
Numa eleição marcada pela fragilidade partidária na definição de alianças políticas, a situação do PSDB no Rio Grande do Norte é um retrato quase sem retoques do cenário atual.
A semana termina com inúmeras notícias revelando convites e “conversas avançadas” entre PT e PSDB. Em jogo, está a possibilidade de os tucanos liderados pelo presidente Ezequiel Ferreira de Souza embarcarem na candidatura de Cadu Xavier, indicando o vice, um nome para o Senado ou até mesmo suplências.
Mas isso não significa pacto de fidelidade, compromisso firmado ou casamento fechado. Pelo contrário.
Desde que o presidente estadual da legenda, Ezequiel Ferreira, liberou deputados e pré-candidatos para seguirem os nomes que preferirem na disputa majoritária, cresceram também as conversas individuais com lideranças do partido, como Fábio Dantas, Taveira Júnior e Gustavo Soares. Cada um com suas conveniências, preferências e estratégias.
Nos bastidores, a conversa é de que os tucanos serão mais “democratas” do que nunca e talvez mais do que os demais partidos.
Interlocutores de Álvaro Dias do PL e de Allyson Bezerra do União Brasil têm conversado com tucanos de forma isolada e nada tem sido descartado.
A maioria deverá prevalecer na hora de bater o martelo. “Sem pressa”, como repetem nos corredores da política petista .
Uma calma que só encontra limite em julho, no dia D das convenções partidárias impostas pela Justiça Eleitoral, quando serão oficializados casamentos políticos — ou apenas uniões estáveis. E, quem sabe, instáveis.

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