12/07/2019
18:11

Foto: Reprodução

O possível futuro embaixador do Brasil nos Estados Unidos, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), disse a jornalistas que tem o apoio do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) para assumir o posto diplomático, considerado o mais importante e mais disputado. Afirmou, ainda, que é cotado por sua experiência – e não por ser filho do presidente Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, 11, o presidente afirmou que pretende indicá-lo para a embaixada em Washington. O deputado voltou a dizer que ainda não foi feito um convite oficial pelo presidente.

“Ele (Ernesto) expressou apoio ao meu nome por ocasião de uma possível indicação para a embaixada dos Estados Unidos. Acredito que agora só falta conversar com o presidente Jair Bolsonaro e reafirmar se essa é mesmo a vontade dele, se ele mantém o que ele tem dito. Porque estamos acompanhando os fatos. Está tudo na esfera da cogitação e sendo encaminhado.”

Eduardo destacou a atuação que ten na presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e o fato de ter feito intercâmbio e até mesmo fritado hambúrguer nos Estados Unidos. “É difícil falar de si próprio, né? Mas não sou um filho de deputado que está do nada vindo a ser alçado a essa condição, tem muito trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio do Maine, Estado que faz divisa com o Canadá, no frio do Colorado, em uma montanha lá. Aprimorei o meu inglês, vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros”, disse o parlamentar

Na quarta-feira, dia 10, Eduardo completou 35 anos, idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática no exterior. Ele afirmou nesta sexta-feira, 12m que como se trata ainda de uma “expectativa” de indicação, não há necessidade de deixar o mandato parlamentar. “Como está tudo na esfera da expectativa, acho que não há necessidade de sair do mandato, no máximo, talvez, uma licença”, avaliou.

Eduardo Bolsonaro ressaltou que vai esperar a sabatina no Senado para decidir. “Não vejo nenhum desconforto, não acho que por ser filho do presidente ele vai me colocar numa vida boa na embaixada lá. Negativo. É uma representação do Brasil. Tem a missão de trazer negócios e investimentos”, disse.

Ele afirmou ainda que imagina que o governo de Donald Trump vai ver “com bons olhos” a eventual decisão da gestão Bolsonaro de indicar o deputado ao posto em Washington. Na quinta, ao citar os tributos que credenciariam o filho à vaga, o presidente já havia dito a jornalistas que Eduardo “é amigo dos filhos do Trump, fala inglês, fala espanhol, tem vivência muito grande de mundo”.

Ainda nesta sexta o ministro Ernesto Araújo deve receber o senador Nelson Trad (PSD-MS) às 16h. Trad é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, colegiado responsável por sabatinar indicados ao posto de embaixador do Brasil em outros países.

Via Estadão

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
12:06

 

Professor 300x291 - Cadeirante sobe escadas sentado após elevador de agência do INSS quebrar

Após encarar mais de 60 quilômetros entre Santa Cruz, na Zona Oeste, ao Centro do Rio, o cadeirante Jorge Crim, de 62 anos, precisou enfrentar um novo problema para conseguir realizar uma perícia médica. Por conta de um elevador quebrado, o professor precisou subir, sentado, as escadas da agência do INSS da Avenida Marechal Floriano.

De acordo com a reportagem exibida pelo RJTV1, nesta quinta-feira, Crim chegou à agência e foi avisado pelos profissionais que o elevador do prédio não estava funcionando. O professor então questionou os profissionais para buscar uma solução para ser atendido e foi aconselhado a remarcar a consulta. O mesmo problema já tinha sido enfrentado seis meses antes, quando ele precisou reagendar a perícia devido ao elevador quebrado. Sem saída, ele sentou-se no chão e subiu os degraus da unidade sentado.

Segundo Crim, ele não poderia perder mais tempo, pois alegou gastar muito dinheiro para ir até o Centro do Rio de Uber. “Não podia perder mais um dia de trabalho e mais dinheiro”, explicou. O professor conta que o valor da corrida ultrapassa R$ 200. O motorista do carro que o levou até o local ajudou colocando folhas de jornal no chão para que ele sentasse enquanto subia as escadas.

Durante os dez minutos em que o professor leva para subir as escadas, nenhum atendente aparece para prestar algum auxílio. Segundo o professor, um segurança se ofereceu para levá-lo no colo, mas ele recusou. Ele explica que pesa mais de 100 kg e ser carregado ofereceria riscos para ele e para o profissional.

Após a perícia, Crim saiu da agência e voltou para Santa Cruz, cansado e com dores no corpo, ainda precisava dar aula. O professor destaca que no registro do INSS consta a informação de que ele é cadeirante e que deveria ser feito um recorte para que não seja encaminhado novamente para um agência sem acessibilidade.

De acordo com o INSS, “a perícia médica prestada nas agências do INSS, é realizada pelos peritos federais que não são da nossa ingerência. Então a gente não tem acesso a forma de agendamento. Eles utilizam as unidades do INSS, mas eles próprios gerem, inclusive a agenda de perícia”.

Fonte: Meia Hora

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:59

Resultado de imagem para fotos do deputado francisco do pt

Durante sessão da Assembleia Legislativa do RN desta terça-feira (09), o deputado estadual Francisco do PT deu publicidade a notícia veiculada pelo Jornal Tribuna do Norte, sobre o cancelamento por parte da Funasa de convênios para saneamento em treze municípios do RN.

Segundo Francisco do PT, os gestores municipais estão preocupados com essa situação alarmante que afeta, no total, 754 municípios e 850 convênios na área de saneamento básico, principalmente nas regiões norte e nordeste.

“O Consórcio Público Regional de Resíduos Sólidos do Seridó que está há anos lutando para iniciar a construção do aterro sanitário faz parte da relação dos convênios cancelados. Sem esses recursos, na ordem de R$ 22 milhões, o projeto será prejudicado, o que provocará um prejuízo imenso para a saúde do povo da região do Seridó”, criticou o parlamentar.

Francisco do PT pediu apoio dos demais deputados, bem como da bancada federal para que se somem a essa luta. “É preciso a união de todas e todos para que a gente possa intervir junto ao Governo Federal no sentido de garantir que tais convênios sejam preservados”, sugeriu.

Via Rosalie Arruda.

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:47

O deputado estadual Vivaldo Costa (PSD), diz ser aliado, da base do governo de Fátima Bezerra, (Até dançar um forrozinho com ela ele já dançou). Pois bem, Vivaldo Costa ajudou a derrotar o governo que ele diz ser aliado. Como? O governo do estado enviou para assembleia uma proposta para que os demais poderes (incluindo a assembleia), devolvessem ao Tesouro Estadual…

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:43

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, concedeu uma medida cautelar para impedir que a União execute contragarantias em decorrência do não pagamento, pelo Governo do Rio Grande do Norte, de parcelas de contratos de financiamento firmados com instituições financeiras. O impedimento tem efeito até nova apreciação do caso, que deve ocorrer após o Estado prestar informações sobre considerações levantadas pela União.

De acordo com a decisão, o Governo do Rio Grande do Norte tem cinco dias para informar sobre seu comprometimento com o programa de ajuste de contas do regime de recuperação fiscal instituído pela Lei Complementar 159/2017 e para apontar se é viável a apresentação de proposta de quitação ou diminuição de seu débito até a definição legislativa do projeto de lei sobre o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal dos Estados (PEF).

Na ação, o Estado do Rio Grande do Norte sustenta que a União está na iminência de bloquear o montante de R$ 41 milhões da parcela que tem para receber do Fundo de Participação dos Estados e das receitas próprias dos cofres estaduais.

O bloqueio seria a execução de contragarantias da União como avalista de cinco contratos de financiamento celebrados entre janeiro e outubro de 2013 com instituições financeiras, cujas parcelas estão em atraso por parte do governo estadual.

O Rio Grande do Norte alega que “o bloqueio dos recursos apresenta um elevado risco às finanças e execução de políticas públicas e pede a concessão de medida liminar para que a União se abstenha de executar tais medidas de contragarantias”.

Na ação, o governo potiguar afirma que o Estado está adotando “diversas medidas a fim de obter as imprescindíveis receitas extraordinárias para alimentar seu fluxo de caixa durante o período crítico da atual crise fiscal, até que as receitas ordinárias retornem seu curso normal de crescimento”.

A principal dessas receitas extraordinárias, segundo o governo,viria a partir da adesão do Estado ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal dos Estados, que está em discussão no Congresso. A gestão da governadora Fátima Bezerra espera obter, pelo PEF, aval da União para contratar empréstimo de até R$ 1,3 bilhão junto a instituições financeiras. Para isso, precisa cumprir uma série de obrigações, como a adoção de um teto de gastos públicos.

Segundo a defesa do Estado, o PEF impede a execução de contragarantias por parte da União.

Em informações nos autos, a União informa que “o PEF permitirá a oferta de operações de crédito garantidas para estados e municípios que não possuem boa situação financeira, desde que estes estejam em uma trajetória de melhoria fiscal previamente pactuada”.

Sobre o plano de recuperação vigente, previsto na Lei Complementar 159/2017, a União salienta que o Rio Grande do Norte “não cumpre com todos os requisitos exigidos para o seu ingresso, apontando como solução mais adequada o ingresso no PEF, se for aprovado o Projeto de Lei Complementar 149/2019”.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:39

A governadora Fátima Bezerra decretou nesta sexta-feira, 12, a criação do sistema financeiro da conta única do Executivo Estadual. A partir de agora, o objetivo é concentrar todos os ingressos de recursos financeiros da administração, compreendendo os órgãos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes pertencentes ao Orçamento Geral do Estado.

Na prática, a medida retira a autonomia financeira dos órgãos e autarquias estaduais com arrecadação própria. O novo sistema foi criado através do Decreto Nº 29.007, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

A conta única será gerida pela Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (SEPLAN), que terá de constituir uma espécie de “super-conta-corrente” para o recebimento dos recursos do Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

Será objeto de centralização na Conta Única qualquer ingresso das Unidades Gestoras integrantes do Sistema Financeiro da Conta Única, ainda que não previstos no Orçamento Geral do Estado.

De acordo com o decreto, o Executivo poderá, excepcionalmente, ter outras conta-correntes com a finalidade exclusiva de operacionalizar e segregar determinadas Fontes de Recursos, desde que a movimentação dos recursos não puder ser efetuada por meio da Conta Única do Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

Ainda de acordo com a medida, a Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Ministério Público e da Defensoria Pública poderão aderir ao Sistema Financeiro da Conta Única.

A abertura da conta única do Estado é uma das ações do Estado para se adequar ao Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF) do governo federal. A Secretaria do Tesouro Nacional delimitou uma série de oito medidas que poderão ser adotadas pelos estados. Entre as ações está a adoção do princípio de unidade de tesouraria, com vistas a implementar mecanismos de gestão financeira centralizada.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:33

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou os trabalhos da Casa perto das duas da madrugada desta 6ª feira (12), sem terminar a votação, novamente para evitar derrotas do governo na Previdência

Uma movimentação conjunta do centrão e oposição obstruiu os trabalhos. O centrão visava mais cargos e emendas. A oposição tentava salvar a pele dos trabalhadores mais prejudicados pela reforma.

Restou marcada uma sessão para a manhã desta sexta-feira, mas sem acordo nada deve avançar. Ainda faltam nove destaques e emendas para serem votados.

Depois, é preciso um intervalo de cinco sessões para que a matéria seja julgada em segundo turno. Na semana que vem começa o recesso parlamentar. Depois da Câmara, ainda há a votação no Senado em dois turnos. Muitas águas ainda vão rolar…

Via Esmael Morais.

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:30

Foto: Reprodução

Um grupo de 48 médicos cubanos que decidiu ficar no Piauí depois que o governo de Cuba decidiu se desligar do Programa Mais Médicos, do governo brasileiro, está desempregado e enfrentando dificuldades para se manter no estado. Um deles, Raymel Kessel, 39 anos, contou ao G1 que tentou vaga de gari, mas não foi admitido porque tem formação em medicina.

Raymel chegou à cidade de Ilha Grande em 2014 e contou ao G1 que foi bem acolhido pela população da cidade, mas mesmo sendo querido, não consegue emprego.

“Não é fácil achar emprego porque quando colocamos no currículo que somos médicos, ninguém quer nos contratar. Eu até procurei trabalhar no carro de lixo e não foi aceito porque diz que médico não faz esse tipo de trabalho”, lamentou.

 G1

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:28

 

O partido do presidente Bolsonaro, PSL, amanheceu sob ataque no Twitter com a hashtag #PSLTraidor. Mas cabe a pergunta: quem o PSL, ou seus deputados, traíram?

O PSL e o próprio Bolsonaro foram chamados de traidores no início da semana por representantes de policiais que viram suas aposentadorias serrem arrochadas.

Na tentativa de limpar a barra com o policiais, o PSL apoiou e votou pela melhoria das condições de aposentadoria desses profissionais.

Daí els viraram traidores de novo, entendeu?

Sim, só que dessa vez os parlamentares governistas traíram Paulo Guedes e os bancos… Quem está atacando o próprio partido são os robôs do bolsoanarismo. Vai entender.

Difícil essa vida. Joice Hasselmann (PSL-SP) que o diga. Ela andou batendo boca com os seguidores no Twitter. Chegou a chamar um deles de ANTA. Coitado do bicho…

 

Publicado por: Chico Gregorio


12/07/2019
11:26

O projeto do presidente Jair Bolsonaro para facilitar o porte de armas é reprovado por 70% da população e aprovado por 28%, diz pesquisa Datafolha divulgada pela “Folha de S.Paulo” nesta quinta-feira (11). Entre os entrevistados, 2% disseram não saber e 1% se declararam indiferentes.

A pesquisa ouviu 2.086 pessoas com 16 anos ou mais em 130 municípios brasileiros, em 4 e 5 de julho. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.

As entrevistas foram feitas pouco mais de uma semana após Bolsonaro revogar decretos sobre armas assinados nos primeiros meses do ano e editar outros três, com conteúdo semelhante. Ele também enviou ao Congresso um projeto sobre o tema.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


11/07/2019
11:56

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Valor do benefício

O cálculo da aposentadoria terá uma regra só para todos os trabalhadores, da iniciativa privada e servidores. O valor da aposentadoria será de 60% da média salarial mais 2% por ano de contribuição que exceder 20 anos. Com isso, a aposentadoria integral só será possível aos 40 anos de contribuição.

Publicado por: Chico Gregorio


11/07/2019
11:47

Resultado de imagem para defunto em caixao

Pensão por morte

A reforma limita o valor pago na concessão do benefício de pensão por morte a 60% por família, mais 10% por dependente. Assim, se o beneficiário tiver apenas um dependente, receberá os 60%. Será possível acumular pensões e aposentadorias, porém o segurado não receberá o valor integral. O segurado vai receber 100% do benefício de maior valor mais uma porcentagem do outro benefício, que varia de 80% (até 1,5 salário mínimo). O que passar de quatro salários mínimos, não poderá ser acumulada. O texto também garante um benefício de pelo menos um salário mínimo nos casos em que o beneficiário não tenha outra fonte de renda.

Atualmente, o cálculo para o pagamento de pensão é de 100% da média salarial do segurado morto para a viúva. Além disso, o benefício não pode ser menor que o salário mínimo e é limitado ao teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente em 5.839,45 reais.

Publicado por: Chico Gregorio


11/07/2019
11:36

O deputado federal Rafael Mota e a deputada federal Natália Bonavides, ouviram a voz do povo e se mantiveram firmes em seus posicionamentos, ambos votaram contra as maldadas  reforma da previdência contra os trabalhadores e trabalhadoras do estado do RN, e do Brasil.

Os parlamentares potiguar, já tinha declarados seus votos, e mesmo com as benesses, oferecidas e dadas pelo governo federal, Rafael e Natália se mantiveram firmes e suas posições foram tomadas pelo clamor das ruas.

Publicado por: Chico Gregorio


11/07/2019
11:23

 

maiaO deputado Alessando Molon (PSB-RJ), líder da oposição na Câmara dos Deputados, afirmou que o presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manobrou para impedir que os professores tivessem uma aposentadoria mais justa.

Maia encerrou a sessão que analisava mudanças na Previdência no meio da votação que beneficiaria os professores.

Leia o comentário de Molon:

Alessandro Molon

@alessandromolon

Faltavam 58 deputados para votar. Precisávamos de 43 votos para aprovar a mudança no texto que daria aposentadoria mais justa aos professores. O presidente Rodrigo Maia encerrou a sessão antes que todos os deputados votassem para evitar que vencêssemos. Inaceitável!

O próprio Rodrigo Maia reconheceu a manobra. Ele disse que faltou “articulação do governo” e encerrou a votação para não perder.

Os professores que se lixem…

Via Blog do Esmael.

Publicado por: Chico Gregorio


11/07/2019
11:08

Diante da resistência de deputados avalizarem a reinclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência no plenário da Câmara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e lideranças da Casa começaram a articular um acordo para que o endurecimento nas regras de aposentadoria e pensão de servidores municipais e estaduais seja feita por meio de uma proposta paralela.

Se for levada a diante, a reforma seria fatiada pelos senadores. Eles ratificariam as novas regras da aposentadoria dos empregados da iniciativa privada e de servidores públicos da União votadas pela Câmara. Mas votariam em outra Proposta de Emenda à Constituição (PEC) a reforma em Estados e municípios. Esse texto teria de voltar à análise dos deputados.

A estratégia é pensada porque qualquer alteração feita pelo Senado teria de levar de volta o texto à Câmara. Se ocorrer o fatiamento, as regras que têm comum acordo entre as Casas entrariam em vigor mais cedo.

A sugestão ganhou maior amplitude ontem dentro do Congresso após o partido Novo retirar do plenário da Câmara a emenda que tentava reincluir Estados e municípios, justamente pela perspectiva de um acordo na Casa vizinha. O senador tucano Tasso Jereissati (CE), cotado para ser relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, disse ontem que, a princípio, a PEC paralela seria uma saída, diante do apoio de senadores à reinclusão de Estados e municípios em uma reforma da Previdência. Segundo ele, Alcolumbre está de acordo com a ideia. “A grande maioria dos senadores que tenho ouvido são favoráveis à inclusão dos Estados e municípios”, afirmou.

A sugestão vem sendo encarada positivamente entre senadores da ala mais experiente do Senado, assim como dentro do partido do presidente, o PSL. Líder da sigla no Senado e favorável à reinclusão de Estados e municípios, Major Olímpio disse ontem que a PEC paralela é um “caminho”, e que as lideranças estão debatendo a possibilidade com suas bancadas.

O líder do PP no Senado, Esperidão Amin, citou que a ideia “é muito simples”. “O que é de concordância das duas Casas, aprovamos aqui e promulgamos, o que acrescentamos ou não concordamos, a Câmara estará debatendo”, afirmou. De acordo com Amin, dentro dessa alternativa, há duas opções na mesa: a inclusão dos Estados e municípios impositivamente ou possibilidade de governadores e prefeitos aderirem a reforma por lei complementar. Essa segunda opção poderia ter mais receptividade na Câmara, diz a presidente da CCJ no Senado, Simone Tebet.

Sobre a resistência na Câmara, Tasso considerou que, quando PEC paralela fosse enviada, os deputados já estarão sob “outro clima”, o que facilitaria uma aderência à proposta.

Via O Estado de S. Paulo.

Publicado por: Chico Gregorio