O levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta segunda-feira, 19
Desde o primeiro anúncio do tarifaço feito pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, 1.135 Municípios tiveram impacto negativo com as medidas. Os valores dos prejuízos contabilizados para a economia local chegam a R$ 66,8 bilhões, com maiores retrações em cadeias produtivas do petróleo, café, suco de laranja, ferro-gusa e silvicultura. Os registros entre agosto de 2025 e julho de 2026 são considerados o menor patamar de exportações de produtos brasileiros para os norte-americanos desde o ano de 2021, com retração de 12,3% para 9,4% no período.
O levantamento foi divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) nesta segunda-feira, 19 de outubro. Desse total de Municípios que tiveram prejuízos, 271 chegaram a zerar suas vendas para o mercado norte-americano. Antes do anúncio feito pelos estrangeiros, essas cidades tinham receitas de R$ 588 milhões com as exportações. Os outros 864 Municípios afetados registraram queda média de 30% no valor exportado.
O estudo ainda indica que 657 desses Municípios, ou 58% do total de afetados, não conseguiram acomodar a perda do mercado americano com outros parceiros comerciais, sendo as mais severas registradas, principalmente, pelos Municípios considerados de pequeno porte. Entre os produtos com sobretaxa, os cinco mais afetados e mencionados no levantamento contabilizaram reduções. Somados, o impacto negativo chegou a U$S 1 bilhão.
As reduções nas receitas do petróleo e café foram acompanhadas pela diminuição no volume embarcado desses produtos, respectivamente, em 28% e 43%. No caso do suco de laranja, os prejuízos decorreram da queda de 33,7% no preço médio, mesmo com a identificação de crescimento de 13,6% no volume exportado. Já o ferro-gusa e a cadeia de silvicultura tiveram, no período analisado, reduções nas quantidades exportadas e na redução nos preços médios.
“O protecionismo, as barreiras sanitárias e as tensões geopolíticas globais tendem a gerar efeitos duradouros. Para proteger a arrecadação e garantir a manutenção dos empregos locais, é necessário reduzir a dependência de um único comprador, fortalecendo a diversificação produtiva e comercial no mercado interno e com novos parceiros internacionais. Esse caminho é fundamental para as economias municipais, que já enfrentam tantas dificuldades, construam a resiliência necessária no enfrentamento às incertezas do comércio global”, avalia o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Confira o estudo aqui.













Foto Ilustrativa Blog Chico Gregorio