A versão em espanhol da emissora britânica BBC publicou uma matéria na qual se refere ao presidente Michel Temer como o “terceiro presidente de um partido que nunca ganhou as eleições no Brasil”. “Em 1985, José Sarney se tornou presidente após a morte do mandatário eleito, Tancredo Neves. Em 1992, Itamar Franco substituiu Fernando Collor de Mello, que renunciou após um processo de impeachment”, pontua a matéria, acrescentando que desde 1994 o PMDB, partido de Temer, não lança um candidato presidencial, ocasião em que Orestes Quércia disputou as eleições e não chegou a 5% dos votos. “Nos últimos anos, dezenas de legisladores e ministros do PMDB foram investigados por casos de desvio de dinheiro e outras ilegalidades. Vários foram processados ou renunciaram a seus cargos”, diz a matéria. Michel Temer e o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), são citados pela BBC como acusados de envolvimento em esquemas de corrupção. A BBC destaca que, apesar de não ter conseguido eleger um presidente, o PMDB “sempre foi poderoso a nível regional e legislativo” e é o partido com o maior número de filiados do país, cerca de 2,3 milhões, 765 mil a mais que o PT.
“No Brasil, existe a seguinte a piada para se referir ao partido: ‘Não sabemos quem vai ganhar a eleição, mas sabemos que o PMDB estará no governo’”, diz a matéria.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra, disse hoje (31) que a regulamentação da terceirização da atividade-fim de empresas deve ser decidida no Supremo Tribunal Federal (STF). “Nós temos dois projetos que tratam da mesma matéria. Se os dois conseguirem ser aprovados você pode sim criar uma lei que assimile as vantagens de cada um. Acho que a questão vai acabar sendo resolvida pelo próprio STF”, disse.
No dia 22 de março, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que trata da terceirização para qualquer tipo de atividade de empresas privadas e do setor público. Mas também está em tramitação no Senado Federal uma alternativa ao projeto de lei aprovado pelos deputados.
A aprovação do projeto pelos deputados ocorreu sob forte protesto de representantes de centrais sindicais e de parlamentares da oposição, que tentaram sem sucesso obstruir a votação. Como o projeto já tinha sido analisado pelo Senado, o texto aprovado pelo plenário seguiu direto para a sanção presidencial.
“Está se pensando realmente no projeto do Senado ser utilizado para uma espécie de híbrido, pegando um pouco de cada um. Eu acho muito difícil conseguir isso”, disse o ministro.
Ives Gandra participou hoje, em Brasília, do 9º Encontro Interempresarial de Jurídico Trabalhista, em que especialistas e representantes de empresas de mais de 30 setores da economia discutiram a reforma trabalhista. O evento foi organizado pelo Grupo Interempresarial de Jurídico Trabalhista em parceria com o Instituto Via Iuris de Direito de Trabalho.











