25/09/2026
07:24

Foto: cedida

A candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) reforçou, durante plenária realizada em Parnamirim, a estratégia de vincular sua candidatura ao projeto político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à continuidade do grupo governista no Rio Grande do Norte.

O encontro, promovido pelo ex-vereador de Parnamirim e ex-deputado estadual Carlos Augusto Maia, reuniu a governadora Fátima Bezerra, os candidatos ao Senado Samanda de Lula e Rafael Motta, o candidato ao Governo do Estado Cadu de Lula, Fernando Mineiro, candidato à reeleição para a Câmara dos Deputados, e Ivanilson Oliveira, que disputa novo mandato na Assembleia Legislativa.

Durante o ato, Fátima pediu votos para os candidatos ao Senado que integram o grupo de apoio a Lula e citou nominalmente Samanda e Rafael Motta.

“Eu vim aqui também pedir o voto para os senadores do time de Lula”, afirmou a governadora.

Fátima também destacou a atuação política de Samanda em Parnamirim e apresentou a candidatura como parte da representação do grupo no Senado.

“Votar em Samanda, Parnamirim, é votar na mulher que mais trabalhou por essa cidade”, declarou.

A governadora relacionou ainda a eleição para o Senado à composição política do Congresso Nacional em um eventual novo mandato de Lula. Entre os temas mencionados, citou a discussão sobre a jornada 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

Samanda associa candidatura à trajetória de Fátima

Em seu discurso, Samanda buscou aproximar sua candidatura da trajetória política de Fátima Bezerra. Ela lembrou a decisão da então senadora de disputar o Governo do Estado em 2018 e afirmou que pretende dar continuidade, em Brasília, à atuação política da governadora.

“Era muito legítimo ela querer voltar para cuidar do Rio Grande do Norte lá no Senado Federal. Mas poucas políticas desse estado nunca aceitaram uma mulher com a história de Fátima ocupar o espaço que ela procurou”, afirmou Samanda.

A candidata também destacou sua relação política com Fátima e apresentou a disputa pelo Senado como parte de um projeto que reúne as candidaturas apoiadas pela governadora e pelo presidente Lula no Rio Grande do Norte.

Segundo Samanda, a composição do Senado terá peso direto sobre a tramitação de propostas defendidas pelo governo federal.

“O Senado é por lá que passam decisões importantes das nossas vidas”, declarou.

Entre os temas citados pela candidata estão o debate sobre o fim da escala 6×1 e propostas relacionadas à segurança pública.

Cadu reforça importância da bancada no Congresso

O candidato ao Governo do Estado Cadu de Lula também destacou, durante a plenária, a importância das eleições proporcionais e para o Senado na formação de uma base parlamentar de apoio ao presidente.

“Os senadores de Lula estão aqui em cima desse palanque”, afirmou, ao citar Samanda e Rafael Motta.

Cadu disse que a reeleição de Lula é uma das prioridades do grupo e defendeu a eleição de deputados federais e senadores alinhados ao governo federal para ampliar a sustentação política das propostas apresentadas durante a campanha.

Cadu apresenta compromissos para Parnamirim

Durante o evento, Cadu também apresentou propostas direcionadas a Parnamirim. Entre elas, citou a ampliação das ligações viárias no município, a drenagem da Avenida Olavo Montenegro e a requalificação da Avenida Maria Lacerda.

Segundo o candidato, o projeto de drenagem da Olavo Montenegro está pronto e prevê investimento de R$ 27 milhões.

Cadu mencionou ainda a construção do Hospital Metropolitano, em Emaús, como uma das principais obras previstas para a região. A unidade integra o Novo PAC e, segundo as informações apresentadas durante a plenária, terá 350 leitos.

“O presidente Lula está construindo aqui em Parnamirim um hospital metropolitano com 350 leitos”, afirmou.

Fátima defende continuidade com Cadu

Fátima Bezerra também aproveitou a plenária para defender a candidatura de Cadu ao Governo do Estado. Ao abordar os quase oito anos de sua administração, a governadora associou o candidato à continuidade do atual projeto político no Rio Grande do Norte.

“Esse rapaz traz esse mesmo DNA. Toda essa energia que ele tem, todo esse preparo que ele tem, inclusive do ponto de vista técnico”, afirmou.

Segundo Fátima, Cadu reúne experiência administrativa e conhecimento sobre a situação do Estado para dar continuidade às políticas desenvolvidas durante sua gestão.

“Não vamos deixar que roubem da gente os nossos sonhos. O sonho da gente continuar tendo o Rio Grande do Norte no rumo certo”, declarou.

Carlos Augusto destaca “coerência política”

Anfitrião do encontro, Carlos Augusto Maia afirmou que o apoio aos candidatos presentes na plenária está relacionado às alianças construídas ao longo de sua trajetória política.

Ex-vereador de Parnamirim e ex-deputado estadual, ele relembrou o apoio dado a Fátima em outras disputas eleitorais e classificou como uma questão de “coerência política” a defesa das candidaturas de Cadu, Samanda, Rafael Motta, Fernando Mineiro e Ivanilson Oliveira.

Campanha entra na reta final

Com a eleição marcada para 4 de outubro, os discursos durante a plenária também tiveram tom de mobilização para os últimos dias de campanha.

Cadu afirmou que pretende intensificar as atividades de rua, incluindo agendas em comunidades e na zona rural.

“O que está em jogo no dia 4 de outubro é se o Brasil e o Rio Grande do Norte vão retroceder ou vão continuar avançando”, declarou.

Samanda também pediu mobilização dos apoiadores e voltou a relacionar sua candidatura ao Senado à eleição de Lula e à manutenção de uma bancada alinhada ao presidente no Congresso Nacional.

A plenária terminou com a defesa do voto conjunto nas candidaturas apoiadas pelo grupo no Estado, reunindo Lula para a Presidência, Cadu para o Governo do RN, Samanda e Rafael Motta para o Senado, além das candidaturas proporcionais presentes no encontro.

Publicado por: Chico Gregorio


25/09/2026
07:23

Foto: reprodução/Bru no Barreto***

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve decisão favorável em um recurso interposto no processo que trata dos crimes de homicídio qualificado e estupro contra a estudante Zaira Dantas Silveira Cruz, ocorrido durante o carnaval de Caicó, em 2019. A decisão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) levou ao aumento da pena e perda imediata do cargo de policial Militar para Pedro Inácio Araújo de Maria, condenado por cometer os crimes.

Na decisão, o relator, desembargador Saraiva Sobrinho, acolheu o pedido do MPRN para considerar a culpabilidade e as consequências do crime como circunstâncias a serem valoradas de forma negativa para fins de fixação da pena base. No caso desta última vetorial, o magistrado reconheceu o severo e irreversível abalo psicológico e emocional provocado à família da vítima.

A Justiça determinou ainda a perda do cargo de policial militar, considerando a pena aplicada superior a 4 anos e a incompatibilidade da conduta com o decoro da função policial.

Com o provimento parcial do recurso do MPRN, a pena final de Pedro Inácio Araújo de Maria foi fixada em 26 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O voto do relator foi acompanhado de forma unânime pelos integrantes da Câmara Criminal.

Apelação defensiva negada

No julgamento, a Justiça afastou as preliminares de cerceamento de defesa, destacando que a exigência de quesitos prévios para a oitiva de peritos em plenário foi devidamente fundamentada e aceita sem impugnação oportuna. A Justiça também rejeitou a alegação de irregularidade na formação do Conselho de Sentença quanto à atuação de jurados em unidades jurisdicionais distintas.

A Justiça negou também o pedido de anulação por alegada contrariedade da decisão à prova dos autos. A condenação fundamentou-se nos laudos das perícias oficiais realizadas pela Polícia Científica do RN (ITEP), que atestaram a morte resultante de asfixia mecânica por estrangulamento e confirmaram a violência sexual. A Justiça destacou que a divergência trazida por parecer técnico particular da defesa não autoriza a cassação da decisão soberana do júri.

Publicado por: Chico Gregorio


25/09/2026
07:21

Foto: cedida

Por Cleber Lourenço, do ICL Notícias

O governo federal decidiu incluir as apostas esportivas na medida que prepara para proibir as bets no país e estuda cobrar das empresas o ressarcimento de gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados ao vício em apostas. O pacote em elaboração também não prevê período de transição para as operadoras e será acompanhado de um projeto de lei com medidas penais contra empresas que insistirem em atuar ilegalmente após a mudança.

As informações foram obtidas pelo ICL Notícias com uma fonte diretamente envolvida na elaboração das medidas. Questionada se a proibição alcançará também as apostas esportivas, a resposta foi taxativa: “Tudo proibido”.

A definição encerra, dentro do governo, uma discussão que vinha ocorrendo nos últimos dias sobre o alcance da medida. Uma das alternativas analisadas atingiria apenas os cassinos on-line, como o chamado “jogo do Tigrinho”, preservando as apostas sobre resultados esportivos. Esse desenho foi descartado.

“Vai cair tudo”, afirmou a fonte ao resumir o alcance do pacote.

O texto está em fase de ajustes finais e ainda depende do aval definitivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a fonte, restam acertos para Lula “bater o martelo”. A expectativa é que as medidas sejam anunciadas até segunda-feira (28).

Outro ponto definido é a ausência de um período de transição. A possibilidade de as empresas receberem prazo para encerrar as atividades foi descartada pelo governo.​​

A questão tende a ser um dos principais focos de disputa jurídica, já que dezenas de empresas pagaram outorgas ao governo federal para obter autorização para explorar apostas de quota fixa. Cada autorização definitiva exigiu pagamento de R$ 30 milhões e tem prazo de cinco anos, podendo abranger até três marcas comerciais.

A eventual interrupção dessas autorizações antes do prazo deverá colocar em discussão os efeitos das licenças já concedidas pelo próprio Estado.

Governo estuda cobrança pelos gastos no SUS

Além da proibição, uma das frentes ainda em estudo prevê responsabilizar financeiramente as empresas pelos gastos públicos relacionados ao vício em apostas.

A ideia analisada pelo governo é buscar o ressarcimento ao SUS pelos custos decorrentes do tratamento de pessoas afetadas pela dependência em jogos. Diferentemente da proibição das bets, essa frente ainda não está fechada e passa por estudos jurídicos.

O tema ganhou peso diante do crescimento dos impactos das apostas sobre a saúde pública. Levantamento do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) estimou em R$ 30,6 bilhões por ano os impactos econômicos e sociais associados aos problemas provocados pelas apostas, considerando despesas de saúde e outras consequências para a sociedade.

O governo também analisa uma segunda frente relacionada ao superendividamento de apostadores. O formato jurídico das duas iniciativas ainda está sendo estudado.

Projeto terá medidas penais contra bets ilegais

O governo prepara ainda um projeto de lei para acompanhar a proibição e endurecer a resposta contra empresas que continuarem oferecendo apostas ilegalmente.

Segundo a fonte ouvida pelo ICL Notícias, as medidas penais serão direcionadas às bets que insistirem na ilegalidade depois da mudança. Os tipos penais, as penas e as situações concretas em que poderão ser aplicados ainda passam por ajustes.

A preocupação é evitar que a retirada das empresas autorizadas simplesmente transfira apostadores para plataformas clandestinas, muitas delas sediadas fora do país e sem autorização para funcionar no Brasil.

Hoje, o Ministério da Fazenda mantém uma lista de empresas autorizadas a explorar apostas de quota fixa e atua também no bloqueio de sites ilegais. Com uma eventual proibição ampla, a divisão atual entre mercado regulado e clandestino muda: empresas hoje autorizadas terão de deixar de oferecer o serviço, enquanto a exploração que persistir fora das novas regras será alvo do endurecimento planejado pelo governo.

O pacote representa uma mudança profunda em relação ao modelo adotado nos últimos anos. As apostas de quota fixa foram legalizadas em 2018, e a regulamentação do mercado avançou posteriormente até a criação do sistema de autorizações federais que passou a vigorar plenamente em 2025.

Desde então, as bets se tornaram grandes anunciantes e patrocinadoras do esporte brasileiro, especialmente do futebol. A proibição das apostas esportivas, portanto, terá efeitos que ultrapassam as próprias plataformas e poderá atingir contratos de publicidade, patrocínios de clubes e outras relações comerciais construídas em torno do setor.

Antes da edição da medida, o governo ainda trabalha nos últimos ajustes jurídicos. A preocupação é construir uma fundamentação capaz de sustentar a interrupção de uma atividade autorizada e regulamentada pelo próprio poder público e reduzir o risco de suspensão das novas regras pela Justiça.

A decisão política está praticamente fechada, segundo a apuração. O que permanece em discussão são pontos finais do texto e o formato de algumas das medidas. A palavra final será de Lula.

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
09:06

  • Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores do Ceará.

  • O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares.

  • Para 84% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 16% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro.

  • Lula aparece com 55% e Flávio Bolsonaro, 23%.

Lula, Flávio, Augusto Cury, Renan e Caiado — Foto: Globo

Lula, Flávio, Augusto Cury, Renan e Caiado — Foto: Globo

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores do Ceará. O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares.

Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados.

  • Lula (PT): 55% (eram 54% em 4 de setembro)
  • Flávio Bolsonaro (PL): 23% (eram 16%)
  • Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 10%)
  • Renan Santos (Missão): 3% (era 2%)
  • Ronaldo Caiado (PSD): 1% (era 1%)
  • Romeu Zema (Novo): 0 (era 0)
  • Edmilson Costa (PCB): 0 (era 0)
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era 0)
  • Samara Martins (UP): 0 (era 0)
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0
  • Clariana Barão (DC): 0 (era 0)
  • Hertz Dias (PSTU): 0 (era 0)
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era 0)
  • Indecisos: 6% (era 10%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 7%)

Para 84% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 16% dizem que ainda podem mudar o voto até as eleições, em 4 de outubro.

A Quaest ouviu 900 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é CE-08268/2026 e BR-03184/2026.

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:57

Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche — Foto: Reprodução

Candidatos à Presidência da República em 2026: Lula, Flávio, Cury, Renan, Caiado, Zema, Clariana, Edmilson, Hertz, Rui, Samara, Wilson e Avalanche — Foto: Reprodução

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23) mostra como está a disputa pela Presidência da República no 1º turno entre os eleitores de Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.

Veja, abaixo, os resultados da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra a lista de candidatos aos eleitores entrevistados:

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07818/2026

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:49

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) assinou um contrato de opção de compra futura de 4% de participação no Instituto Iter, criado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi localizado pela Polícia Federal durante as buscas realizadas contra o parlamentar e a advogada Valéria Linhares.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, em 14 de setembro, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de comercialização de influência junto a integrantes de tribunais superiores. Cezinha é investigado pela PF, mas nega irregularidades.

Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o acordo previa que o deputado adquirisse 4% do Iter. Cezinha teria depositado R$ 19.353 como caução, valor correspondente a 1% da participação. Os outros 3% seriam adquiridos de outros sócios do instituto.

Compra não foi efetivada

A assessoria de André Mendonça afirma que a opção de compra nunca foi concretizada e que Cezinha não chegou a integrar o quadro societário do Iter.

De acordo com a versão apresentada pelo ministro, o parlamentar não poderia ser sócio da instituição enquanto exercesse atividade política.

A negociação teria sido condicionada à eventual saída de Cezinha da política, com a possibilidade de conclusão do negócio após o fim de seu mandato, previsto para 2027.

O contrato encontrado pela PF acrescenta um novo elemento à relação entre o deputado e Mendonça, que já havia sido mencionada na investigação. Em março de 2025, Cezinha teria intermediado um encontro entre o ministro do STF e o empresário Daniel Vorcaro, então presidente do Banco Master. Mendonça confirmou a reunião e afirmou que o assunto tratado foram precatórios.

Um mês antes da operação contra o deputado, a PF havia apreendido R$ 510 mil em espécie em uma bagagem transportada por Valéria Linhares, namorada de Cezinha, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, segundo a Folha. A defesa e os envolvidos contestam as suspeitas investigadas.

ICL Notícias**

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:40

flavio-bolsonaro-daniel-vorcaro

Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou em janeiro de 2025, acompanhado da mulher e das duas filhas, em um jatinho que tinha entre seus proprietários uma empresa da qual Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, era sócio. A informação foi revelada pela revista piauí, que identificou a aeronave a partir do cruzamento de registros de tráfego aéreo e dados aeroportuários.

O avião era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Segundo a reportagem, a Prime You, empresa que tinha Vorcaro como sócio naquele momento, detinha um terço das cotas da aeronave, participação adquirida no fim de 2024. A companhia também operava o jato por meio da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços. Vorcaro permaneceu como sócio da Prime You até setembro de 2025.

Voo da Flórida para Brasília

A viagem ocorreu em 19 de janeiro de 2025. O avião decolou do Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida, e pousou em Brasília. Além de Flávio Bolsonaro, estavam a bordo sua mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, as duas filhas do casal e o advogado e empresário Willer Tomaz, amigo do senador.

Tomaz confirmou à piauí que possuía, por meio de uma empresa, outra das três cotas do Legacy 650. De acordo com relatório da Polícia Federal citado pela revista, cada participação de 33,33% na aeronave estava avaliada em US$ 5,5 milhões em maio de 2025.

A existência da viagem de Flávio e Tomaz entre Fort Lauderdale e Brasília havia sido revelada anteriormente por O Globo. A piauí avançou na apuração ao identificar que o avião utilizado era justamente o PP-NLR, cruzando registros históricos de tráfego aéreo, uma planilha de movimentos aeroportuários e informações do Registro Aeronáutico Brasileiro.

O mesmo jatinho usado por Alexandre de Moraes

O Legacy 650 ganhou projeção nacional porque foi a mesma aeronave utilizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto de 2025, sete meses depois da viagem de Flávio Bolsonaro.

A participação de Vorcaro na estrutura societária do avião acrescenta um novo elemento às relações que vêm sendo reveladas entre personagens da política, empresários e pessoas próximas ao ex-banqueiro.

A própria piauí já havia revelado que Flávio utilizou durante a campanha presidencial um apartamento em São Paulo pertencente a uma empresa de Willer Tomaz e anteriormente pertencente a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A revista também mostrou conexões envolvendo uma propriedade utilizada pela família Bolsonaro em Angra dos Reis e administrada pela Prime You.

Willer Tomaz diz que ofereceu carona a Flávio

Em nota enviada à piauí, Willer Tomaz afirmou que detinha um terço das cotas da sociedade proprietária do avião e que sua participação era administrada pela Prime You. Segundo ele, os voos contratados eram privados e não remunerados e, quando havia lugares disponíveis, amigos com o mesmo destino eram convidados a viajar sem qualquer pagamento ou contrapartida.

Tomaz afirmou ainda que só tomou conhecimento em abril de 2026 de que Daniel Vorcaro também teria adquirido uma participação na aeronave. Segundo sua versão, após descobrir a participação do ex-banqueiro, denunciou o contrato e entrou em litígio com a Prime You. O advogado declarou não conhecer Vorcaro pessoalmente e negou ter realizado negócios com ele.

A revelação sobre o jatinho amplia o escrutínio sobre as relações de Flávio Bolsonaro com pessoas e estruturas empresariais que também tiveram vínculos com Vorcaro. As circunstâncias financeiras envolvendo o Banco Master e personagens próximos ao ex-banqueiro seguem sob investigação das autoridades.

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:30

Agora RN

Uma cirurgia só vai poder tratar dois problemas que ameaçam a visão e ficam mais comuns com a idade. O Sistema Único de Saúde (SUS) vai incorporar um procedimento capaz de cuidar de glaucoma e catarata numa intervenção única, segundo decisão que o Ministério da Saúde publicou na quinta-feira 17, no Diário Oficial da União.

A abordagem é destinada a quem tem glaucoma primário de ângulo aberto em estágio leve ou moderado, e pode ser realizada durante a cirurgia de catarata. É uma técnica menos invasiva do que as alternativas disponíveis até agora, com recuperação mais rápida, menor risco de complicação e mais controle da pressão dentro do olho.

Close de um olho castanho, com detalhe da íris, da pupila e dos cílios
Olho humano em close; o novo procedimento é indicado para glaucoma leve ou moderado e pode ser feito durante a cirurgia de catarata — Pexels

 

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Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:24


Mossoró vai virar a capital administrativa do Rio Grande do Norte. Nos dias 28, 29 e 30 de setembro, a governadora Fátima Bezerra despachará diretamente da Reitoria da UERN, durante a programação da Festa da Liberdade.  A mudança temporária foi autorizada pela Lei nº 12.902, sancionada na terça-feira (22), após aprovação pela Assembleia Legislativa.

A agenda prevê reuniões, vistorias e ações nas áreas de infraestrutura, educação, abastecimento e segurança pública, além de encontros com o setor produtivo.

Mas Mossoró, como se sabe, não costuma ser exatamente uma cidade de baixa temperatura, nem no clima, nem na política.

A coincidência com a eleição de 2026 dá um ingrediente a mais à transferência da sede administrativa. O ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), candidato ao Governo do Estado, aparece na liderança de pesquisas recentes. Ou seja: o Governo vai para Mossoró justamente quando o município está no centro das atenções políticas do Estado.

Nada que desagrade a uma cidade acostumada a ocupar espaço. Mossoró tem tradição de temperatura elevada, de festa grande e, aparentemente, de produzir também bastante calor eleitoral.

Três dias de capital  e muita simbologia

A escolha do período não é casual. A instalação temporária do Executivo coincide com a Festa da Liberdade, programação que celebra episódios marcantes da história mossoroense: o Motim das Mulheres, a abolição da escravidão antes da Lei Áurea, a resistência ao bando de Lampião e o pioneirismo de Celina Guimarães Vianna no voto feminino.

Durante esses três dias, portanto, a Reitoria da UERN será o endereço do Governo do Estado. Natal continua sendo a capital oficial, evidentemente. Mas, entre segunda e quarta-feira, Mossoró ganha uma espécie de capital administrativa de temporada.

E pode preparar o ar-condicionado.Porque se o calor político continuar subindo no mesmo ritmo do termômetro, os três dias de Governo no Oeste prometem agenda cheia, discursos, reuniões e muita leitura de entrelinhas. No Oeste, até a mudança temporária da sede do Governo chega com sotaque político.

E calor, por lá, nunca foi novidade.

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:19

Foto: Assecom RN

Os primeiros 10 quilômetros da duplicação da BR-304 no Rio Grande do Norte serão liberados nesta quarta-feira (30), a partir de Assú em direção a Mossoró. Esse subtrecho corresponde a uma área já pronta para receber o tráfego de veículos e integra a etapa 1B do projeto de duplicação da BR 304, que contempla 57,6 quilômetros entre os municípios de Assú e Mossoró, com investimento total de R$ 376 milhões.

A intervenção é executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela gestão e fiscalização do empreendimento, e devidamente acompanhada pelo Governo do Estado. A emissão de sua ordem de serviços ocorreu no final de janeiro deste ano e as obras tiveram início no mês de março, com prazo de execução de 24 meses.

A Governadora Fátima Bezerra garantiu que a obra de duplicação da BR-304 fosse incluída como prioridade no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, além de participar de ações relacionadas ao licenciamento ambiental e de outras providências necessárias à viabilização do empreendimento.

A obra prevê a implantação de uma segunda pista com duas faixas de rolamento em paralelo à pista existente, permitindo ampliar a capacidade da rodovia e melhorar as condições de segurança viária e de circulação para os usuários. Segundo dados do DNIT, aproximadamente 50 mil veículos circulam diariamente pela região, o que demonstra a importância da BR-304 para o deslocamento de pessoas e o transporte de cargas no Rio Grande do Norte.

O subtrecho a ser liberado tem início no entroncamento da BR-304 com a RN-223, em Assú, e corresponde a aproximadamente 17% da etapa 1B da duplicação, tendo que os serviços necessários para sua liberação, incluindo sua drenagem e sinalização horizontal e vertical, garantindo sua plena utilização.

Além dos 10 quilômetros que serão liberados, os serviços seguem em outras frentes do trecho. Cerca de 50% da extensão do terreno já teve o processo de limpeza finalizada, enquanto a drenagem se aproxima de 30% de execução e a terraplenagem chega a aproximadamente 40%. Na pavimentação, já foram executados mais de 15 quilômetros de concreto compactado com rolo e mais de 13 quilômetros de pavimento de concreto.

“Um sonho, às vezes, precisa ser sonhado por muitos. Por aqueles que trabalham para crescer e por tantos outros que entendem a necessidade de agir, de sair do campo das ideias e ir à luta. Porque quem sonha – e sonhamos muito com a duplicação desta rodovia -, precisa trabalhar para torna-lo realidade. E, agora, temos o privilégio de ver a duplicação da BR 304 tornar-se realidade. Mais que um sonho, é uma obra gigante, e que quando concluída trará mais desenvolvimento e segurança a todos e todas que trafegam de uma ponta à outra do nosso Rio Grande do Norte. É obra que muitos duvidavam, e aqui estamos, com seu primeiro trecho concluído”, comemora a governadora Fátima Bezerra.

Momento histórico

Para o secretário de Estado da Infraestrutura, Gustavo Coelho, a liberação dos primeiros quilômetros representa um momento histórico para a infraestrutura rodoviária do Rio Grande do Norte. “A liberação dos primeiros 10 quilômetros é um momento histórico para a infraestrutura do Rio Grande do Norte. Essa obra é de grande importância para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, porque amplia a capacidade da nossa principal ligação rodoviária, melhora a segurança e fortalece a integração entre as regiões do Estado”, disse ele.

O secretário reforça que, embora a execução da obra seja de responsabilidade do Governo Federal, por meio do DNIT, o Governo do Estado teve participação decisiva na articulação para garantir a inclusão da duplicação da BR-304 entre as prioridades do Novo PAC.

“A governadora Fátima Bezerra incluiu a duplicação da BR-304 como prioridade no Novo PAC do Governo Federal, e o Estado atuou para viabilizar o empreendimento, inclusive nas ações relacionadas ao licenciamento ambiental, na articulação com o Governo Federal e no seu acompanhamento. É uma obra federal, executada pelo DNIT, mas de enorme importância para o Rio Grande do Norte”, explicou Gustavo Coelho.

A duplicação da BR-304 também contempla o trecho de 38,1 quilômetros entre o fim da Reta Tabajara, em Macaíba, e Riachuelo. O empreendimento foi dividido em cinco lotes para a execução das intervenções previstas na rodovia.

O primeiro contrato corresponde ao trecho 1B, entre Assú e Mossoró, com 57,6 quilômetros. O segundo lote compreende os 38,1 quilômetros entre Macaíba e Riachuelo. Os demais lotes abrangem outros segmentos da BR-304 no território potiguar

Eixo estratégico para o RN

Com 317 quilômetros de extensão no Rio Grande do Norte, incluindo uma sobreposição com a BR-101 dentro dos municípios de Natal e Parnamirim, a BR-304 é uma rodovia diagonal que começa no viaduto do Quarto Centenário, em Natal, e segue até o Estado do Ceará.

A rodovia é um dos principais eixos viários do Rio Grande do Norte, integrando Natal a Mossoró e às demais regiões do Estado, através das conexões com outras rodovias estaduais e federais, servindo para o deslocamento de pessoas e para o escoamento da produção industrial, mineral e agrícola do Estado, incluindo atividades importantes para a economia potiguar.

A duplicação amplia a capacidade de um dos principais corredores rodoviários do Rio Grande do Norte e contribui para melhorar as condições de tráfego, a mobilidade e a segurança dos usuários, além de favorecer a circulação de pessoas e mercadorias entre Natal, Mossoró e as diferentes regiões do território potiguar.

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:17

Foto: cedida

Em um encontro com empresários do setor hoteleiro na sede da ABIH-RN, o candidato ao governo do RN, Cadu de Lula, destacou a relevância de diversificar e interiorizar o turismo potiguar. Ele ressaltou a necessidade de casar o potencial do nosso litoral com atrações do interior, como as serras e cavernas, ampliando o tempo de permanência do visitante no estado. Ao reforçar a urgência de resgatar o orgulho da nossa terra e superar narrativas pessimistas, Cadu defendeu que o setor é a chave para a rápida geração de emprego e renda. “Nós temos um caminho a seguir e a gente vai seguir esse caminho. Vamos ter um estado cada vez mais desenvolvido, gerando emprego, renda e reduzindo a desigualdade social”, afirmou o candidato.

Durante o bate-papo, Cadu defendeu com firmeza uma gestão técnica, pautada no uso inteligente de dados e no diálogo constante com o setor privado. Ele destacou que a tomada de decisões no turismo exige planejamento fundamentado em estatísticas e métricas reais. Além disso, defendeu a qualificação profissional conectada às demandas reais da cadeia produtiva, reforçando que Parcerias Público-Privadas (PPPs) e governos abertos são caminhos essenciais para acelerar o desenvolvimento potiguar.

O candidato reafirmou sua prontidão e maturidade política para assumir o comando do Rio Grande do Norte. Cadu relembrou sua trajetória técnica e de dedicação ao serviço público, destacando a experiência adquirida ao enfrentar momentos desafiadores no estado. Ele aproveitou a ocasião para pedir que os eleitores analisem com atenção o histórico, a honestidade e os compromissos de cada postulante, reforçando que seu projeto é construído de forma transparente e alinhado com as reais necessidades da população.

O debate foi centrado no que o candidato chama de “Experiência Rio Grande do Norte”. Cadu enfatizou a importância de oferecer um atendimento especializado e capacitado aos visitantes, citando a formação em idiomas para recepcionar melhor o turista internacional, além de um olhar diferenciado para a segurança pública em corredores turísticos. Para o candidato, garantir que o visitante se sinta seguro e bem acolhido desde a sua chegada é um pilar indispensável para consolidar a imagem do estado como um destino de excelência.

Por fim, o plano de infraestrutura rodoviária e abertura de novas rotas ganhou destaque na fala do candidato. Além de garantir a manutenção contínua das vias existentes para os principais destinos, Cadu defendeu investimentos estratégicos em novos acessos, como o projeto da rodovia litorânea interligando Touros a Areia Branca e a nova estrada de Pipa. O foco é encurtar distâncias, potencializar regiões com alto apelo turístico e estruturar o estado para um ciclo sustentável de expansão econômica.

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:15

Fotomontagem: Blog do Barreto

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:13

Foto: PMM

O Rio Grande do Norte fechou 2025 com 1,36 milhão de pessoas ocupadas, um aumento de 8,1% (mais 103 mil pessoas) em relação a 2012. No mesmo período, a população desocupada em relação à força de trabalho recuou para 8,07%, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

É o que mostram os dados do módulo Características Adicionais do Mercado de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Investigado desde 2012, o suplemento traz um retrato estrutural do mercado de trabalho, permitindo comparações de longo prazo.

Percentual de pessoas desocupadas – 2012-2025

O levantamento também mostra que, em 2025, o Rio Grande do Norte tinha 2,85 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais). Desse total, 1,48 milhão (52,1%) estava na força de trabalho e 1,37 milhão (47,9%) estava fora dela. Em relação a 2012, a população em idade de trabalhar cresceu em mais de 368 mil pessoas, sendo 70 mil a mais na força de trabalho e 298 mil a mais fora dela.

Mulheres ampliam participação na população ocupada

Assim como no Brasil, a participação feminina na população ocupada do RN cresceu entre 2012 e 2025. Entre os homens, o percentual de ocupados recuou de 61,0% para 58,2% no período. Já entre as mulheres, a participação subiu de 39,0% para 41,8%, um avanço de 2,7 pontos percentuais.

Serviços e administração pública puxam a geração de postos de trabalho

O mercado de trabalho potiguar acompanhou a tendência nacional de consolidação dos serviços e da administração pública como principais vetores de absorção de mão de obra, enquanto setores tradicionais perderam espaço relativo.

Entre 2012 e 2025, os maiores crescimentos absolutos de ocupados no RN ocorreram em Administração pública, defesa, educação e saúde (+120 mil pessoas), em Informação, comunicação, atividades financeiras e administrativas (+60 mil) e em Outros serviços (+23 mil).

Em sentido contrário, as maiores retrações foram na Indústria geral (-41 mil), em Serviços domésticos (-36 mil) e, empatadas, na Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-27 mil) e na Construção (-27 mil).

Pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência

Mil pessoas – RN

Grupamentos de atividades no trabalho principal 2012 2025 Diferença Variação (%)
Total 1.264 1.367 103 8,15
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura 127 100 -27 -21,26
Indústria geral 144 103 -41 -28,47
Construção 125 98 -27 -21,60
Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas 287 283 -4 -1,39
Transporte, armazenagem e correio 47 64 17 36,17
Alojamento e alimentação 62 79 17 27,42
Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas 94 154 60 63,83
Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais 232 352 120 51,72
Outros serviços 54 77 23 42,59
Serviços domésticos 92 56 -36 -39,13

Mais da metade da população ocupada está em pequenas empresas

Desde o início da série histórica da pesquisa, a maior parte das pessoas ocupadas estão inseridas em pequenas empresas de 1 a 5 empregados, com 54,7% para 2025, ou em grandes empresas com 51 pessoas ou mais, equivalente a 25,1% das pessoas ocupadas no setor privado. Esses dois conjuntos das empresas respondem por quase 80% das ocupações no estado.

Sindicalização cresce frente a 2022, mas segue bem abaixo de 2012

A taxa de sindicalização dos trabalhadores no Rio Grande do Norte fechou 2025 em 10,4% (142 mil pessoas), reagindo ao piso da série, registrado em 2022 (9,4%, ou 126 mil pessoas). Ainda assim, o indicador permanece distante do topo histórico, alcançado em 2015, quando 18,8% dos ocupados (254 mil pessoas) eram associados a sindicato.

Na comparação de longo prazo, a proporção geral de sindicalizados encolheu de 17,1% (216 mil pessoas) em 2012 para 10,4% (142 mil) em 2025. A queda atingiu os dois sexos: entre os homens, a taxa recuou de 17,7% (137 mil) para 10,8% (86 mil); entre as mulheres, de 16,2% (80 mil) para 9,9% (56 mil).

Percentual de pessoas ocupadas que estavam associadas a sindicatos, por sexo – Rio Grande do Norte

2012:
Total — 17,1%
Homens — 17,7%
Mulheres — 16,2%

2015:
Total — 18,8%
Homens — 18,7%
Mulheres — 19,1%

2018:
Total — 15,4%
Homens — 16,0%
Mulheres — 14,5%

2022:
Total — 9,4%
Homens — 10,0%
Mulheres — 8,5%

2024:
Total — 10,0%
Homens — 11,2%
Mulheres — 8,1%

2025:
Total — 10,4%
Homens — 10,8%
Mulheres — 9,9%

Registro no CNPJ avança entre empregadores e trabalhadores por conta própria

Entre 2012 e 2025, a formalização por meio do CNPJ cresceu tanto entre os empregadores, que trabalham no próprio negócio contratando ao menos um empregado, quanto entre os trabalhadores por conta própria, que atuam de forma autônoma, sem funcionários.

No grupo dos empregadores, a taxa de registro no CNPJ subiu de 71,0% (25 mil pessoas) em 2012 para 79,5% (35 mil) em 2025, avanço puxado pelo público feminino, que passou de 5 mil (64,2%) para 14 mil (82,4%) empregadoras com CNPJ, enquanto os homens variaram de 20 mil (73,0%) para 20 mil (77,6%).

Já entre os trabalhadores por conta própria, a formalização mais que dobrou, saindo de 13,8% (49 mil pessoas) em 2012 para 25,7% (106 mil) em 2025. O crescimento foi mais expressivo entre as mulheres autônomas, que foram de 15 mil (14,0%) para 50 mil (35,9%) com CNPJ, enquanto os homens passaram de 34 mil (13,7%) para 56 mil (20,5%).

Com 25,7% de registro no CNPJ entre conta-própria em 2025, o Rio Grande do Norte ocupa a 1ª colocação da Região Nordeste e a 13ª do País nesse indicador. Em relação a 2012, o percentual quase dobrou no estado, com avanço de 11,9 pontos percentuais.

Distribuição percentual das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência como empregador ou conta própria no trabalho principal (%) – RN

Registro do empreendimento no CNPJ 2012 Total Homens Mulheres 2025 Total Homens Mulheres
Empreendimento registrado no CNPJ 13,8 13,7 14,0 25,7 20,5 35,9
Empreendimento não registrado no CNPJ 86,2 86,3 86,0 74,3 79,5 64,1

Associação a cooperativas de trabalho recua

Entre 2012 e 2025, a associação a cooperativas de trabalho ou produção entre empregadores e trabalhadores por conta própria no Rio Grande do Norte caiu de 6,7% (24 mil pessoas) para 4,0% (16 mil).

A retração ocorreu entre os homens, cuja proporção caiu de 7,1% (18 mil) para 4,0% (11 mil), e também entre as mulheres, que recuaram de 5,7% para 4,0% — mantendo, porém, o contingente em 6 mil pessoas.

Estabelecimento próprio é o principal local de trabalho, mas padrão difere por sexo

Excluídos os empregados do setor público e os trabalhadores domésticos — e sem se tratar de uma medida de trabalho remoto —, o levantamento mostra que o estabelecimento do próprio empreendimento é o principal local de trabalho no RN (56,0%), seguido por local designado pelo cliente ou empregador (15,4%) e, empatados em terceiro lugar, fazenda/sítio/granja (7,7%) e o próprio domicílio (7,7%).

Há diferenças marcantes entre os sexos: a atuação em estabelecimento próprio atinge 74,2% das mulheres ocupadas contra 45,6% dos homens. Já o trabalho em local designado pelo empregador é mais comum entre os homens (21,7% ante 4,2% das mulheres), assim como o trabalho em veículo automotor (8,5% dos homens, item sem registro relevante entre as mulheres). O trabalho no próprio domicílio, por sua vez, é mais frequente entre as mulheres (13,1% ante 4,6% dos homens).

Distribuição percentual das pessoas de 14 anos ou mais de idade ocupadas na semana de referência, por sexo e local do exercício do trabalho (%)*

Local Total Homens Mulheres
Em estabelecimento do próprio empreendimento 56,0 45,6 74,2
Em local designado pelo empregador, patrão ou freguês 15,4 21,7 4,2
Em fazenda, sítio, granja, chácara etc. 7,7 10,7 2,4
No domicílio de residência 7,7 4,6 13,1
Em veículo automotor 5,4 8,5 –
Em via ou área pública 4,6 5,7 2,8
Em estabelecimento de outro empreendimento 2,2 2,1 2,5
Em domicílio do empregador, patrão, sócio ou freguês 0,5 0,6 0,3
Em outro local 0,5 0,5 0,5

*exclusive os empregados no setor público e trabalhadores domésticos no trabalho principal.

Sobre a pesquisa

O módulo Características Adicionais do Mercado de Trabalho é investigado na primeira entrevista aos domicílios selecionados para a PNAD Contínua desde 2012, abrangendo temas estruturais como associação a sindicato, registro no CNPJ, cooperativismo e local de trabalho.

Diferentemente do monitoramento conjuntural mensal e trimestral, o suplemento oferece um retrato estrutural do mercado de trabalho brasileiro, com dados representativos para o Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação, permitindo comparações históricas de longo prazo (2012–2025).

Os anos de 2020 e 2021 não tiveram divulgação em razão da pandemia de Covid-19, e os dados estão reponderados com base no Censo Demográfico 2022

Publicado por: Chico Gregorio


24/09/2026
08:11

Fotomontagem: ICL Notícias

Por Alice Maciel e Paulo Motoryn, do ICL Notícias 

Durante um ano e meio, Lídia Maria Figueiredo Mazelli, 61 anos, trabalhou no escritório do advogado Willer Tomaz, amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Desde que deixou o emprego, em setembro de 2020, passou a responder, ao menos no papel, como dirigente de 14 empresas ligadas ao antigo patrão, conforme levantamento do Núcleo Investigativo do ICL Notícias e da newsletter Noites Húngaras.

Os negócios incluem uma mansão avaliada em R$ 10 milhões, em Angra dos Reis (RJ), que foi alvo de disputa judicial com o jogador Richarlison; uma ilha anunciada por R$ 17 milhões, também em Angra; um hangar de luxo em Brasília e a companhia responsável por processar os pagamentos das bets credenciadas pelo governo do Rio de Janeiro.

Em agosto, Willer Tomaz foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Amigo próximo de Flávio Bolsonaro, o advogado emprestou dois imóveis recentemente ao senador: uma casa em Angra dos Reis, onde Flávio comemorou o aniversário da filha em fevereiro, e um apartamento em São Paulo usado durante a campanha presidencial. Os imóveis também têm conexões com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, conforme revelaram o ICL Notícias e a revista Piauí.

Apesar de constar como diretora e presidente das empresas de Willer Tomaz, Lídia leva uma vida distante do padrão normalmente associado a executivos. Localizamos ela em um prédio no Riacho Fundo, região administrativa do Distrito Federal, cerca de 20 quilômetros do centro do plano piloto de Brasília. O prédio de três andares está localizado em uma área comercial, e sobre uma loja de móveis.

 

Prédio onde mora Lídia, que aparece como presidente das empresas investigadas. Foto: ICL Notícias

Ao ser abordada, Lídia disse que trabalha no local como doméstica, negou conhecer Willer Tomaz e afirmou não saber que seu nome aparece à frente das empresas do advogado. “Acho que teve alguma confusão aí. Eu nem trabalho lá. Eu sou doméstica aqui”, ressaltou.

Ao ser questionada se seus dados poderiam ter sido usados sem autorização, Lídia respondeu que não sabia. “Então, não sei. Porque eu não conheço [Willer Tomaz]. Não tenho nenhum problema, não. Eu tenho trabalhado aqui, na casa de uma moça”, afirmou.

Lídia também negou ser Lídia Maria Figueiredo Mazelli. Uma encomenda recebida por ela quando estávamos na entrada do prédio, porém, trazia esse nome completo. A identificação foi ainda corroborada pela reportagem por meio da comparação da entrevistada com a fotografia de um documento de identidade de Lídia Maria Figueiredo Mazelli apresentado por ela a envolvidos na disputa  pela mansão em Angra dos Reis.

Procurado, Willer Tomaz negou, em uma primeira resposta, por meio de nota, que a pessoa encontrada pela reportagem fosse a administradora de suas empresas. “Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa”, afirmou. Depois de ser confrontada com as provas levantadas pelo ICL Notícias, porém, a assessoria do advogado mudou a versão. Em um segundo momento, por meio de ligação telefônica, informou que a mulher abordada era, de fato, Lídia e afirmou que ela teria ficado com medo durante a abordagem, razão pela qual teria dado respostas evasivas e se retirado do local.

Em nota, o advogado afirmou ainda que Lídia Maria Figueiredo Mazelli “é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas”, além de ter ocupado cargos de direção em empresas do grupo. Diante da afirmação, a reportagem pediu que a assessoria apresentasse qualquer tipo de comprovação da graduação mencionada e da formação alegada para o exercício desses cargos. Não houve resposta a esse pedido até a publicação desta reportagem.

Sobre a Operação Sem Desconto, Willer afirmou que “não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso”.

 

Fotos: Reprodução

De funcionária a presidente dos negócios de Willer Tomaz

O advogado Willer Tomaz representou Lídia na Justiça enquanto ela trabalhava como funcionária dele. Em junho de 2019, ele assumiu sua defesa no inventário aberto para a partilha dos bens deixados pela mãe. Nos autos, Lídia afirmou não ter condições de pagar as custas e os honorários sem comprometer o próprio sustento e declarou ser “pessoa pobre na acepção jurídica do termo”.

Registros trabalhistas consultados pelo ICL Notícias mostram que ela teve vínculo formal no  escritório Willer Tomaz Advogados entre 25 de março de 2019 e 1º de setembro de 2020. Quatro dias depois do fim do contrato, em 5 de setembro, Lídia já aparecia como dirigente da Jet Line Locação e Serviços Aéreos. Na mesma época, ela assumiu a diretoria da WT Administração de Imóveis e Bens. Lídia deixou as empresas em agosto e julho de 2024, respectivamente.

Seu nome também passou pelo quadro de diretoria de companhias dos setores de comunicação, mineração, imóveis, investimentos e meios de pagamento. São elas: Difusora Comunicação, Embrasis, Jota Comunicação e Rádio Caxias. Mais tarde, seu nome apareceu nos registros da Carbon Cer, Alcazar, RioPag, Friponor, Capital Pretium,   Neoverde e a Ícaro Aviation, que opera um hangar de luxo para jatos executivos em Brasília.

Lídia, Tomaz, Flávio e a disputa polêmica pela mansão de Angra 

Como diretora-presidente da WT Administração de Imóveis e Bens, Lídia assinou documentos relacionados à disputa pela posse da mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. A casa foi comprada em 2020 pela Sport 70, empresa ligada ao jogador Richarlison. Dois anos depois, uma decisão judicial transferiu a posse do imóvel para a firma de Willer Tomaz. O processo foi encerrado em junho de 2025, com desfecho favorável ao advogado.

Apesar de não ser parte da ação, Flávio Bolsonaro foi arrolado como testemunha pelos advogados ligados ao jogador de futebol, conforme revelou em setembro de 2022, o portal Metrópoles. O senador esteve na mansão duas vezes antes de a empresa de Tomaz conseguir a posse.

 

Mansão ligada ao investigado na fraude do INSS e à empresa presidida por Lídia. Foto: Reprodução

O empresário Antônio Marcos da Silva, antigo dono do imóvel e responsável por vendê-lo ao grupo ligado a Richarlison, disse à Folha de S. Paulo que Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz se tratavam como sócios durante a visita à mansão. Ao ICL Notícias, Marcos contou que Flávio lhe apresentou o advogado dizendo: “Temos vários negócios juntos”.“Flávio dizia, ‘ô sócio, vamos comprar essa casa’”, recorda Marcos. “Eles também comentavam entre si que iam fazer uma casa compartilhada”, destacou.

 

Willer e Flávio Bolsonaro em registro conjunto – Foto: Reprodução

Anos depois, em fevereiro de 2026, Flávio Bolsonaro comemoraria o aniversário da filha caçula justamente em uma mansão compartilhada que também fica na Ilha Comprida, e que tem Willer entre seus cotistas. Conforme mostrou o ICL Notícias, a propriedade é gerida pela Prime You, empresa especializada no compartilhamento de bens de luxo ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.

A credibilidade do relato de Marcos foi questionada pela assessoria de Willer Tomaz, uma vez que o empresário foi condenado por estelionato em abril deste ano. Marcos afirmou que a decisão foi em primeira instância, que está recorrendo e é inocente. Ele destacou ainda que o processo nada tem a ver com o negócio de Angra dos Reis.

“Todas as decisões judiciais foram favoráveis ao Dr. Willer, inclusive no Superior Tribunal de Justiça, e já transitaram em julgado. A pessoa apresentada pela reportagem como ‘ex-dono’ nunca foi proprietária do imóvel: ocupava-o como posseiro, sem qualquer título, e foi denunciada por estelionato. A afirmação de que o senador Flávio Bolsonaro seria sócio do Dr. Willer ou participaria da compra é falsa. O senador não participou da aquisição e não tem qualquer participação no imóvel”, destacou em nota a assessoria de Willer Tomaz.

Flávio Bolsonaro foi procurado, mas não retornou às tentativas de contato da reportagem.

Lídia Mazelli presidiu empresa dona de ilha em Angra dos Reis

Além da mansão disputada com o jogador Richarlison, a WT Administração de Bens e Imóveis possui o direito de ocupação de outras três propriedades na Ilha Comprida, de acordo com levantamento da Secretaria do Patrimônio da União. A rede de negócios em nome de Lídia também chega a uma ilha particular em Angra dos Reis: a Ilha do José André. Com área de 56 mil metros quadrados, ela chegou a ser anunciada por R$ 17 milhões em um site de imóveis de luxo.

Ilha do José André, em Angra dos Reis, que chegou a ser anunciada por R$ 17 milhões – Foto: Reprodução Villasinbrazil

Lídia assumiu a presidência da Friponor Brasil Turismo, empresa responsável pela Ilha do José André, em novembro de 2023. Um ano e meio depois, foi ela quem assinou um pedido ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para saber quanto da ilha poderia ser ocupada por um empreendimento turístico. A empresa queria descobrir se poderia construir em até 10% ou 20% da área.

Em agosto, durante ato de campanha em Angra dos Reis, Flávio Bolsonaro defendeu mudanças para facilitar o licenciamento de condomínios, grandes empreendimentos e resorts na região, proposta que poderia beneficiar os interesses do amigo.

Ilha do José André, em Angra dos Reis – Foto: Reprodução Villasinbrazil
Empregada doméstica ‘participou’ de administração de empresa de apostas

Entre as empresas que tiveram Lídia Maria Figueiredo Mazelli em sua administração também está a Pixs Cobrança e Serviços em Tecnologia, atual RioPag S/A. A companhia foi contratada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) para processar depósitos, pagamentos e saques das casas de apostas credenciadas pelo governo estadual.

O contrato, estimado em R$ 32 milhões e com duração de cinco anos, colocou a ex-empregada doméstica de Willer Tomaz no comando formal de uma empresa responsável por movimentar o dinheiro das bets autorizadas pelo estado.

A contratação foi cercada de questionamentos. Conforme revelou a Folha de S.Paulo, apenas duas empresas participaram da licitação. A Idea Maker, que ofereceu repassar 26% das receitas ao estado, foi desclassificada porque registrou o percentual com duas casas decimais, “26,00%”, e não com as três exigidas pelo edital.

Com a eliminação da concorrente, a Pixs, cuja proposta inicial previa um repasse menor, de 20%, permaneceu sozinha na disputa. Posteriormente, a Loterj acertou com a empresa uma taxa de 26,455%. Depois de vencer a licitação, a Pixs transferiu sua sede do Paraná para o Rio de Janeiro e passou a ter Lídia em sua direção. O negócio foi fechado durante o governo de Cláudio Castro, aliado de Willer e de Flávio Bolsonaro. A Loterj acusa a Riopag de sumir com R$ 20,9 milhões do estado.

Os elos entre Flávio e Willer

A amizade entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz é pública desde 2021. Durante a CPI da Covid, o senador saiu em defesa do advogado e se referiu a ele como “meu amigo Willer Tomaz”. No ano seguinte, Flávio tentou emplacar o nome de Willer em uma vaga no Conselho Nacional de Justiça, mas a indicação não avançou.

A relação se estreitou ainda mais nos anos seguintes. Segundo O Globo, a Polícia Federal identificou ao menos cinco viagens internacionais feitas pelos dois no primeiro semestre de 2025. Em uma delas, Flávio e Willer viajaram com as famílias para a África do Sul e participaram de um safári ao lado do senador Weverton Rocha, também investigado no escândalo do INSS.

 

Na foto estão o advogado Willer Tomaz, o empresário Carlos Alberto de Sá, e os senadores Weverton Rocha e Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução

Apesar de negarem sociedade ou negócios em comum, Flávio e Willer assinam a defesa de um mesmo cliente em uma disputa de R$ 159 milhões no Superior Tribunal de Justiça. A ação começou em 2021, ano em que, segundo Antônio Marcos da Silva, Willer passou a se movimentar para assumir a mansão de Angra dos Reis, disputada com o jogador Richarlison.

Também em 2021, Flávio abriu seu escritório de advocacia em Brasília. Em entrevista à Agência Pública, Letícia Caetano dos Reis afirmou ter sido indicada por Willer para administrar o negócio do senador. O advogado negou a informação à época.

A indicação abre outro caminho nessa rede de relações. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Alexandre também é dono da Voga Serviços Contábeis, responsável pela contabilidade das empresas de Flávio.

O ICL Notícias revelou que a Bravo Grafeno, fabricante de capacetes da qual o senador é sócio, divide uma sala em Brasília com pelo menos 16 empresas ligadas ao Careca do INSS. As companhias também usam o mesmo escritório de contabilidade.

Resposta de Willer

A nota abaixo divulgada pela assessoria de Willer Tomaz traz informações que foram contestadas pela reportagem, como mostra o texto acima:

Em resposta às perguntas enviadas pelo ICL Notícias, o advogado Willer Tomaz esclarece:

A premissa da reportagem é falsa. A Sra. Lídia Maria Figueiredo Mazelli, que ocupou cargos de direção em empresas do grupo, é administradora de empresas, graduada há mais de 20 anos, e tem longa experiência em cargos de gestão em grandes empresas. Ela nunca trabalhou como empregada doméstica no escritório Willer Tomaz Advogados nem em qualquer outra empresa do grupo.

Consultada hoje, a Sra. Lídia negou ter dito a qualquer jornalista que é empregada doméstica, que não conhece o Dr. Willer ou que não sabia que era dirigente das empresas. Se a reportagem falou com alguém que disse isso, falou com outra pessoa.

A remuneração da profissional é informação privada e não será divulgada.

Pedimos que a reportagem informe quais “registros trabalhistas” consultou, pois, nos nossos registros, ela sempre figurou em cargos de gestão.

Quanto ao imóvel de Angra dos Reis, todas as decisões judiciais foram favoráveis ao Dr. Willer, inclusive no Superior Tribunal de Justiça, e já transitaram em julgado. A pessoa apresentada pela reportagem como “ex-dono” nunca foi proprietária do imóvel: ocupava-o como posseiro, sem qualquer título, e foi denunciada por estelionato. A afirmação de que o senador Flávio Bolsonaro seria sócio do Dr. Willer ou participaria da compra é falsa. O senador não participou da aquisição e não tem qualquer participação no imóvel.

O Dr. Willer não é investigado em desvios de aposentados, e a própria PGR se manifestou contra a diligência por falta de qualquer ligação com o caso.

Apenas uma informação a ser acrescentada: consta em nossos registros que a Sra. Lídia é graduada em administração de empresas, com larga experiência.

Publicado por: Chico Gregorio


23/09/2026
11:21

Agora RN

As campanhas dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte declararam R$ 11,067 milhões em receitas e R$ 15,411 milhões em gastos financeiros à Justiça Eleitoral. Os números constam no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultado nesta terça-feira 22. Os dados são atualizados durante a campanha conforme as prestações de contas enviadas pelos concorrentes.

Allyson Bezerra (União Brasil) aparece com o maior volume de gastos financeiros: R$ 6,673 milhões. A campanha informou receitas de R$ 4,653 milhões, sendo R$ 4,055 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 597,9 mil de recursos privados. O último relatório financeiro indicado no sistema foi entregue na sexta-feira 18.

Cédulas de real
Foto: José Aldenir/Agora RN

Álvaro Dias (PL) registra a maior arrecadação entre os candidatos, com R$ 5,018 milhões. Desse total, R$ 5 milhões vieram do Fundo Eleitoral, R$ 15,1 mil são classificados como recursos privados e R$ 3.360 correspondem a receitas estimáveis em dinheiro, como doações de produtos ou serviços. Os gastos financeiros declarados chegaram a R$ 5,770 milhões.

Cadu de Lula (PT) declarou R$ 1,230 milhão em receitas e R$ 2,873 milhões em gastos financeiros. A arrecadação inclui R$ 1,106 milhão do Fundo Eleitoral, R$ 12,9 mil do Fundo Partidário, R$ 74,2 mil de recursos privados e R$ 37,1 mil em receitas estimáveis. O relatório mais recente registrado pelo candidato também é da sexta-feira 18.

Os três candidatos que lideram a disputa eleitoral concentram 98,5% de todos os gastos financeiros informados pelos concorrentes ao Governo. Juntas, as campanhas de Allyson, Álvaro e Cadu declararam R$ 15,316 milhões em despesas. O valor corresponde a R$ 4,248 milhões a mais que toda a receita registrada pelas candidaturas até o momento.

A diferença entre os valores arrecadados e os gastos financeiros não representa necessariamente dívida vencida ou irregularidade. Durante a campanha, o sistema pode apresentar despesas contratadas antes do ingresso ou da contabilização de novos recursos. As informações também dependem dos relatórios enviados pelas próprias campanhas à Justiça Eleitoral.

Entre os demais concorrentes, Professor Robério Paulino (PSOL) informou R$ 101 mil em receitas. O valor é composto por R$ 90 mil do Fundo Eleitoral e R$ 11 mil em recursos estimáveis. Os gastos financeiros chegaram a R$ 44.926,50.

Arinalda do MLB (UP) declarou R$ 35.530 em receitas estimáveis e ainda não registrava gastos financeiros na comparação do TSE. Dário Barbosa (PSTU) informou R$ 28.002 em recursos do Fundo Eleitoral e R$ 23,5 mil em despesas.

Rodrigo de Bolsonaro (Agir), nome de urna de Karlo Rodrigo Lúcio Vieira, declarou R$ 222,40 em receitas privadas e R$ 26.222,40 em gastos financeiros. Henrique Lyra (PCO) apresentou uma prestação de contas sem movimentação financeira.

Carlos Jararaca e Godeiro Linhares, ambos vinculados ao DC, apareciam sem prestação de contas disponível no comparativo do TSE. O sistema também informa que o registro de Carlos Jararaca está indeferido e que a candidatura de Godeiro Linhares permanece pendente de julgamento. Henrique Lyra teve o registro indeferido, mas ainda está em prazo recursal ou com recurso. A relação e a situação das candidaturas podem mudar conforme novas decisões da Justiça Eleitoral.

Veja os valores declarados

Candidato Partido Receitas Gastos financeiros
Allyson Bezerra União Brasil R$ 4.653.588,20 R$ 6.673.076,87
Álvaro Dias PL R$ 5.018.460,00 R$ 5.770.039,87
Cadu de Lula PT R$ 1.230.673,75 R$ 2.873.328,27
Robério Paulino PSOL R$ 101.000,00 R$ 44.926,50
Arinalda do MLB UP R$ 35.530,00 R$ 0,00
Dário Barbosa PSTU R$ 28.002,00 R$ 23.500,00
Rodrigo de Bolsonaro Agir R$ 222,40 R$ 26.222,40
Henrique Lyra PCO R$ 0,00 R$ 0,00
Carlos Jararaca DC indisponível Indisponível
Godeiro Linhares DC indisponível Indisponível

Publicado por: Chico Gregorio