23/05/2017
10:45

Da Folha:
Em entrevista, Temer erra ao menos 4 vezes ao comentar gravações da JBS
Da Agência Lupa
A Agência Lupa checou a veracidade de vários trechos da entrevista de Michel Temer à Folha, publicada na segunda-feira (22).
Confira a seguir:

*

“Quando [Joesley Batista] tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por questão da [Operação] Carne Fraca”

FALSO
A Operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de corrupção na fiscalização de carnes pelo país, foi deflagrada em 17 de março deste ano, dez dias depois da reunião que o presidente Michel Temer teve com o empresário da JBS.

Em nota, o Palácio do Planalto reconhece que o presidente “se enganou”.

*

“Ele falou que tinha [comprado] dois juízes e um procurador (…) E logo depois ele diz que estava mentindo”

VERDADEIRO
, MAS Quando entregou a gravação de sua conversa com o presidente Michel Temer à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista de fato disse que essa afirmação havia sido uma bravata. No último sábado (20), no pronunciamento que fez à nação, Temer ressaltou esse recuo do empresário.

Mas, já no dia 27 de abril, Joesley havia feito um complemento em seu primeiro depoimento à PGR e contou como tinha feito para pagar R$ 50 mil por mês ao procurador Ângelo Vilella, preso na última quinta-feira (18), para receber informações sobre a Operação Greenfield, que investiga a Eldorado Celulose, outra empresa da holding J&F, que controla a JBS.

“Hoje, eu tenho um conjunto de evidências de que não era bravata”, afirmou o empresário.

*

“[Conheci] Quando ele era deputado, portanto, há uns dez anos”

VERDADEIRO
A biografia do deputado Rocha Loures (PMDB-PR) na página da Câmara informa que ele tomou posse como deputado federal em 1º de fevereiro de 2007 para cumprir seu primeiro mandato.

Na época, o presidente Michel Temer também estava na Casa, como deputado federal.

*

“Daí ele [Joesley] me disse que tinha contato com [o ex-ministro] Geddel. Falou do Rodrigo [Rocha Loures], e eu falei:

‘Fale com o Rodrigo quando quiser, para não falar toda hora comigo’”

FALSO
Na gravação feita por Joesley Batista, quem menciona o nome do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) é Temer –não o dono da JBS.

Além disso, é o empresário que pede instruções ao presidente sobre como não incomodá-lo –e não o contrário. Joesley pergunta:

“Eu queria falar sobre isso, falar como é que é pra mim falar contigo, qual a melhor maneira.

Porque eu vinha falando através do Geddel.

Eu não quero lhe incomodar”

E, logo em seguida, Temer indica Rodrigo:

“É da minha mais estrita confiança”. A informação também consta da petição da Procuradoria Geral da República, enviada ao STF.

*

“Não tenho uma relação, a não ser uma relação institucional [com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures]”

CONTRADITÓRIO
Nos últimos dois anos, Rocha Loures (PMDB-PR) foi assessor direto de Temer em duas ocasiões.

Entre 23 de janeiro e 29 de abril de 2015, foi chefe da assessoria parlamentar da Vice-Presidência da República, então ocupada por Temer.

Em setembro do ano passado, depois do impeachment de Dilma Rousseff, foi nomeado assessor especial do gabinete pessoal da Presidência.

Ainda vale destacar que, na gravação que Joesley Batista entregou à PGR, o presidente afirma que Rocha Loures é da sua “mais estrita confiança”; e que, em 2014, Temer gravou um depoimento para a campanha do deputado, elogiando a ajuda que prestou a seu gabinete e dizendo que Rocha Loures era uma das “belíssimas figuras da vida pública brasileira”.

*

“Eu nem sabia que ele [Joesley] estava sendo investigado”

CONTRADITÓRIO
Em julho de 2016, o empresário Joesley Batista foi um dos alvos da operação Sépsis, da Polícia Federal -um desdobramento da Lava Jato.

Em setembro, a PF deflagrou a operação Greenfield, e a Justiça bloqueou os bens do empresário. Em 31 de março, Joesley foi afastado das atividades empresariais do grupo depois de a Justiça acatar pedido do Ministério Público do Distrito Federal nesse sentido.

No mesmo mês, a operação Carne Fraca investigou vários frigoríficos no país. Na lista da PF, apareceram 50 empresas, entre elas duas subsidiárias da JBS: a Seara e a Big Frango. Temer comentou publicamente a operação Carne Fraca.

Disse, entre outros pontos, que não era para “causar um terror que está-se imaginando”.

Um dia depois, minimizou o número de frigoríficos investigados.

*

“Não é ilegal [deixar de registrar um compromisso na agenda]”

FALSO
A lei 12.813/13 determina que o presidente da República é obrigado a “divulgar, diariamente, por meio da rede mundial de computadores-internet, sua agenda de compromissos públicos”.

A Controladoria Geral da União (CGU) informa, por meio de nota, que compete à Comissão de Ética Pública, instituída no âmbito do Poder Executivo federal, fiscalizar a divulgação da agenda de compromissos públicos do presidente e de outros cargos públicos do país.

*
“O PSB eu não perdi agora, foi antes, em razão da Previdência”

FALSO Em abril, o PSB foi contra as reformas trabalhistas e previdenciárias propostas pelo governo Temer.

A Comissão Executiva chegou a aprovar um posicionamento oficial contrário a elas.

Mas a saída do PSB só ocorreu mesmo no último sábado (20), quando a direção do partido anunciou que passaria à oposição.
*
“Meirelles [ministro da Fazenda] me contou que, se não tivesse acontecido aquele episódio na quarta [dia da divulgação do caso], ele teria um encontro com 200 empresários”

DE OLHO A agenda pública do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para a última quarta, quinta e sexta-feira (dias 17, 18 e 19 de maio) não previa reuniões com empresários.
*
OUTRO LADO
Procurado, o Planalto disse que não comentará a fala do presidente.

A Fazenda afirmou que o ministro participaria na sexta (19), em São Paulo, de um encontro para discutir perspectivas econômicas e que a reunião foi adiada.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
10:37

Notícia surgida na noite de ontem complica ainda mais a situação de Michel Temer.

O UOL, em matéria de Leandro Prazeres e Flávio Costa, registra que foi gravado um telefonema de Rodrigo Rocha Loures ao Cerimonial do Planalto, apenas uma hora depois de ter sido filmado recebendo uma mala de dinheiro do executivo Ricardo Saud, da JBS. Na ligação, Loures confirma presença no voo que, dois dias depois, na manhã de 30 de abril, levaria Michel Temer para São Paulo.

Portanto, há uma suspeita razoável que o deslocamento de Loures no avião presidencial tenha tido o objetivo de transportar o dinheiro, sem ter de passar pelos “raios-X” obrigatório dos aeroportos.

As imagens dos circuitos de TV da Base Aérea de Brasilia, se requisitadas para o processo, vão produzir – se estiver correta a informação apurada pelo UOL – cenas de máximo constrangimento: transportar propina no avião presidencial vai além de qualquer imaginação, mesmo as mais ousadas.

Nem mesmo a estratégia de desqualificar a gravação parece ter tido sucesso.
No Jornal Nacional, ontem à noite, a defesa de Joesley Batista disse que a conversa entre o empresário e o ocupante do Planalto foi gravada não por um, mas por dois aparelhos e diz que hoje entregará o segundo à Polícia Federal. Não se sabe o que contem a segunda gravação ou mesmo se a gravação já entregue é uma condensação dos dois registros.

Via Plantão Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
10:05

INTERROGADO PELO DEPARTAMENTO DE JUSTIÇA DOS EUA

Ex-senador contou nesta segunda-feira 22 ao juiz Sergio Moro que prestou depoimento ao Departamento de Justiça Americano (DOJ) este ano para responder questões relacionadas à Petrobras e à Operação Lava Jato; segundo ele, o depoimento foi solicitado pelo DOJ diretamente ao STJ e aconteceu em Campo Grande; Delcídio do Amaral comentou ter achado “estranho” que representantes do governo norte-americano não tenham aparecido na sessão que, estava “esvaziada”

22 DE MAIO DE 2017 ÀS 21:55 // 247 NO TELEGRAM Telegram // 247 NO YOUTUBE Youtube

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

O ex-senador Delcídio do Amaral contou nesta segunda-feira 22 que prestou depoimento ao Departamento de Justiça Americano (DOJ) este ano para responder questões relacionadas à Petrobras e à Operação Lava Jato. O relato foi feito nesta tarde, durante audiência na 13ª Vara Federal de Curitiba. Delcídio depôs como testemunha de acusação em um dos processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o ex-senador, o depoimento foi solicitado pelo DOJ diretamente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) brasileiro e aconteceu em Campo Grande. “Eu simplesmente mostrei ao longo da audiência que o processo que eu respondo é por obstrução de Justiça, então eu não tinha os detalhes que a própria Operação Lava Jato já investigou, já tomou conhecimento”, relatou.

Delcídio também disse que achou “estranho” que representantes do governo norte-americano não tenham aparecido na sessão que, segundo ele, estava “esvaziada”. Ele contou que o depoimento foi acompanhado apenas por um juiz, um representante do Ministério Público Federal (MPF) e por advogados da Petrobras.

Ainda segundo o ex-senador, as perguntas feitas durante o depoimento abordavam assuntos sobre os quais ele já havia respondido na delação premiada celebrada com o MPF. “Todos nós ficamos numa saia-justa danada nessa audiência, porque afinal de contas ninguém entendeu direito porque aquilo aconteceu lá em Campo Grande”, afirmou.

O relato de Delcídio foi feito após a defesa de Lula perguntar se ele havia celebrado algum acordo judicial com autoridades norte-americanas. O ex-senador revelou detalhes do depoimento solicitado pelo DOJ, mas negou que tenha feito qualquer acordo.

Defesa de Lula protesta

No fim da tarde de hoje, pouco depois da audiência em Curitiba, a defesa de Lula emitiu uma nota assinada pelo advogado Cristiano Zanin Martins. No texto, ele afirma que as informações relativas ao depoimento de Delcídio ao DOJ estavam restritas ao conhecimento do MPF e da Petrobras. “Sonegadas, portanto, à defesa, revelando a existência de um aparente processo paralelo, que veio a público apenas em função dos questionamentos feitos”, diz a nota.

Martins afirma, ainda, que a audiência de hoje “provou o caráter frívolo da acusação, que é parte de uma estratégia de lawfare com o único objetivo de prejudicar a atuação política de Lula”.

O depoimento prestado pelo ex-senador Delcídio do Amaral em Curitiba é parte do processo em que o MPF acusa Lula de receber vantagens indevidas da Odebrecht. A força-tarefa afirma que o ex-presidente foi beneficiado na compra de um terreno para a construção do Instituto Lula e de um apartamento no mesmo edifício onde ele vive, em São Bernardo do Campo.

Na mesma audiência, foram ouvidas mais duas testemunhas de acusação: o ex-executivo da Toyo Setal, Augusto Ribeiro; e o ex-presidente de Engenharia da Camargo Corrêa, Dalton Avancini.

Via  Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
10:02

Ser liberal com dinheiro público é uma maravilha! A revista Veja passou a ser a publicação impressa que mais recebe dinheiro do governo federal, superando todos os jornalões e revistas, incluindo Folha, Globo e Estadão. Nos últimos 12 meses, a Veja recebeu R$ 3,24 milhões da Secom, aumento de 490% sobre o ano anterior. Os valores não contabilizam as estatais, o que poderia multiplicar o montante por três ou quatro vezes. Definitivamente não houve ajuste fiscal na Secom, o órgão do governo que cuida da publicidade federal. Nos 12 meses terminados em abril último, o governo federal fez anúncios da […]

Via O Cafezinho.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
09:57

O único fio condutor da aliança – o antipetismo – esfumaçou-se. A facilidade de atribuir todos os males do país à Presidência volta-se contra o golpe. E o fato da Globo pular do barco Temer e tentar comandar o próximo barco tornam ela – e o MPF – daqui por diante, os únicos responsáveis por tudo de mal que acontecer no país.

Sem o fator de coesão, o golpe tornou-se um vale-tudo. De um lado, Temer mantem aliados comprados a peso de ouro – deputados, com cargos e emendas; imprensa, com verbas publicitárias. Mas esse jogo de interesses vale apenas até o momento em que cair a ficha de que o governo não tem mais futuro.

E se está muito perto desse momento.

Com essa investida sobre Temer, sem a blindagem do antipetismo, a Globo definitivamente virou o fio. Ela e o MPF se tornam – agora, aos olhos de todos – os grandes agentes de desestabilização do país.

Essa pode ser a grande contribuição dela, de se tornar o fator de aglutinação do que resta de bom senso no quadro político atual. E, tudo isso, poderá desembocar em eleições diretas-já.

Vamos entender um pouco melhor os desdobramentos do golpe.

Via Luiz Nassif

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
09:50


O deputado federal Efraim Filho, líder do DEM na Câmara Federal, considerou bastante benevolente o tratamento dado pela Procuradoria-Geral da República aos irmãos Joesley e Wesley Batistas, donos do grupo JBS. O parlamentar cobrou esclarecimentos sobre as condições generosas oferecidas aos empresários em troca da delação premiada.
“São denúncias graves, isso tem que ser reconhecido e é preciso transparência e respostas rápidas. É o que a sociedade está cobrando, assim como está cobrando esclarecimentos por parte dos investigadores sobre a benevolência com a qual foram tratados os delatores, que tiveram a oportunidade de sair livres, morar no exterior, continuar cuidando das suas empresas, pagando multas irrisórias sem sequer usar tornozeleira eletrônica”, criticou.

Para Efraim, o julgamento previsto para a próxima quarta-feira (24), quando o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se arquiva ou se mantém a investigação contra Temer por corrupção, obstrução de justiça e formação de organização criminosa, será determinante para que os partidos possam tomar decisões e se pronunciar sobre o caso.

“Tanto as conversas do presidente quanto a forma que os delatores foram tratados deixam esse cenário muito nebuloso e tudo indica que o julgamento do inquérito será um divisor de águas para todo mundo poder ter a informação completa e poder se pronunciar”, disse o democrata.

Via  Larissa Claro

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
09:45

O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, disse em entrevista ao programa Correio Debate (98,3 FM), nesta segunda-feira, que o nome do governador Ricardo Coutinho está à altura da disputa presidencial, inclusive numa possível eleição indireta, quando os parlamentares do Congresso Nacional votam na escolha do chefe do Executivo.

“É um nome preparado para qualquer disputa, homem de excelente formação política, um quadro político importantíssimo ao qual nós temos o maior apreço. Se ele desejar, estamos prontos para levar à consideração do partido”, disse o dirigente partidário.

Carlos Siqueira, entretanto, fez ressalvas quanto às questões jurídicas, já que Ricardo ocupa o cargo de governador da Paraíba. “Há aspectos jurídicos a considerar, se ele enquanto governador poderia ser candidato ou não. Ele está à altura da disputa, se desejar, mas é preciso analisar a questão pelo fato de estar no exercício do mandato”, ponderou.

No último sábado (19), o PSB anunciou oposição ao governo de Michel Temer (PMDB) e deixou claro que vai atuar para paralisar a pauta de votação do Congresso até a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite convocação de eleições diretas no caso de queda do presidente.

Via  Blog do Gordinho

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
09:38


Deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) desembarca em São Paulo acompanhado de seu advogado (Foto: Reprodução/GloboNews)

Deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) desembarca em São Paulo acompanhado de seu advogado (Foto: Reprodução/GloboNews)

O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) entregou a mala com R$ 500 mil na sede da Polícia Federal de São Paulo, na noite desta segunda-feira (22), segundo informou a GloboNews.

Não há a confirmação se ele entregou a mala pessoalmente ou se foi um assessor ou a defesa.

Loures foi filmado recebendo a mala de dinheiro em restaurante nos Jardins, na capital paulista, e é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo.

Segundo investigação, o presidente Michel Temer indicou Rocha Loures para resolver uma disputa relativa ao preço do gás fornecido pela Petrobras à termelétrica do grupo JBS.

Joesley Batista, dono da JBS, marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou sobre sua demanda no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Pelo serviço, Joesley ofereceu propina de 5%, e o deputado deu o aval.

O deputado afastado foi filmado pela PF recebendo uma bolsa com R$ 500 mil enviados por Joesley, após combinar pagamento semanal no mesmo valor pelo período de 20 anos. Conforme o relatório, o valor semanal poderia chegar a R$ 1 milhão se o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), valor fixado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em R$/MWh , para a comercialização da energia, ultrapassasse R$ 400.

Loures teria telefonado para o presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, para interceder pelo grupo. O Cade informou, em nota, que a área técnica da Superintendência Geral recomendou a instauração, inicialmente, de Procedimento Preparatório e, posteriormente, de Inquérito Administrativo, procedimentos padrão para apurar denúncias anticoncorrenciais.

A entrega de R$ 500 mil para Rocha Loures, feita por Ricardo Saud, diretor da JBS, ocorreu em São Paulo. Depois de passar por três endereços em um mesmo encontro (um café em um shopping, um restaurante e uma pizzaria), Loures deixa a pizzaria levando uma mala preta com o dinheiro.

Conversas entre Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS, revelam qual era o entendimento do parlamentar sobre o impacto das denúncias e das investigações no STF contra ministros do governo Michel Temer.

Em uma das conversas, o deputado concorda em apresentar uma prévia do relatório da Medida Provisória do Refis, que ainda não era público, para o diretor da JBS. Na conversa, os dois falam sobre esconder o que a JBS queria no texto incluindo os pontos como sugestão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
08:13

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deu 1 recado a Michel Temer na semana passada: vai barrar os pedidos de impeachment. A mensagem foi repetida publicamente, de forma indireta, durante o encontro de aliados na noite de domingo (21.mai.2017), no Palácio da Alvorada.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) quase chorou quando falou de gratidão ao apoio do presidente à sua eleição para o comando da Câmara. Neste momento, disse que será leal a Temer.

Já são 9 os pedidos de impeachment contra Temer. É o presidente da Câmara quem decidirá se aceita ou não a tramitação desses pedidos. Mas o STF (Supremo Tribunal Federal) já concluiu que cabe recurso ao plenário.

ANTECEDENTES FAMOSOS
São 2 os casos mais famosos de decisões de presidentes da Câmara a respeito de impeachment de 1 presidente:

  • em 1989, Inocêncio Oliveira (PFL-PE) arquivou pedido de impeachment recomendado pela CPI da Corrupção do Senado, contra o então presidente José Sarney (PMDB);
  • no final de 2015, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aceitou o pedido contra Dilma Rousseff, que acabou retirada da Presidência.

MAIA: “CÂMARA VAI FUNCIONAR”
O presidente da Câmara reafirmou, em sua fala, seu compromisso com a aprovação das reformas. Disse que são fundamentais para o país. “Podem estar certos, a Câmara vai continuar trabalhando. Vamos votar”, afirmou. Na tarde desta 2ª feira, Maia fará seu 1º pronunciamento oficial sobre a crise política provocada pelo FriboiGate.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
08:08

Resultado de imagem para fotos de temer e tadeu filippelli

BRASÍLIA – A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice governador Tadeu Filippeli — também assessor especial do presidente Michel Temer. Eles foram presos em suas residências em Brasília. A operação – denominada “Panatenaico” – cumpre, ao todo, 15 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão temporária e três conduções coercitivas.

A operação é baseada em delação premiada da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. De acordo com as investigações, o superfaturamento na construção chega a quase R$ 900 milhões — com custo previsto de R$ 600 milhões, o estádio saiu a R$ 1,575 bilhão ao fim de 2014. Trata-se da arena mais cara de toda a competição.

Via O  Globo.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
08:00

Lendo o texto abaixo, a impressão – ou certeza – que dá, é que eles não querem de jeito nenhum largar o osso e trabalham para deixar pelo menos o caldinho…

Também fica claro que essa galera aí tem certeza que o presidente Michel Temer tem muito mais culpa no cartório, e como investigado, o lamaçal do chefe tende a aparecer de forma que a cadeia seria seu caminho mais certo…

Pelo que pensam Sarney, FHC, Jucá e Renan, o colega que está presidente é mais sujo do que pau de galinheiro.
Do Globo de hoje:

Aí um presidente escolhido por eles…já viu né?

Vai mudar o quê?

Via Thaisa Galvão

 

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
07:53

TCE divulgou levantamento de obras inacabadas

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou na semana passada um levantamento que mostra obras inacabadas e paralisadas no Rio Grande do Norte. O estudo, cuja relatoria ficou a cargo do conselheiro Tarcísio Costa, aponta que 313 empreendimentos com orçamentos superiores a R$ 50 mil não foram concluídos em 100 municípios potiguares. O prejuízo aos cofres públicos estimado com a interrupção é de R$ 308 milhões.

Para elaborar a pesquisa, o TCE solicitou a 191 órgãos jurisdicionados (entre os quais estão prefeituras, secretarias de Estado e demais instituições públicas) informações sobre obras em execução. Apenas 43% do total requisitado (82 órgãos) atendeu à solicitação. Entre os órgãos que sonegaram informações está a Prefeitura de Natal.

No relatório produzido pelo Tribunal de Contas, é ressaltado que a omissão pode render, inclusive, punições. De acordo com a Lei Orgânica do TCE, o responsável pelo órgão desobediente – no caso o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) – pode receber multa. Em casos de sonegação mais graves – ou reincidentes – o texto prevê até afastamento temporário do cargo do agente que atrapalhe a fiscalização do órgão de controle.

O levantamento da Corte de Contas tem o objetivo de fiscalizar o exercício da atividade pública. No relatório, os técnicos do TCE chamam a atenção para o fato de que as obras representam “uma das mais relevantes ações da administração pública”, pois consomem “expressiva parcela dentro do orçamento anual” tanto de municípios quanto de Estados ou mesmo da União.

“Deste modo, o significativo volume de recursos envolvidos em obras paralisadas poderá implicar em grande fonte de desvios por parte de seus gestores. Para essa situação, se destacam as obras paralisadas ou inacabadas que causam grande prejuízo à sociedade pelo fato do não cumprimento ao objeto contratado. Conduta essa que caminha na contramão das despesas públicas obstaculizando os recursos envolvidos, muitas vezes literalmente enterrados, deixando de atender a outras demandas com ações de maior necessidade para a população”, destaca um trecho do relatório.

De posse das informações disponibilizadas pelos órgãos – corroboradas por visitas técnicas em 178 obras – o conselheiro Tarcísio Costa anunciou que vai determinar, em virtude das conclusões da equipe técnica do TCE, a análise das leis de diretrizes orçamentárias dos entes públicos com o intuito de detectar infrações à Lei de Responsabilidade Fiscal; realização de auditorias específicas em relação aos casos mais relevantes; entre outras medidas.

O trabalho, pioneiro no TCE, vem sendo executado pela equipe técnica da Secretaria de Controle Externo (Secex) e Inspetoria de Controle Externo (ICE) desde 2015, analisando e consolidando informações prestadas pelos órgãos jurisdicionados, integrando um banco de dados que passa a integrar um acervo do TCE sobre a questão. O orçamento total para essas obras é de R$ 600 milhões, dos quais R$ 308 milhões foram efetivamente investidos. Do total analisado, 182 obras foram caracterizadas como paralisadas (58%) e 131 (42%) inacabadas, sendo que em relação às obras.

O levantamento completo está disponível para consulta no site do Tribunal de Contas do Estado, sob o número 13270/2015.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
07:47

Senador afirmou que estava solidário com a situação do presidente Temer e disse que o presidente ‘foi alvo de acusações caluniosas’

Garibaldi Alves apagou publicação no Twitter em que dava apoio a Temer

No último domingo 21, o senador Garibaldi Alves (PMDB) havia ido às redes sociais para manifestar o seu apoio ao presidente Michel Temer e à sua não renúncia do cargo em virtude do escândalo de corrupção envolvendo seu governo e a JBS. Nesta segunda-feira 22, contudo, o parlamentar deletou a publicação de seu Twitter em menos de 24 horas. Nas redes sociais, Garibaldi não foi perdoado pelos, que teceu várias críticas à sua posição.

Garibaldi afirmou que estava solidário com a situação de Temer e disse que o presidente “foi alvo de acusações caluniosas”.

A atleta campeã Magnólia Figueiredo – que concorreu à vice-prefeitura de Natal na chapa de Kelps Lima (SD) – repercutiu a fala de Garibaldi, afirmando que prefere se “solidarizar com o povo brasileiro”.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
07:43

As provas contra Michel Temer seguem se acumulando.

O deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) viajou na comitiva oficial de Michel Temer para participar de um evento em São Paulo dois dias depois de ter recebido uma mala com R$ 500 mil em propina da JBS.

Interceptações telefônicas feitas com autorização judicial e divulgadas após a deflagração da Operação Patmos mostram que Loures pediu diretamente ao cerimonial da Presidência para fazer parte da comitiva de Temer. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio do Planalto.

As informações são de reportagem de Leandro Prazeres e Flávio Costa no UOL.

A ligação com o pedido foi feita pouco depois da entrega da mala feita por executivo da JBS.

“Rocha Loures e Temer são alvos de um inquérito que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) que apura a suposta prática de obstrução de Justiça e corrupção passiva. Na semana passada, uma decisão do Supremo afastou Loures de seu mandato como parlamentar.

Loures é suspeito de ter recebido propina da JBS para viabilizar nomeações e operações de interesse da companhia. Temer, por sua vez, é suspeito de ter indicado Loures ao empresário Joesley Batista para que ele intercedesse em favor de Joesley em assuntos de interesse do grupo.

O presidente também é suspeito de ter dado aval a Joesley para que ele pagasse propina ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Operação Lava Jato.

(…)

A entrega da mala foi realizada por volta das 18h30 do dia 28 de abril em uma pizzaria de São Paulo. Toda a ação foi filmada por agentes da Polícia Federal que monitoravam a entrega do dinheiro.

Pouco mais de uma hora depois, às 19h40, a PF interceptou uma ligação entre Loures e o cerimonial da Presidência da República.

Na ligação, o deputado afastado confirma sua presença em um voo entre Brasília e São Paulo no qual Temer estaria junto.

A viagem de Loures e Temer aconteceu no dia 30 de abril, dois dias após a entrega da mala.

Os dois partiram de Brasília às 8h15 rumo a São Paulo para participar da inauguração da Casa Japão, uma instituição cultural ligada à comunidade japonesa no Brasil. Ambos partiram de São Paulo às 12h20.

A proximidade entre a entrega da mala e a viagem de Loures e Temer chama a atenção por conta do relacionamento próximo entre os dois.

Em um áudio gravado por Joesley Batista e entregue aos procuradores da República, Loures disse ao empresário que ele seria uma “emissário” do presidente.

Via Plantão Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
07:35

Michel Temer não precisa mais de acusadores. O presidente se tornou um caso raro de autoincriminação. Ele se complica cada vez que tenta se defender. Espremendo-se tudo o que disse em pronunciamentos e entrevistas, Temer produziu as seguintes evidências contra si mesmo: admitiu o diálogo com Joesley Batista, que ele próprio diz ser um empresário desqualificado. Validou trechos vexatórios da conversa gravada pelo pilantra. Entre eles o pedaço do áudio que trata de Eduardo Cunha e da compra de um procurador e de juízes. Temer confirmou ter indicado como seu interlocutor um deputado que depois seria filmado recebendo mala de propina: R$ 500 mil.

Temer também declarou que recebeu o delator Joesley por “ingenuidade”. Afirmou que “não sabia” que o amigo era investigado. Disse que o ex-assessor pilhado com a mala de R$ 500 mil tem “boa índole, muito boa índole”. Já que não pode mais realizar os seus sonhos, Temer tenta pelo menos impedir a realização do pesadelo do surgimento de um novo delator.

Por tudo isso, Temer tornou-se um presidente precário. Até a semana passada, sua prioridade era salvar o país, aprovando reformas no Congresso. Hoje, seu objetivo estratégico é salvar o próprio pescoço. Enquanto tenta desqualificar no STF a delação do corrupto que recebeu com toda fidalguia, Temer pede aos aliados que retomem as votações no Congresso. Os partidos dão corda ao presidente. E vão esboçando um Plano B à medida em que ele se enforca.

JOSIAS DE SOUZA

 

Publicado por: Chico Gregorio