18/07/2026
11:25

Um olhar mais atento sobre a identidade visual do evento que oficializa a adesão do PSDB ao projeto de Álvaro Dias (PL) para o Governo do Estado revela alguns detalhes simbólicos.

O primeiro deles é a ausência de fotografias dos pré-candidatos ao Senado nas peças de divulgação.

A explicação é política: os palanques ainda não estão totalmente alinhados. Enquanto Álvaro apoia Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio (PL), o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, vota em Styvenson e na senadora Zenaide Maia (PSD).

Não por acaso, até ontem o Coronel Hélio sequer havia sido convidado para o evento.

Outra mudança está na identidade da mobilização.

Diferentemente dos atos anteriores, que integravam o movimento “Endireita RN”, o encontro desta sexta-feira adotou o slogan “+ RN”. A alteração evita associar o novo aliado a uma marca de forte conotação ideológica.

Afinal, o PSDB acaba de deixar a base do governo do PT de forma negociada e sem rupturas públicas, o que torna compreensível a opção por uma mensagem mais ampla e menos provocativa.

 

Laurita Arruda***

Publicado por: Chico Gregorio


18/07/2026
11:19

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentou um “forte e prolongado episódio de soluço” que durou cerca de 36 horas nesta semana. A informação consta no boletim médico enviado nesta sexta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento periódico do ex-mandatário.

De acordo com o documento, a crise de soluços foi controlada após a administração de doses extras de medicação. O episódio ocorreu há três dias, interrompendo um período de estabilidade clínica que já durava semanas. Apesar de o quadro geral de saúde ser considerado estável no momento, o relatório médico ressalta a persistência de efeitos secundários causados por medicamentos de ação central, como sonolência e instabilidade crônica do equilíbrio corporal.

Contexto

Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime de prisão domiciliar, benefício que foi prorrogado no início deste mês pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A autorização para o cumprimento da pena em residência foi concedida especificamente em razão da fragilidade do seu estado de saúde.

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. Embora a sentença preveja o regime fechado, o monitoramento médico constante tem sido um fator determinante para as decisões judiciais sobre o local de cumprimento da pena.

 

Publicado por: Chico Gregorio


18/07/2026
11:12

Agora RN

O sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado a 20 anos de prisão pelos crimes de estupro e homicídio da estudante Zaira Dantas Silveira Cruz, de 21 anos, foi excluído da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. A decisão foi oficializada na sexta-feira 17, por meio de portaria publicada no Boletim Geral da corporação, encerrando o vínculo do militar com a instituição após a condenação pelo Tribunal do Júri.

A decisão foi assinada pelo comandante-geral da PM, coronel Alarico Azevedo, que determinou a exclusão “a bem da disciplina”. No documento, o comandante afirma que a condenação criminal tornou Pedro Inácio incompatível com a permanência na ativa e cita a existência de “manifesta incapacidade moral superveniente”. A portaria também registra que a condenação representa “infração aos deveres do policial militar, atingindo o sentimento do dever, o pundonor policial-militar e o decoro da classe”.

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Condenado por estupro e morte de Zaira Cruz é expulso da Polícia Militar – Foto: Reprodução

O desligamento foi determinado após recomendação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e revisa uma decisão administrativa tomada em 2024, quando o então sargento havia recebido apenas uma punição disciplinar de 30 dias de prisão. Segundo o Ministério Público, a manutenção do militar nos quadros da corporação e as promoções concedidas durante o período em que permaneceu preso eram incompatíveis com a legislação militar.

Pedro Inácio estava preso preventivamente desde março de 2019. Conforme a investigação, os crimes ocorreram dentro de um carro durante o Carnaval de Caicó, em março daquele ano. Após o julgamento, ele foi condenado por homicídio qualificado e estupro contra Zaira Cruz.

Enquanto aguardava o julgamento sob custódia da própria Polícia Militar, o militar foi promovido duas vezes. Quando foi preso, ocupava o posto de cabo, mas recebeu promoção para terceiro-sargento, em 2020, e para segundo-sargento, em 2023. Em março deste ano, voltou a ser promovido. Durante aproximadamente sete anos de prisão, continuou recebendo remuneração normalmente.

Dados do Portal da Transparência apontam que o salário do policial passou de pouco mais de R$ 4 mil, em março de 2019, para mais de R$ 10,6 mil em fevereiro deste ano. No período em que permaneceu preso, o servidor recebeu quase R$ 600 mil em salários brutos, sem considerar os descontos previdenciários.

Após a condenação definitiva pelo Tribunal do Júri da 3ª Vara da Comarca de Caicó, a Polícia Militar anulou a decisão administrativa anterior e reconheceu que a permanência do então sargento nos quadros da instituição era incompatível com a condenação criminal.

Além da exclusão da corporação, o Ministério Público mantém uma apuração para verificar possíveis prejuízos aos cofres públicos decorrentes das promoções consideradas indevidas e dos valores eventualmente pagos de forma irregular ao militar durante o período em que esteve preso.

Publicado por: Chico Gregorio


18/07/2026
11:06

A jornalista Laurita ArrudaTerritorio Livre,  trouxe à tona uma discussão que vai muito além da indicação da primeira suplência ao Senado.

É verdade que a política tem um talento especial para transformar os mais ferozes críticos em praticantes daquilo que antes condenavam. Talvez seja esse o maior teste de coerência de um homem público, resistir às facilidades que o poder oferece.

Styvenson Valentim construiu sua carreira justamente dizendo que era diferente. E convenceu muita gente. Eleito senador em 2018, surfou na onda da renovação, apontando o dedo para as velhas práticas, os acordos de bastidores, os conchavos e o patrimonialismo que há décadas contaminam a política brasileira.

Pois eis que chega 2026.

O senador deverá anunciar como primeira suplente ninguém menos que sua irmã, Anne Kelly Valentim.

Legal? Sem dúvida.

Moralmente aceitável? Cada eleitor terá sua resposta.

Politicamente simbólico? Sem a menor dúvida.

suplência no Senado nunca foi um cargo qualquer. É uma espécie de herança política preventiva. Quem ocupa a vaga pode assumir um mandato de oito anos sem receber um único voto, bastando que o titular se afaste. E Styvenson, apontado como favorito à reeleição e potencial candidato ao Governo em 2030, sabe muito bem disso.

Não deixa de ser curioso. Durante anos, o senador se apresentou como antítese da política familiar. Agora, entrega justamente à família o bilhete premiado da suplência.

É aquela velha máxima: a política muda as pessoas ou apenas revela aquilo que elas sempre foram?

Há outro detalhe que torna a escolha ainda mais emblemática. Em 2020, foi o próprio Styvenson quem expôs publicamente a irmã por ter recebido o auxílio emergencial durante a pandemia. Disse que não faria distinção entre familiares e desconhecidos. Pregou rigor, transparência e igualdade de tratamento.

Seis anos depois, a irmã deixa de ser apenas uma cidadã comum para ocupar um dos postos de maior confiança política do senador.

A vida realmente dá voltas.

Os defensores dirão que confiança não se terceiriza. Que ninguém é mais confiável do que um irmão. É um argumento legítimo.

Mas também era legítimo esperar que alguém que fez da crítica ao compadrio uma bandeira procurasse um caminho que evitasse qualquer sombra de privilégio familiar.

No fim das contas, talvez Laurita Arruda tenha captado o que realmente importa nessa história. A notícia não é apenas quem será a suplente. A notícia é o simbolismo da escolha.

Porque a velha política nem sempre chega de terno amarrotado, cercada de caciques e coronéis. Às vezes ela bate à porta com um sobrenome conhecido, entra pela sala e se acomoda naturalmente à mesa da família.

E então o eleitor percebe que, na política, o discurso costuma viajar em classe executiva. A coerência, quase sempre, vai no bagageiro.

Publicado por: Chico Gregorio


18/07/2026
11:00

Sala de aula (Foto: PMM)/Bruno Barreto*

Um total de 64 municípios do Rio Grande do Norte ainda não preencheram as informações referentes ao Guia de Educação Especial no Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC). O levantamento conta com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que orienta gestores, dirigentes e profissionais das redes de ensino sobre a importância do correto registro das informações.

O prazo para o preenchimento da primeira etapa do Censo Escolar se encerrará em 31 de julho de 2026. As informações coletadas subsidiam a formulação, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas educacionais, além de servirem de base para a distribuição de recursos, o planejamento da oferta de serviços e a produção de indicadores oficiais da educação brasileira. Portanto, a precisão dos registros realizados pelas escolas e sistemas de ensino é fundamental para garantir diagnósticos confiáveis e decisões mais efetivas na área educacional.

O Guia de Educação Especial busca qualificar o preenchimento do Censo Escolar, esclarecendo conceitos, critérios e procedimentos relacionados à identificação do público da educação especial e ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), entre outras temáticas. O objetivo é promover maior uniformidade na coleta das informações, reduzindo inconsistências e fortalecendo a qualidade dos dados educacionais produzidos em todo o país.

A publicação do guia está disponível gratuitamente no portal do Ministério da Educação e pode ser acessada através do seguinte link: https://www.gov.br/mec/pt-br/pneei/arquivos/edespecial.pdf.

“Dados confiáveis são essenciais para que as políticas públicas alcancem quem realmente precisa. Ao oferecer orientações claras para o correto preenchimento do Censo Escolar, o guia contribui para aprimorar os diagnósticos, fortalecer a gestão educacional e assegurar maior efetividade às políticas de educação especial inclusiva,” destacou o vice-presidente da Atricon, Cezar Miola, ressaltando que a publicação representa um importante instrumento de apoio aos gestores públicos.

Publicado por: Chico Gregorio


18/07/2026
10:57

Juliana Garcia e a primeira-dama Janja (Foto: cedida)

Portal Mais RN

A ativista Juliana Garcia confirmou, em primeira mão ao Portal Mais RN, sua pré-candidatura a deputada estadual pelo PT nas eleições de 2026. A decisão marca uma nova etapa em sua trajetória: transformar uma história de sobrevivência em uma plataforma de defesa das mulheres e de fortalecimento das políticas públicas de proteção no RN.

Conhecida nacionalmente após sobreviver a uma brutal tentativa de feminicídio, Juliana afirma que sua caminhada política não será construída apenas a partir da violência que enfrentou, mas, sobretudo, do compromisso de garantir que outras mulheres tenham acesso à proteção, acolhimento e oportunidades que muitas vezes lhes são negados.

Com o anúncio, Juliana faz questão de reconhecer que sua história foi marcada por circunstâncias que contribuíram para a responsabilização do agressor. Ela destaca que morar em um condomínio com câmeras de segurança permitiu que as agressões fossem registradas. Uma realidade distante da vivida por milhares de brasileiras que enfrentam a violência sem provas, sem testemunhas e, muitas vezes, sem serem acreditadas. Por esses e outros motivos decidiu que entrar na política e exercer um mandato o faria transformar sua voz em ações concretas de defesa das mulheres.

“Viver não pode ser um privilégio. Nenhuma mulher deveria depender das circunstâncias para ter sua dor reconhecida ou conseguir justiça. Quero lutar para que todas tenham acesso a uma rede de proteção que funcione e garanta o direito mais básico: o direito de viver”, afirma.

Juliana defende políticas voltadas à prevenção da violência, ao fortalecimento da rede de acolhimento, à assistência psicológica e à autonomia econômica das mulheres. Mais do que representar quem sobreviveu à violência, ela quer dar voz às que ainda vivem em silêncio e não encontram apoio para romper o ciclo de agressões.

Com a pré-candidatura, Juliana Garcia deixa de ser apenas a mulher que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio e se apresenta como uma voz em defesa das mulheres potiguares, levando para a política a história de quem transformou a dor em propósito e escolheu lutar para que viver com dignidade deixe de ser privilégio e se torne um direito de todas.

Publicado por: Chico Gregorio


18/07/2026
10:56

Foto: reprodução/Bruno Barreto*

Como um predador político, o senador Rogério Marinho (PL) fareja sangue e encontra, na possibilidade de sobras de um banquete antropofágico na esquerda potiguar, a chance de que resulte um novo mandato para sua família.

De alimentar-se de disputas internas da esquerda Rogério entende, e até hoje se refestela em Brasília graças à divisão do voto lulista em 2022. Por isso, ele decidiu posicionar o pai, Valério Marinho, como suplente do mais bolsonarista dos candidatos ao Senado, o Coronel Hélio (PL).

Rogério sentiu o cheiro; resta saber se a esquerda vai deixar as sobras para o bolsonarismo mais uma vez.

Publicado por: Chico Gregorio


18/07/2026
10:08

Foto: cedida

A ex-deputada e líder política mossoroense, Larissa Rosado (PSB), foi anunciada como a pré-candidata a vice-governadora na chapa liderada por Cadu Xavier (PT), em um projeto que une as duas maiores cidades do estado em favor do povo do Rio Grande do Norte.

A aliança foi anunciada na noite desta sexta-feira (17), durante uma coletiva de imprensa realizada na cidade de Mossoró, em um ato que simboliza o papel importante que a ‘Capital do Oeste’ tem e continuará tendo para manter o RN na trilha do desenvolvimento, fazendo o estado cada vez melhor para os potiguares.

“Eu estou muito feliz de ter você comigo nessa caminha Larissa, especialmente porque eu falei várias vezes dos predicados que a pré-candidata a vice deveria ter, e você preenche todos eles. Larissa é uma mulher honrada, tem quatro mandatos como deputada estadual, foi secretária, vereadora, e tem uma história limpa na vida pública, e isso é muito importante para nós”, destacou Cadu.

A escolha de Larissa reforça um projeto permanente de valorização das mulheres e da participação feminina na política. Com a mossoroense escalada, o Time de Lula se torna o único com duas mulheres na pleito majoritário, que conta também com Samanda Alves (PT) como pré-candidata ao Senado Federal.

Larissa Rosado é uma reconhecida liderança política da região Oeste Potiguar, tendo exercido quatro mandatos de deputada estadual, além de ter sido vereadora no município de Mossoró. Administradora de formação e carreira, Larissa tem uma trajetória de dedicação ao povo, com experiência em entregar o melhor de si na gestão pública. Essa características só reforçam a certeza de que ela é a escolha certa para ajudar Cadu de Lula no projeto de fazer o RN um estado cada vez melhor.

“Todo mundo aqui sabe da minha vontade, da minha disposição de luta, e você pode ter certeza, Cadu, que você não terá uma vice só para te acompanhar ou tirar foto. A gente chega para trabalhar, para construir uma vitória, com pé no chão, sorriso no rosto e brilho no olhar”, disse Larissa, garantindo disposição na caminhada ao lado de Cadu.

A parceria entre PT e PSB já se provou muito benéfica para o povo, especialmente nos últimos quatro anos com a gestão do país sob o comando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, que trabalham juntos um projeto de desenvolvimento do Brasil, que tem resultado em uma nação com mais justiça social e oportunidades crescentes

Publicado por: Chico Gregorio


17/07/2026
08:47

A blogueiragem bolsonarista agora está preocupada com o material de divulgação da deputada federal, Natália Bonavides,  por que a mesma não inclui o nome  e a foto  Rafael Mota, apenas uma explicação , ele não é filiado ao PT, portanto a parlamentar inclui no seu material   quem ela quiser, evidente, Rafael Mota fará o mesmo no seu material de divulgação, com certeza, ele não vai colocar  fotos de Natália.

Publicado por: Chico Gregorio


17/07/2026
08:34

Crédito da foto: Arquivo / Jornal de FatoGovernadora Fátima Bezerra e Ezequiel Ferreira na posse da governadora em 2019

Cézar Santos ***

Não espere clima de conflito entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), muito menos “caça às bruxas” por parte da chefe do Executivo porque o chefe do Legislativo e o seu partido vão apoiar a candidatura do adversário do governo Álvaro Dias (PL).

Eles não romperam a relação de amizade nem ultrapassaram o limite do respeito, e não há motivos para isso. Como bem disse Ezequiel, os dois vão ter caminhos distintos na campanha eleitoral deste ano, mas a relação construída por eles ao longo dos últimos oito anos está acima de posição político-eleitoral.

Não houve quebra de lealdade entre os dois; Ezequiel respeitou a decisão majoritária do grupo e do PSDB. Fátima respeitou.

A impressão que tem é que Ezequiel não saiu do governo, muito menos bateu porta. Os nomes indicados por ele, que são técnicos, seguem ocupando pastas importantes como Agricultura (Guilherme Saldanha) e Segurança (Coronel Araújo).

Fátima e Ezequiel lideram dois Poderes que devem caminhar juntos para o bem do Estado e a maturidade política advoga que essa responsabilidade está acima de outros interesses.

Além do mais, a possibilidade de a governadora e o deputado se reencontrarem em palanque no 2º turno das eleições não deve ser descartada.

A relação de amizade e respeito mantém as portas abertas.

Publicado por: Chico Gregorio


17/07/2026
08:31

Presidente do PT no RN confirma possibilidade de Larissa ...

Jornal  de Fato**

A ex-deputada estadual Larissa Rosado, presidente estadual do PSB, voltou a ter o nome ventilado para compor chapa majoritária como vice de Cadu Xavier (PT). Se depender da vontade da Executiva Nacional do partido, a escolha da federação Brasil da Esperança será Larissa.

Os argumentos são legítimos. Larissa tem base política no segundo mais importante colégio eleitoral do estado, Mossoró, e o seu partido, o PSB, mantém-se fiel ao campo progressista e de apoio ao governo Fátima Bezerra. O partido, inclusive, ocupa espaço no governo com o ex-vereador Lairinho Rosado, irmão de Larissa, titular da Secretaria do Desenvolvimento Econômico.

No entanto, não há uma mobilização em torno de Larissa, nem o PT avança nesse sentido. Ouvida pelo Jornal de Fato, no fim da tarde desta quarta-feira, 15, a ex-deputada afirmou que não foi sondada para ser vice de Cadu, nem houve aceno por parte do PT.

“Está tudo do mesmo jeito”, disse Larissa ao responder se ela havia sido convidada para ser candidata à vice-governadora. A presidente do PSB afirmou que o partido não mudará os seus planos e que seguirá firme com Cadu Xavier, inclusive, a legenda realizará a sua convenção junto com o PT. “Será no mesmo dia, no mesmo local”, afirmou.

Dessa forma, o nome da advogada Luciana Montenegro Soares, do PV, segue forte para ocupar a vaga de vice. A irmã do ex-prefeito de Assú, Dr. Gustavo Soares, se colocou à disposição e alguns membros do PT acreditam que a liderança dos Soares no Vale do Açu pode agregar à candidatura de Cadu.

Publicado por: Chico Gregorio


17/07/2026
08:27

Crédito da foto: Jornal de Fato / ArquivoEzequiel Ferreira e a governadora Fátima Bezerra entraram juntos na Assembleia Legislativa

 Jornal de Fato

O presidente da Assembleia Legislativa e presidente do PSDB do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Souza, não vai completo para o palanque majoritário de Álvaro Dias (PL), pré-candidato a governador. Há restrições definidas por Ezequiel e que serão respeitadas pelos líderes que compõem o projeto de Álvaro.

Ezequiel fez três exigências que foram acatadas:

1 – Não aceitará material do pré-candidato a senador Coronel Hélio, do PL, no evento que oficializará o seu apoio a Álvaro Dias;

2 – Não aceitará material do presidenciável Flávio Bolsonaro, do PL;

3 – Não permitirá a marca “Em Direita RN”, que Álvaro Dias vem utilizando na sua pré-campanha.

Ezequiel apresentou as suas razões. No primeiro veto não se trata de problemas com o Coronel Hélio, mas porque Ezequiel caminha para apoiar a senadora Zenaide Maia, do PSD. O seu outro voto será do senador Styvenson Valentim, do Podemos, que compõe o palanque de Álvaro Dias.

No segundo caso, Ezequiel deixa claro que não se empolga com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ele, porém, não tem acenado o voto para outro presidenciável.

O terceiro veto, que diz respeito ao “Em Direita RN”, é em respeito ao governo Fátima Bezerra (PT), de quem foi aliado desde o primeiro momento, em 2019. Inclusive, ele divulgou a logomarca que será usada no evento de sábado: “PSDB + RN”.

Ezequiel se sente parte da gestão de Fátima. Ele manteve espaço no secretariado, com a indicação de Guilherme Moraes Saldanha, secretário da Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (SAPE-RN) desde o primeiro ano da gestão da petista.

O presidente da Assembleia Legislativa quer manter a boa relação com Fátima Bezerra e não aceitará, segundo pessoas próximas, que a disputa eleitoral afete a amizade que eles construíram ao longo dos últimos anos.

Na nota que emitiu para anunciar a decisão do PSDB de apoiar a candidatura de Álvaro Dias, Ezequiel deixou claro que respeitou a vontade da maioria dentro do partido e que conversou com a governadora antes de tornar a sua posição pública.

Leia a nota:

“Antes de tomar nossas decisões políticas, conversei com a governadora Fátima, a quem tenho relação de amizade e respeito. Expliquei que por decisão majoritária do grupo e do PSDB, vamos ter caminhos distintos na parte política. Nossa relação em defesa dos interesses do Rio Grande do Norte e do povo potiguar continua acima de qualquer questão política.”

Ao reafirmar a relação de “defesa dos interesses do Rio Grande do Norte”, Ezequiel Ferreira deixa claro que a atuação na liderança da Assembleia Legislativa não aceitará mudança de rota e que os interesses do estado manterão a união entre ele e a Fátima Bezerra.

Publicado por: Chico Gregorio


17/07/2026
08:19

Foto do post

Por Ricardo Valentim

Professor Titular da UFRN e cofundador do LAIS

Nas grandes salas de negociação diplomática, onde o destino comercial das nações é selado sob o peso de canetadas e discursos formais, a força bruta costuma se traduzir em tarifas alfandegárias tangíveis, como impostos sobre o aço, a soja ou a carne. No entanto, quando as tensões comerciais escalam entre potências globais e economias emergentes de peso continental, como no recente embate envolvendo o Brasil e as diretrizes tarifárias norte-americanas, as respostas mais avassaladoras não vêm necessariamente do bloqueio físico de mercadorias nos portos. O verdadeiro xeque-mate desse embate silencioso desenha-se nas linhas invisíveis que protegem a propriedade intelectual internacional, onde o Brasil guarda um trunfo histórico capaz de atingir diretamente o coração financeiro de Washington.

Ao acenar com a possibilidade de uma retaliação baseada na suspensão do pagamento de royalties e na quebra temporária de patentes de medicamentos, o governo brasileiro retira o debate econômico do século passado e o transporta para a arena mais sensível da economia moderna. A hegemonia norte-americana foi consolidada sobre a proteção irrestrita da propriedade intelectual, um ecossistema rigorosamente blindado por acordos internacionais que garante que bilhões de dólares fluam ininterruptamente de todas as partes do planeta para os cofres de suas grandes corporações. Quando o Brasil ameaça fechar essa torneira financeira, a mensagem enviada a Washington deixa de ser um mero protesto comercial e passa a representar uma ameaça real ao modelo de negócios de suas indústrias mais lucrativas, sobretudo a farmacêutica.

A indústria farmacêutica dos Estados Unidos, a influente Big Pharma, sustenta seu valor de mercado e seus investimentos astronômicos na exclusividade garantida por patentes de longo prazo. No momento em que um mercado de proporções continentais como o brasileiro decide questionar essa exclusividade sob as regras da reciprocidade, o impacto nas matrizes norte-americanas é imediato e severo.

O que está em jogo não é apenas a perda de receita direta sobre medicamentos de alto custo utilizados no sistema público de saúde, mas sim o colapso do monopólio de venda desses compostos. Sem a proteção da patente, o Brasil abre espaço para a rápida produção de genéricos e para a engenharia reversa por laboratórios nacionais, reduzindo drasticamente o custo de tratamentos vitais e criando um precedente perigoso para a indústria americana em outros países em desenvolvimento. Esse movimento atinge em cheio marcas globais como Pfizer, Merck, Gilead e AbbVie, que veem não só suas remessas de lucros minguarem, mas também suas próprias avaliações de mercado despencarem nas bolsas de valores de Nova York, onde o valuation corporativo é diretamente atrelado à segurança de suas patentes vigentes.

Essa estratégia, conhecida na diplomacia comercial como retaliação cruzada, é o pior pesadelo dos negociadores americanos porque opera com uma assimetria defensiva perfeita. Enquanto novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros ferem setores específicos da nossa economia, a resposta brasileira em propriedade intelectual pune diretamente os lucros líquidos das corporações que financiam e pressionam a política em Washington, sem prejudicar o abastecimento básico da população brasileira ou encarecer a vida do cidadão comum. Pelo contrário, ao suspender o pagamento de royalties exorbitantes e facilitar o acesso a fórmulas terapêuticas essenciais, a reciprocidade assume um forte apelo de justiça social e soberania pública em saúde.

O desfecho dessa queda de braço revela que o protecionismo unilateral é uma via de mão dupla que cobra um preço alto demais na era do conhecimento compartilhado. Ao tentar erguer barreiras físicas para proteger setores industriais antigos e menos competitivos, o governo norte-americano corre o risco de ver ruir as muralhas invisíveis da propriedade intelectual que sustentam sua liderança tecnológica e farmacêutica. No tabuleiro das grandes potências, o Brasil demonstra que, por trás da aparente desvantagem tarifária, reside a capacidade de desferir um golpe cirúrgico no cerne do capitalismo de inovação americano, provando que, no xadrez da reciprocidade, as retaliações de propriedade intelectual podem ser muito mais devastadoras do que a força de qualquer barreira alfandegária. As falácias em torno de sua retórica colocam Trump cada vez mais no campo da especulação; distanciando-se da previsibilidade de um estadista, o líder norte-americano flerta com o isolamento e o descrédito no cenário internacional.

Publicado por: Chico Gregorio


17/07/2026
08:08

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) usou um tênis avaliado em R$ 1.199 em um vídeo gravado para divulgar as inscrições do segundo semestre do Prouni (Programa Universidade para Todos). O vídeo foi publicado no último dia 7, quando começaram as inscrições do programa.

Nas imagens, Lula surge após uma sessão de musculação e convida os estudantes a disputar bolsas em instituições privadas de ensino superior.

De acordo com a fabricante, o Nike Mind 002 foi desenvolvido para treinos e uso cotidiano. A empresa afirma que o modelo conta com espuma responsiva e uma sola projetada para estimular áreas sensoriais dos pés. O preço sugerido é de R$ 1.199.

O fato repercutiu nas redes sociais. Enquanto apoiadores destacaram a disposição física do presidente, críticos passaram a questionar o uso de um tênis de alto valor por um político que costuma defender pautas voltadas à população de menor renda.

Veja o vídeo:

Publicado por: Chico Gregorio


17/07/2026
08:05

O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), promove uma mudança em uma das áreas mais estratégicas da administração municipal. Após quase seis anos à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Thiago Mesquita deixará o cargo para assumir a presidência da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do Município de Natal (Arsban).

A mudança foi confirmada pelo próprio gestor em entrevista à Tribuna do Norte. Segundo Mesquita, a decisão foi discutida com o prefeito e faz parte da estratégia de fortalecer a Arsban diante das novas atribuições decorrentes do Marco Legal do Saneamento. A expectativa é que ele permaneça na Semurb até a segunda quinzena de agosto.

Durante a revisão do Plano Diretor, Thiago Mesquita consolidou-se como um dos principais interlocutores da Prefeitura com o mercado imobiliário. Nos bastidores, representantes do setor da construção civil costumam atribuir a ele parte da articulação técnica que viabilizou um texto alinhado às demandas defendidas pelos empresários. Críticos da revisão, por outro lado, sustentam que as mudanças favoreceram excessivamente o setor imobiliário. O debate permanece presente na política urbana da capital.

Tecnólogo em Saneamento Ambiental e concluindo a graduação em Engenharia Sanitária e Ambiental, Mesquita retorna agora a uma área em que atua desde 2005, assumindo uma agência que ganhará protagonismo com a ampliação da regulação dos serviços de saneamento em Natal.

Ao fazer um balanço de sua passagem pela Semurb, o gestor destacou a revisão do Plano Diretor, do Código de Obras e do Plano de Manejo do Parque da Cidade, além da condução dos processos de licenciamento de projetos estruturantes, como a engorda da praia de Ponta Negra e o Parque Linear da Avenida Engenheiro Roberto Freire. Também citou avanços na gestão financeira da secretaria e investimentos em equipamentos públicos, como o Parque da Cidade e o Bosque das Mangueiras.

A transferência abre uma das cadeiras mais estratégicas do primeiro escalão da Prefeitura de Natal. A Semurb é responsável por decisões que impactam diretamente o desenvolvimento urbano, o licenciamento ambiental e os grandes empreendimentos da capital. Até o momento, o prefeito Paulinho Freire ainda não anunciou quem comandará a pasta.

Publicado por: Chico Gregorio