14/09/2026
08:48

A imagem é uma montagem que mostra, à esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva usando chapéu e camisa branca enquanto fala ao microfone em um palco; à direita, Jair Bolsonaro aparece sorrindo, usando uma camiseta amarela do Brasil e fazendo o sinal de “V” com as mãos, em meio a apoiadores.

Crédito,Adriano Machado e Pilar Olivares/Reuters

Legenda da foto,Lula fez campanha em São Bernardo do Campo (SP), e Bolsonaro, no Rio de Janeiro

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (14) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto no primeiro turno, com 42% contra 37% para Flávio Bolsonaro (PL). Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, Lula mantém vantagem suficiente para permanecer isolado na liderança.

Na última pesquisa, de 8 de setembro, Lula tinha 39% das intenções de voto enquanto Flávio havia marcado 35%. Na ocasião, o cenário era de empate técnico no primeiro turno. Agora, o candidato do PT cresceu três pontos percentuais e o candidato do PL oscilou negativamente dois pontos percentuais.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a diferença se reduz a apenas um ponto percentual: o presidente marca 47%, contra 46% do senador, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro.

No cenário estimulado da primeira etapa, os demais candidatos aparecem bem atrás. O escritor Augusto Cury registra 6%, enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), soma 5%. Renan Santos tem 2%, e Romeu Zema (Novo) e Samara aparecem com 1% cada. Brancos e nulos representam 4% dos entrevistados, enquanto 2% ainda não decidiram em quem votar.

Na simulação de segundo turno, Lula apresenta vantagem maior nos demais cenários testados. Contra Caiado, venceria por 47% a 41%; diante de Zema, teria 49% contra 38%; e, em uma disputa com Augusto Cury, o petista registraria 45%, ante 42% do escritor.

A pesquisa também mediu a rejeição aos candidatos. Flávio Bolsonaro aparece com o maior índice: 50% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de maneira alguma. Lula vem logo atrás, com 48% de rejeição. Renan Santos registra 43%, Zema, 42%, Caiado, 39%, e Augusto Cury, 33%.

O levantamento foi realizado pela Nexus por telefone, utilizando a metodologia CATI, com 2.003 eleitores entrevistados entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Banco BTG Pactual e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:42

Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) informou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que os dados extraídos do telefone celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro estão preservados, sob a guarda da instituição.PF está com celular de Vorcaro e afirma poder enviar dados a ministrosPF está com celular de Vorcaro e afirma poder enviar dados a ministros

A PF informou que está de posse do aparelho e do material original extraído dele, com lacres íntegros e com os mecanismos de verificação de integridade digital.

Sede Polícia Federal - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Sede Polícia Federal – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Acrescentou ainda que tem “plenas condições técnicas” para encaminhar cópia idêntica dos dados a todos os ministros que a solicitaram. Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin já manifestaram interesse em receber a íntegra desses dados.

A informação prestada pela PF neste domingo 13 ocorreu em resposta a um pedido de Fachin, ocorrido na noite de ontem 12. O presidente do STF havia solicitado informações sobre a custódia do material extraído do celular de Vorcaro e o estado em que ele se encontrava.

Em sua solicitação à PF, o presidente da Corte citou a negativa do ministro André Mendonça, relator do caso Master, para dar acesso ao material.

Segundo Mendonça, a mídia que está em seu gabinete é uma cópia de segurança, “lacrada” e “inacessível”, “a ser utilizada apenas em caso de necessidade ou em decorrência da perda ou do extravio do material original”, que está com a PF.

A PF, por sua vez, informou que recebeu pedido do gabinete de Mendonça e encaminhou a cópia dos dados.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou neste sábado, reiterando ao presidente do STF a necessidade de que todos os ministros da Corte tenham acesso integral aos dados extraídos do celular de Vorcaro antes da sessão marcada para terça-feira (15). Um dia antes, a PGR já havia feito a mesma solicitação.

Liberação parcial

Fachin determinou a derrubada do sigilo das investigações envolvendo o Banco Master, mas André Mendonça fez uma liberação parcial do conteúdo, sem acesso à mídia extraída do celular do ex-banqueiro nem mesmo aos ministros do STF.

Na manifestação de sexta-feira, a PGR sustentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:32

Agora RN

O vereador de Goiana, em Pernambuco, Ramon Aranha (União Brasil), foi um dos 12 detidos em flagrante pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte neste domingo 13 por suspeita de envolvimento em fraude durante a aplicação do concurso público da Polícia Penal do Estado.

De acordo com informações do site Radar Político 365, a assessoria do vereador informou que Ramon Aranha foi liberado, retornou a Goiana e responderá em liberdade.

Vereador de Goiana, Ramon Aranha (União Brasil), foi um dos 12 detidos por suspeita de envolvimento em fraude durante o concurso da Polícia Penal do RN; segundo a assessoria, ele foi liberado e responderá em liberdade. - Foto: reprodução
Vereador de Goiana, Ramon Aranha (União Brasil), foi um dos 12 detidos por suspeita de envolvimento em fraude durante o concurso da Polícia Penal do RN; segundo a assessoria, ele foi liberado e responderá em liberdade. – Foto: reprodução

Ao todo, 12 pessoas foram detidas durante a aplicação do concurso. Dez prisões ocorreram em Mossoró e outras duas em Natal.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos teriam utilizado equipamentos eletrônicos para obter ou transmitir informações durante a realização da prova. A conduta pode caracterizar fraude em concurso público.

A operação contou com o apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Polícia Penal, e da Secretaria de Estado da Administração (SEAD).

As equipes acompanharam as ocorrências identificadas durante a aplicação do certame.

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:29

Cezinha de MadureiraCrédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

247 – A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14), a terceira fase da Operação Transparência, tendo como um de seus principais alvos o deputado federal Cezinha de Madureira. O parlamentar é conhecido por ser amigo e aliado próximo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, informa Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

A ação foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino e visa apurar a possível prática dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ao todo, os policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no estado de São Paulo, todos expedidos pela Suprema Corte.

De acordo com a Polícia Federal, a operação deflagrada nesta segunda-feira é um desdobramento de uma investigação iniciada em dezembro de 2025, cujo objetivo original era apurar irregularidades na destinação e alocação de emendas parlamentares.

Com o avanço das apurações, os investigadores identificaram novos indícios de irregularidades envolvendo o grupo investigado. As apurações apontam que integrantes do esquema teriam negociado com terceiros o pagamento de quantias expressivas de dinheiro. Essas cifras estariam condicionadas ao resultado favorável de processos em andamento, sob o pretexto de influenciar diretamente o teor de decisões judiciais no tribunal.

Apesar da gravidade das suspeitas relativas à promessa de interferência nos julgamentos, a Polícia Federal ressaltou expressamente que, até o momento, não existem elementos ou indícios que apontem para a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados durante a investigação.

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:25

Foto: reprodução/Bruno Barreto***

A média ponderada das quatro pesquisas divulgadas nos dias 10 e 11 de setembro mostra Lula com ampla vantagem na disputa pela Presidência da República entre os eleitores do Rio Grande do Norte.

O agregado dos levantamentos Seta, Real Time Big Data, Exatus e DataVero coloca Lula com 53,05% das intenções de voto, contra 25,04% de Flávio Bolsonaro.

Na terceira posição aparece Augusto Cury, com 5,25%. Os demais candidatos somam aproximadamente 3,80%, enquanto brancos, nulos e indecisos representam 7,31% no agregado.

A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro chega a 28,01 pontos percentuais.

Lula lidera os quatro levantamentos

Além da vantagem registrada no agregado, Lula ocupa a primeira posição em todas as quatro pesquisas utilizadas no cálculo.

A Seta apresentou o cenário mais apertado entre os institutos, com 46,7% para Lula e 19% para Flávio Bolsonaro. Augusto Cury marcou 5,2%.

Na Real Time Big Data, Lula alcançou 56%, contra 27% de Flávio. Na Exatus, o resultado foi de 54,1% a 28,6%, com Augusto Cury chegando a 7,5%.

A DataVero também mostrou uma vantagem expressiva: 55,21% para Lula e 25,44% para Flávio Bolsonaro. Augusto Cury marcou 5,44%.

A convergência entre os institutos é, portanto, bastante clara quanto à liderança, embora exista variação na dimensão da vantagem.

Agregado reúne 6,1 mil entrevistas

Para produzir o agregado, os resultados foram ponderados pelo tamanho das amostras.

A Seta entrevistou 1.500 eleitores; a Real Time Big Data, 1.600; a Exatus, 1.500; e a DataVero, 1.500.

Ao todo, os quatro levantamentos representam 6.100 entrevistas. Como a Real Time Big Data possui uma amostra ligeiramente maior, recebe peso proporcionalmente superior no cálculo.

O resultado da média ponderada fica em Lula 53,05%, Flávio Bolsonaro 25,04% e Augusto Cury 5,25%.

O agregado não constitui uma nova pesquisa eleitoral e, portanto, não possui margem de erro própria. É uma síntese estatística dos quatro levantamentos, ponderada pelo número de entrevistados de cada instituto.

Lula tem mais que o dobro das intenções de voto de Flávio

Outro dado que dimensiona a vantagem é a relação entre os dois primeiros colocados.

Os 53,05% de Lula representam mais que o dobro dos 25,04% registrados por Flávio Bolsonaro. A diferença absoluta é de 28,01 pontos.

Augusto Cury aparece bem mais distante, com 5,25%, ficando 19,79 pontos atrás de Flávio.

O cenário também mostra que Lula sozinho possui percentual superior à soma de Flávio Bolsonaro, Augusto Cury e dos demais candidatos considerados no agregado.

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:21

Foto: reprodução

Por Celso Rocha de Barros*

Folha de S. Paulo

Se as acusações contra Flávio Bolsonaro e Alexandre de Moraes forem verdadeiras, os dois foram cúmplices.

É estranho, eu sei.

Flávio Bolsonaro é filho do maior criminoso da história do Brasil. Alexandre de Moraes foi o juiz que prendeu o pai de Flávio por seu segundo pior crime, a tentativa de golpe de 2022 (o maior foi o assassinato em massa durante a pandemia).

É possível que o filho do bandido e o juiz que o prendeu estejam no meio da mesma mutreta?

Ao que parece, sim.

Flávio Bolsonaro é o herdeiro do movimento político que deu autorização para que Vorcaro virasse banqueiro, que deu bilhões em dinheiro de aposentados para o Master, que tentou salvar o Master elevando a cobertura do FGC, que tentou dar ao Congresso poder para demitir diretores do Banco Central que não aceitassem suborno de Vorcaro, que deu bilhões de reais do BRB (Banco Regional de Brasília) para evitar que o Master quebrasse.

Recebeu de Vorcaro a promessa de R$ 140 milhões. Não, não foi para fazer filme. Está cada vez mais claro que “Dark Horse” era um esquema que permitia aos deputados e prefeitos bolsonaristas, além do eternamente grato Daniel Vorcaro, desviarem dinheiro para o grande caixa 2 bolsonarista.

Se as suspeitas contra ele forem verdadeiras, Alexandre de Moraes chegou ao escândalo no final, quando o Master já estava indo para o buraco e precisava comprar juízes. Chegou atrasado, mas chegou gloriosamente: com uma promessa de R$ 130 milhões de Vorcaro.

Ainda não sabemos o que Moraes fez, ou teria feito, para justificar um investimento dessa grandeza da parte de Vorcaro. No mínimo, o Farialimer picareta esperava decisões favoráveis depois que o banco quebrasse e os processos começassem a chegar.

Se tudo for verdade, Moraes e Flávio trabalharam, de formas diferentes, para o mesmo criminoso: Daniel Vorcaro.

O futuro da eleição presidencial deste ano depende do público brasileiro entender ou não que Moraes e Flávio são acusados de terem ganho a mesma grana do mesmo esquema.

Tem gente  grande trabalhando para que esta obviedade não venha à luz. E não, não são só os suspeitos de sempre na grande imprensa.

Com os vazamentos de André Mendonça, o caso Master voltou a ser, aos olhos do público, sobre Alexandre de Moraes.

Graças a isso, Flávio, que concorre à Presidência como avatar da aliança Daniel Vorcaro/Marco Rubio, já aparece numericamente à frente de Lula nas pesquisas. Moraes é o cara que prendeu o pai dele, certo?

Na verdade, Flávio Bolsonaro ganhou votos porque a população está indignada com um juiz acusado de ser cúmplice de Flávio Bolsonaro no caso Master.

A retirada do sigilo do inquérito Master por Edson Fachin é a última chance que teremos para explicar ao público quem, entre os candidatos, está de fato envolvido com o maior escândalo financeiro da história do Brasil. Espero que aproveitemos a oportunidade. Até agora, fracassamos.

Finalmente, é bom ressaltar: o caso Master não desqualifica o trabalho de Moraes no inquérito do golpe. Muito pelo contrário. O Master mostra o tamanho dos escândalos que os bolsonaristas promoveriam depois de terem se livrado do Judiciário independente e da imprensa livre.

*É servidor público federal, doutor em sociologia pela Universidade de Oxford e autor de “PT, uma História”.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:19

Foto: reprodução/Bruno Barreto****

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, neste domingo (13), sete pessoas suspeitas de envolvimento em fraude durante a aplicação das provas do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, em Natal e Mossoró. A operação contou com o apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SEAP), por meio da Polícia Penal, e da Secretaria de Estado da Administração (SEAD).

Em Mossoró, seis pessoas foram presas em flagrante. Durante as diligências, foram identificados indícios da utilização de equipamentos eletrônicos, incluindo pontos eletrônicos, que teriam sido empregados para o recebimento de informações durante a realização das provas.

Em Natal, uma pessoa também foi identificada e presa.

As investigações apontam para a possível atuação de terceiros responsáveis pela resolução das questões fora dos locais de aplicação e pela transmissão das respostas aos candidatos por meio de equipamentos eletrônicos.

As condutas investigadas podem se enquadrar no artigo 311-A do Código Penal, que prevê como crime a utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público, com o objetivo de beneficiar a si ou a terceiros ou de comprometer a credibilidade do certame. A pena prevista é de reclusão de um a quatro anos, além de multa.

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:18

Por Juliana Dal Piva e Cleber Lourenço

ICL

A dona da produtora Go UP, Karina Gama, que também é a presidente do Instituto Conhecer Brasil assinou em 2024 um contrato de R$ 12 milhões com Alex Leandro Bispo dos Santos, dono da Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda, até fevereiro deste ano. Santos foi apontado pelo ministro Flávio Dino, na Operação Make Up, como “integrante relevante do PCC” e responde por feminicídio.

Nas investigações, o Ministério Público de São Paulo apontava que o contrato original entre Santos e Gama foi apresentado “com ausência de dados essenciais de qualificação do representante da empresa, identificado apenas como “Alex”, posteriormente apontado como Alex Leandro Bispo dos Santos”. Ele precisou ser refeito posteriormente para a contratação. O MP-SP ainda diz que, após a prisão de Santos, por feminicídio, a “empresa teria sido formalmente transferida a Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, residente no mesmo endereço do antigo sócio, sem alteração substancial na execução das atividades empresariais, havendo suspeita de blindagem patrimonial e ocultação de pessoas”. O contrato de Santos, porém, não tem relação direta com o filme Dark Horse.

O documento, identificado como CPS 0015/2024, é uma das peças centrais nas investigações que levaram à Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. No contrato, ao qual o ICL Notícias teve acesso, está descrito, em detalhes, que Karina Gama contratou a empresa de Santos para participar de um edital da prefeitura de São Paulo.

A Polícia Civil de SP já apurava os crimes de “frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, fraude na execução de contrato administrativo e emprego irregular de verbas públicas”. Ao informar que Santos é “integrante relevante do PCC”, Dino apontou que a informação veio de órgãos de inteligência policial e pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo a revista Fórum, ele seria o “Escorpião do PCC”.

A Polícia Federal apura, na Operação Make Up, suspeitas de desvio de recursos públicos, fraudes contratuais, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação atingiu também o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a própria Karina Gama. Entre os 49 alvos da operação desta semana estão empresas que prestaram serviços ao ICB. Entre elas, a Urban Connect, novo nome da antiga Favela Conectada, a Ultra IP e a Complexsys.

Na representação enviada ao Supremo, a Polícia Federal inclui formalmente a Favela Conectada, atual Urban Connect, entre as pessoas jurídicas de interesse da investigação. A PF descreve a empresa como subcontratada pelo ICB no contrato com a Prefeitura de São Paulo e registra que ela recebeu recursos da organização. Em outro trecho, Alex Leandro Bispo dos Santos aparece entre as pessoas consideradas relevantes para a compreensão da estrutura investigada.

Karina Gama tem afirmado para pessoas próximas que contratou a empresa de Santos porque ele já era prestador de serviços do mesmo setor e apresentou a ela todas as certidões tributárias e fiscais e que a empresa estava regularizada. Ao saber do episódio de feminicidio, a empresa estava em período de renovação contratual e o mesmo não foi renovado. A dona da Go UP explicou que a escolha da Favela Conectada se deu porque como o serviço é comunitário, e as relações são dentro das comunidades, é sempre melhor contratar serviços com absoluta dominância local.

O que diz o contrato

O instrumento particular de prestação de serviços tem como objeto a implantação, operação e manutenção de rede de internet pública em 2 mil pontos de Wi-Fi nas zonas sul e oeste de São Paulo, no âmbito do Edital nº 01/SMIT/2024 — o programa Wi-Fi Livre SP, da Prefeitura de São Paulo. O valor global previsto para os 12 meses de vigência é de R$ 12 milhões, a serem pagos mensalmente mediante o envio de ordens de serviço.

Segundo a Revista Fórum, Alex foi o único sócio da Favela Conectada desde a fundação da empresa, em agosto de 2020, até transferir a totalidade das cotas à companheira, em janeiro deste ano. Ele é considerado foragido da Justiça desde o mês passado. Ele é réu pelo feminicídio  Maria Katiane Gomes da Silva, que caiu do 10º andar do prédio onde os dois viviam, na Zona Sul de São Paulo. A polícia obteve imagens de câmeras de segurança que registraram agressões contra Maria Katiane antes da queda. Em 10 de agosto, a  5ª Vara do Tribunal do Júri da Barra Funda determinou o fim da prisão preventiva e impôs medidas cautelares, mas ele não foi mais visto.

A empresa foi criada como ALBS Consultoria Empresarial, mudou o nome para Favela Conectada em setembro de 2024 e, em agosto de 2025, tornou-se Urban Connect Serviços e Tecnologia. Em 27 de fevereiro de 2025, a empresa Favela Conectada pediu à instituição financeira aumento do limite para transferências via TED, solicitando um limite diário de R$ 600 mil e de R$ 300 mil por operação. Como justificativa, informou que passaria a receber recursos de um contrato com o ICB relacionado ao Wi-Fi Livre SP. O negócio era de R$ 12 milhões.

A instituição encontrou inconsistências nos documentos apresentados. A primeira versão do contrato tinha assinatura simples, não apresentava data e não permitia verificar sua autenticidade.

Após questionamentos, a empresa entregou outra versão, com firmas reconhecidas e assinaturas das partes. Ainda assim, segundo a investigação, não estava claro como havia sido calculado o valor contratado.

No dia seguinte ao pedido de aumento do limite, em 28 de fevereiro de 2025, a empresa recebeu R$ 611.111 do ICB. Em 16 de abril, entraram outros R$ 666.666,67. Nove dias depois, em 25 de abril, a Urban Connect transferiu R$ 250 mil para a Ultra IP Tecnologia e Serviços, outra empresa que aparece entre as principais destinatárias de recursos identificadas pela PF.

Recursos vieram principalmente da Prefeitura de São Paulo

O ICB mantinha contrato com a Prefeitura de São Paulo para implantação e manutenção de pontos gratuitos de internet em regiões periféricas. O projeto tinha valor inicialmente estimado em R$ 108 milhões e foi posteriormente ampliado por aditivos.

A análise financeira citada na decisão aponta que os recursos recebidos pelo instituto eram predominantemente oriundos da Prefeitura e depois distribuídos a um grupo de empresas. Em uma das comunicações financeiras analisadas pela PF, referente ao período entre maio de 2025 e maio de 2026, a Prefeitura de São Paulo aparece como a principal remetente de recursos ao ICB, com R$ 47,34 milhões enviados em 14 lançamentos.

Em um dos conjuntos de movimentações, o ICB aparece recebendo R$ 24,59 milhões. A Make One Tecnologia Digital recebeu R$ 16,97 milhões; a Complexsys, R$ 7,8 milhões; a Fastfuture, R$ 5,55 milhões; e a Ultra IP, R$ 4,4 milhões. A Favela Conectada, atual Urban Connect, aparece entre as destinatárias desses recursos. Segundo o relatório, a empresa recebeu R$ 7.874.943,40. A própria PF relaciona esses pagamentos à condição da empresa como uma das contratadas pelo ICB no âmbito dos contratos firmados com o Município de São Paulo.

A investigação sobre esses contratos municipais foi conectada à apuração de emendas parlamentares destinadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura (ANC), ambas presididas por Karina Gama. Ao analisar o conjunto das movimentações, a PF afirma que o ICB aparece como o “principal captador de recursos da rede investigada”. Segundo os investigadores, os valores eram “predominantemente oriundos da Prefeitura de São Paulo” e depois distribuídos a um grupo relativamente restrito de empresas, entre elas Urban Connect, Complexsys, Fastfuture e Ultra IP.

A investigação também passou a analisar a circulação de recursos envolvendo a Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse e empresa de Karina Gama. Na representação, a PF afirma que a produtora foi identificada como destinatária de recursos provenientes de pessoas e empresas relacionadas ao núcleo investigado, o que, segundo os investigadores, revela uma “possível integração patrimonial e operacional” com as entidades beneficiárias das emendas parlamentares.

Nota da defesa de Karina Gama

“A defesa da Sra. Karina Gama recebe com absoluto respeito e considera positiva a decisão do Ministro Flávio Dino de levantar o sigilo sobre os elementos da investigação conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo envolvendo o Instituto Conhecer Brasil e contrato celebrado com a Prefeitura de São Paulo.

A transparência interessa à Justiça, à sociedade e, sobretudo, à própria defesa.

Quem já apresentou voluntariamente mais de 20 mil páginas de documentação não teme transparência.

Desde o primeiro momento, a Sra. Karina Gama tem sustentado, de maneira firme e inequívoca, que não praticou qualquer ilícito.

A publicidade dos elementos da investigação permitirá que os fatos sejam conhecidos em sua integralidade e examinados objetivamente, para além de especulações ou juízos antecipados.

A defesa confia que a plena exposição dos fatos demonstrará que a Sra. Karina Gama não pode ser transformada em culpada pela intensa efervescência da vida nacional, em um momento de extraordinária agitação e movimentação política.

Investigar é legítimo. Esclarecer é do interesse de todos. Mas investigação não é acusação, muito menos, condenação e a repercussão política jamais poderá substituir o devido processo legal.

Por essa razão, a defesa nada tem a opor quanto à transparência e ao levantamento do sigilo.

Ao contrário, deseja que o Brasil tenha acesso à realidade integral dos acontecimentos e que cada documento, contrato, pagamento e circunstância seja examinado tecnicamente, dentro da legalidade e sem contaminação por disputas políticas ou narrativas previamente construídas.

A Sra. Karina Gama continuará colaborando com as autoridades competentes e exercendo, com serenidade, seu direito constitucional de defesa, convicta de que a verdade dos fatos prevalecerá.

A Constituição protege a investigação, mas também protege o investigado. E é justamente nos casos de maior repercussão pública que essa garantia precisa ser mais rigorosamente observada.

Ricardo Sayeg
OABSP 108.332”

Publicado por: Chico Gregorio


14/09/2026
08:16

Foto: reprodução/Bruno Barreto***

A “Caravana do Time que Cuida”, liderada pelo candidato ao Governo do RN pelo PT, Cadu de Lula, encerrou neste sábado (12) uma das mais marcantes e extensas mobilizações populares pelo interior do Rio Grande do Norte. Percorrendo 20 municípios da região do Alto Oeste entre a quinta-feira (10) e este sábado (12), a comitiva consolidou a presença do projeto de governo sustentado pelas alianças com o presidente Lula e a governadora Fátima Bezerra.

O encerramento do roteiro pelo Alto Oeste ocorreu na cidade de Martins, onde o prefeito César Galdino recepcionou o Time que Cuida para um ato político que culminou em uma passeata histórica pelas ruas do município. Em seu discurso, Cadu de Lula enfatizou o compromisso com a continuidade do desenvolvimento do estado e o foco na gestão pública responsável e ética.

“Quem está aqui, César, do seu lado, está na política para transformar a vida do povo, para trabalhar pelo povo. Nós vamos manter o nosso estado no caminho certo”, afirmou Cadu de Lula durante o ato em Martins. O candidato também reforçou a dedicação total à campanha: “se depender de mim e dessa mulher aqui – Larissa, a gente vai derramar cada gota de suor. Nós vamos estar nas ruas, nós não vamos arredar o pé, porque nós vamos fazer esse estado continuar com gente honesta”, destacou.

Além do marco histórico em Martins, a programação do dia contou com grande mobilização em Frutuoso Gomes, onde a população também tomou as ruas em passeata, além de passagens pelos municípios de Portalegre, Francisco Dantas, Viçosa, Riacho da Cruz, Umarizal e Lucrécia, selando com êxito a maratona de encontros no Alto Oeste potiguar.

No primeiro dia de caravana, o grupo passou por Olho d’Água do Borges, Caraúbas, Campo Grande e Janduís. Já a sexta-feira foi marcada pelas passagens em Marcelino Vieira, Tenente Ananias, Pilões, Alexandria, Encanto, Doutor Severiano, Coronel João Pessoa e São Miguel.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
09:03

 

Foto: Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve em vigor a regra que permite o uso de carros particulares em aulas práticas e no exame de direção para obtenção da CNH. A decisão é da ministra Cármen Lúcia, relatora da ação que questionava a norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A ministra arquivou o processo, porém não analisou se a regra é constitucional. Dessa forma, candidatos à Carteira Nacional de Habilitação continuam podendo utilizar veículos de terceiros nas aulas práticas e no exame, conforme as regras atualmente estabelecidas.

A decisão da ministra não representa um julgamento do STF sobre a constitucionalidade da norma. Em vez disso, Cármen Lúcia arquivou a ação que contestava a regra do Contran. Assim, o Supremo não entrou na discussão sobre a validade constitucional do dispositivo. Por isso, a decisão não cria uma nova autorização para o uso de veículos particulares. Na prática, ela mantém a situação prevista atualmente pela regulamentação do trânsito.

Como funciona a regra

A norma permite que o candidato utilize um veículo que não pertença a uma autoescola durante as aulas práticas e o exame de direção.

Além disso, o veículo não precisa necessariamente pertencer ao próprio candidato. Dessa maneira, outras pessoas podem disponibilizar seus carros para a realização das atividades, desde que o automóvel cumpra os requisitos exigidos pela regulamentação.

A regra havia sido questionada judicialmente, mas a ação não avançou para uma análise de mérito no STF.

Com o arquivamento da ação, a norma do Conselho Nacional de Trânsito permanece em vigor.Portanto, não houve mudança nas regras que permitem o uso de veículos particulares para a formação prática e para o exame de direção.

Ao mesmo tempo, a decisão de Cármen Lúcia não impede que o tema volte a ser discutido judicialmente por meio de outra ação, caso sejam apresentados novos questionamentos.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:57

Flávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair BolsonaroFlávio Bolsonaro cobrou Daniel Vorcaro pagamentos que seriam para o financiamento do filme sobre o pai, Jair Bolsonaro — Foto: Montagem feita pela Editoria de Arte

O segredo caiu. E agora começa a aparecer o que estava escondido no inquérito que investiga o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro.

A investigação não começou agora.

André Mendonça autorizou sua abertura em 22 de julho, atendendo a um pedido da Polícia Federal que recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

Durante quase dois meses, portanto, o país não soube que um candidato à Presidência estava formalmente sob investigação por três crimes graves — além de eventuais delitos correlatos.

E mesmo quando Mendonça, provocado pelo presidente do STF, Edson Fachin, abriu uma primeira leva de documentos do caso Banco Master, o inquérito do Dark Horse continuou fechado.

A PGR reclamou.

Disse que grande parte dos procedimentos permanecia fora do material disponibilizado e pediu a abertura integral. Fachin voltou a agir, deu 24 horas para que Mendonça retirasse o sigilo, preservando exclusivamente diligências em andamento cuja publicidade pudesse prejudicar a investigação.

Na noite desta sexta-feira, Mendonça finalmente retirou o sigilo de outros 39 procedimentos.

Entre eles, o Dark Horse.

E o que começa a surgir dos documentos ajuda a explicar por que Flávio deixou de ser apenas um personagem citado na investigação para se tornar formalmente investigado.

Segundo relatório da Polícia Federal, Flávio era interlocutor direto de Daniel Vorcaro nas negociações para financiar o filme sobre seu pai.

Não se trataria, segundo a PF, de uma participação lateral.

Os investigadores registram mensagens, reuniões presenciais, acompanhamento das gravações e reiteradas cobranças feitas por Flávio para que Vorcaro realizasse os pagamentos.

O valor negociado chegaria a pelo menos US$ 24 milhões.

Documentos da investigação indicam que pelo menos US$ 12,3 milhões foram efetivamente pagos.

Outro Bolsonaro também aparece no caminho do dinheiro.

De acordo com a PF, Eduardo Bolsonaro atuava na gestão dos recursos arrecadados nos Estados Unidos e dava orientações sobre a forma como o dinheiro poderia ser administrado no país.

Parte da estrutura financeira passava pelo Havengate Development Fund, fundo ligado ao advogado Paulo Calixto, que também tem relação profissional com Eduardo.

A Polícia Federal quer saber a origem, o caminho, a destinação e, principalmente, quem foram os beneficiários finais desses recursos.

Há suspeita de que parte do dinheiro arrecadado para a produção possa ter sido utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

E há uma frente ainda mais delicada.

A Procuradoria-Geral da República pediu que sejam levantadas as proposições legislativas apresentadas por Flávio Bolsonaro e pelo deputado Mário Frias que eventualmente possam ter beneficiado Daniel Vorcaro ou o Banco Master.

É uma diligência importante para compreender por que a investigação inclui, além de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, a suspeita de corrupção.

O inquérito também se conecta a outras frentes de investigação sobre o financiamento do Dark Horse, inclusive à apuração sobre o uso de emendas parlamentares destinadas por Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, também ligada à produtora responsável pelo filme.

Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade.

Ele reconhece que procurou Vorcaro para conseguir recursos, mas sustenta que buscava financiamento privado para a produção e que não houve qualquer contrapartida. Nesta sexta-feira, antes da abertura integral do procedimento, chegou a pedir publicamente que Mendonça retirasse todo o sigilo, afirmando que a transparência demonstraria que não havia ilegalidade.

Agora o sigilo caiu.

E o que emerge dos documentos é suficiente para mostrar por que a Polícia Federal considerou necessário abrir uma investigação específica sobre o candidato à Presidência.

A própria PF registra que Flávio não aparece simplesmente mencionado em conversas de terceiros.

Aparece como interlocutor direto de Vorcaro.

Negociando recursos.

Cobrando pagamentos.

Participando de reuniões.

Acompanhando o andamento do projeto.

Enquanto isso, Eduardo aparece na gestão do dinheiro nos Estados Unidos, e os investigadores tentam descobrir quem efetivamente recebeu e utilizou os milhões movimentados para financiar o filme.

Isso não significa que Flávio Bolsonaro tenha cometido os crimes investigados. O inquérito está em andamento, não houve condenação e o senador nega qualquer ilegalidade.

Mas uma coisa mudou.

Até ontem, o Brasil sabia que Flávio Bolsonaro era investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, mas não conhecia boa parte dos elementos que haviam levado a Polícia Federal até ele.

Depois de duas intervenções de Fachin, de uma reclamação da PGR e da retirada do sigilo por André Mendonça, essa história começou finalmente a sair dos autos.

E ela mostra que Flávio Bolsonaro não chegou ao inquérito por acaso.

Thaisa Galvão ***

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:52

Logo da SESAP

Os recursos federais destinados à média e alta complexidade da saúde no Rio Grande do Norte cresceram 120% em quatro anos. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgado pela Tribuna do Norte, o teto de recursos passou de R$ 425,3 milhões em 2022 para R$ 938,1 milhões em 2025. No período, o Estado contabilizou cerca de R$ 2,4 bilhões em despesas efetivamente pagas com recursos dessa área.

Em 2026, o volume assegurado pela União para média e alta complexidade já chega a R$ 901,7 milhões. Desse total, R$ 845,2 milhões foram empenhados e aproximadamente R$ 504,4 milhões efetivamente pagos até agora. Segundo a Sesap, a expansão dos repasses está relacionada à habilitação de novos serviços, a portarias do Governo Federal que ampliaram os recursos e também ao desempenho da produção hospitalar do Estado.

Apesar do salto no financiamento federal, entidades da área afirmam que o aumento ainda não foi suficiente para resolver problemas históricos da rede. Representantes do Conselho Regional de Medicina, do Sindicato dos Médicos e do Sindsaúde citam déficit de profissionais, carência de leitos e insumos, problemas de infraestrutura e filas para cirurgias e exames. O desafio, portanto, passa a ser transformar o crescimento expressivo dos recursos federais em ampliação efetiva da capacidade de atendimento à população potiguar.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:48

Rogério Marinho, Álvaro Dias, Flávio Bolsonaro e Babá Pereira durante encontro político

Rogério Marinho, Álvaro Dias, Flávio Bolsonaro e Babá Pereira durante encontro político — Foto: reprodução

A aproximação de Álvaro Dias com Flávio Bolsonaro revela uma estratégia cada vez mais nítida: nacionalizar a disputa pelo Governo do RN e transformar o eleitorado bolsonarista em combustível para garantir uma vaga no segundo turno. Diante do risco de ficar pelo caminho ainda na primeira etapa, Álvaro parece optar pela consolidação de um campo ideológico mais fechado, buscando reduzir a dispersão do voto da direita e converter a força nacional de Flávio em voto estadual. É uma aposta compreensível do ponto de vista eleitoral imediato: antes de pensar em vencer a eleição, Álvaro precisa sobreviver ao primeiro turno. Cadu de Lula colou nele.

O problema está justamente no dia seguinte. Quanto mais Álvaro se identifica com Flávio e transforma sua candidatura numa representação direta do bolsonarismo no RN, maior pode ser sua dificuldade para ultrapassar esse campo numa eventual disputa de segundo turno. A estratégia que pode elevar seu piso agora também pode rebaixar seu teto depois, sobretudo diante da necessidade de conquistar eleitores de centro e segmentos que rejeitam o bolsonarismo. Álvaro, portanto, joga uma partida de alto risco: prefere aumentar suas chances de chegar ao segundo turno, mesmo que o caminho escolhido possa tornar muito mais difícil vencê-lo.

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
08:43

Vídeo: Reprodução / CNN

A produtora Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme Dark Horse, negou em entrevista exclusiva à CNN Brasil qualquer vínculo direto com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ou com empresas ligadas a ele. Segundo a executiva, os recursos repassados à produção vieram do fundo Havengate Development, sediado no Texas, contratado para viabilizar o longa-metragem.

A conexão entre os investimentos na obra e o ex-dono do Banco Master é investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração avançou após a homologação da delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, que relatou ter realizado sete remessas totalizando US$ 12,333 milhões para o fundo texano entre janeiro e setembro de 2025. O delator afirma que as operações foram ordenadas por Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), embora a delação ainda passe por averiguação de provas.

“O Vorcaro não deu nenhum centavo para a produtora”, declarou Karina, enfatizando a ausência de transações financeiras diretas entre sua empresa e o banqueiro. Ela confirmou, contudo, que os aportes transitaram pelo fundo estrangeiro. Questionada sobre a identidade dos investidores, a produtora argumentou que os acordos comerciais são acobertados por cláusulas de sigilo e confidencialidade, ressalvando que a documentação completa está aberta e à disposição exclusiva das autoridades competentes.

Com informações da CNN Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


13/09/2026
07:59

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Carlos Felipe****
A Paróquia de São Sebastião, em Parelhas/RN, realizou, no domingo, 6 de setembro, mais uma edição do Grito dos/as Excluídos/as, reafirmando seu compromisso histórico com a defesa da vida, da dignidade humana e dos direitos dos povos.
Em sua 32ª edição, o Grito trouxe, na ciranda da “Vida em Primeiro Lugar”, o tema: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
O momento reuniu padres, pastorais e serviços da Paróquia, Cáritas Diocesana de Caicó, movimentos sociais, representantes do movimento sindical rural e membros das comunidades, fortalecendo a unidade entre fé, participação popular e compromisso com a transformação da realidade.
A Paróquia de São Sebastião mantém viva essa caminhada desde a primeira edição do Grito dos/as Excluídos/as, realizando anualmente esse gesto profético de mobilização, reflexão e defesa daqueles e daquelas que têm seus direitos ameaçados ou negados.
Mais que uma manifestação, o Grito é expressão de uma Igreja que caminha com o povo e faz ecoar as vozes que clamam por justiça, paz, terra, moradia, igualdade e vida digna para todos e todas.

Publicado por: Chico Gregorio