25/02/2017
08:47

O problema do governo tem nome e sobrenome. Nas últimas horas, políticos e jornalistas o chamam de Eliseu Padilha. Se estivessem certos, a solução seria simples. Bastariam uma esferográfica para a assinatura do presidente e uma folha para o ato de exoneração do chefe da Casa Civil. Mas estão todos enganados.
O problema do governo tem nome e sobrenome. Nas últimas horas, políticos e jornalistas o chamam de Eliseu Padilha. Se estivessem certos, a solução seria simples. Bastariam uma esferográfica para a assinatura do presidente e uma folha para o ato de exoneração do chefe da Casa Civil. Mas estão todos enganados.
Chama-se Michel Temer o problema do governo. Ele chegou ao Planalto como solução constitucional para a autocombustão que consumiu o mandato de Dilma Rousseff. Virou um problema ao cercar-se de amigos tóxicos e subordinar sua administração à vulgaridade. Temer se absteve de perceber que o jogo político no Brasil mudou de fase.

Nesta sexta-feira, o presidente mandou sua assessoria divulgar uma nota. Nela, admitiu novamente ter pedido dinheiro à Odebrecht em 2014. Mas reiterou que “não autorizou, nem solicitou que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral.” Contabilizou o repasse da construtora ao PMDB em R$ 11,3 milhões. “Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral”, enfatizou a nota. “É essa a única e exclusiva participação do presidente no episódio.”

O “episódio” que o texto do Planalto preferiu não esmiuçar envolve a Odebrecht, uma dezena de milhões reais e os dois maiores amigos do presidente da República: o ex-assessor da Presidência José Yunes e o chefe da Casa Civil Eliseu Padilha. O fato comporta pelo menos quatro versões: a de Temer, a de Yunes, a de Padilha e a versão verdadeira.

Nesse contexto, a manifestação divulgada pela assessoria presidencial apenas empurrou Temer para dentro de um Brasil alternativo. Um país fictício em que nada de reprovável aconteceu. Para que a nota oficial ficasse em pé, todos os brasileiros adultos teriam de aceitar a tese segundo a qual Temer não tem nada a explicar e que a crise que acaba de cair no seu colo está encerrada.

Nesta ficção que nenhum novelista assinaria para não passar por improvável, os brasileiros teriam de se fingir de bobos e ignorar o seguinte roteiro: o amigão Yunes recebeu em seu escritório envelope das mãos do doleiro Lúcio Funaro, um portador que o amissíssimo Padilha jura que nem conhece. No envelope que Yunes assegura ter recebido a pedido de Padilha, podia haver qualquer coisa, menos os milhões em verbas sujas que Temer renega, mas que os delatores da Odebrecht sustentam ter providenciado a seu pedido.

São tantas as confusões em que se mete o governo de Michel Temer que as coisas vão assumindo proporções inaceitáveis. Embaraços vão se transformando em hábitos. Descalabros vão virando parâmetro. De repente, nada precisa ser muito explicado. Dá-se de barato que os brasileiros se fingirão de mortos pelo bem da República.

Em nome da continuidade das reformas, ninguém perguntará: Onde Temer está com a cabeça que ainda não rompeu com Yunes, o amigo da onça? Pela estabilidade do condomínio partidário que dá suporte congressual ao governo, ninguém questionará: Afinal, Temer ainda não demitiu Padilha por que não quer ou por que não pode?

Costuma-se dizer que o brasileiro não tem memória. Michel Temer parece acreditar que os patrícios não têm mesmo é muita curiosidade.

Josias de Souza – UOL

 

Publicado por: Chico Gregorio


25/02/2017
08:43

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), foi ao sambódromo do Anhembi pela primeira vez na noite desta sexta-feira (24) acompanhar o desfile das escolas de samba paulistanas. Do camarote da Prefeitura, ele improvisou uma dança durante o desfile da Tom Maior, primeira escola a entrar na avenida.
Após a passagem da Tom Maior pela passarela do samba, Doria saiu do camarote da Prefeitura e foi até a pista, onde sambou ao lado dos garis que faziam a limpeza para a passagem da próxima escola.

Inicialmente o prefeito foi aplaudido, mas, quando pegou a vassoura e começou a varrer, parte do público começou a gritar xingamentos. Rapidamente, ele foi puxado pelos assessores de volta para o camarote. Indagado sobre a reação do público, ele respondeu: “Teve mais aplauso. Ninguém é unanimidade”. Depois, disse que “faz parte”.

O prefeito contou que esta é a primeira vez que vai ao Anhembi para assistir ao desfile das escolas de samba. “No sambódromo, efetivamente, é a primeira vez que eu venho no carnaval. Eu fiz o carnaval de São Paulo em 82, 83, mas na Tiradentes ainda. Aqui é a primeira vez. Tô feliz de ver o bom trabalho das escolas de samba de São Paulo, no mesmo nível das escolas de samba do Rio de Janeiro”, declarou.
Perguntado se ficaria a noite toda no sambódromo, o prefeito respondeu que permanecerá por “uma parte da noite” e disse que na noite de sábado “deve voltar”.

Comida paga no camarote

Em tempos de crise, a gestão do prefeito João Doria acabou com a fartura no camarote e quem quer comer e beber no local tem que pagar. O vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas, informou mais cedo, nesta sexta, que a Prefeitura economizou este ano R$ 2,8 milhões com o sistema de cobrança do camarote.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
15:50

A demissão de José Serra do Ministério de Relações Exteriores não foi motivada apenas por problemas de saúde. Com depressão, o tucano estava infeliz no cargo, que é muito distante da Fazenda com que sonhou e temia entrar num bolo comum dos ministros e parlamentares da base aliada citados na Lava Jato, diz a colunista Eliane Cantanhêde, ligada ao PSDB.

“Pelo menos desde o final do ano passado, amigos e correligionários do ministro vinham demonstrando preocupação com o desânimo dele no cargo. Considerado muito atuante no Ministério do Planejamento e brilhante no Ministério da Saúde, ambos no governo do amigo Fernando Henrique, Serra dava sinais desconforto no Itamaraty. Sua agenda era vazia, vários dias seguidos resumida a despachos com o secretário geral, embaixador Marcos Galvão.

Plantão Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
15:32

Líder do movimento Vem pra Rua, Rogério Chequer foi atacado pelos próprios seguidores após fazer um vídeo ao vivo nas redes sociais defendendo as mudanças na Previdências. Nunca recebeu tantas críticas de seus próprios simpatizantes, que chegaram a chamar a proposta de ato de “crueldade”. A página do movimento tem 1,5 milhão de seguidores.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
15:30

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Após decisão de primeira instância da  Juíza da 23ª Zona Eleitoral, Drª Janaina Lobo da Silva Maia da Comarca de Jardim do Seridó,  que determinou a perda do mandato da prefeita da cidade de Ouro Branco, Drª Fátima Silva e do vice prefeito Drº Araújo,  dentro do prazo legal, a prefeita e seu vice, apresentaram recurso ao Tribunal Regional Eleitora do RN,  como isso,  os efeitos da decisão ficam suspensos, Drª Fátima permanece no cargo, até que o recurso seja julgado em segunda instância, em data ainda a  ser definida pelo órgão.

 

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
15:09

Após meses completamente seco, devido à insuficiência de chuvas, o Rio Piranhas, está “ressurgindo”, ao receber as primeiras águas do ano, advindas das recentes chuvas registradas especialmente em municípios da Paraíba.

Após encher os vários poços no leito do Rio, na altura da comunidade Barra de Santana, passando pelo trecho próximo às comunidades São Bento, São Braz e Loca, as águas já se espalham dando vida nova aos trechos do manancial já nas proximidades da zona urbana de Jucurutu.

O blog da cidade  registrou nesta manhã de sexta-feira (24) a chegada das águas ao Piranhas, local próximo ao sítio Barro Branco. “Pra acabar com essa crise, que era 20 dias pra chegar água da CAERN! Agora Jesus mandou sobrando pra todo mundo aí”, comemorou um dos populares que presenciavam a chegada das águas.

O grande volume de água poderá possibilitar que a CAERN volte a abastecer a cidade através do sistema original, a partir do poço de captação localizado no Rio. Jucurutu hoje é abastecida a partir da barragem Armando Ribeiro, por meio da adutora de engate rápido.

Fonte  Danilo Evaristo.

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
14:54

Foto: Divulgação

A senadora Fátima Bezerra afirmou nesta quarta-feira (22), em Plenário, que a proposta da Reforma da Previdência (PEC 287/16), ao acabar com a distinção de tempo de serviço para homens e mulheres, mostra o desconhecimento do atual governo sobre a realidade da mulher, não só no Brasil, como em vários países.

“Nós estamos falando aqui de uma mulher submetida, ainda, à dupla, muitas vezes tripla jornada de trabalho, com trabalho não remunerado. Uma reforma da previdência que não olha para a realidade da mulher trabalhadora rural; uma reforma da previdência, que não olha para a realidade dos professores da educação básica deste País”, disse.

Fátima criticou duramente o fim da aposentaria especial dos professores. De acordo com a legislação atual, os professores de educação infantil, ensino fundamental e médio têm uma redução de cinco anos nos requisitos de idade e tempo de contribuição para se aposentar. “O magistério, nessa reforma do governo ilegítimo, foi uma das categorias escolhidas para ser a mais massacrada. Não vamos permitir isso de maneira nenhuma! Eu sempre tenho dito: isso não é privilégio, isso é uma questão de proteção social de direito, de uma Nação reconhecer o papel estratégico que tem uma categoria, como os profissionais de educação, no desenvolvimento da sociedade”, concluiu.

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
14:38

Além dos apuros de Michel Temer, que foi delatado por seu melhor amigo José Yunes (leia aqui), seu sucessor natural, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), também está em apuros.

Maia foi delatado pelo empreiteiro Fernando Cavendish, da Delta, segundo aponta reportagem de Rodrigo Rangel, em Veja.

Em seu acordo, Cavendish afirmou que Maia recebeu R$ 3 milhões como contrapartida pelas obras da construtora no Engenhão – contrato obtido quando seu pai, Cesar Maia, era prefeito do Rio de Janeiro.

O empreiteiro afirmou, ainda, que Maia levou ainda outros R$ 500 mil.

Primeiro homem na linha de sucessão presidencial, Maia também aparece nas delações da Odebrecht, como o “Botafogo”, e da OAS.

Delatado, ele se enfraquece para conduzir reformas impopulares, como a da Previdência, que pode deixar 70% dos brasileiros sem aposentadoria, segundo um estudo do Dieese.

Maia não se pronunciou sobre a denúncia feita por Cavendish.

Plantão Brasil.

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24/02/2017
11:59

O complexo Ilha de Sant’Ana ficou lotado durante as apresentações das bandas no primeiro dia de carnaval em Caicó.

A animação ficou por conta de Yure e Suenia e a banda Arrocharme  A cidade continua recebendo turistas de vários lugares. Na rodoviária de Natal, uma das rotas mais procuradas é o carnaval de Caicó.

fonte Robson Pires.

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Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
11:37

Projeto São Francisco segue na reta final

Os caminhos para a chegada da água do Projeto de Integração do São Francisco devem ser encurtados para Campina Grande e as cidades abastecidas pelo Açude Epitácio Pessoa (Boqueirão). Nesta quinta-feira (23) o prefeito Romero se reuniu com integrantes da Secretaria de Obras e Planejamento para a formatação da proposta técnica que pretende construir uma adutora de engate rápido entre o açude de Poções, em Monteiro, e a calha do rio Paraíba.

O documento, segundo o Correio Online, formulado com o apoio de pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), deve explicar como será o funcionamento e a dinâmica da obra. Além disso, um plano de contingência também é formulado para o caso de as águas do Projeto de Integração do São Francisco não chegarem à Paraíba no início de 2017, no qual são solicitados mais poços, cisternas, carros-pipa e distribuição de água mineral.

De acordo com o secretário de Obras e Planejamento, André Agra, o projeto da adutora teria uma execução mais rápida porque não mexeria na estrutura da barragem. “Ao invés de fazer um engate rápido, a opção é deixar a água chegar à calha do rio para seguir seu curso até Boqueirão. Em Poções e Camalaú, se faria o desvio do rio e o engate só iria até a calha, passando de 50 quilômetros para apenas cinco e bem mais fácil de executar”, explicou.

Dentro do plano de contingência emergencial, a prefeitura está solicitando também uma nova perfuratriz para acelerar o trabalho de perfuração de poços nas unidades de atendimento público, um trabalho que posteriormente poderá chegar aos bairros.

Segundo o secretário executivo de Serviços Urbanos, Josivaldo Salatiel, o trabalho de perfuração de poços poderá chegar aos bairros, assim que as demandas para unidades de serviço públicas forem concluídas. “A meta é perfurar um poço por dia. O trabalho começou. Estão sendo priorizadas unidades como escolas, creches, hospitais, unidades básicas de saúde da família. Não tem como prever quando chegarão aos bairros, mas assim que as demandas forem concluídas, isso deverá acontecer”, afirmou.

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
11:30

Em liminar autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Marco Aurélio Mello outorgou o Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Norte a repassar os saldos arrecadados do Poder desde o final do exercício financeiro de 2015 para áreas sociais do estado. A ação foi determinada após o magistrado achar “um equívoco” guardar esse saldo em tempo de grandes crises financeiras no RN.

A decisão afirma que é direito do Tesouro Estadual o recebimento dos saldos orçamentários dos Poderes e que o investimento é necessário principalmente nesse momento em que municípios passam por estado de calamidade financeira.

No ano passado, o então presidente do TJ, Cláudio Santos, declarou que iria repassar uma quantia de cerca de R$ 100 milhões para o governo investir em saúde e educação. O dinheiro, porém, não chegou a ser repassado pelo fato do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) negar a transferência após um processo de controle financeiro requisitado pela Associação dos Magistrados do RN – AMAR.

Hoje, a existência do saldo positivo nas contas bancárias do Tribunal de Justiça do Estado contabiliza cerca de R$ 571 milhões.

“Em tempo de grave crise financeira, causa perplexidade a grandeza do número, o volume de recursos oriundos de superávit depositados em contas bancárias de titularidade do Poder Judiciário”, afirma o processo.

“O excedente orçamentário, livre e desvinculado de destinação legal específica, uma vez não restituído aos cofres do Tesouro, deveria ter sido deduzido da importância a ser repassada ao Poder Judiciário na forma de duodécimo. Essa é a prática no Executivo Federal, consoante consignado pela Secretaria do Tesouro Nacional, em Nota Técnica juntada ao processo. O saldo mantido com o Poder superavitário é tratado como antecipação de repasse”, explicou o ministro.

Os principais objetos em destaques que estão sendo questionados são os atos do CNJ em negar essa transferência e a omissão do presidente do Tribunal para com essa quantia. Com isso, o ministro Marcos Aurélio fixou a decisão para que o desembargador Expedito Ferreira, que tomou posse do TJ no início do ano, repasse todo saldo financeiro a fim de que sejam investidos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

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24/02/2017
11:22

mineiroacusa

Fernando Mineiro, deputado estadual pelo PT

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) se pronunciou durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (23) sobre as reformas Previdenciária e Trabalhista propostas pelo governo federal. Para o parlamentar, se trata de um conjunto de maldades contra a população.

“As medidas tomadas nacionalmente para resolver o problema fiscal dos estados têm como consequência a imposição de ações similares para unidades da Federação e municípios. Uma dessas medidas é a privatização de companhias elétricas e de água e esgotos”, disse Mineiro.

Para o parlamentar, o governo federal exige que os estados acompanhem a política de arrocho fiscal e em contrapartida solicita privatizações. “O Rio Grande do Norte não tem mais bancos estaduais e nem companhia elétrica e agora pode ter a Companhia de Águas e Esgotos privatizada”.

Fernando Mineiro falou ainda sobre a Emenda Constitucional que limita por 20 anos os gastos públicos. Segundo ele, a reforma da previdência tem coerência com esse teto, uma vez que vai efetuar cortes onde tem gastos com pessoas mais pobres.

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24/02/2017
11:15

Marcos Santos | USP Imagens

O Brasil vai importar cédulas de dinheiro e moedas. Motivo: a Casa da Moeda não está dando conta conta de produzir o dinheiro necessário para repor o estoque em circulação.

Hoje, o atraso na produção é de 15% em relação à quantidade de cédulas e moedas encomendadas pelo BC — e não entregues.

Em decreto publicado hoje no Diário Oficial, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, justifica a decisão pela “inviabilidade ou fundada incerteza quanto ao atendimento, pela Casa da Moeda do Brasil, da demanda por meio circulante”.

Lauro Jardim – O Globo

 

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
11:05

O empresário José Yunes decidiu disparar um tiro no peito de Michel Temer, seu parceiro e melhor amigo há várias décadas.

Mais do que simplesmente delatar Eliseu Padilha (saiba mais aqui), ministro da Casa Civil que acaba de pedir licença do cargo, ele afirmou que Temer sabia de tudo.

Em entrevista ao jornalista Lauro Jardim, Yunes afirmou que Temer, seu melhor amigo, tem conhecimento de que ele foi usado como “mula” por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil – “mula” é um termo do tráfico de drogas que designa a pessoa usada para transportar drogas para terceiros.

Na entrevista, Yunes disse ter recebido Lúcio Funaro em seu escritório, a pedido de Padilha. No encontro, Funaro lhe contou que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados.

“Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo Temer sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre. Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o ‘currículo’ dele. Nunca havia conhecido o Funaro”, disse Yunes a Jardim.

Segundo Yunes, Funaro afirmou que estava em curso uma estratégia para eleger uma bancada fiel a Cunha, para conduzi-lo à presidência da Câmara. “Ele me disse: ‘A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados, para o Eduardo ser presidente’. Perguntei: ‘Que Eduardo?’. Ele respondeu: ‘Eduardo Cunha'”.

Yunes decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht. De acordo com o delator Cláudio Melo Filho, da propina de R$ 11 milhões acertada com Temer, R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes. Por isso mesmo, ele se antecipou e procurou também o Ministério Público para dar sua versão dos fatos.

Tais recursos foram acertados num jantar entre Michel Temer e Marcelo Odebrecht, no Palácio do Jaburu, em 2014, com a presença de Padilha. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira e ajudou a bancar a eleição de Cunha para a Câmara. Uma vez eleito presidente, Cunha passou a sabotar o governo da presidente eleita Dilma Rousseff e aceitou um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, abrindo espaço para que Temer chegasse ao poder.

Plantão Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


24/02/2017
08:39

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O pastor Silas Lima Malafaia foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e participação num esquema de corrupção ligado a royalties da mineração; segundo documento da PF, Malafaia “se locupletou com valores de origem ilícita”; o indiciamento significa que a autoridade policial encontrou elementos para caracterizar a ocorrência de crimes; além de Malafaia, a PF indiciou outros 49 investigados”.

Publicado por: Chico Gregorio