06/06/2017
12:28

 por Folhapress
temer
Em conversas reservadas, Temer tem demonstrado indignação com a postura de Janot ( Foto: Marcos Corrêa/PR )

A prisão de Henrique Eduardo Alves, na manhã desta terça (6), reforçou a crítica entre auxiliares e assessores do presidente Michel Temer sobre a tentativa do Ministério Público de pressionar a Justiça Eleitoral.

Também nesta terça-feira (6), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) retomará o julgamento que poderá cassar o mandato do presidente.

Para o entorno do peemedebista, a prisão ocorre “com um timing estranho”, já que o ex-ministro do Turismo estava afastado da pasta há um ano e, de acordo com ele, as suspeitas sobre a construção da Arena das Dunas “não são novas”.

Nas palavras de um aliado do presidente, a iniciativa se soma ao pedido feito na segunda-feira (5) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pede a suspensão imediata de medida provisória que garante foro privilegiado ao ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco.

A expectativa no Palácio do Planalto, no entanto, é de que a pressão que estaria sendo feita pelo Ministério Público tenha efeito contrário sobre os ministros da Corte Eleitoral, estimulando uma postura de independência.

No domingo (4), o advogado Gustavo Guedes, responsável pela defesa do presidente no TSE, disse que o procurador-geral “está tentando constranger” o tribunal eleitoral a condenar o peemedebista.

Em conversas reservadas, Temer tem demonstrado indignação com a postura de Janot e dito que ele tem se comportado como um adversário.

A operação desta terça-feira (6) foi batizada como Manus e apura supostos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

A investigação se baseia em provas da Operação Lava Jato que apontam que Henrique Alves e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) receberam suborno na construção da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa do Mundo.

De acordo com a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público, houve sobrepreço de R$ 77 milhões no valor da obras, com favorecimento de duas grandes construtoras.

Os pagamentos ocorreram como doação eleitoral oficial, entre 2012 e 2014. Os valores, segundo os investigadores, omitiam subornos e, em um dos casos, eram desviados em benefícios pessoais.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
12:15

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal deflagraram na manhã desta terça-feira (6) mais uma etapa das Operações Sepsis e Cui Bono. Desta vez, foi determinada a prisão preventiva de quatro pessoas, entre elas o ex-presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves. Há ainda, um quinto mandado de prisão que tem como alvo o também ex-presidente da Casa Legislativa, Eduardo Cunha, que já está detido em Curitiba. A operação está sendo executada em parceria com a Procuradoria da República no Rio Grande do Norte, onde também são cumpridas medidas cautelares com o objetivo de reunir provas para investigações em andamento.

Logo no início da manhã, em uma outra operação, essa sobre corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal, policiais federais foram à casa de Henrique Alves, na capital potiguar, para prendê-lo preventivamente. Cunha também é alvo no caso do estádio.

No caso dos pedidos apresentados à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, as solicitações da Força-Tarefa são decorrentes, principalmente, de informações fornecidas em depoimento de executivos da Construtora Odebrecht, no âmbito do acordo de colaboração premiada. Remetidos à primeira instância há pouco mais de um mês, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, os relatos foram juntados às investigações que têm o objetivo de apurar irregularidades cometidas pelo grupo liderado por Eduardo Cunha nas vice-presidências de Fundos e Loterias e Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal (CEF).

Além dos dois ex-parlamentares, também foram expedidas ordens de prisão preventiva contra outras três pessoas que, conforme indícios já reunidos pelos investigadores, também integram a organização criminosa. A solicitação tem como fundamentos, a garantia da ordem pública e o propósito de assegurar a continuidade das investigações bem como de impedir a ocultação de provas. Na petição, o MPF relata a existência de elementos, segundo os quais, os envolvidos praticaram, de forma continuada, os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e que, mesmo com as investigações em curso, continuam agindo para ocultar ativos no valor de mais de R$ 20 milhões que teriam sido recebidos por Eduardo Cunha. As prisões são mencionadas como uma forma de suspender a chamada atuação delitiva habitual e impedir a ocultação do produto dos crimes, “já que este ainda não foi recuperado”.

No documento, MPF cita ainda o fato de os investigados manterem contas bancárias no exterior com o objetivo de viabilizar o recebimento de propina, bem como a prática de outros crimes como a lavagem de dinheiro. No caso de Henrique Eduardo Alves, por exemplo, há relatos da existência de movimentação financeira externa entre os anos de 2011 e 2015, período em que teriam ocorrido os desvios de recursos do FI-FGTS por parte da organização criminosa.Para os investigadores, os indícios apontam para o risco de, em liberdade, os quatro estarem agindo para destruir provas do esquema criminal

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:59

Nome da operação que prendeu ex-deputado foi batizada de “Manus”. Ela foi deflagrada para apurar atos de corrupção na construção da Arena das Dunas

 

 

Novo Jornal

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves

Preso preventivamente na manhã desta terça-feira 6 pela Polícia Federal em novo desdobramento da operação Lava Jato, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) deixou o condomínio onde mora em Natal sob vaias e xingamentos.

Em vídeo que circula nas redes sociais, populares acusam o ex-deputado federal de “ladrão” e “safado”.

O nome da operação que prendeu o candidato ao Governo do Estado em 2014 foi batizada de “Manus”. Ela foi deflagrada para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal. O superfaturamento identificado chega a R$ 77 milhões. Na mesma operação, houve também a expedição de um novo mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Cunha.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:51

O senador Garibaldi Alves, primo e parceiro político do ex-deputado Henrique Alves que está preso na Polícia federal, não está atendendo telefone da imprensa.

O senador tem sido procurado para falar sobre a prisão de Henrique.

Segundo sua assessoria ele está reunido e vai participar da reunião de comissões do Senado.

Toda classe política sabe que o então candidato a governador Henrique Alves fez grandes doações financeira para campanha do filho de Garibaldi, o deputado federal Walter Alves.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:47

Como é a operação Manus deflagrada hoje no Rio Grande do Norte:

O secretário de Obras da Prefeitura de Natal, Fred Queiroz, também foi preso preventivamente, assim como o ex-deputado Henrique Alves (PMDB).

Um terceiro mandado de prisão foi expedido contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), que já está preso em Curitiba.

Mas segundo dados da operação, são 5 os mandados de prisão.

Foram conduzidos coercitivamente para depor, o publicitário Arturo Arruda, que estava em Mossoró, Eurico Alecrim e o ex-auxiliar do Ministério da Previdência, Jaime Mariz.

A produtora de vídeo Peron Filmes, em Natal, foi alvo de busca e apreensão, assim como a agência Art&C.

Mas a operação tem mais coisas a revelar:

São 5 mandados de prisão preventiva, 6 de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão nas cidades de Natal, Mossoró e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e Curitiba, no Paraná.

Em Curitiba é o mandado de prisão contra o já preso Eduardo Cunha.

A PF já cumpriu os 5 mandados de prisão.

Via Thaisa Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:43

Do Blog de Andréia Sadi, no G1

Alves tinha livre acesso ao Planalto em agendas com Temer

Preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (6), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves tinha livre acesso ao Palácio do Planalto mesmo fora da equipe ministerial.

Alves se reúne com Temer, fora da agenda oficial, assim como outros ex-auxiliares e peemedebistas de confiança do presidente.

Ele foi ministro do Turismo de Michel Temer e caiu na esteira de denúncias em 2016. Alves é presença constante no terceiro andar do Palácio do Planalto, com acesso livre, inclusive, à sala da chefia de gabinete do presidente, comandada por Nara de Deus.

Há cerca de um mês, por exemplo, Alves esteve no Planalto para se encontrar com Temer.

O terceiro andar tem acesso restrito e só pode ser frequentado com autorização por se tratar do andar de onde despacha o presidente da República.

Alves era um dos principais aliados de Eduardo Cunha, também preso pela Polícia Federal.

Quando deputados, Alves e Cunha eram dos peemedebistas que frequentavam juntos os jantares no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer.

Alves e Cunha foram presidentes da Câmara.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:40

Polícia Federal fala sobre operação que prendeu o ex-deputado Henrique Alves.

Veja transmissão ao vivo:

 

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:36

Alvos de mandados de prisão na Operação Manus, os dois permanecerão no Estado, mas não tiveram destino revelado pela Polícia Federal

Divulgação

Henrique Alves e Fred Queiroz, presos nesta manhã

O ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB) e o secretário municipal de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, alvos de mandados de prisão preventiva na manhã desta terça-feira 06 através da Operação Manus, deflagrada pela Polícia Federal no Rio Grande do Norte, permanecerão encarcerados em penitenciárias potiguares.

A informação foi confirmada pela própria Polícia Federal em coletiva de imprensa realizada nesta manhã na Superintendência da PF no Estado, em Lagoa Nova.

Segundo a corporação, o ex-deputado e o atual secretário municipal não serão encaminhados para a carceragem de Curitiba, sede das investigações da Operação Lava Jato e onde se encontra o deputado cassado Eduardo Cunha, que também foi alvo de mandado de prisão nesta terça, muito embora já esteja preso desde o ano passado.

Apesar de ter confirmado que os dois permanecerão no RN, a Polícia Federal não quis revelar para qual penitenciária eles serão realocados. Neste momento, ambos prestam depoimento na Superintendência da PF.

Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:34

Ex-presidente da Câmara dos Deputados foi alvo de nova fase da Operação Lava Jato, que cumpriu diversos mandados na manhã desta terça-feira 06 em Natal, capital do Estado

henrique alves

Henrique Alves, político do RN

O ex-deputado e ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, foi preso na manhã desta terça-feira 06 em Natal pela Polícia Federal. O peemedebista foi alvo de mais uma fase da Operação Lava Jato ao lado do ex-deputado Eduardo Cunha, que já está preso em Curitiba desde o ano passado por participações no esquema de corrupção. O secretário municipal de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso nesta manhã.

O nome da operação que prendeu o candidato ao Governo do Estado em 2014 foi batizada de ‘Manus’. Ela foi deflagrada para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal. O sobrepreço identificado chega a R$ 77 milhões.

Viatura da PF em frente ao condomínio onde Henrique mora, em Natal. (Foto: Reprodução)

A investigação realizada se iniciou após a análise das provas coletadas em várias das etapas da Operação Lava Jato que apontavam solicitação e o efetivo recebimento de vantagens indevidas por dois ex-parlamentares cujas atuações políticas favoreceriam duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

A partir das delações premiadas em inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal, e por meio de afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos, foram identificados diversos valores recebidos como doação eleitoral oficial, entre os anos de 2012 e 2014, que na verdade consistiram em pagamento de propina. Identificou-se também que os valores supostamente doados para a campanha eleitoral em 2014 de um dos investigados foram desviados em benefício pessoal.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Ao todo, a Operação Manus, que é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra, mobilizou cerca de 80 policiais federais que cumpriram 33 mandados, sendo cinco de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão no RN e no Paraná.

Em 2015, o apartamento do ex-deputado peemedebista já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão na Operação Catalinárias. Naquela oportunidade, os investigadores iniciavam a apuração das práticas dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro em benefício de duas empreiteiras responsáveis pela construção da Arena.

Pelo fato de que o mandado contra Henrique é de prisão preventiva, não há prazo para que ele seja liberado da prisão. Sua detenção acontece para que a PF fique assegurada de que ele não irá tentar utilizar de artimanhas para obstruir as investigações que seguem sendo realizadas pelos órgãos competentes.

Um dos alvos dos mandados de busca e apreensão foi a agência de publicidade Art & C, que teve o publicitário Arturo Arruda, proprietário da agência, levado em condução coercitiva para prestar esclarecimentos à Justiça. No momento da operação, o comunicador estava na cidade de Mossoró, segunda maior do Estado, e foi localizado pelos oficiais da PF. A sede do PDMB em Natal também recebeu os agentes da Polícia Federal.

Fraudes na Caixa

Além do mandado de prisão cumprido na Operação Manus, o ex-deputado potiguar foi alvo de outro mandado horas depois, decorrente de uma investigação que apura irregularidades nas vices-presidências de Fundos e Loterias e de Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal. O colega de Henrique, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também foi alvo de mandado de prisão preventiva neste caso. A operação sobre fraudes na Caixa é mais uma etapa da Sepsis e Cui Bono. Além de Cunha e Alves, há mandado de prisão para outras três pessoas.

De acordo com o Ministério Público Federal, um dos órgãos que deflagraram a operação que apura estas fraudes no banco estatal, os investigados praticaram, de forma continuada, os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e, mesmo com as investigações em curso, continuaram agindo para ocultar mais de R$ 20 milhões que teriam sido recebidos por Eduardo Cunha. O deputado carioca está preso desde o ano passado através de outros desdobramentos da Lava Jato.

Conta na Suíça

Segundo informações divulgadas pela PF, Henrique emprestou a conta em seu nome criada na Suíça para o ex-deputado Eduardo Cunha. O mistério da conta do parlamentar no país europeu persistia desde março, quando as investigações descobriram que o potiguar havia recebido mais de R$ 2 milhões relativos a propina. Na época, Henrique disse não saber como os valores tinham ido parar na conta em seu nome.

Agora, os investigadores da Polícia Federal descobriram que o destinatário da verba, em verdade, era o deputado cassado do PMDB-RJ. A propina, ainda segundo a PF, era proveniente de desvios realizados em obras públicas da capital carioca. Desde sempre, Henrique e Cunha sempre se mostraram muito amigos e formavam uma parceria forte na Câmara dos Deputados ao lado dos demais componentes da bancada peemedebista.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
05:53

Uma ação de reversão de bem público contra a empresa Gás Motores e o ex-prefeito e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Poti Júnior, foi ajuizada na 1ª Vara Cível da Comarca de São Gonçalo do Amarante/RN.

O motivo é um terreno de alto valor na cidade, localizado na Avenida Tomaz Landim, que foi dado pelo então prefeito Poti Júnior à empresa com a justificativa de que a Gás Motores iria gerar 45 empregos diretos na cidade, com a construção de um posto de combustível no local.

Segundo a ação ajuizada pela Procuradoria Geral do Município, além de não gerar os empregos prometidos, o posto construído no referido terreno – vale lembrar que é o metro quadrado mais caro da região, onde é a porta de entrada da cidade – foi dado ao Banco do Nordeste como garantia de dívidas da empresa Gás Motores.

Ou seja, houve um desvio de finalidade da área pública, o que acarretou um dano patrimonial ao município, que, hoje, não dispõe mais de áreas tão estratégicas para novas intervenções urbanas.

Ainda de acordo com a petição, o objetivo da reversão de doação de bem é para construção de equipamentos comunitários que venham beneficiar o povo de São Gonçalo do Amarante, em especial a comunidade de Jardim Lola.

O Ministério Público também deverá apresentar parecer sobre o caso, conforme pedido na ação judicial.

Via Anderson Souza

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
05:38

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O Conversa Afiada reproduz afiado artigo de Emir Sader na Rede Brasil Atual:

Desde as denúncias mais recentes, o governo brasileiro ficou reduzido à sobrevivência de Michel Temer no poder, perdeu toda capacidade de iniciativa e passou a ter o objetivo único de se demorar o mais possível antes da queda. O pais fica ao deus-dará. A direita, que forjou essa via do golpe, se mostra incapaz de dar continuidade a ele e sem coragem de enfrentar as eleições diretas.

À direita não importava o que se fizesse para chegar ao objetivo maior – tirar o PT do governo. Todo tipo de aliança e de meio servia para obter esse fim e foi isso que levou ao golpe, com o vice-presidente à frente.

A presença blindada da equipe de Meirelles e os seus banqueiros representava a garantia de que a restauração do projeto neoliberal seria preservada. O pacote de reformas mandado ao Congresso era a expressão dessa restauração, junto com as políticas de ajuste e o desmonte da Petrobras.

Para isso o governo golpista contava com o grande empresariado, com a velha mídia e com uma folgada maioria no Congresso. Aprovar os retrocessos em termos de direitos dos trabalhadores e das políticas sociais era o termômetro do sucesso do governo e do próprio golpe.

A combinação entre a agressividade da Lava Jato contra o PT – elemento indispensável no golpe – e a fragilidade do governo pela sua composição de grande parte de corruptos, era um elemento frágil do governo, mas que serviu até quando ele pôde tocar as reformas no Congresso e o desmonte da Petrobras. As últimas denúncias deixaram o governo perto do nocaute. Está perdido, sem ação, isolado, na contagem regressiva para o seu melancólico final.

Mas esse esgotamento de Michel Temer mostra como a direita destrói seu próprio governo, sem ter construído alternativas. Numa atitude aventureira derrubou um governo legalmente eleito para colocar um bando de ladrões para dirigir o Estado brasileiro. Agora está prestes a tirá-los do poder, mas sem ter alternativa com um mínimo de legitimidade e de apoio.

O país paga um preço alto por essas aventuras da direita brasileira. Voltou a haver um forte processo de concentração de renda, depois de termos conseguido, pela primeira vez na nossa história, diminuir significativamente a desigualdade. Os direitos dos trabalhadores tiveram um enorme retrocesso, depois de estes terem conquistado os maiores avanços na história do movimento  no Brasil. As políticas sociais foram afetadas duramente, depois de o país ter saído do Mapa da Fome, igualmente ela primeira vez na nossa história.

O fracasso do governo de Temer leva a um novo dilema à direita que o guindou ao poder: mantê-lo, com o risco de que o governo se desagregue, sendo derrubado pelas denúncias de corrupção e já sem capacidade de aprovar o pacote de medidas que tanto interessa às elites brasileiras? Ou correr o risco de uma operação difícil de conseguir outro consenso para impor um novo Temer, mas sem poder contar com a unidade das mesmas forças que impuseram o golpe?

As vozes que sentem que as eleições diretas são o único caminho legítimo aumentam, mas na direita elas contam com a inviabilização da candidatura de Lula – que tem como vencedor seguro nas diretas. Mesmo sem ele, tem medo de que vença quem ele vier a apoiar.

A direita entrou num beco sem saída e termina fazendo com que o país, nas suas mãos, se encontre nessa mesma situação. Serão meses de disputa intensa, de caráter político e institucional, de massas, de ideias, da qual sairá um país distinto.

Ou a direita se aferra de qualquer maneira ao governo, tendo que aumentar a repressão e a violação das normas constitucionais e jurídicas, ou o país entra em um processo de redemocratização e reconstrução nacional, conduzido de novo pela esquerda.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
05:35

Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – DANIEL TEIXEIRA / Estadão conteúdo

BRASÍLIA — O julgamento da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer será retomado nesta terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas não deverá ser concluído. Com o peso da delação da JBS e a prisão do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ligado ao presidente, ministros da Corte articulam um pedido de vista hoje mesmo, o que pode adiar a decisão para o próximo semestre. A ideia é tirar do tribunal a responsabilidade de resolver os rumos do país no auge da crise e retomar a discussão quando a situação política de Temer já estiver definida.

Há ministros empenhados em encerrar o processo hoje mesmo, antes de examinar as acusações contra a chapa. Duas questões preliminares apresentadas pela defesa do PT e do PMDB têm a atenção dos ministros: a primeira é o fato de Dilma já ter sido alvo de impeachment e, por isso, não ter mais possibilidade de sofrer cassação. Assim, não haveria por que realizar o julgamento no TSE. A segunda diz que o processo foi aberto em 2014 e, depois, foram acrescentadas novas acusações, o que não seria juridicamente aceitável. Se alguma dessas teses da defesa receber votos suficientes no TSE, o processo poderá ser arquivado antes mesmo de ser julgado.

Via O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
05:16

 

 

Chega a notícia ao blog de uma botija que fora extraída por dois mineradores nas proximidades da Serra do Poção.
Segundo as primeiras informações, um dos mineradores teria sonhado por duas vezes com uma pessoa dando uma botija próximo ao local onde o rapaz trabalhava e morava.
Muito assustado o rapaz preferiu chamar um colega de trabalho para extraírem juntos o presente doado por um suposto espírito.
Na manhã de ontem a notícia se espalhou e outros mineradores foram ao local registrarem o acontecido e ao chegar se depararam com um buraco onde continha uma suposta botija cheia de Ouro e joias preciosas.
No local ainda foi encontrado um pulseira de prata com pedras azuis e partes da botija de barro.
Via Marcos Costa

botija

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
05:10

recicla 4 modulo

Em seu quarto módulo, o projeto Recicla Seridó abordou as temáticas de Gênero e a Lei Maria da Penha. Durante a capacitação foram realizadas dinâmicas e trabalhos em grupo com o objetivo de conscientizar sobre a importância do tema.

Os conceitos de respeito, igualdade, equidade e justiça social foram abordados entre os catadores de materiais recicláveis. Para Paula Salmana, gestora ambiental da Cáritas Diocesana, o módulo foi um verdadeiro sucesso.

 “Os catadores estão motivados a obter conhecimentos e a meta de participação foi alcançada. Estamos trabalhando a igualdade e a justiça, para que todos tenham seus direitos assegurados e, dessa forma, haja uma compreensão mútua entre homens e mulheres”, completou.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
05:01

Entidades planejam um “esquenta” no dia 20

As centrais sindicais aprovaram hoje (5) a data de uma nova greve geral contras as reformas do governo e pela saída de Michel Temer, indicando o próximo dia 30, uma sexta-feira. Antes, no dia 20, as entidades planejam organizar um “esquenta”, com paralisações e atos nas principais cidades. Todo o calendário depende do andamento das reformas no Congresso – e também passará por assembleias das categorias.

Segundo o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, a greve precisa ser “construída”, com discussão nas bases e monitoramento da agenda parlamentar. “O dia 28 (de abril) foi um sucesso porque fizemos um processo de construção daquela data”, afirmou, em reunião realizada na sede da Nova Central em São Paulo, na região central da capital paulista. “O primeiro passo são as categorias referendarem o dia 30 nas assembleias”

Durante o encontro, o secretário-geral da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha, apresentou proposta de realizar uma greve geral de dois dias, indicando 27 e 28 de junho, com convocação prévia de plenárias estaduais. A Força Sindical a princípio mostrou-se reticente quanto à fixação de uma data, mas defendeu a unidade entre as centrais. “Conseguimos construir, ao longo do tempo, várias atividades unitárias”, disse o secretário-geral da entidade, João Carlos Gonçalves, o Juruna, citando manifestações de 15 de março, a greve de 28 de abril e a marcha a Brasília em 24 de maio.

Publicado por: Chico Gregorio