03/08/2026
08:21

Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo

Por Rogério Tadeu Romano*

Como expôs o portal de notícias do TSE, em 28.2.24, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) regulamentou, no dia 27 de fevereiro daquele ano, de maneira inédita, o uso da inteligência artificial (IA) na propaganda de partidos, coligações, federações partidárias, candidatas e candidatos nas Eleições Municipais de 2024. A medida foi tomada pela Corte ao aprovar 12 resoluções, relatadas pela vice-presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que disciplinam as regras que serão aplicadas no processo eleitoral deste ano.

Ao alterar a Resolução nº 23.610/2019, que trata de propaganda eleitoral, o Tribunal incluiu diversas novidades que envolvem a inteligência artificial. São elas: proibição das deepfakes; obrigação de aviso sobre o uso de IA na propaganda eleitoral; restrição do emprego de robôs para intermediar contato com o eleitor (a campanha não pode simular diálogo com candidato ou qualquer outra pessoa); e responsabilização das big techs que não retirarem do ar, imediatamente, conteúdos com desinformação, discurso de ódio, ideologia nazista e fascista, além dos antidemocráticos, racistas e homofóbicos.

Por sua vez, a Resolução nº 23.755, de 2 de março de 2026, assim disciplina:

Art. 9º-B A utilização na propaganda eleitoral, em qualquer modalidade, de conteúdo sintético multimídia gerado por meio de inteligência artificial ou tecnologia equivalente para criar, substituir, omitir, mesclar ou alterar a velocidade ou sobrepor imagens ou sons, impõe ao responsável pela propaganda o dever de informar, de modo explícito, destacado e acessível, que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi utilizada. (Incluído pela Resolução nº 23.732/2024)

……………………………………………………………

IV – em cada página ou face de material impresso em que utilizado o conteúdo produzido por inteligência artificial ou por tecnologia equivalente. (Incluído pela Resolução nº 23.732/2024)

…………………………………………………………….

  • 3º-A. Ficam vedadas a publicação e a republicação, ainda que gratuitas, bem como o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou por tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidata ou candidato ou de pessoa pública, mesmo que rotulados e em conformidade com as demais exigências deste artigo, no período compreendido entre as 72 (setenta e duas) horas que antecedem e as 24 (vinte e quatro) horas que sucedem o término do pleito.
  • 4º O descumprimento das regras previstas no caput e nos §§ 3º e 3º-A deste artigo impõe a imediata remoção do conteúdo ou indisponibilidade do serviço de comunicação, por iniciativa do provedor de aplicação ou por determinação judicial, sem prejuízo de apuração nos termos do § 2º do art. 9º-C desta Resolução.(Incluído pela Resolução nº 23.732/2024)(NR).

A conclusão que se tem é de que caso as normas sejam descumpridas, o conteúdo deverá ser excluído imediatamente, por iniciativa do provedor de internet ou por determinação judicial. A remoção do conteúdo não impede a aplicação da multa prevista no artigo 57-D da Lei nº 9.504/1997, que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

O entendimento do TSE tem sido que não há problema se houver pedidos expressos de votos se o evento for fechado dentro do partido, sem ampla divulgação.

Se não bastasse há lei especial na matéria. A Lei 12.965/2014 (Marco Civil da Internet) apresenta princípios e deveres de provedores, regras sobre remoção de conteúdo e responsabilização, relevantes para a atuação contra desinformação.

Do ponto de vista do direito eleitoral, é proibido o uso de deep fake, ou seja, a produção sintética de inteligência artificial, para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Deepfakes potencializam a criação de narrativas factualmente falsas com elevado grau de persuasão, reduzindo a assimetria entre verdade e manipulação.

Em artigo (Inteligência artificial e a eleição de 2026) publicado no blog do Barreto, divulgado em 26.7.26, analisando o tema, Daniel Victor Ferreira expôs que a Justiça Eleitoral não proibiu inteligência artificial em campanha. Impôs rotulagem ao conteúdo gerado ou alterado por essas ferramentas e vedou uma modalidade específica, a que cria, substitui ou altera imagem ou voz de pessoa real para favorecer ou prejudicar candidatura.

Destaco, outrossim, daquela publicação lembrada no presente artigo:

“Vídeo inteiramente produzido por IA é lícito, desde que informe isso de forma destacada. Sem a informação, é propaganda irregular. E o vídeo que põe na boca do adversário frase que ele nunca disse é ilícito com rótulo ou sem.

O regime veio da Resolução TSE nº 23.732, de 27 de fevereiro de 2024, que alterou a Resolução TSE nº 23.610/2019. Foi ampliado pela Resolução TSE nº 23.755, de 2 de março de 2026, que criou mecanismos específicos para a análise judicial de conteúdo sintético ou manipulado. As sanções vão da multa à cassação do registro, e alcançam a perda do mandato quando a irregularidade se apura depois do pleito.

Ocorre que a norma é de 2024 e 2026 é o primeiro ciclo presidencial em que ela será aplicada em escala. Não há jurisprudência firme sobre o que conta como alteração significativa, nem sobre onde a sátira termina e a simulação vedada começa, nem sobre quanto o provedor precisa saber para responder por conteúdo de terceiro.

Parte dessa incerteza o Tribunal reduziu. Em 21 de julho tornou pública a existência do Repositório de Acórdãos sobre Desinformação Eleitoral, o Reade, previsto no art. 9º-G da Resolução TSE nº 23.610/2019, incluído pela Resolução nº 23.732/2024. São decisões do TSE sobre remoção de conteúdo, em consulta aberta, distribuídas em oito eixos temáticos. O oitavo trata de uso irregular de inteligência artificial e abrange também o conteúdo divulgado sem a rotulagem exigida.

O repositório traz igualmente as decisões em que o Tribunal negou a remoção. Para quem advoga, essas valem mais. É onde se lê o limite da tese.”

Seja como for, do ponto de vista do direito eleitoral, é proibido o uso de deep fake, ou seja, a produção sintética de inteligência artificial, para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Provedores que oferecem sistemas de IA estão proibidos de ranquear, recomendar ou favorecer candidatos e partidos, evitando que algoritmos interfiram na decisão de voto do cidadão.

Se não bastasse, o portal Rádio Senado, em 24.6.26, informou que o laboratório de comunicação Projeto Brief fez uma pesquisa sobre inteligência artificial e o resultado revela que 70% dos entrevistados acreditam que a IA pode ser usada para influenciar as eleições. Menos de metade dos participantes conseguiram identificar a origem de um vídeo como sendo de IA. De acordo com a pesquisa, um terço das pessoas vê as respostas geradas por IA como confiáveis “como qualquer outra fonte”, sem fazer o devido cruzamento de dados ou checagem de fontes.

Surge aí um quadro que pode ser sinistro e preocupante a ser enfrentado nas campanhas eleitorais, onde a tecnologia pode ser utilizada com abuso de poder em afronta a igualdade necessária que deve se impor nas disputas pelo eleitorado.

*É procurador da República com atuação no RN aposentado.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


03/08/2026
08:19

Foto: divulgação/Bruno Barreto***

O projeto político liderado por Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, está cada vez mais forte, e a região Seridó é prova disso. Prefeitos de três das quatro maiores cidades da região apoiam a candidatura de Cadu para governador.

Em Currais Novos, o prefeito Lucas Galvão lidera o segundo maior município seridoense e é um dos gestores da região que compartilham da ideia de que Cadu é o melhor para o RN. O apoio é refletido nas ruas curraisnovenses sempre que o candidato visita a cidade.

Em seguida, liderando Parelhas, o terceiro maior município do Seridó, o prefeito Dr. Tiago Almeida também escolheu Cadu para governar o Rio Grande do Norte. A cada reunião esse apoio se mostra mais forte, com o grupo político de Tiago caminhando junto e fortalecendo o projeto na cidade.

Em Jucurutu, o quarto maior município da região, o prefeito Iogo Queiroz compartilha do mesmo pensamento dos colegas seridoenses, e acredita que Cadu é o melhor nome para liderar o estado, substituindo a governadora Fátima Bezerra e fazendo o RN seguir avançando ainda mais.

A força de Cadu no Seridó não se limita aos três municípios. O candidato de Lula e Fátima reúne apoio em todos os municípios, seja com prefeitos, vice-prefeitos, vereadores ou outras lideranças políticas que compartilham o desejo de fazer o melhor por suas cidades, pelo Seridó, e pelo Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


03/08/2026
08:15

A tradicional procissão de encerramento da Festa de Sant’Ana reuniu milhares de fiéis e devotos no final da tarde deste domingo, 2 de agosto, em Caicó (RN). A manifestação religiosa marcou o encerramento de mais uma edição da festa dedicada à padroeira do município e da Diocese de Caicó.

A procissão teve início na Catedral de Sant’Ana. Conduzida em um andor ornamentado com muitas flores, a imagem da padroeira percorreu a Avenida Seridó, Rua Pedro Velho, Avenida Coronel Martiniano e Avenida Celso Dantas, retornando pela Avenida Seridó até a Catedral.

Durante todo o trajeto, foram registradas diversas demonstrações de fé e devoção. Alguns fiéis caminharam descalços, outros percorreram trechos de joelhos ou vestidos de branco. Cada gesto representava agradecimentos por graças alcançadas ou pedidos feitos à Senhora Sant’Ana.

Ao retornar à Catedral, os fiéis participaram da missa de encerramento, presidida pelo bispo diocesano, Dom Antônio Ranis Rosendo dos Santos. A celebração foi concelebrada pelo pároco da Catedral, padre João Júnior, pelo vigário-geral da Paróquia, padre Alexandre Lopes, e por outros sacerdotes.

O bispo Dom Antônio, disse: “Encerramos esta festa com o coração agradecido. A multidão que acompanhou Sant’Ana pelas ruas de Caicó demonstra que a fé permanece viva em nosso povo. Que essa devoção não fique restrita aos dias de festa, mas nos ajude a construir uma sociedade mais fraterna, solidária e comprometida com aqueles que mais precisam.”

O padre João Júnior, comentou que: “Foram dias intensos de oração, celebração e reencontro. A participação dos fiéis mostra a força da devoção a Sant’Ana e o sentimento de pertencimento do povo de Caicó. Agradecemos a todos que colaboraram para que a festa acontecesse e acolhesse tão bem os nossos devotos.”

O prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, também participou da procissão e acompanhou os atos religiosos de encerramento. “A Festa de Sant’Ana representa a fé, a história e a identidade do povo de Caicó. É emocionante acompanhar milhares de pessoas pelas ruas, renovando sua devoção e mantendo viva uma tradição transmitida entre gerações. A Prefeitura procurou contribuir para que caicoenses e visitantes participassem de uma festa organizada e acolhedora.”

Depois da celebração, aconteceu o arriamento da bandeira de Sant’Ana, que havia sido hasteada no primeiro dia da programação. Em seguida, a imagem da padroeira, conduzida pelo próprio povo, foi levada de volta ao interior da Catedral.

O encerramento renovou uma tradição que atravessa gerações e permanece como uma das maiores manifestações religiosas e culturais do Rio Grande do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
09:31

A parceria entre Brasil e China para a otimização da produção agrícola familiar em Apodi, interior do Rio Grande do Norte, se aproxima de dois anos com reduções de 45 a 90% nos custos de produção, economia de mão de obra de 50 a 95% e aumento de 14% na produtividade. As informações são do professor Vinícius Claudino, coordenador da Residência Tecnológica em Mecanização da Agricultura Familiar/Brasil-China, a primeira do gênero na América Latina.

Fruto de uma parceria entre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), a Universidade Agrícola da China (CAU), a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf), Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), além do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), a iniciativa tem modernizado e fortalecido a produção agrícola familiar com apoio tecnológico.

“Esses ganhos de eficiência permitiram a diversificação dos sistemas agrícolas, a participação inclusiva de gênero e a melhoria da renda dos agricultores. O feedback dos agricultores destacou a alta satisfação com a eficiência de combustível e a facilidade de uso, embora ainda existam desafios, incluindo a distribuição uniforme das máquinas, a necessidade de melhorias ergonômicas para algumas máquinas e o engajamento limitado das partes interessadas”, conta o professor Vinícius Claudino.

Em novembro de 2024, Apodi recebeu 29 máquinas para serem testadas no Rio Grande do Norte por cerca de 150 famílias do Oeste, onde se concentra boa parte dos cerca de 50 mil empreendimentos agrícolas familiares do Estado. De lá para cá, também foram realizadas pesquisas junto aos agricultores familiares com resultados que demonstram, segundo Claudino, a importância da mecanização e da inovação na agricultura familiar no semiárido brasileiro, com ganhos econômicos e operacionais.

“Outros benefícios incluíram redução nos custos de capina, maior produtividade da forragem, diversificação do sistema e maior participação inclusiva de gênero. Os agricultores relataram alta satisfação com a eficiência de combustível e a usabilidade, embora ainda existam desafios em relação a melhorias ergonômicas, distribuição equitativa de máquinas e prática em outras instituições”, explica.

Otimização na produtividade

As reduções nos custos de produção, economia de mão de obra e aumento na produtividade permitiram, segundo Vinícius Claudino, a diversificação dos sistemas agrícolas, a participação inclusiva de gênero e a melhoria da renda dos agricultores.

“Em síntese pode-se observar que a tecnologia chinesa de mecanização agrícola, produtos e máquinas agrícolas, modelos de desenvolvimento e experiências, especialmente o modelo de serviços de máquinas agrícolas socializadas que levam ao desenvolvimento conjunto de pequenos agricultores, pode fornecer referências e lições para a agricultura familiar no Brasil, a fim de melhorar seu nível de mecanização agrícola, reduzir insumos de mão de obra, reduzir custos de produção, melhorar a eficiência da produção e alcançar maior produção de alimentos e renda, causando assim relevante impacto social e econômico na vida dos agricultores”, destaca o professor.

As máquinas recebidas continuam em teste, e algumas estão sendo testadas fora do estado do Rio Grande do Norte, sendo duas no Ceará, uma no Maranhão e uma na Paraíba.

De acordo com o coordenador da Residência, existe a possibilidade de novas máquinas serem testadas, inclusive com tecnologias mais modernas, como por exemplo drones e robôs para a automação da produção.

Agência Saiba Mais***

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
09:15

Imagem: Marcelo Jr./Polêmica Paraíba
Imagem: Marcelo Jr./Polêmica Paraíba

Desde a redemocratização do Brasil, em 1985, seis partidos políticos ocuparam a Presidência da República. Levantamento divulgado pelo perfil Ecodescomplicada, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do portal O Mundo em Capitais, mostra que o Partido dos Trabalhadores (PT) é a legenda que permaneceu por mais tempo à frente do Poder Executivo Federal.

De acordo com os dados, considerando o período até 26 de julho de 2026, o PT acumula 6.293 dias no comando do Palácio do Planalto e deve ultrapassar a marca de 6.400 dias até o encerramento deste ano, consolidando aproximadamente 17 anos e meio de governo desde 1985.

MDB e PSDB vêm em seguida

Na segunda colocação aparece o MDB, com 3.412 dias de governo, seguido pelo PSDB, que soma 2.922 dias. Na sequência estão o PRN, legenda pela qual Fernando Collor foi eleito em 1989, com 1.020 dias, o PL, com 397 dias, e o PSL, com 323 dias.

O levantamento destaca que, embora tenha havido alternância entre partidos de diferentes espectros políticos ao longo das últimas quatro décadas, o PT manteve a maior permanência no comando do Executivo Federal.

Mandato de Bolsonaro dividido entre duas siglas

Outro dado observado é que o período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019–2022) foi dividido entre duas siglas. Bolsonaro iniciou o mandato filiado ao PSL, permanecendo na legenda entre 2019 e 2020. Após deixar o partido, ficou cerca de um ano e meio sem filiação partidária, até ingressar no PL, legenda pela qual concluiu o mandato entre 2021 e 2022.

Ainda segundo o estudo, mesmo somados, os períodos de governo de MDB e PSDB não alcançam o tempo que o PT deverá registrar até o fim de 2026. As informações têm como data de referência o dia 26 de julho de 2026 e foram elaboradas com base em registros do TSE e do portal O Mundo em Capitais.

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
09:04

Festas de Santana de Caicó, Currais Novos e Santana do Matos são patrimônios culturais e imateriais

A festa de Senhora Sant”Ana de Caicó, será encerrada hoje com a  grandiosa Solene Procissão de encerramento  que  segue  trajeto tradicional passa por vias centrais como a Avenida Seridó, Rua Pedro Velho, Celso Dantas e Coronel Martiniano, culminando na Catedral de Sant’Ana com a missa solene e a descida do estandarte,

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
08:46

Senador Styvenson (@SenadorStyvensonValentim) • Facebook

Em vídeo publicado nas redes sociais durante visita às obras de um hospital da Liga em Parnamirim, empreendimento que conta com recursos de emenda parlamentar de seu mandato para custeio, o senador Styvenson Valentim afirmou que moradores da região estariam lhe pedindo também o asfaltamento da via de acesso ao local, cuja responsabilidade é da Prefeitura de Parnamirim. Ao comentar o pedido, o parlamentar declarou que seu mandato vai “até 2029” e que, até lá, seria possível viabilizar também a pavimentação da estrada.

A declaração chama atenção porque o mandato atual de Styvenson termina em 2026. O senador é candidato à reeleição, mas o pleito ainda não foi decidido. Caso seja reeleito, o novo mandato se estenderá até 2034, e não até 2029. Ao estabelecer esse marco temporal, o discurso passa a impressão de que a vitória nas urnas já é tratada como um cenário praticamente certo.

Além disso, ao afirmar que seu mandato iria apenas até 2029, Styvenson também sinaliza, ainda que indiretamente, uma possível candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte em 2030. Isso porque, caso decida disputar o Executivo estadual, terá de deixar o Senado no início daquele ano para cumprir o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral. Não é a primeira vez que o senador fala em sair do mandato para disputar o governo do RN. Na prática, a fala sugere não apenas a convicção de uma reeleição em 2026, mas também a intenção de interromper o mandato para concorrer ao governo estadual quatro anos depois.

Veja o vídeo: https://www.instagram.com/reel/DbgKXOJtYWA/?igsh=MXE5bHN5ZHJjZHd4bg==

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
08:34

Apoiadora exibe imagem de Lula

247 – Neste domingo, em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva será oficializado pela sétima vez candidato à Presidência da República. Trata-se de um feito em si, um fenômeno que supera qualquer comparação nacional e global, presente e passada. Aos 80 anos, em sua melhor forma física e mental, depois de vencer três eleições presidenciais e de exercer este seu terceiro mandato em circunstâncias extraordinariamente adversas, Lula chega a uma nova disputa em posição muito competitiva, consagrado como o principal protagonista da história política nacional, numa trajetória que atravessa distintas conjunturas ao longo de quase 50 anos.

Sua candidatura nasce cercada por uma ampla convergência de forças. Além do PT, reúne o apoio direto do PSB, do PV, do PDT e da federação PSOL-Rede. Conquista apoio entre partidos de oposição. Lidera entre jovens, idosos, pobres e mulheres. Avança em todas as regiões. As pesquisas de intenção de voto o dão como o candidato favorito.

Ao mesmo tempo, seu principal adversário, traidor do país, agente do imperialismo, ligado ao crime, enfrenta dificuldades para consolidar uma frente unificada em seu próprio campo político. Na federação União Brasil-Progressistas, no Republicanos e no PSD persistem resistências à formalização de um apoio exclusivo, com lideranças e filiados recebendo liberdade para apoiar outras candidaturas, inclusive a do próprio Lula.

Essa condição política de Lula é consequência direta de um governo que produziu resultados concretos. A economia voltou a crescer, o desemprego caiu aos níveis históricos mais baixos, o salário mínimo voltou a ser atualizado acima da inflação, os preços permaneceram sob controle e o vigor da moeda foi preservado, a despeito da instável conjuntura internacional. Mais recentemente, o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um reconhecimento internacional da redução da subalimentação no país e da recuperação das políticas de combate à pobreza e à insegurança alimentar.

Esses resultados tornam-se ainda mais expressivos quando se recorda o ambiente em que o governo foi iniciado. Saindo do cárcere, num esforço hercúleo, Lula venceu uma dificílima eleição presidencial por margem estreita. Antes mesmo da posse, foi alvo de planos de assassinato tratados por Jair Bolsonaro, posteriormente investigados pelas autoridades. Oito dias depois de assumir, enfrentou tentativa de golpe materializada na invasão e depredação das sedes da Presidência da República, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal. Governou desde o início com uma expressiva minoria de seu campo político na Câmara dos Deputados e no Senado, além da oposição feroz da mídia tradicional. Contou, vale registrar, com o concurso da florescente mídia contra-hegemônica.

Como se não bastassem os fatores adversos, seu terceiro mandato passou a enfrentar uma inédita pressão internacional. O governo Donald Trump adotou medidas tarifárias assumidamente motivadas a pressionar o processo político brasileiro. Tentou enviar representantes para visitar o presidiário Jair Bolsonaro, enquanto o consulado norte-americano em São Paulo promove encontros acintosos com influenciadores identificados com o bolsonarismo. Soma-se agora a esse ambiente as recorrentes hostilidades verbais do presidente argentino Javier Milei contra Lula e seu governo. Tais movimentos evidenciam que a disputa política brasileira passou a integrar um embate internacional mais amplo entre projetos democráticos e forças da extrema direita, com amplas repercussões geopolíticas. Apesar de inevitáveis tropeços eventuais, Lula é a grande esperança da resistência ao crescimento do fascismo no Ocidente.

Mesmo submetido a um conjunto de pressões internas e externas, Lula voltou a demonstrar a qualidade que melhor explica sua permanência como principal liderança política brasileira: uma capacidade singular de compreender a correlação de forças em cada momento histórico.

Nenhum dirigente brasileiro possui, nos dias de hoje, semelhante capacidade de condução com foco na base e no materialismo político mais cru.

Lula sabe, antes de tudo, reconhecer os cenários de momento e encarar seus limites. Sabe esperar, quando o avanço é impossível, negociar quando a construção de consensos se impõe, absorver derrotas parciais sem perder o horizonte estratégico e identificar a oportunidade, quando ela se oferece, para retomar a iniciativa.

Essa combinação de paciência, capacidade de diálogo, firmeza de propósitos e leitura precisa da conjuntura distingue Lula não apenas de seus adversários, mas também de muitos de seus aliados. Ao longo de décadas, acumulou vitórias políticas extraordinárias. Contudo, esse terceiro mandato representa um novo ápice de sua trajetória.

Depois da perseguição política, da prisão posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal e do retorno à Presidência, Lula transformou um cenário que muitos previam conduzir ao abismo. Os adversários da mídia, dos partidos de oposição e até aliados chegaram a dizer que o presidente estava nas cordas, que era um fantasma sem poder e que o colapso era iminente.

Em meio à névoa do catastrofismo, do pessimismo sincero ou interessado, o presidente soube não se abater e manter o foco no trabalho. Operou nos fundamentos para construir uma situação de maior estabilidade. Dessa forma, conseguiu ampliar alianças, recuperar a confiança internacional do Brasil, restabelecer políticas públicas estratégicas e reconstruir condições para o desenvolvimento econômico e social.

É essa capacidade de transformar conjunturas aparentemente insolúveis em novas possibilidades políticas que explica por que chega à sua sétima candidatura em condições tão favoráveis. A sobrevivência política que muitas cassandras anunciavam condenada converteu-se novamente em apoio encorajador. Os derrotistas não encontram explicações para tamanho renascimento. O isolamento prenunciado não se confirmou. Do próprio combate às contínuas tentativas de inocentar o golpe inicial surgiram as energias que, a muito custo, abriram espaço para a reafirmação da democracia. Lula foi o símbolo da caminhada que marcou este mandato.

Não é apenas como candidato a mais um mandato que Lula chega à convenção. Chega como a principal referência de um campo democrático que, diante do avanço internacional da extrema direita, continua vendo na disputa política, no diálogo e na construção paciente de maiorias o instrumento para enfrentar o imperialismo, defender a soberania nacional, as instituições democráticas e os direitos sociais.

É esse Lula — estrategista da correlação de forças, construtor de consensos e protagonista da reconstrução institucional brasileira — que alcança sua sétima candidatura em um dos momentos mais expressivos de sua longa trajetória pública. Sua candidatura ultrapassa a disputa eleitoral: representa a continuidade de um projeto democrático que hoje se insere em um confronto decisivo e de alcance global entre a democracia e a besta fascista.

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
08:24

Foto: cedida/Bruno Barreto*

O  candidato ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) falou sobre segurança pública após a fuga de 11 presos da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, registrada nesta sexta-feira (31), e destacou que o tema deve ser tratado com a seriedade que sociedade merece e exige. O posicionamento foi publicado, em vídeo, nas redes sociais do candidato.

Para Cadu, o assunto requer rápida ação do Estado, o que já está sendo feito desde as primeiras horas do dia, e lamentou a tentativa de oportunismo eleitoral do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), que usou o episódio em fala nesta sexta.

“É muito oportunismo eleitoral o candidato Álvaro Dias vir falar agora do trabalho dos homens e mulheres da segurança pública. Álvaro, você não cuidou nem de Natal. Você estragou o maior cartão postal da cidade, que é a praia de Ponta Negra, você inaugurou um hospital que, há quase dois anos, está fechado ainda. Aqui do nosso lado nós vamos seguir com o trabalho e com a verdade para o povo do RN”, disse Cadu.

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
08:15

Imagem: reprodução/Agência Saiba Mais/Bruno Barreto*

Se as eleições fossem hoje, o segundo turno seria disputado entre os candidatos Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (UB). É o que aponta a média das principais pesquisas realizadas no mês de julho no Rio Grande do Norte.

Blog do Barreto selecionou os seis institutos potiguares com maior tradição na realização de pesquisas e o único de renome nacional que divulgou dados sobre o quadro eleitoral no Estado para calcular essa média.

Na média, Allyson Bezerra lidera com 35,57%. Na última vez em que fizemos a média das pesquisas, com números de maio, ele tinha 34,8%. O melhor desempenho do ex-prefeito de Mossoró é na Exatus, e o pior é na Atlas.

Álvaro está com 26,49%. Em maio, ele tinha 24,61% na média. O melhor desempenho do ex-prefeito de Natal é na Datavero, e o pior é na Perfil.

Já Cadu Xavier (PT) está com 17,06%, mesmo patamar da última vez em que o Blog do Barreto fez a média das pesquisas. O melhor desempenho dele é na Atlas — única em que aparece na liderança — e o pior é na Perfil.

Confira os números:

 

Candidatos Perfil Seta TS2 Item Atlas Exatus Data 

vero

Média
Allyson 32,93 35,9 38,8 39,2 25,1 41,78 35,27 35,57%
Álvaro 20,38 24,7 24,9 28 27,7 26,05 33,67 26,49%
Cadu 10,31 17,7 13,2 17,4 36,3 13,74 10,8 17,06%
Robério 1,31 0,7 1,4 0,6 0,5 0,26 0,93 0,81%
Dário 1,06 0,3 0,3 0,4 0 0,49 0,67 0,46%
Karlo Rodrigo 0 0,1 0,2 0,6 0,1 0 0,27 0,18%
Não sabe 20,38 10,2 11,4 8 5,2 8,8 9,4 10,48%
Branco/Nulo 13,63 10,4 9,7 5,8 5,1 8,9 9 8,93%

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
08:09

Média das pesquisas mostram cenário menos confortável que o noticiado no RN (Imagem: reprodução)/Bruno Barreto*

Engana-se quem pensa que a eleição para o Senado está definida com uma das vagas garantidas para o senador Styvenson Valentim (Podemos). A média das pesquisas utilizando números consolidados conforme as regras da Justiça Eleitoral (soma o primeiro e o segundo votos e divide por dois) mostra que há uma eleição em aberto.

A vantagem do senador é menor do que demonstram os números das pesquisas que apenas somam o primeiro e o segundo votos sem fazer a divisão.

Dos sete institutos com base nos quais o Blog do Barreto fez a média das pesquisas, apenas Perfil, Datavero e Atlas entregam números consolidados. Em relação aos demais, a reportagem se encarregou de concluir os cálculos para entregar uma média próxima da realidade.

Styvenson lidera com 21,31%, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 15%. Depois, abre-se um pelotão com Rafael Motta (PDT), com 10,24%, Coronel Hélio (PL), com 8,41%, e Samanda Alves (PT), com 7,49%.

Há ainda 20,58% de eleitores indecisos, o que pode alterar bastante o quadro.

Confira os números:

Candidatos Perfil Seta TS2 Item Atlas Exatus Data 

vero

Média
Styvenson 16,56 23,85 18 19,5 21,4 26,31 23,6 21,32%
Zenaide 12,06 20,8 10,35 18,8 11,2 17,17 14,6 15%
Rafael 8,75 7,55 6,4 15,9 14,4 10,88 7,8 10,24%
Hélio 4,41% 9,15 5,3 6,6 15,3 9,44 8,7 8,41%
Samanda 4,09 5,95 5,2 7,9 18,2 5,7 5,4 7,49%
Sandro 1,72 1,2 1,4 0,4 2,1 0,88 2,2 1,27%
Rosália 1,63 0,85 0,75 0,3 0 0,79 1,3 0,8%
Tércio 0,84 0 0,75 1,1 2,1 0 0 0,68%
Luciana 0,91 0,85 0,35 0,1 0 0,33 0,7 0,46%
Sônia 0,19 0 0,55 0 1,1 0,49  0,9 0,46%
Silvestre 0 0 0,75 0 0 0 0 0,11
Linhares 0 0 0,1 0 0 0  0,1 0,03
Mosca 0 0,1 0 0 0 0 0,01
Não sabe 34,62 12,15 28,8 23,5 8,4 15,31 21,3 20,58% 

 

Branco/ 

Nulo

14,22 17,7 16,7 5,9 6,5 12,6 13,6 12,46%

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
08:07

Foto: Ricardo Stuckert/Bruno Barreto***

Na disputa presidencial, a média das pesquisas mostra que a tendência é que Lula da Silva (PT) vença com folga no Rio Grande do Norte mais uma vez. Ele tem o dobro das intenções de Flávio Bolsonaro (PL).

Lula tem 51,55% contra 25,42%, de Flávio.

O melhor desempenho do presidente é na pesquisa Atlas e o pior na TS2. Já Flávio performa melhor na Exatus e pior na TS2 e perfil.

A Datavero não divulgou números presidenciais em julho.

Confira os números:

Candidatos Perfil Seta TS2 Item Atlas Exatus Média
Lula 55,4 50,2 42,7 52,8 56,9 51,3 51,55%
Flávio 20,56 23, 20,5 25 28,5 34,94 25,42%
Renan 1,38 1,5 1,4 0,8 4,1 1,15 1,72%
Caiado 1,94 0,9 1,1 1,2 2,3 1,84 1,55%
Zema 0,56 0,7 0,4 1 1,8 0,54 0,83%
Cury 0,94 0,3 0,1 0,2 1,5 0,75 0,63%
Daciolo 0,31 0,3 0,3 0,4 0 0,34 0,28%
Samara 0 0,1 0,1 0,2 0,9 0,12 0,24%
Barbosa 0,38 0 0,1 0,4 0,2 0,34 0,24%
Heró 0 0 0,1 0 0 0 0,02%
Hertz Dias 0 0,1 0 0 0 0 0,02%
Não sabe 10,06 8,2 27,6 12,2 1,9 3,52 10,58%
Branco/Nulo 8,63 13,8 4,6 5,2 2

Publicado por: Chico Gregorio


02/08/2026
08:04

Foto: reprodução/Bruno Barreto*

Após a fuga de 11 detentos no presídio Rogério Coutinho Madruga, parte da classe política fez um ataque furioso ao sistema prisional e acusou a atual gestão de estabelecer um caos na segurança. Mas dados divulgados pela Secretaria de Administração Penitenciária provam o contrário.

Entre os anos de 2015 e 2018, 877 pessoas se tornaram foragidas do sistema prisional do Rio Grande do Norte no regime fechado. No período de 2019 a 2026, esse número foi reduzido para 47 pessoas foragidas, incluindo a ocorrência recente no Rogério Coutinho, resultado do fortalecimento das ações de segurança e do monitoramento nas unidades prisionais.

Antes da ocorrência registrada nesta sexta-feira (31), na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga, o índice de recaptura das pessoas que haviam fugido nesse período era de aproximadamente 80%, evidenciando a efetividade das ações das Forças de Segurança na localização e recondução dos foragidos ao sistema prisional.

O sistema prisional foi uma das áreas da segurança que foi beneficiada com concurso público, criação da polícia penal e investimentos em equipamentos.

Publicado por: Chico Gregorio


01/08/2026
13:08

Marcos do Manhoso declara apoio á Álvaro Dias durante a Feirinha de Santana

Acabou o mistério que rodeava o ex vice Prefeito e ex prefeito de Caicó, Marcos do Manhoso sobre o nome o qual ele apoiará para o governo do Rio Grande do Norte.

Durante a Feirinha de Santana de Caicó decidou apoiar o projeto de Dias rumo ao governo do Estado.

O nome de Marcos chegou a circular nos últimos nas mídias seridoenses em razão da sua indefinição  de quem apoiaria nas eleições de 2026.

Com a decisão de Marcos São 4 Ex -prefeitos de Caicó no palanque de Álvaro: Bibi Costa, Roberto Germano, Batata e Marcos.

A  chegada de Marcos ao time de Álvaro se deu através de Baba Pereira, companheiro de Dias na chapa do PL para o governo do RN. Marcos esteve á frente do executivo caicoense pelo período de 6 meses.

Publicado por: Chico Gregorio


01/08/2026
13:00

Flávio Bolsonaro

247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, enfrenta dificuldades crescentes para construir uma aliança ampla com os partidos do Centrão. Segundo informações de O Globo, a decisão do Progressistas (PP) de permanecer neutro na disputa presidencial representa um duro revés para a estratégia do PL e reforça o isolamento da candidatura.

A expectativa dos aliados de Flávio era atrair o PP para a chapa por meio da senadora Tereza Cristina (MS), considerada uma das principais opções para a vice-presidência. No entanto, a legenda optou por não aderir formalmente à campanha.

PP rejeita integrar a chapa

De acordo com O Globo, Tereza Cristina chegou a aceitar o convite para compor a chapa presidencial e tentou convencer a direção do PP a rever sua posição. Após consultar os diretórios estaduais, porém, o partido decidiu manter a neutralidade.

A decisão frustrou os planos do PL, que via na ex-ministra uma forma de ampliar o diálogo com o agronegócio e fortalecer a candidatura entre o eleitorado de centro.

Centrão mantém distância

Além do PP, outras siglas importantes do Centrão também indicam que não pretendem formalizar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

Segundo a reportagem, União Brasil e Republicanos caminham para adotar uma posição de neutralidade na eleição presidencial, dificultando a formação de uma frente de centro-direita em torno do candidato do PL.

O cenário contrasta com o esforço da campanha para ampliar sua base política às vésperas do encerramento do prazo para registro das chapas.

Críticas à estratégia do PL

Dirigentes do PP ouvidos por O Globo criticaram a condução das negociações pelo entorno de Flávio Bolsonaro.

Segundo eles, a divulgação pública do nome de Tereza Cristina antes da conclusão das conversas foi interpretada como uma tentativa de criar um fato consumado e pressionar o partido a aderir à candidatura.

Nos bastidores, integrantes da legenda classificaram a estratégia como equivocada, o que contribuiu para aumentar a resistência ao acordo.

Busca por um vice continua

Sem consenso em torno de Tereza Cristina, Flávio Bolsonaro segue em busca de um nome para a vice-presidência.

A reportagem informa que pelo menos dez nomes foram considerados ao longo das negociações e que a preferência do PL é por uma mulher, numa tentativa de ampliar a identificação da chapa com o eleitorado feminino.

Entre as alternativas discutidas internamente aparecem parlamentares como Bia Kicis, Julia Zanatta e Priscila Costa.

Negociações seguem até o prazo final

A campanha também tenta abrir novas conversas com o Republicanos, buscando viabilizar o nome de Daniella Marques para a vice, além de manter contatos com o Podemos, embora sem avanços significativos.

A estratégia é prolongar as negociações até o limite legal para o registro das candidaturas, em 5 de agosto, na expectativa de evitar o fechamento antecipado das alianças.

Isolamento amplia desafio eleitoral

Segundo O Globo, as dificuldades para atrair partidos do Centrão refletem um cenário político mais complexo para a candidatura de Flávio Bolsonaro, marcado por divergências internas no PL e pela resistência de legendas que preferem manter independência na disputa presidencial.

O isolamento nas negociações partidárias ocorre enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva amplia sua coalizão de apoio, consolidando alianças com partidos do campo de centro-esquerda e reforçando sua posição na corrida eleitoral.

Publicado por: Chico Gregorio