10/10/2018
07:58

Carlos Eduardo não recebeu o esperado de Rosalba mesmo o vice sendo Kadu (Foto: Política em Foco)

A noite de domingo foi devastadora para a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) e seus seguidores. Todos apostavam nas reeleições de Beto Rosado (PP) e Larissa Rosado (PSDB) além de vitórias dos candidatos apoiados pela prefeita na capital do Oeste.

A resposta do eleitor mossoroense foi devastadora para os interesses palacianos. Beto e Larissa até foram os mais votados na cidade, mas aquém do esperado.

O deputado federal só obteve 16.241 votos. O número é assustador para o Rosalbismo que já levou o pai de Beto, Betinho Rosado, a conquistar 32.245 sufrágios em Mossoró no ano de 2010.

Já com relação à deputada estadual tucana as projeções pessimistas indicavam que ela recebesse algo em torno de 20 mil votos e as otimistas apontavam para 30 mil. Nem uma coisa nem outra: foram 17.753 sufrágios. Em 2014, Larissa recebeu 24,585 (sem qualquer estrutura), com o apoio da prefeita foram 6.832 votos a menos.

Para piorar o quadro de corrosão eleitoral de Rosalba, ela entregou apenas 19.721 votos a Garibaldi Alves Filho (MDB) e 18.747 a Antônio Jácome (PODE). Há oito anos os candidatos de Rosalba eram o mesmo Garibaldi e o senador José Agipino Maia (DEM) que receberam respectivamente 80.539 e 76.599 votos. Sem contar que na condição de candidata com apoio palaciano em 2014, e apoio velado da então governadora Rosalba, Fátima Bezerra (PT) recebeu 59.726 votos numa eleição em que o eleitor tinha apenas uma opção de voto, diferentemente deste ano quando podia votar duas vezes.

Na capital do Oeste, os mais votados em 2018 foram o capitão Styvenson Valentim (REDE) e Zenaide Maia (PHS). O primeiro não tinha um único político lhe dando apoio. A segunda tinha uma estrutura pequena na cidade. O militar recebeu 64.011 votos e a deputada 39.727.

Mas a derrota mais dolorosa para a prefeita foi na disputa pelo Governo do Estado. Ela passou praticamente 45 dias se dedicando a campanha de Carlos Eduardo Alves (PDT) cujo filho dela, Kadu Ciarlini (PP), é o candidato a vice-governador.

Carlos Eduardo apostou todas as fichas no apoio de Rosalba para receber uma grande votação em Mossoró, mas terminou derrotado por uma candidata que mal pôs os pés na cidade e, de quebra, estava com o diretório local do partido recheado de problemas internos.

Fátima recebeu 46.634 votos contra 37.243 do candidato do palanque rosalbista. À título de comparação, Francisco José Junior quando era prefeito (e no auge da popularidade) entregou 52.886 sufrágios a Robinson Faria (PSD) no primeiro turno em 2014.

Virar o jogo no segundo turno é possível? É. Mas ficou comprovado de que a força da prefeita neste momento nem se compara com os feitos dela no passado em Mossoró. A gestão é mal avaliada e isso se refletiu nas urnas.

O capital eleitoral da prefeita está corroendo.

Via Blog do Barreto.

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
07:46

Pesquisa Ibope divulgada no dia 6 de outubro com intenções de votos para senador no RN, mostra uma  que o instituto errou feio ou manipulou os dados pra beneficiar o atual senador Garibaldi Alves Filho.

Veja resultado de 7 de outubro:

  • Capitão Styvenson (REDE): 25,63% (745.827 votos válidos)
  • Drª Zenaide Maia (PHS): 22,69% (660.315 votos válidos)
  • Geraldo Melo (PSDB): 13,14% (382.249 votos válidos)
  • Garibaldi Filho (MDB): 12,93% (376.199 votos válidos)
  • Jácome (PODE): 10,57% (307.399 votos válidos)
  • Alexandre Motta (PT): 8,33% (242.465 votos válidos)

Veja, abaixo, o resultado da pesquisa Ibope divulgada em 6/10, considerando os votos totais.

  • Capitão Styvenson (Rede): 33%
  • Dra. Zenaide Maia (PHS): 27%
  • Garibaldi Filho (MDB): 27%
  • Geraldo Melo (PSDB): 25%
  • Jácome (Podemos): 14%
  • Magnólia (Solidariedade): 7%
  • Alexandre Motta (PT): 5%
  • Ana Célia (PSTU): 2%
  • Telma Gurgel (PSOL): 1%
  • João Morais (PSTU): 1%
  • Jurandir Marinho (PRTB): 1%
  • Levi Costa (PRTB): 1%
  • Dr. Joanilson (DC): 1%
  • Professor Lailson (PSOL): 1%
  • Napoleão (Rede): 0%
  • Brancos/nulos – vaga 1: 14%
  • Brancos/nulos – vaga 2: 24%
  • Não sabe/Não respondeu: 16%.

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
07:31

Por Igor Jácome, G1 RN


José Alves de Menezes, de 72 anos, disse que médica rasgou receita após ele declarar que votou em Haddad — Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV CabugiJosé Alves de Menezes, de 72 anos, disse que médica rasgou receita após ele declarar que votou em Haddad — Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi

José Alves de Menezes, de 72 anos, disse que médica rasgou receita após ele declarar que votou em Haddad — Foto: Heloisa Guimarães/Inter TV Cabugi

Uma médica que trabalha em um hospital público de Natal rasgou a receita que tinha acabado de fazer para um paciente idoso, de 72 anos, após ele responder que votou no candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad. O caso aconteceu nesta segunda-feira (8), um dia após o primeiro turno das eleições, e foi registrado por meio de boletim de ocorrência na 7ª Delegacia de Polícia de Natal, no bairro das Quintas, Zona Leste da capital. O caso foi confirmado pela própria médica, a infectologista Tereza Dantas, que declarou estar arrependida de sua atitude.

O paciente estava no Hospital Estadual Giselda Trigueiro, localizado também no bairro das Quintas. De acordo com o servidor aposentado da Saúde, que trabalhou na própria unidade com a médica, o caso aconteceu no início da manhã, por volta das 7h30.

Por telefone, a médica Tereza Dantas afirmou que passou o final de semana doente e pensou em faltar ao trabalho, por ainda estar se recuperando, mas resolveu ir e informou ao hospital que só atenderia os pacientes que já tinham agendamento. Entretanto, como conhecia o ex-servidor, decidiu atendê-lo também.

“Eu estava conversando com outras pessoas sobre a situação política do país e fiquei exaltada, no momento. Eu realmente rasguei (a receita), porque ele não votou no meu candidato. Fiz errado, não tenho dúvidas”, disse a médica. Ela afirmou que quer pedir desculpas ao paciente, mas ainda não conseguiu entrar em contato com ele.

O aposentado José Alves de Menezes – mais conhecido como Jean Menezes – afirmou que se sentiu constrangido com toda a situação.

“Me senti ofendido. Passei vergonha na frente de todo mundo. No início, achei que era brincadeira e até ri”, relata.

José vai corriqueiramente ao hospital para pegar a receita de remédio que toma diariamente e afirma que já conhecia a médica, porque sempre que não encontra a especialista que o atende na unidade, recorre à servidora pública para pegar o documento. “Ela sempre me tratou bem. Já chegamos a trabalhar juntos”, lembra.

O aposentado disse que a médica o viu na unidade e pediu que ele esperasse, dizendo que já sabia o que ele queria. Após chegar até ele com a receita em mãos, perguntou em quem ele havia votado para presidente.

“Eu disse que votei no Haddad, ai ela disse: ‘pois então não dou mais a receita’, e rasgou. Duas ou três pessoas também viram”, conta o homem. “Respondi na inocência. Nem sabia quem era o candidato dela. Nunca votei no PT, nunca fui fanático por partido nenhum. Essa foi a primeira vez que votei nele”, acrescentou.

A médica declarou que se arrependeu da atitude antes da repercussão do caso, ainda na segunda, e tentou falar com o paciente, mas ele não a atendeu.

“Eu pedi perdão a Deus e pedi que ele me ajudasse a tirar de mim essa mágoa. Eu nunca gostei de extremismos e estava me transformando em algo que não gosto. Não deveria ter feito isso, eu sei. Agi por impulso e, por isso, peço desculpas”, disse a profissional.

Hospital Giselda Trigueiro, em Natal — Foto: Lucas Cortez/G1Hospital Giselda Trigueiro, em Natal — Foto: Lucas Cortez/G1

Hospital Giselda Trigueiro, em Natal — Foto: Lucas Cortez/G1

Repercussão

Após o fato, o paciente procurou um diretor do hospital e conseguiu a receita com outro médico. Ele também registrou queixa na ouvidoria da unidade e fez um boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde Pública (Sesap) informou que a direção do Hospital Giselda Trigueiro ainda não foi notificada oficialmente sobre o fato relatado. Também informou que esta não é uma conduta adotada pelo Hospital, nem muito menos de orientação do órgão.

“Assim que for notificada, a direção da unidade iniciará um processo de abertura de procedimento de sindicância e tomará as medidas cabíveis dentro da Lei”, disse a nota.

Conforme a vice-coordenadora do Sindicato da Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde), Simone Dutra, a entidade prestou assistência ao idoso e o caso está com o setor jurídico do sindicato, que está preparando uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e estuda a possibilidade de entrar com ações no âmbito criminal e civil, contra a médica, em nome do servidor aposentado.

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
07:20

O Tribunal Superior Eleitoral limitou na noite desta terça-feira (9) a aplicação da chamada “tese Lula” pelos tribunais regionais eleitorais fixando critérios sobre o direito de candidatos manterem atividades de campanha enquanto a rejeição de seus registros são contestados judicialmente.

Ficou definido que o candidato que teve registro de candidatura rejeitado deixa de ter direito a atividades de campanha por decisão proferida pelo próprio TSE ou com o trânsito em julgado da decisão de indeferimento no regional eleitoral. Após semanas de discussão, os ministros optaram por uma tese minimalista, sem tratar de eleições municipais.

A tese estabelecida foi a seguinte: “A condição de candidato sub judice para fins de incidência do artigo 16-A da lei 9.504/97 cessa nas eleições gerais: 1) com o trânsito em julgado da decisão de indeferimento do registro; 2) com a decisão de indeferimento do registro pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

Os ministros fixaram ainda que, como regra geral, a decisão de indeferimento de registro de candidatura deve ser tomada pelo plenário.

A questão é importante porque determina em qual momento o candidato deixa de ter acesso, por exemplo, a recursos para campanha e ao tempo no horário eleitoral gratuito, além da retirada do nome nas urnas.

A discussão envolve a aplicação do artigo 16-A da Lei nº 9.504 de 30 de Setembro de 1997: “O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior”.

Em agosto, ao barrar a candidatura do ex-presidente Lula, a maioria do TSE estabeleceu que qualquer candidato que tiver o registro indeferido na Corte está fora da disputa, sem direito a partir de decisão colegiada, o que ocorreu no caso.

Após do julgamento do ex-presidente Lula, os tribunais regionais começaram a replicar o entendimento do TSE e a determinar a retirada de nomes das urnas e vetar atos de campanha mesmo com possibilidade de recurso à Corte Superior. Ao menos, os tribunais regionais do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rondônia e Distrito Federal usaram a tese.

“A última palavra é do TSE e não dos TREs e que só pode ser afastado o 16-A, como regra geral, por decisão do plenário. Os casos mais simples, chapados poderiam ser disciplinados pelos relatores. A nossa tese é de evitar essa violência de que o sujeito ainda tem recurso para ser julgado e está sem os tubos de oxigênio”, afirmou o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, que foi relator do caso.

No julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso defendeu que o Congresso reavalie o prazo para registros de candidatos para diminuir casos de candidatos sub judice. “Acho que compromete gravemente o princípio democrático você ter um pleito em que o eleitor não tem certeza plena se seu candidato vai ou não poder assumir e exercer o mandato. Voltar às datas originais não é incompatível com a redução do período eleitoral”, disse.

Jota Info

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
07:12

Em reunião realizada hoje (9), o diretório nacional do PSB decidiu apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno na disputa presidencial. O apoio está condicionado ao compromisso por parte da candidatura petista da formação de uma frente ampla democrática.

Os diretórios de São Paulo e do Distrito Federal, cujos candidatos concorrem no segundo turno, ficaram livres para decidir o apoio presidencial de acordo com a resolução do diretório nacional do PSB.

No primeiro turno, o PSB não declarou apoio formal a nenhuma candidatura.

Após reunião no diretório nacional em Brasília, o partido aprovou resolução que propõe a formação de uma frente ampla democrática que se oponha à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). “Uma frente que agregue personalidades e instituições que defendem a democracia e que o programa dessa frente também não seja o programa de um partido. Não estamos apoiando o candidato do Partido dos Trabalhadores, estamos apoiando o candidato que vai enfrentar, que vai conduzir e liderar uma frente democrática tentando chegar à Presidência da República”, disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

Com a polarização da disputa eleitoral, Siqueira defende que a frente agregue diferentes forças do campo democrático para formar uma ampla aliança de união nacional . “Defendo que o candidato Haddad procure todas as forças democráticas do nosso país, todos os democratas, todos os nacionalistas, todos os homens e mulheres de bem que amam a liberdade e que querem a preservação da liberdade em nosso país”, pontua.

A resolução aprovada pelo diretório nacional do PSB abre uma exceção para os candidatos Márcio França e Rodrigo Rollemberg que disputam o segundo turno pelo partido em São Paulo e no Distrito Federal respectivamente. “Os diretórios desses dois estados poderão examinar as suas coligações e decidir o que deve fazer tendo em consideração que eles precisam ter a liberdade para conduzir as suas campanhas e conquistar uma vitória nessas duas unidades”, afirmou Siqueira.

Rollemberg que busca a reeleição na disputa pelo DF, não declarou qual será seu apoio na candidatura presidencial para o segundo turno. “Não vou me posicionar contra ninguém, vou me posicionar a favor de teses”, respondeu ao ser questionado por jornalistas ao sair da reunião.

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
07:10

O corregedor-nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou que dois juízes de segundo grau e três de primeiro prestem esclarecimento ao CNJ em até 15 dias por terem se manifestado politicamente durante as eleições.

Antes do pleito, a Corregedoria havia publicado nota de recomendação, com base na Lei Orgânica da Magistratura, para que magistrados evitassem manifestações públicas e emitissem posições político-partidária em redes sociais, entrevistas ou em outros meios de comunicação.

Os juízes notificados pelo CNJ são Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, Márcia Simões, da Vara do Júri de Feira de Santana (BA), e Isabele Papafanurakis, substituta da 6ª Vara Criminal de Londrina. De segunda instância, terão de prestar esclarecimentos Ivan Sartori, do Tribunal de Justiça de São Paulo, e Ângela Alves, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

“Eles terão 15 dias para apresentar informações a respeito de fatos narrados em notícias veiculadas por diversos veículos de comunicação quanto a manifestações públicas vedadas a magistrados. As notícias foram encaminhadas para cada um dos magistrados interessados”, diz a nota do CNJ.

O texto, porém, não cita quais manifestações de cada magistrado levaram ao pedido de providência. Bretas, por exemplo, parabenizou Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira, que foram eleitos para o Senado pelo Rio de Janeiro. Já Sartori publicou em seu perfil nas redes sociais apoio ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Contra Márcia Simões pesa o fato de ter surgido nas redes uma foto dela com uma camiseta com foto do presidenciável do PSL.

Sobre Papafanurakis, surgiu nas redes sociais texto em defesa de Bolsonaro que foi atribuído a ela.

Jota Info

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
07:05

 

 

Uma intervenção de João Doria durante reunião da Executiva Nacional do PSDB acendeu o pavio de Geraldo Alckmin. Fora de si, Alckmin mostrou a mágoa que tem por dentro. Chamou de “temerista” o seu afilhado político. “Fique calmo”, reagiu Doria, pedindo “discernimento” e “equilíbrio” ao padrinho. Numa explosão que lhe deu a aparência de um ex-Alckmin, o presidente nacional do PSDB insinuou que Doria é um “traidor”.

O tempo fechou no encontro do PSDB num instante em que Doria, candidato tucano ao governo de São Paulo, defendia a necessidade de o partido avaliar os erros cometidos durante a campanha de 2018. “Terminada a eleição no segundao turno, aí sim, podemos fazer uma avaliação completa”, disse ele a certa altura. “O PSDB não cumpriu o seu papal, quando poderia ter cumprido melhor.”

Alckmin enxergou nas observações do afilhado um questionamento à condução da sua campanha presidencial. Mais: interpretou as palavas de Doria como uma preparação para questionar a sua presença no comando do partido. “O temerista não era eu, não. Era você”, reagiu Alckmin. Doria tentou contemporizar. Mas Alckmin não se deu por achado. “Você, você, você”, disse, elevando o timbre de voz a cada repetição do vocábulo.

Olhando ao redor, Doria argumentou que o apoio à gestão de Michel Temer foi uma decisão partidária, não individual. “Geraldo, você está aqui diante de dois ex-ministros do governo Temer”, declarou. “Acredito que você não queira desrespeitar nem o José Serra (ex-Itamaraty) nem o Bruno Araújo (ex-Cidades). Fizeram parte desse governo.  Foram bons ministros. (…) Outros participaram. Vamos ter discernimento em relação a isso.”

Doria insistiu: “Fique calmo. Discernimento e equilíbrio, aliás, sempre foram características que você teve. Não [reaja] de forma passional.” Alckmin não se conteve. Língua em riste, sapecou: “Traidor eu não sou”. E Doria, insistindo em manusear panos quentes: “Vamos ter uma conduta com calma e equilíbrio”.

A explosão de Alckmin chegou com enorme atraso. Veio depois de uma derrota desconcertante. Dono de 43% do horário eleitoral, Alckmin terminou o primeiro turno da corrida presidencial em quarto lugar, com humilhantes 4,76% dos votos. Ficou na mesma região do mapa eleitoral em que estavam João Amoedo (2,5%), Cabo Daciolo (1,26%) e uma desidratada Marina Silva (1%).

Foi a primeira vez desde 1994 que o eleitor excluiu o PSDB do rol de protagonistas de uma disputa pelo Planalto. Nas últimas seis sucessões, o partido vencera duas no primeiro turno, com Fernando Henrique Cardoso, e perdera quatro no segundo turno —duas para Lula e duas para Dilma.

Patrono da eleição de Doria à prefeitura de São Paulo, em 2016, Alckmin vinha se queixando do comportamento do afilhado desde o ano passado. Em privado, acusara Doria de invadir sua trincheira, ao se insinuar como uma opção de candidato à Presidência. Depois, queixara-se da decisão do pupilo de abandonar o mandato de prefeito para disputar o governo paulista.

Inicialmente, o palanque de Alckmin em São Paulo seria o do governador Marcio França (PSB). Com a entrada de Doria no jogo, vendeu-se a ideia de que Alckmin passaria a dispor de dois palanques. Na prática, tornou-se um sem-palanque. Hoje, Doria e França medem forças no segundo turno. E Alckmin vive o inferno dos derrotados.

Na véspera do encontro da Executiva, Doria dissera, em entrevista ao UOL, que defenderia o apoio do PSDB à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro. O mesmo Bolsonaro que aplicou uma surra eleitoral em Alckmin, roubando-lhe os eleitores e o papel de anti-PT que o tucanato desempenhou nas últimas duas décadas.

Ao final da renião, Alckmin anunciou que o PSDB permanecerá no segundo turno em seu habitat natural: o muro. O partido “decidiu liberar os seus militantes e os seus líderes”, informou Alckmin. “Nós não apoiaremos nem o PT nem o candidato Bolsonaro. O partido não apoiará nem um nem outro e libera seus filiados e líderes para que decidam de acordo com sua consciência, com sua convicção e com a realidade de seus Estados”.

JOSIAS DE SOUZA

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
07:01

Após ser desautorizado em rede nacional por Jair Bolsonaro, o vice do candidato do PSL, general Hamilton Mourão admitiu que o presidente é Bolsonaro, mas que isso não quer dizer que, caso a chapa vença a eleição presidencial, que ele será um “vice anencéfalo”. “Falei para ele proceder com sua visão. Tenho minhas críticas. Agora, o presidente, como ele disse, é ele. Só não sou um vice anencéfalo. Tenho minhas opiniões”, disse Mourão para a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.

Na segunda-feira, Bolsonaro disse ao Jornal Nacional que não irá convocar uma nova Constituinte e criticou o vice pelas opiniões controversas sobre a Constituição e sobre a fala de “autogolpe”. “Sou sim um crítico a Constituição”, disse Mourão. “A nossa abrange muita coisa. Defendo uma de princípios e valores, mas é minha opinião pessoal, tenho minha personalidade. E já fiz mea culpa das minhas escorregadas”, afirmou o vice.

BR 18 / ESTADÃO

Publicado por: Chico Gregorio


10/10/2018
06:57

Os procuradores da força-tarefa Greenfield, do Ministério Público Federal no Distrito Federal, solicitaram ao Tribunal de Contas da União (TCU) a instauração de processo de fiscalização e o bloqueio de cerca de R$ 6 bilhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas nas operações Sépsis, Cui Bono? e Patmos.  Entre os alvos das operações citadas pelo MPF estão os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo o MPF, o bloqueio de bens também deve mirar o MDB, partido dos principais investigados nas operações.

“No caso específico, em que há a demonstração cabal de direcionamento de parte dos recursos a campanhas políticas (de 2010 a 2014, inclusive) de membros de renome nacional do PMDB (aqui se destacam as campanhas presidenciais), a constrição patrimonial e financeira deve atingir o maior beneficiário das demandas e dos recebimentos ilícitos aqui descritos, qual seja, o antigo PMDB, atual MDB”, afirmam os procuradores no ofício que será encaminhado ao TCU.

A abertura de tomada de conta e bloqueio de bens por parte do TCU, segundo o MPF, tem como objetivo mensurar os prejuízos à União causados pelos crimes praticados dos integrantes do MDB da Câmara dos Deputados na Petrobras, Furnas, Ministério da Integração Nacional, Caixa, Secretaria de Aviação Civil, Ministério da Agricultura e Câmara dos Deputados.

De acordo com o MPF, “resta claro que inúmeras pessoas, físicas e jurídicas, foram beneficiadas com o esquema ilícito de pagamento e arrecadação de propina, que tem, indubitavelmente, como causa e consequência simultâneas, a manutenção do poder político pelo mesmo grupo criminoso, deturpando a lógica do sistema democrático”.

No entendimento dos procuradores, o valor do bloqueio em cerca de R$ 6 bi está lastreado na multiplicação por 10 do valor da propina recebida pelos investigados. Esse valor, segundo o MPF,  foi de R$ 587.1 milhões. O bloqueio de bens, segundo o MPF, deve incidir sobre os responsáveis (não colaboradores) cujas irregularidades geraram prejuízo ao erário e, de forma solidária, nas pessoas jurídicas não colaboradoras beneficiadas com os delitos.

Em ofício, a força-tarefa ainda pede ainda ‘para que o Tribunal de Contas da União atente para a existência (pública e notória) de ações penais apresentadas pelo Ministério Público Federal nas quais se denuncia a existência de organizações criminosas’ envolvendo agremiados do MDB do Senado, do Partido Progressista (PP) e do Partido dos Trabalhadores (PT).

Estão denunciados à Justiça pelo ‘quadrilhão do MDB’ na Câmara o presidente Michel Temer e de seus aliados Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Loures, José Yunes, Coronel Lima, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

A denúncia contra emedebistas havia sido apresentada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em setembro de 2017, contra Temer e seus principais aliados. Após a Câmara barrar a abertura de uma ação penal contra o presidente, o caso foi desmembrado e a investigação envolvendo pessoas sem foro privilegiado foi encaminhada para a 10.ª Vara Federal em Brasília e para a 12ª Vara.

Em ofício ao TCU, o Ministério Público Federal também detalha que há denúncias oferecidas contra ex-vices da Caixa Econômica Federal, ex-diretores da Petrobrás e outros agentes públicos apontados como integrantes de uma suposta organização criminosa ligada ao MDB.

A reportagem procurou as defesas de Vieira Lima, Henrique Alves e o MDB, mas até a publicação da reportagem não havia recebido respostas.

COM A PALAVRA, TEMER, MOREIRA E PADILHA

O Planalto não vai comentar.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DELIO LINS E SILVA JR, QUE DEFENDE EDUARDO CUNHA

“A pretensão de bloqueio de bens é absurda, pois se baseia em fatos que ainda estão em início de apuração no âmbito criminal, configurando mais um ato de perseguição do Ministério Público em relação a Eduardo Cunha”.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO MARCELO LEAL, QUE DEFENDE HENRIQUE ALVES

A defesa de Henrique Eduardo Alves reitera sua inocência e tem certeza que ele será absolvido das acusações de corrupção como, aliás, já o foi na ação penal decorrente da Operação Sépsis que trata de assuntos correlatos.

ESTADÃO CONTEÚDO

Publicado por: Chico Gregorio


09/10/2018
15:57

Câmara Municipal de Natal terá quatro novos vereadores

Da Tribuna do Norte:

A eleição do domingo (7) provocou mudanças também na Câmara Municipal de Natal, apesar de não ter ocorrido disputa por vagas no Legislativo Municipal. Com as eleições da vereadora Natália Bonavides (PT) para deputada federal, além de Eudiane Macedo (PTC), Sandro Pimentel (PSOL) e Ubaldo Fernandes (PTC) para os cargos de deputado estadual, quatro novos parlamentares seguem para a Câmara Municipal.

Para a vaga de Natália Bonavides, assume a socióloga Divaneide Basílio, também do PT, de 40 anos de idade. assume a vaga no Legislativo Municipal. Ela obteve 2.236 votos no pleito de 2016.

Já para a vaga de Eudiane Macedo, Fulvio Mafaldo, do Solidariedade, assume a vaga. O agente administrativo de 47 anos obteve 1.711 votos na eleição de 2016. Para a vaga de Ubaldo Fernandes, Dagô do Forró, que já está exercendo o mandato como suplente, ficará com o cargo. O segundo suplente, o comerciante Júlio César Silva de Andrade, o “César de Adão Eridan”, do PR, deverá entrar substituindo o atual secretário do Gabinete Civil de Natal, Kleber Fernandes. O candidato de 27 anos teve 2.768 votos na eleição passada e assume o cargo porque Kleber Fernandes está como secretário de Natal.

Para o posto deixado por Sandro Pimentel, quem retorna ao Legislativo é Maurício Gurgel, também do PSOL. Com 3.167 votos no pleito de 2016, o ex-vereador cumprirá dois anos de mandato na Câmara Municipal.

Publicado por: Chico Gregorio


09/10/2018
15:38

Números expressivos do primeiro turno dão boa vantagem para Fátima Bezerra (Foto: divulgação)

Por Aluísio Lacerda

Placar por município (RN), no 1º Turno, eleições ao Governo do Estado:

– Fátima Bezerra (PT) – 149;

– Carlos Eduardo (PDT) – 13;

– Robinson Faria (PSD) – 5

Total: 167 municípios – 1.620.544 votos válidos (82,41%)

Fátima Bezerra obteve 748.150 votos (46,17%) dos votos.

Já Carlos Eduardo empalmou 525.933 votos (32,45%), enquanto Robinson somou 192.037 votos (11,85%).

A maioria de Fátima sobre Carlos Eduardo foi de 222.217 mil votos, ou seja, 13,72 pontos percentuais.

Publicado por: Chico Gregorio


09/10/2018
15:32

REUTERS/Ricardo Moraes

Segundo reportagem de Talita Fernandes, candidato Jair Bolsonaro já teria nove nomes para seu ministério em um eventual governo; além de Paulo Guedes na Fazenda, escolhidos incluem Onyx Lorenzoni para a Casa Civil, dois generais da reserva, Augusto Heleno para a Defesa e Osvaldo Ferreira para os Transportes, além do astronauta Marcos Pontos para Ciência e Tecnologia.

Via 247

Publicado por: Chico Gregorio


09/10/2018
15:23

Via Thaisa Galvão;

A candidatura da vereadora de Natal, Nina Souza, do PDT, foi fundamental para deseleger o candidato a deputado, Adjuto Dias (PDT), filho do prefeito de Natal, Álvaro Dias (MDB).

Como manteve a equipe da Prefeitura deixada por Carlos Eduardo Alves (PDT), que renunciou para ser candidato a governador, Álvaro tinha notícia a cada dia, que servidores, principalmente os cargos comissionados, eram convocados para reuniões para tratar do apoio à vereadora Nina.

E quem comandava as reuniões era a ex-primeira-dama da capital, Andrea Ramalho, que virou madrinha da candidatura de Nina Souza.

Mesmo no cargo de prefeito, Álvaro contou pouco com o apoio dos comissionados, comprometidos com a candidatura de Nina.

No dia primeiro de outubro, a seis dias das eleições, a mulher de Carlos Eduardo fez apenas uma, das tantas reuniões com servidores para pedir empenho na eleição de Nina.

Essa reunião, que contou com a presença de leitores do Blog, aconteceu no bairro de Capim Macio.

Resultado do pleito: Adjuto teve 7.939 votos em Natal e Nina 7.379.

Na soma total em todo o Estado, Adjuto teve 28.697 votos e Nina 21.355.

Sem a vereadora no meio do caminho, e o apoio de Natal, Carlos Eduardo, Adjuto certamente teria tido votos suficientes para se eleger.

Na coligação que Adjuto fazia parte, o deputado Getúlio Rêgo (DEM) foi eleito com 33.477 votos.

O que aponta a possibilidade de vitória de Adjuto, caso o combinado entre Álvaro Dias e Carlos Eduardo tivesse sido cumprido.

Não foi.

E no final das contas, nem Adjuto nem Nina Souza.

A prova de que Nina fez campanha como “a candidata de Carlos Eduardo” foi a arte impressa nos santinhos distribuídos por ela.

Com Adjuto Dias derrotado nas urnas por causa de um capricho do candidato a governador, resta saber se o prefeito de Natal se empenhará para a eleição de Carlos Eduardo Alves no segundo turno das eleições.

O clima de traição deixa a dúvida no ar…

Publicado por: Chico Gregorio


09/10/2018
15:15

O caso aconteceu na manhã dessa segunda-feira (08), no hospital Giselda Trigueiro, em Natal/RN

Uma médica, infectologista do hospital Giselda Trigueiro, rasgou a receita de um paciente após o mesmo responder que não votaria em Bolsonaro. A vítima é um aposentado da saúde, que já foi servidor da unidade. O relato abaixo é do Sindsaúde-RN.

Em nota, o Sindsaúde-RN diz que o aposentado de 72 anos é paciente de uma outra médica que não estava na unidade. De acordo com o texto, após saber que a mesma não estava o aposentado foi encaminhado para essa médica, para solicitar uma receita. A infectologista recebeu o idoso e pediu para que aguardasse. Ao retornar com a receita em mãos, perguntou em quem o senhor iria votar, em Haddad ou Bolsonaro. O mesmo respondeu que votaria em Haddad. Após sua resposta, a médica disse: “Então pronto, eu vou rasgar sua receita”, rasgou e saiu.

Segundo o Sindsaúde, após atitude da profissional com a presença de outros funcionários do hospital, o aposentado procurou o serviço social, que encaminhou para outro médico e assim recebeu a receita. O aposentado procurou o Sindsaúde muito aflito e relatou o caso na manhã desta terça (09).

O Sindsaúde já entrou em contato com a ouvidoria do hospital e já está tomando providência pela via jurídica. A vice coordenadora do Sindsaúde, Simone Dutra e a assessoria jurídica do sindicato acompanharam o aposentado para fazer um B.O na delegacia. ( o BO segue no corpo do email abaixo)

“A postura desta médica é inadmissível! Além de ser um desrespeito e um constrangimento ao aposentado, fica clara a utilização da sua profissão e do serviço público para coagir o voto no seu candidato. O Sindsaúde não tolerará atos como este e já está tomando todas as medidas jurídicas e políticas”, disse Simone.

Foto: Reprodução/Sidnsaúde-RN

Publicado por: Chico Gregorio


09/10/2018
11:47

Dos 15 deputados estaduais reeleitos no domingo apenas dois conseguiram ampliar suas respectivas votações nas eleições de domingo num comparativo com o pleito de 2014.

Foram eles: o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) e Souza Neto (PHS). Os demais despencaram as votações. O primeiro teve 3.783 a mais e o segundo 10.657.

Quem teve a votação mais reduzida foi Galeno Torquato (PSD) foram 29.023 votos a menos, seguido por Kelps Lima (SD) que recebeu menos 22.461 sufrágios.

Um fator determinante para a diminuição dos votos foi a pulverização dos votos e candidatos e em escala menor a repulsa popular aos políticos. O sentimento de mudança não pode ser desconsiderado. Serão nove novatos em 2019 na casa.

Via Blog do Barreto.

Confira os números:

Candidato Votação 2018 Votação 2014 Saldo
EZEQUIEL (PSDB) 58.221 54.438 +3.783
GUSTAVO CARVALHO 47.544 57.757 – 10.213
TOMBA FARIAS 41.249 48.980 – 7.731
NELTER QUEIROZ 40.717 51.773 – 11.056
HERMANO MORAIS ( 38.053 60.813 – 22.461
GALENO TORQUATO 34.532 63.286 – 29.023
GEORGE SOARES 34.263 38.637 – 4.374
RAIMUNDO FERNANDES 33.965 35.333 – 1.368
CRISTIANE DANTAS 33.860 38.955 – 5.136
KELPS 33.819 59.619 – 25.800
GETULIO RÊGO 33.477 52.118 – 18.642
VIVALDO COSTA 32.638 34.457 – 1.819
ALBERT DICKSON 31.698 37.461 – 5.763
SOUZA 31.097 20.440 + 10.657
JOSÉ DIAS 27.275 37.844 – 10.569

Publicado por: Chico Gregorio