O Globo
O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) usou avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar de Brasília a São Paulo no dia em que foi pegar a mala de dinheiro entregue pela JBS, segundo relatório da Polícia Federal. Rocha Loures, que está preso, pegou carona em um voo solicitado pelos ministros Gilberto Kassab (Comunicações) e Ronaldo Nogueira (Trabalho). O ex-deputado também usou recursos da Câmara para comprar três passagens entre Brasília e São Paulo na véspera de quando ele foi gravado recebendo o dinheiro.
O relatório da PF aponta que no dia 27 de abril, Rocha Loures conversou com “Alessandra”, que trabalharia em seu gabinete, demonstrando preocupação em não perder a viagem para São Paulo, seja por meio de um avião da FAB ou por voo comercial. Registro da FAB mostra que o voo saiu de Brasília às 19h e chegou em São Paulo às 20h55. Os voos foram solicitados por Kassab e Nogueira.
“Provavelmente durante o embarque para São Paulo no dia 27 de abril 2017, às 18:43, Rocha Loures demonstra que embarcou em um voo da FAB com ministros. Na mesma conversa, após quatro minutos de diálogo, afirma ter conversado com o presidente Michel Temer ‘ontem’, dia 26 de abril de 2017 e ‘hoje’, dia 27 de abril de 2017”, registra o relatório da a Polícia Federal.



Em mais um desdobramento das investigações sobre Michel Temer, a Polícia Federal conseguiu recuperar mensagens de celular que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) enviou ao presidente e, depois, apagou. O resgate do conteúdo foi possível devido a uma perícia feita no aparelho. Segundo relatório preliminar tornado ontem (terça, 20) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), as apurações apontam “com vigor” que Temer e Loures, também suspeitos de associação criminosa e obstrução de Justiça, cometeram corrupção passiva valendo-se de relações ilícitas com poderosos grupos como a JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, ambos delatores da Operação Lava Jato.






