Uma operação do Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial da Paraíba (Imeq), órgão vinculado ao Inmetro no Estado, autuou 106 veículos, entre vans, ônibus e caminhões, entre os dias 12 e 18 deste mês, por adulteração no cronotacógrafo, equipamento responsável pelo controle da velocidade. Alguns veículos também estavam com o aparelho vencido.
O diretor-superintendente do Imeq, Arthur Galdino, disse que a cada dois anos os veículos devem passar por uma vistoria e ter o equipamento renovado. “Ele registra, além da velocidade, o horário do movimento. Um problema grande que notamos é que muitos motoristas desligam o sistema e ultrapassam os limites de velocidade na tentativa de faturar mais com as viagens mais rápidas. Já constatamos casos em que o cronotacógrafo acusou que o motorista parava apenas duas horas por dia. Um condutor desse é uma bomba ambulante”, disse Galdino.
A operação Carne Fraca está se revelando o maior fiasco da história da Polícia Federal. Após ler a reportagem da BBC, o jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva opinou que a história está lhe “cheirando a uma nova escola de Base, barriga jornalística”.
Um fiasco e uma barriga que podem nos custar, em plena recessão, um prejuízo de bilhões de dólares.
A acusação, lançada pelo delegado responsável pela operação, Mauricio Moscardi Grillo, de que haveria uso de substância para mascarar a deterioração da carne oferecida aos consumidores, chocou profundamente a população.
Daí começou-se a gritaria sobre “carne podre”.
A suspeita da PF surgiu porque, durante a investigação, os agentes ouviram executivos falando em uso de “ácido ascórbico”.
A informação foi questionada por especialistas ouvidos pela BBC, que falaram em “exagero” e “sensacionalismo”. Eles explicaram que o ácido escórbico não pode ser “demonizado”, porque se trata de substância “necessária para o processamento de alimentos”.
A PF não encontrou, em suas apreensões, nenhuma carne estragada.
O uso de papelão na carne também foi questionado. Segundo a empresa, foi um “grande mal entendido”. O funcionário falava da possibilidade de embalar a carne em papelão, ao invés de fazê-lo em plástico.
Leia a matéria da BBC.









