17/05/2026
08:02

O ministro do STF Flávio Dino determinou apuração preliminar sigilosa para investigar o uso de cerca de R$ 2,6 milhões em emendas parlamentares destinadas a uma produtora e entidades ligadas ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os recursos teriam sido indicados por deputados como Mário Frias, Bia Kicis e Marcos Pollon, e estão sob questionamento após representações de parlamentares da oposição, que apontam possível desvio de finalidade e falta de transparência no uso das chamadas “emendas Pix”.
A investigação busca verificar se houve descumprimento de decisões do STF sobre regras de transparência. O caso está em fase inicial e segue sob sigilo. Os parlamentares citados negam irregularidades.

Publicado por: Chico Gregorio


17/05/2026
08:00

A médica pernambucana Cláudia Lima Gusmão Cacho foi protagonista de um capítulo da história militar brasileira ao se tornar a primeira mulher promovida ao posto de general no Exército Brasileiro. A ascensão ao cargo de general de brigada aconteceu em Brasília, em março de 2026, consolidando uma trajetória construída ao longo de quase 30 anos de serviço.
Durante entrevista ao Bom Dia Pernambuco, da TV Globo, nesta sexta-feira (15), a médica afirmou que preparo técnico, disciplina e perseverança são pilares essenciais para quem deseja construir carreira nas Forças Armadas.
Natural do Recife, Cláudia ingressou no Exército em 1996 na área da saúde e, ao longo da carreira, ocupou funções estratégicas em unidades militares e hospitais do país. A promoção é considerada um marco para a presença feminina dentro da instituição, tradicionalmente ocupada majoritariamente por homens em cargos de comando.

Publicado por: Chico Gregorio


17/05/2026
07:47

O deputado estadual Francisco (PT) esteve, neste sábado (16), em duas cidades do oeste potiguar, onde participou de plenárias do Partido dos Trabalhadores, com as presenças da governadora Fátima Bezerra, do pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier; da Pré-Candidata ao Senado, Samanda Alves, além de várias lideranças e militantes.

A primeira delas aconteceu em Pau dos Ferros, onde participaram cerca de 700 pessoas.

Em seguida do “Encontro do Time de Lula” aconteceu em Alexandria, onde o deputado Francisco recebeu novamente a confirmação do apoio do médico e liderança do município, Dr. Davi Abrantes, que falou sobre a importância da reeleição do parlamentar.

“Francisco é um deputado atuante, que tem feito a diferença na Assembleia Legislativa e tem contribuído com os avanços do Rio Grande do Norte. Tem o nosso apoio para seguir com esse trabalho”, disse o Dr. Davi.

O deputado Francisco agradeceu o apoio e disse da satisfação de poder representar o povo do RN no legislativo potiguar. “Contribuir para as melhorias do nosso Estado é uma grande alegria. É muito bom ver o quanto a gente já avançou e vai seguir avançando. Muito obrigado pela confiança de todos vocês”, disse o deputado Francisco.

Publicado por: Chico Gregorio


17/05/2026
07:42

Imagem: reprodução/O Globo

Por Rogério Tadeu Romano*

Observo o que acentuou o portal da CNN BRASIL, em 13.5.26:
“A PF (Polícia Federal) aponta na investigação de uso de recursos de previdências que o Banco Master captou R$ 1,87 bilhão com letras financeiras até dezembro de 2024, um ano antes de ser liquidado pelo BC (Banco Central).
“O Banco Master passou a concentrar grande volume de recursos oriundos de diversos regimes próprios de previdência social do país”, diz o inquérito. O banco captou o recurso por RPPS, o Regime Próprio de Previdência Social, de diferentes entes federativos.
O RPPS é um sistema de previdência exclusivo para servidores públicos concursados da União, Estados, Distrito Federal e municípios. O regime garante aposentadorias e pensões por morte, gerido de forma independente por cada ente federativo.”
Nesta quarta-feira (13), a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão contra gestores do Instituto de Previdência Social de Cajamar, em São Paulo, indicados pela Prefeitura. A PF aponta que a autarquia investiu R$ 112 milhões para o Master e o Daycoval entre 2023 e 2024 de forma direcionada.”
Trata-se de dinheiro público captado com interesses privados, em uma forma de enriquecimento ilícito.
Em resumo:
“As investigações apontam que a aquisição do Banco Máxima (atual Banco Master) pelo banqueiro Daniel Vorcaro teve aportes indiretos de fundos de pensão de servidores públicos. O dinheiro desses fundos foi injetado em fundos de investimentos administrados por gestores ligados a Vorcaro e acabou sendo direcionado para projetos e empresas sob seu controle.
Pois bem. Some-se a isso o que divulgou o portal Terra, na mesma data:
“O Intercept Brasil divulgou nesta quarta-feira áudio em que Flávio Bolsonaro pediria dinheiro para o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para pagar despesas com o filme Dark Horse, que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Fico sem graça de ficar te cobrando, mas é que está em um momento muito decisivo do filme e como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, preocupado”, diz Flávio no áudio divulgado.
Nas mensagens obtidas pelo Intercept, Flavio Bolsonaro escreve ainda a Vorcaro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs.”
A mensagem teria sido enviada no dia 16 de novembro de 2025. No dia seguinte, Vorcaro foi preso por suspeita de operações fraudulentas envolvendo o banco.
O Master foi liquidado no dia 18 de novembro de 2025.”
Necessário investigar, em todas as circunstâncias, de materialidade e autoria, se houve o crime de lavagem de dinheiro.
Observemos o tipo penal presente na lei de lavagem de dinheiro, na redação dada pela Lei nº 12.683, de 9 de julho de 2012, que revogou a Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998:
Art. 1o Ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal. (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
Pena: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
§ 1o Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de infração penal: (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
I – os converte em ativos lícitos;
II – os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou transfere;
III – importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.
§ 2o Incorre, ainda, na mesma pena quem: (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
I – utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores provenientes de infração penal; (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
II – participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos nesta Lei.
§ 3º A tentativa é punida nos termos do parágrafo único do art. 14 do Código Penal.
§ 4o A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos nesta Lei forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
§ 5o A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. (Redação dada pela Lei nº 12.683, de 2012)
Lavagem de dinheiro é o ato ou a sequência de atos praticados para mascarar a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, valores e direitos de origem delitiva ou contravencional, com o escopo último de reinseri-los na economia formal com aparência de licitude. Fica a lição de Blanco Cordero (El Delito de Blanqueo de Capitales, 3ª edição, capítulo 1, 4.3), no sentido de que é um processo em virtude do qual os bens de origem delitiva se integram no sistema econômico legal com a aparência de terem sido obtidos de forma licita. É um movimento de afastamento de bens de seu passado sujo, que se inicia com a ocultação simples e termina com a introdução no circuito comercial ou financeiro, com aspecto legítimo.
É um crime instantâneo de efeitos permanentes. O injusto consuma-se com o ato de ocultação e sobre ele incidirão as normas vigentes à época dos fatos, da conduta e do dolo.
A Lei 12.683/12 disciplina a matéria e não mais prevê, como a anterior, um elenco taxativo de hipóteses de crimes antecedentes. A nova redação prevê que qualquer crime ou contravenção penal é capaz de gerar bens passíveis de lavagem de dinheiro. A infração antecedente será um fato típico ou antijurídico, havendo uma norma penal em branco homogênea heterovitelinea. Os jogos de azar assim estão incluídos na categoria de delitos antecedentes. Não havendo tipificação penal naqueles casos, esvazia-se a hipótese de crime de lavagem de dinheiro. Mas, os dois delitos, o antecedente, e o de lavagem são independentes. Mas, se houver absolvição por falta de provas da existência do fato, por não constituir o fato infração penal, ou por haver circunstâncias que excluam o crime, não se pode falar em crime de lavagem de dinheiro.
O delito de lavagem de dinheiro admite coautoria, em razão do domínio do fato, participação, via cumplicidade ou auxílio e instigação. Poderia haver autoria mediata (o instrumento atua sem culpabilidade).
Interessa, pela teoria finalista, a questão do domínio do fato para a realização da coautoria ou autoria.
Ensinou PierPaolo Cruz Bottini (Lavagem de dinheiro, 2ª edição, pág. 26) que a primeira fase da lavagem de dinheiro é a ocultação. Trata-se de movimento inicial para distanciar o valor de sua origem criminosa com alteração qualitativa dos bens, sem afastamento do local da prática da infração antecedente, com a alteração qualitativa dos bens, sem afastamento do local da prática da infração antecedente, ou outras condutas similares.
Assim são exemplos de ocultação o depósito ou movimento dos valores obtidos pela prática criminosa em fragmentos, em pequenas quantias que não chamem a atenção das autoridades, a conversão dos bens ilícitos em moeda estrangeira, seu depósito em contas de terceiros (laranjas), a transferência do capital sujo para fora do país, ou seu envio para centros de atividades lícitas sem controles rígidos de receitas e despesas, como estabelecimentos comerciais de pequeno valor (exemplos de padarias, postos de gasolina), ou cuja atividade implica a intensa e massiva movimentação de dinheiro, como é o caso de cassinos, para posterior reciclagem.
Prosseguiu PierPaolo Cruz Bottini (obra citada), em sua lição, por ensinar que a etapa seguinte é mascaramento ou dissimulação do capital (layering), caracterizada pelo uso de transações comerciais ou financeiras posteriores à ocultação que, pelo número ou qualidade, contribuem para afastar de sua origem ilícita, como disse Tigre Maia (Lavagem de Dinheiro, pág. 39). Em geral são efetuadas diversas operações em instituições financeiras ou não (bancárias, mobiliárias etc), situadas em países distintos – muitos dos quais situados como paraísos fiscais – que dificultam o rastreamento dos bens. São, desta forma, exemplos de dissimulação o envio de dinheiro já convertido em moeda estrangeira para o exterior via cabo, como disseram Bonfim e Bonfim (Lavagem de Dinheiro, pág. 38), o repasse dos valores convertidos em cheque de viagem ao portador com troca em outro país, as transferências eletrônicas, dentre outras.
O ato final da lavagem é a introdução doa valores na economia formal com a aparência de licitude. Os ativos de origem criminosa, como disse Pier Paolo Cruz Bottini, já misturados a valores obtidos em operações legítimas e lavados nas complexas operações de dissimulação – são reciclados em simulações de negócios lícitos, como transações de importação e exportação com preços excedentes ou subfaturados, compra e venda de imóveis com valores diferentes daqueles de mercado, ou em empréstimos de regresso (loanback), dentre outras práticas.
O elemento subjetivo do tipo penal envolvendo a lavagem de dinheiro é o dolo.
Não há dúvida alguma com relação a aplicação do dolo direto. Somente se realiza o tipo penal através do resultado.
No entanto, surgem dúvidas com relação ao chamado dolo eventual.
No dolo direto ou determinado, o agente prevê o resultado (consciência) e quer o resultado (vontade). No dolo eventual o agente prevê o resultado (consciência), não quer, mas assume o risco (vontade). O dolo eventual, espécie de dolo indireto ou indeterminado (dolo alternativo ou dolo eventual) distingue-se da culpa consciente, quando o agente não prevê o resultado (que era previsível) e não quer, não assume risco e pensa poder evitar.
Vem a pergunta: aquele que não conhece a origem criminosa dos valores que oculta, mas desconfia dela, pratica ou não o crime de lavagem de dinheiro?
Estudando os tipos penais, Gustavo Henrique Badaró e Pierpaolo Bottini (Lavagem de dinheiro, 2ª edição, pág. 114), assim ensinam:
“No plano subjetivo, a nova redação legal traz uma novidade em relação à anterior. Naquela, a tipicidade caracterizava-se pelo uso de bens, direitos ou valores com plena ciência da proveniência delitiva. O termo “saber da procedência” constava no tipo penal. O dispositivo indicava expressamente o dolo direto. A nova redação suprime a referência ao conhecimento da origem infracional do bem.
A supressão da expressão “que sabe” teve o claro objetivo de agregar a punição pelo dolo eventual no caso de uso dos bens de origem suja. Ou seja, , o legislador estendeu a tipicidade àquele que suspeita da proveniência infracional, ainda assim os utiliza na atividade econômica ou financeira, assumindo o risco de praticar lavagem de dinheiro”.
O dolo eventual exige uma consciência concreta do contexto no qual se atua. É mister que seja averiguado se o agente percebeu o perigo de agir, e se assumiu o risco de contribuir para um ato de lavagem.

*É procurador da República com atuação no RN aposentado.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


17/05/2026
07:41

Imagem: reprodução/Bruno Barreto***

Quinta-feira, 14 de maio, reservou ao eleitor potiguar a comparação sobre dois estilos completamente diferentes de fazer política do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) e do ex-secretário da fazenda Cadu Xavier (PT).

Os dois disputam o eleitor lulista no Rio Grande do Norte.

Ao realizar atos em defesa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) esses perfis foram confrontados.

Allyson preferiu fazer um vídeo na porta do Campus de Pau dos Ferros em que ele aparece sozinho defendendo a instituição alvo de ataques por parte do pré-candidato ao Governo do RN bolsonarista Álvaro Dias (PL).

Cadu também reagiu a fala, mas reuniu em torno de si todos os segmentos da comunidade uerniana para um ato em defesa da instituição.

Um fez um gesto individual, focado nas redes sociais. O outro reuniu as pessoas e as ouviu.

Allyson tem a desconfiança dos servidores estaduais pelo histórico negativo com os trabalhadores em Mossoró. Cadu representa o Governo que acabou com a lista tríplice na escolha de reitor, implantou os planos de carreiras dos servidores e professores e concedeu a sonhada autonomia financeira.

Talvez isso explique as imagens.

Publicado por: Chico Gregorio


17/05/2026
07:39

Imagem: reprodução/Intetv Cabugi/Bruno  Barreto***

 

A eleição se aproximando e o bolsonarismo potiguar segue se comportando como se estivesse em Santa Catarina, estado famoso por ser o mais direitista do país.

Há uma semana Álvaro Dias (PL) andou falando em privatizar ou federalizar a Uern, provocando uma forte reação negativa em Mossoró.

Lá em Santa Catarina o governador Jorginho Mello (PL) torrou R$ 1,2 bilhão em um programa que fortalece as universidades privadas e sancionou uma lei que proíbe cotas raciais em universidades.

Aí, na terça-feira, o senador Rogério Marinho (PL) vira assunto ao dizer que o chapéu de couro, um símbolo nordestino usado pelo ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), é “esquisito”.

Em Santa Catarina são recorrentes os casos de preconceito contra nordestinos e a Prefeitura de Florianópolis chegou a criar um serviço para mandar embora quem desembarca na cidade atrás de trabalho, que ganhou o apelido de “ICE de Floripa”, numa referência ao violento serviço de perseguição a imigrantes do presidente dos EUA Donald Trump.

O bolsonarismo potiguar está descolado da realidade do eleitor que ele tenta conquistar.

Publicado por: Chico Gregorio


17/05/2026
07:37

Foto: reprodução/Bru no Barreto**

A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte ganhou contornos de forte polarização. Em entrevista ao programa Cenário Político, da TCM, o ex-secretário de Fazenda e pré-candidato governista, Cadu Xavier (PT), subiu o tom contra o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB). O foco central do embate é o controle e a identidade do eleitorado progressista e “lulista” no estado.

Cadu não poupou críticas à estratégia do adversário e o acusou abertamente de tentar enganar a população por puro pragmatismo eleitoral.

Para Cadu Xavier, a movimentação de Allyson Bezerra em direção a pautas e figuras alinhadas ao Governo Federal é uma tentativa de criar uma ilusão no eleitorado. De acordo com o petista, a aproximação carece de histórico político real.

“Eu acho que também tem ali uma tentativa por parte dele de iludir o eleitor do nosso estado, se colocando com pautas que quem está no palanque dele nunca defendeu. O eleitor vai perceber que quem sempre esteve ao lado do presidente Lula, não por oportunismo, não por tentar iludir as pessoas, somos nós e não o ex-prefeito aqui de Mossoró”, disparou Cadu.

Xavier argumentou que o avanço do calendário eleitoral naturalmente trará o eleitor de esquerda de volta à base governista, desfazendo o que chamou de “casuísmo político”. Para dar peso à acusação de incoerência, o pré-candidato relembrou os antigos posicionamentos e alianças de Allyson no estado.

“Quem nunca esteve ao lado do ex-presidente Bolsonaro, como é o caso de Allyson Bezerra em vários momentos? Como é o caso de Allyson que votou em Rogério Marinho na eleição passada, que elegeu Rogério Marinho para o Senado? Nós não. Nós sempre estivemos aqui e sempre vamos estar aqui”, enfatizou.

Uern

A disputa entre os dois pré-candidatos também ecoou nas discussões sobre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e o funcionalismo público. Cadu usou a atuação do governo de Fátima Bezerra (PT) para contrastar com a passagem de Allyson pela Prefeitura de Mossoró, acusando o ex-prefeito de adotar uma postura contraditória.

Cadu destacou que a gestão estadual garantiu a autonomia da Uern, valorizou servidores e extinguiu a lista tríplice.

Segundo o petista, o discurso do ex-prefeito em defesa da instituição é meramente reativo, motivado pela repercussão negativa de falas de outros opositores (como o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias). Ele alega que, na prática, Allyson “massacrou os servidores municipais na sua gestão”.

Impostos

Questionado sobre as estratégias fiscais do período em que comandou a Fazenda estadual, especificamente sobre as discussões em torno da alíquota do ICMS, Cadu defendeu seu legado técnico de cabeça erguida. Ele justificou as medidas como uma recomposição necessária da competitividade do RN, duramente afetada por leis federais aprovadas durante o governo Bolsonaro, as quais, segundo ele, contaram com o apoio político de Allyson.

Cadu aproveitou para devolver o rótulo de “aumentador de impostos” ao rival, alegando que Allyson promoveu uma elevação disfarçada de tributos ao reajustar o valor venal de imóveis para aumentar o IPTU em Mossoró.

Por fim, o pré-candidato do PT cravou que o cenário caminha para uma inevitável polarização ideológica no Rio Grande do Norte, desenhando o tabuleiro com clareza:

“Nessa discussão todo mundo tem lado. A gente tem o Cadu de Lula, temos o Álvaro Dias de Bolsonaro e temos o Allyson Bezerra de Robinson Faria e José Agripino. O campo progressista vai estar no segundo turno. Quem vai vir do lado de lá, a gente não tem bola de cristal.”

Publicado por: Chico Gregorio


16/05/2026
11:08

Após superar as expectativas do público em Caicó e Currais Novos, o espetáculo Vinde a Mim, da Trapiá Cia Teatral, chega a Natal para apresentação neste sábado, 16, às 20h, no Teatro Alberto Maranhão. O espetáculo tem classificação indicativa de 16 anos e conta com tradução em libras. Os ingressos são gratuitos e disponíveis pela sympla.com.br

Com direção de Lourival Andrade, o espetáculo mergulha no pensamento do filósofo Michel Foucault para refletir sobre as relações de poder que atravessam os corpos, os afetos e as identidades humanas.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


16/05/2026
10:59

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte recebeu, nesta sexta-feira (15), a visita da imagem peregrina de Sant’Ana, padroeira de Currais Novos. A recepção foi conduzida pelo presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), que esteve acompanhado de representantes da Paróquia de Sant’Ana, Padre Edson Medeiros, e integrantes da comissão organizadora da tradicional festa religiosa do município, além da vice-prefeita Milena Galvão.

“Receber a imagem peregrina de Sant’Ana é sempre uma honra. É um momento de fé e renovação para todos nós que fazemos esta Casa Legislativa e poder estar junto de mais uma edição da maior festa da nossa cidade é sempre uma satisfação”, destacou Ezequiel Ferreira.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


16/05/2026
10:49

“Flávio Bolsonaro virou um zumbi eleitoral”, diz Jeferson Miola

247 – O analista político Jeferson Miola afirmou que o senador Flávio Bolsonaro se transformou em um “zumbi eleitoral” após as revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em entrevista ao programa Giro das 11, da TV 247, Miola avaliou que o escândalo produziu uma crise profunda no bolsonarismo e pode alterar qualitativamente o cenário político das eleições presidenciais de 2026.

Segundo Miola, o episódio representa uma “bomba atômica” no campo da extrema direita brasileira. Ele destacou que as gravações divulgadas e as suspeitas envolvendo transferências milionárias ligadas à produção de um filme sobre Jair Bolsonaro atingem não apenas a candidatura de Flávio, mas toda a estrutura política construída pelo bolsonarismo nos últimos anos.

“Se o Flávio até pode continuar a candidatura, vai ser um zumbi eleitoral, não tem viabilidade”, afirmou Miola durante a entrevista.

Escândalo abala núcleo do bolsonarismo

Na avaliação do analista, a divulgação de diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro desmonta a tentativa do senador de se desvincular do escândalo financeiro envolvendo o Banco Master e fundos investigados pela Polícia Federal.

Miola ressaltou que o problema vai muito além de uma eventual irregularidade eleitoral. Segundo ele, o caso aponta para uma engrenagem financeira mais ampla, com possível uso de recursos desviados do Fundo Garantidor de Crédito e operações internacionais suspeitas.

“Nós não estamos falando aqui de coisa séria, nós estamos falando aqui de crime”, declarou.

Ele também questionou a versão apresentada por Flávio Bolsonaro de que os recursos seriam destinados exclusivamente à produção audiovisual. Segundo Miola, a própria produtora do filme afirmou que não recebeu dinheiro de Vorcaro.

“O filme era uma fachada, eu insisto nisso”, afirmou.

Durante a entrevista, Miola destacou ainda que os valores envolvidos chamam atenção pela dimensão considerada incompatível com o mercado audiovisual brasileiro. Segundo ele, o projeto teria previsão de arrecadação superior a R$ 130 milhões, muito acima de produções premiadas internacionalmente.

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Publicado por: Chico Gregorio


16/05/2026
10:44

Jim Caiezel interpretando Jair Bolsonaro (PL) no filme "Dark Horse", Congresso Nacional ao fundo e Eduardo Bolsonaro

Imóvel de R$ 3,6 milhões foi adquirido por estrutura ligada a Paulo Calixto, investigada pela PF em apuração sobre recursos destinados ao filme Dark Horse

247 – Um fundo ligado a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, comprou uma casa em Arlington, no Texas, estado americano onde vive o ex-deputado federal. A informação foi publicada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. O imóvel foi adquirido em fevereiro por cerca de R$ 3,6 milhões pelo Mercury Legacy Trust, fundo privado de gestão patrimonial usado para administrar bens em nome de terceiros.

Paulo Calixto também administra o Havengate Development Fund, estrutura que recebeu parte dos R$ 61 milhões enviados em 2025 pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Flávio, os recursos seriam destinados ao financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal investiga o destino dos valores transferidos pelo dono do Banco Master ao Havengate. Os investigadores suspeitam que parte dos recursos possa ter sido usada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A PF também apura se a estrutura financeira montada no Texas teria servido para contornar bloqueios judiciais determinados pelo Supremo Tribunal Federal contra contas do ex-deputado no Brasil.

Documentos obtidos pela reportagem mostram ainda que André Porciuncula aparece como um dos responsáveis pelo Mercury Legacy Trust. Ex-policial militar, Porciuncula atuou no governo Bolsonaro como braço direito de Mario Frias na Secretaria da Cultura e é apontado por aliados de Eduardo como operador do grupo nos Estados Unidos.

Nesta semana, Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado dinheiro a Daniel Vorcaro, mas negou que os valores tenham sido usados para manter Eduardo Bolsonaro fora do país. Reportagem do Intercept Brasil revelou que o senador apresentou ao empresário o projeto do filme sobre Jair Bolsonaro como justificativa para os repasses milionários.

Os pagamentos ocorreram entre fevereiro e maio de 2025. Segundo a apuração, houve atrasos em parcelas previstas, levando Flávio a voltar a cobrar Vorcaro em novembro, um dia antes da prisão do banqueiro. As transferências foram feitas por meio da empresa Entre Investimentos e Participações.

Procurados pela Folha, Eduardo Bolsonaro e Paulo Calixto não responderam. Uma funcionária do escritório informou que o advogado não concederia entrevistas.

André Porciuncula, por sua vez, negou qualquer relação entre o imóvel e Eduardo Bolsonaro ou o Banco Master. “A casa não tem relação com nenhum dos dois”, afirmou. Questionado sobre quem seria o verdadeiro beneficiário do imóvel, respondeu que “esta informação não é de interesse público”.

Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro classificou a investigação da PF como “tola” e negou ter sido beneficiado pelos recursos enviados por Vorcaro. Segundo ele, seu status migratório nos Estados Unidos impediria o recebimento de dinheiro por meio de fundos de investimento. “Se isso tivesse ocorrido, as próprias autoridades americanas já teriam me punido”, declarou.

O ex-deputado também afirmou ter apresentado às autoridades americanas a origem de seus recursos durante o processo de imigração. Sobre Paulo Calixto, Eduardo disse que o advogado possui décadas de experiência na área de imigração, gestão patrimonial e fundos de investimento.

Ainda segundo Eduardo Bolsonaro, o filme Dark Horse seria uma produção americana, com elenco americano, o que justificaria a captação de recursos nos Estados Unidos. Ele afirmou que nem ele nem sua família são donos da obra e alegou que investidores no Brasil sofreriam perseguição política caso apoiassem um filme sobre Jair Bolsonaro.

Ao rebater as acusações, Eduardo afirmou que seu pai está preso, que ele vive no exterior e que seu irmão ainda não definiu candidatura presidencial. Para o ex-deputado, as denúncias representam apenas uma tentativa de “assassinato de reputação”.

Paulo Calixto atua há mais de duas décadas nos Estados Unidos e é especializado em imigração e estruturação patrimonial. Documentos societários indicam que ele controla diversas empresas no Texas e na Flórida, incluindo a própria Havengate, aberta em 2020 no estado texano.

Publicado por: Chico Gregorio


16/05/2026
10:25

São Gonçalo do Amarante, região metropolitana de Natal, receberá um CEU da Cultura, espaço destinado à cultura, arte, educação e cidadania. Nesta sexta-feira (15), governadora Fátima Bezerra e a Ministra da Cultura, Margareth Menezes, fizeram uma visita técnica ao local da obra, no bairro Golandim.

Esse será um dos cinco CEUs da Cultura viabilizados pelo Ministério da Cultura no Rio Grande do Norte, através do Novo PAC, em parceria com o Governo do Estado e prefeituras. Além de São Gonçalo do Amarante, outros quatro municípios serão contemplados – Currais Novos, Macaíba, Mossoró e Natal, totalizando um investimento de R$ 12,22 milhões. As obras encontram-se em fase inicial de execução.

A ideia é investir na ampliação da infraestrutura cultural do estado, especialmente em comunidades em situação de vulnerabilidade social.

“Aqui terá incubadora cultural, sala multiuso, biblioteca, o chamado conceito de biblioteca viva, para promoção de leitura, ou seja, isso aqui será um espaço para promover cidadania, para promover dignidade”, afirma a governadora Fátima Bezerra.

 

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Publicado por: Chico Gregorio


16/05/2026
10:15

O Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN), ultrapassou a marca de 10 mil condutores idosos beneficiados com a política de isenção das taxas de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). De acordo com levantamento atualizado coletado pela Subcoordenadoria de Informática do Detran/RN, 10.182 pessoas com 65 anos ou mais já tiveram acesso ao benefício durante os 10 primeiros meses de implantação da medida prevista na Lei Estadual nº 10.157/2017.

A média de isenções da taxa de renovação de CNH para o público de condutores com 65 anos ou mais no RN alcança pouco mais de mil expedições mensais. A iniciativa garante a gratuidade das taxas de renovação da habilitação para motoristas nessa faixa etária, representando um importante alívio financeiro para milhares de cidadãos que necessitam manter a documentação regularizada para continuar exercendo o direito de dirigir com segurança e legalidade.

 

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16/05/2026
10:07

Laurita Arruda***

Numa eleição marcada pela fragilidade partidária na definição de alianças políticas, a situação do PSDB no Rio Grande do Norte é um retrato quase sem retoques do cenário atual.

A semana termina com inúmeras notícias revelando convites e “conversas avançadas” entre PT e PSDB. Em jogo, está a possibilidade de os tucanos liderados pelo presidente Ezequiel Ferreira de Souza embarcarem na candidatura de Cadu Xavier, indicando o vice, um nome para o Senado ou até mesmo suplências.

Mas isso não significa pacto de fidelidade, compromisso firmado ou casamento fechado. Pelo contrário.

Desde que o presidente estadual da legenda, Ezequiel Ferreira, liberou deputados e pré-candidatos para seguirem os nomes que preferirem na disputa majoritária, cresceram também as conversas individuais com lideranças do partido, como Fábio DantasTaveira Júnior e Gustavo Soares. Cada um com suas conveniências, preferências e estratégias.

Nos bastidores, a conversa é de que os tucanos serão mais “democratas” do que nunca e talvez mais do que os demais partidos.

Interlocutores de Álvaro Dias do PL e de Allyson Bezerra do União Brasil têm conversado com tucanos de forma isolada e nada tem sido descartado.

A maioria deverá prevalecer na hora de bater o martelo. “Sem pressa”, como repetem nos corredores da política petista .

Uma calma que só encontra limite em julho, no dia D das convenções partidárias impostas pela Justiça Eleitoral, quando serão oficializados casamentos políticos — ou apenas uniões estáveis. E, quem sabe, instáveis.

Publicado por: Chico Gregorio


16/05/2026
09:26

Candidatos à Prefeitura de Itaú em eleição domingo

O  Rio Grande do Norte terá neste domingo (17) duas eleições suplementares para prefeito e vice-prefeito em dois  municípios : Itaú, no Alto Oeste, e Ouro Branco, no Seridó potiguar.

Os dois municípios somam pouco mais de 9 mil eleitores — cerca de 5 mil em Itaú e pouco mais de 4 mil em Ouro Branco —, com um pleito que não ganhou dimensão política estadual, apesar de  colocar frente a frente dois grupos que podem protagonizar a disputa pelo Governo do RN em 2026.

De um lado, o PT, partido do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, aposta nas candidaturas de Fabrício Régis, em Itaú, e Dra. Fátima, em Ouro Branco.

Candidatos em Ouro Branco, no Seridó potiguar

Do outro, a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, ligada politicamente ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, entra na disputa com Zé Roberto Pezão, em Itaú, e Professor Amariudo, em Ouro Branco.

As novas eleições foram convocadas após a cassação dos prefeitos e vice-prefeitos eleitos em 2024 nas duas cidades.

Em Itaú, perderam os mandatos Francisco André Régis Júnior (PP) e Paulo Fernandes Maia (MDB), acusados de abuso de poder político e econômico e de condutas vedadas durante eventos promovidos pela prefeitura em ano eleitoral. Entre os casos apontados pela Justiça estão o sorteio de brindes no “Dia das Mães Itauenses” e o uso político de um show do cantor Rey Vaqueiro durante o “Arraiá do Zé Padeiro”.

Já em Ouro Branco, a Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito Samuel Oliveira de Souto (PL) e do vice Francisco Lucena de Araújo (PP) por abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação social. Samuel Souto também foi declarado inelegível por oito anos. Os eleitos neste domingo serão diplomados em 9 de junho e permanecerão nos cargos até 31 de dezembro de 2028.

Laurita Arruda***

Publicado por: Chico Gregorio