
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT/PV/PCdoB, foi a que mais cresceu durante a “janela partidária”, principalmente pela boa desenvoltura do PV. O partido ganhou três deputados: Dr. Bernardo e Ubaldo Fernandes, que estavam no PSDB, e Ivanilson Oliveira, que deixou o União Brasil. O trio se juntou aos deputados Vivaldo Costa e Eudiane Macedo.
Com isso, a bancada de sustentação política da governadora Fátima Bezerra passou a contar com oito parlamentares, somando os três do PT: Francisco, Isolda Dantas e Divaneide Basílio. Dos oito parlamentares, Vivaldo não será candidato nas eleições desse ano; e Dr. Bernardo sairá para disputa à Câmara dos Deputados, mas será substituído pela esposa Kaline Amorim, que se filiou ao PV.
Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB)
– Francisco do PT
– Isolda Dantas
– Divaneide Basílio
– Eudiane Macedo
– Ivanilson Oliveira
– Ubaldo Fernandes
– Vivaldo Costa
– Dr. Bernardo Amorim.
Jornal de Fato*
O PSDB, do presidente Ezequiel Ferreira de Souza, ficou menor no plenário da Assembleia Legislativa, com apenas três deputados: Cristiane Dantas, que saiu do Solidariedade; Taveira Júnior, que deixou o União Brasil; e o próprio Ezequiel. Bem diferente do início da atual legislatura, quando o partido tinha 10 parlamentes, quase 50% da Casa.
O União Brasil também sofreu processo de emagrecimento, mas em menor escala, ficando com apenas três deputados: Kleber Rodrigues e Galeno Torquato, que saíram do PSDB, e Nelter Queiroz, que deixou o MDB.
Já o MDB, que no passado foi o maior partido no RN, atualmente conta com apenas um deputado estadual, Hermano Morais, que mesmo assim não tentará a reeleição. Ele vai compor chapa majoritária como candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra (União Brasil).
O PP também definhou, mas segurou o mandato do deputado Neilton Diógenes. O partido, porém, não tem preocupação para a eleição proporcional deste ano, já que forma federação com o União Brasil.
PSDB
– Ezequiel Ferreira
– Cristiane Dantas
– Taveira Júnior .
Jornal de Fato*

Folha – O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) fez alterações em regras sobre o crédito consignado para permitir o funcionamento de um cartão de benefícios que impulsionou o Banco Master entre 2022 e 2025, até a derrocada da instituição financeira. Uma dessas mudanças foi implementada pelo órgão federal 16 dias após o recebimento de um ofício do Master com a intenção de operação do cartão.
A criação de normas específicas para o funcionamento do chamado cartão consignado de benefício, no último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), alavancou as operações do Credcesta, do Master, uma modalidade de crédito consignado levada para o banco de Daniel Vorcaro por Augusto Lima os dois viriam a se tornar sócios.
O Credcesta um cartão consignado que incluía serviços adicionais, como desconto em farmácia e auxílio-funeral funcionou como um motor do Master, praticamente até a liquidação pelo Banco Central, em novembro do ano passado. Expandiu-se por 24 estados e 176 municípios, com foco em servidores públicos nas esferas estaduais e municipais.
Com a alteração de regras no INSS, o Credcesta passou a operar junto a aposentados e pensionistas do regime geral de previdência, além de beneficiários do BPC (benefício de prestação continuada). Dados compilados pelo INSS, extraídos pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), mostram que os contratos saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024.
Documentos do acordo de cooperação técnica firmado entre o INSS e o Master, obtidos pela reportagem, mostram que as regras adotadas sob medida em 2022 permitiram o funcionamento do Credcesta no mesmo ano, com expansão acelerada nos anos seguintes e de forma irregular, conforme a interpretação da atual gestão do INSS.
Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que o Master sempre atuou em observância a normas e procedimentos estabelecidos pelo INSS para a concessão de crédito consignado, “incluindo os requisitos de formalização, identificação do contratante e comprovação de consentimento”.
A Justiça Eleitoral agendou para este domingo de Páscoa as convenções da eleição suplementar para prefeito e vice no município de Ouro Branco, e o clima político já tomou conta da cidade.
Durante o dia, duas grandes mobilizações marcaram o cenário local. De um lado, o “vermelho”, representando a candidatura da prefeita Dra. Fátima, tendo como vice Denis Rildon. Do outro, o “verde”, ligado ao candidato a prefeito Amarildo, com Dr. Araújo na vice.
Pelas impressões observadas nas ruas e nas primeiras imagens das mobilizações, o grupo do vermelho demonstrou maior volume de participantes, dando sinais de força neste início de disputa.
O termômetro político, portanto, já começou a subir em Ouro Branco, mesmo fora do período tradicional de campanha, mostrando que a eleição suplementar promete ser bastante acirrada.
E fica a pergunta: pelas imagens, qual mobilização reuniu mais gente? Confira nos vídeos.
VÍDEO DA CANDIDATA FÁTIMA:
VÍDEO DO CANDIDATO AMARIUDO:
Rpbson Pires*

A articulação política entre o pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias, e o ex-prefeito de Caicó, Bibi Costa, passa por três possibilidades que vêm sendo discutidas nos bastidores.
A primeira hipótese envolve a desistência de Bibi Costa de sua candidatura a deputado estadual. Nesse cenário, ele passaria a apoiar o projeto de reeleição do deputado estadual Adjuto Dias, filho de Álvaro, fortalecendo o palanque do grupo em Caicó.
A segunda possibilidade coloca Bibi na chapa majoritária, como segundo suplente de senador na composição encabeçada por Álvaro Dias. A alternativa é vista como uma forma de compensação política dentro da aliança construída recentemente.
Já a terceira hipótese — considerada por interlocutores como a mais provável — projeta Bibi Costa como candidato a prefeito de Caicó nas próximas eleições municipais, com o apoio direto de Álvaro Dias. Nesse cenário, a aliança atual serviria como base para a construção de um projeto futuro mais amplo no município.
As três possibilidades estão na mesa e fazem parte do xadrez político em curso. No entanto, nos bastidores, cresce a avaliação de que o caminho mais consistente poderá ser mesmo a aposta em Bibi Costa como nome de Álvaro Dias para a disputa pela Prefeitura de Caicó.
Robson Pires*

O bispo da Diocese de Caicó, Dom Antônio Ranis, vivenciou neste sábado (4) um momento especial de fé e proximidade ao realizar visitas a idosos e enfermos nos bairros Soledade, Paulo VI e João Paulo II. A ação, inspirada no espírito da “Igreja em saída”, foi marcada pelo acolhimento, escuta e partilha com os moradores.
Mais do que uma visita pastoral, o gesto representou um encontro de carinho e solidariedade, com orações, bênçãos e troca de experiências.

A convenção partidária realizada neste domingo oficializou o nome de Fátima Silva como candidata à Prefeitura de Ouro Branco. O evento reuniu uma multidão, com grande participação popular tanto nas ruas da cidade quanto no ginásio poliesportivo.
Fátima Silva terá como candidato a vice-prefeito o empresário Denys Rildo, compondo a chapa que disputará o Executivo municipal. Durante a convenção, os dois foram recepcionados com entusiasmo pelo público, sendo aclamados aos gritos de “meus prefeitos”.
Um dos pontos simbólicos do evento foi o local escolhido: o ginásio poliesportivo do município, construído durante a gestão de Fátima Silva em seus mandatos anteriores como prefeita.
Além da forte presença popular, a convenção também contou com a participação de diversas lideranças políticas, entre elas a pré-candidata ao Senado, Samanda Alves.
Fátima Silva, que já administrou o município por dois mandatos, retorna ao cenário eleitoral com apoio expressivo e busca novamente a confiança do eleitorado de Ouro Branco.
Jair Sampaio*

Da Folha de SP, por Fernando Azevêdo
Um projeto de um estudante de Porto do Mangue, cidade do Rio Grande do Norte, para melhorar a sustentabilidade da pesca da lagosta tem chamado a atenção dentro e fora do Brasil. A ferramenta foi desenvolvida por Gabriel Melo, 18, durante uma feira de ciências, com o objetivo de transformar a principal atividade econômica da região em um modelo menos predatório.
As armadilhas criadas por Melo são feitas a partir da madeira da algaroba, árvore exótica e invasora, que é biodegradável e se torna substrato no fundo do mar após a captura, diferentemente de materiais ilegais e poluentes usados muitas vezes na atividade, como tonéis, pneus e marambaias.

Segundo o estudante, as ferramentas convencionais impactam o ecossistema marinho, capturam lagostas juvenis e são caras. O projeto, chamado Pesqueiro Sustentável, tenta reverter esses problemas. “Uma estrutura pesqueira tradicional custa de R$ 75 a R$ 138. O valor do Pesqueiro Sustentável varia de R$ 40 a R$ 45”, diz.
Cerca de 270 famílias dependem da pesca do crustáceo no município de Porto do Mangue. O estado do Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de lagosta no Brasil, depois do Ceará.
O projeto está em fase de escalabilidade, após ser apresentado a órgãos como o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN) e a Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca de Porto do Mangue.
A iniciativa venceu prêmios nacionais, levou Melo à Suécia (Prêmio Jovem da Água de Estocolmo), à Brazil Conference em Harvard e MIT, e ao MWC Barcelona, sendo vista por especialistas como exemplo de conciliação entre conservação ambiental, geração de renda e continuidade da atividade pesqueira local.