23/02/2017
08:16

Do G1
PF cumpre a 38ª fase da Lava Jato e mira dois operadores financeiros

Operação começou em março de 2014 e investiga esquema de corrupção. Foram cumpridos 15 mandados de busca e dois de prisão preventiva
Por Adriana Justi
Policiais federais estão nas ruas desde as primeiras horas desta quinta-feira (23) para cumprir mandados da 38ª fase da Operação Lava Jato. Foram expedidos 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva no Rio de Janeiro. A operação foi batizada de Blackout.

De acordo com as investigações, a ação tem como alvo principal a atuação de operadores financeiros identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes das diretorias da Petrobras.

Os dois operadores financeiros são Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz. Jorge Luz é um dos principais e mais antigos operadores financeiros ligados ao PMDB. Até a última atualização desta reportagem a PF não tinha confirmado se eles já tinham sido presos.

Pai e filho são investigados pelos crimes de corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro dentre outros, ainda de acordo com a PF.

Em um dos depoimentos de delação premiada, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou ao juiz Sérgio Moro que o senador Renan Calheiros, do PMDB, recebeu propina de dinheiro desviado da Petrobras através de Jorge Luz.

“O Jorge Luz era um operador dos muitos que atuam na Petrobras. Eu conheci o Jorge Luz, inclusive nós trabalhamos, também faz parte de uma propina que eu recebi, que faz parte da minha colaboração na Argentina. E foi o operador que pagou os US$ 6 milhões, da comissão. Da propina da sonda Petrobras 10.000, foi o Jorge Luz encarregado de pagar ao senador Renan Calheiros…”, disse Cerveró.

A assessoria de Renan Calheiros disse que ele nega as afirmações, que já prestou as declarações necessárias e está à disposição para novos esclarecimentos.

Conforme a PF, o nome da operação é uma referência ao sobrenome dos dois operadores.

“A simbologia do nome tem por objetivo demonstrar a interrupção definitiva da atuação destes investigados como representantes deste poderoso esquema de corrupção”, disse a PF.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

Publicado por: Chico Gregorio


23/02/2017
08:12

foto: Marcello Casal/Agência Brasil

Blog do Kennedy

A decisão do ministro Herman Benjamin de ouvir delatores da Odebrecht no processo de cassação da chapa Dilma-Temer tem um lado negativo e outro positivo para o governo Temer. Esse processo tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Para o Palácio do Planalto, o aspecto ruim das delações da Odebrecht é reforçar provas e evidências a favor da cassação da chapa. O lado favorável ao governo é que essa decisão do ministro do TSE tende a esticar a análise do caso. Quanto mais perto de 2018, menor a chance de tirar Temer do poder.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que os depoimentos sejam mantidos em segredo, porque o Supremo Tribunal Federal ainda não decidiu quebrar o sigilo das delações da empreiteira.

Publicado por: Chico Gregorio


23/02/2017
07:59

 

Foto: Martha Alves/Folhapress

Funcionários de empresas aéreas gritando números de voos, falta de informação e passageiros cansados com malas esperando em uma fila quilométrica para conseguir remarcar a viagem.

Esta foi a cena que a reportagem da Folha flagrou na madrugada desta quinta-feira (23) no aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, após a turbina de um avião da Latam pegar fogo antes de decolar(VEJA MAIS AQUI)

O aeroporto, que deveria ter fechado para pousos e decolagens às 23h, estendeu o horário até 23h45, de acordo com funcionários da Infraero. No entanto, o atendimento a passageiros que tentavam remarcar voos funcionou durante toda a madrugada.

Segundo passageiros, a espera entre pegar as malas na esteira do desembarque e ser atendido para remarcar o voo passava de seis horas. Algumas pessoas nervosas gritavam ao telefone com atendentes das companhias aéreas exigindo um voo, mas sem deixar à  fila.

A arquiteta Anna Hentoux, 28, voltava do Rio de Janeiro e deveria ter pego um voo da Latam para Porto Alegre, onde mora, na hora do problema na pista. Ela disse que o avião foi desviado para Viracopos e só conseguiu chegar em Congonhas em novo voo às 22h45.

Por volta da 0h, Anna reclamava que nenhum funcionário da empresa aérea passou informações aos passageiros. ” Só peguei a minha mala agora, estava um caos e ninguém sabia onde estava”, disse sobre as esteiras de retirada das malas no desembarque.

A arquiteta, que deveria entrar às 9h no trabalho, disse que queria “simplesmente” remarcar o voo e dependendo do horário pedir estadia em algum hotel. “Com certeza não chego em Porto Alegre antes do meio dia”, falou, desanimada.

Publicado por: Chico Gregorio


23/02/2017
07:52

A Polícia Federal deflagrou a Operação Blackout, 38ª fase da Operação Lava Jato, nesta quinta-feira (23). Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva no Rio de Janeiro.

O principal alvo da ação é a atuação de operadores financeiros identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos que eram pagos a integrantes das diretorias da Petrobras.

A ação policial tem como alvo principal a atuação de operadores financeiros identificados como facilitadores na movimentação de recursos indevidos pagos a integrantes das diretorias da Petrobras.

Os crimes que estão sendo investigados são: corrupção, fraude em licitações, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros.

O nome Blackout foi dado em alusão ao sobrenome de dois dos operadores financeiros do esquema criminoso existente no âmbito da empresa Petrobras.

A simbologia do nome tem por objetivo demonstrar a interrupção definitiva da atuação destes investigados como representantes deste poderoso esquema de corrupção.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba quando autorizados pelo juízo competente.

R7

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
15:35

O Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Justiça de Acari, encaminhou Recomendação ao prefeito da cidade e servidores públicos envolvidos, para que regularizem no prazo de dez dias a situação de acumulação ilícita de cargos, empregos ou funções públicas. O MPRN advertiu que a não observância das medidas sugeridas no prazo concedido poderá importar na responsabilização civil, administrativa e penal dos gestores e beneficiados.

Uma investigação em trâmite na promotoria de Justiça de Acari revelou indícios da acumulação ilícita de cargos públicos por parte de servidores da Administração do executivo municipal, em desatendimento, ao que manda a Constituição Federal.

O inciso XVI, do art. 37, da CF, veda a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, a de dois cargos de professor, a de um cargo de professor com outro de técnico ou científico, e a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. No município de Acari, vários servidores estão em desatendimento ao comando constitucional, em razão de não estarem inseridos em nenhuma das exceções permissivas da acumulação.

O município já foi provocado a promover a notificação dos servidores em acumulação ilegal para que optassem pelo cargo de preferência, sob pena de instauração de procedimento administrativo disciplinar e aplicação da penalidade de demissão. Mas, a Administração comprovou apenas a exoneração de alguns servidores, restando no tocante à maioria a apresentação de sucessivos pedidos de dilação de prazo, sem adotar ação concreta quanto a responsabilização dos faltosos.

A recomendação ao prefeito é para que o chefe do Executivo municipal ultime providências para regularizar a situação, notificando o servidor para apresentar opção no prazo de dez dias, e, no caso de omissão, instaurar procedimento administrativo.

A recomendação aos servidores que se encontram em acumulação ilícita é para que optem pelo cargo de preferência e solicitem o desligamento do vínculo remanescente, sob pena de responderem por improbidade administrativa na modalidade enriquecimento ilícito.

Confira aqui a íntegra da Recomendação.

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
15:30

 Por Fernando Brito.

sarneysideibem

A 2ª Turma do STF acaba de impor uma derrota acachapante ao novo relator da Lava Jato, Luiz Edson Fachin.

Contra seu relatório, quatro ministros decidiram que o ex-presidente José Sarney não pode ser julgado por Sérgio Moro, porque a delação de Sérgio Machado tem dois investigados, Renan Calheiros e Romero Jucá, com foro privilegiado.

Fachin, seguindo a linha de Teori Zavascki, queria que o processo corresse em Curitiba, com Sérgio Moro, com o compartilhamento das provas, já que Sarney não tem privilégio de foro.

Nananinanão, disseram Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski e Celso de Melo.

Sérgio Moro é só para Lula.

Ele não é “gente fina”, Sarney é.

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
15:13

Resultado de imagem para fotos de jaime calado, zenaide e paulinho

O ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PR), está sendo citado, aqui e ali, como forte nome para as eleições de 2018. Há nos bastidores da política, inclusive, uma suposta articulação, tendo em vista ao lançamento do nome dele para a disputa por um cargo majoritário nas eleições de 2018.

Por sua vez, o ex-prefeito, que fez um trabalho elogiável na condução de SGA em relação à instalação do Aeroporto de Natal, não deixa por menos e promete lançar uma Frente Suprapartidária para discutir os problemas do Rio Grande do Norte.

Perguntado sobre candidatura, entretanto, ele diz que não pensa a respeito neste momento.

Um fator importante, foi Jaime junto com Zenaide e seu grupo político, eleger o sucessor na cidade de São Gonçalo do Amarante, com a vitória de Paulinho e Eraldo Paiva, não resta dúvida da força politica do grupo, pois enfrentou  um candidato do PMDB, recebendo apoio das forças tradicionais da politica do estado como  Garibaldi e Henrique Alves.

 

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
14:43

Rita das Mercê

As medidas cautelares sancionadas contra a ex-procuradora-geral da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês, apontada como mentora de esquema criminoso investigado na Operação Dama de Espadas, foram suspensas pelo juiz da 8ª Vara Criminal, Ivanaldo Bezerra. A revogação da sansão permite que Rita volte a assumir cargos públicos e frequentar espaços da AL.

No processo que segue em segredo na Justiça, o magistrado atendeu aos pedidos da advogada da ré, entendendo que passado um ano e cinco meses das investigações, sem a condenação dos envolvidos, não há razões para que as sanções continuem se efetivando.

Com isso, Rita Mercês passa a ser autorizada a ocupar cargos públicos em outros estados, além de ficar liberada para transitar no espaço da Assembleia Legislativa. Além dela, Ana Paula Macedo de Moura, Marlúcia Maciel Ramos de Oliveira, Rodrigo Marinho Nogueira Fernandes e Oswado Ananias Pereira Júnior, todos envolvidos no caso, também tiveram suspensas as medidas cautelares.

As sansões foram impostas após a deflagração da Operação Dama de Espadas, que apura um suposto desvio de recursos públicos na AL, entre os anos de 2006 e 2011. No caso, cargos fantasmas eram contratados para pagar cheques-salários, possibilitando o saque de dinheiro público pelos envolvidos no esquema.

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
14:32

ipca

O IPCA-15  ( Índice Nacional de Preços ao Consumidor) subiu 0,54% em fevereiro.

A expectativa dos economistas consultados pelo Valor era ligeiramente menor: 0,48%.

O custo da construção avança em fevereiro  e sobe  6,32% em 12 meses.

 

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
14:09

                        Na primeira  Sessão Ordinária Anual do COEGEMAS (Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social),

o Secretário de  de Assistência  Social da cidade  Jucurutu/RN, Danilo Bezerra, assume a titularidade na representação dos Municípios de Pequeno Porte 1, na CIB  (Comissão Intergestores Bipartite).

Com isso, o município administrado por Valdir Medeiros, terá a oportunidade  ampliar os espaços de discussão e pactuação junto aos outros entes federados .

danilo

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
13:59

Em áudio, o comandante do Destacamento da 2ª CIPM, em Jardim do Seridó, Capitão Micael esclarece ocorrido envolvendo o prefeito de Jardim do Seridó, cantor Amazan. 
Mandei baixar o som e sai, quando voltei o volume estava maior do que na primeira vez, o que interpretei como um desafio”, diz o oficial se referindo ao vereador.
 
Por Jair Sampaio
 

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
07:54

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
07:45

Câmara de Natal decide arquivar pedido de impeachment contra Carlos Eduardo
Por 18 votos contrários, três a favor e uma abstenção, o plenário da Câmara Municipal de Natal rejeitou em sessão ordinária, realizada nesta terça-feira (21), o pedido feito pelo vereador Sandro Pimentel (PSOL) para abertura de processo de cassação do mandato do prefeito Carlos Eduardo Alves. A denúncia tem por base a antecipação, em 2016, das receitas do IPTU de 2017, prática proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Com a decisão, a matéria será automaticamente arquivada.
Durante a votação da matéria, os vereadores travaram uma discussão obstinada com argumentos pró e contra o processo de impeachment. Do lado da oposição o discurso era de que o prefeito descumpriu o orçamento aprovado para o exercício financeiro. “O prefeito cometeu a maior pedalada da história da nossa cidade, haja vista que esse tipo de medida desrespeita o planejamento e os investimentos públicos para o ano fiscal seguinte. Este parlamento perdeu a grande chance de passar essa questão a limpo”, defendeu o vereador Sandro Pimentel.
Enquanto isso, a vice-líder da bancada governista, vereadora Nina Souza (PEN), foi enfática em seu discurso quando solicitou o arquivamento do texto. “Não houve dolo nem crime de responsabilidade. Li toda a peça e não encontrei nenhuma irregularidade ou infração penal. Portanto, acredito que devemos voltar nossas atenções para os reais problemas que afligem a população”, justificou.
Segundo a vereadora Eleika Bezerra (PSL), a abertura do processo seria uma oportunidade para investigar os fatos apresentados na denúncia. “Acredito que para as coisas ficarem mais transparentes o texto deveria ter sido aprovado. Não se tratava de condenar sumariamente, mas de abrir a possibilidade de explicar o que, para mim, ainda não está claro”, afirmou a parlamentar, que votou a favor da abertura do processo.
O vereador Cícero Martins (PTB), que votou contra a matéria, disse que não há crime porque não houve tipificação. “Em tempo, o prefeito Carlos Eduardo foi eleito com mais de 60% dos votos. Portanto, o povo aprovou sua gestão, deu credibilidade e permitiu mais quatro anos de mandato. Trata-se de garantir que os valores democráticos sejam respeitados em nossa cidade”.
Já o vereador oposicionista Fernando Lucena (PT) ressaltou a Lei de Responsabilidade Fiscal. “O prefeito Carlos Eduardo usou os recursos indevidamente ou não? Esta é a questão posta aqui. A Lei de Responsabilidade Fiscal, em seu artigo 38, determina que a antecipação de receita de imposto é proibida no último ano de mandato de presidentes, governadores ou prefeitos. O parecer do Tribunal de Contas aponta com clareza que houve, sim, crime de responsabilidade. Só não vê quem não quer!”, explicou o petista.

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
07:40

Fotos: Divulgação

Por interino

Em junho do ano passado, Cláudia de Marchi, 34, deu entrada no pedido de licença de sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil. Devolveu a carteira de número 63.467, tirada em 2005, no Rio Grande Sul.

A justificativa deve ter entrado para os anais da entidade de classe: tornar-se “acompanhante de luxo”.

Para exercer a nova profissão, uma das mais antigas do mundo, a gaúcha de Passo Fundo foi de mala, cuia e laptop para Brasília.

E deixou para para trás ainda uma carreira de professora universitária em Mato Grosso.

A mudança radical foi motivada pela demissão da Faculdade de Sorriso, do grupo Unic, onde dava aulas de direito constitucional, sua especialidade, em fevereiro de 2016.

Em 11 de abril, Cláudia de Marchi iniciava suas atividades como cortesã de luxo na Capital da República e também um blog onde passou a narrar suas aventuras dentro e fora da alcova.

“Eu tomei essa decisão depois de sair do magistério, quando fui demitida sem justa causa, por questão de egos nestas instituições particulares”, relata, sem entrar em detalhes.

A faculdade também não dá maiores informações sobre a dispensa, nem comenta a guinada de vida de sua antiga funcionária.

À desilusão profissional se somava outra com os homens. Cláudia foi casada e vinha de uma sucessão de relacionamentos fracassados. “Tanto no casamento quanto nos meus namoros, o sexo era o que havia de mais especial, então resolvi aproveitar só a cereja do bolo.”

Na entrevista e nos posts diários em sua página na internet, a cortesã e blogger passa a ideia de estar se lambuzando em um banquete sexual iniciado três meses depois da demissão.

‘SEU MAIOR PRAZER’

Há pouco mais de dez meses, a ex-advogada fazia o primeiro programa ao preço de R$ 500 a hora, reajustada recentemente para R$ 600.

“Descubra que elegância, beleza, finesse, cultura e inteligência podem coexistir numa única mulher! Cláudia de Marchi, vulgo seu maior prazer!”, apresenta-se ela no site.

A acompanhante de luxo diz atender uma média de dois clientes por dia. Uma clientela exclusivamente masculina que, salienta, escolhe a dedo, teclando no WhatsApp do seu smartphone.

“Se o cara fala errado, eu dispenso.” Em um post, ela expõe a tentativa de aproximação de um “analfabeto funcional”. “Enterecei”?”, transcreve ela sobre erro de português em mensagem recebida de um “interessado”.

“Caraca, só se eu estivesse na sarjeta com cinco filhos para criar e passando fome eu transaria com um homem que, em plena era da informação, escreve desta forma!”

A gaúcha de 1,69 m (“pornográfica até na altura”, brinca), 58 kg, sorriso largo, cabelos tingidos de louro e levemente ondulados, revela suas formas em fotos com e sem lingerie. “E nada de Photoshop, viu?”, apressa-se em ressaltar.

SEXO E CULTURA

Ela se coloca no mercado do sexo pago vendendo o corpo e a bagagem cultural, requisito que diz exigir também dos homens dispostos a pagar o seu preço.

Levando em conta tal requisito, os políticos, clientes mais disputados por garotas de programa em Brasília, são até esnobados pela cortesã. “Eu não atendo deputados e senadores. Eles ganham bem, são poderosos, mas não quer dizer que tenham cultura.”

Em seu diário virtual, narra um episódio desagradável protagonizado por um poderoso no fim do ano passado.

“Das costas aos braços vergões de tapas: marcas da violência de um cliente embriagado e ciumento que me agrediu em 22/12. Ah, cliente do ramo político, ‘coincidentemente’.”

A ex-advogada diz que decidiu não processar por agressão o deputado que foi seu cliente assíduo durante uns quatro meses, temendo a cultura que “culpabiliza a vítima”. “Deste marginal, eu não quero nem falar o nome. Dele, eu só preciso esquecer que esteve comigo seis vezes anteriormente como lobo em pele de cordeiro.”

O caso de violência é um “fato isoladíssimo”, diz ela, que bloqueou o parlamentar no WhatsApp.

Cláudia garante que “consegue sobreviver cobrando bem de pessoas bem posicionadas na sociedade, sem precisar ser cortesã de político”.

A julgar pelos relatos dos encontros, a admiração tem que se estender à performance sexual de quem paga por horas de prazer ao seu lado, seja em suítes de hotéis de luxo, seja no quarto do apartamento de classe média onde mora com a mãe na Asa Norte, no Plano Piloto.

“Até hoje, não fiz nada de que eu não goste. Não gosto de transar com mulheres, por isso não atendo casais. Faço sexo normal, oral e anal, que adoro. Com um homem, dois, mas homens. O resto, eu dispenso.”

A gaúcha assevera que seu perfil, digamos, “impositivo” é a chave do seu sucesso. Ela também atrairia clientes interessados em uma profissional que sente prazer, literalmente, no que faz. “Eu gosto de sexo. Tô nessa pelo meu prazer também. Se não tenho tesão, não rola. Gozo sempre e costumo ter orgasmos múltiplos nos programas pagos.”

Ela precisa satisfazer, obviamente, o próprio bolso. Por isso, considera pechinchar no preço um pecado capital. Motivo para o potencial cliente ser bloqueado no WhatsApp sem delongas.

“Sou acompanhante de luxo, não garota de programa. Faço uma distinção em relação ao próprio nível que tenho e valorizo isso.”

GAROTAS DE PROGRAMA

A necessidade financeira, justificativa para muitas mulheres entrarem no mercado de sexo, é fator de vulnerabilidade, segundo Cláudia. “Tanto a garota de programa quanto a prostituta estão expostas a riscos maiores ao toparem tudo por dinheiro”, constata.

No seu caso, a grana sempre importa, mas diz ter um colchão financeiro que lhe permite dizer não. “Quando entrei nessa profissão, eu tinha algumas economias e a grana do meu FGTS. Se um cliente não quer pagar o que cobro por hora, de fome eu não vou morrer.”

É a deixa para dar conselhos às jovens que a procuram, como uma brasileira que foi para Miami ser “escort de luxo”.

A principal cilada seria o consumismo. “Quando o dinheiro é facilmente aferido e se topa qualquer coisa, psicologicamente a pessoa vai se sentir mal e aí gastar é uma fuga.”

Neste caso, costuma indagar o que adianta então ganhar tanto dinheiro e gastar na mesma medida. “É mais digno se tornar uma manicure, uma empregada doméstica.”

Para Cláudia, o que a distinguiria da concorrência é “não se deixar subjugar”, a menos que faça parte do jogo de sedução. “Muitos clientes me procuram pela curiosidade de transar com essa mulher empoderada.” Razão pela qual ela estimula a leitura do site antes de cada encontro. “Faz parte da fantasia.”

Alguns clientes pedem à escritora amadora que sonha em publicar um livro e tem um blog de crônicas que os deixem de fora do diário virtual. “Em geral, são aqueles de quem eu fico mais íntima. Daí eu omito as histórias.”

Os textos são pródigos em cenas de sexo oral e sessões selvagens de sexo anal, entremeadas por citações literárias e dicas de série de tevê cult.

No perfil de Cláudia no Facebook, emerge também a feminista e a politizada. A cortesã critica a visão de parte do movimento feminista contrária à prostituição, entendida como forma de exploração. “É partir do pressuposto de que a mulher entra nessa obrigada. É o que acontece com menores que são exploradas sexualmente, o que é um crime. Não é o meu caso, que optei por me tornar uma profissional do sexo.”

No espectro político, ela se coloca à esquerda. Teve um namorado que foi filiado à Rede Sustentabilidade e posiciona-se contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que classifica de “golpe parlamentar”.

Considera “absurda” a indicação de Alexandre de Moraes a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. “Eu lamento um dia ter comprado um livro dele, enquanto estudante de direito.”

Comenta também a postura do presidente Michel Temer. “Ele está colocando seu ministro da Justiça, alguém da cúpula do próprio governo, no STF, onde é acusado de crimes por delatores da Lava Jato”, critica. “Se Moraes fosse fiel às suas próprias teses, ele não poderia aceitar a indicação.”

INDIGNAÇÃO SELETIVA

Na atual crise moral e ética da sociedade brasileira, a cortesã de luxo se diz incomodada com a “indignação seletiva”, tanto na política quanto na vida.

“Quando me perguntam o que faço, digo que sou acompanhante de luxo. Sempre vai ter uma dondoca que vai me olhar de cima a baixo indignada.”

A indignação costuma passar rápido, segundo ela, pois estas mesmas mulheres costumam autorizar os maridos a contratarem os seus serviços numa tentativa de salvar seus casamentos. “Ou melhor, elas querem salvar a boa vida que teoricamente ganham dos maridos infiéis.”

Em posts cotidianos, Cláudia costuma cutucar a hipocrisia com frases de escritores e intelectuais. Nesta seara, tomou emprestado um pensamento de Simone de Beauvoir: “Entre as prostitutas e as que se vendem pelo casamento, a única diferença consiste no preço e na duração do contrato”.

Ao expor suas ideias e se assumir sem meias palavras, a cortesã brasiliense se apresenta sem máscara para clientes e seguidores nas redes sociais. “Eu não tenho a menor vergonha de dizer que sou uma profissional do sexo.”

Exemplifica com uma ida recente à Delegacia da Mulher para registrar um boletim de ocorrência sobre uso indevido de sua imagem em um site de acompanhantes.

O policial perguntou: “Você se importa se eu colocar prostituta como profissão?”. Ela diz ter respondido não se incomodar, nem ter se sentido tentada a dar uma “carteirada” de ex-advogada.

Entabulou um papo com o policial sobre a necessidade de aprovação do Projeto de Lei Gabriela Leite, em tramitação no Congresso Nacional. Trata-se da legislação que propõe a legalização da profissão.

No entanto, a defesa dos direitos das prostitutas não consegue unir sua nova classe, critica a doutora. “Muitas aceitam ser marginais, tanto que se omitem, têm vergonha e ajudam a alimentar o preconceito”, conclui a profissional que diz carregar no currículo com o mesmo orgulho os títulos de advogada, professora e cortesã.

rede social – por Eliane Trindade (Folha de São Paulo)

Publicado por: Chico Gregorio


22/02/2017
06:05

Um grande perigo! Um touro muito valente, da raça Nelore, conseguiu se soltar do matadouro público de Jardim do Seridó, e saiu atacando quem encontrava pela frente pelas ruas da cidade.

Conforme imagens das câmeras de segurança do Armazém Recanto da Construção, o animal enfurecido partiu com tudo para cima de funcionários e outras pessoas que estavam em frente ao comércio.

Ainda bem que era muito cedo, e não tinha muito gente nas ruas, pois o animal poderia ter machucado muita gente, principalmente crianças e idosos, mas felizmente não aconteceu o pior.

Segundo comentários de rua, o touro teria amassado carros, motos, e ainda atacado várias pessoas.

Resta saber e apurar o ocorrido, pois com animal desse porte, há de ter muito cuidado, pois um vacilo desse pode ser fatal.

Clique no link abaixo e veja vídeo:

https://www.facebook.com/paulinhobarrapesada/videos/1123638324432185/

Publicado por: Chico Gregorio