
Agora RN


Uma das novidades do decreto publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial do Estado é a punição no Rio Grande do Norte a quem divulgar ou produzir fake news sobre epidemia, endemia ou pandemia relacionada ao novo Coronavírus.
O procurador-geral adjunto do Estado José Duarte Santana afirmou que a multa para quem por identificado pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil. Fake news é a informação falsa divulgada deliberadamente para enganar ou macular a honra de alguém.
O delinquente digital que for pego também poderá, de acordo com o decreto, responder nas esferas criminal ou cível.
Santana disse que a fiscalização ficará a cargo da polícia, mas não deu detalhes de como esse monitoramento será feito. Não há uma lei no Brasil que tipifique a fake news como crime no código penal.
– Fake news traz insegurança e desassossego à sociedade. Além da pessoa que divulgar (notícias falsas) responder civilmente ou criminalmente hoje está sujeita a medidas previstas no código penal 268 ou sujeita a pagar multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil”, disse o procurador-adjunto.
Agência Saiba Mais.
Está instalada uma verdadeira guerra de versões dentro do Palácio do Planalto sobre o vídeo que o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o governo entregue no âmbito das investigações sobre a acusação do ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro tentou interferir na Polícia Federal. Jair Bolsonaro não quer entregar a gravação completa

247 – O vídeo, segundo depoimento de Moro à PF, revela o que foi discutido durante a reunião ministerial de 22 de abril. As divergências sobre aliados de Bolsonaro sobre onde o cartão de memórias da gravação está guardado e sobre o que contém o vídeo mostra que Bolsonaro tem algo a esconder.
As divergências entre aliados de Bolsonaro sobre o vídeo que o ministro Celso de Mello determinou o Planalto entregar estão levando o governo a dizer que vão disponibilizar uma versão o curta da reunião ao Supremo.
Em seu depoimento à PF, Sergio Moro afirmou que na reunião ministerial Bolsonaro pediu a substituição do diretor-geral da PF, do superintendente da corporação no Rio, solicitou acesso a relatório de inteligência e ameaçou demiti-lo caso ele não cedesse, informa a jornalista Julia Chaib na Folha de S.Paulo.
A reportagem relata que o chefe da assessoria especial da Presidência da República, Célio Faria Júnior, nega que esteja com o vídeo e afirmou que não compete à sua área o registro de imagens de reuniões, tampouco o arquivo de eventuais registros.
Ele foi citado como o auxiliar de Bolsonaro que teria ficado com o cartão de memória da gravação e o formatado.
O registro da reunião teria sido feito pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que, segundo integrantes do Planalto, grava imagens para serem utilizadas institucionalmente.
No caso específico da reunião do dia 22, pessoas ligadas a Bolsonaro dizem que o encontro não foi gravado do início ao fim.

O presidente Jair Bolsonaro abandonou a retórica demagógica contra a “velha política” e partiu para o abraço no Centrão, bloco parlamentar mais fisiológico e corrupto do Congresso Nacional.
Cada vez mais isolado e desgastado, Bolsonaro arrega e senta no colo dos “capos” do grupo comandado por figuras como Roberto Jefferson (PTB), Valdemar Costa Neto (PL), Gilberto kassab (PSD), Paulinho da Força (Solidariedade) e de próceres do PP, Republicanos e Avante.
A mordida do Centrão foi apetitosa: Bolsonaro liberou a gorda fatia de 53 bilhões para a gerência do grupo através de nomeações em empresas estatais, bancos, autarquias, diretorias e conselhos estatais. O número de páginas no Diário Oficial da União (DOU) vai aumentar nos próximos dias.
Nesta quarta-feira (6), a primeira leva de nomeações começou pelo tradicional objeto de desejo de políticos nordestinos: O DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra a Seca. Foi nomeado Fernando Marcondes de Araújo Leão, indicado pelo Avante.
Nas próximas horas, o Centrão aguarda as nomeações para a Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e para diversas secretárias e diretorias de ministérios em edições extras do DOU.
Com medo do impeachment, que já coleciona cerca de 30 pedidos na mesa de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara dos Deputados, Bolsonaro aposta as suas fichas na bancada parlamentar do Centrão. O movimento visa também a disputa da presidência da Câmara de Deputados no próximo ano, quando se encerra o mandato de Maia.
Esmael Morais,

Em virtude do isolamento social, principal medida preventiva contra o novo Coronavírus (Covid-19), empresas recorrem às novas tecnologias para manter seus negócios funcionando. Em Natal, startups vinculadas ao Parque Tecnológico Metrópole Digital, do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), se empenham na oferta de diferentes soluções para ajudar negócios de áreas como saúde, educação, comércio e esportes.
Um exemplo disso é a ESIG, spin-off da UFRN especializada em softwares. Durante a quarentena, a startup vem aprimorando o seu Sistema Integrado de Gestão da Educação (SIGEduc) – ferramenta utilizada por mais de mil escolas só da rede estadual do RN e do Amapá – de modo que o ensino a distância seja uma alternativa para os tempos de crise.
Além disso, foi criado um módulo de videoconferência, modalidade que permitirá encontros online com um grande número de participantes. A solução também é aplicada ao Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), o que possibilita a realização de aulas a distância também para universidades.
A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante/RN vai distribuir 15 mil kits de higiene pessoal e limpeza às famílias em vulnerabilidade social do município, inscritas no Cadastro Único e com renda per capita de até R$200.
Para receber o kit, é necessário realizar um cadastro nas escolas municipais, a partir desta terça-feira(5) até a sexta (8). A entrega será realizada de 12 a 15 de maio. “Para efetuar o cadastro é necessário apresentar a folha resumo do ‘CadUnico’ e o CPF ou RG do responsável familiar”, ressalta Antônio Neto, secretário de Assistência Social.
O kit contém duas unidades de água sanitária, álcool 70% em líquido, sabão e kit de Saúde Bucal. Foram investidos R$ 350.000,00.
Porta-voz do Palácio do Planalto, instalado em gabinete no mesmo prédio do presidente Bolsonaro, o general Otávio Rêgo Barros está com coronavírus.
Com esse caso, já são mais de 20 as pessoas próximas do presidente no Palácio a contrair a doença de março para cá.
O porta-voz está em isolamento em casa.
“O general Rêgo Barros encontra-se em sua residência, cumprindo todos os protocolos recomendados e, até o momento, sem sintomas que mereçam maiores preocupações”, informou a Presidência em uma breve nota oficial.

Da coluna de Lauro Jardim, por Gabriel Mascarenhas, na noite desta quarta-feira:
Ministros vão a Rodrigo Maia para tentar tirar impeachment do caminho
Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto acabaram de sair de uma reunião com Rodrigo Maia, na Câmara.
Por atrás da visita de cortesia está uma tentativa dos auxiliares de Jair Bolsonaro de amainar a belicosa relação entre Maia e o Palácio do Planalto.
Além disso, durante a conversa, ambos os lados garantiram que suas respectivas tropas não vão trabalhar pelo impeachment — Maia falando pela Câmara e os ministros, pelos militares.

Agora RN

O Poder Judiciário do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado deixaram de fora das medidas de contenção de despesas durante a pandemia do novo coronavírus os salários de desembargadores, promotores e conselheiros de contas, respectivamente.Desde que a doença teve os primeiros registros no Rio Grande do Norte, em março passado, as três instituições adotaram planos de contingenciamento de despesas, com cortes de diárias operacionais, terceirização, entre outros custos, mas nada foi feito em detrimento ao pagamento dos chamados “penduricalhos”, na forma de auxílios, abonos e outros benefícios.
Em março, segundo dados do último relatório do Portal de Transparência do TJRN, juízes e desembargadores receberam auxílios (alimentação, transporte, saúde, entre outros) e vantagens eventuais (abonos). Uma juíza de 3ª entrância, por exemplo, recebeu R$ 32 mil apenas com os “penduricalhos”. O valor é quase o mesmo da remuneração do cargo: R$ 33,8 mil.
Os desembargadores também passaram incólumes dos cortes em razão da pandemia. Em março, um dos magistrados recebeu R$ 23 mil apenas com as vantagens. A remuneração líquida recebida foi de R$ 50 mil.
Em relação à pandemia, o Tribunal de Justiça de Rio Grande do Norte afirma que reformulou padrões de trabalho e de prestação de serviço ao público, tais como redução de diárias operacionais, consumo de combustíveis, energia elétrica, telefone, água e demais insumos e materiais de expediente.
O Judiciário aponta que, em média, 20% dos custos operacionais foram reduzidos. Vale lembrar que o atendimento à população está sendo feito preferencialmente pela via eletrônica desde o dia 20 de março, quando foi publicado o ato conjunto assinado pelo TJRN, Ministério Público Estadual, Defensoria Pública do Estado e a Ordem Advogados do Brasil (OAB)
Sobre a questão da redução nos salários, o TJRN informa que sofreu um corte de 18% no duodécimo no mês de abril, após acordo firmado com o Governo do Estado (responsável pelos repasses financeiros para a manutenção da Corte), o que causou uma redução expressiva em sua folha de pagamento.
Apesar da redução, o percentual não foi repassado aos servidores e magistrados porque o TJRN retirou do aprovisionamento – depósito que faz mês a mês – para cumprir com as parcelas do 13° salário nos meses de junho e dezembro.
“Portanto, os salários de magistrados e servidores do Poder Judiciário do RN já estão sendo afetados com a crise econômica provocada pela pandemia, apenas o impacto não foi ainda repassado diretamente aos servidores e magistrados”, detalhou o judiciário, em nota enviada ao Agora RN.
O Ministério Público Estadual adota, desde 1º de abril, uma série medidas para a contenção de gastos, mas também deixou de fora do contingenciamento salários de promotores e promotores. Sobre os benefícios, o órgão efetuou a suspensão temporária no pagamento do terço de férias e do pagamento da verba indenizatória para servidores integrantes dos Núcleos de Apoio Volante.
Em março, de acordo com o último registro do Ministério Público, um promotor teve um rendimento bruto de R$ 55 mil. Além do salário, este membro também obteve R$ 18 mil em vantagens legais.
Entre outras medidas adotadas para a redução de despesas, o MPRN já adotou a suspensão de serviços técnicos especializados, redução das despesas correntes e de contratos de prestação de serviço, estágio remunerado, locação de imóveis e terceirização de mão de obra, paralisação imediata das obras e serviços de engenharia, entre outras medidas para racionalização dos recursos.
O MPRN também aprovou o contingenciamento de todos os investimentos previstos no Orçamento anual do Ministério Público e a suspensão de novos atos de designação de servidores para substituição de cargo em comissão, de função gratificada ou de gratificações especiais.
O Tribunal de Contas do Estado também preservou os salários dos conselheiros. O órgão, no entanto, diante das consequências negativas da pandemia do coronavírus na economia, já efetuou a suspensão de pagamentos de eventuais indenizações, abono de permanência, diárias, passagens e hora-aula, bem como promoveu a redução dos contratos de terceirização e não reposição ou contratação de novos estagiários.
Em março, os conselheiros receberam valores entre R$ 8 mil e R$ 10 mil em vantagens adicionais. A remuneração do cargo é de R$ R$ 35,462 mil.
De acordo com o TCE, que também foi atingido com o corte de 18% do duodécimo, o corte da transferência legal representou uma redução de R$ 1,354 milhão na receita do mês de abril.
“O TCE ressalta que está avaliando novas providências relacionadas à redução de gastos, de acordo com a evolução da pandemia e as necessidades financeiras do órgão, de maneira a não prejudicar as atividades do controle externo e a normalidade dos serviços administrativos”, detalhou o órgão, em nota oficial.
Com aval do presidente Jair Bolsonaro ao corporativismo do funcionalismo público, o Congresso atropelou medida desenhada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, de congelamento de salários dos servidores públicos, e reduziu em quase R$ 90 bilhões a economia nos gastos do governo federal, Estados e municípios com a folha de pagamento de pessoal até 2021.
O congelamento era a contrapartida que Guedes cobrou para repassar diretamente R$ 60 bilhões aos governadores e prefeitos nos próximos quatro meses, suspender dívidas e manter garantias do Tesouro em empréstimos, num alívio financeiro total de R$ 125 bilhões, em meio à crise provocada pela pandemia do coronavírus.
A Câmara “salvou” várias categorias do congelamento e o Senado manteve as mudanças, com exceção dos policiais legislativos. As alterações reduziram para R$ 43 bilhões a economia que seria obtida nas contas de União, Estados e municípios.
O deputado Vitor Hugo, líder do governo na Câmara, ocupou na noite desta quarta a tribuna para comentar a flexibilização do congelamento de salários no âmbito do projeto de socorro a estados e municípios — os deputados mexeram no texto que saiu do Senado, o que obrigou nova análise por parte dos senadores.
“Tem sido caracterizado como ‘uma facada’ do líder do governo no ministro da Economia”, disse ele, referindo-se aos destaques da oposição aprovados com o apoio da liderança do governo.
Vitor Hugo elogiou a “competência” de Paulo Guedes, mas deu seu recado, ao defender o destaque do PDT que suprimiu a expressão que liberava reajustes apenas para profissionais “diretamente envolvidos” no combate à Covid-19, como os da saúde e da segurança pública.
“Foi uma determinação do presidente da República, cumprida pelo líder do governo. Eu sou líder do governo, não de qualquer ministério.”
A orientação para o governo votar ‘sim’ ao destaque do PDT partiu do próprio Jair Bolsonaro, segundo relatou Vitor Hugo, em ligação ontem à noite.
Como noticiamos mais cedo aqui, pelas contas do Ministério da Economia, a ampliação das categorias que não terão de congelar salários reduziu a economia da proposta de R$ 130 bilhões para R$ 43 bilhões.
A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração do Magazine Luiza, vê com preocupação a falta de alinhamento entre Estados e governo federal e acredita que está faltando união em um dos momentos mais críticos que o Brasil está enfrentando por conta do coronavírus. A empresária participou nesta quarta-feira, 6, da série de entrevistas ao vivo “Economia em Quarentena”, do Estadão. “Em vez de jogar água na crise, estamos jogando gasolina.”
Para Luiza, é preciso dar previsibilidade para que as empresas possam retomar as atividades e a população faça o isolamento de forma ordenada. Segundo ela, em meio à crise política, o governo não está conseguindo comunicar bem as ações para amenizar os efeitos da covid-19 na economia. A questão é especialmente grave entre pequenos e médios empresários: “Uma das coisas que mais me deixaram triste nos últimos dias foi a sensação de ver que (a crise) está pegando fogo, mas que, em vez de jogar água, estão jogando mais gasolina nela.”
A empresária acha pouco provável que o presidente Jair Bolsonaro vá conseguir chegar a um acordo com os governadores no combate ao covid-19. “Mas sinto que os governadores agora têm de tomar uma medida. Como o Brasil é muito grande, os governadores e prefeitos têm de definir.”
Leia, a seguir, clicando, os principais trechos da entrevista: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,em-vez-de-jogar-agua-para-apagar-fogo-estao-jogando-gasolina-diz-luiza-trajano,70003294426
ESTADÃO CONTEÚDO