07/04/2019
08:36

POR ANDREIA SADI

A retomada da discussão sobre a reforma tributária provocou um novo mal-estar nos bastidores do poder. Integrantes do governo se queixaram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre o que chamaram de “atropelo” no debate.

Maia respondeu a eles que a Câmara já trabalhar com uma proposta de reforma. Acrescentou que os deputados não aceitam o secretário da Receita, Marcos Cintra, como interlocutor. Isso porque Cintra usou redes sociais para criticar parlamentares.

No último dia 2, Rodrigo Maia, se reuniu com o economista Bernard Appy para montar um projeto de reforma tributária e apresentar à Câmara.

Um dia depois, integrantes da equipe econômica divulgaram que o governo quer mandar em maio uma reforma tributária à Câmara, capitaneada justamente por Marcos Cintra.

Ao blog, Maia disse na semana passada que o texto-base a ser discutido não será o proposto por Cintra, mas o que foi elaborado por Appy e articulado com parlamentares. O texto foi protocolado na semana passada.

Segundo apurou o blog, a apresentação da proposta, apadrinhada pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), foi articulada nos bastidores com Rodrigo Maia.

Integrantes da equipe econômica que trabalham para pacificar a relação entre Maia e Bolsonaro procuraram o presidente da Câmara nos últimos dias. A argumentação foi a de que Maia havia “atropelado” a reforma a ser proposta por Marcos Cintra.

O presidente da Câmara, então, respondeu com a ordem cronológica dos fatos e avisou que deputados estão incomodados com as críticas de Cintra.

Um dos exemplos: Cintra foi às redes sociais dizer que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “peitou a oposição” e “mostrou que não precisa ter apoio de ninguém para aprovar seus projetos no Legislativo”.

Colegas de Cintra no Ministério da Economia disseram ao blog neste sábado (6), de forma reservada, que o secretário errou ao publicar as mensagens.

Após as conversas entre Maia e integrantes da equipe econômica, Cintra mudou o tom. Nesta sexta-feira, o secretário relatou nas redes sociais que se encontrou com Appy para “alinhar a estratégia”” da reforma tributária. E disse que um “acordo entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia para fazer a reforma tributária começou a dar frutos”.

Nos bastidores, para Maia e os aliados, a mudança no tom ocorreu para que o governo não perca o protagonismo da reforma.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


07/04/2019
08:35

Neste domingo (7) em que completa um ano de prisão, Luiz Inácio Lula da Silva teve um artigo escrito por ele publicado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. O ex-presidente da República começa o texto reafirmando que está “preso injustamente, acusado e condenado por um crime que nunca existiu”.

Lula também se diz “indignado” com “cada dia” em que passou detido na sede da Polícia Federal em Curitiba após ter sua condenação confirmada pelo TRF4, que impôs pena de 12 anos e um mês de prisão a ele pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no processo do tríplex do Guarujá (SP).

“Cada dia que passei aqui fez aumentar minha indignação, mas mantenho a fé num julgamento justo em que a verdade vai prevalecer. Posso dormir com a consciência tranquila de minha inocência. Duvido que tenham sono leve os que me condenaram numa farsa judicial”, escreveu o petista.

Lula também se disse “angustiado” com “o que se passa com o Brasil”.

“Os direitos do povo e da cidadania vêm sendo revogados, enquanto impõem o arrocho dos salários, a precarização do emprego e a alta do custo de vida. Entregam a soberania nacional, nossas riquezas, nossas empresas e até o nosso território para satisfazer interesses estrangeiros. Era preciso impedir minha candidatura a qualquer custo”, afirmou o ex-presidente, que chegou a ser candidato ao Planalto no pleito de 2018.

No mesmo artigo, Lula contesta ainda a maneira como foi tratado pela Justiça durante o processo de investigação contra ele, quando Dilma Rousseff ainda estava na Presidência.

“Haviam grampeado ilegalmente minhas conversas, os telefones de meus advogados e até a presidenta da República. Fui alvo de uma condução coercitiva ilegal, verdadeiro sequestro. Vasculharam minha casa, reviraram meu colchão, tomaram celulares e até tablets de meus netos”, disse o ex-presidente.

“Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por “atos indeterminados” sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição”, acrescentou.

Depois, o líder do Partido dos Trabalhadores reforça que é inocente e reafirma que foi condenado pelo ex-juiz Sergio Moro sem provas. “Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim”, cobra o ex-presidente.

Por fim, Lula diz que aqueles que querem ele preso têm medo da “organização do povo que se identifica” com o projeto que ele tem para o país. O petista também ataca o atual presidente, Jair Bolsonaro.

“Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha”, afirma.

Notícias ao Minuto

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
11:11

Carlos Bolsonaro e o primo Léo Índio

Do Extra:

Ainda sem cargo efetivo no governo de seu tio Jair Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, não deixou de circular pelo Planalto. Um dos mais fervorosos cabos eleitorais da campanha presidencial, mordaz com os adversários nas redes sociais, o moço deixou o Instagram, quase nada posta no Facebook, mas é mestre em atualizar o status do WhatsApp com muitos memes referentes à política.

Na última quinta-feira, 4, Leo Índio postou um destes memes mostrando duas fotos: uma era de Marielle Franco. A outra da travesti Valéria, personagem famosa de Rodrigo Sant’anna. Na comparação entre as duas a frase “Marielle vive kkkkk”. Um dos bordões de Valéria era: “Tá de deboche?“.

Leo é apontado como olheiro do primo Carlos Bolsonaro no Palácio do Planalto. Tem crachá com acesso livre aos andares mais altos, de onde despacham o presidente e os ministros e entre janeiro e fevereiro chegou a ir 58 vezes a Brasília. Ele mora no Rio. Antes de se enveredar pela política, o moço de 35 anos vendia roupas.

“Há quem diga que ele já arrumou um cargo comissionado numa secretaria. Mas ninguém sabe qual ainda”, conta uma fonte bem ligada aos moradores da Alvorada.

Em janeiro, Léo Índio fez o pedido de um passaporte diplomático. Coincidentemente após o requerimento do primo Carlos. Quando o pedido vazou, os dois voltaram atrás e não enviaram os documentos pedidos.(…)

Léo Índio ridiculariza a morte de Marielle
Via DCM

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
10:20

​O ​Flamengo realizou apenas dois treinamentos para enfrentar o Fluminense nesse sábado (06). A partida é válida pela semifinal do Campeonato Carioca e o time flamenguista tem a vantagem do empate. Para esse jogo, Abel Braga está muito pressionado e uma eliminação pode colocá-lo na corda bamba no cargo de treinador da equipe. Muitos torcedores realizam campanha pedindo sua saída, mas, por enquanto, “Abelão” ainda está prestigiado pela diretoria do clube carioca.

Rodolfo,Gabriel Barbosa

Para o clássico contra o Flu, o quarto entre as equipes só nesse ano, o Mengão entrará em campo com o que tem de melhor. Como Gabigol está suspenso da próxima partida da Libertadores, o camisa 9 está mantido na posição de centroavante. Bruno Henrique, que vive uma oscilação nos últimos jogos, também deve ser mantido no lado esquerdo do ataque. A principal dúvida da comissão técnica é se Arrascaeta possa entrar no lugar de Arão e Diego seja recuado para o segundo volante, mas a tendência para essa partida é que o uruguaio permaneça entre os reservas.

Com isso, o time que deve ir a campo é: Diego Alves, Para, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê; Gustavo Cuéllar, Arão, Diego, Everton Ribeiro, Bruno Henrique; Gabriel Barbosa. O garoto Bill impressionou Abelão e será novamente relacionado. Os outros garotos, Vitor Gabriel e Lincoln ficarão de fora nesse clássico. O volante Ronaldo, que vinha sento titular no Estadual, desta vez, ficará no banco de reservas.

Fonte: www.90min.com

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
10:10

Um dos maiores reservatórios do Oeste potiguar sangrou na madrugada desta quinta-feira dia 04. O açude Mendubim fica em Assú, e tem capacidade para 76,3 milhões de metros cúbicos de água.

Veja nas imagens do Assu /Todo Dia:

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
09:57

O ministro da Educação, Ricardo Vélez, afirmou nesta sexta-feira (5) que não irá entregar o cargo. Ele falou com a imprensa durante 18º Fórum Empresarial Lide, em Campos do Jordão (SP).

Nesta sexta, o presidente Jair Bolsonaro indicou que o ministro deve deixar o comando da pasta na próxima segunda-feira (8).

O ministro evitou responder perguntas sobre uma eventual saída do ministério. Afirmou apenas que Bolsonaro não conversou com ele a respeito.

“Eu pessoalmente não tenho notícia disso”, respondeu ao ser questionado sobre sair do ministério. “Pretendo participar do fórum e não vou entregar o cargo”.

Vélez disse ainda que “a única coisa insustentável é a morte” ao ser questionado se sua permanência seria insustentável.

Sobre críticas à gestão no MEC, o ministro disse que a saída é racionalidade.

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
09:47

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
09:41

Resultado de imagem para fátima bezerra blazer vermelho
Economia milionária
O governo do estado espera economizar uns bons trocados depois das auditorias no Programa do Leite e Restaurantes Populares. O controlador-geral do Estado, Pedro Lopes, chegou a falar em “economia milionária nos próximos seis meses”.
Bandejão
Por falar em restaurante, a governadora Fátima Bezerra, frequentadora assídua do bandejão do Centro Administrativo, tem mandado servir aos visitantes do governo a mesmíssima comida. É a velha história, cada um dá o que tem!
Blazer
Fátima também tem resistido à mudança de seu guarda-roupa. “Fui eleita assim e vou permanecer”, responde a quem sugere alguma modernização no vestuário da chefe do executivo.
Via Rosalie Arruda.

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
09:09

Resultado de imagem para julianne faria artesão
Artesã
A ex-secretaria de Assistência Social, Julianne Dantas, continua no ramo. Ontem participou de reunião do Portal do Artesão na feira de convivência da UFRN.
Quem convive com a ex-primeira dama do Estado garante que há pretensões eleitorais nos planos.
Via Rosalie Arruda.

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
09:06

Via Esmael Morias.

O Leilão de fotografias do ex-presidente Lula organizado pelo coletivo Fotógrafos pela Democracia em conjunto com Instituto Lula arrecadou R$ 625 mil. As fotografias assinadas por Lula retratam momentos da carreira política e da vida pessoal do ex-presidente. Uma empresária de Curitiba investiu R$227 mil em oito fotos do ex-presidente.  

Leia mais

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
09:04

Via Esmael Morias.

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (6), a comemoração do golpe militar que marcou o início da ditadura militar no Brasil, incentivada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no mês passado, não tem o apoio da maioria da população. 

Leia mais

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
08:55

Do jornalista Alfredo Ribeiro de Barros, o bem humorado Tutty Vasques, que assinou coluna em veículos como Jornal do Brasil, Veja, IstoÉ, e hoje escreve no no jornal O Estado de S. Paulo, explicando a ira do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao ser chamado de “Tchutchuca”.

 

Foi o deputado Zeca Dirceu (PT-PR) que disse, na reunião da CCJ, que o ministro Paulo Guedes era uma “tchutchuca” quando tratava com ricos, e um “tigrão” quando se referia aos mais pobres.

A afirmação irritou o titular da pasta da Economia, que deixou o local após bater boca com o petista.

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
08:45

O presidente disse que o Brasil vai deixar de ser “o país da chacota” e criticou a esquerda (Foto: Reprodução)

Em discurso a servidores durante a inauguração de uma ouvidoria no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (5), Jair Bolsonaro pediu desculpas pelas “caneladas”, disse não ter nascido para ser presidente e que seu cargo “é só problema”.

“Desculpem as caneladas, não nasci para ser presidente, nasci para ser militar. Mas, no momento, estou nesta condição de presidente e, junto com vocês, nós podemos mudar o destino do Brasil. Sozinho não vou chegar a lugar nenhum”, afirmou Bolsonaro.

Aos funcionários do Planalto, o presidente afirmou que, “daqui a um tempo” será “mortal como todos” e que, em seu cargo, “é só problema”.

“Não tenho qualquer ambição. Não me sobe à cabeça o fato de ser presidente. Eu me pergunto, eu olho pra Deus e falo: o que eu fiz para merecer isso? É só problema, mas temos como ir em frente, temos como mudar o Brasil.”

Bolsonaro comentou as declarações em entrevista após a cerimônia. Ele afirmou que sabia das dificuldades do cargo e brincou quando questionado se já havia aprendido a ser presidente.

“A gente tem que se virar, né? Para não ser engolido.”

Ainda no discurso, o presidente disse que nunca esperou chegar no posto em que está. Disse que, na eleição, tinha contra ele “imprensa, fake news, tempo de televisão, recurso de campanha”.

Ouviu de servidores gritos de “amém” e “glória a Deus” e reagiu.

“Eu até queria fazer uma sugestão, já que falaram amém. Eu sei que o estado é laico, eu sei disso, mas se puder colocar aí o João 8:32, eu agradeceria. Aqui é o local adequado. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”, afirmou, antes de cortar a fita de inauguração da ouvidoria.

O presidente disse que o Brasil vai deixar de ser “o país da chacota” e criticou a esquerda.

“Acredito, sem querer ser o salvador da Pátria, apesar de me chamar Messias, que se fosse outro presidente aqui, estaria uma hora dessas conversando com [o ditador Nicolás] Maduro lá na Venezuela. Quando nossos irmãos nem rato tem para comer mais”, afirmou o presidente.

Bolsonaro também falou que é preciso lutar pela democracia -“temos que lutar pelo bem maior que nós temos, que é a nossa liberdade”- e valorizar “os valores da família”.

“Quem não quer ter família, sem problema nenhum. Agora, a família existe, é a célula da sociedade. Uma família sadia é uma sociedade sadia, é um país com perspectiva de futuro. Da maneira como vinha sendo tratado até pouco tempo não tínhamos perspectiva de mudar o Brasil”, disse Bolsonaro.

Por Notícias ao Minuto com Folhapress

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
08:38

Ciro Gomes afirmou nesta sexta, 5, que, entre várias opções de candidatos a presidente, o “Brasil optou por um idiota”, a respeito de Jair Bolsonaro, na Brazil Conference, em Boston. “Idiota na acepção do dicionário, de quem não tem capacidade, não tem compreensão”, afirmou. Ele enumerou uma série de “disparates”, como chamou”, dos primeiros meses de governo: rediscussão sobre se houve golpe militar e ditadura, se meninos devem vestir azul e meninas vestem rosa, caso Fabrício Queiroz etc. “Me recuso a fazer esse jogo de distração”, afirmou.

Ele chamou os filhos de Bolsonaro de “bando de babaca”, “filhos de um despreparado”. Voltou a criticar a política externa e disse que o Brasil é subserviente aos Estados Unidos e “insultou” a China. “E nós temos um imbecil comandando uma das maiores economias do mundo. Que quer nos distrair com mamadeira de piroca e essas mentiras.”/ V.M.

BR18

Publicado por: Chico Gregorio


06/04/2019
08:36

POR LUÍS FRANCISCO CARVALHO FILHO

Ainda é cedo para a análise dos números. Mas o impacto do governo Bolsonaro nos índices de letalidade policial é fenômeno a ser investigado.

O discurso inflamado do candidato contra a bandidagem, que reverbera depois da posse, o desprezo por valores humanistas, a tolerância retórica para com os pecados eventualmente cometidos e a afinidade quase religiosa que o capitão mantém com amantes de armas e de extermínios criam uma zona aparente de conforto para forças de segurança, elevando o ânimo das tropas.

A curva da letalidade policial é ascendente —segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o número de mortes decorrentes de intervenções policiais (em serviço e fora de serviço) cresceu de 2.212 (2013) para 5.159 (2017). No Brasil, governantes mais ou menos conservadores ou progressistas não se diferenciam por políticas públicas de combate à violência e não costumam se incomodar com morte de suspeitos. Mas, de fato, agentes de segurança consideram-se, hoje, no poder.

O Rio de Janeiro, terra generosa e capaz de acolher a carreira política dos paulistas Jair Bolsonaro (PSL) e Wilson José Witzel (PSC), é onde mais se extermina. Policiais mataram 1.444 pessoas entre janeiro e novembro de 2018.

Se no primeiro bimestre de 2019 caiu o número de homicídios no Rio (e não faltarão tentativas de relacionar os dois eventos), o número de mortes por policiais bateu recorde histórico: 305 óbitos, um a cada quatro horas e meia.

O novo componente na equação da violência urbana é o pacote anticrime desenhado por Sergio Moro e encaminhado ao Congresso.

O artigo do presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, sobre papéis que a Folha obteve com base na Lei de Acesso à Informação, detecta, na “exposição de motivos”, a visão perigosa do ministro da Justiça. É uma minuta do texto que faria parte do inteiro teor do projeto de lei 822/2019, publicado no site da Câmara dos Deputados.

A Polícia Federal, registre-se, afirmou-se impossibilitada de fornecer as informações solicitadas pelo jornal, “pelo risco de comprometimento de sua capacidade investigativa”, o que ilustra o ambiente de penumbra que marca o funcionamento das instituições policiais.

Na tentativa de justificar a injustificável mexida nos dispositivos do Código Penal que cuidam da legítima defesa, a mensagem de Sergio Moro ao presidente da República formula um silogismo precário e odioso: como está em permanente risco, como atua em comunidades sem urbanização, como não consegue distinguir “pessoas de bem dos meliantes”, o agente policial precisa de “proteção”, para que “não tenhamos uma legião de intimidados pelo receio e dificuldades de submeter-se a julgamento em juízo ou no Tribunal do Júri”.

Moro sabe usar o apelo popular e faz propaganda enganosa ao defender o direito de o policial reagir ao bandido que porta fuzil. Parece razoável? Mas o seu pacote oferece algo muito diferente: isenta de responsabilidade penal atos criminosos como o abate de inocentes ou culpados, os tiros a esmo, as balas perdidas, os excessos inescusáveis, o tratamento, enfim, de “pessoas de bem” como se “meliantes” fossem.

Moro proclama a imunidade dos agentes de segurança, legitimando palavra de ordem conveniente à banda podre das polícias, de quem se converte em poderoso aliado. Mais grave que policial corrupto é policial assassino. Aliás, eles costumam andar de mãos dadas.

Folha de S.Paulo

Publicado por: Chico Gregorio