
Fotos: Jeosafá da Rocha/Via Certa Natal
Os manifestantes que estavam seguindo em passeata pela avenida Salgado Filho invadiram a FIERN,( Federação da Indústria do Rio Grande do Norte).
Os manifestantes de diversas classes sindicais ocupam a área externa do prédio. A avenida Salgado Filho segue bloqueada no local sentido Tirol. A Polícia Militar já está negociando a saída dos manifestantes.
Com informações do Via Certa Natal
Blog do BG:
O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) – Jorge William / Agência O Globo / 26/11/2015
A liderança do PSOL na Câmara anunciou em nota, nesta sexta, que o partido irá protocolar o pedido de impeachment do presidente Michel Temer na próxima segunda-feira. A argumentação do pedido serão as denúncias feitas pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que acusou o agora também ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) de pressioná-lo para liberar licença para uma obra de seu interesse particular na Bahia.
“Agora sim estamos diante de um crime de responsabilidade sem margem para dúvidas”, diz o líder do PSOL, Ivan Valente (SP), na nota.
Ontem, petistas também defenderam o impeachment do presidente. Em depoimento à Polícia Federal, Calero disse que também foi pressionado por Temer para atender ao pedido do ministro Geddel Vieira Lima para liberação de licença de prédio na capital baiana onde possui um apartamento.
O Globo
O depoimento do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, à Polícia Federal, revelou a participação do presidente Michel Temer nas pressões do super super super ministro Geddel Vieira, para liberar a construção de um edifício em área de preservação em Salvador, onde Geddel comprou um apartamento.
CLIQUE AQUI para assistir à reportagem do Jornal Nacional com detalhes das declarações de Calero.
O ex-deputado Geddel Vieira Lima é o QUINTO ministro do governo Michel Temer a despencar.
Geddel caiu do vigésimo-terceiro andar de um prédio que ainda seria construído, com a força dele, numa área de preservação ambiental de Salvador.
Acompanhe o calendário do governo Michel Temer onde o chefe do Executivo assumiu interinamente, e já tomou posse com 3 ministros abatidos pelo fator lavajato.
12 de maio
A presidente Dilma Rousseff é afastada durante o processo de impeachment, e o vice Michel Temer assume o governo.
23 de maio
Uma semana e meia após ser nomeado ministro do Planejamento, o senador Romero Jucá (PMDB) foi o PRIMEIRO ministro de Temer a cair.
Investigado na Lava Jato e em outro processo no STF, Jucá sugeriu um “pacto” para barrar a Lava Jato, como revelaram gravações de conversas dele com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
30 de maio
Cai o ministro da Transparência Fabiano Silveira Fabiano Silveira. Em áudios divulgados pelo Fantástico, o ministro fez críticas à Operação Lava Jato. O jurista, sem filiação partidária, foi o SEGUNDO ministro a deixar cargo a partir de escutas das gravações de Sérgio Machado.
16 de junho
O ex-deputado e ex-presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), citado entre políticos favorecidos por repasse de propina na lava jato, é obrigado a deixar o governo. TERCEIRA demissão combinada – quando o ministro faz que pede, mas é o presidente quem manda.
31 de agosto
O impeachment de Dilma é aprovado e Michel Temer toma posse como presidente. Assume em definitivo com 3 ministros já derrubados por irregularidades.
10 de setembro
Advogado-Geral da União, Fabio Medina Osório foi o QUARTO ministro a cair do governo Temer.
Nesse caso não fez teatro levando carta combinada ao Planalto.
Foi demitido mesmo.
À imprensa, declarou que recebeu orientações do ministro Padilha (Sempre Padilha), para ficar de fora das questão da Lava-Jato, e revelou que as informações de inquéritos que teria solicitado ao STF nunca chegaram às suas mãos.
25 de novembro
Cai o ministro Geddel Vieira (PMDB).
O QUINTO do governo Temer.
O agora ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) disse ao blog que acredita que a crise política agora será reduzida ao seu tamanho real depois do seu pedido de demissão. Geddel contou que passou a noite em claro refletindo sobre a sua a decisão. Ele atribui à questão familiar a gota d’água para enviar a carta de demissão.
Questionado pelo blog por que demorou para pedir demissão, Geddel disse que “saiu na hora que tinha que sair”, e lembrou que estava recebendo apoios políticos e que tomou uma decisão de caráter pessoal.
De Salvador, onde mora, Geddel telefonou para Michel Temer. “Foi uma conversa emotiva de dois amigos”, disse Geddel. “Se eu sou o problema, então está resolvido. Acho que o episódio agora ficará restrito ao seu tamanho real”, completou.
Geddel ainda fez duras críticas ao comportamento do ex-ministro Marcelo Calero (Cultura) que gravou uma conversa com Michel Temer. “Ele pode ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional. É proibido gravar uma conversa com o presidente sem autorização. Para entrar no gabinete, você tem que deixar celulares e aparelhos eletrônicos do lado de fora”, disse Geddel.
Ele também criticou o comportamento de Calero com outros ministros. “Como é que um colega sai gravando outras pessoas? Fica parecendo até que foi uma coisa armada”, disse Geddel.
Geddel contou ainda que, por estar em Salvador (BA), não foi pessoalmente conversar com Temer. Até ontem à noite ele tinha relatado que queria o fim de semana para conversar com os familiares antes de pedir demissão.
Depois de ter enviado a carta de demissão, Geddel já conversou duas vezes por telefone com Temer. Segundo o ex-ministro, o presidente queria saber sobre o funcionamento e encaminhamentos da pasta. “Disse que passaria tudo e que a estrutura da Secretaria de Governo já funciona por conta própria.”
Geddel disse que continuaria a ajudar Temer no que fosse necessário, mesmo sem cargo, e que continuará na política.



“Não posso deixar de destacar minha indignação com o descalabro da gestão do Fies“, afirmou, na sessão, a ministra Ana Arraes, relatora do processo no TCU. O trabalho de fiscalização mostra que, entre 2009 e 2015, o número de beneficiários do programa cresceu aceleradamente, alcançando 2,2 milhões, enquanto o governo afrouxava as exigências para a participação.
A maior adesão, de 1,2 milhão de novos contratos, se deu entre 2013 e 2014, período que antecedeu a campanha de Dilma Rousseff pela reeleição, no qual Mercadante e Paim se alternaram no comando da Educação.
A flexibilidade foi tanta que, em 2013, 98% dos jovens com mais de 17 anos se enquadravam nos critérios de renda exigíveis, situação que se manteve até o primeiro semestre de 2015. No ano passado, em função da crise, o governo passou a restringir a participação.
Para o TCU, houve “desvirtuamento” dos propósitos do programa, com a “concessão indiscriminada de crédito” sem análise prévia, resultado da falta de planejamento do governo.
A taxa de juros era tão baixa que, mesmo para quem podia pagar mensalidade, era mais vantajoso recorrer ao Fies e aplicar o próprio dinheiro no mercado financeiro.
De 2010 a 2015, se descontada a inflação, os juros praticados foram negativos, chegando a – 6,57% em 2015. Estimulado por essas condições, quem estava matriculado em instituições privadas sem depender do governo passou a pedir financiamento.
“É certo que o Fies passou a ser visto não apenas como oportunidade de acesso ao ensino superior, mas também como chance de realização de negócios”, registra a auditoria. O TCU aponta ainda que haverá sérias dificuldades para manter a concessão de financiamentos.
A inadimplência, em 31 de dezembro de 2015, chegava a 49% dos contratos em fase de amortização – desse universo, metade tinha atrasos superiores a 360 dias.
O calote impossibilita o “círculo virtuoso” em que a receita desses pagamentos serve para bancar novos empréstimos.
Deu em Veja
Líder do governo na Câmara, o deputado André Moura (PSC-SE) aloprou quando disse que o caso do ministro Geddel Vieira está superado.
Superado por quem?
Por ele que precisa do status e cargo de líder do governo…
Pelo governo, já que o presidente parece estar nas mãos, braços e pernas de Geddel…
Pelo legislativo, que se comporta em relação ao ministro Geddel, como se comportava em relação ao ex-deputado Eduardo Cunha: de mãos atadas à espera das ordens.
Se o caso Geddel, como disse o líder, estiver superado, superado estará o Brasil.
Toca fogo que é melhor.
Ontem o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, que acusou Geddel de ter usado o Poder Palaciano para lhe propor ato corrupto em benefício próprio, prestou depoimento à Polícia Federal.
E o advogado baiano José Saraiva, membro da Comissão de Ética do governo, que pediu vista do processo de Geddel, depois se fazendo de forte, quando os Poderes prestaram solidariedade a Geddel, mudou de ideia e mandou abrir o processo, quando viu que a coisa ficou séria, pediu arrêgo e pediu para ficar fora desse caso.
Eita Geddel forte da moléstia.
É mais do que Eduardo Cunha.
E haja constrangimento para o presidente Michel Temer.
Ah..
E quem disse que só porque o líder do governo quer, o caso Geddel já está esclarecido?
Fonte Tahisa Galvão.
A sala da presidência da Câmara virou o “quartel-general” dos líderes da Casa que tentam articular a aprovação de uma emenda para anistiar a prática do caixa 2. Desde o início da noite, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem recebido parlamentares de praticamente todos os partidos para conversar. O entra e sai de deputados é constante. Com semblantes fechados, a resposta padrão é que eles não sabem o que vai acontecer.
A ideia inicial era que a emenda para livrar os políticos que usaram recursos não declarados em campanhas eleitorais fosse assinada pelos lideres de todos os partidos, exceto da Rede e do PSOL. O PT, no entanto, rachou e não quer assinar o texto. Diante da dissidência, um deputado do PR poderia assumir sozinho a autoria da proposta.
Relatos de deputados que passaram pelo “QG” indicam inúmeras críticas ao relator do pacote, Onyx Lorenzoni (DEM-RS). O principal ponto de discórdia é que o relator teria apresentado um texto diferente do que o que foi acordado com os líderes. Segundo deputados, Lorenzoni disse uma coisa “a portas fechadas” e, diante das câmeras, para sair como “paladino da moral”, mudou de posição.
ESTADÃO
JOSIAS DE SOUZA
Negociada numa articulação capitaneada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a emenda que será enfiada dentro do pacote anticorrupção para anistiar o crime de caixa dois conta com o aval do Palácio do Planalto.
A votação no plenário da Câmara foi transferida da noite passada para esta quinta-feira. Se for aprovada, como esperam os líderes partidários envolvidos na manobra, a autoanistia subirá à mesa de Michel Temer, que pode vetar ou sancionar. Alguns deputados ruminavam o receio de que o presidente pudesse brecar a providência.
Fez-se, então, uma sondagem ao Planalto. Um parlamentar que acompanha a negociação contou ao blog que Temer sinalizou a intenção de sancionar a decisão que for tomada pelos congressistas. Algo que, se confirmado, transformará o presidente da República em sócio do desgaste e alguns dos seus ministros em potenciais beneficiários do perdão.