Moabe admite ter guardado R$ 2 milhões em um apartamento (Foto: reprodução)/Bruno Barreto*
O ex-vice-prefeito de Serra do Mel José Moabe Zacarias Soares (PSD) em diálogo interceptado pela Polícia Federal admitiu ao empresário Oseas Monthalggan que guardou R$ 2 milhões em um apartamento localizado em Natal pertencente a Aldo Araújo da Silva, controlador geral adjunto do município e sogro de Moabe.
A conversa está em um contexto em que eles planejam guardar dinheiro para a campanha para o Governo do Estado do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), mas os recursos pelo que dão a entender são relacionados ao esquema em outra cidade, provavelmente Serra do Mel.
No diálogo, Oseas diz ser necessário juntar dinheiro aos poucos para “ganhar moral com o homem” que “está disparado” quando ele chegar ao Governo.
Em seguida eles falam sobre os riscos da operação quando Moabe dispara relatando a vivência anterior: “Eu vou dizer a você, é arriscado! Aquele de ALDO (?) eu guardei no apartamento de ALDO quase dois contos (dois milhões). Você está entendendo? Eu fiquei com o cu que não passava um cabelo. Você está entendendo? Mas aquele negócio, um cara desse aí que tem vinte, trinta conto. Ele tem guardado isso aí, ele tem guardado, ele tem. É doido, ele não dá nada a ninguém!”.
O diálogo ainda especula como ficarão as coisas quando o vice-prefeito Marcos Medeiros (PSD) assumir a Prefeitura de Mossoró quando Allyson sair para o Governo. Eles afirmam que o pessedista “não tem moral 100%”.
Moabe e Oseas são sócios da Dismed e nas investigações travaram o diálogo mais famoso da Operação Mederi, que trata da “Matemática de Mossoró” em que discutem o pagamento de propina a Allyson no valor de 15% diante de uma ordem de pagamento de R$ 400 mil.
A empresa Dismed, como revelou ontem o Blog do Barreto, aumentou o volume de valores recebidos da Prefeitura de Mossoró em 375% entre 2022 e 2025, totalizando R$ 14,8 milhões em três anos.
Foi com Oseas que a Polícia Federal encontrou um valor estimado em 250 mil em espécie (a defesa fala em R$ 52 mil) dentro de uma caixa de isopor.
Oseas e Moabe estão entre os investigados que passaram a usar tornozeleira eletrônica.
O mercado de trabalho em Mossoró levou um tombo na geração de empregos em 2025. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte fechou o ano com um saldo negativo de 1.393 postos de trabalho.
O resultado é fruto de um total de 38.511 admissões contra 39.904 desligamentos, o que representa uma retração de 1,80% no estoque total de empregos formais, que agora soma 75.937 trabalhadores ativos.
Mossoró está na contramão do Brasil que encerrou o ano com saldo positivo de 1.279.498 novas vagas e do Rio Grande do Norte que abriu 15.870 novos empregos com carteira assinada.
O grande responsável pelo desempenho negativo do município foi o setor de Serviços. Sozinho, o segmento registrou o fechamento de 2.592 vagas, uma queda de quase 7% em sua força de trabalho. Esse recuo severo acabou por anular os bons resultados obtidos por outras áreas da economia local.
Por outro lado, os demais setores econômicos mostraram resiliência e terminaram o ano no “azul”:
Agropecuária: Foi o destaque positivo em termos proporcionais, com crescimento de 8,40% e saldo de 361 novos postos.
Comércio: Gerou 345 vagas, mantendo uma trajetória de estabilidade.
Construção: Contribuiu com 317 novos empregos, impulsionada por projetos de infraestrutura e habitação.
Indústria: Teve um saldo positivo modesto de 178 postos.
Sinais de Recuperação
Apesar do saldo anual negativo, os dados mostram um fôlego renovado no último trimestre de 2025. O gráfico de evolução mensal aponta que Mossoró viveu um momento de forte aceleração nas contratações entre outubro e dezembro, alcançando saldos mensais superiores a 1.300 vagas.
Esse movimento sugere que a economia local pode estar em um processo de ajuste. Enquanto o setor de Serviços sofreu uma reestruturação profunda, a força do agronegócio e da construção civil ajudou a estancar perdas maiores e projeta um cenário de otimismo cauteloso para o início de 2026.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deverá começar a definir na próxima semana, na volta do recesso parlamentar, as regras da eleição indireta para o Governo do Estado que deverá ser realizada até o mês de abril.
O AGORA RN apurou que um projeto de lei deverá ser apresentado nos próximos dias pela Mesa Diretora com o detalhamento de todas as regras. Esse texto, que está em fase de elaboração na Procuradoria, precisará ser aprovado pela maioria dos deputados para começar a valer. Parlamentares poderão alterá-lo nas comissões.
Na eleição indireta, cabe à Assembleia escolher um governador e um vice-governador para encerrarem o mandato – Foto: Eduardo Maia / ALRN
O Rio Grande do Norte criou 15.870 empregos com carteira assinada ao longo de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira 29 pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. O saldo positivo decorreu de 257.414 contratações e 241.544 desligamentos, entre janeiro e dezembro.
Dos cinco grandes setores da economia pesquisados, quatro tiveram saldo positivo de empregos em 2025: Serviços (+ 5.218), Indústria (+ 5.036), Comércio (+ 4.722) e Agropecuária (+ 1.093). Apenas a Construção Civil teve perda de empregos, com o fechamento de 208 vagas.
Estado viu cair pela metade o ritmo na geração de empregos formais de um ano para o outro. Em 2024, o saldo positivo havia sido o dobro: 34.156 vagas – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A senadora Zenaide Maia dedicou a tarde desta quarta-feira (28) visitando a 31ª edição da Feira de Artesanato do Rio Grande do Norte (FIART). O evento, um dos maiores do gênero no Nordeste, acontece no Centro de Convenções de Natal até o domingo (01) e é um verdadeiro celeiro da criatividade potiguar, nacional e internacional.
INSS Rio Grande
Durante sua visita, a parlamentar percorreu os diversos estandes repletos de obras de arte e produtos típicos, teve a oportunidade de experimentar iguarias regionais e, mais importante, conversou diretamente com os artesãos e visitantes. Essa interação permitiu à senadora conhecer de perto os desafios de cada artesão.
A senadora Zenaide Maia esteve acompanhada pelo secretário municipal de Cultura de São Gonçalo do Amarante, Gleydson Almeida, reforçando o caráter institucional de seu apoio. A iniciativa teve como principal objetivo reiterar o compromisso da parlamentar com a valorização da cultura e do artesanato do Rio Grande do Norte, reconhecendo a FIART como um pilar essencial para a economia criativa e o desenvolvimento turístico do Estado.
“A Fiart é muito mais do que uma feira; é uma celebração da nossa identidade, da nossa história e do talento inestimável do povo potiguar. Ver o brilho nos olhos dos artesãos e a riqueza de suas criações me enche de orgulho e me motiva ainda mais a lutar por políticas públicas que incentivem e fortaleçam esse setor tão vital para a nossa economia e para a geração de renda. Nosso artesanato é um patrimônio que precisa ser continuamente valorizado e divulgado para o Brasil e para o mundo”, afirmou a senadora.
A visita de Zenaide Maia à FIART sublinha a importância de se apoiar eventos que projetam o estado, geram oportunidades e promovem o intercâmbio cultural, contribuindo significativamente para o progresso social e econômico da região
Uma empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, comprou 90% de um projeto de energia eólica de Fabio Faria, ex-ministro das Comunicações de Jair Bolsonaro.
Como parte do pagamento, Faria recebeu um apartamento de R$ 50 milhões, em São Paulo. Meses depois, ele revendeu o imóvel por R$ 54 milhões.
A negociação do projeto de eólica ocorreu em fevereiro de 2024, pouco mais de um ano depois de Faria deixar o posto de ministro.
Pela legislação, um ex-ministro é considerado uma pessoa politicamente exposta (PEP) até cinco anos após sair do cargo.
O fato de Vorcaro ter negociado com um ex-ministro, ainda classificado como PEP, não representa uma ilegalidade, mas impõe um padrão mais alto de transparência. Resolução do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) determina “especial atenção” às operações financeiras nesses casos.
“Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública”, afirmou o ex-ministro, por nota (leia a íntegra mais abaixo).
Dois anos depois, o negócio ainda não foi registrado oficialmente. A empresa ligada a Vorcaro não aparece como sócia de Faria na Junta Comercial, nem na Receita Federal. Nesse período, também não houve nenhum avanço no projeto de energia eólica.
Há dúvidas sobre a viabilidade do negócio no médio prazo.
O projeto —localizado no Rio Grande do Norte, estado de origem do ex-ministro— tem previsão inicial de geração de 240 megawatts. Porém, hoje, não há capacidade na rede elétrica local para escoar a energia, nem previsão de quando isso deve ocorrer.
Ou seja, se houver a instalação de torres de energia eólica na área, é possível gerar energia, mas não transmiti-la para a rede elétrica do país.
Esse gargalo afastou o interesse do mercado no projeto do ex-ministro. Antes da venda para Vorcaro, Faria procurou outros investidores, sem sucesso.
Área do projeto da Fazenda São Pedro, adquirido por empresa ligada a Daniel Vorcaro
Imagem: Open Street Map
Negociação com Daniel Vorcaro
O UOL apurou que a negociação foi iniciada entre Vorcaro e Faria —o ex-ministro nega.
Em seguida, Vorcaro colocou a empresa Super Empreendimentos e Participações para fechar o negócio.
Segundo investigação da PGR (Procuradoria-Geral da República), a Super era usada para desviar patrimônio do Banco Master para Vorcaro.
Na época da negociação com Faria, a Super era dirigida por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Em janeiro, Zettel foi preso —e em seguida solto— na segunda fase da Operação Compliance Zero.
Foi Zettel quem participou dos trâmites finais da negociação com Faria, segundo documentos apresentados ao UOL pelo ex-ministro.
De acordo com os documentos, Super e Faria assinaram um “contrato de cessão de quotas sociais” e se tornaram sócios da empresa Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE, com 90% e 10% das quotas, respectivamente.
Para ter efeito, a mudança societária deveria ter sido registrada na Junta Comercial do Rio Grande do Norte.
Porém, após dois anos, a SPE permanece registrada apenas no nome do ex-ministro, com capital social de R$ 1.000.
Dessa forma, a negociação se deu por meio de um contrato de gaveta.
Faria diz que a obrigação de registrar a mudança societária era da Super. A reportagem procurou a empresa, mas não teve retorno. Zettel também não respondeu.
Segundo manifestação enviada por Daniel Vorcaro, o cunhado continua sendo sócio da Super —Zettel deixou a diretoria no segundo semestre de 2024.
“A defesa de Daniel Vorcaro esclarece que a relação de seu cliente com a empresa Super é comercial, envolvendo operações de compra e venda de ativos e contratos de inquilinato. Ressalta, ainda, que um dos sócios da empresa é cunhado de Vorcaro, fato de conhecimento público”.
Negócio de R$ 67,5 milhões
Como pagamento, a Super ofereceu a Faria um apartamento de R$ 50 milhões na região da Avenida Faria Lima.
O imóvel tem 818 m² de área privativa, cinco suítes, sete banheiros e onze vagas de garagem. O prédio, com apenas 16 unidades, fica próximo do Clube Pinheiros e do Shopping Iguatemi.
O apartamento não chegou a ser transferido, oficialmente, para o nome do ex-ministro.
Em setembro, Faria revendeu o imóvel para uma empresa do Grupo Esfera, do empresário João Camargo, que realiza eventos com políticos no local.
Do valor de venda de R$ 54 milhões, Faria recebeu R$ 24 milhões à vista. Os R$ 30 milhões restantes foram pagos em doze parcelas mensais de R$ 2,5 milhões.
Esse não é o primeiro imóvel negociado pela Super para atender a interesses de Daniel Vorcaro.
Em 2022, a Super comprou o apartamento de R$ 50 milhões em que o banqueiro mora em São Paulo. Em 2024, a casa de R$ 36 milhões onde vive quando está em Brasília.
Também em 2024, a Super doou um apartamento de R$ 4 milhões para uma mulher que se diz “sugar baby” e que é ré por lavagem de dinheiro. No processo, ela é defendida por um advogado que também atua para Daniel Vorcaro.
Desde 2021, a Super adquiriu 19 imóveis, segundo levantamento do UOL. Juntos, somam mais de R$ 300 milhões.
A Super era controlada pelo fundo de investimentos Termópilas, investigado pela Polícia Federal sob a suspeita de participar da fraude do Banco Master. Em 2024, o fundo declarou ter repassado R$ 1,6 bilhão à empresa.
Edifício onde fica o imóvel de R$ 50 milhões cedido a Fábio Faria pela empresa de Vorcaro
Imagem: Pilar Homes/Divulgação
A compra do projeto de Faria é o primeiro caso conhecido de um investimento da Super no setor energia. A empresa é listada na Receita Federal com a atividade de “holdings de instituições não-financeiras”.
Dois anos depois de fechar o negócio, a Super não desenvolveu nenhuma atividade no projeto de energia eólica.
Energia eólica
O projeto eólico de Faria foi desenvolvido para ser instalado em uma área que pertence a sua família há pelo menos três gerações.
O local fica entre dois parques eólicos já instalados, bem próximo ao mar, em uma região com ventos fortes, propícia à geração de energia.
O problema para dar início ao empreendimento, porém, é que os projetos já instalados na região —e no Rio Grande do Norte como um todo— estão gerando energia no limite da capacidade da rede de transmissão e há risco de sobrecarga.
Por isso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não tem liberado a conexão de novos projetos.
A sobrecarga e a negativa de conexão de novos projetos pelo ONS são destacados até em laudo contratado por Faria, finalizado em 2022.
O UOL conversou com especialistas em geração de energia no Rio Grande do Norte, que destacaram que não há, no momento, nenhum projeto para mudar esse cenário no médio prazo.
“Destaca-se a necessidade de restringir o escoamento da geração renovável variável para mitigar o risco de colapso de tensão no sistema de transmissão entre os estados do Ceará e Rio Grande do Norte”, diz relatório do ONS de 2024.
Há ainda um “congestionamento” no sistema que transmite a energia eólica gerada no Nordeste para os estados do Sul e Sudeste, os principais consumidores.
“A inclusão de geração adicional nas regiões Norte e Nordeste, independentemente do tipo de fonte, poderá ocasionar restrições ao escoamento da geração produzida, face às limitações das interligações, em cenários de elevados excedentes de geração nessas regiões”, cita outro estudo do ONS de 2024.
Essa limitação permaneceria em vigor até a conclusão de novas obras de transmissão, ainda não iniciadas.
Antes de Vorcaro comprar o projeto, a Pacific Hydro, que hoje se chama Spic Brasil, arrendou o terreno da família de Fabio Faria, de 2009 a 2014, mas não conseguiu levar adiante um projeto de energia eólica no local.
Houve ainda uma parceria com chineses, que também não prosperou.
Imagem de escritura de imóvel vendido por Fabio Faria
Imagem: Reprodução
O que diz Fabio Faria
“A venda do projeto eólico de 240 MW, com expansão para mais 132 MW, denominado Fazenda São Pedro Geradora de Energia SPE Ltda., foi realizada em fevereiro de 2024, cerca de dois anos atrás, período em que Fabio Faria já atuava no setor privado há mais de um ano, sem exercer qualquer cargo público.
É importante ressaltar que Fabio Faria não conhecia nem teve qualquer interação com a adquirente das cotas do empreendimento durante o exercício de suas atividades políticas. As partes vieram a se conhecer cerca de um ano após o encerramento de sua atuação pública.
O projeto eólico negociado tem origem em uma área de 9.661 hectares, adquirida em 1977 pelo empresário Osmundo Faria, localizada no litoral do Rio Grande do Norte. A partir dessa área, os herdeiros constituíram uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) para o desenvolvimento de projetos de energia renovável, com foco na geração eólica. Após a realização de estudos técnicos, certificação dos ventos e obtenção das licenças e autorizações necessárias, o projeto atingiu estágio de maturidade que permitiu sua oferta ao mercado.
Em fevereiro de 2024, foi negociada a venda da totalidade do projeto. Como resultado das tratativas, a Super Empreendimentos e Participações Ltda. adquiriu 90% dessa SPE, optando por manter um parceiro local estratégico, como é praxe em projetos de energia.
A parte vendedora ancorou a proposta de valor do projeto eólico em pesquisa de mercado e em referências usuais do setor. O valor do ativo foi inclusive atestado por auditoria posterior. Como parte do pagamento previsto contratualmente, houve a entrega de um imóvel, recebido no primeiro semestre de 2024 e colocado à venda em seguida.
Como a venda ocorreu antes do prazo contratual para eventual transferência definitiva para o nome do beneficiário, a parte recebedora participou da operação como anuente, com o recolhimento integral dos tributos incidentes, inclusive o ITBI.
No que compete exclusivamente à parte vendedora, todas as obrigações fiscais decorrentes da operação foram devidamente apuradas, declaradas e cumpridas perante a Receita Federal, em conformidade com a legislação aplicável.
Por fim, ressalta-se que não existe, nem nunca existiu, sociedade pessoal entre a parte vendedora e pessoas físicas alheias ao quadro societário da empresa compradora. A relação entre as partes limita-se, exclusivamente, à participação minoritária na SPE específica, nos termos estritamente definidos nessa operação empresarial”.
Sete investigados pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) na Operação Mederi estão usando tornozeleiras eletrônicas e tiveram fianças arbitradas pela Justiça Federal que somam R$ 450 mil.
Estão com tornozeleira eletrônica:
Oseas Monthalggan Fernandes Costa (sócio formal da Dismed);
José Moabe Zacarias Soares (sócio de fato da Dismed e ex-prefeito de Serra do Mel/RN);
Maycon Lucas Zacarias Soares (sócio formal da Dismed);
Raimundo Wandecy Campelo Gurgel (ex-sócio e funcionário da Dismed);
Sidney Carlos de Melo (representante comercial da DISMED);
Roberta Ferreira Praxedes Costa (sócia formal da Drogaria Mais Saúde);
João Evaristo Peixoto (Prefeito de Paraú/RN).
Desta lista, Oseas, Moabe, Maycon e o prefeito de Paraú tiveram fianças arbitradas de R$ 100 mil para cada um. Sidney e Raimundo tiveram que pagar R$ 25 mil cada.
Com isso as fianças totalizam R$ 450 mil.
Da lista de tornozelados, só Roberta não teve fiança arbitrada.
A Operação Mederi investiga corrupção compra de medicamentos nas cidades de Paraú, Mossoró, Serra do Mel, São Miguel e José da Penha.
A divulgação de uma pesquisa da consultoria mexicana Áltica Research, sem registro na Justiça Eleitoral, reacendeu o debate sobre o uso político e irregular de levantamentos de opinião em ano eleitoral. O estudo, publicado nas redes sociais, aponta vantagem do senador Flávio Bolsonaro sobre o presidente Lula em um eventual segundo turno, apesar de a legislação exigir o prévio registro no TSE como mecanismo de transparência e fiscalização.
Além das fragilidades legais e metodológicas, o principal dano já está consumado: uma vez divulgados, os números passam a integrar o imaginário político e a disputa de narrativas, independentemente de sua confiabilidade.
Mesmo que a pesquisa venha a ser contestada ou punida posteriormente, o impacto sobre a percepção pública e sobre o jogo eleitoral é irreversível, evidenciando como a divulgação irregular de levantamentos de opinião produz um prejuízo que nenhuma sanção posterior é capaz de reparar.
A disputa por vagas na Câmara Federal pelo Rio Grande do Norte promete um forte protagonismo feminino nas próximas eleições. Dois nomes já se destacam no cenário político e despontam como grandes favoritas a figurarem entre as mais votadas para deputada federal no estado: Natália Bonavides e Nina Souza.
Deputada federal em exercício, a mais votada em 2022, com 160 mil votos, Natália Bonavides chega à disputa com o peso da reeleição e um mandato marcado por forte atuação em pautas sociais, defesa dos direitos humanos e presença constante nos debates nacionais. Com base eleitoral consolidada, especialmente em Natal e na região metropolitana, Natália mantém alta visibilidade e engajamento junto ao seu eleitorado.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier, participou de um encontro político ao lado da governadora Fátima Bezerra, da prefeita de João Câmara, Aize Bezerra, e de vereadores do município.
A reunião teve como objetivo fortalecer parcerias institucionais e serviu para que a prefeita apresentasse seus nomes para a disputa eleitoral de 2026, com pré-candidaturas ao Senado, Governo do Estado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
Em declaração nas redes sociais, Cadu destacou a importância do diálogo político e da união de forças. “Iniciando a semana ao lado da nossa governadora, da prefeita Aize Bezerra e dos vereadores de João Câmara, fortalecendo parcerias e o trabalho conjunto por mais avanços para o nosso RN”, afirmou.
O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) instituiu, pela primeira vez, a Lista Oficial das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Estado, por meio de Portaria SEI Nº 52, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta quarta-feira (28). A representa um marco para a conservação da biodiversidade potiguar e fortalece as ações de gestão ambiental no território estadual.
A Lista Oficial reúne 172 espécies da fauna silvestre nativa, residentes ou migratórias, que ocorrem naturalmente no Rio Grande do Norte, abrangendo ambientes terrestres, aquáticos continentais, costeiros e marinhos, incluindo o mar territorial e a zona adjacente adjacente, respeitadas as competências legais de demais entes federativos.
Partidos que integram a base política do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), divulgaram uma nota conjunta, nesta quarta-feira 28, em que manifestam “solidariedade e apoio” ao gestor um dia depois de ele ter sido alvo da Operação Mederi, que apura possível desvio de recursos da saúde em seis municípios do Rio Grande do Norte.
O posicionamento é assinado por União Brasil, PP, PSD e MDB, partidos presididos no Estado, respectivamente, pelo ex-senador José Agripino Maia, pelo deputado federal João Maia, pela senadora Zenaide Maia e pelo vice-governador Walter Alves. Todos apoiam a pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado.
Prefeito Allyson Bezerra recebeu apoio de José Agripino (União), João Maia (PP), Zenaide Maia (PSD) e Walter Alves (MDB) – Foto: Reprodução/Agora RN*
“Reafirmamos nossa confiança na postura do prefeito Allyson, que tem pautado sua gestão pelo compromisso com a transparência, pelo respeito às instituições e pela responsabilidade com a coisa pública”, afirmam as siglas na nota conjunta.
A nota ressalta ainda que os partidos permanecem ao lado do prefeito enquanto os fatos são apurados pelas autoridades competentes, com observância ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência, princípios previstos no Estado Democrático de Direito.
As legendas afirmam acreditar que a verdade será esclarecida ao longo das investigações. “A verdade prevalecerá”, diz a nota das legendas.
Operação Mederi
A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União nesta terça-feira 27, tem o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios.
Ao todo, os agentes saíram às ruas para cumprir 35 mandados de busca e apreensão no Estado, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais determinadas no âmbito da investigação. Segundo o último balanço divulgado pela PF, foram apreendidos ao todo: 33 celulares, 34 dispositivos eletrônicos (notebooks, HDs e tablets), 4 veículos, 117 documentos e R$ 251 mil em espécie.
Parte do dinheiro apreendido foi encontrado em uma caixa de isopor na casa de Oseas Monthalggan, um dos sócios da Dismed – empresa que mantém contratos com diversas prefeituras, inclusive a de Mossoró. Em interceptações da PF, Oseas aparece conversando sobre a possível destinação de propina para Allyson Bezerra.
O prefeito de Mossoró nega as acusações. “Não tenho compromisso com o erro. Acredito na Justiça e por ela lutarei todos os dias da minha vida”, disse o prefeito. Segundo o gestor, o momento está sendo enfrentado “com muita tranquilidade, com muita fé em Deus e com muito sentimento de justiça”.
Além de Mossoró, as fraudes teriam ocorrido em outros cinco municípios potiguares: José da Penha, São Miguel, Serra do Mel, Paraú e Tibau. Mandados foram cumpridas nessas cidades e também em Natal e Upanema.
Segundo as apurações, há indícios de irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. As investigações envolvem empresas sediadas no Rio Grande do Norte que atuavam junto a administrações municipais de diversos estados.
Auditorias realizadas identificaram falhas na execução contratual, incluindo indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado e sobrepreço nos contratos analisados.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas.
O nível de despesa com pessoal caiu mais de 10 pontos percentuais no Rio Grande do Norte durante a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Isso significa que, ao longo do governo, o Estado diminuiu significativamente a proporção de recursos destinada à folha de pagamento com funcionários, em relação à receita corrente líquida.
Dados reunidos pela Secretaria de Tesouro Nacional (STN) apontam que o Poder Executivo do Estado comprometia 66,44% de sua receita com gasto de pessoal no fim de 2018, no encerramento da gestão do ex-governador Robinson Faria. Já em agosto de 2025 – últimos dados disponíveis, a taxa caiu para 55,73%. No total, uma redução de 10,71 pontos percentuais.
Despesa com pessoal em relação à receita cai 10 pontos no Governo Fátima – Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
A governadora Fátima Bezerra anunciou, nesta quarta-feira (28), a autorização para que o Comando-Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte inicie a seleção interna do Curso de Habilitação de Oficiais do Quadro Auxiliar (CHO), processo que não era realizado desde 2008. O anúncio foi feito durante a solenidade de conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS 2025.3), no Ginásio Nélio Dias, em Natal, que formou 816 sargentos-alunos.
“O último Curso de Habilitação de Oficiais foi realizado em 2008. São 18 anos de espera. Por isso, este é um momento simbólico para a nossa corporação. Uma ação concreta na política de valorização dos nossos militares, garantindo oportunidades reais de crescimento profissional, justiça na carreira e o fortalecimento da Polícia Militar do Rio Grande do Norte”, afirmou a governadora.
A indústria do Rio Grande do Norte avançou em 2025, com destaque para o setor têxtil, que apresentou crescimento expressivo e ampliou sua participação na produção industrial do Estado. É o que aponta análise técnica elaborada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, no período de janeiro a novembro de 2025, a confecção de artigos do vestuário e acessórios passou a liderar a participação na atividade industrial potiguar, representando 30% do total da produção, consolidando-se como o segmento de maior destaque no estado. Em 2024, o setor respondia por 21%, indicando um crescimento de 9 pontos percentuais em apenas um ano.
Além do setor têxtil, a estrutura industrial do estado em 2025 foi composta pela indústria de transformação (22%), fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (21%), fabricação de produtos alimentícios (21%) e indústrias extrativas (6%).
Desempenho industrial
A análise do desempenho industrial entre 2024 e 2025 aponta um movimento de reorganização e fortalecimento da indústria potiguar. Embora alguns segmentos tradicionais tenham enfrentado retração em decorrência de fatores conjunturais, outros setores assumiram papel de protagonismo, contribuindo para a manutenção do dinamismo econômico do estado.