05/09/2026
10:49

Pesquisa reconfigura o cenário e já projeta Lucas versus Efraim - Por Nonato Guedes

   Faltando um mês para a realização das eleições ao governo do Estado em primeiro turno, a pesquisa Atlas/Intel divulgada ontem pelos meios de comunicação mostra uma reconfiguração do cenário paraibano, com inversão de papéis entre candidatos. O levantamento aponta liderança cristalizada, na disputa, do governador Lucas Ribeiro, do PP, candidato à reeleição, que alcançou 42,4% das intenções de voto. É o melhor momento de Lucas, que começou timidamente a campanha, teoricamente desconhecido de parcelas da opinião pública por ter assumido a titularidade do Executivo só em abril, com a renúncia de João Azevêdo (PSB) para concorrer ao Senado. Quando a candidatura de Lucas foi oficializada, o ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), que rompeu com o PP e com Azevêdo, estava na dianteira confortável dos números de institutos especializados e parecia mesmo em marcha batida para se estabilizar como favorito. Lucas vinha em segundo, mas com um crescimento vegetativo, e o senador Efraim Filho, do PL bolsonarista, despontava em terceiro.

      Agora, o cenário da pesquisa Atlas/Intel sinaliza uma reviravolta surpreendente na conjuntura estadual, com Lucas avançando substancialmente e uma inversão no segundo lugar, com a ascensão de Efraim Filho, com 30,9% das intenções, deixando Cícero para trás, em terceiro lugar, com 19,8%. O senador bolsonarista não só trabalhou incansavelmente para evoluir de desempenho na corrida, como sempre prognosticou a certeza de que estaria presente no segundo turno, dando combate ao governador Lucas Ribeiro. Pelos dados atuais, essa hipótese já está cravada, embora, por via das dúvidas, convém esperar o desdobramento do quadro político-eleitoral. Na prática, confirma-se a reprodução da polarização nacional que opõe o presidente Lula (PT) ao senador Flávio Bolsonaro (PL): na Paraíba, Lucas Ribeiro teve declaração de apoio do presidente Lula e conquistou o apoio formal do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores, presidido pela deputada Cida Ramos, enquanto Efraim já conseguiu trazer várias vezes o senador Flávio Bolsonaro ao Estado para impulsionar sua mobilização.

          Esse fenômeno da polarização política-ideológica se dá na Paraíba sem que os favoritos de hoje priorizem o debate nacional e, por via de consequência, o antagonismo entre propostas dos presidenciáveis. A campanha pelo governo do Estado se dá no nível da discussão dos problemas da população paraibana e de questionamentos sobre a atual administração, com a oposição batendo forte na gestão João-Lucas e o governador-candidato enumerando o saldo de obras e realizações encaminhadas e executadas a partir da Era João Azevêdo. A polêmica opõe continuidade versus renovação, e Efraim leva vantagem no campo oposicionista porque rompeu com o governo ainda em 2022 quando se elegeu ao Senado Federal, enquanto Cícero patina no discurso porque foi aliado de Azevêdo até abril deste ano, sendo tratado por muitos como um “dissidente”, não um rival declarado. Enfim, Cícero não tem um candidato a presidente da República para chamar de seu, isto é, não tem palanque presidencial no Estado, o que reforçaria tecnicamente a sua logística de campanha, sobretudo em grandes centros como João Pessoa e Campina.

Polêmica PB***

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
10:39

Neto Queiroz***

Duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira e sext-feira no Rio Grande do Norte movimentaram os bastidores da política. Os levantamentos dos institutos Exatus e Perfil tiraram uma fotografia da eleição a quatro semanas do pleito.

O Instituto Perfil registrou sua pesquisa sob o número 01368/2026. Foram ouvidos 1.600 eleitores entre os dias 29/08 e 01/09, com margem de erro de 2,45 pontos percentuais.

Vamos aos números da pesquisa estimulada para o governo:

Allyson Bezerra – 33,06% (tinha 33,12% em agosto e 32,93% em julho)

Álvaro Dias – 21,00% (tinha 22,06% em agosto e 20,38% em julho)

Cadu de Lula – 16,75% (tinha 16,56% em agosto e 10,31% em julho)

Rodrigo Bolsonaro – 1,31%

Robério Paulino – 0,63%

Dário Barbosa – 0,63%

Arinalda do MBL – 0,19%

Nenhum – 9,06%

Não sabe – 17,63%

Vamos agora aos números da pesquisa estimulada do Instituto Exatus, registrada sob o número 03924/2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 31/08 e 03/09, com margem de erro de 2,53 pontos percentuais.

Allyson Bezerra – 37,42% (tinha 41,8% em julho e 41,0% em maio)

Álvaro Dias – 20,56% (tinha 26,1% em julho e 22,8% em maio)

Cadu de Lula – 17,96% (tinha 13,7% em julho e 12,6% em maio)

Rodrigo Bolsonaro – 1,35%

Robério Paulino – 0,34%

Dário Barbosa – 0,08%

Arinalda do MBL – 0,08%

Henrique Lira – 0,08%

Nenhum – 10,25%

Não sabe – 11,88%

ANÁLISE DOS NÚMEROS:

Os dois levantamentos têm metodologias e amostras próprias. Por isso, não é correto comparar diretamente os dados da Perfil com os da Exatus como se fossem uma única série histórica. O mais interessante é observar o movimento registrado dentro de cada instituto.

Allyson continua líder, mas não apresenta crescimento. Na Perfil, está praticamente congelado há três levantamentos: 32,93% em julho, 33,12% em agosto e 33,06% agora. É uma estabilidade impressionante. Já na Exatus, o movimento é negativo: passou de 41,8% em julho para 37,42% em setembro, uma queda de 4,38 pontos percentuais. Portanto, os dois institutos confirmam a liderança de Allyson, mas nenhum aponta crescimento do candidato neste momento da campanha.

Cadu é o único dos três principais candidatos que cresce nas duas pesquisas. Esse é provavelmente o movimento mais consistente dos números. Na Perfil, saiu de 10,31% em julho para 16,56% em agosto e chegou agora a 16,75%. Na Exatus, passou de 12,6% em maio para 13,7% em julho e alcançou 17,96% em setembro. A questão agora é saber se esse crescimento terá força suficiente para colocá-lo efetivamente na disputa pelas primeiras posições.

Álvaro mantém o segundo lugar, mas vê Cadu se aproximar. Na Perfil, a diferença entre os dois era de 10,07 pontos percentuais em julho (20,38% a 10,31%). Agora, caiu para apenas 4,25 pontos (21,00% a 16,75%). Na Exatus, o movimento também chama atenção: Álvaro tinha 26,1% em julho e caiu para 20,56%, enquanto Cadu passou de 13,7% para 17,96%. A distância entre eles é agora de apenas 2,6 pontos percentuais. A disputa pela segunda colocação ficou muito mais apertada.

A eleição ainda tem um contingente expressivo de eleitores fora das candidaturas apresentadas. Na Perfil, 17,63% não sabem em quem votar e 9,06% dizem não votar em nenhum dos candidatos, somando 26,69%. Na Exatus, são 11,88% de indecisos e 10,25% que não escolheram nenhum, totalizando 22,13%. A quatro semanas da eleição, é um universo relevante. Ainda existe espaço eleitoral suficiente para provocar alterações importantes no cenário da disputa.

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
10:27

Notas de dólar

Notas de dólarCrédito: Dado Ruvic/Reuters

247 – O maior fundo soberano do mundo avalia uma mudança relevante em sua estratégia de renda fixa que poderá reduzir em quase US$ 80 bilhões sua exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos. A proposta prevê diminuir o peso da dívida pública na carteira e direcionar mais recursos para outros ativos com maior potencial de retorno.

As informações foram divulgadas pela RT, com base em dados do Norges Bank Investment Management (NBIM) e em estimativas do Financial Times. O fundo soberano da Noruega administra atualmente cerca de US$ 2,3 trilhões em ativos.

O NBIM recomendou ao Ministério das Finanças da Noruega que a participação dos títulos públicos em sua carteira de renda fixa seja reduzida dos atuais 70% para 50%. Segundo os cálculos citados, a mudança representaria uma redução global de aproximadamente US$ 106 bilhões em títulos de governos.

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Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
10:20

Após ter votado contra o fim da escala 6 X  1 em Brasília, o senador potiguar Rogério Marinho chegou ao RN   como um  presente   no  aniversário do  candidato  a governador Álvaro Dias (PL) ,  para reforçar a campanha do ex-prefeito e Natal, que passa por uma momento delicado de estagnação  nas pesquisas eleitorais , como também alvo da denuncia do Trem da Alegria no Assembleia do RN denunciado pelo adversário Allyson, quando efetivou sem concurso público parente com salários que chegam até  R$ 50 mil reais. Será que é um reforço mesmo ou um calo no sapato ?

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
09:53

 

A um mês da eleição, o candidato do União Brasil ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, lidera a disputa com 37,42% das intenções de voto, segundo pesquisa estimulada do Instituto Exatus.

O candidato do PL ao governo, Álvaro Dias, aparece com 20,56%, enquanto o candidato do PT, Cadu de Lula, registra 17,96%. Rodrigo de Bolsonaro (Agir) tem 1,35%. Professor Robério (PSOL) aparece com 0,34%. Arinalda do MDB, Dário Barbosa e Henrique Lyra registram 0,08% cada um.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2026, em 55 municípios do Estado, e foi contratado pelo Grupo Agora RN, que edita os jornais Agora RN e O Correio de Hoje.

Este é o primeiro retrato feito pelo instituto depois que a campanha entrou na rua oficialmente, em 16 de agosto, e depois que a propaganda eleitoral começou a ir ao ar no rádio e na televisão, em 28 de agosto.

Heitor Gregório*

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
09:44

Agora RN

Dos municípios do sertão às águas do Atlântico, a força dos ventos transformou o Rio Grande do Norte em um dos principais territórios brasileiros para investimentos em energia renovável. Depois de mais de uma década de expansão dos parques terrestres, o Estado chega a uma nova etapa: manter a liderança na geração eólica em terra enquanto prepara infraestrutura, regras ambientais, transmissão e mão de obra para receber empreendimentos no mar.

Dados atualizados do Sistema de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram a dimensão alcançada pelo setor elétrico potiguar. A base do órgão é atualizada diariamente e acompanha empreendimentos desde etapas anteriores à outorga até a operação comercial. O crescimento da eólica colocou o RN entre os grandes exportadores de eletricidade do País e criou uma cadeia que envolve construção civil, operação, manutenção, pesquisa e serviços especializados.

Aerogeradores de parque eólico em São Miguel do Gostoso, no litoral do Rio Grande do Norte
Parques eólicos mudaram a paisagem e a economia de municípios do interior do RN e a próxima fronteira será no mar — José Aldenir/Agora RN

A expansão continua. Em fevereiro deste ano, por exemplo, entrou em operação comercial a usina Ventos de São Rafael 10, com 58,5 megawatts (MW), integrante do Complexo Eólico Serra do Tigre, localizado entre Rio Grande do Norte e Paraíba. O empreendimento está entre as novas unidades acompanhadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME) dentro da expansão do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O avanço dos parques trouxe também efeitos para municípios do interior. Estudo apresentado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Rio Grande do Norte (Senai-RN) e pelo MAIS RN identificou crescimento de atividade econômica, empregos e abertura de empresas em cidades que receberam empreendimentos eólicos. O desafio é fazer com que a renda gerada pela atividade se traduza também em ganhos sociais permanentes.

O vento já virou indústria no interior

A primeira etapa da revolução eólica potiguar ocorreu em terra. Áreas do Mato Grande, região Central, Seridó e Oeste receberam complexos formados por dezenas de aerogeradores, conectando municípios antes pouco presentes no mapa dos grandes investimentos privados a uma cadeia internacional de energia.

Além da geração propriamente dita, o setor criou demanda por estradas, linhas de transmissão, subestações, serviços técnicos e qualificação profissional. O Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), instalado no Estado, tornou-se uma das estruturas de pesquisa voltadas ao desenvolvimento e teste de tecnologias para o setor.

Mas o crescimento também revelou um gargalo: não basta instalar aerogeradores se a rede não tiver capacidade para transportar toda a eletricidade produzida. Os cortes de geração, conhecidos no setor como curtailment, tornaram-se uma das principais preocupações de empresas e investidores de fontes eólica e solar no Nordeste. Em julho, o MME regulamentou a compensação relacionada a cortes ocorridos entre setembro de 2023 e novembro de 2025.

A expansão da transmissão tornou-se, portanto, parte da disputa por novos investimentos. No primeiro semestre de 2026, mais de 2 mil quilômetros de linhas entraram em operação no País. O Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (Potee) 2026 prevê novos reforços no SIN, enquanto o chamado Bipolo Nordeste II deverá ampliar a capacidade de levar a produção renovável nordestina para os principais centros consumidores.

O problema é especialmente relevante para o RN: quanto maior a geração disponível, maior a necessidade de assegurar capacidade para despachá-la. Os novos projetos de transmissão serão decisivos para determinar quanto do potencial potiguar conseguirá efetivamente chegar ao mercado.

Próxima fronteira está no Atlântico

Se a primeira transformação aconteceu no sertão, a próxima está projetada para o mar. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima em aproximadamente 140 gigawatts (GW) o potencial eólico offshore do Rio Grande do Norte, equivalente a cerca de 20% do potencial brasileiro estimado em 700 GW.

Os investimentos, entretanto, ainda precisam percorrer etapas regulatórias, ambientais e econômicas antes de se transformarem em parques. Projetos destinados à costa potiguar estão em processo de licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), responsável pelo licenciamento ambiental federal dos complexos eólicos marítimos. O órgão analisa impactos sobre pesca, navegação, turismo, aves, tartarugas, mamíferos marinhos e ambientes recifais, entre outros fatores.

Levantamento divulgado pelo Senai-RN mostrou projetos offshore que somavam 12,84 GW destinados ao Estado, com previsão de centenas de aerogeradores. O volume evidencia a escala potencial da nova indústria, embora projetos em licenciamento não devam ser confundidos com investimentos já contratados ou com usinas cuja construção esteja assegurada.

Uma iniciativa mais próxima da etapa tecnológica é a planta-piloto prevista para o mar de Areia Branca. Desenvolvido pelo ISI-ER e pela Dois A Engenharia, o projeto tornou-se o primeiro do gênero no País a obter licença prévia do Ibama. A primeira etapa prevê aproximadamente R$ 42 milhões para engenharia, estudos e desenvolvimento de soluções adaptadas às condições brasileiras.

Outro movimento procura resolver antecipadamente o problema do escoamento. Estudo do ISI-ER identificou 11 áreas consideradas mais adequadas para a passagem de cabos submarinos e linhas de transmissão, abrangendo cerca de 59,7 quilômetros do litoral. As rotas estudadas poderiam suportar o escoamento de mais de 38 GW, com corredores entre Touros e Caiçara do Norte, Galinhos e Macau e entre Porto do Mangue e Tibau.

É nesse ponto que o RN tenta transformar uma vantagem natural em vantagem econômica. Ter vento abundante colocou o Estado na liderança da primeira onda eólica brasileira. Para permanecer nela, será necessário combinar geração, transmissão, licenciamento, portos, fornecedores, pesquisa e formação profissional.

A corrida seguinte será mais complexa e mais cara. Se os projetos offshore avançarem, aerogeradores de maior porte, cabos submarinos, embarcações especializadas e estruturas portuárias deverão movimentar uma cadeia industrial distinta daquela formada pelos parques terrestres. O vento continua sendo o ativo inicial. O tamanho do investimento que ficará no Rio Grande do Norte dependerá da infraestrutura construída em torno dele.

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
08:58

Caravana de Odon Júnior e Francisco do PT passou por Ipueira, São João do Sabugi, Timbaúba dos Batistas, Jardim de Piranhas e Caicó, reunindo apoiadores e levando a mensagem da campanha pelas ruas do Seridó

A sexta-feira (04) foi de estrada, encontros e muita mobilização para a caravana da Dobradinha do Trabalho. Odon Júnior e Francisco do PT percorreram cinco municípios do Seridó em uma agenda marcada pela proximidade com a população, manifestações de apoio e muita movimentação pelas ruas.

A jornada começou em Ipueira, onde a caravana percorreu as principais ruas da cidade em uma carreata, encerrando a passagem pelo município com um comício relâmpago no centro.

Na sequência, a Dobradinha do Trabalho chegou a São João do Sabugi. Ao lado de companheiros e lideranças locais, Odon e Francisco percorreram as principais ruas do centro em mais uma carreata e realizaram um comício relâmpago nas proximidades do mercado público.

A caravana seguiu para Timbaúba dos Batistas, onde novamente a população acompanhou a passagem dos candidatos pelas ruas da cidade.

Em Jardim de Piranhas, a mobilização continuou. A mini carreata movimentou as ruas do município e Odon Júnior e Francisco do PT fizeram uma nova parada no centro para conversar e levar sua mensagem aos moradores.

CAICÓ FECHA O DIA COM PLENÁRIA E CARREATA

A última agenda do dia foi em Caicó, onde a Dobradinha do Trabalho encerrou a programação com uma grande mobilização organizada por Dany Guedes, que reuniu cerca de 250 pessoas em uma plenária.

O encontro contou, além de Odon Júnior e Francisco do PT, com a presença do prefeito de Currais Novos, Lucas Galvão, que reforçou o time durante a programação.

Durante a plenária, Odon e Francisco discursaram para os presentes e destacaram a importância da caminhada pelo Seridó e da construção de um projeto político conectado às necessidades dos municípios. “Foi um dia muito especial. Passamos por cinco municípios, conversamos com as pessoas, recebemos muito carinho e percebemos que a nossa mensagem está chegando cada vez mais longe. Essa caminhada pelo Seridó mostra a força de quem acredita em um projeto construído com diálogo, trabalho e compromisso com o nosso povo”, destacou Odon Júnior.

Francisco do PT também ressaltou a importância da agenda e da união construída ao longo da caminhada. “Encerramos o dia em Caicó com o coração cheio de alegria. Foram cinco cidades, muitos encontros e uma demonstração muito bonita de apoio. Essa é a força da nossa Dobradinha do Trabalho: estar perto das pessoas, ouvir cada comunidade e apresentar um projeto que tem compromisso com o Rio Grande do Norte”, afirmou Francisco.

Após a plenária, Odon, Francisco, Lucas Galvão e os apoiadores seguiram em carreata pelas ruas de Caicó. O percurso passou por diversos bairros da cidade, encerrando um dia de intensa mobilização da Dobradinha do Trabalho pelo Seridó.

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
08:49

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) firmou contrato de R$ 14,55 milhões com a Conpate Engenharia Ltda. para a recuperação e modernização da Barragem Santa Cruz do Apodi, em Apodi (RN).
O contrato, firmado por meio de Pregão Eletrônico, foi assinado em 2 de setembro de 2026 e terá vigência até 2 de janeiro de 2028.
A Barragem Santa Cruz do Apodi, com capacidade de armazenamento de 600 milhões de m³, integra a bacia Apodi-Mossoró sendo uma importante infraestrutura hídrica do Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
08:41

Fotos: Gabriel Leite/98FM Natal

A coligação Endireita RN, que sustenta a candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte, ingressou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o candidato Allyson Bezerra, por suposto abuso de poder político e econômico.

A ação, protocolada na quarta-feira (3), também inclui como investigados o candidato a vice-governador Hermano Morais, o atual prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, além de Oseas Monthalggan Fernandes Costa e José Moabe Zacarias Soares. O processo tramita na Relatoria da Corregedoria Regional Eleitoral e não contém, neste momento, pedido de liminar.

O ponto central da ação é a tentativa de estabelecer um nexo eleitoral entre fatos apurados pela Operação Mederi, da Polícia Federal, e a candidatura de Allyson ao Governo do Estado.

Na petição, a coligação sustenta que elementos da investigação criminal apontariam para a possível utilização da estrutura administrativa do Fundo Municipal de Saúde de Mossoró e de recursos públicos em um mecanismo que teria como finalidade beneficiar projetos eleitorais.

A argumentação se apoia principalmente em captações ambientais realizadas na sede da empresa DISMED, em maio de 2025. Segundo a ação, os diálogos contêm referências expressas à “campanha de Allyson” e ao projeto político de disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. A própria petição destaca manifestação do relator da investigação criminal no TRF-5 segundo a qual um dos diálogos indicaria discussão sobre pagamento de propina e destinação de valores para campanha política.

É importante destacar que as acusações apresentadas pela coligação ainda serão submetidas ao contraditório e à produção de provas na Justiça Eleitoral. A própria petição reconhece que parte dos elementos precisa ser confrontada com documentos administrativos, bancários e financeiros para que seja possível individualizar eventual responsabilidade dos investigados.

“Matemática de Mossoró”

Um dos principais elementos levados ao TRE é o diálogo que ficou conhecido como “Matemática de Mossoró”, revelado anteriormente pelo Blog do Barreto.

Em uma das conversas reproduzidas na ação, Oseas Monthalggan explica a José Moabe uma suposta divisão dos valores oriundos de uma ordem de compra de R$ 400 mil. No diálogo, há referência a um percentual de 15% atribuído a Allyson. A petição afirma que a decisão do TRF-5 identificou, pelo contexto das conversas, Allyson como sendo a pessoa mencionada pelos interlocutores.

Em outros diálogos do dia seguinte, os interlocutores falam expressamente em guardar recursos para campanhas. A ação ressalta que há menções diretas à “campanha de Allyson” e também a Marcos Medeiros. Segundo a documentação apresentada, o relator no TRF-5 registrou que uma das conversas “não deixa muita margem a outras interpretações”, diante da discussão sobre propina e finalidade eleitoral.

Contratos da saúde entram no foco da ação

A coligação também apresentou ao TRE um levantamento da relação financeira entre o Fundo Municipal de Saúde de Mossoró e a DISMED.

De acordo com os dados anexados à petição, entre 2022 e 2025 foram identificados 73 empenhos, que somaram R$ 16,6 milhões, dos quais aproximadamente R$ 12,8 milhões teriam sido pagos à empresa. A ação ressalva que a existência dos contratos e dos pagamentos, isoladamente, não comprova qualquer ilegalidade, defendendo que seja investigada a execução dos fornecimentos e a eventual circulação posterior desses recursos.

Outro ponto explorado é uma coincidência de datas. Em 13 de maio de 2025, mesmo dia de parte das gravações realizadas na sede da DISMED, o Fundo Municipal de Saúde emitiu três empenhos para a empresa relacionados à aquisição de medicamentos e materiais médico-hospitalares.

Os três empenhos somaram R$ 802 mil, com cerca de R$ 792 mil pagos. A coligação quer que a Justiça Eleitoral confronte esses pagamentos com a movimentação financeira da empresa e com os elementos reunidos na investigação da Polícia Federal.

Coligação pede acesso às provas da Operação Mederi

Uma parte significativa dos pedidos formulados ao TRE está relacionada à produção de novas provas.

A coligação solicita que o Tribunal oficie o TRF-5 e a Polícia Federal para compartilhar as mídias e transcrições das captações ambientais, conversas de WhatsApp, bases financeiras da DISMED, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático e o material obtido a partir da quebra da criptografia de 32 aparelhos eletrônicos apreendidos na Operação Mederi.

Também é requerida à Prefeitura de Mossoró a íntegra de processos licitatórios envolvendo a DISMED, incluindo editais, propostas, notas fiscais, ordens de fornecimento, atestados de recebimento, liquidações e pagamentos.

Entre os procedimentos citados estão os pregões referentes à Farmácia Básica, medicamentos injetáveis para as UPAs, psicotrópicos e materiais médico-hospitalares. A ação ainda pede os registros completos de empenho e pagamento feitos à empresa entre 2022 e 2025.

A coligação solicita ainda que a Justiça faça o cruzamento entre pagamentos públicos e a movimentação financeira posterior da DISMED e de seus sócios, além de analisar as prestações de contas eleitorais de 2026 para verificar a existência de eventual ingresso, direto ou indireto, de recursos relacionados ao núcleo investigado.

Confira a ação na íntegra clicando aqui 

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
08:34

Você conhece o Bispo Paulo Luiz ? (Foto: redes sociais)

A distribuição do Fundo Eleitoral pelo PL para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte tem produzido uma situação que chama atenção dentro da própria nominata do partido. Enquanto deputados estaduais já conhecidos do eleitorado potiguar receberam R$ 350 mil cada para financiar suas campanhas, o candidato Bispo Paulo Luiz, ainda pouco conhecido no cenário político do estado, foi contemplado com R$ 1,2 milhão pela Direção Nacional da legenda.

Os dados registrados na prestação de contas eleitoral mostram que Paulo Luiz recebeu dois repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), ambos realizados pela Direção Nacional do PL no dia 25 de agosto. Foram R$ 1 milhão em uma transferência e outros R$ 200 mil em uma segunda operação, totalizando R$ 1,2 milhão.

O montante coloca Bispo Paulo Luiz em uma situação privilegiada dentro da nominata proporcional do PL no Rio Grande do Norte. O valor representa aproximadamente 94% do teto de gastos permitido para uma candidatura a deputado estadual no estado, fixado em cerca de R$ 1,27 milhão.

A diferença fica ainda mais evidente quando o financiamento é comparado ao destinado a nomes com atuação política consolidada no Rio Grande do Norte.

Deputados como Gustavo Carvalho, Coronel Azevedo e Luiz Eduardo, que já possuem mandato na Assembleia Legislativa e buscam permanecer na Casa, receberam R$ 350 mil cada do Fundo Eleitoral. Outros parlamentares e candidatos considerados competitivos dentro da nominata também ficaram muito abaixo do valor destinado a Paulo Luiz.

Na prática, o candidato recebeu R$ 850 mil a mais do que cada um desses deputados. O R$ 1,2 milhão destinado a Paulo Luiz corresponde a cerca de 3,4 vezes os R$ 350 mil repassados individualmente aos parlamentares.

Candidato tem trajetória política fora do RN

Apesar de pouco conhecido do eleitorado potiguar, Bispo Paulo Luiz não é estreante na política.

Paulo Luiz da Silva Pereira, de 65 anos, construiu sua trajetória eleitoral principalmente no Maranhão. Segundo registros da Justiça Eleitoral, disputou quatro eleições naquele estado entre 2010 e 2016.

Em 2010, foi candidato a deputado estadual pelo então PRB e obteve 15.603 votos, ficando na suplência. Dois anos depois, foi eleito vereador de São Luís com 5.794 votos.

Em 2014, tentou chegar à Câmara dos Deputados. Recebeu 35.292 votos na disputa para deputado federal pelo Maranhão, mas não conseguiu se eleger. Em 2016 voltou a concorrer a vereador em São Luís, alcançando 7.237 votos, também sem eleição.

A eleição de 2026 marca, portanto, a entrada de Paulo Luiz em uma disputa eleitoral pelo Rio Grande do Norte.

O candidato também é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, estrutura religiosa com histórica presença nas disputas eleitorais em diferentes estados brasileiros.

Distribuição coloca mandatários em segundo plano

O investimento feito pela direção nacional transforma Paulo Luiz em uma das candidaturas mais abastecidas financeiramente pelo PL no estado e, entre os candidatos da legenda à Assembleia Legislativa, coloca seu caixa bem acima do destinado a nomes que já possuem mandato.

Além de Gustavo Carvalho, Coronel Azevedo e Luiz Eduardo, outros candidatos do partido à Assembleia também receberam valores inferiores. No levantamento divulgado a partir dos dados do DivulgaCand, nomes como Tomba Farias, Terezinha Maia e Dr. Kerginaldo também aparecem com R$ 350 mil de Fundo Eleitoral cada.

Há ainda uma segunda faixa de financiamento, com candidatos contemplados com R$ 200 mil; outros receberam R$ 100 mil ou R$ 50 mil.

O contraste expõe uma escolha política da direção nacional do PL: em vez de concentrar os maiores investimentos apenas em parlamentares com mandato e nomes já conhecidos no estado, a legenda decidiu colocar uma quantia próxima ao limite máximo de gastos em uma candidatura que estreia eleitoralmente no Rio Grande do Norte.

A decisão ganha ainda mais peso porque os recursos são provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, formado por dinheiro público e distribuído nacionalmente aos partidos para custear as eleições.

Os dados não apontam qualquer irregularidade no repasse. Os partidos possuem autonomia para definir a distribuição do Fundo Eleitoral entre suas candidaturas, observadas as regras e percentuais estabelecidos pela legislação eleitoral. O que chama atenção, neste caso, é a disparidade na escolha política feita pela direção partidária.

Com R$ 1,2 milhão, Bispo Paulo Luiz recebeu praticamente todo o espaço financeiro permitido para uma campanha a deputado estadual já nos primeiros repasses, enquanto parlamentares do próprio PL que buscam a reeleição começaram a disputa com menos de um terço desse montante proveniente do Fundo Eleitoral.

A diferença coloca uma questão no centro da disputa interna da legenda: qual o peso político e eleitoral atribuído pela direção nacional do PL à candidatura de Bispo Paulo Luiz para justificar um investimento tão superior ao destinado aos próprios deputados estaduais do partido?

Publicado por: Chico Gregorio


05/09/2026
08:32

Foto: reprodução

O chamado “Trem da Alegria” da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte voltou ao debate político em 2026, mas a história começou mais de três décadas atrás e é muito maior do que a recente troca de acusações eleitorais.

Documentos do Ministério Público, decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de atos publicados pela própria Assembleia, permitem reconstruir um sistema pelo qual servidores provenientes de outros órgãos e até ocupantes exclusivamente de cargos comissionados foram incorporados ao quadro efetivo do Legislativo estadual sem aprovação em concurso público.

Blog do Barreto fez um pente-fino na documentação disponível.

O levantamento mostra que Álvaro Dias não aparece apenas como presidente da Assembleia durante parte do período em que ocorreram os enquadramentos.

Ele próprio foi beneficiário do sistema.

Álvaro saiu da Secretaria Estadual de Saúde e foi incorporado ao quadro permanente da Assembleia sem concurso. Parentes e antigos auxiliares dele também aparecem entre os servidores questionados pelo Ministério Público.

O “Trem da Alegria”

O Ministério Público começou a investigar formalmente o caso em novembro de 2002, por meio do Procedimento Administrativo nº 160/02, posteriormente transformado em inquérito civil.

As investigações encontraram servidores que chegaram ao quadro permanente da Assembleia por meio de mecanismos como “transferência”, “absorção”, “relotação”, “transposição” e “enquadramento”.

O problema era constitucional.

Desde a Constituição de 1988, o ingresso em cargo público efetivo depende, como regra, de aprovação prévia em concurso público.

Mas, entre 1990 e 2002, servidores de diferentes órgãos do Estado foram incorporados ao quadro permanente da Assembleia sem passar por concurso específico para os cargos que passaram a ocupar.

Havia servidores provenientes do BANDERN, BDRN, secretarias estaduais de Saúde, Educação e Agricultura, Gabinete Civil, IPE, FUNDAC, CAERN, EMATER, Tribunal de Contas, prefeituras e outras instituições.

Também havia pessoas que exerciam exclusivamente cargos comissionados e acabaram transformadas em servidores efetivos.

Segundo levantamento realizado a partir das ações do Ministério Público, 193 servidores foram alcançados por 21 processos judiciais relacionados aos enquadramentos.

Na ação civil pública, o Ministério Público utilizou expressão ainda mais contundente ao sustentar que cargos públicos teriam sido utilizados para acomodação de “parentes, amigos e apadrinhados políticos”.

Trata-se de uma acusação formal apresentada pelo Ministério Público, e não de uma conclusão deste Blog.

Álvaro também entrou sem concurso

Um dos nomes encontrados na documentação é o próprio Álvaro Costa Dias.

Na relação elaborada pelo Ministério Público, ele aparece entre os servidores provenientes da administração estadual.

Álvaro era Técnico de Nível Superior da Secretaria Estadual de Saúde e exercia mandato de deputado estadual.

Depois passou ao quadro permanente da Assembleia como Assessor Técnico Administrativo.

Um documento oficial da própria Assembleia ajuda a fechar a cronologia.

Em 2012, a Procuradoria-Geral da Casa autorizou a averbação de 2.131 dias de serviço prestados por Álvaro à Secretaria Estadual de Saúde entre 1º de abril de 1985 e 27 de maio de 1996.

Naquele documento, Álvaro já aparece como servidor da Assembleia, matrícula 98.795-6, ocupante do cargo de Assessor Técnico Administrativo.

A documentação reunida pelo Ministério Público situa seu enquadramento em 1996.

Ou seja: além de deputado estadual, Álvaro tornou-se servidor efetivo da própria Assembleia sem ter prestado concurso público para o cargo.

O primo que entrou como comissionado e virou efetivo

Outro caso chama ainda mais atenção.

Sérgio Augusto Dias Florêncio, primo de Álvaro Dias, foi nomeado em fevereiro de 1997 para a Chefia de Gabinete da Procuradoria-Geral da Assembleia.

Era um cargo comissionado.

Poucos meses depois, o cargo foi extinto.

Em junho daquele mesmo ano, Sérgio foi “absorvido” pelo quadro permanente da Assembleia como Assessor Técnico Legislativo.

Sem concurso público.

Álvaro Dias era presidente da Assembleia.

Sérgio posteriormente ascendeu dentro da estrutura administrativa e chegou ao cargo de Procurador-Geral da Assembleia.

Documentos oficiais de 2003 mostram Sérgio assinando atos nessa condição.

Décadas depois, ele aparece entre os aposentados da Assembleia.

Em julho de 2026, recebeu R$ 43.995,51 brutos.

Prima teve transferência em ato envolvendo a Presidência da Assembleia

O caso de Noya Maria Dias Florêncio Leite, prima de Álvaro, também possui uma cronologia relevante.

Segundo os documentos reunidos pelo Ministério Público, Noya havia sido admitida no IPE em maio de 1996.

Anos depois foi transferida para o quadro permanente da Assembleia.

O ato foi publicado no Boletim Oficial da Casa em 8 de julho de 2002.

A transferência ocorreu por meio de ato conjunto envolvendo o governador do Estado e o presidente da Assembleia Legislativa.

Naquele momento, o presidente era Álvaro Dias.

Noya passou a ocupar cargo no quadro permanente da Assembleia.

Portanto, nesse caso existe uma conexão institucional direta entre a transferência de uma parente de Álvaro e a Presidência da Assembleia exercida por ele.

Para estabelecer eventual responsabilidade pessoal, entretanto, é necessário examinar a íntegra e as assinaturas do ato.

Irmãos, ex-esposa, primas e auxiliares

O levantamento realizado sobre as ações judiciais encontrou vários integrantes da família ou do círculo político de Álvaro entre os servidores relacionados ao chamado Trem da Alegria.

Entre os nomes documentados estão:

Nome Relação apontada Origem/vínculo identificado
Álvaro Costa Dias próprio Secretaria Estadual de Saúde
Anselmo Costa Dias irmão IPE
Humberto Costa Dias irmão Tribunal de Contas do Estado
Rosane Teixeira de Carvalho ex-esposa Secretaria Estadual de Saúde
Sérgio Augusto Dias Florêncio primo inicialmente comissionado na ALRN
Noya Maria Dias Florêncio prima IPE
Leila Medeiros Brandão Florêncio esposa de primo Secretaria Estadual de Saúde
Regina Maria de Araújo Dias vínculo familiar apontado Secretaria Estadual de Saúde
Silvana Medeiros Gurgel Dias vínculo familiar apontado Secretaria Estadual de Saúde
Lúcio de Medeiros Dantas Júnior ex-secretário CAERN
Pacífico José Dantas Fernandes ex-assessor Secretaria Estadual de Saúde

Nem todos, portanto, são parentes. Lúcio e Pacífico são antigos auxiliares associados politicamente a Álvaro.

Também é importante fazer outra ressalva: a presença de alguém na relação de servidores questionados não significa, por si só, que Álvaro tenha sido pessoalmente responsável pelo enquadramento daquela pessoa.

Álvaro alegou que decisões eram da Mesa

Quando o caso ganhou repercussão em 2018, Álvaro apresentou sua versão.

Ele argumentou que a Assembleia não possuía quadro funcional de carreira estruturado e que os servidores antigos eram provenientes de diferentes órgãos públicos.

Também sustentou que os atos não eram decisões individuais do presidente.

As transferências e relotações, segundo Álvaro, eram aprovadas pela Mesa Diretora da Assembleia, composta por vários parlamentares.

Nesse aspecto, os documentos confirmam parte da explicação.

Muitos atos efetivamente aparecem como “Decisão da Mesa”, e não como ato individual do presidente.

Isso significa que seria incorreto atribuir automaticamente a Álvaro, sozinho, todos os enquadramentos ocorridos durante sua gestão.

A questão é diferente: ele presidia o colegiado responsável por diversos desses atos.

O STJ entra no caso

As ações do Ministério Público enfrentaram inicialmente um problema: o tempo transcorrido entre os enquadramentos e o ajuizamento dos processos.

Algumas decisões da Justiça potiguar consideraram que havia ocorrido prescrição ou decadência.

O Superior Tribunal de Justiça discordou.

No REsp 1.518.267/RN, envolvendo 23 servidores, a Segunda Turma do STJ determinou, em 2016, que o processo voltasse a ser julgado.

O entendimento levou em consideração a natureza da irregularidade: pessoas haviam ingressado em cargos efetivos sem concurso, em possível violação direta à Constituição.

Outro problema apontado foi a publicidade dos atos.

Parte das medidas havia sido divulgada apenas nos boletins internos da Assembleia.

Em outro julgamento, o AgInt no REsp 1.444.111/RN, a Primeira Turma do STJ voltou ao tema e reafirmou a impossibilidade de simplesmente consolidar pelo decurso do tempo um provimento efetivo flagrantemente contrário à Constituição.

PGR leva o Trem da Alegria ao Supremo

O caso finalmente chegou ao STF por uma via particularmente relevante.

Em abril de 2017, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ajuizou a Reclamação 26.774.

A PGR sustentou que a Assembleia mantinha em cargos efetivos pessoas transferidas de outros órgãos e antigos ocupantes exclusivamente de cargos comissionados, apesar de não terem sido aprovadas em concurso público para aqueles cargos.

A Procuradoria apontou violação a decisões anteriores do próprio STF e à Súmula Vinculante 43.

Essa súmula estabelece que é inconstitucional qualquer modalidade de provimento que permita ao servidor ocupar, sem concurso específico, cargo que não integre a carreira na qual anteriormente estava investido.

Álvaro Dias aparece nominalmente entre os interessados relacionados no processo.

Assim como familiares dele.

STF considerou os enquadramentos inconstitucionais

Em 31 de março de 2022, veio a decisão mais importante do caso.

O ministro Luís Roberto Barroso julgou procedente a Reclamação 26.774.

A conclusão foi de que os atos questionados permitiram que servidores provenientes de outros órgãos e ocupantes de cargos comissionados fossem enquadrados em cargos efetivos sem concurso público.

Barroso considerou que isso representava “clara afronta à Súmula Vinculante nº 43”.

O ministro determinou a cassação dos atos reclamados e que a Assembleia adotasse as providências necessárias para regularizar seu quadro funcional.

A partir dessa decisão, o núcleo jurídico do caso deixou de ser apenas uma acusação apresentada pelo Ministério Público.

O Supremo reconheceu a inconstitucionalidade do mecanismo de ingresso em cargos efetivos sem concurso.

STF não mandou cancelar automaticamente todas as aposentadorias

Existe, porém, uma diferença fundamental entre declarar inconstitucional o mecanismo de ingresso e declarar ilegal cada aposentadoria existente hoje.

O próprio STF fez essa ressalva.

Barroso observou que o universo envolvia situações individuais muito diferentes.

Havia servidores ainda na ativa, aposentados, exonerados, falecidos e pessoas beneficiadas por decisões judiciais eventualmente transitadas em julgado.

Por isso, determinou que fossem observados o contraditório, situações individuais e eventual coisa julgada.

Assim, não é correto afirmar que o Supremo simplesmente determinou a suspensão de todas as aposentadorias oriundas do Trem da Alegria.

O enquadramento de Álvaro produziu efeitos décadas depois

Boletins oficiais mostram que Álvaro continuou formalmente vinculado ao quadro permanente da Assembleia muito depois de deixar a Presidência.

Em fevereiro de 2013, quando estava sem mandato parlamentar, uma portaria o designou para trabalhar na Consultoria Legislativa.

O documento identifica:

Álvaro Costa Dias
Matrícula 98.795-6
Assessor Técnico Administrativo
Quadro permanente da Assembleia Legislativa.

Em julho de 2014, outro ato determinou que ele passasse a exercer suas funções no gabinete do deputado Raimundo Fernandes.

São documentos importantes porque demonstram que o enquadramento realizado nos anos 1990 continuou produzindo efeitos funcionais quase duas décadas depois.

O Trem da Alegria chega a 2026

A história reapareceu durante a campanha eleitoral deste ano.

Em debate, Allyson Bezerra acusou Álvaro Dias de ter beneficiado familiares no chamado Trem da Alegria.

Foram apresentados onze nomes associados ao caso.

Uma consulta aos dados referentes à competência de julho de 2026 apontou que os onze receberam conjuntamente:

R$ 437.811,09 brutos.

O valor líquido conjunto informado foi de:

R$ 296.843,82.

Os valores brutos apresentados foram:

Beneficiário Valor bruto em julho de 2026
Humberto Costa Dias R$ 50.398,85
Pacífico José Dantas Fernandes R$ 50.077,19
Anselmo Costa Dias R$ 45.131,22
Sérgio Augusto Dias Florêncio R$ 43.995,51
Leila Medeiros Brandão Florêncio R$ 43.836,61
Álvaro Costa Dias R$ 37.543,78
Rosane Teixeira de Carvalho R$ 36.068,90
Regina Maria de Araújo Dias R$ 36.068,90
Silvana Medeiros Gurgel Dias R$ 35.809,97
Lúcio de Medeiros Dantas Júnior R$ 34.695,62
Noya Maria Dias Florêncio R$ 24.184,54
Total R$ 437.811,09

É preciso ter cautela com esses números.

Os R$ 437,8 mil correspondem a uma competência específica. O contracheque pode conter parcelas variáveis.

Por isso, simplesmente multiplicar esse montante por 12 e afirmar que o grupo custa R$ 5,25 milhões anuais seria uma extrapolação sem a conferência das outras folhas.

Também não é possível classificar automaticamente esses pagamentos como “prejuízo ao erário”. Isso exigiria análise jurídica individual das aposentadorias.

Três décadas depois

O levantamento permite separar fatos de retórica eleitoral.

Está documentado que Álvaro Dias foi incorporado ao quadro efetivo da Assembleia sem concurso público.

Está documentado que parentes e pessoas próximas a ele também aparecem entre os servidores alcançados pelas investigações sobre os enquadramentos.

Está documentado que diversas transferências e incorporações ocorreram por decisões da Mesa Diretora durante o período em que Álvaro presidia a Assembleia.

Há ainda o caso de uma prima cuja transferência, em 2002, ocorreu mediante ato conjunto que envolvia institucionalmente a Presidência da Assembleia.

Também está documentado que o mecanismo não nasceu com Álvaro nem ficou restrito à gestão dele.

Os atos investigados abrangem 1990 a 2002, atravessando diferentes administrações e envolvendo um universo muito maior de servidores.

E está definitivamente estabelecido pelo STF que o ingresso em cargos efetivos da Assembleia por esses mecanismos, sem o concurso exigido constitucionalmente, era inconstitucional.

Publicado por: Chico Gregorio


04/09/2026
08:34

flavio-bolsonaro-eduardo-bolsonaro-mario-frias-dark-horse

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mario F

247 – Dezenas de milhões de dólares que teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, foram enviados a uma estrutura financeira nos Estados Unidos administrada por um advogado ligado a Eduardo Bolsonaro. As informações constam da delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, operador financeiro de Vorcaro, segundo o blog de Fausto Macedo.

De acordo com o relato do delator, Flávio Bolsonaro teria solicitado US$ 24 milhões a Vorcaro para o financiamento da produção. Conversas e documentos entregues às autoridades indicariam que pelo menos US$ 10,6 milhões foram efetivamente pagos por meio do fundo Havengate, sediado no Texas.

Freixo Júnior afirmou que os recursos transferidos ao fundo americano tiveram origem em Vorcaro e que sua participação teria consistido em executar as operações determinadas pelo banqueiro. O delator declarou não saber qual foi a utilização final do dinheiro depois que os valores chegaram aos Estados Unidos.

Dinheiro teria passado pelas Bahamas antes de chegar ao Texas

Os documentos apresentados pelo delator descrevem um caminho financeiro complexo. Segundo as informações fornecidas às autoridades, os recursos teriam saído da Entrepay, passado pelas Bahamas e posteriormente chegado ao Texas.

Freixo Júnior teria apresentado registros de transferências internacionais e operações de câmbio relacionadas aos pagamentos. A movimentação chamou a atenção das autoridades e está sob investigação diante da suspeita de possíveis irregularidades, incluindo eventual evasão de divisas.

O fluxo atípico de recursos do Brasil para os Estados Unidos também teria entrado no radar do Banco Central. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar os pagamentos, seu enquadramento legal e o destino efetivo do dinheiro.

Uma das linhas de apuração é saber se parte desses valores pode ter sido utilizada para custear despesas relacionadas à permanência e às atividades de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Delator diz que apenas cumpriu ordens de Vorcaro

Freixo Júnior, apontado como operador financeiro de Daniel Vorcaro, firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República. O acordo ainda aguarda homologação pelo Supremo Tribunal Federal.

Em seu relato, ele procura delimitar sua participação nas operações. Afirma que executou determinações de Vorcaro e apresentou documentação sobre as transferências, mas sustenta que desconhecia a destinação final dos recursos depois de sua chegada aos Estados Unidos.

As declarações do colaborador ainda precisam ser confrontadas com provas independentes. Pela legislação brasileira, uma delação premiada, isoladamente, não basta para comprovar uma acusação, e os fatos narrados pelo colaborador dependem de investigação e corroboração documental.

Prestação de contas do filme permanece sob questionamento

O caso também envolve a produtora responsável por Dark Horse. Segundo Andreazza, a perícia realizada sobre a produtora não confirmou a prestação de contas que havia sido prometida por Flávio Bolsonaro em relação ao financiamento do filme.

Esse ponto ganha importância diante dos valores mencionados nas conversas entregues às autoridades. A investigação deverá estabelecer quanto efetivamente foi transferido, quem foram os beneficiários dos pagamentos, como os recursos foram contabilizados e qual relação existia entre as transferências e a produção cinematográfica.

Também caberá aos investigadores esclarecer por que os valores teriam percorrido estruturas financeiras em diferentes jurisdições antes de chegar ao fundo no Texas e se todas as operações cambiais e remessas internacionais obedeceram à legislação brasileira.

As revelações acrescentam uma nova frente às investigações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master. Agora, além da origem dos recursos, as autoridades procuram reconstruir o caminho percorrido pelo dinheiro e determinar quem foram seus beneficiários finais nos Estados Unidos.

Publicado por: Chico Gregorio


04/09/2026
08:30

Agora RN

O senador Rogério Marinho (PL-RN) chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão da esperança” e afirmou que o petista tenta aplicar o “golpe da picanha 2” ao defender a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários. A declaração foi publicada nesta quinta-feira 3 na rede social X, em resposta a uma postagem na qual Lula criticou a oposição por atuar para impedir o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1.

Coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério iniciou a resposta com ataques diretos ao presidente. “Lula, ou você é burro ou mal-intencionado. Como você engana a população há mais de 40 anos, sei que burro não é. Então, posso afirmar com toda a certeza que é mal-intencionado”, escreveu.

Senador Rogério Marinho exibe documento na tribuna do Senado
Rogério Marinho em fotografia de arquivo no plenário do Senado — Carlos Moura/Senado

Na sequência, o senador afirmou que a promessa de diminuir a jornada sem reduzir a remuneração produziria consequências negativas para a economia e para os próprios trabalhadores. “Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração e que isso não terá consequências para todos”, declarou, em referência à promessa feita por Lula na campanha de 2022 de que a população voltaria a comer picanha com a redução do preço dos alimentos.

Segundo Rogério, a aprovação do fim da escala 6×1 provocaria aumento de preços, fechamento de empresas, desemprego e crescimento da informalidade. “Você é um ladrão da esperança. Tem um projeto de poder e não um projeto de país”, acrescentou. O parlamentar destaca que o custo da proposta seria suportado pelo trabalhador.

A resposta ocorreu um dia depois de Rogério ser um dos quatro senadores que registraram voto contrário à Proposta de Emenda à Constituição 221/2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Também votaram contra Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO). A votação foi simbólica e o texto acabou aprovado pelo colegiado.

A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de repouso remunerado por semana, um deles preferencialmente aos domingos, e proíbe a redução salarial. Depois da aprovação na CCJ, a matéria segue para o plenário do Senado, onde precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos. A votação final deve acontecer após 4 de outubro, quando será realizado o primeiro turno da eleição.

Durante a discussão na comissão, Rogério argumentou que a mudança elevaria os custos das empresas, estimularia a inflação e prejudicaria a geração de empregos formais. O senador também criticou a tentativa de fixar na Constituição uma escala de trabalho uniforme para diferentes setores da economia e defendeu que as jornadas possam ser negociadas entre empregados e empregadores.

O parlamentar reclamou ainda do tempo destinado ao debate e da rejeição das 36 emendas apresentadas à PEC. Rogério pediu vista durante a reunião e apresentou um destaque para manter apenas um dia obrigatório de descanso semanal, mas a proposta foi rejeitada. Também defendeu a PEC 12/2026, de sua autoria, que cria um regime facultativo de contratação por hora trabalhada e permite diferentes jornadas definidas em negociação individual.

Antes da resposta de Rogério, Lula havia acusado a oposição de trabalhar para impedir o avanço da mudança no Senado. Sem mencionar o potiguar nominalmente, o presidente afirmou que o movimento era “capitaneado pelo coordenador da campanha” de seu adversário na disputa presidencial, em referência à atuação de Rogério.

Lula comparou as críticas atuais às resistências enfrentadas por outros direitos trabalhistas. “As justificativas são as de sempre. Se a gente aprovar, o Brasil ‘quebra’. Do mesmo jeito que ia ‘quebrar’ quando os trabalhadores conquistaram o direito às férias. Quando tiveram direito ao 13º”, escreveu.

O presidente também sustentou que a escala de seis dias de trabalho por um de descanso prejudica a saúde mental e a convivência familiar. “O que quebra de verdade é a saúde mental do trabalhador com essa escala. O que quebra qualquer família é a sensação de não poder acompanhar os filhos crescerem”, afirmou. Lula encerrou a publicação declarando apoio aos trabalhadores e defendendo a mobilização pelo fim da escala 6×1.

Publicado por: Chico Gregorio


04/09/2026
08:25

 

A desistência da Dra. Júlia Almeida da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa começa a produzir efeitos no tabuleiro político do Seridó.

Na noite desta quarta-feira (2), a médica, que retirou na semana passada sua candidatura a deputada estadual pelo PSDB, anunciou apoio a Kaline de Dr. Bernardo (PV).

A adesão é considerada de peso pela presença política de Júlia na região e reforça a candidatura de Kaline, além da nominata da Federação Brasil da Esperança, formada por PV, PT e PCdoB.

Com a saída de Júlia da disputa, havia expectativa sobre qual caminho político ela seguiria. A definição agora beneficia diretamente Kaline na corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Heitor Gregório***

Publicado por: Chico Gregorio


04/09/2026
08:21

 

Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte emitiu parecer nesta quinta-feira (3) pela procedência integral da representação que questiona a pesquisa eleitoral RN-08509/2026, realizada pela Consult Pesquisa. O levantamento ouviu 1.700 eleitores em 64 municípios e teve os resultados divulgados em 14 de agosto.

No parecer, o procurador regional eleitoral auxiliar Felipe Valente Siman aponta uma série de irregularidades. Entre elas, a ausência do número de entrevistados por setor censitário em todos os 64 municípios pesquisados e a utilização da indicação genérica de “área urbana/adjacências” em 25 cidades. Segundo o Ministério Público Eleitoral, as falhas são suficientes para equiparar o levantamento a uma pesquisa não registrada.

O parecer também aponta divergências entre a metodologia registrada e o roteiro utilizado em campo. Segundo a Procuradoria, o sorteio de bairros teria ocorrido apenas em Natal, enquanto para os outros 63 municípios o roteiro apresentado continha somente a relação das cidades, sem indicação de bairros, ruas ou pontos amostrais.

Outro ponto destacado diz respeito à logística da coleta. A Procuradoria cita que uma das equipes teria percorrido 39 municípios e 1.357 quilômetros em três dias, com média calculada de apenas 4,9 minutos disponíveis por entrevista. Também foram questionados os mecanismos de fiscalização interna do levantamento.

Ao final, a Procuradoria pede que o TRE-RN declare a pesquisa irregular e a considere não registrada.

Recomendou também multa prevista na legislação eleitoral, que varia de R$ 53.205 a R$ 106.410 ao instituto e ao veículo de comunicação contratante.

O parecer informa ainda que a Procuradoria Regional Eleitoral vai instaurar uma Notícia de Fato para apurar as divergências e inconsistências apontadas no processo.

Heitor Gregório***

Publicado por: Chico Gregorio