Depois de apressar-se para declarar apoio a Jair Bolsonaro (PSL), neste segundo turno, João Doria (PSDB) correu ontem para Rio a fim de obter um vídeo do ex-capitão. Não deu, frustrou-se. Bateu na trave. …
Não reeleitos, os senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Eunício Oliveira (MDB-CE) estão sem foro de função e por isso terão seus processos da lava jato serão enviados para a 13ª Vara Federal de Curitiba. Ou seja, eles entram na fila da masmorra de Curitiba. …
Garibaldi e Agripino ficarão sem mandato por decisão do eleitor pela primeira vez
“Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer”
Na música Velha Roupa Colorida o genial Belchior trava uma dialética entre o velho e o novo. Ouvindo ela no carro hoje enquanto me dirigia ao trabalho lembrei de que quando pesquisava os jornais dos anos 1980 para o trabalho, que resultou no livro Os Rosados Divididos, que os então jovens e promissores Garibaldi Alves Filho e José Agripino Maia apareciam como o futuro do Rio Grande do Norte.
Agora faz apenas cinco dias que eles conheceram a segunda derrota de suas respectivas carreiras e pela primeira, por decisão do eleitor, vez ficarão sem mandato em mais de 30 anos.
Há 40 anos eles eram o novo, a renovação da história política das famílias Alves e Maia que já dividiam a política no Rio Grande do Norte. Garibaldi sucedeu o tio Aluízio, ex-governador, em carisma popular.
A força de Aluízio se dividiu em dois herdeiros Garibaldi com as qualidades citadas acima e o filho Henrique Alves ficando com a reconhecida capacidade de articulação.
José Agripino deu um toque de juventude e fôlego ao clã Maia herdando a estrutura política montada durante a ditadura militar pelo pai, Tarcísio.
As carreiras de Agripino e Garibaldi são praticamente idênticas. Os dois foram prefeitos de Natal sendo o primeiro biônico em 1979 e o segundo eleito pelo voto popular em 1985.
Ambos foram governadores duas vezes.
Agripino eleito em 1982, favorecido pelo voto vinculado, e em 1990 derrotando o primo Lavoisier Maia no segundo turno. Garibaldi eleito e reeleito em 1994 e 98 nesta última impondo a única derrota eleitoral de “Jajá” até domingo.
Líder da oposição e presidente nacional do DEM nos governos petistas, Agripino foi eleito senador em quatro oportunidades (1986, 1994, 2002 e 2010). Garibaldi em outras três (1990, 2002 e 2010) sendo presidente do Senado entre 2007 e 2008.
Garibaldi ainda foi ministro da previdência, um dos mais bem avaliados, inclusive.
Mas o que levou os dois principais líderes políticos do Rio Grande do Norte a uma derrota humilhante como a do último domingo? A letra de Belchior da abertura deste artigo diz muito: “o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo e precisamos todos rejuvenescer”.
Agripino e Garibaldi não perceberam ao longo dos últimos anos que uma nova mudança ia acontecer e não se atualizaram. Se mantiveram presos às velhas práticas de sempre apostando tudo na velha política de compadrio, distribuição de emendinhas para segurar apoios de prefeitos que mais parecem mendigos em busca de recursos federais nas portas dos gabinetes do Congresso Nacional.
A eleição de 2014 deu um recado ignorado pela dupla com as derrotas de seus aliados para Governo e Senado para uma chapa reduzida sob a batuta de Robinson Faria (PSD) e Fátima Bezerra (PT).
Agripino, principalmente, e Garibaldi, um pouco menos, se distanciaram do povo potiguar, não assumiram bandeiras importantes. O primeiro dedicou os últimos oitos anos a destruir o PT focando-se numa atuação que deixou muito de lado os interesses do Rio Grande do Norte. O segundo se acomodou no carisma, no um milhão de votos que recebeu em 2010 e na fama de maior eleitor do sofrido elefante.
Nenhum dos dois moveu uma palha no processo de desinvestimento da Petrobras. Assistiram passivamente o desastre acontecer, apenas para citar uma das grandes pautas do Estado.
Quando 2018 se iniciou eles finalmente já estavam cientes de que teriam pela frente uma eleição complicada. A dupla eleita separada em 2002 e em dobradinha (ou voto casado) em 2010 tinha percebido que seria difícil. Em janeiro, Garibaldi em entrevista no programa Conversa de Alpendre da TCM disse que teria pela frente a eleição mais difícil da vida.
Agripino encontrou na necessidade de tornar o palanque oligárquico menos pesado a saída honrosa para o rebaixamento político à Câmara Federal, mas mesmo assim não deu. Recebeu apenas 64.678 votos e acabou ficando na segunda suplência de deputado federal em sua coligação. A humilhação nas urnas surpreendeu a todos que esperavam que ele fosse um dos mais votados.
É como outro trecho da música que abre este texto:
“No presente, a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
No presente, a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais”
Garibaldi e Agripino foram roupa nova nos anos 1970 e 80 vestindo-se de verde e vermelho, dividindo bacuraus e bicudos pelo Rio Grande do Norte. As roupas se misturaram na máquina de lavar da política que lhes deu uma sobrevida na década passada, mas roupa que ficou colorida ao se misturar e envelheceu e não servia mais para os potiguares que exigem novas práticas e mais atenção dos seus representantes.
Como diz Belchior em outra letra célebre “o novo sempre vem” mesmo para quem sempre amou o passado como o eleitor potiguar.
Na caça aos votos dos indecisos e na luta para atrair eleitores de outros concorrentes do primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando (PT) vestiram novos figurinos no segundo turno da campanha.
Aos poucos, vão se sofisticando, deixando para trás propostas mais radicais e tomando para si discursos mais conciliatórios. Quem diria, ein?!.
Um veículo conduzido por eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) causou um princípio de tumulto durante um ato de campanha de Fernando Haddad (PT) em Brasília nesta quinta-feira (11). O caso veio à tona na noite de quinta quando Paulo Teixeira, vice-presidente nacional do PT, falou sobre o assunto em uma rede social. O deputado afirmou que os manifestantes teriam impedido a saída do veículo em que o presidenciável estava.
“Atenção! Um carro com gente do Bolsonaro acaba de fechar o carro com o Haddad dentro. A polícia Federal parou o motorista e prendeu a sua carta. Uma campanha violenta!”, escreveu Paulo no Twitter.
A assessoria de imprensa de Fernando Haddad esclareceu que, na verdade, o incidente ocorreu na manhã de quinta, durante um evento oficial do candidato com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília. Três homens em uma caminhonete bloquearam a passagem quando a comitiva tentava deixar o local.
A situação só foi resolvida com a intervenção da Polícia Federal, que dispersou os manifestantes. Os agentes, porém, não teriam retido documentos dos homens ou os levado para prestar esclarecimentos. Não foi registrado boletim de ocorrência e os manifestantes não foram identificados.
Hoje (12), o deputado apagou o tuíte esclareceu que a informação de que PF teria apreendido a carteira do motorista não foi confirmada.
“Ontem postei aqui que a caravana do Haddad foi fechada por um carro. A noticia me foi confirmada por diversas fontes. Quero corrigir a outra parte da noticia, a que dizia que a pessoa tinha sido parada pela PF e a carteira apreendida. Não foi confirmada”, escreveu o deputado hoje.
Um vídeo gravado no local também mostra um dos integrantes do grupo fazendo provocações, afirmando que “Bolsonaro iria acabar com os comunistas”. O homem, que usa uma camiseta de Jair Bolsonaro, critica ainda a Teologia da Libertação, corrente cristã latino-americana que relaciona os ensinamentos de Jesus Cristo a injustiças sociais e econômicas.
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A reportagem entrou em contato com a Polícia Federal e aguarda retorno. O candidato Jair Bolsonaro também foi procurado, mas ainda não se manifestou.
O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou ontem (12) a retirada do ar em 24h de um vídeo supostamente produzido por apoiadores do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, que inclui ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvos de crítica.A retirada foi determinada pela própria direção da campanha de Bolsonaro, que alegou que “o vídeo em questão prejudica a imagem do candidato representante, na medida em que o coloca em linha de colisão com a atuação do Poder Judiciário brasileiro”.No vídeo, com o refrão da música “Meus pais”, de Zezé di Camargo e Luciano, ao fundo, aparecem os ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Alexandre de Moraes.
“Feito um mal que não tem cura, estão levando à loucura o Brasil que a gente ama”, diz a canção, enquanto se sucedem as imagens, nas quais aparecem também políticos do PT e do MDB.
Os advogados de Bolsonaro alegaram ao TSE que o vídeo deveria ser retirado do ar por induzir ao internauta que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário, “o que não é verdade”, afirmaram na representação. A defesa destacou que, apesar de trazer a identidade visual da candidatura, o material audiovisual não foi produzido pela campanha.
Ao acolher os argumentos e ordenar a retirada do vídeo hospedado no YouTube, o ministro Carlos Horbach escreveu que o material “tem evidente potencial lesivo para os representantes, que involuntariamente são vinculados a ideias que não corroboram, cuja repercussão negativa no eleitorado lhes prejudica”.
O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, assistiu à missa de Nossa Senhora Aparecida ao lado da mulher, Ana Estela, e da vice na chapa, Manuela D’Ávila. Após o ato religioso, ele criticou a política armamentista defendida pelo candidato adversário Jair Bolsonaro.
A igreja visitada pelo candidato fica no Jardim Ângela, região com um dos maiores índices de violência da capital paulista. Um levantamento feito por ONGs mostrou que a expectativa de vida no local é de apenas 55 anos, contra 75 da média nacional.
No sermão, o padre disse que é preciso respeitar a vida e que a arma é um instrumento da morte. Logo depois da missa, Haddad repetiu a mensagem de repúdio à violência, num discurso para a comunidade.
“É impossível nós não concordarmos com que o que está sendo dito. Preservar a vida, combater violência, combater corrupção, preservar o meio ambiente e garantir a democracia. Alguém discorda disso aqui?”, disse o candidato.
Ele também se comprometeu a combater o racismo. “Nossa Senhora da Aparecida é uma santa muito importante, porque ela é negra e protetora dos escravos e nós temos também que compreender que nós temos que superar a cultura do racismo, que ainda existe no nosso país”, afirmou.
Na quinta-feira (11), ele teve uma reunião em Brasília com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Questionado sobre a influência da Igreja em seu eventual governo, Haddad disse que assumiu compromissos sobre princípios com os bispos.
“Os princípios que a Igreja Católica colocou são princípios que todas as pessoas valorizam: proteção da vida, proteção do meio ambiente, proteção da democracia, combate à violência”, concluiu Haddad.
Ele também se referiu ao Dia das Crianças, comemorado nesta quinta, e falou de propostas para a educação infantil.
“O São Paulo Carinhosa é um programa que pretendemos estender para todo o país. De proteção à criança e à adolescência. Temos uma meta de colocar toda criança a partir de 4 anos na escola. Vamos fazer uma busca ativa das crianças que ainda não estão na escola. Porque é obrigatória a matrícula a partir dos 4 anos”, afirmou.
Sobre o tema do meio ambiente, Haddad disse que vai estimular o aumento da produtividade de terra cultivada e investir parte das reservas cambiais em energias renováveis.
“Vamos aumentar a produtividade alterando uma tabela que é de 1975, que precisa ser alterada, que é de produtividade por hectare, dependendo da cultura que é plantada. E vamos investir pesado 10% das reservas cambiais em energia alternativa: biocombustível, energia eólica e energia solar”, completou o candidato.
O blog conseguiu confirmar com duas fontes ligadas ao PSL que o líder em todas as pesquisas para presidente do Brasil, o deputado Jair Bolsonaro, não vai receber o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, bem como sua campanha não vai fazer nenhuma sinalização de apoio para ao candidato do PDT no Rio Grande do Norte.
Inclusive, a campanha de Bolsonaro usou o primo de Carlos Eduardo, o ex-ministro Henrique Alves no seu primeiro programa eleitoral apresentado ontem como um dos exemplos de corrupção no Brasil.
“O apoio vai se restringir a pessoas do partido no RN alguns filiados e parlamentares do partido”, disse a fonte.
O novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que restringiu o foro especial de parlamentares deverá levar para a primeira instância da Justiça Federal uma série de inquéritos e ações penais da Lava Jato contra políticos que não conseguiram se reeleger neste ano.
Entre eles, o senador José Agripino Maia, que, diante das fortes rejeições, tentou disputar o cargo de deputado federal e perdeu. Isso significa que a partir de 2019 ele estará sem mandato e, provavelmente, sem foro privilegiado por prerrogativa de função. Agripino é réu em duas ações penais que surgiram no decorrer da Lava Jato. Uma delas trata do esquema de um possível esquema de corrupção e desvio de dinheiro na construção da Arena das Dunas. Ele é réu acusado de receber propina da OAS, empresa responsável pela execução da obra.
A remessa para a primeira instância não é automática. Depende de parecer da Procuradoria-Geral da República e de decisão do ministro relator em cada caso, o que só deverá ocorrer a partir de fevereiro de 2019, quando começa a nova legislatura e os não reeleitos ficarão sem mandato.
A regra, definida pelo plenário do Supremo em maio, é que o foro especial se restringe a crimes praticados no exercício do cargo e em razão dele.
Se o parlamentar perder a prerrogativa de foro durante a tramitação do processo, o inquérito ou a ação penal que não tiver chegado à fase de intimação das partes para alegações finais.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, nesta quinta-feira (11), o ministro do Tribunal de Contas União (TCU), Aroldo Cedraz, seu filho, o advogado Tiago Cedraz, e outras duas pessoas pelo crime de tráfico de influência.
Os quatro são acusados de negociar e receber dinheiro da empresa UTC Engenharia com o propósito de influenciar o julgamento de processos referentes à Angra 3 que estavam em andamento no TCU.
O valor total do contrato era de quase R$ 3,2 bilhões, montante que seria pago ao consórcio vencedor do certame, que tinha entre os integrantes a construtora UTC.
A denúncia foi encaminhada ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin.
A denúncia é resultado de inquérito instaurado em 2015 após declarações do empresário Ricardo Pessoa, que firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Na peça, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, detalha o processo de apuração e as provas reunidas pelos investigadores, como elementos que comprovam a entrega de dinheiro em São Paulo, na sede da UTC e, em Brasília, no endereço onde funciona o escritório de Tiago Cedraz.
Cruzamentos entre os registros de viagens, entrada dos envolvidos na sede da empresa, tabela de pagamentos apresentada pelo colaborador e documentos apreendidos no escritório do advogado também confirmam a relação entre Ricardo Pessoa e Tiago Cedraz.
Segundo as investigações, o primeiro acerto foi firmado em 2012 e os pagamentos – feitos de forma parcelada e em espécie – ocorreram até 2014. No total foram pagos R$ 2,2 milhões, ao longo do período de tramitação dos processos.
Ainda conforme descreve a denúncia, Tiago Cedraz era auxiliado por Luciano Araújo – que recebia os pagamentos mensais – e por Bruno Galiano – responsável por dar suporte técnico às tratativas ilícitas.
Nessa quinta-feira (11), o candidato ao governo pelo Psol no primeiro turno, professor Carlos Alberto Medeiros, o candidato a deputado estadual Robério Paulino e o presidente estadual da mesma sigla, Daniel Morais, entregaram carta de formalização de apoio partidário à candidata ao governo pelo Coligação Do Lado Certo, senadora Fátima Bezerra (PT).
O encontro foi em Natal, também com a presença do candidato a vice-governador pela Coligação Do Lado Certo, Antenor Roberto (PCdoB).
Justificativa
“O partido decidiu pelo apoio à professora Fátima sem qualquer condição, sem qualquer exigência, pelo critério de derrotar o candidato Jair Bolsonaro (PSL) nacionalmente, que representa um grande retrocesso, e aqui as oligarquias do Estado”, declarou Robério Paulino – que em 2014 foi candidato ao governo estadual, obtendo 129.616 votos.
No primeiro turno, o desempenho do Psol nas eleições no RN oportunizou a eleição do vereador natalense Sandro Pimentel à Assembleia Legislativa com 19.158 votos, em chapa própria da sigla.
Ao todo, os candidatos da legenda obtiveram 69.817 votos à AL.
Já o candidato ao governo pela legenda, professor Carlos Alberto Medeiros, empalmou 31.306 votos.
Está marcada para amanhã na sede do PSB do RN em Natal, um ato público presidido pelo deputado federal Rafael Motta à candidata ao governo do estado Fátima Bezerra.
Rafael Motta que foi reeleito deputado federal com uma expressiva votação, ouviu as bases do seu partido no RN e participou de entendimentos no diretório nacional do PSB em Brasília que resultaram no apoio ao projeto político da senadora Fátima Bezerra.
Fátima também recebe o apoio do deputado estadual Ricardo Motta, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e ex-vereadores..
Campeã de votos na disputa pela Assembleia Legislativa da Paraíba com mais de 56 mil votos, mesmo sem o apoio de nenhum dos 223 prefeitos paraibanos, a professora Cida Ramos (PSB) destacou, nesse final de semana, que a lição que ficou desse resultado é de não deixar de acreditar nas pessoas, no trabalho e nos valores.
Ela ressaltou que ganhou um incentivo expressivo durante a campanha que foi o do governador Ricardo Coutinho (PSB). Apesar da campanha ter sido pobre, com a ajuda apenas dos amigos, a candidata disse que conseguiu levar sua mensagem.
“A lição que fica é que é possível sim fazer uma política onde a gente acredite nas pessoas, acredite no trabalho que a gente fez, acredite em valores. Minha campanha foi super pobre, até porque não vendi nada do que eu tenho para poder colocar na campanha. A campanha contou com os R$ 200 mil que o PSB me destinou e com os R$ 150 mil da vaquinha virtual que eu consegui arrecadar, dos colegas, das pessoas que, por onde eu passei, acreditam que eu possa fazer um diferencial na política”, ressaltou.
Cinco pesquisas foram divulgadas na semana que antecedeu o primeiro turno das eleições 2018 e nenhuma das pesquisas divulgadas previu a derrota do senador Cássio Cunha Lima, candidato a reeleição. Na preferência dos eleitores que responderam às pesquisas, Cássio sempre aparecia como primeiro ou segundo colocado, sempre com a possibilidade de ser eleito.
O Polêmica Paraíba analisou os números e traz, agora, a previsão que mais se aproximou do resultado final das urnas do domingo passado, dia 07.
Entre as cinco pesquisas publicadas está a consulta realizada pelo Instituto Veritá, que trouxe números para a disputa no dia dois de outubro e, segundo a pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PB-08081/2018, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) seria reeleito já que tinha a liderança com 28,6% das intenções de voto. Em segundo lugar estava Veneziano Vital (PSB) com 28,3% da preferência. Daniella Ribeiro (PP) aparecia em terceiro lugar com 21,9% das intenções de votos, seguida de Luiz Couto, candidato do PT, que tinha 20,8%. Roberto Paulino, nome apresentado pelo MDB, é o quinto: ele acumula 8,6%. Os dois candidatos do PSOL, Nelson Júnior e Nivaldo Mangueira, estavam empatados cada qual com 1,1%.
O instituto Real Time Big Data divulgou pesquisa no dia 3 também trazendo Cássio Cunha Lima (PSDB) na frente com 33%, e logo em seguida ficou Veneziano Vital do Rego (PSB) com 32%, Luiz couto ficou em terceiro lugar com 26%. Daniella Ribeiro (PP) aparecei em quarto lugar com 22%, seguida de Roberto Paulino (MDB) com 13%, Professor Nelson Júnior (PSOL) teve 2% e Nivaldo Mangueira (PSOL) recebeu 2%. O levantamento foi encomendado pela Record TV e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-05888/2018.
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A pesquisa Ibope para o Senado, mostrou uma reviravolta nas intenções de votos do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PSB) que apareceu em primeiro lugar com 37%. Divulgada no dia cinco deste mês, a pesquisa trouxe Cássio Cunha Lima (PSDB) empatado tecnicamente com Veneziano com 34% das intenções de voto. Em terceiro lugar, também empatado tecnicamente com Cássio, esteve o deputado federal Luiz Couto (PT), com 32% das intenções de voto. A quarta colocada foi a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP), que também está em empate técnico com Luiz Couto, com 30% das intenções de voto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba sob o protocolo Nº PB-04351/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-00096/2018.
Já a pesquisa Método encomendada pelo Jornal Correio da Paraíba, registrada sob o número PB-04180/2018, trouxe Cássio Cunha Lima em primeiro lugar, para primeira opção de voto, com 21,8%. Ainda considerando a primeira opção e votos, Veneziano teve 13,7%, seguido de Luiz Couto (11,2%), Daniela Ribeiro (9,6%), Roberto Paulino (4,4%), Nelson Júnior (0,4%) e Nivaldo Mangueira (0,2%). Já na segunda opção, Daniella Ribeiro apareceu com 10,6% empatada tecnicamente com Veneziano que computou 10,4% das intenções. Luiz Couto permanece na terceira posição com 6,1% seguido de Roberto Paulino com 3,6%, Nelson Júnior e Nivaldo Mangueira, ambos com 0,6%.
A última pesquisa divulgada antes do primeiro turno das eleições 2018 foi a Opinião Pesquisas, registrada no TSE sob o número PB-07595/2018. A pesquisa trouxe Veneziano com 34,04%, Cássio com 31,44%, Daniella Ribeiro com 24,05%, Luiz Couto com 24,04%, Roberto Paulino com 12,02%, Nelson Junior com 2,0% e
Nivaldo Mangueira com 1,3%.
Após a apuração dos votos, a Justiça Eleitoral constatou que Veneziano Vital do Rêgo (PSB) e Daniella Ribeiro (PP) são os novos senadores da República representando a Paraíba, ao lado do senador José Maranhão (MDB), que ainda tem quatro anos de mandato.
Em todo o País é visível o aumento dos atos de violência cometidos pela extrema direita. Foram registrados até agora 71 ataques cometidos por pessoas que se dizem apoiadoras do presidenciável, fascista, Jair Bolsonaro. Só na região sudeste foram 33 registros. Acredita-se que os números, que já são altos, sejam ainda maiores, tendo em vista os casos que não são divulgados.
Na última terça (9), em São Paulo, uma cozinheira foi abordada de forma truculenta pela Polícia Militar. A típica ação fascista, característica daqueles que são os agentes da repressão à classe trabalhadora. Por volta das 14 horas, em local próximo à sua residência, a mulher, que estava de mochila e um estêncil com os dizeres “Ele Não” em um muro, foi atacada por policiais, que a algemaram, jogaram ela no chão e a chutaram. A moça também foi ofendida verbalmente. Segundo a mesma um deles falou: “Sua puta, ele sim, sua puta, vagabunda, ele sim. Não vai ter mais nenhum vagabundo igual a você na rua fazendo essas merdas”.
Após as agressões, físicas e verbais, ela foi levada a 64ª Delegacia de Polícia de São Paulo, onde chegou por volta das 15 horas. Lá, a delegada, de nome Cristiane, deu continuidade à tortura. A fascista pediu que a mulher tirasse toda a sua roupa, obrigando-a a ficar completamente nua. Após pegar as roupas da moça, colocou a mesma em uma cela, onde transitavam funcionários o tempo todo. Totalmente exposta, ouvindo risos e ofensas o tempo todo, relata que se sentiu como em uma ditadura.
Para poder sair da cela, um dos policiais a obrigou a dizer “ele sim”, o que ocorreu por volta de 18h30. Mas a tortura ainda não tinha acabado e ela teve que ficar no local até as 21h30 para maiores averiguações. Antes de ser liberada, foi obrigada a assinar um termo circunstanciado por crime ambiental e porte de drogas para consumo próprio.
Acontecimentos como estes demonstram o momento em que o país se encontra: sob uma completa ditadura imposta pela direita fascista. A repressão à classe trabalhadora, em especial às mulheres, aos negros, índios, pobres e homossexuais, se intensificou. É fundamental que a população se organize em comitês de luta contra o golpe e de autodefesa, para que, unidos, construam grandes mobilizações populares para derrotar o golpe e aos fascistas. Tal luta só poderá ser travada nas ruas e não nas urnas, uma vez que as eleições, como já se sabe, são uma completa fraude e totalmente controladas pelos mesmos que promoveram a ascensão da extrema direita no Brasil.