15/04/2017
09:39

Os telespectadores da Rede Globo estão surpresos com a recente ira contra o Grupo Odebrecht e linha moralizadora que repentinamente passou a adotar em seu jornalismo. .

Em sua colaboração com o Ministério Público Federal, o patriarca das Organizações Odebrecht revelou a estranha omissão da “imprensa nacional” que sabia de tudo e não divulgava nada.

Quem assiste a revelação gravada na delação premiada, tem a sensação que a Rede Globo mudou de lado, como fez quando o regime militar começou a perder forças.

Via Renato Dantas.

Confira o vídeo:

 

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
09:32

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Da revista Valor:

Uma reunião realizada em São Paulo para discutir pagamentos em torno do bilionário contrato para adequar instalações da Petrobras no exterior às regras de segurança, meio ambiente e saúde (SMS). As instalações estavam espalhadas por nove países, entre eles Paraguai, Uruguai, Argentina, Equador, Chile, Colômbia, Bolívia, Japão e Estados Unidos. Em sua colaboração, Rogério Araújo, ex-diretor da Odebrecht Plantas Industriais, relata sobre uma reunião realizada em São Paulo no dia 15 de outubro de 2010 para tratar de pagamentos equivalentes a 5% de um contrato de US$ 800 milhões (o valor exato foi US$ 825,6 milhões) para a cúpula do PMDB.

Araújo descreve uma casa sem muro e nem identificação, que tinha um jardim na frente e sem sinalização onde chegou à reunião junto com Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial. Os dois executivos foram levados pelo motorista da empresa, Adélsio de Paula.“A gente entra na casa, o João Augusto já estava lá com Eduardo Cunha [ex-presidente da Câmara, preso em Curitiba]. Entramos e fomos para uma sala de reunião. E lá estava o [então] vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer na cabeceira, e do lado dele sentou o Henrique Eduardo Alves e do mesmo lado Eduardo Cunha”, lembrou Araújo.

No vídeo de seu depoimento, o ex-executivo da Odebrecht diz que só ficou sabendo que o escritório era de Temer ao chegar ao local. Ele disse que chegaram a conversar amenidades e que ele chegou a perguntar a Temer como era lidar com Dilma Rousseff, pessoa considerada “complicada”. Segundo seu relato, Temer afirmou que qualquer problema com ela seria resolvido pelos “rapazes”, Eduardo Cunha e Henrique Alves.

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
09:27

O empresário José Yunes decidiu disparar um tiro no peito de Michel Temer; em entrevista ao jornalista Lauro Jardim, Yunes afirmou que Temer, seu melhor amigo, sabe que ele foi usado como “mula” por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil; “mula” é um termo do tráfico de drogas que designa a pessoa usada para transportar drogas para terceiros; Yunes disse ter recebido Lúcio Funaro em seu escritório, a pedido de Padilha; no encontro, Funaro lhe contou que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados; Yunes decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht; de acordo com o delator Cláudio Melo Filho, da propina de R$ 11 milhões acertada com Temer, R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes; Padilha acaba de se licenciar do cargo alegando razões médicas

247 – O empresário José Yunes decidiu disparar um tiro no peito de Michel Temer, seu parceiro e melhor amigo há várias décadas.

Mais do que simplesmente delatar Eliseu Padilha (saiba mais aqui), ministro da Casa Civil que acaba de pedir licença do cargo, ele afirmou que Temer sabia de tudo.

Em entrevista ao jornalista Lauro Jardim, Yunes afirmou que Temer, seu melhor amigo, tem conhecimento de que ele foi usado como “mula” por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil – “mula” é um termo do tráfico de drogas que designa a pessoa usada para transportar drogas para terceiros.

Na entrevista, Yunes disse ter recebido Lúcio Funaro em seu escritório, a pedido de Padilha. No encontro, Funaro lhe contou que estava financiando 140 deputados para garantir a eleição de Eduardo Cunha à presidência da Câmara dos Deputados.

“Contei tudo ao presidente em 2014. O meu amigo Temer sabe que é verdade isso. Ele não foi falar com o Padilha. O meu amigo reagiu com aquela serenidade de sempre. Eu decidi contar tudo a ele porque, em 2014, quando aconteceu o episódio e eu entrei no Google e vi quem era o Funaro, fiquei espantado com o ‘currículo’ dele. Nunca havia conhecido o Funaro”, disse Yunes a Jardim.

Segundo Yunes, Funaro afirmou que estava em curso uma estratégia para eleger uma bancada fiel a Cunha, para conduzi-lo à presidência da Câmara. “Ele me disse: ‘A gente está fazendo uma bancada de 140 deputados, para o Eduardo ser presidente’. Perguntei: ‘Que Eduardo?’. Ele respondeu: ‘Eduardo Cunha’”.

Yunes decidiu falar depois que apareceu nas delações da Odebrecht. De acordo com o delator Cláudio Melo Filho, da propina de R$ 11 milhões acertada com Temer, R$ 4 milhões foram entregues no escritório de Yunes. Por isso mesmo, ele se antecipou e procurou também o Ministério Público para dar sua versão dos fatos.

Tais recursos foram acertados num jantar entre Michel Temer e Marcelo Odebrecht, no Palácio do Jaburu, em 2014, com a presença de Padilha. O dinheiro saiu do departamento de propinas da empreiteira e ajudou a bancar a eleição de Cunha para a Câmara. Uma vez eleito presidente, Cunha passou a sabotar o governo da presidente eleita Dilma Rousseff e aceitou um pedido de impeachment sem crime de responsabilidade, abrindo espaço para que Temer chegasse ao poder.

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
05:17

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de inquérito sobre o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). O paraibano é suspeito de receber R$ 800 mil em vantagens indevidas para favorecer a Odebrecht.

O intermediário, identificado como Luís, provavelmente é Luiz Stern. O gestor trabalhou na PB Gás durante a gestão do tucano e atualmente ocupa cargo de assistente parlamentar na vice presidência do Senado.

Segundo o inquérito, as declarações de Alexandre José Lopes Barradas e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis são de que a soma foi solicitada pelo senador paraibano, “então candidato ao governo do Estado da Paraíba, com a expectativa de receber futura contrapartida e de realizar obra de saneamento naquele Estado”.

Fonte: Polêmica Paraíba

 

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
05:13

 

 

A Odebrecht cogitou não dar nada ao então candidato do PMDB ao governo do Pará, Helder Barbalho, depois de ele ter solicitado R$ 30 milhões para a sua campanha em 2014, disse em delação premiada o executivo Mário Amaro da Silveira. No final das contas, a campanha do peemedebista teria recebido R$ 1,5 milhão via caixa 2.

Silveira ocupou o cargo de diretor-superintendente da Odebrecht Ambiental no Estado do Pará, tendo concentrado suas atividades em uma empresa adquirida pela empreiteira, a Saneatins, que na época tinha a concessão do serviço de saneamento de cinco municípios paraenses.

Apelidado de “Cavanhaque”, Barbalho é um dos oito ministros do presidente Michel Temer que são alvos de inquéritos instaurados pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base nas delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Barbalho, titular da Integração Nacional, e o senador Paulo Rocha (PT-PA) serão investigados em um mesmo inquérito no STF sob a suspeita de participarem de uma esquema criminoso de corrupção e lavagem de dinheiro.

Fora de cogitação. O delator contou ter se encontrado em setembro de 2014 com Barbalho e Paulo Rocha no Tryp São Paulo Jesuíno Arruda, no Itaim Bibi, para tratar de contribuições para a campanha. “O Helder Barbalho comentou que conhecia a atuação da empresa e que ele tinha um grave problema de saneamento no Pará, que seria uma das prioridades dele, e cogitava adotar uma solução privada (em seu eventual governo)”, comentou Mário Amaro da Silveira. Segundo o delator, o peemedebista queria a ajuda da Odebrecht para resolver o problema de saneamento no Pará, caso fosse eleito.

“E ao final dessa conversa, eles explicitaram as dificuldades econômicas da campanha e fizeram um pedido de R$ 30 milhões. E falei: ‘Vou levar isso até a nossa presidência lá por dever de ofício, mas acho que é uma coisa totalmente fora de cogitação’”, contou Silveira.

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
05:09

Presidente da Assembleia diz que depois de 4 mandatos, a Câmara é consequencia

O deputado estadual Gervásio Maia, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, tomou uma decisão que mexe no tabuleiro político do Estado na direção de 2018. Ao invés de disputar o Governo, como se presumia, decidiu focar a disputa numa das 12 vagas na Câmara Federal.

– Estamos ouvindo os aliados de todo Estado, como se deu nesses dias em Sousa, e vamos mesmo para a disputa de Deputado federal – afirmou com exclusividade ao  ao jornalista paraibano.

Gervásio Maia repensou a condição de disputa ao Governo, mas não quis entrar em detalhes sobre a causa de não mais longe disputar a condição de candidato a governador.

– Tem horas que precisamos tomar decisões difíceis, como agora estamos tomando de disputar a Câmara – frisou.

Ele ressaltou contudo a afinidade com o governador e seu projeto para 2018.

Walter Santos

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
05:04

O presidente Michel Temer bem que poderia ter ficado só na nota mesmo ontem, após ser citado em delação como partícipe de uma reunião onde foi sacramentada a propina de 40 milhões para o PMDB.

A nota do Palácio do Planalto era suficiente, mas Temer precisava fazer besteira.

E fez.

Gravou um vídeo que não convenceu nem a ele mesmo.

Pior que o vídeo foi aprovado pela sua equipe de marketing, que deve ter especialista em televisão.

Pois ontem esse especialista certamente estava de férias, já tinha viajado para curtir o feriado de páscoa.
No vídeo que se espalhou pelas redes sociais, Temer mais parece um estagiário no estúdio de TV lendo um texto no teleprompter.

Nenhuma palavra convencia porque todas pareciam lidas.

Sem sentimento.

E sem sentimento, o que ele quis dizer para se defender, caiu em desgraça.

Temer não deve ter convencido nem Michelzinho, o filho pequeno que aprova ou desaprova as peças de marketing do seu governo/
Acho que faltou mostrar o vídeo a Michelzinho antes de botarem no ar.

Certamente Michelzinho não teria aprovado o desastre do pai

Vídeo de Temer lendo teleprompter não convenceu

Via Thaisa Galvão.

Confira:

 

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
04:58

Divulgado o vídeo com a delação do ex-executivo da Odebrecht Ambiental, Alexandre Barradas, que cita o governador Robinson Faria (PSD), a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP) e o deputado federal Fábio Faria (PSD).

Barradas explicou que pretendia chegar ao Rio Grande do Norte com projeto de saneamento, feito depois de ter pesquisado sobre a necessidade do Estado, e foi apresentado ao deputado federal Fábio Faria, que seria o caminho mais curto entre a empresa e o Estado.

Barradas conta como conversou com Fábio, como veio a Natal, explica a conversa reservada que teve com a então candidata ao Governo, Rosalba Ciarlini, sua conversa sem detalhes com o então candidato a vice, Robinson Faria…

O delator diz que Rosalba se empolgou com o projeto apresentado de saneamento, e que não falou nada sobre ajuda de campanha.

Disse que na cabeça dela se passava uma coisa e na dele, outra coisa…

Que o codinome dela na Odebrecht Ambiental era DAMA.

O delator também declarou que a ajuda de campanha não passou por Robinson.

“O vice não participou”, disse o delator.

Também relatou que após a vitória voltou a Natal, foi ao gabinete da governadora, e ela teria se mostrada “apática” ao assunto, dizendo que não tinha como executar o projeto.

CLIQUE AQUI e confira

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
04:52

De acordo com a acusação, ele teria recebido pagamentos de R$ 200 mil não contabilizados na campanha eleitoral de 2010

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O susto, no entanto, foi desnecessário

O ministro da Cultura, Roberto Freire, teve uma crise de pressão alta ao saber que estava na lista de pedidos do abertura de inquérito elaborada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

As informações da coluna Radar On-Line, do site da revista Veja.

O susto, no entanto, foi desnecessário. O suposto caso que envolvia o ministro foi rejeitado por Fachin, e a informação sobre a inclusão do nome do ministro foi corrigida posteriomente pela Corte.

De acordo com a acusação, ele teria recebido pagamentos de R$ 200 mil não contabilizados na campanha eleitoral de 2010. O nome do ministro foi citado nos depoimentos dos ex-executivos da Odebrecht Carlos Armando Paschoal e Benedicto Júnior.

 

Fonte: Notícias ao Minuto

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
04:49

Ex-deputadoteria participado de encontro com Michel Temer, Eduardo Cunha e executivo da empreiteira para pedir propina de 5% em contrato

cunha henrique pmdb

Ex-deputados Henrique Alves e Eduardo Cunha, do PMDB

O ex-deputado federal e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB) participou de uma reunião em São Paulo em julho de 2010 para tratar, com um executivo da Odebrecht, da cobrança de US$ 40 milhões em propinas. A informação foi revelada durante depoimento de Márcio Faria da Silva, ex-executivo da empresa, a procuradores da Lava Jato.

Segundo o delator, a reunião foi comandada pelo então candidato a vice-presidente da República Michel Temer (PMDB). No encontro, que contou com a presença de Henrique e do então deputado Eduardo Cunha (PMDB), foi acertado o pagamento de propina referente a 5% do valor de um contrato da empreiteira com a Petrobras. Participou da reunião também, segundo Márcio Faria, o lobista João Augusto Henriques. O termo teria sido firmado no escritório político de Temer em São Paulo.

O ex-executivo, então presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, declarou aos procuradores ter ficado impressionado com a naturalidade com que a propina foi cobrada pelos peemedebistas.

“Foi a única vez em que estive com Michel Temer e Henrique Eduardo Alves e fiquei impressionado pela informalidade com que se tratou na reunião do tema ‘contribuição partidária’, que na realidade era pura propina”, escreveu Márcio Faria no termo que entregou aos investigadores.

Outro delator, Rogério Santos de Araújo, lobista da empreiteira na Petrobras, afirmou ter participado da reunião.

Segundo o relato de Márcio Faria, Temer afirmou que qualquer problema seria resolvido pelos “rapazes”, Eduardo Cunha e Henrique Alves. “Sinalizando para o colo dele, disse que os dois rapazes iam resolver os assuntos necessários de interesse do PMDB”.

Márcio Faria diz que, na reunião, não se falou em valores, “mas ficou claro que se tratava de propina com relação à conquista do contrato e não uma ‘contribuição de campanha’”. “Totalmente vantagem indevida porque era um percentual em cima de um contrato. Era um percentual de um valor determinado no contrato”, reforça no depoimento gravado em vídeo.

Outros delatores da Odebrecht confirmaram a versão de Márcio Faria, com a apresentação de documentos de pagamentos no Brasil e no exterior.

Defesa

A defesa de Henrique Eduardo Alves, assinada pelo advogado Marcelo Leal, divulgou nota em que diz repudiar veementemente as afirmações feitas pelo executivo da Odebrescht Márcio Faria em delação premiada, na qual aponta a sua participação em reunião ocorrida no dia 15 de julho de 2010 no escritório político do presidente Michel Temer, em São Paulo, com a presença deste, do então deputado Eduardo Cunha e do delator, ocasião em que teria tratado do pagamento de propina decorrente de contrato com a Petrobras.

“Conforme já afirmado pelo próprio presidente da República, o acusado não se fazia presente em dita reunião, jamais tratou do assunto mencionado e sequer conhece o indigitado delator. É inaceitável que seja dado crédito a afirmação realizada por pessoas envolvidas em ilícitos que se colocam na obrigação de acusar para gozar de benefícios legais. Todas as medidas serão tomadas para esclarecimento da verdade e a responsabilização cível e criminal do dito delator”, disse o advogado.

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
04:43

Empreiteiro revelou que então candidato a presidente pediu “fôlego” na campanha; para disfarçar contribuição, verba teria sido endereçada a senador potiguar

josé agripino

Moreira Mariz/Agência Senado

Senador potiguar José Agripino

O empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015 na carceragem da Polícia Federal no Paraná, afirmou em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, no âmbito da Operação Lava Jato, que a empresa fez doações para o senador potiguar José Agripino Maia em 2014 a pedido do então candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), senador por Minas Gerais. À época, Agripino, presidente nacional do Democratas desde 2011, era coordenador da campanha presidencial tucana.

Em seus depoimentos, cujos sigilos foram levantados nesta semana, Marcelo revelou que todos os políticos trabalham com dinheiro não contabilizado em suas campanhas. “Todo mundo sabia que tinha caixa dois. […] Não existe ninguém no Brasil eleito sem caixa dois. […] Esse crime eleitoral todo mundo praticou”, afirmou o empreiteiro.

O empresário detalhou aos procuradores, neste contexto, suas relações com Aécio Neves e a influência do senador nos negócios da Odebrecht com Furnas, subsidiária da Eletrobras para a qual o mineiro, que é apontado como envolvido em esquema de desvio de verbas, indicou diretores. Na campanha de 2014, segundo Marcelo, o contato com Aécio se intensificou.

De acordo com Marcelo, na oportunidade, a Odebrecht fez doações oficiais de maneira igualitária para as duas principais campanhas presidenciais, de Dilma Rousseff (PT) e de Aécio. As contribuições, que também aconteceram via caixa dois, tinham o intuito de receber vantagens ilícitas em contratos com empresas no futuro governo.

Às vésperas do primeiro turno da eleição, o empreiteiro conta que foi procurado pelo candidato do PSDB devido ao aumento da possibilidade de a petista vencer a disputa já no primeiro turno. Segundo Marcelo, o tucano “precisava de um fôlego”, ou seja, dinheiro a mais para a campanha. Aí é que aparece a citação ao nome do senador José Agripino.

“[Aécio] Pediu um encontro comigo. Eu falei ‘Aécio, é complicado, eu não posso aparecer doando mais para você do que pra Dilma’. Ele também tinha assumido compromisso de apoiar algumas candidaturas e coincidiu algumas pessoas que a gente tinha relação, eu lembro, ele falou alguns nomes. Agripino. Eu disse ‘pô Aécio, esse é um candidato que não tem nenhum problema, então a gente apoia’”.

Odebrecht contou ter combinado com o diretor da empreiteira em Minas, Sérgio Neves. “Olha Sérgio, procura o Osvaldo e acerta o valor de 15 (milhões).”

José Agripino foi um dos políticos potiguares incluídos na lista de pedidos de abertura de inquérito feita pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal do Federal (STF), que tomou por base a delação de executivos da Odebrecht. Posteriormente, contudo, o ministro do STF devolveu o pedido de abertura de inquérito contra o senador para a Procuradoria-Geral da República para que o órgão se manifeste sobre eventual extinção da punibilidade.

OUTRAS CITAÇÕES NA LAVA JATO

O senador José Agripino foi citado também durante delação do ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Segundo o delator, que citou “relação profissional cordial” com o potiguar, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, pediu R$ 1 milhão para Agripino como contrapartida por seu apoio na eleição presidencial de 2014.

O pagamento teria sido viabilizado pela área de operações estruturadas da empresa. Cláudio citou ainda pagamentos feitos em 2010 a Agripino (que aparece nas planilhas da empresa como “Pino”) e ao seu filho, o deputado federal Felipe Maia (DEM), vulgo “Pininho”.

Em outra citação, desta vez em delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras na área de gás natural, o senador José Agripino aparece como um dos beneficiários de propina. Na oportunidade, o delator afirmou que o deputado federal Felipe Maia também recebeu recursos de origem ilícita. Machado não especificou, contudo, a quantia distribuída para os políticos potiguares.

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
04:34

Muita gente se surpreendeu com a inclusão de Fernando Henrique Cardoso na delação do fim do mundo – menos o próprio. Há alguns meses, Emilio Odebrecht avisou ao tucano que falaria sobre ele em sua delação.

Radar On-Line

 

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
04:31

132 mil pessoas serão beneficiadas quando as águas chegarem a Acauã

Após atingir o reservatório Boqueirão, as águas do Rio São Francisco continuarão seguindo o curso do rio Paraíba até a barragem Acauã, para beneficiar mais 132 mil habitantes em mais 12 cidades paraibanas, por meio de sistemas de distribuição de água já implantados. São elas: Aroeiras, Gado Bravo, Itaituba, Ingá, Mogeiro, Juarez Távora, Itabaiana, Salgado de São Félix, São José do Ramos, Pilar, Juripiranga e São Miguel de Taipu.

Mas, antes disso, nas próximas duas semanas, o governo da Paraíba reforçará as captações necessárias para levar água, além de Campina Grande – segunda maior cidade do estado -, aos moradores de mais 17 cidades: Barra de Santana, Caturité, Queimadas, Pocinhos, Lagoa Seca, Matinhas, São Sebastião de Lagoa de Roça, Alagoa Nova, Boqueirão, Boa Vista, Soledade, Juazeirinho, Cubati, Pedra Lavrada, Olivedos, Seridó e Cabaceiras – todas a serem beneficiadas com o aumento do volume do açude de Boqueirão.

Publicado por: Chico Gregorio


14/04/2017
14:50

Temos de tirar o chapéu para a inteligência de Marcelo Odebrecht. Até agora, entre todos os torturados em Curitiba com a única finalidade de jogar Lula na prisão, foi o único a conseguir sua liberdade gozando a cara do fascista Sérgio Moro.

Ao contrário do que possa ter parecido ontem, dia marcado por um turbilhão de denúncias e delações, Odebrecht na verdade deu a Lula um verdadeiro atestado de inocência ao dizer que havia entregue ao ex presidente 13 milhões em propina, pagos de uma só vez, em dinheiro.

Inebriado ou alucinado de alegria com o tamanho da quantia, Sérgio Moro não prestou atenção no detalhe: “o dinheiro foi entregue a Lula em uma pasta”- disse Marcelo. E Moro deve ter saído da sala de audiência dando pulinhos de alegria.

Pulando de alegria , também, pelo fato de ter permitido o vazamento exclusivo e ao vivo de tal depoimento para O Antagonista, sabidamente sucursal da TV Globo, que junto ao juiz caiu também no ridículo.

TORRE DE DINHEIRO

Para se ter uma ideia, O dinheiro que Marcelo Odebrecht disse que deu a Lula, em cash , seriam 130.000 notas de 100. Supondo que cada nota tenha a espessura de 0,11 mm, essas notas empilhadas são = 130000 x 0,11 mm = 14.300 mm, ou seja, era uma pilha de 14,3 metros de altura. Mesmo que divididos em 6 vezes, seria uma pilha de 2,38 metros de cada vez.
Levar Lula a um julgamento calcado nessa “acusação” exigiria a instalação de uma enorme tenda de lona sobre o tribunal, dando-lhe a verdadeira caracterização de um circo.

Não é atoa que Marcelo Odebrecht comandou o grande império de sua família, tenham lá suas críticas quem as tiver. Inteligência não lhe falta e tem ainda uma coisa da maior importância: foi leal à verdade e digno com Lula, pois em vez de complicar a vida desse já tão perseguido ídolo do povo brasileiro, inocentou-o com uma piada.
(Ricardo Eugenio)

Via Plantão Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


13/04/2017
15:13

Por Estadão Conteúdo

A atualização do Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado com deputados a respeito de reforma que tramita na Câmara, mostra que o número de parlamentares contrários à proposta subiu para 275, enquanto o dos que são a favor caiu para 101. No período da manhã desta quinta-feira, 13, havia 35 indecisos; 64 não quiseram responder; 36 não foram encontrados, e um disse que deve se abster.

O levantamento também mostrou que 71 deputados são a favor, mas com alteração da idade mínima para mulheres e 55 apoiam as mudanças mas com alteração da idade mínima para homens.

Além disso, 76 são favoráveis, mas com criação de uma regra de transição para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos, e 78 defendem a retirada da exigência de 49 anos de contribuição para ter o direito de benefício integral.

Publicado por: Chico Gregorio