19/10/2026
10:31

Crédito da foto: Divulgação/Porto de SantosO levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta segunda-feira, 19

 

Desde o primeiro anúncio do tarifaço feito pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, 1.135 Municípios tiveram impacto negativo com as medidas. Os valores dos prejuízos contabilizados para a economia local chegam a R$ 66,8 bilhões, com maiores retrações em cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura. Os registros entre agosto de 2025 e julho de 2026 são considerados o menor patamar de exportações de produtos brasileiros para os norte-americanos desde o ano de 2021, com retração de 12,3% para 9,4% no período.

O levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta segunda-feira, 19 de outubro. Desse total de Municípios que tiveram prejuízos, 271 chegaram a zerar suas vendas para o mercado norte-americano. Antes do anúncio feito pelos estrangeiros, essas cidades tinham receitas de R$ 588 milhões com as exportações. Os outros 864 Municípios afetados registraram queda média de 30% no valor exportado.

O estudo ainda indica que 657 desses Municípios, ou 58% do total de afetados, não conseguiram acomodar a perda do mercado americano com outros parceiros comerciais, sendo as mais severas registradas, principalmente, pelos Municípios considerados de pequeno porte. Entre os produtos com sobretaxa, os cinco mais afetados e mencionados no levantamento contabilizaram reduções. Somados, o impacto negativo chegou a U$S 1 bilhão.

As reduções nas receitas do petróleo e café foram acompanhadas pela diminuição no volume embarcado desses produtos, respectivamente, em 28% e 43%. No caso do suco de laranja, os prejuízos decorreram da queda de 33,7% no preço médio, mesmo com a identificação de crescimento de 13,6% no volume exportado. Já o ferro-gusa e a cadeia de silvicultura tiveram, no período analisado, reduções nas quantidades exportadas e na redução nos preços médios.

“O protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas globais tendem a gerar efeitos duradouros. Para proteger a arrecadação e garantir a manutenção dos empregos locais, é necessário reduzir a dependência de um único comprador, fortalecendo a diversificação produtiva e comercial no mercado interno e com novos parceiros internacionais. Esse caminho é fundamental para as economias municipais, que já enfrentam tantas dificuldades, construam a resiliência necessária no enfrentamento às incertezas do comércio global”, avalia o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Confira o estudo aqui.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
10:23

Por Nonato Guedes

Debate com Lula expôs o ‘despreparo’ de Flávio para governar - Por Nonato Guedes

No primeiro debate entre os dois principais candidatos à Presidência da República no pleito de domingo, em segundo turno, capitaneado pela TV Band com um “pool” de veículos de comunicação, ficou evidente, ontem à noite, o ‘despreparo’ do senador Flávio Bolsonaro, o concorrente do PL e herdeiro do ex-presidente Jair Bolsonaro, para governar o país.

As confusas propostas apresentadas pelo representante da extrema-direita demonstraram absoluto desconhecimento sobre problemas e desafios envolvendo a conjuntura nacional, levando-o a apelar para provocações em tom de molecagem contra o antagonista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem se preocupar em responder ao que, de fato, interessava aos telespectadores.

A rigor, essa performance não surpreendeu aos eleitores que acompanham a trajetória errática de Flávio no figurino de candidato, improvisado que foi para a vaga que o pai tinha a ilusão de ocupar e que acabou sendo barrada pela decretação de sua prisão, atualmente em caráter domiciliar.

O histórico do “senador das rachadinhas”, como é conhecido, inclusive, em jargão policial, é de um parlamentar que exerce um mandato inócuo e inútil, sem grandes propostas relevantes para os destinos do Brasil, além de limitado na abordagem fundamentada das questões que desafiam a capacidade de gestão de líderes políticos.

O candidato da extrema-direita não conhece o Brasil, não sabe, por exemplo, as carências de uma região populosa como o semiárido e não tem noção da importância de projetos que Lula executou como o da transposição das águas do rio São Francisco para atender a região do semiárido. O mesmo se dá sobre o potencial de outras regiões, como Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Para fugir desses temas que, conscientemente, sabe que não domina, ele atacou Lula e seu filho, Fábio Luís da Silva, o “Lulinha”, acusando-o de ligações escusas com lobistas que teriam canais de acesso ao governo do pai e líder petista.

Já Lula questionou Flávio repetidas vezes por ter pedido R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente bancar a produção de Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.

“O que você fez com esse dinheiro? É só explicar. Onde você colocou esse dinheiro?”, perguntou.

Houve sucessivas acusações de corrupção no debate, o que induziu o presidente Lula a propor que ambos abrissem seus sigilos bancários e telefônicos antes das eleições. Flávio escafedeu-se argumentando pifiame

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
10:17

Agora RN

Manifestantes exibiram um míssil inflável com uma mensagem pedindo um ataque nuclear dos Estados Unidos contra o Brasil durante um ato em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), neste domingo 18, na Avenida Paulista, em São Paulo. O episódio foi citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da Band.

O objeto trazia a inscrição “Trump nuke Brazil”, dirigida ao presidente norte-americano, Donald Trump, do Partido Republicano. A frase pode ser traduzida como “Trump, ataque o Brasil com armas nucleares”.

Míssil inflável em ato pró-Flávio tem mensagem que pede ataque de Trump ao Brasil
Manifestantes circulam com míssil inflável com a inscrição “Trump nuke Brazil” durante ato em apoio a Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista – Foto: Reprodução

Vestidos de verde e amarelo, integrantes do grupo circularam com o míssil durante a manifestação. Vídeos e fotografias do objeto se espalharam pelas redes sociais.

No debate, Lula questionou Flávio sobre a presença do artefato no ato de apoio à candidatura. “Vocês viram que hoje na manifestação de vocês tinha um torpedo americano, que mandaram atacar um torpedo no Brasil?”, perguntou.

O presidente também associou o episódio à atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e acusou os adversários de agir contra os interesses brasileiros. “Na verdade, o que vocês estão fazendo é trair a pátria e vocês serão julgados por isso”, afirmou.

 

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
10:12

Igor Gadelha – Metrópoles – A campanha do presidente Lula (PT) saiu do debate da Band, na noite do domingo (18/10), com a avaliação de que “sobreviveu” ao primeiro confronto direto entre o petista e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na campanha.

O sentimento de alívio foi reforçado pelos resultados de uma pesquisa qualitativa interna feita pelo PT durante o debate. Nela, Lula apareceu como vencedor do confronto por uma margem pequena entre eleitores indecisos ouvidos.

Renato Pizzutto/Band

A pesquisa, porém, também apontou problemas no desempenho do presidente. Entre os indecisos, Flávio foi considerado agressivo e desrespeitoso, enquanto Lula foi apontado como nervoso e sem apresentar propostas suficientes.

O principal sinal de alerta para os auxiliares de Lula foi o de que o debate da Band pouco mexeu com a intenção de voto entre os eleitores indecisos que participaram da pesquisa qualitativa.

Segundo integrantes da campanha petista, o cenário permaneceu praticamente “congelado”. Poucos dos eleitores ouvidos disseram ter definido o voto após o confronto da Band.

O debate da Band foi o primeiro embate direto entre Lula e Flávio nesta campanha e ocorreu a uma semana do segundo turno. O confronto foi marcado por ataques pessoais, provocações e pouco espaço para a discussão de propostas.

Na pesquisa qualitativa, um dos episódios que mais chamou a atenção dos eleitores indecisos foi a discussão envolvendo o fato de Flávio ser advogado de um policial acusado de atirar e matar uma menina de 5 anos.

Quando questionados sobre o que pretendiam pesquisar após o debate, participantes citaram, em relação a Flávio, esse episódio, além das relações do senador com milícias e com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em relação a Lula, os indecisos disseram que pretendiam buscar mais informações sobre as propostas do presidente para a segurança pública e sobre o que o governo fez pelos aposentados.

Já quando perguntados sobre pontos que não haviam compreendido bem durante o debate, os participantes citaram a discussão envolvendo os Estados Unidos. Lula e Flávio trocaram acusações sobre a relação com o governo norte-americano e a atuação da família Bolsonaro no país.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
09:35

lula-flavio-bolsonaro

247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 46,5% das intenções de voto no cenário estimulado para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, enquanto o presidente Lula (PT) soma 45,9%, mostra levantamento da 18ª rodada do BTG/Nexus. A diferença entre os dois pré-candidatos caiu de 2,8 pontos percentuais no levantamento anterior, realizado em 13 de outubro — quando Flávio liderava por 47,9% contra 45,1% de Lula —, para 0,6 ponto percentual na pesquisa atual, configurando empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. Os votos brancos, nulos ou nenhum somam 4,7%, e os eleitores que não souberam ou não responderam somam 2,9%.

Considerando apenas os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% contra 49,7% de Lula. Na série histórica do voto válido, o resultado também reflete um estreitamento acentuado da disputa em relação a 13 de outubro, quando o senador marcou 51,6% e o atual presidente registrou 48,4%.

No cenário de voto espontâneo para o segundo turno, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula e Flávio Bolsonaro surgem rigorosamente empatados, cada um com 44,5% das preferências. Na rodada anterior, de 13 de outubro, Flávio registrava 46,3% na espontânea contra 44,5% do atual chefe do Executivo. Brancos e nulos somam 4,7% na modalidade espontânea, e os indecisos alcançam 6,2%.

A pesquisa aponta forte consolidação dos votos no eleitorado brasileiro. Do total de entrevistados, 90,9% afirmaram que a decisão de voto já está tomada e não vai mais mudar, enquanto 8,4% disseram que o voto ainda pode mudar até o dia da eleição (0,7% não souberam ou não responderam). Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 94,5% dizem que a escolha é definitiva, ao passo que 94,0% dos eleitores de Lula garantem não alterar mais o voto. Entre os 8,4% que declaram margem para mudança, 14,9% apontam Lula como segunda opção, 7,1% citam Flávio Bolsonaro, 59,3% migrariam para branco ou nulo e 18,7% não souberam responder.

O levantamento traz ainda dados de segmentação sociodemográfica da intenção de voto estimulada. Lula lidera entre as mulheres (52,6% a 40,1%), entre os jovens de 16 a 24 anos (52,8% a 36,2%), na faixa de 60 anos ou mais (48,5% a 42,6%), entre os eleitores com ensino fundamental (53,2% a 36,3%) e na região Nordeste (66,2% a 27,9%). O atual presidente também tem predomínio entre os beneficiários do programa Bolsa Família, acumulando 66,4% das intenções de voto no segundo turno contra 29,2% de Flávio Bolsonaro. Por faixa de renda, Lula prevalece nos estratos de até 1 salário mínimo (59,0% a 31,4%) e de 1 a 2 salários mínimos (55,4% a 36,5%).

Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho no eleitorado masculino (53,7% a 38,3%), na faixa etária de 25 a 40 anos (54,3% a 39,6%), entre os eleitores com ensino superior (53,4% a 37,1%) e entre os evangélicos (62,1% a 31,6%). Por regiões, o senador lidera no Sul (61,0% a 31,4%), no Norte/Centro-Oeste (56,8% a 39,3%) e no Sudeste (49,2% a 40,8%). O parlamentar também se destaca entre os eleitores com renda superior a 5 salários mínimos (56,9% a 38,9%) e na População Economicamente Ativa (PEA) formal (53,9% a 38,6%).

No indicador de potencial de voto e rejeição, Lula contabiliza 42,5% de eleitores que afirmam ser ele “o único em quem votaria”, 7,6% que poderiam votar nele e 47,8% que não votariam no presidente de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro soma 41,4% de eleitores exclusivos, 8,7% de potenciais votantes e 46,8% de rejeição firme.

Em relação à avaliação da gestão federal, 32,4% dos entrevistados avaliam o governo do presidente Lula como ótimo ou bom (14,7% ótimo e 17,7% bom), 23,6% o consideram regular e 42,9% o classificam como ruim ou péssimo (5,8% ruim e 37,1% péssimo). No quesito aprovação geral do trabalho do presidente, 47,2% declaram aprovar a atuação de Lula, enquanto 48,8% desaprovam (4,1% não souberam opinar).

O estudo investigou também temas do debate econômico e trabalhista, como o encerramento da jornada de trabalho na escala 6×1. A proposta de alteração legislativa para estabelecer por lei a jornada de 5 dias de trabalho por 2 dias de descanso, sem redução salarial, conta com a aprovação de 66,2% dos brasileiros, contra 26,4% que a desaprovam e 7,4% de indecisos. A aprovação ao fim da escala 6×1 atinge 91,4% entre os eleitores de Lula e chega a 41,1% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (segmento no qual 48,6% desaprovam a medida).

A pesquisa quantitativa da Nexus foi realizada por telefone (CATI) entre os dias 16 e 18 de outubro de 2026, ouvindo 2.002 eleitores em todo o território nacional. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04499/2026.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
09:21

Bordado de Timbaúba dos Batistas une FOZ e Instituto Riachuelo na passarela do São Paulo Fashion Week

O bordado de Timbaúba dos Batistas, no interior do Rio Grande do Norte, integra a parceria inédita entre a marca alagoana FOZ e o Instituto Riachuelo no São Paulo Fashion Week 2026. Com apresentação marcada para este domingo (18), às 16h, a colaboração une design e técnicas ancestrais para valorizar o artesanato nordestino e as pessoas que mantêm esses saberes vivos.

Três tecidos jacquard receberam os bordados de Timbaúba dos Batistas e, por meio da cocriação, foram transformados em quatro looks da marca. A proposta coloca o trabalho manual no centro da criação, aproximando a moda contemporânea das tradições da região.

Este é o primeiro ano em que o Instituto Riachuelo apoia um desfile da FOZ, mas a relação de ambos com o bordado do município potiguar começou antes. Em 2024, a marca apresentou essa arte no desfile “Conto de Laura”, também no SPFW. Já o Instituto investe na capacitação do grupo produtivo de Timbaúba dos Batistas desde 2022.

A parceria reúne essas trajetórias em uma mesma passarela e amplia a visibilidade do bordado potiguar, destacando o talento e a identidade cultural presentes em cada peça.

Carlos Felipe***

 

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
09:10

A redução ou o congelamento dos benefícios sociais e previdenciários pode provocar uma forte retração econômica em municípios do interior do Brasil. Um levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), divulgado nesta semana, aponta que essas transferências sustentam parte significativa da renda das famílias e movimentam o comércio local.

Segundo o estudo, aposentadorias, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso expressivo nas economias municipais. Além disso, para as famílias mais pobres, esses recursos podem representar quase metade do orçamento doméstico.

A co-diretora do Made-USP e economista Luiza Nassif explica que as famílias utilizam praticamente todo o dinheiro recebido para comprar produtos de primeira necessidade. Dessa forma, os recursos circulam rapidamente nos estabelecimentos locais, ajudam a manter empregos e contribuem para a arrecadação dos municípios.

Interior do RN pode ter queda de até 18% na renda
O levantamento destaca que aproximadamente 4 mil dos 5.569 municípios brasileiros ficam fora das regiões metropolitanas. Nessas localidades, as transferências públicas têm um peso que pode chegar ao dobro daquele observado nos grandes centros urbanos.

No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários representam 22% da renda agregada da capital e da região metropolitana. Já nas cidades do interior, essa participação alcança 40%.

No Rio Grande do Norte, o cenário exige atenção. Segundo as projeções do estudo, o interior potiguar está entre as regiões que sofreriam os maiores impactos caso os benefícios deixassem de receber aumentos reais.

O levantamento estima que a renda total dessas localidades poderia cair entre 17% e 18% em um cenário sem a continuidade da valorização dos benefícios sociais e previdenciários. Amapá e Piauí também aparecem entre os estados com perdas mais expressivas.

Além disso, Amazonas, Sergipe e Pernambuco poderiam registrar retração próxima de 15%. Já Ceará, Maranhão, Alagoas e Bahia teriam perdas estimadas entre 10% e 13%.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
09:01

Reel by Bibi Costa (@bibicostarn) · September 1, 2025
Ao conceder entrevista hoje na 95 FM de Caicó, o ex-prefeito Bibi Costa declarou que seu líder  após sua decepção eleitoral com candidatura a deputado estadual com uma votação decepcionante de 4.176 voto,  que a partir de agora seu líder passa a ser o senador bolsonarista Rogério Marinho, o carrasco dos trabalhadores brasileiro, Bibi defendeu que a eleição de Flávio Bolsonaro será muito bom para o senador bolsonarista que poderá ser até presidente do Senado Federal.
Bibi Costa joga por terra toda sua trajetória ao lado de políticos como o irmão Vivaldo Costa , e a ex-governadora Vilma de Faria de saudosa memória que o ex-prefeito dizia no passado que era liderado dela. Seu irmão Vivaldo Costa sempre teve uma  atuação  política historicamente associadas a programas sociais e à assistência às camadas mais baixas da população, enquanto o novo líder de Bibi,  Rogério Marinho tem uma atuação voltadas contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras como a reforma de previdência que elevou a idade para a aposentadoria.
Já a ex-governadora Vilma de Faria  de saudosa memória  até iníciou ao alda da direita potiguar , pela vinculação com a família Maia, mas em  1980  a guereira  Wilma começou a se distanciar de suas origens conservadoras. Ela se filiou ao PDT (Partido Democrático Trabalhista), legenda de centro-esquerda de forte apelo popular. Foi pelo PDT que ela se elegeu a primeira mulher prefeita de Natal, em 1988.
ilha de Sant'ana de Caicó (@ilhadesantanadecaico ...
Como governadora do estado no período de 2003 a 20210, Vilma conseguiu com o presidente Lula os recursos para construção do Complexo  Turístico Ilha de Santana em Caicó,  que serviu da cavalo para a reeleição de Bibi Costa, mesmo sendo uma obra federal em convênio com o estado, mas ele assumiu a paternidade.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
08:30

-***
Presidente da Assembleia leva seu grupo político para a campanha petista; no RN, a reta final transforma antigos parceiros em aliados de última hora.

A uma semana da eleição, Cadu de Lula ganhou um reforço de peso na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte: o deputado Ezequiel Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa, anunciou apoio ao candidato petista. E não vem sozinho. Traz na bagagem um grupo político que inclui a deputada Cristiane Dantas, o deputado Taveira Júnior e o deputado eleito Gustavo Soares, além de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de várias regiões do estado.

O anúncio foi feito na manhã deste domingo, na sede do PSDB, com a presença da governadora Fátima Bezerra e do ex-deputado Fábio Dantas. No tabuleiro potiguar, a semana final promete emoções,  enquanto o eleitor tenta decidir o voto, as lideranças seguem decidindo de que lado vão ficar.

Cadu comemorou a chegada do novo aliado e destacou a parceria de longa data com Ezequiel. Já o presidente da Assembleia resumiu o novo capítulo com um econômico “estamos juntos”.

No Rio Grande do Norte, a política tem dessas coisas. A  campanha aperta, o calendário encurta e as alianças ganham uma agilidade impressionante. Afinal, quando falta apenas uma semana para a votação, ninguém quer ficar fora da fotografia,  muito menos do grupo que pode chegar ao Palácio Potengi.

Agora, resta saber se o reforço de Ezequiel vai virar tantos votos quanto promete a escalação. Porque, em eleição, apoio anunciado é uma coisa; voto na urna é outra.

E o eleitor, como sempre, continua sendo o dono da bola.
Cidade Sem Filtro

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
07:54

ICL Notícias

O empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, dono de empresas de apostas online que oferecem jogos como o “Jogo do Tigrinho”, declarou apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). Neste sábado (17), ele publicou nas redes sociais uma imagem de um helicóptero adesivado com a bandeira do Brasil e o número 22, utilizado pelo candidato.

Na publicação, acompanhada da frase “Partiu Bloquinho 22”, o Instagram indicou que a imagem teve utilização de inteligência artificial. As informações foram divulgadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, pelos jornalistas Thaísa Oliveira e Lucas Marchesini.

Segundo a coluna, Fernandin participou de uma manifestação em apoio a Flávio Bolsonaro em Teresina, capital do Piauí, seu estado natal. O empresário também compartilhou imagens aéreas da mobilização.

O posicionamento ocorre em meio às discussões sobre o futuro das plataformas de apostas no Brasil. Em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma medida provisória que proibiu a atuação das bets no país. A determinação entrou em vigor imediatamente, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para continuar valendo.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, ainda não esclareceu se pretende manter ou revogar a proibição caso seja eleito presidente. Na semana passada, o candidato classificou a medida como uma agressão à segurança jurídica e defendeu que as apostas esportivas sejam diferenciadas dos cassinos virtuais.

Em declaração à coluna Painel, Fernandin negou que seu apoio ao senador esteja relacionado à decisão do governo Lula. O empresário afirmou que não conhece pessoalmente Flávio Bolsonaro e que suas preferências políticas não estão condicionadas aos interesses de suas empresas. “Não conheço o Flávio, tampouco meu apoio político está condicionado a qualquer discussão ou decisão sobre esse tema”, declarou.

O empresário também esteve no centro de investigações e discussões parlamentares sobre o mercado de apostas. Em 2025, a CPI das Bets do Senado chegou a propor seu indiciamento por suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O relatório, entretanto, foi rejeitado pela comissão.

Fernandin também mantém relações com figuras importantes do Congresso Nacional. Amigo do senador Ciro Nogueira (PP-PI), ele cedeu um avião particular utilizado pelo parlamentar em viagens internacionais.

Em abril deste ano, a Polícia Federal solicitou a abertura de uma investigação sobre cinco bagagens que entraram no Brasil sem passar pelo raio-X após um voo realizado por Ciro Nogueira e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma aeronave do empresário. O pedido de investigação contra o grupo acabou arquivado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
07:52

Foto: reprodução/Folha de S. Paulo

Por Rogério Tadeu Romano*
A chegada ao poder no Brasil de Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro — o primeiro presidente ultradireitista desde o retorno à democracia em 1985 —, virá acompanhada de grandes temores por parte de seus adversários e das minorias.
Boa parte da população que votou, de forma esmagadora na extrema direita, é totalmente indiferente ao que se passou com as mortes ocorridas na pandemia.
Em sua coluna para o Estadão, em 12.10.26, Diogo Schelp disse, textualmente:
“O bolsonarismo pretende reformular o equilíbrio de forças entre os Poderes da República em prol do fortalecimento da figura do presidente, enfraquecendo freios e contrapesos; militarizar o Estado; aparelhar politicamente tribunais, polícias, órgãos de fiscalização, instituições científicas, estruturas de inteligência e a diplomacia; e manter uma mobilização popular permanente para legitimar o poder presidencial, de forma a ter respaldo para condicionar o respeito às eleições ao resultado esperado.
Tudo isso foi tentado no governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Os exemplos serão detalhados mais à frente, mas antes vale mencionar alguns sinais recentes emitidos por Flávio e por protagonistas do seu grupo político de que esse projeto autoritário será mantido caso ele vença a eleição. No dia 6 de outubro, o candidato afirmou que, com a maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, poderá mudar a Constituição. A expressão assusta porque esse foi o mecanismo utilizado por líderes autoritários como Hugo Chávez, da Venezuela, Vladimir Putin, da Rússia, e Recep Erdogan, da Turquia, para se perpetuar no cargo e concentrar poder.”
…..
“….a motivação autoritária transparece no seguinte argumento apresentado pelo candidato: “Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena? Não.”
…
“Trata-se, portanto, de deslegitimar a ordem existente para reivindicar autorização para remodelá-la.”
Virão com o governo Flávio Bolsonaro: a intimidação à imprensa, o esvaziamento de órgãos de fiscalização ambiental, o revisionismo histórico sobre o golpe de 1964 e todas as suas consequências, a intervenção no Poder Judiciário, “em nome de “necessárias reformas”.
Será encerrado, em definitivo, o ciclo que se chamou de “Nova República, que começou com a administração de José Sarney, em 1985, após 21 anos de governos militares.
Virão a politização das Forças Armadas, as fake news sobre o processo eleitoral, o enfraquecimento de leis anticorrupção (como a de Improbidade Administrativa), as declarações homofóbicas e o incentivo à violência política, dentre outras providências.
O Brasil estará no bojo de um unilateralismo internacional, a reboque dos interesses americanos. Tal como no governo militar, será dito: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.
Com a observação de que o governo Trump está à frente de um extenso projeto de extrema – direita, com apoio nos vizinhos do Brasil, na América Latina, como a Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia, Chile. O Brasil será a “cereja do bolo” nesse contexto.
Não basta uma maioria eleitoral para fazer uma revisão constitucional. Isso porque essas mudanças estão sujeitas aos limites que a própria Constituição determinou.
Será a obliteração da democracia.
Necessário pensar na amplitude do princípio da democracia e ainda nos meios de defendê-la.
O princípio da democracia destina-se, pois, a amarrar um procedimento de normatização legítima do direito. Ele significa, portanto, que somente podem pretender ter validade legítima leis juridicamente capazes de ter o assentimento de todos os parceiros de direito em um processo de normatização discursiva. O princípio da democracia contém, desta forma, o sentido performativo intersubjetivo necessário da prática da autodeterminação legítima dos membros do direito que se reconhecem como membros iguais e livres de uma associação intersubjetiva estabelecida livremente.
Na lição de Habermas, o princípio da democracia pressupõe preliminarmente e necessariamente a possibilidade da decisão racional de questões práticas a serem realizadas no discurso, da qual depende a legitimidade das leis.
Para Habermas, é equitativa a ação quando a sua máxima permite uma convivência entre a liberdade do arbítrio de cada um e a liberdade de todos conforme uma lei geral.
Na democracia há a permanente realidade dialógica. No totalitarismo rompe-se o diálogo, aniquilam-se as liberdades. Desconhecem-se direitos.
Pensemos em barreiras legais à ação daqueles que advogam contra os princípios e as instituições democráticas. Nesse sentido, Karl Loewenstein propôs, em 1937, a controvertida doutrina da “democracia militante”, incorporada pela Lei Fundamental em 1949 e aplicada pela Corte Constitucional alemã nas décadas seguintes. Foi o caso do combate a organizações terroristas de esquerdas que atuaram na década de 1970 na Alemanha.
Por essa doutrina, é possível investigar e mesmo restringir direitos de grupos que ameaçam a democracia, como agora ocorre com os radicais no Brasil.
Isso pode-se chamar de democracia militante.
Dir-se-ia que as democracias constitucionais já estabeleceram mecanismos voltados a conter ataques aos seus pilares fundamentais. Mas, a democracia, como forma de convivência, tem sempre a sua volta o espectro de pensamentos contra ela voltados. Para tanto, há, como no Brasil, com sua Constituição-cidadã de 1988, a fixação de cláusulas pétreas que defendem a sua integridade contra qualquer possibilidade de alteração. Isso é um indicativo a Corte Constitucional, suprema guardiã da Carta Democrática, para a sua atuação. Um desses pontos que não podem ser objeto de alteração é o respeito a independência dos poderes.
Tal serve de alerta para o Brasil onde temos um Executivo em flerte com a ditadura e o autogolpe.
Isso é o que se tem a considerar.
É possível conviver com uma proposta normativa que elimina a própria regulagem de forma a admitir partidos que advoguem que advoguem soluções totalitárias? Parece-nos que não. Ideologias que impeçam ao diálogo não convivem com a democracia, onde as opiniões convergem e divergem.
Assim não há espaços para modelos decisionistas que não convivem com posições antagônicas.
O Estado Totalitário traz uma falsa consciência de direito. Um universo antitético.
O que há é a necessidade premente de manter, num país que tem uma constituição-cidadã de índole democrática como a do Brasil, o Estado Democrático de Direito.
Comentando o mesmo princípio da Constituição da República portuguesa, J. J. Gomes Canotilho e Vital Moreira oferecem aos estudiosos, uma resposta: “Esse conceito – que é seguramente um dos conceitos-chave da CRP – é bastante complexo, e as suas duas componentes – ou seja, a componente do Estado de direito e a componente do Estado democrático – não podem ser separadas uma da outra. O Estado de direito é democrático e só sendo-o é que é Estado de direito. O Estado democrático é Estado de direito e só sendo-o é que é democrático”.
Os estudiosos veem o conceito de Estado de Direito como uma coloração nitidamente germânica. Ali foi que, após duas guerras mundiais sangrentas, e um desrespeito flagrante aos direitos humanos, que o conceito se sedimentou com maior rigor.
O Estado de Direito é o oposto do Estado de Polícia. É de sua essência, pois, a submissão da atuação do Estado ao direito, do que defluirá a liberdade individual, e o repúdio à instrumentalização da lei e da administração a um propósito autoritário.
Canotilho e Vital Moreira consignaram sobre o princípio: “Afastam-se ideias transpessoais do Estado como instituição ou ordem divina, para se considerar apenas a existência de uma res pública no interesse dos indivíduos. Ponto de partida e de referência é o indivíduo autodeterminado, igual, livre e isolado”. O Estado de Direito está vinculado, nessa linha de pensar, a uma ordem estatal justa, que compreende o reconhecimento dos direitos individuais, garantia dos direitos adquiridos, independência dos juízes, responsabilidade do governo, prevalência da representação política e participação desta no Poder Legislativo.
Ainda ensinaram Canotilho e Vital Moreira: “O Estado de Direito reduziu-se a um sistema apolítico de defesa e distanciação perante o Estado”. Tornam-se as suas notas marcantes: a repulsa da ideia de o Estado realizar atividades materiais, acentuação da liberdade individual, na qual só a lei podia intervir e o enquadramento da Administração pelo princípio da legalidade.
A procura da jugulação do arbítrio, como acentuou Celso Ribeiro Bastos (Comentários à Constituição do Brasil, primeiro volume, pág. 422), só se pode dar debaixo dos subprincípios que estão enfeixados na concepção ampla do Estado de Direito. Não se conhece a liberdade senão os países que consagraram a primazia do direito.
Deve-se então entender a natural reação da democracia alemã e essas ideologias nefastas voltadas a uma dogmática que afronta a convivência democrática.
São próprias da democracia e, desta forma, devem ser entendidas, pois aparecem para preservá-la.

*É procurador da República com atuação no RN aposentado.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
07:50

Foto: cedida/Bruno Barreto***

 

Em um ato político histórico, o candidato a governador do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, reuniu uma multidão de apoiadores e lideranças para mais um grande piseiro. Na ocasião, o candidato relembrou o avanço irreversível de sua campanha na reta final do primeiro turno, reforçando que a verdadeira onda de esperança, trabalho e compromisso com a verdade segue ecoando por todo o estado neste segundo turno.

O candidato falou sobre a importância das mulheres que lideram a mobilização popular na região Trairi, exaltando o papel da anfitriã, prefeita Aninha. Cadu pontuou que a força feminina na linha de frente simboliza a essência ética e transparente de um projeto que coloca o povo potiguar em primeiro lugar.

Reiterando a sintonia com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cadu celebrou o momento de virada e convocou a militância a transformar o entusiasmo das ruas em votos decisivos no próximo dia 25 de outubro. O candidato reforçou que a união entre o governo do estado e o governo federal é um caminho seguro para garantir investimentos consistentes nas áreas de saúde, educação e infraestrutura para as próximas gerações.

Com a energia renovada pelo apoio popular e pela certeza da vitória, Cadu encerrou o evento fazendo um apelo direto à população para consolidar a mudança nas urnas. “O meu compromisso é com o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos e das próximas gerações. E o povo do Rio Grande do Norte já decidiu: no dia 25, é 13 para presidente e 13 para governador”.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
07:48

Foto: reprodução/ICL

ICL Notícias

Segundo o Índice de Popularidade Digital (IPD), elaborado pela consultoria Quaest, o presidente Lula passou Flávio Bolsonaro no ranking de popularidade digital e agora lidera entre os dois candidatos à Presidência após a primeira rodada da eleição. A informação é da Folha de S.Paulo.

Os dados coletados entre 4 e 15 de outubro mostram que Lula ampliou sua pontuação de 70,7 para 82,6. Flávio, por outro lado, caiu de 80 para 76,4 pontos. O índice utiliza um sistema de análise que reúne 175 variáveis de plataformas digitais, entre elas Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, X, Google e Wikipédia. A pontuação pode variar de zero a 100.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirma que o indicador apresenta, desde 2020, uma correlação elevada com os resultados eleitorais. Para ele, a mudança observada depois do primeiro turno está relacionada à reorganização da campanha petista, que ampliou sua atuação digital e promoveu novas formas de mobilização dos apoiadores.

Uma das mudanças foi a adoção de formatos mais próximos da linguagem das redes sociais. A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ajudou a impulsionar vídeos verticais, com legendas e gravação em estilo selfie. Já André Janones (Rede-MG) participou da articulação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, utilizado para distribuir tarefas e estimular ações de apoiadores em diferentes plataformas.

A movimentação nas redes também acompanhou acontecimentos presenciais, como atos na Avenida Paulista, em São Paulo, e em Copacabana, no Rio de Janeiro. A aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado foi outro episódio que ganhou espaço na comunicação da campanha.

“O indicador é uma sinalização de mudança de quadro. Sugere que Flávio perdeu a condição de favorito que ele sustentava no primeiro turno, muito pelo que chamamos de ‘wake-up call’, ou despertar, da campanha petista, depois do resultado das urnas”, disse Nunes à Folha.

No período posterior à primeira votação, Flávio recebeu declarações de apoio de adversários derrotados na disputa presidencial, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). O ex-presidente Michel Temer (MDB) também manifestou apoio ao senador. Além disso, Flávio foi autorizado a visitar Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde agosto do ano passado.

Esses movimentos, porém, não se refletiram em crescimento da popularidade digital do candidato. Ao contrário, o índice registrou uma retração, associada a uma redução no ritmo de mobilização da campanha do PL. Mesmo com a queda, Flávio continua próximo dos níveis mais altos do indicador.

Na avaliação de Nunes, o apoio público de lideranças políticas perdeu parte de sua influência sobre as escolhas do eleitorado. Segundo ele, os eleitores têm recorrido a outras fontes de informação e a formas diferentes de avaliar os candidatos, o que diminui o peso dos endossos tradicionais.

O pesquisador também aponta que a expectativa de vitória entre os apoiadores de Flávio pode ter contribuído para a desaceleração da campanha. No primeiro turno, o senador recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. O resultado pode ter levado parte da equipe bolsonarista a reduzir a intensidade das ações, como se alguns integrantes tivessem “tirado férias”, na descrição de Nunes.

Disputa apertada aumenta importância da mobilização

Para o diretor da Quaest, a capacidade de mobilizar eleitores será determinante na fase final da campanha. A preocupação é especialmente relevante diante dos 33,4 milhões de eleitores que deixaram de comparecer às urnas no primeiro turno.

“No IPD, há sinais de que Lula está conseguindo mobilizar eleitores no segundo turno e possivelmente aumentar a presença nas urnas. Flávio, que já tem uma base engajada há mais tempo, está estável. O eleitor de Lula está mais motivado, e é possível que isso impacte na eleição, porque pode provocar uma redução, mesmo que mínima, nas abstenções, o que já favoreceria a campanha de Lula em um cenário tão apertado.”

 

Publicado por: Chico Gregorio


18/10/2026
10:14

Um incêndio foi registrado na manhã deste domingo (18) no Monte do Galo, em Carnaúba dos Dantas, na região do Seridó potiguar. O local é um dos principais pontos de turismo religioso do Rio Grande do Norte, recebendo romeiros e visitantes durante todo o ano.

Até o momento, não há informações confirmadas sobre as causas do incêndio, a extensão da área atingida ou possíveis danos.

Ismael Medeiros ***

Publicado por: Chico Gregorio


18/10/2026
10:07

Foto Ilustrativa Blog Chico Gregorio

Neto Queiroz**

Chegamos à última semana da campanha do segundo turno no Rio Grande do Norte, com duas candidaturas envolvidas em uma das disputas mais acirradas dos últimos anos. Prever o resultado é difícil.

Durante boa parte do processo eleitoral, Allyson Bezerra apostou que a polarização nacional não teria influência significativa na escolha do eleitor potiguar. No primeiro turno, essa avaliação parecia fazer sentido. No segundo, porém, a disputa nacional ganhou força e passou a influenciar decisivamente a eleição estadual.

Agora, Allyson faz um grande esforço para convencer o eleitor lulista de que não é necessário votar no mesmo campo para presidente e governador. Mas esse argumento parece ter pouco efeito diante da transferência de eleitores lulistas que antes estavam com Allyson e agora se aproximam de Cadu de Lula.

Cadu, por sua vez, mergulhou de vez na estratégia do voto casado e se tornou o principal receptor do apoio a Lula. Não adotou apenas o nome do presidente na urna: incorporou também seus símbolos, como o chapéu e as cores. E se beneficia de uma disputa presidencial apertada, que acirrou as paixões e levou muitos eleitores a escolher um lado para torcer.

Se a eleição nacional estivesse mais tranquila, talvez a nacionalização da disputa no Rio Grande do Norte não tivesse produzido um efeito tão forte. Mas a corrida voto a voto pela Presidência estimula o eleitor a se posicionar. Nesse cenário, Cadu tem uma vantagem: está identificado com um dos lados da disputa nacional, justamente aquele que reúne a maioria dos eleitores potiguares.

O principal problema para Allyson é que, em uma eleição tão polarizada, ele não tem uma identificação clara com nenhuma das duas forças nacionais. Recebeu o apoio de eleitores que não se reconhecem plenamente em nenhum dos lados, mas esse grupo não carrega o mesmo envolvimento emocional e, além disso, representa uma parcela menor do eleitorado.

Esse quadro, porém, não significa que a eleição esteja definida. Allyson reúne seus votos próprios, os votos que vieram de Álvaro Dias e ainda uma parcela do eleitorado lulista. Cadu, por sua vez, amplia sua presença entre os eleitores de Lula. A disputa continua acirrada.

A combinação entre a polarização nacional e o equilíbrio da disputa estadual tornou o resultado imprevisível. Nesta reta final, há um viés de alta para Cadu, impulsionado também pelo cenário nacional. É uma vantagem importante, mas será suficiente para vencer?

Publicado por: Chico Gregorio