O governador Lucas Ribeiro (PP), foi apontado pela GloboNews como uma das principais lideranças mobilizadas pela reeleição do presidente Lula (PT) no segundo turno.
Lucas é o único nome da Paraíba na relação apresentada pela emissora, que reúne nomes de destaque nas campanhas dos dois candidatos à Presidência.
Na lista de apoiadores de Lula também aparecem Erika Hilton, André Janones, Eduardo Paes e Ana Elisa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 45,4% das intenções de voto, contra 44,6% do senador Flávio Bolsonaro (PL), em um cenário de segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os dados são de pesquisa do Instituto Data Ranking, realizada em parceria com o portal Fonte83 e divulgada nesta terça-feira (20).
A diferença entre os dois candidatos é de 0,8 ponto percentual, indicando uma disputa acirrada. Outros 6% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 4% não souberam responder.
Na análise dos votos válidos, que desconsidera os votos brancos, nulos e as respostas de indecisos, Lula registra 50,4%, enquanto Flávio Bolsonaro soma 49,6%.
Entre as mulheres, Lula aparece com 49,2% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 40,8%. Já entre os homens, o senador tem 48,9%, contra 41,1% do presidente.
Na divisão por faixa etária, Lula apresenta seu melhor desempenho entre os eleitores com 60 anos ou mais, com 47,7%. Flávio Bolsonaro, por sua vez, alcança seu maior percentual entre os entrevistados de 25 a 34 anos, com 46,9%.
Metodologia
O levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo o país, entre os dias 14 e 16 de outubro, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares. A amostra considerou critérios como sexo, idade, escolaridade e renda, além de eleitores residentes em áreas urbanas e rurais.
A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,15 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00152/2026.
A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (21), aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. A diferença de um ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos.
O deputado federal General Girão (PL-RN) acusou estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) de promover “baderna” e vender drogas dentro da instituição, classificou universitários que demoram a concluir a graduação como “estudantes profissionais” e acusou a segurança do campus de ter sido “fraca, omissa e talvez até conivente” durante o confronto registrado na segunda-feira (19), em Natal. Na entrevista concedida após o episódio, o parlamentar não apresentou provas para sustentar as acusações contra os estudantes.
A declaração ocorre um dia depois de um ato bolsonarista em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado no campus central da UFRN, terminar em confronto físico entre participantes da manifestação e estudantes que se opunham ao protesto. A violência deixou feridos, entre eles o estudante de Jornalismo Henrique Neiva, que teve um dente quebrado, e provocou danos ao patrimônio da universidade.
Em vez de apresentar evidências para as acusações feitas contra integrantes da comunidade acadêmica, Girão procurou responsabilizar os estudantes contrários à manifestação e a equipe de segurança da universidade. Também anunciou que pretende entregar um documento ao reitor da UFRN, Daniel Diniz, questionando a atuação dos agentes durante o tumulto.
“Esses caras tão lá dentro, sabe o quê? Promovendo baderna e vendendo droga”, afirmou o deputado, ao se referir aos estudantes que, segundo ele, permaneceriam por muitos anos na universidade sem concluir os cursos.
A entrevista não trouxe nomes, ocorrências policiais, investigações ou qualquer outro elemento que comprovasse a suposta comercialização de drogas por estudantes. A declaração generaliza uma acusação de natureza criminal contra integrantes de uma comunidade universitária inteira, sem estabelecer quem seriam os envolvidos ou em quais circunstâncias os fatos teriam ocorrido.
Ataque à comunidade acadêmica
Girão justificou suas críticas à universidade pública com o argumento de que a instituição é financiada com dinheiro dos impostos pagos pela população. “A esquerda se apropriou da comunidade acadêmica de um jeito que eu, sinceramente, não concordo, porque é o meu dinheiro”, declarou.
A governadora Fátima Bezerra, acompanhada pelo Secretário de Saúde do Estado e do representante do Ministério da Saúde no RN, Jalmir Simões, em solenidade na cidade de Currais Novos, a entregaram 10 ambulâncias para o Samu no Sertidó, entre os municípios contemplados esta a cidade de Jardim do Seridó, que terá sua base do SAMU 192, 24 horas que funcionará na UBS Lili Caldeira e o Centro de Saúde , localizados na Av. Dr. Fernandes , 366, Centro,
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) excluiu de sua conta no X (o antigo Twitter) publicações em que criticava o Bolsa Família e chamava o benefício social de “bolsa-farelo”.
Ele também utilizou o termo para se referir ao programa Renda Melhor, criado pelo governo do Rio de Janeiro em 2011. À época, a iniciativa pagava um benefício adicional de até R$ 300 para as famílias que já recebiam Bolsa Família. O objetivo era combater a extrema pobreza.
“Fui o único voto contra na @alerj ao projeto ‘Renda Melhor’, q chamei de “bolsa-farelo”, pelo seu caráter clientelista eleitoral”, escreveu o então deputado estadual Flávio Bolsonaro em resposta ao perfil do jornalista Ancelmo Gois no Twitter no dia 24 de novembro de 2011. A publicação podia ser conferida neste link, mas não está mais disponível.
O Estadão questionou a campanha de Flávio Bolsonaro o motivo dos posts terem sido excluídos. Não houve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
A exclusão de posts só pôde ser constatada porque, em junho deste ano, o Estadão fez o download de todas as publicações de Flávio Bolsonaro no X. A planilha contém o texto, a data e o horário em que cada post foi feito, assim como os links para as postagens originais na plataforma. Na ocasião, o material serviu de base para uma reportagem que mostrou como o candidato mudou de posicionamento em relação ao Bolsa Família nos últimos anos.
Na época, ao ser procurado, Flávio negou que tivesse mudado de posição. Em um vídeo publicado no Instagram nesta segunda-feira, ele disse que quem recebe o Bolsa Família pode ficar “tranquilo” porque o “benefício está garantido”.
Sistema Único de Saúde, Farmácia Popular e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) propõem caminhos diferentes para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo levantamento do jornal O Globo, Lula concentra suas propostas na expansão da estrutura pública e de programas em andamento, enquanto Flávio prioriza a contratação de serviços privados.
As diferenças envolvem também o financiamento e a presença de profissionais em regiões com pouca oferta de assistência. O presidente defende ampliar o Mais Médicos e manter o crescimento do orçamento da Saúde acima do mínimo constitucional. A campanha do senador, de acordo com a reportagem, não respondeu se pretende aumentar os recursos destinados ao SUS.
Os dois candidatos apresentam suas propostas para um sistema do qual cerca de 75% da população depende exclusivamente, conforme os dados reunidos pelo jornal. Especialistas ouvidos pela publicação apontam o orçamento insuficiente, a dificuldade de articulação entre governos e a distribuição desigual dos serviços como obstáculos ao atendimento.
“O difícil hoje é conseguir fazer uma gestão mais eficiente com o uso dos recursos já escassos. A redução das filas é um dos pontos mais importantes. Uma das dificuldades é falta de integração entre as redes municipais e estaduais”, afirmou o sanitarista Gonzalo Vecina, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e fundador da Anvisa.
Contratação privada e expansão da estrutura pública
Embora dê prioridade à ampliação da rede própria, Lula também prevê a participação de hospitais e operadoras privados. Uma das principais propostas é expandir o Agora Tem Especialistas, programa que permite converter dívidas e créditos dessas instituições em atendimento a usuários do SUS.
O modelo prevê remuneração de três a quatro vezes superior à tabela tradicional e mecanismos de pagamento vinculados aos resultados, além dos procedimentos realizados. O presidente também cita acordos com entidades privadas para transferência de tecnologia e aumento da produção brasileira de medicamentos e vacinas.
Flávio propõe contratar exames e outros serviços em horários nos quais os prestadores privados tenham capacidade disponível. Defende ainda revisar a tabela do SUS para remunerar os parceiros pelo que chama de “custo real” dos atendimentos.
O senador menciona a adoção de um “modelo Einstein” no sistema público, mas, segundo O Globo, não detalhou como a proposta funcionaria. Também pretende recorrer a parcerias público-privadas para criar uma Rede Nacional de Cuidado, com centros-dia e assistência domiciliar para idosos e pessoas com deficiência.
Filas, câncer e atendimento em regiões remotas
Para reduzir a espera por consultas, exames e cirurgias, Lula propõe ampliar o terceiro turno nos serviços de saúde, os mutirões e as Carretas da Saúde, dentro do Agora Tem Especialistas. A continuidade e a expansão do Mais Médicos integram a estratégia para reforçar o atendimento em localidades com escassez de profissionais.
Na assistência oncológica, o presidente estabelece como meta que todos os municípios com mais de 150 mil habitantes tenham um centro de tratamento de câncer nos próximos quatro anos. A proposta também prevê reduzir para até 30 dias o prazo para início da terapia.
Outra medida apresentada é uma fila digital única, organizada conforme o risco clínico dos pacientes. Para cidades menores, Lula prevê teleconsultas com especialistas.
Flávio, por sua vez, defende ampliar a Estratégia Saúde da Família e utilizar um aplicativo para conectar médicos com menor demanda a pacientes de regiões com filas extensas. O candidato também propõe modernizar hospitais universitários federais.
Em entrevistas anteriores, o senador mencionou incentivos para que profissionais recém-formados trabalhem em áreas remotas, mas não apresentou detalhes sobre esses mecanismos, de acordo com a reportagem.
Vacinação tem propostas com diferentes níveis de detalhamento
A recuperação da cobertura vacinal será outro desafio do próximo governo. Segundo o levantamento publicado pelo jornal, apenas três imunizantes alcançaram as metas em 2025.
Lula apresenta a vacinação nas escolas como prioridade para ampliar a proteção. A estratégia leva equipes de saúde às unidades de ensino. O presidente também promete estender a imunização contra a dengue e o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite em crianças pequenas, a toda a população elegível.
Flávio afirma que pretende “manter a imunização e incentivar a produção nacional de vacinas”, sem especificar medidas para recuperar as coberturas. No debate da Band, realizado no domingo (18), reconheceu que o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, “não teve os melhores resultados” na área.
Para Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, a vacinação precisa ocupar posição central na política de saúde.
“A vacinação é talvez o maior instrumento de custo-efetividade em programas de saúde pública. O próximo governo deve assumir o compromisso de incentivar a vacinação e investir na aquisição e na produção nacional de doses”, afirmou.
Prontuário único depende de infraestrutura e integração
Os dois candidatos defendem integrar informações dos pacientes e ampliar o uso de ferramentas digitais.
Lula propõe utilizar a Rede Nacional de Dados em Saúde para permitir que profissionais consultem o histórico de usuários atendidos em diferentes municípios. Também prevê transcrição automática de teleconsultas, agendamento pelo celular e acompanhamento da posição nas filas de consultas, exames e cirurgias.
Flávio aposta em inteligência artificial para identificar riscos de doenças, antecipar cuidados e organizar agendamentos. Sua proposta inclui um prontuário eletrônico único conectado ao Gov.br, com intercâmbio de informações entre os setores público e privado.
Julia Pereira, gerente de relações institucionais do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), avalia que a integração precisa avançar primeiro dentro da própria rede pública. Os dados do Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde de 2024 mostram limitações: 34,8% dos postos conectados consideram a internet inadequada e 47,8% não dispõem de estrutura para webconferências.
“Além disso, hoje o SUS tem poucos instrumentos para exigir que a iniciativa privada envie seus dados à rede pública, informações que têm valor comercial para esses agentes. Uma integração mais profunda depende de mudança normativa, não de boa vontade contratual. Outras tecnologias como IA ajudam, mas sozinhas não resolvem. Não substituem a necessidade de contratar, formar e fixar equipes”, afirmou.
Envelhecimento amplia demanda por cuidados
Para atender à população idosa, Lula defende expandir centros-dia, academias públicas e vagas públicas em instituições de longa permanência. Também propõe levar a todo o país o Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso, o PADI Brasil, destinado a pessoas com limitações funcionais, doenças crônicas e fragilidades clínicas.
Flávio apresenta, além da Rede Nacional de Cuidado, o programa Casa Segura para Envelhecer, com subsídios para adaptações de acessibilidade nas moradias de famílias de baixa renda. O senador também promete ampliar instituições de longa permanência.
Entre suas propostas está ainda um aplicativo de companhia com alertas de perigo, apresentado como ferramenta “para que o idoso tenha o amparo da tecnologia, e o filho que mora longe tenha tranquilidade”.
A prefeita de Rafael Godeiro, Ludmila, decidiu acompanhar o posicionamento político do tio, Dr. Bernardo Amorim, e declarou apoio à candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Rio Grande do Norte neste segundo turno.
Dr. Bernardo, atualmente deputado estadual e eleito deputado federal nas eleições deste ano, também está ao lado de Cadu Xavier na disputa pelo Governo do Estado.
A família ainda comemora a eleição de Kaline Amorim, esposa de Dr. Bernardo, que conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa como a deputada estadual mais votada do Rio Grande do Norte.
Com a decisão de Ludmila, o grupo político da família Amorim amplia sua participação na campanha de Cadu Xavier na região Oeste do Estado.
O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta terça-feira 20 que abriu um procedimento para investigar episódios de “intimidação, censura e ameaças à liberdade de reunião e de expressão” da comunidade acadêmica do Rio Grande do Norte durante o período eleitoral.
A medida foi anunciada um dia depois do confronto entre participantes de uma manifestação bolsonarista e estudantes ligados à esquerda na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. O episódio também foi encaminhado para análise nas áreas eleitoral e criminal do órgão.
Manifestantes de esquerda e direita entraram em confronto na segunda-feira nas imediações do Setor de Aulas IV — Foto: Reprodução
Conduzida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), a apuração abrange os fatos registrados na UFRN e também no câmpus de Apodi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró.
O documento de abertura do procedimento menciona relatos de manifestações que estariam sendo alvo de “supostas tentativas de bloqueio, com remoção de cartazes e faixas, incitamento à violência; e uso indevido de prerrogativas de autoridade”. Na comunicação divulgada nesta terça-feira, o MPF não individualizou as responsabilidades pelas condutas relatadas nem detalhou os acontecimentos registrados em Apodi e Mossoró.
As três instituições receberam ofícios com pedidos de informações. Elas deverão apresentar dados sobre as ocorrências e esclarecer “quais medidas de proteção foram adotadas”, além de informar as eventuais regras internas para a realização de manifestações. As respostas deverão subsidiar a apuração sobre as condições de exercício das liberdades de expressão e de reunião nos ambientes acadêmicos durante a disputa eleitoral.
Ao tratar especificamente da confusão na UFRN, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão informou que encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral e ao Núcleo Criminal da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte. A providência foi tomada, segundo o comunicado, diante da “prática de atos violentos e danosos ao patrimônio público”, para a “adoção das medidas cabíveis”.
Confronto no câmpus
O tumulto na UFRN ocorreu no fim da tarde de segunda-feira 19, nas imediações do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV, durante uma manifestação intitulada “UFRN anti-Lula”. O ato reuniu integrantes da direita com carro de som, faixas e o boneco inflável Pixuleco, que representa o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidiário. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o protesto no interior do câmpus.
A presença do grupo provocou um contraprotesto de estudantes ligados à esquerda. Houve troca de socos, chutes e empurrões, além de pressão junto ao portão do Setor IV, que apareceu danificado após a confusão. O estudante de Jornalismo Henrique Neiva afirmou ter sido agredido por integrantes do grupo bolsonarista e relatou que teve um dente quebrado. Também houve relato de outro jovem da esquerda com os óculos quebrados.
As versões sobre o início do confronto divergem. O estudante de Engenharia Agronômica Fernando Neto afirmou que estudantes de esquerda tentaram impedir o ato bolsonarista, lançaram pedras e cocos e perfuraram o boneco inflável com uma faca. Segundo ele, a tentativa de fechar o portão agravou a tensão. “Aí o nosso pessoal não aceitou, obviamente, e saíram feridos dos dois lados”, declarou.
O professor de Serviço Social Henrique Wellen, que afirmou ter tentado mediar o conflito, relatou xingamentos, provocações e tentativas de entrada à força na universidade. “Em determinado momento, ambos se exaltaram e houve agressões, mas agressões pontuais, que a gente tentou evitar”, disse. Segundo o docente, o efetivo da vigilância universitária era insuficiente para controlar a situação.
Na manifestação desta terça-feira, o MPF ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já estabeleceu parâmetros para proteger as manifestações no ambiente universitário. Ao citar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 548, o órgão afirmou que manifestações estudantis em instituições de ensino, inclusive durante o período eleitoral, constituem “uma forma legítima do exercício da liberdade de expressão e de reunião, sendo proibida qualquer prática de censura”
247 – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez duras críticas à proposta apresentada pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de permitir que famílias e empresas deixem de pagar dívidas por um período de seis meses a um ano. Em vídeo publicado nas redes sociais, Durigan classificou a medida como inviável e alertou que sua implementação poderia provocar uma paralisação do crédito no Brasil, com consequências para consumidores, empresários e produtores rurais.
A manifestação ocorreu após o debate presidencial promovido pela Band no domingo (18), entre Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do PL também prometeu abrir espaço de mais de R$ 200 bilhões no Orçamento da União para auxiliar famílias endividadas. Durigan contestou a ideia de uma suspensão generalizada dos pagamentos, afirmando que ela poderia comprometer o funcionamento do sistema financeiro.
“Uma promessa que o candidato Flávio Bolsonaro fez no debate de domingo da Band me chamou atenção. Me chamou atenção porque é aquela promessa que parece boa à primeira vista, até parece que vai te ajudar, mas no fundo é o contrário”, afirmou o ministro.
Na avaliação de Durigan, a proposta poderia atingir justamente os brasileiros que dependem de financiamentos para realizar compras, manter seus negócios ou adquirir imóveis
“É algo impossível de ser implementado e que prejudicaria diretamente você, empresário, cidadã, que precisa de crédito para comprar uma geladeira, um móvel ou até a sua casa própria”, acrescentou.
Durigan alerta para risco de calote generalizado
Ao explicar os possíveis efeitos da medida, o ministro argumentou que uma interrupção generalizada dos pagamentos comprometeria a capacidade das instituições financeiras de conceder novos empréstimos.
“O que o Flávio Bolsonaro disse? Que as pessoas e empresas iriam deixar de pagar suas dívidas por seis meses ou um ano. Até parece legal, né? Mas nenhum governo tem o poder de implementar um calote geral na economia que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito”, declarou.
Durigan destacou que as consequências poderiam ser sentidas imediatamente por diferentes setores da economia. Pequenos empresários teriam dificuldades para financiar suas atividades, consumidores enfrentariam restrições na compra de bens parcelados e produtores rurais poderiam perder acesso a recursos necessários para custear suas safras.
“Se isso acontecer, no dia seguinte, você, que precisa de um crédito para antecipar uma fatura do seu negócio, ou que for financiar a compra de um bem em qualquer loja, ou o produtor rural que precisa do crédito para financiar a sua safra, tudo isso estaria inviabilizado”, afirmou.
O ministro também sustentou que o custo da proposta acabaria sendo transferido à própria população, diante da possibilidade de uma crise de liquidez no sistema bancário.
O governo de Donald Trump classificou o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) como “imigrante ilegal” e confirmou que o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) responde a um processo de deportação nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), responsável pela polícia de imigração americana, Ramagem violou as leis do país.
A Universidade é um espaço de formação, pluralidade, diálogo e respeito às diferenças, que tem na liberdade de expressão e no estímulo ao pensamento crítico, princípios fundamentais de sua missão. A divergência de ideias, inerente à vida universitária e ao exercício democrático, não pode, sob qualquer circunstância, servir de justificativa para atos de intimidação, ameaças, violência ou desrespeito.
A mobilização política em questão, realizada sem autorização institucional e com o uso de equipamentos de som e fogos de artifício, foi acompanhada de atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público e provocando a interrupção de aulas e atividades administrativas.
Diante da gravidade dos fatos, a administração universitária adotará as medidas administrativas e judiciais cabíveis para assegurar a rigorosa apuração das ocorrências e a responsabilização dos envolvidos.
A UFRN reafirma seu compromisso com a proteção da sua comunidade acadêmica e a defesa intransigente dos princípios democráticos, da liberdade de expressão e do respeito às diferenças.
Ação que será realizada em Caicó nos dias 21 e 22 oferecerá gratuitamente serviços com prioridade para mulheres rurais e familiares
O município de Caicó, na região do Seridó potiguar, receberá nos dias 21 e 22 de outubro uma edição do Mutirão de Documentação das Mulheres Trabalhadoras. A ação será realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares de Caicó, localizada na Rua Antônio Simões de Azevedo, nº 23, Centro.
A iniciativa é promovida pela Subsecretaria de Mulheres Rurais (SMR), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), e executada pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), por meio da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (FUNCERN).
No estado, a ação será coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (SEDRAF/RN), em articulação com instituições públicas e organizações da sociedade civil. “Levar o mutirão ao Seridó é fortalecer a presença das políticas públicas junto às mulheres que vivem e trabalham no campo. A parceria entre as instituições permite reunir diferentes serviços oferecidos sem nenhum custo e em um mesmo local”, destaca a secretária da Sedraf, Cláudia Suassuna.
O mutirão tem como objetivo ampliar o acesso à documentação civil e às políticas públicas, contribuindo para a garantia de direitos e para a inclusão social e produtiva das mulheres do campo e de suas famílias. Os atendimentos serão gratuitos e realizados de forma integrada por órgãos e instituições das esferas federal, estadual e municipal.
Entre os serviços previstos estão a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), a regularização do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), a criação e recuperação de contas GOV.BR, a emissão da Carteira de Trabalho Digital, o acesso ao ID Jovem e a atualização do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Também serão oferecidas orientações e encaminhamentos relacionados a direitos civis, trabalhistas e previdenciários, além de outros serviços disponibilizados pelas instituições participantes.
“A documentação é uma porta de entrada para o acesso a direitos e políticas públicas. Com o mutirão, buscamos contribuir para que as mulheres tenham mais oportunidades e segurança no exercício de sua cidadania”, afirma Ícaro Rodrigues professor do IFRN e integrante da coordenação nacional dos Mutirões de Documentação da Trabalhadora Rural.
A realização em Caicó conta com a parceria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (STTR/FETARN), da Cáritas Diocesana de Caicó, do Grupo de Pesquisa e Extensão Territórios do Semiárido (SEMIAR), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Prefeitura Municipal de Caicó.
Na pesquisa Real Time Big Data realizada entre os dias 5 e 9 de setembro, Allyson Bezerra (UB) tinha uma vantagem de 18 pontos percentuais na simulação de segundo turno para Cadu de Lula (PT).
Na sondagem divulgada hoje, esse volume de intenções de votos despencou para uma diferença de três pontos percentuais e ganhou status de empate técnico.
Allyson caiu de 50% para 45% e Cadu saltou de 32% para 42%. O ex-prefeito de Mossoró perdeu cinco pontos percentuais e o candidato do presidente Lula da Silva (PT) ganhou dez.
Em votos válidos, Allyson venceria a eleição por 52% x 48%.
Os dois estão tecnicamente empatados.
Dados
O Instituto Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre os dias 15 e 19 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN) sob o protocolo RN-02651/2026.
O tumulto de ontem na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) seria assunto nacional se tivesse acontecido na USP ou em qualquer outra instituição de ensino superior localizada no Sudeste.
Mas como aconteceu em Natal, capital do pequenino Rio Grande do Norte, pouco importa o contexto eleitoral e se o episódio é um recado do que vem por aí com o possível retorno da família Bolsonaro ao poder.