Ao classificar Samanda como “à altura” para substituí-la, a governadora faz mais do que elogiar, ela legitima uma sucessão sob sua tutela. Na prática, tenta transformar uma saída forçada em movimento estratégico, mantendo o controle do seu campo político mesmo fora da linha de frente.
A expressão “o tiro saiu pela culatra” não é casual. Ela revela leitura de confronto: Fátima interpreta sua exclusão como tentativa de enfraquecimento e reage com a construção de uma candidatura que carrega sua assinatura política.
Samanda, nesse contexto, deixa de ser apenas um nome e passa a ocupar o papel de extensão desse projeto. Jovem, alinhada e formada dentro do grupo, surge como peça de continuidade, mas também como teste.
Porque é aí que está o ponto central: transferência de capital político não é automática. O apoio de Fátima é relevante, mas não substitui a necessidade de densidade eleitoral própria. O desafio será transformar apadrinhamento em voto.
O movimento escancara duas verdades do jogo. Fátima segue como principal articuladora do seu campo no Estado.
No fim, a eleição dirá se essa estratégia foi reação inteligente ou apenas contenção de danos bem articulada.

Na luta por condições dignas de trabalho, mais de 200 motociclistas, motoristas e ciclistas que trabalham por meio de aplicativos de transporte ou de entregas reuniram-se com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, na capital pernambucana, nesta sexta-feira (24).
O encontro foi realizado na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Pernambuco – SINTEPE e foi marcado pelo diálogo sobre as propostas de melhorias feitas pelo governo do Brasil em conjunto com representantes dos trabalhadores por aplicativo durante os últimos meses. O ministro Guilherme Boulos apresentou as soluções propostas pelo governo a partir do relatório do Grupo Técnico de Trabalho coordenado pela Secretaria-Geral.
Os trabalhadores e trabalhadoras reafirmaram apoio à remuneração mínima de R$ 10,00 para cada entrega, pelo fim da subpraça e pelo valor de R$ 2,50 por quilômetro rodado, entre outros benefícios. O ministro Guilherme Boulos destacou que as propostas do governo e dos trabalhadores precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional e que as iniciativas que dependem exclusivamente do governo federal já estão em vigor. “A partir de hoje, se o aplicativo não apresentar ao consumidor o valor pago ao entregador, o valor que ele cobra do restaurante, ali na nota que vai na embalagem da entrega, será multada”, informou Boulos ao explicar, também, outras medidas como a identificação, na rede pública, de acidentes com entregadores como acidentes de trabalho.
Para Gildo Vieira, da Aliança Nacional dos Motoristas por Aplicativo, o conjunto dos profissionais consegue enxergar hoje, depois de reuniões e orientações com especialistas na área, que o governo está buscando um equilíbrio verdadeiro. “É vida digna para os entregadores ou para os motoristas de aplicativo. Quando o governo tenta equilibrar os direitos que o trabalhador tem, ele tá trazendo garantias, dignidade, com equilíbrio, com um pagamento justo, uma remuneração que dê ao trabalhador, de fato, retorno financeiro válido para que ele tenha uma vida com qualidade” afirmou Vieira.
A entregadora Roberta Dias Moura tem expectativa de melhoras a partir das propostas apresentadas pelo ministro Boulos. “A gente precisa dessas melhorias que estão vindo. Eu particularmente sofri um acidente há um ano e meio e não tive nenhum apoio do aplicativo, nenhum tipo de apoio. E com essas melhorias, a gente tem o governo para nos ajudar, porque se depender da plataforma a gente não vai ter nunca” disse Moura.
O ministro Guilherme Boulos também recebeu uma carta do Sindicato dos Trabalhadores Entregadores por Aplicativos com Moto e Bicicletas em Pernambuco, Seambape, com propostas de melhorias para a categoria e em apoio às propostas do governo.
O presidente do Seambape, Rodrigo Lopes, destacou o posicionamento do governo do Brasil em favor dos trabalhadores e trabalhadoras. “O governo está do lado certo, do lado da classe trabalhadora, ele precisa ouvir a base.”

247-Brasil
Mais do que uma cerimônia de fé, porém, a missa representou o início de um longo processo de ocupação territorial, dominação cultural e imposição religiosa sobre os povos originários que já habitavam o território havia milhares de anos.
A missa de 26 de abril não pode ser entendida apenas como um ato litúrgico. No contexto das grandes navegações, religião e política caminhavam juntas. A Coroa portuguesa via a expansão marítima como missão econômica, territorial e também espiritual.
A cruz fincada na praia simbolizava, ao mesmo tempo, a fé cristã e a posse política. Era uma forma de afirmar que aquelas terras passavam a integrar o universo da monarquia portuguesa e da cristandade europeia.
Esse modelo de conquista foi decisivo para a formação do Brasil colonial. A evangelização serviu como justificativa moral para a ocupação da terra, a exploração de riquezas e a submissão dos povos indígenas.
A difusão do cristianismo pelos portugueses teve impacto profundo sobre os povos originários. A catequese não foi apenas uma transmissão de crenças religiosas. Ela esteve associada à tentativa de substituir línguas, cosmologias, práticas espirituais, formas de organização social e modos de vida indígenas.
Com a chegada posterior das ordens religiosas, especialmente os jesuítas, a evangelização passou a ocorrer de forma mais estruturada. Aldeamentos e missões reuniam indígenas sob controle religioso e político, muitas vezes retirando-os de seus territórios tradicionais e reorganizando suas comunidades segundo padrões europeus.
Para os colonizadores, converter significava integrar os indígenas ao mundo português. Para muitos povos originários, significou perda de autonomia, ruptura de vínculos comunitários e perseguição a suas tradições espirituais.
A imagem da primeira missa costuma ser apresentada como cena harmoniosa de encontro entre culturas. Mas a história posterior revela uma realidade muito mais dura.
A colonização portuguesa provocou mortes em massa, escravização, deslocamentos forçados, destruição de aldeias, epidemias e perseguição cultural. A imposição do cristianismo fez parte desse processo, ao negar legitimidade às crenças indígenas e tratar suas práticas espirituais como atraso, superstição ou idolatria.
Apesar disso, os povos originários nunca foram sujeitos passivos. Resistiram por meio de guerras, fugas, alianças, preservação de línguas, rituais e memórias. Em muitos casos, também reinterpretaram elementos do cristianismo a partir de suas próprias tradições, criando formas de religiosidade marcadas por tensão, adaptação e sobrevivência.
A primeira missa no Brasil permanece como um dos episódios mais emblemáticos da história nacional. Ela simboliza o início da presença cristã no país, mas também expressa a origem de uma ordem colonial fundada na desigualdade entre europeus e povos originários.
Celebrar ou lembrar o 26 de abril exige, portanto, olhar para suas duas dimensões. De um lado, trata-se de um marco religioso importante para a história do catolicismo no Brasil. De outro, é também o ponto inicial de um processo de violência colonial que afetou profundamente os povos indígenas.
Mais de cinco séculos depois, a memória da primeira missa deve ser compreendida não como uma cena inocente de fundação, mas como o retrato de um encontro desigual entre mundos. A cruz erguida na praia marcou o começo de uma nova história para o território — mas também o início de uma longa luta dos povos originários pela preservação de sua identidade, de sua espiritualidade e de seus direitos.
Realizada ao ar livre, diante de uma cruz erguida na areia, a celebração reuniu os portugueses recém-chegados e indígenas que observavam, com curiosidade, os gestos, cantos e rituais dos europeus. O episódio foi registrado por Pero Vaz de Caminha em sua carta ao rei de Portugal, documento considerado o primeiro relato escrito sobre a terra que viria a ser chamada Brasil.
No olhar dos colonizadores, a presença indígena na cerimônia foi interpretada como sinal de docilidade e abertura à conversão cristã. Essa leitura, carregada de etnocentrismo, antecipava uma das bases ideológicas da colonização portuguesa: a ideia de que os povos originários deveriam ser catequizados, “civilizados” e incorporados à ordem europeia.
Aplicativo do Detran-RN
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN) disponibilizou uma ferramenta, em seus site institucional, permitindo aos usuários consultar instrutores autônomos credenciados para a realização das aulas práticas de direção dos interessados em iniciar o processo de habilitação.
O link disponibilizado pelo Detran/RN tem como finalidade orientar o cidadão que pretende obter a primeira CNH ou realizar mudança de categoria e necessita de aulas práticas de direção, possibilitando a escolha segura de um instrutor devidamente credenciado, com acesso a informações confiáveis e redução do risco de fraudes. Essas aulas práticas de direção também podem ser ministradas pelos Centros de Formação de Condutores (CFCs), caso o cidadão prefira.
Segundo dados do Ministério dos Transportes, o Rio Grande do Norte conta com 1.631 instrutores de direção veicular autônomos distribuídos pelos municípios potiguares. Natal concentra o maior número de profissionais credenciados, com 468 instrutores, o que representa cerca de 29% do total no estado.

A declaração é do presidente do partido Novo, Renato Cunha Lima ao Repórter 98 na noite de quinta-feira, 22. A pré-candidatura do empresário Flávio Rocha ao Senado está posta e ele deverá integrar as novas pesquisas de opinião.
Cunha Lima disse que conversa com Rocha quase todos os dias e que ele segue animado para fazer a diferença na disputa de 2026. “Ele é um homem de 68 anos, vitorioso, gerador de milhares de emprego, que não precisa de política e com vontade de fazer mais pelo estado dele. “
Mas em qual palanque?
Até as convenções ainda existe esperança que seja no grupo do ex-prefeito Álvaro Dias, Styvenson e cia. Com Coronel Hélio na suplência, que já disse não querer. Tudo pode mudar? Pode, inclusive Rocha sair como candidato independente em busca do voto da direita e do centro.
No final do mês, o pré-candidato é esperado em Natal para falar pela primeira vez no assunto, que até agora não saiu dos bastidores e das colunas especializadas.

Lideranças da sexta cidade mais populosa do Rio Grande do Norte, com quase 80 mil moradores, declararam apoio nesta sexta-feira (24) à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao governo do estado. O prefeito Antônio Henrique, a vice-prefeita Margarethe e o ex-prefeito Júlio César, que deixou a prefeitura com mais de 90% de aprovação popular, anunciaram o apoio ao lado do presidente da Câmara Municipal, Marcone Barbosa, e 16 dos 17 vereadores do município.
A liderança Jumaria Mota, ex-candidata a prefeita de oposição que hoje integra o grupo político do prefeito Antônio Henrique e do ex-prefeito Júlio César, também anunciou apoio à pré-candidatura de Allyson durante o evento. O anúncio contou com a presença da senadora Zenaide Maia e do deputado federal Robinson Faria.
As declarações do evento deram o tom do que a adesão representa politicamente. “Esse time é o time do trabalho. Não tenho dúvidas em dizer e digo por convicção: Allyson vai ser eleito no primeiro turno. Ceará-Mirim vai dar uma grande maioria e vai eleger o futuro governador do RN”, afirmou o ex-prefeito Júlio César. O prefeito Antônio Henrique, que obteve 32 mil votos na última eleição, foi direto ao receber Allyson: “Seja bem-vindo ao nosso povo e ao seu povo agora.”
Allyson respondeu ao gesto com emoção: “Ceará-Mirim é uma das maiores e mais importantes cidades do estado e tá mostrando que quer mudança, quer transformação e quer um estado que avance. Obrigado a todos pela recepção de hoje e pela confiança. Vou honrar cada gesto desse com trabalho e compromisso com o povo”, declarou Allyson.
Os apoios consolidam o avanço da pré-candidatura de Allyson na grande Natal, uma das regiões mais estratégicas do estado e reforçam o crescimento político nos municípios potiguares.
A governadora Fátima Bezerra afirmou que a pré-candidatura da vereadora Samanda Alves ao Senado está ligada à continuidade de sua atuação política no Rio Grande do Norte. A declaração foi dada em entrevista ao programa Vale em Foco, da 89 FM de Assú.
Durante a entrevista, Fátima relatou que tem ouvido de apoiadores que a eleição de Samanda será uma resposta ao cenário que a retirou da disputa e mencionou diretamente o contexto político. “Um potencial extraordinário, uma jovem, mas já com maturidade e com sabedoria política, que está comigo há muito tempo, desde o mandato de deputada federal, senadora e no governo. Portanto, uma jovem à altura de me substituir, como ela está me substituindo na chapa, exatamente para o Senado. Aqueles que pensavam que fazendo esse movimento para me tirar da disputa, que eu ia ficar de braços cruzados, o tiro saiu pela culatra”, afirmou.
Samanda também se manifestou sobre a declaração. “Recebo essa confiança com gratidão, e podem ter certeza: vou honrar com trabalho, coragem e compromisso com o povo do RN. O Senado será decisivo para o Brasil, e o campo progressista não vai abrir mão da nossa voz”, disse.
Bruno Barreto*

Foto roproduzida
O Tribunal de Contas da União (TCU) aprofunda investigação sobre a obra da engorda de Ponta Negra com base em parecer técnico da Defesa Civil Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento e Integração Regional, que aponta inconsistências relevantes entre o projeto aprovado e a execução efetiva. As duas informações já foram dadas aqui neste blog.
Segundo os técnicos que vieram a Natal e elaboraram o parecer, houve retirada de areia de área não previamente estudada/licenciada e a obra teria sido conduzida sem observar a etapa essencial de drenagem antes da engorda, o que pode ter contribuído para problemas estruturais e riscos associados.
Diante disso, o TCU busca apurar, conforme o blog teve acesso, se o projeto executado, distinto daquele formalmente apresentado ao governo federal, resultou em prejuízo ao erário.