18/04/2016
11:04


Do G1 Grande Minas

PF cumpre mandado de busca e apreensão na prefeitura (Foto: Délio Pinheiro/ Inter TV)PF cumpre mandado de busca e apreensão na prefeitura (Foto: Délio Pinheiro/ Inter TV)

O prefeito de Montes Claros Ruy Adriano Borges Muniz (PSB) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (18), em Brasília (DF). Ele deve chegar à cidade ainda nesta segunda. A Justiça também expediu mandado de prisão contra a atual Secretária de Saúde do município, Ana Paula Nascimento. A operação “Máscara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde” deve cumprir quatro mandados de busca e apreensão na prefeitura, secretaria de Saúde e na casa dos envolvidos.

Muniz é casado com a deputada federal Raquel Muniz (PSD) que votou neste domingo (17), a favor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ela destacou a gestão do marido ao proferir o voto. ” Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-­251. É para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão”.

Segundo as investigações, os acusados usaram de meios fraudulentos para tentar inviabilizar o funcionamento dos hospitais Universitário Clemente Faria, Santa Casa, Aroldo Tourinho e Dilson Godinho, em Montes Claros. Eles pretendiam favorecer o Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira, que segundo a PF,  pertence ao prefeito, seus familiares e respectivo grupo econômico.

O prefeito e a Secretária de Saúde devem responder pelos crimes de falsidade ideológica majorada, dispensa indevida de licitação pública, estelionato majorado, prevaricação e peculato.

A assessoria de comunicação da prefeitura foi procurada, mas até o momento o órgão não se posicionou.

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
10:56

Fatima B Reprodução

A senadora Fátima Bezerra (PT) deu uma prévia de como será a atuação do Partido dos Trabalhadores nos próximos dias. “Vamos transformar o luto em luta e não daremos um minuto de trégua aos conspiradores e golpistas. A história não acabou. Luta continua!”, escreveu a senadora em seu Twitter, após a Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na noite deste domingo (17). O processo segue agora para votação no Senado.

A parlamentar potiguar descreveu o sentimento como “de luto, de indignação diante dessa farsa, fraude que é o resultado da votação da admissibilidade do impecheament”.

Fátima Bezerra classificou como revoltante e uma “insanidade” ver o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, réu e investigado na Operação Lava Jato, comandando o processo que tenta impedir a presidente de continuar o mandato. “Vamos nos manter unidos e continuar resistindo ao golpe urdido pelo réu Eduardo Cunha e o conspirador Michel Temer. Tem Senado ainda! #VaiTerLuta”, escreveu a senadora.

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
10:51

Por Beatriz Bulla

Após aprovação do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), principal artífice da peça, passa a ser o principal alvo de parlamentares e da Justiça. Desde dezembro, o Supremo Tribunal Federal mantém sob seu domínio documento que pede o afastamento do peemedebista da presidência da Câmara e da cadeira de deputado federal. Por meses, foi maturado pelo grupo de trabalho do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e está pronto para ser levado a julgamento.

A inércia do STF desde então possibilitou que Cunha permanecesse como principal condutor do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Entre dezembro e o dia 26 de fevereiro, foram realizados atos processuais como a intimação e apresentação da defesa de Cunha. Desde então, o processo está pronto para ser discutido. O caso foi encaminhado ao gabinete do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte, que já informou a interlocutores que quer dividir a decisão com os outros dez ministros em plenário.

Nos bastidores, ministros do STF confidenciam que a Corte nunca teve o intuito de discutir a retirada de Cunha do poder no curso da discussão sobre o impedimento de Dilma. Eles alegam que o debate político já está acalorado e que o Judiciário não deve “incendiar” ainda mais o panorama nacional.

Após a votação do impeachment de Dilma na Câmara, o Supremo deve redefinir se enfrenta ou não o afastamento de Cunha. Os ministros consideram uma intervenção grave no Legislativo a retirada do presidente de uma Casa. A maior parte dos integrantes da Corte, no entanto, externa pouca simpatia por atos do presidente da Câmara, com críticas, por exemplo, às sucessivas manobras do peemedebista para inibir os trabalhos do Conselho de Ética da Câmara que analisa um procedimento disciplinar contra ele.

A avaliação no STF é de que caberia aos parlamentares tirar Cunha da cadeira, no entanto os integrantes da Corte admitem pouca esperança em uma solução interna no Legislativo.

A assessores próximos, no entanto, a avaliação corrente em mais de um gabinete no SFT á a de que a peça

apresentada por Janot é frágil Apesar de verem obstáculos jurídicos para afastar Cunha, os ministros reconhecem que a imagem do STF ficaria arranhada perante a opinião pública no caso de uma decisão favorável ao peemedebista. Na visão de um integrante do tribunal, é mais interessante para a Corte manter a ameaça do afastamento sobre o presidente da Câmara do que correr o risco de derrubar o pedido de Janot em plenário.

O pedido de afastamento apresentado por Janot tem 183 páginas nas quais são listados os 11 pontos que a PGR vê como eventos que indicam prática de “crimes de natureza grave”, com uso do cargo a favor do deputado, integração de organização criminosa e tentativa de obstrução de investigações criminais, fundamentados em material colhido no curso da Lava Jato, depoimentos de testemunhas e reportagens jornalísticas. Cunha é réu em ação penal que teve autorização por ser aberta pelo plenário do tribunal e alvo de mais dois inquéritos no Supremo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
08:03

O vice-presidente da República, Michel Temer

Michel Temer venceu a primeira batalha. Agora, vai se defrontar com dois inimigos donos de boa capacidade de destruição — um externo; outro interno.

No front externo, terá que lidar com um PT que, bem ou mal, conseguiu nos últimos 40 dias unir as esquerdas em torno da tese do golpe. Enfrentará a campanha do “governo ilegítimo”, do “presidente sem voto”, do “mandatário que usa uma faixa presidencial emprestada”, ou qualquer outra palavra de ordem que se queira usar para atingi-lo. Terá que lidar com as prometidas invasões de terra pelo MST, as ocupações urbanas do MTST, as agitações sindicais e a fúria dos petistas desalojados do poder.

Temer não terá vida fácil, mas oposição é isso aí: não foi feita para dar sossego. Existe para perturbar o sono do governante. Só que o virtual novo presidente da República, tem à sua frente um abacaxi que não se descasca com facilidade: é o seu próprio entorno.

O tal ministério dos notáveis, expressão que circulou por aí soprada por peemedebistas nas últimas semanas, é muito mais fácil de existir no campo dos sonhos.  A conversa é outra na crueza da divisão de cargos cobrada pelos aliados do PMDB e dos outros partidos, todos famintos por migalhas maiores e menores da administração federal.

É só, por exemplo, começar a circular uma notícia de que um novo presidente da Petrobras será indicado por Romero Jucá para que o seu governo ganhe, de saída, uma marca velhaca difícil de mudar. Ou que o notório Eduardo Cunha tenha condições de indicar mesmo um porteiro de um posto do INSS para qualquer esperança começar a ruir.

Cunha é, aliás, um problema em si. Temer terá que, em algum momento, dizer publicamente o que pensa do presidente da Câmara, sem tergiversar. Sua respeitabilidade como governante passará por essa tomada de posição.

Ninguém imagina que Temer fará um governo sem abrir cargos para indicações do PMDB ou de partidos que o apoiaram. Não se trata disso. Mas, assim como é ilusório um ministério de notáveis,  é obrigatório que Temer blinde alguns ministérios e postos de maior relevância, como o Banco do Brasil e Petrobras, do toma-lá-dá-cá habitual.

É um desafio e tanto. Não se pode esquecer que um dos problemas que fizeram desandar o governo Dilma foram justamente os malfeitos dos companheiros petistas.

LAURO JARDIM

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
07:53

ti5ii Divulgação

A votação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff protagonizou momentos inesperados na noite deste domingo (17). Um deles foi quando o deputado Cabo Daciolo profetizou a queda da Globo ao vivo, sendo, obviamente, transmitido pela emissora.

O deputado começou com um “Glória a Deus”, relembrando que é contra Dilma, Cunha e Temer, e depois completou afirmando ser contra a Rede Globo. “Mentirosa, que fica difamando as pessoas. Em nome do Senhor Jesus, eu profetizo a queda dos senhores a partir de hoje”, falou.

Um pouco antes de declarar seu voto no plenário, Daciolo explicou ao deputado Marco Feliciano o motivo da palavra de ordem contra a Globo. Ele explicou que foi por conta de uma matéria da revista Época que havia dito que o deputado havia trocado o voto após orar com Dilma.

“Eu profetizo a queda da Rede Globo em nome do Senhor Jesus, a queda de todos os demônios que cercam a Rede Globo”, enfatizou.

 

Fonte: iG

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
07:51

Dilma Rousseff (Alan Marques Folhapress) Alan Marques / Folhapress

O diretório do PT deve discutir na terça-feira (19) que Dilma Rousseff envie ao Congresso Nacional proposta de redução de seu próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais ainda neste ano, junto das eleições municipais do país.

A ideia é que a presidente anuncie que abre mão de dois anos de mandato mesmo que chegue a ser inocentada de crimes de responsabilidade pelo Senado, que julgará se a petista é ou não inocente e se deve ser afastada em definitivo do cargo, consumando o impeachment.

No mesmo projeto, Dilma estabeleceria que, assim como ela ficou seis anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de seis anos, sem reeleição.

Há pequenas variações em torno do tema. Alguns dirigentes do PT, por exemplo, acreditam que Dilma não deve incluir na proposta de eleições a sugestão de novo período para o mandato presidencial nem o fim da reeleição.

Outros têm dúvidas sobre a conveniência de a própria presidente figurar oficialmente como autora da proposta ou se o melhor seria ela apenas encaminhar a sugestão do partido, que seria assinada também por outras legendas.

A ideia de redução do mandato de Dilma e da convocação de “diretas já”, se aprovada no PT, pode ser levada oficialmente à presidente nos próximos dias.

A proposta conta com apoio entusiasmado de parlamentares do partido e até mesmo de ministros. Outras legendas já foram informadas e podem aderir a ela.

O discurso será o de que Dilma busca uma solução para a grave crise política que o Brasil atravessa, mas que não será resolvida por um presidente, Michel Temer, que não teria legitimidade por chegar ao poder por meio de um “golpe”, segundo os que defendem a tese, e de forma indireta.

Um presidente eleito diretamente teria legitimidade e maior apoio para comandar o país em situação tão delicada, defendem. Ao mesmo tempo, acreditam, a população não seria “excluída” da solução do problema, como ocorreria no impeachment.

“Quem foi às ruas contra o governo queria Temer na presidência e Eduardo Cunha como seu vice? O Temer não tem legitimidade. Ele se aproveitou de manifestações populares para assaltar o poder”, diz o senador Lindberg Farias (PT-RJ). “Ele tem 60% de rejeição e só 1% de votos. Se esse golpe contra a Dilma se confirmar, não tenho dúvida de que ele cai em seis meses, pela pressão da população por ‘diretas já’.”

Ele diz que já discutiu a ideia com alguns senadores do PT e que os parlamentares deram apoio a ela. Afirma também que já conversou com senadores do PDT e do PSB, por exemplo, e que um projeto de diretas teria o apoio de integrantes de outros partidos.

A proposta também já é discutida na Câmara. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirma que “as ‘diretas já’ são única solução para a crise que será agravada se vingar esse golpe contra a presidente”.

O deputado Alessandro Molon, da Rede, afirma que seguramente o partido “estaria aberto a discutir a conveniência da proposta, pois já vinha defendendo a realização de eleições”.

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
07:39

aviaoO ministro da Justiça, Eugênio Aragão, mandou a Polícia Federal investigar se deputados a favor do impeachment viajaram a Brasília para a votação na sessão de apreciação em jatinhos particulares bancados por empresários.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, as autoridades vão investigar um possível crime de corrupção passiva por parte dos deputados e corrupção ativa por parte dos empresários.

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
07:36

Por Daniel Menezes

Dos oito deputados federais do RN, apenas Zenaide Maia (RN) votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na câmara.

Os demais: Rogério Marinho, Fabio Faria, Felipe Maia, Walter Alves, Antônio Jácome, Rafael Motta e Betinho Rosado votaram pelo apeamento da presidente.

Publicado por: Chico Gregorio


18/04/2016
07:33

Por Tânia Monteiro

Apesar de esperadas, na lista das traições que irritaram bastante a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Planalto estão as dos ex-ministros da Aviação Civil Mauro Lopes (PMDB-MG) e dos Transportes Alfredo Nascimento (PR-AM).

Mas surpresa mesmo veio com um deputado do Ceará que esteve ainda na tarde deste domingo, 17, no Palácio da Alvorada com a presidente Dilma Rousseff e que, depois que saiu de lá, a convite do governador do Estado, Camilo Santana (PT), foi ao plenário da Câmara e votou a favor do impeachment. “Ué, esse cara não passou a tarde toda aqui com a gente e foi lá e votou contra?”, queixou-se, “perplexa”, Dilma. Em relação a Alfredo Nascimento, afastado por Dilma na “faxina” que ela fez no início do seu primeiro mandato, todos entenderam que houve uma “clara vingança”.

Dilma está na Sala dos Estados do Alvorada, ao lado da biblioteca, assistindo pela TV à sessão da Câmara dos Deputados. Neste momento, está acompanhada dos ministros Jaques Wagner, da chefia de Gabinete da Presidência, que estava conferindo o voto dos baianos; de Ricardo Berzoini, da Secretaria de Governo; Kátia Abreu, da Agricultura;, Aldo Rebelo, da Defesa;, José Eduardo Cardozo, da Advocacia-Geral da União; e Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação. Kátia, Aldo e Edinho chegaram há pouco.

“Traição” e “decepção” são as palavras de ordem no Alvorada. Na contabilidade do governo, os deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Toninho Wandscheer (PROS-PR), por exemplo, votariam a favor do Planalto, mas acabaram votando contra. Momento de suspense na sala do Alvorada foi na hora de aguardar o voto do deputado Waldir Maranhão, do PP, que tinha primeiro se mostrado a favor do impeachment e, desde sexta-feira, 15, estava sendo comemorado como uma vitória importante para o governo.

Mudanças de votos do PSD também foram reclamadas, como de Marcos Reategui (AP), além de outras do PDT. Apesar de ter sido divulgada, por volta das 21 horas, uma foto do vice-presidente Michel Temer sorrindo enquanto assistia à derrocada de sua companheira de chapa, uma hora depois, os ministros ainda não haviam mostrado para Dilma a imagem. Com o quadro negativo e os votos “sim” andando a galope, todos evitavam apresentar a foto para a presidente.

Apesar de o número inicial de votos contra o impeachment ser de 140, o governo já admitia que não chegaria nem perto deste placar, tamanho o número de traições, seja em votos, seja em ausências que acabaram se tornando presenças. Eram esperadas pelo menos 20 ausências, e, no fim, foram apenas duas.

Dilma, que a princípio pretendia dar uma declaração ao fim da votação, desistiu de fazê-lo e estudava soltar uma nota. Mas, depois de algumas avaliações, estava preferindo deixar que o ministro José Eduardo Cardozo fizesse o papel de porta-voz. O governo estava decidindo se ele já anunciaria, na coletiva que está prevista para ocorrer no Planalto, a entrada de uma nova ação do governo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o mérito do impeachment.

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2016
10:15

FONTE: Ascom

O governador Ricardo Coutinho (PSB) está em Brasília desde quinta-feira (14), quando manteve audiência com o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. O chefe do executivo estadual tem aproveitado a estadia na Capital Federal para manter contatos com aliados da bancada federal na esperança de reverter o ímpeto de oposicionistas pela onda do impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT).

O paraibano integra um time de outros governadores sensíveis a continuidade do governo da petista, com a missão de convencer, assegurar e conquistar o voto dos parlamentares dentro do processo de impeachment.

Estão envolvidos na operação os governadores Ricardo Coutinho; Flávio Dino (PcdoB-MA); Rui Costa (PT-BA) e Wellington Dias (PT-PI).

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2016
09:36

Um dos mais respeitados advogados de Mossoró, Marcos Araújo ingressou no último dia 14 de março com embargos de declaração junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questionando o fato da Corte devolver a elegibilidade à ex-governadora Rosalba Ciarlini, quando em processos julgados pelo próprio TSE a ex-gestora já havia sido condenada pela prática de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2012.

Segundo Marcos Araújo, os embargos de declaração têm como objetivo fazer com que o TSE unifique o seu posicionamento.

“O caso de Rosalba é atípico, se é atípico é porque não é normal, teve algo de excepcional. Então os embargos são recursos feitos para demonstrar ao Tribunal que houve uma omissão, contradição ou uma obscuridade. O TSE já havia decidido que o uso da aeronave era abuso de poder econômico e político, então o Tribunal, ai reconheça-se, com influência política, os órgãos judiciais às vezes se sujeitam a esse tipo de influência, puxou uma divergência inexplicável”, destaca.

“Não sei de onde partiram as influências, mas se pode dizer que houve, obviamente, uma interferência política, isso parte da premissa que nos dias em que antecederam esse julgamento, os órgãos de comunicação diziam que os senadores José Agripino e Garibaldi estariam lá no TSE, todos os órgãos de imprensa comunicavam isso, que no processo de Cláudia (ex-prefeita), Henrique, Garibaldi, Agripino, etc., estariam interferindo junto ao Tribunal”, acrescenta o causídico.

(Foto: Assecom/RN)

Ainda conforme o advogado, a reconfiguração jurídica apresentada pelo TSE em relação aos mesmos fatos precisa ser justificada. “Aquilo que o Tribunal já havia dito que era abuso de poder econômico e político, só porque tinha a governadora em outro processo, foi dizer que não? Ou é abusou ou não é”, enfatiza.

O causídico, que representa no processo a coligação “Mossoró Mais Feliz”, da então candidata à prefeita Larissa Rosado, relata ainda que atipicidade no julgamento envolvendo a ex-governadora Rosalba vai além das contrariedades dos votos proferidos no pleno do TSE: o desmembramento dos processos relacionadas à Rosalba e Cláudia Regina também não se explica, aponta Marcos Araújo:

“Algo inequivocamente inexplicável. Por que separar os processos de Cláudia dos de Rosalba? Teve uma pauta dos processos de Mossoró, no entanto os da ex-governador foram separados e julgados em outra pauta. Eu como advogado considero esse fato muito estranho”, diz.

Sobre o prazo para o TSE responder aos embargos impetrados, Marcos Araújo revela que essa resposta é imprevisível. “O Tribunal pode trazer esse julgamento dos embargos a qualquer tempo, daqui a uma semana, um mês, um ano, ou nos próximos 10 anos. Sobre o resultado, sinceramente não temos a menor ideia”, conclui.

Uso da aeronave

Durante a campanha eleitoral de 2012, as duas aeronaves do governo do Rio Grande do Norte fizeram 87 viagens a Mossoró, segundo relatório anexado ao processo analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado, que chegou a cassar, determinar o afastamento e a inelegibilidade da então governadora Rosalba Ciarlini, em dezembro de 2013.

Do total de 87 viagens realizadas para Mossoró, 25 delas ocorreram em feriados ou fins de semana. Segundo o Ministério Público, voos aconteceram sem que houvesse na agenda oficial da governadora qualquer informação sobre participação em atos administrativos.

Fonte Rede News

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2016
08:53

O Juiz Federal Janilson Bezerra de Siqueira, titular da 4ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, negou o pedido liminar feito pelo Ministério Público Federal que pleiteava uma decisão que evitasse a obstrução de rodovias federais por parte de membros do MST. O magistrado observou que o Estado e as instituições policiais são dotados de instrumentos para garantir os valores constitucionais. Ele disse não considerar necessária nenhuma intervenção judicial, por mais louvável que seja a preocupação do Ministério Público.

“O Estado, e as instituições policiais e de segurança, são dotados, portanto, dos necessários instrumentos e poderes, inclusive de força policial justamente para garantir os interesses valorados constitucional e legalmente, contra eventuais condutas violadoras, sem necessidade de intromissão prévia e odiosa nas liberdades públicas”, escreveu o magistrado na sua decisão.

O Juiz Federal Janilson Bezerra ressaltou ainda que uma decisão judicial não agregaria novo elemento ao contexto: “Eventual decisão judicial concessiva da ordem, por outro lado, não agregaria qualquer elemento novo ou desconhecido aos órgãos do Estado, especialmente às instituições policiais, nem aumentaria um único policial ou viatura nas ruas capazes de melhorar o serviço que será prestado independentemente da intervenção”.

Blog do BG:

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2016
08:47

Planilha que faz parte da delação premiada do executivo da Carioca Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior, investigado na Operação Lava Jato, detalha suposta propina de R$ 52 milhões ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A peça faz parte de inquérito autorizado contra Cunha pelo ministro Teori Zavascki, a pedido da Procuradoria Geral da República. Que moral o Sr Eduardo Cunha tem para continuar ainda como presidente da Câmara, ele que é um dos articuladores do golpe contra a presidenta Dilma?

A planilha foi divulgada nesta sexta-feira (15) pelo jornal Estado de S. Paulo e faz parte da delação, revelada pela revista Época em dezembro.

A investigação da Procuradoria se baseia nas delações premiadas dos empresários da Carioca Engenharia Ricardo Pernambuco Júnior e do pai dele Ricardo Pernambuco. Segundo os delatores, o peemedebista recebia propina de a partir de recursos do FI-FGTS, um fundo destinado a empresas. A delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal

Este é o terceiro inquérito contra Cunha. A suspeita da PGR é de que o parlamentar tenha solicitado e recebido propina do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia –que atuava na obra do Porto Maravilha– no montante de cerca de R$ 52 milhões.

Como cidadão brasileiro me sinto envergonhado em saber que um parlamentar sem escrúpulos dita os destinos da nação e que muitos creditam nele uma limpeza ética e moral que o Brasil deve passar em face de um suposto afastamento da presidenta Dilma. Ledo engano.

Eduardo Cunha é maquiavélico e tido como um especialista em manobras no Regimento da Câmara. Somado as suas proezas na Casa, Eduardo Cunha é investigado pela Lava Jato, mas, parece que pode tudo e quer derrubar a presidenta Dilma custe o que custar, por pura vingança ao PT.

Não esqueçamos que num eventual afastamento da presidenta o Brasil não vai mudar com políticos da estirpe de Eduardo Cunha. Ao contrário, as investigações que hoje ocorrem no Brasil, sobretudo, contra políticos e empresários corruptos devem acabar. Nem mesmo o juiz herói da elite brasileira, Sérgio Moro, vai poder mais fazer suas pirotecnias e levar ao Jornal Nacional áudios para dar ibope ao programa jornalístico. Não se iluda, caro leitor. Existe acordo para aprovar o impeachment e isso passa exatamente pelo fim da Lava Jato, cujas investigações atingem políticos de todas as matizes partidárias.

E quem estaria por trás disso? Advinhe, leitor.

A conferir!

Acesse o blogdobarbosa clicando no link http://www.blogdobarbosa.jor.br

New York Times lembra que algozes de Dilma sofrem processos por corrupção

Em matéria com análise sobre o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o jornal norte-americano The New York Times faz menção aos algozes da presidenta. O texto concentra críticas a figuras da política nacional que, às voltas com os ”próprios escândalos”, agora patrocinam o rito de deposição presidencial – entre eles o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e o deputado Paulo Maluf (PP-SP).

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2016
08:40

eryey Ilustração

Dos 39 deputados da Bahia, 24 já se manifestaram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O estado é onde a petista tem, proporcionalmente, o maior apoio pela manutenção do seu mandato. Governado pelo petista Rui Costa, que sucedeu o também petista Jaques Wagner, hoje um dos ministros mais próximos à presidente, no estado a aliança nacional que elegeu a presidente permanece intacta.

Mesmo ameaçados de expulsão e de perderem poder na legenda, os deputados do PP da Bahia devem votar contra o impeachment. Esta situação tem uma explicação. O vice governador baiano é João leão, presidente do PP estadual, e pai do deputado Cacá Leão. A família Leão não está disposta a trocar o poder no estado pelo voto pró impeachment. O mesmo acontece com Mário Negromonte Jr.

Ele é filho do ex-deputado e ex-ministro das Cidades do primeiro governo Dilma Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios por indicação do governador Rui Costa e as bênçãos do hoje ministro Jaques Wagner. João Leão aceita perder a direção do PP baiano e negocia a não expulsão do filho Cacá e de Negromonte Jr, pressionado pelo PT e pelo Planalto a votar contra o impeachment.

Também dividido como o PP em nível nacional, o Partido Social Democrata na Bahia apoia a presidente. O deputado Paulo Magalhães, por exemplo, é um dos mais fiéis escudeiros de Dilma. Vai votar contra o impeachment e tem trabalhado para conseguir votos dos indecisos sobre o impeachment. Sobrinho do senador já falecido ACM, Magalhães comenta com amigos que nunca foi tão bem tratado como nos governos petistas, tanto na Bahia quanto em nível nacional. Os deputados Antônio Brito, Fernando Torres e José Nunes também devem apoiar a permanência de Dilma.

O mesmo fenômeno ocorre com o Partido da República. Com dissidências pró impeachment em outros estados, na Bahia o PR garante o voto pró-governo dos deputados José Rocha, José Carlos Araújo e João Carlos Bacelar já anunciaram voto contra o impeachment e permanecem na aliança estadual com o PT. O mesmo fenômeno ocorre com o PDT baiano que dará o voto do deputado Feliz Mendonça Junior contra o impeachment.

Assim como em 1992 durante a votação do impeachment do presidente Fernando Collor, a bancada de deputados da Bahia foi a que mais apoiou a permanência do ex-presidente no cargo e garantiu oito votos pela manutenção do mandato do ex-presidente. Seis deputados se ausentaram do plenário, o que contou votos a favor de Collor. Apesar da resistência baiana capitaneada pelo então governador ACM e seu filho, deputado Luiz Eduardo Magalhães, ambos já falecidos, o impeachment foi aprovado.

 

Fonte: Congresso em Foco

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2016
08:37

Dilma 1 Alan Marques - 02.dez.2015/Folhapress Reprodução

Faltando 24 horas para saber se continuará enfrentando o processo de impeachment que tramita na Câmara, a presidenta Dilma Rousseff passou o sábado (16) em reuniões, analisando o cenário de votações para este domingo (17).

Além de escalar sua equipe para fazer o “corpo a corpo” com deputados, Dilma recebeu o apoio de parlamentares e aliados e dedicou o dia a uma agenda reservada. A única agenda pública que teria, a participação em um ato de apoio com movimentos sociais, foi cancelado devido a compromissos com lideranças parlamentares. A participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento, de acordo com um interlocutor do Palácio do Planalto, foi suficiente e permitiu que ela se preservasse.

Pouco antes das 15h, Dilma saiu do Palácio da Alvorada, sua residência oficial, e foi para o Palácio do Planalto, onde se reuniu com deputados do Piauí e o governador do estado, Wellington Dias (PT). Dentre os parlamentares piauienses que se declararam contrários ao impeachment está o ex-ministro Marcelo Castro (PMDB), que deixou o cargo para fazer o “enfrentamento político” como deputado, segundo o governo.

No fim da tarde, o ex-governador do Ceará, Cid Gomes, que, no início do mês, apresentou um pedido de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer, o qual foi arquivado dias depois pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conversou com jornalistas antes de se dirigir para o Alvorada.

“Vai ser uma luta até a última hora. Não tem nada decidido. Quem tiver cantando vitória antes do tempo, pode queimar a língua”, afirmou. Cid Gomes disse que ficará em Brasília durante o tempo em que puder ajudar a presidenta, mas que proporá um distanciamento do seu partido, o PDT, da base do governo caso o impeachment seja derrotado neste domingo.

“No final das contas, as pessoas vão perceber que o que está em jogo é uma disputa entre um partido e outro, para boa parte das questões. Eu estou envolvido nisso. Não tenho nenhum interesse. Defendo que o meu partido, no dia seguinte à Dilma permanecendo, a gente saia do governo. Acho que o Brasil precisa de muitas mudanças, mas o que a gente tem que defender é um valor democrático. Mandato é uma coisa consagrada pela população”, disse Cid Gomes.

Apesar de publicamente afirmar que tem mais de 180 votos para impedir que o impeachment passe na Câmara e seja analisado pelos senadores, o Planalto prefere trabalhar com a ideia de que os oposicionistas não possuem o apoio necessário e que tentam criar uma onda de “já ganhou”. O governo continua apostando que pelo menos dez deputados faltem à votação. Para aprovar o processo de impeachment são necessários 342 votos favoráveis. Isso significa que aqueles que são contra o processo precisam de 172 votos, que podem incluir abstenções ou mesmo ausências.

Além de ter se reunido com alguns governadores nos últimos dias, em busca de angariar apoio de bancadas estaduais, Dilma escalou ministros para participar de conversas diretas com parlamentares, como dois almoços oferecidos por aliados nesse sábado.

Fonte Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio