Os atos nacionais contra o feminicídio, realizados no último domingo, reuniram milhares de pessoas em várias capitais do país — mas foram marcados por uma ausência estrondosa: a da direita brasileira. Embora a pauta seja universal e atravesse todas as classes, religiões e ideologias, o campo conservador praticamente não esteve presente. A mobilização ficou, mais uma vez, quase inteiramente nas mãos de grupos progressistas, movimentos feministas e setores da esquerda, que historicamente encampam o enfrentamento à violência contra mulheres.
A ausência da direita não é trivial; ela expõe um déficit profundo de compromisso público com uma agenda que deveria ser de toda a sociedade. Ao recusar-se a ocupar esse espaço comum — talvez por cálculo político, talvez por rejeição às vozes tradicionalmente associadas ao tema —, setores conservadores deixam escapar a chance de demonstrar responsabilidade social e sensibilidade humana. Enquanto isso, o feminicídio segue crescendo, e o Brasil permanece esperando que todos os seus atores políticos tratem o problema com a seriedade e a amplitude que ele exige.






247 – A ex-juíza federal Luciana Bauer relatou ter sido fisicamente agredida por Sergio Moro quando ele atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba, no auge da Operação Lava Jato. Ela descreve o que chama de “entidade mafiosa” instalada na vara da Lava Jato e na estrutura do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que, segundo afirma, perseguiu quem tentou denunciar irregularidades e até hoje resiste a rever seus próprios erros.



Campeão antecipado, o 
