Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores do Ceará.
O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares.
Para 84% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 16% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro.
Lula aparece com 55% e Flávio Bolsonaro, 23%.
Lula, Flávio, Augusto Cury, Renan e Caiado — Foto: Globo
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores do Ceará. O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares.
Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados.
Lula (PT): 55% (eram 54% em 4 de setembro)
Flávio Bolsonaro (PL): 23% (eram 16%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 10%)
Renan Santos (Missão): 3% (era 2%)
Ronaldo Caiado (PSD): 1% (era 1%)
Romeu Zema (Novo): 0 (era 0)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era 0)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era 0)
Samara Martins (UP): 0 (era 0)
Leonardo Avalanche (PRTB): 0
Clariana Barão (DC): 0 (era 0)
Hertz Dias (PSTU): 0 (era 0)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era 0)
Indecisos: 6% (era 10%)
Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 7%)
Para 84% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 16% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro.
A Quaest ouviu 900 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é CE-08268/2026 e BR-03184/2026.
Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche — Foto: Reprodução
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores de Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados:
Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07818/2026
O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) assinou um contrato de opção de compra futura de 4% de participação no Instituto Iter, criado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi localizado pela Polícia Federal durante as buscas realizadas contra o parlamentar e a advogada Valéria Linhares.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, em 14 de setembro, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de comercialização de influência junto a integrantes de tribunais superiores. Cezinha é investigado pela PF, mas nega irregularidades.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o acordo previa que o deputado adquirisse 4% do Iter. Cezinha teria depositado R$ 19.353 como caução, valor correspondente a 1% da participação. Os outros 3% seriam adquiridos de outros sócios do instituto.
Compra não foi efetivada
A assessoria de André Mendonça afirma que a opção de compra nunca foi concretizada e que Cezinha não chegou a integrar o quadro societário do Iter.
De acordo com a versão apresentada pelo ministro, o parlamentar não poderia ser sócio da instituição enquanto exercesse atividade política.
A negociação teria sido condicionada à eventual saída de Cezinha da política, com a possibilidade de conclusão do negócio após o fim de seu mandato, previsto para 2027.
O contrato encontrado pela PF acrescenta um novo elemento à relação entre o deputado e Mendonça, que já havia sido mencionada na investigação. Em março de 2025, Cezinha teria intermediado um encontro entre o ministro do STF e o empresário Daniel Vorcaro, então presidente do Banco Master. Mendonça confirmou a reunião e afirmou que o assunto tratado foram precatórios.
Um mês antes da operação contra o deputado, a PF havia apreendido R$ 510 mil em espécie em uma bagagem transportada por Valéria Linhares, namorada de Cezinha, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, segundo a Folha. A defesa e os envolvidos contestam as suspeitas investigadas.
247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou em janeiro de 2025, acompanhado da mulher e das duas filhas, em um jatinho que tinha entre seus proprietários uma empresa da qual Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, era sócio. A informação foi revelada pela revista piauí, que identificou a aeronave a partir do cruzamento de registros de tráfego aéreo e dados aeroportuários.
O avião era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Segundo a reportagem, a Prime You, empresa que tinha Vorcaro como sócio naquele momento, detinha um terço das cotas da aeronave, participação adquirida no fim de 2024. A companhia também operava o jato por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro permaneceu como sócio da Prime You até setembro de 2025.
Voo da Flórida para Brasília
A viagem ocorreu em 19 de janeiro de 2025. O avião decolou do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, e pousou em Brasília. Além de Flávio Bolsonaro, estavam a bordo sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador.
Tomaz confirmou à piauí que possuía, por meio de uma empresa, outra das três cotas do Legacy 650. De acordo com relatório da Polícia Federal citado pela revista, cada participação de 33,33% na aeronave estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.
A existência da viagem de Flávio e Tomaz entre Fort Lauderdale e Brasília havia sido revelada anteriormente por O Globo. A piauí avançou na apuração ao identificar que o avião utilizado era justamente o PP-NLR, cruzando registros históricos de tráfego aéreo, uma planilha de movimentos aeroportuários e informações do Registro Aeronáutico Brasileiro.
O mesmo jatinho usado por Alexandre de Moraes
O Legacy 650 ganhou projeção nacional porque foi a mesma aeronave utilizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2025, sete meses depois da viagem de Flávio Bolsonaro.
A participação de Vorcaro na estrutura societária do avião acrescenta um novo elemento às relações que vêm sendo reveladas entre personagens da política, empresários e pessoas próximas ao ex-banqueiro.
A própria piauí já havia revelado que Flávio utilizou durante a campanha presidencial um apartamento em São Paulo pertencente a uma empresa de Willer Tomaz e anteriormente pertencente a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A revista também mostrou conexões envolvendo uma propriedade utilizada pela família Bolsonaro em Angra dos Reis e administrada pela Prime You.
Willer Tomaz diz que ofereceu carona a Flávio
Em nota enviada à piauí, Willer Tomaz afirmou que detinha um terço das cotas da sociedade proprietária do avião e que sua participação era administrada pela Prime You. Segundo ele, os voos contratados eram privados e não remunerados e, quando havia lugares disponíveis, amigos com o mesmo destino eram convidados a viajar sem qualquer pagamento ou contrapartida.
Tomaz afirmou ainda que só tomou conhecimento em abril de 2026 de que Daniel Vorcaro também teria adquirido uma participação na aeronave. Segundo sua versão, após descobrir a participação do ex-banqueiro, denunciou o contrato e entrou em litígio com a Prime You. O advogado declarou não conhecer Vorcaro pessoalmente e negou ter realizado negócios com ele.
A revelação sobre o jatinho amplia o escrutínio sobre as relações de Flávio Bolsonaro com pessoas e estruturas empresariais que também tiveram vínculos com Vorcaro. As circunstâncias financeiras envolvendo o Banco Master e personagens próximos ao ex-banqueiro seguem sob investigação das autoridades.
Uma cirurgia só vai poder tratar dois problemas que ameaçam a visão e ficam mais comuns com a idade. O Sistema Único de Saúde (SUS) vai incorporar um procedimento capaz de cuidar de glaucoma e catarata numa intervenção única, segundo decisão que o Ministério da Saúde publicou na quinta-feira 17, no Diário Oficial da União.
A abordagem é destinada a quem tem glaucoma primário de ângulo aberto em estágio leve ou moderado, e pode ser realizada durante a cirurgia de catarata. É uma técnica menos invasiva do que as alternativas disponíveis até agora, com recuperação mais rápida, menor risco de complicação e mais controle da pressão dentro do olho.
Olho humano em close; o novo procedimento é indicado para glaucoma leve ou moderado e pode ser feito durante a cirurgia de catarata — Pexels
Rosalie Arruda***
Mossoró vai virar a capital administrativa do Rio Grande do Norte. Nos dias 28, 29 e 30 de setembro, a governadora Fátima Bezerra despachará diretamente da Reitoria da UERN, durante a programação da Festa da Liberdade. A mudança temporária foi autorizada pela Lei nº 12.902, sancionada na terça-feira (22), após aprovação pela Assembleia Legislativa.
A agenda prevê reuniões, vistorias e ações nas áreas de infraestrutura, educação, abastecimento e segurança pública, além de encontros com o setor produtivo.
Mas Mossoró, como se sabe, não costuma ser exatamente uma cidade de baixa temperatura, nem no clima, nem na política.
A coincidência com a eleição de 2026 dá um ingrediente a mais à transferência da sede administrativa. O ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), candidato ao Governo do Estado, aparece na liderança de pesquisas recentes. Ou seja: o Governo vai para Mossoró justamente quando o município está no centro das atenções políticas do Estado.
Nada que desagrade a uma cidade acostumada a ocupar espaço. Mossoró tem tradição de temperatura elevada, de festa grande e, aparentemente, de produzir também bastante calor eleitoral.
Durante esses três dias, portanto, a Reitoria da UERN será o endereço do Governo do Estado. Natal continua sendo a capital oficial, evidentemente. Mas, entre segunda e quarta-feira, Mossoró ganha uma espécie de capital administrativa de temporada.
E pode preparar o ar-condicionado.Porque se o calor político continuar subindo no mesmo ritmo do termômetro, os três dias de Governo no Oeste prometem agenda cheia, discursos, reuniões e muita leitura de entrelinhas. No Oeste, até a mudança temporária da sede do Governo chega com sotaque político.
Os primeiros 10 quilômetros da duplicação da BR-304 no Rio Grande do Norte serão liberados nesta quarta-feira (30), a partir de Assú em direção a Mossoró. Esse subtrecho corresponde a uma área já pronta para receber o tráfego de veículos e integra a etapa 1B do projeto de duplicação da BR 304, que contempla 57,6 quilômetros entre os municípios de Assú e Mossoró, com investimento total de R$ 376 milhões.
A intervenção é executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela gestão e fiscalização do empreendimento, e devidamente acompanhada pelo Governo do Estado. A emissão de sua ordem de serviços ocorreu no final de janeiro deste ano e as obras tiveram início no mês de março, com prazo de execução de 24 meses.
A Governadora Fátima Bezerra garantiu que a obra de duplicação da BR-304 fosse incluída como prioridade no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, além de participar de ações relacionadas ao licenciamento ambiental e de outras providências necessárias à viabilização do empreendimento.
A obra prevê a implantação de uma segunda pista com duas faixas de rolamento em paralelo à pista existente, permitindo ampliar a capacidade da rodovia e melhorar as condições de segurança viária e de circulação para os usuários. Segundo dados do DNIT, aproximadamente 50 mil veículos circulam diariamente pela região, o que demonstra a importância da BR-304 para o deslocamento de pessoas e o transporte de cargas no Rio Grande do Norte.
O subtrecho a ser liberado tem início no entroncamento da BR-304 com a RN-223, em Assú, e corresponde a aproximadamente 17% da etapa 1B da duplicação, tendo que os serviços necessários para sua liberação, incluindo sua drenagem e sinalização horizontal e vertical, garantindo sua plena utilização.
Além dos 10 quilômetros que serão liberados, os serviços seguem em outras frentes do trecho. Cerca de 50% da extensão do terreno já teve o processo de limpeza finalizada, enquanto a drenagem se aproxima de 30% de execução e a terraplenagem chega a aproximadamente 40%. Na pavimentação, já foram executados mais de 15 quilômetros de concreto compactado com rolo e mais de 13 quilômetros de pavimento de concreto.
“Um sonho, às vezes, precisa ser sonhado por muitos. Por aqueles que trabalham para crescer e por tantos outros que entendem a necessidade de agir, de sair do campo das ideias e ir à luta. Porque quem sonha – e sonhamos muito com a duplicação desta rodovia -, precisa trabalhar para torna-lo realidade. E, agora, temos o privilégio de ver a duplicação da BR 304 tornar-se realidade. Mais que um sonho, é uma obra gigante, e que quando concluída trará mais desenvolvimento e segurança a todos e todas que trafegam de uma ponta à outra do nosso Rio Grande do Norte. É obra que muitos duvidavam, e aqui estamos, com seu primeiro trecho concluído”, comemora a governadora Fátima Bezerra.
Momento histórico
Para o secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, a liberação dos primeiros quilômetros representa um momento histórico para a infraestrutura rodoviária do Rio Grande do Norte. “A liberação dos primeiros 10 quilômetros é um momento histórico para a infraestrutura do Rio Grande do Norte. Essa obra é de grande importância para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, porque amplia a capacidade da nossa principal ligação rodoviária, melhora a segurança e fortalece a integração entre as regiões do Estado”, disse ele.
O secretário reforça que, embora a execução da obra seja de responsabilidade do Governo Federal, por meio do DNIT, o Governo do Estado teve participação decisiva na articulação para garantir a inclusão da duplicação da BR-304 entre as prioridades do Novo PAC.
“A governadora Fátima Bezerra incluiu a duplicação da BR-304 como prioridade no Novo PAC do Governo Federal, e o Estado atuou para viabilizar o empreendimento, inclusive nas ações relacionadas ao licenciamento ambiental, na articulação com o Governo Federal e no seu acompanhamento. É uma obra federal, executada pelo DNIT, mas de enorme importância para o Rio Grande do Norte”, explicou Gustavo Coelho.
A duplicação da BR-304 também contempla o trecho de 38,1 quilômetros entre o fim da Reta Tabajara, em Macaíba, e Riachuelo. O empreendimento foi dividido em cinco lotes para a execução das intervenções previstas na rodovia.
O primeiro contrato corresponde ao trecho 1B, entre Assú e Mossoró, com 57,6 quilômetros. O segundo lote compreende os 38,1 quilômetros entre Macaíba e Riachuelo. Os demais lotes abrangem outros segmentos da BR-304 no território potiguar
Eixo estratégico para o RN
Com 317 quilômetros de extensão no Rio Grande do Norte, incluindo uma sobreposição com a BR-101 dentro dos municípios de Natal e Parnamirim, a BR-304 é uma rodovia diagonal que começa no viaduto do Quarto Centenário, em Natal, e segue até o Estado do Ceará.
A rodovia é um dos principais eixos viários do Rio Grande do Norte, integrando Natal a Mossoró e às demais regiões do Estado, através das conexões com outras rodovias estaduais e federais, servindo para o deslocamento de pessoas e para o escoamento da produção industrial, mineral e agrícola do Estado, incluindo atividades importantes para a economia potiguar.
A duplicação amplia a capacidade de um dos principais corredores rodoviários do Rio Grande do Norte e contribui para melhorar as condições de tráfego, a mobilidade e a segurança dos usuários, além de favorecer a circulação de pessoas e mercadorias entre Natal, Mossoró e as diferentes regiões do território potiguar.
Em um encontro com empresários do setor hoteleiro na sede da ABIH-RN, o candidato ao governo do RN, Cadu de Lula, destacou a relevância de diversificar e interiorizar o turismo potiguar. Ele ressaltou a necessidade de casar o potencial do nosso litoral com atrações do interior, como as serras e cavernas, ampliando o tempo de permanência do visitante no estado. Ao reforçar a urgência de resgatar o orgulho da nossa terra e superar narrativas pessimistas, Cadu defendeu que o setor é a chave para a rápida geração de emprego e renda. “Nós temos um caminho a seguir e a gente vai seguir esse caminho. Vamos ter um estado cada vez mais desenvolvido, gerando emprego, renda e reduzindo a desigualdade social”, afirmou o candidato.
Durante o bate-papo, Cadu defendeu com firmeza uma gestão técnica, pautada no uso inteligente de dados e no diálogo constante com o setor privado. Ele destacou que a tomada de decisões no turismo exige planejamento fundamentado em estatísticas e métricas reais. Além disso, defendeu a qualificação profissional conectada às demandas reais da cadeia produtiva, reforçando que Parcerias Público-Privadas (PPPs) e governos abertos são caminhos essenciais para acelerar o desenvolvimento potiguar.
O candidato reafirmou sua prontidão e maturidade política para assumir o comando do Rio Grande do Norte. Cadu relembrou sua trajetória técnica e de dedicação ao serviço público, destacando a experiência adquirida ao enfrentar momentos desafiadores no estado. Ele aproveitou a ocasião para pedir que os eleitores analisem com atenção o histórico, a honestidade e os compromissos de cada postulante, reforçando que seu projeto é construído de forma transparente e alinhado com as reais necessidades da população.
O debate foi centrado no que o candidato chama de “Experiência Rio Grande do Norte”. Cadu enfatizou a importância de oferecer um atendimento especializado e capacitado aos visitantes, citando a formação em idiomas para recepcionar melhor o turista internacional, além de um olhar diferenciado para a segurança pública em corredores turísticos. Para o candidato, garantir que o visitante se sinta seguro e bem acolhido desde a sua chegada é um pilar indispensável para consolidar a imagem do estado como um destino de excelência.
Por fim, o plano de infraestrutura rodoviária e abertura de novas rotas ganhou destaque na fala do candidato. Além de garantir a manutenção contínua das vias existentes para os principais destinos, Cadu defendeu investimentos estratégicos em novos acessos, como o projeto da rodovia litorânea interligando Touros a Areia Branca e a nova estrada de Pipa. O foco é encurtar distâncias, potencializar regiões com alto apelo turístico e estruturar o estado para um ciclo sustentável de expansão econômica.
O Diário do RN teve acesso, nesta quarta-feira (23), a um vídeo que integra o material da Operação Mederi, investigação da Polícia Federal que apura supostas irregularidades em contratos da saúde durante a gestão do então prefeito de Mossoró e atual candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil). Nas imagens, dois sócios da DISMED Distribuidora, empresa fornecedora de medicamentos para a Prefeitura de Mossoró, conversam sobre a divisão de valores de um contrato público e mencionam supostos repasses destinados a Allyson Bezerra e a uma mulher identificada como “Fátima”.
Ao explicar o que chama de “matemática de Mossoró”, um dos empresários utiliza como exemplo uma ordem de compra de R$ 400 mil e detalha quanto, segundo ele, seria destinado ao então prefeito e quanto ficaria com “Fátima”.
“Como é a matemática de Mossoró: Mossoró tem uma ordem de compra de R$ 400 mil, desses R$ 400, ele entrega R$ 200, tudo a preço de custo. Dos R$ 200, ele pega 30%, então aqui ele comeu R$ 60, fica R$ 140 para ele entregar 100%. Dos R$ 140, ele ganha R$ 70. R$ 70 com R$ 60, é meu, R$ 130; só que dos R$ 130, nós temos que pagar R$ 100 mil a Allyson e a Fátima. É 10% de Fátima e 15% de Allyson; só ficou R$ 30 mil para a empresa. ‘Tá’ aí o problema. Antigamente, a gente vendia R$ 400, nós ‘estava’ ganhando R$ 200; que é 100%. Dava os R$ 100 de Fátima e ficava os R$ 100 da empresa”, afirma um dos sócios na gravação.
As imagens são fruto de uma escuta ambiental implantada por agentes da Polícia Federal no escritório da DISMED, com o intuito de servir como prova documental para a Operação Mederi.
De acordo com o próprio relatório da Polícia Federal, os homens que aparecem no vídeo foram identificados como os sócios da DISMED Distribuidora Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares.
O material da escuta ambiental na sede da Dismed foi incorporado ao conjunto de provas reunidas pela Operação Mederi, que investiga supostas irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró na área da saúde.
O Rio Grande do Norte fechou 2025 com 1,36 milhão de pessoas ocupadas, um aumento de 8,1% (mais 103 mil pessoas) em relação a 2012. No mesmo período, a população desocupada em relação à força de trabalho recuou para 8,07%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.
É o que mostram os dados do módulo Características Adicionais do Mercado de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Investigado desde 2012, o suplemento traz um retrato estrutural do mercado de trabalho, permitindo comparações de longo prazo.
Percentual de pessoas desocupadas – 2012-2025
O levantamento também mostra que, em 2025, o Rio Grande do Norte tinha 2,85 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais). Desse total, 1,48 milhão (52,1%) estava na força de trabalho e 1,37 milhão (47,9%) estava fora dela. Em relação a 2012, a população em idade de trabalhar cresceu em mais de 368 mil pessoas, sendo 70 mil a mais na força de trabalho e 298 mil a mais fora dela.
Mulheres ampliam participação na população ocupada
Assim como no Brasil, a participação feminina na população ocupada do RN cresceu entre 2012 e 2025. Entre os homens, o percentual de ocupados recuou de 61,0% para 58,2% no período. Já entre as mulheres, a participação subiu de 39,0% para 41,8%, um avanço de 2,7 pontos percentuais.
Serviços e administração pública puxam a geração de postos de trabalho
O mercado de trabalho potiguar acompanhou a tendência nacional de consolidação dos serviços e da administração pública como principais vetores de absorção de mão de obra, enquanto setores tradicionais perderam espaço relativo.
Entre 2012 e 2025, os maiores crescimentos absolutos de ocupados no RN ocorreram em Administração pública, defesa, educação e saúde (+120 mil pessoas), em Informação, comunicação, atividades financeiras e administrativas (+60 mil) e em Outros serviços (+23 mil).
Em sentido contrário, as maiores retrações foram na Indústria geral (-41 mil), em Serviços domésticos (-36 mil) e, empatadas, na Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-27 mil) e na Construção (-27 mil).
Pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência
Mil pessoas – RN
Grupamentos de atividades no trabalho principal
2012
2025
Diferença
Variação (%)
Total
1.264
1.367
103
8,15
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura
127
100
-27
-21,26
Indústria geral
144
103
-41
-28,47
Construção
125
98
-27
-21,60
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas
287
283
-4
-1,39
Transporte, armazenagem e correio
47
64
17
36,17
Alojamento e alimentação
62
79
17
27,42
Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas
94
154
60
63,83
Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais
232
352
120
51,72
Outros serviços
54
77
23
42,59
Serviços domésticos
92
56
-36
-39,13
Mais da metade da população ocupada está em pequenas empresas
Desde o início da série histórica da pesquisa, a maior parte das pessoas ocupadas estão inseridas em pequenas empresas de 1 a 5 empregados, com 54,7% para 2025, ou em grandes empresas com 51 pessoas ou mais, equivalente a 25,1% das pessoas ocupadas no setor privado. Esses dois conjuntos das empresas respondem por quase 80% das ocupações no estado.
Sindicalização cresce frente a 2022, mas segue bem abaixo de 2012
A taxa de sindicalização dos trabalhadores no Rio Grande do Norte fechou 2025 em 10,4% (142 mil pessoas), reagindo ao piso da série, registrado em 2022 (9,4%, ou 126 mil pessoas). Ainda assim, o indicador permanece distante do topo histórico, alcançado em 2015, quando 18,8% dos ocupados (254 mil pessoas) eram associados a sindicato.
Na comparação de longo prazo, a proporção geral de sindicalizados encolheu de 17,1% (216 mil pessoas) em 2012 para 10,4% (142 mil) em 2025. A queda atingiu os dois sexos: entre os homens, a taxa recuou de 17,7% (137 mil) para 10,8% (86 mil); entre as mulheres, de 16,2% (80 mil) para 9,9% (56 mil).
Percentual de pessoas ocupadas que estavam associadas a sindicatos, por sexo – Rio Grande do Norte
2012: Total — 17,1% Homens — 17,7% Mulheres — 16,2%
2015: Total — 18,8% Homens — 18,7% Mulheres — 19,1%
2018: Total — 15,4% Homens — 16,0% Mulheres — 14,5%
2022: Total — 9,4% Homens — 10,0% Mulheres — 8,5%
2024: Total — 10,0% Homens — 11,2% Mulheres — 8,1%
2025: Total — 10,4% Homens — 10,8% Mulheres — 9,9%
Registro no CNPJ avança entre empregadores e trabalhadores por conta própria
Entre 2012 e 2025, a formalização por meio do CNPJ cresceu tanto entre os empregadores, que trabalham no próprio negócio contratando ao menos um empregado, quanto entre os trabalhadores por conta própria, que atuam de forma autônoma, sem funcionários.
No grupo dos empregadores, a taxa de registro no CNPJ subiu de 71,0% (25 mil pessoas) em 2012 para 79,5% (35 mil) em 2025, avanço puxado pelo público feminino, que passou de 5 mil (64,2%) para 14 mil (82,4%) empregadoras com CNPJ, enquanto os homens variaram de 20 mil (73,0%) para 20 mil (77,6%).
Já entre os trabalhadores por conta própria, a formalização mais que dobrou, saindo de 13,8% (49 mil pessoas) em 2012 para 25,7% (106 mil) em 2025. O crescimento foi mais expressivo entre as mulheres autônomas, que foram de 15 mil (14,0%) para 50 mil (35,9%) com CNPJ, enquanto os homens passaram de 34 mil (13,7%) para 56 mil (20,5%).
Com 25,7% de registro no CNPJ entre conta-própria em 2025, o Rio Grande do Norte ocupa a 1ª colocação da Região Nordeste e a 13ª do País nesse indicador. Em relação a 2012, o percentual quase dobrou no estado, com avanço de 11,9 pontos percentuais.
Distribuição percentual das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência como empregador ou conta própria no trabalho principal (%) – RN
Registro do empreendimento no CNPJ
2012 Total
Homens
Mulheres
2025 Total
Homens
Mulheres
Empreendimento registrado no CNPJ
13,8
13,7
14,0
25,7
20,5
35,9
Empreendimento não registrado no CNPJ
86,2
86,3
86,0
74,3
79,5
64,1
Associação a cooperativas de trabalho recua
Entre 2012 e 2025, a associação a cooperativas de trabalho ou produção entre empregadores e trabalhadores por conta própria no Rio Grande do Norte caiu de 6,7% (24 mil pessoas) para 4,0% (16 mil).
A retração ocorreu entre os homens, cuja proporção caiu de 7,1% (18 mil) para 4,0% (11 mil), e também entre as mulheres, que recuaram de 5,7% para 4,0% — mantendo, porém, o contingente em 6 mil pessoas.
Estabelecimento próprio é o principal local de trabalho, mas padrão difere por sexo
Excluídos os empregados do setor público e os trabalhadores domésticos — e sem se tratar de uma medida de trabalho remoto —, o levantamento mostra que o estabelecimento do próprio empreendimento é o principal local de trabalho no RN (56,0%), seguido por local designado pelo cliente ou empregador (15,4%) e, empatados em terceiro lugar, fazenda/sítio/granja (7,7%) e o próprio domicílio (7,7%).
Há diferenças marcantes entre os sexos: a atuação em estabelecimento próprio atinge 74,2% das mulheres ocupadas contra 45,6% dos homens. Já o trabalho em local designado pelo empregador é mais comum entre os homens (21,7% ante 4,2% das mulheres), assim como o trabalho em veículo automotor (8,5% dos homens, item sem registro relevante entre as mulheres). O trabalho no próprio domicílio, por sua vez, é mais frequente entre as mulheres (13,1% ante 4,6% dos homens).
Distribuição percentual das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência, por sexo e local do exercício do trabalho (%)*
Local
Total
Homens
Mulheres
Em estabelecimento do próprio empreendimento
56,0
45,6
74,2
Em local designado pelo empregador, patrão ou freguês
15,4
21,7
4,2
Em fazenda, sítio, granja, chácara etc.
7,7
10,7
2,4
No domicílio de residência
7,7
4,6
13,1
Em veículo automotor
5,4
8,5
–
Em via ou área pública
4,6
5,7
2,8
Em estabelecimento de outro empreendimento
2,2
2,1
2,5
Em domicílio do empregador, patrão, sócio ou freguês
0,5
0,6
0,3
Em outro local
0,5
0,5
0,5
*exclusive os empregados no setor público e trabalhadores domésticos no trabalho principal.
Sobre a pesquisa
O módulo Características Adicionais do Mercado de Trabalho é investigado na primeira entrevista aos domicílios selecionados para a PNAD Contínua desde 2012, abrangendo temas estruturais como associação a sindicato, registro no CNPJ, cooperativismo e local de trabalho.
Diferentemente do monitoramento conjuntural mensal e trimestral, o suplemento oferece um retrato estrutural do mercado de trabalho brasileiro, com dados representativos para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, permitindo comparações históricas de longo prazo (2012–2025).
Os anos de 2020 e 2021 não tiveram divulgação em razão da pandemia de Covid-19, e os dados estão reponderados com base no Censo Demográfico 2022
Durante um ano e meio, Lídia Maria Figueiredo Mazelli, 61 anos, trabalhou no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde que deixou o emprego, em setembro de 2020, passou a responder, ao menos no papel, como dirigente de 14 empresas ligadas ao antigo patrão, conforme levantamento do Núcleo Investigativo do ICL Notícias e da newsletter Noites Húngaras.
Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro.
Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, o advogado emprestou dois imóveis recentemente ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí.
Apesar de constar como diretora e presidente das empresas de Willer Tomaz, Lídia leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Localizamos ela em um prédio no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, cerca de 20 quilômetros do centro do plano piloto de Brasília. O prédio de três andares está localizado em uma área comercial, e sobre uma loja de móveis.
Prédio onde mora Lídia, que aparece como presidente das empresas investigadas. Foto: ICL Notícias
Ao ser abordada, Lídia disse que trabalha no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas do advogado. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, ressaltou.
Ao ser questionada se seus dados poderiam ter sido usados sem autorização, Lídia respondeu que não sabia. “Então, não sei. Porque eu não conheço [Willer Tomaz]. Não tenho nenhum problema, não. Eu tenho trabalhado aqui, na casa de uma moça”, afirmou.
Lídia também negou ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Uma encomenda recebida por ela quando estávamos na entrada do prédio, porém, trazia esse nome completo. A identificação foi ainda corroborada pela reportagem por meio da comparação da entrevistada com a fotografia de um documento de identidade de Lídia Maria Figueiredo Mazelli apresentado por ela a envolvidos na disputa pela mansão em Angra dos Reis.
Procurado, Willer Tomaz negou, em uma primeira resposta, por meio de nota, que a pessoa encontrada pela reportagem fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou. Depois de ser confrontada com as provas levantadas pelo ICL Notícias, porém, a assessoria do advogado mudou a versão. Em um segundo momento, por meio de ligação telefônica, informou que a mulher abordada era, de fato, Lídia e afirmou que ela teria ficado com medo durante a abordagem, razão pela qual teria dado respostas evasivas e se retirado do local.
Em nota, o advogado afirmou ainda que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”, além de ter ocupado cargos de direção em empresas do grupo. Diante da afirmação, a reportagem pediu que a assessoria apresentasse qualquer tipo de comprovação da graduação mencionada e da formação alegada para o exercício desses cargos. Não houve resposta a esse pedido até a publicação desta reportagem.
Sobre a Operação Sem Desconto, Willer afirmou que “não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso”.
Fotos: Reprodução
De funcionária a presidente dos negócios de Willer Tomaz
O advogado Willer Tomaz representou Lídia na Justiça enquanto ela trabalhava como funcionária dele. Em junho de 2019, ele assumiu sua defesa no inventário aberto para a partilha dos bens deixados pela mãe. Nos autos, Lídia afirmou não ter condições de pagar as custas e os honorários sem comprometer o próprio sustento e declarou ser “pessoa pobre na acepção jurídica do termo”.
Registros trabalhistas consultados pelo ICL Notícias mostram que ela teve vínculo formal no escritório Willer Tomaz Advogados entre 25 de março de 2019 e 1º de setembro de 2020. Quatro dias depois do fim do contrato, em 5 de setembro, Lídia já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos. Na mesma época, ela assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens. Lídia deixou as empresas em agosto e julho de 2024, respectivamente.
Seu nome também passou pelo quadro de diretoria de companhias dos setores de comunicação, mineração, imóveis, investimentos e meios de pagamento. São elas: Difusora Comunicação, Embrasis, Jota Comunicação e Rádio Caxias. Mais tarde, seu nome apareceu nos registros da Carbon Cer, Alcazar, RioPag, Friponor, Capital Pretium, Neoverde e a Ícaro Aviation, que opera um hangar de luxo para jatos executivos em Brasília.
Lídia, Tomaz, Flávio e a disputa polêmica pela mansão de Angra
Como diretora-presidente da WT Administração de Imóveis e Bens, Lídia assinou documentos relacionados à disputa pela posse da mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A casa foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison. Dois anos depois, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel para a firma de Willer Tomaz. O processo foi encerrado em junho de 2025, com desfecho favorável ao advogado.
Apesar de não ser parte da ação, Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha pelos advogados ligados ao jogador de futebol, conforme revelou em setembro de 2022, o portal Metrópoles. O senador esteve na mansão duas vezes antes de a empresa de Tomaz conseguir a posse.
Mansão ligada ao investigado na fraude do INSS e à empresa presidida por Lídia. Foto: Reprodução
O empresário Antônio Marcos da Silva, antigo dono do imóvel e responsável por vendê-lo ao grupo ligado a Richarlison, disse à Folha de S. Paulo que Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz se tratavam como sócios durante a visita à mansão. Ao ICL Notícias, Marcos contou que Flávio lhe apresentou o advogado dizendo: “Temos vários negócios juntos”.“Flávio dizia, ‘ô sócio, vamos comprar essa casa’”, recorda Marcos. “Eles também comentavam entre si que iam fazer uma casa compartilhada”, destacou.
Willer e Flávio Bolsonaro em registro conjunto – Foto: Reprodução
Anos depois, em fevereiro de 2026, Flávio Bolsonaro comemoraria o aniversário da filha caçula justamente em uma mansão compartilhada que também fica na Ilha Comprida, e que tem Willer entre seus cotistas. Conforme mostrou o ICL Notícias, a propriedade é gerida pela Prime You, empresa especializada no compartilhamento de bens de luxo ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.
A credibilidade do relato de Marcos foi questionada pela assessoria de Willer Tomaz, uma vez que o empresário foi condenado por estelionato em abril deste ano. Marcos afirmou que a decisão foi em primeira instância, que está recorrendo e é inocente. Ele destacou ainda que o processo nada tem a ver com o negócio de Angra dos Reis.
“Todas as decisões judiciais foram favoráveis ao Dr. Willer, inclusive no Superior Tribunal de Justiça, e já transitaram em julgado. A pessoa apresentada pela reportagem como ‘ex-dono’ nunca foi proprietária do imóvel: ocupava-o como posseiro, sem qualquer título, e foi denunciada por estelionato. A afirmação de que o senador Flávio Bolsonaro seria sócio do Dr. Willer ou participaria da compra é falsa. O senador não participou da aquisição e não tem qualquer participação no imóvel”, destacou em nota a assessoria de Willer Tomaz.
Flávio Bolsonaro foi procurado, mas não retornou às tentativas de contato da reportagem.
Lídia Mazelli presidiu empresa dona de ilha em Angra dos Reis
Além da mansão disputada com o jogador Richarlison, a WT Administração de Bens e Imóveis possui o direito de ocupação de outras três propriedades na Ilha Comprida, de acordo com levantamento da Secretaria do Patrimônio da União. A rede de negócios em nome de Lídia também chega a uma ilha particular em Angra dos Reis: a Ilha do José André. Com área de 56 mil metros quadrados, ela chegou a ser anunciada por R$ 17 milhões em um site de imóveis de luxo.
Ilha do José André, em Angra dos Reis, que chegou a ser anunciada por R$ 17 milhões – Foto: Reprodução Villasinbrazil
Lídia assumiu a presidência da Friponor Brasil Turismo, empresa responsável pela Ilha do José André, em novembro de 2023. Um ano e meio depois, foi ela quem assinou um pedido ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para saber quanto da ilha poderia ser ocupada por um empreendimento turístico. A empresa queria descobrir se poderia construir em até 10% ou 20% da área.
Em agosto, durante ato de campanha em Angra dos Reis, Flávio Bolsonaro defendeu mudanças para facilitar o licenciamento de condomínios, grandes empreendimentos e resorts na região, proposta que poderia beneficiar os interesses do amigo.
Ilha do José André, em Angra dos Reis – Foto: Reprodução Villasinbrazil
Empregada doméstica ‘participou’ de administração de empresa de apostas
Entre as empresas que tiveram Lídia Maria Figueiredo Mazelli em sua administração também está a Pixs Cobrança e Serviços em Tecnologia, atual RioPag S/A. A companhia foi contratada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para processar depósitos, pagamentos e saques das casas de apostas credenciadas pelo governo estadual.
O contrato, estimado em R$ 32 milhões e com duração de cinco anos, colocou a ex-empregada doméstica de Willer Tomaz no comando formal de uma empresa responsável por movimentar o dinheiro das bets autorizadas pelo estado.
A contratação foi cercada de questionamentos. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, apenas duas empresas participaram da licitação. A Idea Maker, que ofereceu repassar 26% das receitas ao estado, foi desclassificada porque registrou o percentual com duas casas decimais, “26,00%”, e não com as três exigidas pelo edital.
Com a eliminação da concorrente, a Pixs, cuja proposta inicial previa um repasse menor, de 20%, permaneceu sozinha na disputa. Posteriormente, a Loterj acertou com a empresa uma taxa de 26,455%. Depois de vencer a licitação, a Pixs transferiu sua sede do Paraná para o Rio de Janeiro e passou a ter Lídia em sua direção. O negócio foi fechado durante o governo de Cláudio Castro, aliado de Willer e de Flávio Bolsonaro. A Loterj acusa a Riopag de sumir com R$ 20,9 milhões do estado.
Os elos entre Flávio e Willer
A amizade entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz é pública desde 2021. Durante a CPI da Covid, o senador saiu em defesa do advogado e se referiu a ele como “meu amigo Willer Tomaz”. No ano seguinte, Flávio tentou emplacar o nome de Willer em uma vaga no Conselho Nacional de Justiça, mas a indicação não avançou.
A relação se estreitou ainda mais nos anos seguintes. SegundoO Globo, a Polícia Federal identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas pelos dois no primeiro semestre de 2025. Em uma delas, Flávio e Willer viajaram com as famílias para a África do Sul e participaram de um safári ao lado do senador Weverton Rocha, também investigado no escândalo do INSS.
Na foto estão o advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá, e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução
Apesar de negarem sociedade ou negócios em comum, Flávio e Willer assinam a defesa de um mesmo cliente em uma disputa de R$ 159 milhões no Superior Tribunal de Justiça. A ação começou em 2021, ano em que, segundo Antônio Marcos da Silva, Willer passou a se movimentar para assumir a mansão de Angra dos Reis, disputada com o jogador Richarlison.
Também em 2021, Flávio abriu seu escritório de advocacia em Brasília. Em entrevista à Agência Pública, Letícia Caetano dos Reis afirmou ter sido indicada por Willer para administrar o negócio do senador. O advogado negou a informação à época.
A indicação abre outro caminho nessa rede de relações. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Alexandre também é dono da Voga Serviços Contábeis, responsável pela contabilidade das empresas de Flávio.
O ICL Notícias revelou que a Bravo Grafeno, fabricante de capacetes da qual o senador é sócio, divide uma sala em Brasília com pelo menos 16 empresas ligadas ao Careca do INSS. As companhias também usam o mesmo escritório de contabilidade.
Resposta de Willer
A nota abaixo divulgada pela assessoria de Willer Tomaz traz informações que foram contestadas pela reportagem, como mostra o texto acima:
Em resposta às perguntas enviadas pelo ICL Notícias, o advogado Willer Tomaz esclarece:
A premissa da reportagem é falsa. A Sra. Lídia Maria Figueiredo Mazelli, que ocupou cargos de direção em empresas do grupo, é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas. Ela nunca trabalhou como empregada doméstica no escritório Willer Tomaz Advogados nem em qualquer outra empresa do grupo.
Consultada hoje, a Sra. Lídia negou ter dito a qualquer jornalista que é empregada doméstica, que não conhece o Dr. Willer ou que não sabia que era dirigente das empresas. Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa.
A remuneração da profissional é informação privada e não será divulgada.
Pedimos que a reportagem informe quais “registros trabalhistas” consultou, pois, nos nossos registros, ela sempre figurou em cargos de gestão.
Quanto ao imóvel de Angra dos Reis, todas as decisões judiciais foram favoráveis ao Dr. Willer, inclusive no Superior Tribunal de Justiça, e já transitaram em julgado. A pessoa apresentada pela reportagem como “ex-dono” nunca foi proprietária do imóvel: ocupava-o como posseiro, sem qualquer título, e foi denunciada por estelionato. A afirmação de que o senador Flávio Bolsonaro seria sócio do Dr. Willer ou participaria da compra é falsa. O senador não participou da aquisição e não tem qualquer participação no imóvel.
O Dr. Willer não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso.
Apenas uma informação a ser acrescentada: consta em nossos registros que a Sra. Lídia é graduada em administração de empresas, com larga experiência.
As campanhas dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte declararam R$ 11,067 milhões em receitas e R$ 15,411 milhões em gastos financeiros à Justiça Eleitoral. Os números constam no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultado nesta terça-feira 22. Os dados são atualizados durante a campanha conforme as prestações de contas enviadas pelos concorrentes.
Allyson Bezerra (União Brasil) aparece com o maior volume de gastos financeiros: R$ 6,673 milhões. A campanha informou receitas de R$ 4,653 milhões, sendo R$ 4,055 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 597,9 mil de recursos privados. O último relatório financeiro indicado no sistema foi entregue na sexta-feira 18.
Foto: José Aldenir/Agora RN
Álvaro Dias (PL) registra a maior arrecadação entre os candidatos, com R$ 5,018 milhões. Desse total, R$ 5 milhões vieram do Fundo Eleitoral, R$ 15,1 mil são classificados como recursos privados e R$ 3.360 correspondem a receitas estimáveis em dinheiro, como doações de produtos ou serviços. Os gastos financeiros declarados chegaram a R$ 5,770 milhões.
Cadu de Lula (PT) declarou R$ 1,230 milhão em receitas e R$ 2,873 milhões em gastos financeiros. A arrecadação inclui R$ 1,106 milhão do Fundo Eleitoral, R$ 12,9 mil do Fundo Partidário, R$ 74,2 mil de recursos privados e R$ 37,1 mil em receitas estimáveis. O relatório mais recente registrado pelo candidato também é da sexta-feira 18.
Os três candidatos que lideram a disputa eleitoral concentram 98,5% de todos os gastos financeiros informados pelos concorrentes ao Governo. Juntas, as campanhas de Allyson, Álvaro e Cadu declararam R$ 15,316 milhões em despesas. O valor corresponde a R$ 4,248 milhões a mais que toda a receita registrada pelas candidaturas até o momento.
A diferença entre os valores arrecadados e os gastos financeiros não representa necessariamente dívida vencida ou irregularidade. Durante a campanha, o sistema pode apresentar despesas contratadas antes do ingresso ou da contabilização de novos recursos. As informações também dependem dos relatórios enviados pelas próprias campanhas à Justiça Eleitoral.
Entre os demais concorrentes, Professor Robério Paulino (PSOL) informou R$ 101 mil em receitas. O valor é composto por R$ 90 mil do Fundo Eleitoral e R$ 11 mil em recursos estimáveis. Os gastos financeiros chegaram a R$ 44.926,50.
Arinalda do MLB (UP) declarou R$ 35.530 em receitas estimáveis e ainda não registrava gastos financeiros na comparação do TSE. Dário Barbosa (PSTU) informou R$ 28.002 em recursos do Fundo Eleitoral e R$ 23,5 mil em despesas.
Rodrigo de Bolsonaro (Agir), nome de urna de Karlo Rodrigo Lúcio Vieira, declarou R$ 222,40 em receitas privadas e R$ 26.222,40 em gastos financeiros. Henrique Lyra (PCO) apresentou uma prestação de contas sem movimentação financeira.
Carlos Jararaca e Godeiro Linhares, ambos vinculados ao DC, apareciam sem prestação de contas disponível no comparativo do TSE. O sistema também informa que o registro de Carlos Jararaca está indeferido e que a candidatura de Godeiro Linhares permanece pendente de julgamento. Henrique Lyra teve o registro indeferido, mas ainda está em prazo recursal ou com recurso. A relação e a situação das candidaturas podem mudar conforme novas decisões da Justiça Eleitoral.
247 – O presidente Lula (PT) virou a disputa em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), aponta a nova rodada da pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23). Na rodada anterior do levantamento, realizada em 16 de setembro, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente com 47,2% das intenções de voto, contra 46,8% de Lula.
Agora, Lula assumiu a liderança numérica e soma 47,7% das intenções de voto, enquanto o parlamentar do PL registra 47,4%, segundo levantamento do AtlasIntel em parceria com a Bloomberg.
No cenário para o primeiro turno, o presidente Lula aparece na liderança com 45,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43,4%. Em um patamar mais distante na disputa, Renan Santos (Missão) soma 4,5%, seguido pelo escritor e médico Augusto Cury (Avante), que foi testado pelo instituto e atingiu 2,1%.
Ainda no levantamento de primeiro turno, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), alcança 1,3% da preferência do eleitorado, enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 0,9%. O grupo de eleitores que declara voto em outros nomes representa 0,8%. Os votos brancos e nulos somam 0,7%, e os entrevistados que não souberam responder correspondem a 0,5%
Cenários de segundo turn
Em uma eventual simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa indica um cenário de empate técnico. O atual chefe do Executivo registra 47,7% das intenções de voto, enquanto o senador marca 47,4%. Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou que se mostram indecisos no confronto direto entre ambos somam 4,9%.
O levantamento do instituto AtlasIntel também testou a força do presidente Lula contra outros potenciais adversários em eventuais cenários de segundo turno:
Lula x Romeu Zema: Lula soma 47,6% contra 42,2% do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo). Brancos, nulos e indecisos chegam a 10,2%.
Lula x Ronaldo Caiado: O presidente registra 46,6%, enquanto o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD) alcança 44%. O grupo de brancos, nulos e indecisos é de 9,4%.
Lula x Augusto Cury: Lula atinge 46,2% das intenções de voto, frente a 39,4% de Augusto Cury (Avante), com 14,4% de brancos, nulos ou indecisos.Lula x Renan Santos: O presidente marca 46,5%, ao passo que Renan Santos (Missão) soma 31,2%. Neste cenário, a soma de brancos, nulos e indecisos atinge o patamar de 22,3%.A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi realizada entre os dias 17 e 22 de setembro, entrevistando 5.015 eleitores por meio da metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A sondagem foi contratada pela Bloomberg e está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.
Enquanto estados brasileiros vão confirmando definição no primeiro turno e as pesquisas já não trazem mais surpresas como São Paulo, Rio de Janeiro e talvez Minas Gerais, o Rio Grande do Norte ainda tem situação incerta sobre dois turnos e quem deve disputar com o favorito em todas já divulgadas Allyson Bezerra (Uniã0).
As pesquisas de opinião nessa reta final, portanto, podem fazer toda diferença.
Não por acaso dez institutos distintos registraram pesquisa a serem divulgadas nos próximos dez dias.
Data de registro de cada instituto no site do Tribunal Eleitoral:
21/09: Census
20/09: SETA
20/09: MEDIA
20/09: Qualitta
20/09: Verita
19/09: Affare
19/09: Quaest
19/09: MetaData
18/09: EXATUS
17/09: DataCapital
A Operação Mute, realizada em âmbito nacional, teve início nesta terça-feira (22), no Rio Grande do Norte, com uma revista nas celas da Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, em Nísia Floresta. A ação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e conta com a participação da Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Polícia Penal.
O RN se destaca pelo trabalho permanente de prevenção e repressão à entrada de aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos nas unidades prisionais. O histórico das Operações MUTE realizadas no Estado reforça esse resultado. Em todas as edições, não foram localizados aparelhos celulares ou outros dispositivos eletrônicos nas unidades vistoriadas, demonstrando o nível de controle alcançado pelo sistema prisional potiguar.
A operação reúne policiais penais federais e estaduais em ações de inteligência e revistas estratégicas voltadas à identificação e retirada de materiais ilícitos das unidades prisionais. No RN participaram os efetivos de plantão com apoio dos grupos operacionais.
A iniciativa integra a agenda do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), através da SENAPPEN, para o enfrentamento ao crime organizado no sistema prisional, com emprego de procedimentos operacionais e tecnologias voltadas ao reforço da segurança penitenciária, com o objetivo elevar o padrão das unidades prisionais brasileiras.
O trabalho desenvolvido pela Polícia Penal potiguar envolve o uso de equipamentos tecnológicos, como bodyscans e pórticos detectores de metais, aliados às ações operacionais, ampliando a capacidade de fiscalização e dificultando a entrada e a circulação de materiais proibidos nas unidades.
Além disso, as celas não contam com pontos de energia elétrica, em atendimento a recomendação do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), medida que dificulta o uso e o carregamento de aparelhos eletrônicos no interior das unidades.