15/07/2026
09:05

247 – O presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência. Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do candidato do PL, abrindo oito pontos de diferença na rodada de julho da pesquisa Genial/Quaest.

Segundo o levantamento, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Outros 4% permanecem indecisos. Os dados integram a 27ª rodada da pesquisa nacional Genial/Quaest, realizada em julho de 2026.

Distância cresce de seis para oito pontos

A nova rodada indica uma ampliação da vantagem de Lula em relação ao levantamento anterior. Em junho, o presidente tinha 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 38%, uma diferença de seis pontos.

Em julho, Lula avançou um ponto percentual e chegou a 45%. Flávio, por sua vez, recuou de 38% para 37%. Com os movimentos, a distância entre os dois passou para oito pontos percentuais.

A série histórica mostra uma mudança no cenário desde abril, quando Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 42%, ante 40% de Lula. O presidente retomou a liderança em maio, com 42% contra 41%, e ampliou a diferença nas duas rodadas seguintes.

Lula avança entre eleitores independentes

O recorte por posicionamento político mostra que Lula mantém apoio quase unânime entre os entrevistados que se declaram lulistas e ampla vantagem entre os eleitores de esquerda que não se identificam diretamente com o presidente.

Entre os independentes, grupo que corresponde a 33% da amostra, Lula aparece com 40% das intenções de voto no segundo turno. Flávio Bolsonaro registra 27%, enquanto 26% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Outros 7% estão indecisos.

Flávio concentra seu melhor desempenho entre os bolsonaristas e os eleitores de direita não bolsonarista. No primeiro grupo, o senador alcança 91%; no segundo, registra 74%. Lula tem 2% e 6%, respectivamente, nesses segmentos.

Presidente também abre 12 pontos no primeiro turno

A vantagem de Lula também aparece na simulação estimulada para o primeiro turno. O presidente lidera com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 28%, uma diferença de 12 pontos percentuais.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais nomes não pontuaram.

Os indecisos representam 11% dos entrevistados, e 8% disseram que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar. Na rodada anterior, Lula tinha 39% e Flávio aparecia com 29%, o que mostra crescimento de um ponto para o presidente e recuo equivalente para o senador.

Lula lidera no Nordeste e entre eleitores mais velhos

No cenário de primeiro turno, Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste, onde alcança 55%, contra 24% de Flávio Bolsonaro. O presidente também lidera no Sudeste, com 35% a 28%, e no agrupamento formado por Centro-Oeste e Norte, com 39% a 24%.

Flávio fica à frente no Sul, onde registra 37%, ante 29% de Lula.

O presidente também lidera entre homens e mulheres. No eleitorado masculino, Lula tem 42%, contra 30% de Flávio. Entre as mulheres, o placar é de 38% a 25%.

Por faixa etária, Lula chega a 48% entre os brasileiros com 60 anos ou mais. Flávio tem 27% nesse segmento. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, o presidente marca 40%, contra 26% do senador. A disputa é mais equilibrada entre os jovens de 16 a 34 anos: 34% para Lula e 30% para Flávio.

Voto em Lula mostra maior consolidação

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se a escolha para presidente era definitiva ou ainda poderia mudar. No conjunto do eleitorado que declarou um candidato, 65% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 35% admitiram a possibilidade de mudança.

Entre os eleitores de Lula, 77% dizem estar decididos e 23% ainda podem alterar a escolha. No caso de Flávio Bolsonaro, 62% consideram o voto definitivo e 37% reconhecem que podem mudar até a eleição.

Os dados sugerem que, além de liderar os cenários de primeiro e segundo turnos, Lula possui neste momento uma base eleitoral mais consolidada que a do principal adversário.

Flávio tem rejeição maior

Outro indicador favorável ao presidente aparece no levantamento sobre potencial de voto e rejeição. Lula é conhecido e teria o voto de 47% dos entrevistados, enquanto 50% afirmam conhecê-lo, mas descartam apoiá-lo.

Flávio Bolsonaro tem potencial de voto de 38%. A parcela que conhece o senador, mas não votaria nele, chega a 57%, sete pontos acima da rejeição registrada por Lula.

Na pergunta espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 26%, contra 14% de Flávio. A maioria, no entanto, ainda não definiu espontaneamente seu candidato: 54% se declararam indecisos.

Aprovação de Lula chega a 48%

O desempenho eleitoral ocorre em meio à recuperação da avaliação do presidente. A aprovação do trabalho de Lula chegou a 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Em junho, 47% aprovavam o presidente e 48% desaprovavam. A rodada de julho, portanto, registrou uma inversão numérica dos indicadores, embora os resultados estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026.

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:56

A estratégia do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) de intensificar os ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentou significativamente sua visibilidade nas redes sociais.

Levantamento da AP Exata, obtido pelo Estadão, mostra que o volume de menções ao pré-candidato cresceu 446,3% nos últimos cinco dias, sem aumento proporcional das citações negativas.

Nos últimos dias, Caiado passou a questionar diretamente Flávio Bolsonaro, comparando-o a Lula, criticando sua candidatura e defendendo que o Brasil precisa de um presidente com liderança própria, sem depender da influência do pai, Jair Bolsonaro.

Segundo a consultoria, a ofensiva colocou Caiado no centro do debate da direita e ampliou sua exposição entre eleitores conservadores insatisfeitos com o bolsonarismo, apesar das críticas da base mais fiel de Flávio, especialmente após a escolha de Gilberto Kassab como vice na chapa do PSD.

A avaliação é que a estratégia ajudou Caiado a superar um de seus principais desafios: o baixo nível de conhecimento do eleitorado sobre sua candidatura.

Laurita Arruda***

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:55

O prefeito Paulinho Freire continua exercitando convivência política híbrida para conciliar sua posição local com a escolha partidária, que fez para a eleição de 2024.

Mesmo com candidato próprio ao Governo, coordena a campanha de Álvaro Dias do PL em Natal, mas permanece ativo na Executiva Nacional do União Brasil.

Nem mesmo o fato de ter como prioridade em 2026 a candidatura da esposa, Nina Souza, à Câmara Federal pelo PL o afastou das reuniões e das decisões do União Brasil. Tanto que chegou a tentar, sem êxito, costurar um entendimento entre o amigo Kelps Lima e o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda.

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:51

O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), confirmou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias (PL) ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições de 2026. A aliança fortalece o bloco de oposição e amplia a base política do ex-prefeito de Natal, especialmente no interior do estado.
A expectativa é que o apoio seja oficializado em um grande evento político nos próximos dias, provavelmente no Olimpo Recepções, no próximo sábado, reunindo lideranças e aliados para marcar a consolidação da aliança entre PSDB e PL na disputa estadual. Apesar da decisão da direção tucana, algumas lideranças do partido deverão seguir apoiando outros projetos políticos.

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:43

Rosalie Arruda***

A deputada federal Natália Bonavides resolveu colocar a Refinaria Clara Camarão de volta no centro do debate político. Lançou uma campanha nas redes sociais, abriu uma petição na internet e convocou os potiguares a defenderem a reestatização da unidade de Guamaré, privatizada durante o governo Jair Bolsonaro.

Com o apoio do Sindipetro-RN, a palavra de ordem é uma só: trazer a refinaria de volta para o guarda-chuva da Petrobras. O argumento é inconteste. Desde a privatização, dizem os defensores da proposta, o bolso do consumidor passou a sentir ainda mais os efeitos das oscilações do mercado internacional.

No tabuleiro político, a iniciativa também reposiciona um tema que promete render bons debates em ano eleitoral. Afinal, quando o assunto é combustível, ninguém fica indiferente. Basta o preço subir alguns centavos para a conversa sair da bomba e chegar, rapidinho, ao palanque.

Agora resta saber se a campanha vai abastecer apenas o debate político ou também conquistar assinaturas suficientes para ganhar força em Brasília.

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:36

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Por Elane Nascimento, do Diário do RN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito, se dependesse do Rio Grande do Norte, caso as eleições ocorressem hoje. Com 52,60% das intenções de voto, o petista lidera a corrida para a Presidência da República no Estado, segundo pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta terça-feira (14). No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula vence o segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 27,20%.

O levantamento mostra ainda ampla vantagem de Lula sobre os demais pré-candidatos. Renan Santos (Missão) aparece com 1,87%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 1,73%. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) registram 0,60% cada.

Na sequência aparecem Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,40%; Aldo Rebelo (DC), 0,27%; Joaquim Barbosa (PSB), 0,20%. Samara Martins (UP), 0,13%; e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.

Entre os entrevistados, 5,20% afirmaram não saber ou preferiram não responder, enquanto 9,20% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto.

Flávio Bolsonaro lidera a Rejeição

O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Nesse cenário, o pré-candidato Flávio Bolsonaro lidera o índice, com 38,60% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, caso as eleições ocorressem hoje. Enquanto isso, o atual presidente, Lula, aparece em seguida, com 27,53%.

Os demais nomes apresentam índices de rejeição inferiores a 2%: Samara Martins (UP) 1,40%, Cabo Daciolo (Mobiliza) 1,07%, Aldo Rebelo (DC) 0,93%, Augusto Cury (Avante) 0,60%, Renan Santos (Missão) 0,53%, Joaquim Barbosa (PSB) 0,47%, Ronaldo Caiado (PSD) 0,47%, Romeu Zema (Novo) 0,33% e Hertz Dias (PSTU) 0%.

Além disso, 16,33% dos entrevistados disseram que caso as eleições fossem realizadas hoje, não saberiam ou preferiram não responder sobre a rejeição, enquanto isso, 9,87% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados e outros 1,87% disseram que votariam em qualquer um dos candidatos apresentados.

Metodologia

A pesquisa quantitativa do Instituto DataVero foi realizada entre os dias 9 e 11 de julho de 2026, com 1.500 entrevistados em municípios do Rio Grande do Norte.

O levantamento apresenta margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:34

Bruno Barreto*

A tendência interna Articulação de Esquerda, do Partido dos Trabalhadores (PT), grupo do qual faz parte a Deputada Federal Natália Bonavides,  divulgou uma nota nesta segunda-feira (13) defendendo mudanças na composição da chapa majoritária do campo governista para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. No documento, o grupo propõe que o PSOL seja convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado e que a candidatura a vice-governador tenha um perfil de esquerda, preferencialmente uma mulher com ligação aos movimentos populares.

A manifestação é dirigida ao diretório estadual do PT e parte da avaliação de que a disputa eleitoral de 2026 será decisiva para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fortalecer o projeto político do partido nos estados.

Segundo a tendência petista, o Rio Grande do Norte reúne condições favoráveis para uma campanha unificada da esquerda. O texto afirma que, no estado, será possível votar em candidatos do PT para todos os principais cargos em disputa, “de governador a deputado estadual”, o que, na avaliação do grupo, favorece a mobilização da militância.

A Articulação de Esquerda sustenta que a consolidação de um palanque unificado é fundamental para ampliar a votação de Lula no estado e assegurar vitórias nas disputas para o Governo e o Senado. Além da composição eleitoral, a tendência defende que o programa de governo seja construído em diálogo com movimentos sociais, setoriais do PT e representantes da classe trabalhadora.

Apoio ao PSOL e defesa do legado de Fátima

Na nota, a corrente afirma que a inclusão do PSOL na chapa para o Senado permitiria oferecer ao eleitorado dois votos identificados com um projeto popular para o Rio Grande do Norte. O documento também destaca que a composição deve estar comprometida com o legado da governadora Fátima Bezerra, com a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e com o projeto nacional liderado por Lula.

Outro ponto defendido pela tendência é que a vice-governadoria seja ocupada por uma liderança de perfil progressista, preferencialmente uma mulher vinculada aos movimentos populares, como forma de fortalecer a identificação da chapa com sua base social.

Confira a nota na íntegra

NOTA AO PT DO RIO GRANDE DO NORTE

A eleição de 2026 será uma batalha duríssima em defesa de um Brasil soberano, desenvolvido, livre e justo. Essa batalha será travada nacionalmente através da campanha Lula presidente, prioridade máxima do Partido dos Trabalhadores.

Em cada estado do país, o PT tem a tarefa de fazer uma campanha mobilizadora, politizada e que coloque em primeiro lugar a defesa do nosso projeto político. O desafio de fazer isso em tempos de algoritmos favoráveis à direita e em um ambiente de desmobilização será imenso.

Por isso, entendemos que uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente.

No RN, temos um cenário melhor que em boa parte do país. Aqui poderemos votar 13 em todos os cargos em disputa, de governador à deputado estadual, e entendemos que essa é uma tática que ajuda a mobilização que precisamos para a campanha ser vitoriosa.

É nesse espírito que achamos que a unificação da esquerda é importante para a consolidação do palanque que pode ampliar a vitória do presidente Lula no RN e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. Além disso, devemos nos debruçar para apresentar um Programa de Governo que seja construído a partir do diálogo com os movimentos sociais, com as secretarias e setoriais do nosso partido e ouvindo a classe trabalhadora do RN. Isso implica envolver cada vez mais nossas candidaturas majoritárias em agendas que tenham esse perfil.

Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa.

Não mediremos esforços para eleger Lula, Cadu, Samanda, nossa bancada de deputados e deputadas e assegurar que a vitória seja além de eleitoral, política. É hora de alterar a correlação de forças no país!

Em tempos de guerra, a esperança é vermelha! Venceremos!

Natal, 13 de julho de 2026

Direção Estadual da Articulação de Esquerda do RN

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:32

Foto: reprodução/Bruno Barreto*

Analisando em profundidade os números da pesquisa Seta num comparativo entre as duas últimas sondagens divulgadas (junho e julho), é possível concluir que o prefeito Allyson Bezerra (UB) tem um perfil bem definido em seu eleitorado: 70% é lulista.

Metade aprova o governo Fátima Bezerra (PT); a outra metade desaprova. Ou seja, cada grupo representa 35% do total de eleitores de Allyson.

É justamente para o eleitor que desaprova que ele acena nas entrevistas quando bate duro na petista, mas evita se posicionar sobre o presidente Lula da Silva (PT).

Mas onde há o risco de Allyson desidratar? É que o percentual do eleitor do prefeito de Mossoró que é lulista e aprova Fátima também é de 35% das suas intenções de voto. Isso dá uma fração de 12,3% em relação aos 35,9% de intenções de voto totais de Allyson. Em tese, o eleitor lulista que aprova Fátima é o mais propenso a ceder aos apelos de Lula para votar em Cadu.

A preço de hoje, se 100% do eleitor com esse perfil migrasse para Cadu na próxima pesquisa Seta, o petista saltaria para 29% e Allyson cairia para 23,6%.

Se isso vier a acontecer, Allyson será emparedado pela polarização e, como previu Álvaro Dias, o segundo turno seria entre um petista e um bolsonarista no Rio Grande do Norte.

Cruzamento voto presidente x aprovação de governo no voto em Allyson Bezerra

  • Lulista × Aprova Fátima: 12,3%
  • Lulista × Desaprova Fátima: 12,3%
  • Bolsonarista × Desaprova Fátima: 3,1%
  • Branco/nulo × Desaprova Fátima: 3,0%
  • NS presidencial × Desaprova Fátima: 1,1%
  • Lulista × Não sabe avaliar: 0,8%
  • Franjas de direita (Renan, Caiado, Zema): 1,4%
  • Aprovadores não-lulistas (bolsonarista/BN/NS × Aprova): 1,0%
  • Residuais (desengajado total, Daciolo, Hertz etc.): 0,9%
  • Votação total: 35,9%

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:30

Foto: reprodução/Bruno Barreto

Enquanto 70% dos eleitores de Allyson Bezerra (UB) estão na base lulista, com Álvaro Dias (PL) ocorre o inverso: ele praticamente abocanhou todo o eleitorado bolsonarista no Rio Grande do Norte, cujo teto chega a, no máximo, um terço dos potiguares.

Nas duas últimas pesquisas Seta, Álvaro disparou de 56,7% para 69,9% entre os bolsonaristas que desaprovam o governo Fátima Bezerra (PT).

O problema é que, à medida que ele vai radicalizando o discurso para atrair os bolsonaristas para o seu cercadinho eleitoral, vai perdendo eleitores lulistas que desaprovam o governo Fátima. Entre junho e julho, o recuo foi de 12,6% para 10,1%.

Nas intenções de votos totais, isso terminou por refletir uma oscilação positiva de 0,5 ponto percentual, dentro da margem de erro. O antipetismo de Álvaro não consegue transferir votos bolsonaristas para fora da bolha da direita.

Publicado por: Chico Gregorio


15/07/2026
08:28

Foto: reprodução/Bruno Barreto*

A rota do ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), para chegar ao segundo turno está traçada: tirar os eleitores lulistas que votam no ex-prefeito Allyson Bezerra (UB).

A primeira etapa do trabalho é simples: atrair o eleitor lulista que aprova o ex-prefeito de Mossoró. Como escrevemos em outra análise, 70% dos eleitores de Allyson são lulistas, sendo metade aprova e metade desaprova a governadora Fátima Bezerra (PT). Essa metade é equivalente a 12,5 pontos percentuais. É o suficiente para inverter as posições de Cadu e Allyson na última pesquisa Seta.

A última pesquisa mostrou que 80% do eleitorado de Cadu é o lulista que aprova o governo Fátima. É nessa faixa que ele cresceu entre junho e julho. Entre os lulistas que desaprovam, ele está estagnado.

A disputa de Cadu neste momento é com Allyson, sobretudo no eleitorado lulista que aprova Fátima. Desse perfil, 47,2% estão com o ex-prefeito de Mossoró. Isso é uma fração de 12,5% dos votos totais.

 

Publicado por: Chico Gregorio


14/07/2026
08:49

A Casa de Apostas Arena das Dunas viveu uma tarde histórica neste domingo (12). Em parceria com a Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF), a campanha do Ingresso Social Gratuito levou cerca de 19 mil torcedores ao estádio, que empurraram o ABC para a classificação às oitavas de final da Série D.

Além da grande festa nas arquibancadas, a ação também fez a diferença fora de campo. A troca de ingressos por 1 kg de alimento não perecível, em parceria com o programa “Banco de Alimentos” da Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas), resultou na arrecadação de mais de 22 toneladas de alimentos, o maior volume já registrado pelo projeto em um único dia.

As doações beneficiarão mais de 100 instituições sociais e milhares de famílias em situação de vulnerabilidade.
A campanha continua nesta segunda-feira (13), quando será a vez da torcida do América fazer sua parte, transformando novamente a Arena em um palco de futebol, emoção e solidariedade.

 

FONTE: thaisagalvao.com.br

Publicado por: Chico Gregorio


14/07/2026
08:46

Marinho afirma que Bolsonaro está tranquilo sobre perda de patente

Foto reprodução redes sociais.

Ao classificar a proibição temporária de visitas de Flávio Bolsonaro ao pai como “interferência no jogo político”, Rogério Marinho ignora um aspecto relevante do caso: a medida adotada pelo ministro Alexandre de Moraes foi restrita à suspensão das visitas por 90 dias, após o entendimento de que Flávio utilizou o contato para divulgar uma carta de Jair Bolsonaro, contrariando as restrições impostas ao ex-presidente. A decisão não revogou a prisão domiciliar nem determinou medidas mais gravosas, apesar da alegação de descumprimento das cautelares.

Sob essa perspectiva, é possível sustentar que a resposta do STF foi relativamente moderada. Bolsonaro permaneceu em prisão domiciliar, regime que já havia sido concedido por razões humanitárias durante o cumprimento da pena. A nova decisão limitou-se a restringir o contato com o filho por um período determinado, sem alterar o regime de cumprimento da pena. Assim, a crítica de Rogério Marinho parte da premissa de que houve excesso judicial, mas também é possível defender a leitura oposta: diante da conclusão de que houve utilização indireta das redes sociais por meio da divulgação da carta, a Corte optou por uma providência pontual, em vez de medidas potencialmente mais severas.

O Potiguar ***

Publicado por: Chico Gregorio


14/07/2026
08:41

Desde 1990, na Itália, uma Copa do Mundo não reunia, nas semifinais, quatro campeões mundiais. Somadas, as seleções de Argentina (três), França (dois), Espanha e Inglaterra (um cada) acumulam sete títulos. Ou seja: representam cerca de um terço das conquistas de 22 edições do evento.Após 36 anos, Copa volta a reunir apenas campeões nas semifinais - Agora RNApós 36 anos, Copa volta a reunir apenas campeões nas semifinais - Agora RN

O primeiro finalista será conhecido nesta terça-feira 14, no duelo entre franceses e espanhóis. A bola rola a partir de 16h (horário de Brasília), em Dallas. Na quarta-feira 15, argentinos e ingleses medem forças no mesmo horário, em Atlanta, também nos Estados Unidos.

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Copa volta a reunir apenas campeões nas semifinais – Foto: Reprodução

Nas semifinais de 36 anos atrás, Argentina e Inglaterra também estavam lá. Os hermanos, campeões em 1986 e com dois títulos à época, tiveram pela frente a Itália, anfitriã que buscava o tetra. Em Nápoles, onde Diego Maradona foi ídolo, melhor para a Albiceleste (“alviceleste”, na tradução do espanhol, apelido da seleção argentina), que venceu nos pênaltis, por 4 a 3 após empate por 1 a 1 com bola rolando.

Os ingleses chegavam a uma semifinal pela primeira vez desde o único título do país, em 1966. Do outro lado, estava uma Alemanha “ainda” Ocidental – a reunificação ocorreu três meses depois da Copa – que mirava a terceira final de Mundial seguida, algo inédito na época. O resultado foi o mesmo do outro confronto, mas a favor dos alemães, que viriam a ser tricampeões.

Dá até para dizer que as semifinais de 1990 foram as mais “pesadas”. Se o quarteto de 2026 engloba 32% dos 22 títulos mundiais, o da Copa na Itália representava mais da metade das conquistas: oito das 13 edições anteriores. As ausências eram somente Brasil (três) e Uruguai (dois).

Desgaste dos hermanos

Das seleções que seguem na briga pelo título em 2026, as que tiveram caminho menos tortuoso na fase eliminatória foram justamente as que vão a campo terça. É que França e Espanha conseguiram chegar às semifinais sem precisar de prorrogação ou pênaltis.

Os franceses tiveram 282 minutos de bola rolando contra Suécia (3×0), Paraguai (1×0) e Marrocos (2×0). Os espanhóis estiveram em campo por três minutos a mais, nas vitórias sobre Áustria (3×0), Portugal (1×0) e Bélgica (2×1).

Vale lembrar que os Bleus (“Azuis”, na tradução do francês, como é conhecida a seleção do país) levaram menos tempo que a Espanha para construir os respectivos triunfos. A Fúria (apelido do time espanhol) teve que sofrer até os instantes finais para chegar aos gols da classificação nas oitavas e nas quartas de final, ambos marcados pelo meia Mikel Merino.

A Inglaterra venceu a República Democrática do Congo (2×1) e o México (3×2) no tempo normal, mas teve de ir à prorrogação para desclassificar a Noruega (2 a1). Foram 327 minutos em campo. Quase um tempo a menos que os argentinos, que precisaram de 364 minutos para eliminar Cabo Verde (3 a 2), Egito (3 a 2) e Suíça (3 a1). Apenas a vitória sobre os egípcios não teve prorrogação.

Melhores do mundo

Curiosamente, a Argentina foi a seleção que enfrentou os adversários teoricamente menos complicados da fase eliminatória. Considerando o ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a Albiceleste venceu as seleções número 67 (Cabo Verde), 29 (Egito) e 19 (Suíça) da lista de 11 de junho, a última antes da Copa.

A Inglaterra teve pela frente adversários que ocupavam o 46º (República Democrática do Congo), o 14º (México) e o 31º (Noruega) lugares. A França superou seleções que apareciam na 38ª (Suécia), 41ª (Paraguai) e 7ª (Marrocos) colocações. Por fim, a Espanha foi quem encarou rivais mais bem posicionados: 24º (Áustria), 5º (Portugal) e 9º (Bélgica).

Aliás, é a primeira vez que os semifinalistas figuram nas quatro primeiras colocações do ranking da Fifa, criado em dezembro de 1992. Antes da Copa, a Argentina liderava a lista, mas foi ultrapassada pela França, que ganhou duas posições durante a competição. A Espanha caiu de segundo para terceiro, também ao longo do Mundial. A Inglaterra não saiu do quarto lugar.

Entre os “sobreviventes”, a Espanha é quem ficou mais tempo na liderança do ranking. Foram 2.154 dias na ponta, a maior parte entre 2008 e 2013, período em que a Fúria foi bicampeã europeia (2008 e 2012) e venceu a Copa de 2010.

A Argentina passou 1.697 dias em primeiro desde 1992, enquanto a França é líder pelo 554º dia, sendo que, em 35 deles, esteve empatada com a Bélgica. Entre os semifinalistas, a Inglaterra nunca ocupou o topo. O máximo que os campeões de 1966 alcançaram foi o terceiro lugar, em momentos de 2012 e 2024.

Publicado por: Chico Gregorio


14/07/2026
08:38

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou nesta segunda-feira 13 com a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 e sugeriu ao técnico Carlo Ancelotti que contrate um robô para ajudar o Brasil a conquistar o próximo Mundial.

Durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, Lula comentou a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo, e ironizou o retorno da delegação ao Brasil após a eliminação.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou nesta segunda-feira 13 com a eliminação da Seleção Brasileira – Foto: Reprodução

“Mandei um recado para o Ancelotti, técnico da seleção brasileira. Aquela que foi com um monte de gente e voltou ‘sozinho’. Quase não tinha ninguém para voltar no avião da seleção, gente, que vergonha. Só voltou um jogador no avião, gente, o resto ficou tudo pra lá. Se tivesse ganho [o torneio], estava todo mundo dançando aqui”, afirmou, em tom de brincadeira.

A declaração faz referência ao retorno da delegação brasileira na quarta-feira (8), quando apenas o lateral Danilo, do Flamengo, embarcou no voo de volta ao Brasil. Os demais atletas permaneceram no exterior para o período de férias. A comissão técnica e funcionários da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também retornaram no mesmo voo.

Durante o evento, Lula conheceu um robô desenvolvido por um estudante e aproveitou para fazer uma nova brincadeira com o treinador italiano.

“O menino fez um robô agressivo, parecia o Mbappé [jogador da França], parecia o Haaland [artilheiro da Noruega]. O robô joga a bola lá para cima. Eu falei para o Ancelotti, se quiser contratar, contrata esse robô, porque ele vai fazer o Brasil ganhar a Copa do Mundo”, disse.

A Seleção Brasileira foi eliminada pela Noruega no último dia 5 de julho. Com o resultado, o Brasil caiu diante de uma equipe europeia pela sexta vez consecutiva em confrontos de mata-mata de Copa do Mundo.

O trabalho da Seleção será retomado em setembro. Com contrato até 2030, Carlo Ancelotti deve se reapresentar no Rio de Janeiro no início do mês para iniciar o novo ciclo, que terá amistosos contra a Austrália nos dias 25 e 29 de setembro, em território australiano.

Publicado por: Chico Gregorio


14/07/2026
08:27

Economia potiguar deve avançar 1,4% em 2026 e 0,8% em 2027, impulsionada pelo setor de serviços, enquanto indústria e agropecuária enfrentam desaceleração

O Rio Grande do Norte deverá registrar crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos dois anos, embora em ritmo mais moderado. A projeção é do Departamento Econômico do Santander, que estima expansão de 1,4% em 2026 e 0,8% em 2027 para a economia potiguar.

O estudo reúne dados do PIB regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até 2023 e apresenta projeções para o período de 2024 a 2027.

Para este ano, a expectativa é de crescimento de 1,6% para o Nordeste e de 1,8% para o Brasil. Em 2027, tanto a média regional quanto a nacional devem ficar em torno de 1%.

O principal responsável pelo desempenho da economia potiguar continua sendo o setor de serviços, que representa cerca de 60% da atividade econômica do estado. A expectativa é de crescimento de 1,9% em 2026 e 1,1% em 2027, em linha com as projeções para o Nordeste e o Brasil.

Segundo o economista do Santander, Henrique Danyi, apesar de uma desaceleração esperada nos serviços prestados às famílias, o mercado de trabalho ainda sustenta resultados positivos.

“O setor de serviços deve perder um pouco de ritmo nos próximos anos, mas continuará apresentando crescimento alinhado ao cenário nacional. O mercado de trabalho robusto tem ajudado, embora as condições financeiras mais restritivas afetem a atividade”, afirma.

Indústria deve seguir abaixo da média nacional

Enquanto os serviços sustentam o crescimento, a indústria potiguar deve apresentar desempenho inferior ao restante do país. O levantamento projeta retração de 0,2% em 2026 e 0,3% em 2027.

No mesmo período, a expectativa é de crescimento industrial de 2,1% e 1,9% no Nordeste, enquanto o Brasil deve registrar expansão de 1,7% e 1,5%, respectivamente.

De acordo com o economista Rodolfo Pavan, um dos autores do estudo, a indústria nordestina tem demonstrado resiliência, apesar das dificuldades enfrentadas por alguns segmentos.

“Mesmo com o fechamento de plantas industriais, a indústria da região continua mostrando capacidade de recuperação. A perspectiva para o Nordeste permanece positiva, impulsionada pelo fortalecimento da demanda”, destaca.
Agropecuária perde força após safra recorde

Na agropecuária, o cenário é de acomodação após o forte crescimento registrado em 2025, quando a produção foi favorecida por uma safra recorde.

Para o Rio Grande do Norte, a previsão é de retração de 0,7% em 2026, seguida de leve recuperação de 0,2% em 2027.

Segundo Pavan, a desaceleração é considerada natural após um período de expansão expressiva e acompanha o comportamento esperado para a economia regional.

Crescimento mais moderado

O estudo do Santander avalia que o Nordeste continuará crescendo acima dos níveis observados na década passada, mas em um ambiente de menor impulso econômico.

Entre os fatores que podem influenciar esse desempenho estão o cenário macroeconômico nacional, as condições financeiras e os riscos climáticos, especialmente diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e afetar a produção agrícola.

Na avaliação de Rodolfo Pavan, o desafio dos próximos anos será manter o crescimento em um contexto menos favorável.

“Após uma expansão próxima de 3% nos últimos anos, o Nordeste deverá passar por uma desaceleração gradual em 2026 e 2027. O desafio deixa de ser crescer mais rapidamente e passa a ser crescer de forma sustentável, diante de um cenário de maior heterogeneidade regional e maior sensibilidade aos choques climáticos e financeiros”, conclui.

Publicado por: Chico Gregorio