23/10/2016
13:54

JUIZES E DINHEIRO 2Três de cada quatro juízes brasileiros receberam remunerações acima do teto constitucional, revela levantamento feito pelo GLOBO analisando as últimas folhas salariais dos 13.790 magistrados da Justiça comum brasileira, a maioria de agosto. São 10.765 juízes, desembargadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça que tiveram vencimentos maiores do que os R$ 33.763 pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pela Constituição, esse deveria ser o maior valor pago aos servidores, e lá está expresso que nesse limite estão incluídas “vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza”.

Para driblar o teto, porém, os tribunais pagam aos magistrados recursos a títulos variados de “indenizações”, “vantagens” e “gratificações”, com respaldo legal dado por decisões do próprio Judiciário ou resoluções dos conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e da Justiça Federal (CFJ), que têm a atribuição de fiscalizar esse poder.

O levantamento revela que a média das remunerações recebidas por magistrados da Justiça comum é de R$ 39,2 mil. Esse valor exclui, quando informado pelas cortes, os pagamentos a que fazem jus todos os servidores dos Três Poderes: férias, 13º salário e abono permanência, montante pago a todo servidor que segue na ativa mesmo já podendo ter se aposentado.

MÉDIA DE RENDIMENTOS DE R$ 39,4 MIL

A média dos rendimentos nos tribunais estaduais ficou em R$ 39,4 mil, acima da obtida na Justiça Federal, de R$ 38,3 mil. No entanto, no âmbito federal nove em cada dez magistrados (89,18%) ultrapassaram o limite constitucional, percentual maior que os 76,48% registrados nos tribunais estaduais. No STJ, 17 dos 31 ministros receberam mais do que os ministros do STF, graças a indenizações como auxílio-moradia e ajuda de custo.

Um grupo seleto de cortes chama atenção pela vastidão do descumprimento: nos tribunais de Justiça de Distrito Federal, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que tem sede no Recife (PE) e abrange seis estados do Nordeste, mais de 99% dos magistrados recebem vencimentos acima do recebido pelos ministros do Supremo. Por outro lado, apenas em dois estados, Bahia e Pernambuco, menos da metade dos magistrados recebe acima do teto. Além disso, são os dois únicos tribunais em que a média dos vencimentos ficou abaixo dos R$ 33.763 obtidos pelos ministros da Suprema Corte.

A maior média foi registrada em Sergipe, com R$ 54 mil, seguido de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Nesses casos, porém, os tribunais recusaram-se a informar quais magistrados receberam férias, antecipação do 13º salário ou abono permanência em agosto, o que pode levar à redução na média dos vencimentos. Entre os que forneceram os dados detalhadamente, Rondônia foi o estado que pagou as maiores remunerações, com média de R$ 41,2 mil por magistrado.

O levantamento identificou dezenas de casos de magistrados país afora que ultrapassaram R$ 70 mil em vencimentos (mais que o dobro do teto) e até um desembargador, em Rondônia, que ganhou R$ 111.132,44, acumulando gratificações, licença não gozada convertida em salário extra, e pagamentos retroativos de auxílio-moradia. Trata-se do maior vencimento entre os estados que detalham o pagamento de férias, 13º e abono. Entre as cortes que não subdividem as informações, o recorde ficou com Sergipe, onde um desembargador recebeu em agosto R$ 141.082,20 — isso após serem descontados R$ 4.325,89, a título de “abate-teto”.

No Rio, descontados os que receberam férias, a maior remuneração foi de um juiz de Valença: R$ 62,9 mil. Ele teve direito a gratificações por acumular a função em mais de uma vara e por ministrar aula na Escola Superior de Administração Judiciária, que pertence à Corte. Há ainda o caso de nove desembargadores e uma juíza que receberam mais de R$ 60 mil. O tribunal não identificou o tipo de vantagens que formaram esses vencimentos.

Fonte: O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
10:18

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Eduardo Cunha se sente traído pelo presidente Michel Temer. De acordo com uma reportagem da revista ‘Veja’, o ex-deputado teria fechado um acordo com o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, no fim de 2015. O combinado era os deputados do PT votarem contra sua cassação no Conselho de Ética em troca do arquivamento dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff. A traição teria ocorrido, pois os aliados de Temer teriam vazado o acordo para a imprensa.

Segundo a revista, Cunha comentou com Temer, em uma reunião no Palácio do Jaburu, sobre o combinado entre ele e o então Ministro da Casa Civil. Entretanto, no dia seguinte, os principais jornais do país noticiaram o acordão. A revelação fez o PT orientar a bancada a votar a favor da cassação de Cunha, rompendo o combinado.

Com o acordo desfeito, a resposta de Cunha foi a abertura do processo de impeachment contra Dilma. O que ele não sabia, e descobriu depois, é que foram os próprios aliados de Temer os responsáveis pelo vazamento. Antes da prisão, o peemedebista teria contado a vários colegas que se considerava traído por Michel Temer e alguns de seus ministros e assessores mais próximos, afirma a publicação.

Por fim, em uma reunião com o já presidente Michel Temer, Cunha chegou a advertir: “É bom para todo mundo que eu sobreviva ao processo de cassação. Se eu cair, vou levar muita gente junto”. E Temer teria rebatido: “Faça o que achar melhor, Eduardo”.

Ainda segundo a reportagem, antes de ser preso Eduardo Cunha teria ligado para o Palácio do Planalto e pedido ajuda: “Vocês precisam me ajudar! Vou ser preso”. Porém, com a Polícia Federal na sua porta não tinha mais nada a ser feito, diz a revista.

Fonte: O Dia

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
10:09

Do G1, em São Paulo

Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo. gasolina, preço da gasolina, álcool, diesel, frentista, combustíveis, reajuste, aumento. -HN- (Foto: Marcelo Brandt/G1)Levantamento da ANP mostra que preços nas bombas não caíram após anúncio de redução dos valores cobrados pela Petrobras nas refinarias (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Os preços médios dos combustíveis nos postos do país subiram nesta semana mesmo depois do anúncio da Petrobras de redução de preços do diesel e da gasolina nas refinarias, aponta levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana encerrada nesta sexta-feira (21), o preço médio da gasolina no país foi de R$ 3,671 o litro, quase 2 centavos acima do valor registrado na semana anterior.

A ANP monitora semanalmente os preços da gasolina, etanol e diesel em todo o país. Os pesquisadores coletam os dados sobre gasolina em 5.667 postos do país. Os dados sobre etanol e diesel são coletados em 5.185 e 3.599 postos, respectivamente.

Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina ao consumidor no país passou de R$ 3,654 o litro na semana passada para R$ 3,671 o litro – uma diferença de quase 2 centavos.

No diesel, a alta foi menor, de menos de um centavo (R$0,003), de R$ 3,002 o litro na semana passada para R$ 3,005 o litro nesta semana.

A maior alta foi registrada no etanol, cujo preço médio do litro avançou de R$ 2,633 para R$ 2,684 – um aumento de cerca de 5 centavos. (Veja no fim do texto a evolução dos preços nas últimas semanas)

Efeito etanol
Os donos dos postos de combustível justificam o resultado pela alta do preço do etanol. “Essa redução da gasolina na refinaria, anunciada pela Petrobrás, coincidiu com a alta do preço do etanol anidro, que é misturado na gasolina. O preço pago à refinaria não é o único custo do posto. Outros custos incidem no preço final que chega ao consumidor”, explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), João Alberto Paiva Gouveia.

Ele diz que, tradicionalmente, o preço do etanol sobe durante a entressafra da cana de açúcar, período que vai até abril do ano que vem no Centro-Sul do Brasil. “Quando passar a entressafra, a redução de preço da gasolina na refinaria certamente vai chegar ao consumidor”, ressalta. “Foi uma coincidência a Petrobrás anunciar a redução da gasolina nesse período (de alta do etanol). Isso colocou o consumidor contra o dono do posto.”

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), entidade que reúne os produtores de açúcar e etanol, refuta a tese de que o etanol é o culpado pela redução do preço da gasolina na refinaria não chegar ao consumidor.

“Isso não poder ser atribuído aos movimentos de preços do etanol anidro. O preço do anidro está estabilizado nesse momento, sem registro de alteração depois do anúncio da Petrobras, no dia 14 de outubro”, disse a Unica em comunicado à imprensa.

A Unica ainda afirmou que o preço do etanol representa apenas 15% do preço de bomba e que ele “não é fator determinante” no preço da gasolina.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
09:50

Jose Cruz/ABr

Por Josias de Souza

Às favas a lógica com o caso da Polícia Legislativa do Senado. Sob Renan Calheiros, montou-se nos porões do Poder Legislativo um departamento de bisbilhotagem. Com verba pública, adquiriram-se equipamentos de inteligência capazes de fazer e desfazer grampos e escutas ambientais. Às custas do contribuinte, policiais legislativos foram mobilizados para proteger senadores suspeitos de assaltar o Estado. Realizaram-se varreduras de escutas em gabinetes, residências funcionais e imóveis particulares —em Brasília e alhures. E Renan, em vez de ficar constrangido, está irritado.

Pilhado numa investigação de mostruário —nascida de uma delação, executada pela Polícia Federal, sob supervisão do Ministério Público Federal e com a anuência do Poder Judiciário—, o Senado reagiu com uma nota oficial assinada por seu presidente. Nela, Renan Calheiros defende as ações de quatro policiais legislativos presos e demarca o seu terreno: “As instituições, assim como o Senado Federal, devem guardar os limites de suas atribuições legais.” Beleza. Mas faltou responder: quem zelará pelo interesse público quando o Senado for utilizado como biombo para ilegalidades?

Depois de emitir a nota, Renan dedicou-se a uma de suas especialidades: a retaliação. Borrifou ameaças no ar. Fez saber ao Planalto que não gostou da entrevista na qual o ministro Alexandre Moraes (Justiça) justificou a operação montada para deter as extrapolações dos policiais legislativos. E voltou a brandir o projeto que pune os chamados abusos de autoridade. Renan faz dessa proposta uma espécie de espada multiuso. Ora espeta os procuradores da força-tarefa da Lava Jato ora cutuca Sergio Moro. Revela-se capaz de tudo, menos de um autoexame que o faça enxergar seus próprios abusos.

De repente, numa subversão da lógica, o Planalto deflagrou uma articulação para acalmar Renan. Coordenador político do governo, o ministro Geddel Vieira Lima tocou o telefone para o senador. O próprio Michel Temer adulou Renan com um telefonema. Antes, enquadrou o ministro da Justiça, convocando-o em pleno sábado para prestar informações sobre a operação em que a Polícia Federal, munida de cinco mandados judiciais de busca e apreensão e quatro ordens de prisão, recolheu equipamentos de espionagem do Senado e prendeu quatro policiais legislativos, entre eles o diretor da Polícia do Senado, Paulo Ivo Bosco Silva, homem de confiança de Renan.

Num par de telefonemas, o governo Michel Temer atravessou a Praça dos Três Poderes para se alistar na infantaria que, sob Renan Calheiros, é acusada de obstruir investigações que alvejam personagens como Fernando Collor, José Sarney, Edison Lobão Filho e Gleisi Hoffmann. O Planalto reforça seu alinhamento com Renan num instante em que a Lava Jato arromba o principal armário do imperador de Alagoas: a Transpetro.

O delator Felipe Rocha Parente, que se apresenta como entregador de propinas, revela aos investigadores os caminhos que a verba suja percorreu para migrar da subsidiária da Petrobras para os bolsos de pajés do PMDB. Estima-se que escoaram por esse duto pelo menos R$ 100 milhões em 12 anos. Desse total, Renam apropriou-se R$ 32 milhões, informou outro delator, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Compreende-se a irritação de Renan. Ele tem 32 milhões de motivos para espumar de raiva. Quem conhece o senador sabe: é nos instantes em que está for a de si que ele mostra o que tem por dentro. O que parece incompreensível é o esforço que o governo empreende para demonstar que é parte do problema. Não há governabilidade que justifique o erro político de reforçar a impressão de que Renan manda porque pode e o presidente da República obedece porque tem juízo. Dilma Rousseff mantinha com Lula um relacionamento do mesmo tipo. Deu em Michel Temer.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
09:48

André Coelho (Foto: Agência O Globo)

O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Federal investiga suspeita de desvios da cota parlamentar de pelo menos 30 deputados e alguns que já perderam o mandato. Além do salário, da verba de gabinete e do auxílio-moradia, os parlamentares ainda recebem até R$ 45 mil de reembolso por mês para aluguel de veículos, passagens, combustível, hospedagem e a manutenção de um escritório em sua cidade de origem.

Um dos casos de irregularidades investigados é o do líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE), aberto este ano. Segundo investigações da Procuradoria da República, Moura pagou R$ 460 mil à Cloud Technology, entre 2013 e 2016, mas os documentos apresentados pela consultora não comprovam a prestação de serviço. Os investigadores também não encontraram a companhia no endereço informado. O processo, assim como pelo menos outros sete casos, segue sob sigilo na Justiça.

Moura também usou parte de sua cota, entre 2013 e 2014, para contratar os serviços de uma empresa cujos donos são alvo de investigação no Sergipe, a Elo Consultoria. A empresa é acusada de assinar contratos fictícios para justificar gastos de vereadores. Em março deste ano, policiais e promotores do Sergipe deflagraram a Operação Indenizar-se e fizeram buscas na Câmara de Aracaju. No total, 15 dos 24 vereadores são investigados no caso, assim como os sócios da Elo.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
09:43

O ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado prestou depoimento neste sábado (22) na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), em Fortaleza, onde cumpre prisão domiciliar, sobre a ação de Investigação judicial eleitoral nº 194358, que pede a cassação da chapa de Dilma-Temer nas eleições presidenciais de 2014.

Machado saiu do local por volta de 13h30, sem dar entrevistas, após depor por cerca de 1h40. Os advogados que estiveram presentes afirmaram que o ex-presidente da Transpetro reafirmou o que havia delatado em depoimentos na operação Lava Jato.

Para o advogado do PSDB, partido autor da ação, José Eduardo Alckmin, houve um “avanço” no depoimento. “Houve avanço importante que é a reafirmação da delação perante juízo, porque aí sim passa a ter valor probante no processo.”

O advogado de Temer, Gustavo Guedes, afirmou que as denúncias são “improcedentes”. “Nós trabalhamos sempre com a improcedência do processo. As audiências já passaram de uma dezena e elas têm reforçado que não houve contaminação na eleição de 2014, então, a defesa do presidente Temer trabalha com a improcedência, com a ausência de qualquer ilegalidade na eleição de 2014.

A defesa de Dilma Rousseff deu detalhes sobre o conteúdo do depoimento em relação às citações ao PSDB. “Sérgio, mais um vez confirmou que, em primeiro lugar, houve pagamento de propina a Aécio Neves quando ele foi candidato a presidente da Câmara dos Deputados em 1999 e 2000.  Segundo, reconheceu que também pagou doações irregulares a Sérgio Guerra que era presidente do PSDB em 2010, já falecido. Também doações irregulares ao deputado Heráclito Fortes, ao senador Agripino Maia e, também, disse, uma contribuição muito grande ao PSDB, sobretudo, ao senador Romero Jucá. Foi feita uma pergunta em relação ao presidente Michel Temer, em São Paulo, com relação ao Chalita, ele contou a mesma história, que teve essa conversa com o então vice-presidente Michel Temer e foi feita uma doação ao Gabriel Chalita na eleição de 2012 para prefeito de São Paulo”, afirmou o advogado Flávio Caetano. (Leia as notas de defesa de Temer e de Aécio à época da delação de Machado)

De acordo com a denúncia, um esquema de repasse de propina delatado por Sérgio Machado na Lava Jato beneficiou a campanha de Dilma e Temer, quando foram eleitos em 2014.

Em caso de condenação no processo do TSE, Temer perderia o mandato de presidente. Se o processo for encerrado ainda este ano, novas eleições serão convocadas, mas caso a ação só seja concluída a partir de 2017 a escolha de um novo presidente caberá ao Congresso Nacional.

Se for condenada pelo TSE, Dilma ficará inelegível por 8 anos, pena da qual se livrou no processo de impeachment no Congresso, com o fatiamento da votação do Senado na qual foi aprovado seu impeachment.

Movimentação no TRE
Sérgio Machado chegou ao TRE às 11h48, horário local, de carro pela garagem do prédio. Antes, às 11h42, chegaram os advogados da ex-presidente Dilma Rousseff. Na sequência, chegaram os advogados de acusação, representantes do PSDB, e, por fim, os advogados de Michel Temer.

Machado prestou depoimento como testemunha ao ministro corregedor-geral  da Justiça Eleitoral, Herman Benjamin, e ao juiz auxiliar da Corregedoria-Geral do TSE, Bruno Lorencini.

Do lado de fora do TRE, foi montado um esquema de segurança, com presença de policiais do Batalhão do Choque e agentes da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), que bloquearam o trecho da rua Jaime Benévolo em frente ao fórum.

A denúncia do PSDB que motivou a investigação aponta a aprovação com ressalvas das contas da campanha da chapa pelo TSE, em dezembro de 2014. Para o partido, a decisão unânime do TSE identifica irregularidades na prestação.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
09:37

 

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Aviões do Forró – Vida de luxo
 

Fenômeno de audiência há quatro anos, a novela “Avenida Brasil”, da Rede Globo, apresentava alguns de seus melhores momentos quando Suelen, personagem da atriz Isis Valverde, entrava em cena com leggings e tops coloridos seduzindo os homens do Divino ao som de “Correndo atrás de mim”. A repetição dos versos-chiclete “Eu quero ver você correndo atrás de mim/ Eu quero ver você correndo atrás de mim/ Quando eu te procurei você nem ligou pra mim/ Agora eu quero ver você correndo atrás de mim” algumas vezes por semana no horário nobre da tevê transformou o grupo Aviões do Forró, que já tinha uma carreira de 10 anos no Nordeste, em sucesso nacional. Emendando um hit no outro, Solange Almeida e Xand Avião, vocalistas da banda, acumularam fortuna cantando desilusões amorosas em ritmo de “forró-pop”, numa contribuição questionável à cultura popular. Agora, uma investigação da Polícia Federal (PF) batizada de For All questiona também a contribuição do grupo para a Receita. Os policiais suspeitam que, ao lado de outras bandas ligadas à A3 Entretenimento, eles tenham sonegado cerca de R$ 500 milhões em impostos entre 2012 e 2014.

 

BLOQUEIO DE BENS

A operação deflagrada na terça-feira 18 apura ainda suspeitas de omissão de rendimentos e lavagem de dinheiro. Além do Aviões, outros três conjuntos de forró são acusados de realizar shows declarando apenas 20% do valor dos contratos. Ao todo, foram bloqueados 163 imóveis e 38 veículos, como Mercedes-Benz, BMWs e Land Rovers, e 32 pessoas foram conduzidas para prestar esclarecimentos, inclusive Xand e Solange, que foram ouvidos e liberados. Procurados pela ISTOÉ, eles informaram, em nota, que estão “à disposição da Justiça”. Se mantiver a agenda, como divulgado, a banda embarca nesta semana para os Estados Unidos, onde tem shows marcados em Nova York, Boston e Miami. “Assim como o forró é para todos, os tributos são propriedade do povo brasileiro”, diz o auditor fiscal João Batista Barros, superintendente regional da Receita Federal. “Analisamos os aspectos exteriores de riqueza, como imóveis, atividades e consumo, e a compatibilidade com o apresentado nas declarações.”

 

VIDA DE LUXO

Vaidosos, “Solanja”, como é chamada pelos fãs, e Xand adoram as redes sociais, onde publicam fotos com o “look do dia”, em viagens e compras (ela vive nas lojas de grife do Shopping Iguatemi de Fortaleza). A cantora também se orgulha com as cantadas e elogios que recebe por causa do corpo 50 quilos mais magro, conquistado graças a uma cirurgia bariátrica feita há oito anos. Xand, que também é sócio de uma churrascaria, é apaixonado por carros esportivos – no ano passado, comprou em Recife um Porsche Cayman S, avaliado em R$ 399 mil. Dono de uma concessionária de automóveis em Fortaleza e amigo de Xand, um empresário que pediu para não ser identificado, disse que todos os carros do cantor são financiados e que ele nunca fez nenhuma transação com dinheiro em espécie. “O Xand é a pessoa mais idônea que pode existir”, afirma. “Não é ele que administra a banda, ele só canta.”

A delegada Doralucia Oliveira de Souza, que conduziu as investigações, discorda. “Os artistas são sócios, não são só empregados”, diz. “É muito complicado pensarmos que eles não tivessem consciência do que estava acontecendo ali.” No papel, os vocalistas dividem a propriedade do grupo com os empresários Carlos Aristides, Zequinha Aristides, Isaías Duarte e Claudio Melo. Recentemente, depois que Solange ameaçou seguir carreira solo, a cantora aumentou sua participação de 10% para 25% nos lucros, igualando o percentual de Xand, e os empresários ficaram com o restante.

O esquema descoberto pela PF funcionava através de contratos subfaturados de shows, eventos e vendas de CDs e DVDs. Os suspeitos combinavam o valor com o contratante, mas apenas de 20% a 50% do preço era pago pelas vias oficiais e declarado ao Fisco. O restante, de acordo com a investigação, era entregue em dinheiro vivo, pouco antes das apresentações. No caso do Aviões do Forró, os valores ficavam na casa dos R$ 160 mil – entre os demais grupos, como o Solteirões do Forró, o cachê começava em R$ 50 mil. Cada uma das bandas faz, em média, 200 shows por ano. Isso significa que só o Aviões faturava R$ 32 milhões anuais em shows. Como até 80% do valor era escamoteado, a sonegação pode ter ultrapassado os R$ 25 milhões. A polícia também suspeita que os envolvidos lavavam dinheiro comprando imóveis e declarando valores menores do que os reais, para depois revendê-los pelo preço de mercado. Além disso, promoviam intensa confusão patrimonial entre pessoas físicas e jurídicas para driblar a fiscalização. Se depender da “For All”, a farra acabou.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
09:33

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O Arena Corinthians foi construída como uma espécie de presente a um dos torcedores mais ilustres do Timão: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pelo menos foi o que afirmou o presidente do conselho de administração da Odebrecht, Emílio Odebrecht, em acordo de delação premiada que está em fase de negociação.

Sendo assim, de acordo com a Folha de S.Paulo, a Operação Lava Jato vai chegar ao Corinthians. O patriarca da empreiteira aponta que a construção do Itaquerão foi uma retribuição à suposta ajuda de Lula ao grupo durante os seus dois mandatos.

Ainda segundo a Folha, o faturamento da Odebrecht multiplicou-se por sete de 2003 a 2015, período em que o Brasil estava sob a gestão do Partido dos Trabalhadores, de Lula: de R$ 17,3 bilhões para R$ 132 bilhões.

O possível delator Emílio é pai de Marcelo Odebrecht, que está preso desde junho do ano passado e condenado a 19 anos de prisão.

Já a Arena Corinthians, conhecida como Itaquerão, ficou pronta em 2014 e serviu como palco de abertura para a Copa do Mundo daquele ano. O custo final da obra foi de R$ 1,2 bilhão, valor quase 50% superior do previsto inicialmente, que era R$ 820 milhões. O presidente do Corinthians na época era Andrés Sanches. E Lula era muito ligado ao clube, na figura de torcedor ilustre.

OUTRO LADO – A defesa de Lula, representada pelo advogado Cristiano Zanin Martins, desqualificou o conteúdo das delações negociadas na Lava Jato, como a de Emílio.

“A Lava Jato não conseguiu apresentar qualquer prova sobre suas acusações contra Lula. Na ausência de provas, trabalha-se com especulações de delações. Se a delação já não serve para provar qualquer fato, a especulação de delação é um nada e não merece qualquer comentário”, disse o advogado à reportagem da Folha.

 

 

Fonte: Folha de SP

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
09:29

Um assalto foi registrado na noite deste sábado, na cidade Paraibana de São José do Sabugi, onde foi levado uma caminhonete Hillux, de cor preta. Informações dão conta de que três homens armados chegaram a pé e anunciaram o roubo. Além do carro, os bandidos levaram dinheiro e deixaram as vítimas amarradas.

Ao ouvir a partida do carro, uma das vítimas conseguiu se soltar e procurou a polícia. Guarnições de várias cidades, entre elas a de Parelhas (RN) foram acionadas e montaram barreiras em vários pontos.

Os suspeitos seguiam com destino ao Rio Grande do Norte e, ao se aproximarem da cidade de Parelhas, se depararam com a polícia na RN 086. Assim que eles realizaram manobra para retornar sentido a cidade de Equador, o condutor perdeu o controle e capotou. Dois suspeitos morreram na hora. Os outros, mesmo feridos, conseguiram sair do veículo e adentraram no mato.

Guarnições estão em diligência na tentativa de capturá-los. O ITEP e Samu foram acionados.

Publicado por: Chico Gregorio


22/10/2016
12:19

O vice prefeito eleito de São José do Seridó,  Leodonio Dantas,  o Burrego, mostrou  força nas eleições municipais
deste ano no município, sendo eleito  vice prefeito ,  é  contribuindo com a vitória de Maria Dalva, a Miúda, como
prefeita.  Burrego, mesmo candidato a vice,  teve a esposa Caline eleita vereadora com 241 votos, é o sobrinho Zé
Carlos com  342 votos.
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A bancada de apoio ao administração de Miúda e Burrego elegeu sete vereadores, enquanto  que a oposição elegeu
apenas dois vereadores, Luciana e Solteiro, o que mostra a decadência do grupo político comandado pela família Costa
no município, que por muitos anos, foi administrados por familiares e amigos.

Publicado por: Chico Gregorio


22/10/2016
11:56

Assim que soube, pela filha Danielle Dytz, que a Polícia Federal batia à sua porta, no Rio de Janeiro, o ex-deputado Eduardo Cunha entrou em desespero e telefonou para o Palácio do Planalto.

Como Michel Temer estava retornando do Japão, a ligação foi atendida pelo ministro Geddel Vieira Lima, articulador político do Palácio do Planalto.

– Geddel, eu vou ser preso! Vocês precisam fazer alguma coisa!

O ministro ouviu calado, mas estava ao lado de Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, que, nas horas seguintes entrou em contato com advogados de Cunha para saber se ele precisaria de alguma coisa.

Este relato está em reportagem de Robson Bonin, na revista Veja, e revela não apenas a intimidade entre Cunha e a cúpula do PMDB, como também o potencial destrutivo de uma eventual delação do novo homem-bomba da República.

No Planalto, a ligação foi interpretada como uma ameaça. Até porque Cunha já sinalizava que pretendia relatar em seu livro sobre o impeachment como Michel Temer e seus aliados conspiraram para conquistar a presidência da República.

Cunha narraria ter fechado um acordo com o então ministro Jaques Wagner para que os deputados do PT votarem contra sua cassação no conselho de ética. Em seguida, ele teria decidido arquivar todos os pedidos de impeachment.

O ex-presidente da Câmara comunicou sua decisão a Temer, mas, estranhamente, esse acordo vazou para os jornais nos dias seguintes, impedindo assim que fosse sacramentado.

Resultado: o PT rompeu com Cunha, ele aceitou um dos pedidos de impeachment, comprovando a tese de “desvio de finalidade”, Dilma foi afastada e Temer está no poder.

Mas agora, preso em Curitiba, ele pretende ser a primeira pessoa na história a afastar dois presidentes da República.

Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


22/10/2016
11:40

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Se a indignação corrente contra casos de corrupção – a maioria ainda baseada em precárias denúncias de meliantes, barcos de lata e pedalinhos infantis – é seletiva, por que a memória não seria?

No início dos anos 2000, o procurador federal Luiz Francisco de Souza atazanava tucanos ligados ao presidente FHC.

Era RIDICULARIZADO pela chamada grande imprensa: um falso paladino, falso asceta (dirigia um fusca 1985) e petista. Tratamento não apenas diferente, mas CONTRÁRIO ao recebido pelos procuradores da lava jato.

O jornal O Globo era o mais preocupado com a -cito um editorial- “ofensiva contra a imagem do próprio presidente da República”.
Ao analisar ações de membros do MPF que se aproximavam do gabinete presidencial, o mesmo editorial dizia ser “incorreto que se confundissem INDÍCIOS COM PROVAS, possibilidades com certezas e, acima de tudo, DESEJOS COM FATOS”.
Os “desejos”, no caso, seriam as motivações político-partidárias do procurador. O Globo pedia calma. Estava correto.

Agora, encontre esse bom senso em quaisquer edições globais nos últimos anos.

O editorial é do dia 15 de agosto de 2000.

Segue (1) uma versão dele, na íntegra.

E (2) um trecho destacado, que me parece uma das maiores pérolas do esquecimento brutal que acometeu os outrora SENSATOS editorialistas de O Globo.
Sei que caixa alta parece grito, mas é necessário, creiam neste perplexo postante.

Ao criticar um procurador federal por excessos que estavam turvando a imagem do presidente, o Globo, em sua nobre página de opinião, naquele ancestral agosto, PUBLICOU isso:

” (…) o interesse público pede principalmente algo bastante elementar: que guardem suas denúncias PARA O FIM DO PROCESSO INVESTIGATÓRIO E NÃO AS ALARDEIEM NO INÍCIO, QUANDO SÃO AINDA SUSPEITAS.”

O editorial chega a sugerir uma revisão nas prerrogativas do Ministério Público garantidas na Constituição de 1988. E encerra com um galante FH falando à já notável repórter Mirian Leitão. Vale a pena a leitura, basta colar as colunas.

Dito isto, lido o editorial, te pergunto: QUE TAL?

Fonte: GGN

Publicado por: Chico Gregorio


22/10/2016
11:25

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A Advocacia Geral da União (AGU) divulgou nota nesta sexta-feira afirmando que eventuais prejuízos aos cofres públicos causados pelo possível adiamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em escolas ocupadas que receberiam a prova poderão ser cobrados na justiça.

Na nota, a AGU informa que está acompanhando o cenário em conjunto com o Ministério da Educação (MEC) e que estuda o ajuizamento de ações caso os estudantes não desocupem essas 181 unidades até o dia 31 de outubro.

Segundo o MEC, está previsto que cerca de 95 mil alunos façam a prova em locais ocupados por estudantes que protestam contra a Medida Provisória que reforma o ensino médio e a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241.
A AGU afirma ainda que “outras medidas poderão ser avaliadas caso a caso ou conforme a evolução dos fatos” e destaca que tem equipes de plantão até a realização do exame.

Fonte: O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


22/10/2016
11:20

moroNa escalada de manchetes do Jornal Nacional só dá ele há pelo menos dois anos. ‘O juiz Moro decretou’, ‘foi a pedido de Sergio Moro’, narram naquela bancada de acrílico. Tudo acompanhado de fotos e imagens do Juíz quando o foco do assunto é outro. Se isso não é propaganda (ou campanha), o que é?

Como não poderia deixar de ser, ontem não foi diferente diante da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Em que outra situação isso ocorre? O leitor vê tanto destaque para juízes que determinam alguma ação? Além de Sergio Moro, outros juízes do Rio de Janeiro e de Brasília do DF estão com processos contra Cunha em suas mesas, mas sobre esses juízes você já ouviu falar alguma coisa? Sabe seus nomes?

Um enorme percentual dos fatos noticiosos é gerado por uma determinação judicial, mas nem o nome do sacripanta é mencionado quanto mais incensado, aplaudido, venerado, idolatrado. O resultado era previsível: pessoas trajando camisetas com a inscrição ‘Sergio Moro para presidente’ foram vistas em todas as manifestações organizadas em torno do impeachment de Dilma Rousseff.

Eduardo Cunha possui conteúdo explosivo maior que Marcelo Odebrecht e vai vender caro sua delação. O clima de medo ronda a capital federal e a hecatombe que pode se estabelecer daqui a algumas semanas faz com que a Globo vá solidificando a imagem de Sergio Moro como o herói nacional. Tudo isso num cenário em que a economia não dá sinais de recuperação, mesmo com Dilma degolada. Michel Temer está sendo poupado temporariamente, as notícias são veiculadas como se ele e sua equipe não tivessem responsabilidade alguma, a crise é mundial, etc etc.

Calma, leitor, estão só esperando o momento certo pois a fórmula para levar a cabo o projeto ‘salvador da pátria’, que ergue criaturas como Fernando Collor ou Silvio Berlusconi, já está preparada. Fórmula tão batida quanto eficaz pois repetida após grandes intervalos.

A prisão de Cunha é um fato com dois propósitos: dá uma limpada na barra de Moro que andava suja pois já é unânime a opinião de que se trata de um reincidente autoritário; deixa o caminho menos pedregoso para pedir a de Lula. Não há outro motivo. Alegar agora que ela se deu ‘para evitar obstrução da Justiça e reiteração do delito, além de dificultar a dispersão de montantes ainda não recuperados – cerca de US$ 13 milhões – e impedir a fuga’ é tratar a todos nós como imbecis. Agora é que Cunha iria sumir com provas? Só agora ele iria começar a se preocupar em triturar papéis ou fugir? Tenha dó, o camarada ali não é iniciante na arte.

Há inquérito contra ele há mais de dez anos. Seu caso está no STF há mais de um ano sem aqueles magistrados celebridades se coçarem. O processo de cassação de seu mandato foi o mais longo da história. Mas foi o mote encontrado e, assim como o golpe, passou pela ingênua opinião pública.

Encarcerar Lula é algo que Sergio Moro, a Globo e demais conspiradores vêm examinando com muito cuidado. Por isso Cunha ter ido para Curitiba antes que o petista pode ter pavimentado as duas coisas: o pedido de prisão do ex-presidente e uma candidatura Moro quando nada mais estiver em pé.

O país está à beira da convulsão. Os protestos contra a PEC 241 vêm crescendo assim como o descontentamento em vários segmentos (o movimento estudantil, embora você não esteja vendo na TV, se agiganta. Já são mais de 300 escolas ocupadas em todo o país contra a reforma do ensino anunciada pelo governo Temer). Tudo isso porque um impeachment irresponsável foi articulado e agora as consequências começam a bater na porta.

No cenário de terra arrasada que eles mesmos contribuíram para implantar, Sergio Moro e Globo agora estão com Cunha nas mãos e deixam o governo Temer e seus comparsas tucanos com o c# na mão. 2018 terá o presidente que a Globo quer?

Fonte: Diário do Centro do mundo

Publicado por: Chico Gregorio


22/10/2016
11:12

gilmar mendesO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou ontem o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que, segundo ele, desfavorece as empresas e adota uma “hiper proteção” aos trabalhadores. “O TST é formado por pessoas que poderiam integrar até um tribunal da antiga União Soviética, salvo que lá não tinha tribunal”, disse Mendes, em palestra durante evento promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) e pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) para discutir problemas de logística no Brasil. “Eles (os integrantes do TST) têm uma concepção de má vontade com o capital”.

Questionado após a exposição, Mendes voltou à carga. “Eu tenho a impressão de que houve aqui uma radicalização da jurisprudência no sentido de uma hiper proteção do trabalhador, tratando-o quase como dependente de tutela, em um país industrialmente desenvolvido, que já tem sindicatos fortes e autônomos”, disse, em entrevista. Para o ministro, o problema pode estar relacionado à própria composição do TST.

“Talvez haja um certo aparelhamento do Tribunal e da própria Justiça do Trabalho por segmentos do modelo sindical que se desenvolveu no país”, disse. O TST informou que não iria fazer comentários sobre as declarações de Gilmar Mendes.

Custos

Na palestra, o ministro do STF criticou também o trabalho da Justiça como um todo, que classificou como lenta e de difícil acesso. “A Justiça brasileira é a mais cara do mundo”, disse, citando dados de um estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Pelo levantamento, o Poder Judiciário consumiu R$ 79,2 bilhões em 2015, valor equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e relativamente mais elevado do que o de outros países. “A Justiça no Brasil custa muito e, às vezes, dá pouco resultado”, afirmou, lembrando os prazos dilatados consumidos pelos processos judiciais. Ele citou como exemplo o fato de um crime contra a vida poder levar até 10 anos para ser levado a juri popular.

Gilmar Mendes, que é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse ainda que o país precisa combater a prática de compra de votos. Para ele, esse tipo de procedimento pode ser levado a cabo por meio, inclusive, de ações institucionais do governo, como os programas sociais. Nesse sentido, ele citou o Bolsa Família, que distribui recursos entre famílias pobres.

Para o ministro, é preciso fiscalizar a correta aplicação do programa. “Se nós temos uma ampla concessão de benefícios do Bolsa Família sem os pressupostos e sem a devida verificação de sua necessidade, isso pode ser uma forma de captação de sufrágio que nós, no TSE, não conseguimos abarcar” afirmou.

Questionado se o Supremo Tribunal Federal demorou para agir em relação ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) quando ele ainda era presidente da Câmara, Gilmar Mendes disse não saber se naquele momento havia fundamentos para a prisão preventiva. “Não sei se, naquele momento, houve pedido de prisão do deputado”, afirmou, lembrando que um parlamentar só pode ser preso em flagrante delito. “Depois que ele perdeu o mandato e, portanto, a imunidade, aí se pode fazer um encaminhamento”, explicou. “De qualquer forma, os pressupostos da prisão preventiva do deputado Eduardo Cunha certamente ainda vão ser apreciados pelos tribunais superiores”, acrescentou.

Fonte: Correio Braziliense

Publicado por: Chico Gregorio