08/07/2026
08:55

Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Força Integrada III, que reúne ações simultâneas em 15 estados contra organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridos 180 mandados de busca e apreensão93 mandados de prisão e outras medidas cautelares.

No Rio Grande do Norte, duas operações estão em andamento. Em Natal, a Operação Matriarca cumpre cinco mandados de prisão preventivasete de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio e sequestro de bens, em investigação sobre uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro.

Já em Mossoró, a Operação Busting executa 19 mandados de busca e apreensão em Mossoró, Upanema, Areia Branca e Serra do Mel. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa na região.

As ações são coordenadas pela PF por meio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), que reúnem policiais federais, civis, militares, penais, policiais rodoviários federais e outros órgãos de segurança pública.

Laurita Arruda***

Publicado por: Chico Gregorio


08/07/2026
08:50

A pré-candidata ao Senado Samanda Alves afirmou, em entrevista, que a senadora Zenaide Maia foi convidada pelo cerimonial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar da agenda presidencial realizada recentemente no Rio Grande do Norte, mas optou por não aceitar o convite.

Segundo Samanda, a informação foi confirmada em conversa com integrantes da direção nacional do PT. Ela declarou que o convite seguiu o protocolo institucional do governo federal e que a ausência de Zenaide no palanque ocorreu por decisão da própria senadora.

Vice-líder do governo Lula no Senado e candidata à reeleição, Zenaide Maia integra uma chapa estadual diferente da apoiada pelo PT no Rio Grande do Norte. As declarações de Samanda acrescentam um novo elemento ao debate sobre os alinhamentos políticos durante a pré-campanha no Estado.

Robson Pires***

Publicado por: Chico Gregorio


08/07/2026
08:42

Afinal, para qual lado caminhará a federação formada por PSDB e Cidadania na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte?

Hoje, o cenário aponta para uma possível divergência entre os dois partidos.

No estado, o PSDB é comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. Já o Cidadania tem como principal liderança o ex-deputado Wober Júnior.

Nas últimas horas, ganhou força a informação de que o PSDB pode integrar o palanque do pré-candidato ao Governo, Álvaro Dias (PL).

Em entrevista concedida nesta terça-feira (7) ao jornalista Diógenes Dantas, Wober Júnior deixou claro que seu pré-candidato ao Governo é Cadu Xavier (PT).

Defendeu o PSDB manter a aliança atual com a governadora Fátima Bezerra (PT).

Se o PSDB embarcar no projeto de Álvaro Dias, o Cidadania não fará o mesmo.

Heitor Gregório***

Publicado por: Chico Gregorio


08/07/2026
08:34

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Carlos Felipe***

A aprendizagem vai muito além da sala de aula. As aulas de campo proporcionam aos estudantes a oportunidade de vivenciar, na prática, os conteúdos estudados, tornando o processo de ensino mais dinâmico, interessante e significativo. Além de ampliar o conhecimento, esse tipo de atividade contribui para a formação de cidadãos mais críticos e conscientes da realidade que os cerca.

Com esse propósito, alunos do 1º ano B da Escola Estadual Professor Raimundo Silvino da Costa, em São José do Seridó, participaram de uma aula de campo coordenada pelo professor Josimar Araújo. A atividade complementou os estudos da disciplina de Geografia sobre os temas desmatamento e degradação do solo, permitindo que os estudantes conhecessem experiências desenvolvidas no próprio município voltadas à conservação ambiental.

Durante a visita, a turma conheceu iniciativas que têm como objetivo preservar o solo e recuperar áreas degradadas, entre elas a implantação de um Sistema Agroflorestal (SAF), projetos de restauração ambiental utilizando a faveleira e a técnica de implantação de renques de pedras, prática que contribui para reduzir a erosão e favorecer a conservação dos recursos naturais.

A experiência permitiu que os estudantes relacionassem a teoria com a prática, compreendendo de forma mais concreta a importância da preservação ambiental e das ações sustentáveis para o desenvolvimento da região. A iniciativa reforça o compromisso da escola com uma educação que vai além dos livros, estimulando a observação, a reflexão e o protagonismo dos alunos diante dos desafios ambientais da atualidade.

Publicado por: Chico Gregorio


08/07/2026
08:31

O lançamento da pré-candidatura de Cezinha Nunes (PCdoB) à Assembleia Legislativa reuniu um time de peso na Arena das Dunas. O pré-candidato ao Governo, Cadu de Lula (PT), entrou em campo ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT) para prestigiar o ex-subsecretário de Esportes.

No discurso, Cadu escalou Cezinha como “potência” do esporte potiguar e garantiu que o ex-gestor ainda tem muito campeonato pela frente. “Não vive do esporte, vive para o esporte”, resumiu.

Com centenas de apoiadores nas arquibancadas, o evento também contou com Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT). Pelo visto, a temporada eleitoral já começou  e, na Arena, quem menos importava era a bola.

Publicado por: Chico Gregorio


08/07/2026
08:29

Ainda no primeiro tempo, a Argentina começou sendo derrotada pelo Egito por 1 a 0, enquanto Lionel Messi desperdiçava a oportunidade de empatar a partida ao perder mais uma cobrança de pênalti.
Um roteiro de tensão, frustração e muita emoção que, mesmo antes do intervalo, já coloca a seleção argentina sob enorme pressão.
Na etapa final, perdendo por 2 a 0, em 11 minutos para o fim do segundo tempo, a Argentina vira e faz 3 a 2. Messi se redime e marca o segundo da histórica virada.
No final da partida, Messi, às lágrimas, é ovacionado pela torcida e seus companheiros.

Publicado por: Chico Gregorio


08/07/2026
08:16

O ex-governador do Rio, Cláudio Castro

Jornal o Globo***

Com a operação da Polícia Federal deflagrada nesta sexta-feira contra o ex-governador Cláudio Castro (PL), todos os governadores eleitos do Rio de Janeiro nos últimos 30 anos passaram a ser alvo de operações da PF, prisões, cassações, condenações ou processos de impeachment. Alvo de mandados de busca e apreensão em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, Castro amplia a sequência de crises políticas e escândalos de corrupção que marcaram o Palácio Guanabara nas últimas décadas.

O antecessor de Castro, Wilson Witzel, foi destituído durante o mandato, mas por um processo de impeachment. Antes de Witzel, outros governadores do Rio chegaram a ser presos e condenados pela Justiça após o fim dos seus mandatos. Veja a lista completa a seguir:

Wilson Witzel (2019-2021) — em cuja chapa Castro se elegeu como vice-governador — foi o primeiro a ter um processo de impeachment consumado no estado desde a ditadura militar. Ele foi acusado de cometer crime de responsabilidade por suposto envolvimento em fraudes na compra de equipamentos e celebração de contratos durante a pandemia da Covid-19.

Condenado a cinco anos de inelegibilidade no processo de impeachment, Witzel verá o prazo se extinguir neste ano. Ele já anunciou sua pré-candidatura ao governo do Rio em 2026, e argumenta estar “mais experiente, mais cauteloso” para voltar à função.

Antes, Luiz Fernando Pezão (2015-2018) foi preso enquanto ainda ocupava a cadeira de governador, em novembro de 2018, denunciado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele foi detido no âmbito da Operação Lava-Jato em uma ação que teve como base provas obtidas durante outras diligências que apuraram crimes cometidos justamente por seu antecessor, o ex-governador Sérgio Cabral (2007-2014).

Sérgio Cabral (2007-2014) colecionou denúncias e processos por diferentes crimes, incluindo corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, evasão de divisas, crimes contra o sistema financeiro, fraude em licitação e formação de cartel. Só em relação ao crime de lavagem de dinheiro, foram 184 acusações, que dariam conta da ocultação de cerca de R$ 40 milhões e movimentação de mais de US$ 100 milhões. Dos processos movidos, o ex-governador do Rio de Janeiro recebeu a condenação em 23, com penas que, somadas, ultrapassavam 430 anos de prisão.

Na primeira delas, em 2016, Cabral foi réu confesso em um esquema de corrupção em obras da usina nuclear de Angra 3, acusado de desviar R$ 224 milhões em contratos do governo do Estado com empreiteiras.

A ex-governadora Rosinha Garotinho (2003-2006) foi presa em novembro de 2017 no âmbito da Operação Caixa d’Água, deflagrada pela Polícia Federal. Ele foi acusada de integrar uma organização criminosa que arrecadava recursos de forma ilícita com empresários com o objetivo de financiar as próprias campanhas eleitorais e a de aliados, inclusive mediante extorsão.

Marido de Rosinha, o ex-governador Anthony Garotinho (1999-2002) foi preso pela primeira vez em 2016. Ele foi condenado pelo TSE por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento e coação de testemunhas, cometidos nas eleições de 2016 em Campos dos Goytacazes (RJ), nos fatos investigados na chamada Operação Chequinho.

Moreira Franco (1987-1991) foi preso em 2019 pela Operação Lava-Jato por suspeita de integrar esquemas de fraudes milionárias na Caixa Econômica Federal, realizadas enquanto ele era vice-presidente da instituição financeira. Sua prisão, no entanto, durou poucos dias, e o ex-governador foi absolvido das acusações de improbidade administrativa no ano passado devido à ausência de provas concretas. No entendimento da juíza Cláudia Valéria Bastos Fernandes, da 11ª Vara Federal do Rio de Janeiro, a acusação criou “narrativas recheadas de suposições”.

Antes, em 2017, à época como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo de Michel Temer, ele foi condenado a devolver R$ 2 milhões aos cofres públicos por desvio de recursos na educação no estado do Rio.

Entenda a operação de hoje

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seu endereço em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. A ação também mira no empresário Ricardo Magro, que comanda o grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos. Ele é alvo de mandado de prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.

Segundo a PF, a Operação Sem Refino apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis por suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo. A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da chamada ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no Rio de Janeiro. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal. Além de Castro, também são alvos de busca nesta manhã o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad.

Castro, que pretende disputar um cargo no Senado neste ano, deixou o comando do estado no final de março deste ano, na véspera da conclusão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível. Desde então, quem governa o estado é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto.

Procurado, o advogado Carlo Luchione, responsável pela defesa de Castro, disse que “ainda não tem conhecimento da motivação da busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes”. De acordo com informações da TV Globo, o ex-governador estava em casa no momento da operação.

Quem está no comando do estado?

Com a renúncia de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto, assumiu o cargo de forma provisória. Ele herdou a função porque a linha sucessória no estado foi desmontada desde o ano passado. O vice-governador Thiago Pampolha (MDB) virou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, foi afastado do cargo após operação da Polícia Federal.

Publicado por: Chico Gregorio


08/07/2026
08:06

Fotomontagem: ICL Notícias
Por ICL Notícias

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a 6ª fase da Operação Unha e Carne, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro.

Segundo a PF, a ação criminosa, que teria participação de agentes públicos, teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme Relatório de Inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Entre os alvos de buscas estão Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), e Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil na gestão de Cláudio Castro (PL). Outros agentes da instituição também são investigados.

Marcio Canella. (Foto: Octacílio Barbosa/Alerj)

Também é alvo o ex-PM Juracy Alves Prudêncio, o Jura, citado no relatório final da CPI das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 2008, como chefe de um grupo paramilitar que agia em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. No ano seguinte, ele foi condenado e preso sob acusação de homicídio e associação criminosa.

Ao todo, agentes da PF cumprem 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana; em Resende, no Sul Fluminense; e na capital carioca. Também foram determinados sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.

Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações.

Apreensões da 6ª fase da Operação Unha e Carne — Foto: Divulgação/PF

A ação desta terça-feira está no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal que visa desarticular organizações criminosas atuantes no estado do Rio de Janeiro, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635.

Na fase anterior, a Operação Unha e Carne prendeu o pastor Márcio Poncio e cumpriu mandados contra o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilsinho, que já estavam presos. Um dos alvos de busca e apreensão da quinta fase foi Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

Agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão na manhã desta terça (07) — Foto: Divulgação

Operação Unha e Carne

A ação desta terça é uma nova fase da operação Unha e Carne, que já investigou suspeitas de vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado o Comando Vermelho.

Na última quinta-feira (2), a PF cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro em uma operação que teve como principais alvos o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio.

Bacellar e Adilsinho já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados, e Poncio foi preso. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Um dos alvos de busca e apreensão foi Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação teve origem na análise de planilhas apreendidas em poder de Adilsinho. As anotações também indicariam possíveis repasses diretos de dinheiro a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro, hipótese que passou a ser uma das principais linhas de investigação.

Deflagrada em dezembro de 2025, a Operação Unha e Carne investigava inicialmente o vazamento de informações sigilosas sobre ações contra o Comando Vermelho. Ao longo das fases seguintes, as apurações alcançaram o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e, posteriormente, passaram a investigar possíveis conexões entre organizações criminosas, agentes públicos e fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
09:40

O Estado do Piauí deu mais um importante passo na promoção da inclusão social e da ressocialização de pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. Foi sancionada a Lei nº 9.029, de 1º de julho de 2026, que estabelece a reserva de vagas de emprego em contratos administrativos firmados pelo Estado para pessoas em regime semiaberto, aberto, em livramento condicional e egressas do sistema prisional.

A nova legislação atende às diretrizes da Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional (PNAT), instituída pelo Decreto Federal nº 9.450/2018, e do Plano Pena Justa, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a partir da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) em sede da Arguição de Descumprimento de Preceito Federal (ADPF) nº 347, que incentiva a ampliação das oportunidades de trabalho para esse público como estratégia de reintegração social, promoção do trabalho decente e redução da reincidência criminal.

A lei determina que empresas contratadas pelo Estado para a execução de serviços que demandem a partir de 25 trabalhadores reservem, no mínimo, 5% das vagas para pessoas egressas do sistema prisional, em livramento condicional ou privadas de liberdade em regime semiaberto ou aberto. Nos contratos com seis a 24 trabalhadores, deverá ser destinada pelo menos uma vaga.

Para o Ministério Público do Trabalho no Piauí, a sanção da lei representa um avanço significativo na consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento da cidadania.

 

O procurador do Trabalho Carlos Henrique Leite, que acompanhou as discussões sobre a proposta, destaca que a legislação é fruto de um processo de construção coletiva envolvendo instituições públicas e representantes da sociedade civil organizada. “Essa lei representa uma conquista importante para o Estado do Piauí e para toda a sociedade. O acesso ao trabalho é um dos principais instrumentos de ressocialização, pois oferece dignidade, autonomia financeira e cria oportunidades reais para que essas pessoas reconstruam suas trajetórias. O Ministério Público do Trabalho parabeniza o Estado, por meio dos poderes Executivo e Legislativo, pelo avanço e pela sensibilidade em transformar esse compromisso em política pública”, frisa.

Segundo o procurador, o texto aprovado foi resultado de um amplo diálogo institucional, construído de forma colaborativa entre os diversos órgãos que atuam na execução penal e na promoção dos direitos humanos. O próprio Ministério Público do Trabalho tem, entre seu planejamento estratégico nacional, o fomento ao Projeto de Trabalho no Sistema Prisional, cujo objetivo vem a ser justamente o cumprimento da cota de contratação de pessoas presas e egressas do sistema prisional, prevista na PNAT – Política Nacional de Trabalho do Preso.

“Essa legislação não surgiu de forma isolada. Ela é fruto de diversas reuniões e debates realizados ao longo dos últimos meses entre instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. A proposta foi construída de maneira conjunta, buscando assegurar uma norma viável, capaz de ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para pessoas em processo de ressocialização; por fim, após consolidação, a minuta do projeto foi enviada, pelo MPT e pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Piauí (GMF/TJPI), como sugestão final, ao Poder Executivo do Estado”, reforçou.

Carlos Henrique Leite ressalta ainda que a iniciativa está alinhada às diretrizes nacionais que tratam do trabalho como um direito fundamental e um instrumento de transformação social. “O Plano Pena Justa e a Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional reconhecem que o trabalho é essencial para romper ciclos de exclusão. Ao estimular a contratação de pessoas egressas e em cumprimento de pena, o Estado fortalece uma política que beneficia não apenas esses trabalhadores, mas toda a sociedade, ao contribuir para a redução da reincidência e para a construção de ambientes mais inclusivos e socialmente responsáveis”.

O procurador pontua, também, que em outros Estados, a exemplo do Rio de Janeiro, Paraná, Rondônia, Goiás, Mato Grosso, Alagoas, há leis similares prevendo reserva de vagas para egressos do sistema prisional. O próprio Estado do Piauí possuía, de forma incipiente, uma norma legal específica (Lei Estadual nº 6.344/2013), que previa a cota de 5% (cinco porcento) de egressos para as empresas que executassem obras públicas estaduais. A nova lei aprovada apenas atualizou às regras ao plano nacional Pena Justa.

Ainda de acordo com o procurador, o Ministério Público do Trabalho acompanha as políticas voltadas ao cumprimento da Política Nacional de Trabalho no Âmbito do Sistema Prisional e seguirá atuando em parceria com os demais órgãos públicos para fortalecer iniciativas que promovam trabalho decente, inclusão social e respeito aos direitos fundamentais.

 Fonte/Créditos: MPT-PI

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
09:09

A 2ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) julgou irregulares os contratos firmados pelas prefeituras de Cruzeta, Jucurutu e Lagoa Nova para a contratação de um escritório de advocacia com a finalidade de ampliar as receitas provenientes da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).

Segundo o TCE, a principal irregularidade está na forma de remuneração do escritório, baseada em um percentual sobre valores futuros arrecadados pelos municípios. Esse modelo de pagamento é vedado pela legislação aplicável à administração pública, motivo pelo qual os contratos foram declarados nulos.

Apesar disso, a Corte de Contas reconheceu que os serviços foram efetivamente prestados e que a atuação do escritório contribuiu para o aumento das receitas municipais. Com isso, os pagamentos poderão ser mantidos apenas dentro dos limites legais. Os valores pagos acima do permitido deverão ser devolvidos aos cofres públicos.

Além da decisão, o TCE orientou que, em situações semelhantes, as prefeituras utilizem suas próprias procuradorias e equipes jurídicas, evitando a celebração de contratos com esse tipo de remuneração.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
09:02

Agência Brasil

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira 6 ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas - Agora RNExército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas - Agora RN

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente.

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Ex-presidente Jair Bolsonaro – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército.

Na última sexta-feira 3, Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:56

Trump e Infantino levaram cartão vermelho

Há momentos em que uma partida de futebol deixa de ser apenas um jogo. Ontem foi um desses dias. A Bélgica entrou em campo carregando muito mais do que sua tradição esportiva. Carregava a expectativa de milhões de pessoas que desejavam que a Copa do Mundo de 2026 não fosse definitivamente marcada pela maior vergonha de sua história recente.

Se os Estados Unidos tivessem avançado depois da polêmica reintegração de Folarin Balogun, expulso na partida anterior e liberado por uma decisão que indignou torcedores, atletas, dirigentes e especialistas, o torneio correria o risco de perder sua credibilidade. O futebol vive da imprevisibilidade, da igualdade de condições e da confiança de que as regras valem para todos. Quando essa percepção desaparece, desaparece também parte da magia do esporte.

A eliminação estadunidense, por isso, representou muito mais do que um resultado esportivo. Foi uma vitória do próprio futebol.

Desde o início desta Copa, os Estados Unidos já haviam colocado o torneio sob uma sombra preocupante. O tratamento dispensado à delegação do Irã, submetida a restrições e constrangimentos incompatíveis com o espírito universal de uma Copa do Mundo, já havia produzido uma mancha difícil de apagar. Um Mundial existe justamente para aproximar povos, não para transformar rivalidades geopolíticas em instrumentos de intimidação.

A Fifa, sob Gianni Infantino, aceitou conviver com essa realidade. Depois, ao permitir a presença de Balogun em circunstâncias extremamente controversas, revertendo um cartão vermelho a pedido de Trump, agravou ainda mais uma crise de credibilidade que ela própria criou. Em vez de proteger a autoridade das regras, passou a alimentar a percepção de que interesses políticos e econômicos podem falar mais alto do que o regulamento. A lei da selva no futebol, assim como vem acontecendo nas relações internacionais após a volta de Trump ao poder.

O mais curioso é que essa intervenção pode ter produzido exatamente o efeito contrário ao desejado.

A seleção dos Estados Unidos vinha realizando uma boa campanha. Tinha mostrado organização, intensidade e um futebol competitivo. Talvez pudesse enfrentar a Bélgica em igualdade de condições e construir sua classificação dentro das quatro linhas. Mas a vitória obtida previamente no tapetão acabou transformando a equipe em alvo da indignação mundial. A pressão tornou-se gigantesca. A cada toque na bola de Balogun e de seus companheiros, a lembrança da controvérsia reaparecia. Em vez de fortalecer o time, a manobra parece ter criado um peso psicológico adicional que nenhum treinador consegue eliminar.

O resultado foi devastador. Um delicioso chocolate belga, de 4 a 1, saboreado pelo mundo inteiro.

Há também um simbolismo interessante nesta fase da competição. Os três países anfitriões ficaram pelo caminho nas oitavas de final. O Canadá foi derrotado por Marrocos. O México sucumbiu diante da Inglaterra. E os Estados Unidos sofreram uma goleada da Bélgica. A Copa mostrou que jogar em casa não basta quando o nível técnico da competição é extraordinariamente elevado.

E este talvez seja o aspecto mais positivo deste Mundial.

Até aqui, a Copa de 2026 vem premiando as seleções que realmente apresentaram o melhor futebol. França, Argentina, Espanha, Inglaterra, Colômbia, Noruega e Marrocos confirmaram em campo suas credenciais. A Bélgica juntou-se a esse grupo ao eliminar os donos da casa de maneira contundente.

É exatamente isso que os torcedores esperam de uma Copa do Mundo: que vençam os melhores, e não os mais influentes nos corredores do poder

O futebol sobreviveu a guerras, ditaduras, boicotes e interesses econômicos gigantescos porque sempre preservou uma verdade fundamentl: quando a bola rola, ela pertence aos jogadores e não aos políticos. Sempre que essa lógica é invertida, perde o esporte, perdem os torcedores e perde a própria Fifa.

Ontem, felizmente, a bola restabeleceu uma parte dessa ordem.

O mundo inteiro parecia torcer pela Bélgica. E não porque tivesse algo contra a seleção americana ou seus jogadores, mas porque uma Copa do Mundo simplesmente não poderia ser definida por decisões tomadas fora do campo.

A Bélgica venceu. O futebol agradeceu. E o crime da dupla Trump-Infantino não compensou.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:49

Empresários brasileiros acompanham com preocupação a participação do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na audiência que discutirá a investigação dos Estados Unidos sobre práticas comerciais brasileiras.

O processo pode resultar na imposição de tarifas de até 25% sobre produtos exportados pelo Brasil.

A reunião foi  realizada nesta segunda-feira (6/7), nos Estados Unidos, e contará com representantes do governo americano, integrantes do setor produtivo e Flávio Bolsonaro, que participará na condição de testemunha.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:43

Laurita Arruda***

A decisão da Justiça atendendo a um pedido do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) coloca a previdência dos servidores estaduais no centro de um problema que afeta diretamente as contas públicas do Estado. O juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública determinou que o Governo do RN e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern) apresentem, em até 90 dias, um plano para recuperar o equilíbrio financeiro do sistema.

Na prática, isso significa que o Estado terá que mostrar quais medidas vai adotar para evitar que a previdência continue se desequilibrando e como pretende garantir o pagamento futuro das aposentadorias.

Diante desse cenário, o tema ganha importância política imediata e precisa estar no debate público. Pré-candidatos ao governo do Estado devem explicar de forma clara o que pretendem fazer para resolver a situação da previdência: como vão enfrentar o déficit, quais mudanças defendem e como pretendem garantir que o sistema seja sustentável no longo prazo, sem comprometer outras áreas do orçamento.

Segundo o MPRN, esse problema começou a se agravar a partir de 2014, quando uma mudança na lei unificou dois fundos da previdência estadual.

Desde então, ocorreram retiradas de recursos sem a devida reposição, o que contribuiu para um rombo crescente. De lá para cá, o déficit foi aumentando e já ultrapassa a casa de centenas de milhões de reais, enquanto os repasses atuais do Estado apenas cobrem os pagamentos mensais das aposentadorias, sem resolver o problema de fundo.

Publicado por: Chico Gregorio


07/07/2026
08:35

Exportações do Brasil avançam e saldo comercial supera US ...

As exportações brasileiras registraram alta de 40,6% na primeira semana de julho de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, alcançando US$ 5,89 bilhões. No mesmo intervalo, as importações cresceram 10,4%, totalizando US$ 3,62 bilhões. Com isso, a balança comercial teve superávit de US$ 2,27 bilhões, avanço de 149%, enquanto a corrente de comércio chegou a US$ 9,51 bilhões, crescimento de 27,3%.

No acumulado de janeiro até a primeira semana de julho de 2026, as exportações somaram US$ 190,66 bilhões, aumento de 11,8% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações atingiram US$ 146,03 bilhões, alta de 5,4%. O resultado foi um superávit comercial de US$ 44,63 bilhões, crescimento de 39,2%, e uma corrente de comércio de US$ 336,70 bilhões, avanço de 8,9%.

Entre os setores, a agropecuária registrou crescimento de 1,5%, com US$ 950 milhões em exportações. A indústria extrativa teve alta de 81,7%, alcançando US$ 1,76 bilhão, enquanto a indústria de transformação cresceu 39,4%, com US$ 3,17 bilhões em vendas externas. O desempenho positivo desses segmentos contribuiu para o aumento geral das exportações brasileiras.

Publicado por: Chico Gregorio