Reconhecendo que o partido enfrenta dificuldades internas para eleger um representante direto, Walter Alves passou a operar uma engenharia de permutas e alianças táticas que utiliza a Federação do PT como um atalho estratégico.
O plano é sutil: fortalecer um aliado em campo adversário, neste caso, o Dr. Bernardo Amorim (filiado atualmente ao PV) para que, uma vez consolidada a vitória nas urnas, o parlamentar seja atraído de volta ao MDB.
Essa movimentação ocorre estritamente longe dos holofotes, operada com máxima cautela para não despertar a atenção do eleitor petista, evitando qualquer revolta na base da Federação ao perceber que seus votos podem estar servindo aos interesses de outra legenda.
A discrição é a alma do negócio: onde o MDB não possui viabilidade imediata, Walter cede terreno para ganhar posição em outras frentes, como demonstra a troca do apoio de Apodi pelo suporte em Pilões.
A intervenção mais recente em Jandaíra confirma a precisão desse tabuleiro, servindo como mais uma peça no projeto de entregar votos federais ao Dr. Bernardo sem alardes. Trata-se de uma manobra que prioriza o resultado prático sobre a fidelidade partidária momentânea, garantindo que o MDB mantenha uma vaga em Brasília sem muito esforço.
Em visita técnica realizada nesta segunda-feira (13), a governadora Fátima Bezerra, o secretário da Saúde do Estado, Alexandre Motta, e o secretário da Infraestrutura, Gustavo Coelho, vistoriaram as obras da ala de enfermarias do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), que se encontram 100% concluídas, e outras frentes de serviços que estão com trabalhos em execução. Com um investimento total da ordem de R$ 10 milhões, também foram concluídas e entregues a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) e o Necrotério.
“Aqui antes era a Pediatria, e agora essa ala vai ampliar o pronto-socorro e nós vamos ganhar com isto mais 22 novos leitos, reafirmando o compromisso que assumimos durante o nosso governo de entregar a reforma do hospital que está em curso e muitos blocos já em fase de conclusão. Quem ganha com isso é o povo de Mossoró, o povo de toda essa região, com um atendimento à população de forma eficiente e humanizada”, destacou a governadora.
O secretário Gustavo Coelho detalhou o andamento dos trabalhos. “Estamos entregando a ala de enfermarias totalmente concluída. A Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) e a lavandaria estão na sua fase final. Estamos também executando obras na ala de nutrição, também bastante avançadas. Este setor de enfermarias agora vai nos permitir avançar na reforma do setor de urgência e emergência, que vai funcionar aqui em caráter provisório até a finalização de toda a reforma no seu setor original”.
A governadora exaltou ainda a importância das convocações para a melhoria da Saúde da região, e o papel crucial neste momento que antecede uma ampliação nos serviços do Hospital Regional Tarcísio Maia. “Tivemos mais de duas mil pessoas convocadas, e sem a realização desse concurso e a convocação desses servidores, nós não teríamos como ampliar este atendimento e garantir o bom funcionamento do hospital. Para tanto, foi preciso muita capacidade de diálogo da nossa parte, junto ao Tribunal de Contas do Estado, junto ao Ministério Público, para que tivéssemos as condições adequadas, inclusive o respaldo do ponto de vista jurídico, para promover essas nomeações”, pontuou.
A barragem de Oiticica, no município de Jucurutu, atingiu cerca de 50% da sua capacidade total após as chuvas registradas nos últimos dias no RN. Os dados foram confirmados pelo Instituto de Gestão das Águas do Estado (Igarn).
O reservatório, considerado o segundo maior do estado, vem apresentando aumento significativo no volume de água. Em fevereiro deste ano, o nível era de aproximadamente 15%, segundo dados anteriores do órgão, segundo informações do Blog do Mazilton Galvão.
De acordo com o engenheiro ambiental Luiz Fernandes, o nível da água já subiu cerca de 7 metros e 60 centímetros. Ainda conforme a avaliação técnica, faltam cerca de 5 metros e 60 centímetros para que o reservatório atinja a sangria.
Somente em 2026, a barragem já acumulou cerca de 270 milhões de metros cúbicos de água, impulsionada pelas chuvas registradas no Rio Grande do Norte e também em áreas da Paraíba, segundo dados técnicos.
Inaugurado em março de 2025, o Complexo de Oiticica beneficia aproximadamente 294 mil pessoas em 22 municípios potiguares. O empreendimento integra o Projeto de Integração do Rio São Francisco e recebeu investimentos em torno de R$ 800 milhões, com recursos do Novo PAC.
O Governo Federal concluiu a obra após retomada do projeto, cuja construção teve início em 2013. A maior barragem do Rio Grande do Norte segue sendo a Armando Ribeiro Gonçalves, com capacidade para até 2,4 bilhões de metros cúbicos de água.
Na última segunda-feira (13), foi realizada uma reunião de alinhamento que reuniu organizadores, produtores e demais interessados no setor agropecuário. O encontro aconteceu no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras, Agricultores e Agricultoras Familiares de São José do Seridó (RN).
Na ocasião, os participantes acompanharam uma palestra com o tema “Manejo de vacas de alta produção, com foco na participação em torneios leiteiros”. A apresentação foi conduzida pelo médico veterinário Jailson e pelo zootecnista Vlademir, que compartilharam orientações técnicas e práticas voltadas ao melhor desempenho dos animais em competições.
O evento contou ainda com a presença de representantes do Poder Legislativo, do secretário municipal de Agricultura, além de produtores rurais, agricultores familiares e membros da comunidade interessados no fortalecimento da atividade leiteira na região.
O Hospital Universitário do Seridó (HUS), localizado em Caicó (RN), é um projeto estratégico de ampliação da rede Ebserh/UFRN para fortalecer a saúde e o ensino médico na região, com previsão de 181 leitos. A construção foi iniciada com a doação de terreno e acordos assinados no final de 2025, visando atender 25 municípios.
Detalhes do Projeto Hospital Universitário do Seridó:
Localização: Área do atual Parque de Exposições de Caicó, na Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM-UFRN).
Gestão: Federalização com a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).
Capacidade: Planejado para ter cerca de 181 leitos, focando em média e alta complexidade, suprindo uma demanda histórica da região.
Impacto Regional: Atenderá cerca de 25 municípios, dobrando as vagas de estágio e residência médica na região, e reforçando o SUS.
Status (2025/2026): Acordo de cooperação assinado em novembro de 2025, com andamento na doação oficial do terreno pela Prefeitura de Caicó/Governo do RN para a UFRN.
O HU do Seridó será o quarto hospital universitário da UFRN no estado, unindo-se ao HUOL, Maternidade Januário Cicco (Natal) e HUAB (Santa Cruz).
Acima os dados do Hospital Universitário do Seridó, a atual governadora Fátima Bezerra já tinha assumida a bandeira da construção do hospital caso fosse eleita senadora, mais as ELITES bloqueiaram sua pretensão de ser candidata ao senado federal ao convencerem o vice Walter Alves ao romper como governo, agora precisamos de uma senador ou senadora, deputado ou deputada que assuma essa lula, quem se habilita ?
247 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o senador Alessandro Vieira por possível abuso de autoridade relacionado à condução da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O pedido ocorre após a rejeição do relatório final da comissão, que incluía o indiciamento de magistrados da corte. As informações são da Folha de São Paulo.
O relatório elaborado por Vieira propunha responsabilizar Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli por supostos vínculos com o caso do Banco Master — acusações negadas pelos ministros. O documento acabou rejeitado pelo colegiado por 6 votos a 4 na noite de terça-feira (14), perdendo, assim, sua validade jurídica.
Críticas ao desvio de finalidade da CPI
Gilmar Mendes afirmou que a atuação do senador pode ter extrapolado o objetivo inicial da CPI, que era investigar o crime organizado. Para o ministro, houve desvio de finalidade, o que pode configurar ilícito previsto na legislação.
Em manifestação pública, ele declarou que os excessos cometidos devem ser analisados com rigor pela PGR. “Esse desvio de finalidade suscita preocupação. E esse desvio de finalidade não é algo inocente. É crime. Está na lei de abuso de autoridade”, afirmou durante sessão da Segunda Turma do STF.
Contexto político e reação do senador
A rejeição do relatório foi resultado de articulações políticas que envolveram ministros do STF, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Após o encerramento dos trabalhos da CPI, Alessandro Vieira afirmou que a proposta de indiciamento de autoridades foi o principal ponto de divergência entre os integrantes da comissão. Em publicação nas redes sociais, declarou: “Numa democracia, você respeita o resultado das votações mesmo quando ele não lhe é favorável”.
O senador também mencionou mudanças na composição da comissão durante a votação do relatório. “Essas movimentações fazem parte das estratégias regimentais, mas apontar seu impacto é necessário”, escreveu.
O déficit da Previdência dos servidores civis do Rio Grande do Norte ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões em 2025. Esse valor foi a diferença entre o total arrecadado e a despesa com o pagamento de benefícios no período. Os números estão no relatório de prestação de contas do Governo do Estado, apresentado à Assembleia Legislativa na semana passada.
De acordo com os números oficiais, as receitas arrecadadas pelo sistema somaram R$ 3,537 bilhões em 2025, enquanto as despesas atingiram R$ 5,559 bilhões no ano passado. Na prática, isso significa que a arrecadação com contribuições previdenciárias não foi suficiente para cobrir o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores civis.
Presidente do Ipern, Nereu Linhares, defende maior esforço dos Poderes – Foto: José Aldenir/Agora RN/Arquivo
Para que não haja interrupção no pagamento de aposentadorias e pensões, a diferença entre a arrecadação e a despesa precisa ser coberta pelo Tesouro Estadual, o que reduz a margem fiscal do governo para outras despesas e investimentos.
A prestação de contas do governo destaca que o quadro revela um desequilíbrio estrutural. O relatório enfatiza que o regime de previdência opera sem acumulação de reservas, em lógica de repartição simples: o que entra de contribuição é usado para pagar os benefícios correntes. O problema, nesse modelo, é que o estoque de aposentados e pensionistas cresce, enquanto a base de servidores ativos não acompanha a mesma dinâmica.
O balanço do governo mostra exatamente esse movimento. Entre 2023 e 2025, a receita previdenciária cresceu 9,4%. No mesmo período, por outro lado, a despesa aumentou 15%. Em termos absolutos, o resultado negativo cresceu mais de R$ 420 milhões em dois anos. Apenas de 2024 para 2025, a piora foi da ordem de R$ 300 milhões.
Déficit da Previdência supera R$ 2 bi em 2025 e pressiona contas do Estado
O boletim RREO em Foco, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional e que reúne as principais informações sobre a execução orçamentária dos estados, mostra que o RN tem a maior despesa com Previdência no País: 34% de toda a despesa vai para essa finalidade. O segundo lugar está bem atrás: o Rio de Janeiro, com 24%.
O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (Ipern), Nereu Linhares, afirma que não há perspectiva de reversão dessa lógica no médio prazo. “A solução deve ser de longo prazo”, ressalta. Na avaliação dele, um dos principais fatores de pressão sobre as despesas é a paridade, mecanismo que assegura a determinados inativos o recebimento dos mesmos reajustes concedidos aos servidores da ativa.
Segundo Nereu, esse modelo tensiona qualquer sistema previdenciário porque amplia benefícios sem que tenha havido contribuição correspondente sobre esse aumento. “A paridade é incompatível com qualquer sistema de previdência”, disse. Ele acrescentou que o impacto dessa regra ainda continuará sendo sentido por anos. “Esse déficit será crescente até em torno de 2035. Depois, ele estabiliza e começa a cair”.
A paridade deixou de valer para quem ingressou no serviço público a partir da Emenda Constitucional 41, de 2003, mas continua alcançando servidores mais antigos, que ainda carregam esse direito para a aposentadoria. Por isso, a pressão sobre as despesas não desaparece de forma imediata.
Outro ponto destacado na prestação de contas é que a criação da previdência complementar, em 2021, tende a reduzir o déficit atuarial no longo prazo, ao limitar os benefícios do regime próprio do Estado ao teto do regime geral de Previdência para novos servidores. Atualmente, o teto do regime geral é de R$ 8.475,55 por benefício.
No curto prazo, porém, a medida não resolve o problema financeiro. Pelo contrário: parte da contribuição dos novos servidores deixa de alimentar integralmente o regime próprio, enquanto o estoque de aposentados e pensionistas permanece elevado.
Atualmente, segundo Nereu Linhares, o Ipern concede, em média, 30 aposentadorias por mês, após períodos anteriores de maior demanda. Segundo ele, o órgão vem conseguindo manter, na maior parte dos casos, o prazo de 60 dias para análise dos processos, ressalvadas situações com inconsistências ou necessidade de diligências.
Como frear o déficit
O presidente do Ipern elenca três frentes que, segundo ele, têm sido usadas pela gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) para frear a escalada do déficit: a reforma previdenciária aprovada em 2020, o controle sobre benefícios e remunerações e a realização de concursos públicos. “Hoje se tenta pelo menos frear o déficit”, afirmou.
Nereu Linhares atribui importância ao ingresso de novos servidores para reequilibrar, ainda que lentamente, a relação entre contribuintes e beneficiários. “O governo tem feito esses concursos, sobretudo nas forças de segurança, na educação e na saúde”, disse. Segundo ele, isso ajuda a recompor a base contributiva. “Essa pirâmide, de quem está contribuindo e quem está recebendo, está melhorando. Mas claro que isso não se faz da noite para o dia”, relatou.
Hoje, segundo os números citados por Nereu, o Estado vive uma situação de pirâmide invertida. De toda a massa de servidores, 52% são inativos e 48% estão em atividade. O universo atual é de 49 mil aposentados e 14 mil pensionistas, contra 54 mil servidores da ativa. É justamente essa relação desfavorável entre ativos e inativos que ajuda a explicar por que a arrecadação não acompanha o crescimento das despesas.
Além disso, a gestão estadual trabalha na elaboração de um plano de amortização para enfrentamento do déficit atuarial — valor que representa a despesa do sistema no longo prazo, considerando compromissos futuros com aposentadorias e pensões. O tema entrou em discussão no ano passado, após determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Nereu Linhares ressalta, porém, que a elaboração do plano de amortização depende diretamente da participação de todos os Poderes e órgãos autônomos. Ele destaca que a dívida da Previdência não é exclusiva do Executivo, já que servidores vinculados ao Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública também integram o regime próprio de Previdência.
“Esse plano de amortização só dará certo se houver a adesão de todos os poderes”, declarou. Para o dirigente, a solução do problema exige um esforço conjunto e institucional, com divisão de responsabilidades entre os entes que compõem a estrutura do Estado.
Nereu explicou que a construção do plano exige um diagnóstico preciso da situação previdenciária, o que depende do fornecimento de dados atualizados e confiáveis por parte de cada órgão. Segundo ele, a dificuldade para reunir dados dos outros órgãos atrasou a formulação da proposta e impediu o governo de atender à determinação do TCE no tempo hábil. “Tem que começar por um cálculo atuarial, e para isso feito tem que ter os dados fidedignos de cada órgão e cada poder”, afirmou. Ainda assim, ele disse acreditar que o plano será apresentado até o fim da gestão de Fátima Bezerra, que vai até 5 de janeiro de 2027.
Nereu também admitiu a possibilidade de uma nova reforma previdenciária nos próximos anos, observando que revisões dessa natureza deveriam ocorrer periodicamente. Mas indicou que, na visão dele, o próximo debate não deve se concentrar apenas em revisão de direitos de servidores. Para ele, uma agenda futura pode passar mais pela responsabilização proporcional dos diferentes Poderes sobre sua parcela do déficit.
Jorge Messias deve ser sabatinado no Senado em 29 de abril
O início da semana política em Brasília foi marcado por movimentos que indicam fortalecimento do governo Lula nas relações com o Congresso e outras frentes institucionais.
Na terça-feira (14), a cerimônia de posse do novo ministro da Articulação Política, José Guimarães, reuniu nomes de peso da política nacional, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, além de outras personalidades. Isso foi interpretado como sinal de prestígio do governo e de ampliação do diálogo com o Legislativo.
No campo trabalhista, ganhou destaque o projeto que propõe o fim da escala 6×1. A iniciativa prevê jornada máxima de 40 horas semanais e limite de 8 horas diárias, representando uma possível mudança relevante nas regras de trabalho. Apesar da sensibilidade do tema, especialmente entre setores empresariais, o governo conseguiu manter o debate sob controle, preservando margem para negociação.
Outro ponto central foi a condução da CPMI do crime organizado. A base governista atuou para bloquear a aprovação de um relatório que poderia atingir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em um movimento interpretado como tentativa de evitar tensão institucional e preservar o diálogo entre os poderes. Na semana anterior, o relatório da CPMI do INSS também foi barrado, em meio a articulações que envolveram interlocução com integrantes da Suprema Corte.
Além disso, é tida como certa nos bastidores a possível aprovação do nome de Jorge Messias para o STF. A hipótese é vista como parte das articulações em torno de espaços estratégicos no sistema político e jurídico.
No conjunto, os acontecimentos da semana apontam para uma atuação coordenada do governo, com foco na ampliação da base de apoio, na redução de conflitos institucionais e no avanço de pautas consideradas prioritárias.
A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (14) traz números que reforçam a competitividade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em diferentes cenários eleitorais.
No levantamento, Lula aparece com cerca de 40% das intenções de voto no primeiro turno, liderando com vantagem sobre os demais possíveis candidatos. Já em simulações de segundo turno, o presidente venceria seus principais adversários com percentuais que giram entre 52% e 55% dos votos válidos, dependendo do cenário testado.
O dado que mais chama atenção é a consistência: além de liderar, Lula ultrapassa a margem simbólica dos 50% no segundo turno, indicando capacidade de agregação eleitoral — fator decisivo em disputas polarizadas.
Ainda assim, como toda pesquisa, os números refletem o momento. Cenário econômico, alianças e definição de candidaturas podem alterar esse quadro ao longo do tempo.
Analise do blog
A divulgação da pesquisa CNT/MDA reacende o debate sobre o peso dos levantamentos eleitorais no cenário político brasileiro. Ao apontar vitória de Luiz Inácio Lula da Silva tanto em primeiro quanto em segundo turno, o estudo sugere um cenário de consolidação de liderança, pelo menos dentro do recorte atual da opinião pública.
O destaque para a precisão da pesquisa em 2022 reforça a credibilidade metodológica do instituto, sobretudo ao ter se aproximado do resultado final dentro da margem observada. Isso tende a dar mais atenção ao novo levantamento, especialmente em um ambiente político ainda polarizado.
Por outro lado, é importante considerar que pesquisas captam um retrato do momento, influenciado por variáveis como cenário econômico, percepção de governo e dinâmica dos possíveis adversários. Ou seja, embora indiquem tendência, não são determinantes.
Em síntese, o dado sinaliza força eleitoral no presente, mas o desenrolar do cenário político — alianças, candidaturas e contexto econômico — seguirá sendo decisivo para confirmar ou alterar essa projeção.
A vereadora de Natal e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), cumpriu agenda nesta terça-feira (14), em Brasília, ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT), acompanhando compromissos estratégicos do Rio Grande do Norte junto ao Governo Federal.
A agenda incluiu a posse do deputado José Guimarães como ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, uma das pastas mais estratégicas para a articulação política entre o governo federal, o Congresso Nacional e os estados.
Samanda ressaltou a importância da escolha para o fortalecimento do diálogo institucional. “A Secretaria de Relações Institucionais tem um papel estratégico na construção de consensos e na garantia de que as pautas dos estados avancem em Brasília. É uma função central para que o governo siga entregando resultados ao povo brasileiro”, afirmou.
A ausência de diálogo tem sido a tônica das articulações políticas do vice-governador Walter Alves. Em um movimento recente, ele selou o destino do MDB na cidade de Jandaíra/RN sem realizar qualquer consulta prévia ao vice-prefeito e vereadores do MDB. Ignorando o histórico partidário e os atuais detentores de mandato da sigla, Walter oficializou uma aliança com o grupo de oposição e com o ex-prefeito da cidade, figura conhecida por tentar impedir judicialmente as candidaturas de vereadores e do vice-prefeito do próprio partido. O mesmo ex-prefeito sofreu derrota massiva na recente eleição municipal.
A cúpula estadual do MDB encaminhou a formação de uma nova comissão provisória, nomeando como novo presidente Fábio Marinho. O político ganhou repercussão estadual negativa após um episódio lamentável de machismo e desrespeito, no qual desferiu ataques contra a própria filha. A decisão de Walter Alves é vista como um atropelo às lideranças locais, priorizando um grupo que na última eleição combateu a legenda em Jandaíra.
A decisão não apenas desrespeita a militância e as lideranças locais, como também sinaliza uma inversão de prioridades: em vez de fortalecer quem defende o crescimento do partido, opta-se por entregar a sigla a quem a enfrentou.
A dinâmica eleitoral para as duas cadeiras do Senado Federal em 2026 revela um tabuleiro de alta complexidade, onde a fragmentação interna pode ser o fator determinante para o resultado final. Embora as pesquisas de intenção de voto apresentem variações naturais de momento, um consenso matemático começa a emergir: a manutenção de três candidaturas competitivas no campo de centro e esquerda — representadas por Zenaide Maia (PSD), Samanda Alves (PT) e a de Rafael Motta ou Jean Paul Prates (PDT) — cria o cenário ideal para uma vitória dupla do bolsonarismo.
O risco reside na dispersão do “voto casado”. Com duas vagas em disputa, o eleitorado progressista e lulista tende a dividir suas escolhas entre os três nomes, impedindo que qualquer um deles alcance o patamar de segurança necessário para barrar o avanço da oposição. Enquanto Zenaide busca a reeleição, Samanda tenta consolidar o espólio político do PT e o PDT busca protagonismo com nomes que já disputaram eleições e tem histórico de relação com campo de esquerda, enquanto a base de direita caminha para uma convergência tática.
Nesse contexto, o senador Styvenson Valentim e o Coronel Hélio aparecem como os principais beneficiários dessa desunião — com destaque para o Coronel, que tende a concentrar o voto ideológico. Ao aglutinarem a vertente conservadora e considerando que o bolsonarismo detém hoje, no Rio Grande do Norte, uma base sólida de 20% a 30% dos votos, ambos aproveitam a “canibalização” do campo oposto para avançar com o apoio dos entusiastas do ex-presidente Jair Bolsonaro. Se a centro-esquerda não encontrar um ponto de equilíbrio ou uma estratégia de unificação que reduza o número de cabeças de chapa, o estado corre o risco real de repetir, em escala dobrada, o desfecho de pleitos anteriores: uma vitória da oposição facilitada pela incapacidade de renúncia e coordenação das forças governistas, entregando as duas chaves da representação potiguar do senado para o bloco bolsonarista.
O Ramal do Apodi — parte de um conjunto de obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco — em construção a partir do Reservatório de Caiçara, na Paraíba, até o Reservatório Angicos, no Rio Grande do Norte, numa uma extensão 115 Km, está praticamente concluído, com 93,18% das obras físicas executadas. Já a escavação do túnel Major Sales, estrutura com 6.577,05 metros de extensão e localizada na fronteira entre a Paraíba e Rio Grande do Norte, foi concluída. Até dezembro de 2022, a única providência quanto à perfuração foi a limpeza da embocadura. A partir de janeiro de 2023, já na gestão do presidente Lula, a obra efetivamente avançou e atravessou a serra, restando apenas o serviço de instalação do piso (26,54% executado).
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Rio Grande do Norte, no início do segundo semestre deste ano, o estado passa a contar com a água do Rio São Francisco, desta vez através do Ramal do Apodi. O projeto do Ramal do Apodi, incluindo o túnel Major Sales, só saiu efetivamente do papel e se transformou em obra concreta no atual ciclo de gestão pública. É necessário esclarecer, com base em dados oficiais, que foi apenas a partir da gestão do presidente Lula e gestão estadual de Fátima que o empreendimento deixou a fase inicial e passou a avançar de forma consistente, garantindo resultados reais à população.
Sobre a conclusão do túnel do Ramal do Apodi, é fundamental esclarecer pontos essenciais para garantir que a população tenha acesso à informação correta e baseada em dados oficiais. Ao final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, as obras do Ramal do Apodi apresentavam baixo nível de execução física, com aproximadamente 10% concluídas.
Os dados constam em relatório do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Os relatórios mensais e disponíveis à sociedade registram, igualmente, que apenas a limpeza da embocadura do túnel foi realizada. O túnel Major Sales, etapa central do projeto, não havia avançado, refletindo um cenário de ritmo lento e descontinuidade em diversos trechos.
Foi somente a partir de 2023, já no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em parceria com o Governo do Rio Grande do Norte, sob a gestão da governadora Fátima Bezerra, que a obra ganhou novo impulso. Houve a retomada efetiva dos investimentos, reorganização dos contratos e aceleração consistente dos trabalhos.
Dados oficiais do Governo Federal indicam que o Ramal do Apodi atingiu mais de 93,18% de execução física, enquanto o túnel alcançou 94,73%, com previsão de conclusão para junho de 2026. A escavação chegou a 100%, restando apenas o piso, em construção. A continuidade das obras de construção do Ramal do Apodi esteve ameaçada, ainda em 2022, com a perspectiva de as obras ficarem fora do orçamento. A governadora Fátima Bezerra empenhou-se pessoalmente para garantir que os recursos fossem assegurados, sob pena de a população do estado ser penalizada, especialmente todo a região do Alto Oeste potiguar.
Avanço físico das obras do Ramal do Apodi em abril de 2026. Fonte: MIDR.Avanço físico das obras do Túnel Major Sales em abril de 2026. Fonte: MIDR.
Esse avanço expressivo demonstra que a maior parte da execução ocorreu no período recente. Etapas estruturantes, como a escavação do túnel Major Sales, considerada uma das fases mais complexas da obra, só foram viabilizadas com a retomada do projeto e o esforço contínuo dos últimos anos. A execução financeira das obras segue praticamente o mesmo ritmo, e demonstra que não houve interrupção na disponibilidade de recursos, destaca o secretário da Semarh, Paulo Varella.
As informações completas sobre o andamento físico e financeiro da obra estão disponíveis publicamente nos sistemas e relatórios da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), assegurando transparência e acesso aos dados por toda a sociedade.
Diante disso, é incorreto atribuir a conclusão do empreendimento a gestões anteriores sem considerar que o avanço decisivo, que levou a obra de um estágio inicial à fase final, ocorreu recentemente. É fato: o Ramal estava com aproximadamente 10% das obras executadas; e o túnel partiu do zero até chegar 94,73% (a obra geral).
Reafirma-se, assim, o compromisso com a transparência, com a informação correta e com o reconhecimento dos esforços que efetivamente transformaram o Ramal do Apodi em uma realidade próxima de beneficiar milhares de nordestinos.
Para acompanhar o avanço das obras, acessar o link.
Em uma noite que já entra para a história política de Ouro Branco, o povo tomou as ruas com uma energia contagiante. Mesmo sendo segunda-feira, o que se viu foi algo que vai além de um simples ato de campanha: foi uma verdadeira demonstração de paixão, esperança e força popular.
A motocada cortou a cidade ao som de buzinas e gritos de apoio, enquanto a passeata arrastava uma multidão vestida de vermelho. Era impossível não sentir a vibração. De ponta a ponta, ruas lotadas, rostos emocionados e um sentimento coletivo que parecia dizer: o “mar vermelho” voltou — e voltou ainda mais forte.
Dra. Fátima e Dênis Rildon foram recebidos com entusiasmo por onde passaram. Cada aceno era correspondido, cada palavra ecoava entre o povo. A energia que vinha das ruas mostrava que não se tratava apenas de política, mas de identificação, de confiança e de um desejo real de mudança.
Em plena segunda-feira, quando muitos acreditam que seria impossível reunir tanta gente, Ouro Branco provou o contrário. Provou que quando o povo acredita, ele vai às ruas, ele participa, ele faz história.
E o que ficou no ar após a passagem da multidão foi um recado claro: a chama está acesa, o povo está presente — e o vermelho voltou a pulsar forte no coração da cidade.