Notícia de fato questiona manifestação de Iracy Azevedo sobre decisão judicial que impôs restrições a atos de apoiadores de Flávio Bolsonaro no entorno de instituições de ensino – Imagem: Reprodução
A secretária municipal de Cultura de Natal, Iracy Azevedo, foi alvo de uma notícia de fato protocolada junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) após publicar comentários irônicos sobre uma decisão da Justiça Eleitoral relacionada aos episódios de violência registrados na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.
O procedimento, registrado sob o número 20.23.2752.0003103/2026-53, foi apresentado por Rodrigo Fiorin, egresso da universidade. A iniciativa pede esclarecimentos sobre as declarações da secretária, que também preside a Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), órgão responsável pela política cultural do município.
A denúncia questiona especialmente o comentário em que Iracy escreveu: “Somos Brasil. Somos 22. Somos família. Higiene, limpeza”. A manifestação foi publicada em uma postagem do vereador Daniel Valença (PT), que divulgou a decisão judicial envolvendo os deputados General Girão (PL-RN) e Camila Araújo (PL).
Em outro comentário, a secretária ironizou a determinação com a frase: “Kkkkkkk. Oh justiça justa! Lá só pode entrar quem é do ‘amodinho’”.
A notícia de fato pede que a manifestação seja esclarecida e questiona a “suposta conduta incompatível com os deveres funcionais e violação aos princípios da administração pública em rede social.”
Denunciante vê possível associação entre estudantes e sujeira
Na manhã da última segunda-feira (19), a Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio do setor do Cadastro Único, recebeu a senhora Inês Gomes da Silva, que procurou voluntariamente o serviço para solicitar seu desligamento do Programa Bolsa Família.
A iniciativa foi destacada pela Secretaria como um gesto de responsabilidade e compromisso social, considerando a importância de manter os dados cadastrais atualizados e contribuir para que os recursos dos programas sociais sejam destinados às famílias que atendam aos critérios estabelecidos e necessitem desse apoio.
A Secretaria Municipal de Assistência Social e a equipe do Cadastro Único parabenizaram Inês pela iniciativa e reforçaram a importância de manter o Cadastro Único sempre atualizado, garantindo informações corretas para o acesso aos programas sociais.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Jardim do Seridó a execução de reformas estruturais no Açude Comissão. A medida visa resguardar a integridade física da população local diante de perigos decorrentes do represamento de água. No documento publicado no Diário Oficial do MPRN desta terça-feira (20), o órgão ministerial fixa prazo de 60 dias para promoção das intervenções.
A Promotoria de Jardim do Seridó aponta a existência de vistorias técnicas realizadas pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) que constataram anomalias graves no açude. O laudo apontou rachaduras, erosões acentuadas, deterioração do sangradouro e vegetação excessiva nos taludes. Além disso, uma intervenção física ocorrida em julho de 2024 não teria solucionado as falhas. Notificado sobre o quadro, o proprietário do açude declarou insuficiência de recursos financeiros para arcar com o projeto de recuperação. Diante da omissão privada, a recomendação aponta as Políticas Nacional e Estadual de Segurança de Barragens que autorizam a intervenção compulsória do município para conter riscos de desastre.
Além disso, normas de finanças públicas respaldam a instauração de processo administrativo e a posterior inscrição dos custos em dívida ativa. Assim, além de promover as intervenções recomendadas pelo Igarn, a prefeitura deve instaurar procedimento próprio para formalizar a cobrança dos valores despendidos junto ao responsável legal. Ademais, os gestores municipais têm o prazo de 15 dias para manifestar formalmente o acolhimento do pedido ministerial. Em caso de descumprimento, o Ministério Público adotará medidas legais para assegurar a execução das obras.
Aliados de Flávio Bolsonaro colocaram na conta do influenciador Pablo Marçal a diminuição da distância entre Lulaeo senador na Quaest de ontem.
O entorno do candidato diz que Marçal fez um “strike”. Conseguiu ampliar a rejeição do filho de Jair Bolsonaro, além de fazer Lula subir e Flávio cair um ponto porcentual.
Daqui para frente, avaliam que os conselhos do influenciador devem ser evitados.
Oministro da Educação, Leonardo Barchini, cumpre agenda oficial em Natal (RN), nesta quinta-feira, 22 de outubro. A agenda inclui visita ao Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde será realizado o anúncio de investimentos para a construção do novo bloco de alta complexidade da instituição.
O novo equipamento terá 30 leitos de UTI Adulto, dez leitos de UTI Pediátrica e 15 leitos de internação semi-intensiva, além de um Centro Cirúrgico com 12 salas, nova Central de Material Esterilizado (CME) e áreas de apoio. Atualmente, o Huol conta com sete salas de cirurgia, com a ampliação, terá capacidade de ampliar o número de atendimentos.
Os investimentos são oriundos do PAC III, do governo federal, no valor de R$ 85,5 milhões, com prazo de 24 meses para execução. Além disso, estão previstas ações de recuperação da fachada e cobertura do prédio ambulatorial, acessibilidade e instalação de sistemas de proteção contra descargas atmosféricas bem como investimentos em equipamentos médicos hospitalares, TI e mobiliário.
Credenciamento – Os profissionais de imprensa interessados em acompanhar a programação deverão solicitar credenciamento no formulário online.
Serviço
Anúncio de investimentos para o Hospital Universitário da UFRN Data: 22 de outubro (quinta-feira) Hora: 14h Endereço: Av. Nilo Peçanha, 620, Petrópolis – Natal (RN)
A notícia foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo. A mãe de um adolescente de 17 anos apreendido por suspeita de tráfico de drogas em Piracicaba, no interior de São Paulo, acusa policiais militares de agredir o filho e obrigá-lo a vestir uma camiseta de apoio ao presidente Lula (PT).
Outros dois homens, de 21 e 24 anos, também foram detidos na ocorrência e, segundo denúncias, teriam sido obrigados a usar camisetas idênticas.
Imagens dos três homens com as roupas foram divulgadas nas redes sociais do senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP). O caso levou o PT a solicitar investigações à Procuradoria-Geral Eleitoral e à Polícia Federal, diante de suspeitas de possíveis abusos e irregularidades eleitorais.
Na mesma comunidade, mulheres que distribuíam materiais de campanha do PT também denunciaram intimidação e agressões por parte de policiais, que teriam exigido a retirada das camisetas que vestiam em apoio a Lula.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que a abordagem ocorreu após uma denúncia feita pelo telefone 190 e que foram apreendidas porções de cocaína e um revólver. A pasta declarou que não compactua com desvios de conduta, mas não comentou especificamente a acusação envolvendo as camisetas.
As denúncias ainda precisam ser apuradas pelas autoridades competentes.
O Rio Grande do Norte registrou crescimento de 86,55% na movimentação internacional de passageiros entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados do Relatório de Demanda e Oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Aeroporto Internacional de Natal movimentou 138.971 passageiros em voos internacionais nos primeiros nove meses deste ano, ante aproximadamente 74,5 mil em 2025. O resultado acompanha a ampliação das conexões aéreas com outros países e a recuperação da demanda turística no Estado.
O desempenho também foi positivo no mercado doméstico. De janeiro a setembro, o terminal potiguar recebeu cerca de 1,9 milhão de passageiros em voos nacionais, crescimento de 27,8% em relação aos 1,49 milhão registrados no mesmo intervalo de 2025. Considerando os dois segmentos, a movimentação acumulada superou 2 milhões de passageiros, reforçando a participação do transporte aéreo na atividade econômica ligada ao turismo, à hotelaria, ao comércio e aos serviços.
Setembro registra crescimento histórico de 86,55% no fluxo de turistas no RN — Foto: Alex Régis/Zurich Airport
Somente em setembro, o fluxo doméstico alcançou 202.136 passageiros, ante 171.681 no mesmo mês de 2025, aumento de 17,7%. No segmento internacional, foram contabilizados 11.805 passageiros, frente a 7.096 no ano anterior, avanço de 66,3%. Os resultados indicam expansão tanto da demanda nacional quanto da conectividade do Rio Grande do Norte com mercados estrangeiros. A evolução do transporte aéreo ocorre em um momento de ampliação da oferta de voos para Natal, especialmente nas ligações com a Argentina e outros países da América Latina.
A governadora Fátima Bezerra atribuiu parte do resultado à política de incentivo ao querosene de aviação (QAV), utilizada para estimular a ampliação de rotas e frequências operadas pelas companhias aéreas. “O Rio Grande do Norte vive hoje um de seus melhores momentos no turismo e isso é fruto de planejamento e de investimentos estratégicos. A nossa política de incentivo do Querosene de Aviação resultou no aumento da oferta de voos nacionais e internacionais, recuperamos estradas, ampliamos a segurança pública e garantimos a participação do estado nos maiores eventos de turismo do mundo, divulgando nossas belezas”, afirmou a governadora.
Crescimento do RN supera média nacional
O avanço da movimentação aérea potiguar ocorreu em ritmo superior ao registrado no conjunto do mercado brasileiro. Segundo a Anac, a aviação nacional transportou 99,6 milhões de passageiros entre janeiro e setembro de 2026, crescimento de 4,3% sobre o mesmo período de 2025. Desse total, 76,8 milhões viajaram em voos domésticos, alta de 3,4%, enquanto o segmento internacional movimentou 22,7 milhões de passageiros, expansão de 7,3%.
No Rio Grande do Norte, o crescimento de 27,8% no mercado doméstico foi aproximadamente oito vezes superior à média nacional. Já a alta de 86,55% no segmento internacional representou um ritmo quase 12 vezes maior que o registrado no País. A comparação mostra a expansão da movimentação no terminal potiguar, embora os percentuais também sejam influenciados pelas diferentes bases de passageiros de cada mercado.
Em setembro, enquanto a movimentação doméstica nacional ficou praticamente estável, com recuo de 0,1%, o Aeroporto de Natal registrou aumento de 17,7%. No segmento internacional, o crescimento potiguar de 66,3% também superou a média brasileira de 3,9%. Os números apontam uma ampliação da participação do terminal nas operações aéreas, principalmente nas ligações com o exterior.
Argentina impulsiona expansão internacional
O presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), Raoni Fernandes, atribuiu o desempenho internacional principalmente ao aumento das frequências entre Buenos Aires e Natal. Segundo ele, a ampliação das operações das companhias aéreas deverá sustentar o crescimento durante a temporada de verão, período de maior procura pelos destinos turísticos do litoral potiguar.
“O Rio Grande do Norte terá a maior temporada de todos os tempos porque as três companhias aéreas nacionais já publicaram crescimento na oferta aérea na casa dos dois dígitos para o período de dezembro até a páscoa. No mercado internacional, nós saímos de 2 para 17 voos semanais na América Latina e confirmamos os voos diários de Lisboa, além de voos charters”, explicou Fernandes.
A expansão da conectividade com a Argentina integra um movimento iniciado em 2025, quando o governo estadual anunciou investimentos de R$ 7 milhões na promoção turística do Rio Grande do Norte no mercado sul-americano.
O bolsonarismo resolveu mostrar sua força popular em Natal e escolheu um cenário bastante revelador: as ruas de Tirol e Petrópolis, dois dos bairros mais tradicionais e privilegiados da capital potiguar. O chamado “Bloco 22”, em apoio a Flávio Bolsonaro, percorreu a Avenida Campos Sales até o Largo do Atheneu. Uma verdadeira expedição às profundezas do Rio Grande do Norte, cuidadosamente limitada ao território da elite do Plano Palumbo. Faltou apenas anunciar que a revolução popular teria início na Praça das Flores.
A escolha do percurso é uma síntese involuntária do bolsonarismo potiguar. Um movimento que se apresenta como expressão do povo, mas escolhe desfilar justamente no espaço historicamente associado às camadas mais abastadas de Natal. Nada contra a elite passear pelo próprio bairro. O curioso é transformar uma caminhada pelo coração da Natal privilegiada em demonstração de força popular. O bolsonarismo saiu às ruas para encontrar o povo e, pelo visto, não conseguiu se afastar de casa.
247 – Os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Emerson Maximiano, apontados como responsáveis pela organização de uma festa com garotas de programa para Flávio Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19, já estiveram no centro de investigações sobre contratos milionários com o governo de Jair Bolsonaro. Ambos foram investigados pela CPI da Pandemia, em 2021, por suspeitas relacionadas à negociação da vacina indiana Covaxin e a movimentações financeiras consideradas suspeitas
Segundo reportagem da Revista Fórum, baseada em revelações publicadas pela revista piauí nesta quarta-feira (21), a confraternização ocorreu em 17 de julho de 2020, em uma lancha no Lago Paranoá, em Brasília. Os empresários, ligados à Precisa Medicamentos, teriam levado três garotas de programa de São Paulo para participar de um churrasco com o senador, que também teria recebido um relógio Rolex de presente de Trento.
O episódio aconteceu quando o Brasil já registrava mais de 76 mil mortes por Covid-19. Naquele período, o então presidente Jair Bolsonaro minimizava a gravidade da crise sanitária, enquanto seu governo enfrentava críticas pela condução da pandemia e pelas negociações para aquisição de vacinas.
A revelação também chama a atenção pela relação posterior entre Flávio Bolsonaro e os empresários. Três meses depois da festa, o senador intermediou uma reunião de Maximiano com o então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano. Em 2021, Flávio defendeu publicamente uma diretora da Precisa Medicamentos durante a CPI da Pandemia.
A sequência de episódios evidencia contatos entre o senador e representantes da empresa, mas não comprova que sua atuação política tenha ocorrido como contrapartida aos benefícios relatados pela investigação jornalística.
Danilo Trento: do Rolex às investigações sobre Covaxin e INSS
Danilo Berndt Trento ocupava o cargo de diretor institucional da Precisa Medicamentos e atuava na articulação política e empresarial do grupo controlado por Francisco Maximiano.
De acordo com a piauí, foi Trento quem retirou um relógio Rolex do próprio pulso para entregá-lo a Flávio Bolsonaro ao término da confraternização. O passeio teria durado aproximadamente quatro horas e meia, das 10h30 às 15h.
Em 2021, o empresário passou a ser investigado pela CPI da Pandemia, que apurava irregularidades nas negociações entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para o fornecimento de 20 milhões de doses da Covaxin.
O contrato, estimado em R$ 1,6 bilhão, foi posteriormente cancelado, sem desembolso dos recursos previstos pelo governo federal.
Durante depoimento à comissão, em setembro de 2021, Trento reconheceu que havia encontrado Flávio Bolsonaro em eventos públicos. Entretanto, amparado por habeas corpus, exerceu o direito de permanecer em silêncio diante de outros questionamentos.
Segundo informações divulgadas pelo Senado Federal, parlamentares identificaram indícios de operações financeiras suspeitas envolvendo empresas de Trento e Maximiano, incluindo possíveis práticas de lavagem de dinheiro.
O relatório final da CPI recomendou o indiciamento de Trento por fraude em contrato. A recomendação, contudo, não constitui condenação judicial.
Em setembro de 2026, o empresário voltou a aparecer no noticiário após a Folha de S.Paulo revelar que ele era investigado pela Polícia Federal no caso dos descontos associativos ilegais sobre aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que Trento recebeu R$ 19,2 milhões da J&F. As transferências financeiras, por si só, não comprovam a prática de crimes.
O empresário também ingressou na disputa eleitoral deste ano, tendo sido indicado como primeiro suplente de Janaína Riva (MDB) na corrida ao Senado por Mato Grosso, em uma aliança que reunia MDB e PL.
Não há, nas informações apresentadas, confirmação de condenação criminal definitiva de Trento pelos fatos relacionados à Covaxin ou às movimentações examinadas pela CPI.
Francisco Maximiano: contratos milionários e reunião intermediada por Flávio
Francisco Emerson Maximiano, conhecido como Max, é proprietário da Precisa Medicamentos e possui um histórico de negócios com órgãos públicos que antecede o governo Jair Bolsonaro.
O empresário teve seu nome mencionado em investigações envolvendo contratos com os Correios, a Petrobras, o governo do Distrito Federal e o Ministério da Saúde.
Em 2021, O Globo revelou que Maximiano havia sido citado na delação do ex-vereador Alexandre Romano, que relatou supostos pagamentos ilícitos para viabilizar contratos com a Postal Saúde, operadora de assistência médica dos funcionários dos Correios.
Uma empresa ligada ao empresário, a Global Gestão em Saúde, recebeu R$ 62 milhões da Postal Saúde. A companhia também firmou um contrato de R$ 549 milhões com a Petrobras, posteriormente rescindido pela estatal, que aplicou multa de R$ 2,3 milhões.
Maximiano negou as acusações relacionadas aos negócios investigados.
Durante o governo Bolsonaro, sua empresa passou a negociar a aquisição da Covaxin, desenvolvida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech.
A operação tornou-se alvo da CPI da Pandemia depois que o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda relatou pressões incomuns para acelerar os procedimentos relacionados ao contrato.
A relação de Maximiano com Flávio Bolsonaro, entretanto, ultrapassou o encontro realizado na lancha.
Em 13 de outubro de 2020, aproximadamente três meses depois da festa, o senador intermediou uma reunião entre o empresário e Gustavo Montezano, então presidente do BNDES.
O encontro tinha como objetivo discutir possibilidades de financiamento para um empreendimento no setor de telecomunicações.
Flávio reconheceu ter solicitado a reunião, mas negou manter relações comerciais ou financeiras com Maximiano. O BNDES informou que nenhum financiamento foi contratado.
Durante a CPI, Maximiano também foi questionado sobre a possibilidade de o senador ter facilitado o acesso da Precisa Medicamentos a integrantes do alto escalão do Ministério da Saúde.
O empresário negou que Flávio tivesse intermediado esses contatos. Ao ser questionado sobre uma possível aproximação com Jair Bolsonaro para discutir a Covaxin, exerceu o direito ao silêncio.
O relatório final da comissão recomendou o indiciamento de Maximiano por falsidade ideológica, uso de documento falso e fraude em contrato. As recomendações não equivalem a condenações, e as informações disponíveis não confirmam sentença criminal definitiva contra o empresário por esses fatos.
Flávio Bolsonaro defendeu empresa na CPI e elogiou diretora por “patriotismo”
A relação entre o senador e a Precisa Medicamentos também ganhou repercussão pública durante a CPI da Pandemia, em julho de 2021.
Ao participar do depoimento de Emanuela Medrades, diretora da companhia, Flávio Bolsonaro defendeu a atuação da executiva nas negociações para aquisição da Covaxin.
“Parabéns pela sua coragem, pela sua firmeza, por não se intimidar quando algumas pessoas tentam praticamente obrigá-la a falar o que querem ouvir”, declarou o senador.
Na mesma ocasião, classificou a atuação de Medrades como uma “demonstração de patriotismo”, em referência ao suposto esforço para reduzir o preço cobrado pelo laboratório indiano.
As declarações ocorreram enquanto a comissão investigava suspeitas envolvendo o contrato de R$ 1,6 bilhão. A vacina estava sendo negociada por aproximadamente R$ 80 a dose, preço superior ao de outros imunizantes oferecidos ao governo brasileiro.
Flávio também contestou as denúncias relacionadas à operação, argumentando que não poderia ter ocorrido desvio de recursos públicos porque o governo ainda não havia efetuado pagamentos.
As manifestações foram registradas nas notas taquigráficas oficiais do Senado Federal.
A defesa da empresa ocorreu cerca de um ano depois da festa organizada por seus representantes e nove meses após a reunião de Maximiano com a presidência do BNDES, intermediada pelo senador.
Agência responsável pela festa recebeu cerca de R$ 4 milhões de empresas ligadas à Precisa
Outro personagem identificado na investigação é Raphael Barão, proprietário da Barão Turismo, agência contratada pelos empresários para organizar viagens e eventos.
Segundo a piauí, Barão ficou responsável pela logística da confraternização, incluindo o deslocamento das três garotas de programa de São Paulo para Brasília.
Na noite de 16 de julho de 2020, os empresários, o proprietário da agência e as três mulheres embarcaram em um jato executivo Embraer Phenom 300. A aeronave pousou na capital federal às 22h12.
No dia seguinte, o grupo participou do churrasco realizado no Lago Paranoá.
As relações financeiras entre a Barão Turismo e empresas ligadas à Precisa Medicamentos também foram examinadas pela CPI da Pandemia.
Somente em 2020, a agência recebeu aproximadamente R$ 4 milhões de companhias pertencentes ao grupo econômico de Maximiano e Trento.
Os parlamentares investigaram ainda a abertura de uma empresa nos Estados Unidos e transferências financeiras envolvendo a agência e companhias relacionadas à Precisa.
Durante os trabalhos da comissão, o senador Randolfe Rodrigues levantou suspeitas de que a estrutura empresarial pudesse ter sido utilizada para lavagem de dinheiro.
Barão negou a acusação. Não há confirmação, nas informações apresentadas, de condenação criminal definitiva do empresário relacionada às movimentações investigadas.
Presença de amigo de Flávio e novos relatos sobre relógios de luxo
A reportagem da piauí também aponta que Flávio Bolsonaro teria participado da festa acompanhado de Alexandre Santini, seu amigo e então sócio em uma franquia da Kopenhagen, no Rio de Janeiro.
O empreendimento havia sido mencionado anteriormente nas investigações sobre o suposto esquema de rachadinhas envolvendo o gabinete do senador quando ele exercia mandato de deputado estadual.
Em setembro de 2026, outra investigação jornalística, publicada pelo PlatôBR, apresentou relatos sobre encontros de Flávio com garotas de programa supostamente intermediados por Santini.
A publicação também mencionou o recebimento de um Rolex Submariner Date, avaliado em aproximadamente R$ 305 mil, em circunstâncias diferentes das descritas na reportagem sobre a festa de 2020.
No episódio do Lago Paranoá, o relógio teria sido entregue diretamente por Danilo Trento.
A investigação da piauí identificou ainda que o grupo viajou para Brasília em uma aeronave operada pela Prime You, empresa de aviação executiva que posteriormente teve o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, entre seus usuários.
Esse vínculo com a empresa de aviação não demonstra qualquer participação de Vorcaro na confraternização ou nas negociações da Covaxin.
A apuração da revista foi baseada em entrevistas, documentos financeiros, registros de voos e informações obtidas por meio de quebras de sigilo realizadas por comissões parlamentares de inquérito.
A revelação da festa acrescenta um episódio à relação de Flávio Bolsonaro com empresários que mantinham interesses comerciais junto ao governo federal durante a gestão de seu pai.
A Precisa Medicamentos acabou se tornando um dos principais alvos da CPI da Pandemia. Ao final dos trabalhos, a comissão recomendou o indiciamento de Maximiano e Trento, enquanto o contrato da Covaxin foi cancelado sem pagamento dos R$ 1,6 bilhão previstos.
Embora os encontros, o suposto presente e a defesa pública da empresa estejam relacionados na sequência apresentada pelas reportagens, os elementos divulgados não permitem concluir que tenha existido uma troca de favores ou contrapartida ilícita por parte do senador.
A deputada federal Natália Bonavides (PT) e o vereador de Natal Daniel Valença (PT) acionam o Ministério Público Federal para que o órgão apure os atos de vandalismo realizados por um grupo bolsonarista nesta segunda-feira (19) na UFRN, na capital potiguar.
O pedido dos parlamentares cita os participantes do “Vire à Direita: UFRN Anti-Lula”. O deputado federal General Girão estava presente no local e endossou as ações.
Ao MPF, Natália Bonavides e Daniel Valença apresentaram provas da prática, pelo grupo, de crimes eleitorais e comuns, além de graves violações à autonomia universitária, à liberdade de cátedra e ao direito à educação.
O grupo chegou à UFRN em horário de funcionamento da instituição com um carro de som, atrapalhando as aulas no Setor IV. O ato eleitoral foi praticado dentro do perímetro da universidade, o que é preoibido por lei, e as placas dos veículos utilizados na ação foram escondidas com adesivos do candidato Flávio Bolsonaro, o que configura mais um crime.
Durante o ato, os bolsonaristas entraram em conflito com estudantes da UFRN e um aluno do curso de jornalismo sofreu agressões físicas. Tudo foi filmado.
Além do deputado Girão, a vereadora de Natal Camila Araújo (PL) e o presidente estadual do Partido Novo, Renato Cunha Lima, também estavam presentes junto ao grupo.
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte não é apenas uma instituição de ensino. É um dos maiores patrimônios públicos do Estado, um centro de produção de conhecimento e um espaço de formação de gerações. Seu peso ultrapassa os limites dos campi e alcança a economia, a cultura, a política e o próprio imaginário da sociedade potiguar.
Por isso, comandar a UFRN exige mais do que capacidade administrativa e de chefia: exige liderança. Exige compreender a dimensão simbólica da instituição e ter clareza de que a autoridade de sua direção precisa estar à altura do colosso que representa.
Nos últimos dias, episódios de tensão envolvendo manifestações políticas e estudantes trouxeram essa discussão para o centro do debate. Quando atividades acadêmicas são interrompidas, o ambiente universitário se transforma em cenário de confronto e integrantes da comunidade são colocados em situações de risco, não basta tratar o ocorrido como mais um capítulo da disputa política nacional.
A universidade precisa se posicionar e sair da posição de omissão, marcada por um silêncio quase denunciador. E precisa fazê-lo com firmeza, dentro de suas competências, respeitando o devido processo e as garantias de todos os envolvidos.
Não se trata de impedir manifestações, censurar opiniões ou restringir a presença de correntes ideológicas no ambiente acadêmico. Uma universidade pública precisa ser plural, aberta ao contraditório e capaz de conviver com diferenças. A liberdade de expressão é parte essencial da vida democrática, inclusive quando as opiniões provocam desconforto ou contestação.
Mas pluralidade não significa ausência de regras nem de respeito. Os membros da comunidade universitária não podem ser acusados de tráfico de drogas sem que haja apuração dos fatos e esclarecimento das responsabilidades. Democracia não é autorização para interromper aulas, intimidar pessoas ou transformar espaços de aprendizagem em palcos de hostilidade e acusações difamatórias. Há uma diferença fundamental entre exercer o direito de manifestação e comprometer o direito dos demais de estudar, ensinar e trabalhar.
É justamente nesse limite que a direção da UFRN precisa demonstrar autoridade e liderança institucional.
Estamos diante de dois processos democráticos que se cruzam: a disputa política nacional, que começa a ocupar cada vez mais espaço no cotidiano, e a própria eleição para a Reitoria, um momento histórico para a universidade. Nesse cenário, a instituição precisa reafirmar seus princípios sem se deixar capturar pela polarização externa ou pelas disputas internas.
A nova gestão, assim como quem hoje exerce o comando da universidade, deve compreender que a dimensão da UFRN amplia sua responsabilidade. A omissão diante de situações que ameacem a convivência acadêmica pode transmitir a mensagem de que os limites institucionais são negociáveis. A autonomia universitária, porém, não é negociável. Por outro lado, uma resposta firme, equilibrada e transparente fortalece a confiança da comunidade e protege a própria democracia universitária.
Isso significa apurar os fatos, esclarecer responsabilidades, aplicar as normas cabíveis e garantir que eventuais medidas sejam tomadas sem seletividade política. Ser firme exige a coragem de um líder. Significa também tornar públicas as providências adotadas, para que a sociedade compreenda que a universidade não se curva à intimidação nem age movida por conveniências ideológicas.
A eleição para a Reitoria não deve discutir apenas quem vai comandar a UFRN, mas também qual concepção de autoridade, responsabilidade e compromisso público orientará essa liderança.
A universidade tem tamanho, história e representatividade suficientes para exigir uma direção que não confunda prudência com passividade ou omissão. Sua autonomia não pode ser confundida com isolamento, assim como sua pluralidade não pode servir de justificativa para tolerar excessos.
A UFRN é maior do que qualquer candidatura, partido ou disputa eleitoral. Justamente por isso, precisa demonstrar que seus princípios valem para todos.
A democracia exige liberdade. Mas também exige responsabilidade, regras e limites. E uma instituição da dimensão da UFRN não pode abrir mão de nenhum desses elementos.
*É sociólogo.
Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.
A cidade de Caicó foi palco de uma das maiores e mais empolgantes mobilizações políticas desta campanha no Rio Grande do Norte, recebendo o candidato a governador Cadu de Lula em mais uma edição do Piseiro do 13. Em plena quarta-feira, o evento transformou as ruas do município seridoense em um verdadeiro mar vermelho de apoiadores, militantes e lideranças políticas unidos em prol da candidatura de Cadu de Lula ao governo do RN, evidenciando o forte momento de crescimento da campanha e o entusiasmo popular na região do Seridó.
Na ocasião, Cadu de Lula celebrou o apoio massivo da população caicoense e destacou a importância de manter a união e o foco total nos dias que antecedem a votação. O candidato ressaltou que a verdadeira política se faz com proximidade do povo e compromisso com as reais necessidades da sociedade potiguar. “Olha, eu estou aqui cheio de alegria, de esperança, para a gente ter essa grande união nordestina, do país, do time do Lula”, afirmou Cadu, enfatizando a força da parceria política com o governo federal.
Cadu reforçou a clareza de propostas e a distinção entre a seriedade de seu projeto e as alternativas da oposição, frisando que o foco principal é transformar a vida dos cidadãos. “A política é a ferramenta de mudar a vida de vocês, do povo, e não a vida do político”, declarou o candidato, arrancando aplausos da multidão que lotou as avenidas de Caicó com bandeiras e muita disposição para garantir a vitória do candidato de Lula nas urnas.
O candidato aproveitou o momento decisivo da campanha para fazer apelo à participação ativa de cada eleitor e militante, sem espaço para acomodação. Convocando o público a intensificar o corpo a corpo e o diálogo com os indecisos, Cadu foi enfático ao alertar sobre a importância do momento: “é proibido cochilar. Aqui não tem mentira, não tem ilusão, não tem TikTok não, aqui é vida real”.
O grande ato em Caicó reforça o sentimento de “virada” e a certeza de que o Seridó dará uma resposta expressiva nas urnas no próximo dia 25 de outubro. O Piseiro do 13 no Seridó finalizou uma intensa agenda que começou de manhã, na Serra de Sant’Ana, passando por Bodó, Cerro-Corá, Lagoa Nova, Tenente Laurentino Cruz, Florânia e São Vicente, e se estendeu durante a tarde por São Fernando, Jardim de Piranhas, Timbaúba dos Batistas e Serra Negra do Norte.
Um relatório produzido pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) apresenta um diagnóstico preocupante das políticas públicas de Mossoró. O documento reúne levantamentos sobre educação, saúde e assistência social e aponta problemas estruturais na prestação de serviços essenciais à população, incluindo insuficiência de investimentos, filas de espera, deficiências de planejamento e dificuldades de execução orçamentária.
Intitulado Relatório de Políticas Públicas do MPRN – 2026, o estudo tem 173 páginas e reúne análises elaboradas a partir de dados oficiais da Prefeitura de Mossoró, registros do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), informações fornecidas pelas unidades municipais e inspeções realizadas pelo próprio Ministério Público.
Um dos aspectos centrais do levantamento é a constatação de que a existência de orçamento, equipamentos públicos e serviços formalmente instituídos não tem sido suficiente para assegurar o atendimento às necessidades da população. Os estudos identificam problemas que vão desde crianças sem vagas em creches até pacientes classificados como casos de urgência e emergência que permaneciam na fila por atendimento especializado.
Educação: filas nas creches e redução de investimentos
Na educação infantil, o Ministério Público identificou que Mossoró chegou a abril de 2026 com 395 crianças aguardando vagas na rede municipal. O número representa um crescimento de aproximadamente 89% em relação às 209 solicitações registradas em julho de 2025.
Do total de crianças na lista de espera em 2026, 89,8% buscavam vagas em creches, destinadas à faixa etária de zero a três anos.
O relatório reconhece que houve ampliação da capacidade de atendimento da rede municipal entre 2024 e 2025, quando o número de vagas passou de 6.534 para 6.902. No entanto, observa que a expansão não acompanhou proporcionalmente as necessidades da população. No berçário, por exemplo, foram criadas apenas duas vagas no período, passando de 79 para 81.
A análise orçamentária reforça as críticas ao planejamento municipal. Em 2025, a dotação destinada à construção de unidades de educação infantil sofreu uma redução de 83,43% em relação ao orçamento inicialmente previsto. O estudo aponta ainda que a Prefeitura anulou integralmente os recursos próprios destinados a essa finalidade, fazendo com que os investimentos executados dependessem exclusivamente de fontes externas e compensações financeiras.
O documento também identifica dificuldades na execução de despesas relacionadas à alimentação escolar, fardamento e material didático. Ao final de 2025, o programa de manutenção e revitalização da educação infantil apresentava R$ 6,76 milhões em restos a pagar não processados, correspondentes a despesas empenhadas que ainda não haviam sido liquidadas.
Na avaliação dos pesquisadores, o orçamento municipal tem funcionado predominantemente como instrumento de manutenção da estrutura existente, sem assegurar investimentos suficientes para a expansão da rede.
Saúde mental: 667 crianças classificadas como casos de urgência e emergência na fila
Na saúde, um dos dados mais graves envolve o atendimento psicológico de crianças e adolescentes.
O levantamento identificou 1.288 pacientes aguardando consultas de psicologia no sistema municipal de regulação. Desse total, 321 estavam classificados na Prioridade 0, correspondente a situações de emergência, enquanto outros 346 apareciam na Prioridade 1, destinada aos casos de urgência.
Somados, eram 667 crianças e adolescentes classificados nas duas categorias mais elevadas de prioridade e que permaneciam na fila de espera no momento do levantamento.
O tempo de espera também chama a atenção. Segundo o relatório, 388 pacientes aguardavam atendimento havia mais de um ano, incluindo 88 que estavam na fila entre 19 e 24 meses.
Para o MPRN, a situação representa uma grave deficiência na garantia do direito à saúde e pode contribuir para o agravamento de transtornos e dificuldades de desenvolvimento, especialmente entre crianças que necessitam de intervenções precoces.
O estudo também critica a organização da regulação municipal, apontando que o registro das demandas e a classificação de risco não estavam sendo acompanhados de respostas assistenciais compatíveis com a gravidade dos casos.
Mais de 800 mulheres aguardavam atendimento ginecológico
Outro capítulo do relatório examina os problemas de acesso às consultas ginecológicas no Ambulatório Materno Infantil (AMI).
O levantamento identificou 813 mulheres na fila de espera em março de 2026. Desse total, 263 aguardavam havia mais de 90 dias, sendo 67 por períodos iguais ou superiores a quatro meses.
A análise destaca que a demora no acesso às consultas pode comprometer a prevenção, o diagnóstico e o acompanhamento de doenças ginecológicas.
O documento também chama a atenção para as desigualdades territoriais. Entre as mulheres que aguardavam atendimento, 80 haviam sido encaminhadas por unidades básicas de saúde da zona rural de Mossoró, onde as dificuldades de deslocamento podem representar obstáculos adicionais ao acesso aos serviços.
Assistência social acumula centenas de casos sem acompanhamento
Na assistência social, o Ministério Público identificou uma demanda reprimida de 612 casos no Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), vinculado ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).
O levantamento aponta que parte dessa demanda se acumula desde 2019, evidenciando dificuldades persistentes para garantir atendimento especializado a famílias e pessoas em situação de violação de direitos.
Entre os problemas identificados estão insuficiência de profissionais, ausência de advogado na equipe e falta de transporte exclusivo para visitas domiciliares e acompanhamento dos usuários.
O relatório também registra que o atendimento do PAEFI estava restrito à zona urbana, deixando a população rural sem cobertura territorial adequada desse serviço especializado.
Na avaliação dos autores, as limitações comprometem a capacidade do equipamento de cumprir integralmente sua função na rede municipal de proteção social.
Acolhimento de idosos também apresenta problemas
O levantamento também aponta deficiências nas políticas de acolhimento de pessoas idosas.
Na Casa de Passagem Olga Pereira, o Ministério Público identificou que 80% da capacidade da unidade estava ocupada por idosos com alto grau de dependência, embora o equipamento tenha sido concebido para acolhimento provisório de pessoas em situações emergenciais.
Segundo o estudo, a falta de alternativas adequadas de acolhimento de longa permanência fez com que o serviço passasse a desempenhar uma função diferente daquela para a qual foi estruturado, comprometendo também a disponibilidade de vagas para outros públicos.
A situação do Instituto Amantino Câmara, instituição filantrópica que acolhe pessoas idosas, também recebeu críticas. O relatório registra dificuldades financeiras, insuficiência de cuidadores e problemas estruturais.
Durante a inspeção realizada em março de 2026, a instituição relatou interrupção de repasses públicos e dificuldades para manter suas despesas.
O documento menciona ainda informações sobre a existência de mais de R$ 500 mil no Fundo Municipal da Pessoa Idosa cuja utilização estaria paralisada por entraves administrativos para a publicação de edital. A situação dos recursos e as justificativas apresentadas pelo Município demandam esclarecimentos da gestão municipal.
Relatório aponta problemas estruturais no planejamento municipal
Embora os levantamentos abordem serviços diferentes, as conclusões apresentam aspectos em comum. Os estudos identificam dificuldades para adequar os investimentos às demandas da população, insuficiência de estruturas e equipes, problemas de acesso aos serviços e falhas na execução de políticas públicas.
Na educação, a demanda por vagas permanece concentrada nas creches, enquanto os investimentos em expansão são considerados insuficientes. Na saúde, as filas de espera evidenciam dificuldades de acesso a atendimentos especializados. Na assistência social, a sobrecarga dos equipamentos e as restrições financeiras limitam a proteção das populações mais vulneráveis.
O relatório não constitui uma decisão judicial contra a administração municipal, mas reúne diagnósticos técnicos que podem subsidiar procedimentos administrativos, acordos e medidas judiciais para assegurar o cumprimento de direitos sociais.
Os dados apresentados correspondem a diferentes períodos de 2024, 2025 e dos primeiros meses de 2026, não representando necessariamente a situação atual de todas as filas e serviços analisados.
O documento coloca em evidência problemas relevantes na gestão das políticas públicas de Mossoró e reforça a necessidade de esclarecimentos sobre as medidas adotadas pela Prefeitura para enfrentar as deficiências identificadas pelo Ministério Público.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) teria participado de uma festa em uma lancha em Brasília com lobistas e prostitutas em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19, de acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira (21) pela revista piauí.
Segundo a publicação, os empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, da Precisa Medicamentos, organizaram a festa para o senador na esperança de se aproximar do governo Jair Bolsonaro (PL) e fechar um acordo para fornecer a vacina indiana Covaxin, cuja fabricante, a Bharat Biotech, diziam representar.
Ainda segundo a revista, com a ajuda do agente de viagens Raphael Barão, Trento e Maximiano realizaram um churrasco a bordo de uma lancha no lago Paranoá, em Brasília, que teve a presença de três prostitutas trazidas de São Paulo. Flávio teria comparecido ao evento acompanhado de Alexandre Santini, à época amigo e sócio do senador na loja de chocolates que supostamente lavava dinheiro no esquema de “rachadinha” pelo qual o filho do ex-presidente foi investigado.
A revista diz que a festa durou das 10h30 às 15h, contou com uma compra no valor de R$ 1.949 em um restaurante e que Flávio desceu à cabina da lancha com uma das prostitutas ao longo do evento. Ao fim, Trento teria presenteado o senador com um Rolex, relógio de luxo.
Flávio Bolsonaro ainda não se manifestou sobre o teor da reportagem da revista.
Em julho de 2020, o Brasil vivia um pico de mortes causadas pelo coronavírus. Prefeitos e governadores haviam decretado medidas para restringir a circulação de pessoas visando conter a disseminação da doença, fechando escolas, empresas, comércio e órgãos públicos.
A vacina contra a Covid só chegaria ao Brasil no ano seguinte.
Trento, Maximiano e Barão foram investigados na CPI da Covid, no Senado, sob suspeita de lavagem de dinheiro, o que eles negam. Flávio defendeu a Precisa Medicamentos durante a CPI, chegando a elogiar a diretora da empresa, Emanuela Medrades.
O caso Covaxin acabou se tornando fator de desgaste para o governo Bolsonaro naquela época. Luis Ricardo Miranda, que era chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, relatou ao Ministério Público ter sofrido pressão incomum para assinar o contrato para a compra da vacina. A aquisição acabou suspensa.
A revista piauí diz que, três meses depois da festa na lancha, Flávio abriu caminho para que Maximiano fosse recebido pelo então presidente do BNDES, Gustavo Montezano, com o objetivo de discutir financiamento para um novo empreendimento do empresário no ramo de telecomunicações.
Na época, quando a história veio a público, publicada pela revista Veja, Flávio disse que não mantinha relação comercial ou financeira com Maximiano.
Procurados pela revista, Trento e Maximiano também não se manifestaram
A pesquisa Mensury traz Cadu de Lula (PT) na liderança sobre Allyson Bezerra (UB) com 51,51% dos votos válidos contra 48,49% do ex-prefeito de Mossoró.
Nos votos totais, Cadu tem 44,27% contra 41,67% de Allyson.
Confira os números:
A pesquisa Mensury ouviu 1.500 eleitores entre os dias 16 a 19 de outubro. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos com ntervalo de confiança é de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os protocolos RN09985/2026 e BR-04627/2026.