07/06/2026
09:49

Um tiroteio durante um festival ao ar livre deixou pelo menos 12 pessoas feridas na tarde deste sábado (6), na cidade de Toledo, no estado de Ohio, nos Estados Unidos. As informações são do Metrópoles.

De acordo com o Departamento de Polícia de Toledo, duas vítimas estão em estado crítico. As outras 10 sofreram ferimentos e permanecem em condição estável.

A ocorrência foi registrada por volta das 17h37 no horário local, nas proximidades do Old West End Festival, um dos eventos tradicionais da região.

Segundo as primeiras informações divulgadas pela polícia, duas pessoas teriam trocado tiros durante o festival. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi identificado ou preso.

As autoridades pediram que moradores e participantes do evento entreguem fotos e vídeos feitos no local para auxiliar nas investigações e na identificação dos envolvidos.

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
09:41

Os principais nomes na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 marcaram presença no Pingo da Méi Dia, em Mossoró.

Ex- prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), circulou pelo corredor da folia e foi bastante cumprimentado pelos participantes do evento, recebendo manifestações de apoio de conterrâneos ao longo do percurso.

Já Cadu Xavier (PT) também percorreu a festa no meio do povo, mantendo contato com o público e passando por espaços como o Camarote Faz o L e o camarote do programa Nota Potiguar sendo bem recepcionado.

Quem chegou mais tarde foi o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL). Acompanhado do vice Babá e do pré-candidato ao Senado Coronel Hélio (PL), ele caminhou pelo evento e conversou com apoiadores.

Heitor Gregório ***

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
09:33

Em mais uma agenda de pré-campanha, Cadu de Lula desembarcou em Mossoró para participar do “Rolezinho com Cadu e Samanda”, promovido pela Juventude do PT. No encontro, o pré-candidato ao Governo do RN fez uma verdadeira viagem no tempo para lembrar aos mais jovens que houve uma época em que o Nordeste não aparecia nem no mapa das prioridades nacionais.

Entre uma conversa e outra, Cadu citou obras como a duplicação da BR-101 e a transposição do Rio São Francisco para mostrar que, antes dos governos petistas, muita gente achava que desenvolvimento regional era apenas uma lenda urbana.

O petista também apresentou oficialmente o elenco do chamado “Time de Lula” no Rio Grande do Norte, formado por ele, Samanda Alves e Rafael Motta. A missão do trio? Enfrentar a enxurrada de fake news que circula nas redes sociais numa velocidade capaz de fazer inveja a qualquer serviço de internet.

Falando diretamente aos jovens, Cadu convocou a militância para a tarefa de espalhar informações sobre as ações dos governos do PT.

No encerramento, o pré-candidato pediu mobilização permanente para defender o legado dos governos Lula e Fátima Bezerra. Segundo ele, é preciso garantir que o eleitor lembre das obras, dos investimentos e dos avanços espalhados pelo estado, evitando que instituições como a UERN e os hospitais regionais voltem a enfrentar tempos de vacas magras.

A mensagem final foi clara: campanha se faz com discurso, proposta e militância. Mas, em 2026, quem não souber disputar curtidas, compartilhamentos e reels também corre o risco de ficar falando sozinho.

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
09:28

De Mossoró vêm algumas das imagens mais descontraídas deste início de temporada junina. Em meio à multidão que tomou conta do tradicional Pingo da Mei Dia, o “Time de Lula”chamou atenção pelo bom humor, espírito de companheirismo e alegria contagiante.

Entre abraços, sorrisos e muita animação, a turma aproveitou cada momento da festa que abre oficialmente o Mossoró Cidade Junina. O clima de confraternização e o calor humano deram o tom do encontro, mostrando que o São João é muito mais do que uma celebração cultural: é também um espaço de reencontros, amizades e boas histórias.

No meio da folia, o pré-candidato ao Governo do RN, Cadu de Lula, também circulou pela avenida, cumprimentou participantes, visitou camarotes e recebeu demonstrações de carinho do público. A agenda marcou o encerramento de dois dias de atividades em Mossoró, do Time de Lula, liderado pela governadora Fátima Bezerra, , reunindo lideranças políticas, amigos e apoiadores em uma das maiores festas populares do Nordeste.

Mas, pelas fotos que circulam nas redes sociais, uma coisa é certa: a alegria do “Time de Lula”rivalizou com qualquer atração do evento e garantiu alguns dos registros mais divertidos deste começo de festejos juninos.

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
09:21

Adjuto Dias vota contra pedido do pai e faz Natal perder R ...

Pelo visto, a imprensa bolsonaristas do RN, não consegue interpretar o conceito de   OLIGARQUIA, pois só consideram que  o  pré-candidato a governador Alysson Bezerra  tenta montar a sua própria , pois tem a esposa Cínthia Pinheiro  como pré-candidata a  deputada estadual, não achando que o pré-candidato Álvaro Dias  já tem a sua  montada com o filho Adjuto Neto deputado estadual, candidato à reeleição.

Hoje é o dia da minha esposa, @cinthiarpinheiro, que é minha companheira em  todas as horas. Mãe dedicada da nossa filha Angelina, você é inspiração de  força, amor e cuidado. , Sua presença constante, ...

Se o  parâmetro para a escolha do futuro governador do RN for esse, o eleito será Cadu Xavier do PT, que  nunca  exerceu nenhum cargo político , é servidor concursado com auditor Fiscal do Estado,  na família não tem nenhum  político profissional , e nas eleições deste ano, apenas ele  disputa o cargo de governador do  RN com o apoio de Lula e do PT estadual.

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
08:48

DeFato.com - Politica

Nova pesquisa do Instituto Exatus mostra que Allyson Bezerra (União) consolidou a liderança na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte e venceria a eleição no primeiro turno se a votação fosse hoje. No cenário estimulado, o ex-prefeito de Mossoró aparece com 41,01% das intenções de voto, à frente do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), que registra 22,75%, e do ex-secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), que soma 12,61%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 29 de maio, com 1.500 eleitores em todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro na Justiça Eleitoral sob o número RN-01045/2026.

No cenário estimulado para o Governo, além de Allyson, Álvaro e Cadu, aparecem Dário Barbosa (PSTU), com 0,90%, e Robério Paulino (Psol), com 0,85%. Outros 11,52% afirmaram não votar em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 10,36% disseram não saber em quem votar.

A possibilidade de vitória no primeiro turno aparece quando são considerados apenas os votos válidos, cálculo que exclui brancos, nulos e indecisos. Pela regra eleitoral, uma disputa para governador é definida na primeira etapa quando um candidato supera 50% dos votos válidos. Na pesquisa Exatus, os votos atribuídos aos candidatos somam 78,12%. Dentro desse universo, Allyson chega a aproximadamente 52,5%, índice suficiente para vencer sem necessidade de segundo turno.

A vantagem de Allyson também cresceu em relação ao levantamento anterior da Exatus. Em abril, ele aparecia com 37,29%. Agora, chegou a 41,01%, alta de 3,72 pontos percentuais. No mesmo período, Álvaro Dias caiu de 24,91% para 22,75%, enquanto Cadu Xavier subiu de 10,74% para 12,61%. A distância entre Allyson e Álvaro passou de 12,38 para 18,26 pontos percentuais.

No cenário espontâneo, quando os entrevistados citam livremente o nome em quem pretendem votar, Allyson também lidera. Ele aparece com 23,13% das menções. Álvaro Dias tem 13,21%, e Cadu Xavier registra 7,46%. Em seguida aparecem Fátima Bezerra (PT), com 0,67%; opção do PT, com 0,61%; Rogério Marinho (PL), com 0,38%; Styvenson Valentim, com 0,38%; Dário Barbosa, com 0,10%; Flávio de Berói, com 0,06%; e Rafael Motta, com 0,05%. O percentual de indecisos é de 48%, enquanto 5,96% declararam voto em nenhum, branco ou nulo.

A rejeição para o Governo tem Cadu Xavier na liderança, com 20,68%. Álvaro Dias aparece praticamente empatado, com 20,46%. Allyson Bezerra tem 7,26%, o menor índice entre os três principais nomes da disputa. Dário Barbosa registra 4,96%, e Robério Paulino, 4,19%. Outros 26,75% disseram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados, 7,94% afirmaram rejeitar todos, e 7,76% não souberam ou não responderam.

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
08:41

Foto: PF/Divulgação – imagem meramente ilustrativa/Bruno Barreto***
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) rejeitou R$ 987 mil em pedidos de financiamentos feitos por produtores rurais que tinham propriedades com indícios de desmatamento ilegal no Rio Grande do Norte, nos últimos três anos. Este valor equivale a 3,3% do volume de solicitações de crédito feitas entre fevereiro de 2023 e abril de 2026.
É o que revela o balanço divulgado nesta quarta-feira (3), durante a Semana do Meio Ambiente. No Rio Grande do Norte, foram identificados seis alertas ativos de indícios de desmatamento ilegal, o equivalente a 5,1% do número de solicitações de crédito feitas no período.

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Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
08:40

Foto: Joana Lima

“O que nós queremos é que o nosso povo e todos aqueles que nos visitam possam brincar com paz, alegria e tranquilidade.” Foi com essa mensagem que a governadora Fátima Bezerra acompanhou, neste sábado (6), os preparativos para a abertura do Mossoró Cidade Junina 2026, em seu tradicional Pingo da Mei Dia, considerado o maior bloco junino do Brasil.

Para garantir a segurança de milhares de pessoas que participam da maior festa popular do Rio Grande do Norte, o Governo do Estado colocou em operação uma das maiores estruturas já mobilizadas para o evento. Ao longo de todo o Mossoró Cidade Junina, serão quase 7 mil agentes das forças de segurança atuando nos diversos polos da programação, em uma operação integrada que reúne Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Científica, Polícia Penal e órgãos parceiros federais e municipais.

O investimento estadual na operação chega a R$ 2,4 milhões. “Mais uma vez o Governo do Estado está presente, garantindo toda a estrutura de segurança para que o Mossoró Cidade Junina seja um evento que traga alegria para o nosso povo, ao mesmo tempo em que movimenta a economia, gera oportunidades e melhora a renda das pessoas”, destacou a governadora.

Somente a Polícia Militar mobilizará 6.324 policiais durante todo o período do evento, por meio de diárias operacionais e reforço de efetivo. Para o Pingo da Mei Dia, que abre oficialmente a programação, foram destacados 750 policiais militares. O mesmo efetivo será empregado no Boca da Noite, que encerra as festividades no dia 27 de junho.

O secretário estadual da Segurança Pública e da Defesa Social, coronel Francisco Araújo, ressaltou que a operação é coordenada pelo Governo do Estado e reúne todas as instituições do sistema de segurança pública.

“A operação Mossoró Cidade Junina congrega todas as forças estaduais, além da integração com instituições federais e municipais. É uma grande operação coordenada pelo Governo do Estado, que assegura os investimentos necessários em efetivo, transporte, combustível, viaturas e toda a infraestrutura necessária para proteger a população”, afirmou.

Além da Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar contará com 516 militares ao longo do período festivo, com investimento superior a R$ 166 mil. As equipes atuarão em patrulhamento preventivo, atendimento pré-hospitalar e monitoramento aéreo em tempo real por meio de drones.

A Polícia Civil reforçará o atendimento durante os eventos, com plantões especiais e ampliação do efetivo. Ao todo, serão 235 policiais empregados ao longo da programação, com investimento superior a R$ 32 mil.

Uma das novidades deste ano é o funcionamento do Plantão de Atendimento à Mulher durante toda a programação do Mossoró Cidade Junina. A estrutura contará com delegada, escrivã e agentes especializados para acolhimento e atendimento de ocorrências envolvendo violência contra as mulheres.

A Patrulha Maria da Penha também terá atuação reforçada nos polos da festa. “Garantir que as mulheres possam brincar com segurança e respeito é uma prioridade. O funcionamento do plantão especializado era uma demanda antiga das mulheres de Mossoró e passa a ser uma realidade neste ano”, destacou Fátima Bezerra.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, enfatizou o planejamento realizado para a operação.

“Missão dada, missão cumprida. Todo o planejamento foi executado, a tropa está pronta para trabalhar e os recursos já foram garantidos para que nossos policiais possam atuar com estrutura adequada, alojamento digno e todas as condições necessárias para proteger a população durante o evento”, afirmou.

A atuação voltada à proteção das mulheres também será reforçada pela campanha “Não é Não”, coordenada pela Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh). Equipes da Subsecretaria de Políticas para as Mulheres estarão presentes durante o Pingo da Mei Dia promovendo ações de conscientização e acolhimento, além de orientar vítimas sobre os canais de denúncia e proteção disponíveis. Viaturas da Patrulha Maria da Penha também estarão mobilizadas para garantir atendimento especializado e ampliar a segurança das mulheres durante a festa.

Outra novidade desta edição é a participação do Nota Potiguar na abertura do Mossoró Cidade Junina. Pela primeira vez, o programa do Governo do Estado contará com um espaço exclusivo para participantes cadastrados durante o Pingo da Mei Dia. O camarote terá capacidade para mil pessoas, com acessibilidade e banheiros exclusivos, oferecendo mais conforto e inclusão ao público. Criado em 2019, o Nota Potiguar estimula a cidadania fiscal por meio da inclusão do CPF na nota fiscal, transformando a participação dos consumidores em benefícios e premiações.

Em sua 29ª edição, o Mossoró Cidade Junina segue consolidado como um dos maiores eventos culturais do Brasil. A programação acontece até o dia 27 de junho e reúne shows, apresentações culturais, festivais de quadrilhas, manifestações da cultura popular e atividades religiosas, atraindo visitantes de diversas regiões do país e impulsionando a economia local.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2026
08:38

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Por Rogério Tadeu Romano*

Lembro o que está divulgado no portal UOL de notícias, em 2.6.26:

“Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode sofrer sanções e até perder o mandato de senador por conduta que atente contra a soberania nacional, avaliou o jurista Pedro Serrano no UOL News, do Canal UOL.

Ao comentar a indignação do presidente Lula e a discussão sobre o Pix na pressão tarifária dos EUA sobre o Brasil, Serrano disse que um parlamentar, por exercer função pública, tem deveres diferentes dos de um cidadão comum — e pode ser cobrado por isso. “

“Em princípio eu creio que sim, porque ele é senador da República, ele não é um cidadão comum. Portanto, eu acho que a conduta dele ofende em princípio, olhando como constitucionalista, já de plano a moralidade administrativa. Porque ele ofende algo que é essencial da Constituição, que é a soberania nacional. Quando ele vai ao exterior, sendo senador, e propõe atos que prejudicam todo o povo brasileiro, ele no mínimo atenta contra a moralidade administrativa, está sujeito a uma série de sanções.

Pedro Serrano.”

A uma, lembro o princípio da moralidade administrativa.

Para Hauriau a moralidade administrativa seria “o conjunto de regras de conduta tiradas da disciplina interior da Administração; implica não só distinguir o bem e o mal; o legal e o ilegal, o justo e o injusto; o conveniente e o inconveniente, mas ainda entre o honesto e o desonesto; há uma moral institucional, contida na lei, imposta pelo Poder Legislativo; e há a moral administrativa, que é imposta de dentro e que vigora no próprio ambiente institucional e condiciona a utilização de qualquer poder jurídico, mesmo o discricionário”, como se lê de Maria Sylvia Zanella di Pietro (Discricionariedade administrativa na Constituição de 1988, pág. 102).

É certo ainda que Maria Zanella de Pietro, ao estudar a moral em relação ao objeto do ato administrativa, repele, desde logo, que se pretenda relacionar a moralidade com a mera intenção do agente. Enfatiza Maria Sylvia Zanella de Pietro que a sua presença deve ser mais objetiva que subjetiva. Disse Maria Sylvia Zanella de Pietro (obra citada): ‘O princípio da moralidade tem utilidade na medida em que diz respeito aos próprios meios de ação escolhidos pela Administração Pública.

Muito mais do que em qualquer outro elemento do ato administrativo, a moral é identificável no seu objeto ou conteúdo, ou seja, no efeito jurídico imediato, que o ato produz e que, na realidade, expressa o meio de atuação pelo qual opta a Administração para atingir cada uma de suas finalidades”.

Não será preciso penetrar na intenção do agente, porque do próprio objeto resulta a imoralidade. Isso ocorre quando o conteúdo de determinado ato contrariar o senso comum de honestidade, retidão, equilíbrio, justiça, respeito à dignidade do ser humano, à boa-fé, ao trabalho, à ética das instituições.

Na aferição da moralidade administrativa será preciso observar o princípio da razoabilidade.

Disse Juan Francisco Linares (Princípios gerais de direito público, 1977, pág. 183), “a razoabilidade, embora tenha certo caráter autônomo, é uma decorrência do princípio da legalidade; a prestação legislativa não se satisfaz com qualquer legislação, mas somente com a razoável, ou seja, a que atenda ao conteúdo dogmático que se encerra na norma constitucional; trata-se de uma garantia do devido processo substantivo, também adotada no direito norte-americano”.

Celso Antônio Bandeira de Mello analisou o princípio da razoabilidade como limite da discricionariedade administrativa. Parte ele da ideia de que, se a lei outorga poderes discricionários à Administração Pública, é porque quer que ela, diante do caso concreto, encontre a melhor solução para atender ao interesse público. “Sobremodo no Estado de Direito, repugnaria ao senso normal dos homens que a existência de discrição administrativa fosse um salvo-conduto para a Administração agir de modo incoerente, ilógico, desarrazoado e o fizesse precisamente a título de cumprir uma finalidade legal”.

Fala-se de crime contra a soberania nacional:

Art. 359-I. Negociar com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o País ou invadi-lo: (Incluído pela Lei nº 14.197, de 2021) (Vigência)

Pena – reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos. (Incluído pela Lei nº 14.197, de 2021) (Vigência)

  • Aumenta-se a pena de metade até o dobro, se declarada guerra em decorrência das condutas previstas no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 14.197, de 2021) (Vigência)
  • Se o agente participa de operação bélica com o fim de submeter o território nacional, ou parte dele, ao domínio ou à soberania de outro país: (Incluído pela Lei nº 14.197, de 2021) (Vigência)

Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 12 (doze) anos. (Incluído pela Lei nº 14.197, de 2021) (Vigência)

No Brasil o artigo 359-I do Código Penal prevê uma pena de 3 a 12 anos de prisão para o crime de atentado à soberania nacional, o artigo 18 do Código dos EUA, em seu parágrafo 2381, estabelece pena de morte ou no mínimo 5 anos de prisão para atos de traição.

A lei brasileira proíbe “negociar com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, com o fim de provocar atos típicos de guerra contra o País ou invadi-lo”. A pena prevista varia de 3 a 8 anos de prisão e pode dobrar em caso de guerra a partir da negociação ilegal.

Comentando esse tipo penal, Cícero Coimbra(Crime militar extravagante de atentado à soberania (art. 359-I do Código Penal, in GRAN) assim lembrou:

“O crime tutela (objetividade jurídica) o Estado Democrático de Direito, especificamente pelo viés da soberania nacional.”

O conceito de ato típico de guerra é aberto, um elemento normativo a ser cuidadosamente preenchido pelo intérprete, mas não parece ter que ser limitado a uma agressão física apenas, tampouco armada, como disse Cícero Coimbra, naquela obra citada.

Sendo assim é crime formal e de perigo.

Como lembrou Cícero Coimbra naquela obra:

” O Estado Brasileiro, constitucionalmente, consagra-se como um Estado Democrático de Direito (art. CF), concepção que já possuía, por óbvio, tutela jurídica, mas que, agora, de maneira bem definida, ganhou tutela penal, constituindo-se em bem jurídico-penal.

Em verdade, são duas adjetivações que se complementam: Estado de Direito e Estado Democrático.”

Ali ainda se disse que na visão de Alexandre de Moraes, o Estado de Direito, citado por Cícero Coimbra, na obra citada:

“[…] caracteriza-se por apresentar as seguintes premissas: (1) primazia da lei, (2) sistema hierárquico de normas que preserva a segurança jurídica e que se concretiza na diferente natureza das distintas normas e em seu correspondente âmbito de validade; (3) observância obrigatória da legalidade pela administração pública; (4) separação de poderes como garantia da liberdade ou controle de possíveis abusos; (5) reconhecimento da personalidade jurídica do Estado, que mantém relações jurídicas com os cidadãos; (6) reconhecimento e garantia dos direitos fundamentais incorporados à ordem constitucional; (7) em alguns casos, a existência de controle de constitucionalidade das leis como garantia ante o despotismo do Legislativo.

Assim, existirá o Estado de Direito onde houver a supremacia da legalidade, ou para o direito inglês a The Rule of Law, para o direito francês o État Legal, para o direito alemão o Rechtsstaat, ou ainda, a always under law do direito norte-americano.”

O crime confronta a soberania nacional.

Para Miguel Reale, a soberania é “uma espécie de fenômeno genérico do poder. Uma forma histórica do poder que apresenta configurações especialíssimas que se não encontram senão em esboços nos corpos políticos antigos e medievos”.

Pinto Ferreira nos dá um conceito normativo ético-jurídico: é a capacidade de impor a vontade própria, em última instância, para a realização do direito justo.

Clóvis Beviláqua ensinou que por soberania nacional entendemos a autoridade superior, que sintetiza, politicamente, e segundo os preceitos de direito, a energia coativa do agregado nacional.

Destaca-se na doutrina a teoria da soberania nacional.

Essa tese ganhou corpo com as ideias político-filosóficas que fomentaram o liberalismo e inspiraram a Revolução francesa.

Pertence a teoria da soberania nacional à escola clássica francesa, da qual foi Rousseau o mais destacado expoente. Após isso tivemos somadas as ideias de Esmein, Hauriou, Paul Duez e outros.

Essa teoria é radicalmente nacionalista: a soberania é originária da nação, no sentido estrito de população nacional (ou povo nacional); não do povo em sentido amplo. Exercem os direitos de soberania apenas os nacionais ou nacionalizados, no gozo dos direitos de cidadania, na forma da lei.

A soberania, no conceito da Escola Clássica: é uma, indivisível, inalienável e imprescritível.

Una, porque não pode existir mais de uma autoridade soberana em um mesmo território. Se repartida, haveria mais de uma soberania, quando é inadmissível a coexistência de poderes iguais na mesma área de validez das normas jurídicas.

Indivisível é a soberania, segundo a mesma linha de raciocínio que justifica a unidade. O poder soberano delega atribuições, reparte competências, mas não divide a soberania. Nem mesmo a clássica divisão de poder envolvendo o Executivo, Legislativo e Judiciário importa na divisão de soberania.

Inalienável é a soberania por sua própria natureza.

Imprescritível é a soberania no sentido de que não pode sofrer limitação de tempo.

Na Alemanha e na Áustria surgiu uma teoria jurídica da soberania.

Para as escolas alemã e austríaca lideradas por Jellinek e Kensen sustenta-se a estatalidade integral do direito, sendo a soberania estritamente jurídica.

A soberania é um poder do direito e todo direito provém do Estado.

Mas o Estado não pode criar de forma arbitrária o direito; ele cria a lei, o direito especifico, que é apenas uma categoria do direito em sentido amplo. Para Pontes de Miranda, o Estado é apenas um meio perfectível, não exclusivo, de revelação das normas jurídicas. A lei que dele emana há de corporificar o direito justo como condição de legitimidade. Sobretudo, o Estado não é um fim em si mesmo, mas um meio pelo qual o homem tende a realizar o seu fim próprio, o seu destino transcendental.

Hà uma teoria negativista formulada por Léon Duguit que via a soberania como uma ideia abstrata. Não existe concretamente. O que existiria era apenas uma crença de soberania.

A teoria realista ou institucionalista pode ser resumida por Machado Paupério, que em sua obra “O conceito polêmico de soberania”, concluía: “soberania não é propriamente um poder, mas sim, a qualidade desse poder; a qualidade de supremacia que, em determinada esfera, cabe a qualquer poder”.

Mas todas as teorias sobre a soberania voltam-se a uma meta: a onipotência do Estado.

Mas essa onipotência tem um limite: o plano internacional.

Ali a soberania é limitada pelos imperativos de coexistência de Estados soberanos, não podendo invadir a esfera de ação das outras soberanias.

Na lição de Baracho (Teoria geral da soberania. Revista Brasileira de Estudos Políticos, 63/64, 1987), o que se observa é que as entidades supranacionais detêm poderes diretos e coercitivos sobre os Estados-membros. Esses poderes são fixados pelos tratados que as instituem. Deve restar claro que”as comunidades não compõem uma federação, uma vez que os Estados-membros preservam a individualidade enquanto sujeitos do Direito das Gentes, exceto no que se refere às competências transferidas para as comunidades”.

Disse ainda Cícero Coimbra, naquela obra citada:

“O que se negocia é uma provocação do grupo ou governo a praticar atos típicos de guerra contra o Brasil ou sua invasão.

Provocação de atos típicos de guerra não carece ser por meio de violência física contra o Brasil, mas, claro, pode ser por essa forma. Quando o legislador quis restringir a qualidade do ato para encerrar violência, o fez expressamente, como na descrição do crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (art. 359-L). Por exemplo, pode se configurar em um ato de guerra, óbvio, a agressão física estrangeira, que inclusive fomentaria a possibilidade de declaração de guerra pelo Presidente da República, nos termos do art. 84XIX, CF, mas também uma sabotagem cibernética contra o Brasil, que já foi considerada ato de guerra, por exemplo, pelo Departamento de Defesa norte-americano. Enfim, há aqui um elemento normativo, que possui amplitude não restrita ao tradicional ato bélico, com emprego de força física.”

A pena cominada ao delito (reclusão de 3 a 8 anos), pode ser majorada da metade até o dobro, se declarada guerra em decorrência das condutas previstas no caput do artigo. A majorante considera o resultado mais grave da declaração de guerra, neste caso, a formal declaração de guerra, nos termos do inciso XIX do art. 84 da CF, não satisfazendo o tempo de guerra disposto no art. 15 do Código Penal Militar.

Poder-se-ia, outrossim, lembrar a hipótese de condutas que atentem contra os três poderes harmônicos e independentes da República.

O elemento subjetivo do tipo é o dolo. Disse, aliás, outrossim, Cícero Coimbra (obra citada) que: “A propósito do elemento subjetivo, o crime só admite o dolo, a intenção, a vontade livre e consciente de agredir a soberania nacional pelas condutas descritas no tipo. Há, notadamente, elemento subjetivo especial do tipo, marcado pelo fim de provocar atos típicos de guerra contra o País, ou, alternativamente, invadi-lo (caput), ou ainda, no § 2º, o fim de submeter o território nacional, ou parte dele, ao domínio ou à soberania de outro país.”

É crime de ação penal de iniciativa pública incondicionada.

*É procurador da República com atuação no RN aposentado.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2026
11:08

É dinheiro que vai sobrar para levar mais comida para casa ...

Foto Ilustrativa/Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos, nesta sexta-feira, 5 de junho, o Projeto de Lei de Conversão nº 3/2026, que altera o Código de Trânsito Brasileiro – CTB (Lei nº 9.503/1997). O texto permite, entre outros pontos, a renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas que não cometeram infrações de trânsito sujeitas a pontuação nos 12 meses anteriores. A nova lei será publicada ainda nesta sexta-feira (5/6), em edição extra do Diário Oficial da União.

A nova norma é fruto da Medida Provisória 1.327/2025, enviada pelo presidente Lula ao Congresso Nacional em dezembro de 2025, que previa a renovação automática, sem taxas ou burocracias, para motoristas inscritos no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). No Congresso, a proposta da renovação automática foi mantida, contudo os parlamentares optaram por retomar a obrigatoriedade do exame médico com novas regras (leia abaixo os principais pontos da lei sancionada nesta sexta-feira).

2 MILHÕES DE BENEFICIADOS Desde a publicação da Medida Provisória nº 1.327/2025, as novas regras já beneficiaram 2 milhões de motoristas, que tiveram suas CNHs renovadas automaticamente. Até março deste ano, segundo a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a medida já havia proporcionado uma economia de R$ 854,8 milhões à população.

CNH DO BRASIL

A renovação automática está alinhada ao programa CNH do Brasil, uma plataforma lançada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado, que simplifica e reduz em até 80% o custo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação e que já conta com mais de 60 milhões de usuários. Tirar a carteira de motorista é o sonho de milhões de pessoas no país. Mas o custo elevado do processo tradicional, que em alguns lugares ultrapassava R$ 3 mil, tornava essa conquista distante para muitos. O CNH do Brasil tornou o processo de obtenção da carteira de motorista mais fácil, prático e acessível para todos os brasileiros, ao reduzir o custo da CNH em até 80% para as categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

MAIS LIBERDADE

Outra novidade do CNH do Brasil foi dar aos brasileiros a liberdade de escolher como preferiam se preparar para tirar a Carteira Nacional de Habilitação. Eles, agora, têm a opção de poder estudar o conteúdo teórico gratuitamente pela plataforma digital, frequentar uma autoescola tradicional ou combinar as duas opções. Para as aulas práticas, o novo condutor pode optar por uma autoescola, contratar um instrutor autônomo credenciado pelo Detran ou escolher a quantidade de aulas que julgar necessária para se sentir preparado. Até aqui, o curso de condutores já conta com mais de 5,93 milhões de adesões.

O importante é que, independentemente do caminho escolhido, todos os candidatos continuam obrigados a realizar e ser aprovados nos exames teórico e prático, que avaliam se o condutor realmente possui as habilidades necessárias para dirigir com segurança.

MAIS DE R$ 1,3 MILHÃO

Desde o fim da exigência de aulas teóricas em autoescolas, o país já emitiu mais de 1,3 milhão de novas carteiras de habilitação, de acordo com dados do Ministério dos Transportes, responsável pela mudança. Trata-se do maior número de carteiras emitidas desde 2014 para o período. Com isso, a pasta calculou uma economia de mais de R$ 1,8 bilhão, desde 9 de dezembro do ano passado.

REQUERIMENTOS

O número total de requerimentos das novas carteiras ultrapassa 7,15 milhões, tendo registrado um aumento de sete vezes em relação à realidade antes da Medida Provisória nº 1.327/2025. Os pedidos realizados via CNH do Brasil já ultrapassam 6,42 milhões.

Acompanhe os principais pontos da nova lei sancionada nesta sexta-feira pelo presidente Lula:

RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA

A norma assegura a renovação automática da CNH ou da Autorização para Conduzir Ciclomotor aos cidadãos que estiverem cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) ao término do período de validade do documento. Esses condutores são dispensados dos trâmites regulares de renovação, mantendo-se apenas a obrigatoriedade de realização dos exames de aptidão física e mental.

EXAMES DE APTIDÃO

A nova lei estabelece que os exames de aptidão física e mental e a avaliação psicológica deverão ser realizados exclusivamente por médicos e psicólogos peritos examinadores autorizados. O texto determina, ainda, a exigência de que esses profissionais possuam titulação de especialista em medicina do tráfego e em psicologia do trânsito, conferida pelos respectivos conselhos.

TABELAMENTO E CORREÇÃO DE VALORES

Outra novidade é a determinação de que os custos para a realização dos exames deverão observar o preço público fixado pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, sob regulamentação do Contran. Também fica instituída a atualização anual automática desses valores pelo IPCA ou outro índice oficial que venha a substituí-lo.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2026
10:54

Gladson Cameli (PP), governador do Acre, com Jair Bolsonaro em 2022. Foto: Isac Nóbrega/PR

Antes de tentar culpar o governo federal pela queda da ponte no Acre, vale checar quem construiu e quem era responsável pela obra. A Ponte Frei Paolino foi executada e inaugurada pelo Governo do Acre, na gestão de Gladson Cameli. O presidente da República não fiscaliza obra estadual nem assina laudo de engenharia.

Ponte inaugurada há dois anos que custou R$ 36 milhões desaba sobre rio no Acre; veja

O desabamento parcial da Ponte Frei Paolino Baldassari deixou ao menos quatro pessoas feridas na noite desta sexta-feira (5), em Sena Madureira, município localizado no interior do Acre. As vítimas foram resgatadas e encaminhadas ao Hospital João Câncio Fernandes. Uma delas apresenta estado de saúde grave.

Uma das vítimas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, no Acre, publicou um vídeo momentos antes do acidente, denunciando a situação da construção. Edinaldo Muniz, de 54 anos, advogado que se autodenomina vereador voluntário da cidade, está em estado grave, com traumatismo craniano, trauma interno abdominal e renal.

“Essa é a Ponte Paulino, aqui de Sena Madureira, ela está agora interditada e o problema, pessoal, segundo moradores aqui, é nessas duas pilastras aqui e nessas duas aqui. Olha, elas cederam, né?”, diz Muniz no vídeo, apontando para as pilastras.

A ponte já havia sido interditada na quinta-feira (4) após técnicos identificarem risco de colapso em áreas próximas às margens do rio Iaco. Inaugurada há cerca de dois anos e meio, a estrutura recebeu investimentos superiores a R$ 36 milhões.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2026
10:33

Agora RN***

Processos administrativos atingem sete concessões após decisão cautelar do TCE-RN que apontou possíveis irregularidades em contratos de uso de terrenos.

A Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte (Datanorte) iniciou os procedimentos para retomar sete concessões de terrenos localizados na Via Costeira, em Natal, após determinação cautelar do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). A medida abre um novo capítulo em uma discussão que se arrasta há décadas e envolve áreas públicas destinadas originalmente à implantação de empreendimentos turísticos.

Segundo a Datanorte, as primeiras notificações às concessionárias foram encaminhadas em 4 de maio. A iniciativa atende à decisão cautelar emitida pelo TCE-RN em março deste ano, que determinou a instauração de processos administrativos voltados à reversão das Concessões de Direito Real de Uso (CDRUs) concedidas nas décadas de 1980 e 1990.

Via Costeira 1
Áreas estão desocupadas em uma das localizações mais caras do RN – Foto: José Aldenir

Os procedimentos estão em fase inicial e garantem às empresas o direito à ampla defesa e ao contraditório. A companhia informou que o prazo para apresentação de manifestações permanece aberto, mas não detalhou a data limite nem informou quantas concessionárias já protocolaram suas defesas.

A decisão do Tribunal de Contas alcança sete áreas localizadas ao longo da Via Costeira. Os processos envolvem as empresas CM Empreendimentos Ltda., Costeira Palace Hotel S.A., G5 Planejamentos e Execuções Ltda., Hotel Parque das Dunas Ltda., Paulistânia Hotéis e Turismo Ltda., Zenário Costeira Ltda. e Ignez Motta de Andrade/OWL Comercial Ltda.

De acordo com o TCE-RN, a Datanorte deverá conduzir processos administrativos individualizados para cada concessão, com o objetivo de avaliar a retomada dos imóveis e a extinção dos vínculos atualmente existentes.

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Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2026
09:23

Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula

247 – As recentes ações do governo dos Estados Unidos e a aproximação da família Bolsonaro com a Casa Branca acabaram produzindo um efeito político inesperado no Brasil: fortaleceram o discurso de soberania nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação é do jornal O Estado de S. Paulo, que publicou editorial apontando que Donald Trump e o bolsonarismo criaram para Lula uma das mais favoráveis pautas eleitorais da atual conjuntura.

Segundo o Estadão, o tema da soberania, historicamente associado ao discurso da esquerda e do PT, voltou ao centro do debate político graças a iniciativas do governo norte-americano e à atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para o jornal, isso oferece ao presidente brasileiro a oportunidade de se apresentar novamente como defensor dos interesses nacionais diante de pressões externas.

O editorial menciona, entre os episódios recentes, a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas, anunciada após uma visita do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca. Na interpretação de integrantes do governo e de setores petistas, a medida pode abrir caminho para futuras ações americanas relacionadas ao Brasil.

O texto também cita as ameaças de novas tarifas sobre produtos brasileiros e as investidas contra o Pix, sistema de pagamentos criado pelo Banco Central e amplamente adotado pela população. Para o jornal, essas iniciativas contribuem para alimentar a percepção de interferência externa e fortalecem a narrativa de defesa da soberania nacional.

Na avaliação do Estadão, o aspecto mais relevante para a disputa política não é a motivação das medidas adotadas por Washington, mas seus efeitos no cenário eleitoral brasileiro. O jornal observa que Trump age com foco em interesses domésticos dos Estados Unidos, enquanto os esforços da família Bolsonaro para influenciar decisões da Casa Branca teriam peso limitado. Ainda assim, o resultado político acaba sendo favorável ao governo Lula.

O editorial critica duramente o que chama de postura submissa de setores do bolsonarismo em relação ao presidente norte-americano. Segundo o texto, integrantes da direita passaram a celebrar medidas de pressão contra o Brasil como se elas representassem vitórias políticas contra Lula.

O jornal afirma que parte do movimento bolsonarista deixou de atuar apenas como oposição ao governo para defender ações externas que poderiam prejudicar interesses nacionais. Essa postura, argumenta o editorial, acabou entregando ao presidente da República um terreno político altamente favorável.

Ao mesmo tempo, o Estadão sustenta que a soberania não pode ser monopolizada por Lula nem pelo PT. O jornal argumenta que a defesa dos interesses nacionais é uma obrigação institucional de qualquer governante e um patrimônio de toda a sociedade brasileira, independentemente de ideologias ou partidos.

O editorial também alerta para o risco de transformar a soberania em instrumento eleitoral. Segundo a publicação, a reação brasileira a pressões externas não deve servir para encobrir problemas internos do governo nem impedir críticas à condução da economia, da política externa ou da segurança pública.

Para o jornal, existe ainda um limite para o alcance eleitoral do tema. Embora a soberania desperte sentimentos legítimos de identidade nacional e independência, ela não ocupa necessariamente o centro das preocupações cotidianas da população. Questões como inflação, violência, emprego, renda e qualidade dos serviços públicos continuam tendo peso decisivo para os eleitores.

Nesse contexto, o Estadão avalia que o debate sobre soberania só ganhará força duradoura se estiver associado a resultados concretos para a sociedade, como proteção da economia, geração de empregos, fortalecimento das instituições, defesa das exportações e combate ao crime organizado.

Ao concluir sua análise, o jornal afirma que o Brasil tem o dever de responder a qualquer tentativa de coerção estrangeira. No entanto, adverte que a defesa da soberania nacional não deve ser reduzida a um instrumento de campanha nem utilizada para mascarar a ausência de soluções para os desafios enfrentados pelo País.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2026
09:15

Nova pesquisa do Instituto Exatus, contratada pelo Grupo Agora RN, confirma a liderança de Styvenson Valentim na disputa pelo Senado, com 45,72% das intenções de voto. Zenaide Maia aparece em segundo lugar, com 34,15%, enquanto Rafael Motta surge na terceira colocação, com 20,25%.

O dado que mais chama atenção é o crescimento de Rafael Motta. Na comparação com a pesquisa anterior, ele subiu de 18,7% para 20,25%, consolidando uma trajetória de ascensão. Enquanto isso, Zenaide avançou apenas de 33,8% para 34,15%.

Mantido esse ritmo de crescimento, Rafael Motta tende a reduzir ainda mais a diferença para Zenaide Maia e poderá, mais adiante, disputar em igualdade de condições a segunda posição na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal. Robson Pires***

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2026
09:10

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta quarta-feira (3) que serão distribuídos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para os 30 partidos que vão disputar as eleições de outubro.

O PL vai receber R$ 881 milhões e será a legenda com a maior fatia do fundo. Em segundo lugar, está o PT, que receberá R$ 615 milhões. Em seguida, aparece o União, com R$ 526 milhões. As três legendas vão receber cerca de 40% dos recursos.

O repasse dos recursos está previsto na Lei das Eleições e leva em conta a divisão igualitária entre todos os partidos registrados no TSE, que levam 2% do total, mais 35% em relação aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, mais 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara (fusões e incorporações), além da cota de 15% pela bancada no Senado.

O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleições. O repasse foi criado pelo Congresso em 2017 após a decisão do Supremo, que, em 2015, proibiu o financiamento das campanhas por empresas privadas.

Além do Fundo Eleitoral, os partidos também contam com o Fundo Partidário, que é distribuído anualmente para manutenção das atividades administrativas.

Fonte: Agência Brasil

Publicado por: Chico Gregorio