20/10/2026
09:01

Foto: Redes sociais

O deputado estadual Francisco do PT dedicou o último fim de semana às atividades de campanha de Lula e Cadu.

A primeira agenda aconteceu já na sexta (16), onde participou de uma carreata em Currais Novos, ao lado prefeito Lucas Galvão e do ex-prefeito Odon Júnior, que foi candidato a deputado federal na eleição passada, tendo sido o mais votado do Seridó.

Ainda em Currais Novos, participaram da Festa dos Professores e Professoras do SINTE RN, onde reforçaram a importância do voto a Lula e Cadu.

No dia seguinte as agendas foram em Santana do Matos e Jardim de Piranhas, com grandes mobilizações políticas, das quais participaram também lideranças locais.

A agenda foi encerrada no domingo (18), com carreata em São Gonçalo do Amarante e Piseiro em Parnamirim.

“Por onde a gente passa, a gente vê a vontade do povo de ver o Brasil e o RN seguindo em frente com Lula e Cadu. É uma energia muito boa que a gente recebe das ruas”, disse o deputado Francisco.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:55

Agente do esquadrão antibombas

247 – Uma varredura de segurança realizada pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), da Polícia Militar paulista, mobilizou o esquadrão antibombas e bloqueou os acessos ao estacionamento da TV Band logo após o término do debate presidencial transmitido no domingo (18). O procedimento inspecionou um veículo da frota de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) devido a um alerta de ameaça de artefato explosivo encaminhado pela Polícia Legislativa do Senado Federal, informa o portal DCM.

Dois cães farejadores empregados na inspeção apresentaram sinalização positiva durante a checagem no automóvel, o que exigiu um exame aprofundado por parte dos agentes especializados. Durante os trabalhos de isolamento e checagem da área, jornalistas e empregados da emissora precisaram utilizar rotas alternativas ou aguardar a liberação das saídas, enquanto os postulantes ao Planalto deixaram o prédio em segurança.

Conforme detalhado pelo comandante do GATE, Victor Capello Haddad, o comportamento dos cães pode ser atribuído ao contato com resíduos de perclorato ou a emissões de vapores de amônia.

A amônia (NH₃), além de sua expressiva aplicação na cadeia industrial, atua no processamento clandestino de cocaína como substância alcalinizante, permitindo a conversão do cloridrato da droga em sua forma de base livre para elaboração de entorpecentes fumáveis — etapa em que o bicarbonato de sódio também é empregado.

A operação foi encerrada sem a localização de nenhum tipo de artefato ou dispositivo perigoso, levando a corporação a classificar o caso como um alarme falso. De acordo com Haddad, a própria estrutura mecânica ou de proteção do veículo, a exemplo de componentes do sistema de airbag, além de produtos empregados na higienização automotiva, podem liberar odores capazes de provocar o alarme nos animais.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:50

Meta derruba vídeo de Flavio José em apoio à reeleição de Lula

Um vídeo publicado pelo cantor paraibano Flávio José, no qual ele sinaliza apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi removido do Instagram pela Meta, empresa responsável também pelo Facebook e WhatsApp.

A retirada da publicação foi denunciada pela cantora Lara Amélia, filha de Flávio José, que compartilhou uma captura de tela com a mensagem enviada pela plataforma.

Na imagem divulgada, o Instagram informa que o conteúdo deixou de estar disponível por supostamente contrariar suas regras de utilização.

“Removemos este vídeo porque ele infringe nossas Políticas da empresa sobre conteúdo que incita violência, ódio, desinformação ou outro conteúdo que não é permitido no Instagram”, diz a mensagem apresentada pela Meta.

O comunicado, entretanto, não especifica qual dessas regras teria sido violada pelo vídeo do cantor.

Segundo as informações compartilhadas pela família, a equipe do artista adotou providências junto ao Instagram para esclarecer que se tratava de uma manifestação pessoal.

O vídeo havia alcançado grande repercussão após Flávio José utilizar sua música para sinalizar apoio à candidatura de Lula. A manifestação dividiu opiniões entre internautas, com comentários favoráveis e críticas ao posicionamento político do sanfoneiro.

A remoção acontece em meio a questionamentos sobre o funcionamento das plataformas da Meta durante as eleições de 2026.

A campanha de Lula apresentou reclamações à Justiça Eleitoral sobre supostas diferenças no tratamento de conteúdos relacionados aos dois candidatos à Presidência.

Fonte: Ponto PB
Créditos: Polêmica Paraíba

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:45

 

Quando o ex-presidente Jair Bolsonaro instou o senador Rogério Marinho (PL) a desistir da candidatura ao Governo do RN para embarcar no projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, sabia o que estava fazendo.

Mesmo preso, o ex-presidente parecia reconhecer as limitações políticas do filho e a necessidade de dar seriedade e consistência a um projeto de retomada do poder. Marinho seria mais do que um aliado: o adulto na sala.

Desde então, o senador potiguar acompanha a agenda frenética do presidenciável, entre reuniões com grandes empresários e palanques pelo país. Mas, no primeiro debate presidencial, não estava ao lado de Flávio. Segundo sua assessoria, não pôde comparecer, mas estará no próximo, marcado para sexta-feira, na TV Globo.

No lugar de Marinho, um time que reuniu Pablo Marçal, marcado pela célebre cadeirada de Datena; Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato, o governador Tarcísio de Freitas e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, que fazia a ponte entre o bolsonarismo das redes e o candidato.

O resultado foi o esperado: acusações, ataques e frases calculadas para render cortes nas redes sociais. Propostas, poucas. Ao final, pulos e dancinhas para celebrar o desempenho.

A militância pode até ter gostado do espetáculo, mas uma campanha presidencial exige mais do que viralização. Exige conteúdo, equilíbrio e capacidade de dialogar para além da própria bolha.

Marinho talvez não evitasse o confronto, mas poderia oferecer serenidade política que faltou ao seu candidato. Rogério Marinho fez falta.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:38

A deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG) acionou o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para apurar a conduta do deputado federal General Girão (PL-RN) durante um ato político na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, nessa segunda-feira (19/10).

A manifestação, contrária ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e favorável ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), terminou em pancadaria entre manifestantes e estudantes.

A parlamentar mineira quer que o colegiado investigue se General Girão utilizou sua posição política para estimular ou intensificar os confrontos, contribuindo para um ambiente de intimidação e violência dentro da universidade.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:32

Jornalista mossoroense Neto Queiroz***

A pergunta que mais tenho ouvido nos últimos dias é sobre quem vai ganhar a eleição para o Governo do RN neste segundo turno. São centenas de perguntas que recebo por mensagens, nas redes sociais e nos contatos presenciais.

Tenho dado sempre a mesma resposta: estamos vivendo uma disputa acirrada, bastante equilibrada, e é impossível afirmar, neste momento, quem será o vencedor. Quem vencer, provavelmente será por uma diferença pequena.

Mas a resposta não termina aí. É necessário aprofundar um pouco mais a análise para compreender o que está acontecendo nesta reta final.

A passagem de Allyson Bezerra do primeiro para o segundo turno ocorreu em meio a um sentimento de frustração com o resultado das urnas. Ele e seus eleitores esperavam uma votação bem superior. Havia, inclusive, a expectativa de uma vitória ainda no primeiro turno. No entanto, veio a frustração de um empate praticamente numérico com Cadu de Lula.

Com Cadu, aconteceu exatamente o inverso. A expectativa era de uma disputa voto a voto com Álvaro Dias pela segunda vaga. O objetivo era conseguir levar o candidato petista ao segundo turno. O resultado, porém, foi muito acima do esperado.

Portanto, os dois candidatos chegaram ao segundo turno movidos por sentimentos completamente diferentes: Allyson carregando a frustração de um resultado abaixo das expectativas e Cadu impulsionado pela euforia de uma votação surpreendente.

É a partir daí que começa uma nova etapa. E, nessa etapa, o cenário nacional ganhou uma força exponencial na disputa estadual.

O acirramento da eleição presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, somado à possibilidade real de derrota do presidente, provocou uma forte reação na militância petista.

No Rio Grande do Norte, essa militância passou a se alimentar de duas fontes de motivação: a necessidade de reagir em defesa de Lula e a euforia provocada pelo desempenho de Cadu no primeiro turno. A vinda do presidente a Natal representou justamente a convergência desses dois fatores.

Quanto a Allyson, ele percebeu cedo que o acirramento nacional lhe traria enormes dificuldades, especialmente por não possuir um alinhamento político definido com nenhum dos dois lados da disputa presidencial. Iniciou, então, uma tarefa difícil: convencer o eleitor de que é possível votar nele para governador, independentemente da escolha para presidente.

Essa é a grande dificuldade de Allyson neste momento.

A polarização nacional transformou a eleição em uma espécie de Fla-Flu. Nas arquibancadas, as torcidas empurram seus times em campo. A paixão fala mais alto, a emoção supera a razão e o eleitor passa a enxergar a disputa estadual como uma extensão da eleição presidencial.

É nesse contexto que surgem duas equações matemáticas fundamentais para compreender o resultado do segundo turno.

Do lado de Allyson, a conta é saber quantos votos ele conseguiu conquistar dos eleitores de Álvaro Dias. O ex-prefeito de Natal obteve aproximadamente 26% dos votos válidos no primeiro turno, e Allyson conseguiu atrair uma parcela expressiva desse eleitorado.

Vamos trabalhar com uma hipótese: dos 26 pontos percentuais de Álvaro, cerca de 20 teriam migrado para Allyson, como sugerem algumas pesquisas. Trata-se de uma transferência significativa, capaz de fortalecer bastante sua votação.

Do outro lado, Cadu investe fortemente no eleitor de Lula. E sua equação possui uma característica decisiva: cada eleitor que votou em Lula para presidente e em Allyson para governador, ao mudar seu voto estadual para Cadu, provoca um efeito duplo na diferença entre os candidatos.

É um voto que sai de Allyson e entra na conta de Cadu. Ou seja, cada voto transferido representa uma redução de dois votos na diferença entre eles.

Essa é a matemática que pode decidir a eleição.

Por isso, mais importante do que observar isoladamente os percentuais apresentados pelas pesquisas, é compreender como essas duas movimentações estão acontecendo. Quantos votos de Álvaro Dias estão efetivamente migrando para Allyson? E quantos eleitores de Lula que votavam em Allyson estão agora transferindo seu apoio para Cadu?

O resultado final dependerá, em grande medida, de quem tiver mais êxito na sua tarefa.

E quem está levando vantagem neste momento?

Para não fugir à minha característica de deixar sempre as opiniões muito claras, observo que existe, neste momento, um sentimento de vitória entre os apoiadores de Cadu bem mais elevado do que entre os eleitores de Allyson.

O ânimo da campanha petista está mais evidente, a militância demonstra maior entusiasmo e as mobilizações de rua parecem mais intensas. Existe uma atmosfera de confiança que se fortaleceu ao longo deste segundo turno.

Isso não significa, necessariamente, que Cadu esteja matematicamente à frente. Entusiasmo de militância e mobilização de rua não são sinônimos de maioria nas urnas. Mas são elementos políticos que precisam ser considerados na análise do momento eleitoral.

Minha avaliação é que, neste instante, Cadu apresenta uma perspectiva de vitória maior do que Allyson. Não se trata de uma previsão definitiva, mas de uma leitura do ambiente político e dos movimentos que estão acontecendo.

Se as pesquisas, com todas as suas fragilidades, ao longo desta última semana trouxerem números favoráveis a um ou a outro, esse ambiente poderá mudar. O ânimo de uma campanha, assim como a confiança de uma militância pode sofrer abalos ou impulsões diante de resultados favoráveis ou desfavoráveis.

Estamos diante de uma eleição em que pequenas movimentações podem produzir grandes consequências.

Por enquanto, a única certeza é que ninguém pode comemorar antecipadamente.

E, nessa disputa tão apertada, vamos vivendo um dia de cada vez.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:21

Crédito: SSP-BA/Divulgação

247 – O fim da identificação de munições, proposto por Flávio Bolsonaro (PL), coloca em risco a segurança pública ao comprometer o rastreamento de cartuchos que podem chegar às mãos de criminosos. O tema é discutido no episódio desta terça-feira (20) do podcast O Assunto, do g1, com o pesquisador Roberto Uchôa, associado sênior do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Um projeto de lei que prevê o fim da identificação de munições ganhou espaço no debate eleitoral sobre segurança pública após ser abordado em entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PL).

As marcações presentes nos cartuchos permitem identificar o fabricante, o ano de produção e o lote da munição. Essas informações oferecem elementos para apurar a origem do material encontrado pelas forças de segurança. A proposta de retirar a identificação coloca esse recurso no centro da discussão sobre fiscalização e investigação criminal.

Munições compradas por civis podem ser desviadas ou vendidas a criminosos. O problema também alcança aquisições feitas pelo poder público: uma pesquisa divulgada pelo Fantástico encontrou munições compradas pelo Exército em apreensões relacionadas ao Comando Vermelho.

A presença desse material em ocorrências ligadas à facção acrescenta uma dimensão ao debate sobre o controle dos estoques e o acompanhamento da circulação de munições. A questão envolve tanto a entrada legal desses produtos no mercado quanto os desvios que permitem seu acesso por grupos criminosos.

O acesso a informações sobre armas de fogo também aparece entre os obstáculos à fiscalização. Um estudo citado na apresentação do episódio aponta que as polícias estaduais ignoram ou negam 71% dos pedidos de informação sobre o tema.

Outro instrumento destacado pelo programa é o chamado “banco de DNA” das balas, utilizado para auxiliar o trabalho policial. Segundo o conteúdo relacionado pelo g1, essa ferramenta já contribui para 9 mil investigações.

A discussão ocorre enquanto a segurança pública ocupa posição de destaque na campanha eleitoral. Uma pesquisa Quaest publicada em setembro mostrou que sete em cada dez brasileiros acreditam que a violência aumentou muito. No mesmo levantamento, dois em cada três entrevistados disseram considerar que os criminosos estão sendo menos punidos.

Na semana anterior ao episódio, o Senado discutiu em plenário a proposta de emenda à Constituição da Segurança Pública.

Os indicadores de violência ajudam a dimensionar a relevância do controle de armas e munições nessa agenda. Dados do Atlas da Violência citados pelo g1 mostram que armas de fogo foram usadas em sete de cada dez homicídios registrados no Brasil em 2024. O levantamento também aponta que pessoas negras representam 77% das vítimas de homicídio no país.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:18

Agora RN

Em um aceno ao eleitorado feminino na reta final do segundo turno, o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) prometeu nesta segunda-feira 19 formar metade do secretariado com mulheres e implantar ensino em tempo integral em 100% das escolas. O petista associou as propostas ao enfrentamento da violência doméstica e à ampliação das condições para que as mulheres trabalhem e conquistem independência financeira.

“A gente vai combater os crimes contra a mulher com firmeza, dando autonomia para as mulheres”, afirmou, ao assumir o compromisso com a composição do primeiro escalão, que tem atualmente 18 secretarias. Segundo ele, a proteção às vítimas deve integrar uma política que reúna segurança pública, educação e oportunidades de trabalho.

Cadu de Lula durante entrevista à TV Ponta Negra
Candidato do PT ao Governo do Estado destacou ações que pretende adotar em proteção às vítimas de violência — Foto: TV Ponta Negra/Reprodução

Cadu argumentou que a permanência dos estudantes por mais tempo nas escolas pode ajudar mães que precisam trabalhar e encontram dificuldades para conciliar a atividade profissional com o cuidado dos filhos. Na avaliação do candidato, a dependência financeira contribui para manter mulheres em ambientes de violência dentro da própria casa.

“O programa que nós temos na educação de 100% de escolas em tempo integral vai fazer com que as nossas mulheres tenham mais tempo para trabalhar”, declarou. Ele não detalhou o cronograma de implantação da proposta ou a estrutura necessária para universalizar o modelo.

O candidato também prometeu fortalecer a Patrulha Maria da Penha e ampliar o uso de tecnologia na segurança. Defendeu mais policiais nas ruas e anunciou a intenção de estender o videomonitoramento a todo o território estadual. “A gente vai levar essa política de videomonitoramento para os 167 municípios”, disse.

Equilíbrio fiscal e servidores

Na economia, Cadu reafirmou que pretende recuperar a capacidade de investimento do Estado sem aumentar impostos. Atualmente, o RN tem, proporcionalmente, o menor índice de investimento com recursos próprios entre os estados brasileiros. O petista apresentou como estratégia a combinação entre crescimento da atividade econômica, ampliação da arrecadação e controle da despesa de pessoal, preservando os direitos dos servidores.

“Nós não vamos aumentar imposto durante o nosso governo”, declarou. Segundo ele, a política salarial deve assegurar reajustes anuais pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e limitar o crescimento da folha a 80% do crescimento da receita. Essa regra está prevista na Lei Complementar Estadual nº 777/2025 e passará a valer integralmente a partir de 2027 — ou seja, já no próximo governo. “O Estado vai começar a gastar menos do que arrecada”, afirmou.

O petista defendeu que a trajetória de equilíbrio seja construída “sem retirar direitos e sem vilanizar professores, educadores, médicos e policiais militares”. Também reafirmou o compromisso com o pagamento dos salários. “O servidor vai ser respeitado, vai ser valorizado e vai receber em dia”, disse.

Questionado sobre o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) durante sua passagem pela administração estadual, argumentou que a medida buscou recompor receitas após mudanças na tributação dos combustíveis promovidas pelo governo Bolsonaro. Defendeu que a discussão ocorreu de forma transparente, com envio de projeto à Assembleia Legislativa.

Para os próximos anos, apontou mineração, energias renováveis, fruticultura e exploração de petróleo na margem equatorial como atividades capazes de impulsionar a economia. Disse que cabe ao governo oferecer infraestrutura, incentivos e agilidade nos procedimentos. Defendeu a expansão dos investimentos “desburocratizando o licenciamento ambiental sem abrir mão dos cuidados ambientais”.

Cadu também vinculou a recuperação econômica à parceria com o governo federal. Citou a duplicação da BR-304 e a construção do Porto Indústria Verde, em Caiçara do Norte, como projetos estratégicos. Na formação profissional, prometeu fortalecer a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e aproximá-la das oportunidades de emprego nesses setores.

Outro eixo apresentado foi a Previdência estadual. O candidato propôs aumentar a contribuição patronal dos Poderes e órgãos, citando Legislativo, Judiciário e Ministério Público, para ampliar as receitas do sistema. Também anunciou segregação de massas e criação de um fundo imobiliário como fonte de recursos. Embora questionado sobre prazo para ajustar as contas, não estabeleceu uma data.

Polarização e alianças

Na disputa política, Cadu reafirmou a aposta na associação de sua candidatura à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas disse que pretende dialogar também com eleitores que escolherão Flávio Bolsonaro (PL). “Eu sou o candidato do presidente Lula, eu voto em Lula, peço voto para Lula”, afirmou.

O petista acusou Allyson Bezerra (União Brasil), que se mantém neutro na disputa presidencial, de tentar esconder seu posicionamento político para atrair eleitores lulistas. Relacionou a aproximação do adversário com o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), a uma postura bolsonarista. “Ele tem o direito de ter, ele só não tem o direito de enganar o eleitor”, declarou.

Ao mesmo tempo, afirmou que sua identificação política não impede a busca por votos em outros segmentos. “Claro que eu conto com eleitores que vão votar em Bolsonaro e votar em mim também”, disse. Defendeu que o eleitor compare trajetórias, propostas e compromissos dos dois candidatos.

Cadu também comentou o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), anunciado no fim de semana, e destacou a importância das novas adesões. Apresentou a lealdade como fundamento das alianças e afirmou que a chegada de novos grupos é discutida com os parceiros anteriores. “Eu não largo a mão de ninguém para pegar em outra mão”, declarou.

Ao defender sua trajetória, destacou os sete anos e quatro meses em que participou da gestão estadual — inicialmente como secretário de Tributação e, depois, como secretário de Fazenda — e afirmou não ter enfrentado denúncias de escândalos por malversação de recursos públicos. “Tenho muito orgulho da minha trajetória. É uma trajetória de mãos limpas”, disse.

Saúde regionalizada

Na saúde, propôs a implantação do programa Saúde na Hora Certa, com consultas a especialistas por telemedicina, centrais regionais de diagnóstico e fortalecimento dos hospitais do interior para realizar cirurgias eletivas. A proposta, segundo ele, busca reduzir filas e permitir atendimento mais próximo da residência dos pacientes.

Cadu prometeu ainda ampliar o financiamento da área, afirmando que pretende elevar o investimento dos atuais 12% para uma faixa de 15% a 16% do orçamento estadual. “Nós vamos botar mais dinheiro na saúde”, declarou. Também citou a construção do Hospital Metropolitano como parte da estratégia para reduzir a sobrecarga do Hospital Walfredo Gurgel.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:14

DeFato.com - Politica

O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte repudia os episódios de violência registrados nesta segunda-feira (19), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e manifesta solidariedade aos estudantes feridos durante o confronto.

A extrema direita realizou um ato com o lema “UFRN anti-Lula” em local não autorizado, utilizando carros de som com música em alto volume nas proximidades das salas de aula, interrompendo atividades acadêmicas e perturbando a rotina de estudantes e professores. A manifestação terminou em confronto, com estudantes feridos.

A presença de parlamentares nesse ato torna ainda mais grave o ocorrido. De representantes eleitos pelo povo, espera-se responsabilidade pública, respeito às regras das instituições e compromisso com a convivência democrática; não a participação em manifestações que perturbem as atividades acadêmicas e coloquem em risco a segurança da comunidade universitária.

A universidade pública é espaço de conhecimento, pensamento crítico e liberdade. Não pode ser usada como palanque eleitoral, muito menos ter suas atividades interrompidas por manifestações que desrespeitem as regras da instituição e a comunidade acadêmica.

A divergência política faz parte da democracia. Agressões, intimidações e qualquer forma de violência são inaceitáveis. Defendemos a rigorosa apuração dos fatos, a identificação dos responsáveis pelas agressões e a adoção das medidas cabíveis.

A UFRN precisa ser respeitada. Estudantes, professores e servidores têm o direito de exercer suas atividades com segurança.

Samanda Alves
Presidenta estadual do PT-RN

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:12

Ato ocorreu entre os setores de aula III e IV da UFRN — Foto: @Uefyerryeni no X

Ato ocorreu entre os setores de aula III e IV da UFRN — Foto: @Uefyerryeni no X

O Ministério Público Eleitoral (MPE) precisa apurar e adotar as medidas cabíveis contra os responsáveis pelo ato pró-Flávio Bolsonaro realizado na UFRN, incluindo a responsabilidade do PL, do deputado federal General Girão e do Novo, por meio de seu presidente estadual também pessoalmente presente. A realização de propaganda eleitoral em instituições públicas de ensino é vedada pela legislação eleitoral. O episódio terminou em confrontos, estudante ferido e aulas canceladas pela baderna e carros de som com funk no volume máximo. Não se pode transformar uma universidade federal em palco de confronto político sem que as responsabilidades sejam investigadas.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o confronto, a agressão ao estudante e os danos ao portão da universidade. Há ainda vídeos mostrando que General Girão dirigiu ofensas aos universitários, chamados de “vagabundos” e “maconheiros” através de carro de som. Mensagens que teriam circulado em grupos de WhatsApp também precisam ser examinadas para verificar a denúncia de que o ato foi previamente articulado para provocar estudantes, gerar tumulto e posteriormente apresentar seus organizadores como vítimas. Os vídeos e as imagens foram publicados pelo O Potiguar em seu instagram (@PortalOpotiguar) com exclusividade.

A questão ultrapassa o direito à manifestação política que sequer é permitida nas dependências da UFRN. O MPE precisa investigar a possível propaganda eleitoral irregular, a utilização de carros de som durante as aulas e a responsabilidade individual de organizadores e participantes pela violência e pelo vandalismo. General Girão atribuiu os confrontos aos opositores do ato, mas não é o que as gravações mostram. Os registros em vídeo, amplamente divulgados, oferecem elementos para a apuração. A universidade não pode ser utilizada como instrumento de campanha eleitoral à margem da lei.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:07

Versão associa o caso a abusos reiterados contra uma sobrinha de apenas 7 anos.

A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (19), em São Miguel do Gostoso, no litoral potiguar, um homem condenado a 25 anos de reclusão por estupro de vulnerável.

Uma versão sobre o caso aponta que a vítima tinha apenas 7 anos à época dos fatos e seria sobrinha do condenado, que teria cometido os abusos de forma reiterada.

A informação remete a uma reportagem publicada pela Tribuna do Norte, em outubro de 2024, sobre um homem condenado pela Justiça de Touros à mesma pena por abusar sexualmente da sobrinha, então com 7 anos.

A coincidência entre a idade da vítima, a pena aplicada e a comarca responsável pelo processo levanta a possibilidade de se tratar da mesma condenação.

O mandado de prisão definitiva foi expedido pela 1ª Vara da Comarca de Touros, após o trânsito em julgado da sentença. O preso ficou à disposição da Justiça para o cumprimento dos procedimentos legais.

A gravidade do relato expõe a dimensão da violência sexual contra crianças e a importância da responsabilização criminal dos autores.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
08:00

Foto: redes sociais/Bruno Barreto**

Mossoró foi palco de uma grande manifestação em apoio às candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte, neste domingo (18). A mobilização integrou uma jornada nacional de manifestações que levou milhares de brasileiros às ruas, a uma semana do segundo turno das eleições de 2026.

Na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, os participantes se concentraram em frente ao Teatro Municipal Dix-huit Rosado e seguiram em caminhada pela Avenida Rio Branco, uma das principais vias de Mossoró. A atividade marcou mais um momento de mobilização popular na reta final da disputa eleitoral, que será decidida no próximo domingo, 25 de outubro.

A manifestação tem um significado político particular em Mossoró. Além da disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL), o município está no centro da eleição estadual, que coloca Cadu Xavier diante do ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (União Brasil). O ato demonstrou a mobilização dos apoiadores da chapa petista na cidade, considerada estratégica para a disputa pelo Governo do Estado.

A movimentação em Mossoró ocorreu simultaneamente a manifestações realizadas em diferentes regiões do país. Segundo estimativa divulgada pela coordenação de campanha de Lula e reproduzida pela Agência Brasil, cerca de 500 cidades tiveram atividades em defesa da democracia e da reeleição do presidente.

Multidão em apoio a Lula e Cadu em Mossoró (Foto: Claudio Palheta)

Manifestações reuniram milhares de pessoas pelo país

Uma das maiores mobilizações aconteceu no Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas ocuparam a orla de Copacabana durante o Ato Musical pela Democracia, convocado pelo cantor Caetano Veloso. O evento reuniu artistas como Djavan, Duda Beat, Marina Sena e Simone, além de representantes de movimentos sociais e lideranças políticas.

De acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da organização More in Common, aproximadamente 56,4 mil pessoas participaram do ato em Copacabana às 18h, horário de pico da medição.

Ainda no Rio de Janeiro, estudantes e apoiadores de Lula realizaram outra manifestação na região da Candelária, no Centro, com participação de Chico Buarque e Marisa Monte.

Em Brasília, uma multidão se concentrou na Esplanada dos Ministérios e caminhou em direção ao Congresso Nacional. A manifestação reuniu estudantes, militantes de partidos e integrantes de movimentos sociais, além de contar com apresentação musical da banda Natiruts.

Em Salvador, a mobilização contou com a presença de Gilberto Gil e Daniela Mercury. Na capital baiana, artistas e apoiadores defenderam a democracia e a importância da participação popular no processo eleitoral.

Também foram registradas grandes manifestações em Curitiba, onde participantes caminharam até as proximidades do Palácio Iguaçu, e em Porto Alegre, com concentração no Parque da Redenção. São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e outras cidades também tiveram atividades em apoio à reeleição do presidente.

No Rio Grande do Norte, além da caminhada realizada em Mossoró, Cadu Xavier participou de mobilizações em São Gonçalo do Amarante e Parnamirim, na Grande Natal, reforçando sua agenda de campanha na reta final do segundo turno.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
07:59

Foto: cedida

O último domingo de campanha foi de grandes movimentos para o candidato a governador do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula, que voltou a mostrar força na Grande Natal, em mais uma onda de grandes demonstrações de apoio popular nas cidades de São Gonçalo do Amarante e Parnamirim.

As atividades começaram com uma carreata na terra dos Mártires de Uruaçú. O percurso passou alguns dos bairros mais populares do município, como Jardim Lola, Novo Amarante, Golandim e Santo Antônio, e em todos eles o povo foi às ruas ver o candidato de Lula passar e declarar apoio ao projeto do candidato a governador mais preparado para administrar o estado.

Cadu de Lula estava acompanhado de líderes estaduais e locais, como a senadora eleita Samanda Alves, o deputado federal Fernando Mineiros, a deputada estadual Divaneide Basílio e o estadual Ubaldo Fernandes, além do ex-deputado federal Rafael Motta, e do ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Eraldo Paiva.

De lá, Cadu de Lula seguiu para Parnamirim, onde o povo o aguardava com muita disposição para mais um piseiro. Caminhando nas ruas da cidade, Cadu viu de perto a esperança de cada cidadão que o abraçou com carinho e declarou apoio para o próximo dia 25.

Alem de lideranças que estiveram na primeira atividade, em Parnamirim Cadu também foi acompanhado pelo vereador Professor Diego e pelo ex-deputado Carlos Augusto Maia.

Publicado por: Chico Gregorio


20/10/2026
07:58

Sexta turma de nomeações reforça o efetivo e fortalece a segurança pública após 13 anos sem nomeações na instituição (Foto: cedida)

O reforço do efetivo da Polícia Civil do Rio Grande do Norte amplia a capacidade de investigação, contribui para o combate à impunidade e fortalece as ações de enfrentamento à criminalidade e à violência. Com esse objetivo, o Governo do Estado empossou, nesta segunda-feira (19), 137 novos policiais civis aprovados em concurso público e que concluíram o curso de formação. A cerimônia foi realizada na sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com a participação da governadora Fátima Bezerra.

A posse marca a sexta turma de nomeações do concurso público cujo edital foi publicado em 2020 e integra o processo de recomposição do quadro funcional da Polícia Civil promovido pelo Governo do Estado. A nova incorporação dá continuidade à entrada de profissionais na instituição, cinco meses após a posse da turma anterior, realizada em abril de 2026.

Dos 137 policiais empossados, 48 são agentes, oito são delegados e 82 são escrivães. Dois outros policiais civis solicitaram prorrogação de posse. Com a incorporação dos novos profissionais, o efetivo da Polícia Civil chega a 2.023 servidores, representando um aumento de 772 profissionais em relação ao início da atual gestão, quando a instituição contava com 1.251 servidores. O crescimento corresponde a aproximadamente 61,7%.

Fortalecimento da segurança pública

Durante a cerimônia, a governadora Fátima Bezerra destacou que a ampliação do efetivo é resultado de planejamento e responsabilidade administrativa, com reflexos no fortalecimento da segurança pública e na capacidade de investigação da Polícia Civil.

“A nomeação de novos policiais civis é fruto de um trabalho de planejamento e responsabilidade, que fortalece a segurança pública do Rio Grande do Norte. O aumento do efetivo amplia a capacidade de investigação, contribui para o combate à impunidade e para a redução dos índices de criminalidade e violência. Após 13 anos sem nomeações, já incorporamos mais de 700 novos policiais à Polícia Civil ao longo da nossa gestão. Quem ganha com isso é a sociedade potiguar”, afirmou a governadora.

Fátima Bezerra também ressaltou que a retomada do ingresso de profissionais é parte das medidas de fortalecimento da instituição. A delegada-geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva, ressaltou também a importância das nomeações para a renovação do efetivo e agradeceu ao Governo do Estado pela prioridade atribuída à segurança pública e à investigação policial.

“Estamos recebendo novos policiais civis, dando continuidade ao processo de renovação do efetivo da instituição. Mesmo diante das aposentadorias e de outras saídas, é importante reconhecer e agradecer ao Governo do Estado pela prioridade dada à segurança pública e pela valorização da investigação policial. Essas nomeações representam ações concretas que demonstram o compromisso e o zelo com a segurança do povo potiguar”, destacou.

Recomposição do efetivo e valorização profissional

A ampliação do quadro da Polícia Civil ocorre após um intervalo de 13 anos sem nomeações na instituição. O último concurso público havia sido realizado em 2008. Desde então, a recomposição do efetivo passou a ser uma das medidas adotadas pelo Governo do Estado para ampliar a capacidade operacional da Polícia Civil e fortalecer a investigação criminal.

Desde 2022, o Governo do Estado vem realizando convocações para cursos de formação e novas nomeações. De acordo com a delegada-geral Ana Cláudia Saraiva, as três turmas formadas no âmbito desse processo somam 1.043 policiais civis nomeados ao longo da atual gestão.

Além das nomeações, o Governo do Estado investiu na aquisição de equipamentos, na capacitação e na valorização profissional. Entre 2019 e 2026, foram promovidos 1.292 policiais civis, reconhecendo a progressão funcional dos servidores e contribuindo para o fortalecimento da carreira.

As convocações observam os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal e contemplam a reposição de vagas decorrentes de aposentadorias, exonerações, vacâncias e outras formas legais de desligamento.

Também participaram da solenidade o secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Francisco Araújo; o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Gláucio Pinto Garcia; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo; o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto; e a diretora de Gestão de Pessoas da Polícia Civil, delegada Taís Aires e Igor Melo Araújo, subdefensor Público-geral do Estado do RN.

Publicado por: Chico Gregorio


19/10/2026
10:31

Crédito da foto: Divulgação/Porto de SantosO levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta segunda-feira, 19

 

Desde o primeiro anúncio do tarifaço feito pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, 1.135 Municípios tiveram impacto negativo com as medidas. Os valores dos prejuízos contabilizados para a economia local chegam a R$ 66,8 bilhões, com maiores retrações em cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura. Os registros entre agosto de 2025 e julho de 2026 são considerados o menor patamar de exportações de produtos brasileiros para os norte-americanos desde o ano de 2021, com retração de 12,3% para 9,4% no período.

O levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta segunda-feira, 19 de outubro. Desse total de Municípios que tiveram prejuízos, 271 chegaram a zerar suas vendas para o mercado norte-americano. Antes do anúncio feito pelos estrangeiros, essas cidades tinham receitas de R$ 588 milhões com as exportações. Os outros 864 Municípios afetados registraram queda média de 30% no valor exportado.

O estudo ainda indica que 657 desses Municípios, ou 58% do total de afetados, não conseguiram acomodar a perda do mercado americano com outros parceiros comerciais, sendo as mais severas registradas, principalmente, pelos Municípios considerados de pequeno porte. Entre os produtos com sobretaxa, os cinco mais afetados e mencionados no levantamento contabilizaram reduções. Somados, o impacto negativo chegou a U$S 1 bilhão.

As reduções nas receitas do petróleo e café foram acompanhadas pela diminuição no volume embarcado desses produtos, respectivamente, em 28% e 43%. No caso do suco de laranja, os prejuízos decorreram da queda de 33,7% no preço médio, mesmo com a identificação de crescimento de 13,6% no volume exportado. Já o ferro-gusa e a cadeia de silvicultura tiveram, no período analisado, reduções nas quantidades exportadas e na redução nos preços médios.

“O protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas globais tendem a gerar efeitos duradouros. Para proteger a arrecadação e garantir a manutenção dos empregos locais, é necessário reduzir a dependência de um único comprador, fortalecendo a diversificação produtiva e comercial no mercado interno e com novos parceiros internacionais. Esse caminho é fundamental para as economias municipais, que já enfrentam tantas dificuldades, construam a resiliência necessária no enfrentamento às incertezas do comércio global”, avalia o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Confira o estudo aqui.

Publicado por: Chico Gregorio