17/09/2026
08:15

Foto: Projeto TAMAR
O Governo do Rio Grande do Norte encaminhou à Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que estabelece medidas de proteção às tartarugas marinhas e às aves costeiras, marinhas e limícolas no litoral potiguar. A proposta também regulamenta aspectos do licenciamento ambiental de atividades potencialmente impactantes e cria regras para o trânsito de veículos automotores em praias e áreas de restinga.
Segundo a mensagem encaminhada pelo Executivo, a iniciativa pretende criar um marco legal uniforme para a proteção da fauna costeira e marinha e ordenar a circulação de veículos em áreas consideradas ecologicamente sensíveis.
A proposta foi elaborada a partir de articulação técnica coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema). De acordo com o Governo, o objetivo é preencher lacunas na legislação e enfrentar a pressão sobre praias e restingas provocada por atividades humanas.
Entre as medidas previstas estão a proteção de habitats utilizados para reprodução, desova e descanso de espécies ameaçadas, além da incorporação de condicionantes relacionadas à fauna nos processos de licenciamento ambiental.
O projeto também pretende disciplinar a circulação de veículos na orla, buscando conciliar, conforme a justificativa do Executivo, preservação ambiental, segurança pública e atividade turística.
Na mensagem enviada à Assembleia, o Governo afirma ainda que a proposta contou com participação de universidades, órgãos federais de preservação e forças de segurança estaduais. O Executivo defende que essa articulação oferece respaldo técnico e institucional aos mecanismos de fiscalização previstos.
O texto agora deverá ser analisado pelos deputados estaduais, que poderão discutir seu conteúdo e eventuais alterações antes da votação. A aprovação do projeto dependerá da tramitação e das deliberações da Assembleia Legislativa.

Publicado por: Chico Gregorio


17/09/2026
08:06

Talvez parte da resistência de setores da elite de Natal à UERN tenha uma explicação que vai além das contas públicas: a universidade produz mobilidade social exatamente onde, durante muito tempo, o destino parecia determinado pelo lugar de nascimento e pela renda da família. É a UERN que chega ao interior e amplia o acesso ao ensino superior para jovens que dificilmente teriam condições de se deslocar para a capital. Onde antes havia uma enorme distância entre a periferia, a pequena cidade e o diploma universitário, a universidade pública abriu uma ponte.

E seu impacto não termina na formatura. A UERN ajuda a equipar o próprio Rio Grande do Norte de gente qualificada. Professores que vão para as escolas, profissionais que ocupam as burocracias municipais, trabalhadores especializados que chegam às empresas, pesquisadores, servidores e empreendedores que permanecem movimentando a economia das regiões onde nasceram. Poucas instituições conseguem penetrar tão profundamente no território potiguar. A UERN não apenas forma indivíduos: ela distribui conhecimento, capacidade técnica e oportunidades pelo estado.

É justamente aí que pode morar parte do ressentimento. Uma sociedade hierárquica se incomoda quando o lugar social deixa de parecer hereditário. A universidade transforma em professor, advogado, enfermeiro, pesquisador ou servidor público o filho da família que, algumas décadas atrás, talvez estivesse condenado aos postos mais precários. Somado ao anti-intelectualismo presente em determinados setores sociais, isso ajuda a compreender por que a UERN desperta tanta hostilidade. O que incomoda não é apenas quanto a UERN custa. É o que ela muda: a criança que esperavam encontrar servindo pode aparecer amanhã com um diploma na mão e sentada à mesma mesa. 

O Potiguar****

Publicado por: Chico Gregorio


17/09/2026
08:02

247 – O presidente Lula (PT) registra 54% das intenções de voto no Nordeste, 43% entre as mulheres e 46% entre eleitores com renda familiar de até um salário mínimo no cenário estimulado de primeiro turno da 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta terça-feira (8).

Segundo a Nexus, Lula aparece com 39% das intenções de voto no cenário nacional de primeiro turno. O levantamento detalha o desempenho dos candidatos por sexo, renda, região, escolaridade, religião e situação no mercado de trabalho.

O recorte regional mostra o maior percentual de Lula no Nordeste, com 54%. No Sudeste, o presidente registra 39%; no Norte e Centro-Oeste, 31%; e no Sul, 22%.

Entre os entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo, 46% declaram voto em Lula. O percentual é de 44% entre aqueles que recebem de um a dois salários mínimos, 37% na faixa de dois a cinco salários e 33% entre famílias com renda superior a cinco salários mínimos.

Os dados indicam ainda 46% para Lula entre pessoas fora da população economicamente ativa. Entre trabalhadores informais, o presidente tem 38%; entre trabalhadores formais, 35%; e entre os entrevistados classificados como desocupados, 25%.

Lula tem 43% entre mulheres

No recorte por sexo, Lula registra 43% das intenções de voto entre as mulheres no primeiro turno. Entre os homens, o percentual é de 35%.

A segmentação por idade mostra Lula com 30% entre eleitores de 16 a 24 anos e 33% na faixa de 25 a 40 anos. O percentual chega a 44% tanto entre entrevistados de 41 a 59 anos quanto entre aqueles com 60 anos ou mais.

Por escolaridade, Lula aparece com 47% entre eleitores com ensino fundamental, 33% entre aqueles com ensino médio e 38% no grupo com ensino superior.

O levantamento também mostra diferenças segundo a religião. Lula registra 43% entre católicos, 27% entre evangélicos, 47% entre pessoas de outras religiões e 47% entre entrevistados sem religião.

Segundo turno amplia percentuais em alguns segmentos

Em uma eventual disputa de segundo turno testada pela Nexus, Lula registra 59% no Nordeste. No Sudeste, aparece com 45%; no Norte e Centro-Oeste, com 38%; e no Sul, com 26%.

Entre as famílias com renda de até um salário mínimo, o presidente registra 53%. O percentual é de 49% entre os que recebem de um a dois salários mínimos, 42% entre dois e cinco salários e 38% na faixa superior a cinco salários mínimos.

Entre as mulheres, Lula aparece com 48% no segundo turno. O índice chega a 51% entre eleitores com 60 anos ou mais e a 54% entre entrevistados com ensino fundamental.

Por religião, o levantamento registra 50% para Lula entre católicos, 31% entre evangélicos, 52% entre seguidores de outras religiões e 51% entre pessoas sem religião.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026.

Publicado por: Chico Gregorio


17/09/2026
07:59

Lula e Flávio Bolsonaro

247 – O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto no primeiro turno das eleições presidenciais com 44,1% da preferência do eleitorado, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação, somando 41,7%. A diferença entre os dois principais concorrentes ao Palácio do Planalto encurtou após um crescimento de cinco pontos percentuais registrado pelo parlamentar do PL.

De acordo com os dados colhidos no levantamento, a ascensão de Flávio Bolsonaro ocorreu no intervalo de duas semanas, tomando como base o início do mês de setembro. No mesmo período de avaliação, a pontuação do presidente Lula registrou um avanço de um ponto percentual.

A pesquisa também aferiu as intenções de voto de outros concorrentes na corrida de primeiro turno. Renan Santos (Missão) aparece na terceira posição com 5,1%, seguido pelo escritor e médico Augusto Cury (Avante), com 3,5%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), contabiliza 1,7%; o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), soma 1,1%; e Samara (UP) obtém 0,7%. Eleitores que declararam voto em branco ou nulo representam 1,6%, ao passo que 0,5% dos entrevistados responderam que não sabem em quem votar.

A amostragem da AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.018 pessoas entre os dias 11 e 16 de setembro. O levantamento encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06221/2026. A margem de erro do estudo é de um ponto percentual para mais ou para menos, acompanhada de um nível de confiança estatística de 95%.

Disputa e cenários de segundo turno

Na simulação direta de segundo turno entre os líderes das pesquisas, Flávio Bolsonaro passou numericamente à frente e atingiu 47,2% das intenções de voto, acumulando uma variação positiva de 0,4 ponto percentual em relação ao levantamento anterior. O presidente Lula aparece com 46,8%. Levando em consideração a margem de erro de um ponto percentual, ambos os pré-candidatos encontram-se em situação de empate técnico.

Além do embate direto entre Lula e o senador do PL, a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg testou o desempenho do atual chefe do Executivo contra outros quatro potenciais adversários na segunda etapa do pleito:

  • Lula x Romeu Zema: O petista registra 46,3% ante 43,7% do governador mineiro.
  • Lula x Ronaldo Caiado: O presidente atinge 46% das intenções de voto contra 41,7% do governador goiano.
  • Lula x Augusto Cury: Lula lidera com 45,6% frente a 37,8% dados ao candidato do Avante.
  • Lula x Renan Santos: O presidente soma 46,1% das intenções de voto contra 29,7% do representante do Missão.

Avaliação do governo e aprovação do presidente

O levantamento detalhou os índices de aprovação e a avaliação do trabalho desempenhado por Lula no comando do país. O desempenho do presidente da República é desaprovado por 53,6% dos entrevistados da pesquisa, enquanto 45,4% declaram aprovar a atuação do petista no cargo.

A taxa de desaprovação ao trabalho pessoal do presidente permaneceu estável na comparação com o estudo divulgado no início de setembro. Em contrapartida, o índice de aprovação registrou uma elevação de um ponto percentual no mesmo período, retornando ao nível observado no mês de agosto.

Quando questionados especificamente sobre a gestão do Governo Federal, 51,5% dos entrevistados avaliam a administração como ruim ou péssima. O grupo que considera o governo ótimo ou bom reúne 40,9% dos eleitores. No recorte positivo, a avaliação favorável ao governo registrou um crescimento de três pontos percentuais desde o início do mês.

Receio sobre o resultado das urnas e índices de rejeição

A sondagem da AtlasIntel/Bloomberg pesquisou o sentimento de apreensão do eleitorado perante a possibilidade de vitória dos dois nomes mais votados. Segundo os dados divulgados, 46,6% dos pesquisados afirmaram ter medo ou preocupação com a eventual reeleição do presidente Lula. Em patamar equivalente, 46,2% disseram nutrir o mesmo temor diante de uma possível eleição de Flávio Bolsonaro.

Para 7% da população consultada, ambas as hipóteses de vitória provocam grau de preocupação idêntico, enquanto 0,2% dos participantes do levantamento informaram não saber responder à questão.

No que tange aos índices de rejeição dos pré-candidatos, o presidente Lula apresenta a maior taxa de recusa entre as figuras avaliadas, sendo rejeitado por 52% dos entrevistados. Na sequência aparece o senador Flávio Bolsonaro, rejeitado por 50,2% do eleitorado.

Por outro lado, o presidente também encabeça o levantamento de imagem positiva entre os concorrentes. Lula é avaliado de forma favorável por 45% dos entrevistados, ao passo que Flávio Bolsonaro registra 42% de imagem positiva. A imagem mais negativa do estudo pertence a Renan Santos, avaliado de forma desfavorável por 65% das pessoas ouvidas.

Publicado por: Chico Gregorio


17/09/2026
07:54

Foto: divulgação/Bruno Barreto**

Durante participação de 30 minutos na sabatina do Inter 1, na Inter TV RN, na manhã desta terça-feira (15), o candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), mostrou mais uma vez seu preparo e maturidade política e de gestão ao abordar os rumos do estado. Transitando com naturalidade por pautas essenciais como segurança, saúde, educação e finanças públicas, o candidato defendeu as conquistas da gestão Fátima Bezerra e apresentou propostas concretas para expandir a capacidade de investimento do governo potiguar nos próximos quatro anos.

No campo das finanças públicas, Cadu utilizou sua bagagem técnica de ex-secretário de Fazenda para detalhar os caminhos de reestruturação do estado. Ele argumentou de forma articulada como pretende ampliar os investimentos públicos por meio da atração de novos negócios, da simplificação tributária e do controle dos gastos públicos, garantindo a sustentabilidade das contas sem comprometer a prestação de serviços essenciais à população.

“Assumimos o Estado – enquanto secretário do governo Fátima – com a folha comprometida em 64% da receita e conseguimos reduzir para 53%. Mostramos na prática que é possível equilibrar as contas com gestão séria, sem tirar direitos dos servidores e garantindo a saúde financeira do RN”, explicou Cadu, que completou: “responsabilidade fiscal não se faz vilanizando o servidor público. A receita do nosso plano é simples: controle rígido do gasto com pessoal atrelado ao crescimento da arrecadação para fechar a conta no limite seguro e abrir espaço para o desenvolvimento do Estado”.

Ao responder aos questionamentos sobre a segurança e a saúde, o candidato falou sobre propostas de forma concreta, evitando discursos genéricos. Ele falou sobre a expansão da regionalização da saúde com a ampliação de cirurgias eletivas em hospitais regionais e o uso de telemedicina, além de um planejamento integrado para o fortalecimento das forças de segurança estaduais.

Na ocasião, o futuro governador voltou a defender a UERN, garantindo a autonomia da instituição. “Por que a UERN incomoda tanto a elite? Essa discussão vem da elite, porque os filhos deles não estudam na UERN. Como eu disse aqui, 80% dos alunos da UERN são filhos de motoristas de ônibus, de agricultores. A UERN está na Zona Norte, a UERN está em Caicó, em Pau dos Ferros… Não está aqui no Tirol, não está na Zona Sul de Natal. Talvez por isso incomode tanto parte da sociedade. A UERN é uma ferramenta de transformação social, e nós vamos conectar a UERN cada vez mais com as potencialidades econômicas do nosso estado. É isso que vai trazer para o nosso estado o desenvolvimento, mas com redução da desigualdade social. A UERN é uma ferramenta pra isso”, destacou Cadu de Lula.

Publicado por: Chico Gregorio


17/09/2026
07:53

Foto: Foto 1: Eduardo Maia/ALRN | Foto 2: PF/Divulgação

Há 48 horas, uma notícia sacudiu o Rio Grande do Norte: um candidato foi flagrado pela Polícia Federal com R$ 1,5 milhão em casa.

Ao anunciar a Operação Sem Lastro, a PF informou que havia ‘circunstâncias que indicam possível incompatibilidade entre os recursos movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral’.

Logo, o senador Styvenson Valentim (Podemos) correu para as redes sociais para dizer que era dinheiro para compra de votos. Poucas horas depois, foi revelado que o personagem em questão era o deputado estadual bolsonarista Luiz Eduardo (PL).

Luiz alegou que era dinheiro sacado de um fundo de previdência privada no dia 8 de julho, antes do registro da candidatura. À Justiça Eleitoral, ele declarou ter R$ 719.951,51 depositados no Brasilprev. Se ele sacou o dinheiro antes do registro, em tese, não há contradição, mas a PF aponta incompatibilidade com o patrimônio declarado.

Entrei em contato com o deputado e fiz as seguintes perguntas:

  1. O saque foi feito antes do registro da candidatura?
  2. O senhor poderia ceder cópia do comprovante?
  3. Qual foi a intenção de tirar esse dinheiro do banco e guardar em casa?

Ele não respondeu às perguntas. No vídeo em que se manifestou, ele não apresentou o comprovante do saque ao público, o que deixa a história em um enredo de interrogações.

O espaço segue aberto para o bolsonarista apresentar os devidos esclarecimentos.

Publicado por: Chico Gregorio


17/09/2026
07:52

Até dezembro, Governo do RN terá recuperado 2.100 KM de estradas em todas as regiões. As duas etapas têm investimento de R$ 1,037 bilhão

A segunda etapa do Programa de Recuperação de Rodovias do Rio Grande do Norte chegou a 81% de execução, avançando para a conclusão de uma das maiores intervenções já realizadas na malha rodoviária estadual.

Executado pelo Governo do Rio Grande do Norte, através da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIN/RN) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN), o programa reúne investimentos de R$ 1,037 bilhão. Considerando as ações do Estado e as parcerias com o Governo Federal, vai resultar na recuperação de mais de 2.100 quilômetros de estradas em todo o RN.

Ao final da segunda etapa, a previsão é de que aproximadamente 60% das rodovias estaduais pavimentadas tenham passado por intervenções de recuperação. A primeira etapa do programa, já concluída, contemplou três lotes. A segunda etapa foi ampliada para seis lotes e alcança todas as regiões do Estado, do Oeste ao litoral, fortalecendo a ligação entre municípios, áreas produtoras, centros de comércio e serviços e os principais destinos turísticos potiguares.

Para o secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, a dimensão do programa está diretamente relacionada à necessidade de garantir uma infraestrutura capaz de acompanhar a dinâmica econômica do Rio Grande do Norte. “Recuperar uma rodovia é muito mais do que melhorar seu pavimento. É garantir segurança para quem circula, reduzir dificuldades para o transporte da produção, aproximar municípios e regiões e ampliar as condições para que a atividade econômica aconteça. Estamos avançando para concluir um programa que tem presença em todas as regiões do Estado e que representa um investimento histórico na nossa infraestrutura rodoviária”, afirma o gestor.

Obras avançam em todas as regiões

A segunda etapa do Programa teve sua execução distribuída em seis lotes. No Lote 1, que contempla a Região Central, o Médio Oeste e o Litoral Norte, dos sete trechos previstos, quatro já foram inaugurados e os outros três apresentam mais de 90% de execução. Ao todo, 163 quilômetros já foram entregues. O Lote 2, que abrange principalmente o Seridó e a região de Macau, está 100% concluído e entregue.

No Lote 3, na região Agreste, estão previstos 114 quilômetros, dos quais 55 quilômetros já foram concluídos. O Lote 4, que contempla o Agreste e o Litoral Sul, incluindo acessos a áreas como Barra do Cunhaú e Baía Formosa, prevê 98 quilômetros. Desse total, 71 quilômetros já foram entregues, correspondendo a mais de 70% da extensão prevista.

Na Região Metropolitana de Natal, o Lote 5 prevê a recuperação de 134 quilômetros, dos quais 92 quilômetros já foram concluídos, também ultrapassando 70% de execução física da extensão prevista.

Já no Oeste Potiguar, o Lote 6 contempla 56 quilômetros, com 49 quilômetros concluídos, superando 90% da extensão prevista. Entre os municípios atendidos estão Tenente Ananias, Rafael Godeiro, Martins e Serrinha dos Pintos.

Infraestrutura como vetor de desenvolvimento

A recuperação da malha rodoviária tem impacto direto sobre regiões com forte participação na economia estadual. No Oeste Potiguar, intervenções alcançaram trechos como as RN-015, RN-016, RN-117, RN-118 e RN-404, além da ligação entre Tibau e Grossos.

A Macrorregião de Mossoró, formada por 25 municípios, concentra quase 40% do Valor Adicionado Fiscal do Rio Grande do Norte, indicador relacionado à geração de riqueza no Estado. Principal polo econômico do Oeste, Mossoró reúne atividades como a produção de sal, a exploração de petróleo e gás na Bacia Potiguar, a fruticultura irrigada e o comércio. A melhoria das rodovias contribui para a circulação de trabalhadores, consumidores e mercadorias e para a conexão entre as áreas produtivas e os centros de comércio e serviços.

No Alto Oeste, trechos das RN-075, RN-117 e RN-074 beneficiam ligações entre municípios como Pau dos Ferros, Martins, Serrinha dos Pintos, Tenente Ananias e Almino Afonso. Pau dos Ferros exerce papel de polo regional, concentrando comércio, serviços, atendimento hospitalar e instituições de ensino superior, além de atividades ligadas à indústria de confecções. Com melhores condições de tráfego, a malha rodoviária facilita o deslocamento da população de municípios vizinhos e fortalece a integração econômica do território.

No Seridó e na Região Central, as intervenções alcançam trechos das RN-086, RN-087, RN-118, RN-288, RN-041, RN-082, RN-089, RN-081, RN-084 e RN-221, além do acesso à Ilha de Santana.

A região possui uma economia historicamente associada à pecuária, à mineração e mantém atividades tradicionais e relevantes, como a indústria de confecções e o bordado de Caicó, que possui selo de Indicação Geográfica. Currais Novos mantém forte tradição na atividade mineral, enquanto Caicó funciona como polo regional de comércio e serviços e também se destaca pelo turismo religioso, especialmente durante a Festa de Sant’Ana.

A recuperação da RN-118, incluindo trechos que beneficiam municípios como Caicó e São João do Sabugi, melhora ainda a ligação com Ipueira, na divisa com a Paraíba. A intervenção amplia as condições de circulação de pessoas e produtos e contribui para a integração econômica do Seridó.

Na região Agreste e no Litoral Norte, o programa contempla trechos das RN-051, RN-403, RN-221, RN-003, RN-023, RN-092, RN-093, RN-269, RN-002 e RN-120, com ligações envolvendo municípios como João Câmara, Nova Cruz, Monte Alegre, Boa Saúde e Canguaretama.

O Agreste possui importante atividade agropecuária e tradição na produção ligada à cana-de-açúcar, enquanto o litoral concentra destinos turísticos de grande relevância para a economia estadual, como Jacumã, Maracajaú e São Miguel do Gostoso.

Em São Miguel do Gostoso, além da atividade turística, a realização anual da Mostra de Cinema contribui para a movimentação cultural e econômica do município. O evento foi reconhecido, em 2025, como Patrimônio Cultural, Turístico e Imaterial do Estado do Rio Grande do Norte.

Nesse cenário, a recuperação das estradas representa melhoria das condições de acesso para moradores e visitantes, além de favorecer o transporte de produtos e a conexão entre comunidades, municípios e áreas de atividade econômica.

No Litoral Sul e na Grande Natal, o programa alcança trechos das RN-120, RN-203, RN-317, RN-312, RN-064, RN-160 e RN-002, além de acessos entre Tabatinga, Camurupim, Barreta, Pitangui e Jacumã e ao destino turístico de Maracajaú.

A região concentra alguns dos principais destinos turísticos do Estado. Tibau do Sul, atendido pela RN-003, tem no turismo, impulsionado principalmente pela Praia da Pipa, uma de suas principais atividades econômicas, além da carcinicultura. Baía Formosa, atendida pela RN-062, combina a atividade turística, com destaque para o surfe, com a produção de cana-de-açúcar.

A recuperação dos acessos melhora a mobilidade entre municípios, facilita a chegada aos destinos turísticos e contribui para o funcionamento de uma cadeia econômica que envolve hospedagem, alimentação, comércio, transporte e serviços.
Mais do que uma intervenção na pavimentação, o Programa de Recuperação de Rodovias representa uma ação estruturante de integração territorial. A malha estadual é responsável por conectar municípios que possuem diferentes perfis produtivos e que dependem das estradas para acessar mercados consumidores, serviços públicos, unidades de saúde, instituições de ensino e equipamentos turísticos.

Com a conclusão das intervenções, a expectativa é ampliar a segurança viária e as condições de deslocamento em diferentes regiões do Estado, reduzindo gargalos históricos de infraestrutura e criando melhores condições para a circulação de pessoas e mercadorias.

A diretora-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/RN), Natécia Nunes, acrescenta que a recuperação da malha rodoviária também representa um trabalho técnico de acompanhamento das intervenções. “A recuperação de 2.100 quilômetros de rodovias estaduais representa muito mais do que obras de infraestrutura. É um investimento direto no desenvolvimento do Rio Grande do Norte e, acima de tudo, na segurança e na qualidade de vida das pessoas. Esse resultado é fruto de um trabalho técnico, planejado e responsável, desenvolvido pela equipe do DER, que acompanha cada etapa, dos projetos à execução e fiscalização das obras”, explica.

“Estamos falando de uma rede que conecta o Estado de ponta a ponta. Quando uma estrada é recuperada, o efeito não fica restrito ao município onde está localizado o trecho. Ele alcança toda a cadeia que depende daquela ligação, seja a produção agrícola, a indústria, o comércio, os serviços ou o turismo. É essa visão integrada que orienta o programa”, reforça Gustavo Coelho.

Com a segunda etapa já em 81% de execução, o Governo do Estado avança para consolidar a recuperação de uma parcela expressiva da malha rodoviária potiguar. Ao final das obras, somadas às ações já realizadas e às parcerias estabelecidas com o Governo Federal, cerca de 60% das rodovias estaduais pavimentadas terão sido recuperadas, fortalecendo uma infraestrutura considerada essencial para a mobilidade e para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
11:17

Crédito da foto: ReproduçãoPolícia Federal

 

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/Mossoró) deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Enclave, no Rio Grande do Norte. Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão em Natal, Caicó e Ceará-Mirim.

A operação faz parte da Operação Força Integrada IV, mobilização nacional realizada simultaneamente em diferentes estados para combater organizações criminosas.

No Rio Grande do Norte, a FICCO/Mossoró reúne integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal Estadual.

As ações das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) ocorrem em 19 estados e têm como alvo suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, organizações criminosas violentas e outros crimes relacionados ao crime organizado.

Em todo o país, são cumpridos 173 mandados de busca e apreensão, além das ordens de prisão. As decisões judiciais também determinaram bloqueios, sequestros e outras restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões.

As medidas atingem imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens que, segundo as investigações, estariam vinculados às organizações criminosas.

 

Descapatilização das organizações

Um dos objetivos da operação nacional é atingir a estrutura financeira das organizações criminosas por meio da descapitalização dos grupos.

As FICCOs funcionam como forças-tarefas coordenadas pela Polícia Federal, reunindo diferentes órgãos de segurança pública para atuação conjunta contra o crime organizado.

A Operação Enclave integra essa atuação no Rio Grande do Norte. Os detalhes sobre os alvos e as investigações no estado não foram divulgados pelas autoridades até o momento.

Fonte: g1

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
11:05

Foto: Reprodução/Kebec Nogueira/Metrópoles
Foto: Reprodução/Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), aprofundou seu engajamento na campanha pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No domingo (13/9), o deputado paraibano apareceu de boné vermelho com o nome de Lula durante uma carreata em Patos, no sertão da Paraíba.

Não foi a primeira vez. Em 20 de agosto, na inauguração de seu comitê eleitoral na mesma cidade, Motta já havia usado um boné com o nome do presidente. Poucas horas antes daquele evento, ele havia cumprido agenda de campanha ao lado de Lula no Rio Grande do Norte.

Nesta segunda-feira (14), o presidente da Câmara detalhou os motivos da adesão. Segundo Motta, o alinhamento com Lula reflete uma tendência assumida antes mesmo do período eleitoral.

A tendência nossa, aqui na Paraíba, e isso já havia sido dito antes, é que caminhamos com o presidente Lula — Hugo Motta

Ao tratar da candidatura à reeleição, o deputado afirmou que ela “converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país.” E reforçou o caráter aberto da posição: “Por tudo isso, pelas parcerias feitas, pela sinergia da agenda que hoje temos, nós temos apoiado o presidente de maneira pública.”

Parcerias entre Câmara e Planalto

O apoio de Motta vem acompanhado de uma agenda legislativa que aproximou a Câmara do governo federal ao longo do ano. Em março, a Casa aprovou em dois turnos a PEC da Segurança Pública, votação que o próprio Motta resumiu como resultado de ‘muito diálogo e equilíbrio’.

Polêmica PB***

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
10:58

A presença de Flávio Bolsonaro no Rio Grande do Norte é vista por alguns analistas políticos como uma tentativa de dar o “sprint final” à candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Estado em direção ao segundo turno. Flávio já declarou apoio público a Álvaro e tem visita prevista ao RN na próxima semana, reforçando a estratégia de aproximar as duas campanhas nesta reta final.

A avaliação é de que Álvaro iniciou a campanha com uma identificação mais explícita com o bolsonarismo, ligação que ficou menos presente em determinado momento e que agora volta a ser explorada. O próprio Flávio já gravou mensagem pedindo o voto casado: nele para presidente e em Álvaro para governador.

Para esses analistas, a estratégia busca consolidar em torno de Álvaro parte do eleitorado de Flávio no Estado e ampliar sua presença na disputa pelas duas vagas de um eventual segundo turno.

A expectativa da campanha de Álvaro é que a presença física de Flávio funcione como combustível para os últimos dias. Se produzirá mudança suficiente na disputa, somente as urnas poderão responder.

Robson Pires ***

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
10:25

ALYSSON VOLTA TUMULTUAR DEBATE, ATACA FÁTIMA QUE NÃO ESTAVA PRESENTE E CADU DEFENDE GOVERNADORA

Carlos Felipe*** 
O debate promovido pela Tribuna foi marcado por falhas na contagem e na distribuição do tempo de fala dos participantes. Em duas ocasiões, a organização concedeu espaço para manifestação quando o momento de fala do candidato Cadu já havia expirado. Em ambas as oportunidades, Cadu recusou o uso da palavra por iniciativa própria, comunicando à mesa que aceitar o tempo excedente seria injusto com os demais concorrentes.
Em contraste, o candidato Allyson, ao ser beneficiado por equívoco semelhante, optou por utilizar o tempo adicional e afirmou que “quanto mais eu falar melhor”, ignorando o desrespeito às regras do debate e à equidade entre os participantes.
Diante do episódio, Cadu criticou publicamente o comportamento do adversário: “Eu fico revoltado mesmo com isso aqui porque esse indivíduo sempre quer ganhar vantagem com desonestidade… até nas regras de um debate sério, onde deveria mostrar respeito a todos. Um candidato de direita que está sendo investigado por roubar dinheiro de remédios. Dinheiro da nossa gente. A polícia federal foi até a casa dele. Aí quando chega no debate fica com esse comportamento oportunista para ganhar mais tempo que os demais.”
Durante discursão nos bastidores, Allyson voltou a atacar a governadora Fátima Bezerra, ausente na ocasião. Cadu rebateu as declarações e saiu em defesa da gestora: “Eu não vou aceitar que um oportunista como ele venha falar de uma mulher com a história que a Fátima tem sem ela estar presente. Eu não vou aceitar que um investigado por roubar dinheiro público venha falar de uma mulher honesta como a Fátima. Allyson mostrou mais uma vez que está disposto a tudo pelo poder, inclusive jogar sujo. E eu não vou posso e não vou aceitar que um momento tão importante para o futuro do nosso estado seja rebaixado ao tipo de molecagem e de falta de honestidade que representa o candidato Allyson.”
A campanha reafirma o compromisso de Cadu com o jogo limpo, a ética no processo eleitoral e o respeito absoluto às mulheres e às regras democráticas.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:59

Agora RN

O ABC encerrou sua participação na Série D do Campeonato Brasileiro de 2026 com a maior média de público entre os participantes da competição. Em dez partidas como mandante, o clube recebeu 122.483 torcedores, média de 12.248 pagantes por jogo, segundo levantamento publicado pelo Gato Mestre, do ge.

Os compromissos com mando alvinegro foram realizados no Frasqueirão e na Casa de Apostas Arena das Dunas. O desempenho nas arquibancadas colocou o ABC à frente inclusive do Uberlândia, campeão da Série D, que teve média de 9.941 pagantes ao longo de 11 jogos em casa.

Torcida do ABC RN 0 X 0 América RN 2026 (359)
Torcida do ABC – Foto: José Aldenir

O Gama aparece na terceira posição do levantamento, com 7.764 torcedores por partida. O América-RN também figura entre as maiores médias da competição. Em oito jogos como mandante, o Alvirrubro registrou média de 7.481 pagantes e terminou na quarta colocação.

ABC teve três dos cinco maiores públicos

Além da liderança na média, o ABC colocou três partidas entre os cinco maiores públicos de toda a Série D.

A principal marca do clube ocorreu justamente no confronto que confirmou o retorno à Série C. Na vitória por 1 a 0 sobre o Nacional-AM, 31.059 pagantes acompanharam a partida na Arena das Dunas.

O número foi o segundo maior público da edição da Série D e estabeleceu ainda o recorde da Arena das Dunas desde o fim da Copa do Mundo de 2014.

Somente a decisão do campeonato recebeu mais torcedores. Na partida entre Uberlândia e ASA, 36.536 pessoas acompanharam o confronto que terminou com o título da equipe mineira.

Bilheteria supera R$ 2,6 milhões

A presença dos torcedores também colocou o ABC entre os clubes com maior arrecadação de bilheteria na competição nacional. O Alvinegro acumulou R$ 2.659.378 em renda bruta durante sua campanha.

O valor foi o segundo maior da Série D. O Uberlândia liderou esse levantamento, com R$ 3.393.945 arrecadados.

O América-RN também aparece entre os cinco primeiros em receita de bilheteria. O clube somou R$ 1.105.874 e encerrou a competição na quinta posição nesse quesito.

Com isso, os dois representantes do Rio Grande do Norte ficaram entre as quatro maiores médias de público da Série D, enquanto o ABC terminou na liderança do ranking e também ocupou a segunda colocação em arrecadação.

 

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:57

Agora RN

O ABC prepara a ampliação dos pontos de venda de produtos oficiais em Natal e planeja reabrir, em dezembro, a loja localizada no Estádio Frasqueirão. A operação será feita em parceria com a Start Indústria e terá, inicialmente, caráter temporário, permanecendo durante o período de veraneio. A iniciativa recupera um espaço que por anos funcionou como ponto de venda de produtos do clube, principalmente em dias de jogos, e integra o processo de expansão da ABC FC Store pela capital potiguar.

O planejamento inclui ainda uma loja móvel, prevista para entrar em funcionamento nos próximos meses. A estrutura deverá percorrer semanalmente diferentes bairros de Natal, levando produtos oficiais a regiões que hoje não contam com uma unidade física da ABC FC Store.

Camisas alvinegras do ABC penduradas lado a lado, acima de assentos azuis
ABC vai reabrir em dezembro a loja do Frasqueirão e prepara uma unidade móvel para circular por Natal — Guilherme Drovas/ABC

Para 2027, o clube trabalha também com a implantação de outra loja permanente, com tendência de instalação na Zona Norte, embora a localização ainda não tenha sido confirmada oficialmente.

O movimento acontece depois de uma mudança no modelo de operação do varejo alvinegro. Desde julho, a loja oficial passou a ser administrada pela Start Indústria e Comércio de Confecções do Vestuário Ltda. O ABC informou que a ABC FC Store registrou em agosto crescimento de 310% no faturamento e alcançou o maior resultado mensal de sua história.

Segundo o clube, a nova administração também reduziu custos operacionais e de manutenção, enquanto o ABC passou a obter receitas por meio de royalties sobre o faturamento da operação.

A unidade do Praia Shopping, em Ponta Negra, faz parte desse novo modelo e foi inaugurada em abril, numa área próxima a uma das principais rotas de acesso ao Frasqueirão.

Com o retorno da loja ao estádio, a circulação de uma unidade móvel e a perspectiva de abertura de outro endereço em 2027, o ABC busca ampliar a distribuição dos produtos licenciados para além de um único ponto. A medida também cria novas possibilidades de receita comercial num período em que o clube procura reorganizar suas contas e diversificar as fontes de arrecadação.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:48

Agentes de diferentes forças de segurança

247 – Uma megaoperação de âmbito nacional deflagrada nesta quarta-feira (16) cumpre 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão contra o crime organizado em 19 estados brasileiros. A ofensiva visa desarticulações profundas em estruturas voltadas ao tráfico de drogas e de armas, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro.

Além do cumprimento das ordens de prisão e de busca, as decisões judiciais determinaram o bloqueio e restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões. Entre os bens atingidos por essas medidas de sufocamento financeiro das organizações criminosas estão imóveis, veículos de luxo, contas bancárias e valores em dinheiro vivo vinculados aos investigados.

Denominada Força Integrada IV, a mobilização reúne simultaneamente 20 bases das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs). As estruturas são coordenadas pela Polícia Federal e atuam em colaboração direta com as polícias civis, militares e penais, a Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e outros órgãos de segurança pública.

Frentes regionais e desarticulação financeira

A maior restrição patrimonial da operação foi efetuada em uma investigação sediada no estado do Tocantins. Batizada de Operação Rota Araguaia II, a ação mira um núcleo logístico e financeiro especializado no tráfico internacional de drogas e no branqueamento de capital. Apenas nessa vertente, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 412,5 milhões pertencentes ao esquema.

Outra frente de grande impacto operacional transcorre no estado da Bahia. A Operação Eirene II mobiliza o cumprimento de 45 mandados de prisão e 57 de busca e apreensão. Os alvos são integrantes de um grupo criminoso investigado por homicídios, extorsão, tráfico, posse ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais. Na ação baiana, as determinações judiciais incidiram sobre mais de R$ 12 milhões em patrimônio.

No Centro-Oeste, o foco das equipes concentrou-se no Mato Grosso do Sul, onde uma investigação sobre uma organização criminosa de alcance nacional resultou no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão e duas prisões. A Justiça também deferiu autorização para a apreensão de bens e valores de até R$ 75 milhões vinculados ao grupo.

As ações simultâneas das 20 bases da FICCO estendem-se ainda por outros 16 estados: Paraíba, Acre, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Pernambuco, Roraima, Ceará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul.

Publicado por: Chico Gregorio


16/09/2026
09:42

Neto Queirzo***

Gosto de analisar pesquisas. Ontem à noite, quando foi divulgada a pesquisa Metadata/Grupo Dial, percebi de imediato um dado que chama a atenção. O candidato Allyson Bezerra cresceu de 34,2% para 43,0%, um avanço de 8,8 pontos percentuais entre uma pesquisa e outra.

Considerando o eleitorado do Rio Grande do Norte, de 2.660.565 eleitores, esses 8,8 pontos percentuais representam, numa projeção direta sobre o eleitorado total, cerca de 234 mil eleitores. É um movimento expressivo para o intervalo entre duas pesquisas.

Meu interesse imediato foi tentar entender o que poderia explicar um crescimento tão acentuado. Considerando as quatro últimas pesquisas do mesmo instituto, Allyson tinha 35,5% em maio, 34,8% em junho, 34,2% em agosto e agora aparece com 43,0%.

Nos três levantamentos anteriores, portanto, o candidato do União Brasil apresentava uma trajetória praticamente linear. Houve uma queda de 0,7 ponto de maio para junho, outra de 0,6 ponto de junho para agosto e, agora, uma alta de 8,8 pontos.

Nessa mesma série de quatro pesquisas, Cadu Xavier também apresentou um crescimento expressivo: saiu de 6,6% das intenções de voto em maio para 20,1% em setembro. Nesse caso, houve entre analistas uma explicação recorrente para parte desse movimento: a adoção do nome de urna “Cadu de Lula” estabeleceu uma associação mais direta com o presidente Lula e pode ter contribuído para ampliar a identificação do candidato junto ao eleitorado.

Há ainda outro aspecto relevante no caso de Cadu: seu crescimento não apareceu apenas de uma vez. A tendência de alta foi sendo detectada gradualmente nas pesquisas, inclusive em levantamentos realizados por diferentes institutos.

Vejam bem: não estou questionando os números da pesquisa Metadata por causa do salto de Allyson. O objetivo desta análise é outro: tentar compreender as razões desse movimento e identificar quais fatores poderiam explicar uma mudança dessa magnitude em um intervalo relativamente curto.

Quando observamos os quatro últimos resultados de Allyson Bezerra na Metadata — 35,5%, 34,8%, 34,2% e 43,0% — fica evidente uma mudança brusca de comportamento da curva. Depois de três levantamentos marcados pela estabilidade e pequena queda, setembro registra uma alta muito acima das oscilações anteriores. Naturalmente, isso desperta a pergunta: o que mudou?

Um primeiro elemento precisa ser considerado. A pesquisa anterior da Metadata foi realizada antes do início da campanha eleitoral. Aqui já reside uma possível explicação. Campanha de rua, maior exposição dos candidatos, propaganda eleitoral no rádio e na televisão e o próprio aumento do interesse do eleitor pela disputa podem produzir movimentações nas intenções de voto.

O detalhe é que outros institutos que já realizaram pesquisas com a campanha em andamento e após o início da propaganda eleitoral ainda não detectaram um crescimento de Allyson nessa mesma magnitude. Pelo menos, até agora.

Outra hipótese é o processo natural de definição do eleitor indeciso à medida que a eleição se aproxima. Os próprios números da Metadata, porém, mostram que essa explicação, isoladamente, não parece suficiente. Em agosto, os indecisos representavam 11,1%; agora são 8,2%. Uma redução de 2,9 pontos percentuais, bem inferior aos 8,8 pontos de crescimento registrados por Allyson.

Isso significa que, se o avanço apontado pela Metadata refletir uma tendência consolidada, ele não pode ser explicado apenas pela redução dos indecisos. É necessário considerar também possíveis movimentos de migração de votos entre candidatos, além dos efeitos da campanha e da maior exposição eleitoral.

Por isso, considero prudente aguardar as próximas pesquisas. Elas serão importantes para identificar se esse crescimento acentuado de Allyson também será captado por outros institutos e, consequentemente, se estamos diante de uma nova tendência da disputa.

Também será especialmente relevante acompanhar a próxima pesquisa Metadata. Ela poderá mostrar se o patamar de 43% se mantém, se há continuidade da trajetória de crescimento ou se o resultado divulgado agora representou uma oscilação pontual dentro da série.

Em pesquisa eleitoral, um número chama a atenção. Uma sequência de números é que revela uma tendência.

Publicado por: Chico Gregorio