Cresceu consideravelmente o nível de adrenalina do corpo político brasileiro com a prisão do ex-brasileiro mais rico do mundo Eike Batista e com a homologação pela presidente do STF, Carmem Lúcia, da delação premiada dos 77 executivos da Odebrecht, mesmo sem a liberação imediada do sigilo dos depoimentos.
O clima de tensão está de efervescente – como sempre ocorre quando a Operaççao Lava-Jato ou similiares saem fora da caixa e dão algum sinal de suas graças. Teme-se sim o que pode sair do ventre dessas desconhecidas – em parte – duas baleias.
Em entrevista hoje cedo à 96FM, o senador José Agripino Maia (DEM) reafirmou suas ações como parlamentar, para ajudar o governo do Estado e solucionar a crise no sistema prisional, e reforçou o que já vinha dizendo o governador Robinson Faria: “o presídio de Alcaçuz foi um equívoco, construído em área de dunas”.
E o senador foi mais além: “Foi um mau investimento”.
Agripino disse concordar com a desativação do presídio, como anunciado pelo Governo.
Nomes de grandes empresários de origem potiguar começam a ser ventilados como supostos postulantes ao senado em 2018.
Sempre lembrados, Flavio Rocha, Marcelo Alecrim e Tião Couto são meios para conseguir enfrentar a carência de recursos pelos líderes partidários, após o fim da modalidade de financiamento empresarial de campanha.
O financiamento apenas pelo fundo partidário e por pessoa física acirrou este fenômeno no Brasil: a do candidato com bala para bancar a própria campanha e, quem sabe, dos seus aliados.
Após participar das inspeções das obras do Eixo Leste da Transposição do Rio São Francisco em Pernambuco e na Paraíba, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) postou, em sua conta no Instagram, vídeo que mostra um trecho do percurso da água na cidade de Salgueiro, em Pernambuco, que segue em direção a barragem de Poções, em Monteiro (veja abaixo).
“Após o acionamento das bombas da estação elevatória número três do Eixo Leste, em Salgueiro, as águas começam a encher o reservatório do mesmo nome a caminho da Paraíba. A previsão é que essas águas estejam chegando em Poções até o final de fevereiro, início de março”, explicou o senador.
Nesta segunda-feira a terceira estação de bombeamento (EBV-3) do Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco, em Floresta (PE), entrou em operação após acionamento feito pelo presidente da República, Michel Temer. A estrutura vai impulsionar a água por mais 60,9 quilômetros rumo à Paraíba e Pernambuco.
De acordo com o ministro da integração, Helder Barbalho, todas as obras físicas necessárias à passagem da água no Eixo Leste foram finalizadas em dezembro de 2016 e a s águas avançam pelas estruturas rumo a Pernambuco e à Paraíba.
Além de obras da transposição em Floresta e Sertânia, em Pernambuco, o ministro fez vistorias na Paraíba à barragem de Poções, em Monteiro e à barragem de Camalaú.
O ministro anunciou que voltará à Paraíba no dia 6 de março para a solenidade alusiva à chegada das águas na cidade Monteiro. Senadores, deputados federais e outras lideranças da região também participaram da visita às obras.
O padre Djacy Brasileiro, o presidente da Fetag, Liberalino Lucena e o presidente da AESA, João Fernandes, debateram a importância da Transposição do Rio São Francisco e os desafios da chegada de água na Paraíba.
Em mesa redonda realizada no programa Master News, da TV Master, o padre falou do sofrimento dos sertanejos e pontuou que as cidades do Vale do Piancó estão sofrendo mais porque a situação de abastecimento de água já está em colapso. Ele relatou que há tempos não havia tanto tempo sem chuvas e sem acúmulo de água nos reservatórios.
Djacy Brasileiro destacou ainda que a obra de Transposição, que levará água para aquela região, está interrompido, ele cobrou ações do poder público e reclamou que os governos estão omissos diante das necessidades das pessoas.
O presidente da Federação dos Trabalhadores de Agricultura da Paraíba, Liberalino Lucena, falou sobre a falta de condições das pessoas continuarem morando na zona rural. Ele citou a falta de água como principal fator que impossibilita o trabalho dos moradores do campo, que se sustentavam com agricultura familiar.
Ao passo que falava da ausência de chuvas, para manter plantações e a esperança do povo do campo, Liberalino reclamou de ações do governo Michel Temer, que apresentou reforma previdenciária retirando direitos dos trabalhadores do campo, “antes do agricultores familiares podiam se aposentar aos 55 e 60 anos, mas agora não terão mais esse direito, está ficando impossível se manter na zona rural porque o sustento é inviável”, disse.
O presidente da Agência de Gestão das Águas na Paraíba, João Fernandes, disse que muitas ações em prol dos paraibanos foram dificultadas quando o governo federal barrou a liberação de empréstimo já aprovado para o governo paraibano. Ele disse que as obras do trecho que levará água para o Vale do Piancó e o Sertão da Paraíba serão retomados em breve, com a contratação de nova empresa para cuidar da construção, já que a empreiteira que cuidava daquele trecho está envolvida no escândalo da lava Jato.
João Fernandes comemorou a chegada das águas do São Francisco no início do mês de março e, em breve, nas outras regiões do estado.
Ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho revela pagamentos, entre doações oficiais e caixa 2, em troca de interesses da empresa. Repasses para 50 políticos identificados com apelidos chegam a R$ 75 milhões.
MICHEL TEMER
Presidente da República e à época candidato a vice de Dilma Rousseff pediu doação para o PMDB em 2014. Segundo ele doações ao PMDB foram legais.
R$ 10 MILHÕES.
PRIMO’
ELISEU PADILHA
Ministro-chefe da Casa Civil. Recebeu parte de doação de campanha. Ele diz que a acusação é ‘mentira’
R$ 4 MILHÕES
CARANGUEJO’
EDUARDO CUNHA
Ex-presidente da Câmara dos Deputados. Recebeu R$ 1 milhão de Padilha mais repasses da Odebretch. Advogado diz que não vai comentar
R$ 4 MILHÕES
AGRIPINO MAIA ,PINO E GRIPADO
‘PINO E GRIPADO’
AGRIPINO MAI
BABEL’
GEDDEL VIEIRA LIMA
Ex-ministro da Secretaria de Governo foi citado como beneficiário de vários repasses. Ele diz que todas as doações foram legais.
R$ 6,8 MILHÕES.
‘ANGORÁ’
MOREIRA FRANCO
Secretário de Temer foi ponte na Aviação Civil e no Setor de Transportes (sem informação de repasses). Diz que as acusações são mentirosas
A dias de deixar a cadeira de presidente do Congresso, Renan Calheiros ingressou na galeria de autoridades inesquecíveis para uma parcela dos funcionários públicos do Senado.
Ele extinguiu a exigência de ponto eletrônico para os advogados da Casa. A canetada, vista no Diário Oficial do dia 19, obviamente levou à loucura outras categorias de servidores do Senado.
Até que ponto o PSDB do Rio Grande do Norte anda afinado? pergunta Thaisa Galvão em seu blog,
Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza assumirá a presidência do partido em maio próximo.
E na entrevista que concedeu à Tribuna do Norte na semana passada, e que foi publicada neste domingo, apontou o deputado federal Rogério Marinho e o empresário mossoroense, Tião Couto, como nomes do PSDB com possibilidades de disputar uma vaga no Senado em 2018.
“Nós temos o deputado federal Rogério Marinho, com grande atuação em Natal. Respeitado por seu trabalho e liderança. Ele tem hoje uma atuação em todo o Estado. Poderia ser um nome do PSDB para disputar qualquer cargo. Inclusive o Senado”, lançou Ezequiel.
“Tião Couto é outro nome do partido. Um empresário vitorioso, com bonita história de vida, que também teria todas as chances de ser candidato [ao Senado]”, concluiu o parlamentar.
Porém…
Mesmo prestes a assumir a presidência do PSDB, o deputado Ezequiel não participou de uma conversa na casa do empresário Marcelo Alecrim, na praia de Pirangi, com presença de Rogério e Tião Couto.
E onde o nome de Marcelo ganhou cotação para diputar o Senado, o de Rogério para reeleição como deputado federal, e o de Tião como candidato a estadual.
Presente à conversa/articulação, o vice-prefeito de Natal Álvaro Dias (PMDB), que para 2018 trabalha a candidatura do prefeito Carlos Eduardo (PDT) a governador.
O governo Temer preferia que a homologação das delações da Odebrecht ficasse a cargo do novo relator da Lava Jato, mas recebeu com alívio a informação de que o sigilo dos depoimentos não será levantado neste momento.
Na avaliação de assessores presidenciais, a decisão da presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, não foi a desejada, mas se mostrou equilibrada e não criou espetáculo com o gesto.
A equipe presidencial receia que quando o conteúdo das delações se tornar público, haverá turbulências políticas. As revelações da empreiteira baiana envolvem praticamente todos os partidos políticos e citam vários integrantes do primeiro escalão do governo do peemedebista.
Segundo um auxiliar de Temer, o Planalto já esperava que a presidente do Supremo homologasse pelo menos parte das homologações, para sinalizar que a Lava Jato não sofrerá atrasos nem correrá riscos depois da morte do seu relator, ministro Teori Zavascki, morto em um acidente aéreo em 19 de janeiro.
Esse mesmo assessor destacou que, apesar do alívio de o sigilo ainda ser mantido, mais cedo ou mais tarde as delações serão divulgadas publicamente.
Isso poderia acontecer agora, caso a presidente do STF optasse por esse caminho. Mas o trâmite natural indica que o sigilo só caia a partir de pedido da Procuradoria-Geral da República, ao analisar cada caso e decidir o que fazer com eles.
Quando o sigilo cair, a orientação do governo é não tomar decisões precipitadas e não afastar nenhum ministro apenas por ser citado por algum delator da Odebrecht.
A avaliação é que, caso demitisse todos os citados, o presidente Temer acabaria perdendo praticamente toda cúpula do governo e geraria uma grande instabilidade na base aliada no Congresso.
De acordo com um auxiliar presidencial, as demissões estariam reservadas apenas para aliados contra quem se apresentem “provas firmes” de envolvimento em pagamento e recebimento de propina por parte da construtora baiana.
Nesta segunda (30), a presidente do STF homologou as delações de 77 executivos da Odebrecht ainda no período do recesso do Judiciário.
Ela é plantonista do recesso e pode tomar este tipo de decisão, caso considere o tema urgente. Isso foi assegurado depois que a Procuradoria-Geral da República pediu urgência na avaliação das delações da empreiteira.
Um vídeo com o depoimento do jornalista Marco Aurélio Carone sobre graves acusações contra Aécio Neves circula na internet há 2 meses, mas os temas abordados no registro não foram explorados pelos grandes veículos de comunicação do Brasil.
Em sua fala, Marco Aurélio Carone revela à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados quais eram as denúncias que ele pretendia fazer contra o senador mineiro, mas foi censurado.
As denúncias tratam de financiamento ilegal de campanha, esquema na mineração e exportação de Nióbio, uso político da estatal Cemig, overdoses de droga em pleno Palácio da Liberdade e corrupção de Andrea Neves, irmã de Aécio.
Carone discorre ainda sobre a influência de Aécio no Ministério Público e no Judiciário de Minas Gerais e conta como foi preso para não estragar a campanha do senador, que, na época, disputava a Presidência da República contra Dilma Rousseff.
Advogados do senador já tentaram, sem sucesso, impedir a disseminação do vídeo junto ao Youtube e outros canais de reprodução de imagens.
As negativas para tirar o vídeo do ar partem do princípio de que o depoimento foi dado em uma audiência pública de uma Comissão da Câmara.
Abaixo, confira trecho de notícia publicada no Viomundo no dia do depoimento de Carone na Câmara dos Deputados:
O jornalista Marco Aurélio Carone ficou preso 9 meses e 20 dias em 2014, em Minas Gerais.
Ele é filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte que foi aliado de Tancredo Neves.
No Diário de Minas e no Novojornal, este na internet, passou a fazer denúncias contra o grupo político do hoje senador e presidente do PSDB, Aécio Neves.
O jornalista se diz vítima de policiais, procuradores, juízes e desembargadores de Minas, que estariam a serviço de Aécio.
Carone foi solto 5 dias depois da eleição presidencial em que Aécio foi derrotado por Dilma Rousseff.
Foi absolvido no processo que o levou à prisão.
Mas, enquanto esteve na cadeia, não pode fazer as denúncias que pretendia fazer contra o tucano.
Hoje, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Carone contou quais eram: financiamento de campanha via caixa dois, envolvimento de Andrea Neves, esquema na mineração e exportação de nióbio e uso político da estatal Cemig, a Companhia Energética de Minas Gerais, dentre outros.
Também depôs Geraldo Elísio, o jornalista que trabalhava com Carone e sofreu busca e apreensão da polícia civil de Minas Gerais — segundo ele, o objetivo era descobrir as fontes das denúncias.
Num dos trechos de seu depoimento, Elísio disse que o helicóptero apreendido com 450 kg de pasta base em Minas fez pelo menos três pousos em Divinópolis, no interior do Estado, sugerindo assim que o aparelho — de propriedade da Limeira Agropecuária, do senador Zezé Perrella, aliado de Aécio Neves — fazia o vôo regularmente.
O ilegítimo Michel Temer (PMDB) entrou de vez na marca do pênalti com a delação de Benedicto Barbosa Silva Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura.
BJ, como é conhecido o delator da Odebrecht, relatou reunião com Michel Temer, Moreira Franco e Eduardo Cunha.
A coluna Radar da revista Veja conta que eles trataram de de Caixa Econômica Federal e campanha eleitoral.
Em dezembro passado, Temer já havia sido citado 43 vezes na delação de Cláudio Melo Filho.
Além das broncas no crime, o ilegítimo Michel Temer também enfrenta problemas no eleitoral.
O TSE tem elementos para cassar a chapa Dilma-Temer, ou seja, o Tinhoso está muito próximo de beijar a lona.
O ABC goleou por 4 a 1 o Santa Cruz de Natal na tarde deste domingo, 29, no estádio Frasqueirão. Nando (duas vezes), Erivélton e Gegê marcaram para o alvinegro, enquanto Victor fez para o Santa Cruz.
Com o resultado, o ABC segue na liderança com 10 pontos. Santa Cruz de Natal continua com 2 pontos, na sétima posição.