
O vídeo publicado pelo pré-candidato Álvaro Dias (PL) no fim de maio, em suas redes sociais, elogiando a visita do senador Flávio Bolsonaro ao presidente Donald Trump e destacando a decisão do governo norte-americano de classificar facções criminosas como organizações terroristas, parece fazer parte de uma estratégia eleitoral cuidadosamente calculada.
Levantamentos recentes e o cruzamento de dados de pesquisas indicam que Álvaro Dias ainda não consolidou, de forma automática, o voto do eleitorado bolsonarista no Rio Grande do Norte. Um dos sinais disso é que Flávio Bolsonaro tem apresentado desempenho superior ao de Dias em diversos cenários pesquisados.
A movimentação, portanto, pode ser interpretada como uma tentativa de fortalecer sua identificação com o campo bolsonarista e pavimentar uma disputa mais polarizada com o PT, representado pelo pré-candidato Cadu Xavier.
Em um eventual segundo turno, a estratégia passaria por deslocar o debate para temas locais e explorar o desgaste da atual gestão petista.
Tudo certo se não fosse um “senão” no meio do caminho; Allyson Bezerra, que não se diz lulista, nem bolsonarista.
Para que esse cenário se altere de forma significativa, seria necessário o surgimento de um fato novo com potencial de desgaste sobre o atual líder.
É a aposta silenciosa entre os extremos: a de que o imponderável faça o que a estratégia, sozinha, ainda não conseguiu fazer.

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