O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira, que não será permitido ato pró-Dilma Rousseff neste domingo, na Avenida Paulista, data em que grupos que defendem o impeachment da petista organizam um ato.
A determinação de que grupos de esquerda, como a CUT e o MST, não poderiam se manifestar na avenida localizada na área central de São Paulo neste domingo já havia sido anunciada pelo secretário de Segurança do Estado, Alexandre de Moraes, sob alegação de que a manifestação pró-impeachment foi marcada antes e é preciso todo cuidado para evitar o confronto entre grupos antagônicos.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, nesta manhã, Alckmin disse que a segurança dos manifestantes está garantida no dia 13 e que não serão permitidos atos pró e contra o impeachment nos mesmos local e horário.
“Nossa posição é extremamente clara, temos que apressar uma decisão, o Brasil não aguenta mais uma espiral recessiva sem precedente”, afirmou. “A situação política se agravou ainda mais e domingo estamos preparados aqui em São Paulo para oferecer toda a segurança para que as pessoas possam se manifestar.”
A Escola Multicampi de Ciências Médicas, ligada à UFRN em Caicó, inaugurada em 2014 , dentro dessa orientação do governo Dilma em ampliar e criar novos cursos e vagas em medicina, promove na manhã de ontem (07) a solenidade de implantação de quatro cursos do Programa de Residência Médica.
Serão duas residências multiprofissionais (Atenção Básica e Materno Infantil), e dois de residência médica (Cirurgia Geral e Medicina em Família).
Para aqueles que no governo de FHC alegavam que Caicó não tinha estrutura para implantação de um Curso de
medicina, fica a lição, quando existe vontade política , as dificuldades são superadas, o curso de medicina de
O Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – CEDECA Casa Renascer, entidade que luta pelos direitos de crianças e adolescentes no Rio Grande do Norte, principalmente vítimas de violências sexuais, vem a público expressar apoio e solidariedade à luta das mulheres nesse 8 de março.
Reconhecemos março como um mês emblemático de luta por direitos das mulheres. Sobre isso, não podemos esquecer o quão cruel e violenta se configura a conjuntura do Brasil, sobretudo para aquelas cujos direitos são renegados diariamente: as meninas, adolescentes e as jovens.
De acordo com o Mapa da Violência contra as Mulheres de 2015, o país ocupa a nefasta 5º posição no ranking mundial, com 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, cerca de 15 mulheres mortas por dia. Dados como esses são apenas números diante todo o feminicídio que não para de crescer no país. No Rio Grande do Norte, por exemplo, já se compreende um crescimento de 97,6% por ano de mortes registradas. Com números exorbitantes assim, também não devemos deixar de colocar quem são as principais vítimas dessas violências. As mulheres negras e de baixa renda vem, a cada dia, tendo sua expectativa de vida diminuída decorrente desse alto grau de violência.
Desde cantadas na rua, até agressões físicas causadas por ciúmes, tudo isso são causas de uma sociedade na qual a cultura de dominação do homem prevalece durante todo o processo de formação do indivíduo, desde a infância até a fase adulta. Num país onde as mulheres são taxadas pela mídia como objetos sexuais, e essas discussões e problematizações de gênero são omitidas dentro da sala de aula, todos os discursos e ações machistas e patriarcais que distinguem mulheres de homens são reproduzidas de gerações a gerações.
Durante o ano de 2015 e início de 2016, assistimos aos amplos debates entre segmentos da sociedade civil, representantes de instituições públicas e privadas, na construção dos Planos Municipais e Estaduais de Educação. O texto original dos Planos segue as orientações de organismos internacionais e estão de acordo com os Direitos Humanos de Crianças, Adolescentes e Mulheres, englobando as questões de gênero, orientação sexual, universalização de direitos, combate a preconceitos, discriminação e evasão escolar.
O papel do/as legislador/as é garantir os direitos humanos e constitucionais de toda população, independente de orientação de gênero ou orientação sexual. Por isso a importância da manutenção dos termos “gênero” e “orientação” para combater o preconceito e a violência que muitas crianças e adolescentes sofrem dentro da Escola. Além disso, podemos discutir a origem e as consequências dessas violências, possibilitando a elas uma prevenção e autoproteção de violência sexual.
Em nossa sociedade existe uma construção social e histórica de relações desiguais entre mulheres e homens, na qual eles assumem uma condição de privilégio e poder em relação a elas, sobretudo do ponto de vista de acesso a direitos. Apesar das conquistas femininas nas últimas décadas – voto feminino, liberação sexual com a pílula anticoncepcional, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei Maria da Penha – se olharmos para nossas casas, vamos nos dar conta que as mulheres ainda são encarregadas por cuidar dos lares, das crianças, idosos e doentes, enquanto os homens são destinados a espaços da esfera pública.
Na Câmara de Vereadores de Natal e na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, vimos um grande retrocesso nos direitos das crianças, adolescentes, mulheres e LGBT’s, quando a votação da discussão de gênero e orientação no Plano Municipal de Educação resultou em uma grande perda. Apesar da mobilização de indivíduos, movimentos e organizações de direitos humanos em esclarecer o debate, a visão deturpada de muitos legisladores prevaleceu durante toda votação.
É diante dessa discussão que o CEDECA Casa Renascer vem a público demonstrar apoio à luta das mulheres por melhores condições de vida, igualdade e direitos historicamente negados. Manifestamos também toda indignação diante do contexto de opressão na vida das meninas e mulheres, e seus constantes agravos em relação à ação dos Parlamentares na retirada das questões de gênero e orientação sexual dos Planos de Educação de Natal e do RN. A luta por esses direitos também é a luta pela vida das mulheres.
A prefeita de Ouro Branco, Drª Fátima Silva (PT), vivencia o quarto ano de seu mandato conseguindo realizações que a mantém fortalecida no cenário político em um ano fundamental, em que concorrerá à reeleição.
Além de diversas obras e empreendimentos realizados com recursos próprios, a prefeita manteve, mesmo diante da acentuada crise financeira, os salários dos servidores em dia.
A busca por recursos e convênios com os outros entes federativos tem sido uma constante em seu governo. Hoje, a chefe do Executivo está na capital federal, onde foi buscar mais recursos para implementar novas ações, e tocar obras em andamento.
Diante disso, o projeto de reeleição conta com a participação fundamental também do atual vice-prefeito Dr. Araújo, que compõe a chapa vitoriosa de 2012.
O desempenho da prefeita fez com que ela fortalecesse também sua base, que conta com o apoio dos vereadores Paulo Dantas (Presidente da Câmara), Fábio Severiano, Genildo Medeiros, Celso Garofa, Adriano Silva e Genilson Jerônimo.
A vida de sultão do atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) começa a ser desvendada pelos inquéritos abertos a partir de denúncias da Procuradoria Geral da República. Primeiro presidente da Câmara a ser transformado em réu em ação penal a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal, Cunha, conforme extratos já obtidos pelos investigadores, tem um longo histórico de gastos com viagens incompatíveis com os vencimentos de deputado federal e principalmente as compras em lojas de luxos e vultosos valores.
E algumas dessas viagens de Cunha incluem como companheiro um casal bastante conhecido em Brasília e no Rio Grande do Norte. O ex-deputado Henrique Eduardo Alves e sua mulher, a jornalista Laurita Arruda Câmara. Juntos, Eduardo Cunha, sua mulher, a também jornalista Cláudia Cruz, Henrique Alves e Laurita Arruda estiveram na Rússia, na China e em Dubai. Uma alegre turnê bastante registrada em fotografias divulgadas pelas redes sociais. A viagem fez parte de uma Missão Parlamentar à Rússia, em que parte das despesas ficou às expensas dos cofres públicos brasileiros. Dessa viagem à Rússia também fez parte parlamentares como o deputado federal Felipe Maia, do DEM-RN.
No carnaval de 2015, conforme registrou o blogueiro seridoense Marcos Dantas, Henrique Alves, que à época buscava o apoio de Eduardo Cunha para ser indicado pelo PMDB para o posto de ministro do Turismo – o que acabou conseguindo – se encontrou com o sucessor em Lisboa, onde se confraternizaram no famoso Restaurante dos Arcos. A despedida foi regada a um bom bacalhau, vinhos e, naturalmente, muita conversa política.
Antes de chegar a Portugal, Cunha já havia passado por Paris, onde se hospedou no exclusivíssimo Plaza Athenée, onde a suíte que ocupou tinha, à época, diária no valor de 1.745 Euros, valores de hoje R$ 7.500,00 o dia.
Nada mal para um parlamentar brasileiro.
Resta saber a fonte de tanto dinheiro para custear viagens nababescas. Os investigadores buscam as respostas.
A primeira delas, certamente, é Júlia Augusta de Medeiros nascida no Caicó de todos nós, na Fazenda Umari, no dia 28 de agosto de 1896, filha de Antonio Cesino de Medeiros e Ana Célia Amélia de Medeiros.
Júlia Medeiros exercendo seu direito de votar.
Júlia Medeiros é uma das mais importantes personalidades da história de Caicó. Adauto Guerra Filho, pesquisador e escritor, chega a afirmar que ela é a mulher mais importante da história de Caicó — foi professora e, sendo excelente oradora, era chamada para fazer saudações a autoridades e a falar em público em ocasiões festivas da cidade; foi a primeira mulher a dirigir um automóvel em Caicó; também a primeira conterrânea a viajar de avião e a pioneira a votar no Seridó.
Para que o voto feminino se consolidasse como um direito foi preciso uma luta de anos. A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino foi uma das instituições nacionais que se destacaram nesta luta. Sua Presidente, Bertha Lutz, visitou Caicó e estabeleceu com Júlia Medeiros uma posterior comunicação por cartas sobre temas de interesse da luta feminista daquela época.
Júlia também foi, anos depois, a primeira mulher a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal de Caicó (1951-1954 e 1954-1958).
VOTO FEMININO
Sobre o voto feminino, é necessário – fazendo justiça – destacar a sensibilidade e o apoio que a causa teve dos seridoenses José Augusto Bezerra de Medeiros e Juvenal Lamartine de Faria.
No Seridó, ainda sobre o tema, a primeira inscrita como eleitora é de Acari. Segundo pesquisa de Rostand Medeiros no sempre consultado sítio eletrônico www.tokdehistoria.com.br “a professora Marta Maria de Medeiros, de 24 anos, nascida e morando na Fazenda Rajada, filha do fazendeiro e coronel nomeado da Guarda Nacional Joaquim Paulino de Medeiros e da senhora Maria Florentina de Medeiros (conhecida como Dona Maricota), buscava junto ao Juiz da cidade, João Francisco Dantas Sales, o seu alistamento eleitoral, pois preenchia todas as condições para a inscrição.
A decisão do juiz Sales, ante o pedido da professora, foi publicada oficialmente no dia 10 de dezembro de 1927, tornando-a a quarta eleitora do Rio Grande do Norte e a primeira da região do Seridó.”
A primeira eleitora no Estado do Rio Grande do Norte é de Mossoró. Foi, aliás, “a primeira mulher oficialmente alistada e a primeira a receber um título eleitoral na América do Sul”: professora Celina Guimarães Vianna (Diário Oficial, em 25 de novembro 1927).
Não foi uma luta fácil. Os primeiros votos foram, inclusive, questionados. Em 1929, contudo, uma primeira mulher foi eleita. Em Lages-RN, Alzira Soriano se elegeu Prefeita, sendo a primeira mulher a ocupar tal cargo no Brasil.
No Seridó demorou um pouco mais a termos Prefeitas. Florânia foi a primeira cidade do Seridó a ter uma Prefeita: Possidônia Medeiros (Santa Laurentino). Jardim de Piranhas (Daura Saldanha) e Jardim do Seridó (Maria José de Medeiros) foram as seguintes. Mas os Municípios de Acari, Ipueira, Equador e Ouro Branco também já elegeram mulheres para o mais destacado cargo do Executivo local.
É consenso que o espaço político vai se ampliando, sobretudo pela atuação eficaz de muitas mulheres nas Câmaras e Secretarias Municiais, porém muito se deve as pioneiras, nem tanto lembradas como mereciam. E, mesmo não citando o nome de todas, espero ter provocado a lembrança e a homenagem as que não foram citadas.
Quanto a Assembleia Legislativa, a primeira mulher Deputada Estadual no Rio Grande do Norte é uma conterrânea seridoense de Currais Novos. Trata-se de Maria do Céu Pereira Fernandes, eleita em 1934. Depois de Maria do Céu, recordo somente outras duas seridoenses na Assembleia Legislativa: Monica Nóbrega Dantas e Ivonete Dantas. Teríamos tido mais alguma?
Monica Nóbrega Dantas, acariense, nascida em 1915, no dia 5 de maio e falecida em 18 de julho de 2000, foi Deputada Estadual por dois mandatos e Prefeita de Macaíba também por duas vezes. Ela era casada com Francisco Seráfico Dantas, empresário e agropecuarista que também foi Deputado Estadual e Prefeito de Acari. Ivonete Dantas, por sua vez, é caicoense, nascida em 16 de agosto de 1959. Foi Deputada Estadual por um mandato, eleita em 1994. Foi, também, Suplente de Senador, chegando a assumir o mandato por alguns períodos até concluir, como titular, a legislatura passada (2014-2015).
Com raízes no Seridó, duas deputadas federais já se elegeram: Wilma de Faria (1986) e Zenaide Maia (2014). Aliás, Wilma de Faria, inclusive, chegou ao Governo do Estado por duas vezes (2002 e 2006). Levam consigo a poeira do Seridó que contagia e nos cobra a fazer bem feito.
Como declarou, certa vez, o poeta Diógenes da Cunha Lima, ex-reitor da UFRN: “o Seridó é uma civilização solidária. Região desfavorecida pelo clima, nuvens e chão; é beneficiada pelo homem, sua vontade, sua decisão. E pelas bênçãos de Deus”.
Considerada o fiel da balança na condução do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional, a cúpula do PMDB do Senado começa a mostrar sinais de divisão. Alguns de seus integrantes avaliam que a conjuntura política se agravou para o governo nos últimos dias e começam rever a posição de apoio, adotada até aqui, pela permanência da petista no cargo.
Em conversas reservadas, a avaliação entre peemedebistas da Casa é de que a “temperatura elevou-se muito” após vir a público trechos da delação do senador Delcídio Amaral (PT-MS) e da possibilidade do surgimento de novos depoimentos de representantes de empreiteiras envolvidas no esquema investigado na Operação Lava Jato.
Em depoimento perante o grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República na Lava Jato, Delcídio acusou Dilma de atuar três vezes para interferir na operação por meio do Judiciário. A presidente negou as declarações do senador. As primeiras revelações do ex-líder do governo fazem parte de um documento preliminar de acordo de colaboração premiada, que ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
A avaliação no PMDB do Senado que tem atuado internamente na legenda, desde o ano passado, para barrar qualquer avanço do impeachment no Congresso, é de que os episódios recentes podem obrigá-los a passar de uma posição de “defesa do governo” para “expectativa do que pode vir”, considerou um integrante da legenda.
Na lógica que o impeachment ganhou “uma nova possibilidade”, integrantes do partido ressaltam, como ponto-chave, o fato de que, ao contrário do ano passado, o vice-presidente Michel Temer que também preside o PMDB, e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), têm se aproximado. Os primeiros passos para o apaziguamento foram feitos na montagem da nova Executiva do partido, que deve ser eleita na convenção do próximo dia 12.
Na ocasião, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), aliado de Renan, deverá assumir a primeira-vice-presidência do PMDB, podendo ocupar interinamente o comando da legenda caso Temer se afaste, iniciativa que já ocorreu um outras ocasiões. A demonstração de afinamento entre Temer e Renan também foi exposta na quinta-feira passada, dia que veio a público o depoimento de Delcídio. Na ocasião, o vice foi recebido pelo senador em Alagoas.
Um grampo foi encontrado na casa do ex-presidente Lula após operação da PF, segundo o Diário do Centro do Mundo.
De acordo com o post do jornalista Kiko Nogueira, uma das pessoas que estiveram no apartamento do ex-presidente Lula depois da operação da Polícia Federal na sexta-feira, dia 4, contou ao DCM que um grampo foi encontrado no sofá.
“O dispositivo de escuta foi localizado após uma varredura no imóvel — algo realizado com frequência tanto na casa em São Bernardo do Campo quanto no Instituto Lula, no bairro do Ipiranga. Não se sabe a procedência do grampo, quando exatamente ele foi instalado e se é legal — ou seja, autorizado por um juiz”, diz (leia aqui).
Uma verdadeira ‘bolada’ vai entrar nos cofres do ABC nos próximos dias. Tudo isso por causa de um jogador que sequer atua mais pelo clube Alvinegro.
Nessa segunda-feira (7), o Flamengo/RJ acertou a venda do atacante Kayke para o Yokohama Marinos, do Japão, por US$ 2 milhões (cerca de R$ 7,5 milhões), de acordo com informações do jornal Extra.
“Está vendido, o Flamengo foi inteligente, vai ficar com uma boa quantia, e o jogador vai fazer a independência financeira dele”, confirmou a informação Reinaldo Pitta, empresário do jogador em contato para a publicação carioca.
Kayke defendeu o ABC na temporada 2015, quando se transferiu para o Flamengo. No acordo ficou determinado que a equipe potiguar ficaria com 20% do valor de uma futura venda. Ou seja, cerca de R$ 1,5 milhão entrará nos cofres do Alvinegro.
Três datas e uma só comemoração. Assim, a Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) fará uma atividade festiva no próximo dia 16, para comemorar o Dia do Bibliotecário, o Dia da Poesia e a abertura da Sala Zila Mamede, profissional que criou o Sistema de Bibliotecas da UFRN, e atualmente nome da principal biblioteca das instituições de ensino superior do estado.
Abertas ao público, as festividades começam às 14h, no auditório da BCZM, no campus central, em Natal, com um debate sobre Os 21 anos de Bibliocanto: relatos de uma experiência, entre a bibliotecária Gildete Moura de Figuerêdo e a jornalista Maria Marize Lima de Castro, mediado pela professora Rildecir Medeiros, do Departamento de Ciência da Informação (DECIM) e ex-dirigente da BCZM. Jornal de circulação interna para divulgar as ações da Biblioteca da UFRN, Bibliocanto teve seu primeiro número em outubro de 1994.
Sala Zila
Após o debate haverá a abertura da “Sala Zila Mamede” no 2º piso, destinado às Coleções Especiais. Na Sala constam o acervo particular de Zila, composto por folhetos, periódicos, artigos de jornais, relatórios, fotografias, cartas, documentos pessoais e outros manuscritos. Quantos às obras, “muitas estão com dedicatórias de grandes nomes da cultura nacional”.
Quem visitar o ambiente vai encontrar, também, objetos do dia a dia da bibliotecária paraibana radicada em terras potiguares, como a mesa de trabalho, a máquina de datilografia e o Diploma de Biblioteconomia, concluído na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em dezembro de 1956.
“Trata-se de um canto onde se rememora a pessoa, a profissional de biblioteconomia e a poeta Zila Mamede”, explica Magnólia de Carvalho Andrade, diretora da BCZM, ao comentar a contribuição familiar para a execução desse projeto que nasceu em 1992, com a instalação solene da Coleção Especial Zila Mamede, pelo professor Edson Nery da Fonseca.
Por Vera Magalhães
Setores da oposição demonstram temor de que a renúncia ou a cassação de Dilma Rousseff pela Justiça Eleitoral, hipóteses que podem levar a uma nova eleição ainda neste ano, permitam uma candidatura de Lula à Presidência como forma de recuperar sua imagem e novamente responder do palanque às investigações contra ele nas operações Lava-Jato e Zelotes e no inquérito aberto pelo Ministério Público de São Paulo.
Lula ainda não teria nenhuma condenação judicial que o impedisse de ser candidato em tão pouco tempo — hipótese que passa a ser mais factível em 2018, caso as investigações avancem.
A oposição avalia que, mesmo enfraquecido, o ex-presidente pode ser um adversário forte, e uma disputa entre ele, Marina Silva (Rede) e Aécio Neves ou outro tucano seria “imprevisível”
Os diretórios estaduais do PMDB do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e do Mato Grosso do Sul irão apresentar na Convenção Nacional do partido, prevista para o próximo sábado, 12, moção em que defendem o desembarque imediato do governo da presidente Dilma Rousseff.
Michel Temer ocupa a vice (Foto: Wellington Rocha/PortalNoAr)
A ideia, segundo alguns dos responsáveis pelo documento, é de também coletar, ao longo da semana, apoio de outros Estados e levá-lo para votação no dia do encontro nacional do partido. Na ocasião, o vice-presidente da República, Michel Temer, deverá ser conduzido ao comando da legenda, posto que ocupa desde 2001.
“Vamos informar ao Michel sobre a moção que preparamos. Mas antes vamos coletar assinaturas de outras bancadas. Acreditamos que também teremos apoio de São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Acre e talvez Tocantins”, disse o deputado federal Osmar Terra, vice-presidente estadual do PMDB em RS. “Hoje, 80% das bases do partido apoiam o desembarque”, acrescentou.
O texto final do documento foi fechado em reunião realizada nesse último sábado na capital gaúcha e contou com a participação dos deputados federais do RS, SC, PR e MS.
O documento, que passou pela aprovação “unânime” dos diretórios estaduais, traz uma série de críticas ao PT e propõe o afastamento do governo Dilma e independência na atuação no Congresso Nacional.
“Propomos: que o PMDB se afaste dessa desastrosa condução do País e atue de forma independente do governo federal, nas suas ações e nas suas posições no Congresso Nacional. Temos que desembarcar do governo e construir a unidade em torno do vice-presidente Michel Temer e do partido, para socorrer o Brasil e ajudá-lo a sair do precipício onde se encontra. Isso é incompatível com seguir cegamente um governo que nunca nos ouviu ou respeitou”, diz trecho do documento intitulado Carta de Porto Alegre.
Congresso em Foco – O diretório do Partido dos Trabalhadores em Brasília está convocando apoiadores do ex-presidente Lula para protestarem contra as ações da Polícia Federal no próximo domingo (13). O ato será na Rodoviária de Brasília, a pouco mais de dois quilômetros da manifestação pró-impeachment no gramado do Congresso Nacional, marcada desde dezembro de 2015. Além da capital federal, estão programados atos em diversas localidades do Brasil.
Para evitar confrontos, o governo colocou os militares das Forças Armadas de prontidão. A Aeronáutica adiou o evento da troca da bandeira na Praça dos Três Poderes, que acontece no primeiro domingo do mês, para o dia 13. Os militares, porém, negam que a mudança tenha relação com os protestos. Segundo apuração do jornal O Globo, a Força Aérea estava mobilizada para realização da “Corrida da Paz”, do dia 21 de fevereiro, e não teve tempo para treinar os militares para a troca da bandeira.
Na sexta-feira (4), após o discurso de Lula sobre a condução coercitiva a que foi submetido, cerca de 400 manifestantes foram até a sede da Rede Globo, em Brasília, e impediram o fluxo de funcionários da emissora, travando a porta de entrada. Houve tumulto e a polícia precisou usar spray de pimenta e gás lacrimogêneo para conter os manifestantes.
No Rio de Janeiro, cerca de 100 partidários de Lula, incluindo a filha dele, Lurian Cordeiro Lula da Silva, também protestaram em frente à sede da emissora. Em Paraty, no litoral carioca, onde a família Marinho, proprietária da Rede Globo, possui uma casa de praia, manifestantes pró-PT também fizeram um ato a favor de Lula. Além de cartazes e faixas, os manifestantes levaram a réplica de uma jararaca para o protesto. A cobra lembrava a frase de Lula dita após a condução coercitiva afirmando que “se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça, bateram no rabo. A jararaca está viva”.
Por outro lado, em São Paulo, reduto brasileiro do anti-petismo, manifestantes pró-impeachment promoveram uma carreata para chamar a atenção da população para o próximo domingo. Cerca de 60 carros decorados com bandeiras do Brasil participaram do ato, que também contava com bonecos retratando Lula como presidiário.
Os ânimos entre apoiadores e críticos do PT se acirraram na sexta-feira (4), quando a Polícia Federal levou o ex-presidente Lula para prestar depoimento coercitivamente. A 24ª etapa da Operação Lava Jato, batizada de Aletheia, palavra grega que remete a verdade e revelação do que está oculto, investiga se o pecuarista José Carlos Bumlai, preso desde novembro, e empreiteiras beneficiaram o ex-presidente por meio do sítio de Atibaia e do tríplex no Guarujá.
O Ministério Público Federal aponta Lula como um dos principais beneficiários do esquema conhecido como petrolão, que desviou recursos da Petrobras. De acordo com os procuradores, há evidências de que Lula recebeu repasses do petrolão por meio de favores de empreiteiros. O MPF apura também os pagamentos ao ex-presidente feitos por empresas investigadas na Lava Jato a título de doações e palestras.
Lula, por sua vez, nega todas as denúncias e acusa diz que “merecia um pouco mais de respeito” da Polícia Federal. O ex-presidente foi quem convocou os petistas a irem às ruas para defender o partido. O próprio líder do partido afirmou que vai percorrer o país para lutar pela sua história e pela história do PT.
A respeito das declarações do jornalista Crispiniano Neto, diretor da Fundação José Augusto (FJA), em seu perfil pessoal na rede social Twitter, o governo do Estado divulgou a nota a seguir:
O posicionamento de Crispiniano Neto é pessoal e não representa, de maneira alguma, o pensamento do governo. O jornalista é responsável pelas opiniões pessoais que emite em suas redes sociais;
O Governo do Estado não concorda nem compactua com qualquer declaração que possa ser interpretada como incitamento à violência, assim como agressão ou insinuação relacionada ao cerceamento do trabalho da imprensa;
Estão sendo tomadas as providências para que, no protesto previsto para o dia 13 de março, seja garantida a presença policial e consequentemente, a segurança dos manifestantes e de todas as pessoas envolvidas neste ato democrático, incluindo a imprensa;
Expostas as considerações acima, o Governo do Estado convoca a todos, nesse momento de grande acirramento de ânimos, a darem as mãos em um pacto por mais tolerância e paz.