Veículo da Polícia Federal (Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) A Polícia Federal deflagra na manhã desta quarta-feira a 45ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Abate II. A primeira fase da Abate, na última sexta-feira, prendeu o ex-deputado Cândido Vaccarezza; dessa vez, um dos alvos é Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU). Alvo de um dos quatro mandados de busca e apreensão, Cedraz é acusado de participar de reuniões nas quais o esquema de pagamento de propinas a agentes da Petrobras teria sido planejado. Junto com outro advogado, o filho do ministro, de acordo com nota da Polícia Federal, recebeu comissões pela contratação da empresa americana Sargent Marine pela Petrobras, em troca de pagamentos em contas na Suíça mantidas por uma offshore. Procurado em seu escritório, o advogado Tiago Cedraz não foi encontrado para comentar as acusações. Não há nenhum mandado de prisão na operação desta quarta, que consiste em quatro buscas, nas cidades de Brasília, Salvador e Cotia (SP).
Membro da força-tarefa da Operação Lava Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou nesta terça (22) que o ministro do STF Gilmar Mendes tem “evidentes ligações” com o empresário Jacob Barata Filho, investigado por suspeita de corrupção no Rio.
“São ligações que Gilmar e seus familiares têm, objetiva e subjetivamente, com o empresário que foi preso”, afirmou, em entrevista coletiva.
O ministro foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho, conhecido como “rei do ônibus”, em 2013 – o noivo era sobrinho da mulher de Gilmar.











