01/06/2017
07:22

Ministro do STF reiterou, contudo, direito ao silêncio; advogados do presidente queriam que ele fosse interrogado só após conclusão da perícia nos áudios de Joesley

 Reuters
Temer, presidente

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira, 31, suspender o depoimento do presidente Michel Temer, mas reconheceu ao peemedebista “o direito, se assim desejar, de não responder quaisquer das perguntas que lhes forem formuladas”.

“Poderá o requerente – seria desnecessário qualquer pronunciamento judicial neste sentido – recusar-se a responder eventuais indagações que digam respeito ao diálogo em comento, sem que isso possa ser interpretado como aceitação de responsabilidade penal”, disse Fachin.

Por outro lado, o ministro disse que a eventual opção da Temer de não responder a determinadas perguntas não poderá “implicar em proibição à autoridade policial de formulá-las”.

A defesa havia pedido na manhã desta quarta-feira a suspensão do depoimento até a conclusão da perícia no áudio da conversa entre o presidente e o empresário Joesley Batista, delator do Grupo J&F que gravou o diálogo no Palácio do Jaburu em março. Como alternativa, tinha pedido que o ministro orientasse a PF a não formular perguntas.

“É de fácil percepção a absoluta impossibilidade de o Presidente da República fornecer respostas enquanto não finalizada a perícia deferida como prioridade por Vossa Excelência. Especialmente, impossíveis de ser respondidos seriam eventuais quesitos que digam respeito a uma gravação que, de antemão, já se sabe fraudada!”, afirmaram os advogados Antônio Cláudio Mariz de Oliveira e Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga.

Fachin, por outro lado, entende que o inquérito contra Temer e Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor do peemedebista, deve transcorrer em um prazo mais rápido do que o normal por haver uma investigada presa, Roberta Funaro, irmã do corretor Lúcio Funaro – apontado como operador de Eduardo Cunha. Na terça-feira, 30, Fachin desmembrou essa investigação da que existe sobre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que passará a ser feita em separado. O ministro também negou, na terça, redistribuir o inquérito, com o sorteio de relator.

Publicado por: Chico Gregorio


01/06/2017
07:20

Em relatório divulgado nesta terça-feira 30, município detalha que as despesas com pessoal chegaram a mais de R$ 984 milhões entre maio de 2016 e abril de 2017

José Aldenir / Agora Imagens

Carlos Eduardo, prefeito de Natal

A Prefeitura de Natal ultrapassou, entre maio de 2016 e abril de 2017, o limite máximo estipulado na Lei de Responsabilidade Fiscal de gastos com a folha de pessoal. A informação, que integra o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) do primeiro quadrimestre deste ano, foi divulgada nesta terça-feira 30 no Diário Oficial do Município.

De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, as despesas com pessoal não podem ser maiores que 54% da receita corrente líquida do município – que, no caso da capital potiguar, foi de R$ 1.791.648.867,83 no período. Ou seja, os gastos não poderiam ultrapassar a marca de R$ 967.490.388,63.

No entanto, segundo o RGF divulgado pelo próprio município, a despesa total com pessoal no período de doze meses foi de R$ 984.756.543,79, isto é, mais de R$ 17,2 milhões a mais do que o permitido pelo limite máximo.

Estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o limite máximo de gastos com pessoal é um mecanismo para evitar o comprometimento das despesas públicas em detrimento da aplicação de recursos em investimentos considerados fundamentais e na implantação de políticas públicas no âmbito dos municípios.

Além do limite máximo, há outros dois mecanismos que alertam as administrações públicas sobre excesso de gastos com pessoal: o limite de alerta e o limite prudencial. Neste último caso, a Prefeitura de Natal já opera acima do limite desde, pelo menos, o ano passado.

De acordo com o RGF do primeiro quadrimestre de 2016, publicado há exatamente um ano, o município extrapolou o limite prudencial em mais de R$ 43,6 milhões. Naquela oportunidade, o limite era de R$ 837.875.644,50. Os gastos com pessoal, contudo, foram de R$ 881.560.392,89 – quase esbarrando no limite máximo, que era de R$ 881.974.362,63.

A situação permaneceu na avaliação do segundo quadrimestre, que levou em consideração os gastos entre setembro de 2015 e agosto de 2016. Neste caso, a despesa total com pessoal foi de R$ 884.326.481,46 – quase R$ 40 milhões acima do limite prudencial (R$ 845.570.371,47). A distância do limite máximo, contudo, foi aumentada para R$ 5.747.593,77.

No Relatório de Gestão Fiscal do terceiro quadrimestre de 2016 – publicado em janeiro deste ano –, mais uma vez o município de Natal não obedeceu aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo os dados publicados no início do ano, a despesa total com pessoal entre janeiro e dezembro de 2016 foi de R$ 942.591.854,54 – valor menor que o limite máximo (R$ 958.054.810,50), mas superior ao limite prudencial, que era de R$ 910.152.069,98.

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, algumas restrições devem ser impostas ao município que excede o limite prudencial, sobretudo por períodos consecutivos. A administração municipal fica impedida, salvo em casos excepcionais, de conceder vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração dos servidores; criar cargos, empregos ou funções; alterar estrutura de carreira que implique aumento de despesa; prover cargo público, admitir ou contratar pessoal, salvo em casos de aposentadoria ou morte; e contratar hora extra.

Quando o limite máximo – instância superior ao limite prudencial – é alcançado, a lei prevê que ficam suspensas a contratação de operações de crédito e a obtenção de garantias da União.

O Tribunal de Contas do Estado, órgão de controle externo que pode aplicar punições administrativas em casos de desrespeito aos limites prudencial e máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal, ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

Publicado por: Chico Gregorio


01/06/2017
07:14

O Nordeste e os eleitores menos escolarizados são o grande suporte da candidatura do ex-presidente Lula hoje. Nos estados nordestinos, o petista tem 41% de intenções de voto. Entre os eleitores com ensino fundamental, ele chega a 34%. No total do Brasil, Lula aparece com 25,8% (17% no Sul, 19,1% no Sudeste e 26,7% no Norte/Centro-Oeste).

No levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, o ex-presidente Lula aparece também com 46,5% de rejeição. Trata-se de um número altíssimo e, na melhor das hipóteses, estável (no levantamento anterior, Lula aparecia com 45%).

Embora lidere as intenções de voto, com 25,8%, o presidente do Paraná Pesquisas Murilo Hidalgo diz que é “impossível vencer uma eleição com essa rejeição. Ou ele baixa isso ou não tem condição nenhuma de ganhar o segundo turno de uma disputa presidencial”.

No cenário sem Lula, o primeiro lugar disparado fica com Jair Bolsonaro. O deputado chega aos 17%. E, com Lula ou sem Lula, João Doria tem o dobro das intenções de voto de Geraldo Alckmin, atingindo de 12 a 13%, enquanto Alckmin oscila nos 6%.

RADAR ONLINE

Publicado por: Chico Gregorio


01/06/2017
07:10

 João Quesada
Agência O Globo

O Instituto Paraná Pesquisa foi às ruas entre quinta-feira e segunda-feira e perguntou a 2.022 brasileiros de 26 estados e mais o Distrito Federal:

— Você acha que o presidente Michel Temer cometeu algum tipo de crime na conversa gravada pelo empresário Joesley Batista?

Acachapantes 80,3% responderam que sim, enquanto magros 12,9% disseram que não (6,8% não opinaram na pesquisa).

LAURO JARDIM

Publicado por: Chico Gregorio


01/06/2017
07:08

gameover

“Em função do cenário básico e do atual balanço de riscos, o Copom entende que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao ritmo adotado hoje deve se mostrar adequada em sua próxima reunião”.

O comunicado do Banco Central, ao baixar a taxa de juros em 1% hoje, não poderia ser mais explícito.

Sabe-se que a “independência” do Banco Central é a vontade do czar econômico, Henrique Meirelles, que exala otimismo como Ministro e deixou ao Banco Central o papel de dizer “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.

O fato é que a área econômica do Governo assumidamente “piscou” e o “mercado” vai mostrar que entendeu o recado amanhã.

“As projeções condicionais do Copom envolvem maior grau de incerteza”, diz o comunicado.

Uma declaração que bate de frente com o confiante otimismo de Meirelles.

Não é crível que a crise política não vá bater na economia e que o mercado siga no autoengano de que as suas tão desejadas reformas seguem com Temer ou sem Temer.

Via Fernando Brito

Publicado por: Chico Gregorio


01/06/2017
07:07

Reportagem publicada nesta semana pela Nature, principal revista de divulgação científica do mundo, mostra o desmonte da ciência brasileira com o mais recente corte feito pelo governo federal, de 44%, anunciado no fim de março; a revista diz que, somando-se a outras “desgraças”, Michel Temer também “demoliu o ministério da Ciência” quando tomou posse em maio de 2016 ao fundi-lo com o ministério das Comunicações; “O novo orçamento é uma bomba atômica contra a ciência brasileira”, comenta o físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências; cientistas estão “horrorizados”, destaca a publicação

247 – O gigantesco corte orçamentário de 44% contra a ciência brasileira, anunciado no dia 30 de março pelo governo Michel Temer, já repercute no exterior e deixa horrorizados os cientistas brasileiros.

Reportagem publicada nesta semana pela Nature, principal revista de divulgação científica do mundo, avalia que, somando-se a outras “desgraças” – como o prejuízo que já havia sido registrado no orçamento da área com a crise econômica brasileira –, Temer também “demoliu o ministério da Ciência” quando tomou posse em maio de 2016 ao fundi-lo com o ministério das Comunicações.

“Depois de anos de austeridade, os pesquisadores temem que o último corte dramático destrua a ciência do país”, diz a matéria. O corte deixará o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com seu orçamento mais baixo em pelo menos 12 anos, com apenas R$ 2,8 bilhões, um corte de R$ 2,2 bilhões de reais dos R$ 5 bilhões de reais de financiamento que o governo tinha proposto originalmente para 2017.

“O novo orçamento é uma bomba atômica contra a ciência brasileira”, comenta o físico Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências, de acordo com a publicação.

Ele adverte que os cortes prejudicarão a pesquisa e o desenvolvimento nas próximas décadas. “Se estivéssemos em guerra, poderíamos pensar que essa era uma estratégia de uma potência estrangeira para destruir nosso país. Mas em vez disso, somos nós fazendo isso para nós mesmos”, lamenta.

Via Plantão Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
15:31

O deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB) rejeitou, nesta quarta-feira (31), a teoria levantada pelo deputado estadual Adriano Galdino (PSB) que sugere que o governador Ricardo Coutinho (PSB) não dispute uma vaga ao Senado Federal nas próximas eleições, mas que continue no cargo e assuma uma secretaria na nova gestão. Segundo Barbosa, decisão cabe ao governador, mas ressalta o significado de Ricardo ocupar uma cadeira no Congresso Nacional.

“Quem tem que decidir o destino dele é ele, agora eu sou um dos protagonistas da tese de que Ricardo deve oferecer a experiência, a seriedade, o talento, a competência, ao Brasil no Congresso Nacional. A gente enfrenta hoje uma crise moral, ética, e se diz que a renovação no Congresso será grande exatamente pela fragilidade moral dos nossos representantes”, declarou.

Ainda de acordo com o socialista, a candidatura de Ricardo é importante para impulsionar a sucessão ao Governo, garantindo melhor resultado na disputa. “Pra campanha, pra que nós tenhamos mais chances de fazer um sucessor eu acho que é mais importante a presença de Ricardo na chapa do que no Governo, porque uma coisa é ele sair município a município, região a região, disputando uma vaga no Senado ao lado do nosso candidato, outra é o governador sentado na cadeira”, disse.

Via Érica Oliveira

Será deputado Adriano Galdino, mesmo sendo do partido do governador Ricardo Coutinho, está fazendo os jogo dos caciques da Paraíba ? A proposta de Adriano, é melhor Ricardo ficar no governo, não ser candidato a nada, pra ser um super secretário de estado ? Só pode ser jogo dos senadores atuais, que sabem que uma vaga de senador da Paraíba já tem dono, será de Ricardo Coutinho.

Desde quando deputado Adriano Galdino, é melhor ser Senador do que secretário de estado ?

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
15:17

Ideia anima a oposição a Temer por tirar do Congresso, dominado pela base governista, o poder de escolher um novo presidente

Créditos: Mauro Pimentel

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou na manhã desta quarta-feira (31) a admissibilidade da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 67/2016, que prevê eleições diretas para presidente e vice-presidente da República em caso de vacância desses cargos nos três primeiros anos do mandato presidencial.

A proposta é de autoria do senador Reguffe (sem partido-DF) e tem como relator Lindbergh Farias (PT-RJ).

Assim, se a proposta for aprovada pelos senadores e, depois, pela Câmara, uma eventual saída de Michel Temer (PMDB) da Presidência devido à atual crise política levaria a eleições diretas, com o eleito completando o restante do mandato até 2018. O novo pleito aconteceria em 90 dias após o afastamento do presidente.

Cinco dias após a publicação do parecer da CCJ, a PEC pode ser incluída na ordem do dia para votação em dois turnos no Senado. Para ser aprovada, uma PEC precisa se votada em dois turnos na Câmara e no Senado. Depois disso, a PEC não precisa da sanção presidencial para entrar em vigor.

A ideia anima a oposição a Temer por tirar do Congresso, dominado pela base governista, o poder de escolher um novo presidente em um momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como líder em pesquisas de intenção de voto.

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
15:13

Nielmar de Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

A taxa de desocupação no país foi estimada em 13,6% no trimestre móvel encerrado em abril, ficando 1 ponto percentual acima da taxa do trimestre imediatamente anterior (novembro a janeiro), quando havia fechado em 12,6%. Os dados foram divulgados hoje (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua – PNDA.

Com a alta do último trimestre, a população desocupada em abril chegou a 14 milhões, uma alta de 8,7% em relação ao trimestre encerrado em janeiro. Assim, houve um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas no número de desempregados.

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
15:02

ricardo mottaJoão Gilberto/Divulgação

Deputado estadual Ricardo Motta (PSB)

O deputado estadual Ricardo Motta (PSB) declarou, durante a sessão plenária desta quarta-feira 31, na Assembleia Legislativa, que não há qualquer fato que desabone a sua conduta como parlamentar e cidadão. No pronunciamento, o parlamentar também externou sua confiança na Justiça e disse estar seguro que, ao final do processo, restará provada sua inocência.

“Nada do que vem sendo propagado envolvendo o meu nome procede. Por respeito à história iniciada por meu pai, Clóvis Motta, que dá nome a este plenário, digo, com toda a convicção da minha alma e da minha consciência tranquila. Com uma vida pública de 30 anos e no exercício do sétimo mandato parlamentar, subo a esta tribuna hoje para dar uma satisfação, em primeiro lugar, à sociedade potiguar”, declarou o deputado.

Ricardo Motta disse que o seu nome foi envolvido em “denúncias prematuras, orquestradas com o intuito de submetê-lo a um linchamento moral, com exposição diária de inverdades e da pior forma possível, a conta gotas”. O parlamentar contou que, após oito dias consecutivos de “ataques” à sua pessoa, ele quis romper o silêncio, mesmo contrariando o entendimento dos seus advogados.

O deputado reiterou o seu compromisso com os melhores interesses do Rio Grande do Norte, agradeceu os eleitores e as inúmeras manifestações de apoio e orações e encerrou seu pronunciamento parafraseando o jurista Miguel Reale Júnior: “Muitas vezes, a apuração não é dirigida para apurar a verdade, mas para obter condenações a qualquer custo”.

APARTES
O pronunciamento do deputado Ricardo Motta foi aparteado pelos colegas Kelps Lima (Solidariedade), Larissa Rosado (PSB), Raimundo Fernandes (PSDB), José Adécio (DEM), José Dias (PSDB), Gustavo Carvalho (PSDB), Nélter Queiroz (PMDB), Fernando Mineiro (PT), Vivaldo Costa (PROS), Gustavo Fernandes (PMDB), Jacó Jácome (PSD) e Souza Neto (PHS).

O deputado Kelps Lima ressaltou que a versão do acusado deve ser ouvida na mesma proporção da de quem acusa e pediu celeridade ao julgamento, com o respeito ao contraditório. Direito de defesa que também foi destacado por José Dias, que disse em seu aparte: “inocência não precisa ser provada, culpa sim”.

Jacó Jácome lembrou que a delação pode ajudar a Justiça, mas tem um lado negativo: o de condenar previamente as pessoas. Pré-julgamento também criticado por Souza Neto e Gustavo Carvalho. Já a agilidade ao processo pautou as falas dos deputados José Adécio, Gustavo Fernandes e Nélter Queiroz, que elogiou a postura do colega em se manifestar publicamente: “quem não deve não teme”.

Larissa Rosado destacou a trajetória de Ricardo Motta: “eis aqui a palavra de um homem que quer continuar o seu trabalho de maneira séria e digna”. Raimundo Fernandes e Gustavo Carvalho ressaltaram as obras e ações no Rio Grande do Norte que aconteceram em razão do trabalho de Motta. Feitos igualmente pontuados por Vivaldo Costa, que os creditou ao fato de o colega ser querido em todo o Estado.

Fernando Mineiro solicitou que sejam apuradas as questões e, ao final, os culpados sejam penalizados e os inocentes, inocentados. O deputado sublinhou os prejuízos que acusações sem provas podem trazer para a democracia. “Não podemos aceitar a criminalização da política. Quem perde com isso é a sociedade”, comentou o parlamentar em referência ao pronunciamento de Ricardo Motta.

Via Agora RN

 

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
14:41

Em relação ao trimestre anterior, população desocupada cresceu 8,7%, com acréscimo de 1,1 milhão de pessoas a procura de trabalho

Carteira de trabalho

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 13,6% no trimestre encerrado em abril de 2017 de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quarta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada é de 14,0 milhões de pessoas, dado 8,7 % maior em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando era de 12,9 milhões de pessoas. O número representa um acréscimo de 1,1 milhão de pessoas não ocupadas na procura por trabalho. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 23,1%, um aumento de cerca de 2,6 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.

O resultado ficou 1,0 ponto percentual acima da taxa do trimestre que terminou em janeiro (12,6%). Na comparação com o mesmo período de 2016 (11,2%), o quadro também foi de acréscimo (2,4 pontos percentuais). O resultado ficou dentro das expectativas de analistas, que estimavam uma taxa de desemprego entre 13,50% e 14,00%, com mediana de 13,90%.

Já a população ocupada (89,2 milhões de pessoas) caiu 0,7%, quando comparada com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (89,9 milhões de pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2016, quando o total de ocupados era de 90,6 milhões de pessoas, houve queda de 1,5%, uma redução de 1,4 milhão de pessoas.

O número de empregados com carteira assinada (33,3 milhões) reduziu 1,7% (menos 572 mil pessoas) na comparação com o trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017 (33,9 milhões). Frente ao trimestre de fevereiro a abril de 2016, houve queda de 3,6%, o que representou a perda de aproximadamente 1,2 milhão de pessoas nessa condição.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.107 no trimestre até abril. O resultado representa alta de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou estável frente ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, quando o resultado foi de R$ 2.095.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 183,3 bilhões no trimestre até abril, estável em relação a igual período do ano anterior, com R$ 181,2 bilhões e em relação ao trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, que foi de R$ 183,5 bilhões.

A indústria cortou 220 mil vagas em um ano, mas contratou 204 mil em relação ao trimestre anterior. O setor da construção demitiu 646 mil em um ano, assim como o comércio, que tem menos 174 mil empregados ante o mesmo período do ano passado. Ainda em relação a 2016, os serviços domésticos têm menos 163 mil funcionários e a agricul demitiu 730 mil.

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
14:33

A falta de contrato entre a Globo e a CBF para amistosos da seleção de 2017 não é a única ameaça ao poderio da emissora no futebol. Há iniciativas entre clubes e dentro da CBF que podem levar a ocupação de outras áreas em que atualmente atua a emissora carioca. Isso envolve direitos da Copa América e do Brasileiro.

Como mostrou o jornal ”Folha de S.Paulo”, a confederação e a Globo não se acertaram no valor para compra de dois amistosos da seleção de junho, assim como ocorreu em janeiro com o jogo diante da Chapecoense. Assim, a CBF vai comercializar as partidas no Facebook e na TV Brasil. A emissora global mantém bom diálogo na confederação e investirá forte para recuperar esses direitos em 2018.

Um grupo com participação de ex-executivos da Globo, Marcelo Campos Pinto e João Pedro Paes Leme, tem atuado na comercialização do negócio em ajuda da CBF, como revelou Juca Kfouri. Eles montaram uma empresa após saírem da emissora, no caso de Campo Pinto após o escândalo do ”Fifa Gate” estourar nos EUA ele não teve o contrato renovado.

Mas não se limitam a isso. A empresa tem um projeto de viabilizar a produção própria de imagens para a Copa América-2019. Seria um modelo similar ao da Fifa com a HBS, que produz todas as transmissões e apenas repassa para as televisões que compram os direitos. Atualmente, a Globo costuma ter suas próprias câmeras em competições nacionais e, às vezes, atua na captação em campeonatos internacionais sediados no país.

Na segunda-feira passada, Campos Pinto participou de apresentação de ideias sobre internacionalização do Brasileiro aos clubes da Série A. O blog apurou que ele tem conversado com os dirigentes de times sobre comercializações de direitos do campeonato. Também esteve presente um executivo de agência da Conmebol que atuou em comercialização de direitos da Uefa.

A princípio, o foco é em direitos que não estão sob o poder da Globo e Esporte Interativo. A partir de 2019, os direitos internacionais e as placas do Brasileiro estarão fora do acordo com as emissoras. Qualquer agência que queira atuar nesta área teria de convencer os clubes a se unir na negociação.

Além disso, há clubes que não fecharam com a Globo para a TV Aberta. Essa é outra possível área de atuação. A emissora e o Esporte Interativo garantiram os direitos do Brasileiro de 2019 até 2024.

Campos Pinto tem relacionamento próximo com o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, assim como com alguns clubes com quem negociou durante anos. Em abril, Teixeira já tinha sido cicerone do milionário indiano Lalit Modi, que tem interesse nos direitos internacionais do Brasileiro, como mostrou a ”Folha de S.Paulo”. O milionário esteve na CBF e foi recebido pelo presidente da entidade, Marco Polo Del Nero.

A saída de Campos Pinto da Globo não foi tão amigável quanto divulgado pelos dois lados. Ao blog do Perrone, o ex-executivo da emissora negou estar atuando em qualquer operação de venda de direitos. Este blog tentou falar com ele durante a terça-feira (30), sem sucesso.

Do lado da Globo, há um respeito ao direito do ex-funcionário de atuar no mercado como já ocorreu com antecessores. Mas, ao mesmo tempo, a empresa está cautelosa em relação aos direitos de televisão que são estratégicos para ela, como os jogos da seleção a partir de 2018 e nacos do Brasileiro.

A emissora sempre atuou sozinha no mercado, agindo inclusive como agente revendedora dos direitos nos casos da placa. Primeiro, houve a entrada do Esporte Interativo quebrando seu monopólio no Brasileiro. Depois, clubes paranaenses, Atlético-PR e Coritiba, recusaram oferta global e usaram outras plataformas para transmitir jogos. E, agora, uma agência começa a se interessar por pedaços do mercado.

Blog do Rodrigo Mattos – UO

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
14:31

Ministro Marco Aurélio vai relatar as investigações sobre o senador afastado Aécio Neves no Supremo Tribunal FederalJosé Cruz/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio foi escolhido hoje (31) como novo relator das investigações que envolvem o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), a partir da delação premiada de executivos da JBS. O ministro também será responsável pela condução do inquérito sobre a irmã de Aécio, Andrea Neves, presa há duas semanas na Operação Patmos, da Polícia Federal.

A troca de relator foi realizada após decisão do antigo relator, Edson Fachin, que atendeu a um pedido feito pela defesa do parlamentar e determinou a redistribuição do inquérito. A escolha de Marco Aurélio foi feita eletronicamente por sistema processual eletrônico do Supremo.

A decisão foi motivada por pedidos de desmembramento dos inquéritos pelos advogados de defesa. Na semana passada, em recurso encaminhado ao Supremo, após ser afastado do mandato por Fachin, os advogados de Aécio Neves sustentaram que a investigação não deveria permanecer com o ministro e que a decisão do ministro Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, não poderia ser tomada individualmente, mas pela Segunda Turma do STF.

Agência Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
14:27

delegassassinado

Desde cedo chamava a atenção o assassinato de dois delegados da Polícia Federal do Rio de Janeiro num bar fora da região nobre de Florianópolis, esta madrugada, sem motivo aparente.

Agora, o jornal Zero Hora, que integra o grupo RBS, noticia que um deles, Adriano Antônio Soares era chefe da Polícia Federal de Angra dos Reis desde 2009. Em janeiro deste ano, ele assumiu a investigação do acidente que matou o ministro Teori Zavascki e mais quatro pessoas na queda de um avião  em Paraty (RJ). Quatro dias depois, o  juiz federal Raffalle Felice Pirro, da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis colocou o inquérito em sigilo de Justiça.

Não sou de teorias da conspiração,  mas convenhamos que no Brasil de hoje o mais impensável a toda hora aparece.

Publicado por: Chico Gregorio


31/05/2017
07:41

Advogado anterior ficou queimado pois queria poupar Temer na delação

Por Fernando Brito, do Tijolaço – Lauro Jardim, desde o início o “dono da bola” em informações privilegiadas no caso JBS, transmite publicamente o recado da Procuradoria Geral da República:

A sondagem feita por José Luís de Oliveira Lima, até ontem advogado de Rodrigo Rocha Loures, sobre uma delação premiada de seu cliente, foi rechaçada pela cúpula da PGR. Basicamente porque Oliveira Lima deu a entender que, em uma eventual delação, o deputado protegeria Michel Temer.

Janot pode estar agindo sobre Aécio Neves porque não lhe restou outro jeito – como analisa hoje o Luís Nassif – mas sobre Temer ele tem suas ganas. Quando Temer deixou que dissessem, em seu nome, que não nomearia necessariamente o mais votado da lista tríplice eleita pelos procuradores para chefiar a PGR, colocou uma pá de cal sobre as suas pretensões de um terceiro mandato á frente do órgão.

Com muitas resistências internas e o óbice do “se ganhar não vai levar”, Janot sentiu minguarem suas chances dramaticamente

Quanto as delações, é só a lógica deste “mercado”. A primeira tentativa de acordo de Léo Pinheiro, quando ele não deu o que os procuradores queriam contra Lula foi “detonada” pelo vazamento numa historinha chinfrim sobre uma obra na laje da casa do Ministro Dias Tóffoli.

Vários meses depois, já com o empreiteiro da OAS devidamente enquadrado para falar que “Lula sabia”, a delação voltou a ser tratada.

Agora, Janot quer Temer, e quer para já.

A razão da troca de advogado está aí: sai o que ficou “queimado” na primeira proposta e entre um novo, não se sabe se com a função de ser coveiro de Temer, com a delação, ou de Rocha Loures, sem ela.

Publicado por: Chico Gregorio