Enquanto todo mundo estava se preparando para a chegada do ano novo, o prefeito Allyson Bezerra (UB) foi até a Zona Rural de Upanema, se encontrar com Moab Iatagan Fernandes Costa.
Não confunda o primeiro nome com a pessoa de outro Moabe, o “Soares”, sócio de Oseas Monthalggan, na Dismed, empresa foco da Operação Mederi.
O Moab desta história é o irmão de Oseas e dono da Granja Sertão Potiguar, criada em 6 de janeiro de 2025.
Vale lembrar que os irmãos são próximos. Nas eleições de 2024, quando Monthalggan foi candidato a prefeito de Upanema, Moab foi um dos principais doadores da campanha, conforme registro no Divulgacand, da Justiça Eleitoral.
No dia 30 de dezembro, Moab fez questão de registrar em grupos de WhatsApp que estava recebendo a visita de Allyson fazendo questão de posar ao seu lado para foto.
A foto e a abertura de espaço em uma agenda concorrida em plena antevéspera de ano novo, é um indício de que o distanciamento nas relações interpessoais de Allyson e Oseas não bate com o que o prefeito tem dito nas entrevistas que concedeu nas rádios de Natal após a deflagração da Operação Mederi.
Monthalggan eternizou a expressão a “Matemática de Mossoró” ao conversar com outro Moabe, o seu sócio, sobre pagamento de propina de 15% ao prefeito de Mossoró.
Entre 2022 e 2025, os pagamentos com a Dismed aumentaram 375%.
Em tempo: Moabe, o dono da granja, não é investigado nem a empresa dele tem negócios com a Prefeitura de Mossoró.
Allyson passou a semana se explicando (Foto: reprodução)
O início da manhã da terça-feira, 27 de janeiro, caiu como uma bomba no tabuleiro político do Rio Grande do Norte. Até aquele momento, tudo vinha dando certo para o prefeito Allyson Bezerra (UB).
Líder com folga nas pesquisas para o Governo do Estado, ele vinha tangendo a sucessão da governadora Fátima Bezerra (PT) conforme suas vontades.
Acumulava apoios e tinha vice definido sem nem precisar admitir que era candidato ao Governo embora todos os gestos e atitudes indicassem que assim seria.
A transição de poder estava tranquila com a escolha de um vice de sua confiança como Marcos Medeiros (PSD).
Bem diferente do grupo da governadora Fátima. A petista tinha acabado de ter uma conversa tensa com o vice-governador Walter Alves (MDB), que largou a aliança com ela para indicar o vice de Allyson, que será o deputado estadual Hermano Morais (que trocou o PV pelo MDB).
Fátima enfrentava, e enfrenta, uma turbulência que a deixa presa na cadeira de governadora. Se renunciar corre o risco altíssimo de entregar o poder a oposição.
Pelas bandas do bolsonarismo, o senador Rogério Marinho (PL) tirou o time de campo. Aproveitou o convite para coordenar a campanha presidencial do senador fluminense Flávio Bolsonaro (PL) e saiu da disputa pelo Governo do RN.
O escolhido foi o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos), que não tem o mesmo apelo que Rogério com o eleitor bolsonarista. Tanto que negou ser bolsonarista embora se diga grato ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso após ser condenado a 27 anos de reclusão por tentativa de golpe de estado.
Estava tudo perfeito para Allyson.
Agregando apoios e palanques adversários em crise.
Com o slogan “Cuide! Você só tem um”, a Sociedade Brasileira de Urologia do RN (SBU-RN) promove a campanha de conscientização e prevenção ao Câncer de Pênis.
Campanha que ocorre anualmente em todas as seccionais do país, durante o mês de fevereiro, com a finalidade de alertar para os dados alarmantes da doença que, na maioria dos casos, poderia ser facilmente evitada apenas com a correta higienização do órgão e outras simples medidas.
Números obtidos pela SBU junto ao Ministério da Saúde mostram que de 2021 a 2025 foram registradas 2.359 mortes em decorrência do câncer de pênis em todo o país, e 2.949 amputações do órgão. Só no RN, foram 105 amputações neste período.
Os especialistas alertam que, quando diagnosticado tardiamente, uma das formas de tratamento da doença pode ser a amputação de parte ou totalidade do órgão. Números do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) do Ministério da Saúde apontam que nos últimos dez anos foram mais de 5,8 mil amputações, o que corresponde a uma média de 585 pênis amputados por ano.
“O câncer de pênis apresenta baixa incidência, se comparado a outros tipos de cânceres que acometem o homem, como por exemplo o de próstata. Porém, é uma doença que pode levar à morte ou à amputação total ou parcial do órgão. Se pensarmos que este tipo de câncer pode ser evitado com ações simples, como água e sabão, entendemos a importância de ações de conscientização e prevenção voltadas à sociedade”, ressaltou o Presidente da SBU-RN Pedro Sales.
As principais medidas para evitar o câncer de pênis são higiene adequada do órgão, vacinação contra o HPV, cirurgia de postectomia, recomendada para os pacientes que não conseguem puxar o prepúcio para trás para expor a glande, a fim de higienizá-la corretamente, e uso de preservativos durante relações sexuais para evitar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Os sinais mais comuns da doença são ferida que não cicatriza, sangramento sob o prepúcio, secreção com forte odor, espessamento ou mudança de cor na pele da glande (cabeça do pênis) e presença de nódulos na virilha.
“É importante não negligenciar os sinais que o corpo dá. Às vezes o homem acha que aquela alteração não é nada demais e que vai se curar sozinho. Ou também, tem vergonha de procurar um médico. Em se tratando de saúde, o tempo é valioso. A demora para procurar um médico pode resultar na diminuição das chances de cura e de evitar sequelas. O ideal seria gerar uma cultura de autocuidado da saúde masculina, para que esses homens façam exames de rotina e acompanhem a saúde urológica e física, como um todo”, explica Pedro.
A presidente do PT no Rio Grande do Norte, Samanda Alves, anunciou nesta sexta-feira 30 que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra um radialista de Parnamirim por comentários sobre a governadora Fátima Bezerra (PT). No BO, Samanda acusa o comunicador Zé Neto (também conhecido como Dedé), da rádio Parnamirim FM, de fazer manifestações “de cunho discriminatório, homofóbico e ofensivo”.
O caso denunciado por Samanda Alves aconteceu na última quarta-feira 28. Durante o programa A Voz do Povo, o radialista Zé Neto fez a seguinte afirmação sobre a governadora do RN: “E Fátima, por acaso, é uma mulher? É uma mulher? Como é que é? Ela não assume o que é. Eu não entendo. Eu não sei nem qual é o sexo de Fátima Bezerra, juro para você”.
Fátima Bezerra não costuma falar publicamente sobre sua sexualidade. Em uma publicação nas redes sociais em julho de 2021, ao manifestar solidariedade ao governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, quando ele se assumiu “gay”, ela escreveu: “Na minha vida pública ou privada nunca existiram armários”.
O comunicador fez o comentário contra Fátima ao abordar uma declaração que a governadora havia feito em entrevista à FM Universitária. Na ocasião, a petista disse que “parte da elite não suporta” ver uma mulher com o seu perfil como gestora do Estado.
Para Zé Neto, a fala de Fátima representa “vitimismo”. “A gente fica até enojado. A palavra é enojado. As pessoas fazem e desfazem, aprontam tudo e, na hora de prestar contas com o eleitor e para a sociedade, ela se passa como vítima”, disse o radialista antes de proferir o ataque homofóbico.
Presidente do PT critica fala
No registro na Polícia Civil, Samanda afirma que a conduta é extremamente grave, pois não atinge apenas a honra pessoal da governadora Fátima Bezerra, mas “fere a coletividade, reforça práticas discriminatórias, estimula o discurso de ódio e viola frontalmente a legislação brasileira.”
“O episódio é ainda mais grave por ter ocorrido em um veículo de comunicação que opera por concessão pública, o que impõe dever de responsabilidade social e respeito aos princípios constitucionais, especialmente a dignidade da pessoa humana e o repúdio a qualquer forma de discriminação. O fato de o conteúdo permanecer disponível em ambiente digital amplia o alcance do ataque e perpetua o dano coletivo”, destaca a presidente do PT.
A dirigente partidária acrescenta que “liberdade de expressão não é licença para LGBTfobia”. “Ódio não é opinião. Esse tipo de ataque não é aceitável e precisa ser responsabilizado. Nenhuma forma de intolerância será naturalizada. Quem tiver conhecimento de manifestações discriminatórias deve denunciar e pode procurar o Diretório Estadual do PT. Essas práticas não passarão impunes”, concluiu.
Pela primeira vez na história, mais da metade dos carros vendidos na China no mês passado eram elétricos.
Veículos de novas energias, incluindo veículos elétricos e híbridos plug-in, atingiram um recorde de 51,1% das vendas no varejo em julho, segundo dados da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros.
Os veículos elétricos já estão reduzindo consideravelmente a demanda de petróleo na China: apenas o aumento de veículos elétricos nas ruas desde o ano passado diminuiu em cerca de 4% a demanda por combustíveis para transporte.
O Governo do Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com um aumento de 13% na sua receita corrente líquida – que é a soma de tudo o que foi arrecadado, descontados os repasses obrigatórios. Em 2024, a receita havia sido de R$ 17,2 bilhões. Já no ano passado, subiu para R$ 19,5 bilhões. No total, a alta foi de R$ 2,3 bilhões.
No mesmo período, a despesa com pessoal também aumentou, mas em ritmo menor. Saiu de R$ 9,9 bilhões em 2024 para R$ 11 bilhões em 2025: aumento de quase 11%. Como a receita cresceu acima da despesa, de um ano para o outro, o nível de comprometimento da receita com despesa com pessoal caiu no Estado de 57,56% em 2024 para 56,41% em 2025.
Equipe econômica do governo destaca que RN retomou trajetória de redução dos gastos com pessoal no ano passado – Foto: Sefaz-RN/Reprodução/Agora RN
O dado da diminuição do comprometimento da receita com despesa com pessoal é relevante porque aumenta a disponibilidade de caixa para custeio e investimentos.
Os números consolidados constam no último Relatório de Gestão Fiscal (RGF) de 2025, que foi publicado nesta sexta-feira 30 pelo Governo do Estado. Além disso, integrantes da equipe econômica do governo fizeram uma análise dos dados, na sede da Secretaria de Fazenda (Sefaz).
O secretário Cadu Xavier afirma que “o Estado retoma uma trajetória de redução dos gastos com pessoal, mesmo diante de um cenário desafiador”. “Além disso, conseguimos cumprir integralmente todas as metas constitucionais obrigatórias e ampliar a nossa Receita Corrente Líquida”, destacou ele, ao analisar os resultados do RGF.
Mesmo enfrentando um dos períodos mais prolongados de estiagem dos últimos anos, o Rio Grande do Norte alcançou, em 2025, um marco histórico na pecuária leiteira: pela primeira vez, a produção estadual chegou à média de 1 milhão de litros de leite por dia. O dado foi revelado pelo secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, em entrevista ao AGORA RN, e reforça a resiliência e a transformação estrutural da atividade no Estado.
“A produção de leite do Rio Grande do Norte bateu recorde justamente em um momento de seca. Isso é um fato de extrema importância”, afirmou o secretário. Segundo ele, o avanço é resultado de um processo de modernização que vem sendo construído ao longo dos últimos anos, com forte presença de políticas públicas, apoio institucional e maior profissionalização dos produtores.
Exibição de ordenha mecânica durante a Festa do Boi 2025, realizada no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim – Foto: José Aldenir/Agora RN
A atividade leiteira está presente nos 167 municípios potiguares, com produção concentrada principalmente nas regiões do Seridó e do Oeste, que formam a principal bacia leiteira do Estado. “É uma cadeia extremamente capilarizada, com impacto econômico e social relevante, sobretudo no interior”, disse Saldanha.
Produção no semiárido exige adaptação
Produzir leite no semiárido impõe desafios estruturais, especialmente diante da irregularidade das chuvas. Ainda assim, o secretário destaca que o crescimento recente demonstra uma mudança de paradigma. “Não existe pecuária no semiárido sem reserva estratégica. O produtor precisa estar preparado para conviver com a seca”, afirmou.
Nesse contexto, a palma forrageira, a silagem e a fenação tornaram-se pilares fundamentais da sustentabilidade da atividade. O governo estadual, por meio da Emater-RN e em parceria com prefeituras, tem apoiado pequenos produtores com equipamentos, assistência técnica e programas de incentivo à produção de forragem e ao armazenamento de alimentos para os rebanhos.
Além disso, investimentos em infraestrutura hídrica — como barragens subterrâneas, perfuração de poços e pequenas irrigações — têm sido fundamentais para garantir a continuidade da produção durante os períodos mais críticos.
A Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF) publicou a Resolução Nº 003/2026 que determina a aplicação da perda de pontos a América e Potyguar Seridoense pela escalação irregular de jogadores no Campeonato Potiguar. A medida da FNF se baseia no artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que penaliza em perda de pontos a utilização de atletas irregulares.
Com a aplicação das penas, o América perdeu 18 pontos e caiu para a vice-lanterna da competição, enquanto o Potyguar Seridoense perdeu 15 pontos. A decisão por parte da Federação ocorre após o recebimento de uma notícia de infração assinada por ABC, Globo, QFC, Laguna, Potiguar de Mossoró e Santa Cruz de Natal informando o cometimento de irregularidades no Campeonato Potiguar por parte de América e Potyguar.
O documento aponta que as duas equipes teriam utilizado os atletas Elias (América), Fabrício (Potyguar) e Toró (Potygar) de forma irregular, uma vez que os estes participaram do Campeonato apresentando contrato amador, mesmo já tendo 20 anos de idade, o que fere o parágrafo 3° do artigo 19 do Regulamento Específico da 1ª Divisão do Campeonato Potiguar 2026, que veda a participação de atleta não profissional a partir da data que completa 20 anos.
A FNF encaminhou a Notícia de Infração ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/RN) para conhecimento e providências cabíveis no âmbito da Justiça Desportiva. Além da resolução administrativa estabelecendo a perda de pontos das duas equipes.
Moabe admite ter guardado R$ 2 milhões em um apartamento (Foto: reprodução)/Bruno Barreto*
O ex-vice-prefeito de Serra do Mel José Moabe Zacarias Soares (PSD) em diálogo interceptado pela Polícia Federal admitiu ao empresário Oseas Monthalggan que guardou R$ 2 milhões em um apartamento localizado em Natal pertencente a Aldo Araújo da Silva, controlador geral adjunto do município e sogro de Moabe.
A conversa está em um contexto em que eles planejam guardar dinheiro para a campanha para o Governo do Estado do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), mas os recursos pelo que dão a entender são relacionados ao esquema em outra cidade, provavelmente Serra do Mel.
No diálogo, Oseas diz ser necessário juntar dinheiro aos poucos para “ganhar moral com o homem” que “está disparado” quando ele chegar ao Governo.
Em seguida eles falam sobre os riscos da operação quando Moabe dispara relatando a vivência anterior: “Eu vou dizer a você, é arriscado! Aquele de ALDO (?) eu guardei no apartamento de ALDO quase dois contos (dois milhões). Você está entendendo? Eu fiquei com o cu que não passava um cabelo. Você está entendendo? Mas aquele negócio, um cara desse aí que tem vinte, trinta conto. Ele tem guardado isso aí, ele tem guardado, ele tem. É doido, ele não dá nada a ninguém!”.
O diálogo ainda especula como ficarão as coisas quando o vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD) assumir a Prefeitura de Mossoró quando Allyson sair para o Governo. Eles afirmam que o pessedista “não tem moral 100%”.
Moabe e Oseas são sócios da Dismed e nas investigações travaram o diálogo mais famoso da Operação Mederi, que trata da “Matemática de Mossoró” em que discutem o pagamento de propina a Allyson no valor de 15% diante de uma ordem de pagamento de R$ 400 mil.
A empresa Dismed, como revelou ontem o Blog do Barreto, aumentou o volume de valores recebidos da Prefeitura de Mossoró em 375% entre 2022 e 2025, totalizando R$ 14,8 milhões em três anos.
Foi com Oseas que a Polícia Federal encontrou um valor estimado em 250 mil em espécie (a defesa fala em R$ 52 mil) dentro de uma caixa de isopor.
Oseas e Moabe estão entre os investigados que passaram a usar tornozeleira eletrônica.
O mercado de trabalho em Mossoró levou um tombo na geração de empregos em 2025. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte fechou o ano com um saldo negativo de 1.393 postos de trabalho.
O resultado é fruto de um total de 38.511 admissões contra 39.904 desligamentos, o que representa uma retração de 1,80% no estoque total de empregos formais, que agora soma 75.937 trabalhadores ativos.
Mossoró está na contramão do Brasil que encerrou o ano com saldo positivo de 1.279.498 novas vagas e do Rio Grande do Norte que abriu 15.870 novos empregos com carteira assinada.
O grande responsável pelo desempenho negativo do município foi o setor de Serviços. Sozinho, o segmento registrou o fechamento de 2.592 vagas, uma queda de quase 7% em sua força de trabalho. Esse recuo severo acabou por anular os bons resultados obtidos por outras áreas da economia local.
Por outro lado, os demais setores econômicos mostraram resiliência e terminaram o ano no “azul”:
Agropecuária: Foi o destaque positivo em termos proporcionais, com crescimento de 8,40% e saldo de 361 novos postos.
Comércio: Gerou 345 vagas, mantendo uma trajetória de estabilidade.
Construção: Contribuiu com 317 novos empregos, impulsionada por projetos de infraestrutura e habitação.
Indústria: Teve um saldo positivo modesto de 178 postos.
Sinais de Recuperação
Apesar do saldo anual negativo, os dados mostram um fôlego renovado no último trimestre de 2025. O gráfico de evolução mensal aponta que Mossoró viveu um momento de forte aceleração nas contratações entre outubro e dezembro, alcançando saldos mensais superiores a 1.300 vagas.
Esse movimento sugere que a economia local pode estar em um processo de ajuste. Enquanto o setor de Serviços sofreu uma reestruturação profunda, a força do agronegócio e da construção civil ajudou a estancar perdas maiores e projeta um cenário de otimismo cauteloso para o início de 2026.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deverá começar a definir na próxima semana, na volta do recesso parlamentar, as regras da eleição indireta para o Governo do Estado que deverá ser realizada até o mês de abril.
O AGORA RN apurou que um projeto de lei deverá ser apresentado nos próximos dias pela Mesa Diretora com o detalhamento de todas as regras. Esse texto, que está em fase de elaboração na Procuradoria, precisará ser aprovado pela maioria dos deputados para começar a valer. Parlamentares poderão alterá-lo nas comissões.
Na eleição indireta, cabe à Assembleia escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato – Foto: Eduardo Maia / ALRN
O Rio Grande do Norte criou 15.870 empregos com carteira assinada ao longo de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 29 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O saldo positivo decorreu de 257.414 contratações e 241.544 desligamentos, entre janeiro e dezembro.
Dos cinco grandes setores da economia pesquisados, quatro tiveram saldo positivo de empregos em 2025: Serviços (+ 5.218), Indústria (+ 5.036), Comércio (+ 4.722) e Agropecuária (+ 1.093). Apenas a Construção Civil teve perda de empregos, com o fechamento de 208 vagas.
Estado viu cair pela metade o ritmo na geração de empregos formais de um ano para o outro. Em 2024, o saldo positivo havia sido o dobro: 34.156 vagas – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A senadora Zenaide Maia dedicou a tarde desta quarta-feira (28) visitando a 31ª edição da Feira de Artesanato do Rio Grande do Norte (FIART). O evento, um dos maiores do gênero no Nordeste, acontece no Centro de Convenções de Natal até o domingo (01) e é um verdadeiro celeiro da criatividade potiguar, nacional e internacional.
INSS Rio Grande
Durante sua visita, a parlamentar percorreu os diversos estandes repletos de obras de arte e produtos típicos, teve a oportunidade de experimentar iguarias regionais e, mais importante, conversou diretamente com os artesãos e visitantes. Essa interação permitiu à senadora conhecer de perto os desafios de cada artesão.
A senadora Zenaide Maia esteve acompanhada pelo secretário municipal de Cultura de São Gonçalo do Amarante, Gleydson Almeida, reforçando o caráter institucional de seu apoio. A iniciativa teve como principal objetivo reiterar o compromisso da parlamentar com a valorização da cultura e do artesanato do Rio Grande do Norte, reconhecendo a FIART como um pilar essencial para a economia criativa e o desenvolvimento turístico do Estado.
“A Fiart é muito mais do que uma feira; é uma celebração da nossa identidade, da nossa história e do talento inestimável do povo potiguar. Ver o brilho nos olhos dos artesãos e a riqueza de suas criações me enche de orgulho e me motiva ainda mais a lutar por políticas públicas que incentivem e fortaleçam esse setor tão vital para a nossa economia e para a geração de renda. Nosso artesanato é um patrimônio que precisa ser continuamente valorizado e divulgado para o Brasil e para o mundo”, afirmou a senadora.
A visita de Zenaide Maia à FIART sublinha a importância de se apoiar eventos que projetam o estado, geram oportunidades e promovem o intercâmbio cultural, contribuindo significativamente para o progresso social e econômico da região
Uma empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, comprou 90% de um projeto de energia eólica de Fabio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro.
Como parte do pagamento, Faria recebeu um apartamento de R$ 50 milhões, em São Paulo. Meses depois, ele revendeu o imóvel por R$ 54 milhões.
A negociação do projeto de eólica ocorreu em fevereiro de 2024, pouco mais de um ano depois de Faria deixar o posto de ministro.
Pela legislação, um ex-ministro é considerado uma pessoa politicamente exposta (PEP) até cinco anos após sair do cargo.
O fato de Vorcaro ter negociado com um ex-ministro, ainda classificado como PEP, não representa uma ilegalidade, mas impõe um padrão mais alto de transparência. Resolução do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) determina “especial atenção” às operações financeiras nesses casos.
“Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública”, afirmou o ex-ministro, por nota (leia a íntegra mais abaixo).
Dois anos depois, o negócio ainda não foi registrado oficialmente. A empresa ligada a Vorcaro não aparece como sócia de Faria na Junta Comercial, nem na Receita Federal. Nesse período, também não houve nenhum avanço no projeto de energia eólica.
Há dúvidas sobre a viabilidade do negócio no médio prazo.
O projeto —localizado no Rio Grande do Norte, estado de origem do ex-ministro— tem previsão inicial de geração de 240 megawatts. Porém, hoje, não há capacidade na rede elétrica local para escoar a energia, nem previsão de quando isso deve ocorrer.
Ou seja, se houver a instalação de torres de energia eólica na área, é possível gerar energia, mas não transmiti-la para a rede elétrica do país.
Esse gargalo afastou o interesse do mercado no projeto do ex-ministro. Antes da venda para Vorcaro, Faria procurou outros investidores, sem sucesso.
Área do projeto da Fazenda São Pedro, adquirido por empresa ligada a Daniel Vorcaro
Imagem: Open Street Map
Negociação com Daniel Vorcaro
O UOL apurou que a negociação foi iniciada entre Vorcaro e Faria —o ex-ministro nega.
Em seguida, Vorcaro colocou a empresa Super Empreendimentos e Participações para fechar o negócio.
Segundo investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República), a Super era usada para desviar patrimônio do Banco Master para Vorcaro.
Na época da negociação com Faria, a Super era dirigida por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Em janeiro, Zettel foi preso —e em seguida solto— na segunda fase da Operação Compliance Zero.
Foi Zettel quem participou dos trâmites finais da negociação com Faria, segundo documentos apresentados ao UOL pelo ex-ministro.
De acordo com os documentos, Super e Faria assinaram um “contrato de cessão de quotas sociais” e se tornaram sócios da empresa Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE, com 90% e 10% das quotas, respectivamente.
Para ter efeito, a mudança societária deveria ter sido registrada na Junta Comercial do Rio Grande do Norte.
Porém, após dois anos, a SPE permanece registrada apenas no nome do ex-ministro, com capital social de R$ 1.000.
Dessa forma, a negociação se deu por meio de um contrato de gaveta.
Faria diz que a obrigação de registrar a mudança societária era da Super. A reportagem procurou a empresa, mas não teve retorno. Zettel também não respondeu.
Segundo manifestação enviada por Daniel Vorcaro, o cunhado continua sendo sócio da Super —Zettel deixou a diretoria no segundo semestre de 2024.
“A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a relação de seu cliente com a empresa Super é comercial, envolvendo operações de compra e venda de ativos e contratos de inquilinato. Ressalta, ainda, que um dos sócios da empresa é cunhado de Vorcaro, fato de conhecimento público”.
Negócio de R$ 67,5 milhões
Como pagamento, a Super ofereceu a Faria um apartamento de R$ 50 milhões na região da Avenida Faria Lima.
O imóvel tem 818 m² de área privativa, cinco suítes, sete banheiros e onze vagas de garagem. O prédio, com apenas 16 unidades, fica próximo do Clube Pinheiros e do Shopping Iguatemi.
O apartamento não chegou a ser transferido, oficialmente, para o nome do ex-ministro.
Em setembro, Faria revendeu o imóvel para uma empresa do Grupo Esfera, do empresário João Camargo, que realiza eventos com políticos no local.
Do valor de venda de R$ 54 milhões, Faria recebeu R$ 24 milhões à vista. Os R$ 30 milhões restantes foram pagos em doze parcelas mensais de R$ 2,5 milhões.
Esse não é o primeiro imóvel negociado pela Super para atender a interesses de Daniel Vorcaro.
Em 2022, a Super comprou o apartamento de R$ 50 milhões em que o banqueiro mora em São Paulo. Em 2024, a casa de R$ 36 milhões onde vive quando está em Brasília.
Também em 2024, a Super doou um apartamento de R$ 4 milhões para uma mulher que se diz “sugar baby” e que é ré por lavagem de dinheiro. No processo, ela é defendida por um advogado que também atua para Daniel Vorcaro.
Desde 2021, a Super adquiriu 19 imóveis, segundo levantamento do UOL. Juntos, somam mais de R$ 300 milhões.
A Super era controlada pelo fundo de investimentos Termópilas, investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de participar da fraude do Banco Master. Em 2024, o fundo declarou ter repassado R$ 1,6 bilhão à empresa.
Edifício onde fica o imóvel de R$ 50 milhões cedido a Fábio Faria pela empresa de Vorcaro
Imagem: Pilar Homes/Divulgação
A compra do projeto de Faria é o primeiro caso conhecido de um investimento da Super no setor energia. A empresa é listada na Receita Federal com a atividade de “holdings de instituições não-financeiras”.
Dois anos depois de fechar o negócio, a Super não desenvolveu nenhuma atividade no projeto de energia eólica.
Energia eólica
O projeto eólico de Faria foi desenvolvido para ser instalado em uma área que pertence a sua família há pelo menos três gerações.
O local fica entre dois parques eólicos já instalados, bem próximo ao mar, em uma região com ventos fortes, propícia à geração de energia.
O problema para dar início ao empreendimento, porém, é que os projetos já instalados na região —e no Rio Grande do Norte como um todo— estão gerando energia no limite da capacidade da rede de transmissão e há risco de sobrecarga.
Por isso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não tem liberado a conexão de novos projetos.
A sobrecarga e a negativa de conexão de novos projetos pelo ONS são destacados até em laudo contratado por Faria, finalizado em 2022.
O UOL conversou com especialistas em geração de energia no Rio Grande do Norte, que destacaram que não há, no momento, nenhum projeto para mudar esse cenário no médio prazo.
“Destaca-se a necessidade de restringir o escoamento da geração renovável variável para mitigar o risco de colapso de tensão no sistema de transmissão entre os estados do Ceará e Rio Grande do Norte”, diz relatório do ONS de 2024.
Há ainda um “congestionamento” no sistema que transmite a energia eólica gerada no Nordeste para os estados do Sul e Sudeste, os principais consumidores.
“A inclusão de geração adicional nas regiões Norte e Nordeste, independentemente do tipo de fonte, poderá ocasionar restrições ao escoamento da geração produzida, face às limitações das interligações, em cenários de elevados excedentes de geração nessas regiões”, cita outro estudo do ONS de 2024.
Essa limitação permaneceria em vigor até a conclusão de novas obras de transmissão, ainda não iniciadas.
Antes de Vorcaro comprar o projeto, a Pacific Hydro, que hoje se chama Spic Brasil, arrendou o terreno da família de Fabio Faria, de 2009 a 2014, mas não conseguiu levar adiante um projeto de energia eólica no local.
Houve ainda uma parceria com chineses, que também não prosperou.
Imagem de escritura de imóvel vendido por Fabio Faria
Imagem: Reprodução
O que diz Fabio Faria
“A venda do projeto eólico de 240 MW, com expansão para mais 132 MW, denominado Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE Ltda., foi realizada em fevereiro de 2024, cerca de dois anos atrás, período em que Fabio Faria já atuava no setor privado há mais de um ano, sem exercer qualquer cargo público.
É importante ressaltar que Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública.
O projeto eólico negociado tem origem em uma área de 9.661 hectares, adquirida em 1977 pelo empresário Osmundo Faria, localizada no litoral do Rio Grande do Norte. A partir dessa área, os herdeiros constituíram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para o desenvolvimento de projetos de energia renovável, com foco na geração eólica. Após a realização de estudos técnicos, certificação dos ventos e obtenção das licenças e autorizações necessárias, o projeto atingiu estágio de maturidade que permitiu sua oferta ao mercado.
Em fevereiro de 2024, foi negociada a venda da totalidade do projeto. Como resultado das tratativas, a Super Empreendimentos e Participações Ltda. adquiriu 90% dessa SPE, optando por manter um parceiro local estratégico, como é praxe em projetos de energia.
A parte vendedora ancorou a proposta de valor do projeto eólico em pesquisa de mercado e em referências usuais do setor. O valor do ativo foi inclusive atestado por auditoria posterior. Como parte do pagamento previsto contratualmente, houve a entrega de um imóvel, recebido no primeiro semestre de 2024 e colocado à venda em seguida.
Como a venda ocorreu antes do prazo contratual para eventual transferência definitiva para o nome do beneficiário, a parte recebedora participou da operação como anuente, com o recolhimento integral dos tributos incidentes, inclusive o ITBI.
No que compete exclusivamente à parte vendedora, todas as obrigações fiscais decorrentes da operação foram devidamente apuradas, declaradas e cumpridas perante a Receita Federal, em conformidade com a legislação aplicável.
Por fim, ressalta-se que não existe, nem nunca existiu, sociedade pessoal entre a parte vendedora e pessoas físicas alheias ao quadro societário da empresa compradora. A relação entre as partes limita-se, exclusivamente, à participação minoritária na SPE específica, nos termos estritamente definidos nessa operação empresarial”.
Sete investigados pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) na Operação Mederi estão usando tornozeleiras eletrônicas e tiveram fianças arbitradas pela Justiça Federal que somam R$ 450 mil.
Estão com tornozeleira eletrônica:
Oseas Monthalggan Fernandes Costa (sócio formal da Dismed);
José Moabe Zacarias Soares (sócio de fato da Dismed e ex-prefeito de Serra do Mel/RN);
Maycon Lucas Zacarias Soares (sócio formal da Dismed);
Raimundo Wandecy Campelo Gurgel (ex-sócio e funcionário da Dismed);
Sidney Carlos de Melo (representante comercial da DISMED);
Roberta Ferreira Praxedes Costa (sócia formal da Drogaria Mais Saúde);
João Evaristo Peixoto (Prefeito de Paraú/RN).
Desta lista, Oseas, Moabe, Maycon e o prefeito de Paraú tiveram fianças arbitradas de R$ 100 mil para cada um. Sidney e Raimundo tiveram que pagar R$ 25 mil cada.
Com isso as fianças totalizam R$ 450 mil.
Da lista de tornozelados, só Roberta não teve fiança arbitrada.
A Operação Mederi investiga corrupção compra de medicamentos nas cidades de Paraú, Mossoró, Serra do Mel, São Miguel e José da Penha.