Crédito da foto: ReproduçãoAllyson Bezerra com o aliado deputado Robinson Faria no primeiro turno
César Santos/Jornal de Fato.
SILÊNCIO É A CONFISSÃO
A estratégia de Allyson Bezerra (União Brasil) de evitar um posicionamento sobre a disputa presidencial está correta.
Deu certo no primeiro.
Allyson mordeu uma fatia importante dos 59,75% dos votos de Lula (PT) no RN; e beliscou um pedaço dos 34,77% de Flávio Bolsonaro (PL).
Só que, no segundo turno, a polarização entre o lulismo e o bolsonarismo parece inevitável. Quem é Lula vota em Cadu de Lula; quem não é, vota no adversário.
Cadu vai dizer isso, e repetir à exaustão, para deixar claro ao eleitor de Lula que ele é o candidato do presidente a governador do estado.
Por mais que Allyson evite declarar o voto a Flávio Bolsonaro, essa condição estará posta naturalmente.
No primeiro turno foi fácil disfarçar porque havia outra candidatura de direita, a de Álvaro Dias (PL). Agora não tem Álvaro.
Na cabeça do eleitor ficará claro no decorrer do segundo turno: Cadu é de Lula e o adversário, no caso Allyson, é de Flávio Bolsonaro.
O silêncio de Allyson sobre o seu voto a presidente é a confissão.
Novo equipamento esportivo foi entregue à população nesta quinta-feira (8), com a presença de autoridades, familiares do homenageado e moradores. A programação também contou com comemoração do Dia das Crianças e show de Mara Dias.
São José do Seridó ganhou, nesta quinta-feira (8), um novo espaço dedicado ao esporte, ao lazer e à convivência comunitária. A inauguração da Areninha Potiguar, localizada na Rua Cícero Dantas, nas proximidades do CMEI, marcou a entrega de mais um equipamento esportivo à população do município.
O espaço recebeu o nome do saudoso desportista Nayron Felipe, que faleceu prematuramente em 2024. A homenagem busca preservar a memória do jovem, cuja história permanece ligada às lembranças de familiares, amigos e pessoas da comunidade.
Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil e Reprodução
O Partido Liberal (PL), legenda do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, foi o partido que acumulou mais votos na seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, durante o primeiro turno das eleições de 2026. Ao somar os votos recebidos por seus candidatos aos diferentes cargos em disputa, a sigla chegou a 233 votos.
O levantamento considera as disputas para presidente da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Câmara Legislativa do Distrito Federal. Apesar do resultado geral favorável ao PL, o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos que Flávio Bolsonaro na seção.
PL lidera votação na Papuda com Michelle Bolsonaro em destaque
Na disputa pelo Senado, Michelle Bolsonaro (PL) foi a candidata mais votada, com 68 votos. Em seguida, apareceram Erika Kokay (PT), com 62, e Leila do Vôlei (PDT), com 58. Outra candidata do PL, Bia Kicis, recebeu 54 votos. Juntas, Michelle e Bia somaram 122 votos.
Para a Câmara dos Deputados, os candidatos do PL receberam 23 votos na seção eleitoral. Já na disputa pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, a legenda contabilizou 18 votos. O partido não teve candidato ao governo do DF.
Os advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, do grupo Prerrogativas, apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal pedindo investigação urgente sobre uma possível articulação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e pessoas ligadas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para interferir no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, e prejudicar as investigações sobre o escândalo financeiro.
O documento, datado de quinta-feira (8), relata que um HD contendo depoimento atribuído a Vorcaro teria sido entregue a terceiros com acusações contra adversários políticos de Flávio, integrantes do governo Lula e ministros de Estado.
Os advogados suspeitam que o material possa ser utilizado para atingir o presidente Lula às vésperas da votação, sem tempo suficiente para verificar as acusações ou apresentar respostas.
A representação afirma que as acusações não teriam respaldo em provas e fazem parte de uma estratégia para desviar o foco das investigações do Banco Master.
Os próprios autores esclarecem, porém, que não tiveram acesso à gravação e pedem à PF que confirme sua existência, conteúdo e origem.
A suspeita ganhou relevância após a divulgação de que Vorcaro, preso preventivamente desde março, estaria negociando uma entrevista exclusiva com emissoras de televisão.
Segundo a Folha de S. Paulo, intermediários do banqueiro procuraram a Globo, enquanto a Record também demonstrou interesse.
A preferência seria pela emissora que oferecesse maior tempo de exibição. Qualquer gravação dentro da unidade prisional dependeria de autorização judicial.
Em declaração à Folha, Marco Aurélio, coordenador do Prerrogativas e integrante da coordenação da campanha de Lula, afirmou ter recebido informações de que Vorcaro teria sido estimulado a prestar um depoimento envolvendo o financiamento de um documentário sobre o presidente, dirigido pelo cineasta Oliver Stone.
O banqueiro teria recebido a promessa de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica após as eleições, enquanto seu pai, Henrique Vorcaro, seria libertado imediatamente.
O documentário Lula, dirigido por Oliver Stone, foi lançado em 2024. Marco Aurélio negou que a produção tenha recebido recursos de Vorcaro e afirmou que a suposta acusação buscaria estabelecer uma comparação com os repasses destinados ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou, nesta quarta-feira (7), a Operação Sine Mora, que investiga a possível venda irregular de acesso a exames de imagem no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.
Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, incluindo nas residências dos vereadores Carol Pires (União Brasil), de Parnamirim, e Percivaldo Júnior (União Brasil), de Poço Branco. Não houve prisões. Cinco servidores do hospital também foram afastados preventivamente.
A investigação apura a possível comercialização de exames como tomografias e radiografias por funcionários do hospital. Durante a operação, foram apreendidos celulares, equipamentos pessoais e agendas com registros de servidores.
Os dois vereadores afirmaram ter sido surpreendidos pelas diligências, negaram envolvimento em qualquer irregularidade e disseram estar colaborando com as autoridades. Ambos informaram que ainda aguardam acesso aos autos para entender os motivos da investigação
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolson247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44,2% das intenções de voto em uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 42,7%. Os números indicam um empate técnico entre os dois candidatos, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.
Os dados são de uma pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9). O levantamento ouviu 2.100 eleitores entre os dias 5 e 7 de outubro de 2026 e aponta uma vantagem numérica de 1,5 ponto percentual para Lula.
Na simulação estimulada de segundo turno, 3,4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum dos candidatos. Outros 9,7% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Mais de 76% dos eleitores afirmam ter voto definido
A pesquisa também investigou o grau de convicção dos brasileiros em relação à escolha para o segundo turno. Segundo o levantamento, 76,2% dos entrevistados afirmaram estar totalmente decididos sobre seu voto, enquanto 13,4% admitiram a possibilidade de mudar de candidato.
Outro indicador analisado foi a disposição dos eleitores de seguir orientações políticas de candidatos derrotados no primeiro turno. Apenas 17,2% disseram que acompanhariam a indicação de voto de seu candidato original.
Em contrapartida, 63,4% afirmaram que manteriam uma decisão independente, sem necessariamente seguir o posicionamento da liderança política apoiada anteriormente.
Os resultados indicam que a transferência de votos por meio de apoios políticos pode encontrar resistência entre parte expressiva do eleitorado, em um cenário no qual os dois candidatos aparecem separados por uma diferença inferior à margem de erro.
Lula e Flávio Bolsonaro apresentam índices semelhantes de rejeição
A pesquisa Vox Brasil também identificou um equilíbrio nos índices de rejeição dos dois candidatos à Presidência.
Lula registra rejeição de 45,2%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,2%. A diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual.
Além disso, 7% dos entrevistados declararam rejeitar ambos os candidatos.
Os números mostram que os dois principais nomes da disputa enfrentam resistência de parcelas semelhantes do eleitorado. A rejeição elevada também representa um obstáculo para a conquista de novos votos em uma eventual disputa de segundo turno.
Governo Lula tem 43,2% de aprovação e 51,6% de desaprovação
O levantamento avaliou ainda a percepção dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal.
Segundo a Vox Brasil, 43,2% dos entrevistados aprovam a administração do presidente Lula, enquanto 51,6% desaprovam sua gestão.
A diferença entre desaprovação e aprovação é de 8,4 pontos percentuais. Outros 5,2% não souberam ou não quiseram avaliar o governo.
Apesar de a desaprovação superar a aprovação, Lula mantém uma vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno, embora os dois estejam tecnicamente empatados.
Pesquisa aponta maior identificação dos eleitores com a direita
O Instituto Vox Brasil também perguntou aos entrevistados sobre seu posicionamento político.
De acordo com os resultados, 39,8% dos eleitores se identificam com a direita, enquanto 33,4% afirmam ter identificação com a esquerda.
Outros 25% disseram não se identificar com nenhum dos dois campos políticos.
O levantamento apresenta ainda informações sobre o perfil socioeconômico e religioso dos entrevistados. Segundo os dados divulgados, 83,9% da amostra é composta por pessoas com renda de até dois salários mínimos.
Em relação à religião, 56,2% dos participantes se declararam católicos e 31,4%, evangélicos.
Na distribuição regional, o Sudeste concentra 41,7% dos entrevistados, seguido pelo Nordeste, com 26,9%.
Metodologia da pesquisa Vox Brasil
O levantamento foi realizado pelo Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas entre 5 e 7 de outubro de 2026, com entrevistas presenciais domiciliares de 2.100 eleitores.
A margem de erro informada é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo próprio Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas Ltda. e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09623/2026.
Porque que a imprensa bolsonaristas do RN não comentou sobre disputa em Natal para deputado federal envolvendo a deputada federal Natália Bonavides e a esposa do prefeito Paulinho Freire Nina Sousa ? evidente o resultado não foi o que eles desejavam, enquanto a petista obteve 81,492 votos, a esposa do prefeito obteve 56.158 votos, uma maioria de Natália sobre ela de 25.334 votos.
Esse resultado acendeu um sinal de alerta no prefeito Paulinho Freire pensando em 2028, pois no último pleito , Natália foi candidata a prefeita da capital e já criou sérias dificuldade para a eleição de Paulinho, mesmo com prefeito de época Álvaro Dias usando toda a máquina pública em prol de Paulinho como denunciou o Ministério Público Eleitoral que entrou com ação na justiça eleitoral pedindo a punição de Álavaro , alguns vereadores, o prefeito eleito e a vice, que mesmo depois de 2 anos ainda não foi julgado.
Está todo mundo fazendo conjecturas sobre como deverão se apresentar os números das pesquisas eleitorais no Rio Grande do Norte, na disputa entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula pelo Governo do Estado.
Para analisar esse cenário, é preciso considerar alguns fatores que poderão influenciar o comportamento dos eleitores potiguares no segundo turno. Vou examinar cada um deles, atribuindo-lhes um peso e indicando a tendência que os votos poderão seguir.
FATOR 1: A tendência do voto bolsonarista no RN que escolheu Álvaro Dias no primeiro turno.
Boa parte dos 26% dos votos dados a Álvaro Dias veio de eleitores identificados com a direita e com o bolsonarismo, cuja escolha teve motivação ideológica.
Essa parcela representa a maior parte dos votos recebidos por Álvaro, e a tendência é que migre para Allyson Bezerra ou opte por não votar em nenhum dos dois candidatos, considerando a resistência desse eleitorado ao PT.
Mas é bom lembrar que algumas pesquisas indicaram que cerca de 4% dos eleitores de Flávio Bolsonaro declararam voto em Cadu de Lula. Portanto, existe uma pequena parcela desse eleitorado que poderá optar pelo candidato petista.
Este é um fator pró-Allyson.
FATOR 2: A tendência do voto de Álvaro que pertence ao próprio Álvaro, e não ao bolsonarismo.
Entre os eleitores de Álvaro Dias, existe uma parcela que votou nele em reconhecimento ao seu trabalho na Prefeitura de Natal, por sua ligação com a região do Seridó ou por outras razões pessoais.
Esse voto, vinculado à figura de Álvaro e não necessariamente a uma posição ideológica, poderá se dividir de maneira equilibrada entre Allyson e Cadu. Não há, a princípio, uma razão evidente para que migre majoritariamente para um ou para outro.
Este é um fator de equilíbrio entre os dois candidatos.
FATOR 3: O impacto do desempenho de Cadu e Allyson nas urnas sobre a percepção do eleitor.
Até o dia 4 de outubro, praticamente todas as análises apontavam o favoritismo de Allyson Bezerra e tratavam Cadu de Lula como um azarão. Poucos apostavam na possibilidade de vitória do candidato petista.
Entretanto, o resultado das urnas surpreendeu pela votação de Allyson abaixo das expectativas e pelo desempenho de Cadu acima das previsões.
Esse resultado pode ter provocado uma mudança no estado de ânimo de parte do eleitorado, especialmente entre aqueles que não gostam de votar em candidatos considerados sem chances de vitória.
O eleitor que deixou de votar em Cadu por acreditar que sua derrota era certa poderá, agora, reconsiderar sua escolha diante de um cenário que se mostrou mais competitivo do que o esperado.
Este é um fator pró-Cadu.
FATOR 4: A influência da eleição presidencial sobre a disputa estadual.
Não se pode negar que, neste segundo turno, a disputa presidencial está dentro da casa de cada brasileiro. O envolvimento dos eleitores é intenso, e a polarização política atingiu seu ponto máximo.
Nesse ambiente, é possível que eleitores de Lula no Rio Grande do Norte que votaram em Allyson Bezerra no primeiro turno reconsiderem sua escolha, influenciados pela campanha do voto casado no 13 para presidente e governador.
Além disso, parte desse eleitorado, que antes não acreditava nas chances de vitória de Cadu, poderá passar a enxergar a disputa estadual sob uma nova perspectiva.
Este também é um fator pró-Cadu.
CONCLUSÃO
Diante desses quatro fatores, que poderão orientar o comportamento de boa parte dos eleitores no segundo turno, temos um fator claramente favorável a Allyson, dois favoráveis a Cadu e um que tende ao equilíbrio entre os candidatos.
Não estou fazendo previsões sobre o resultado da eleição. Estou apenas analisando elementos da campanha e tentando compreender o que se passa na cabeça do eleitor.
Se essa leitura está correta ou não, teremos que aguardar as primeiras pesquisas para sentir o pulso do eleitorado.
O Rio Grande do Norte tem 14 dos 69 reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) com menos de 10% da capacidade de armazenamento. O levantamento, atualizado nesta semana, mostra diferenças entre as reservas hídricas do Estado, com açudes praticamente secos em municípios do Seridó e do Alto Oeste, enquanto outros mananciais apresentam volumes superiores a 80%.
A situação mais crítica é registrada no reservatório Passagem das Traíras, em São José do Seridó, que acumula apenas 0,03% de sua capacidade. Em seguida aparecem o açude Dourado, em Currais Novos, com 0,11%, e o Itans, em Caicó, com 0,36%. Os três estão com menos de 1% do volume máximo de armazenamento.
Levantamento aponta situação de baixos volumes em açudes do Seridó e Oeste — Foto: Igarn/Divulgação
Outros reservatórios também apresentam níveis reduzidos, como Jesus Maria José, em Tenente Ananias, com 1,20%; Mundo Novo, em Caicó, com 1,25%; Alecrim, em Santana do Matos, com 1,51%; Zangarelhas, em Jardim do Seridó, com 1,97%; e Totoró, em Currais Novos, com 2,31%.
A lista inclui ainda os açudes 25 de Março, em Pau dos Ferros, e Esguicho, em Ouro Branco, ambos com 4,51%; Currais Novos, com 4,87%; Boqueirão de Parelhas, com 7,17%; Sabugi, em São João do Sabugi, com 7,19%; e Caldeirão de Parelhas, com 7,45%.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) evitou, nesta quinta-feira 8, declarar apoio a algum dos candidatos que estão no segundo turno da disputa para o Governo do Rio Grande do Norte. Durante agenda em Mossoró, o senador reafirmou apoio a apenas a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial, contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu vou apoiar o Flávio Bolsonaro”, respondeu quando questionado sobre a escolha para o segundo turno. Diante da insistência sobre a disputa estadual, afirmou: “Tudo igual para mim. Tudo igual.” Styvenson lembrou que apoiou Álvaro Dias (PL) na primeira etapa, mas não apresentou uma nova opção depois da derrota do aliado.
Senador foi reeleito no último domingo com mais de 1 milhão de votos; ele tinha apoiado Álvaro Dias para o Governo — Foto: Waldemir Barreto/Senado
Estão no segundo turno da eleição para o governo os candidatos Allyson (União) e Cadu de Lula (PT). A votação está marcada para 25 de outubro.
A neutralidade de Álvaro Dias e do PL no segundo turno para o Governo do RN atrapalha os planos do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (UB).
Allysson conta com a vinda dos mais de 500 mil votos de Álvaro para formar uma maioria sobre o candidato Cadu de Lula (PT).
Mas os movimentos de bastidores mostram Cadu atraindo apoios que estavam com Álvaro no interior e o bolsonarismo raiz sinalizando que vai cruzar os braços.
Com o primeiro turno terminando praticamente empatado, o segundo começa do zero. Para quebrar a neutralidade, Allyson precisa declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial como fez o seu partido, o União Brasil.
Se fizer isso, corre risco de perder a base lulista para Cadu.
A candidatura de Cadu de Lula ao governo do estado ganha forte adesão no interior do Rio Grande do Norte com a chegada de prefeitos e ex-prefeitos ao projeto para o segundo turno. Entre os nomes que oficializaram apoio nesta primeira semana do segundo turno estão o prefeito Joquinha Nogueira e o ex-prefeito Flávio de Berói, de Nova Cruz; o prefeito Joca Basílio, de Riachuelo; o prefeito Acácio, de Serra Negra do Norte; além do ex-prefeito Nixon Baracho, de Alto do Rodrigues.
As declarações de apoio foram confirmadas em encontros de alinhamento político para traçar as estratégias de mobilização. Durante as reuniões, as lideranças municipais destacaram o diálogo aberto como fator essencial para assegurar um política de desenvolvimento local e garantir a continuidade das ações estaduais nas cidades potiguares.
Com a expansão do grupo no Agreste, Seridó, Potengi e Vale do Açu, a campanha fortalece sua articulação política diretamente com a população e as bancadas locais. O candidato Cadu de Lula celebrou a união de forças ao afirmar: “essa é uma semana com muito diálogo pensando no futuro do nosso Rio Grande do Norte. Receber esses apoios nos dá ainda mais energia para seguir em frente rumo à vitória”.
O engajamento das lideranças do interior consolida a estratégia de palanque amplo no segundo turno, visando ampliar a votação nas zonas urbanas e rurais de todo o estado. A expectativa é que novas adesões sejam anunciadas ao longo dos próximos dias.
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) registrou três incêndios em instalações acadêmicas no Recife em um intervalo de uma semana, em outubro. As ocorrências atingiram setores de pesquisa e não deixaram pessoas feridas.
O episódio mais recente ocorreu na noite desta quarta-feira, 07, no prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, localizado no campus da Cidade Universitária. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco foram acionadas para conter as chamas, enquanto as causas oficiais do fogo permanecem sob apuração.
O deputado Jones Manoel (PSOL) declarou ter acionado a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para solicitar a apuração de possível ato criminoso na instituição. O parlamentar mencionou a circulação de mensagens com ameaças direcionadas a setores universitários antes do incidente de quarta.
Lendo e acompanhando o noticiário nacional, tenho a impressão de que o segundo turno nem precisa acontecer. É como se Flávio Bolsonaro já fosse o presidente eleito do Brasil e a nova votação fosse apenas uma formalidade.
O foco de parte da cobertura já está no que viria depois da vitória: como e quando Flávio atuaria para tirar o pai da cadeia, o que faria em relação ao STF e como o Brasil se encaixaria na estratégia de Trump para a América Latina.
Já se fala na escolha dos ministros e na partilha do poder. Rogério Marinho é tratado como futuro presidente do Senado. Discute-se o próximo governo como se a etapa que permite chegar até ele já estivesse vencida.
Reconheço o favoritismo de Flávio e considero sua vitória provável. Mas também conheço a história das eleições brasileiras o suficiente para saber que é preciso esperar o voto cair na urna antes de cantar vitória. Favoritismo não é resultado.
Nos últimos meses, vivemos um processo eleitoral pendular. O eleitor independente oscilou entre a esquerda e a direita, indo e vindo ao sabor das manchetes, dos escândalos e das crises políticas.
Lula já foi considerado franco favorito. Depois, Flávio empatou o jogo. Vieram os áudios envolvendo Vorcaro, e a candidatura de Flávio chegou a ser dada como sepultada. Em seguida, as controvérsias envolvendo o STF e a guerra política entre ministros voltaram a alimentar a rejeição ao sistema e o desejo de mudança. Na minha leitura, esse movimento favoreceu novamente Flávio.
Esse vaivém é justamente o motivo para ter cautela. Se o cenário mudou tantas vezes ao longo da campanha, por que presumir que permanecerá imóvel nas três semanas que ainda restam?
Há outro aspecto que me chama a atenção. Embora Flávio seja hoje o grande favorito, não encontro, entre os eleitores com quem converso, muitas manifestações de confiança em seu preparo ou em sua capacidade de governar. Percebo um voto muito mais enraizado na frustração com o governo e no desejo de que alguma coisa mude no país.
Essa diferença ajuda a entender a disputa. Um eleitor pode escolher Flávio sem estar convencido de suas qualidades. Pode votar nele porque rejeita a continuidade do governo atual e enxerga, entre as opções disponíveis, um caminho para expressar essa insatisfação.
A meu ver, o grande erro de Lula foi conduzir a campanha como se bastasse enfrentar Flávio Bolsonaro. Seu adversário mais difícil, porém, é o sentimento de frustração com o governo. Criticar o concorrente não resolve, por si só, as razões que levam o eleitor a querer mudança.
Flávio tem o mérito político de ocupar esse espaço e transformar a insatisfação em apoio eleitoral. Está no lugar certo, na hora certa. Mesmo desconfiando de que ele não seja esse mel todo, muitos eleitores parecem entender que essa é a alternativa que restou para dizer que querem outro rumo para o país.
Isso sustenta seu favoritismo, mas não elimina a incerteza. Um apoio movido principalmente pela rejeição ao adversário não equivale, necessariamente, a uma confiança consolidada no candidato. Ainda há espaço para fatos novos alterarem a percepção de quem vai votar.
Ninguém sabe quais novidades surgirão, que denúncias poderão aparecer ou como os candidatos reagirão aos acontecimentos das próximas semanas. Muita coisa já aconteceu nesta eleição. Com base em quê podemos afirmar que nada mais acontecerá?
Minha reflexão é um lembrete diante do clima de eleição resolvida: ainda temos uma nova votação pela frente. O noticiário pode antecipar ministros, alianças e a partilha do poder. Mas quem decide se tudo isso sairá do papel é o eleitor.
Procurei nas redes sociais da senadora Zenaide Maia algum pronunciamento sobre o segundo turno, especialmente uma manifestação de apoio e empenho para eleger Allyson Bezerra governador.
Encontrei apenas um texto em que ela agradece a votação recebida e a confiança dos eleitores, além de se colocar à disposição do Rio Grande do Norte para novas lutas.
Não que Zenaide precise reafirmar uma aliança que, até aqui, não há indicação de ter sido rompida. Mas o resultado das urnas criou uma situação política que merece atenção: a senadora foi apenas a quarta mais votada em Mossoró, principal reduto eleitoral de Allyson.
Seria simplista atribuir a Mossoró a derrota de Zenaide. A derrota tem muitas mães e muitos pais. Há diversos fatores que podem explicar o resultado, cada qual com seu peso. Isso, porém, não impede que se examine a contribuição de uma cidade em que a senadora esperava contar com a força política de um aliado tão próximo.
Zenaide perdeu a eleição por uma diferença de cerca de cinco mil votos. É essa margem estreita que torna seu desempenho em Mossoró um componente importante da análise. Uma votação maior na cidade poderia ter sido decisiva.
Allyson recebeu 82.286 votos em Mossoró. Zenaide obteve 41.437, pouco mais da metade da votação do ex-prefeito. Ficou atrás de Styvenson, com 76.719 votos; Samanda, com 44.073; e Coronel Hélio, com 43.575.
Esses números não permitem medir exatamente quantos votos Allyson transferiu para Zenaide. Permitem, contudo, questionar por que uma aliança tão estreita não se traduziu em uma posição melhor para a senadora no principal reduto do candidato ao governo.
Era razoável esperar de Allyson uma mobilização capaz de colocar Zenaide em posição de destaque em Mossoró. Estamos falando de uma aliada de primeira hora, profundamente ligada à sua gestão, que destinou recursos para a construção de nada menos que 15 UBSs no município.
O contraste com o desempenho de sua esposa reforça essa cobrança. Se Allyson conseguiu ajudar a construir para Cinthia a maior votação já obtida por uma candidatura a deputado estadual em Mossoró, por que o apoio a Zenaide produziu um resultado tão aquém do esperado?
São disputas diferentes, com dinâmicas próprias, e a força de uma liderança não se transfere automaticamente de uma candidatura para outra. Ainda assim, a diferença de desempenho merece uma explicação política.
A comparação com 2022 também chama a atenção. Naquela eleição, Rogério Marinho obteve cerca de 47 mil votos em Mossoró com o apoio de Allyson, embora tivesse uma parceria menos estreita com o então prefeito e enfrentasse rejeição considerável na cidade. Zenaide, mesmo com uma relação muito mais próxima, ficou abaixo dessa marca.
Não se trata, portanto, de dizer que Mossoró derrotou Zenaide. Trata-se de discutir se o apoio de Allyson na cidade correspondeu à expectativa criada pela aliança e pela contribuição da senadora à sua gestão. Diante de uma derrota por margem tão pequena, essa pergunta ganha ainda mais relevância.
Por essas razões, fiquei à espera de um pronunciamento de Zenaide reafirmando sua parceria com Allyson no segundo turno. Uma manifestação assim ajudaria a esclarecer como a senadora pretende participar desta nova etapa da campanha.
Seu silêncio, por si só, não comprova rompimento nem ressentimento. Mas deixa uma pergunta no ar: Zenaide considera que Allyson largou sua mão?