17/10/2018
06:32

O brasileiro gosta tanto de piadas que Michel Temer imagina que ninguém mais se incomoda de ser presidido por uma anedota. No mesmo dia em que veio à luz a notícia sobre seu indiciamento no inquérito sobre portos, Temer vangloriou-se num discurso para empresários de ter silenciado o asfalto com o sucesso de sua gestão.

“…Nós não tivemos problemas no país, não tinha movimento de rua”, discursou o presidente na Associação Comercial do Paraná, em Curitiba, nesta terça-feira (16). ”Claro que em algum lugar qualquer tem cinco, seis, dez ou 40 que se reúnem e dizem ‘Fora, Temer’. Mas, isso faz parte da democracia, ouço aquilo e digo: ‘Que coisa boa!’ Tem gente se manifestando, é verdade. Mas se bem que agora tem o ‘Fica, Temer’ que está correndo pela rede, não é?”.

Horas depois de flertar com o ridículo, Temer foi pendurado novamente nas manchetes na constrangedora posição de acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Como previsto, a Polícia Federal entregou ao Supremo o relatório final do inquérito que apura se o presidente editou um decreto favorecendo empresas do setor de portos em troca de propinas.

Foram indiciados Temer, sua filha Maristela e mais nove pessoas. A Polícia Federal pediu ao ministro Luis Roberto Barroso, relator do caso na Suprema Corte, a prisão de quatro pessoas. Entre elas o coronel da Polícia Militar paulista João Baptista Lima, amigo e operador do presidente da República.

Folheando-se o processo, percebe-se que, na opinião da Polícia Federal, a poltrona de presidente da República é ocupada por um desqualificado. O pior é que os quase 90% de brasileiros que desaprovam o governo Temer concordam com os investigadores.

Antes do grampo do grampo do Jaburu, Temer apresentava-se ao país como paladino da austeridade e chefe de um governo reformista. Depois da divulgação do seu diálogo vadio com Joesley Batista, abriu os cofres do Tesouro para comprar sua permanência no cargo. Às voltas com duas denúncias, está prestes a colecionar a terceira. A Presidência de Temer já não derrete, apodrece.

Num ambiente assim, discursos engraçadinhos como o que Temer pronunciou para empresários em Curitiba revelam que o presidente não perdeu apenas a compostura e a reputação. Perdeu também o senso de ridículo

JOSIAS DE SOUZA

Publicado por: Chico Gregorio


17/10/2018
06:29

Jair Bolsonaro pretende submeter a chefia do Ministério Público Federal a uma patrulha ideológica. Se for eleito, não cogita nomear um procurador-geral da República esquerdista. “O critério é a isenção”, disse ao Jornal Nacional. “É alguém que esteja livre do viés ideológico de esquerda, que não tenha feito carreira em cima disso. Que não seja um ativista no passado por certas questões nacionais”.

O mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, vence em setembro de 2019. Como de hábito, a corporação fará uma eleição interna e enviará ao Planalto uma lista com os nomes dos três procuradores mais votados. Bolsonaro avisou desde logo que, se estiver na poltrona de presidente, não se sentirá obrigado a selecionar um dos nomes da lista tríplice.

“Eu quero alguém no MP, caso eu seja presidente, deles, obviamente. Não vai ser do Ministério Público Militar, como tem sido dito por aí. Mas que tenha realmente uma visão macro. E que respeite também a Constituição e os parlamentares, que têm imunidade por suas opiniões palavras e votos”.

Em tese, Raquel Dodge poderia ser reconduzida ao cargo. Entretanto, ao citar a imunidade dos parlamentares, Bolsonaro sinalizou que não concederá um segundo mandato à atual chefe do Ministério Público. Dodge denunciou Bolsonaro no Supremo por racismo praticado contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Acusou-o de usar “expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais” numa palestra feita no Rio.

Bolsonaro criticou Dodge, alegando que a procuradora-geral não levou em conta o fato de que ele, como parlamentar, dispõe de “imunidade total por quaisquer palavras, opiniões e votos.” No mês passado, a Primeira Turma do Supremo arquivou a denúncia num julgamento de placar apertado: 3 votos a 2.

Bolsonaro não explicou que critérios utilizaria para definir o perfil ideológico do futuro procurador-geral da República. Na Procuradoria, como em toda parte, há pessoas de esquerda, meia esquerda, um quarto de esquerda, três quartos de esquerda, direita dissimulada e até direita Bolsonaro?

Perguntou-se ao candidato como conseguirá ser isento se avisa de antemão que o escolhido será um direitista. E Bolsonaro: “Pode ser que eu tenha me expressado mal. Não queremos à esquerda. Que seja ao centro. Não quero alguém do MP subordinado a mim, como tivemos no passado a figura do engavetador-geral da União, mas alguém que pense grande, que pense no seu país. O MP é muito importante. Agora se tiver um ativismo… Nós não podemos correr o risco de alguém que atrapalhe a nação”.

A corrupção, como se sabe, não tem ideologia. A roubalheira não é de esquerda ou de direita. A questão é que, em qualquer governo, sempre surge uma dúzia de larápios por cima para transformar em assaltados os milhões de contribuintes que estão por baixo. A ideologia costuma ser o caminho mais longo entre a retórica e a ética. De resto, a patrulha ideológica pode facilmente descambar para a picaretagem ideológica.

JOSIAS DE SOUZA

 

Publicado por: Chico Gregorio


17/10/2018
06:27

Travesti é morta a facadas em bar sob gritos de 'Bolsonaro'

Uma briga na madrugada dessa terça-feira (16) causou a morte de uma travesti em frente a um bar, no Largo do Arouche, região da República, Centro de São Paulo. Segundo testemunha, durante a discussão, homens gritavam o nome do candidato do PSL à Presidência Jair Bolsonaro.

“Ela estava com quatro ou cinco homens em frente ao bar. E daí eu comecei a ouvir gritos, uma discussão, uma briga. Chamavam ela de vários nomes, agressões verbais, e gritavam ‘Bolsonaro’”, disse uma vizinha ao bar.

De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 4h50 de terça (16).

A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro da Santa Casa, mas morreu a caminho do hospital. Ela ainda não foi identificada.

Outra testemunha disse que chegou a ouvir gritos de “Bolsonaro, ele sim!” durante a discussão.

O caso foi registrado no 3º Distrito Policial (Campos Elíseos). A Secretaria da Segurança Pública ainda não se pronunciou.

NOTÍCIAS AO MINUTO

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
19:24

Apoiadores do candidato do PSL usaram foto antiga da atriz machucada com a legenda: “esta senhora foi agredida por petistas na rua quando gritou Bolsonaro”

Foto: Reprodução
  

A família de Beatriz Segall, morta em setembro deste ano, emitiu nota repudiando o uso de uma foto da atriz com o rosto machucado acompanhado da legenda: “esta senhora foi agredida por petistas na rua quando gritou Bolsonaro”.

O comunicado afirma que “a imagem se refere a um acidente de que [Beatriz] foi vítima há alguns anos [quando tropeçou em uma calçada no Rio], nada tendo a ver com qualquer ato de agressão”.

Sergio Segall, filho da atriz, vê como “um ato de covardia” o uso da imagem de sua mãe.

A imagem de Segall foi feita em 2013, após a atriz levar um tombo em uma rua do Rio de Janeiro.

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
19:03

Por G1 RN

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
18:30

Deputado eleito Kleber Rodrigues declara apoio à candidata Fátima Bezerra

O deputado estadual eleito Kleber Rodrigues declarou apoio hoje à candidatura de Fátima Bezerra para o Governo do Rio Grande do Norte. Com a presença de dezenas de lideranças do Agreste, o deputado realçou o compromisso com o desenvolvimento do Estado, a geração de emprego e a segurança.

“Estamos no palanque da candidata de origens populares, da professora que chegou a senadora e hoje, na união de todos, vai governador o nosso Rio Grande do Norte”, destacou Kleber Rodrigues.

Durante o ato de anúncio do apoio, a candidata Fátima Bezerra enalteceu o fato do parlamentar eleito ser o único deputado da região Agreste e reforçou o compromisso dela com toda região.

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
18:20

Três prefeitos que apoiaram o governador Robinson Faria (PSD) no primeiro turno se integram a partir de agora à campanha da candidata Fátima Bezerra (PT) ao governo do Estado: Baía Formosa, Lagoa Salgada e Monte Alegre.

Em Baía Formosa, o prefeito Adeilson Gomes (PSD) apoiou Robinson, que teve 605 votos.

Fátima obteve 2.511.

Carlos Eduardo foi o segundo colocado com 1.235 votos.

Em Lagoa Salgada o prefeito Raniere Amâncio (PSD) esteve ao lado do governador que terminou com 1.601 votos.

Fátima venceu no município com 3.400.

Carlos Eduardo ficou em terceiro com 730 votos.

Monte Alegre foi um dos municípios em que o governador Robinson Faria, com apoio do prefeito Severino Rodrigues (PSD), ganhou a eleição com 3.887 votos.

Fátima ficou em segundo com 3.486 votos e Carlos Eduardo em terceiro com 2.683.

Ontem Fátima Fátima recebeu confirmação de apoio de 12 prefeitos e lideranças de 20 municípios.

Os prefeitos são Fernando Cunha (Macaíba), Laerte Paiva (Rio do Fogo), Renato de Doquinha (São Miguel do Gostoso), Polion Medeiros (São Fernando), Tiquinho (Rui Barbosa), Miguel Cabral (São Pedro), Kêka (São Bento do Trairi), Amarildinho (Caiçara do Norte), Valdemir Valentim (Pedra Grande), Cláudio Henrique (São Bento do Norte), Joaz Oliveira (Extremoz) e Babau (Marcelino Vieira).

“Esse início de segundo turno tem sido muito proveitoso para nossa campanha. Nós temos recebido muitas declarações de apoios novos, de lideranças e pessoas que, juntos com os parceiros que estão com a gente desde o primeiro turno, confiam em um governo popular para o RN. Que sabem que, eleitos, nós iremos fazer do estado um lugar melhor de se viver”, agradeceu Fátima.

Em Macaíba Fátima já venceu no primeiro turno com 17.624 votos. Robinson teve 5.402 e Carlos Eduardo 6.990 votos.

Rio do Fogo Fátima foi a mais votada com 2.061. Em segundo foi Carlos Eduardo com 1.966 e em terceiro Robinson com 1.750 votos.

São Miguel do Gostoso Fátima liderou com 2.695 votos, seguida de Robinson com 1.687 e Carlos Eduardo com 677.

São Fernando Fátima ganhou com 1.240 votos. Carlos Eduardo foi o segundo com 857 e Robinson o terceiro com 118.

Rui Barbosa o vencedor foi Robinson com 1.053. Carlos Eduardo ficou em segundo com 938 e Fátima em terceiro com 640.

São Pedro o vencedor foi Carlos Eduardo com 1.622 votos. Fátima ficou em segundo com 1.585 e Robinson em terceiro com 1.187.

São Bento do Trairi Fátima venceu com 1.172 votos, seguida de Robinson com 710 e Carlos Eduardo com 673.

Caiçara do Norte Fátima venceu com 1.920 votos. O segundo foi Carlos Eduardo com 805 e o terceiro Robinson com 251.

Em Pedra Grande Fátima liderou com 1.355 votos. Robinson teve 602 e Carlos Eduardo 511.

São Bento do Norte Fátima ganhou com 1.462 votos, Robinson teve 401 e Carlos Eduardo 286.

Extremoz Fátima venceu com 5.788 votos seguida de Carlos Eduardo com 5.699 e Robinson com 1.544.

Marcelino Vieira Fátima já foi a primeira com 2.630 votos. Robinson ficou em segundo com 1.257 e Carlos Eduardo em terceiro com 654.

Via Thaisa Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
11:38

A pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo divulgada ontem (14) revelou que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) é visto pelos eleitores como representante dos mais ricos, dos bancos, dos empresários e do agronegócio. Enquanto Fernando Haddad (PT) é visto como defensor dos mais pobres, dos trabalhadores e das mulheres.

O instituto perguntou “quem representa melhor os interesses” de diversos setores. Em relação aos ricos, 65% responderam Bolsonaro, e 22% de Haddad. Entre os eleitores que ganham mais de cinco salários mínimos, o presidenciável do PSL é visto por 70% como representante da elite.

Até aí os números são bastante óbvios. Mas tem muita gente da esquerda tentando entender por que isso ainda não se reflete em votos.

Como diria um leitor do Blog do Esmael: “Não é difícil mostrar para a classe média, por exemplo, que candidato “X” só vai defender as elites. Difícil é mostrar para a classe média que ela não pertence às elites”.

Nesta pesquisa, Haddad lidera como representante dos interesses da população de menor poder aquisitivo, com 48% a 37% de Bolsonaro. Na faixa de renda de até um salário mínimo, o porcentual atribuído a Haddad chega a 62%.

Com informações do Estadão/

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
11:32

Nas redes sociais, campo dominado pelos bolsominions, circula a informação segunda qual o PT levará ao programa eleitoral que a facada em Bolsonaro foi uma farsa sem precedentes.

O Partido dos Trabalhadores, agremiação de Fernando Haddad, não confirma os boatos.

A teoria da conspiração foi alimentada no fim de semana com um tuíte do ator José de Abreu, da Globo, em que ele afirma que virá bomba nos próximos dias sobre o tema.

A tuitada de Zé de Abreu mostra um vídeo, anterior ao suposto atentado, em que um pastor faz oração pela cura de Bolsonaro.

“Olhem isso! Ele não havia levado a facada ainda!”, escreveu o ator ao retuitar um vídeo gravado há quatro meses.

Detalhe: a graça pedida é exatamente em cima na barriga supostamente atingida pela facada.

“E se uma cirurgia já estive programada para a data?”, pergunta um curioso navegante.

A história da facada desferida pelo “lobo solitário” Adélio Bispo de Oliveira ainda não fechou para muitos brasileiros, de acordo com o que se dissemina na internet:

1- A faca envolta num pano branco não ficou manchada sequer por uma gotícula de sangue;
2- Por que os partidários de Bolsonaro lutaram tanto para que o suposto agressor não concedesse entrevistas à imprensa?
3- Por que Adélio Bispo foi isolado em um presídio federal de segurança máxima sem que houve uma sentença?
4- Por que o PT ainda não pediu uma perícia médica independente?
5- Por que o PT deixou o assunto chegar ao segundo turno?

Confira o tuíte de Zé de Abreu:

José de Abreu

@zehdeabreu

Olhem isso! Ele não havia levado a facada ainda!

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
11:00

Em tom ameaçador, o texto diz que Jair Bolsonaro (PSL) está eleito e haverá revolta popular se as urnas não confirmarem o resultado.

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu à Polícia Federal que investigue uma mensagem endereçada a ela, questionando o processo eleitoral, segundo o Painel, da Folha de S.Paulo.

Em tom ameaçador, o texto diz que Jair Bolsonaro (PSL) está eleito e haverá revolta popular se as urnas não confirmarem o resultado. “A senhora vai ver o povo na rua e os caminhoneiros parando este Brasil até que tenha novas eleições e com voto impresso”, diz a mensagem.

O texto, enviado pela rede social em uma conta oficial do TSE, repete a desconfiança nas urnas eletrônicas, que vem sendo propagada pelo capitão da reserva entre seus seguidores. “Espero que a sra. fique de olho”, diz o texto. “É só um aviso, com todo respeito.”

Via Revista Fórum.

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
10:49

Pesquisa Ibope será divulgada amanhã sobre o pleito do RN

Amanhã a InterTV Cabugi, afiliada da Globo, divulgará a primeira Ibope sobre o pleito do segundo turno no Rio Grande do Norte. O valor do trabalho custou R$ 65.569,00.

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
10:45

A bancada governista na Câmara Municipal de Mossoró fincou pé nessa segunda-feira (15).

Resolveu firmar pacto e não participar à noite de evento político em prol da chapa Carlos Eduardo Alves (PDT)-Kadu Ciarlini (PP) no Sítio Cantópolis.

Apenas o vereador Manoel Bezerra de Maria (PRTB) compareceu ao encontro, quebrando o acordo.

Os governistas não são atendidos em pleitos à gestão Rosalba Ciarlini (PP), optando por não participarem da campanha em seu segundo turno.

Via  Blog Carlos Santos

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
10:37

[Barcelona retira status de embaixador de Ronaldinho após apoio a Bolsonaro]
Foto : Bruno Cantini/CAM

Por Matheus Simoni

O Barcelona-ESP anunciou hoje (16) a retirada do status de embaixador de Ronaldinho Gaúcho, ex-jogador do clube catalão e da seleção brasileira. O motivo foi o apoio do craque ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), candidato à Presidência da República.

Em manifestação nas redes sociais, o jogador publicou uma foto vestindo a camisa amarela do Brasil e com o número 17, em alusão a Bolsonaro. “Por um Brasil melhor, desejo paz , segurança e alguém que nos devolva a alegria. Eu escolhi viver no Brasil, e quero um Brasil melhor para todos”, escreveu o jogador.

Segundo o jornal espanhol Sport, o Barcelona não deve se posicionar publicamente, mas reitera que a manifestação não está de acordo com os valores da entidade. A participação do ex-atleta em eventos oficiais do Barça está suspensa. “A questão é que o clube tem visto com preocupação não é posicionar-se e pedir o voto democraticamente, mas dar o voto explícito a posições totalitárias contra a defesa dos direitos humanos, independentemente do que acabará sendo sua ação governamental”, afirma a publicação, ressaltando que Bolsonaro apresenta posições homofobia, misoginia e racismo em 30 anos de vida pública.

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
10:29

Um grupo de 12 membros do diretório nacional do PDT pediu a expulsão de Carlos Eduardo Alves dos quadros do partido além da cassação do registro de candidatura dele por infidelidade partidária por descumprir a determinação nacional de proibir que seus membros declarem apoio a Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial.

Carlos Eduardo é acusado de flerte com o neofascismo. “A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO. Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro. Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno”, diz a nota.

Além de Carlos Eduardo, também foram enquadrados na Comissão de Ética do partido Amazonino Mendes que disputa o Governo do Amazonas e Odilon Oliveira que disputa o Governo do Mato Grosso do Sul.

Confira a nota na íntegra:

Aos membros da Comissão de Ética do PDT,

Resistir ao fascismo é preciso! Pelo Trabalhismo!

O atual momento conjuntural nos inspira responsabilidade em meio a escalada do neofascismo. Em meio aos erros coletivos da esquerda, entre o extremo pragmatismo e o sectarismo, a criminalização da política através da Lava Jato e os consecutivos erros do Partido dos Trabalhadores (PT) na gestão de Dilma Rousseff resultaram no crescimento do neofascismo e do ativismo político da nova direita desde as jornadas de junho de 2013.

É impensável e inadmissível, como Partido, nos silenciarmos e sermos cúmplices diante dos quase 47% dos votos válidos de Jair Bolsonaro (PSL) no 1º turno, além do assustador crescimento da bancada reacionária do PSL, de 8 deputados federais para 52 e elegendo dois senadores no Rio de Janeiro e em São Paulo. Inclusive, o eleito pelo estado paulista pertenceu as nossas fileiras e foi eleito deputado federal pela nossa organização em 2014.

Logo, em um momento insigne como este na História do Brasil Contemporâneo, o Partido precisa tomar medidas enérgicas. Até porque o PDT, como Partido, é um sujeito coletivo e, como tal, precisa externar em público as suas posições ao conjunto da sociedade. Como diria Leonel Brizola, o processo social é um fato presente na vida sociopolítica do país e cabe ao PDT tomar para si a postura de protagonismo político.

Sem a candidatura de Ciro Gomes, o fascismo teria vencido no primeiro turno.

Mas como o PDT não está no 2º turno, é preciso respeitar os 13.344.366 votos dados ao Ciro Gomes. Votos que apostaram no ressurgimento do trabalhismo no cenário político nacional e deram o novo rumo para a esquerda nacionalista. Hoje somos a alternativa de médio prazo para o povo brasileiro. E precisamos, mais do que nunca, passar uma mensagem clara, na condição de partido nacionalista, trabalhista e popular, contra o fascismo. Somos um partido de esquerda, antifascista e anti-imperialista!

Logo, a primeira medida que exigimos, em defesa da idoneidade ideológica do Partido e de sua imagem junto à sociedade é a EXPULSÃO PÚBLICA, SUMÁRIA E IRREVOGÁVEL de três candidatos a governador que ostensivamente externaram o seu apoio público a Jair Bolsonaro, conforme o que está previsto no Art. 64, alínea c do Estatuto do PDT e por não seguirem o previsto no Art. 9°, III e VIII do Estatuto do PDT, após a decisão tomada em Brasília pela Executiva Nacional do PDT no dia 10 de outubro de 2018 em apoio crítico a Fernando Haddad contra o fascismo.

– AMAZONINO MENDES

– CARLOS EDUARDO ALVES

– ODILON DE OLIVEIRA

No caso de Amazonino Mendes, além de boicotar sistematicamente a campanha de Ciro Gomes no Amazonas no decorrer do 1º turno, na manhã de 8 de outubro de 2018 ele externou em público o seu apoio oficial ao Jair Bolsonaro, recebendo o aplauso dos transeuntes. Não se importou em momento algum com qualquer princípio trabalhista e, sem qualquer decoro, age à revelia do Estatuto e das resoluções expressas pela Executiva Nacional e pela XXIV Convenção Nacional do PDT, realizada no dia 20 de julho de 2018 em Brasília.

Em relação a Carlos Eduardo Alves, já foi expresso em sites locais do Rio Grande do Norte as tentativas de articulação do candidato a Jair Bolsonaro no 2º turno, para se contrapor à Fátima Bezerra (PT). A necessidade de vencer as eleições não é maior que a IDENTIDADE IDEOLÓGICA EM DEFESA DO TRABALHISMO. Portanto, é inconcebível qualquer flerte ao neofascismo, em tempos graves como este, sob a iminência da vitória de Jair Bolsonaro. Para agravar a situação, o mesmo faria declaração pública a favor de Jair Bolsonaro no programa eleitoral do PDT do RN no segundo turno.

No que tange a Odilon de Oliveira, além do apoio dado a Bolsonaro, seus apoiadores fazem campanha aberta ao candidato do PSL à Presidência. E como não se bastasse isso, o mesmo Odilon chegou a afirmar, em uma rádio com bastante audiência em Campo Grande-MS, a sua apologia ao regime ditatorial pós-1964, afirmando que ela teve os seus saldos positivos ao país, em https://www.campograndenews.com.br/politica/odilon-chama-ditadura-de-governo-militar-e-provoca-polemica.  E os materiais de campanha, além da live feita no lançamento do Comitê Odilon/Bolsonaro, em https://www.facebook.com/juizodilon/videos/1314395152034759/

Se não bastasse apenas os três candidatos a governador, o Deputado Estadual Ênio Bacci apresentou em público em 8 de outubro de 2018, já no segundo turno o seu apoio oficial a Bolsonaro – o que é algo vergonhoso e inconcebível à nossa organização. A citação é expressa claramente em http://www.osul.com.br/deputado-enio-bacci-do-pdt-anuncia-apoio-a-bolsonaro-ele-nao-e-ladrao/e em https://polibiobraga.blogspot.com/2018/10/deputado-enio-bacci-pdt-do-rs-abre.html?m=1.

E assim como ele, vários dirigentes municipais de Partido, vereadores e prefeitos espalhados pelo Brasil afora que, no uso de suas prerrogativas, externaram o seu apoio político a Bolsonaro no 1º turno.

Logo, solicitamos a expulsão imediata dos três candidatos a governador e a cassação imediata dos seus registros de candidatura, em defesa do trabalhismo. Transigir com o fascismo e com quadros de quinta coluna é o primeiro grande passo para a perda definitiva de nossa identidade político-ideológica, gerando precedentes para admitir até a filiação aberta de neonazistas que disputem cargos eletivos no PDT. Seria vergonhoso, na História do Brasil, um Partido com a história de lutas como o PDT abrigar em seu seio notórios oportunistas que flertam, paqueram e transam abertamente com o fascismo.

A expulsão de cada um dos três candidatos a governador e de Ênio Bacci é a defesa de todos aqueles que, como João Goulart, Leonel Brizola, Doutel de Andrade e Manoel Dias, foram proscritos por Atos Institucionais (AI’s) e/ou foram exilados. A expulsão de todos os que apoiam Bolsonaro é em respeito ao direito do trabalhador, ameaçado por propostas como o fim do 13º salário (conquista nossa no Governo Jango), o adicional de férias (conquista nossa com Vargas) e o aumento de 20% no Imposto de Renda, afetando a vida de trabalhadores e da classe média.

A expulsão de todos é em defesa dos Direitos Humanos do povo brasileiro. Defender a expulsão de todos os supracitados é defender a causa da mulher, do negro, do índio, da população LGBT, do jovem, do nordestino, do inválido e dos aposentados. O expurgo sumário de Amazonino Mendes, Carlos Eduardo Alves, de Odilon de Oliveira e de Ênio Bacci é em DEFESA DA NOSSA HISTÓRIA E DA NOSSA IDEOLOGIA TRABALHISTA!

Transigir com o fascismo, sem expulsar eles e quem quiser apoiar Bolsonaro, significa ESCARRAR E CUSPIR COM O NOSSO LEGADO. ASSASSINAR NOSSOS PRINCÍPIOS! ESTUPRAR A MEMÓRIA E O ENSINAMENTO DOS NOSSOS ÍCONES E LÍDERES TRABALHISTAS! JOGAR NA LATA DO LIXO A HISTÓRIA DE BRAVOS DIRIGENTES, PARLAMENTARES, TEÓRICOS E MILITANTES, CONHECIDOS OU ANÔNIMOS QUE DERAM A SUA VIDA EM PROL DO PDT E DO PAÍS!

Logo, queremos a expulsão sumária dos quatro e de qualquer um que, nos estados espalhados pelo Brasil afora, fizer campanha aberta ao Bolsonaro, com declaração midiática, pelas redes sociais ou qualquer outro meio que seja expresso esse apoio.

E queremos, em nome da nossa identidade ideológica, defender o voto de resistência ao fascismo. O nosso voto, como trabalhistas, é em defesa da nação e dos interesses do povo brasileiro. Não abriremos mão desse valor, mesmo sabedores que nem o PT e muito menos Bolsonaro possuem sequer qualquer projeto popular de libertação nacional e de desenvolvimento do país.

Logo, em face da iminência da vitória do neofascismo a ser legitimado nas urnas, o PDT precisa denunciar e alertar o povo brasileiro, orientando o voto crítico a Fernando Haddad (PT). O voto será dado não ao PT, mas contra a vitória do fascismo nas urnas.

E ao mesmo tempo, o Partido, em coerência com a sua linha, explicará ao povo brasileiro que o seu voto é em defesa do Estado Democrático de Direito. Mais ainda: o PDT assegurará que, eleito qualquer presidente, assumirá a sua posição como oposição independente, autônoma e nacionalista de esquerda. E mais: que a candidatura de Ciro Gomes à Presidência em 2022 é irrevogável e compromisso moral dos trabalhistas com o povo brasileiro.

É preciso coragem para assumir as posições!

Vamos honrar o nosso Partido! Sermos dignos de nossa História!

Combate aos quinta colunas, infiltrados, oportunistas e fascistas no seio da nossa organização!

O PDT pertence ao povo brasileiro!

O PDT é um partido popular de esquerda!

Nós somos nacionalistas! Somos um partido socialista!

Vamos honrar a memória de nossos líderes! Não vamos envergonhar a nossa história. Não podemos ser pusilânimes. Nem desfibrados!

SOMOS INIMIGOS DO FASCISMO!

Acabou o tempo do pragmatismo. É hora de assumirmos a nossa posição como trabalhistas!

Ousar lutar! Ousar resistir! Ousar vencer!

Logo, solicitamos a expulsão de Amazonino Mendes, Carlos Eduardo Alves, de Odilon de Oliveira e de Ênio Bacci de acordo com o previsto nos Art. 61, 62 e 64, alínea “c” do Estatuto do PDT.

Saudações Trabalhistas!

Brasil, 13 de outubro de 2018

Assinam o documento:

Wendel Pinheiro – Membro do Diretório Nacional do PDT

Júlio Rocha – Membro do Diretório Nacional do PDT

Rafael Galvão – Membro do Diretório Nacional do PDT

Lauri Bernardes – Secretário-Geral Nacional do MCDR

Joelma Santos – Vice-Presidente FLB-AP /Amapá e Membro do Diretório Nacional do PDT.

Jorge Eremites de Oliveira – Membro do Diretório Municipal do PDT Pelotas e do Movimento Cultural Darcy Ribeiro do PDT-RS.

Leonardo Moraes Jr. – Coordenador MCDR-PDT  do Sudeste / PR

Ricardo Pinheiro – Advogado Membro do Diretório Estadual RJ e da Executiva do PDT NITEROI

Felipe Pinheiro – Membro da Executiva Estadual do PDT/SP. Presidente Estadual do PDT Diversidade SP

Douglas Rafael Duarte – Secretário Geral da JS/RS e Presidente do PDT de Piratini-RS

Carla de Lima Maximila  – Vice presidente Diversidade RS /  Presidente PDT – Chuí-RS

Tiago Veras –  Membro do Diretório Nacional  do MCDR-PDT  / BA

Via Bruno Barreto.

Publicado por: Chico Gregorio


16/10/2018
10:27

O Ministério Público do Rio Grande do Norte apresentará ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte recurso em sentido estrito em que pedirá a reconsideração da decisão do juiz Assis Brasil, que não aceitou denúncia contra o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

A informação foi confirmada ao blog pelo próprio órgão.

A denúncia foi apresentada em junho de 2017. No texto, a Procuradoria Geral de Justiça acusava o então prefeito de crime de responsabilidade pela captação indevida de tributos nos anos de 2015 e 2016. No total, a manobra envolveu R$ 103 milhões.

No Tribunal de Justiça, o recebimento da denúncia terminou empatado. Na dúvida, foi rejeitada. Nesse meio tempo, Carlos Eduardo renunciou para disputar a prefeitura e perdeu o foro. Em 4 de outubro, o juiz Assis Brasil reconheceu que a decisão do TJRN deveria ser mantida.

A questão do acusação de crime se baseia na cobrança de tributos antes do fato gerador – um exemplo disso poderia ser a cobrança de IPVA durante a compra de veículo (fato gerador), situação em que a pessoa ainda não tem formalmente a propriedade veicular sobre a qual incida o imposto.

“O dolo somente restaria configurado se o denunciado soubesse, antecipadamente, que não ocorrera o fato gerador do tributo e autorizasse sua cobrança antecipada com desconto. Entendo, pois, que a hipótese dos autos foi tão somente uma antecipação do vencimento do tributo, com redução de valor para quem pagasse antes, pois o fato gerador já ocorrera”, escreveu o juiz Assis Brasil.

Via BG.

Publicado por: Chico Gregorio