Por Aluísio Lacerda
Já que os meteorologistas pouco explicam a ausência das chuvas, tentei pesquisar nos jornais da região. O quadro é assustador. “A seca colocou de joelhos uma região inteira. Fez o Agreste sertanejar. Os cinco anos consecutivos sem chuva em Pernambuco ganharam aqui a dimensão de uma tragédia. Silenciosa e diária”, anotaram os bons repórteres Ciara Carvalho e André Nery, do Jornal do Comércio.
Um agreste seco e esturricado, nichos da economia do Estado? Se a bacia leiteira e o polo de confecções estão literalmente a pedir socorro, imagine o drama em pleno Sertão, no semi-árido? A humilhação de mendigar por água em pleno século 21? Isso desmoraliza qualquer discurso.
Na vizinha Paraíba, os meteorologistas da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa) e da Universidade Federal de Campina Grande preveem chuvas dentro da média histórica nos três primeiros meses do ano nas regiões do Cariri, Curimataú e Sertão.
As regiões do Cariri e Ibiapaba, no Ceará, concentraram as maiores precipitações na pré-estação chuvosa, que compreendeu os últimos dois meses, com média de 148 e 108 milímetros, respectivamente.
No Seridó potiguar, chuvas para apagar poeira um dia sim, três dias não. Sufoco!



Em tese de doutorado apresentada na Faculdade de Direito da USP, em julho de 2000, o hoje ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, defendeu que, na indicação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, fossem vedados os que exercem cargos de confiança “durante o mandato do presidente da República em exercício” para que se evitasse “demonstração de gratidão política”. Por esse critério, ele próprio, um dos cotados para a sucessão do ministro Teori Zavascki, estaria impedido de ser indicado pelo presidente Michel Temer.






