24/05/2017
06:30

Ismânia do Nascimento Rodrigues Pessoa é acusada comprar votos e apoios políticos

O Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) julgou procedente, nesta terça-feira (23), a Revisão de Processo Administrativo Disciplinar nº 137/2017-40 para determinar ao procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado da Paraíba (MP/PB) que ajuíze ação civil para decretação da perda do cargo em desfavor da promotora de Justiça Ismânia do Nascimento Rodrigues Pessoa.

Na decisão unânime, o colegiado também decidiu, seguindo o voto do conselheiro relator Esdras Dantas (foto), decretar a disponibilidade da referida promotora, por motivo de interesse público, enquanto durar a ação civil para decretação da perda do cargo.

O conselheiro relator, a comissão processante e a Corregedoria Nacional do MP compartilharam do entendimento de que, “além de ter participado ativamente da campanha eleitoral de sua mãe ao cargo de prefeito do município de Mamanguape nas eleições municipais de 2016, ou seja, execício de atividade político-partidária, a promotora de Justiça perpetrou condutas delituosas ao comprar votos e apoio político de vereadores daquele município.

“Isso configura delito tipificado no Código Eleitoral. Apuraram-se, nos autos, robustas provas de que a promotora processada reuniu-se com vereadores de Mamanguape (PB) para oferecer-lhes dinheiro e outras vantagens (três cargos públicos) em troca de voto e apoio político para sua genitora”, falou Esdras Dantas de Souza.

O conselheiro relator “considerou criminosa a conduta da promotora”. “É incompatível com o exercício do cargo de membro do Ministério Público, o que demanda a enorme preocupação e pronta resposta dos agentes públicos e competentes para o devido e necessário ajuizamento da ação de perda do cargo, nos termos do artigo 135, § 1º, e artigos 195 e 194, inciso V, da Lei Orgânica do MP/PB”, explicou Esdras Dantas.

Com relação à disponibilidade da promotora enquanto durar a ação de perda do cargo, o conselheiro relator “disse ser inconcebível que integrantes do MP brasileiro possam continuar no exercício das funções após a revelação de indícios suficientemente graves e robustos da prática de fatos que configuram crime, em tese, e sejam incompatíveis com o exercício do cargo”. “A Lei Orgânica do MP/PB e a Lei Orgânica Nacional para o MP contêm previsões de que o membro do Ministério Público, ainda que vitalício, pode ser colocado em disponibilidade, por motivo de interesse público”, afirmou Esdras Dantas de Souza.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
06:17

MPRN oferece denúncia contra Deputado Ricardo Motta

O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, por meio de seu Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, ofereceu denúncia ao Tribunal de Justiça em desfavor do Deputado RICARDO MOTTA, acusando-o de, entre janeiro de 2013 a dezembro de 2014, ter desviado, em proveito próprio e de terceiros, R$ 19.321.726,13 (dezenove milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos) em prejuízo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – IDEMA.

Conforme restou demonstrado por investigações realizadas pela Procuradoria-Geral de Justiça a partir de desdobramentos da operação Candeeiro, deflagrada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital em 2015, o denunciado era o chefe de organização criminosa integrada também por GUTSON JONHSON GIOVANY REINALDO BEZERRA, então Diretor Administrativo do IDEMA, CLEBSON JOSÉ BEZERRIL, que chefiava a Unidade Instrumental de Finanças e Contabilidade (UIFC) da autarquia, JOÃO EDUARDO DE OLIVEIRA SOARES, EUCLIDES PAULINO DE MACEDO e ANTÔNIO TAVARES NETO, a qual foi montada para desvio de recursos públicos em benefício tanto do parlamentar quanto dos demais componentes do grupo.

No curso do procedimento investigatório, a Procuradoria-Geral de Justiça realizou acordo de colaboração premiada com GUTSON JONHSON GIOVANY REINALDO BEZERRA e VILMA REJANE MACIEL DE SOUSA, os quais esclareceram todo o funcionamento do esquema de desvio de recursos do IDEMA e seu principal beneficiário, o denunciado RICARDO MOTTA, estando suas versões amplamente corroboradas nas evidências probatórias reunidas e que dão amparo à acusação formalizada ao Tribunal de Justiça potiguar.

Segundo a denúncia, o colaborador GUTSON e CLEBSON, após receberem a autorização para movimentar as contas da autarquia livremente, passaram a expedir ofícios à agência do setor público do Banco do Brasil, realizando transferências de vultosas quantias depositadas em contas do IDEMA – utilizadas para receber a arrecadação de taxas ambientais – para contas ocultas, desconhecidas dos órgãos de controle e fora da contabilidade oficial da entidade pública.

Na sequência, os valores transferidos seguiam das contas ocultas para contas de diversas empresas, mais especificamente J E DE O SOARES ME, M D S DE LIMA SERVIÇOS ME, ANTÔNIO TAVARES NETO – ME ou “TJ RENT A CAR”, RAMON ANDRADE B. F. SOUSA – ME ou “BOSS EMPREENDIMENTOS”, A MACEDO MAFRA – ME ou “AF LOCADORA”, CONCEITO RENT A CAR e FABÍOLA MERCEDES DA SILVEIRA ME ou MERCEDES LOCAÇÕES, sendo, então, sacados e repassados aos beneficiários do esquema.

Num momento posterior (a partir do segundo semestre de 2013 até o final de 2014), as transferências passaram a ser realizadas, sempre por ofícios assinados pelo colaborador GUTSON e por CLEBSON e dirigidos à agência do setor público do Banco do Brasil, diretamente às empresas vinculadas ao esquema, sendo posteriormente sacados em benefício dos envolvidos.

Ainda de acordo com o que restou apurado, o Deputado RICARDO MOTTA recebeu 60% dos recursos comprovadamente desviados no esquema denunciado, sempre diretamente do colaborador GUTSON JONHSON GIOVANY REINALDO BEZERRA, e em espécie, o que importa no montante aproximado de R$ 11.000.000,00 (onze milhões de reais). Esses valores foram repassados pessoalmente pelo colaborador ao parlamentar em diversos locais durante o período de duração dos desvios, como no próprio prédio da autarquia estadual, no anexo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, no escritório de advocacia R & R, na residência do denunciado e em outros locais públicos, como no lado de fora de um hospital da cidade, no final de 2014, após o deputado ter sido atendido na unidade hospitalar.

Em função dos fatos narrados na denúncia, o Procurador-Geral de Justiça pediu a condenação do Deputado RICARDO MOTTA nas penas dos artigos 312 do Código Penal (crime de Peculato, com pena de reclusão de 2 a 12 anos); 1º, caput, e §4º da Lei 9.613/98 (crime de Lavagem de Dinheiro, com pena de 3 a 10 anos de reclusão, e incidência da causa de aumento de pena de um a dois terços, pela prática reiterada ou por meio de organização criminosa); e art. 2º, caput e § 4º, inciso II, da Lei nº 12.850/2013 (crime de Constituição de Organização Criminosa, com pena de reclusão de 3 a 8 anos, e incidência da causa de aumento de pena de 1/6 a 2/3 decorrente da participação de funcionário público na organização).

A ação penal iniciada contra o Deputado RICARDO MOTTA foi registrada sob o n.º 2017.005000-7, e tramita perante o Pleno do TJRN sob a relatoria do Desembargador Glauber Rêgo.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
06:10

>> Emenda. O líder do prefeito na Câmara, Ney Junior (PSD), colocou “panos quentes” em entrevista ao Agora Jornal, ao abordar a situação do vice-prefeito Álvaro Dias (PMDB), que se ausentou do país sem transmitir o cargo ao presidente da Câmara, Raniere Barbosa (PDT). Disse que o vice agiu errado, mas não merece cassação.

>> Soneto. Para analistas políticos, a emenda, no caso de Ney, saiu pior que o soneto. Afinal, se o vice se ausentou sem transmitir o cargo, a lei foi ferida, e, neste caso, deve haver punição.

Via Alex Viana.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
06:03

“Pedi demissão da Veja. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido”

O jornalista Reinaldo Azevedo, em um fato até considerado raro, pediu demissão nesta terça-feira tanto da Veja quanto da Jovem Pan. A assessoria da rádio confirmou à coluna sua saída. Em relação à revista, uma decisão tomada após a divulgação de áudios em que criticava o veículo. Em telefonema grampeado com a irmã de Aécio Neves, Andréa Neves, ele chamou o conteúdo de uma reportagem de capa sobre o senador de “nojento”.

A conversa entre Azevedo e Andrea foi anexada pela Procuradoria-Geral da República aos áudios do inquérito que investiga Aécio e a irmã.

Reinaldo se manifestou por meio de um comunicado: “Pedi demissão da Veja. Na verdade, temos um contrato, que está sendo rompido a meu pedido. E a direção da revista concordou”.

1: não sou investigado;

2: a transcrição da conversa privada, entre jornalista e sua fonte, não guarda relação com o objeto da investigação;

3: tornar público esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar jornalistas;

4: como Andrea e Aécio são minhas fontes, achei, num primeiro momento, que pudessem fazer isso; depois, pensei que seria de tal sorte absurdo que não aconteceria;

5: mas me ocorreu em seguida: “se estimulam que se grave ilegalmente o presidente, por que não fariam isso com um jornalista que é critico ao trabalho da patota.

6: em qualquer democracia do mundo, a divulgação da conversa de um jornalista com sua fonte seria considerado um escândalo

8: Andrea estava grampeada, eu não. A divulgação dessa conversa me tem como foco, não a ela;

9: Bem, o blog está fora da Veja. Se conseguir hospedá-lo em algum outro lugar, vocês ficarão sabendo.

10: O que se tem aí caracteriza um estado policial. Uma garantia constitucional de um indivíduo está sendo agredida por algo que nada tem a ver com a investigação;

11: e também há uma agressão a uma das garantias que tem a profissão. A menos que um crime esteja sendo cometido, o sigilo da conversa de um jornalista com sua fonte é um dos pilares do jornalismo”.

Sobre a saída da Pan, onde apresentava o “Pingos nos Is”, a manifestação do jornalista:

“Pedi demissão da Jovem Pan. As razões da minha saída da rádio antecedem a agressão de que estou sendo vítima. Embora vá se misturar tudo”, declarou o jornalista.

Tem mais: o desligamento acontece um dia antes de uma entrevista especial que o jornalista faria em Brasília com o presidente Michel Temer e que seria veiculada no programa “Os Pingos nos Is” também na noite desta quarta-feira. Segundo a Pan, já estava tudo certo para esse trabalho, mas, agora, ninguém sabe como vai ficar.

Fonte: Uol

 

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
05:55

POR JÚNIA GAMA E CATARINA ALENCASTRO

Deputados fazem protesto, no plenário da Câmara, contra o presidente Temer – Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA – A base aliada do presidente Michel Temer já pensa no dia seguinte à possível vacância da Presidência da República e inicia negociações e estratégias para a sucessão via eleições indiretas. Para pessoas próximos a Temer, ganhou força a visão de que o processo de cassação da chapa presidencial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é a saída honrosa de que o peemedebista precisa para deixar o cargo.

O julgamento está previsto para começar no dia 6 de junho e é, nos bastidores, a principal aposta de integrantes da base, principalmente do PSDB, que consideram a permanência de Temer insustentável.

Parlamentares com trânsito no Palácio do Planalto têm avaliado que Temer resiste em renunciar apenas para que o ato não pareça uma admissão de culpa. Ele, no entanto, não pretenderia se manter no cargo a qualquer custo.

— O presidente não tem apego ao cargo, ele se preocupa com o nome dele. O que ele não quer é sair por debaixo do tapete. Por isso, a melhor saída é o TSE. Se o tribunal decidir pela cassação, é uma saída honrosa — afirmou um deputado da base.

Há uma avaliação de que Temer, mesmo enfraquecido, terá forte influência sobre sua sucessão. Parlamentares lembram que ele ainda tem diálogo com uma ampla base no Congresso, principalmente no PMDB, e que seu apoio pode ser fundamental na escolha do próximo presidente. Partidos como PSDB e DEM têm resistido em abandonar o governo, em parte, na expectativa de receberem ajuda de Temer para emplacar um candidato no caso de eleições indiretas.

— Não vamos trocar de barco, vamos trocar o timoneiro. Se o TSE cassar a chapa, é preciso manter a mesma coalizão. O PMDB vai continuar existindo e o Temer vai continuar sendo uma liderança importante, com muita influência sobre o Congresso. Em parte, o PSDB não desembarcou ainda do governo contando com esse eventual apoio — afirma um integrante da cúpula tucana.

No PSDB, o nome do presidente interino, Tasso Jereissati (CE), vem sendo defendido como alternativa que melhor se encaixa no momento atual. Além de não estar na mira das investigações da Lava-Jato, Tasso tem longa experiência de mandatos como governador e senador. Já no DEM, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vem ganhando força. Aliados lembram que, há menos de quatro meses, ele conquistou a maioria na Casa para se eleger presidente pela segunda vez. E destacam que Maia tem uma vantagem sobre os demais possíveis candidatos: ele conhece cada um dos 513 eleitores pelo nome.

Maia vem adotando postura de proximidade e solidariedade a Temer, também na estratégia de contar com o apoio do presidente caso haja uma sucessão. O presidente da Câmara tem defendido Temer e, na noite de segunda-feira, promoveu jantar no qual o presidente acabou comparecendo, criando até “um certo constrangimento”, segundo os presentes.

Apesar da tentativa de Temer de difundir o principal argumento de sua defesa — o de que a gravação de Joesley Batista teria sido adulterada —, um líder que foi ao jantar de Maia avaliou, de forma reservada, que a situação do presidente é muito frágil e que ele só tem se apegado à questão técnica das acusações, sem se aprofundar em rebater as denúncias em si. Na gravação e nos depoimentos, Joesley diz que Temer avalizou a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e consentiu quando o interlocutor disse a ele que estaria cooptando juízes e promotores.

— A gente sente que é só uma questão de tempo para ele sair. A sensação é que ele sabe que não fica, mas que ainda não sabe como construir uma saída. Ele se agarra à tecnicalidade — diz o líder aliado.

Depois de chorar ao jurar lealdade a Temer no domingo, Maia discursou no evento na segunda, afirmando que é preciso tocar a pauta de votações. Para ele, as investigações cabem ao Ministério Público e ao Supremo Tribunal Federal. Ao Legislativo, cabe legislar.

TEMER CORTA CONVERSAS

Caso o TSE casse o mandato do presidente, o que é visto como uma possibilidade real em conversas no Palácio do Planalto, já começaram a chegar a interlocutores de Temer as conversas sobre a sucessão. Apesar disso, assessores ligados a ele dizem que o presidente “corta” qualquer conversa desse tipo. No governo, há quem especule que os “candidatos” com maior aceitação no Congresso são o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o próprio Rodrigo Maia. Eles descartam em avaliações nomes como o do ex-presidente Fernando Henrique e o de Nelson Jobim.

— Eles estão fora da política há anos, não têm chance. FH deve conhecer 30% dos deputados hoje com mandato. A política mudou e eles ficaram para trás — disse um interlocutor do governo. (Colaborou Leticia Fernandes)

 

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
15:28

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), em intervenção na Comissão de Assuntos Econômicos, na tarde desta terça-feira (23), pediu a cabeça do ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

“Eu teria demitido o ministro Henrique Meirelles que saiu do silêncio de seu gabinete para dizer à imprensa que “com Michel ou sem Michel” iria tocar essas reformas no Brasil.

“O grau de complexidade no país não comporta mais uma ingênua declaração”, opinou.

“A quem interessa essa agenda que flexibiliza direitos?”, questionou Renan, que declinou o exemplo da Espanha, onde, segundo ele, se flexibilizou direitos e teve o achatamento da massa salarial.

“A precarização e a rotatividade derrubou os salários em 100%”, discursou.

Para o senador do PMDB, a rotatividade de 10, 15 empregos, também dificultaria a comprovação do tempo de trabalho para a aposentadoria.

“Votar essa matéria de solavanca, de afogadilho, para demostrar que o executivo está paralisado, isso não pode acontecer. É inadmissível num governo com a desaprovação alta faça uma reforma.

Renan defendeu ainda que haja uma saída negociada para Michel Temer, que garanta a eleição de novo presidente e vice nas eleições ordinárias de 2018.

Via Plantão Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
14:21

Segundo o departamento, os sites e páginas precisam colocar o crédito das imagens. O objetivo dessa censura é evitar que Temer seja associado a conteúdos humorísticos ou depreciativos

Créditos: Reprodução / WEB

Michel Temer dá mais uma mostra do autoritarismo e da pequenez política de seu governo. O Departamento de Produção e Divulgação de Imagem do Palácio do Planalto está notificando páginas de humor do Facebook por usarem fotos dos canais oficiais de divulgação do governo.

Segundo o departamento, os sites e páginas precisam colocar o crédito das imagens. O objetivo dessa censura é evitar que Temer seja associado a conteúdos humorísticos ou depreciativos.

Além disso, a mensagem salienta que imagens oficiais estão liberadas para fins jornalísticos e divulgação das ações governamentais, mas que “para outras finalidades, é necessária autorização prévia”. De acordo com a mesma mensagem, “os interessados podem reproduzir as imagens desde que citado os créditos, conforme determina a Lei 9.610/98 dos Direitos Autorais ‘Artigo 24. São direitos morais do autor (…) II — o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado como sendo o do autor, na utilização de sua obra'”.

A postura de censura do governo foi uma resposta à exibição de memes no Fantástico, exibido na noite do domingo (21). Alguns dos autores dessas páginas demonstram apreensão com a mensagem disparada pelo Departamento de Imagens do Planalto, mas por falta de uma orientação mais conclusiva por parte do governo, continuarão a produzir os memes.

Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
14:06

Potiguares vão à capital federal em caravana formada por dez ônibus; estimativa é reunir até 100 mil pessoas em ato que acontece na quarta-feira 24

Cedida/Sinsenat

Dez ônibus levam os manifestantes rumo ao Distrito Federal

Um grupo formado por cerca de 400 pessoas saiu de Natal na madrugada desta segunda-feira 22 com destino à capital federal. A caravana integra o movimento “Ocupa Brasília”, série de atos convocados por centrais sindicais e movimentos sociais que deve acontecer na próxima quarta-feira 24. Segundo estimativas dos organizadores, dez ônibus levam os manifestantes rumo ao Distrito Federal.

De acordo com o professor José Teixeira da Silva, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte/RN), entidade que também enviou representantes em um ônibus para o “Ocupa Brasília”, o principal objetivo do movimento é protestar contra as reformas na Previdência Social e na legislação trabalhista, propostas pelo governo federal e em discussão no Congresso Nacional.

“Além disso, o ‘Ocupa Brasília’ busca pressionar a classe política pela revogação da Lei da Terceirização. Todas essas medidas são maléficas aos trabalhadores. Por isso, a expectativa é reunir mais de 100 mil pessoas na capital federal para protestar”, afirma o educador.

Devido à crise política nacional reinstalada na semana passada, quando veio à tona o conteúdo dos depoimentos em delação premiada de executivos da empresa JBS, Teixeira afirma que o movimento também pedirá a saída do presidente Michel Temer (PMDB) e realização imediata de eleições diretas no país.

Na delação à Procuradoria Geral da República, um dos donos da JBS, Joesley Batista, afirmou que o presidente deu anuência para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha, preso em Curitiba após ser condenado na Lava Jato. O peemedebista também teria recebido propina disfarçada de doação eleitoral desde 2010, quando concorreu à Vice-Presidência na chapa com a presidente cassada Dilma Rousseff (PT).

Além de representantes do Sinte/RN, segundo o que a reportagem do Portal Agora RN/Agora Jornal pode apurar, delegações de outros sindicatos potiguares participarão do ato em Brasília na quarta-feira 24. Enviaram representantes os trabalhadores em educação superior (Sintest), os servidores em saúde (Sindsaúde), os bancários e os servidores públicos da capital potiguar (Sinsenat).

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
13:58

A situação de Michel Temer se deteriora tão rapidamente que ele terá dificuldades de terminar a semana à frente da presidência da República
O trunfo que ele tinha para permanecer no cargo eram, pela ordem: a) o apoio da Globo e de toda a mídia; b) uma base fisiológica no Congresso que era mantida na base dos mais espúrios esquemas; c) as reformas neoliberais que prometia fazer aos grandes empresários e banqueiros.

Temer não tem mais nada disso. Foi-se a Globo e com ela o resto foi escorrendo pelos dedos.

Tanto que no jantar que ofereceu ontem na sua casa conseguiu reunir aproximadamente 30 parlamentares, entre deputados e senadores. Ou seja, quase ninugém.

Ao mesmo tempo seus ministros mais próximos estão todos sendo investigados. E seus assessores diretos estão sendo presos aos poucos.

Na sua ante-sala do Planalto eram quatro que agiam e falavam em seu nome. José Yunes, amigo da vida inteira, que fez uma pré-delação e envolveu Eliseu Padilha. Tadeu Filipelli, que foi preso hoje. O deputado da mala, Rodrigo Rocha Loures, que quando não tinha assumido na Câmara despachava para Temer no Planalto. E o ex-deputado Sandro Mabel, que inclusive dizia trabalhar sem salário para o ex-presidente.

Todos estão na mira. E um deles vai acabar delatando o presidente. Ou seja, o cerco se fecha de forma absurda. E o vaidoso presidente não tem mais onde se segurar.

Seu fim deve ser ainda mais contundente do que o de Eduardo Cunha, que acabou ficando completamente isolado no Congresso e assistiu impassível seu mandato ser cassado por aqueles que o saudavam como grande líder.

O fato objetivo é que o destino é cruel. E Temer está sentindo o gosto amargo do que armou contra Dilma. Com uma diferença, a ex-presidenta saiu pela porta da frente do Palácio do Planalto. E com gente a lhe recepcionar.

Já Temer, segundo se diz hoje em Brasília, talvez saia de lá na calada da noite. Direto para o exílio num país vizinho. Depois de assinar sua carta de renúncia e fechar um acordo com a PGR.

Via Plantão Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
13:54

O vereador Ivanildo do Hospital (Pros), não gostou das críticas feitas pelo médico e ex-candidato a prefeito de Caicó na eleição de 2016, Judas Tadeu (Pros), que fez críticas a postura dos vereadores aliados do deputado estadual Vivaldo Costa (Pros), na Câmara de Vereadores, diante da administração do prefeito Batata Araújo (PSDB).
Ivanildo foi curto e grosso e afirmou que não deve satisfações a Tadeu e sim a Vivaldo, de quem nunca ouviu um ato de reprovação a seu mandato no legislativo caicoense.
Segundo Ivanildo, seu compromisso é com o povo, que o elegeu duas vezes, o vereador mais votado de Caicó. Ivanildo afirmou ainda que o jovem médico Judas Tadeu deve ir trabalhar e seguir os conselhos  e os passos do Papa Jerimun. Em entrevista a Hora do Povo da 106 FM, Ivanildo confirmou a parceria de seu mandato com o prefeito Batata e não descartou uma parceria política para o futuro.  De acordo com Ivanildo a hora é de pensar em 2018, na reeleição de Vivaldo.
Vai Luciano Vale.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
13:48

adutora nova

A cidade de Caicó passa por dificuldades no abastecimento de água, inclusive com os problemas registrados na adutora emergencial, além da pouca água existente no açude Itans e a escassez no sistema Coremas/Mãe D’água, que também abastecia a cidade de Caicó via adutora Manoel Torres.

Segundo o prefeito Batata Araújo, ele está desde a madrugada de hoje (23) em Natal mantendo contados em vários órgãos do Governo do Estado, na luta para o abastecimento de água no município.

“Já conseguimos ativar a reserva do Itans e que, a partir de hoje, a CAERN decrete o colapso. Também já estão a caminho de Caicó caixas de água para serem espalhadas nos bairros. Além disso, técnicos da Companhia de Águas e Esgotos também já estão na adutora em Jucurutu, para que seja dado um posicionamento de quando o equipamento voltará a abastecer Caicó normalmente. Não estamos parados”, disse Batata.

Quando a Caern decreta o estado de colapso, o órgão passa a não cobrar a conta de água da população e a cidade vai começar a receber a operação Vertente, que utiliza caminhões-pipa para abastecer a cidade até que a adutora emergencial volte a funcionar. De acordo com Batata, o açude Itans passa a abastecer 30% dos bairros de Caicó, mas essa água será suficiente para abastecer somente durante uma semana.

Via Robson Pires.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
11:32

O jornalista Claudio Humberto, titular de uma das colunas políticas mais lidas no país, foi acusado de extorsão, por Ricardo Saud, diretor de relações institucionais da JBS-Friboi.

Saud alega que ele próprio foi o alvo do jornalista, que em notas na sua coluna chamava-o de ‘o homem da mala de Joesley’.

Para cessar os ataques, fez um acerto de R$ 18 mil reais mensais, um verdadeiro ‘mensalão’ da JBS para Claudio Humberto.

Em seu depoimento na delação premiada, Saud demonstra uma notável mágoa pelo achaque sofrido e alega aos procuradores que a JBS está ‘tentando passar o Brasil a Limpo’.

Uma notável cara de pau desse inescrupuloso delator.

Comprou o jornalista para que este não dissesse a verdade e agora vem com uma infundada ‘mágoa’ e com discurso de ‘passar o Brasil a limpo’.

Que pilantra esse ‘homem da mala do Joesley’.

Abaixo, veja o vídeo.

da Redação

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
11:20

Confira:

O Brasil precisa de estabilidade política e econômica para voltar a crescer, gerar empregos e renda e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, especialmente dos mais de 14 milhões que sofrem com o desemprego.

Neste momento de incertezas e instabilidade, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as Federações das Indústrias dos estados reiteram sua confiança nas instituições brasileiras. Temos a convicção de que os poderes da República serão capazes de solucionar a atual turbulência com serenidade, equilíbrio e espírito público, em estreita observância da Constituição Federal.

A indústria brasileira entende que não pode haver retrocessos nos avanços duramente conquistados nos últimos meses. Por isso, o Congresso Nacional precisa dar continuidade às reformas estruturais, que são fundamentais para recolocar o país no rumo certo.

As reformas trabalhista, previdenciária, tributária e política são imprescindíveis e têm de continuar avançando.

Acreditamos no futuro da nação. Temos certeza de que, com trabalho e perseverança, construiremos o país no qual os brasileiros merecem viver.

O Brasil não pode parar.

Robson Braga de Andrade
Presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
11:04

Segundo o senador Ricardo Ferraço, ‘algumas lideranças como eu defendem que o partido deva sim deixar o governo e entregar os ministérios’

Ricardo Ferraço

O relator da reforma trabalhista, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), defende que os tucanos deixem o governo Michel Temer e entreguem os cargos. O tema, porém, ainda não gera consenso na cúpula do partido e o parlamentar diz que o assunto continuará ser avaliado.

“Há um debate que não está concluído em torno do meu partido. Algumas lideranças como eu defendem que o partido deva sim deixar o governo e entregar os ministérios”, disse o senador que é relator da reforma trabalhista no Senado. “Mas não há um consenso ainda no partido e nós vamos continuar avaliando e refletindo dia após dia a gravidade da crise”, completou.

 Ao chegar à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o senador capixaba disse que o compromisso do PSDB “não é com este ou aquele governante de plantão”. “O nosso compromisso é com a sociedade brasileira”, afirmou. “O fato de entregar os ministérios não significa dizer que a gente não esteja aqui no Congresso apoiando essas medidas e apoiando essas reformas. Elas são importantes para a sociedade brasileira”, disse.

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2017
10:49

A senadora Fátima Bezerra ocupou mais uma vez a tribuna do Senado nesta segunda-feira para sugerir a renúncia do presidente Temer e a sua substituição por meio de Diretas Já, por estar segura de que essa é a vontade da população.
“Temos que barrar as eleições indiretas, pelo Congresso Nacional, porque não vamos permitir que uma junta financeira, que o mercado substitua a soberania popular”, disse, referindo à tese daqueles que defendem a eleição indireta, prevista na Constituição, como forma de assegurar as reformas e a estabilidade econômica do país.
Fátima destacou que o país enfrenta uma grave crise político-institucional, que se agravou a partir de quarta-feira, com a chamada delação-bomba dos donos e diretores da JBS, quando foi flagrado não só o presidente da República como o principal adversário da presidenta Dilma nas eleições de 2014, senador afastado Aécio Neves, em gravações que indicam a existência de uma verdadeira organização criminosa na cúpula do governo e sua base de apoio.
Instabilidade – “As gravações trazem provas tão contundentes contra eles que o STF autorizou imediatamente a abertura de investigação pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça”, afirmou a senadora. Segundo ela, o clima é de total instabilidade. Tanto que, como lembrou, até os principais grupos de comunicação do país, que há um ano pediam o impeachment da presidenta Dilma, agora exigem a renúncia de Temer. E, para ela, o único caminho para assegurar a volta da população à tranquilidade é a realização de eleições diretas.
“Quem tem medo de diretas? Por que esses conchavos em curso? A população não vai ficar quieta diante de mais esse ataque à soberania popular. É o chamado golpe no golpe”, criticou a senadora. Ela disse que, apesar de a Constituição prever a realização de eleições indiretas quando o cargo fica vago faltando dois anos ou menos para o fim do mandato, a Carta Magna também determina que o poder emana do povo e o momento político exige o respeito à soberania popular. Nesse sentido, defende a aprovação de uma das propostas à emenda à Constituição em tramitação no Congresso que preveem a eleição direta.
Reformas – Fátima criticou ainda a decisão da base de apoio ao governo, que já havia anunciado a suspensão das reformas trabalhista e da Previdência, e que voltou atrás retomando a agenda de votações da reforma trabalhista. “É inadmissível que, diante de acontecimentos tão graves, continuemos levando adiante a tramitação de matérias que afetam tão profundamente os direitos sociais de trabalhadoras e trabalhadores no nosso país”, disse.
Ao referir-se às manifestações que ocorreram em todo o país nos últimos dias, pedindo a renúncia de Temer e a realização de Direitas Já, Fátima reiterou convite das Frentes Brasil Popular e Brasil Sem Medo que, na próxima quarta-feira, prometem uma grande mobilização social, com o movimento Ocupe Brasília. “Nossas energias e forças, a energia e força de todos os parlamentares que têm apreço pela democracia estarão nas ruas com o povo brasileiro. Porque somente a mobilização popular pode interditar essa agenda com mudanças já por quatro vezes interditadas nas urnas”, enfatizou.

fatima bezerra

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