10/11/2018
12:09

 

José Aldenir / Agora RN
TJRN tem 247 servidores, que, juntos, passariam a gerar uma despesa de R$ 97,5 milhões

Estudos técnicos das consultorias de Orçamento do Congresso Nacional – o que inclui o Senado da República e a Câmara dos Deputados – apontam um impacto nas contas públicas de todo o País oscilando de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões com o reajuste de 16,38% dado aos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e mais à Procuradoria Geral da República (PGR). No Rio Grande do Norte, as estimativas iniciais dão conta de um aumento de R$ 25,8 milhões por ano.

O reajuste aprovado no Senado provoca o chamado “efeito-cascata”, que se dá quando o teto no funcionalismo público federal do Poder Judiciário é elevado – como foi desta vez, saindo de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Isso porque o mesmo procedimento vai acontecer em outros órgãos federais, como Ministério Público Federal, e nas esferas estaduais, envolvendo desembargadores, procuradores, juízes, promotores e defensores públicos, entre outros. Para ser concretizado, o aumento precisa ser sancionado pelo presidente Michel Temer.

Quem trabalha nos tribunais de justiça dos 26 Estados terá um aumento imediato. Os desembargadores, por exemplo, têm salários equivalentes a 90% da remuneração de um ministro do STF. No caso do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado, projetos de lei precisam ser enviados para serem aprovados na Assembleia Legislativa. A questão é que historicamente esses projetos foram aprovados sem maiores problemas, o que acaba abrindo a porta para o aumento em outras áreas do poder público, incluindo os poderes Legislativo e Executivo.

Caso o aumento seja sancionado pelo presidente Michel Temer, logo de imediato – no Estado do Rio Grande do Norte – os desembargadores, cujos salários eram de R$ 30,4 mil, passarão a receber R$ 35,4 mil. O Tribunal de Justiça do Estado tem 247 servidores, que, juntos, passariam a gerar uma despesa de R$ 97,5 milhões. Sem o aumento, seriam pagos – somente em salários – a cifra R$ 83,8 milhões, ou seja, esse reajuste vai proporcionar uma despesa de R$ 13,7 milhões no Tribunal de Justiça do Estado. No Ministério Público Estadual, cujos gastos com salários estão com previsão para R$ 69,8 milhões a 211 funcionários, o valor passará para R$ 81,2 milhões, ou seja, R$ 11,4 milhões a mais.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:53

 

O prefeito de Caicó, Marcos José de Araújo, em parceria com a secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos, promoveu um café a manhã com os garis do Município.

“Discutimos assuntos relacionados à categoria, tendo em vista o seu papel fundamental na limpeza pública. Precisamos valorizar a força de vontade desses profissionais de trabalhar em prol da sociedade”, disse o prefeito nesta sexta-feira (09).

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:41

Propina era repassada em ‘caixas de sabão’, diz Operação Capitu

Depois de tomar conhecimento das declarações do deputado federal eleito Julian Lemos a respeito da suposta impossibilidade de nomeá-la para um cargo federal no futuro governo, a jornalista e suplente de deputada federal Pâmela Bório afirmou ao ParlamentoPB que não espera por uma função pública, mas acrescentou que a decisão sobre os auxiliares cabe a Jair Bolsonaro: “Quem definirá sobre o governo será o Jair Bolsonaro. Sobre o Gulliem (Julian), ele responde pelos atos dele de acordo com a personalidade e caráter dele”.

Pâmela acrescentou que seu colega de partido deve ter uma dívida de gratidão para com os demais postulantes porque a votação de cada u aumentou o coeficiente partidário: “Minha contribuição maior foi ao projeto de eleição do Jair Bolsonaro para ajudar a fazermos representação no Congresso a fim de garantir a governabilidade do presidente da república – para isso mudei minha candidatura de estadual para federal e assim o Gulliem (Julian) foi beneficiado, pois se lá eu não estivesse como candidata, ele não teria sido eleito pois só conseguiu vaga por QP, como já era esperado por nós. Ou seja, Julian tem dívida de gratidão para com todos os candidatos federais do partido”, lembrou ela.

Veja nota de jornalista e suplente de deputada federal Pâmela Bório:

Qualquer decisão ou declaração agora é, no mínimo, precipitada, Claudia. Quem definirá sobre o governo será o Jair Bolsonaro. Sobre o Gulliem (Julian), ele responde pelos atos dele de acordo com a personalidade e caráter dele, mas sobre o partido, que é formado por tantas pessoas, o foco agora são as eleições, temos campanha em Cabedelo a cuidar neste momento. E teremos meses à frente para a ocupação de cargos, sejam eles federais ou não. Quanto a mim, se eu dependesse de cargo político para sobreviver eu nem estaria aqui – pois nunca antes assumi nada na esfera pública, nem de forma indireta como jornalistas fazem ao fazerem assessorias. Minha contribuição maior foi ao projeto de eleição do Jair Bolsonaro para ajudar a fazermos representação no Congresso a fim de garantir a governabilidade do presidente da república – para isso mudei minha candidatura de estadual para federal e assim o Gulliem (Julian) foi beneficiado, pois se lá eu não estivesse como candidata, ele não teria sido eleito pois só conseguiu vaga por QP, como já era esperado por nós. Ou seja, Julian tem dívida de gratidão para com todos os candidatos federais do partido. Eu mesma sou grata a ele e a cada um e tenho plena convicção da importância meu trabalho em prol do Bolsonaro – tenho reconhecimento tanto dos aliados do partido e quanto dos paraibanos. Vocês devem lembrar que fui uma das primeiras pessoas a se manifestarem a favor do Bolsonaro entre 2015 e 2016, quando nenhuma mulher se atrevia a defendê-lo, eu dei a minha cara a tapa. E ao longo do tempo, mais pessoas somaram para que a candidatura do capitão fosse viabilizada, defendida e repercutida. Ou seja, o projeto PSL e Bolsonaro foi uma construção conjunta, que contou com a ajuda de todos os candidatos e no qual o protagonismo foi do povo.

 

Fonte: Parlamento PB

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:32

destaque - CNJ abre processo contra Sergio Moro sobre ida para governo Bolsonaro

O corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, instaurou hoje (9) um pedido de providências para que o juiz federal Sergio Moro esclareça questionamentos feitos ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre sua suposta atividade político-partidária enquanto ainda exercia a magistratura.

As representações foram feitas depois que Moro aceitou o convite para o cargo de ministro da Justiça do presidente eleito Jair Bolsonaro. O juiz pediu férias e, antes de se exonerar da magistratura, passou a se reunir com a equipe de transição do governo. Antes, ele se reuniu com Bolsonaro no Rio de Janeiro.

Martins deu 15 dias para que Moro preste informações, “visando a possibilitar uma melhor compreensão dos fatos”. Pela Lei Orgânica da Magistratura, magistrados não podem exercer atividade político-partidária. Ao todo, foram feitos três questionamentos à conduta de Moro, um por um cidadão, outro pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia e um terceiro pelo PT.

Habeas corpus de Lula

Em outra frente, o corregedor-nacional de Justiça marcou para 6 de dezembro a oitiva de Moro e dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) Rogério Favreto, João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores Lenz.

Os quatro participaram de uma guerra de liminares, em julho, quando Favreto, de plantão, concedeu um habeas corpus ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Decisões contrárias de Moro, Gebran e Flores mantiveram Lula na cadeia.

Martins ouvirá pessoalmente e em separado cada um dos magistrados envolvidos no episódio e que respondem a uma representação disciplinar. Embora o processo corra em segredo de Justiça, a marcação das oitivas foi divulgada pelo CNJ.

Fonte: Agência Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:29

“Eu quero é acabar com o desemprego”, afirmou (Foto: Reprodução)

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, reagiu hoje (9) às críticas de determinados setores que afirmam que ele pretende extinguir os direitos trabalhistas e sindicais. Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro olhou fixamente para câmera e condenou o comportamento de alguns sindicalistas: “A vida de sindicalista é muito boa. É ficar lá, só engordando.”

Bolsonaro disse que seu objetivo não é atingir os sindicatos nem os direitos trabalhistas. “Eu quero é acabar com o desemprego”, afirmou. “O Brasil, o país dos direitos; só não tem emprego”, acrescentou. “Antes que falem besteira por aí”, complementou.

O presidente eleito afirmou que não pretende mexer em determinados pontos em vigência no país. Não citou quais. Mas foi objetivo: “Não vou dar murro em ponta de faca”.

Em contrapartida, Bolsonaro disse que conta com apoio do mercado, que está confiante com sua eleição e o futuro governo, a partir das demonstrações que observa e vem recebendo. Ele disse ter admiração por aqueles que são patrões no Brasil, pois há uma série de dificuldades para empregar no país.

“Quem quer ser patrão no Brasil?”, perguntou. “Ninguém quer”, acrescentou o presidente eleito, informando que conversou com uma rádio brasileira nos Estados Unidos e foi transmitido para ele que no mercado de trabalho norte-americano se recebe apenas pelas horas trabalhadas.

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:24

Via Esmael Morais.

O presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, afirmou nesta sexta-feira (9) que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ganhou um cheque em branco dos brasileiros. 

Leia mais

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:22

 

Via Esmael Morais.

Em relatório final, a Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-ministro e ex-deputado Geddel Vieira Lima e seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), desviaram salário de seus assessores. 

Leia mais

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:14

José Aldenir / Agora RN

RN compromete ao menos 67% de sua receita com funcionalismo; Tesouro fala em 86%

O relatório do Tesouro Nacional que apontou o Rio Grande do Norte como o estado do País com maior risco de insolvência, no que diz respeito a despesa com pessoal, evidenciou uma situação crítica nas contas públicas potiguares. O documento revelou que o Estado comprometeria 86% de sua receita corrente líquida com pagamento de funcionalismo – o maior índice de todo o Brasil.

O governo estadual contesta os números, mas confirma que a situação exige medidas drásticas para aumento de receitas e contenção de despesas. Números obtidos pelo Agora RN mostram que, para controlar a dívida, o Estado precisaria se desfazer de pelo menos 13 mil servidores ou, em contrapartida, elevar sua receita em cerca de 25%. Uma combinação das duas medidas levaria ao mesmo resultado.

A Controladoria-Geral do Estado explica que os 86% de comprometimento de receita apresentados pelo Tesouro Nacional divergem dos cálculos do governo local por duas razões. Primeiro: o índice do Tesouro se refere à soma dos gastos de todos os poderes do Rio Grande do Norte – Executivo, Legislativo e Judiciário, além de Ministério Público, Tribunal de Contas e demais órgãos com autonomia orçamentária –, enquanto no Estado cada instituição divulga seus balanços separadamente. Em segundo lugar, o método de contagem do Tesouro Nacional tem diferenças em relação ao que é praticado no Rio Grande do Norte, o que gerou a discrepância.

Considerando apenas o Poder Executivo, o último relatório de gestão fiscal, referente ao 2° quadrimestre de 2018, concluiu que o gasto com pessoal compromete 57,84% da receita corrente líquida. O índice está quase 10 pontos percentuais acima do limite estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é 49%.

Enquanto a despesa com pessoal extrapolar os limites legais, a LRF estabelece que o gestor fica proibido de conceder vantagens, aumentos, reajustes ou adequação de remuneração a qualquer categoria de servidor público; criar cargos ou funções; e alterar estruturas de carreiras; entre outras vedações. Se permanecer na situação por dois quadrimestres consecutivos, o ente não pode receber transferências voluntárias ou fazer empréstimos. Essas sanções já são aplicadas ao Rio Grande do Norte.

Enquanto no Executivo o limite para despesa com funcionalismo é 49% da receita corrente líquida, para os demais poderes e órgãos estaduais a legislação estabelece os seguintes índices: 6% para o Judiciário, 2% para o Ministério Público e 3% para Legislativo e Tribunal de Contas juntos.

Por ser o ente que arrecada, é o Executivo que repassa as verbas para manutenção dos demais poderes. Apesar disso, cada um tem autonomia para executar seu orçamento e organizar as contas.

No 2° quadrimestre de 2018, os demais órgãos e poderes tiveram despesa com pessoal dentro dos limites legais estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O Ministério Público atingiu 1,73% (máximo é 2%); o Tribunal de Justiça, 4,89% (pode ser até 6%); a Assembleia Legislativa, 2,22% (teto é 2,26%); e o Tribunal de Contas, 0,51% (limite legal é 0,62%).

Somadas as despesas com pessoal de todos os poderes do Rio Grande do Norte, chega-se ao índice de 67,19% de comprometimento de receita, 7,19 pontos percentuais a mais do que preconiza a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas bem menos que os 86% calculados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Reunião da equipe de transição do atual para o próximo governo, de Fátima Bezerra (PT) – Foto: José Aldenir / Agora RN

Estabelecendo, por outro lado, uma despesa fixa – ou seja, sem demissões –, a situação seria igualmente impensável neste momento. Para que o Executivo recuasse de 57,84% para 46,65% (limite prudencial) em gastos com pessoal, a Controladoria-Geral do Estado calcula que seria necessário aumentar a receita em nada menos que 25%. Assim como a demissão de servidores, a medida é tida como impossível de ser executada por causa da crise financeira que atravessa o País.

Nos últimos quatro anos, a receita praticamente não avançou no Estado. A arrecadação de impostos (uma das fontes) aumentou, mas outras receitas, como transferências, caíram substancialmente. “A arrecadação própria – com ICMS, por exemplo –, aumentou e isso compensou a queda no repasse federal”, explica Alexandre Santos de Azevedo.

O controlador diz que as previsões mais otimistas para o próximo ano revelam uma expansão de até 4% na arrecadação. “Ou seja, não vai haver compensação por meio de arrecadação. Até porque, para isso, precisaria haver aumento de impostos, e isso só pode acontecer de forma moderada. Então, mesmo que haja um aumento de 4% da receita, ainda seria preciso fazer uma redução gigantesca da despesa, certamente demitir mais de 10 mil servidores”.

Para Alexandre Santos de Azevedo, a origem do problema está no passado, com concessões de vantagens exuberantes para funcionários públicos. “Isso é uma catástrofe, e não é culpa do atual governo e nem será do próximo. É um descalabro que vem acontecendo desde governos passados, que não tinham responsabilidade e cuidado. Fizeram aumentos salariais altamente generosos e incluíram benefícios excessivos em planos, com valores fora da realidade. Não vejo saída se não houver uma reviravolta geral”, acrescenta.

Na opinião do controlador-geral, é preciso o envolvimento de múltiplos setores da sociedade para contornar a situação de crise. “Será necessário um grande pacto pelo Rio Grande do Norte entre todos os setores envolvidos: poderes, órgãos e sociedade. É preciso formar uma frente voltada para o progresso”, comenta.

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:08

A bancada federal do Rio Grande do Norte definiu as 196 emendas, que somam R$ 687,26 milhões, ao projeto do Orçamento Geral da União (OGU) de 2019. O projeto do OGU será votado em dezembro no plenário do Congresso Nacional. Para a liberação dos recursos previstos nas emendas que não são impositivas, os parlamentares precisam convencer os Ministérios responsáveis pelas obras da necessidade do projeto para o Estado e os municípios, uma vez que a execução depende de uma decisão do governo federal.

Dessas emendas, 181 são individuais e obrigatórias e somam R$ 169,63 milhões, o que dá R$ 15,4 milhões para cada deputado e senador.

A bancada de oito deputados federais e três senadores já havia definido, no dia 31 de outubro, as seis emendas coletivas e impositivas, também no valor de R$ 169,63 milhões. As nove emendas não impositivas somam R$ 348 milhões, totalizando 15 coletivas, no valor de R$ 517,63 milhões.

Os deputados e senadores haviam destinado como impositivas emendas para a construção da barragem de Oiticica, na região do Seridó, no valor de R$ 50 milhões, mais R$ 20 milhões para apoio à Uern, outros R$ 30 milhões para o aparelhamento de hospitais, mais R$ 40 milhões para a área de segurança e ainda R$ 5 milhões para a integração das águas do rio São Francisco com as bacias dos rios Piranhas-Açu e do Apodi, na região Oeste, além de R$ 24,63 milhões para construção do terminal turístico da Redinha, em Natal. Com isso, predominaram emendas para obras de recursos hídricos, infraestrutura turística e segurança.

Já em relação às emendas coletivas não impositivas, a bancada destinou emendas, no valor de R$ 40 milhões cada uma para duplicação da BR-304, construções de hospital em São Gonçalo do Amarante e hospital da mulher da UFRN, apoio à politica nacional de desenvolvimento urbano, implantação de aterros sanitários no Seridó e Alto Oeste, informatização da Policia Civil.

Também destinam R$ 10 milhões para a aquisição de um acelerador linear para a Liga Norteriograndense contra o Câncer e mais R$ 25 milhões para o Instituto Metrópole Digital (IMD) da UFRN e a maior delas, no valor de R$ 73 milhões, para recuperação do terminal salineiro de Areia Branca.

Para o atendimento de emendas não impositivas não há reserva no Projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019. A definição do valor disponível para essas emendas será feita no parecer preliminar a ser aprovado na Comissão Mista do Orçamento (CMO) do Congresso.

Tribuna do Norte

Publicado por: Chico Gregorio


10/11/2018
09:05

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, decidiu nesta sexta-feira (9) pedir explicações ao juiz federal Sérgio Moro sobre a sua escalação para comandar o superministério da Justiça no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Moro terá 15 dias para apresentar esclarecimentos sobre a indicação, alvo de contestações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentadas pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, por deputados federais e senadores do Partido dos Trabalhadores e por um morador do Paraná chamado Benedito da Silva Junior.As diversas contestações foram todas reunidas em um mesmo processo, “visando a evitar a repetição de atos processuais, causando demora indevida na tramitação e desperdício de recursos humanos e materiais”, segundo o corregedor. Por determinação de Martins, o caso tramitará sob segredo de Justiça.
Continua depois da publicidade

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia afirma que Moro violou a Constituição Federal e o Código de Ética da Magistratura ao tratar sobre a ida ao governo Bolsonaro ainda durante o exercício da magistratura.

Os parlamentares do PT, por sua vez, acusam Moro de “parcialidade” e de utilizar a sua posição na sociedade para “interferir de maneira indevida no processo eleitoral, sempre com o viés de prejudicar o Partido dos Trabalhadores e suas candidaturas”.

“A aceitação do cargo político coroa o que sempre dissemos sobre o juiz Sérgio Moro comportar-se como ser político, não como magistrado”, sustenta o PT.

O PT também pediu ao corregedor nacional de Justiça que Moro seja impedido de assumir outro cargo público até o CNJ concluir a investigação de sua conduta no episódio. “Os pedidos de medidas liminares serão apreciados após a vinda das informações”, observou Martins em sua decisão.

O CNJ já apura a atuação de Moro em alguns episódios, como a decisão de divulgar parcialmente trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, a poucos dias do primeiro turno da eleição presidencial deste ano.

A conduta de Moro também é analisada no episódio da liminar concedida pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato.

Estadão Conteúdo

Publicado por: Chico Gregorio


09/11/2018
20:29

 

Cumprindo determinação judicial, é com muita tristeza que anunciamos a exoneração de alguns cargos contratados do município.

Aqueles que considerarem ingratidão esta atitude, eu quero dizer que a fiz por obrigação legal, determinação judicial, para que o município saia do limite prudencial, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de modo que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) autorizasse a realização do concurso público, por exigência do excelentíssimo juiz de direto Dr. Adriano da Silva Araújo.

Mesmo com o coração partido, agradeço sinceramente aos meus conterrâneos, homens e mulheres de conduta ilibada, pessoas qualificadas e que deram uma imensa contribuição ao nosso município como servidores do povo nesses seis (06) anos que estou como prefeito, fato que muito me honra.

Com a humildade de um homem que abriu mão de tudo para servir ao povo que tanto amo e sou feliz por isso, me coloco a disposição de todos, sem nenhum rancor, apenas dizendo aos que consideram ingratidão, meu pedido de desculpas, e aos que são gratos, pelo tempo que estiveram conosco colaborando com o governo. deixo aqui meu muito obrigado!

Que a paz e o respeito reine sempre no meio de todos nós jardinenes. Meus sinceros abraços.

Elídio Araújo de Queiroz
Prefeito Municipal

Publicado por: Chico Gregorio


09/11/2018
20:08

MPPB denuncia prefeito, assessor e administrador por abastecimento de veículos particulares com dinheiro público (Foto: Walla Santos/ClickPB)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou, nesta sexta-feira (09/11), o prefeito afastado de Patos, Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, Dinaldinho, seu assessor, Múcio Sátyro Filho, e o administrador de empresa, Fábio Henrique Silveira Nogueira por envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos, nos anos de 2017 e 2018, em proveito próprio e alheio.

A investigação do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Promotoria de Justiça de Patos apurou que os três apurou concorreram para a realização de 280 abastecimentos ilegais de veículos particulares, alguns pertencentes a familiares do prefeito, bem como a políticos da região, com combustível custeado pelo erário municipal de Patos-PB. Os fatos ocorreram nos postos da rede Motogás/Mastergás.

A denúncia é decorrente de achados probatórios da ‘Operação Cidade Luz’, deflagrada em agosto último, que identificou uma fraude na iluminação pública do município de Patos. A investigação já resultou em uma primeira denúncia contra 13 envolvidos e no afastamento do prefeito.

Após a análise do material apreendido foi identificado que, além do esquema criminoso detalhado na denúncia anterior, Fábio Nogueira, administrador da Mastergás, forneceu combustível para o abastecimento de veículos particulares, inclusive muitos ligados à família de Dinaldinho e que as tratativas foram feitas por intermédio de Múcio Filho.

Ainda de acordo com a investigação, visando quitar dívidas particulares e do Município junto ao Posto Mastergás Ltda, Dinaldinho, Múcio Filho e Fábio Nogueira frustraram, mediante outro expediente (criação de pesadas dívidas com o posto Geraldo Leite da Nóbrega), o caráter competitivo do Pregão Presencial nº 30/2018 com a finalidade de contratar a Motogás Indústria de Compressão e Comércio de Gás Natural Mastergás Ltda como fornecedora de combustível para a Prefeitura de Patos.

Como agiam

De acordo com o Ministério Público, a relação entre o prefeito e a Mastergás fica evidente pela data de abertura das contas debastecimentos, anteriores a 2017. Foram identificados vários abastecimentos de veículos de Dinaldinho e da esposa, do pai, dos irmãos e de diversos servidores comissionados da Prefeitura, ligados diretamente a ele.

Também, verificou-se que Dinaldinho, buscando regionalizar sua representatividade política, permitiu o abastecimento de veículos de políticos de Teixeira e Coremas, às custas da Prefeitura.

Os diálogos identificados nos celulares apreendidos demonstram que Múcio Filho tinha uma participação direta na liberação de veículos e na frustração do caráter competitivo do Pregão Presencial nº 30/2018.

Já Fábio Nogueira, no papel de administrador da Mastergás, autorizou a liberação dos veículos e faturou diversos abastecimentos, antes do mandato de Dinaldinho, também na conta da Prefeitura.

A denúncia do Ministério Público conclui que os denunciados são incursos nos crimes de desvio de verbas públicas, pela realização de abastecimentos de veículos particulares à custa do erário municipal 280 vezes (artigo 1º, inc. I, do Dec.-lei nº 201/57 e artigo 71 do Código Penal), e de frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório (artigo 90 da Lei nº 8.666/93).

Além das condenações por esses crimes, o MPPB pede ainda a manutenção da medida de suspensão da função pública de Dinaldo Medeiros Wanderley Filho.

Veja a lista dos abastecimentos realizados em veículos particulares.

Por Redação/Ascom MPPB

Publicado por: Chico Gregorio


09/11/2018
20:01

“Chega de pagar a conta”, diz postagem no Facebook. (Foto: Reprodução)

Uma manifestação contra o reajuste do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) está sendo programada para este domingo (11), no Busto de Tamandaré, na orla de João Pessoa. A concentração do movimento está previsto para começar às 16h.

O ato está sendo articulado pelo Partido Novo na Paraíba. A manifestação deve reunir a população em geral, a militância dos partidos, movimentos sociais, sindicais e a sociedade civil. Toda mobilização está sendo feita através das redes sociais.

Segundo o presidente do Partido Novo na Paraíba, Maurício Ricardo, a mobilização vai denunciar nas ruas o reajuste ‘abusivo’ da proposta de aumento ao judiciário. “A população não aguenta mais esses abusos. E é preciso que estejamos nas ruas para mostrar a nossa indignação com mais esse absurdo. Iremos reunir a população em geral para denunciar esse aumento abusivo ao judiciário”, explicou.

“Contra o aumento absurdo do salário do STF e da elite do funcionalismo estatal! Venha participar conosco desta manifestação!”, postou o partido Novo, que também reivindica ao presidente Michel Temer que vete o aumento. “#AumentoNão, #VetaTemer”.

“Chega de pagar a conta”, diz a postagem no Facebook. De acordo com os organizadores do movimento, “o aumento dos salários dos ministros do STF foi mais um golpe nas já deficitárias contas públicas do Brasil. Vamos para as ruas no domingo (11/11), para mostrar ao presidente da República que não suportamos mais pagar a conta. #AumentoNão #VetaTemer”.

Via ClickPB

Publicado por: Chico Gregorio


09/11/2018
19:54

Partidos lutam por espaços de representação (cargos), uma característica de sua “natureza”.

No Brasil, ao arrepio do que consta em qualquer livro de ciência política, isto é chamado de “toma lá dá cá”.

Mas e se as forças armadas se matam por cadeiras, como vem acontecendo entre marinha e exército?

Aí tudo bem.

O exército tenta sobrepor seus companheiros militares no ministério da defesa e lutam pelo controle da Petrobrás.

Até o falante vice Mourão já entrou na celeuma.

Via Daniel Menezes

Publicado por: Chico Gregorio


09/11/2018
19:49

Saulo Vale

O juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal do RN, com sede em Mossoró, determinou nesta sexta-feira (9) o bloqueio imediato de R$ 2,5 milhões das contas da Prefeitura de Mossoró em favor do Hospital Maternidade Almeida Castro. A unidade hospitalar está sob intervenção judicial desde 2014.

Foram bloqueados R$ 1.130.493,19 (um milhão, cento e trinta mil, quatrocentos e noventa e três reais e dezenove centavos), para pagamento dos repasses dos valores SUS.

Também foram bloqueados R$ 223.820 em favor da Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), além de R$ 742.208,19 para Neoclínica e R$ 492.240 para o Núcleo de Obstetrícia e Ginecologia. Essas três cooperativas médicas atuam no Hospital Maternidade Almeida Castro.

Conduta desidiosa

“[…] Ademais, observa-se que o ente municipal já fora contemplado com o recebimento de valores repassados no referido mês [outubro] do corrente ano pelo Ministério da Saúde, o que demonstra a existência de saldo para o pagamento dos valores pleiteados. Desta feita, não há justificativa para a conduta desidiosa do Município no que diz respeito aos serviços de saúde prestados à população de Mossoró”, escreveu o magistrado na sentença.

O juiz também afirmou que os recursos SUS não podem ser usados para outra finalidade. “Nota-se que a transferência de recursos financeiros fundo a fundo é o instrumento de descentralização, disciplinado em leis específicas de repasses de recursos federais para o Ministério da Saúde – MS para outras esferas do governo. Esse tipo de transferência é regular e automática, e se caracteriza pelo repasse de recursos, diretamente do Fundo Nacional de Saúde (FNS), para os fundos estaduais e municipais de saúde, de modo que devem ser usados exclusivamente, para a finalidade a que se destina, sob pena responsabilização do gestor municipal”, alertou.

Essa é a 15ª vez que a Justiça Federal bloqueia os recursos da Prefeitura em favor do Hospital Maternidade Almeida Castro na gestão da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP).

Publicado por: Chico Gregorio