
Nonato Guedes***
Intitulada “Os quinze dias que podem mudar a eleição presidencial”, uma análise assinada por Gustavo Tapioca e publicada na “Revista Fórum” reporta-se à queda-de-braço entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o enteado, o senador Flávio, pela tomada do espólio político-eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão por envolvimento na preparação frustrada de um golpe de Estado. Entre 10 e 25 de julho, prevê o articulista, a direita terá de decidir se mantém Flávio, se abre espaço para Michelle ou se buscará uma composição capaz de reunir o bolsonarismo e a direita liberal para o enfrentamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, no momento, cumpre o período do “defeso eleitoral”, previsto pela lei, enquanto se prepara para entrar no ringue da competição.
Até a convenção nacional do Partido Liberal, marcada para 25 de julho, poderá ser tomada a decisão política mais importante das eleições presidenciais de 2026. À primeira vista, trata-se apenas de convenção destinada a homologar a candidatura de Flávio, que foi ungido pelo próprio pai para sucedê-lo na cena política nacional. Na prática, o evento decidirá muito mais do que uma candidatura: sinalizará quem vai herdar o capital político de Jair Bolsonaro e qual será a estratégia da direita para tentar impedir a reeleição do líder petista. O prazo legal para registro de candidaturas ainda se estende até 15 de agosto, mas o calendário político corre mais depressa, como alerta Tapioca. Depois da convenção dos partidos, entre 25 de julho e 5 de agosto, qualquer mudança deixará de ser uma simples negociação partidária para se transformar na substituição pública do candidato escolhido pelo ex-capitão reformado, e essa contagem regressiva dá novo significado aos acontecimentos das últimas semanas.
No ambiente político brasileiro, como se sabe, respira-se uma crise que envolve diretamente o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle. Isoladamente, o conflito parece ser mais um dos que giram em torno do barulhento “clã” que chegou ao poder em 2018. Só que vai muito mais além – observada em conjunto, pode representar o início de uma ampla reorganização da direita brasileira. Durante meses, Jair Bolsonaro acreditou que bastaria indicar um dos filhos para preservar automaticamente o capital político construído ao longo de sua trajetória. A escolha de Jair recaiu sobre Flávio, o filho 01. Michelle foi encaminhada para disputar uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal e exercer o papel de principal cabo eleitoral do enteado. A estratégia parecia encerrar qualquer prenúncio de disputa sucessória dentro do bolsonarismo. A realidade seguiu outro caminho. Gustavo Tapioca lembra que Flávio não conseguiu unificar o campo conservador e que o caso Daniel Vorcaro ampliou o desgaste de sua candidatura, levando-o a enfrentar resistências entre setores empresariais, dirigentes partidários e lideranças da direita liberal.
A viagem aos Estados Unidos, as controvérsias envolvendo o tarifaço de Donald Trump contra produtos brasileiros, o desgaste produzido pelo caso Daniel Vorcaro, do Banco Master, declarações desastradas sobre o Pix e, por fim, o rompimento público com Michelle passaram a alimentar dúvidas sobre a capacidade de Flávio de ampliar alianças para além do eleitorado bolsonarista, o que ficou patente, também, no pré-lançamento das candidaturas presidenciais de Ronaldo Caiado e de Romeu Zema. Ao mesmo tempo, Michelle iniciou um movimento na direção oposta, primeiro rompendo publicamente com Flávio, depois largando a presidência do PL Mulher. Em seguida, lançou o movimento “ImparáveisMB” e passou a apresentar-se como líder de um projeto dirigido a homens e mulheres. Michelle já não fala apenas como ex-primeira-dama ou dirigente partidária. Procura ocupar o espaço de uma liderança nacional disponível para um projeto político mais amplo. Sua mensagem parece clara: ela não aceita mais desempenhar um papel secundário, explica a matéria publicada na “Revista Fórum”.
Há, porém, outro personagem central nessa história: Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, que começou a construir politicamente Michelle muito antes de Jair escolher Flávio como sucessor. Em 2023, Valdemar entregou o comando do PL Mulher a Michelle e colocou à sua disposição a estrutura partidária, incentivando viagens pelo país e declarando publicamente que, se Jair não pudesse disputar a Presidência, Michelle seria uma alternativa natural do partido. Na prática, deu partida ao embrião de uma liderança nacional. Valdemar aceitou a escolha de Flávio, mas preservou o espaço político construído para Michelle. Isso não significaria que esteja conspirando contra Flávio, mas apenas que continua preservando aquele que considera um dos maiores patrimônios políticos do PL. Michelle, no dizer da colunista Dora Kramer, executa um roteiro bem pensado, mostra frieza e, sobretudo, visão estratégica, o que a coloca anos-luz à frente do açodado Flávio Bolsonaro. Michelle saiu do PL Mulher sem abandonar o partido e rompeu com Flávio sem romper com o legado político de Jair. Além do mais, criou um movimento próprio sem anunciar candidatura presidencial. Manteve aberta a possibilidade de disputar o Senado por Brasília mas não fechou outras portas. Ela explora todas as alternativas disponíveis. E pode levar para uma chapa o sobrenome Bolsonaro, parte importante do eleitorado evangélico, o voto feminino conservador e uma parcela significativa da militância bolsonarista. Pode ser a ponte entre o projeto conservador e o eleitorado bolsonarista. O novelão na direita é acompanhado com expectativa pelas diferentes forças políticas engajadas na próxima disputa presidencial no Brasil, diante de desfecho surpreendente que pode ter graças à astúcia de Michelle, hoje no papel de “a desprezada”.
247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou neste sábado (11) uma petição dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede a revogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu retorno ao regime fechado. A iniciativa foi motivada pela divulgação, em uma transmissão ao vivo realizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente, atualmente em cumprimento de pena de 27 anos e três meses de reclusão.
Segundo a petição, a carta foi escrita pelo próprio Bolsonaro na manhã de sábado, durante uma visita familiar autorizada, e retirada da residência para ser lida integralmente por Flávio Bolsonaro em seu canal no YouTube poucas horas depois. Lindbergh afirma que o conteúdo possui caráter político-eleitoral, ao designar o senador como “porta-voz”, declarar apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República e convocar apoiadores a se unirem em torno desse projeto político.

Do Estado de São Paulo – Seis meses após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças especiais dos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assumiu o controle das finanças, da distribuição de recursos naturais e da gestão governamental da Venezuela a partir de Washington, informa reportagem do jornal The New York Times.
De acordo com relatos de mais de uma dúzia de funcionários de ambos os países consultados pelo jornal, Rubio atua como administrador da Venezuela, mantendo coordenação com a presidente interina Delcy Rodríguez por meio de mensagens de texto.
O arranjo político consolidou-se após Rodríguez aceitar colaborar com as diretrizes da Casa Branca em troca da preservação da infraestrutura nacional.
A reportagem detalha que o Departamento do Tesouro dos EUA arrecada diretamente as receitas provenientes das exportações de petróleo venezuelano – comercializadas por intermédio das empresas Trafigura e Vitol – e as libera de forma gradual por meio de bancos privados locais.

A prefeita de Jardim do Seridó, Dra. Silvana de Lalá, comentou os rumores de que a ex-prefeita de Ouro Branco, Dra. Fátima, estaria sendo cogitada para disputar a Prefeitura de Jardim do Seridó nas eleições de 2028.
Segundo as especulações que circulam nos bastidores políticos, Dra. Fátima, derrotada por 17 votos na eleição suplementar realizada em 17 de maio deste ano em Ouro Branco, poderia enfrentar Dra. Silvana, que deverá buscar a reeleição.
Até o momento, não há anúncio público confirmando uma candidatura de Dra. Fátima a prefeito de Jardim do Seridó.
Ao comentar o assunto, Dra. Silvana classificou os rumores como uma “ingratidão” de quem está tentando implantar essa discórdia. Ela afirmou ter grande respeito pela família de Dra. Fátima, lembrando a relação de amizade e consideração entre as famílias, especialmente por serem ligadas ao setor agropecuário.
Sabe que isso não parte da família de Zé de Luzia mas como a política é dinâmica , ela se mostra esta preparada pra enfrentar qualquer adversário.
Carlos Felipe**

O Ministério da Fazenda bloqueou o acesso de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) às plataformas de apostas esportivas. Segundo a pasta, esse grupo representa 10,4% dos 27 milhões de contemplados pelos programas sociais e 11,2% dos brasileiros que tentaram apostar ao menos uma vez em 2025.
A medida atende a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a adoção de mecanismos para impedir o uso de recursos dos programas sociais em apostas.
Todos os 27 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC estão impedidos de criar contas em plataformas de apostas. No entanto, a Fazenda informou que 2,8 milhões já possuíam cadastro e tiveram o acesso bloqueado.
As empresas autorizadas devem consultar, a cada 15 dias, a base de dados do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), administrado pelo Serpro, para verificar se um usuário recebe benefícios sociais.
Segundo o ministério, a consulta é feita por meio do CPF e informa apenas se a pessoa está “impedida” ou “não impedida” de apostar.
A legislação também proíbe apostas por agentes públicos ligados ao setor, atletas profissionais, árbitros, dirigentes esportivos, fiscais, técnicos e pessoas diagnosticadas com ludopatia.
Nesse caso, porém, o bloqueio depende de autodeclaração, já que não existe um sistema automatizado para impedir o cadastro dessas categorias.
Além dos bloqueios determinados pelo governo, mais de 925 mil pessoas aderiram ao sistema de autoexclusão, ferramenta que impede voluntariamente o acesso às plataformas autorizadas de apostas.
O bloqueio pode valer por prazo determinado ou indeterminado. Na segunda opção, o usuário só pode solicitar a retirada da restrição após 12 meses.
Segundo a Fazenda, parte dos cadastros pode ter sido feita por pessoas que nunca apostaram, mas decidiram aderir ao sistema para evitar o uso indevido do próprio CPF.
Ouvidos pela Folha de S.paulo, representantes das empresas de apostas afirmam que a medida não impede o acesso dos usuários a sites clandestinos, que operam sem autorização do governo federal.
Essas plataformas não participam do sistema de autoexclusão, não seguem as regras da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e também não pagam a outorga nem os tributos exigidos das empresas autorizadas.
Para aderir ao sistema, o interessado deve acessar a página de autoexclusão da Secretaria de Prêmios e Apostas no portal Gov.br.
Em seguida, é necessário fazer login com uma conta dos níveis prata ou ouro, escolher o motivo e o período do bloqueio, aceitar os termos de uso e confirmar a solicitação. Durante a vigência da restrição, o usuário não pode acessar plataformas autorizadas nem receber publicidade direcionada sobre apostas.
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou nesta sexta-feira 10 a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), afirmando que o projeto político do parlamentar estaria perdendo apoio.
Em uma publicação nas redes sociais, o ex-governador de Goiás escreveu que “o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!”. A declaração foi feita em referência a uma reportagem que apontava um possível afastamento do PP e do União Brasil da candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em carta divulgada neste sábado 11, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é seu “porta-voz” e pediu que seus aliados deixem de lado as diferenças em torno da pré-candidatura do filho à Presidência da República.
A mensagem foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. No texto, Bolsonaro declarou confiar no senador para liderar o projeto político do grupo.

“Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas e deixar de lado possíveis diferenças”, escreveu o ex-presidente.
Na sequência, Bolsonaro reforçou o apoio ao filho: “Meu pré-candidato, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e prosperidade”.

Após a leitura da carta, Flávio agradeceu a manifestação do pai e afirmou que o gesto ajuda a unificar o discurso do grupo político.
“Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que, porventura, alguém possa estar seguindo”, declarou.
A carta foi divulgada dias após a troca de acusações entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro nas redes sociais. Apesar do contexto, o ex-presidente não fez qualquer referência ao episódio na mensagem.
A crise familiar ganhou repercussão no fim de junho, quando Michelle afirmou ter sido maltratada e humilhada pelo senador. Flávio chegou a pedir desculpas publicamente, mas o conflito voltou a ganhar força após novas publicações envolvendo o parlamentar e a ex-primeira-dama.
Em meio às divergências, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. Segundo o partido, a decisão foi acertada em reunião com o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto.
Na última semana, Valdemar afirmou que Flávio e Michelle não mantêm diálogo desde o início da crise e defendeu o fim dos conflitos internos antes da convenção nacional do partido, marcada para o próximo dia 25 de julho.
Os recursos são provenientes da Compensação Ambiental dos Parques Eólicos Rio do Vento Expansão. O Ecoposto contará com auditório, biblioteca, salas administrativas, espaços expositivos, loja de souvenires, videoteca, terraço panorâmico e alojamento para pesquisadores e equipes técnicas.
Durante a visita, Fátima Bezerra destacou que o empreendimento alia preservação ambiental, produção de conhecimento e valorização do patrimônio natural do Rio Grande do Norte.
“O Ecoposto vai acolher pesquisadores e visitantes, fortalecendo a proteção desse importante patrimônio natural e permitindo que mais pessoas conheçam a riqueza das Cavernas de Martins de forma sustentável”, afirmou.
Criado em 2022, o Monumento Natural Cavernas de Martins abriga um dos mais importantes patrimônios espeleológicos do Rio Grande do Norte. Até o momento, foram catalogadas 92 cavidades naturais, entre elas 78 cavernas e 14 abrigos, além de fósseis, pinturas rupestres e uma rica biodiversidade, com 112 espécies de plantas e 189 espécies de animais.
Entre os principais atrativos estão a Casa de Pedra, considerada a segunda maior caverna em mármore do Brasil, além da Pedra do Sapo e da Pedra Rajada.
A visitação ao MONA Martins segue normas específicas de preservação definidas pelo Idema em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav/ICMBio). Com a nova estrutura, a expectativa é fortalecer a conservação ambiental e impulsionar o turismo sustentável na região da Rota do Frio, que reúne os municípios de Martins, Portalegre, Serrinha dos Pintos, Riacho da Cruz e Viçosa.