12/07/2026
07:40

 

 

Por Thiago Medeiros*

Há uma tendência recorrente no debate público: transformar projeções em verdades definitivas. A economia, porém, não funciona assim.

Indicadores merecem atenção, mas precisam ser interpretados dentro de um contexto mais amplo. Um dado isolado, especialmente quando influenciado por setores específicos, não é suficiente para definir o presente nem, muito menos, determinar o futuro de um Estado.

O Rio Grande do Norte possui uma economia diversificada e uma capacidade de transformação que vai muito além de oscilações conjunturais.

Nos últimos anos, o Estado consolidou importantes avanços fiscais, ampliou sua capacidade de investimento e iniciou um dos maiores ciclos de recuperação da infraestrutura da sua história recente. Rodovias estaduais estão sendo reconstruídas, obras hídricas fortalecem a segurança no abastecimento, novos investimentos chegam ao setor de energias renováveis e projetos estratégicos começam a redesenhar a logística potiguar.

Entre eles, destacam-se a duplicação da BR-304, fundamental para integrar a produção estadual e reduzir custos logísticos, e o Porto-Indústria Verde, em Caiçara do Norte, empreendimento com potencial para posicionar o Rio Grande do Norte como protagonista na produção e exportação de hidrogênio e amônia verdes, inserindo o Estado em uma das cadeias econômicas mais promissoras do mundo.

Esses investimentos não produzem resultados imediatos. Desenvolvimento econômico exige planejamento, segurança jurídica, responsabilidade fiscal e continuidade administrativa. É justamente essa combinação que permite atrair investimentos privados, ampliar a competitividade e gerar emprego e renda de forma sustentável.

Também merece destaque a força de setores que continuam impulsionando nossa economia. O turismo mantém trajetória de expansão, a matriz de energias renováveis coloca o Estado entre os maiores produtores do país, o agronegócio segue demonstrando resiliência e os serviços continuam movimentando milhares de oportunidades para os potiguares.

Nenhum desses avanços elimina os desafios existentes. Eles existem e precisam ser enfrentados com seriedade. Mas é igualmente importante reconhecer aquilo que está sendo construído. O pessimismo permanente raramente produz desenvolvimento. A confiança responsável, sim.

Quem investe olha para o futuro. Quem empreende olha para o futuro. Quem governa também precisa olhar para o futuro.

O Rio Grande do Norte reúne atributos que poucos estados brasileiros possuem: localização estratégica, abundância de recursos naturais, liderança na transição energética, potencial logístico, vocação turística e, acima de tudo, um povo trabalhador, resiliente e empreendedor.

Os desafios do presente não anulam as oportunidades do amanhã.

Tenho convicção de que o Rio Grande do Norte vive um processo de transformação cujos resultados serão percebidos ao longo da próxima década. Cabe a todos nós fortalecer um ambiente de diálogo, estabilidade institucional e cooperação para que esse potencial se converta em prosperidade para quem realmente importa: o povo potiguar.

O desenvolvimento não nasce do acaso. Ele é fruto de escolhas responsáveis, investimentos consistentes e da coragem de acreditar no futuro antes que ele se torne realidade. É exatamente esse futuro que precisamos continuar construindo.

*É sociólogo.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio

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