 2023, a Cedro tinha 8% da Biomm, enquanto a gestora WNT, ligada a Vorcaro e Nelson Tanure, passou a comprar ações da empresa em 2024. O grupo ligado ao banqueiro chegou a deter 25% da Biomm em janeiro de 2025.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro também mostram que ele e Kallas viajaram juntos para Caracas, na Venezuela, em novembro de 2023, para prospectar negócios. Registros do Palácio do Planalto mostram que os dois entraram juntos na sede do governo em dezembro daquele ano.
A Cedro nega que Vorcaro tenha tido relação societária ou vínculo empresarial com seus negócios. Kallas também afirma que as viagens internacionais faziam parte de sua agenda de prospecção comercial.
O empresário não é investigado na Operação Compliance Zero, que apura fraudes envolvendo Vorcaro e o Banco Master. A Cedro também não é citada nos inquéritos sobre as fraudes.
Encontro com Vorcaro
Mendonça e Vorcaro se encontraram em março de 2025, na sede do Instituto Iter. Segundo o ministro, a reunião tratou de precatórios de interesse do Banco Master.
No mesmo mês, Mendonça recebeu um advogado de Vorcaro em seu gabinete no STF para tratar do mesmo assunto. O ministro afirma que sua atuação no processo foi contrária à posição defendida pelo banqueiro.
Mendonça deixou o Iter no início de setembro. O instituto afirma que ele nunca recebeu dividendos, lucros ou participação nos resultados. Procurado, o ministro não se manifestou
A deputada federal Natália Bonavides (PT) afirmou que sua campanha tem recebido relatos recorrentes de suposta compra de votos e pressão sobre eleitores no Rio Grande do Norte e disse enxergar semelhanças entre o cenário eleitoral de 2026 e episódios denunciados após a eleição municipal de Natal em 2024.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Natália usou como ponto de partida a apreensão de mais de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo realizada pela Polícia Federal durante a Operação Sem Lastro, deflagrada na segunda-feira (14). A investigação apura indícios de falsidade ideológica eleitoral e possível utilização de recursos não declarados em atividades de campanha.
O dinheiro está relacionado ao deputado estadual e candidato à reeleição Luiz Eduardo (PL), que negou qualquer irregularidade. Segundo ele, os valores são provenientes de saques de contas bancárias próprias, têm origem lícita e permaneciam guardados em sua residência.
Para Natália, no entanto, a apreensão deve servir de alerta diante dos relatos que, segundo ela, têm chegado à campanha.
“A gente está recebendo muito relato, muito relato já de compra de voto, de tentar dar dinheiro para pedir para pregar adesivo, quando não pregam sem autorização. Mas muito mesmo”, afirmou.
A deputada disse que as pessoas que relatam os casos demonstram receio de produzir provas ou se identificar por medo de sofrer represálias.
“Até agora a gente não conseguiu gravação, coisas do tipo, porque as pessoas têm muito medo de se expor, têm muito medo da perseguição que aconteceu em 2024. Mas eu queria dizer para vocês que isso está acontecendo de novo”, declarou.
Na avaliação de Natália, a apreensão feita pela Polícia Federal amplia a necessidade de atenção sobre o processo eleitoral.
“Esse dinheiro, R$ 1,5 milhão em dinheiro em espécie que foi achado com esse candidato do PL, deve ligar um sinal, um alerta ainda maior para a gente”, disse.
A Polícia Federal, em sua comunicação oficial sobre a Operação Sem Lastro, não afirmou que o dinheiro apreendido seria destinado à compra de votos. A corporação informou que investiga a origem e a possível destinação dos recursos e apura eventual utilização de valores não declarados em atividades de campanha.
Natália relaciona cenário a denúncias da eleição de 2024
Durante a fala, Natália também recuperou a disputa pela Prefeitura de Natal em 2024, quando chegou ao segundo turno contra Paulinho Freire.
A parlamentar citou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral apresentada posteriormente pelo Ministério Público Eleitoral contra o prefeito Paulinho Freire, o ex-prefeito Álvaro Dias e outros envolvidos. O MPRN pediu a cassação de diplomas e a declaração de inelegibilidade dos investigados, apontando indícios de abuso de poder político e econômico, coação de servidores e uso de serviços públicos para obtenção de apoio eleitoral.
Ao comentar o processo, Natália afirmou que vê sinais de repetição daquele ambiente na atual campanha.
“A gente está vendo algumas coisas se repetirem esse ano. Esse ano a eleição não é só em Natal, é no estado inteiro. Mas a gente está vendo a mesma turma, as mesmas pessoas, o mesmo grupo dessas candidaturas do 22, do PL, ligados a Bolsonaro, fazendo tudo de novo”, acusou.
Ela também relacionou diretamente os relatos recebidos nas ruas com o episódio investigado pela Polícia Federal.
“Um candidato a estadual com R$ 1,5 milhão, vocês imaginam como está sendo essa estrutura para essas pessoas que não conseguem conquistar voto no debate, que não conseguem conquistar voto trabalhando. Como é que elas estão fazendo para ter esse volume de dinheiro correndo? Isso é totalmente compatível com o que a gente tem escutado nas ruas”, afirmou.
O médico e deputado estadual Vivaldo Costa participou, nesta quarta-feira (16), da Sessão Solene realizada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em homenagem aos 100 anos do Hospital do Seridó, em Caicó. A solenidade reuniu personalidades que fazem e fizeram parte da trajetória da instituição, entre profissionais de saúde, gestores, colaboradores, ex-dirigentes, familiares e representantes da comunidade seridoense.
Fundado em 7 de agosto de 1926, por iniciativa do médico sergipano Aderbal de Figueiredo, o Hospital do Seridó surgiu da necessidade de ampliar a assistência médica à população de Caicó e dos municípios da região. A primeira unidade funcionou nas instalações onde anteriormente existia a antiga rodoviária, com apoio do então governador José Augusto. Na segunda metade da década de 1950, durante a administração do governador Dinarte Mariz, foi construído o prédio onde o hospital funciona atualmente, consolidando a instituição como referência na assistência à saúde no Seridó.
Ao longo de um século, o Hospital do Seridó passou a fazer parte da história da região, com a contribuição de diferentes gerações de médicos, enfermeiros, técnicos, servidores, gestores e demais profissionais. A instituição acompanhou as transformações da assistência à saúde no interior do Rio Grande do Norte e prestou atendimento a milhares de famílias ao longo das décadas. Atualmente, é administrada pela Prefeitura de Caicó e permanece integrada à rede de assistência à saúde do município e da região.
Entre os nomes que tiveram participação de destaque nessa trajetória está Vivaldo Costa, que cumpre seu último mandato na Assembleia Legislativa e não disputa o pleito deste ano. Durante a Sessão Solene, foram entregues placas comemorativas a homenageados que contribuíram para a história do Hospital do Seridó. Familiares de pessoas já falecidas e que tiveram participação na trajetória da instituição também receberam homenagens em reconhecimento ao legado deixado ao longo desses 100 anos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o uso da imagem de Jair Bolsonaro em santinhos e materiais impressos que indiquem apoio ou pedido de votos do ex-presidente a candidatos. A decisão liminar, da ministra Estela Aranha, foi tomada em ação envolvendo o deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), que utilizou a foto de Bolsonaro em 50 mil santinhos e banners.
A ministra entendeu que a suspensão dos direitos políticos de Bolsonaro também impede a divulgação, por terceiros, de manifestações político-eleitorais atribuídas a ele. Segundo Estela, a determinação do STF não vale apenas para atos praticados diretamente pelo ex-presidente, mas também para divulgações feitas por terceiros, “independentemente do meio utilizado”.
A decisão não proíbe, porém, o uso de fotos e vídeos que mostrem a trajetória política de Bolsonaro. O material pode ser utilizado desde que não seja manipulado ou apresentado como uma manifestação atual de apoio a determinado candidato nas eleições deste ano.