30/11/2018
11:45

 

Concessionária revela caixa 2 de R$ 30 milhões para campanhas de ex-governadoresUm acordo de leniência fechado entre o Grupo CCR e o Ministério Público de São Paulo revelou um esquema de caixa 2 de R$ 30 milhões para campanhas eleitorais de ex-governadores e deputados de São Paulo. No documento são citados pelo menos 15 políticos, entre eles os ex-governadores tucanos Geraldo Alckmin e José Serra e o deputado Campos Machado (PTB).

Segundo o acordo, a CCR, uma das maiores empresas de concessão de infraestrutura da América Latina, admitiu que repassou valores “por fora” a políticos do PSDB, PT, MDB, PTB e outras siglas. Executivos da empresa já entregaram às autoridades, inclusive, documentos que comprovam essas doações ilegais.

Essa primeira etapa da investigação trata especificamente de caixa 2 eleitoral e indica o “modus operandi” do esquema, no qual os repasses eram efetuados por meio de doleiros ou via subcontratados na forma de “consultorias”. O próximo passo deverá abranger a área criminal – corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa.

Os políticos citados nas investigações ainda não pronunciaram.

No acordo ficou estabelecido que a concessionária pagará multa de R$ 81 milhões – sendo que parte desse valor, R$ 17 milhões, será doada à biblioteca da Faculdade de Direito da USP.

Publicado por: Chico Gregorio


30/11/2018
11:23

Ricardo Coutinho 696x426 - 'A QUEM INTERESSA VENDER O BANCO DO BRASIL OU A PETROBRAS?', questiona Ricardo Coutinho sobre privatizações propostas por BolsonaroO governador Ricardo Coutinho (PSB) disse na manhã desta sexta-feira, 30, que privatizações não resolvem os problemas políticos ou econômicos de um país como o Brasil. Em entrevista a Rádio Band News, ele foi questionado sobre a proposta de privatizações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de vender empresas públicas do Brasil.

“A quem interessa vender o Banco do Brasil ou a Petrobras?”, questionou o governador criticando a medida apresentada para o futuro governo. Como exemplo, Ricardo Coutinho citou diversas opções para o poder público cuidar de suas empresas e torná-las mais eficientes e lucrativas, citando o Porto de Cabedelo, que é gerido pelo Governo da Paraíba e desenvolve atividades muito importantes atraindo investimentos importantes.

Questionado sobre sua participação na gestão do governador eleito, João Azevedo (PSB), ele disse que estará a disposição para dar opinião, “não que seja sempre certa, mas será uma opinião, quando ele precisar, João terá, em mim, um companheiro para todas as horas, a eleição mostrou que a população aprovou o nosso projeto e quer a continuidade”, afirmou.

Coutinho fez um breve balanço de importantes ações de sua gestão nos quase oito anos de gestão a frente do Governo e pontuou que foram implementados projetos que mudaram, verdadeiramente, a vida das pessoas, como o Gira Mundo e o Prima, assim como a participação ativa das pessoas nas decisões do governo, através do orçamento Democrático, que realiza plenárias em toda a Paraíba elegendo demandas que são mais importantes em cada microrregião, para a partir disso, planejar as ações do ano seguinte.

 

Fonte: Polêmica Paraíba

Publicado por: Chico Gregorio


30/11/2018
11:20

 

Benedita - Nem todos os ex-governadores do Rio foram presos - Por Márcio Anastácio

A prisão do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), fez a imprensa relembrar escândalos de corrupção envolvendo outros chefes do executivo fluminense. Alguns dos principais veículos da mídia hegemônica chegaram a noticiar que todos os governadores, desde 1998, terminaram atrás das grades. Esqueceram justamente de uma: a que não foi presa. Benedita da Silva, mulher negra, nascida na favela da Praia do Pinto e criada no Chapéu Mangueira.

Em 2002, quando assumiu, portanto há 16 anos, era comum ouvir comentários tolos e nada sofisticados sobre Benedita. Todos eles eram quase sempre absurdamente racistas.

Programas de humor debochavam na televisão de Benedita, a classe média odiava o português dela, que trocava frequentemente o L (de problema) por R – pronúncia típica do que a intelectual Lélia Gonzalez brilhantemente batizou de pretoguês, que é o português influenciado pelo iorubá e outros idiomas africanos, que nem sempre possuem entre os seus sons o da letra R. E o seu passado como empregada doméstica e lavadeira era frequentemente evocado pela parcela mais privilegiada da população para questionar a sua capacidade de governar o Rio.

Benedita era comumente chamada de macaca, analfabeta, corrupta e tantos outros termos justamente pelos eleitores que, depois, deram vitórias a Rosinha Garotinho (que venceu Benedita na disputa pela reeleição), Cabral e Pezão.
Foi parceira histórica dos movimentos LGBT quando o PT era praticamente a única sigla progressista que tocava no assunto na cidade do Rio, embora já tivesse se convertido evangélica, sempre se pautou por assuntos de interesse da população negra e, diferente de todos os nossos ex-governadores, com exceção de Brizola, fez várias vezes campanha nas favelas e sempre ouviu as vozes das comunidades.

Desprestigiada pela direção nacional do PT, que “entregou” o Rio para uma aliança com a direita, em troca do apoio do PMDB às chapas presidenciais de Lula e Dilma, invisibilizada e menosprezada mesmo tendo obtido votações na casa dos milhões de votos, essa mulher negra é uma das que veio na frente abrindo caminho para que outras, da geração de agora, passassem e usufruíssem de mais espaços na política.

Em 2018, Bené foi a única deputada federal eleita pelo PT do Rio, um partido em crise e que apostou muita grana em outros medalhões, como o Dr Wadih Damus e o burocrata Luiz Sérgio. Teve milhares de votos principalmente nas favelas.

É bom lembrar que tivemos Benedita no cargo de governadora e de como foi essa história. É comum apagarem a história de uma mulher negra. Não deixaremos. Definitivamente não é verdade que todos ex-governadores do Rio foram presos. Nós temos obrigação de fazer memória sobre Benedita da Silva!

Por: Rodrigo Veloso  e Márcio Anastacio

Fonte: Jornalistas Livres

Publicado por: Chico Gregorio


30/11/2018
11:14

Bento Costa Lima nasceu no Rio de Janeiro e entrou para a Marinha na década de 70. Atualmente é diretor geral de desenvolvimento nuclear e tecnológico da Marinha e faz parte do conselho de administração da Nuclebrás, autarquia responsável por desenvolver o programa nuclear brasileiro.

Entre outros cargos que ocupou estão: observador das forças de paz da ONU em Saraievo; assessor parlamentar do ministro da Marinha no Congresso e comandante dos submarinos Tamoio e Toneleiro.

Ele também já atuou como: chefe de gabinete do Estado-Maior da Armada; chefe de gabinete do comandante da Marinha e Comandante em Chefe da Esquadra, além de secretário de ciência, tecnologia e inovação da Marinha.

Quando foi diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Bento Costa Lima respondeu por todas as unidades científicas da Força, o que inclui o programa de desenvolvimento de submarinos (Prosub) e o programa nuclear da Marinha (PNM).

O almirante tem pós-graduação em Ciência Política pela Universidade de Brasília e MBA em gestão pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Via G 1

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
16:29

247- O acesso às faculdades privadas por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está mais difícil, de acordo com a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES); segundo a entidade, das 310 mil vagas oferecidas, apenas 80,3 mil foram preenchidas; para Janguiê Diniz, presidente da entidade e especialista em educação, “o desempenho do Fies em 2018 foi um fracasso”; “Foi o pior cenário desde que foi instituído o Fies”, afirma

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29/11/2018
16:22

Resultado de imagem para fotos de Zenaide Maia faz entrega do Diploma Mulher-Cidadã para Alzira Soriano (in memorian)A deputada federal Zenaide Maia (PHS/RN) participou na manhã desta quinta-feira (29), no Plenário da Câmara, da Sessão Solene de Entrega do Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, edição 2018. A solenidade foi promovida pela na Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres, da qual a parlamentar faz parte.

Zenaide Maia fez a indicação do nome da potiguar Alzira Soriano Teixeira (in memorian), primeira prefeita da América Latina, eleita para administrar o município de Lages, em 1927. O Diploma Mulher-Cidadã Cartola Pereira de Queirós foi entregue aos familiares da homenageada.

Ao todo cinco mulheres escolhidas pela Comissão que contribuíram para o pleno exercício da cidadania, da defesa dos direitos da mulher e das questões de gênero no Brasil.

As outras quatro homenageadas foram: Ana Cristina Ferro Blasi; Marielle Franco; Mônica Spada e Sousa e Renata Gil de Alcântara Videira.

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
16:19

Com referências na 2ª Guerra Mundial, a estilista caicoense Geórgia Dantas lançará nessa sexta-feira (30), no Salão Nobre da Antiga Prefeitura de Caicó, a coleção “No Sertão não temos Guerra, nós temos Moda”. O projeto foi aprovado no Edital de Economia Criativa do Sebrae-RN, único na categoria artesanato, e conta com apoio da COASE e do CRACAS – Comitê Regional das Associações e Cooperativas de Artesãos do Seridó.

“Ao som de muitos aviões apresentaremos o nosso exército da Moda e da Paz. Ele foi bombardeado intensamente, dias e noites, por trabalhos manuais e muito talento: bordados, fuxicos, patchwork, crochês, palhas, pontos, agulhas e amor”, destaca a estilista Geórgia, que também é diretora criativa da marca Gueorgia.

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Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
16:07

 

Praça de pedágio da concessionária CCR Nova Dutra, entre as cidade de São José dos Campos e São Paulo – Lucas Lacaz Ruiz/Folhapress

Os nomes dos políticos estão sendo mantidos sob sigilo, mas a Folha apurou que fazem parte do grupo o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), o senador José Serra (PSDB-SP) e o ministro de Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD) –futuro chefe da Casa Civil do governador João Doria (PSDB).

Por ser concessionária de serviço público, a CCR é proibida por lei de fazer doações a partidos.

Para se livrar de processos que teria de responder, a empresa pagará uma multa de R$ 81,5 milhões para o governo paulista e destinará R$ 17 milhões para a construção da biblioteca da Faculdade de Direito da USP.

A Folha revelou em maio que a CCR negociava um acordo no qual citaria Alckmin como um dos beneficiários de recursos de caixa dois da concessionária. O montante, de R$ 5 milhões, foi entregue, segundo a empresa, a um cunhado de Alckmin, Adhemar Ribeiro. A Odebrecht também citou o cunhado como operador de recursos ilícitos para campanhas do tucano.

O valor destinado a Serra teria sido intermediado pelo empresário Marcio Fortes, também citado pela Odebrecht como operador do tucano.

Alckmin, Kassab e Marta já negaram que tenha recebido recursos ilícitos na sua campanha.

A doação via caixa dois visava conquistar a simpatia dos políticos para os pleitos da CCR junto ao governo, segundo declarações de executivos da CCR feita ao promotor José Carlos Blat, que negociou o acordo.

Nenhum dos executivos falou em contrapartida do governo para as doações, o que poderia caracterizar corrupção, um crime muito mais grave do que o caixa dois.

Se a Promotoria encontrar provas de que houve corrupção, o acordo será desfeito.

A CCR começou a negociar o acordo em maio deste ano, depois de operador financeiro Adir Assad ter contado em acordo de delação que havia gerado R$ 46 milhões para o caixa dois da empresa.

Preso pela Operação Lava Jato em 2016, Assad disse que fornecia recursos para o caixa dois da CCR simulando a prestação de serviços ou por meio de contrato de patrocínio de uma equipe de corrida que ele mantinha, na categoria stock car. Em alguns casos, havia de fato prestação de serviços. Assad disse ter intermediado um contrato de merchandising da concessionária com a Rede Globo.

No acordo que assinou com procuradores da Lava Jato, Assad afirmou que tinha uma relação de amizade com o ex-presidente da CCR, Renato do Valle, e com um ex-executivo do grupo, José Roberto Meirelles. A prática de caixa dois ocorreu quando Valle ocupava a presidência da companhia.

Segundo Assad, foi o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que o apresentou a Renato do Valle.

Tanto Valle como Meirelles foram demitidos por conta da revelação do caixa dois e da relação que mantinham com Paulo Preto.

A CCR fez o acordo para evitar ter mais problemas no futuro, com repercussões no valor das ações negociadas na B3, a Bolsa paulista. Em fevereiro deste ano, quando o acordo de delação de Adir Assad se tornou público, as ações despencaram 10,1% e o valor da empresa caiu R$ 4,62 bilhões.

Foi para evitar que a sangria continuasse que a CCR criou um comitê independente para investigar o destino do dinheiro do caixa dois, formado, entre outros, pelo ex-ministro do Supremo Carlos Veloso. Um escritório de advocacia brasileiro e outro americano foram contratados para acompanhar a apuração. Inicialmente, a CCR estimava que o valor do caixa dois destinado aos políticos era de R$ 17 milhões. Posteriormente, chegou ao valor de R$ 30 milhões que, corrigidos, chegam aos R$ 44 milhões que constam do trato.

Os advogados que negociaram o acordo, Sebastião Tojal, Celso Vilardi e Roberto Telhada, não quiseram se pronunciar.

A Folha ainda não conseguiu contato ainda com Alckmin, Serra e Kassab.

A CCR ainda não se pronunciou sobre o acordo que será assinado na tarde desta quinta (29).

Folha de São Paulo

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
12:29

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Transposição 
Como se não bastassem todas as dificuldades financeiras para conclusão das obras de Transposição do Rio São Francisco, ainda há aqueles que promovem atos de vandalismo contra um bem público tão importante para os nordestinos.
Um técnico que trabalha na obra relatou o roubo de 200 quilômetros da cerca que protege o canal, ao longo dos dois eixos (leste e norte), em várias cidades.
Em outro ponto, uma torre de energia de alta potência foi “levada” pelos malfeitores.
Via Rosalie Arruda.

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
12:23

Resultado de imagem para fotos do simbolo de medicinaA Faculdade de Enfermagem Nova Esperança (FACENE) ganhou o direito de ofertar 113 vagas para o curso de medicina em Mossoró.

Quem garante isso é a Portaria nº 833 de 28 de novembro publicada no Diário Oficial da União publicada hoje.

A FACENE poderá ofertar 113 vagas anuais a partir do seu próximo vestibular.

Via Bruno Barreto.

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
12:06

Via Esmael Morais.,

O ex-ministro Roberto Amaral alerta para o perigo de Jair Bolsonaro transformar o país em uma província talibã. “Se realizar o prometido, assistiremos a cenas dignas dos fanáticos do Estado Islâmico”, escreve. 

Leia mais

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
11:56

Em 2017 a Esperança de Vida ao Nascer no Rio Grande do Norte era de 76 anos. Igual à esperança de vida do brasileiro. O RN tem a 9ª maior expectativa de vida entre os estados e a maior do Norte-Nordeste. Dado pelo IBGE na manhã desta quinta-feira(29).

Em análise do economista Aldemir Freire, no microblog Twitter, aos 60 anos, a expectativa de um potiguar do sexo masculino é de viver mais 22,4 anos, ou seja, até os 82,4 anos. Para uma mulher essa expectativa é de viver até os 84,3 anos.

Ainda segundo a análise, no RN a esperança de vida ao nascer de um homem em 2017 foi de 71,6 anos. Para as mulheres a expectativa chegou a 80 anos (a 8ª mais elevada do país).

Via Bg

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
11:39

O deverá solicitar esclarecimentos em breve sobre os critérios de escolha usados pela Petrobras para a cessão de 100% de 32 campos e 50% de outros 2, do Polo Riacho da Forquilha, RN. A microempresa 3R Petroleum ofereceu US$ 453,1 milhões e nunca operou um campo.

A Petrobras informou ao mercado que escolheu a empresa 3R Petroleum ME (sem qq histórico de operações, reativada meses atrás) para repassar 34 campos produtores de petróleo no RN por ~R$ 1.7bilhão. A deverá analisar detalhadamente esta cessão sob pena de prevaricação.

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
08:19

Em sete Estados, mais da metade dos profissionais que preencheram as vagas dos cubanos no Mais Médicos já trabalhava em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do País e apenas migrou de um posto de saúde onde era servidor municipal para outro onde passa a ser integrante do programa federal. Assim, postos que tinham equipes completas agora enfrentam déficit de profissionais.

É o que mostra levantamento feito pelo Estado junto a conselhos de secretarias municipais de saúde (Cosems) do País. Dos 13 conselhos contatados, dez disseram ter registrado em seus municípios a migração de profissionais, dos quais sete levantaram o número de casos do tipo. Nesses Estados, 58% das vagas preenchidas foram ocupadas por médicos que já atuavam na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os sete Cosems analisaram os vínculos de trabalho anteriores de 1.489 médicos que aderiram ao Mais Médicos e verificaram que 863 deles trabalhavam em postos de saúde de outras cidades ou Estados.

A situação fez o presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, se reunir nesta quarta-feira, 28, com membros do Ministério da Saúde para apresentar o problema. A pasta solicitou ao conselho um levantamento nacional dos números de profissionais que migraram de uma UBS para outra. O conselho pretende apresentar amanhã os números completos ao ministério.

“Estamos muito preocupados. Talvez seja preciso fazer mudanças no edital para evitar que a chegada dos médicos desorganize todo o sistema de saúde”, declarou Diego Espindola de Ávila, diretor do Conasems.

Perda

No Rio Grande do Norte, das 139 vagas abertas no Estado após a saída dos médicos cubanos, 98 delas foram preenchidas por médicos que estavam ligados às equipes do programa ESF em outras localidades, como Mirella Medeiros.

Segundo a coordenadora da Comissão do Mais Médicos no Rio Grande do Norte, Ivana Fernandes, dos 98 médicos que migraram, 82 já atuavam no Estado e os outros 16 desempenhavam a mesma função em Estados vizinhos, como a Paraíba. 

“Com equipes sem formação completa, não há repasse de recursos pelo Ministério da Saúde para pagamento de salários. Sem esses profissionais, as equipes correm o risco de ser extintas”, declara Ivana.

ESTADÃO CONTEÚDO

Publicado por: Chico Gregorio


29/11/2018
08:15

Presidnete eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ao participar de culto com o pastor Silas Malafia Foto: Reprodução/Youtube

A escolha do deputado Osmar Terra (MDB-RS) para o Ministério da Cidadania e Ação Social, nesta quarta-feira, desagradou o pastor Silas Malafaia, que esperava emplacar o senador Magno Malta(PR-ES) no cargo. Aliado do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e maior defensor do senador junto ao gabinete de transição, Malafaia criticou a escolha de Terra e cobrou o presidente eleito ao responsabilizá-lo pela derrota do senador capixaba nas eleições.

– A única pessoa que pode responder por que o Magno não foi confirmado é o próprio presidente. Para mim, Bolsonaro disse três vezes que estava pensando em colocar o Magno no Ministério da Cidadania. Apoio integralmente o Bolsonaro, mas não vou concordar 100% com as ações dele. A unanimidade é burra – disse Malafaia.

Ainda na pré-campanha, Magno Malta era tratado como “vice dos sonhos” por Bolsonaro. Candidato por um partido nanico, sem tempo de TV e sem apoio de partidos, o agora presidente eleito era considerado um investimento de risco. Malta não apenas recusou compor a chapa de Bolsonaro como divulgou sua decisão a evangélicos antes mesmo de avisar o presidente eleito. Abertas as urnas, Bolsonaro saiu eleito e Malta derrotado. Segundo aliados do presidente eleito, o senador passou então a cobrar ostensivamente um lugar na equipe, como se tivesse alguma fatura a ser cobrada de Bolsonaro.

O comportamento do senador, que, em entrevista ao GLOBO, chegou a se autoproclamar ministro – “Vou ser ministro, sim”, disse na ocasião –, acabou por distanciá-lo do presidente. Ao avaliar o purgatório de Malta na transição, Malafaia criticou o fato de o presidente eleito cogitar nomear a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) – que foi vice de Geraldo Alckmin (PSDB) na campanha – para um posto no Palácio do Planalto enquanto aliado é preterido.

– Não faço parte do núcleo político de Bolsonaro. Não sei como algumas coisas funcionam. Mas não concordo que Ana Amélia, vice de Alckmin, que sempre criticou Bolsonaro, que só declarou apoio no segundo turno, tenha espaço. Malta não, perdeu a eleição porque fez campanha para Bolsonaro – disse Malafaia.

O líder religioso voltou a afirmar que Malta foi o primeiro político a encampar a candidatura de Bolsonaro. No dia da vitória no segundo turno, o próprio presidente eleito disse em seu pronunciamento que gostaria de ter o senador ao seu lado no Planalto, mas não disse em que cargo. Ao GLOBO, Malta chegou a exaltar seus laços com Bolsonaro.

— Onde eu estiver, eu estarei perto dele. Ele vai anunciar (para o ministério) — disse Malta, na ocasião.

Em nota enviada à imprensa após o anúncio de Osmar Terra, Magno Malta desejou sorte ao escolhido. “Eu tenho certeza que participei de uma luta grandiosa para libertar o Brasil do viés ideológico. Meu ideal era mudar a política no país e foi a vitória mais importante. Quem escolhe o ministério é o presidente, que tem meu apoio e desejo boa sorte para o Ministro Osmar Terra e para o novo governo. Deus acima de todos”, disse.

O GLOBO

Publicado por: Chico Gregorio