04/03/2017
13:07

Anunciado nesta quinta-feira como o novo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB-SP) aumenta a lista de investigados no alto escalão do governo de Michel Temer. Aloysio é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura se ele cometeu os crimes de falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

O inquérito foi aberto em setembro de 2015 pelo decano da Corte, ministro Celso de Mello, após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. As investigações têm como base as informações reveladas pelo sócio majoritário da construtora UTC, Ricardo Pessoa, em seu acordo de delação premiada.

No pedido da PGR, Janot afirma que, apesar de o testemunho de Pessoa estar relacionado à Operação Lava-Jato, os “fatos criminosos” supostamente cometidos por Aloysio não estão ligados às fraudes na Petrobras.

Segundo a delação de Pessoa, Aloysio recebeu da UTC R$ 300 mil de forma oficial e outros R$ 200 mil de caixa dois durante sua campanha ao Senado Federal, em 2010 – propina paga para favorecer contratos entre a empreiteira e a estatal. Ele nega ter cometido qualquer irregularidade.

“O colaborador deixou bastante expresso (com alguma riqueza de detalhes suficientes para a instauração formal de inquérito) que houve solicitação e pagamento de doações em ‘dinheiro’ (sem contabilização), com ulterior possível ocultação”, escreveu o procurador-geral. O delator disse, ainda, que Aloysio Nunes estava presente em reuniões e que assentiu na solicitação de propina por meio de representantes.

Celso de Mello afirmou “que nenhuma condenação penal poderá ter por único fundamento as declarações do agente colaborador”, mas que os fatos narrados por Ricardo Pessoa “tornam indispensável o aprofundamento da investigação”. O inquérito tramita em sigilo no Supremo.

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:51

“O Nordeste está em festa. O Velho Chico finalmente chegou ao sertão para melhorar as milhões de pessoas que antes estavam condenadas a ter vidas secas”

Créditos: Reprodução / WEB

O ex-presidente Lula anuncia vem anunciando pelas redes sociais, com vídeos postados por nordestinos, a chegada da água do Rio São Francisco ao sertão. Nesta quinta-feira 2, foi registrada a chegada da água em Sertânia, no Pernambuco.

“O Nordeste está em festa. O Velho Chico finalmente chegou ao sertão para melhorar as milhões de pessoas que antes estavam condenadas a ter vidas secas”, diz texto publicado na página do ex-presidente Lula no Facebook.

O post foi publicado junto a um vídeo que mostra a chegada da água. “Se não fosse Lula e Dilma, não existiria isso aqui, não”, diz o narrador.

“Lula e Dilma decidiram que era hora de acabar com essa história e colocaram a transposição do São Francisco em marcha. Vem mais por aí. A viagem do Velho Chico ainda não terminou”, completa o post.

Outros vídeos mostram a chegada da água em demais cidades. Em outra postagem, a equipe de Lula lembrou que “serão mais de 12 milhões de pessoas beneficiadas.

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:47

onde mais choveu

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:37

Do Globo:

Henrique Alves diz desconhecer US$ 833 mil depositados em sua conta



Procuradoria-Geral da República alega que dinheiro é fruto de propina

BRASÍLIA — O ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) reconheceu, em defesa apresentada à Justiça Federal de Brasília, que usou um escritório de advocacia uruguaio para abrir uma conta na Suíça em 2008.
Admitiu também que é formalmente o beneficiário da conta. Mas, argumentou que, por motivos burocráticos, não conseguiu movimentá-la e preferiu deixá-la inativa.
Assim, alegou que os US$ 832.975,98 depositados na conta — e que segundo a Procuradoria Geral da República (PGR) era dinheiro de propina — foram movimentados por terceiros, sem seu conhecimento.
Os valores — que equivalem a R$ 2.573.895 no câmbio de hoje — foram depositados em três datas diferentes: 5 de outubro, 18 de novembro e 8 de dezembro de 2011.
Segundo a PGR, trata-se de propina paga pela empreiteira Carioca Engenharia com o objetivo de liberar recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal.

O dinheiro serviria para o financiamento de obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
“É importante ressaltar que a utilização indevida da citada conta bancária e os depósitos acima mencionados jamais foram de conhecimento do acusado”, diz trecho de um documento assinado pelos advogados Marcelo Leal e Luiz Eduardo Ruas do Monte e que integra uma ação penal na Justiça Federal de Brasília.

Outros dois depósitos foram feitos nos anos anteriores — um no valor de US$ 980, em 14 de setembro de 2009, e outro de US$ 10 mil, em 21 de junho de 2010.

O primeiro, diz a defesa, “ao que tudo indica, foi realizado apenas para efetivar a abertura da mencionada conta, o que, vale repetir, foi realizado sem o seu conhecimento”.
O segundo, “aparentemente para arcar com o pagamento de suas taxas bancárias e despesas operacionais”.

Os advogados afirmaram que o ex-ministro só descobriu o depósito depois de ajuizada a ação:

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:35

Os advogados do ex-deputado Henrique Alves (PMDB), na defesa apresentada à Justiça, sobre abertura e movimentação de conta na Suíça, erraram quando disseram que em 2008, quando a conta foi aberta, Henrique estava em processo de separação.

Em 2008 Henrique era casado com a advogada Priscila Gimenez.

A separação, segundo a Tribuna do Norte, jornal do próprio Henrique, ocorreu em 2010.

A defesa foi mais longe ao provocar a quebra do silêncio da ex-mulher de Henrique:

“Sua separação da segunda esposa foi tão traumática que optou por abrir mão de mais do que ele teria direito, a fim de romper por definitivo com os vínculos que os uniam”, argumentou a defesa de Henrique.

A defesa de Priscila rebate a informação e deverá emitir uma nota sobre o assunto, alegando que o ex-deputado abriu mão do que teria direito na separação da primeira esposa. E que a separação, assinada em 15 de março de 2010, foi acordada e sem litígio, como corre na justiça de São Paulo.
Tudo o que Henrique não poderia fazer era expor Priscila Gimenez, que durante todo o tempo da separação, de 2010 para cá, foi procurada por jornalistas de veículos nacionais e nunca deu uma única declaração sobre o ex-marido.

Fonte Thaisa Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:26

Senador Aloysio Nunes Foto:Gerdan Wesley

Blog do Kennedy

A indicação do líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), para o Itamaraty obedece à lógica política do presidente Michel Temer de abraçar o Congresso Nacional para tentar aprovar as reformas que ele julga importantes, como a da Previdência e a trabalhista.

Também é uma maneira de comprometer e reforçar ainda mais o apoio do PSDB ao governo Temer num momento de novas turbulências políticas, como as causadas pelo depoimento de José Yunes à Procuradoria Geral da República e o de Marcelo Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral.

O Ministério das Relações Exteriores já estava na cota do PSDB. Quando Temer assumiu, ele colocou o senador José Serra (SP) no Itamaraty porque não queria o tucano na área econômica. O presidente manteve o ministério na cota do PSDB para evitar qualquer desculpa política que pudesse causar qualquer insatisfação no partido aliado.

Havia insatisfação no Itamaraty com a opção de Temer por um político para comandar a pasta. A gestão de Serra não foi bem avaliada pelos próprios funcionários do ministério.

O senador Aloysio Nunes tem experiência na área de relações exteriores. Trabalhou na Comissão de Relações Exteriores do Senado. É alguém dedicado a esses assuntos. No entanto, é político. Certamente, continuará a circular internamente no Itamaraty uma crítica velada a essa linha estratégica que Temer traçou para o Ministério das Relações Exteriores _sobretudo num momento de enormes desafios globais, como os criados pelo governo Trump nos EUA.

Mas a prioridade de Temer é manter o apoio no Congresso. Nesse contexto, a política externa ficou em segundo plano por causa da necessidade de evitar perda de apoio congressual.

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:23

Foto; Agência Senado

O jornal Folha de São Paulo, edição de hoje, traz a informação de que o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura Benedito Júnior, o BJ, disse em depoimento ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta quinta-feira (2) que a empreiteira baiana doou R$ 9 milhões em caixa dois para campanhas eleitorais a pedido de Aécio Neves, em 2014, quando o tucano concorreu à Presidência da República. Na quarta (1º), o herdeiro do grupo, Marcelo Odebrecht, já havia declarado, no mesmo processo, que repassou R$ 15 milhões a Aécio na campanha de 2014, mas de maneira oficial.

O depoimento de hoje foi dado no processo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investiga irregularidades da chapa eleita naquele pleito, com Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB).

Segundo o depoimento de BJ, a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para serem divididos pelas campanhas de Pimenta da Veiga, Antonio Anastasia e Dimas Fabiano Toledo Júnior. Ainda de acordo com ele, outros R$ 3 milhões foram para o publicitário Paulo Vasconcelos, responsável pela campanha presidencial de Aécio Neves.

Pimenta da Veiga foi o candidato tucano derrotado ao governo de Minas, em 2014, e Antonio Anastasia foi eleito ao Senado pelo partido. Dimas Fabiano foi eleito deputado federal aquele ano pelo PP mineiro. Ele é filho de Dimas Toledo, ex-diretor de Engenharia de Furnas, acusado de operar um esquema de propina na estatal.

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:18

Tudo ou nada Após o depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral, o Planalto passou a ver a separação da chapa Dilma-Temer — ou, ao menos, da responsabilidade sobre as contas — como única maneira para que o presidente se salve. A avaliação é a de que a fala, respaldada pela homologação da delação no Supremo, é suficiente para a cassação do mandato caso a corte decida pela unidade da chapa presidencial. Em caso de separação, a aposta é a de que o presidente ainda pode sobreviver.

Falou e disse O depoimento também deu peso maior à fala de Alexandrino Alencar, na próxima semana. Odebrecht confirmou que as negociações de doações à chapa para cooptar apoio à aliança foram encabeçadas pelo ex-subordinado no grupo.

Painel – Folha de São Paulo

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:16

Em seu perfil numa rede social, o prefeito de Caicó, Batata Araújo, confirmou o pagamento do funcionalismo municipal para esta sexta-feira (03). O gestor também ratificou parte do pagamento atrasado aos músicos da Filarmônica Recreio Caicoense.

“Estaremos pagando mais dois meses atrasados aos músicos, que encontramos desde outubro sem pagamento e já estamos saldando até o mês de janeiro. Além de outros compromissos assumidos pela gestão, os quais também estão na folha de pagamento para esta sexta”, disse o prefeito em recente postagem.

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:13

Foto: Eduardo Maia

O deputado Kelps Lima (Solidariedade) se pronunciou nessa quinta-feira(02) no Plenário da Assembleia Legislativa para falar sobre a reação de municípios do Rio Grande do Norte à construção de presídios. O parlamentar lembrou da revolta do deputado George Soares (PR), em pronunciamento na semana passada, quando foi informado sobre a possibilidade da construção de um presídio em Assu e sugeriu ações do Governo em cidades que sediarão as unidades.

“Diante de tantos crimes, assassinatos, de tanta violência, ninguém quer um presídio em sua cidade”, afirmou o parlamentar, dizendo não ser contra a construção. “É necessário. É preciso que seja construído em uma cidade? Sim”, completou Kelps Lima, justificando que o Estado, em primeiro lugar, tem que “estabilizar a segurança para poder construir presídios”.

O deputado apresentou duas sugestões para que o Governo possa instalar presídios nos municípios sem a reação das populações. “Primeiro item é a segurança e o governador tem que garantir que não haverá fugas; e o segundo item diz respeito a compensações, através de investimento superior ao que está sendo investido em presídio”, reforçou o deputado.

Aparteando o deputado Kelps Lima, o deputado George Soares voltou a falar sobre a reação à possível construção de um presídio em Assu, lembrando que esse não foi o compromisso do Governo do Estado com o município. “Não estamos fazendo politicagem com o assunto”, garantiu George Soares, que vai continuar lutando para que Assu não seja sede de presídio. Ele também criticou a nomeação do ex-prefeito da cidade, Ivan Júnior, como secretário estadual de Recursos Hídricos.

Com informações da ALRN

 

Publicado por: Chico Gregorio


03/03/2017
09:11

(Foto: Andrei Torres/ABC FC)

Os ingressos para o segundo jogo da decisão da Copa Cidade do Natal entre ABC e Globo que acontece neste domingo(05), às 16h, na Arena das Dunas, estão disponíveis para compra desde o dia(27 de fevereiro). Os valores promocionais serão os mesmos da primeira partida da final, com sócios pagando meia. Mulheres terão direito a comprar ingressos dos setores leste e noroeste a preço de meia entrada.

Confira os valores:

Torcida do ABC – setor leste
R$30 inteira/ R$ 15 meia.

Torcida do Globo – setor noroeste
R$30 inteira/ R$ 15 meia.

Setor misto (Globo e ABC) – cadeiras premium
R$ 60 inteira/ R$ 30 meia.

Pontos de venda:

Arena das Dunas – bilheteria 1 (portão T), bilheteria 2 (portão L) e pelo site www.arenadunas.com.br
Sport Master do Midway, Natal Shopping e zona norte.
Espaço Mais Querido (loja do ABC).
PittsBurg Prudente de Morais.
Gol Store Mania Prudente de Morais.

Com informações da FNF

Publicado por: Chico Gregorio


02/03/2017
10:18

O presidente da Câmara Eduardo Cunha e o vice-presidente Michel Temer – André Coelho/12-08-2015 / Agência O Globo

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinou que todas as perguntas feitas pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha em ação na qual é réu por irregularidades na Caixa Econômica Federal sejam encaminhadas ao presidente Michel Temer. Mas fez uma ressalva: Temer “poderá se reservar ao direito de não responder a perguntas impertinentes ou autoincriminatórias”. Cunha está preso desde outubro do ano passado em Curitiba em razão da Operação Lava-Jato e indicou Temer como uma de suas testemunhas.

Ao todo, Cunha apresentou 19 questões ao presidente (veja as perguntas abaixo). Em uma delas, pergunta se Temer tem conhecimento de oferecimento de propina ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco. Em outra, se doações para campanha do PMDB estavam condicionadas à liberação de recursos do Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FI-FGTS), administrado pela Caixa.

O caso está na Justiça Federal de Brasília. Em outro processo que corre na Justiça Federal do Paraná, Cunha também fez perguntas constrangedoras a Temer. Mas, em novembro do ano passado, o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava-Jato, adotou uma medida diferente. Em vez de encaminhar todas as 41 perguntas a Temer, facultando ao presidente responder o que ele quisesse, Moro vetou 21 delas, restringindo os questionamentos que poderiam ser feitos. Na avaliação de Moro, o teor de algumas perguntas era inapropriado, não cabendo à Justiça Federal de primeira instância conduzir investigações contra o presidente da República.

Em Brasília, Cunha arrolou 18 testemunhas, todas aceitas pelo juiz Vallisney. Por ser presidente, Temer tem a prerrogativa de responder as questões por escrito, sem precisar comparecer pessoalmente à Justiça. Além dele e de Moreira, serão ouvidos, a pedido de Cunha, 16 pessoas, entre elas: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes; o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; o presidente da Caixa, Gilberto Occhi; o ex-presidente do banco Jorge Hereda; o presidente da siderúrgica CSN, Benjamin Steinbruch, e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

QUESTÕES SOBRE FGTS

O Ministério Público Federal (MPF) já se manifestou dizendo que não vai mandar perguntas a Temer. Mas a defesa dos demais réus ainda pode apresentar questões. São eles: o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB-RN); o empresário Alexandre Margotto, que firmou um acordo de colaboração premiada; e o ex-vice-presidente da Caixa e ex-conselheiro do FI-FGTS Fábio Cleto, que também é delator. Em um processo que tramita em paralelo, é réu o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador de Cunha.

Na ação penal, é investigada a liberação de recursos do FI-FGTS. Em suas delações, Cleto e Margotto apontaram o pagamento de propina para o financiamento de diversos projetos, entre eles o do Porto Maravilha, no Rio. Cunha teria sido beneficiado com vantagens indevidas, mas ele nega as acusações.

Nas perguntas feitas a Temer, Eduardo Cunha questiona se ele “fez alguma reunião para tratar de pedidos para financiamento com o FI-FGTS” junto com Moreira Franco e André Luiz de Souza, que era representante dos trabalhadores no Conselho do FI-FGTS. Também questionou se Temer conhece e se reuniu com Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, e Benedicto Júnior, ex-executivo da construtora Odebrecht, para pedir doação de campanha, concluindo: “Se a resposta for positiva, estava vinculada a alguma liberação do FI-FGTS?”

AS PERGUNTAS DE CUNHA

(mais…)

Publicado por: Chico Gregorio


02/03/2017
08:53

Por Aluísio Lacerda

IRPF/2017 | Fisco e contribuinte não se bicam há muitos séculos.

IRPF/2017 |

Odeio o “leão” da Receita. Só tem garras afiadas para os indefesos.Exemplo? Quanta trambicagem escondem os tais conselhos fiscais! Mas o populacho não está nem aí. Nem imagina o lodaçal onde não penetra um mínimo facho de luz.

A Operação Lava-Jato, ao final de todos os julgamentos, representará apenas um troco em relação ao volume de impostos sonegados, de autos de infração anulados cavilosamente.

Que tipo de autoridade administrativa fiscal você, contribuinte indefeso, conhece? Já parou para ouvir ou acompanhar as escaramuças do CARF?

CARF? Não, isso não lhe pertence. Ouviu no rádio, no jornal, na TV… o brasileiro comum, que não sonega, não tem cacife para conversar com a turma do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

Antes do carnaval ouviu-se no Planalto Central que o Ministério da Fazenda quer anular os julgamentos no CARF que somam multas de R$ 30 bilhões.

A Corregedoria da Fazenda teria entrado com pedido de nulidade de todos os processos considerados irregulares pelo Ministério Público Federal dentro da Operação Zelotes que investiga o esquema de pagamento de propinas no conselho para redução ou extinção das punições.

E tome imposto. Esse ano, a tabela do IR/2017 foi alterada com um aumento de 5% – apenas metade da inflação registrada entre os anos de 2015 e 2016 – ainda assim, alargando os limites da isenção dos contribuintes brasileiros.

Os fraudadores são insaciáveis.

Só nos resta pedir uma forcinha a Voltaire para acordar os humilhados e extorquidos: “Quando o populacho se põe a refletir, tudo está perdido”.

Publicado por: Chico Gregorio


02/03/2017
08:43

marcela eu vou com
Não tem marido que tenha paz quando a patroa cisma de mudar de casa. Ou de não mudar.
E não existe nenhuma lei obrigando o presidente da República a morar no Alvorada.
Por isso, lá foi a família Temer de volta para o Jaburu, depois de menos de uma semana na residência oficial.
Cada um mora onde quiser, embora a presença dos presidentes no lindo Palácio da Alvorada tenha um forte simbolismo.
Mas o problema não é esse.
O que pega mal é o vai-e-vem de Michel Temer e família, passando a ideia de insegurança e falta de firmeza.
Essa imagem, sim, aliada a outros momentos em que o presidente prometeu e não cumpriu, decidiu e voltou atrás, é que pode produzir uma
contaminação negativa.

Publicado por: Chico Gregorio


02/03/2017
08:34

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot – Evaristo Sá / AFP / 16-2-2017

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, trabalha para apresentar na próxima semana os primeiros pedidos de abertura de inquérito com base nas delações de executivos da Odebrecht. A lista Janot, que pode ser fatal para a carreira de muitos políticos, vem sendo aguardada com forte expectativa desde dezembro passado, quando foram concluídos os acordos de delação com 78 executivos da maior empreiteira do país. Pelo menos 30 pedidos contra ministros, senadores e deputados já estariam prontos para serem apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos dos pedidos está pelo menos um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Até o momento, três ministros do tribunal já foram citados nas investigações da Operação Lava-Jato: Aroldo Cedraz, Raimundo Carreiro e Vital do Rêgo. Os nomes de Cedraz e Carreiro aparecem nas investigações sobre suposto tráfico de influência e venda de informações privilegiadas do advogado Tiago Cedraz, filho do ex-presidente do TCU, para o dono da UTC, Ricardo Pessoa, um dos primeiros empreiteiros a fazer acordo de delação.

GOVERNADORES TAMBÉM NO ALVO

O nome de Vital do Rêgo também já apareceu num depoimento em que Pessoa confessou pagamento de suborno a parlamentares para impedir a convocação de empreiteiros para depor na CPI da Petrobras. Na época, Vital do Rêgo era senador do PMDB pela Paraíba e presidia a CPI.

Os procuradores também estão finalizando os pedidos de inquéritos a serem apresentados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra governadores suspeitos de receberem propina para facilitar a concessão de contratos da Odebrecht. Não está claro ainda quais serão os alvos dos primeiros pedidos. Mas sabe-se que os delatores citaram os nomes dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB); Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Os procuradores estão fazendo a triagem de um extenso material sobre políticos que receberam algum tipo de vantagem da empreiteira, mas não têm foro nos tribunais superiores. As informações serão destinadas a 60 duplas de procuradores ou promotores que participaram ano passado de um esforço concentrado da Procuradoria-Geral da República para interrogar os 78 delatores e concluíram os acordos de delação em tempo recorde, dado o grande volume de dados.

EXECUTIVOS CITARAM MAIS DE 130 POLÍTICOS

O envio do material a promotores e procuradores nos estados depende de decisão do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF. Mas, para deliberar sobre cada caso, Janot terá que destacar as acusações que pesam contra cada um dos suspeitos e apontar os motivos legais que justificariam a transferência das investigações para a Justiça de primeira instância.

O desmembramento da Lava-Jato em investigações locais deverá resultar num número ainda mais expressivo de futuros pedidos de inquérito. Os executivos da Odebrecht citaram mais de 130 políticos de todos os grandes partidos como destinatários de dinheiro do caixa dois da empresa. Entre os acusados estão políticos de âmbito federal, estadual e municipal. Restrita hoje à Brasília, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, a Lava-Jato deverá, com as delações da Odebrecht, se espalhar por quase todo território nacional.

A análise de depoimentos e provas e a fundamentação de cada um dos pedidos é considerado complexo e exaustivo. Não por acaso, procuradores, promotores e até o próprio procurador-geral arregaçaram as mangas e trabalharam durante o feriado do carnaval. Foi um esforço extra parecido com o que aconteceu há dois anos, quando Janot apresentou pedidos de inquérito contra políticos acusados, em Curitiba, por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, os dois primeiros delatores da Lava-Jato.

A primeira lista Janot provocou forte reação de alguns dos alvos das investigações, entre eles o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), agora ex-presidente do Senado, e do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ex-presidente da Câmara, que está preso em Curitiba. A expectativa no Ministério Público Federal é de que a segunda lista Janot provoque um contra-ataque ainda mais forte. Para alguns, mesmo antes da conclusão dos trabalhos, os potenciais alvos dos inquéritos já estão se articulando para mudar leis, ocupar cargos estratégicos e recompor alianças para esvaziar a Lava-Jato.

Alguns políticos ainda se movem nos bastidores, mas o quadro deve mudar quando as acusações vierem à público. Janot e equipe já decidiram, desde o ano passado, que os inquéritos serão acompanhados de pedidos de afastamento de sigilo. Ou seja, se considerar consistente o pedido do procurador-geral, Fachin deverá abrir o conteúdo de boa parte dos inquéritos e dos depoimentos gravados em vídeo.

Só permanecerão em sigilo informações essenciais para eventuais pedidos de busca, prisão e outras ações de interesse dos investigadores. Também deverão ficar em segredo as acusações que os delatores fizeram sobre pagamentos de propina na Argentina, Equador, Peru e Colômbia, entre outros países. Essas informações ficarão em segredo até maio para proteger funcionários da Odebrecht que ainda estão em área de risco no exterior.

O Globo

Publicado por: Chico Gregorio